EP#43: Teoria da Internet Morta e a circulação de conteúdos gerados por IA
57m 35s
A "Teoria da Internet Morta" argumenta que a web original, baseada em conexões humanas autênticas, foi gradualmente substituída por um ecossistema dominado por bots e inteligências artificiais. Dados alarmantes mostram que quase metade do tráfego online já é gerado por robôs, e estima-se que 99% do conteúdo futuro será artificial. Essa transformação não apenas artificializa o debate público, mas também permite manipulação em massa, como perfis falsos em aplicativos de relacionamento ou chatbots que exploram vulnerabilidades emocionais. A internet perdeu sua espontaneidade e tornou-se um espaço onde máquinas falam com máquinas, enquanto os humanos ficam passivos. A curadoria de informações, antes feita por editores humanos, foi substituída por algoritmos que priorizam engajamento, gerando desinformação e degradação da qualidade. A transparência sobre interações com IAs é essencial, mas insuficiente, pois as máquinas podem conhecer os usuários melhor que eles mesmos, ampliando riscos de manipulação digital. O episódio conclui que, embora a internet não esteja "morta", ela mudou drasticamente, exigindo uma regulação ética que vá além da simples informação, para proteger a autenticidade e a autonomia humana nesse novo cenário digital.
[Música] Olá! Sejam bem-vindas e bem-vindos ao direito de ditao. Este é um podcast apresentado por mim, Ana Frazão, professora de Direito Comitial Econômico da Universidade de Brasília e por Caitlyn Mulholland, professora de Direitos Civil da Puky do Rio de Janeiro. Este é um espaço de debate sobre os diversos temas que envolvem a nossa vida cotidiana, que está cada vez mais digital. Vocês podem ouvir nossas episódios nas plataformas de streaming ou no site www.podcast.ireito digital.com.br. A JANCE, hoje vamos falar sobre um tema que já foi considerado a teoria da conspiração, mas que a cada dia ganha com torno mais reais, a teoria da internet morph. Você já teve aquela sensação estranha de que algo mudou na internet? De que os conteúdos parecem cada vez mais genéricos, as interações menos autênticas, e que no fundo, algo essencial se perdeu? Pois é, você não está sozinho. Nos últimos anos, uma teoria ganhou força e vem assombrando que encreceu, acreditando que a internet era um espaço de conexão real entre as pessoas, a teoria da internet morta. Segunda essa ideia, a web que conheciamos morreu, mas não foi donada nem por um colabso. Ela teria sido lentamente tomada por máquinas, bots e inteligências artificiais que agora domina o fluxo de informação, criando distribuindo conteúdo em uma escala nunca antes vista. E acreditante, os números sustentam esse medo. Hoje, quase 50% do tráfego na internet já é gerado por repuls. Mas não aqueles robosinhos simpáticos dos filmes. Muitos sandotes criados para manipular debates, espalhar de disinformação em ganar sistemas, e, claro, manter a roda da economia digital girando. E aqui vai um dado ainda mais ensano. 99% do conteúdo postado na internet em cinco anos será gerado por inteligência artificial. Agora, pare pense. Se quase tudo que você vê online está sendo criado por máquinas, quem realmente está no controle da conversa? Curiosamente, quando essa teoria começou a circular lá por 2021, o medo era outro. O de que os algoritmos estivessem transformando as pessoas em robôs. A internet estava se tornando um ambiente tóxico onde tudo parecia fabricado para aprender a nossa atenção e induzir reações automáticas. Mas o que ninguém esperava era o que aconteceu depois. Os robôs não só passaram a influenciar como também começaram a produzir o próprio conteúdo. Ou seja, a internet não morreu, mas algo definitivamente mudou. A rede que ainda era feita por humanos, para humanos, virou uma espécie de arena onde as máquinas falam com máquinas, e nós, bem, estamos faci chindo. E isso não é ficção. Um estudo da Macafee revelou que 77% dos usuários de aplicativos de relacionamento já se depararam com perfis gerados por inteligência artificial, incluindo fotos criadas para algoritmos, e 26% acabaram flertando com robôs sem perceber. Isso levanta um debate ético e jurídico importante. Até que ponto em interações online podem ser consideradas autênticas, quando a maioria dela já não é mais realizada entre seres humanos. E tudo continuar nesse ritmo existe uma grande possibilidade de que, no futuro, a ideia de uma internet feita por humanos pareça tão trapassada quanto um telefone de disso. O nao do leimus, especialista em tecnologia, descreve essa mudança de um jeito quase poético, diz ele. Para gerações futuras, essa ideia poderá aparecer antiquada ou até grotesca. O Mimternete Humana, como um cobertor feito de retalhos, esquecido em algum canto mofado do passado. Isso significa que estamos condenados a viver em um universo digital dominado por reais, onde nunca mais saberemos se estamos falando como uma pessoa de verdade ou apenas com um algoritmo que aprendeu a imitar a humanidade. Bom, essa é uma discussão que vai muito além da simples nostalgia. A pergunta que fica é "Sem internet está morta, quem ou o que está escrevendo a história agora". Você acha que isso não te afeta, pense de novo. Aí, já está ditando o que você ler, o que você assiste, e até o que você pensa a ser verdade. Mas será que ainda dá tempo de puxar o freio? É sobre isso que vamos falar nesse episódio. Ana, a internet está mesmo morta, apenas evoluiu para algo que não reconhecemos mais. Você acha que mudou alguma coisa na forma como a gente interagia online nos últimos anos? Você tem percebido isso também? Com certeza, que ele não sei se dá para a gente dizer que a internet está morta. Eu acho até que não, mas certamente que houve muitas modificações. E a gente percebe claramente o quanto a nossa própria percepção do que é internet, do que esse espaço comunicacional, ela mudou a longo dos tempos. A gente já teve a oportunidade de comentar em episódios anteriores. O quanto no início dos anos 2000, a promessa da internet era extremamente libertadora, era aquela ideia de que finalmente estávamos neutralizando tempo, distância geográficas, poderíamos ter acesso ao mundo inteiro em termos de conhecimento, de materiais e de pessoas. Depois a gente viu que não era bem assim. Ele dá com excesso de informação é muito complicado. A gente precisava, então, dar chamadas para a plataforma de editais, os gatekeepers informacionais do nosso tempo. Isso já gera então uma grande mudança. E naquele momento, se pensou que essas plataformas pudessem ser as novas praças públicas. Porém, logo depois, a gente se viu diante de um desafio adicional. Uma coisa é se precisá-semos dessas plataformas para ter acesso a interações humanas ou conteúdos produzidos por humanos. Agora, tais que em muitos casos essas plataformas não só se utilizam jogorítimos, mas são também alimentados por algoritmos delas próprias, ou mesmo de terceiros. E aí vem a grande questão que é a questão do fluxo inaltentico. Isso é realmente um grande problema sobre vários aspectos. Por que torna aquilo que seria a nova praça pública do nosso tempo numa praça altamente artificial? E não é assim, as a gente vai desdobrar certamente essa discussão ao longo do episódio, que quando a gente vai pensar nos princípios éticos sobre a utilização de inteligência artificial, nas questões que devem prevalecer em uma regulação e ver se a gente informa a sona na internet, sempre a questão da transparência aparece como um ponto fundamental. Ou seja, seres humanos deveriam ter o direito de saber quando estão interagindo com máquinas. Eles deveriam saber, não só quando essa interação é orgânica, quando ela é natural, quando não é, ou também as motivações por trás dessas interações. Eu estou recebendo um conteúdo porque ele é publicitário, porque ele está em funcionado, ou é um conteúdo que me foi direcionado em razão do meu perfil. O que tem acontecido na prática é que a expansão dessa característica da internet, que está se tornando cada vez mais artificial, ela não é nem mesmo perceptível facilmente. A manha é a obscuridade a falta de transparência na gestão desse fluxo internacional. Então a gente já viu as estatísticas. E hoje, 50% do fluxo internacional é gerado por robôs ou por inteligência artificial, a gente já passa a ter uma artificialização desse debate público. Ou seja, isso chega a ponto de dizer que a internet está morta. Talvez não, mas ela de certa forma perda a velocidade que é característica da interação humana, ela perda essa espontaneidade. E o que mais nos preocupa é o que pode ver em cenários futuros no muito distantes. Eu fico pensando, acho que é importante a gente voltar um pouco na história da internet, lembrar de onde ela surgiu. Qual foi a grande ideia em torno da internet para a gente entender se de fato ela morreu. Se ela está ainda na CTI, se ela virou algo, completamente diferente, quase como um zumbi. Se a gente puder usar essa figura de linguagem, mas acho que é importante a gente soltar da um passo atrás, inclusive para dizer para os nossos ouvintes que nós não somos conspiratórias, que isso é importante, isso é uma reflexão que a gente está fazendo em cima de uma teoria que foi criada lá atrás. Mas é importante a gente colocar um pouco. Quando a internet foi pensada, vamos dizer assim, quando a internet foi disponibilizada para consumo, porque na verdade a internet é um projeto que é cada de 60, um projeto que começou uma cara mais militar.
A ideia fundamental da internet, quando ela foi desenvolvida, era permitir que flutos judados fossem transportados em um local ao outro, sem necessidade de uma base de dados fixa, física e fixa, para que justamente as comunicações e esses dados não se perdesse, essas informações não se perdessem. Então basicamente, a internet foi pensada como um grande instrumento para movimentação de informação, uma grande ferramenta que permitia que as pessoas se comunicassem e trocar as informações por meio da rede. A ideia inicial é essa. Na década de 90, com a internet ganhando uma forma mais publicizada, as pessoas podendo já asse. A gente tem que lembrar que no Brasil, por exemplo, a internet, ela começou a se popularizar na década de 90. Nisso da década de 90, eu diria entre 90, 94, que foi com o ano ouve, a criação das redes aqui no país, redes naturais, inclusive, em gradêneas. Mas enfim, na década de 90, a grande debate em torno da internet, era que a internet seria uma grande para a pública, como você bem colocou. Ser um local de as pessoas se encontrariam, as pessoas humanos, se encontrariam para trocar ideias, para trocar materiais. Quase como se a genteivesse realmente de uma antiga águora mesmo, mas agora uma águora já ia estar a mãe universal. Você poderia realmente ter uma troca cultural com qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. Então era uma ideia bastante libertária. E era uma ideia, inclusive, de um espaço que era invivinável. Desculpa, falar, mas assim, democrática também, né? Democrática. Isso. E uma democracia. A interpreação fácil, né? E uma democracia até um pouco. Nesse gente puder usar este tema, até um pouco radical, no sentido de que lá atrás, na década de 90, se pensava na internet como um local não overnável, na verdade, se pensava na internet como uma estra, territorialidade, como uma incapacidade de regulação sobre aquele espaço. Acho que mais que uma incapacidade, mas uma falta de desejo das pessoas que utilizava aquele espaço de uma inclusão do estado aí, regulando, tanto que a época década de 90, o John Perry Barlow, ele fez uma decaração do cyber-espesto, sobre espaço em que ele dizia nós, que somos feitos metal, nós estamos no governo, nós não queremos vocês aqui nesse ambiente, basicamente dizendo que aquele espaço era um espaço libertário, né? Então, quando você pensa, né? Que o nascimento do internet vem, né? Com essa carga toda de liberdade, né? Despeções do interesse, das pessoas se comunicarem, trocarem ideias, informações, e aí você chega num momento em que hoje a gente tem esses dados estatísticos estar receedores, né? De mais 50% do tráfico, hoje na internet já ser gerado por robô, a gente tem uma verdadeira revolução no sentido da internet. Tá morta? Acho que não, mas ela mudou o seu, a sua finalidade. Ela mudou a sua forma, né, de um instrumento como na comunicação, local, perdão, pra local, onde a gente está de antes de grandes mercados, de marketing, de publicidade, publicidade pra consumo, propriamente, publicidade política, enfim, então não direita que tá morta, eu diria que ela tá mudou a feição, muito rapidamente, né? E morta ou não, fato é que ela não tem a mesma velocidade do que se imaginava, a partir de um cenário de interação entre pessoas naturais, né? Ou seja, ela vai se artificializando, ela vai tornando seu humano mais passivo. E isso é muito preocupante, porque já seria preocupante se não houvesse problema da desinformação, o problema da seiquinírus, e tantas e tantas questões que a gente já teve, oportunidade de abordar aqui. Mas o que preocupa é que um informação gerada por botes, por tecnologias, ela, a gente se vê, quem é que tá gerando essa informação? Quem são os atores por trás, então, dessas tecnologias? Eu sempre digo, né? Eu acho que, pra mim, esse é um raciocínio que cada vez se mostra mais claro. Muito do que a gente chama hoje de determinismo tecnológico, é um determinismo econômico. Ou seja, a gente tem que ir de grandes atores, né, que estão decidindo por nós. E que estão, portanto, decidindo que informações e que conteúdos trafegarão na internet, chegarão a cada um de nós de maneira massiva, de maneira personalizada, etc. Isso é muito complicado, né, que é evidente, porque não tem, já tivemos oportunidades de discutir aqui no podcast, que a internet já vem gerando mais do que uma neutralização de hierarquias, uma inversão de hierarquias. O que eu quero dizer com isso? A partir do momento em que a gente iguala, vamos imaginar, no caso de um assunto médio, com caso relacionado a uma pandemia, a opinião de um cientista, ou médio, qual a opinião de um lego, e a opinião de uma gente que tá interessado em disseminar fake news, já é muito problema. Aí, a gente já discutiu aqui até essa delitista cessarina, que não é nenhuma neutralidade ou neutralização de hierarquias, uma inversão. Ou seja, as gente espoderosos conseguem já saber o maior engajamento de determinados conteúdos, se aproveitam dessas reações para fazer com que conteúdos pericélicos acabem ocupando o centro do debate público. Então, isso é muito complicado, porque não é que apenas a gente vai ter um conteúdo gerado por máquinas. É que, provavelmente, esse conteúdo, se não ouveu uma atenção maior, ele vai ser um conteúdo que não necessariamente representará o melhor conteúdo, que não necessariamente representará a diversidade de opiniões, que não necessariamente se baseará nas fontes mais confiáveis ou não, e que muitos casos estará serviços de interesses econômicos, de interesses, nocivos, como relacionados a fake news. Então, para além do conteúdo artificial, a gente pode estar de antes de um cenário, e são fenômenos muito interrelacionados, e que a gente esteja de antes de uma degradação de conteúdo escada vez maior. Geração de qualidade é sempre algo, cara, a gente falou sobre isso, já em vários outros episódios, e isso a gente simplesmente não faz nada, a gente estará diante ao meu verde, um conteúdo inaltentico, de baixa qualidade, quando não, paus, mentiroso, muitas vezes, dolosamente, veiculado, difundido, para manipular as pessoas, induzilas, enerro, e tantas outras coisas. Isso é algo que realmente me preocupa muito. Eu acho que uma coisa interessante, tu que você falou com o quarto planamente, mas uma coisa que é interessante é a tal da curadoria da informação, porque assim, notícia falsa, desinformação, isso sempre existiu na humanidade, e a gente tinha, vamos pensar nos jornais, na de mídias tradicionais, nos jornais em preços, mal ou bem, a gente tem uma editoria, que é um ideal, enfim, que cumpla uma finalidade na informação, se a gente está falando de meios tradicionais e confiáveis, divulgação de informação, essa curadoria ela serve minimamente para trazer para a sociedade, pautas que são importantes para aquela sociedade. Pode acontecer, como já aconteceu, e a gente tem, em números, exemplos disso, ao longo da história do Brasil, de determinados mídias tradicionais, serem pautadas por interesses econômicos e políticos. Ah, acontece o tempo todo. Ah, acontece em processos deslativos, em processos eleitorais, isso é, faz parte da natureza informacional. Acho que é isso, só que mal ou bem, um jornal, uma televisão, ela tem uma regulação importante no que diz respeito à sua atividade. E a curadoria da informação ali, ela pressupõe a existência de um agente humano que se propõe a fazer, vamos a gente espera que seja assim, mas que se propõe a fazer uma investigação, escrever, buscar uma pauta, escrever uma reportagem, etc. Quando a gente passa, né? E porque eu estou falando do passado, mas uma vez, na internet era uma coisa, passou a ser outra, a mídia era uma coisa, passou a ser outra. Quando a gente pensa que hoje as pessoas buscam informação por meio das plataformas, notadamente das redes sociais, por uma série de motivos.
A gente perde a capacidade que existia de uma certa maneira de uma curadoria dessa informação. Ou seja, a informação não passa por um crio, e mais uma vez, acho que é importante. A gente já falou disso também outros episódios. A gente não está falando de censura. A gente não está falando de controle de discurso. A gente está falando de curadoria da informação. Então, se você está em uma maioria das pessoas se informa por meio de plataformas, que são remuneradas por conta da atenção e do engajamento, me parece evidente que o valor econômico dessa informação é relevante para essas plataformas. Quanto mais engajado, quanto mais engajamento aquela informação traz, mais tempo a pessoa fica ali, mais dopaminha na gerada na cabeça de essas pessoas, mas viciado se fica naquele local e mais você fica recebendo informações que não sofrem essa curadoria. Então, eu acho que a grande. A gente. A grande preocupação que me traz essa ideia de uma nova internet, é a incapacidade das pessoas de compreender, ou terem, na verdade, a informação de que aquele conteúdo. Ele é um conteúdo sintético. É verdade. Não é um conteúdo autêntico. Não é um conteúdo dialogico. O que é especialmente importante em algumas matérias, como por exemplo, para as questões eleitorais? Me interessa saber o que é uma pessoa natural, a acha de um determinado candidato, quais são tendências de volta, etc. Mas, se é um robô, um robô que não volta, então veja. No princípio, me parece que para esse tipo de debates, os robôs estão entrando aí, tão somente para artificializar aquele debate público, quando não para induzir as pessoas em eu. E ainda é um ponto, ainda mais delicado dessa equação que é que tu durante muito tempo. Eu imaginei que a grande questão a ser resolvida era a transparência, ou seja, a partir do momento que a gente informe as pessoas, que aqueles conteúdos são gerados por inteligência artificial, ou que elas estão interagindo com sistemas de "ah, com o robôs", ela saberão fazer as devidas calibrações. Ela é saberão utilizar o seu juízo crítico, e obviamente não vão confiar irrestritamente nesse tipo de informação, ou nesse tipo de interagre. Não, mas onde eu quero chegar? Recentemente, eu vi uma notícia de uma mulher que se apaixonou, uma mulher casada que se apaixonou por um. Pelo que tem gente artificial, de repente. Boa batal. Eu acho que não foi nenhuma votária, eu acho que foi o chato de PT mesmo. A notícia dizia que ela pedia a inteligência artificial, que agisse como uma mente. Eu lembro até das características, que era dominante, possessivo e protetor, desde que combinação. E a partir daí, a inteligência artificial começou a responder a interagir, seguindo esses comandos e ela se apaixonou. Por isso, a gente olha de longe e tem uma dificuldade de entender esses anãos, mas a grande questão é, sabemos ainda muito pouco sobre a relação entre homens e máquinas. Então, parece que a transparência não resolverá todos os problemas, que mesmo que a gente, a seguro que eu acho fundamental, talvez a gente tem aqui pensar em outras formas, para evitar que esses conteúdos artificiales, essas interações artificiales, muitas vezes explorando falhas de racionalidade, vulnerabilidade dos seres humanos, muitas vezes, utilizando até de vulnerabilidade, fragilidade, talvez aquele sistema conhece a pessoa melhor do que ela própria, ou que um parceiro da vida real saberia, ao dizer para ela aquilo que ela gostaria de ouvir em tempo real, veja, isso é uma capacidade imensa que pode ser utilizada bem como para o mal, e aqui a gente está falando de manipulação digital, e me parece que então a gente abre uma nova frantera de problema, só a transparência não resolveria. Concorda, não é mentir com você, a transparência é uma primeira camada que eu acho que é indispensável. Concordo, não despeçar. A camada importante no sentido de que seja dada as pessoas que estão ali naquele ambiente, conhecimento de que aquela conversa não é entre iguais. Você não está dialogando. O diálogo, eu acho que o diálogo implica necessariamente duas pessoas, humanos, trocando ideias. Então você está falando com uma máquina, com um chatbote, com interiagens artificial, com chatbote da vida, aquilo não é uma interação que a gente possa considerar como dialogica. Eu não sei nem qual conceito disso para psicoterapia, para psicanálise, e tal, mas enfim, eu acho que a gente não pode considerar essa interação como uma interação, enfim, válida, né, do ponto de vista da humanidade. Então a transparência é, para mim, dispensava, um nível necessário, obrigatória, mas idade. A partir do momento em que você está naquele ambiente, de uma plataforma, numa rede social, mandou a mim na minha cabeça e você recebendo conteúdos e conteúdos e conteúdos nos rios, nos TikToks, né, você passando o dedo para a semana tela, até que momento, aquele algoritmos de recomendação, eles não estão sendo, de fato, construídos pela máquina, coletivamente, uma forma coletiva, né, que não vai atingir só aquela pessoa consumidor específica, mas uma coletividade de pessoas, até que ponto que não está sendo criado artificialmente, para a gera necessidade de consumo, por exemplo, a questão polícia, filhos, filhos, filhos, filhos. É isso, é isso. Para manipular desejos mesmo, né? De desejos, interesses, vontade de ler, né, você crie uma vontade que é totalmente artificial, que foi criada artificialmente, que não foi dialogada, que não é orgânica e que é criada com a única finalidade de prender naquele lugar, fazer você engajar, ficar preso naquele lugar e o último instância é consumir. Acho que no final dos contas é isso. Porque a gente não consegue nem mais saber o que é natural e orgânico, porque a gente fala, não, 50% do fluxo como um comunicacional, é sintético, e 50% é realmente ainda o fluxo natural, que é intermediado por seres humanos. Mas veja, quantas e quantas e quantas estratégias e recursos vários agentes econômicos poderosos têm, para influenciar o próprio debate público. Então, diante de uma determinada notícia que é favorável há um candidato de alguém ou contra. Você tem 200 robôs comentando aquilo ali. Muitas vezes são esses robôs que vão puxar e sim uma comunicação de seres humanos, verdadeira. Mas que claro, você coloca num contexto de um grande incentivo e de processos psicológicos que envolvem comportamento coletivo, e feito uma nada e tanta doutras coisas. Você tem 200 pessoas que na sua frente já estão chingando um determinado candidato certamente que você pode se sentir muito mais à vontade, muito mais legitimado a também abusar essa liberdade de expressão e praticar uma série de ofensas. Ou seja, o grande problema que a gente tem visto hoje é que, para além daquele fluxo que é claramente nalténtico, esse fluxo nalténtico também tenta corromper o nalténtico, a ponto de torná-lo inalténtico ainda, quando ele seja protagonizado seres humanos. Porque lá no início ele já foi construído em cima, enfim, de artificialidade, o fervo artificial desde o começo. É verdade. Acho que, Ana, essa ideia aqui, vou te puxar, achar uma pergunta para você. Essa ideia do conteúdo sintético, conteúdo auténtico, o que é criado pelo humano, o que é criado pela máquina. Se a gente pensar dessa afirmação que 90% do conteúdo na internet, vai ser gerada por inteligência artificial nos próximos anos, o que isso significa para a gente que usa a internet, como um mecanismo como uma ferramenta de informação. Não estou falando aqui especificamente de um shopping center, de um local para adquirir, mas como uma ferramenta de informação. Você acha que nós humanos seremos expectadores da rede, eu acho que essa é uma grande possibilidade, até porque muitos psicólogos têm alertado para isso. Não é quanto mais a gente delega nossas capacidades co-guinitivas para as máquinas. Menos a gente treina essas habilidades e menos a gente vai ter condições de ir.
inclusive ter pensamento crítico para julgar os conteúdos dessas máquinas, mesmo quando sabemos que claramente aquele conteúdo é gerado por inteligência artificial. Acho que já tivemos a oportunidade de falar sobre isso quando surgiram as inteligências artificiales generativas que vários psicólogos e neurocientistas se manifestaram nesse sentido, ou seja, olha, a partir do momento que eu não conseguir mais escrever um texto, será que eu vou ter condições de fazer as perguntas corretas? Será que eu voltei capacidade crítica do invadir a tá na mesma? O conteúdo da resposta. E o que eles disseram, essa capacidade de escrever textos é provavelmente uma das principais características e habilidades do seres humanos, ou seja, todos nós sabemos que essa capacidade comunicaçãonal é um dos nossos grandes diferenciais em relação às outras espécies. Então eu tenho muito medo de que paralelamente essa artificialização nós nos tornemos muito mais do que espectadores, mas quase que fantóxes, pessoas absolutamente passivas, um pouco aquela figura que o arar e fala do dataismo, então daqui a pouco interessante, é o aludito tudo. Se eu quero saber se uma coisa certa ou errada, eu confio e restritamente na resposta, que é que o sistema de inteligência artificial me dá. Se eu vou tomar uma decisão na minha vida, se eu preciso escrever algo, na verdade eu partirei também daquilo que esse sistema me dá. Se eu precisar de qualquer informação, o conhecimento eu faço a pergunta e vou confiar aí restritamente naquela resposta, pede o parque da premissa de que aquela resposta é melhor possível levando em consideração todos os dados. Então o cenário meu ver, ele é muito, muito complicado e eu tenho me preocupado muito com isso, não é que eu não uso inteligência artificial generativa, mas eu digo pra você que eu evito assim, começou daquelas catéas hoje, tentar fazer conta de cabeça, porque daqui a matemática faz falta para o sério e brumvar os aspectos, na verdade? Então a partir do momento que a gente está delegando tudo pra máquina, a gente já não tem mais memória porque da lega tudo hoje para o celular. Para que o sistema memória se eu tenho, né, quase que uma extensão do meu corpo com todos os registros de telefones, indireças, compromissas, etc. Aí eu delego a capacidade de fazer conta para as calculadoras. Agora eu delego, eu não preciso estudar, porque a rigôre eu tenho conhecimento pronto e mais chegado quando eu precisar, então eu não preciso mais memorizar, eu não preciso mais pensar, eu não preciso mais fazer a relação entre o conhecimento que é algo que também envolve e númeras capacidades cognitivas, está tudo ele prontinho em mais chegado. Só que nada é segura a qualidade desse tipo de conteúdo, mas tudo leva a cree que sim, ao confiar nesse conteúdo, nerecidamente ou não, eu de alguma maneira atrofiou, ou sério, bro, de alguma maneira perro capacidades cognitivas e quanto mais pessoas se envolverem nesses processos, mas esse cenário realmente, de ser de uma dos totalmente expectadores, se tornará um cenário provável. Não sei se eu estou sendo esse nista, queria também te ouvir. Não, eu acho que esse nista não, né, eu acho que é importante assim, mais uma vez, falar a gente não está sendo catástrofista que de jeito nenhum, a gente está refletindo sobre uma possibilidade, também não somos pitonizes aqui, mas estamos refletindo sobre uma possibilidade. Eu acho que assim, a ideia do espectador da rede, né, acaba com o base do que você falou, é, a gente vira, pode virar a espectador no lobotomia, né, a gente vira pessoas absolutamente influenciadas, influenciáveis, espectadores no sentido de realmente esperar, né, a informação também, nem buscar realizar uma análise ou uma crítica sobre o conteúdo que a gente recebe, né, que é justamente o oposto do que se pretendia quando se pensou na internet, né. A própria Google, vamos fazer uma defesa original da Google, não hoje, mas vamos fazer uma defesa original da Google. A Google, quando ela foi pensada, né, quando se, quando o projeto Google surge, surge na realidade com uma, uma ideia bastante interessante que era formar um index, né. Como a gente tem um motor de busca da Google, depois, obviamente, né, outros produtos foram surgindo, né. Mas originalmente, a Google era um motor de busca que tinha a pretensão de ser um index, uma hora index de todos os conteúdos da internet. A grande encyclopedia, na verdade, não, mas a encyclopedia, mas um grande sumário de uma grande encyclopedia pegando todas as informações que estavam na rede. Se lindo, isso é uma forma, hoje o tópico, né, mas é uma forma de você permitir a circulação de informações, você permite, né, passeça com esse menta, qualquer pessoa que está na rede, mas não deu lucro. E aí não dá um lucro é que se criou a ideia dos anúncios dos patrocínios, né. Mas isso é uma outra história que a gente já conversou, a gente pode voltar a conversar mais à frente. Mas porque eu estou me referindo a Google especificamente, né? Porque justamente as ideias, né, a ideia de uma internet livre, de uma internet que permite, né, a interação humana, ela é abandonada e realmente a gente vira expectador mesmo, né, abandonada. Acho eu simplesmente por interesses como essas políticos, geogéu políticos, que fazem com que as pessoas sejam levadas a um conhecimento ou a valores ou informações que são absolutamente, não vou nem dizer que são indiviríticas, não tem fim a dificilismo, é só informações que são absolutamente dispensáveis, né. É como se estivesse criando uma sociedade de pessoas que não só não refletem. Exatamente. Estou me incluindo nisso, tá, Ana? Não todos nós, não é isso, todos nós. Normalmente, né? E eu falo com meus alunos, eu insisto muito, a primeira aula do meu curso é dedicada também a mostrar alguns pontos relevantes do que a Samaria de Cidadania é digital. Dê ó, olha, o que fazer de antes de um conteúdo na internet? A taponte é confiável ou não? Esse discurso tem coerência lógica, tem acoplamento com os fatos, ou seja, coisas que uma boa parte das pessoas não consegue fazer. Agora, até não saber se uma fonte é confiável ou não, você saber que fonte é essa? Eu preciso entender, né, que na internet, não existe essa coisa, eu vi na internet, não, quem falou? Qual é a competência dessa informação? Isso é um mínimo, se eu não tiver nem mesmo acesso a essa informação, as coisas ficam muito mais complicadas. Hoje a gente tem visto inclusive, já que você falou dos motores de busca, e quando a gente vai fazer uma pesquisa, independentemente dos registros, a própria inteligência artificial dos motores de busca já nos dá uma resposta. Já completa a frase, na se risco completa a sua intenção de pesquisa. Exatamente. O que pode é que naquele usuário mais preguiçoso, apressado, dispensar até mesmo a etapa da busca, então pode acontecer que muito em breve, nem mesmo essa busca que a gente já viu, a gente já seria extremamente problemático, porque eu não sei quais são as critérias que o Google usa para priorizar conteúdo, sei que eles conteúdos prioritários são realmente os mais importantes e tantas outras coisas, mas veja, se a inteligência artificial já me dá uma resposta e o confio de maneira, né, ampla, naquilo ali, nem mesmo voou as fontes quaisquer que seja a ordem ou o rancanamento delas, então de fato eu fico completamente refém daquele tipo de resposta. A gente está numa crise de confiança, ainda não, né? A gente está numa crise de confiança no sentido de que as pessoas confiam na máquina, mais do que o humano, né? Essa história do, né? Porque eu acho que é essa uma questão que a gente tem que se bater, que é o porquê que a gente confia na máquina. Você faz uma pergunta? Não, realmente, eu debo você compro de algo, pode me chamar de apocalíptica, mas eu realmente, eu não sou das que confiam mais, sempre acho que tem alguma coisa por trás, que, será. Mas é porquê? É que esse econômico aqui serve, estão querendo me manipular. É porque você é uma pesquisadora, então você, eu acho que a alma do pesquisador é sempre desconfiar, né? Então a gente faz. É, é um pesquisador com a gente, pra o gentilismo aí, né? Mas, assim, de uma forma geral, quando a gente faz, eu vou pegar o exemplo que você disse que você evita usar. Eu uso a absolutamente todo dia o chat GPD. Eu acho fenomenal e, claro, evidentemente, eu uso com um exercício ético, limitado ali, pra determinar a situação de bastante restrita, né? Mas eu fico muito impressionado com a capacidade das pessoas de. fazer em perguntas, realmente, não pedia, por exemplo, um resumo de um texto, escrevi um e-mail ou uma receita de bolo, não isso, mas fazer perguntas específicas, somente na área de saúde, "olho, eu estou com uma dor de cabeça, uma tomter e tal, chat de PT, o que eu tenho, que era o que a gente fazia no Dr. Google, jogava ali as informações, a pericina de ardenóxico, ou se você faz uma pergunta dessas para uma inteligência artificial, você corre risco de ter um jogo nosso certo, mas aí é que está, não é médico, então você dá a realidade, não pode confiar, você tem que desconfiar, mas as pessoas confiam e pegam aquilo como verdade, então eu acho que a gente tem duas questões aqui diferentes, uma é a questão da transparecia, tem que haver uma transparecia, você está conversando com o chat de PT, desculpa, você está conversando. - Não tem do chat de PT, amiga. - É o chat de PT, é ótimo, depois é uma super diga para os nossos ouvintes, chat de PT, é uma inteligência artificial que faz resumo de PT, é ótimo, obviamente é um resumo resumitíssimo, você tem que ler o texto para entender gente, pelo amor de Deus, a professor não está mandando se usar isso nas aulas não, mas a questão da confiança, eu acho que é acabada que vem logo depois de a transparecia, né, você tem que dizer que você tem que ser evidente para as pessoas que interagem na internet, que aquela interação não é entre duas pessoas humanos, você é a transparecia. E a segunda é a informação sobre a necessária de desconfiança sobre o resultado daquele sistema ou daquela interação. - E o exemplo que vocês têm muito interessante, porque quando a pessoa faz uma pergunta para um chat de PT, ela claramente sabe que não é um pessoa que está respondendo aquilo ali, então se vê que ali não é o mais problema de transparecia, talvez seja o problema de transparecia, porque normalmente os agentes que desenvolvem disponibilizanças tecnologias, eles não escoressem as pectas que talvez fossem cruciais para que os usuários pudessem exercícios direitos, como é que é mais editados, como é que de fato eu processo esses dados e etc. quais são as medidas que eu tomo para evitar detorpações, mais utilizações, enviasamentos indivíduos, conteúdos e listos e tantos outros, mas pelo menos ali fica claro, é uma máquina, é uma interação homem e máquina, e mesmo assim as pessoas confiam, piamente. Então vamos sair dessa interação homem máquina, que eu estou lá digitando, fazendo uma pergunta para o motor de busca da Google, vamos voltar para a questão, que acho que é fundamental da interação e eu vou usar a rede social, a minha interação na rede social, eu estou ali conversando com alguém ou interagindo os likes dos redes sociais ou os conteúdos que aparecem nos meus rios para ver. Essa questão, essa interação é que a interação que, eventualmente a gente não vai conseguir identificar como sendo sintética. Quem vai garantir que não existe uma interação que é humana mesmo, orgânica, quem vai identificar que aquele lia é sintético, que não é humano. Em outras palavras, vou jogar essa pergunta para você saber a pergunta mais difícil, que eu acho que a gente vai tentar responder hoje, que é seguinte. O que a gente pode fazer enquanto sociedade, e pensando do ponto de vista, também do direito, para pensar numa regulação na necessidade, ou na eventualidade de uma regulação das plataformas e da inteligência artificial. Porque esses dois conceitos, acho que não é claro isso, mas para todo mundo, a transparência tem que haver transparência, a pessoa está interagindo com um robô. E confiança ou desconfiança, ou recém-socritico, saber que aquele conteúdo que você está interagindo com um robô pode ter sido construído para te influenciar politicamente, para te influenciar para uma compra, para te influenciar para o que é arquecido. Não, esses dois fatores já estão ali. Mas a gente pode pensar. Mas a gente pode pensar esse debate de regulação. A gente tem que regular nesse nível de detalhe, o que você acha? Olha, eu acho que regular em detalhe é perigoso, talvez não resolva, e ainda crie mais problemas. Mas eu acho que pensar em irregular a arquitetura é muito importante, e com medidas como transparência, acesso ao seus perfis. Porque que anavrasam recebe determinados conteúdos e queitlinm o hall onde recebe outros tipos de conteúdo? Ou seja, a gente vai precisar realmente trabalhar até mesmo com alguns dos precipostos dessa gestão informacional, que é feita. Que a gente sabe que também muito do potencial lesivo dessa distoção de fluxo informacional decorre dos conteúdos personalizados. É o meu ver, além de transparência, a gente vai precisar pensar também em, talvez, alguns limites a esses conteúdos personalizados, ou a maior clareza também em relação a esses conteúdos. Então a transparência no sentido mais ampla do termo mesmo. Nessa pra dizer, se aquele conteúdo é gerado ou não peruniar, mas é pra dizer, por que que eu estou recebendo essa informação? Foi classificado em um determinado perfil para qual esse tipo de informação, supostamente, é interessante. Há interesses econômicos por trás dessa informação, que isso não é coisa importantíssima. Pode ser pessoa natural ou não, mas eu tenho direito de saber se um determinado conteúdo é um conteúdo desinteressado, se ele é um conteúdo que está sendo divulgado por interesses financeiros, seja porque está sendo impulsionado, seja porque tem publicidade, o que quer que seja. Eu acho que a gente tem. Desculpa, não se perunquei. Não, acho que a gente tem uma questão que é importante voltar, que é o quanto que deve ser admitido, e estou jogando isso no ar, porque também não tem uma resposta. Mas o quanto deve ser permitido é a criação de contas que não estejam vinculadas especificamente a uma pessoa humana, ou uma pessoa jurídica, ou a umente qualquer, que aquele velho debate será que a gente tem que exigir que, para a criação de uma conta em rede social, ou em meio, ou alguma coisa, a gente tem atrelada ali uma identidade do mundo real, e isso seria uma forma de permitir, ou pelo menos de reduzir, as chamadas contas inaltênticas, os chamados conteúdos, também robotizados, enfim. A gente voltaria para um assunto que já estava meio interrado, que era o controle do acesso à rede por pessoas que estejam legitimadas a estar em lá, e que não são pessoas físicas e pessoas jurídicas, antes de personalizar-nos tão bem. Então, a gente tem. Vai ter que voltar esse ponto, talvez, talvez. Imagina o conteúdo que é gerado, e esse é um problema que vocês do direito econômico e regulatório vão ter que resolver, minha amiga, que é o seguinte. O que fazer com a barreira? Eu já falei sobre isso, alguma vez, já foi. Vamos falar disso, "A carta super trunfo do segredo com amerçar a empresarial de negócio". Porque aí a gente tem, a gente está falando, "Não, eu quero saber porque que eu. nesse perfilamento do Instagram, porque que eu estou recebendo no meu rio, no meu feed, aqueles determinados materiais, e a ano não está recebendo uma coisa que eu. O que que me tornou essa pessoa merecedora desse conteúdo? Qual o grande argumento que se usa, Ana? Pode, não posso resvelar. E o período hoje ele paira como se fosse. uma proteção, né, para esses agentes, de maneira a isentá-los de qualquer prestação de contas, de qualquer responsabilidade. Às vezes eu até me pergunto se a LGPD tal como está estruturada. Se hoje ela se destina mais a proteger direitos os titulares, ou a gente de tratamento, incluindo aí o segredo, já que é uma das competências principais, inclusive da A&PD. E aqui é uma mega tema, tema que talvez até justificam o episódio só para ele, né, que ele mais. - Ah, com certeza. - É uma novidade, hein, o livro da Maria Cristina Imindoso está saindo. - Que beleza. - A Amprela Ontem. Maria Cristina é um orientando a mim, que defender recentemente uma tese doutorado com esse tema, que ele participou da banca.
e já se ela é de tema. Lica, um tema aço e ela tenta realmente fazer algumas proposições. De gente de um tema tão complexo, inclusive escalonando aí os níveis de segredo, dependendo da gravidade do tratamento. Enfim, acho que certamente a gente vai ter que entrar nessa discussão, sua pena de não conseguirmos minimamente os graus de transparente, que são necessários para um funcinho, que são um funcinho informal, que seja minimamente funcional. Transparença, confiança, que é mais que a gente regula e ano. A gente vai fazer, a gente vai retomar, você acha que é possível, por exemplo, a gente já falou disso em vários episódios, né? Pensar numa relação entre um projeto de lei de regulação, utiligência artificial, associar um projeto de lei de liberdade de transparente e responsabilidade na internet, famoso pere das fake news. Ou seja, quando você pensou no projeto de lei de liberdade de transparente, responsabilidade na internet, não se tinha em mente de verdade essas interferências inaltênticas geradas por inteligência artificial. Então, na realidade, a gente tem dois projetos de lei aí, um que está caminhando rápido, outro que está meio parado, que é o chamado fake news. Mas que de alguma forma, poderiam trazer algum tipo de solução para o que a gente está falando hoje da internet morta, a internet não mais como espaço da liberdade, mas a internet como um lugar privatizado, o robôs, ovoado por um boi. Eu tenho ficado muito discrante com as iniciativas de regulação de tecnologia, porque é difícil ter a regulação, enquanto ela sai, ela não tem efetividade necessária. Então, que dizer, sobre vários aspectos, vários dos problemas que a gente está discutindo aqui, já poderiam estar sendo encaminhados, estar sendo resolvido, se a gente vai aplicando a LGPD, se a gente já está aplicando pódigo de defesa do consumidor exate. De uma série de obrigações, mas é como se a gente desconsiderasse por completo. Então, se a gente for parar para pensar, do ponto de vista de um pacote regulatório, vamos lá, vem marco-seville de "ah, vem também uma lei para regular o fluxo em forma de sala na internet", são regulações importantes necessárias. Talvez sim, mas a grande questão é, a gente já tem tanto que pode ser feito com regulações que já existem, e mesmo assim, a gente não está conseguindo. Aí daqui a pouco vem mais regulação, a gente começa a bater cabeça, o que é que é da NPD, o que é que é, eventualmente, da autoridade, responsável pela IAAA, o que é que é do consumidor. Enfim, eu acho que está faltando compreensão e coragem para assumir esses problemas, como realmente graves e para se pensar efetivamente nas soluções. E eu volto um ponto, eu acho que a gente tem muito a fazer com o que nós existe. Só a gente lembra, a gente estava falando hoje, a gente recebe publicidade, a gente não sabe o que é publicidade. Algo maneféis, a gente encontrava o CDC, qual a defesa do consumidor. É óbvio, a regra claro, o consumidor precisa saber como a publicidade é publicidade. A pergunta é por que você é replicável? A própria ideia que é muito cara você é do dever de cuidar de das plataformas. Exatamente. E tantas outras questões, de vez de cuidar do Boa Féu Objetiva, os principais deveres laterais que decorrem da Boa Féu Objetiva em qualquer tipo de contrato, mesmo um contrato simétrico, quanto mais um contrato simétrico com eu de consumo. Aí você tem que você descer que diz que nenhum contrato de consumo pode colocar o consumidor em uma desvantagem exagerada e tantas outras regras. Então é sempre exluído de achar que a gente precisa avançar em pautas de regulatórias. Eu me preocupo muito com a eficácia disso, principalmente quando a gente verifica um espécie de innação generalizado. Não sei se é um otimismo das pessoas, de acharem que está tudo muito bem, não ver os riscos, eu não sei se decorre também muitas vezes dessa mentalidade, desse mais disser que é difundido pelas plataformas como se toda a regulação que já existe não se aplicacia a elas. Também é um obstáculo a isso, uma falta, às vezes, de iniciativa das autoridades competentes, certa coragem institucional. E do ponto de vista dos usuários, desse sistema de todos, uma certa de duas ou um sentimento de que não adianta lutar contra que as forças já venceram e que é o que se apresenta e estamos todos no mesmo barco, ou realmente uma absoluta seguira em relação aos males. Ou a gente está entregando os pontos e falando muito difícil lutar contra, ou então é uma absoluta ignorância em relação aos efeitos. Qualquer balíguenos. Mas agora, mais uma vez, eu vou defender o consumidor. A gente sabe disso, essa dimensão de proteção, ela precisa se dar coletivamente o consumidor sozinho não tem como estar contra isso. Ainda que ele seja fado, ainda que ele tem condições, ou de fato a sociedade se mobiliza, a NPD, órgãos de defesa do consumidor, o homem insere público. Enfim, ou se se mobiliza para uma defesa coletiva desses direitos, ou realmente será enviável. Mas então a internet está morta? Não, mas está com riscos de morrer. Ou pelo menos morrer em termos dessa vivacidade que caracterizou talvez a sua origem, que caracterizou seus primeiros anos de funcionamento. E durante muito tempo, a internet não foi incompatível com o nosso livre-herbitrio, ela não foi incompatível com uma série de valores fundamentais pelos quais a gente vem lutando há muito tempo. E pode acontecer que morta ou não ou viva por meio de zumbi e etc. Muito obrigada por ouvir o direito digital, compartilhe esse episódio com seus amigos e familiares no WhatsApp, no Facebook e no Instagram. Você também pode ouvir nossos episódios nas plataformas de streaming ou no site www.podcastdatedigital.com.br. Muito obrigada até a próxima!
Podcast Summary
Key Points:
A "Teoria da Internet Morta" sugere que a web foi tomada por bots e IAs, com quase 50% do tráfego atual gerado por robôs e 99% do conteúdo futuro previsto para ser artificial.
A internet perdeu sua autenticidade original, passando de um espaço de conexão humana para uma arena onde máquinas interagem entre si, muitas vezes manipulando debates e espalhando desinformação.
A falta de transparência é crítica
A curadoria humana de informações foi substituída por algoritmos que priorizam engajamento, degradando a qualidade do conteúdo e invertendo hierarquias (ex.: opiniões leigas ganhando peso igual às científicas).
A transparência sozinha não resolve o problema, pois as IAs exploram vulnerabilidades humanas, conhecendo os usuários melhor que eles mesmos, o que exige regulação mais profunda.
Summary:
A "Teoria da Internet Morta" argumenta que a web original, baseada em conexões humanas autênticas, foi gradualmente substituída por um ecossistema dominado por bots e inteligências artificiais. Dados alarmantes mostram que quase metade do tráfego online já é gerado por robôs, e estima-se que 99% do conteúdo futuro será artificial. Essa transformação não apenas artificializa o debate público, mas também permite manipulação em massa, como perfis falsos em aplicativos de relacionamento ou chatbots que exploram vulnerabilidades emocionais.
A internet perdeu sua espontaneidade e tornou-se um espaço onde máquinas falam com máquinas, enquanto os humanos ficam passivos. A curadoria de informações, antes feita por editores humanos, foi substituída por algoritmos que priorizam engajamento, gerando desinformação e degradação da qualidade. A transparência sobre interações com IAs é essencial, mas insuficiente, pois as máquinas podem conhecer os usuários melhor que eles mesmos, ampliando riscos de manipulação digital.
O episódio conclui que, embora a internet não esteja "morta", ela mudou drasticamente, exigindo uma regulação ética que vá além da simples informação, para proteger a autenticidade e a autonomia humana nesse novo cenário digital.
FAQs
É a ideia de que a internet que conhecíamos, feita por humanos para humanos, morreu e foi substituída por um ambiente dominado por bots, inteligências artificiais e conteúdo gerado por máquinas, que manipulam o fluxo de informação.
Quase 50% do tráfego na internet já é gerado por robôs, muitos deles criados para manipular debates e espalhar desinformação.
Estima-se que 99% do conteúdo postado na internet em cinco anos será gerado por inteligência artificial.
A teoria sugere que as interações online estão se tornando menos autênticas, pois máquinas falam com máquinas, e os humanos perdem a espontaneidade e a capacidade de distinguir entre conteúdo humano e artificial.
A transparência é fundamental para que os seres humanos saibam quando estão interagindo com máquinas, mas sozinha não resolve todos os problemas, pois as pessoas podem ainda ser manipuladas emocionalmente.
A internet passou de um espaço libertário de conexão humana para um ambiente dominado por algoritmos, plataformas e conteúdo artificial, perdendo sua espontaneidade e autenticidade.
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