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Enfermagem sob ataque — Profissionais relatam agressões físicas e verbais no exercício da profissão em SC

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Enfermagem sob ataque — Profissionais relatam agressões físicas e verbais no exercício da profissão em SC

A transcrição aborda a grave situação de violência contra enfermeiros em Santa Catarina, com relatos de agressões verbais e físicas em hospitais e serviços como o SAMU. Um projeto de lei federal aumenta penas para esses crimes, mas especialistas destacam a necessidade de prevenção por meio de educação, suporte psicológico e dados concretos. Estudos mostram que a maioria dos profissionais já sofreu agressões, com aumento pós-pandemia. As mulheres, maioria na profissão, são as mais afetadas, especialmente em emergências e pediatria, onde a ansiedade dos familiares é maior. As consequências psicológicas incluem ansiedade, depressão e burnout, comprometendo a qualidade do trabalho. Medidas de segurança envolvem vigilantes, polícia e treinamento para evitar riscos, como no SAMU, que atua em "zonas mornas". Canais de denúncia, como observatórios, são fundamentais, mas ainda insuficientes. Apesar dos desafios, a enfermagem continua sendo uma profissão de propósito, com profissionais que amam seu trabalho e buscam apoio para exercê-lo com segurança. A reportagem enfatiza que a violência não acelera o atendimento, apenas prejudica o ambiente e a saúde dos trabalhadores.

Transcription

2455 Words, 14523 Characters

Portuguese
Relatos de Agressões Físicas e Verbais Contra Enfermeiros em SC Já presenciei diversos casos de agressões verbais por parte de familiares. Pessoa 2 Ele jogou um pedaço de caixa d'água, jogou um pedaço assim, de madeira, um topo. Pessoa 3 Aí ele assim, Ah, eu vou fazer contigo igual eu fiz com meu braço, empurrou a cadeira de roda e veio para cima de mim, me deu um tapa no rosto. Projeto de Lei e Dados Sobre Violência Contra Profissionais de Saúde Infelizmente, relatos como esses não são raros nos corredores dos hospitais de Santa Catarina, as enfermeiras que ouvimos são apontadas por especialistas como as mais vulneráveis a casos de violência, por serem mulheres e estarem na porta de entrada das emergências hospitalares. No Senado federal, foi aprovado um projeto de lei que aumenta a punição para crimes cometidos contra profissionais da saúde. No texto, a pena para casos de lesões comuns sai de 1 ano de detenção para até 5. Mas o debate não passa somente pelas regras mais duras após o cometimento dos crimes. Envolve educação, estruturas de apoio, acompanhamento psicológico e dados concretos que possam trazer a dimensão real desse problema. Precisamos dar um passo atrás antes que a violência aconteça. Atualmente, não existe no Brasil um levantamento atualizado que mostre quantos profissionais de saúde já foram vítimas de algum tipo de violência no trabalho. O último estudo foi realizado em 2013 pelo conselho federal de enfermagem, em parceria com a Fiocruz. A pesquisa perfil da enfermagem no Brasil apontou que 65% dos profissionais que já foram agredidos. Sofreram ataques verbais, enquanto 10% relataram ataques físicos, apenas 30% dos enfermeiros se sentiam seguros no ambiente de trabalho. Mais recentemente, em 2023, o conselho regional de enfermagem de São Paulo apurou que 90% dos enfermeiros já foram agredidos no estado, 79% de maneira verbal. E 21% de forma física. Aumento da Violência Pós-Pandemia e Locais de Maior Risco Nós somos um número muito grande de profissionais no Brasil. Nós somos mais de 3100000 profissionais, entre enfermeiros, técnicos e auxiliares. Ultimamente é que aumentou essa questão da violência. Isso é um dado importante porque nos estudos já internacionais é se constata que no pós eventos traumáticos como a pandemia. As pessoas tendem a ficar mais exacerbadas, ânimos mais exacerbados e violência em geral. E na enfermagem não foi diferente, né? As pessoas voltaram da pandemia com um olhar diferente em relação à saúde e nós ficamos mais expostos, vamos dizer assim. Pessoa 4 Com 40 anos de experiência como enfermeira, Maristela Azevedo é presidente do conselho regional de enfermagem de Santa Catarina. Ela avalia que as upas e as emergências hospitalares são os locais mais propícios para esses casos. Pessoa 5 A emergência ela é muito característica, porque a pessoa quando ela chega na emergência é porque ela está numa condição muito ruim. Aí fica difícil às vezes o controle, então a gente tem que trabalhar também com o profissional, porque todos nós, em algum momento da nossa vida, já tivemos numa emergência ou já levamos alguém. E a gente sabe que todos ficam angustiados. Enfermeira Paola Pacheco Detalha Agressão Traumática em Emergência Foi na emergência do hospital regional de São José que a enfermeira Paola Pacheco sofreu um dos episódios mais traumáticos da sua profissão. Durante um plantão noturno, ela conta que foi agredida por um paciente. Pessoa 3 Paciente, ele estava um pouco alterado, com um corte no braço. Corredores sempre cheios, né, que todo mundo conhece ali Oo registro regional, conversando com a mãe do rapaz, tentando acalmar ela, que IA dar tudo certo. Enfim, e no que eu voltei e eu falei para ela fazer a fichinha dele, porque precisava fazer a ficha dele para atendimento, e nesse meio tempo Ela Foi fazer a ficha dele, eu fui empurrar a cadeira de rodas. Aí ele falou assim para mim, Ah, eu vou fazer contigo, tu vê bem, tu fala para mim, eu, eu olhei para ele e disse, Ah, eu não falei nada e realmente eu não tinha falado, tá aí ele assim, eu vou fazer contigo, igual eu fiz com meu braço, empurrou a cadeira de roda e veio para cima de mim, me deu um tapa no rosto, peguei meu óculos correndo, saí. Morrendo, ele veio correndo atrás de mim. Fui para dentro da sala de reanimação, ali da cirúrgica. As minhas colegas que me acolheram ali na hora, e os pacientes que viram a cena ficaram tudo revoltado. Queriam inclusive bater nesse paciente, né, que veio atrás de mim. Tentou me agredir de novo, né? A gente chamou a polícia. Pessoa 4 Depois do ocorrido, Paola deixou a grande Florianópolis e prestou concurso no município de Porto Belo, que tem 27000 habitantes no litoral catarinense. A escolha por uma cidade menor e um ritmo menos acelerado foi para preservar a própria saúde. Pessoa 3 Eu vou te falar aqui um bom tempo. Eu fiquei com um pouco de receio, medo inclusive de me sentir desprotegida. E só que hoje em dia, como eu estou trabalhando num emprego só, eu estou num ambiente mais tranquilo, tudo. Então a minha vida ficou um pouco melhor. Em relação à questão de agressão, não vou te dizer que as. Às vezes a gente quando tem um vê um paciente, cria, altera a voz ou se altera. Não vou dizer que não dá aquele medo não. Vem toda aquela lembrança da agressão, porque vem, né? Mas hoje em dia está mais tranquilo porque já fazem 4 anos, né? Luana Paula do SAMU Relata Agressões e Apoio Policial A enfermeira Luana Paula é uma profissional do samu aqui em Santa Catarina. A rotina dela é diferente, já que trabalha no atendimento do lado de fora do hospital. Ela conta que a presença da polícia. É constante para a segurança nos casos de pacientes em surto. Pessoa 2 Eu já presenciei e já sofri agressão, mas assim não. Agressão física, né? Mas assim, ó, verbal, muita, muita, muita. A gente atende muito paciente que acaba, né? Fazendo esses tipos de agressão. E uma vez a gente foi acionado por um atendimento e quando a gente chegou na casa estava toda fechada a casa e a gente chegou com a PM, né? Até escutamos barulhos dentro da casa e a polícia pediu pra gente se afastar. E nesse momento eu fiquei dentro da viatura com a porta lateral aberta. E quando a polícia foi entrar, ele começou a jogar coisas, ele jogou. Um pedaço de caixa d'água jogou um pedaço assim de madeira, um topo, que aí sim, aí quase acertou em mim. E o paciente estava muito fora de si. Ele estava muito agressivo, aí a polícia conseguiu entrar. Né? Conteve ele e a gente conseguiu fazer o atendimento. Mulheres na Enfermagem e Desafios na Emergência Pediátrica Ser mulher também pode ser um fator de risco a mais para quem trabalha na linha de frente, como explica a presidente do conselho regional de enfermagem. Pessoa 5 Nós somos a grande maioria de mulheres, né? Nós somos 85% de mulheres nessa profissão. O que também muitas vezes empodera o agressor, porque ele sabe que ela tem a questão física, a questão. Um é que envolve, né? De gênero, e aí agride essa profissional. Pessoa 4 Um dos ambientes mais delicados para os profissionais é a emergência pediátrica. A criança doente não consegue explicar o que está sentindo e os responsáveis, na ânsia de quererem a prioridade, acabam perdendo a paciência em muitos casos. Maristela biazon. Diretora do hospital infantil, Joana de Gusmão, em Florianópolis, está habituada com esse cenário. Pessoa 1 O local mais comum desse tipo de violência acontecer é na nossa emergência, que é a porta de entrada, e eu acho que se justifica pelo fato de, naquele momento, os pais, eles estão fragilizados, estão com uma criança doente, chegam com o filho doente. E eles ainda não sabem o diagnóstico, não sabem o que espera. E essa ânsia pela melhora do filho ou pelo atendimento médico imediato acaba gerando esse ambiente mais estressante e muitas vezes esses casos de violência. E o que é importante a gente lembrar e destacar é que a violência, de nenhuma forma ela vai acelerar esse atendimento. Bem, pelo contrário. Ela vai deixar esse ambiente mais estressante. Ela vai deixar esse profissional acuado, esse profissional com medo e não vai agilizar de fato o atendimento, né? Então, na verdade, esses casos eles acabam prejudicando o bom atendimento e o bom andamento da emergência, que já é por si um ambiente sobrecarregado e um ambiente estressante. Perspectiva de Mãe Sobre Demora e Falta de Recursos Hospitalares Karina, mãe do Pedro, que tem 5 anos, sabe que a sobrecarga dos profissionais e a esse. Estrutura insuficiente dos hospitais públicos são fatores que prejudicam o atendimento. Pessoa 6 Geralmente, quando a gente vai, a demora é grande, né? Tanto passar pela triagem quanto pelo médico. Até entanto, quando meu filho está doente, eu já deixo um termômetro na bolsa. Porque quando ele passa pela triagem, né? Aí depois a gente tá ali esperando chamar pelo médico, eu falo, ó, meu filho tá com febre novamente, não tem como esperar, eu preciso do atendimento urgente. Esse é o método que eu estou usando pra quando ele está muito, muito mal. E A Fila, a demora tá grande. A gente percebe que eles não tem uma condições boas de trabalho por falta até de materiais. Já vi muitos improvisos que eles fizeram por conta da falta dos materiais. E isso, querendo ou não, prejudica e atrasa muito o trabalho deles. Consequências Psicológicas da Agressão e Necessidade de Suporte Depois de um episódio traumático, o acompanhamento psicológico é fundamental para que o profissional possa se recuperar, até porque um enfermeiro a menos afastado por perícia ou depressão pode gerar também a sobrecarga para a equipe que segue trabalhando no hospital. O presidente do conselho regional de psicologia de Santa Catarina. Rafael frasson explica quais são as principais consequências que um enfermeiro agredido pode sofrer. Pessoa 7 Quando um profissional de enfermagem sobe 11. Agressão, né? As consequências vão muito além de lesões físicas, porque pode ser uma agressão verbal também, né? E dependendo. Da intensidade da situação do episódio, ela pode desenvolver sintomas de ansiedade, medo, insegurança. Pode alterar o sono, né? Desse profissional pode ter alterações no seu apetite, né? Pode ficar um pouco mais irritada, dificuldade de concentração, além, claro, né, de de todo o estresse que pode ocasionar situações como essa, né? Além de quadros também de depressão e sintomas também de de burnout, né? Essas. Repercussões afeta não apenas a saúde mental do trabalhador, mas também sua capacidade de exercer a profissão com segurança e qualidade, que é bem importante, né? É fundamental que o profissional dessa área esteja bem em sua saúde mental para oferecer um serviço de qualidade. Estratégias de Prevenção e Segurança para Profissionais de Saúde Mas o que tem sido feito para cuidar destes profissionais e. E diminuir a incidência dos casos de violência. Pessoa 1 Na prática, o hospital ele tem alguns cartazes que acaba divulgando que essa prática é um crime prevista em código penal. Nós também temos alguns vigilantes patrimoniais que acabam ajudando a manter a ordem ali do ambiente. Em alguns casos mais extremos, a gente aciona a polícia militar, que também é muito parceira do hospital infantil e que rapidamente atende ali os nossos chamados, para que a gente possa manter o andamento ali da unidade da melhor forma possível. O que eu acho importante e fundamental a gente divulgar é construir realmente uma cultura de respeito baseada no diálogo, que é a melhor forma da gente resolver todas as questões, né? A gente entende que de um lado estão os pais procurando atendimento médico e do outro lado estão os profissionais que precisam se sentir seguros para poder exatamente exercer a profissão deles da melhor maneira possível. Pessoa 4 Marcos Fonseca, superintendente de urgência e emergência. Ciência da Secretaria de estado da saúde aponta que, no samu, os profissionais são capacitados e orientados a evitarem situações de risco. Pessoa 8 Por ser um serviço que atua nas mais diversas situações, nossos profissionais são preparados para atuarem em situações extremas. No caso de situações que envolvam o risco à integridade da equipe, as centrais de regulação atuam acionando forças de segurança. Para algumas ocorrências que possam ter desfecho violento através de protocolos, como no atendimento a pacientes psiquiátricos, ocorrências policiais onde há vítimas feridas, presídios, dentre outros. Nesses casos, as unidades do samu dimensionam a cena através do que chamamos de zonas de atuação. O samu não atua em zonas quentes locais, estes com iminente risco de conflito. A operação do samu inicia se após o controle da cena. Ou transporte das vítimas até o que chamamos de zona morna. Locais com segurança garantida existe um risco eminente às equipes, uma vez que estas desenvolvem sua atividade nos mais diversos locais. Uma ocorrência pode evoluir de diversas formas. Nossos profissionais são orientados a gerenciar os riscos. E sempre comunicar a central de regulação a necessidade de apoio. Importância dos Canais de Denúncia e o Propósito da Enfermagem Já a presidente do conselho regional destaca a necessidade do funcionamento dos canais de denúncia, além do boletim de ocorrência nas delegacias. Pessoa 5 E a gente tem que ter os canais de denúncias acessíveis, né, para que seja registrado esta denúncia. A gente tem na associação brasileira de enfermagem o Observatório da enfermagem, o cofem também tem o Observatório, que é onde recebe também denúncias, mas aqui em Santa Catarina nós ainda não temos. Pessoa 4 Mesmo com esse cenário, os cursos de enfermagem continuam entre os mais concorridos nas universidades do país. Todos os anos, milhares de profissionais se formam e ingressam no mercado de trabalho apesar das dificuldades. Isso mostra que a enfermagem não é apenas uma profissão, mas é propósito. Garantir o suporte necessário para que eles possam desempenhar o seu papel com segurança é o dever do estado. Pessoa 3 Relação à profissão não mudou nada em relação porque eu continuo amando a profissão que eu tenho, amo o meu trabalho. Pessoa 2 São vários anos trabalhando no samu, né, na enfermagem, e sempre tem as marcas, né? Fica uma história aqui, uma história ali, a história do paciente, isso te mexe contigo, né? Porque às vezes são histórias tristes, são histórias por falta de família, por falta de apoio, falta de alguém para conversar, males da vida, né? É. Então fica marcas boas, marcas ruins, e essa é a vida da enfermagem. Pessoa 4 Com a técnica de Gilberto Pereira. Especial para ACBN. Repórter Zé Mayer.

Podcast Summary

Key Points:

  1. Relatos frequentes de agressões físicas e verbais contra enfermeiros em Santa Catarina, especialmente em emergências hospitalares.
  2. Projeto de lei aprovado no Senado aumenta pena para crimes contra profissionais de saúde, mas debate inclui educação e apoio psicológico.
  3. Dados mostram que 65% dos profissionais sofreram agressões verbais e 10% físicas (2013); em São Paulo (2023), 90% foram agredidos.
  4. A pandemia intensificou a violência, com ânimos exacerbados e maior exposição dos profissionais.
  5. Mulheres (85% da enfermagem) são mais vulneráveis, e emergências pediátricas são ambientes críticos devido à ansiedade dos pais.
  6. Agressões causam ansiedade, medo, depressão e burnout, afetando a qualidade do atendimento.
  7. Estratégias de prevenção incluem vigilantes, acionamento da polícia, capacitação e canais de denúncia, como observatórios da enfermagem.

Summary:

A transcrição aborda a grave situação de violência contra enfermeiros em Santa Catarina, com relatos de agressões verbais e físicas em hospitais e serviços como o SAMU. Um projeto de lei federal aumenta penas para esses crimes, mas especialistas destacam a necessidade de prevenção por meio de educação, suporte psicológico e dados concretos. Estudos mostram que a maioria dos profissionais já sofreu agressões, com aumento pós-pandemia.

As mulheres, maioria na profissão, são as mais afetadas, especialmente em emergências e pediatria, onde a ansiedade dos familiares é maior. As consequências psicológicas incluem ansiedade, depressão e burnout, comprometendo a qualidade do trabalho. Medidas de segurança envolvem vigilantes, polícia e treinamento para evitar riscos, como no SAMU, que atua em "zonas mornas".

Canais de denúncia, como observatórios, são fundamentais, mas ainda insuficientes. Apesar dos desafios, a enfermagem continua sendo uma profissão de propósito, com profissionais que amam seu trabalho e buscam apoio para exercê-lo com segurança. A reportagem enfatiza que a violência não acelera o atendimento, apenas prejudica o ambiente e a saúde dos trabalhadores.

FAQs

Eles devem buscar acolhimento com colegas, registrar a ocorrência na polícia e utilizar canais de denúncia, como o Observatório da Enfermagem, para formalizar o caso e buscar apoio psicológico.

Porque os pais chegam fragilizados com filhos doentes e, na ânsia por atendimento imediato, podem perder a paciência e agredir verbalmente ou fisicamente os profissionais, mesmo que isso não acelere o cuidado.

Eles são capacitados a usar protocolos de zonas de atuação (quente, morna, fria), evitando áreas de conflito iminente e comunicando a central de regulação para acionar forças de segurança quando necessário.

Podem surgir ansiedade, medo, insônia, alterações no apetite, dificuldade de concentração, depressão e burnout, afetando a saúde mental e a qualidade do trabalho.

Mantendo a calma, entendendo que a violência não acelera o atendimento, e dialogando com a equipe sobre a urgência do caso, em vez de agredir.

São áreas classificadas como quente (risco iminente), morna (segurança garantida) e fria (sem risco); o SAMU só atua após o controle da cena, reduzindo a exposição a perigos.

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