O podcast de encerramento da primeira temporada do projeto "Cuidadores de Esperança" apresenta uma reflexão profunda sobre a proteção da infância e das pessoas vulneráveis na Igreja. A iniciativa, desenvolvida em parceria entre a Provincia Marista do Brasil, a CRB e a Diocese de São José dos Pinhais, demonstra o envolvimento integral da comunidade eclesial — clero, religiosos e leigos — na construção de políticas pastorais de proteção. O projeto é inspirado no "Moto próprio" do Papa Francisco, "Vox Ex Lux Mundi", que orienta a Igreja a cuidar da vida dos mais vulneráveis. A experiência da diocese de São José dos Pinhais mostra um processo de 12 meses envolvendo pesquisa, revisão de conteúdos e ações pastorais que fortalecem a consciência e a responsabilidade. A CRB, por meio do Núcleo Lux Mundi, desenvolveu um modelo nacional de formação, prevenção e orientação, com impacto regional e internacional. Apesar de resistências culturais e medos de denúncias, o projeto reafirma que a proteção é uma expressão da missão evangelíca de amar e cuidar. A esperança é apresentada como um verbo, um chamado à ação contínua, à formação e à consciência. O podcast conclui com um convite para que os ouvintes revisitem os materiais, continuem como "peregrinos de esperança" e fortaleçam a rede de cuidado, promovendo a proteção como prática pastoral diária, com responsabilidade, sensibilidade e amor.
[música]
Boas vindas a você que nos acompanha.
Esse é o episódio de encerramento dessa primeira temporada.
Nós esperamos que seja a primeira temporada de algumas outras.
Dupo de kest cuidadores de esperança, que é uma produção do centro-marista de defesa da infância.
Eu sou José Alibarboza, você já me conhece, nós já estamos aí a quase 10 episódios ou mais dialogando,
trazendo os temas do jubileu da esperança, trazendo esses temas alinhados sempre com temas de prevenção,
com temas de pastoral, de teologia, então, trazendo pessoas também muito especiais para uma conversa de poucos minutos,
mas que têm sua profundidade e tem suas continuações também na vida de quem nos acompanha.
Temos aqui hoje dois convidados especialíssimos, vou deixar que vocês se apresentem e que contem também um pouco do que vocês fazem, como missão.
E onde que vocês realizam essa missão também?
Para os nossos telespectadores ouvintes, porque aqui a gente está falando com katequistas, lideranças, religiosos e todo aquele povo de igreja,
que acompanha também esses conteúdos do faral de 1817, dos nossos parceiros também ali pelas redes sociais e outras plataformas.
- A vontade bem-vindos. - Por favor, Dom Cell, Santor Amarquiore,
Bispo diocesano da diocésia e de São José dos Piñais.
É uma alegria estar com vocês neste podcast pela primeira vez.
Primeira vez, não pode o podcast, nossa, Dom Cell, isso é bem-vindo. Olha aqui, onde a gente.
Maravilha, bem, eu sou irmão José Augusto, conhecido como irmão Guto, irmão marista,
Natua aqui na Provincia Marista, Brasil, Centro Sul, atualmente também faço parte da equipe de coordenação da CRB,
conferência dos religiosos do Brasil aqui do Paraná, e dentro da Provincia atu com a animação vocacional,
e também junto às juventudes dentro da Universidade.
E uma saudação especial a todos que nos acompanham em casa, as pessoas dos movimentos eclesiais,
as pessoas que buscam um pouquinho dessa partilha, também, desse cuidado nas nossas infâncias.
É um momento histórico, e é um momento histórico porque a gente está aqui com Dom Cell.
Vou começar essa conversa trazendo assim a palavra para ele.
O projeto é com os de proteção, ele está na sua segunda edição, vamos dizer assim.
E quem nos acolheu para esse momento, esse projeto, para uma caminhada de 12 meses,
foi a diocésia de São José dos Piñais.
É uma alegria muito grande de Dom Cell, se ter o senhor aqui.
E partilhar um pouquinho também de como foi essa experiência, que foi vivida com a comunidade,
foi vivida com os catequistas, com as lideranças, com os padres da diocésia,
todo mundo se envolveu e a gente fez uma pesquisa lá.
Então, o convite foi feito para Dom Cell, porque a gente sente que foi um bispo que abriu os braços assim para o projeto.
E a gente ficou muito feliz de poder ter sua participação aqui.
Então, eu vou começar perguntando para Dom Cell, mas a pergunta também vai para você, irmão Guto,
depois de Dom Cell, se você fica a vontade.
Mas Dom Cell, o que, por senho, significa significar esse projeto.
A gente chama de cuidadores de esperança, porque desse projeto nasceu um conteúdo,
e a gente fez esse conteúdo alinhado com o jubilão do esperança.
Então, queria que o senhor falasse um pouquinho de como foi essa experiência
para a gente ter presente e ficar feliz também com os resultados.
Como você mesmo falou, houve um envolvimento de toda a diocésia,
do clero, dos religiosos, religiosas, seminaristas, de muitos leigos e leigas.
E esse projeto veio ao encontro de um trabalho que já estava realizando
a partir do Papa Francisco, nós vivemos uma cultura do cuidado.
Claro, com os outros papas também, mas o Papa Francisco enfatizou mais o cuidado da vida como um todo.
Da vida humana, da vida da criação, enfim, a cultura do cuidado.
E justamente, nesses últimos tempos aí, estamos trabalhando bastante com esse assunto.
A proteção da infância, a proteção das crianças e dos de pessoas vulneráveis.
Então, esse projeto nos ajudou a ampliar, inclusive, a nossa compreensão,
e também a nossa ação em relação a este assunto.
Além da diocésia, essa é uma iniciativa marista, proteger também a evangelizar,
é uma frase que estamos usando no podcast, nos materiais, como irmão marista,
como é que você vê essa iniciativa de pegar uma diocésia e fazer um trabalho
que pode ser depois multiplicado para a Igreja do Brasil inteiro, quem sabe para o mundo,
e fazer com que as pessoas sejam cuidadores de esperança,
mas também aqueles que são os protetores das pessoas vulneráveis e um determinado local.
Como é que você encaixaria a missão marista nesse contexto?
Sabe, Gio, eu estava pensando aqui, e é muito bonito de recordar a frase
de São Marcelino Champaiar, nosso fundador, ele dizia o seguinte,
para bem educar é preciso amar, e amar quer dizer cuidar, amar quer dizer olhar,
justamente como uma pedra bruta ser lapidada, mas que precisa de todo esse cuidado.
E quando a gente fala dessa Igreja em tempos de sinodalidade, que bonito que é
uma diocésia, um bispo de uma Igreja particular, acolhei a abraçar um projeto desse.
Não se trata apenas de um projeto piloto, mas de uma maneira que a gente faz a coisa acontecer,
mas com cuidado, e com cuidado com todas as pessoas envolvidas, com o claro,
com todo o povo de Deus, com todas as pessoas, com todas as lideranças,
e principalmente com esse olhar devotado ao cuidado com as crianças.
E quando olhamos a nossa missão marista, olhamos esses artífices da nossa missão,
a nossa vida, a qual dedicamos também, como maristas de Champaiar a nossa missão,
podemos dizer que é colocar o evangelho em prática.
A gente não pode falar do evangelho distante, do um Deus distante,
mas um Deus que caminha conosco, e falar da proteção é falar de cuidado, de carinho e de amor.
Muito bonita a sua fala, e de fato, o amor que quem envolveu o projeto.
A gente viu na diocésia, assim, a dedicação das lideranças, a dedicação também,
de revisar esses materiais que nós produzimos, e a diocésia esteve envolvida
inteiramente na revisão dos conteúdos. Olha, dizendo, isso aqui cabe, isso aqui nunca.
Vou melhorar isso aqui, pastoralmente isso aqui funciona melhor.
Eu trago aqui a pessoa do Padre Selma e a pessoa do Leo, que estiveram incisivamente nos ajudando
a ter esse olhar mais pastoral, trazer um conteúdo que realmente funcione para o pastoral,
que tem muito da experiência da diocésia também, trazendo toda a riqueza vivida
para que a gente possa compartilhar com outras diocéses, quem sabe.
Então nesse sentido, a gente vai entrar também no outro contexto, que é um contexto também de desafios.
Mas a gente faz uma pausa e a gente volta depois falando um pouquinho
dos desafios que podem existir quando a gente fala de proteção e de políticas de proteção
dentro de uma diocésia, por exemplo, ou de uma congregação ou de uma conferência dos religiosos.
Tá bom? A gente volta já.
Estamos de volta falando da importância de ter uma diocésia junto ao projeto écos de proteção.
De ter uma conferência, vamos dizer assim que a CRB também abraçou através do Nucla Luxemund.
Essa missão é esse projeto. O irmão Conto está aqui representando a CRB para nada,
mas também os irmãos maristas. E a gente volta e eu pergunto para o Don Cells.
Quais os desafios, quando a gente pensa em vulnerabilidades, pessoas vulneráveis numa diocésia,
do tamanho da diocésia de São Zezados Piñais? E qual a importância também de ter um projeto
que olha para essas vulnerabilidades e tente trazer uma solução que envolva toda a comunidade?
O que é que se eu tem para não dizer nesse sentido?
Os desafios são grandes. E um ponto que eu tenho sempre em mente,
como diz o Profeta, como diz Deus através do Profeta Auseias 4/6, meu povo peresse por falta
de conhecimento. Então por falta de uma compreensão melhor, mais fundamentada a respeito
desse assunto, da proteção, da infância e dos vulneráveis. Por falta disso muitas vezes,
encontramos algumas resistências.
para trabalhar esse assunto.
Então, a gente tem que, como muita cautela, como muita prudência,
porque, por um lado, por um lado,
não podemos nos omitir,
e, por outro lado, também temos que tomar cuidado
para não entrar, digamos, numa situação de calúnia,
de calúnia, de alguma coisa que de repente,
então, temos que ser muita prudência,
quando interrecebe,
sobretudo, quando interrecebe, uma denúncia nesse assunto.
Acredito que isso do conhecer,
acredito que trazê o documento do Papa Francisco,
acho que foi um ponto assim de partida para muita gente,
para muitas diocéssias, para a igreja do mundo inteiro.
Então, desse ponto de partida, precisamos colocar em prática isso aqui,
mas fazer com que as pessoas entendam a importância daquilo,
para não deixar que existam mais casos de abuso,
ajudar as pessoas a terem também um pouco de conhecimento,
para se proteger.
Como que um catetista pode também ter aquele olhar protetor,
de saber o que está acontecendo numa casa,
numa família, num contexto que a igreja as vezes não alcança.
Então, são, de fato, dinâmicas difíceis,
mas que exigem também um trabalho que pode levar muito tempo.
E a diocéssia já começou esse trabalho,
os catetistas já começaram esse trabalho.
Junte com a pouca, a gente teve também uma pesquisa,
foi muita conversa, foi um processo que demorou 12 meses,
que não está concluído,
mas a gente tem um relatório, a gente conhece,
que acontece ali através de dados.
E irmão Guto, a CRB faz um trabalho lindíssimo,
por meio do Nucleulux Monde.
A gente vai trazer a fala aqui, derma Maria Inês daqui a pouco,
mas como é que você vê o trabalho da CRB,
o trabalho da sua congregação,
e a missão que a gente tem daqui,
que em diante de políticas de proteção, por meio de uma conferência,
que vai ajudar outras congregações,
outras geocéssis também a pensar e a conhecer,
melhor aquilo que a Igreja está produzindo
e que está colocando assim na mesa.
Olha, temos isso aqui,
e a gente faz com isso aqui agora.
Exato.
Esses é uma coisa muito interessante.
Acho que, em tempos difíceis, até de uma compreensão,
às vezes, até de uma compreensão,
a partir do poder cognitivo mesmo,
as pessoas têm alguma dificuldade de empreender
que essa pauta não é mimim,
mas é um assunto que gerador,
que é incomodo que traz traumas,
que reflete de maneira dolorosa a vida das pessoas.
E quando a gente traz a luz do magistério do Papa Francisco,
essa luz do mundo,
quando a gente reflete as dores que os mais vulneráveis enfrentam também,
a gente se coloca de uma maneira sensível e empática.
Nos recorde Jesus Cristo no Evangelho,
que é preciso cuidar,
deixar e virar mim os pequenos.
E essa é uma forma de cuidar.
Mas, quando a gente olha também tantas as vulnerabilidades,
a gente corre um risco de enquanto ser rebede,
enquanto igreja particular,
também a gente relativizar os casos.
De relativizar, não, não é bem assim e tal.
Mas é preciso apurar como donos traz, né?
É importante olhar a denúncia ser apurada,
com seriedade, com serenidade,
mas principalmente com caridade.
Nós não podemos brincar entre aspas com a vida das pessoas,
jogar com a vida das pessoas.
É preciso ter esse olhar.
E dentro da congregação,
dentro do Instituto dos Irmãos Maristas,
dentro da CRB,
também nesses últimos tempos,
nós temos implementado os protocolos também de segurança.
Não se tratam apenas de meros protocolos
para dizer que a gente tem.
Não, mas por que que a gente faz isso?
Por que com os acessores que serão trabalhados,
temas com os formandos da vida religiosa e consagrado?
Por que são necessários esses cuidados?
E às vezes a gente não se dá conta,
porque a gente vem daquela cultura.
Não, mas sempre foi feito assim.
Os tempos são outros,
os cuidados são outros.
E a gente precisa se atualizar
a luz do Evangelho também.
A gente precisa trazer
essa luz do mundo também,
atualizando cada vez mais,
esses écos de proteção.
Nós, o próprio Cristo fala,
céus e terra passarão.
Mas eu não passarei.
Minha palavra não passará.
Ou seja, tudo muda,
mas o Evangelho, o cuidado
e esses valores evangelicos
do cuidado da proteção se mantém.
Olha, eu fico pensando assim,
que eu falei isso.
Aqui é um processo lento,
é um processo de anos.
E um exemplo que a gente tem
é o Nuclelox Mundia.
A gente tem esse momento,
agora, para ouvir um pouco
de como surgiu quase os desafios que aconteceram
quando a CRB abraçou
o Moto próprio do Papa Francisco,
vai a sua luz do mundo,
e disse assim, não,
a gente vai criar alguma coisa
que vai permanecer.
Então, a gente vida para ali.
Assista a fala da irmã Inês.
A gente faz intervalinho depois
dessa fala e volta.
Eu vou resgatar algumas coisas
para a gente conversar aqui
sobre o que ela disse.
Que eu acho que são sinais de esperança
para a gente ter presente,
também que a gente está terminando
um jubileu,
um jubileu que o Papa Francisco nos deixou.
Começou e o Papa Leu está
também fazendo com que
de liantemente seja finalizado,
mas com esse sentido de que não é o fim,
mas é o começo de um novo tempo.
E a irmã Inês traz muito
uma palavra de esperança para a gente.
Então, a gente pode virar para ali,
assistir.
E você que está em casa,
também escute com muita atenção,
porque são palavras muito fortes.
Eu acredito que vão tocar a seu coração,
mas também vão deixar uma semente
de inquietude plantada.
Com alegria, acolhio, convite
do Centro Marício de Defesa da Infância
da Dolecência,
para estar nesse momento,
assim colocando um pouco a experiência nossa,
como conferências religiosos do Brasil,
na defesa da criança dos adolescentes
e pessoas vulneráveis.
Eu sou a irmã Inês,
Vieira Ribeiro,
pertenço a Congregação das Irmãs
mensageiras do Amorte Vino,
a Congregação nascida na Terra
da Padreira do Brasil, em Aparecida.
E no momento, eu resido no Sudimínio,
na quitossés de Pouso Alegre,
e trabalho com a formação,
com retiros, com assessorias,
tanto a vida consagrada,
como aos leigos e leigas.
E estive na CRB,
por no período de três mandatos,
de 2013, até 2022,
a frente da conferência,
e sempre no nosso trabalho,
como missão específica
da CRB Nacional,
da conferência religiosa do Brasil,
é justamente animar a vida consagrada.
Ajudar-nos a todos religiosos e religiosos,
a vivermos a nossa vocação,
acolhemos esse designo de Deus
para cada um e cada uma de nós,
de respondermos, cada dia,
com a nossa vida,
com o nosso testemunho,
e com a nossa missão.
E a missão da vida consagrada,
como eu gosto sempre de repetir,
que é uma merece de casas,
que foi presidente da conferência
latina-americana dos religiosos,
ela sempre dizia com muita missão,
que o lugar da vida consagrada
é onde a vida clama.
Então, no período que estiver na CRB
e sempre dentro da minha vida consagrada,
eu vejo que realmente a minha missão,
a nossa missão,
é estar do lado dos pequenos,
dos que sofrem,
dos que são justiçados,
dos vulneráveis,
dos pobres.
E se nós olharmos a vida consagrada,
em todos os recantos do país,
do Brasil e do mundo,
nós sempre nos deparamos,
com pessoas consagradas,
onde a vida realmente está mais ameaçada,
mais sofrida.
Foi assim, então, que,
quando Papa Francisco
lançou, em 2019,
o Moto próprio,
Vox Ex-Lux Mundo,
de Vox Ex-Lux Mundo,
de Vox Ex-Lux Mundo,
que é justamente uma orientação da igreja
para a defesa da criança,
da adolescente pessoas vulneráveis,
na questão dos abusos,
por parte de membros da igreja católica.
Então, quando,
o Papa Francisco lançou esse Moto próprio,
já tocou meu coração profundamente,
e eu estava sempre muito atenta
a ver o que a conferência religiosa do Brasil
poderia fazer,
neste aspecto,
mesmo que a nossa conferência,
já tem N iniciativas,
não só como coordenações regionais
e a nacional,
mas como cada congregação,
no meio dos mais pobres,
os mais pequenos, os mais vulneráveis,
mas como instituição nacional,
o que poderia fazer,
fazer. Foi assim que podemos dizer que o núcleo, o Lucas Munde, que é um escritorio de serviço
de proteção, né, a criança adolescente e adulto vulnerável, que está em Brasília, um escritorio,
um centro de acolhida, um centro de orientação da confiança religiosa do Brasil e parceria com a
cena de bebê, é que surgiu, então, tudo começou, podemos dizer, graças à nomeação do Nelson
de Ovanelle, que é um dos fundadores da fazenda da esperança. Em 2017, aliás, 2018, ele foi nomeado
pelo Papa Francisco como membro da comissão pontificia para a proteção dos menores, um termo utilizado
no Vaticano, no Brasil, nós já não utilizamos esse termo, não é? Mas o Nelson logo que ele foi
nomeado, numa reunião no Vaticano em 2018 ainda, o Papa Francisco convidou os membros da comissão
pontificia a fazer algumas experiências piloto, quer dizer, na prevenção, na orientação, né, no
traçado de, podemos dizer, assim, diretrizes para a proteção, então foram escolhidas, escolhidos
três países para experiências piloto, que foram o Brasil, a Zâmbia e as Filipinas, então,
quando Nelson volta de Roma dessa reunião, ele começa a pensar, né, e exatamente ele começa a
procurar um meio de levar à frente a proposta de um projeto piloto de combate à violência sexual
na igreja, e exatamente ele procura a CNBB, ele procura a CRB, como poderia desenvolver esse trabalho,
como desenvolver piloto na igreja do Brasil, então, a CRB foi procurada, e interessante
observar que no início havia um certo receio, uma certa resistência da conferência nacional
dos bispos do Brasil, eu percebi de perto, a companhia de perto, toda a realidade, e vendo
pouquinho a dificuldade, a resistência, eu dei todo o apoio como conferência religiosa
dos do Brasil, a iniciativa da comissão pontifícia do Nelson Giovanele, com a comissão pontifícia
de proteção à crianças e adolescentes, então, o trabalho, quando ele nos procurou, né,
a primeira iniciativa que deveria ser realizada seria um encontro seminário nacional para
iniciar, então, a escuta da realidade, então, chamamos, então, o primeiro encontro nacional,
sanando as próprias feridas, que seria justamente uma ocasião discutar pessoas que foram
machucadas na violência sexual, então, esse encontro realizou se 2019, na fazenda da esperança,
lingua latinheta, com a presença de 320 participantes, a nossa conferência dos religiosos do Brasil
se fez presente com as 20 regionais do Brasil, nós tivemos representantes das 20 regionais
do Brasil, então, foi, assim, um momento inédito, e assim, o caminho foi, seguindo, a partir
de 2019, revisou, depois, um segundo encontro, sanando as próprias feridas, mas, aí, depois,
em conversa com o Nelson, a comissão pontifícia e outras pessoas envolvidas, nós tivemos
a ideia de iniciar um trabalho sistemático que deveria concentrar os esforços, a nível
nacional, a partir de um núcleo, de serviço à igreja, na proteção de crianças e adolescentes
e vulneráveis, então, o núcleo tem uma história, e só foi a frente graças a CRB, eu digo isso
com toda a sinceridade, com toda a humildade, porque nós abraçamos a causa, quando encontrei
papafrancisco em 2022, que tivemos um encontro, uma conversa pessoal, a primeira palavra que
eu lhe disse no seu ouvido com muito carinho foi papafrancisco, eu queria dizer ao senhor
que a conferência dos religiosos do Brasil abraçou a causa que está muito forte, muito presente
no seu coração, que é a proteção das crianças adolescentes e pessoas vulneráveis, na questão
do abuso por pessoas da igreja, então, isso para mim ficou muito marcado, então, a CRB
empenhou-se, mas como nós tivemos um apoio financeiro de uma entidade que também queria
expandir, e só nos garantia uma ajuda, um custo, nos custo desses escritórios, desse serviço
que dê pedir de pessoas, de um escritório, etc., só se nós ampliá-semos com a participação
da conferência dos bichos do Brasil, a CNBB, aí foi o caminho longo, o caminho ardo para
assumirmos juntos como duas grandes conferências esse serviço, então, aquele ano de 2020, que
nós iniciamos o núcleo que esmonde, a CNBB já tava fazendo uma pesquisa junto às diocéses
do Brasil, porque uma das pedidos do papafrancisco foi exatamente que cada diocésse, cada congregação,
cada instituição, tivesse, tenha, podemos dizer, não é, as suas diretrizes, o seu protocolo
de proteção, como agir nas diversas circunstâncias e necessidades, e nós sabemos que isso é
um trabalho exigente que está em caminho, porque há resistência, notas então que a nossa
igreja pouco a pouco vai se abrindo com mais transparência a essa questão, há um grande
receio, e o receio que eu vejo às vezes a nível de igreja é que nós abramos o diálogo, escutemos
as vítimas, e essas vítimas vão depois cobrar da igreja, cobrar inclusive no sentido financeiro
como aconteceu em muitos países, eu acredito que isso seja uma das causas, uma das razões
que podemos dizer para este receio, esta lentidão no processo de abertura e no serviço de
proteção. Então, nós agora, como igreja, como núcleo, que marceu em 2020, há 5 anos de
caminhada, nós chamamos de serviço eclesial, de proteção, a criança, adolescentes e os adultos
vulneráveis. Então, o trabalho que faz esse núcleo é exatamente este, colaborar para que as
instituições da igreja católica tenham as suas ações concretas, as suas diretrizes concretas
de proteção, e trabalhar na prevenção, trabalhar na orientação e preparar mais as pessoas
para que enfrentem essa situação. Então, fala-se, de ampliação desse projeto, não só
a nível de congregações, de diocéssis, mas também as comunidades novas, que, Brasil,
tem muitas comunidades novas, né? E o núcleo, no momento, tem recebido muitos chamados
para a orientação, para a criação dos serviços de ouças anos e da vida consagrada. Aconteceram
muitos cursos, já, por todo o Brasil, né? Entre eles, oitinerar é formativo que aconteceu
na série Bem Diversos Módulos para a vida consagrada durante três meses com uma boa, com
uma grande participação. E também, há uma cooperação ampliada, interessante que o núcleo
é conhecido mundialmente. Se expandiu, está presente no selã, está presente na clara,
que é conferência latina americana, nos felijosos, na conferência psicopal latina americana,
bem como no Vaticano. Quantas vezes membros do nosso núcleo, a nossa coordenadora geral que
é a doutor Iliane. E nós temos claramente que é uma voz na igreja, esse trabalho realizado
a partir da iniciativa e dos esforços da conferência os felijosos do Brasil. Sente-se
agora que já há um pouco mais de leveza e não tanto um tabul neste assunto na igreja.
O mais importante é que. que insistamos no projeto, que insistamos no trabalho,
por isso eu quero parabénizar esse centro de defesa da infância
do centro marista da congregação marista no Brasil.
Nós percebemos que ainda há resistência às mudanças.
O maior perigo é a imunização.
Parece que muitas pessoas, organizações se sentem imunes,
que não são atingidas por essa situação.
Há um hábito, frágio em nós, de não querermos a mudança.
De não querermos a mudança.
Nós temos que vencer às resistências.
Nós temos que vencer os obstáculos que impede as mudanças radicais em nossa igreja.
Porque a igreja existe a partir da missão de Jesus, a serviço da vida,
a serviço dos irmãos e irmãs, principalmente os mais vulneráveis.
Então se a igreja não protege, se a igreja não anima, se a igreja não ajuda, não colabora,
não incentiva, não está vivendo a sua missão profética.
Por isso o trabalho deve ser sistemático.
Onde a mais resistência é onde as nossas instituições devem investir mais.
Onde nossas pessoas, que podemos dizer assim, carregadas e no dadas de um ardor profético,
deverão se empenhar e doar-se cada vez mais.
Nós temos que pensar na centra aguardar das pessoas fragilizadas,
nas pessoas vítimas, a mudança exige tempo, a raul caminho promissor,
porém muito a ser realizado.
Por isso nós desejamos que o trabalho realizado por todas as instituições de nossa igreja,
através dos pequenos serviços, como núcleos mundes e outros que a igreja realiza,
sejam realmente levados a frente, com muito empenho, com muita responsabilidade e com muito profitismo.
Para bem-mezzo a todos que estão se esforçando nesta caminhada e nesta missão.
Se acompanhar as palavras da irmã Mariana Isviera, que foi presidente da CRB, há um tempo atrás,
acho que depois elas já foram duas presidências.
A gente hoje tem como presidente a irmã Mariana de Ferro Rocha, que é cor de Mariana,
mas a irmã Mariana é isso que fez um trabalho muito legal há uns cinco anos atrás,
quando foi fundado no Clilux Mundi, e ela trouxe essa experiência para a gente como um sinal de esperança.
Então a gente vai comentar isso daqui a pouquinho, vamos tomar uma água,
faço seu cafézinho, revise suas anotações e a gente já volta.
Esse é o terceiro bloco e a gente volta resgatando as palavras da irmã Inés, que falam de esperança,
falam da história do Clilux Mundi, a importância também da CRB Nacional,
para trazer políticas de proteção como algo natural para as congregações, para as diocés e para as paróquias,
por meio da formação, por meio de encontros, por meio da formação de consciência,
sobre o que a igreja já tem feito e o que a igreja propõe como solução.
Para casos de abuso, para tudo o que a gente puder imaginar que atinge pessoas em situação de vulnerabilidade.
A irmã Inés falava muito de resistência, de esperança, de não desistir.
A gente fez essa gravação previamente e quando deslegou a lá de se diz,
ele continua com essa missão, continua, fala para os maristas,
fala para diocés e continuarem com isso, porque é muito importante.
A gente ser um canal, onde as pessoas confieem que podem também se abrir.
Então, nesse sentido, a gente fala de esperança, a gente já falou dos desafios,
mas a gente fala de esperança e também pode resgatar os desafios através da esperança,
como algo que vai solucionar o gular na frente.
Eu pergunto para vocês, como transformar em atitudes concretas, essa esperança,
que brota, vamos dizer assim, de um descontentamento, de uma inquietudia,
e também daquilo que a gente vê que acontece.
A gente tem aqui o bíço da diocésia de santo de jados pinhais,
mas eu poderia falar lá na minha diocésia, que diocésia de Manaus,
aqui diocésia de Manaus, aqui onde eu vim, que não era algo muito falado.
Eu fiz teologia, a gente não falou disso na teologia.
Então, como é que pode ser um sinal de esperança hoje a gente fala disso
e trazer políticas de proteção de forma concreta?
Aqui nos bastidores do Dom Seus falava também da consciência da gente,
que a gente precisa ter de que cada diocésia também tem uma comissão,
pode explicar um pouquinho disso para a gente e falar de esperança
por meio dessas soluções que já existem.
Então, antes do projeto ser iniciado em nossa diocésia,
nós já tínhamos um trabalho com a comissão de tutela.
E é uma comissão provincial, ou seja, da província da diocésia de Curitiba.
Então, com todas as diocésias que fazem parte da nossa igreja mãe,
digamos assim, a igreja de acarque de diocésia de Curitiba.
Então, a gente já vinha fazendo um trabalho ainda muito pequeno,
muito com muitos Melindres ainda.
- Bem tímido ainda. - Bem tímido ainda, né?
Então, com esse projeto que eu percebo, é que ele abriu mais os horizontes
para que não só para que a gente pudesse compreender melhor a respeito do assunto,
mas também que a gente pudesse ter mais liberdade para falar sobre isso.
- Legal. - Porque às vezes, sabe, a gente tem alguns receios,
alguns Melindres, como eu disse, né?
E como é importante a gente ter liberdade para falar sobre esse assunto.
E a partir disso, também, como eu falei nos bastidores aqui,
além disso, como aumentaram as denúncias depois, né?
- Porque o povo vai conhecendo, né? - Sim.
Vai se conscientizando.
E, claro que estou dentro, digamos, assim, de uma igreja que está vivendo
a assinudaridade da nossa diocésia, que estamos vivendo um projeto de reinitiação,
dentro desse ano jubilar, como peregrinos de esperança,
como a gente falou, um ano que está sendo concluído,
o ano jubileu, mas passamos a viver um novo tempo.
Então, como este assunto, ele pode nos ajudar na própria ação evangelizadora,
na própria ação evangelizada, porque quando a gente fala de evangelização,
a gente contempla Cristo, ou os apóstolos indo ao encontro das pessoas
para evangelizar, para anunciar a alegria do evangelho,
para curar, para libertar, para promover as pessoas.
Então, este projeto de proteção, da infância e dos vulneráveis,
vem justamente enriquecer a nossa própria ação evangelizadora.
Muito legal. Eu sou fã da diocésia de São José dos Pinhais, assim.
Não fui lá ainda, viu, do céu?
Então, está convidado.
Mas, assim, acolhe esse convite, até porque nós tivemos pessoas aqui da diocésia.
E olha, se tiver um outro podcast, chame o Padre Selmo e o Leo. Chamamos o Padre Selmo, apresentou um episódio. O Leo veio aqui falar do jubileu dos catequistas,
então a gente trouxe também a importância da catequese para políticas de prevenção nas comunidades.
O Leo foi fantástico na fala dele, assim, você pode assistir lá, inclusive,
viu o episódio da catequese, baixa o material e faz as suas anotações para trabalhar com a sua comunidade.
Diocésias de São José dos Pinhais têm umas pérolas, assim. E eles falam com muita propriedade,
porque vivem aquilo no dia a dia. E irmão Guto, partir da fala da irmã Inês,
que se nasce esperança que a gente traz também, porque, afinal, os religiosos do Brasil,
então, então, como é que eu posso dizer, tem num protagonismo bem grande nesse sentido de políticas,
de proteção, de formação, de consciência.
Sim, e eu acredito, de também, a partir dessas palavras da irmã Inês,
que a esperança é verbo, é esperançar em movimento, não se acomodar de antes desses desafios.
Temos realidades desafiadoras, nosso país que abrange toda a conferência dos religiosos do Brasil,
de dimensões continentais, mas nós temos desafios pontuais em cada uma dessas realidades.
Mas nós não podemos nos fortar a estarmos atentos a esses sinais dos tempos.
É isso que o Papa Francisco tanto nos provocou.
Agora, o Papa Leão também nos provoca a estarmos atentos também.
Em tempos de comunicação. digital, essa facilidade da informação e em algumas formações também, quando recordava
a pouco também, das palavras do Padre Hans também, quando esteve no Brasil, inclusive
aqui na sede da Provincia, na PUC também do Paraná, e a gente conversava a mesa e ele
apontava, né?
Que um dos grandes problemas ainda é o celular, é falar dessa facilidade que as pessoas
têm de se comunicar e infelizmente essa facilidade que tem de desvios de conducto, ou seja,
a gente precisa estar atento a esses sinais, mas também estar atento, né, don céusso,
dentro dos processos formativos, porque não é uma questão de controlar, não vamos controlar
a vida de todos os formandos daqui para frente, não, mas é formá-los e criar consciência,
nós temos ferramentas nas nossas mãos, mas nós não podemos nos furtar dessa realidade
que infelizmente a gente padece também e não se tratam, "Ah não, porque as pessoas
são de realidade simples e tal", não, a gente precisa trazer essa luz a esses temas também
e trabalhar a responsabilidade que temos enquanto vida religiosa, consagrada, enquanto
claro, enquanto todo esse povo de Deus, né, todos essas pessoas, tipo, que fazem a igreja
caminho, não pararmos e nos acomodarmos, mas irmos olhando e observando todas essas ações
e cada vez mais e aperfeiçoando, me chama muito a atenção ali em São José dos Minhas,
a gente tem inclusive na casa dos irmãos idosos ali e como há essa participação, essa reflexão
de que em tempos viídos, não tinha se essa consciência, mas havia um cuidado especial
e trabalhava se isso, mas hoje, quando é trazido a essa luz, essa realidade, meu Deus, mas eu
não imaginava que isso poderia ser uma situação questionadora, minimamente questionadora, ou
seja, a formação ela deve acontecer de geração em geração, desde aqueles jovens que ingressam
na vida religiosa e num estado permanente de formação também, como discípulos missionários
que estamos também sempre buscando essa luz do mestre, mas principalmente protegendo,
cuidando e amando, e uma das coisas, eu gosto de falar do amor, de proteção, de cuidar,
mas a gente não pode romantizar isso também, né, ah não, porque é tudo lindo, não, é isso,
é olhar com a sensibilidade, mas há que também ter essa firmeza e clareza também do que
acontece realmente, não se trata de culpabilizar a vítima, não, se trata de ter essa clareza
evangélica, esse discernimento, acho que é muito importante esse discernimento também,
a luz do evangélica, a luz do mundo próprio do Papa Francisco, mas trazer essas situações
às claras também, assim como Dom Celso do Strais, depois de algum tempo dando essa publicidade
de que a igreja acolhe as vítimas, de que protege, empara, e traz pra si, a igreja
mãe, a mãe acolhe, ela sente, a ador do seus filhos, mas também ela vai puxar o rilha
de quem errou, e eu acho que isso, a gente, eu acho que é o maior sinal de esperança
de que o reino acontece nesses dias, né, Dom, justamente, a gente teve muitos frutos
desse projeto, esse material que a gente está gravando aqui é um fruto, né, muitas pessoas
do Brasil inteiro, do mundo inteiro vão, vão conhecer, vão ouvir falar de políticas de proteção
talvez pela primeira vez, vão ouvir falar de jubileu da esperança talvez pela primeira
vez ou de um jubileu, vão ouvir falar de que existe um documento que é pra ser colocada
em prática, que existem comissões pela primeira vez, então o éculo de proteção, ele
chega ao fim desse processo de 12 meses com uma pesquisa de comunicação, onde a gente
também teve esse cuidado de que foi produzido até agora pelas pastorais do Brasil, na
América Latina também, que a gente pode utilizar, que existe de documento, que existe de
subcídio e que esse RBFase, então a gente tem um relatório de comunicação que traz bem
pontual, assim, o que que já existe, né, claro é que os de proteção veio depois, mas
ele também é algo que vem acrescentar isso, a gente traz um guia de comunicação, como
é que você pode falar disso num texto sem ser indelicado, falar de um tema sensível
de uma forma que as pessoas compreendem, então um seguir de comunicação também é um fruto,
o próprio cuidadores de esperança, como subcídio de material, é um fruto, a gente fala
de cada jubileu, jubileu dos pobres, jubileu dos catiquistas, jubileu dos migrantes, jubileu
dos comunicadores, então a gente foi foia linhando esses temas, pra que se torne de forma
mais acessível possível algo pastoral, né, então é uma alegria muito grande estar encerrando
esse projeto, mas é uma alegria muito grande poder contar com uma diocésia, como a diocésia
de São José dos Penais, com os irmãos maristas, com a missão marista, com a CRB, com todo mundo
que que agregou, a gente tem parcerias com faral 1817, a gente teve parceria com a cáretas
para na, a gente teve parcerias com outras instituições, Rádio Amariceví, Rádio
Leo, que é uma Rádio também na América Latina, a gente trouxe a campanha defenda-se,
que é um produto também do Centro Marista de Defesa da Infância, pra agregar, tudo que
a gente tem, vamos trazer aqui, vamos jogar pro mundo, vamos dizer assim, então eu convido
você que tá nos discutando, você que tá nos vendo, não deixa de passar a oportunidade
de revisitar, cada um desses subsídios, cada um dos episódios, as falas que foram
mais importantes, porque o Jubileu ele termina, mas como diz o Don Cells, começa uma nova
etapa de vivência, né, então assim, não é um conteúdo que vai passar, um conteúdo
que pelo contrário vai ficar e vai, vai ajudar a gente a pensar em outros conteúdos,
então a gente faz esse pequeno intervalo, mas uma vez, tomar uma água, revise suas anotações,
vai lá no site do Echoes de Proteção, viu, a gente vai colocar o link aqui na tela
pra você acessar e a gente volta já já.
Don Cells, em Mongouto, assim, a gente chega nos minutos finais do nosso podcast,
o Don Cells, que foi o primeiro podcast da vida, então já pode, olha, começar outros
e para outros ambientes, sua voz de radialista, ó, muito bom, pode continuar e montar um
podcast lá na diocéssia, Mongouto, que veio também representar a CRB, representar
os irmãos, representar a pastoral vocacional, né, então a gente deixa esses passos para
que vocês possam fazer convites, resumir o que a gente conversou aqui, sinais de esperança
que a gente pode também dizer pra quem tá nos escutando, quem tá nos vendo, então assim,
deixa uma palavra com vocês, façam os convites e sejam também esses sinal de comunicação
e de luz pra quem tá nos escutando aqui agora.
Então acho que, de maneira muito especial, quero iniciar, agradecendo o convite que a gente
recebe e de maneira muito especial também, agradecendo aqui a presença de Don Cells, mas
agradecer a missão que vocês do Centro Marista de Defesa e da Infância desenvolvem.
Bonito pra nós, maristas de champanha que formamos essa família carismática global,
perceber esse cuidado, como falei anteriormente, os artífices da nossa missão são as crianças,
os adolescentes, os jovens e de maneira muito especial esses mais vulneráveis e quando
a gente fala também de todos esses projetos das iniciativas que são realizadas pela
Provincia Marista Brasil Centro Sul, pelos maristas em parceria com a conferência dos religiosos
do Brasil, com o núcleo Lucas Munde, com o adiocés de São José dos Piais, com as demais
igrejas locais. Bonito de perceber o seguinte, que nós não fazemos um ecossistema sozinho,
nós estamos em rede, nós estamos interligados, e somos movidos por essa esperança, esperança
de gerar vida, de gerar proteção, de gerar cuidado. Quero deixar minha mensagem especial, a cada
um, a cada uma que nos acompanhou também, e que faça ecuar essa mensagem também nas suas
comunidades, dentro do ambiente de trabalho, dentro da sua comunidade ecclesial, dentro do seu
círculo de amigos, é importante a gente estar atento, e reforço aqui, né, de uma das coisas
dentro do ambiente universitario, uma vez a gente fez a experiência de fazer a formação com os
jovens da revelação espontânea, e como é bonito de perceber que os jovens também estão
atentos a isso. Às vezes são julgados, ah não, porque não querem nada com nada, não,
mas os jovens eles estão interessados. E de maneira muito especial faça essa provocação
para todas essas pessoas que nos acompanham.
se formar e informe também todas as pessoas ao seu redor.
A missão, a proteção, o cuidado, dependem de nós.
E cuidar e evangelizar, né?
- Do céu.
- Muito bem.
Eu também quero manifestar aqui a minha gratidão ao Centro Marista de Defesa da Infância.
Quero fazer um convite a todos para que, como peregrinos de esperança, continuemos sendo
até chegarmos a fazer a experiência plena dessa esperança, né?
Continuemos sendo peregrinos de esperança, amando, como eles falam, amando, protegendo,
eu acrescento rezando, rezando para que esta cultura do cuidado, da proteção, das infâncias
faça ecos no coração de todos os cristãos, para que o nosso testemunho seja mais credível.
Então, permaneçamos unidos, profundamente unidos em oração, em constante oração, com
Maria Mande de Jesus, para que possamos fazer uma profunda experiência de um novo pentecostas?
Eu já falei isso, mas eu vou repetir assim, então, o céu, a sua diocésia, assim, abriu
umas portas para nos acolher. Escancaram assim, olha, as portas para acolher esse projeto
e para fazer com que toda a comunidade tivesse acesso. Então, o nosso agradecimento vai
a cada pessoa da diocésia que contribuiu. Acho que é importante a gente trazer isso também,
mas ao senhor por ter acolhido, aceitado, participado, então é importante para a gente ter o apoio
da igreja, de uma igreja local específico e ver que dá certo, assim, sabe? Obrigada,
Armungutu, por ter aceitado também nosso convite, por ter contribuído com tantas palavras
que eu acredito que foram muito assertivas, responsabilidade, missão, mas também amor
e um amor concreto que tem que florecer em gestos concretos. Então, a gente encerra, mas
não encerra, assim, com esse sentido de que é o fim, mas de que podemos continuar quem
sabe futuramente uma nova temporada. E cerramos a primeira temporada, assim, achamos,
né? Sofias, sofias que tá ali nos bastidores, ó, já cantou a bola ali, ó. Tá avisado,
sofias. Sofias, muito obrigada, João, nosso câmera aqui, muito obrigada, todo mundo que acompanhou
e eu faço de novo convite. Revisi tudo, os materiais. E se precisar de nós, né, irmão,
Marissa, de Océssia, de Sonja de Espinhais, eu sei que mora aí nas redondesas, que é
participado da comunidade. E Jéssia, ele deixa, permita me fazer um agradecimento especial também,
eu acho que é valoroso, a gente reconhecer os companheiros que fazem a missão acontecer.
De maneira muito especial também, trazer aqui presente a barba, aqui, que faz toda essa articulação,
mas trazer o irmão valdir também, que é muito presente e desde muito tempo também,
o lanceia construir e de uma maneira diferente, né. Valorizar essa figura de todos esses irmãos,
que às vezes não aparecem nesses espaços, mas fazem a missão acontecer tantas pessoas,
não que são invisibilizados, mas que aqui, como sofias, como João, como o rival do que tá aqui
do ladinho, também, nas bastidores, mas que fazem a missão acontecer. E é isso, a missão
acontece no invisível, né. A coisa vai acontecendo e é bonito de reconhecer todo esse trabalho,
todas as suas pessoas que se envolvem e dedicam, envolvem à uma coração e trazem, né,
não é essa espiritualidade também para a missão que desenvolve. Deixar o nosso agradecimento também,
um abraço. Toda equipe do centro de defesa, só eram materiais que foram revisados assim,
muitas vezes, tá gente? Então é um processo que a gente faz muito cuidado. E a você também,
criada. Evaldo, meu companheiro de ver aqui, o rival do parecido por aqui.
O nos conduzir com tanta leveza nesse podcast. Ele não quer aparecer, gente, mas o rival do
foi alguém que também esteve presente, incisivamente, na diocésia de São José dos Piñais. Com a
barbra, com a irmão Valdita, também ali presente, mas assim, a pesquisa toda na diocésia aconteceu
por causa do rival, que esteve conduzindo isso muito bem. Depois a gente coloca uma foto
dele. Exato, coloca aí a foto do rival do viu. Mas obrigado, obrigado, obrigado, acho que é
a palavra final. Então a gente, a gente se vê, não é uma despedida, mas é um atelogo.
Muito bem. Até logo.
Podcast Summary
Key Points:
O projeto "Cuidadores de Esperança" é uma iniciativa marista, desenvolvida em parceria com a CRB e a Diocese de São José dos Pinhais, que promove a proteção da infância e das pessoas vulneráveis com foco na formação pastoral e na conscientização.
A experiência da diocese de São José dos Pinhais demonstra o envolvimento integral da comunidade eclesial — clero, leigos e religiosos — na construção de políticas de proteção, com pesquisa, revisão de conteúdos e ações pastorais contínuas.
O Papa Francisco influenciou profundamente a criação do projeto com o "Moto próprio" "Vox Ex Lux Mundi", que orienta a Igreja a proteger crianças e adolescentes, estimulando ações concretas e a criação de protocolos de segurança.
A CRB, por meio do Núcleo Lux Mundi, desenvolveu um modelo nacional de proteção, com formação de consciência, encontros, orientações e ações de prevenção, sendo reconhecido internacionalmente.
Apesar das resistências, como medo de denúncias ou imunização cultural, a missão de proteção é vista como essencial ao cumprimento da missão evangelíca de cuidar e amar.
O projeto enfatiza que a esperança é um verbo, impulsionando ações concretas, a formação contínua e a responsabilidade pastoral em todos os níveis da Igreja.
A comunicação pastoral sobre temas sensíveis é fundamental, com ferramentas que permitem falar com clareza, respeito e sensibilidade.
A primeira temporada encerra-se com o compromisso de continuar a caminhada, fortalecendo a rede de cuidado e esperança entre as comunidades eclesiais.
Summary:
O podcast de encerramento da primeira temporada do projeto "Cuidadores de Esperança" apresenta uma reflexão profunda sobre a proteção da infância e das pessoas vulneráveis na Igreja. A iniciativa, desenvolvida em parceria entre a Provincia Marista do Brasil, a CRB e a Diocese de São José dos Pinhais, demonstra o envolvimento integral da comunidade eclesial — clero, religiosos e leigos — na construção de políticas pastorais de proteção. O projeto é inspirado no "Moto próprio" do Papa Francisco, "Vox Ex Lux Mundi", que orienta a Igreja a cuidar da vida dos mais vulneráveis.
A experiência da diocese de São José dos Pinhais mostra um processo de 12 meses envolvendo pesquisa, revisão de conteúdos e ações pastorais que fortalecem a consciência e a responsabilidade. A CRB, por meio do Núcleo Lux Mundi, desenvolveu um modelo nacional de formação, prevenção e orientação, com impacto regional e internacional. Apesar de resistências culturais e medos de denúncias, o projeto reafirma que a proteção é uma expressão da missão evangelíca de amar e cuidar.
A esperança é apresentada como um verbo, um chamado à ação contínua, à formação e à consciência. O podcast conclui com um convite para que os ouvintes revisitem os materiais, continuem como "peregrinos de esperança" e fortaleçam a rede de cuidado, promovendo a proteção como prática pastoral diária, com responsabilidade, sensibilidade e amor.
FAQs
O projeto 'Cuidadores de Esperança' é um trabalho de proteção da infância e das pessoas vulneráveis, alinhado ao Jubileu da Esperança. Ele enfatiza o cuidado, o amor e a proteção como princípios evangelicais, promovendo ações pastorais e a formação de consciência nas comunidades.
A diocese de São José dos Piñais acolheu o projeto com grande envolvimento, envolvendo clero, religiosos, lideranças e leigos. Foi responsável por revisar os materiais pastorais e realizar uma pesquisa de 12 meses, demonstrando compromisso com a proteção das crianças e vulneráveis.
A missão marista está centrada no amor e no cuidado, como ensinou São Marcelino Champagnat. A proteção das crianças é uma expressão concreta dessa missão, onde a Igreja, como igreja de vida, se compromete com o cuidado, o carinho e o respeito às pessoas vulneráveis.
Os principais desafios incluem falta de conhecimento sobre abusos, resistência a abordar o tema e o medo de acusar ou processar denúncias. É necessário grande prudência, caridade e sensibilidade para tratar essas questões sem causar danos emocionais às vítimas.
A CRB, por meio do Núcleo Lux Mundi, desenvolve políticas de proteção, oferece formação e apoia a criação de serviços de acolhida e orientação. A instituição tem sido fundamental na difusão de diretrizes e na sensibilização de congregações e dioceses sobre a proteção de crianças e adolescentes.
Um catequista pode ser cuidador de esperança ao observar com atenção as famílias e contextos onde atua, promover ações de prevenção, respeitar os sinais de vulnerabilidade e colaborar com a comunidade para criar um ambiente seguro e de proteção para as crianças.
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