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Ep. 4 - Dona Zilda e o Saber de Esquiva

52m 46s

Ep. 4 - Dona Zilda e o Saber de Esquiva

O quarto episódio do podcast "O Luto e a Luta" mergulha na história de Zilda Maria de Paula, mãe de Fernando Luiz de Paula, morto na Chacina de Osasco e Barueri em 2015. Zilda, figura central da Associação 13 de Agosto, é descrita como uma líder que oferece apoio contínuo a outras famílias enlutadas, como Antônia, mãe de outra vítima. Sua vida é marcada por adversidades: nascida em 1952, foi adotada e criada por uma mãe que trabalhava como doméstica, mudando-se constantemente entre bairros de São Paulo. Zilda cresceu em condições precárias, muitas vezes confinada a garagens e quartinhos, sem acesso às áreas nobres das casas dos patrões. Apesar disso, desenvolveu uma forte conexão com a comunidade, especialmente com pessoas em situação similar. Sua história ilustra as lutas da classe trabalhadora paulistana e a resiliência diante da perda e da injustiça. O episódio também explora sua infância, marcada por amizades, a influência da cultura jovem (como a Jovem Guarda) e a constante mobilidade, que a levou a enfrentar a vida nas ruas. A voz de Zilda, capturada em entrevistas do Lazentek, revela uma trajetória de superação e dedicação à causa das vítimas, tornando-a uma figura emblemática de luto e luta.

Transcription

7392 Words, 39331 Characters

Portuguese
O podcast que você ouve agora é uma produção da Centra ou III. [MÚSICA] [MÚSICA] Eu não sabia. É tudo pra mim, né? Foi uma criança que luteca, tinha os quatro abortos antes dele, quase que depois. Eu só queria ele só, eu queria um filho só, depois de separar o pai dele, e eu sempre pensava assim que um filho só dá pra gente criar porque ter dois trascidos pra um, um da pra outro ficar difícil. E eu fui andando, era minha, era tudo pra mim, era meu estêgio, era tudo. Eu tava sempre ali, né? Eu que brigava com ele. Sempre me respeitou, respeitei ele, tudo. E a sensância foi, a única coca de grupos fez que não deixou bom legado. É muita gente, bem falar até hoje, tem muito amigos dele que eu nem conhecia, bem falar comigo. E é isso, nem eu imaginava, que imaginei no dia do interro que tinha muita gente lá, muito verde pra lá comigo. Vê lá, eu quero um conhecido normal, mas não é assim. E até hoje, quando eu sai assim, parece um menino. Ai, a mãe de uma música, a polídea de uma música. A mãe de uma música. Que eu conhecia mais é o pessoal da que dá redondeza, né? Mas, e também ele, ele me dou bola, ele foi colher do bola mais um daqui, também tem isso, né? E foram os amigos do quartel, né? Consoliu muito amizade, graças a Deus, né? E eu sei que ele gostava muito de criança, que as crianças aqui gostavam dele. Masquete, ele não tem até um vaso aí que ele fazia a sexta, tem a bola de masquete dele ali. Mas ele gostava de que tu tinha bola, mas o fraco dele mesmo é assim que ela fazquete, ele chegou a treinar lá no quarto, ele ficou te nem tom, né? Eu feio da minha patruma, era de uma academia lá e o Ruí era de Uiz, das Olimpíadas de Basquete Caderantes, né? É, muito bonito isso. E ele que sentiu confirmando. Mas eu garbalquete. E é que eles diz que o Azida, era seu operando da estaba de música também. O que ele ouvi? O Zé Capagode, comecei gostado do Zé Capacado Fernão, eu não curti a mão. A racionais é um monte aqui, que eu comprou o Pucado Fernão, mas tudo eu comprou, né? Eu não gostava, mas eu sei que tinha bola. Você está aí com o Corro do Racionais. Eu dei uns racionais, mas eu tenho um que, antes mesmo deu, o Racionais faz muito sucesso aqui. E aquele que. Ai, aquele que. Ai, tem aí os. São vixões que é a mãe. Ai, eu tenho ele aqui. Que é mais uma mãe que chora, que sei o que, e eu não que imaginei que ia ser uma nessas vezes. Essa que você acabou de ouvir é Zilda Maria de Paula, mãe do Fernando Luiz de Paula, morto aos 35 anos no Bardo Juvenal, durante a Chacina de Osás que Barueri em 13 de agosto de 2015. Você já conhece a voz dela desde o nosso primeiro episódio. E você também ouviu nesse trecho e ouvirá ao longo desse e do próximo episódio, as vozes das pesquisadoras Juana Barros, Gabriel adebiade e Lucia Suares, que realizaram uma série de entrevistas com Dona Zilda no âmbito das pesquisas do Lazentek, o laboratório de análise insegurança internacional e tecnologias de monitoramento da Unifesp Osásco. Nos dois primeiros episódios do Podcast, o luto e a luta vimos como ocorreu a Chacina de Osás que Barueri, sua motivação como foram os ataques e a repercussão miliática. No luto na episódio, fizemos um mergulho no passado para conhecer e entender a própria história das polícias brasileiras e dos massacres policiais ou correros em São Paulo. Nesse quarto episódio, vamos conhecer a história de vida de Dona Zilda Maria de Paula, a principal figura por trás da associação 13 de agosto, que reúne amigos e familiares das vítimas da Chacina. A autômodo foram mais de 10 horas de conversas gravadas pelo Lazentek em que Zilda Maria de Paula contou detalhes da sua história de vida e há uma série de razões para conhecermos a história. A primeira delas é exposta por Antônio Alúsa Gomes da Silva de 58 anos. Mãe de Jair Tom Vieira da Silva, outro homem executado durante a Chacina de Osásco Barueri, 10 anos atrás, deixando a mãe, avó e três filhos. Volvendo num papel em nada por a gente. E psicológico, ilinado, eu que corretaria de psiquiatra e posto para me passar para o meu neto passar. Psiquolos, corro atrás do que tem que correr, porque eles nunca chegaram para falar "olha vocês não precisam disso, não precisam dar que ele não ganhe". Ninguém nunca veio. Quem faz das coisas, eu agradeço muito a Zilda, viu? A Zilda ajuda bastante, quando ela consegue se estar básica na chama que iria buscar, quando ela conseguir alguma reponsada, se ela usar ela separa para meus netos. Eu vou buscar, então a senhora de Zilda tem sido uma companheirona e tanto mesmo. E fora que ela que corre a tarde tudo. Em resumo, Zilda é quem puxa a sociação 13 de agosto ao longo desses 10 anos. E suas atividades vão muito além das presenças nos tribunais e dos protestos realizados a-noalmente em memória das vítimas da Chacina. É uma presença diária, cotidiana, de acolhimento e ajuda mutua. O carinho com o que Antônio e outras mães se refere a Zilda fala por si só. Um outra razão pela qual derremos conhecer a história de Zilda Maria de Paula é que falando de uma trajetora que, se tivesse no cinema, certamente seria um candidato a trazer o lógico para o Brasil. A vida de Zilda, com todas as suas mudanças de barrios até chegar aos áscoos e cada episódio vivido, ao longo da sua vida, faz um paralelo com a proposta da espiritualidade de São Paulo e da sua classe trabalhadora da segunda metade do século 20 para cá. Gabriela de Biad fala a seguir. A vida das Zilda são várias vidas, é impressionante. Ela já viveu de tudo. E nessas várias vidas ela passa por diferentes espaços, né. E vai narrando como que era e como que está agora. Esse é o podcast "O Luto e Aluta", os dez anos da chacina de Osásco e Barueri, uma produção da ponte jornalismo, da central 3, da associação 13 de agosto e do Lazentek Unifesp. Eu sou Rafael Sães, jornalista ligado a Lazentek e um dos roteiristas e apresentadores dessa série documental em podcast. Eu sou o Gil Luiz Mendes, repórter da ponte jornalismo e apresentador na central 3. Sejam todas todos e todos bem-vindos, em um aviso antes de continuarmos. Esse episódio nas racenas de violência, covardia e dor continuada. Recomendamos que pessoas sensíveis a esse tema que possam ter gatilhos nesse sentido não ouçam por de cast. Donasio da Maria de Paula nasceu em 1952, ou melhor, surgiu, conforme ela própria, frizou entrevista aos pesquisadores do Lazentek. Ela não sabe exatamente quem são seus pais biológicos. E o máximo de informação que tem sobre eles é que Josef Francisco de Paula, seu pai, morava num cafésal com a mãe biológica que entregou. Ainda nos anos 50, a família que acriou, registrada com o sobrenome de seu José Francisco, ela não sabe precisar o ano e a idade que tinha quando foi adotada. Deve ter ali entre 3 ou 4 anos, mas não se lembra. A história de que sua mãe chegou a casa da família que adotaria com a pequena zilda. E o irmão biológico Luizinho, um pouco mais velho que ela, foi ouvida de uma prima de criação que estava presente e já tinha lá seus 12 anos. Segundo o relato, a mãe apareceu, disse que saíria para comprar uma lata de talco e levou o menino consigo. Não voltou. E lá se vão cerca de 7 décadas, zilda até 73 anos. Aulas de 3, 5 dias, 5 dias, duros deulas de 3 dias. em Teque, Zilda fala muito de sua mãe. Ela tinha raízes no barro da Brasilânia, mas vivia entre perdidas e Pompeia como empregada doméstica, morando na cada dos patrões. Seu nome era inácia Helena Nunes e segundo Zilda nos conta, tinha um gênio muito, muito forte. Zilda lembra de alguns personagens da sua infância naquele barro que ainda era muito diferente do que conhecemos hoje? Eu com a minha mãe conta e tinha um pessoal lá que também, que eu cresci muito ali no sumarei também, e tinha um pessoal conhecido a gente e tinha uma senhora, eu não quis pensar, o apelidélio era uma Maria Fumassa, era uma baixinha também. E eu lembro, a minha mãe contava, não sei se era quiserem, o meu corpo inteiro era a gente pulou essas coisas e essa era a Maria Fumassa, era bezendera. E até grande eu conheci ela. Ela tinha aquela zamparina que tinha aquelas velinhas, tipo, florzinha, né? E diz que ela que me culou. A infância dela foi principalmente na Pompeia, perdízes, nas frestas desses bairros, né? Mas sempre teve um vínculo com a Brasilândia, onde tinha família. Era a família da mãe dela, a mulher que acriou. Zilda cresceu em perdízes e na Pompeia porque morava junto com a mãe nas casas das famílias, pras quais a mãe trabalhava. E aí, entre o primeiro ponto da história dela, que vai discutir realidades mais amplas, como a ideia da casa de família, que também vai surgir em alguns momentos na fala dela como casa de branco. Além de toda a relação que ela tem com a mãe dela, terão também essas outras famílias. Muitas vezes morando na garagem, num quartinho. Uma coisa muito marcada na fala dela é sobre como ela não podia entrar na casa dos patrões da mãe dela. Mas que de certa idade, ela também já trabalhava junto e ajudava a mãe. Sou uma coisa muito escravagista, não tem outro jeito de olhar para isso. Ela fala que a mãe dela tinha uma vida sigana, não tinha onde se firmar, se fixar, e ficava mudando conforme as famílias se mudavam ou não podiam mais pagar, ia para outra casa, obrigava, tinha algum problema, ia para outra casa. Então ficava sempre nessa dependência das casas de família para poder dizer ali. Mas o meu vínculo era com pé, eu sou maré, tudo é aquela idade. Não estava por além todo. Inclusive eu ia na missa, nossa rede fátima ali, e aí minha mãe conheceu uma família, ainda não estava na escola, não. Eu acho que foi de. Ah não sei, eu não lembro muito assim, porque a minha vida tem sigana, não é? Então não tem. Se só recorde os lugares que você comar, e os outros é enormes assim. Aí ela conheceu, eu lembro dessa família ali na cortocha, a minha minha mãe estava do negreita. E era uma família grande, então ela tinha, era tudo médico. E a filha dela, ela se amava noisa, ela era direitora do HC. Então a minha mãe morava lá, era uma garagem que a gente ficava, então ali tinha jornal, tinha tudo, e eu lembro que eu tive aquela coqueluxe, só tem até um brinho. E os cara, olha como você vê, porque você vai pondasco aí, eles jogavam remédio, eles não dava assim, que era a vinheta. Eu lembro até um frasco assim, para meio que você aldeleia. Eu vou chegar perto de você, é isso? Não sei, eu não entendi também. Eu lembro que eu estava ali na garagem, a minha mãe trabalhou para lá, né? Porque meu filho já teve outra sorte, eu não entava. Você não podia escrar nas casas. Então eu ficaram na garagem onde que não é dormia, minha mãe cuidou e acuidava. Zilda lembra de uma pão pé diferente, dos tempos dos curtiços que existiam nos cantos do bairro, onde hoje é condomínios, avenidas modernas e arranhacelos. Havia o cinema na rota-cuna próximo a fomso-bovero, mesmo a esquina onde morava sua amiga Maria do Carmo, queria de espanhol. A esquina onde talvez tenha vivido no momento de mais breve calmaria da sua infância e talvez da vida. E assim foi, aí eu lembro que a primeira escola que eu entrei foi na Portugal ali no Smaire. Aí a minha faça eu passei ali, a primeira escola eu entrei e com minha mãe no parava saí dessa escola. É, minha mãe era tipo dar o ir, né? Acho que tinha que ter que ter que ter que ir a casa, mudava de serviço, tinha um gêno desgraçado também, né? Esse movimento da mãe e dos familiares de Zilda reflete a própria migração urbana Paulistana. Seus tios, por exemplo, saíram pequenos dos curtiços e favelinhas presentes ali nas baixadas de onde hoje está a rua Vanderlei, perdises, para serem nas palavras de Zilda, pioneros na Brasilândia. Foram morar na avenida principal e há poucos metros do ponto final do ônibus que começou a circular no início dos anos 60. Sua mãe, por outro lado, terminou dest territorializada e compôs a enorme massa de trabalhadoras domésticas que habitavam as propriedades dos patrões. Para além do já citado Luizinho de quem nunca mais teve notícias, Zilda tinha um irmão nouvilos mais velhos já falecido com quem conviveu. Segundo ela, Eduardo era do mundo, nunca morou de fato com a família, só vou não tentar ter frustrado aqui o correria mais adiante. Eduardo, conhecido como café na região da Pompeia, trabalhou muitos anos numa lavanderia e no açougo do bairro. Dur menos empregos, o alugava corso de pensão. O pedaço do meu amor ali no seu maré, e ali, inclusive, o aplíduo era café. Tem a fôsbovero, tem a pilar caís e ali era cafézá-la. Depois tem aquelas baçadas, tem as moção de caib morou com ele. E o irmão praticamente, ele tinha os abonezes, ele começou a trabalhar nessa lavanderia, acho que até hoje tem a lavanderia. Não dá valor com o pessoal do sumaré, eu lembro que a minha mãe, com o derecha de balão, ficou atopilhocupada, porque. "Ah, é como menino." "Douart Souminha." "Douart Souminha." Eu sei que o doart Souminha, a minha mãe preocupada, esse menino no mundo, esse terreiro vai correr atrás de balão, de repente tem um poço, caro, poço. Eu lembro de estudar aí. Aí depois nesse intervalo, esse vai vem, esse vai vem, minha mãe saia, voltava para as casas de novo. E a dona Raqueta, eu lembro que ela mudou ali para a Tureaçu. Tem a Cador de Almeda, aquele pedaço de uma casas de jolanteiga, e eu sempre comi a minha mãe. Aí depois a gente foi morar ali na avenida Pão Péia, junto com o que embaixo tem a padrichico, é a outra menina federal, tem uma coisa assim, e na esquina era uma escola, e tem uma casa que essa casa até hoje. E eu não sei quem arrumou ali para a minha mãe. É nesse tempo. Já não tinha mais. Aí eu já estava grandinho. A dona Raqueta foi época que ainda não estava na escola, não lembro da data. Eu vou assim, aí ela arrumou esse serviço, mas antes disso elas tinham rodado o mundo. E a mãe eu dava muito. Ela trabalhava numa casalina caráibas, que a gente morava na garage também, e me deu, eu pensava "Mulhame, que rismo, Daniel Nisse, Daniel Nisse era assim, era aquela casas antiga, a caralagem não fumo, deve calar, a gente tem as casas antiga. Ainda tem algumas, tem. Aí eu ainda estava no parque, com três anos, lembro que ela me pôsia no parque, e eu que é vizinho do Miss Brone. Eu quero ir lá nesse parque, de um passeio em frente, né, as danas alguma caí. Zio da Teoria se lembra do uniforma de Flanela Marrom, que usava durante o Inverno no Jardim de Infância. A escola ficava na rua Diana, na quadra próxima ao estado do Palmeiras. Cada alumna não tinha um número, ela lembra como se fosse ontem. Não, era Marrom. Era Marrom. Era Marrom, era Marrom. Era Marrom, era vermelha, o short do termelo, da diminina tem elástico na perna e dos termina era short e camisete tinha branca, mas tudo com número. Tinha número aqui, né, era uma brusa, né. Mas não perder, né, né, né, é uma menina, né? Não é, né, é a pessoa. Quero ver se trocava, então já tinha um número. Era mil, mil quinhentos e quarenta e um, é mil quinhentos e quarenta e um mil. Para escadeiro. Eu percebo proprio a per cento, a per cento. Você gostava di um solo suite como a dorபi? - Esse foirei! Você Methue portal aqui na GRÜ Every street. - Então o seu que contradictiva mondia é que ele desculpe. 22 Outro arquivo se kontrapo. - Essação é muito boa. - göster na servers também como a doravaş é. Nossa gente silha você para bladesApplause. Então que uma dor shading ela bien? -低 - passou seu taken, sem 동안 alco Dotália! que que aconteceu depois com uma certidade você sai de parque? Você vai até pra esionar, não sei como que é hoje. Era materno, né? Vai entregar na escola, "Ah, minha mãe mudou de ser visto, foi papo, peguei lá, mas é coisa que eu tô de falar." A gays eu tava na escola. Essa casa eu sofri também. Era uma pensão. Eu lembro. Eu acho que já tava no segundo ano. A professora me ajudava, nunca esquece de ter uma professora de navio da. Semada de navio. Tá, ela é a treje de navio da eu. A navio de navio da Natel. É a treje de navio da Juntal. E hoje, eu conto de navio também. Aí. Essa professora me ajudava a mão. Ele levava a feia. Não é que eu pedia, não? Ela é o que você não é. Aí eu lembro que dessa casa. Essa casa eu não esqueci também. Era um caso ao desverio. A filha da da Prabalhava Mondeia, que era de uma beiti, tinha hoje em mim ele que era filha. Essa de uma beiti que era na etada de navio. Isso é uma esquió. E eu ficava. eu era um mouse quarto e minha mãe cozinhava lá pra vasô, pá. Ela pensou tudo. Eu lembro assim dessa pensão. parecemos se morrer. Eu viser que ela era bom. Tá. Na época, na nota de 50 com a ver, era minha bussa. Era que os éps me experimentar e foi bom. Pois. porque é muita gente. Aí eu fui arrumar. Eu tinha 10 anos. 10 anos? Então eu entrava na escola que eu era o lado do mundo da hora, 11 horas. 11 anos. Era assim que ainda tens. Tenho. Tenho. Então eu levantava cedo, minha mãe já ia cuidar da roupa, me tinha lá. Então eu não era. Ela se cosa de clientes, a manhã. Que coisa pesada. E eu amava os quarto e ele me pava banheiro. Eu lembro que um dia eu fui arrumar a camada, porque ele era uma amada camada. Ela se amava a nota de 50 cruzeiro. Eu fui variar 50 cruzeiro. No queado tinha 50 cruzeiro. E fui no banheiro, tinha 50 cruzeiro. Aí eu disse, mostrei para minha mãe, me estava muieva. Pava a todos. Meu mãe estava me experimentando. Só que não passou na cadeia de ninguém, que tinha mais. Sim. Gente lá, né? Mas eu acho que a forma ia sobrar para mim. Sim. Sim. Aí quando eu dava 10 eu era aí a pés escola. Asilda também fala dessa relação no bairro com as crianças. Mairro eram crianças brancas. Ela tinha amiguinhos e tudo, mas assim. Não ia nos bailinhos, nas festinhas das outras crianças. Era um vidas muito diferentes. Com quem ela mais interagia eram as pessoas que moravam no curtir sozinho ali. Onde vivia bem zadeira. A gente vê essa sensibilidade entre quem está meio nessas frestas de um bairro ilitizado de São Paulo. Eu lembro, Zona, em dia 2 da feria tinha a ferra. Na padisca. A padisca ainda não tem o vuleca. Ele era um curtirso, não era favela, né? Ali tinha até uma bica. Era favela, né? Que a gente tava lá o curtirso, né? Eu tinha amizade com aquele povo lá da favela. Eu correi, eu não fui criada assim. A primeira favela que eu moro mesmo aqui. Mas eu fazia amizade muito assurado com todo mundo. Não tinha lugar para ir, porque eu pontei a bairro. A bairro de garagem são desbrandinhos. Não tinha nem roupa para ir. Eu lembro que nessa casa eu ia comprar a padaria lá em cima. Tem a paramota em cima, que tava ali de baixo. Aí depois de um negócio, eu já me quadro lá que. Eu sou meu trigo, sou meu truco, você tinha que estar quatro horas da manhã, lá em cima na padaria. E o pão tinha desse tamanho tão rado, sabe? Mas eu ia comprar a pão. Eu ia comprar pão. E a pão fresco assim, né? Como é? Aí a donação nica pegava aquela camineta assim, né? E a donação, né, ela tava lá, né? Quando ela dava ela dava uma saco de molho. Cree. E essa minha madreia, que eles eram bem, e falar pra minha mãe, tá toda segunda a feira aí, e lá, ela pegava cinco milhares que souberado no mesmo, e pão que elas jocavam. E ela pão vem. E pão. Que é que pra criança, né? Mas é idiota isso, né? Porque eu como pão lá, ele. É como pão pão. Mas pra criança, era lucha. Manteiga nem pensar, leite nem pensar. E eu ia na feira que a mulher. Não tava lá, né? Só que justamente por estar nessa dependência das famílias nas quais a mãe trabalhava, eventualmente, ela vai ficando mais velha, e as famílias não querem mais aceitar sua presença. Aí que ela começa a andar pelo mundo, e conhece as amigas da rua, na porta do chá tru, da recor, onde tinham os shows da Jovenguarda. Ela tem toda essa fase, assim, doida pela Jovenguarda e da porta do chá tru, da recor. É muito divertido, ela contando, então, também acaba sendo um meio marco cultural. Mas que também vai falar sobre as dinâmicas de ocupação do espaço urbano. Ela não se lembra exatamente a idade, mas eu jutaria que ela devia ter uns 14, talvez 15 anos, quando caiu na rua. O Dr. Alicia devolgava e a do navore de era mular, era da nossa raça. Ela tinha 6, 5. Essa casa tá lá, em aquela casa antiga. Essa mulher, essa mulher, ela me deu, ela me marcou. Ela me marcou um. E tal, minha mãe sempre o tanque. Já veio, e eu sempre no manucasa. E tinha milinos da minha idade. Tá. Aí, mas aí vocês moravam nessa casa, moravam? Moravam? Moravam? Moravam nessa casa. E continuava aquilo, de me poder entrar na casa. Não, aí, a gente encontrava, porque era, a pessoa era da raça, né? Aí, já entrava o dano, e a mulher, o homem era devolgado, Dr. Alicia, foi muito bom só, ele que amou presentadoria para minha mãe, no fim, meu irmão que ela, vai embora, planta para o caralho. E aí, o que aconteceu? E minha mãe, com o gel, eu forte, não sei o quê. E o homem, a mãe passava em mão, o gel, o homem. Sim. E eu falava que era o Espírito que pegava dinheiro. Onde ele guardava, ele era minha mãe. Cheia lá, e tira. O que que aconteceu? Ele começou a deixar o dinheiro com minha mãe. E aí? Criou o quê? Uma confusa, mano. Ah, ele tá na abria. É. Ela não falava nada. Eu lembro, eu tinha 12 para 13 anos. Minina. Ela estava com a pericolça que a minha mãe não sei, o quê? E não tinha desculpa. O quê que saem mulher, como? Eu lembro com a pessoa. Eu tinha 12 para 13 anos. Foi aí que começou minha gruta de eu viver sozinho. Ela me acusou, que tinha robado 13 e cozê-lo. Não. Não. Não. Não, eu não quis pensar me chamo de Maria. Não. Não. Mas para você pegou, falei, não. Lembro com os pães, eu saí uma desculpa. Não, porque Maria pegou, porque eu falei, mas eu ia fazer alguém com três acusê-lo. E ficou aquela discussão e minha mãe na área da arravia, vai saber que não tem a pegar. Olha, pôs que eu falo, se não eu roda de acusação, é grava. E você não sabe se defender hoje, eu sabia disso, se defender. Sim. A minha mãe que a minha mãe fez pegou eu na hora de tarde, com uma roupa, ela saiu. Bora. Pra onde eu não sei. Você quer saber para ganhar nases? Nossa. Eu não tinha morado lá, não conhecia nada, nem minha mãe. Era algo saber como eu tinha morado lá pela minha tia, eu não sabia nada. Dessema aquela pão pé. A toda em Ape, eu não vou pegar matulhas, eu passava o penha lá, para decemos no blais, pegamos o trem, eu nunca tinha nada de treta aí. - Ah, é? - Foi um bacana de se meu tio. E passava meu tio. - Pois é? Quem vai chegar em Guanaju? - Não, minha mãe era louca. - Só que o nome. - Não sabia nem o nome da rua. Aí, porque minha mãe chamava ele dita, o nome dele era Ricardo. O bom que nem aqui, se você vinha, sem destino, desse ano e pode final, você vai me acertar, porque você não conhece. Aí é seu macadinho, meu tio. Aí, ali foi, ali que assim que na pele. Preado o lecente, morando igual a nazis, logo após sair da Pompeia, Zilda trabalhou na zona ser realista, próximo ao mercado municipal levada por um parente. Era descreve como arrumava comida no fim das jornadas, e o cheiro de podre, que os armazens de batatas apresentavam depois das famosas enchentes paulistanas. Passou algum tempo, Zilda e sua mãe forem bora da cada desse tio em Guanazes. Elas não sabiam, mas a mudança também marcaria a separação entre mãe e filha. De volta a Pompeia e já a do lecente, Zilda trabalhou ao lado da mãe em algumas casas. Mas conforme crescendo sua presença, era cada vez menos aceita nas casas. Como consequência, rapidamente arrumaria os seus próprios empregos e com eles, os quartinhos do fundo dormirei. Zilda conta que passou por alguns empregos como empregada doméstica na região, já sem a companhia da mãe antes de cair na rua. Ela se lembra da sua primeira noite ao relento, na frente da igreja do Rosário, na avenida Pompeia, a mesma que frequentou anos antes com a mãe. Chovia muito naquela madrugada e tudo que ela tinha era roupa do corpo. E aí, me anda, mas. E eu e Deus pegar aquela consolação de ser saindo por uma talidade, bem bom. Mas aí? Por que eu saí dessa casa? Porque tinha dois milhênios? Um milhinho mais hélico, calma. Batea na mãe, ele tinha um seis, sete anos. Até quando passa a bata, não lembre-se de uma mecana. Ele batea na mãe. Ele chamava margos e tinha uma mulher que o irmão era paulinho. Eu tinha. Tava nessa fase 12, 13, 14 por aí. E eu lava na carro. Ela estava na carro. Tudo, só não cozinha, ela cozinha, ela moia do interior, caipira. E caso o peceôme, que era dormido depois de gasolina, a vida aglabancas, a pesada, a vizãe. Era um senso. E o filho, nosso um dia, ele viu. A senso ele era. Eu não sei que ela estava com uma mulher. Mas eu sou esse madrugada. Meu moleque me bateu também. Aí, ela mandava logo a seu vizã, que eu brincava com o seminero. Desse. Nossa. Pois que hoje eu não engolio muito só. Ah, minha, ela teve um dia. Tava lá no partinho, lá passando um rupio, um moleque me atentou. Eu me supe, para, mar. E eu peguei uma vassoura. Despeiro. Eu não batia no moleque. Eu fiz assim caindo na cabeça. O moleque. O moleque. Ah, ah! Ah! Ah! A mulher veio e tem batendo o marco. Eu falei, eu não batia. Só peguei a vassoura para espantar. Aí, pra ela, tinha batido lógico. O escano. Vai embora. Eu sou babá, ainda tem que apoiar. Seja apanha, saquei o apanho também. Aí, porque eu não respondia. Aí, quando tinha oportunidade, eu só estava limbalando e eu passei. Foi aí que aí eu comecei. Foi aí que começava em turla da rua. Aí comecei para recorrer. Aí, lá, tinha umas meninas lá, juntando, tinha um bicho lá, um neto, um neto trabalhava na casa Maria da Severo, que é a Maria da Murabalina Augusta. Se eu começo da laxico, né? Ela trabalhava na tia escolhinha do Goliath. Sim. Na recorra. E ali, a gente foi fazendo um misão, a missão, a missão, a tua mesma laia, a tua mesma acauia, que aí na rua. E esses domianos? Quero tanta minha roupa não seria. Não sei. Não sei. E aí, o que que eu conhecia? Tinha uma escolhada. E via do serviço trabalhando. E aquele tempo, os apartamentos era mais legal. O agenda domia no seu recebê-las. Tinha a zeeladora que era camarada. Deixava uma, se eu entrar. Eu estava tomado a d'oeira da família, a gravar roupa. Era uma troca. Quem estava trabalhando ajudava a outra. E eu lembro que eu fui no mar. Esses fazinhos se rodizam. Quem estava na rua, se virava no trabalho da hora. E uma vez que eu estava. Como é o nome? Você lembra os nomes, né? Eu lembro, lembro de elas todas. Mas eu dava conta de todas aquelas estratégias de sobrevivência que bolava junto com as amigas. Se uma ia trabalhar, levar as outras para tomar banho no banho de empregada. Ou usar voquartinho para dormir um pouco, tomar um café, coisas assim. Que mostram extrema precariedade, mas também muita parceria. Não há uma época que ela lembra com ressentimento. Tem essa coisa da liberdade, da idade, das amizades e de uma juventude mesmo, né? De não ter tantas preocupações com o dia de amanhã. Joana Barros. Veja como as formas de camaradagem entre as várias empregadas domésticas para tomar banho. Porque elas viviam na rua para se alimentar para dormir no gacante, no dia frio, ou seja, essa dinâmica é um saber. E é um saber de esquiva. Desquiva dessa lógica violenta e excluidente. Um saber que surge de baixo e mesmo muitas vezes sem se dar conta disso é um saber contra o Estado. E assim começou a juventude para a coça e desil da Maria de Paula nessas ida-sivinas da rua e das cadas de eventuais patroas. Ela conta que aos 15 ou 16 anos frequentava a porta do Teatro Recó, ainda nos anos 60 durante o auge da jovem guarda. Nunca entrará a persistida plateia, ficava mesmo na rua. Era mais divertido para saber se chegar, você conversar com os artistas, pedir autólogo, te artesar que era mal criado, não queria. E a gente não está nem aí, negocia. Roberto Carlos, me arcaras. Você não tem guarda de arcaga, aquela coidador de sente. Você gostava das músicas? Nossa, eu tenho um rolão. Você gosta do Rei até hoje? Não, eu tenho. Eu só começo no gosto do Roberto de hoje. Eu tenho um rolão de arcaga. Mas eu tenho um monte de cede dele. Você não tem guarda de cede? Eu tenho um tremendão. Você gostava também? Eu tenho um rolão de cede dele. Eu gostava. Eu gostava de o rolão de oi do Roberto. Isso foi no arrojimento das algunas, né? Aí a gente fazia o quê? Quando não tinha no da padrônia, a gente dormia. Tinha um senhor do canal, sei que essas coisas, aí vinha surindo de papai, você dormia na cabeça. Lembro que o programa costava 2.0, 3.0. Eles falaram em lugar. A gente comprava, em interesse, elas assiniam do papai passada, mas comprava em grécia e danou pra ela. E elas davam um cruzeiro pra nós. O que a gente fazia? Tinha um baralho de na matiaza, ela era da duma honra. Quando o dinheiro estava mais, se tomava um pingado e uma pão com manteiga. Quando estava mais era uma coxinha. Opa! Quando estava mais era uma fanta, que era a época da fantasia saída. Quando você tinha mais, até hoje eu gosto. Seiia na pachelaria Boutinho. Que é a minibreça. Que a pitsa ficou. Ah, aí era um homosse, e eu estava garantida. Essa época começou a ditar dura. Da vandoira era preciso, quando ela estava nessa de matar ela. E nessa época, a bísta pegando. Tinha censura na pó. Eu conheci o senhor da censura, mas aí eu não estava por dentro, com ditadura começou hoje, né? Sim. Estava entendendo. E tinha censura da censura e um porteiro não gostava da gente, porque a gente era maluqueira. Sim, eu ficava com as meninas. Mas a gente não plantava, não batia ninguém. A gente era. Era de porta, porta de TV. É bem diferente que a gente chega de carro, né? Sim. Numa das passagens mais interessantes das gravações desildas sobre essa fase de sua vida, ela conta como conhecer uma série de artistas e como um famoso delegado da ditadura. Serge o Paranho Flouri, chamado por ela e suas amigas, como delegado dos olhos azuis, aparece na história junto com a famosa instituição da carteirada. Mas ele é descrescendo, não é descrescendo, ele deixa a gente ir atrás, 6, 9. E eu acho que eu tenho umas de guarda tão que todo mundo vai caminhar cara, não sei. E tinha esse senhor de senso, da senso, de um cabelo de bão. Ele foi caminhar cara. E quem é a peitão, por ter, a peita? Aí começou a ser simple lá, o deio que não tinha o time, já morreu, não gosto, me admitido. Ah, ele não falou, não parava, pra falar. Não, não. Na época, ele apareceu cantando grito que era música, na hora era. Sim, sim. E ele apareceu e eu por correr a baça aí, ele fez assim. Ah, agora que ele fez assim, sempre tem umas meninas que é mais valentes, tinha a única valdete. Só para usar a barra, a armana, ela dizia na perna da mesma. Se eu nego, metido, sem visita, acusando Roberto Carlos, por cima dele. Até ele fez, até ele falou que brigou a rumoação, eu não sei, acho que foi isso daí. Saiu até na revista, mas é. Nisso, que as minhas todas escutidas, saiu caitão. Aí, aí eu cria, caitão tava cantando alegria, alegria, tem aquele conjunto que a gente malve de Cristo, que era. Quando saiu caitão, eu corro lá e caitando minha. Caitão é. "Ah, ele sempre continua assim, é um duce." Por aí, tinha a sonha, a anana, a valdete, elas eram mais elas, mas já era tudo. Vodada, já mesmo. E nisso, que já começou, a viatura era rude, era preto e branca, a gente uma deconentiona. Aí tinha um larão e tinha o delegado do Zoy Azul, que é o freurinho. E depois que eu descobri que era. Quero, peiro. Mas eles andavam junto. E eles andavam na recó, eles andavam na recó, tem a feia surca, a recó era que não era louva, ela percebida. Porque agora eles iam e ficavam na recó, junto com. Não, assim, era a educa das brússias, da caças brússias, eles iam pra. Então, o que é a condicia? O larão ia, porque disse que era guardar a costa da van der Reis. Então, tinha o entrada, o boste dores, aqui tinha o teatro aqui, os dos artes central, do proiriche, e dá uma opressão. Sabe como assim, que é que a minha cura só é tábica? Não tinha medo que. Ele não me se ia conosco. Porque ele era a caçada brússia. E quem sou a da censura? O que fica a bala, então era a censura bala, aquela época, né? E eu já era o do Vandré, tinha uma milha que trabalhava, eu já era o do Vandré. Ele morava linogeálica. Mas a milha não era muito da nossa turma, mas quando parecia, tava lá. Era. O da era um bonito. É. Já era um bom dia. Aí, tudo bem. Um dia, só me ia ser gostado da cinta, porque isso tinha pegado o Jaramdo Vandré. A gente vai ficar fora também, se era o filho desse homem, era. Aí, quando a gente vê. A cara dele, menina, mesmo que você não deve ser. Ele vai tomar. Eu não vou falar com o Nungui. Também ele não dá. Só a cara dele já tinha participado. E eu flui. Ele veio fazer o templo da Zéna e a Caldeite, Valdeite. Era meu lado da nossa turma, já era. Era de maior, tá. E ele pegava o Valdeite, que ainda veio a turga. Aí a gente começou a pegar o que era, né? Vou que ela chegava. Quando ele chegava. Aí, Valdeite, ela tem negação só e a flu. Apesar de ter boa memória dos momentos festivos, Zilda também contou sobre as dificuldades com o frio e o medo de ser enviado, o juizado de menores, que faziam parte do seu cotidiano. Perguntada se também tem mil escuadrones da morte, disse que quando começaram a aparecer, ela já havia deixado as ruas, já estava mais velha, mas que sobe de execuções que fizeram na Brasilândia e na Zona Leste. Ela alia sobre esses episódios no Jornal da tarde, que seus patrões armazenavam na garagem. Zilda disse e reiterou durante as gravações que essa foi uma das melhores épicas da sua vida, e que foi acabando aos poucos. Segundo ela, foi indo, foi indo, foi acabando ao recor, e ela nunca mais voltou lá. Aquela loucura da juventude já estava passando e ela começou a desenvolver um senso de responsabilidade, digno de um pessoa adulta. Não tinha nem de os 8 anos, mas como a sestora já mostrou, Zilda é uma pessoa que teve de aprender a maturizar muito de pressa e sobre fazer isso como ninguém. Acho que é fundamental falar das mães e a voz e filhos e familiares nesse processo de memória, de pedido, de justiça, de responsabilização do Estado. Tem as mães, tem as avóspas, pensando aqui nas abuelas da praça de maio, da Argentina, de maio em São Paulo também. Maio é um mês duro pra muita gente, mas acho que tem uma importância fundamental daquilo que eu falava. O Estado seja na ditadura, seja nos períodos democráticos, produtos ou desaparecimento, não só do corpo, mas também do rastro do crime. E sem essas mães nem a memória e nem os processos o colocaria à vista. Se a gente se quer saberia por onde procurar. Então são elas que vão recompor, por exemplo, o caminho dos seus filhos. Foi morto dessa maneira, chegou no emélio desse jeito e assim por diante. São elas essas mães, essas vozes, que apontam de escrepanças que estão colocadas nos documentos forjados do Estado sobre esses crimes. E também são elas que não existem nunca que o Estado reconheça, que aquele menino não reagiu a nada, que ele não estava ali no baile, por exemplo. Então acho que tem um papel absolutamente fundamental execido desde os familiares de vítima, da ditadura, junto com as mães, com as familiares, com os amigos, que perderam seus nentes queridos, nesse templo democráticos. Todas essas pessoas ficaram continuando para por essas pessoas que foram assassinadas pelo Estado e são fundamentais nesse sentido de publicização dos crimes de não deixar essa pauta acabar, né, isso combí. E é fundamental também, do ponto de vista da universidade, da gente poder, a partir daqui, produzir outras narrativas sobre essas pessoas, sobre esses conjuntos de pessoas assassinadas. Então tem um conhecimento muito importante dessas figuras sobre o crime específico. Agora uma figura com o azio da tem um conhecimento impressionante sobre o Estado, sobre as violências de maneira de atuação do Estado e não apenas sobre a violência brutal do assassinato do filho, do próprio Fernando. Se a gente pensa que essa pessoa não é apenas uma vítima e reconhece um saber, uma maneira de existir na cidade de São Paulo e na sociedade como todo, que é de uma neja, de desvio, de esquiva dessa violência, impressionante. Esse que é a trajetória da vida é tão idade da si, o detão emblemático, né, porque ela passou por coisas que a despeito da morte do Fernando, isso é a coisa mais brutal que aconteceu na sua vida, ela foi marcada por esse confronto permanente com as formas de violência do Estado, ou seja, da economia e da sociedade de uma maneira geral também, né. É um saber de esquiva em relação ao Estado de coisas que é hostil contra ele, né. No próximo episódio, contaremos a segunda parte da vida de Donazil da Maria de Paula, a fase adulta, iniciada precocemente, em que ela decidiu lutar contra a falta de moradia, venceu e acabou encontrando uma série de outras batalhas para atravar. Neste momento ela já está meio que formando a própria família, né. Daí tem toda essa coisa com as escolas de estamba, que é muito legal também, desse momento da Brasilendia, ainda que está começando as escolas de estamba, está se formando a casa verde, rosas de ouro, e dela vai para os rosas e ia sair passista até. Mas é nesse momento que ela está se envolvendo com o pai do Fernando e ele corta, não deixa, ela tem toda uma relação violenta aí. Aí quando eu tinha essa confirmação, aí ela foi embora, aí eu fui lá na igreja, ele estava na rotinha dos amigos, se ele não foi Fernando, ele é pé, esse foi assim vem cá, vou lembrar ele para ele, foi do meio com quem, com o meio com o davero, ele pegou e foi um do Reino Escola, que se dizia que eu achou, né, não, só se eu meia ele de canto, né. da que um pouco lenteceu. Bárbios! Que foi que falei que interessa? Se queria que eu subesse, se há uma domia de escudos infrâneos. Você sabe que eu sou conhecida aqui também? O Fernando tem alguma infância melhor que a minha, né? O Fernando nunca soube que é fome, nunca morou em barra com o. para me apagar assim. Eu. fazia o Fernando ser um noezer. Fala, eu faz muito bem, para ler a defecção, fica. vai aprender coisa que eu não entro para mim. E ele é uma disciplina do homem. Tem isso a disciplina. A poio podê caixar o lute à luta. A partir de 9.90 por mês na orelha, você contribui com esse projeto. Acesse orelho.c/luto/aluta. Tonda renda desse podcast é revertida para a associação 13 de agosto, por meio da donasia da Maria de Paula, mando o Fernando Luiz de Paula, um dos executados em 13 de agosto de 2015. A asatividade da associação de manhas e familiares das vítimas da chacina de Osasco-Baroerí não se restrijam aos atos anuais ou as presença nos tribunais, mas são cotidianas e foco no apoio diário a essas famílias. Seu dinheiro provavelmente será gasto com comida, transporte e outras necessidades básicas. Esse é o podcast, o luto e a luta sobre os 10 anos da chacina de Osasco-Baroerí, uma produção da ponte-ornalismo da central 3, da associação 13 de agosto e do lasa intacto e niféspe. A apresentação é de Gilaus Mendes e Rafael Sons. O otero é de Rafael Sons. Esse episódio é baseado nos áudios das diversas sessões de entrevistas gravadas com Donasilda Maria de Paula, pelas pesquisadoras de oana-barros, Gabriel de Biade e Lucia Suares. Todas ligadas ao lasa intacto e niféspe. Acesse a ponte-ornalismo www.ponte.org para ter acesso a todas as referências desse episódio. A initada visual é de Lucas de Chárdson e Carlos Girardelli da SEPA Conteudo. No Mendes, fez a revisão deste roteiro, o tratamento dos áudios e a revisão final deste episódio. A edição é de Gilaus Mendes. Até o próximo episódio.

Podcast Summary

Key Points:

  1. O podcast "O Luto e a Luta" aborda os 10 anos da Chacina de Osasco e Barueri, ocorrida em 13 de agosto de 201
  2. O episódio foca na história de vida de Zilda Maria de Paula, mãe de uma vítima, que lidera a Associação 13 de Agosto, oferecendo apoio a familiares e amigos das vítimas.
  3. Zilda nasceu em 1952, foi adotada por uma família, mas não conhece seus pais biológicos. Sua infância foi marcada por mudanças constantes, vivendo em garagens e quartinhos das casas onde sua mãe trabalhava como empregada doméstica.
  4. A trajetória de Zilda reflete a migração urbana paulistana e as dificuldades da classe trabalhadora, incluindo discriminação e pobreza.
  5. O episódio destaca o papel de Zilda como acolhedora e mobilizadora, além de sua luta por justiça e memória das vítimas.

Summary:

O quarto episódio do podcast "O Luto e a Luta" mergulha na história de Zilda Maria de Paula, mãe de Fernando Luiz de Paula, morto na Chacina de Osasco e Barueri em 2015. Zilda, figura central da Associação 13 de Agosto, é descrita como uma líder que oferece apoio contínuo a outras famílias enlutadas, como Antônia, mãe de outra vítima. Sua vida é marcada por adversidades: nascida em 1952, foi adotada e criada por uma mãe que trabalhava como doméstica, mudando-se constantemente entre bairros de São Paulo.

Zilda cresceu em condições precárias, muitas vezes confinada a garagens e quartinhos, sem acesso às áreas nobres das casas dos patrões. Apesar disso, desenvolveu uma forte conexão com a comunidade, especialmente com pessoas em situação similar. Sua história ilustra as lutas da classe trabalhadora paulistana e a resiliência diante da perda e da injustiça.

O episódio também explora sua infância, marcada por amizades, a influência da cultura jovem (como a Jovem Guarda) e a constante mobilidade, que a levou a enfrentar a vida nas ruas. A voz de Zilda, capturada em entrevistas do Lazentek, revela uma trajetória de superação e dedicação à causa das vítimas, tornando-a uma figura emblemática de luto e luta.

FAQs

Zilda Maria de Paula é a mãe de Fernando Luiz de Paula, uma das vítimas da Chacina de Osasco e Barueri, ocorrida em 13 de agosto de 2015. Ela é a principal figura por trás da Associação 13 de Agosto, que apoia famílias e amigos das vítimas.

É uma associação fundada por Zilda Maria de Paula e outros familiares e amigos das vítimas da Chacina de Osasco e Barueri. Ela oferece acolhimento, ajuda mútua e luta por justiça, incluindo presença em tribunais e protestos anuais.

Zilda foi adotada ainda criança e cresceu em bairros como Perdizes e Pompeia, morando com a mãe adotiva, que trabalhava como empregada doméstica. Ela frequentemente vivia em garagens ou quartinhos das casas dos patrões, e teve uma vida nômade, mudando conforme o trabalho da mãe.

Foi um massacre policial ocorrido em 13 de agosto de 2015, no qual várias pessoas foram executadas, incluindo Fernando Luiz de Paula, filho de Zilda. O evento teve grande repercussão e motivou a criação da Associação 13 de Agosto.

Ela oferece apoio emocional, prático e jurídico, como buscar cestas básicas e auxiliar com questões psicológicas e psiquiátricas. É descrita como uma figura central que corre atrás de tudo e acolhe outras mães e familiares das vítimas.

É uma série documental que aborda os dez anos da Chacina de Osasco e Barueri, produzida pela Ponte Jornalismo, Central 3, Associação 13 de Agosto e LaZentek Unifesp. O quarto episódio foca na história de vida de Zilda Maria de Paula.

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