Ep006- Conjuntura Movimentos Sociais - Café com Sociologia
30m 16s
A entrevista aborda a definição e características dos movimentos sociais, diferenciando-os de ações coletivas. Movimentos sociais possuem permanência, demanda unificada e alinhamento interpretativo, como o MST, enquanto ações coletivas, como as manifestações recentes, são temporárias e sem pauta única. Os movimentos se dividem em tradicionais (materiais) e pós-materiais (gênero, meio ambiente). Historicamente, durante a ditadura militar, os movimentos enfrentaram repressão e repertório de confronto, mas após a redemocratização, especialmente na Constituição de 1988, adotaram repertório de aproximação com o Estado, criando espaços institucionais de participação. O governo do PT, originado dos movimentos sociais, resultou em aparelhamento e enfraquecimento das mobilizações, com poucas conquistas trabalhistas. A internet e redes sociais transformaram as ações coletivas, permitindo rápida agregação e visibilidade, como nos protestos de 2013 e 2014, que, no entanto, careceram de alinhamento interpretativo, limitando sua sustentação. O movimento "Fora Dilma" exemplifica uma ação coletiva de classe média, sem pauta coesa, contrastando com movimentos sociais estruturados. A análise destaca a importância do contexto histórico, das oportunidades políticas e do repertório para entender a evolução e os desafios dos movimentos sociais no Brasil.
[Música] "Sau" da Sons Sociológicas. Depois de um tempo fora do ar, voltamos à ativa e temos novidades a principal delas, é que traremos convidados para falar sobre os mais variados assuntos do universo das ciências sociais, além dos nossos já conhecidos episódios musicais. Eu sou o Rony Elsson Paios Silva, editou do blog Café com Sociologia. [Música] Nesse edição, faremos uma entrevista com o meu colega de blog Cristiano Boda, doutorando em sociologia pela Universidade de São Paulo, que vai nos falar sobre movimentos sociais. Tudo bem Cristiano, pra início de conversa, falha um pouco da sua afinidade sobre o tema. Tudo bem, Maria, primeiramente agradeço pela entrevista, é com relação aos movimentos sociais, o meu contato inicial, se deu ainda durante o mestrado. O mestrado desenvolveu uma pesquisa, envolvendo o orçamento participativo e o orçamento participativo da cidade, a qual o estudei, que esteve desde a sua origem, embricado com os movimentos sociais locais. E agora, durante o período mestrado doutorado na USP, eu venho desenvolvendo uma pesquisa, aonde eu busco estudar tantos movimentos sociais quanto a sua relação com os partidos políticos. Então, pra gente começar com o chave de ouro além da sua fala, vamos falar um pouquinho da questão conceitual, o que é o movimento social e quais é suas características? Pois é, Uniel, muitas pessoas confundem o movimento social com ação coletiva. Veem uma manifestação na rua e acha que aquilo é uma manifestação social, quando na verdade, trata-se de uma ação coletiva. Como por exemplo, os movimentos que aconteceram no último mês, no ano passado, aquilo não é um movimento social, não pode ser considerado o movimento social, mas uma ação coletiva. Por que não pode ser considerado o movimento social? Peloas características, é que um movimento social precisa ter. Um movimento social, ele tem como característica, é principal a sua permanência. Então, existe uma temática, existe uma demanda, um grupo de indivíduos, se reúnen torna-gça demanda, e a partir daí, começam a se mobilizar em torno dessa demanda. Então há uma constância da prática da mobilização social. Então, um movimento social, ele tem como característica a sua permanência. E tem sempre, em torno desse movimento, sempre porque a gente chama de aliamento interpretativo. Ou seja, existe com um escopo a qual a grupa todos os indivíduos. É como se fosse uma demanda específica, que agrega os indivíduos em torno, dessa demanda em torno dessa luta, dessa conquista. Então, quando nós falamos, por exemplo, da ação coletiva, a conhecida, agora, por o tempo, no movimento fora de uma, o que nós temos ali, é uma ação coletiva, porque não é um movimento sustentado, ele é temporário, ele se dá naquele exato momento, e não há um alieamento interpretativo. Não há uma demanda única que envolve todos os indivíduos. Se fomos perguntar as pessoas estão ali, pons, onde dizer, "ai, estou aqui, porque eu quero ir pítima da Dilma, ou eu vou falar assim, eu quero o fim da corrupção, ou eu vou falar assim, "ai, eu sou, eu quero é ditadura". Então, não há um elemento agregador, capaz de que aquela ação coletiva seja sustentada. Então, é uma ação coletiva de momento, diferente do movimento social. Você pega, por exemplo, o MST, existe um alieamento interpretativo, existe uma ideia central do movimento e que se sustenta já muitos anos. Então, por isso que nós falamos que o MST é um movimento social. O movimento social, ele necessariamente surge de uma ação coletiva prévia, ou ele pode já surgir diretamente com o movimento social. Viga bem, todo movimento social é uma ação coletiva, mas nem toda a ação coletiva torna sem um movimento social. Então, um movimento social, ele surge sempre com uma ação coletiva, mas muitos dele já com um alieamento interpretativo. Então, muitos dele já surge de forma espiritualizada, por exemplo. Quando falamos em movimento sociais, é sempre uma expressão plural. Então, sem clicar dizer que existem vários tipos de movimentos sociais. Quais são os tipos de movimentos sociais? É, grosso modo, os movimentos sociais, eles podem ser enquadados de apoio com o tipo de demando. Então, hoje, por exemplo, fala-se nos novos movimentos sociais. Enquanto a partida aos antigos movimentos sociais. Os antigos movimentos sociais são aqueles que estão em volta de temáticas materiais. Geralmente, o movimento operário, o MST, por exemplo. Existe os movimentos posos materiais. São aqueles que o alieamento interpretativa, a temática discutida, é coisas que estão além das questões materiais, como a questão de gênero, a questão dos movimentos sociais em produtos do meio ambiente. Então, a gente pode separar a movimento social, o movimento social, tradicional, movimento social, poso material. Dentro desses materiais, nós vamos ter diversas demandas. Essas demandas, carteiriza determinados de movimentos. Então, o movimento do NST, é o movimento que tem a sua demanda por uma reforma adraire. O movimento, por exemplo, dos operários muito forte durante a década de 70 e 80 no Brasil, estava em torno de conquistas trabalhistas. Então, a gente fala movimentos sociais, porque são gruntos que se organizam torno de demandas específicas. Então, a gente tem percebido, na sua fala, que o movimento dos movimentos sociais eles vão se metamorfoseando conforme o contexto histórico e social. Nesse sentido, qual é o perfil dos movimentos sociais no Brasil durante a ditadura civil militar? É, olha só, cada movimento social tem as suas especificidades. Porém, assim, fazendo uma análise, mais grosseira, é o que nós tínhamos durante a ditadura militar, era um freadalmente movimento sociais de com um partidário de esquerdista, de origem que surgiam da esquerda. Muitos desses movimentos sociais atuavam de forma clandestina, porque existia uma repressão muito grande. Então, havia uma repressão muito grande com outros movimentos sociais. E naquela época, a oprenção que se tinha que os movimentos sociais eram ainda menores do que você tem hoje, ou seja, as manifestações aparentavam, elas se manifestavam com mais dificuldade do que hoje, por conta daquilo que nós chamamos nos estudos movimentos sociais de "ocortunidades". Existiam, é menos oportunidades de se manifestar e existia mais repressão. Então, com na década de 80, nós não esteu um boom de movimentos sociais, mas não necessariamente o surgimento de movimentos sociais. Mas o afloramento daqueles que eram reprimidos anteriormente. Então, o que caracteriza o movimento social, da década de 60, década de 70, com os movimentos sociais da década de 80, é a forma de luta que a gente tinha de repertório. Então, enquanto lá, o repertório era de confronto com o Estado, um repertório, onde a violência era muito presente, na década de 80, com processo de democratização brasileira, os partidos movimentos sociais buscam um repertório agora de aproximação. Então, começam a demandar arenas institucionalizada de participação, como os foros, orçamentos participativos, não os conselhos, e os movimentos sociais acabam entrando nesses espaços para apresentar suas demandas e muitas vezes o que ficou conhecido na literatura como co-pitação. Muitas vezes, os integrantes dos movimentos sociais passam fazer parte do Estado, como uma estratégia também, de tentar conquistar alguma demanda com os movimentos sociais, não necessariamente uma computação. Os movimentos sociais durante a ditadura, avançam um pouquinho mais na história, no período de poio de ditadura, eles influenciaram a constitção de 88. O que nós tivemos na década de 80, foi uma construção de. de um novo modelo político para uma transição democrática de aproximação dos partidos de esquerda com a sociedade civil. E aí, um espaço, por isso, para participar nos movimentos sociais. Então, os movimentos sociais tiveram um papel muito importante na produção da constituição brasileira, porque eram movimentos que já tinham os seus representantes eleitos, limites, detalhes de senadores, foram indivíduos que vinham dos movimentos sociais. O próprio Florestan Fernandes, que também associou com ele participou da Assembleia Constituinte, e também ele militaram diretamente nos movimentos sociais além de ser um intelectual, né? Sim, sim. E também uma outra questão, aqui, os partidos de esquerda, eles, a comunultura da época, os levou a tomar a posição de ser aproximado por. Então, também foi uma estratégia política dessa de aproximação com os movimentos sociais, para conseguir legitimar a reforma. Você comentou aí sobre repertório? Qual é o autor que trabalha com esse conceito de repertório e como é e quais são os tipos de repertório para os movimentos sociais? No Brasil, o conceito de repertório é um tanto que recente, né? É um conceito que vem da teoria, principalmente os seus representantes. É o time, o time, o time, o tarón, o tarón. E a ideia de repertório é a ideia de que os movimentos sociais têm um conjunto de estratégias para a atuação. E esse conjunto de estratégias para a atuação, se repetem o longo da história, de acordo com que eles chamam de oportunidades e restrições políticas. Existe um cenário de restrições e oportunidades políticas e, dentro desse cenário, dessas mudanças dos cenários históricos, os movimentos sociais, a partir da sua experiência, tem um conjunto de experiências de manifestação, de forma de atuação. E eles é como se for tomar a simão dessas experiências mais propicia para aquele momento. Por isso, que a gente fala de repertório, né? O que temos repertório é justamente a essa ideia, aquilo que eu acumulo de experiências. Então, a gente vê, por exemplo, a questão dos movimentos sociais e das ações coletivas recentes, agora quanto ao governo do PT, nota-se claramente que a direita tem mais dificuldade de mobilização do que a esquerda. O grupo de direita não tem um histórico de manifestação social, de ação coletiva, não participam constantemente de movimentos sociais, que não é a demanda desse grupo. Então, o repertório acaba sendo muito mínimo e aí é dificuldade de mobilizar, diferente dos partidos de esquerda, que têm uma capacidade muito maior de mobilização e de atuação e os movimentos sociais esquerda, igualmente, possuem um repertório muito mais amplo e com isso consegue mobilizar e enfrentar ao estado, seja de forma direta, ou seja, via aproximação do estado. Enfim, a ideia de repertório não é impossibilidade, principalmente entender isso, de que forma esses movimentos em determinados contextos sociais mobiliza suas experiências anteriores para atingir um determinado objetivo de mobilização. Você comentou sobre as oportunidades da teoria e da teoria dos repertórios, na transição do regime militar, para a Constituição de 88, houve alguma influência desses oportunidades as quais trouxeram mudanças significativas para os movimentos sociais no Brasil, como você analisa essas transformações ou não que ocorreram desses movimentos sociais. É, se nós compararmos o período da ditadura, o período pós-dietadura, período de redemotração, nós vamos ver que há uma mudança nas restrições que nas oportunidades pleite. Enquanto na ditadura, houve uma restrição maior, uma restrição à manifestação, uma restrição à oposição ao governo, à busca portemando as sociais, há também, juntamente, menos oportunidades. Então, existe menos espaço de participação, enfim. Quando nós temos um processo de redemotração do Brasil, o cenário começa a mudar. Nós passamos a ter um período aonde as oportunidades, elas começam a se desenvolver, começam a surgir, aos partidos de esquerda, eles começam a desejoso de alcançar o poder, eles começam junto com os partidos políticos, junto com os movimentos sociais, eles começam a buscar por espaço de participação, como o que eu citei, né, que você desenvolvem principalmente na década de 90, ou se não em participação de fios, conselhos, os fornos, então há uma oportunidade de participação muito maior. O cenário mais propício para participação, a ideia da democracia, ela passa a ter mais legitimidade, e paralelamente a isso há uma restrição menor. Ela repressa, repressão do regime militar começa a se fragilizar, e com isso é fazer manifestação, deixe de ser um ato em legal. Então, com isso, a partir da década de 80, principalmente post-constituição, os movimentos sociais, eles têm mais liberdades e mais oportunidade para atuar. Então, por isso que nós vamos ter um crescimento é bastante significativo nos movimentos sociais, todos os tipos, seja um movimento sociais, seja um movimento sociais, post-materiais. Nota-se que a mudança da conjuntura histórica e a mudança da conjuntura política faz com que os movimentos também tenham uma outra realidade. O PT foi o primeiro parte de esquerda a ocupar a presidência da República, logo depois da Constituição de 88, o Lula disputou a presidência, anos mais tarde ele ascendeu o poder. Qual foi o impacto dessa ascensão do governo do PT para os movimentos sociais? Pois é, o PT é um partido que tenha sua origem, sua base, sua origem, junto aos movimentos sociais, e em grande medida o sucesso do PT é um sucesso no sentido de conseguir a visibilidade nacional e posteriormente conseguir alcançar a presidência, está em parte em função da mobilização de muitos partidos políticos ao lado do PT. Então, o PT foi ao longo da década de 80, principalmente na década de 90, atraindo para si muitos partidos políticos. E aí alcança o poder e aí nós vamos ter um problema com os movimentos sociais a partir daí, porque esses movimentos sociais que antes atuavam, repertório de atuação, era predominantemente um repertório de confronto político, de confronto com Estado, agora ver um partido que sai do seu seio assumindo o poder e vai ter dificuldade de lidar com essa nova realidade. Então, o que acontece de fato? Há um aparelhamento dos movimentos sociais. Então nós vamos ter uma manifestação significativa, é amigo nacional, por exemplo, a minha CT, e depois de um governo do PT, se minha CT ele tem uma, ele passa a ser um movimento, que é muito mais tímido, porque qualquer ação que possa dar repercussão possa suar com uma manifestação, uma ação com o lar é o PT, que tem raiz juntamente ao movimento. Então os movimentos sociais eles acabaram que, quase que saíram de cena durante o regime, durante o governo petista. Um outro fato é que quando o PT ele ação com o poder, muitos os giraigentes que antes participavam ativamentos movimentos sociais, eles são acaíntus para os carros públicos, carros técnicos, para diversos setores do Estado. Então isso acaba dificultando a mobilização desses movimentos sociais. Uma curiosidade, uma coisa muito interessante é que ao longo de todo o governo petista, nenhuma lei foi criada, é em prol dos trabalhadores, muito por contrário. Ainda durante o governo vula, se não me falem a memória, foi ampliado cinco anos a mais para se aposentar.
Quer dizer, uma lei que ateta diretamente o trabalhador. E no mundo? E uma continuação da reforma da previdência. Foi criado a Fum Prespe para os servidores públicos, fundo privado de previdência social. Pois é, então quer dizer, a gente tem um cenário, um cenário onde um partido que é meio dos movimentos sociais e fundamentalmente o movimento social operar em São Paulo, Lula é um representante desse movimento operário. E, mas, durante o governo, nós não vemos evolução, que venham vim se agregar as condições de trabalho, dos operários. Mas, ao mesmo tempo, nós não vimos os movimentos sociais apertando o governo em relação a isso. E, justamente, porque houve essa espécie de aparelhamento dos movimentos sociais. O PT agora, essa semana, votou contra a aprovação da projeto de lei de terceirização. Acredito-me, por isso, a CUT se manifestou publicamente contário. Pense-o, eu que se o PT tivesse votado prioritaramente o seu representante. Tivesse votado favorávelmente. Eu acho que a UTI teria dificuldade de se posicionar. A gente tem avançado um pouco aqui na nossa análise e feito um percusso histórico. É nesse sentido que eu gostaria de perguntar qual o impacto da internet, das tecnologias, da informação, da comunicação, nas manifestações, nas mobilizações populares, sejam elas ações coletivas ou movimentos sociais, como você analisa esse fato. As redes sociais têm tiram papel extraordinário nas mobilizações sociais. Diria ainda que os movimentos sociais ainda não se apropriaram, evidentemente, das tecnologias. Mas as ações coletivas, essa sim, tem maximizado uso das tecnologias. De impomação, sobretudo, é as redes sociais. Por que? Porque o facilito tem facilitado agregar indivíduos, que pensam de forma muito parecida, mas que estão espaços, territorialmente separados. Isso de uma forma muito rápida. Então, alguém cria um evento, rapidamente na internet, as pessoas se identificam com aquele evento, e há um agrupamento que pode desencadear uma ação coletiva com as experiências recentes brasileiras, fora de uma, agora, que sentem, ou no passado, vem para rua, as manifestações contra a Copa do Mundo. Então, foram manifestações, ações coletivas, que aonde a tecnologia de informação teve um papel fundamental, fundamental em dois pontos. Primeiro, para recrutar e depois para divulgar, para divulgar o resultado, para divulgar, que há uma pressão, uma exigência. Porque, uns problemas hoje, as ações coletivas ganharem desbididade. Então, quando ela não interessa grande mídia, ela não consegue desbididade. E aí, as redes sociais, a internet, vem a colaborar nesse sentido. Então, a população, de uma forma geral, toma a ciência de uma ação coletiva que foi realizada, um detenido na do momento, com detenados objetivos, é qual é a resposta do Estado, por exemplo, se nós fomos pegar o movimento dentro da rua, ficou muito claro a repressão policial, graças a tecnologias, as novos tecnologias, graças a asentes sociais, dependência da grande mídia, dificilmente nós teríamos, com a visibilidade do que realmente foi o venpragua, e com o Estado reagiu a esse movimento. Em relação a esse movimento venpragua, que ocorreu no ano de 2013 e 2014, como você analisa o perfil dos manifestantes, as principais reivindicações, e quais as peculiaridades desse movimento. O movimento vem para a rua, ele tem caracritos bem diferentes, o movimento recinto agora, vem no lado fora de uma. O movimento vem para a rua, ele tem origem, da juventude, ele descontente, ele são paus, descontente, com o passagem, o valor da passagem, ocorreu, são tente com outros problemas, e são presentes na sociedade polo-socana, e o movimento que teve uma origem próxima, ainda devido ligada a esquerda, e aí a movimento que surgiu, aí tem a volta, a palavra importância, da rede sociais, o movimento iniciou, não tão grande, mas que hoje uma repercussão na mídia, a uma relação à opressão, da pêm, a Paulistana, isso gerou uma insatisfação que foi crescendo, crescendo cada vez mais, tive um ponto de nós temos um movimento que teve um problema, o problema do movimento é que não existiu ali a minha interpretativa, como no ano fora de um. Não havia uma demanda única, então o movimento surgiu, com relação ao momento da passagem, que eu estou em satisfação com a opção, a satisfação com possivelmente o corpo do mundo, então, um conjunto de demandas, que não foi isso que se entro, para agregar os indivíduos em torno, do movimento e esse movimento, se desenvolver num movimento se afalca. Então, por isso que ele acabou parando, ou seja, se desvaziando, um pouco menos depois. Agora, o movimento recente, agora a palavra idioma, é claro que pelas pesquisas que foram feitas, é não tem nada de um perfil, daquele primeiro movimento com esse, é um movimento prioritariamente oulemizado o pessoal da classe média, pessoas que estão insatisfeitas, com as políticas sociais, envolvidas ao longo dos últimos anos, e que encontrou um tema que agregasse o modo de pessoas do si e a produção. Embora nós vemos ali pessoas querendo, o fim da produção, o outro querendo o fim do movimento idioma, ou saixando que a produção só vai se terminar com uma intervenção militar. Enfim, a questão é que o perfil, e o outor é totalmente diferente do perfil mesmo, tanto perfil na sua idade, isso, claro, também as pesquisas, do desenvolvimento por aqui, são pessoas mais velhas, e também o perfil só se comum. E ideológico, obviamente, enquanto o primeiro tinha um bias baís esquerda, esse tem um bias mais volcado para a direita. Então, aqui, a aclamação por uma ditatura defeixo naquele tempo. Na sua avaliação, quais os desafios então, dos movimentos sociais no Brasil hoje? Os movimentos sociais terão que, é para que eles se suscitenem, são ter e se reposicionar. Tem reposicionar em que sentido. Se reposicionar em forma da sua demanda, isso exige um afastamento do partido pro mundo. O que eu disse anteriormente, os movimentos sociais, eles tiveram as suas raízes nos partidos colíticos, nos evivíduos que pagiam o partido em movimento pelo nível que eram criadas para o ensqueiro. E hoje a esqueda é um estado. Então, os movimentos sociais, eles precisam se distanciar dessa sua origem, que encolada o partido que hoje ocultou por isso, sobre o que eu vou ter, para poder ter condições de atuar. E outra forma, a tendência que há de andar entre os participantes desses movimentos sociais, um processo de escrença desses movimentos, principalmente como você nota que dentro do movimento, que é como eles se dividiram de participado do movimento agora, eles estão participando, diretamente, da gestão pública. E os problemas estão a imprever e os movimentos não sabem como é lido. Eles vão estão conseguindo fazer frente a esse partido de outra decisa, que é na minha opinião, um distanciamento. Os movimentos sociais, eles têm que sim schular, por relação aos partes polímpicos. E outra forma, será muito difícil, conseguir um retercório, eficaz, para alcançar seus demandes. E esse momento está cada vez mais inevitável, visto toda a conjuntura política, social e a comunicação que o país vive hoje. Crichtando obrigado por sua participação, essa é a primeira edição do podcast Café com Sociologia no Formato Bad Papo, e esse podcast é um oferecimento do site Café com Sociologia.com. Um grande abraço a todos e até o próximo programa. Obrigado.
Podcast Summary
Key Points:
Movimentos sociais são caracterizados pela permanência, demanda específica e alinhamento interpretativo, diferindo de ações coletivas temporárias.
Existem movimentos sociais tradicionais (demandas materiais, como MST) e novos movimentos sociais (demandas pós-materiais, como gênero e meio ambiente).
Durante a ditadura militar, movimentos sociais tinham repertório de confronto e atuavam na clandestinidade; após a redemocratização, adotaram repertório de aproximação com o Estado.
O governo do PT (Partido dos Trabalhadores) levou ao aparelhamento dos movimentos sociais, reduzindo sua mobilização e confronto.
A internet e redes sociais potencializam ações coletivas, facilitando recrutamento e divulgação, mas movimentos sociais ainda não se apropriaram plenamente dessas tecnologias.
O movimento "Vem pra Rua" (2013) e o "Fora Dilma" são exemplos de ações coletivas sem alinhamento interpretativo único, diferindo de movimentos sociais consolidados.
Summary:
A entrevista aborda a definição e características dos movimentos sociais, diferenciando-os de ações coletivas. Movimentos sociais possuem permanência, demanda unificada e alinhamento interpretativo, como o MST, enquanto ações coletivas, como as manifestações recentes, são temporárias e sem pauta única. Os movimentos se dividem em tradicionais (materiais) e pós-materiais (gênero, meio ambiente).
Historicamente, durante a ditadura militar, os movimentos enfrentaram repressão e repertório de confronto, mas após a redemocratização, especialmente na Constituição de 1988, adotaram repertório de aproximação com o Estado, criando espaços institucionais de participação. O governo do PT, originado dos movimentos sociais, resultou em aparelhamento e enfraquecimento das mobilizações, com poucas conquistas trabalhistas. A internet e redes sociais transformaram as ações coletivas, permitindo rápida agregação e visibilidade, como nos protestos de 2013 e 2014, que, no entanto, careceram de alinhamento interpretativo, limitando sua sustentação.
O movimento "Fora Dilma" exemplifica uma ação coletiva de classe média, sem pauta coesa, contrastando com movimentos sociais estruturados. A análise destaca a importância do contexto histórico, das oportunidades políticas e do repertório para entender a evolução e os desafios dos movimentos sociais no Brasil.
FAQs
Um movimento social é uma mobilização permanente de um grupo em torno de uma demanda específica, com um 'alinhamento interpretativo' que agrega os indivíduos. Diferente de uma ação coletiva temporária, ele se sustenta ao longo do tempo.
Todo movimento social é uma ação coletiva, mas nem toda ação coletiva é um movimento social. A ação coletiva é temporária e sem uma demanda única agregadora, enquanto o movimento social tem permanência e um alinhamento interpretativo claro.
Os movimentos sociais podem ser divididos em tradicionais (materiais), como o MST e movimentos operários, e pós-materiais, que abordam temas como gênero e meio ambiente. Cada tipo se organiza em torno de demandas específicas.
Durante a ditadura, os movimentos sociais eram majoritariamente de esquerda e atuavam de forma clandestina devido à forte repressão. Seu repertório era de confronto com o Estado, com menos oportunidades de manifestação.
Com a redemocratização, as oportunidades de participação aumentaram, e os movimentos sociais adotaram um repertório de aproximação com o Estado, como conselhos e orçamentos participativos. Isso contribuiu para a Constituição de 1988.
O PT, originado dos movimentos sociais, levou a um 'aparelhamento' desses movimentos, tornando-os mais tímidos. Muitos líderes foram cooptados para cargos públicos, reduzindo a mobilização e a pressão por pautas trabalhistas.
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