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#EP176 - DAVI HALLACK

61m 57s

#EP176 - DAVI HALLACK

O episódio do podcast "Endúrlim Simpalta" recebe Davi Lack, de 17 anos, que retornou de um intercâmbio de um ano nos Estados Unidos, onde estudou em uma escola pública em Álbia, Iowa. Davi destaca que o esporte foi a principal ferramenta para sua integração, permitindo-lhe construir amizades do zero e encontrar seu lugar na comunidade. Ele relata que, apesar de não ter medo da adaptação, os maiores desafios foram a burocracia da viagem e o idioma, que ele dominou em cerca de quatro a cinco meses, com fluência total após seis a sete meses. Davi participou de três temporadas esportivas: cross-country, natação e atletismo, além de futebol. Ele descreve o cross-country como uma modalidade intensa, com treinos diários de alta intensidade e competições de 5 km em grama, contrastando com a abordagem mais moderada que tinha no Brasil. Essa diferença de intensidade pode ter contribuído para uma lesão que ele sofreu. Apesar dos momentos difíceis, Davi enfatiza que a experiência foi transformadora, pois, mesmo em uma cidade pequena, o esporte interliga comunidades e oferece inúmeras oportunidades sociais. Ele planeja manter contato com as amizades feitas e até retornar para a faculdade nos EUA. O episódio ressalta como o intercâmbio e o esporte podem promover crescimento pessoal, resiliência e desenvolvimento de habilidades sociais.

Transcription

10793 Words, 58495 Characters

Portuguese
Pala galera, esse é um endúrlim simpalta, eu sou o Mar Rosalá. E eu sou Rodrigo Toxto, se você como a gente é um apaixonado por modalidade de andorance, nós te convidamos a relaxar, ou porque não treinar e relaxar, escutando elas as palavras da salvação. Vamos juntos explorar todos os mistérios do fantástico universo dos esportes de resistência. Bora! Fala pessoal, começando mais um endúrlim simpalta, hoje a gente vai ter um episódio diferente dos tradicionais. Normalmente a gente fala de treinamento, de triato, não corrida, ciclismo, performance. Hoje a gente vai falar sobre algo que talvez seja ainda mais importante, que é o crescimento de desenvolvimento pessoal. E o nosso convidado é mais que especial, eu estou falando do meu filho da Via Lack, que tem 17 anos, e acabou de retornar dos Estados Unidos, do intercâmbio High School, onde ele teve a oportunidade de viver por um ano, fazendo a escola estadual lá a pública, uma cidade pequena, chamada Álbia, no estado de Aéuá. Lá ele viveu com uma família local e teve no esporte uma ferramenta para construir amizades do zero, criar novos vínculos, encontrar o seu lugar naquela comunidade. E foi uma experiência muito rica, porque ele teve oportunidade de viver três temporadas esportivas diferentes, começando pelo cross-counter e a corrida cross-counter, que eram cinco quilômetros, depois veio no Inverno à temporada de natação, e por fim ele teve a temporada do atletismo tracking field, que ele dividiu em paralelo com o futebol, com o soccer, que ele também fez parte do time da escola. Davi, seja muito bem-vindo, eu queria começar justamente pelo momento da nossa despidida, quando você embarcou pros Estados Unidos. O que naquele momento estava passando pela sua cabeça? Você estava mais animado, esse estado mais assustado, mais medo, curiosidade, o que você estava sentindo naquele momento. E, ó, valeu ter a disponibilidade de bater esse papo comigo e com o Toastex, acho que vai ser bastante interessante tanto para os papais, quanto para as mamães, quanto para os jovens que às vezes sonham e viveu uma experiência com essa que você viveu. Primeiramente agradecer aí, vocês dois por tá abrindo, eu pode cash pra mim, né? E, por, não, eu não tava com medo, em momento nenhum da adaptação. A adaptação não me preocupava porque eu sabia que eu ia adaptar, de alguma maneira eu ia adaptar, se dessa errada eu ia adaptar, mas o que me dava mais medo mesmo era a questão do avião, em migração, essas coisas chatas e burocráticas e um pouco a língua, né? Ao mesmo tempo, porque eu sabia que eu ia aprender, só ia levar um pouquinho mais de tempo, os primeiros, eu saber que o primeiro mês, por exemplo, seria um pouco mais difícil. Mas chegando lá, e no segundo dia, o meu primeiro treino de corrida lá já juntou, porque mesmo não sabendo como unicar perfeitamente no inglês, né? A corrida já já juntou ali porque tava todo mundo no mesmo objetivo ali, né? Corre, sofrer, fazer o suor, puogerar o suor ali, né? E é isso aí? Maneiro demais da visão. Então, obrigado por você tá aí batendo esse papo com a gente, compartilhando essa experiência incrível, já tive prazer de falar com o teu pai e para benizar, né? A família toda por vocês terem, enfim, investido nessa experiência, tenho certeza que você vai colher muitos frutos não só agora, mas pra toda a tua vida. E assim como o teu pai, colheu por ter passado por uma experiência similar. Então, eu queria saber de você o seguinte, quer ir a trazer por um ponto que muita gente que não fez intercâmbio acredita que existe uma romanticização enorme em cima disso, né? Mas a realidade é que você chega no lugar como você falou com uma série de dúvidas, chega sozinho sem conhecer as pessoas, você já falou que o esporte ajudou a conectar, né? Mas quais foram os maiores desafios nesses primeiros dias? Cara, assim, você não vem sincero, não teve desafio que você fale por isso aqui, um desafio grande, né? Eu tava até falando com meu pai, se dia o desafio pra mim é você acordar e ali no sinal vende a passar, né? Aqui lá era luxo. Mas você tem que cocar a cabeça preparada, sabendo que em algum momento você vai sofrer e que algumas metas coisas não vão como você quer que seja, né? E tá pronto pra esses momentos, que você não vai estar pronto, mas você vai estar pronto. Você consegue entender o que eu quero dizer? Tipo assim, tem momentos que você quer voltar pra casa, que você acha que pô tá bom, mas não, não, você não quer, você não tá bom. E é isso que eu vai te fazer acordando de a seguinte falar, "Pô, isso aqui vale a pena." Porque duas horas atrás eu tava. Eu tava querendo voltar pra casa, mas agora eu tô vivendo uns momentos mais legais a minha vida inteiro, entendeu? E assim, pra mim eu não tive nenhum desafio que você faz assim, pô, isso daqui, e me marcou. Eu não consigo nem te listar agora qual foi um momento difícil pra mim, porque não teve apesar da lesão que eu tive no cross count, mas a gente fala isso mais tarde. Mas momentos que você fala assim, "Pô, isso daqui, me fez querer voltar." "Isso daqui, é uma coisa que eu vou pontuar." Não tem, não consigo pontuar nada que em algum momento me fez querer voltar pra casa desesperada a mim. Excelente, cara, muito bom. Sua cabeça tá bem. Resiliente, né? Assim, é isso. A estrada tá pronto, você tem que pegar aí, né? Aí, achei muito maneiro esse lance que você falou de. Você tem um momento ruim, e aí logo depois, aí você vive uma coisa extraordinária, e essa coisa extraordinária vai te fortalecer pra passar pelo próximo momento ruim, que você vai precisar passar por ele pra poder viver outra parada extraordinária. Essa é uma visão muito interessante, que eu achei bem legal você pontuar isso, cara. Mas de alguma forma, a gente saiu de uma cidade aqui, nossa. Xixfora com 500, 600 mil habitantes, e foi parar no meio do porco, que é um lugar de muito porco, muito milho do meio do milho, né? Resalendo que aí eu acho que são 7 cabeças de porco, porcos, pra cada habitante, e é lugar que tem mais milho, né? Assim, uma cidade de gente 3.500 habitantes. Como é que foi esse shot cultural, e também por uma cultura muito diferente? Como é que foi esse primeiro contato com essa cultura, com esse lugar, com esse modo de vida que aparentemente é tão diferente do nosso, que é até difícil pra mim, talvez pro Tóstia e os nossos ouvintes. Imaginam que que viveram as 3.500 habitantes em Aioa, não, um lugar assim no meio dos Estados Unidos mesmo, o verdadeiro. A verdadeira América, né? O Deep America, né? Então, apesar de ser menor, a quantidade de pessoas que eu estava em volta, era muito maior. Então, eu convi muito mais gente naquele ano do que eu convi na minha vida inteiro de fora, eu acho. Eu tive mais oportunidade de conhecer gente, de fazer novas amizades, de conhecer novos treinadores, novos. Pessoas novas, isso que é em vifora, assim, porque acaba que quando você fica numa cidade você acaba ficando no seu grupo ali a vida de todo, e algum momento só a vida do grupo vai acabar, não vai ficando uma, duas pessoas, então, assim, apesar de ser maior aqui, lá eu convivi com mais gente, eu fiz mais amizades, eu me desenvolvi mais, não queisito social, mesmo sendo três mil habitantes. E querendo não, a questão do esporte lá faz com que todas as cidades sejam nenhum interligadas, porque o tempo todo você tá viajando pra esporte, por não ter vi. Se eu tive duas, três semanas que eu não tava em viotracidade pra competir, foi muito durante o ano inteiro, entendeu? Então, assim, é pequeno, mas ao mesmo tempo tem muitas oportunidades em todos os cantos, por causa do esporte, e além do esporte que você pratica, o esporte que você assiste. Cara, aquele é legal, cara, uma realidade bem diferente do que a gente tem aqui, especialmente se tratando de escolas, a gente infelizmente não tem, é aqui no Brasil, o esporte é muito voltado por os clubes, e a gente não tem muito esporte na escola, salvo, rara as exceções, e muito menos entre escolas, me recordo que quando eu estudava, existia o intercolégial, era famoso no rio, final do intercolégial, tinha uns shows bacanas, assim, era uma coisa invalorizada, mas hoje em dia, infelizmente se perdeu aqui em petrópolis, a gente ainda tem os geops, que são os jogos estudantes aqui, que tem alguma relevância, mas ainda muito menor. Mas eu queria voltar num ponto que me chamou a atenção quando você falou da tua chegada lá, da preocupação com o idioma, e aí eu queria saber como é que foi essa adaptação ou idioma, se já arranhava um pouco, já falava um pouco, mas enquanto tempo aproximadamente você acha que você conseguiu entender esse comunicar, fazer essa troca ali, mais ou menos quanto tempo levou para você realmente estar mais confortável em relação a essa comunicação com as pessoas. Cara, então, com mesmas ou menos a gente já sentia que eu estava fazendo tudo em inglês, mas aquele inglês muito limitado, em inglês que tipo assim você tem que ficar pensando muito na sua cabeça até você conseguir criar uma frase que faça sentido, que você não tem, que é a pessoa que você está conversando não tem que pegar. com o contexto. E com um mês, assim, eu já tive o primeiro sonho em inglês, mas entender tudo e falar sem ter que realmente pensar. Foi ali por volta de 4, 5 meses, no meio do ano, que teve o Winter Break, que a gente teve do seu mano, ele na tal e o Reveillon. E quando eu voltei daquele Winter Break pra escola, eu falei "Carambu, eu tô entendendo todo mundo, tô conversando normalmente". E dois meses pra trás, assim, o finalzinho do intercambio foi um ponto que, dependendo com quem eu estava conversando a pessoa, não entendi meu sotaque, né? Então eu já estava com inglês realmente americanizado, assim, entriado. Eu acho que vale a pena explicar o que você quis falar, porque talvez eu tenha ficado com fússia, que eu disse que agora, para o final, quando você falava o americano, não percebi que seria brasileiro, né? Você já estava com o sentido de se farçar o seu corpo. Isso tá aqui, isso, isso. Meu sotaque estava quase zero ali, meu sotaque brasileiro estava quase zero, mas ainda assim, com muito tempo de conversação, uma pessoa pegaria, né? Por causa da falta de de alerta, ali mesmo, de palavras que eu consigo adicionar numa frase. Mas a fluência, eu acho que ela veio ali com quatro meses, menos que isso se bobiar, e aquela fluência, assim, é absurdamente mesmo, que você não precisou nem se preocupar em falar o idioma, veio ali com seis, sete meses. Mas assim, é uma adaptação muito fácil quando você tá em volta de gente que quer que você evolua, né? Meu irmão, ao tempo todo ele me ajudava com novas palavras, eles faziam que a questão de entender mesmo, quando a minha frase não faz sentido nenhum. Então, acho que isso ajuda muito, assim. Que maneiro, cara, agora assim, importante é você continuar cultivando isso, né? Mesmo aqui a distância, tentar manter isso, isso que se ganhou, né, cara, porque isso tem uma validade muito grande porra que legal, uma bacana saber que dentro desse período aí você conseguiu se vira bem, que já no final já parecia o americano, vai verão. E é uma faca de dois gomes, porque quando eu fui em 1995 eu não tinha como falar em casa. Para falar em casa eu devia ter falado isso lá dez vezes ao longo do ano, era muito caro, você tinha que passar para uma telefonista, para dar vi com a gente, não. Então, além dele ter rede social que ele podia ter eu contato com português, ele ainda tinha a possibilidade de falar com a gente todo dia, gente, falar uma praticamente todo dia de forma muito natural. Não tinha nada. A gente não chegou em nenhum momento, né? Da via combinar o horário de ligar, ter comprado. Ah, era. Era livre. Era de acordo com a. Era coisa que eu senti muito assim que quando eu falava com vocês, meu cérebro estava pronto para falar português. Mas quando eu falava com um amigo daqui, meus avós, eu me baralhava muito, eu falava muita coisa em inglês porque meu cérebro não estava preparado para falar em português com aquelas pessoas. Entendeu? E tiveram a situação também que eu estava conversando com meu irmão assim, aí aparecendo meus celular ou mensagem do meu parre, aí quando eu voltava com o versaco ele eu começava a falar em português e depois por um minuto com ele mesmo com o cara de percent, o que você está falando, cara? Eu percebi que eu estava falando em português, entendeu? Então, assim, existe essa confusão em inglês que eu me imagino. É o que a gente o seu cérebro que tem que mudar. Da um nome, né? E agora ele voltando para a casa de alguma forma ele pode continuar dando a razão para o microbe, né? Alimentando o algoritmo para ele continuar em inglês e fora que hoje em dia muito mais tranquilo para ele também carregar as relações que ele cultivou lá o longo desse ano. Fazer com que os amigos, o irmão, a família, venha, voltar para lá, manter esse contato constante que pode servir também além do aspecto humano, mas servir como uma forma de ele manter um inglês afiado. É, então, só deixou contar uma experiência que eu vivi. Similar, né? Que foi um homestake eu tive em 2007 quando eu fui competindo o Iron Man da África do Sul, primeira vez que eu saí do país e cheguei lá para ficar na casa de uma família sul africana e todo mundo falava em inglês e eu não falava nada, cara, era de buxão, de table e olha lá. E aí eu cheguei na casa do cara e eu fiquei super perdido. Por sorte a esposa dele era espanhola. Então, a gente meio que pode desenrolar um pouquinho, ela ajudava a gente ali. E mas isso que eu deve falar assim, um pouco tempo, eu lembro que talvez no final da primeira semana a gente já estava sentado na varanda meio que trocando ideia, aí ele me explicando sobre a partid, eu falando para ele das dificuldades do Brasil e tal. E, lógico que muito limitado, mas já conseguindo me comunicar, né? Mas isso que você falou é importante, Marquim, que é assim, em 2007, né? Então eu perdi totalmente o contato com essa família e eu não pude cultivar essa amizade que a gente construiu ali em 15 dias que eu passei lá, sabe? Eu perdi total, não tenho nenhum contato, nem fez se bulque nada. E agora o David pode manter esse contato muito mais facilmente. Então, bem legal mesmo. E tem que fazer isso mesmo. -Vou partir. -Vou partir, vamos falar. -Tive um alemão que foi lá no passado, né? Foi o intercambista anterior ao meu ano, né? E a gente se encontrou um dia antes, ele embora. E é muito interessante que ele continuou em contato, assim, é tempo da galera que estava começando sobre ele e acabou conversando tanto sobre ele. A gente começou a conversar por internet, assim. E ano que vem se dentro do certo, eu vou voltar para lá para a graduação deles. E ele vai estar lá também. Então, assim, acaba que dois intercambistas viram a comunidade só ali, né? Aquilo, o senior, o senior esse ano passado e os díurnos esse ano passado acabou que viram tudo uma coisa só por causa de dois intercambistas, entendeu? Então, assim. -Que maneira. - Isso é muito interessante. -Muito legal, cara. Vamos falar do Cross Count, a gente chega lá no Estados Unidos e que nem se falou, de cara, em dia depois que você chegou, já teve o primeiro treino. E aí, já venha essa possibilidade de a gente entrar para uma equipe da modalidade Cross Count, que é uma modalidade que é muito pouco falada aqui no Brasil. É difícil me encontrar uma oportunidade para participar de um evento de Cross Count. Eu crie que você fala assim um pouquinho de como surgiu a oportunidade de fazer parte da equipe de Cross Count e falar um pouquinho de como eram as provas de Cross Count. Qual que era a ideia por trás do Cross Count, aí? -É, então, o Cross Count, a gente quase não fala no Brasil, né? Se eu não estou enganado, a gente tem duas etapas anuais de campeonato brasileiro, então você tem que ser federado para competir. Então, assim, é totalmente inviável, né? E lá, a família, lá, o meu irmão mais velho que eu está na faculdade, e o bem que é o da myidade, os dois correram Cross Count, o bem quando não correndo. Então, desde cedo com a Megan, minha Rosemann, falando no telefone, ela falou, "Pô, tenho o time de Cross Count, se você quiser fazer, eu coloco seu nome lá, a Tauso, eu falei, "Não, eu quero fazer, porque na época de que eu estava treinando para triar, estou no Brasil, né?" e Tauso. E uma coisa que já pegou logo de cara, que a gente fazia os treinos um baixo intensidade e muito tempo, era que lá era tipo, se 30 minutos, o Isidei era 4,50, 5 por quilômetro, e assim, todo mundo bufando morrendo, mas era o Isidei, tá ligado? Aí o dia seguinte era o dia de fazer rios, né? De morro, né? Se fazer morro, não tira, eu falei, "Pô, beleza, a gente vai para o morro, mas vai correr tranquilo, não, chegava no morro lá, a espreinte no morro, vamos embora." Aí o dia seguinte, "Pô, não, hoje vai ser um tempo ou um, tranquilo, né? Vamos embora." Aí quando a gente vê, estava todo mundo correndo lá, 4 a 30, morrendo, coração acelerado, e que tinha deia seguinte competição, então assim, não tinha. -Tiu tempo, mas. -Tiu tempo, mas. -Tiu tempo, mas. O que era a competição? 5 quilômetros, né? Então, eu tinha tempo pra falar assim, "Pô, minha perna tá duendo, tem que ter preso de um recouvery, não. Vamos embora." Que dia, dia seguinte, eu chegava, largada lá 15 escolas juntos em uma cidade aleatória no meio de Iowa. Cada um com o seu box. Sete corredores da escola, o 7 melhores da escola no box, de largada, não é um gramadão. E todo mundo largando pra morte, né, caro? Os primeiros 400 metros ali, eu lembro que teve uma prova que eu passei pra 1 e 10. Os primeiros 400. Num 5k, né? Então assim. Na grama, com só o. Na grama. E a gente, antes de eu ir, eu, o bem, falou comigo, "Pô, vale a pena você comprar uma sapatilha." "Pô, sapatilha de esletismo pra correr na grama, vale a pena mesmo." Aí eu comprei, né? Aí "Pô, a melhor coisa que eu fiz, cara, porque a grama lá é uma grama mais alta e com muita, muito. Muito barco isso." E. Pô, tiveram provas que se vier gente e gente caindo na sua frente, tem que pular por cima, porque se não secar também. E vão embora, não tem essa, não, tem que ter por ruim não. E todo mundo fazendo, né, cara? A gente saía pra correr, chegou um momento da temporada que tinha tanta gente correndo ao mesmo tempo na estrada, na rua, que o prefeito da cidade reclamou com a escola que a gente estava interditando trânsito, né? Porque era um tipo assim, 20, 30 cabeças correndo ali na rua, e os calos passam a involta a gente, né? Pô, ninguém estava nem ali, vão embora. Cara, que loucura, né, assim, na verdade, pra quem não conhece, né, o crosscautra é muito tradicional nos Estados Unidos, é quase uma instituição dentro das escolas americanas, né? E eu me recordo que seu pai, a gente sempre conversava sobre isso e ele me mostrava que os treinos normalmente eram curtos. treinos curtos, mas sempre com bastante intensidade. E uma vez ele me mandou um vídeo de uma largada, de uma prova dessas aí que você fez, é a quantidade de gente, não é? Cara, uma doideira, assim. E aí eu queria saber de você como é que foi essa adaptação, porque foi isso que você falou, assim. Você estava acostumado a treinar aqui, com essa oscilação que a gente costuma fazer, de volume, intensidade, boto uma intensidade mais baixa, aumento o volume, faz um treino mais longo, aí no outro dia, você faz um intervalado, aí. Mas lá, era sempre muito intenso. E aí é que eu quero chegar na coisa que você tinha dito anteriormente sobre a lesão que você teve, né? Você acha que talvez por isso você tenha acabado se lesionando, né? Porque, cara, você não estava abituado, talvez como a gente brincou aqui, esse tiro porrada e bomba todo dia, essa intensidade tão alta, como é que foi essa adaptação? Quando que aconteceu essa coisa da lesão, né? Então, a temporada, lá, dura em torno de dois meses, né? Entra a primeira competição e o estadual, que o estadual tem que clasificar pra ir. E é o nível muito alto, né? A galera, lá, o top 10 melhores em meet, uma competição pequena, todo mundo ali sobre 18, 1830. Então, assim, a galera ganhava com 15, 16, nível muito, muito alto mesmo, né, cara. E chegando lá com esse treino, já porradaria eu falei, não. Aqui, eu vou ter que correr pelo menos um 18, né? Então, assim, eu puxava também, eu estava neir, não, vamos embora. Já que tem que ir, vamos embora, né? Aí, em cinco semanas, eu consegui abaixar dois minutos, no meu cinco KN, mas aí na sexta semana, eu tive uma conclusão no futebol e aí eu parei de correr, teve um meet que eu não corri. E no outro meet, na setma semana, que era o conference, dois meets antes do, um meet antes da classificação por o estadual. Cara, não estava sentindo minha perna. Eu corria, tipo assim, minha perna do ia, era sem força nenhuma, não conseguia nem alongar. Aí, a treinadura lá, que ela também ia fazer ter rapil, então ela falou, "Não, vai num. Quiro prata, né, de colocar no lugar, diantou nada." Eu falei, "Pô, vai ferrô, né?" Aí, esse meet, que foi o conference, que era o anterior, que se eu não ficasse no top 7 nesse meet, eu não teria nem oportunidade de correr, para classificar o estadual. Então, assim, era o meet que realmente importava, e essa lesão acabou que me tirou ali, a esse meet ocorri 23 minutos, eu estava correndo ali em torno de 20 baixa. Então, já foi uma coisa que deu aquela frustrada, esse foi o momento que eu falei assim, "Pô, tá ficando chato, né, porque a lesão, te tira de tudo, você tá andando a igual retardado na escola." A galera do fanque, que tá acontecendo, só a pena, falei, "Pô, eu não sei, não sei, ninguém sabe." Foi uma coisa que a baixa um pouco, tiveram duas, três semanas que eu fiquei, "Pô, dava pra ser melhor, isso aqui dava pra ser melhor." Mas faz parte, né? Era o. Se aconteceu, porque era pra ser. E. Com isso, eu também aprendi muito a. Alongar muito, né? Minha mobilidade, por causa da lesão, aumentou assim, 250%, né, entendeu? E. A lesão foi puramente por impacto e treino, porque era um sete dias e semanas a gente treinava cinco e três com intensidade, a zona cinco e a zona seis, né? Então, assim. Caramba. Ó, tem um nazi que é legal da gente comentar aqui, que é uma parada aqui, você já falou um pouco mil, e eu queria que você tentasse explicar e dividir seus sentimentos pra gente, né? Que é essa diferença que a gente percebe, que talvez você tenha percebido ou não, né? Do jovens, como jovens vivem o esporte aqui no Brasil e como jovens vivem o esporte nos Estados Unidos. Popularidade da galera em relação a essas provas. É. É. Tem muita gente ali pra participar ou a competitividade realmente é muito elevada, o tratamento aos atletas da escola que se destacam. Eles têm. Está aqui dentro da comunidade, dentro da escola. A performance é muito valorizada. E o tal do mindset da molecada mesmo, é mais psicokiller mesmo, ou é tudo muito parecido ser humano ser humano? Então, o cross-country, como a corrida, que é um esporte muito de condicionamento, tem um pouco dos dois, tem a galera que está lá, só pra ganhar condicionamento do basket, pra outros esportes, tem a galera que está lá pra correr, pra ganhar, pra ser o melhor, entendeu? E. Aqui no Brasil, a gente tem muita questão, o esporte pro Lazerna. O lado tem disso, não, só você está na raiz com o que você quer. Fazem um esporte, você pode não ligar para o esporte, mas você tem que dar seu sangue ali, entendeu? Só pra se esterem uma noção, o nosso pior corredor, né, pior corredor entre aspas, mas o nosso mais lento, nosso time, corria 23, 24. Se chegando a corrida do ranking 5 de foria, isso é um tempo bom pra pessoa de 15 anos. Então assim, é muito diferente. Se você está no esporte lá, é pra ser o melhor. Tipo, se ninguém liga pra Lazerna, ninguém liga pra bem estar, você quer ser o melhor, entendeu? Se chegar a gente chegava em meet lá, tinha gente tomando energético, cafeína, pretreino, tudo pra dar aquela bombada, porque o negócio é performance, entendeu? Muitas vezes, eles deixam a saúde de lado pra realmente performar. Agora, se você é certo, não, eu não concordo, né, mas assim. E as pessoas no meu time também, ninguém concordava com isso, mas tem os seus casos, né? Tem a galera que faz tudo pela performance, e por ser um esporte raiz com você não é testado. Então. Mas assim, todo mundo lá, independente do esporte, o negócio é performance. Cara, uma muito engraçada, né? Outro dia, eu estava assistindo uma entrevista do Blumenfeld lá no podcast do Frodeno, e ele estava falando exatamente que lá na Noroega não existe muito essa coisa da competitividade até. até essa suidade aí, 16 anos. É tudo. As pessoas não vão contam pontos, ninguém sabe quem ganhou, é meio que uma coisa mais livre, mais forfância, hein? E só depois que eles realmente começam a aplicar esse tipo de competitividade nos jovens, né? E o Frodeno. Achou super estranho, porque. Na Alemanha é mais ou menos como nos Estados Unidos, né? Muita competitividade desde cedo, e ele meio que. sem entender assim como que pode desenvolver o atleta, sem a competitividade, né? Então, curioso você trazer isso, né, que a tua experiência foi essa, de que realmente existia uma competitividade muito grande, ninguém está ali só pela saúde, está todo mundo ali brigando para ser o melhor. E aí. Pensando nisso, eu queria te perguntar como é que foram. Como é que foi a construção das amizades, né? Alguma. Mesmo com toda essa competitividade, você conseguiu desenvolver boas amizades dentro do cross count, eu quero dizer especificamente da galera que competia com você, né? Não necessariamente da escola e tal, tu falam assim ali, porra, né? Afiando o machado para correr, cara, deu para criar boas amizades, e se acha que alguma dessas amizades vai ficar para a vida, assim? Ah, sem certeza, né? Querendo não, a gente ainda era um time, né? Então, quando largava o set, ele era um grupo de uma. Era uma rodinha de set que fazia a oração antes da prova, né? Era um set de pessoas ali juntas para correr, mas o time é mais de set, então sempre tem ali o sexto set, o muíboo estava e o noto, então ali brigando por posição. Mas isso é dentro da pizza, é nos treinos, porque. A gente, quando a gente. Sempre que a gente fazia a rodinha ali, né, para a hora, para fazer. Para emanar boas energias antes da prova, o nosso capitão, né, ele falava assim, "Pô, quero que o bente todo mundo, mas eu quero pesar no seu cabeça, entendeu?" Então era aquela coisa, assim, não quero ninguém mais ficar, mas se eu puder pesar no seu cabeça, vou pesar no seu cabeça, vamos boar. Aí está todo mundo aqui, "Paga aí a posição", entendeu? Não tem essas aí, não. E todo mundo falava assim, "Pô, corre forte nisso ao fim, mas no final você tem que ir mais forte". Então assim, a competitividade era muito dentro da pizza, né? dentro do circuito, que também não era uma competitividade, assim, absurda. Se você está passando por alguém do seu time, todo mundo falava, "Vambora, vamos boar". "Vem comigo, pega meu vaca, alguma coisa assim". E. Existe a competitividade pelo sexto e sétimo ali, mas se você está no sexto e sétimo ali, e o seu time não é tão bom igual o nosso para classificar como time para o estadual, não importava muito, entendeu? Não tinha aquela competitividade de estragar amizades. Então assim, no cross-country, em específico, não. eu não tive nenhum problema com estragar amizade por causa de tempo, por causa de performance. Pelo contrário, cross-country foi que me abriu por das "like", e eu acho que se fosse um grupo diferente, talvez uma experiência nos Estados Unidos seria sido três vezes pior do que foi, por causa que o grupo do cross-country era muito bom, foi um grupo que realmente me recebeu muito bem, lá. Legal demais, cara. Seu pai tem uma frase que eu adoro, cara, que é ador e o sofrimento, adoram companhia, né? Ele sempre fala isso. E na verdade, é isso aí, cara. Por mais competitividade que haja dentro desse meio, eu acho que também assim, ador e o sofrimento forjam muito essa relação de respeito, de admiração, né? Eu acho que, cara, e eu não consigo ver nenhuma amizade que não seja baseada no respeito e na admiração. Então, muito legal. que bom que você construbo as amizades aí através desse sofrimento. - Ah, bem assim. Sem o seu aparceiro de treina ali, como é que você faz todo treina a 450? Não tem como. Sai para correr, só as rinhas, faz um treina a 450 e sai para correr com 20 pessoas e faz um treina a 450. Vai ser diferente. - Exatamente. - E isso é tão legal que Alex Hutchinson, um livro endur, que ele discute se o limite é físico ou mental, ele coloca muito esse olhar do antropólogo falando dessa coisa do ser humano, se juntar para fazer coisas difíceis que fica mais fácil realmente. Agora vamos ver o Croscaltos, chegou no Estados Unidos, começou a baixar tempo, parecia que ia dar destrital, sonhando com o estadual, o final de temporada meio bola mocha, a lesão, a gente tentou muito lá conseguir uma ressonância para ele, a gente não conseguiu mesmo conseguir o contudo não é fácil conseguir uma ressonância lá, foi doideira isso também, essas experiências do intercâmbio, que a gente vai abrindo a mente para como que funciona o mundo, que funciona às vezes diferente, como a banda toca aqui, né? E aí vem a natação, chega ao período frio, vem a neve e junto com ela vem a temporada de natação, conta um pouquinho para a gente de como que foi essa experiência com a natação, como que você começou a sentir que a natação ia ser um capítulo especial no intercâmbio e foi a natação no capítulo especial no intercâmbio? Primeiro a senha de tudo foi que o choque da primeira, primeiro ex-resultados que eu vi na natação foi que assim é diferente, é diferente, o cross countre você fica impressionado com a galera correndo porque é muita gente correndo tempos baixos, mas você for que em jifóri você vai ver um moleque ou outro correndo o tempo baixo, a natação não é cara, para você ser muito bom na natação aqui no Brasil você tem que ser federado, é todo um processo diferente, você tem que ser muito muito bom para realmente praticar na natação em alto nível e lá não, se você é mais ou menos você vai competir com a galera que te bate por cinco segundos uma prova de 50 metros, então essa foi a primeira, você cheguei ele e eu falei, e aqui o buraco é mais muito mais embaixo do que a corrida, entendeu? Mas a partir do momento que eu cheguei de visando nadar as quinhentajadas, aí eu fui lá na das quinhentajadas, fiz um tempo razoável, mas não foi nem um pouco perto do que eu esperava, aí no mesmo vídeo eu nadou um 5, 1, 1, 1, 1, 1, 1, 1, 0, 0, eu falei, "pô, dá para tirar alguma coisa disso daqui, né?" "Dá para tirar alguma coisa isso aqui, porque na velocidade eu vou bem." Aí na metade temporada mais ou menos a nossa treinadora lá montou um relay, um revisamento, 4 por 50 e 4 por 100, e não, acho que foi o segundo o vídeo que a gente ganhou na dor esse revisamento, a gente ganhou 4 por 50 e o 4 por 100, não mitte de uma escola grande, assim, nada, não foi um tempo que surpreendeu, mas a gente ganhou, então eu estava nadando ele 25, 50 metros, 50 jardas, né, 25 segundos, 50 jardas, e ali meu 58, 57, 100 jardas, então ali a gente já falou "pô, esse aqui dá para ficar legal, dá para pelo legal medário no distrito, né?" "Já pô, um puta, um, um, um resultado." De um resultado, é exacto, é exacto, é exacto, e ali naquele momento a gente falou "vamos focar nisso aqui, que a gente vai se estar bem com isso aqui." E deu, né, no distrito onde conseguiu pegar uma medária de cês, a gente bateu dois chimis, que eram maiores que a gente, porque a gente é "nossa vamos a menor escola do estado, a tua última inatação, então a gente era a única escola que só tinha um, um, um, um revisamento, todas as outras descolas tinham o revisamento, está dando tão rápido quanto o revisamento principal, a gente nós temos quatro pessoas, essas quatro pessoas, lapidamos, né, nós quatro e conseguimos um resultado, e que são do frio assim, por a piscina, todas as piscina elas serem cobertas, é bom, porque você tá fazendo alguma coisa com uma coisa coberta, e ainda assim você não precisa estar gásalhado, né? Então assim, aquela coisa do Invernas, assim, se sente muito, na mesma tempo você não sente nada, porque 95% do seu disco tá dentro, de lugares assim, dentro da escola, lenda piscina, e pô foi, a anatação foi muito legal, assim, foi quando eu falei pô, tá dando certo, dá pra dar certo de novo entendeu, depois é aquela baixa da lesão do cross-caranatro ali, e eu consegui nadar bem, baixar tempo, ganhar resultado, peguei o Reconjude de escola nas quinheta-jadas, né, comecei a temporada nada ali pra sete, três, terminei nada para seis e vinte e quatro, então eu abaixei quase quarenta segundos, então assim, eu vou até temporada bem maneiro, cara, que maneiro, e parece ser quebrou duas vezes o Reconjude, não foi isso, quebrou duas vezes o Reconjude das quinheta-jadas, não foi isso, eu quebrei o primeiro, aí depois todo o mente quando andava o quebrava, então assim eu quebrei umas quatro vezes, mas o meu próprio, então eles só postaram o primeiro e o meu último, né, o que o primeiro foi quando eu realmente quebrei, o último foi o que eu deixou, né, você deixou lá pra alguém, quem sabe quebra, e me conta como foi esse processo assim, porque a gente estava falando que os telenos de de cross count eram curtos e muito intensos, né, o tempo todo, e na atação era a mesma coisa, era coterendo curta e pancadaria o tempo todo, e aí você começou a ver essa tua evolução, ou você acha que você já trouxe uma bagagem um pouco diferente, me conta um pouco como é que foi esse processo pra você atingir essas marcas tão boas aí na atação? Eu acho que na atação, na atação eu cheguei com mais pra ganhar do que a corrida, então eu sabia que eu tinha muito pra ganhar, mas eu sabia que eu não estava no nível muito bom ainda, e trena na atação por radaria pura do inicial fin, né, cara, não tinha tempo, não, e lá a gente só nadava de short, né, short, normal, então pra dar aquele arrasso cabuloso, é mesmo, é, pro tempo no relógio parece ser muito ruim, né, tinha treno lá que a gente fazia 10 minutos de 25, saia no pacado da 30, dava depois desse treno, a gente depois desse, dessa série, a gente dava um intervalo de 3 minutos e saia pra fazer 10 minutos de 50 já arrada saia na cada um minuto, então assim, não tinha como nem você na idade de vargar, porque se você naidade de vargar você ia passar o tempo e não vai fazer, né, porque estava todo mundo ele fazendo, ninguém tá nem aí, sendo conseguindo, conseguiu, vou embora, continuo, e acabou que o bem também fez na atação comigo e a gente cair sempre na mesma rai, então a gente ficava revésando pé, então assim, não tinha tempo, não, cair na água, pra fazer os 200 solos, já cair batendo pernada, passava o primeiro sem pra um ideias, um e 15, segundo sem morrinha, mas estava lá, entendeu, e era a mesma coisa, não tinha tempo pra reclamar, porque você reclamar se passava no seu cabeça, então assim, era um górer churo e faz, vamos embora, quantas pessoas da raiha devem? O time não era muito grande e tinham só quatro que realmente nadavam bem, então tinha a minha raiha com o meu irmão, eu e ele, e tinha uma outra raiha que era os outros dois moleques do revésamento, e tinham outras duas raias com tipo quatro moleques em cada, porque eles não conseguiam aumentar o nosso ritmo, então não tinha como a raiha, no início da temporada tinha alguns moleques caindo com a gente, e a gente reclamava, tipo assim, a gente falava com o treinador, o poa não dá pra ele ficar aqui, a ela começou a separar as raias por ritmo, então a raiha estava por ritmo e falam um pouquinho pra gente das piscinas que você teve oportunidade nadar lá, foram várias as piscinas, e qual era a experiência de viver essas piscinas, elas eram diferentes do que a gente tem aqui no Brasil, do que você já tinha vivido em relação à infraestrutura mesmo da piscina, da beleza do ambiente, da vontade de nadar naquela piscina, e só atitude curiosidade no cross count, e a gente não teve nenhuma prova que a gente tem a te doutor a oportunidade de viver, uma transmissão ao vivo, já na natação tivemos vários eventos com uma ração, transmissão ao vivo que eu e a caroa a gente ficou aqui vendo ele nadar ao vivo mesmo, com crédito, igual um jogos olímpicos, sim, mas era, pra gente do lado de cá, a natação foi muito grande, A tação foi muito legal mesmo, por essa possibilidade de estar acompanhando ao vivo. As provas falam um pouquinho das piscinas de um especial, cara. Ah, as piscinas assim é outro nível mesmo, né? Não tem como você falar que o sazenismo é uma potência olímpica, só chegando na piscina de 10 mil tantos em álcool. Então assim, piscina é absurdo, né? Piscina que é o mesmo nível de piscina que a Summer Magazine, acho que aqui a CLEDEC, que essa galera treina, porque é o mesmo nível de piscina de college. High school, antes das universidades, grandes high schools, tem o mesmo nível de piscina. Não tem o que discutir assim. E uma coisa que deixa a piscina muito rápida que eles fazem lá é que o fundo é muito fundo, tipo assim, fundo mesmo. Dá umas três pessoas, uma e cima da outra, né? E é igual que elas piscinas de Instagram, assim, que a gente vê o cara nadando embaixo, embaixo da água, vocês falam caraca. Como é que ele fez aquele vídeo, né? Membro coisa, então assim, e dava pra você sentir a água te bater na hora que você passava do rasa pro fundo. Era muito doido, assim, se estava nadando, a hora que passava pro fundo, você sentia assim que estava fundo. Isso eu era lá pra baixo, estava fundo. Então assim, o nível de piscina não é diferente, o nível dos blocos é diferente. Todas as piscinas que eu não ardei lá, talvez tem 10 no Brasil que tem o mesmo nível de bloco, sendo bem sencêra assim mesmo. Talvez ele no Cobi, o Pinheiros, Minas. E é isso aí, porque praia. Porque o nível do bloco da estrutura lá era animal, absurdo, esse mesmo. E toda prova tinha os oficias, né? Então, tipo assim, toda prova tinha dois caras lá, menos você vai. Você vai. Queimar largada, vai queimar a revisamento, alguma coisa do tipo. E todas as provas tinham o borde, né? O pé de pra você que você bate e já sabe seu resultado na hora. Não teve nenhuma prova que foi resultada na mão. Que maneiro, cara. E vem cá, tu acha que o fato de você ter ido tão bem na natação, quebrados récon, dizer tudo mais, ajudou ainda mais na tua integração lá com o pessoal da comunidade, da escola, enfim. Isso, digamos assim, te deu uma certa notoriedade, assim, com a galera, ou todo mundo trata isso normalmente, como é que é isso? Ah, com certeza, né, cara? A ajuda um pouco ali, né? Quando eu quebrei o récon de numite lá, que foi. Tipo, logo nisso, temporada, que eu quebrei a primeira vez, no dia seguinte, eu cheguei na escola, galera tava tipo assim, "Ah, lá, o cara, lá, ou. ou nada duro limpco aí, ó, galera tava tão asvada, assim, mas é causada boa, né, de jogando pra cima e tal. Porque eu nadava em uma escola e eu iria em outra escola. E eu fui lá em Iowa, não tinha intimidade na tação, então a gente nadava por outra escola." Ah, entendeu. E é a principal adversária da sua escola em quase todas as modernidades, né? É, exatamente, é tipo assim, rival. É como se você dá se no flaleinho e te tinha esse nadado pelo vasco, né? Exatamente. Não. eu não gosto de que a escola a não ser uma natação, entendeu, cara? Não dá. Mas mesmo sendo outra escola ainda assim, dá uma moral, né, cara? School record, lá, é diferente assim, né? A galera respeita, porque o esporte é muito respeitado lá. A galera te respeita mais se você tem um school record do que esse voce tem uma boa nota. Muito mais aliás, por assim, nem compara. Cara, não sei se que era que você vê como é interessante isso, né, Marquim? Como é interessante esse o valor que eles dão, né, cara, pra essa coisa do esporte, enquanto a gente aqui, cara, trabalha com esporte e as pessoas acho que a gente não trabalha. É muito louco isso, né? Não, e, por cor, quando ele bateu o record, eu não sei se foi a primeira vez, ou, ó, na última saída jornal da cidade, saiu a foto, saiu falando do record. Muito bom. Então, é um lance muito interessante. E a experiência da natação, eu achei bem bacana essa visão de que você sentiu que você tinha mais pra evoluir com a natação e realmente evoluiu. E não é tão importante sair bem, mas num revisamento 4x50, não 4x100, quando a saída é fundamentais, conseguiu, né? Por exemplo, a gente vê nas provas ao vivo, só lá nada tava sempre ali entre os melhores na saída do bloco, né? Eu não ia ter um tempo de tempo, mas eu não sabia que ia se ter que ir. Eu não sabia que ele ia se ter que ir. Eu não sabia que ele ia se ter que ir, né? Eu tava sempre ali entre os melhores na saída do bloco, né? Não, tipo assim, tinha dias que depois do treino ficava eu e o bem lá, bloco, bloco, bloco, bloco, bloco, bloco. Nem sei quantas vezes eu fui sair da desbloco, entendeu? Era pelo menos ali uma 50 por trein, então, assim, era muita saída de bloco, filmava, via onde é que tava errado, onde é que tava bom, assistia vídeos no YouTube, né? Eu assisti muito vídeo do Seattle, né? Falando saída de bloco, tal, comecei a saída de bloco aberta, comecei a temporada, igual que a galera faz, né? E terminei fazendo igual a Seattle, né? Que é por dentro, assim? E com essa saída que eu tirei um meio segundo ali de bobi, que é uma saída muito difícil, né? As primeiras competições que eu fiz, foi feio, tipo assim, se olhava na gravação, assim, "Mmm, essa aí não foi legal, mas nas últimas ali você falou, "Cara, acar, sei foi boa, véi". Sai, começava na dar com mais de 15 metros no piscinho, entendeu? Cara. Gava 5 braçadas, seis braçadas já tinham que virar, entendeu? Então, saída de bloco, e vi. Saída de bloco, e virada, foi uma coisa que eu evolui muito, virada, ou. E ainda assim, não tá no nível dos caras, né? Nora, que coloca lá, dá lado assim, você faz caraca, que virada, horrorosa, né? Ah, que vai, vira. Olha lá, tu está ex. Não, cara, muito legal, cara. Aí, agora sim, eu queria meio que entrar na parte do track infuse, né? Que a gente aqui chama de atletismo, né? Mas isso é uma outra coisa que lá é muito forte também, né? Nos Estados Unidos, eles valorizam demais. E aí eu queria entender qual foi a diferença, assim, nessa terceira temporada, é mais marcante pra você, né? Em relação às outras duas. O que você sentiu dessa terceira temporada aí com o atletismo? Cara, então só pra você ter uma noção assim, né? No Cross Country, a gente dividia temporada com futebol. Então, Cross Country era o esporte da galera estranha, né? Futebol é o esporte da temporada. Futebol American! É, futebol American, futebol American. E o Cross Country era o esporte da galera, assim. Pois, se você não joga futebol, você corre o Cross Country, você é o errado, né? Entre aspas, mas a natação era natação, ele dividia com o wrestling, que é luta e basquete. Então, assim, na natação ninguém ligava pra na natação, assim, né? Ninguém ligava mesmo. Só que na temporada de Dragon Field, Dragon Field era o esporte mais importante. Então, isso já diferencia, porque a galera vê mais o que você tá fazendo do que os outros. Então, assim, e foi uma loucura, né? Porque eu comecei a temporada com muito medo da minha perna ainda, né? Depois de quatro meses da lesão. Eu tava com muito medo de correr, tal. Aí eu virei pro treinador e falei assim, "Cara, deixo correr os sprints, né? Deixou correr curto distância, eu consigo, cara. Acredite em mim, eu consigo. A Irna criastou muito em mim, não, né? Aí eu comecei a temporada de correr no 800 e 400. Consegui uns tempos bons, né? Eu corri duas, três vezes. Eu corriam 57 e uns 400. E corri 2 e 25 nos 800. Mas assim, não consegui correr tempo suficiente pra evoluir, né? E teve um mito lá, uma competição que ele tava faltando, tava com um espaço vazio pro 100 metros raso. Aí o treinador veio pra mim e assim falou, "Pô, eu tenho espaço fazer aqui pros 200." Eu falei, "E os 100, você tem?" Eu falei, "Eu tenho." Eu falei, "Me ponte, senagó seca, me põe." Aí ele me colocou num tempo de entrada muito alto. Eu falei, "Cara, né? Pc, possível que eu vou correr isso." Ele me colocou de, tipo assim, 13.5. "Tregado que é um tempo. " Pra mim, eu tenho por roroso. Tenho 13.5 no 100 metros, não dá, né? Eu falei, "Pô, não tem como correr 13.5, não tem como." Mas eu entrei lá e eu tava usando um noco a galera, né? Porque eu tava na bateria mais lenta da prova. Então eu falei, "Pô, eu vou correr, vou me divertir aqui." Mas querendo correr rápido, né? Eu dei minha vida na corrida ali, mas. Chegava a falar, "Pô, não sei correr isso aqui, não. Se eu correr um sub 15, tá ótimo, né? A galera fala, "Pô, é impossível." Aí eu aqueci lá, "Tá, eu estava distraindo aquela, a galera que tava correndo comigo, até um pouco tem um mulher que ficou meditiva, assim, cala a boca um pouco." Ele não falou nada, ele não vai dar pra ver na cara dele que tava querendo que eu calasse minha boca. Porque eu não tava dando tanto importância, mal mesmo tempo, que ele me provar. Aí eu, primeira vez que eu correr na minha vida, com saindo de bloco, eu correr um 12.3, ele é um tempo decente. Não é aquelas coisas, mas é um tempo decente. E meu treinador falou, "Oh, se corre mesmo, eu fui ligar ou te farica." Eu não tava cristalimima, eu tava te falando, não tava te avisar. Aí lá em Iowa tem uma prova que chama Drake Relays, que é uma prova pra high school, Iowa High School, e uma prova pra college, D1 College. Oregon, vai lá, todas essas. Todas essas faculdades picas de corrida tão lá, nessa prova. E a gente queria clasificar pro 4% e eu nunca tinha correndo 4%. Passada de batom, sem olhar, todo mundo teria milhão. Aí eu falei, "Vou te colocar nisso, a gente tem dois dias pra te treinar." "Vai falar ótimo, vai tentar clasificar pra aquela prova." "Vai falar, "Pô, beleza, tava meu, tava me cagando, sendo bem sincero mesmo." Porque se você não é a prova que você tá correndo sozinho, se você faz merda, vai probeceu. Agora, se você faz merda num relay, querendo clasificar pra uma das provas mais importantes do estado, aí o programa não é da sua cena. Então, assim, foi um momento ali que deu um pouco de tensão, mas eu tava feliz porque eu tava ali, e sempre que eu tenho uma oportunidade dessa eu vou agarra. Eu vou fazer o meu melhor, então, assim, eu fiquei. Eu fiquei muito focado pra fazer aquela passada de batom melhor que eu consegui. E a gente conseguiu, comigo, a gente dropa, tipo, "Ponto, cinco segundos, no 4%." Eles estavam correndo 45, ponto 2, 45, ponto 3, e no primeiro revisamento comigo, a gente corre o 44, ponto 9. Foi de por ser o melhor tempo da história da escola. A gente não clasificou pra aquela prova, a gente ficou. A gente ficou, tipo, "Vogésimo, um cêsso de 25x5, que poderia um clasificar." Então, eu passou perto, mas não clasificando. E a gente conseguiu um bom tempo. Aí depois disso, a temporada continuou, né? Esse foi mais ou menos ali no meio da temporada. A temporada foi continuando, eu continuo correndo meus sprints ali, né? Muito corto por 200, 4% ali. E lá no sazundis tem o Sprint Medley, que é 100%. 200, 200, 400. Eu treinador não queria me colocar naquilo, falei, "Cara, se eu sou mais rápido do que outro moleque, por que que eu não estou ali?" Entendeu? Aí ele me colocou uma vez, a gente conseguiu um tempo mais rápido da escola e ele me tirou. Eu fiquei muito, eu fiquei puto, eu falei, "Por que eu tenho um segundo tempo mais rápido da escola, num mito que não importava, então, assim, os quatro, ninguém deu a vida não ser eu, mas eles não deram a vida deles, porque é quatro pessoas correndo. Se você dá a vida e o cara que corre quatro cê-nas não dá a vida dele, você tempo vai cair, então, assim, não importe, tem que ser tudo mundo." Aí ele me tirou lá, tal, e perto do distrito, depois do conference, no conference, ele escorre esse revésamento com o outro moleque, e foi ruim. Tipo assim, ele se queria unganhar era o tempo, ele entrairo com o tempo de prova mais rápido, por um segundo do segundo, e eles ficaram em quarto. Aí os três moleques, que estavam lá, eles estavam puto, já com o treinador, porque eles queriam que me colocasse. E um dia antes de distrito, ele me colocou, a falei porra cê tá de sacanagem, cara, eu tenho um dia pra treinar a revésamento com outros moleques, porque são as mesmas três pessoas, mas a ordem diferente, então é diferente. Aí eu tive um DJ meio e olha lá pra treinar com clima ou roroso no time, porque tinha trocado tudo, a galera não tava muito feliz. E a gente classificou o prestateu álbum, então a gente fez o maior tempo da escola, por quase um segundo, então eu tenho esse score record também, esse recorde de escola, o meu nome também tá lá, apesar de ter um revésamento, a gente tirou quase um segundo no distrito e fomos pro estadou álbum. Então foi uma temporada muito doida, assim, comecei sem esperar nada, né? Eu não conseguiria classificar pros 800 ou 400 por conta própria, porque nos 800 é direc tirar ali pelo menos 30 segundos e no 400 é direc tirar pelo menos 7 segundos, então assim, é muita coisa pra tirar em duas, três semanas, entendeu? Então assim, eu comecei a temporada sem muita esperança e terminou o prestateu álbum, né? Competição mais importante de raiz com um estado lá no Estados Unidos. Então é legal a gente falar um pouco sobre isso, né? A gente começa com a frustração do Cross Country, depois tem oportunidade de ver alguns momentos o Bilu TT, a licoratação, com o quebra de ré, com o corde tudo, mas a gente também no revésamento bate na trave, não vai pro estadou álbum na natação e vem um atletismo no você consegue ir pro estadou álbum nesse revésamento que a gente nem conhecia, né? Esse Sprint Madly oportunidades que fomos surgindo no caminho. Eu queria que você falasse um pouquinho da importância do campeonato estadual pra quem tá lá. E a dimensão do estadual, como é que foi a questão no dia que vocês foram pra competição, como é que a escola, despediu de vocês? O quanto que é importante pra escola ter a galera se classificando pro estadual, só tipo de curiosidades se eu tiver enganado, se eu me corrige, na sua escola só vocês quatro meninos na corrida, né? Porque acho que teve dois classificaram nos saldos, mas só quatro meninos do revésamento que classificaram pra competição estadual naquele ano, mas ninguém, né? Então a escola inteira. É, quatro meninos. Por um corre, qual que é o tamanho do estadual pro muscol? Foram quatro pessoas que classificaram porque o Parker que estava no revésamento, o classificou pro salto. Então eram só quatro pessoas e dois alternates, né, que fala que são dois backups, né? Se alguém machucar tem dois, ele vai porra em lugar, reserve isso. E não, a importância do estadual é absurda, né? O campeonato estadual lá e o campeonato estadual aqui no Brasil é totalmente diferente. Porque o campeonato estadual lá, se você classifica pro estadual, você tá tipo assim no ápice do esporte, assim lá mesmo, entendeu? Por uma risco, né? Não significa que você vai ser profissional naquele ano, mas significa que naquele momento, naquele ano, você tem um time bom suficiente pra competir contra os melhores do estado. E sendo os melhores do estado é tão bom, mas tão bom lá que teve um moleque correu 3,58 milhens no estado-al no passado, né? Moleque tá indo pra Oregon, vai talvez correu corras olimpiedas, então, assim, o nível estadual é muito, muito alto. E classificado no estado-al é muito difícil. E a gente classificou pro estadual ganhando de sirtual, então, assim, ganhando de sirtual e batendo a recogida de escola. Então, foi qualquer classificação, foi a classificação, né? Não tinha como ser melhor. E no dia de ir pra dimões, né, que essa é a tipo de estadual, a escola para a escola toda, todo mundo sai de sala, a banda da escola passa pelos corredores, tocando a música da escola e a galera que classificou vai andando atrás, assim, entendeu? Eu prato de pedir e a galera toda da escola batendo o palma, assim. Então, é um evento, assim, mesmo. Você classificar pra esse pro estadual é o evento. Eu diria que classificar pro estadual lá é o mesmo nível, ou se não mais importante, do que classificar pra um brasileiro, já que ele tinha uma equilíbrio, e o classificar pra um mundial de algum outro esporte, assim, porque é tão difícil quanto, entendeu? Tanto que lá no Estados Unidos, eles precisam fazer trials pra quase todos os esportes o límpocos, né? Estanta gente boa que tem. Cara, que doideira, né, cara? Muito louco, muito louco mesmo, assim, o nível de envolvimento da comunidade, o nível de estrutura que vocês têm acesso, né? E o nível de valor que as pessoas dão isso, muito bacana, cara. Então, eu pensando assim, né, que você foi lá pra os Estados Unidos estudar e acabou vivendo muita coisa através do esporte. Eu queria saber qual foi a principal lição que o esporte ensinou durante esse ano aí. Que, pro esporte, não tem tempo ruim, não é, véi? Tipo, assim, se você ficar de "mimi, mimimi, mimimi, me vai ter um cara lá, vai passar no seu cabeça", então você não tem tempo ruim mesmo, assim. "Ah, hoje eu vou, vou ir mais tranquilo porque. " " hoje eu vou ir mais tranquilo porque eu não quero ir forte", entendeu? "Se é porque o seu corpo não está te limitando, cara, é só faz, entendeu? Vai, faz. " Porque tem alguém que está lá, fazendo, e ele vai passar no seu cabeça, ele vai dando seu cabeça, então assim. Com a competitividade de esporte lá, sendo muito bom, todo mundo querendo ser muito bom, que é diferente daqui no Brasil, né? Assim, a galera que quer ser boa, quer ser muito bom, mas dá pra contar no dedo o condiente que tem. Então assim, é. Até mesmo, o pessoal da escola estava todo mundo querendo ser muito bom, então. Se você não quer ser muito bom, você não vai ser nem bom, né? Legal. Ó! Começando a caminhar aqui para o fim. Uma pergunta, que são duas, nenhuma só. Se você pudesse hoje, depois teve vida um ano em Iowa, voltar e dar uma ideia no David que estava embarcando. Qual ideia que cedaria pra esse cara que estava ali preparando pra sair pra essa aventura? E complementando a pergunta? Se alguém é pai, tem filho que quer fazer intercâmbio, ou tem vontade de mandar o filho pro intercâmbio, o que você fala pra essa galera que tem esse sonho de fazer intercâmbio, seja pai ou filho, em relação ao seu intercâmbio. Então, duas perguntas em uma. Qual é a letra que você poderia passar pro David que está embarcando pra Iowa sem saber de nada? E pra quem que é aí? Eu não mudaria nada assim, talvez a única coisa que eu falaria é. "Aprende a sofrer fazendo esporte, porque eu não sabia ainda". Eu não sabia o que que era sofrer fazendo esporte antes de eu ir. Realmente eu não sabia. E tipo assim, chegar ao limite, limite, e assim mesmo, eu não tinha nem ideia pra ser sincero. Porque querendo não, competindo toda semana, toda semana, competindo. E às vezes, competindo duas, três vezes semana, faz o seu limite o tempo tudo, né, cara. Não tem como você não estar no seu limite, porque você está competindo. Então, assim, acho que a primeira coisa que eu falaria, talvez. E mais o limite desde cedo. E. E qualquer segundo pergunta mesmo? Não, pra essa, mostrada que quer ir, pro jovem que quer ir, pro pai que tem vontade de mandar o filho, pro pai que tem medo de mandar o filho. Pra essa galera que tem vontade de ir, que sonhem em ir. Mas que às vezes está com medo, está com dificuldade de. de validar essa experiência. O que você poderia falar, pra incentivar o jovem que quer ir, a tecoragem de ir, o pai que quer mandar o filho, vai a tecoragem de mandar, que a gente pode falar pra essa galera. Ah, que tipo assim, não tem. Não tem muito como ser ruim se você estiver aberto, entendeu? Se você estiver fechado com muito medo, vai. Se os seus medos vão se concretizar. Agora, se você pensar muito menos no medo e pensar muito mais o que pode dar certo, as coisas vão dar certo. Ficando você pensa muito no medo, você atrai o medo, assim, né? Então, é realmente não tem muito medo das coisas. Se você estiver medo, não vai dar certo, entendeu? Tem medo do que vai riscar sua vida, né? Mas assim, o que não vai riscar sua vida vai. É foda, assim, entendeu? Tipo, é foda, assim. Foda, esse opinião do outro, foda, se você vai passar a vergonha é foda, assim. Cara, muito mais. É muito mais negativo, é muito maneiro, cara. Eu acho que talvez seja a grande mensagem desse episódio aqui, né? Acho que duas coisas que você falou aí, pra mim, resumem um pouco a ideia que a gente teve de fazer o episódio com você e de trazer toda essa experiência, né? A primeira foi essa que você falou do esporte. Cara, simplesmente vá. Simplesmente coloca o pé na frente do outro e segue. E agora essa coisa de me que não ligar para porque os outros estão pensando, que os outros estão falando, se você acredita, é a mesma coisa que no esporte, né? Vai! E. Só precisa estar aberto. Então, acho que essa é a principal mensagem. Então, tu não esporte quanto na vida? Cara, se você só precisa estar aberto, e botar um pé na frente do outro para seguir em frente. Então, muito legal ter escutado toda essa história, acompanhei aqui essa tua jornada lá dos Estados Unidos aí, enquanto você estava lá sempre trocando mais ideias aqui com o marquinho, ele me contando as coisas, e enfim, cara, é muito bacana. Parabéns aí, por tudo que você viveu, tenho certeza que isso vai trazer muitos frutos, como já falei. Espero que a galera que está nos ouvindo, tenha curtido também, se inspire. Exatamente nessa mensagem que você deixou aí, cara, de "Cara, esteja aberto", e siga em frente, acho que é mais ou menos por aí. Dá visão. Obrigado demais por ter vindo bater esse papo com a gente. Marquinho valeu ter trazido da via aqui, e a gente se vê no próximo ano da Simpalta. Abraço! Valeu, valeu, valeu, pessoal. Por excelente, Davio. Obrigado por compartilhar esse monte de história com a gente. Acho que foi super legal. Eu como pai posso dizer que eu vivi uma experiência incrível aqui do outro lado. Realmente foi um ano pra você. Pô, cabelher altíssima. Olho parado total de vários momentos incríveis, uma vida extraordinária. Mas, tá do lado de cá também, foi incrível. Acho que esse episódio mostra como que o esporte, a aventura, a viagem. Pode ser muito mais que competição, né? Pode ser amizade, pode ser pertencimento, crescimento, confiança, transformação. Eu acho que é isso, valeu, galera. Esse foi mais um episódio do "Enduro Simpalta", e a gente se vê no próximo programa. Valeu, valeu.

Podcast Summary

Key Points:

  1. O episódio do podcast "Endúrlim Simpalta" aborda o desenvolvimento pessoal através do intercâmbio e do esporte, com foco na experiência de Davi Lack, de 17 anos, nos EUA.
  2. Davi passou um ano em uma cidade pequena de Iowa (Álbia), onde usou o esporte (cross-country, natação, atletismo e futebol) para criar laços sociais e superar desafios de adaptação.
  3. O esporte foi essencial para sua integração
  4. Davi não enfrentou grandes dificuldades de adaptação, exceto a burocracia da viagem e o idioma, que dominou em cerca de 4 a 5 meses, com fluência total após 6-7 meses.
  5. A intensidade dos treinos de cross-country nos EUA (sempre alta, sem dias de recuperação) contrastou com seu treino no Brasil, possivelmente contribuindo para uma lesão durante a temporada.
  6. A experiência mostrou que, mesmo em uma cidade pequena, o esporte interliga comunidades e oferece muitas oportunidades sociais e de crescimento.

Summary:

O episódio do podcast "Endúrlim Simpalta" recebe Davi Lack, de 17 anos, que retornou de um intercâmbio de um ano nos Estados Unidos, onde estudou em uma escola pública em Álbia, Iowa. Davi destaca que o esporte foi a principal ferramenta para sua integração, permitindo-lhe construir amizades do zero e encontrar seu lugar na comunidade. Ele relata que, apesar de não ter medo da adaptação, os maiores desafios foram a burocracia da viagem e o idioma, que ele dominou em cerca de quatro a cinco meses, com fluência total após seis a sete meses.

Davi participou de três temporadas esportivas: cross-country, natação e atletismo, além de futebol. Ele descreve o cross-country como uma modalidade intensa, com treinos diários de alta intensidade e competições de 5 km em grama, contrastando com a abordagem mais moderada que tinha no Brasil. Essa diferença de intensidade pode ter contribuído para uma lesão que ele sofreu.

Apesar dos momentos difíceis, Davi enfatiza que a experiência foi transformadora, pois, mesmo em uma cidade pequena, o esporte interliga comunidades e oferece inúmeras oportunidades sociais. Ele planeja manter contato com as amizades feitas e até retornar para a faculdade nos EUA. O episódio ressalta como o intercâmbio e o esporte podem promover crescimento pessoal, resiliência e desenvolvimento de habilidades sociais.

FAQs

O Endúrlim Simpalta é um podcast sobre esportes de resistência. Neste episódio, o tema é crescimento e desenvolvimento pessoal, com foco na experiência de intercâmbio de Davi Lack nos Estados Unidos.

Davi não sentiu medo da adaptação, mas sim preocupação com questões burocráticas como avião e imigração, além do idioma inglês. Ele sabia que levaria tempo para aprender, mas não teve um desafio específico que o marcasse negativamente.

No segundo dia, ele já participou de um treino de corrida, onde o objetivo comum de correr e suar uniu o grupo, mesmo com dificuldades no inglês. O esporte foi uma ferramenta para fazer amizades e encontrar seu lugar na comunidade.

Com um mês, ele já teve o primeiro sonho em inglês. A fluência sem precisar pensar veio por volta de 4 a 5 meses, e após o Winter Break, ele já entendia e conversava normalmente, com sotaque quase zero no final do intercâmbio.

Cross Country é uma modalidade de corrida de 5 km em grama, muito tradicional nas escolas americanas. As provas tinham largadas intensas, com muitos competidores, e os treinos eram curtos e de alta intensidade, sem dias de recuperação.

Sim, Davi menciona uma lesão que teve durante o Cross Country, mas não detalha o momento exato. Ele sugere que a adaptação ao alto volume de treinos intensos pode ter contribuído para isso.

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