A narradora, uma jornalista brasileira, relata sua longa busca para entrevistar Lucrecia Slaughter, uma senhora americana que nunca conseguiu encontrar pessoalmente, mas que a inspirou a investigar a caça às bruxas de Salem. Durante seu período como bolsista em Harvard, ela frequenta a casa da escritora Ann Bernet, onde conhece Lucrecia e descobre que sua ancestral, Winifred Roman, foi acusada de bruxaria no século XVII. A partir dessa pista, a jornalista mergulha em uma pesquisa histórica que a leva a Salem, onde, guiada pelo historiador Chan O'Brien, explora os eventos reais de 1692. A história começa com a chegada do pastor Samuel Paris a Salem Village em 1688, uma comunidade puritana dividida entre facções conservadoras e liberais. Três anos depois, sua filha Betty (9 anos) e sua sobrinha Abigail Williams (11 anos) começam a apresentar sintomas estranhos: convulsões, dores e comportamentos bizarros. As meninas haviam brincado com um jogo de ovo para prever o futuro, vendo a forma de um caixão, o que elas associam ao início das aflições. A narradora acessa documentos históricos na Biblioteca Phillips, incluindo depoimentos de Abigail, e reflete sobre o trauma das órfãs e o contexto social da época. O episódio estabelece o cenário para a investigação das causas e consequências da caça às bruxas, contrastando a versão fantasiosa do cinema com os registros históricos.
[Música] A última mensagem que recebi dela é co-avas anteriores, me pareceu triste. [Música] Ela dizia, na talha, "não consigo te dar uma entrevista nem mesmo online. Minha saúde está muito ruim, boa sorte com seu projeto." Foi no começo desse ano, mas já tinha quatro anos que eu estava tentando essa entrevista. Queria ter algum registro sonoro, algum lássaro real do nosso encontro mais de três anos atrás. Conhecia a Lucreça Slotter, uma senhora americana de cerca de 70 anos que nasceu e cresceu em Massachusetts. Foi como um portal de entrada para uma das investigações mais fascinantes que eu fiz na minha vida. Eu souvia a Lucreça uma vez. Cheguei em Nandomingua Noite ao décimo andar de um dos poucos prédios altos na cidade de Cambridge. Uma das mais antigas dos Estados Unidos, fundada em 1630, quando ainda era uma colone inglesa. [Música] Em Cambridge, a vida gira em torno da Universidade de Harvard, fundada em 1636. Eu estava estudando em Harvard graças a uma bolsa. E durante meses, vaguei pelos gremados verdes e salam centenários da Universidade. Tudo ali tem uma atmosfera de outro tempo. Os prédios de pedra escura parecem grandes palácios com pés direitos altos e colunas de inspiração humana. Ali em Cambridge dá para sentir ainda hoje o legado do colonialismo inglês na maneira como as pessoas falam e até como olham umas para as outras. Ou como evitam olhar. Eu nunca me senti em casa ali. Então eu passava todos os domingos na casa da escritora Ann Bernet, que me acolheu como uma grande nova amiga. Ann é bem mais velha do que a Lucrecia e ainda muito mais velha do que eu. Tinha 92 anos na época. Mais que o dobro da myidade. Ann Bernet é uma escritora conhecida com livros best sellers e vem de uma limagem prodigiosa. Seu pai Edward Bernet foi responsável por revolucionar a propaganda moderna, levando para os anúncios os desejos ocultos do nosso subconsciente. É por causa dele que em uma propaganda de cerveja a gente vê duas mulheres de bequine em vez de uma lista sobre as qualidades da bebida. Desejos inconscientes, um conceito que Edward aprendeu do seu tio "Signum Freud". Sim, a Ann Bernet é sobrinha neta do Freud. E eu confesso que o meu fascino pelos domingos na sua casa vinha um pouco daí. Todo domingo ela reunia na sua sala, professores, escritores, jornalistas. E sentávamos em sofá, com calices de vinho, jogando papo fora e olhando para a bela sacada que se depruçava sobre rio charles. Até que uma noite eu conhecia a Lucrecia Slotter. Quando ela me foi apresentada, seu nome me chamou a atenção. Para mim, Lucrecia sempre souou como nome meio de Bruxa. Slotter significa "masacre matança inglês". Mas a Lucrecia era soridente, alegre, nos conectamos imediatamente. Ela me contou que sempre viveu em massachúsets. E que era tão filha da terra que uma das suas antepassadas chegou a ser acusada de Bruxa. Durante as famosas caçadas as Bruxas do século 17. Sabe quando tudo o seu heredor parece ficar em suspenso? Como assim caças as Bruxas? Então ela me contou um pouco mais sobre a viúva Winifred Roman, uma senhora que viveu em meados do século 17. Ela era sua tatatata-tata-tata-tata-tata-tata-táravó. Acusada por muitas pessoas de ser uma Bruxa, ela teve uma vida conflituosa e um destino triste. Era o tipo de mulher que vivia brigando com os vizinhos. Um incomodo sabe? Me dizia, Lucrecia sem esconder no fundinho um certo orgulho. Poucos dias depois chegou no meio-meio uma mensagem simpática da Lucrecia com uma cópia de um livro da Sociedade Genelótica da Nove Inglaterra, contendo um relato detalhado da história da Winifred Roman. Naquele meio que ela me enviou em 21 de março de 2022, a Lucrecia me mandava uma dica preciosa. Procure a Sociedade Histórica de Cambridge para pesquisar mais sobre a caça as Bruxas. E me sugeriu pegar um trem para uma cidade design a alguns quilômetros da lhe. Você já deve ter ouvido falar das Bruxas de Salem? Ela me perguntou. Onde? Olha! [risos] "Firma, espreparem sim, é a força vital dela, a função funciona, pega em minhas pós." Claro que sim. Todo mundo já ouviu falar das Bruxas de Salem mesmo sem saber direito onde fica a Salem. [música] No filme "Abra-Cadabra", que tem a Jessica Parker e a Bet-Midler, a cidade aparece como cenário onde moram bruxas reais que matam crianças para obter em vida eterna. O ano no filme é 1683 e a Bet-Midler se chama Winifred. [música] Como em todo o filme da Disney, confusões, danças, batalhas de fetiços e mulheres voando com vaçoras. E no fim, os mocinhos acabam salvos e as malvadas bruxas mortas. [música] Mas eu não sabia que em Salem ouviu uma caça as bruxas real registrado em documentos oficiais. [música] Foi a história de Winifred que me levou a uma busca que hoje já dura anos. Eu queria conhecer essas mulheres que foram mortas como bruxas, queria conhecer suas histórias e entender qual era esse mundo que as julgava e condenava, onde foram fundadas as bases da nossa orgulhosa civilização ocidental. Um mundo onde o estado enforcava mulheres a seu aberto. [música] Eu sou na televiana e este é o podcast "Caça as Bruxas". Episódio 1, um estranho que chega. [música] [música] At the end of the day, there are only two stories in the planet. As unidas, duas histórias que existem são. Alguém sai em uma jornada ou um estranho chega à cidade. Toda a história começa de um desses dois jeitos. Em 1688, em Salem Village, a pequena e isolada parte de Salem Town, um estranho chega à cidade. E o nome dele é Samuel Paris. Esse que você está ouvindo é o Chan O'Brien, um guia que me apresentou a verdadeira história de salem e que vai nos acompanhar na nossa jornada. E para deixar tudo ainda mais assustador, usamos a inteligência artificial para que o chão pudesse falar em português. Não se preocupa, que ele adorou isso. Na história que eu vou contar, um estranho chega numa cidadezinha do interior da Colônia Inglisa no ano de 1688. E eu saio junto com você em uma jornada para entender tudo o que aconteceu depois. [música] Bom, estou aqui na Derby, né? Praça Derby, onde eles têm uma, na verdade, uma recriação de como era, o City Hall, que era o lugar de encontro da comunidade, da cidade de salem, em si de salem. E de fato, aqui as construções são todas, né? É construídas para aparecer como elas eram naquela época, não é que são as originais, mas elas são peitas. E a gente vai ter, daqui a pouco a gente vai começar o tour do chão, nosso grande guia. Tem um outro tour aqui que está saindo da escada. Vamos chegar lá no lugar, tem uma escadaria aí para uma porta grande de madeira, que é esse prédio City Hall, com uma arco em cima da porta, uma coisa assim, umas lâmpadas daquelas antiga, de iluminação, aquela época, tudo bela, né gente? Não podemos esquecer. Então, as lâmparinas recriam aquelas lâmparinas, que. Mas é tido com uma carinha para aparecer antiga. Para aparecer. Olá, olha lá, o chão, vamos lá, falar comigo. Ah, e ela, João, é logo, Txu, Sim, é? Sim, o Génio, tem sido tão longu, tem sido tão longu, tem sido. Sim, o Génio, é. O chão, Txu, por que a porta é 15? A porta é 15? Se eu vou zerando o chão, ele está chamando. As pessoas para se juntarem ao turno, de escultura, o número de pessoas.
pessoas que vão por spipe pequeno, vou explicar um pouco o que eu come, que é o chão, ele é um cara alto, ele é daquele tipo de coisa americanos irlandeses, ele é ruivo, bem branco, vem meio avermelhado até, e ele sempre se veja, este mais ou menos de época, com uma boininha, uma roupa assim, mas ele parece, aqueles homens anostrinta, na verdade, ele parece uma pessoa meio anacrônica nesse lugar. Eu tô em Salem, uma cidadezinha de 45 mil habitantes, a 27 km ao norte de Cambridge, junto com a jornalista Julia Afiúni. A Julia veio comigo pra Salem pra conhecer o maior Halloween do hemisfério norte, a maior festa de dia das bruxas. E você já deve ter reparado, mas na gravação eu to roca por causa do frio que faz por ali naquela época. Essa deve ser minha quarta ou quinta visita a cidade. Passei muitos dias aqui durante meu período nos Estados Unidos. O chán, além de seguir, é formado em história e se tornou assim uma estrelagueia pro começo da minha pesquisa. Além disso, nós temos outra coisa em comum. A mãe do chán também é jornalista. "Minha mãe tem um metro e 75 de altura, é ruiva e uma mulher muito, muito orgulhosamente franca, que não guarda suas opiniões. Então, acho que. Desculpe, mãe, se você ouvir isso. Mas acho que 100% ela teria sido considerado uma bruxa naquela época. E digo isso com todo o amor e respeito que posso reunir no meu coração. Minha mãe é uma mulher fantástica, que já se meteu em problemas nos anos 60 por não ser comportada como achavam que ela deveria ser. "Mas, as they taught each and me." Estamos em 31 de outubro de 2023. Essa você que guarda a marcação dos tempos como se fossem pedra espreciosas. Porque nessa nossa jornada nós vamos viajar por séculos diferentes, indo e vindo em busca de entender o nosso passado e o nosso presente. Não podemos nos perder. Saindo da Praça Central de Salem, no ano de 2023, guiadas por Chán e com um grupo de turistas, caminhamos pelas ruas de paralel e pípe do da cidade e vamos adentrando o ano de 1688. Ali onde começa a origem da caças bruxas de salem e ela começa com a chegada de um estranho, o pastor Samuel Paris e a sua família a salem. Aqui o chance refere a ele como ministro, que é uma das maneiras de chamar os pastores na religião puritana. "E ele chegou para se tornar um novo ministro de Salem Village. Samuel Paris é um personagem interessante. Na seu inlondres mas cresceu aqui em Massachusetts, estudou em Harvard por alguns anos mas abandonou o curso antes de se formar e se mudou para o caribe, na ilha de Barbados. Lá ele administrou a plantação de açúcar da família por vários anos. Mas eventualmente um furacão devastou a economia da ilha, ele teve que vender a plantação e a maioria dos seus escravizados, retornando então para 9 em Glaterra. Em 1687 o homem estava desesperado por um emprego e é claro que ele ouviu que Salem Village de repente precisava de um novo ministro. Na verdade mais do que isso, ele soube que eles já haviam passado por cerca de três ministros nos últimos 7 anos. É uma taxa de rotatividade bem alta. Ele pensa, "bom, se estão tendo tanta dificuldade para encontrar um bom ministro, por que não eu? Talvez ele conseguisse o emprego e ele se candidata e consegue. Provavelmente para sua surpresa tanto quanto para de todos os outros. Agora ele é qualificado para ser ministro porque estudou em Harvard e naquela época Harvard basicamente oferecia apenas dois cursos, teologia e direito. A faculdade de medicina ainda não existia, mas o fato é que ele se instala com a família e se torna o novo ministro da Vila de Salem. Quero dar um close em quem era essa família do pastor Samuel Paris. Em 1688, um morava com ele, na casa dedicada ao pastor, a sua esposa Elizabeth Elbridge e os seus filhos Tomas, a Cassula Susana e a garota Elizabeth Paris de nove anos. Morava também uma subrinha, abigaiu Williams de 11 anos, companhia inseparável de Elizabeth Paris. Guarda esses nomes. Além da família moravam na casa um casal descravizados. Tituba, uma indígena araláquida, região que hoje seria Venezuela ou Suriname e seu marido conhecido apenas como John Indian. Precha atenção nela, a Tituba vai ser importante na nossa história. Por agora, imagine essa indígena então com os 25 ou 27 anos, trabalhando como serva doméstica na casa dos Paris. Não existe eletricidade. Toda a casa é regida pelo temor adeus. Uma casa muito religiosa e ela limpa tudo e prepara comida. O que significava naquela época, matar os animais, depenar, tirar os ossos, fazer a farinha, qual leite, fazer a manteiga ou queijo e servir a família 24 horas por dia. Tituba não vê a própria família desde a infância, porque segundo os historiadores, o mais provável é que ela tenha sido sequestrada da sua terra por escravizadores espanholes e comprada pela família de Samoé Operis em Barbados, onde ele cuidava da fazenda do seu pai, até que faliu e decidiu voltar para Boston. De volta a Boston, ele sobe da vaga para pastor na Vila de Salem e foi contratada. Mas quando Samoé Operis chegou a Vila Rio, as famílias estavam em guerra. Em resumo, um dos grupos era ligado aos porters, donos de vastas terras no leste da cidade, mais próximas ao Porto de Boston e mais liberais. Já os Putnans, mais conservadores, moravam ao Oeste, mais para dentro do continente. Não gostavam nada das ideias liberais e queriam manter-se fiais aos ideais que os fizeram a atravessar o Atlântico, construir na cidade sobre a montanha uma comunidade de virtudes e sem nem um mal. Os puritanos que vieram para a Colônia estavam fugindo de uma revolta na Inglaterra que impôs uma reforma na igreja e que levou ao Anglicismo, mas liberal, ligado a família real até hoje. Então, eles chegaram na América desconfiando da igreja e querendo construir comunidades extremamente religiosas, mas menos hierarquisadas e controladas pelo poder da igreja, onde a relação com Deus podia ser professada dentro de um centro comunitário e não de uma igreja asuntuosa. Os puritanos seguiam fialmente em regras de comportamento, como jamais trabalhar aos humigos ou vir os sermões do pastor e em especial o papel do homem como chefe da casa e da mulher, sempre temente, primeiro a ele e depois a Deus acima de todos. A chegada do pastor Samuel Peris vinha com o apoio deste grupo mais religioso e trazia a ideia de que finalmente, depois de meses sem um pastor, a comunidade poderia voltar a espiar de si, todo mal e todo pecado. O lugar onde estamos agora era chamado de Salem Town em 1692. E naquela época tinha uma população de aproximadamente 2 mil pessoas. Há 8 km de distância, escondida no meio da floresta, completamente isolada, viviam as 500 pessoas que formavam Salem Village. E eles gostavam desse isolamento. Os moradores de Salem Village não se davam muito bem com seus vizinhos. Para ser honesto, eles nem mesmo se davam bem entre si. Salem Village era um lugar extremamente contentioso e cheio de conflitos. Mas é exatamente ali que nossa história vai começar. Três anos depois em 1691, a relação dele com seus fiais não era das melhores. Havia dois grupos opostos na vila, um mais conservador e também de Deus, outro mais liberal. Ele era ligado ao mais conservador e religioso. Salem Village também não tinha uma personalidade tranquila, adorava uma confusão. Já tinha obrigado sobre o valor de seu salário, sobre a propriedade da casa em que morava. Então no começo do invés de 1691, um dos mais frios deija fundação da Colônia, cortaram seu soprimento de lenha que era o que mantinha as casas aquecidas naquele tempo. Mas ninguém imaginava que a raiz de todo o mal começaria exatamente na casa do pastor Samuel Paris. Betty Paris, a filha de Samuel, então com nove anos, foi a primeira do EC, em novembro dezembro de 1691. De repente a menina ficou doente, mas de uma doença que ninguém conhecia. Do nada ela começava a se contorcer. Caia no chão reclamava de dores por todo o corpo. Como se alguém estivesse espetando como atisora ou com uma faca um objeto invisível ou com mil agulhas que ninguém conseguia ver. Eu não estou inventando nada disso, isso tudo está registrado em números documentos históricos. Como jornalista, eu não tenho como atravessar os séculos. Tudo o que possa saber dessa história está nos documentos que ainda restam daquele período. são um pouco áridos, como esse trecho.
31 de maio de 1692. O depoimento da testemunha, a BGU Williams, declara que, em diversas ocasiões no mês passado, particularmente, nos dias 15 e 16, 19, 20, 21, 23 e 31 daquele mês. E nos dias subsequentes, em vários momentos, assim como no presente mês, a referida a BGU tem sido extremamente atormentada por uma aparição na vila de salen. Por meio dessa aparição, ela tem sido puxada violentamente, frequentemente beliscada, quase estrangulada e, por vezes, tentada a se jogar no fogo. Cheguei a esse documento, assim como a desana de outros, depois da dica da Lucrecia Slaughter. Meu percurso foi bem jornalístico. Escrevi pra sociedade histórica e geneológica de 9 em Glater, não tive resposta. Depois encontrei um contato no Peebode XX Museum, o museu da região que compreende salen. E, dali, eu cheguei a biblioteca Phillips. Era ali que estavam guardados os preciosos documentos sobre a caça, as bruxas de salen. Era uma biblioteca perdida no meio do nada. Mais de 20 km/h no fim de mistradir a tortuosa que saia uma daquelas altos estradas enormes que cruzam os Estados Unidos. Nem tinha transporte público até lá, e eu tive que conseguir uma carona com estranho que me deixou na próxima estação de trem. Mas eu estava fascinada e emocionada quando consegui manosiar os documentos. Cheio de letras pequenininhas, escritas a mão na caneta de inteiro, de maneira economiza papel que era algo raro em 1692. As fotos destes documentos e outros registros históricos você pode encontrar na página desse podcast no site da agência pública. A biblioteca era entrega ao longo de matar de toda, dezenas de documentos escritos por escribas, juízes, conselheiros e governadores, todos homens de respeito e poder, sobre o período em que o mal se apostou de salen. Nelhes eu consegui ouvir os ecos da voz de Abigaio Williams, a segunda ficado ente. Antes dela, sua prima Betty Perry tinha ficado com essa estranha flição. Eu tive pena delas. Sabe-se muito pouco sobre o passado de Abigaio? Mas ela era orfa. Seus pais podem ter sido vítimas das batalhas pelo norte dos Estados Unidos contra os franceses. Ela teria chegado a casa do tio com muitos traumas, muito medo do que viu e do que viveu. Isso só agussa minha vontade de reporter. Me imagino tentando entrevistá-la alguns anos depois de toda essa história, queria marcar o resto da sua vida. Abigaio Williams é muito obrigada por ter topado falar comigo. Você, quando começaram as aflições, eu estou chamando assim, você vivia com seu tio, Samuel Perrys. Sim. Você gostava de viver com eles? Era uma vida feliz? Olha, eu tinha vindo de uma situação muito ruim. Não sei se sabe. Me conta. Eu morava com meus pais no acentamento mais pro norte. Eu via vários acentamentos assim, onde moravam apenas algumas dezenas de famílias. A gente era feliz, mas havia muitos ataques, fins dos donores de nativos, de índios, de franceses. E mataram meus pais. Eu fiquei orfa. Assim, tu muito, Abigaio. Então, eu vi pra sala em Fuippon. A artil era bastante rígida, mas eu fiz amizade com as minhas primas, com as vizinhas. Você tinha 11 anos mais ou menos, né? E a Betty Perrys tinha 9. Isso. E eu também fiz amizade com outras meninas, a End Putt, mano, que tinha 12 anos. A Elizabeth Hubbard, que já tinha 17. E o que vocês faziam juntas? Eu não tinha de brincar. Mas a gente fez coisas das coisas, eu me arrependo. É como assim, mano. Eu tenho medo que a gente tenha brincado com fogo. O que vocês fizeram? É pouco antes de tudo começar. Eu estava com a Betty no nosso quintal. E a gente decidiu fazer um jogo pra saber nosso futuro. E como é que era esse jogo? Era um jogo que. Era muito comum entre as mulheres. A gente queria saber se a gente ia casar, se a gente ia ser feliz. E então, a gente jogava a clara de um ovo dentro de um copo. E a forma que aparecia dizia alguma coisa sobre nosso futuro. Mas por que você disse que você se arrepende? Porque a gente viu a forma de um caixão. Aí foi depois disso que tudo começou. Foi depois disso que tudo começou. Pouco depois daquela brincadeira inocente, os surtos começam. Na mente daquelas crianças fazia muito sentido que uma coisa tivesse levado a outra. Com o passar dos dias e das semanas, os surtos ficam ainda mais agonizantes. Abiga aí onda de 4 pela casa. E lát, não esponde a perguntas em inglês. Se ecusa falar a língua dos homens. Sua prima-bet, segura a cabeça com as mãos, grita como se tivesse com uma dura-gonhante no corpo. E desmorona no chão. Já em novembro, pastor Samuel Perry reclamava da situação em seus sermões, dando indiretas aos vizinhos com quem vivia brigando, dizendo que havia forças de satã cercando ao deia. Desesperado, ele decide chamar um médico amigo dele e de enorme confiança na vila, o doutor William Griggs e eles aminas meninas. Depois de um longo silêncio de muitos testes, venho diagnóstico. Samuel ouvia tentamente. Não há nenhuma ofísica que as acomete, desgriggs. O problema que eles têm diante de si não têm causas físicas, mas só pode ser resultado de uma mão diabólica. The Evil Hand. O que só poderia ser uma coisa? Naquela colônia inglesa religiosa, o estrema em pleno século 17. Bruxaria. Por hoje é isso. Encerramos aqui o primeiro episódio da série "Caça as Bruxas". Mais uma semana que vem, eu e você vamos voltar pra salem. Te encontro no seu tocado favorito. E se você não conhece a pública, eu te convido para visitar o nosso site e conhecer nossas investigações premiadas. www.apublica.org "Caça as Bruxas é uma produção original da agência pública de jornalismo investigativo". Esse podcast foi dirigido por mim na Televiana. Eu fiz a pesquisa histórica e a reportagem em colobração com a Julia Fihun, que também captou os áudios em salem. Eu também escrevi os roteiros dos episódios com a colobração da Sofia Maral. A Sofia Maral também coordenou a produção da série com apoio da estela de ougo e da Rafael Adelivera. Tanto a narração com tacenas de dramaturgia foram gravadas no estúdio da agência pública com trabalhos técnicos de estela de ougo e Ricardo Terto. A Mika Lins fez a direção de narração e de dramaturgia. O desenho de som foi feito por Ricardo Terto, que também fez a edição e finalização dos episódios. A trilha sonora original é de Paulo Sartóri, com trilhas adicionais de epidemics sound. A identidade visual é do Mateus Pigose. Nesse episódio tivemos Lucia Bronsten como a Big Eye Williams. Registro aqui os nossos agredecimentos a Lucrecia e a Slotter. A Wheat City e o Alquinturz que liberou o tour com o Chá em salem para a gente usar nesse podcast, a O Pibori SX Museum e a Philips Library, além do Noah Friedman Rudolfs, que o meu grande amigo que sempre me acolhe quando eu vou para os Estados Unidos e aos aliados. Graças a vocês, esse podcast e outros podem acontecer. O menajíamos também todas as mulheres que morreram como pruixas e as suas filhas netas e descendentes. A sua memória não será esquecida.
Podcast Summary
Key Points:
A narradora tenta há anos entrevistar Lucrecia Slaughter, uma idosa americana descendente de uma mulher acusada de bruxaria no século XVII, que a orienta a pesquisar sobre a caça às bruxas de Salem.
A jornalista, bolsista em Harvard, frequenta a casa da escritora Ann Bernet (sobrinha-neta de Freud), onde conhece Lucrecia e descobre a história de sua ancestral, Winifred Roman.
A pesquisa leva a narradora a Salem, onde, com o guia Chan O'Brien, investiga os eventos reais da caça às bruxas de 1692, contrastando com a versão fantasiosa do cinema.
A história começa em 1688, com a chegada do pastor Samuel Paris a Salem Village, uma comunidade puritana dividida entre conservadores e liberais.
Os primeiros sintomas misteriosos surgem em Betty Paris (9 anos) e sua prima Abigail Williams (11 anos), que se contorcem e reclamam de dores, levando a acusações de bruxaria.
As meninas haviam brincado com um jogo de ovo para prever o futuro, vendo a forma de um caixão, o que elas associam ao início das aflições.
A narradora acessa documentos históricos na Biblioteca Phillips, incluindo depoimentos de Abigail, e reflete sobre o trauma das órfãs e o contexto social da época.
Summary:
A narradora, uma jornalista brasileira, relata sua longa busca para entrevistar Lucrecia Slaughter, uma senhora americana que nunca conseguiu encontrar pessoalmente, mas que a inspirou a investigar a caça às bruxas de Salem. Durante seu período como bolsista em Harvard, ela frequenta a casa da escritora Ann Bernet, onde conhece Lucrecia e descobre que sua ancestral, Winifred Roman, foi acusada de bruxaria no século XVII. A partir dessa pista, a jornalista mergulha em uma pesquisa histórica que a leva a Salem, onde, guiada pelo historiador Chan O'Brien, explora os eventos reais de 1692.
A história começa com a chegada do pastor Samuel Paris a Salem Village em 1688, uma comunidade puritana dividida entre facções conservadoras e liberais. Três anos depois, sua filha Betty (9 anos) e sua sobrinha Abigail Williams (11 anos) começam a apresentar sintomas estranhos: convulsões, dores e comportamentos bizarros. As meninas haviam brincado com um jogo de ovo para prever o futuro, vendo a forma de um caixão, o que elas associam ao início das aflições.
A narradora acessa documentos históricos na Biblioteca Phillips, incluindo depoimentos de Abigail, e reflete sobre o trauma das órfãs e o contexto social da época. O episódio estabelece o cenário para a investigação das causas e consequências da caça às bruxas, contrastando a versão fantasiosa do cinema com os registros históricos.
FAQs
Lucrecia Slotter era uma senhora americana de cerca de 70 anos que forneceu à jornalista uma cópia de um livro genealógico sobre sua ancestral Winifred Roman, acusada de bruxaria, e sugeriu pesquisar na Sociedade Histórica de Cambridge.
A caça às bruxas de Salem começou em 1688 com a chegada do pastor Samuel Paris e sua família a Salem Village, onde conflitos religiosos e sociais levaram a acusações de bruxaria.
As primeiras afetadas foram Betty Paris, de 9 anos, filha do pastor Samuel Paris, e sua prima Abigail Williams, de 11 anos, que começaram a ter surtos e convulsões inexplicáveis.
Tituba era uma indígena Aruaque, escravizada, que trabalhava como serva doméstica e mais tarde foi acusada de bruxaria, tornando-se uma figura central nos julgamentos de Salem.
Ela visitou a biblioteca Phillips, após contatos no Peabody Essex Museum, onde manuscritos originais de 1692, como depoimentos de testemunhas, estavam guardados.
Era uma brincadeira comum em que jogavam clara de ovo em um copo para prever o futuro; elas viram a forma de um caixão, o que associaram ao início das aflições.
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