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Ep. 53 - Ana Luísa Amaral

34m 51s

Ep. 53 - Ana Luísa Amaral

Neste episódio do podcast "Bíblia e Teca de Bolso", Ana Luísa Amaral, poeta e professora universitária, partilha memórias literárias marcantes. A conversa inicia com "Novas Cartas Portuguesas", das escritoras Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa. Amaral explica que ajudou a reeditar a obra em 2010, após perceber as dificuldades dos alunos em entender as referências do livro. Publicado em 1972, durante a ditadura, o livro foi proibido pela PIDE e as autoras foram julgadas por "ofensa à moral". Apesar da repressão, a obra ganhou projeção internacional, sendo contrabandeada para França e apoiada por intelectuais. Amaral destaca a singularidade do livro, escrito a seis mãos, que mistura poemas, contos e ensaios, desafiando noções de autoria e autoridade. O segundo livro escolhido é "O Patinho Feio", de Hans Christian Andersen, que a marcou profundamente na infância, fazendo-a chorar. A poeta reflete sobre a mensagem do conto, que aborda a diferença e a excecionalidade, relacionando-o com a poeta Emily Dickinson, que se autodenominava "o único canguru entre a beleza". Para Amaral, o patinho feio representa a redenção poética, destacando-se dos outros por sua singularidade. A conversa explora como os livros nos tocam e moldam nossa visão do mundo.

Transcription

5864 Words, 32318 Characters

Portuguese
Se um podcast dá a pensar, imagine um livro. Visitas de Valhias Aldina onde há um mundo de cultura e conhecimento por descobrir. Valhias Aldina e a Aundina.net Porque com livros é outra conversa. Os podcasts do Búlico têm o patrocínio da Aundina. Bíblia e Teca de Bolso. Uma conversa informal a três. Sobre a relação que estabelecemos com os livros. Uma ideia original de Ines Bernardo. E José Maricilvino. Olá bem-vindo ao Bíblia e Teca de Bolso. Um podcast em que procuramos reacender as memórias que os livros inscrevem em cada um de nós. A convidada desta semana é Ana Luisa Amaral. Uma lisa weta que vive desde os nove anos em Leça da Palmeira. Proveçora de Literatura e Cultura Inglisa e Amricana na Faculdade Letra de Universidade do Porto. É também poeta como obra considerável, mais de 15 livros, ficcionista e drama que turga ocasiunal. Autora de livros infantis e tradutora, nomeadamente Shakespeare, Jonathan Pateig, Patricia Highsmith e Emily Dickinson. Poeta norte-americana sobre a qual escreveu a sua testa de doutoramento. No próximo mês de abril poderemos ler o seu novo livro "What's in a Name" a editar para a seria Alvinha, a Luisa. Muito obrigada nos recebemos em tua casa. Muito obrigada. Muito obrigada. João José Mario, muito obrigada José Mario Brasilemil. Vamos começar por conversar pela primeira escolha. Que são as novas cartas portuguesas das três marias. Não é portanto marias a Belba Reino, Maria Teresa Horta e Maria Veli da Costa. Que ajudaste na nova edição? Sim, na edição de 2010. Exatamente. Existir a edição de 2010 é muito engraçado, porque ela surge a partir de uma cadeira de mestrado. Eu estava que se chamava dos suits feministas, a teoria coirco, o trabalho também dos suits feministas. Enfim, nessas áreas. E na altura, o livro central do mestrado, da cadeira de mestrado, era novas cartas portuguesas. Eu percebi que os alunos tinham muita dificuldade dos suitantes em perceber algumas referências, entender algumas referências. E desafiai o julho final do ano a concorrermos um projeto FCT e fazer a reedição com a edição notada de novas cartas portuguesas. Estão trabalhando meu, mas é a organização em mínima, mas aqui está, como lá dentro, o nome de equipe de investigação. Portanto, a imensagem tem uma colega em mínia também, Maria de Ludo de São Paio, o resto, eram alunos mestrado. Foi um subcidio pequeno, mas na altura foi um projeto nacional, digamos assim. Depois, avançei para um projeto internacional que era novas cartas portuguesas, e a sua receção muito. E, de facto, é dos livros mais livros, foi dos livros mais conhecidos nos anos 70, fora de Portugal. Deve ter sido o livro que teve uma receção mais extraordinária, quer dizer, depois nós organizamos um livro chamado Novas Cartas Portuguesas 40 anos depois, que é um livro 808 páginas. E nesse livro, que tem várias equipas de investigação, francês, Inglaterra, Almenha, Italo, Estados Unidos, etc., etc., E nesse livro, é muito claro, fica muito claro como realmente novas cartas. Tia, que pensou, é um papel fundamental no de rubre, de fascismo em Portugal. Aliás, isto é um, costava só dizer menos e de coisas antes de entrar na parte literária pra privatidade. Eu digo isto porque uma das figuras, me fez, não foi. E a Biblia do Fuminismo, eu disse, mas que a Biblia do Fuminismo, não é a Biblia do Fuminismo, porque não é um livro feminista. E isto é um feminista obviamente, porque a media Teresa Horta assume, sem dúos, claramente como feministas e o Alberto Reno assumia, e também foi uma grande perda a Maria Velha da Costa, não tanto, mas de qualquer maneira, essas, mas pratica. É um criticante, não sei de mim, sem dúvida alguma, mas eu não queria só falar na questão do Fuminismo. Mas tenho que refri-repar, porque o livro quando sai em 1972, que é publicado, é indá-te-me de prohibito, é indá-te-me de preendido pela PID, as três autorações, como sabemos, interrogadas, pela polis-iviciária, o que é curioso, ou seja, não lhes é dado um estatuto político, mas um estatuto de infração ao Asleis e as morais, amoral vigente, digamos assim. E elas são em lugar de ser de ser, porque é que tinha escrito os teios dos mais, enfim, iróticos, usados, quer dizer, que realmente novas cartas, que é um livro composto de 120 teios, tem, esses, tem de facto esses teios. Elas são em lugar das elas são inclusive levadas a julgamento, várias vezes isso novos gás, não foi uma instituição política. E eu penso que o único, este informação foi mudado, quer poder exorter, quer pera, Maria Velho da Costa, foi o único caso em que o Estado português condena pessoas singulares, neste caso as três. Só que o que aconteceu de cada vez que viu um novo julgamento ou um dos advocados aduícia, ou o juíza aduícia, para ninguém crie, porque, determinada altura, elas começam a fazer isso, começam a ter tempo impacto, porque é uma pessoa famosa, e a pessoa lá fora não se enjeia, porque uma das, o livro é contrabandiado, a palavra é mesmo essa, num carro, passa a fronteira, praspeia, passa depois para a França, e chega às mãos de bomboar, e todo o feminismo de França é junta sem torno, desde as autoras, e do livro. E os intelectuais português, os que estou português, estou de ser o que se unem em torno também, de um livro aliás, de uma notoeira, o que foi ele, que em prostou, não, a altura era muito dinheiro sem conta, só que era para a defesa, a Maria Velho da Costa não tinha de nenhuma delas aliás, tinha dinheiro, e há uma grande solidaria da idade, por parte do meio intelectual, e elitário português em torno do livro. Vem em 25 de abril, e o livro praticamente esquecido, cai nos esquecimento, eu acho que o livro é incomodativo, quer para, como foi, não é, quer para a direita, não é, quer para o status quo, nos quiseiros, como havia sido, por causa de status quo, da ditadura fascista, quer depois para as próprias ideologias autorizadas, digamos assim, de esquerda, para todo o tempo de autorização. Exatamente, por que determinada altura disso, quer dizer, mesmo, por exemplo, nós vimos isso, a expressão que ele tem nos países africanos língua português é quase nula, porque o que interessa naquela altura é construir uma nação, hora com esta distribuição. - Não é a ideologia, não é a da�a. - Também não passa por as mulheres, a população das mulheres. Por exemplo, como é que estão desmulheiros, realmente está aqui, problemas das mulheres, os mulheres, o desejo, por exemplo, a discriminação, violência, e exatamente, que é um livro, pudrosíssimo, como tudo, como tem essa dimensão muito particular. Realmente, ela acaba por incomodar, como ela acaba por incomodar, também é chamada de ideologias autorizadas, de esquerda, e, felizmente, que pronto, é que ela está. - Estava por isso que isso não vive melhor ao tempo, como se fosse isso. - E isso é porque ficaram muito tratados. - E isso é claro. Continuá-se, continuá-se, atual quer dizer, o livro, como disse, agora vamos falar, porque é um professor literário, quer dizer, é que nós podemos perguntar, eu não conheço o livro em um, em lado nenhum do mundo, que tenha três autores, ou autores, que eram as mulheres. Não conheço três pessoas que se tenham juntado e que tenham escrito um livro a seis mãos, como aqui é disso, não é? E, sobretudo, o que eu acho é que, vejamos, Maria Zabalbarreno vem da filosofia, Maria Teresa Lorte vem das românicas, Maria Belga, da Costa vem das germanicas. E cada uma delos, uma romancista, a outra também, romancista, contissa-se, mas sobretudo, sim, sobretudo, pode, a terceira, a Isabalbarreno, muito bem-seista, como, por exemplo, a morte também, não é que a dizer, com uma grande tradição, de ensaio, não é na sua vida. E eu acho que isso traz uma contressa contribuições que são absolutamente extraordinárias e que, digamos, elas acabam, é muito engraçado, porque quando se tenta saber de quem é que é que é cada um dos teistos, muitas vezes as pessoas erram, porque é determinado momento, há uma espécie de mimetismo, quer dizer, a Maria Belga, da Costa, consegue imitar a Maria Teresa, ordem a Maria Teresa, a Maria Teresa consegue imitar a Maria Teresa. É uma experiência que é uma experiência de uma coletiva de um lado. E isso também. Portanto, o livro desafia não só, a questão da autoria, mas também da autoridade. E eu acho que é um livro absolutamente fabuloso, um livro fantástico, em que nós encontramos poemas, nós podemos perguntar, mas é um livro poemas não. Porque também não são só poemas, é um livro de contos também não, embora tenha contos, é um livro de ensaio, exatamente muito também não. É um episcografia, é, sim, mas nós encontramos uma carta que diz só assim, "Nesirmens, mas o que pode a literatura?" Ou seja, o que podem as palavras. Isso é uma carta, uma carta. Não é importante, nós encontramos realmente ou encontramos uma carta que é um poem. Portanto, é do ponto de vista disto da área. - É um poem, é só procurar um "poma". - Isso é um "poma". E exatamente o "poma". Mas o que é certo é que o "poma" é retórico. É claro, claro. O que é certo é que os palavras têm poder. Como nós sabíamos que os palavras, este facto, fazem isso. - E tu vim por o logo? O lejo do logo da altura. - Não, não, não. Eu tinha também bastante a gente. novo e no sítio de baixa. Estete igual a 17 anos, para o entri. 15 anos, nem o livro bastante mais tarde com 20 e tal anos, talvez. E tive a tiba a primeira edição ficaram com ela, foi uma pena, e me encelificam com tudo. Exatamente, exatamente. Olha o patinho feito, por exemplo, porque eu estava de falar este tamanho que tinha já foi, já foi. Também já foi. Lio com 20 e tal anos e depois, quando comecei, de facto, trabalhar, foi bastante o que me encelidou. E a sua comeria de ramalho, quando eu comecei a trabalhar na minha tese, sobre a Melhiliquinha que se foi nos anos, há algum início dos anos 80 ainda, foi ainda nos anos 80. Eu comecei a ler coisas sobre feminismo e, eu não sei, interessar, me ia trabalhar em estudos feministas, a gente teria que ir, eu e a minha faculdade que me cuidava era péticas comparadas e estudos feministas, estudos coer, mesmo ligados, naturalmente, sempre, obviamente, a polisia norte-americana, mas também a polisia portuguesa, né? Portanto, à medida que fui conhecendo melhor novas cartas portuguesas, porque já agora eu queria recordar que partem a história curiosa, né? Porque havia saído em 1981 livre minha senhora de mim da Maria Teresa Orta, que tinha feito, de facto, um grande. um grande. tinha despertado uma grande polêmica em Portugal. Por um, polífero tinha saído e elas encontraram se estres para almoçar, no restaurante, que eu me acostumava em encontrar esse restaurante e acho que um belo dia disse "não, se um mulher incomoda tanto, imagine, não seria a trilha de as mulheres, né?" E as mulheres incomodaam muito mais, mais de mais de mais de mais de mais de mais de mais. Então, decidem. E confirmasse, confirmasse. E confirmasse, e decidem escrever um livro a seis mãos e com que e de partimos de que. E foi a Maria Vélida Costa que peia aqui ao Porto, justamente, e quem encontrou as cartas da Maria Nalque-Furado. Se não me engano, ir do dia, eu acho que a edição posso estar enganada, pois talvez convisse se for errado no mundo. Eu acho que está aqui na minha introdução, mas depois digo-vos, né? E eu vou para o Osbó, esse. eu vou para o Osbó aí, como ela, pronto, esse edição. E acho que disse, no almoço seguinte, isso fosse a partir das cartas de Maria Nalque-Furado. E aí, é Isabel Berreira, disse "é que faltava essa somsa". É intensar, o que é certo é que, na semana, é seguinte, porque a legiunia, os mil vechos de semana, é o primeiro texto. E isso, sabe, a Maria Isabel Berreira traz o primeiro texto, a primeira carta é dela, e é de facto um diálogo. E aí, aí, aí, ficou ali, servido. Exato, a origina minoria acabou por dar fluidez ao que ia só a chamar a atenção para novas cartas portuguesas, que tem como epígara, for subtil, se quisermos, não é? Ou de como, mais na mente, pôs, em base de mão sobre o corpo, e deu um ponto a pé no ponto com os outros logítimos superiores. Nós imaginemos, de facto, que deve ter sido isto no Portugal, no Portugal de 72, e reparem como isto trabalha, como isto no fundo diálogo, com animentes, de Maria Vellig Costa. Em base, vamos sobre o corpo, é o tipo de um nível de marido, e os outros logítimos superiores, o tipo de um nível de marido ao perreno. Portanto, o subtítulo, de facto, é ponto ao algo para o que será depois, o que será depois, o conteúdo do livro extraordinário, sem lá, porque há um momento a um passo, que eu acho que é de sentir-se, porque assim, deixa eu ver se sourede, claro, a repressão perfeita é que não é sentido porque ia sofrer. Aqui é assumido ao longo de uma sabe-educação, de tal forma que os mecanismos de repressão passam a estar no próprio indivíduo, e ele tirou daí as suas próprias satisfações. É claro que, falando um, estar aqui, também é o pensamento, falando um, que é diferente do tempo, também está aqui, mas dizer isto, falar na repressão perfeita é que ela crema esse sentido de porém, só, é muito à frente do tempo, não é muito à frente do tempo, tanto, o livro não é só um início, até porque há teis dos aqui, que são, por exemplo, cartas do jovem em soldados, é um, é também um liberal do Conta Guerra colonial, né? De jovem em soldados, portanto, é no fundo um livro também sobre aquilo que nos una todos nós seres humanos que é fragilidade, e que é, penso eu, a solidariedade, o amor, tratando depois, naturalmente, essas grandes questões, a na altura e a literatura, e a literatura e a escrita, porque é um livro também sobre a escrita, que fala também sobre a escrita aliás logo, o primeiro ísimo, logo o primeiro texto, diz isso, pois que toda, como é assim, pois toda a literatura é uma longa carta ao introduzador inficível, e depois o final acaba só nos talogias, peremos o mermandado e um convento, soror meriana das cinco cartas, só devi ingências faremos um atubro, um maio e novo mês para cobrir o calendário, e de nós, o que faremos? Muito baralhara, é, fragilidade, vamos passar, para o segundo livro, que sí, pode parecer um salto muito abrupto, para salto, para trás, porque é no tempo que é um bom papel, subjetivo já, claro, claro, então agora, nós presumimos que ser um livro, tem ofenso, muito, tem ofenso, pode ter que fazer a história do Antes Cristianais, exatamente, exatamente, é que o patinho feio juntamente com outro livro que é o Sol de Dínguez Humbo, foram os primeiros livros que eu li, quando era, aliás não li a mimé, como os leu, quando era pequena, quando era criança, devia ter a ver uma papeleria, ela é perto que se mava, papeleria medina, onde eu vi, aliás vou volar nisso, previmento, onde eu vi pela primeira vez, dizendo, da cara do Camões, com o 8th grade, a Murefou, que arte, sem severio, mas como é que é possível, era derre, não severio, eu lembro que era um 4, 3, 4 anos, talvez, ficar muito fascinada por aquilo e me lembro que eu não vi por santo, não, pois exatamente, a Murefou, que arte de arte, mas uma primeira próxima só após isso, foi exatamente, não, é exatamente, porque eu decorava, a minha mãe dizia muitos poemes, eu decorava poemes e de experiência, de este que me lembro que fazia verso, escrevia a minha mãe e eu dizia, "Ah, escreve, tá ali dentro, escreve alguma coisa que se mava, o primeiro poem é a minha mãe lá de tempo lá para casa, eles não valam apenas o corpo, em dias, 8 anos que eu vou, 8 anos foi, acho que eu era, foram ver de Zibela, as voce são amarelas, belas outros, amarelas agora, pronto, eu tinha 6 anos, mas então, eu tinha 4 anos quando isso aconteceu e a minha mãe comprou um patinho feio, eu estou de insumbio, eu churei, desgraçadamente, com ambos os livros aliás, sou de insumba, a minha mãe teve que usou alver, eu fiquei desvolvido, eu nem me enlouquei, eu nem me enlouquei, então o impacto não é porque eu realmente, eu nem podia olhar para a capa, como já estava lá, o patinho feio, porque realmente, eu acho que é de que os livros nos ficam, não é a sua mensagem também sobre as diferenças, que é uma questão, e hoje temos que correm cada vez mais, não é, em que parece que tentamos ir radicar as diferenças, experimento, não é, ir radicar as diferenças, e sujeitarmos a todos, e a todas, não é essa espécie de bolha, como esquecendo que normalmente as diferenças são sinónimos de desigualdados, quer dizer, as diferenças fossem diferenças dentro da igualdade, problema é que elas não são, porque aí com certeza nós somos todos os diferentes, nos dois outros, a mensagem do patinho feio, eu acho que é uma mensagem bonita, não é que ele patinho, que é um lado de justiça poetic, não é? Exatamente, é a redenção final, é outra espécie de bolha, não seja mais belo do que os outros, exatamente, exatamente aliás, isto podia até, isto podia até, porque a gente pensa, por exemplo, há um poema de Emily, que é de sempre que diz, como é que é "Some work for immortality the bigger part for time", portanto, alguns trabalham para a inmortalidade a maior parte de para o time, isso que olhar o patinho feio trabalhou para a inmortalidade, os outros patos, não é todos, trabalharam para o time, pegando muito tempo, não é? Isso dizias, não é, é uma coisa muito engraçada, porque é muito, acho que é muito curioso, não é, porque, nunca tinha pensado nisso, lembra-me agora na época da, porque realmente o que nos fica, e quem fica na memória, e quem fica na história, digamos assim, infantil, mas realmente, mas mesmo na nossa memória coletiva, ocidental, estou a falar, do nosso mundo ocidental, e o patinho feio nós vamos aos outros patos, não é? Os outros patos normais, são outros normais, exatamente aquilo é o pato, é excepcional, é, como dizia, Dickinson, de ser próprio, o único que kangaroo entre a beleza, eu de acho, é muito engraçada, se desculpe, não se altera, não, não, não, não, não, não, não, não é que eu moro, então, depois, pois não é que Dickinson tem uma carta muito interessante, que escreve a Thomas Higinson, em que eu, o único kangaroo entre a beleza, senhora, escreveu ao seu mentor, literário, digamos assim, Thomas Higinson, hora de dizer-se o único kangaroo entre a beleza, é dizer-se naturalmente desviada, deslocada, feia, mas é também dizer-se excepcional, é isso que é o patinho feio, mano, fundo, é isso que o patinho feio também, eu acho que se ele acha, como o povo, o próprio facto, sei lá, quando, quando, a quantidade de livros que, por exemplo, Matissem, quando escreva sua American Renaissance, um livro, enfim, muito importante, muito conhecido, no final dos anos 40, início dos 50, acho que, não consegue integrar Emily, de quem quiser ela é muito difícil, próprio blue, no encasso, o próprio blue, na sua ansiedade de influência, não consegue integrar Emily, isso é muito difícil, em caixala, digamos assim, escolas, em caixala, em qualquer tal como era, tal como era muito difícil, "Opa, eu tenho feio em caixar-se, não é espátil, não é do meu dos papos, não é o de a beleza". Ou seja, isto é como se o belo fosse de alguma forma normativizado. O belo é a norma. Sim, bonito, digamos assim, é a norma. E depois a exceção, e portanto o batinho feio foi a exceção, como se viu, como se viu pela história. A decunha de Saint-Foy também achou a exceção. E o que se deu, este encontro foi decisivo na tua vida. Foi decisivo. Olha, este encontro das através da minha orientadora na altura, que era Maria Antramei. Porque de Coimbra, Maria Antramei, se usa Santos, que é meu ferro das grandes enceostas, que é meu ferro de marco, que é meu mestrado, e que valendo na altura em reunir em Shakespeare. Eu também, por exemplo, eu juio de Shakespeare, não é mais pronto. Mas eu oriento em um mestrado em Shakespeare, e depois comecei a trabalhar com ela em Sylvia Plath & Sexton. E Elizabeth Jennings, 3. E só quero que ela sexta, e quero que ela sexta. De facto, são muito, muito, muito poesia, não só bastante autobiográfica, mas é também de primia muito. Eu penso em meu Deus, eu vou agora trabalhar cinco anos. A altura era um 8, era um 5 mais 3, um compromisso para a vida, né? Um belo dia a Maria Antramei se você conhece, no Luís Apreia, de 15 anos, chega muito tarde a vida, com, enfim, eu já tinta e tal anos, 30 anos, talvez. E eu comecei a ler os meus poemes, trouxe aquilo para casa, e pensei "ah, bem, os dois nos poemes, não gosto nada, isso não sei o que". Aliás, vindo com um voio de ruíbro pro Porto, é verdade, e se você lhe imbeber, pensei "não tem pacientes". E depois, nessa noite, porque eu trouvi a junho livre, pronto, Maria Antramei, era uma amigua, era minha orientadora, não é, portanto, convém olhar para isto melhor, e de repente, eu e um poem, que diz algo como "if the stillness is volcanic in the human face", e pensei "if the stillness is volcanic in the human face, when upon a paint I tannic features keep their place". E esta ideia de "a dor de tannic", não é, e de luz de esfeições, de fonte-sementerem, impenetraves, as mesmas, não é? Mas por trás, ao meu. Por trás, ao meu dor, e de repente foi uma pifania, pronto. E eu estou fonei no dia seguinte, venha, e diz "eu vou mudar". Eu vou trabalhar em Emilie D. Quentezeni, e o Piaplata, e ainda trabalhei. Seja seis meses, setanto, ao fim daquele tempo, tu fonei outra vez e diz "eu não precisei o Piaplata". Não, é que estou com a Emilie D. Quentezeni, só com esta. A remate só é Emilie, e assim foi, pronto, portanto foi assim que Emilie D. Quentezeni me entrou, aliás, há uma frase que, muito conhecida, em que ela define a Piazia da quente maneira, slei um livro, e ele está no meu corpo tão frio, que fogo nenhum, pode aqui acer. Sei que isso é Piazia. E isso. E foi assim que ela me entrou, aliás, foi assim que me entraram os livros todos, que me interessam, não é que azer. E de que eu gosto, não é? - Que azer é. - Que azer é. Que eles que causam o impacto que a gente sente no próprio corpo, não é que azer. Porque o nosso corpo não está, naturalmente, menti corpo, não é que azer. Nós vamos o corpo, ao final acaba, não é portanto. Essa. Essa. O que ele quer chamar é uma quase epiphania, uma exaltação, não é, de dentro uma espécie de visitação. Eu acho que foi isso, e depois. E depois foram típios, que havia uma doutoramento sobre a Emilie D. Quentezeni, depois de eu dizer a Emilie D. Quentezeni, e a Emilie D. Quentezeni. E azer também foi uma aventura, mas foi. Também permitiu uma maior intimidade com os palavras dela. Eu acho que a intimidade já ela estava. Já existia. Então, contrário, a intimidade facilitou o trabalho do seu corpo. A necessariamente, com certeza, isso absolutamente até porque eu acho que para traduzir um poeta, eu traduzi chei expir, e eu acho que para traduzir neste caso com a izinha não é, é preciso conhecer o contexto fundamental, que para já é preciso falar muito bem, no nosso caso. É o conhecimento do bem, é o índio do bem, nossa. É o índio do bem. Não está com certeza. É o que é o que é o poeta também. Você também acha, você está ouvindo isso? Talvez, talvez sim, sim, sim, pronta. Ajuda com certeza, mas. Ajuda com certeza, não é? Com certeza da música, a gente vai dar desatamento, não é exatamente. É o que é fundamental, e eu diria fundamental, realmente, pronta, é fundamental. Ou é muito importante não quer dizer que é fundamental, mas é. Não, o que eu estou a pensar no meu subo que não é poeta, que é o Walter Coenha, e que traduz maravilhosamente, não é que é ser. Walter traduziu o rima de velho marinheiro, que não é uma coisa muito difícil. É maravilhosa, não é maravilhosa, ele fez-se no traduções que lindicem, mas é um é poeta. Não é, portanto, não sei se é condição, o que é ser acho nem todos. Não é que a gente não se conhece, não é que a gente faz. Pois, mas ajuda-me, mas eu acho que sim. E depois, conheci-me muito bem a língua, não é que a gente. Nossa, a língua, aquilo é que se chama na direita, são que não crescer nada. Não é nada, nada, nada, eu tenho de ser em teorias nenhuma, mas aquilo é que se chama língua de chegada, e ainda checo. E é nosso anestro caso, conheci-la muito bem, e conheci-me muito bem a língua de partir da outra. É fundamental. Não é que nós, conhecemos bem, para conhecermos bem, temos que conhecer também os códigos da língua, no tempo em que ela é escrita. Eu teria decidido, John Apply, que John, muita da polisia, John Apply, que centras nos émos 50, nos émos centros, tem que saber. É um escolho, é um escolho, e os altos, e ainda depois com certeza, e mesmo culturais, e mesmo culturais quer dizer. Não só, por exemplo, há um poema, todo um poema sobre o baseball, que eu tive de falar para a faculdade de esporto, porque não conheci-me tanto aqueles termos, que eu luteleizo e nem sabia como é que eles dizem português, e era infectado, e não era infectado. É que significava não se vê nada, não é portanto. É preciso, naturalmente, não é se conhecer os códigos. No caso, de 15, é o meado sucesso de 19. Não é, por exemplo, a palavra "Circumference", mas circunferência, não, e sobretudo para escrever sobre ela, mas é para traduzir. Eu acho que é importante sabermos que circunferência tem ressonências muito próprias que se estribam, quer nos românticos ingleses, quer no Emerson, por exemplo, não é. Depois, tipo de palavras, de expressões que é loco-líseis, que são muito recurrentes na Biblia, na Biblia, não é? É um dos seus livros de capiseira, embora ela não fosse exatamente crente no sentido de orta-ldóco, da palavra. Ele deixa ele tirar igreja quando se acerta nos recursos. - Nunca mais há com os peixes, mas há uma dimensão espiritual, com certeza, em 15, 15, uma busca constante. E a séria que ela chama "Ladrão". Quem ela chama uma figura enganadora, não é que é Deus. Mas há uma carta também, e a gente se anem que ela diz que a sua família adoram eclips. - Não é? - Eu dei o worship, né? É eclips. É claro, é Deus, não é? E isto é uma forma muito. É ter herética de falar, não é? Um pouco herética de falar, sobretudo, para a descorrente do século de São Paulo. Estamos em 1840, não é? Quem chama um pai? - Deze ela, eles adoram uma eclips, a quem chama um pai. - Como é, o Espo? - Como deiko? - O Mestre Rodinari, escrita dela, não sei que. - Sim, aquela. melhor. Nós lemos os problemas dela, e se não soubessemos, em que tem aquela viveu, não sabríamos muito bem, porque as vezes parecem do século do que está disparecendo-se. - Experência, despreensen, despreensen, porque há de facto, é essa absoluta muda de mudaidade. - Que aos nossos soitos, não é que as ícons, os nossos soitos modernos, de facto, olham para ela e veem assim, porque nós pensemos no Gé anotro. - Eu sou. é um outro. essa famosa frase, quando eu digo em 1910, quando ela diz. como é que é. - Deixe-me pensar um bocadinho, como ela diz. - Quando. exatamente. quando eu falo de mim, não quero dizer eu, mas uma pessoa suposta. - Ela não conhece as financias, ela não conhece. - É a sua infância. - Ela estava lá, a pesada na casa. - O certeza é. é isso, o precisamente que fez assim, tanto como há porque eu dizíamos, maris, azar e inicas, mas como é que é possível? - É isso mesmo. - É um medo de o óvnino, é como se. - Mas eu acho que os grandes grandes grandes são assim, não é muito difícil nem cachaos, em modas em tempo. - O que eu já me bota, mas foi. - Com certeza, com certeza, o danbo, o Blake. - Ah, rapaz dos 6-7 anos, que foi. - Pois com certeza, o Blake, por exemplo, William Blake, no próprio. o próprio Shakespeare, que é Shakespeare tem tudo, mas, de facto, é uma lida, que é insana-lí, escondida, não é na sua, na sua pequena casa. - Completamente isolada. - Completamente isolada, não é completamente isolada, só. - Ela escrevia cartas, ela tem. - Sim, sim. - Ela tem, tem uns ali, não é, se o Portanto são três. - Aliás, ela publica, se eu te fendo isso, ela publica-se através das cartas, porque publicar é tornar público. E ela manda aos poemas em nas cartas. E o que é curioso é que tem uma noção muito interessante, de auditório, não é, de público, digamos assim, porque ela pega num poem, é uma modificó-loseramente, por exemplo, um poem, que envia, vamos imaginar, para dar os parabéns, funcimentos, uma criança. E depois, modificó-loseramente, e manda, que é o mesmo poemão, um amigo, para dar os pesas, e vamos para o amor, todos os familiares, e todas as pessoas. e as coitadas, tal com bons leitos, eu penso, vou pegar primeiro mim, não é? Quer dizer, e de facto não é, não é? Portanto, mas, efetivamente, essa dimensão de muita unidade, como dizia, existe. É claro, em 15 anos alguém que escreve "habito a possibilidade". Só pode ser uma casa mais belo do que a Prosa. Uma casa mais belo do que a Prosa. "habito a possibilidade", uma casa mais belo do que a Prosa. É claro que a Prosa. Não sei se é a ficção, porque. Era Prosa e a Mayor Escola só. Prosa sim, e possibilidade também, possibilidade a Mayor Escola, não é? Aliás, é claro que torna a Mayor Escola, mas é muito agressável que torna a Mayor Escola, e não só subcentivos, mas também alguns atiativos não todos. Não é importante não todos. Mas é muito difícil, porque, alegramente, em vida só tem de sobe publicados, é, e, mas todos eles mudificados, ao gosto, não é daqueles sempre, de publicar. Portanto, depois os edidentes. Exatamente, porque o. Exatamente, torna-lhe a cintar-se correta, limpo, gramática. Limpo, gramática, um poema muito interessante, que acaba tão pouco erve, precisa de fazer, que eu queria ser um, feno, um, Iwish, Iwore, e. E o Rigginson de Justiamento, que é um dos organizadores no temente com a meu bumi, está da primeira poesia, da primeira edição da poesia e gala, já ela morreu, já lá, viu, morreu, e. Desa assim. Ai, tem que purta, "hey, ninguém pode dizer, "hey, já diz erufeno, é estranho, então, pouca erva, precisa de fazer, que eu queria ser um, o feno, eu queria ser o feno, é uma coisa muito estranha, não é, eu queria ser o feno, mas um feno muito menos, porque é um subcentivo por aqui, por tanto, toca de regularizar, né? E ali, acho, fizeram isso. E regularidade é que, de facto, é uma sensibilidade. Pois claro, o grande dificuldade na tradução, talvez não tenha sido grande dificuldade, não sei, "oh, eu gostou mais, talvez a traduzido, na pilectica é um lidi e quincendo, é por isso, é, ou mesmo sei que se pire, portanto, a dificuldade foi, eu acho que é dificuldade com o lidi e quincendo, não foi tanto, a questão da cintace, foi, por exemplo, tentar, o mais possível encontrar, não rir mais perfeitas, porque eu não queria rir mais perfeitas, mas uma musicalidade regular, eu sei, absolutamente necessário, e depois, rir mais internas, quer dizer a sonência, e, por exemplo, e, sim, quer dizer esse estranhamento que eu acho que faz sempre, que é o que faz, a grande poesia, quer dizer, se há alguma definição premia, de grande arte, de facto, essa sensação nos dá, de estranhamento, quer dizer, de novo, na evidada, eu nunca vi isso, eu não conheço isso, estestras de naio, e que isso toca também, como houve-me, de novo, digamos, eu acho que é um movimento de luco-moção no sentido de faz-nos mover, não é faz-nos fazer alguma coisa, eu acho que há arte a este poder, até de nos fazer agir. e tanto estamos depois de calcular, e de mais mover no sentido de comoção, de comoção, de comoção, estamos depois daquela primaria epiphania, ainda que é de estranhamento, de como é realmente totalmente, estamos a falar agora disso, e eu estou, e eu estou um bocadinha repiada, é verdade ainda me espantas assim, ainda me espantas da Mari. E com este repio vamos chegar ao fim, recordar que novas cartas portuguesas de Maria Isabel de Ren, Maria Teresa Horta e Maria Vellha de Costa, com edição e organização da Nalisa Maral, está infelizmente discutado na sua versão em livro, mas poderão encontrar em todas as liberarias, Emily Dickinson tem mensas tradições, destacamos os 200 poemes com tradução plas faci e organização da Nalisa Maral, disponível numa edição da religiedade de euros, para a semana estaremos de volta com mais um episódio até lá sigam nos nossas redes sociais em facebook.com/biblutacadbulso, e eu soumos através do SoundCloud do iTunes por subscrição a RSCS e na Rado Online, rado Lisboa, a Nalisa muito obrigado por nos ter recebido em tocar. Muito obrigado, e muito obrigado, Maria, e para quem nos hoje é para a semana, com um novo convidado. Até a próxima, até a próxima. [risos]

Podcast Summary

Key Points:

  1. Ana Luísa Amaral participa no podcast "Bíblia e Teca de Bolso", falando sobre a relação com os livros.
  2. O primeiro livro escolhido é "Novas Cartas Portuguesas", das "Três Marias", que ajudou a reeditar em 201
  3. A obra, publicada em 1972, foi proibida pela ditadura, levou as autoras a julgamento e teve grande impacto internacional.
  4. O livro é inovador por ser escrito a seis mãos, misturando géneros e desafiando autoridade e autoria.
  5. O segundo livro é "O Patinho Feio", de Hans Christian Andersen, que marcou a infância de Amaral e aborda diferenças e excecionalidade.
  6. A poeta relaciona o conto com a obra de Emily Dickinson, destacando a ideia de ser "o único canguru entre a beleza".

Summary:

Neste episódio do podcast "Bíblia e Teca de Bolso", Ana Luísa Amaral, poeta e professora universitária, partilha memórias literárias marcantes. A conversa inicia com "Novas Cartas Portuguesas", das escritoras Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa. Amaral explica que ajudou a reeditar a obra em 2010, após perceber as dificuldades dos alunos em entender as referências do livro.

Publicado em 1972, durante a ditadura, o livro foi proibido pela PIDE e as autoras foram julgadas por "ofensa à moral". Apesar da repressão, a obra ganhou projeção internacional, sendo contrabandeada para França e apoiada por intelectuais. Amaral destaca a singularidade do livro, escrito a seis mãos, que mistura poemas, contos e ensaios, desafiando noções de autoria e autoridade.

O segundo livro escolhido é "O Patinho Feio", de Hans Christian Andersen, que a marcou profundamente na infância, fazendo-a chorar. A poeta reflete sobre a mensagem do conto, que aborda a diferença e a excecionalidade, relacionando-o com a poeta Emily Dickinson, que se autodenominava "o único canguru entre a beleza". Para Amaral, o patinho feio representa a redenção poética, destacando-se dos outros por sua singularidade.

A conversa explora como os livros nos tocam e moldam nossa visão do mundo.

FAQs

São um livro escrito a seis mãos por Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, publicado em 1972, que mistura poemas, contos e ensaios e desafia a autoria e a autoridade.

O livro foi proibido pela PIDE e as autoras foram julgadas por infrações à moral vigente, pois abordava temas como o desejo feminino e a discriminação, sendo contrabandeado para França.

Teve uma receção extraordinária fora de Portugal, unindo intelectuais e feministas francesas em torno das autoras, mas foi esquecido após o 25 de Abril por incomodar tanto a direita quanto ideologias de esquerda.

Foi um dos primeiros livros que leu na infância, causando grande impacto emocional, e simboliza a diferença e a exceção, como o cisne que se torna belo apesar de ser excluído.

Ela escreveu sua tese de doutoramento sobre Emily Dickinson, que é uma poeta norte-americana, e a compara ao Patinho Feio por ser excecional e difícil de categorizar.

Ana Luísa Amaral percebeu que alunos de mestrado tinham dificuldade com as referências do livro e liderou um projeto FCT para uma edição anotada, que depois se expandiu para um estudo internacional.

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