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Eleição na ONU expõe crise do multilateralismo e limites do Conselho de Segurança

19m 59s

Eleição na ONU expõe crise do multilateralismo e limites do Conselho de Segurança

A eleição para o próximo secretário-geral da ONU, que começou com votações informais no Conselho de Segurança, é o tema central da conversa entre Tati e Bruno Santos. O processo não é uma eleição tradicional: os 193 países membros indicam candidatos, que passam por audiências e, em seguida, são votados no Conselho de Segurança, onde precisam de pelo menos 9 votos e não podem ser vetados pelos cinco membros permanentes. A favorita atual é a costa-riquenha Rebecca Grynspan, seguida pela candidata da Guiana e por Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, que tem apoio do Brasil, mas perdeu o apoio do governo chileno. A discussão também aborda a crise do multilateralismo, com a ONU impotente diante de conflitos como a guerra na Ucrânia e a devastação no Oriente Médio, refletindo a paralisia do Conselho de Segurança, que espelha o mundo de 1945. O Brasil busca um assento permanente e vê em Bachelet uma liderança capaz de promover reformas, mas há pouco otimismo devido ao perfil das atuais lideranças globais. Bruno relata sua entrevista com Bachelet, que falou sobre a importância de novos arranjos multilaterais e o compromisso com as futuras gerações, mas expressa uma "esperança murcha" sobre o futuro da instituição. O novo secretário-geral deve ser nomeado até o fim do ano, com mandato de cinco anos, geralmente renovável.

Transcription

2540 Words, 14779 Characters

Portuguese
[Música] C-B-M-E-P-L-M-B-O Com Bruno Santos [Música] Diretamente de Washington, toda sexta-feira com a gente Bruno Santos, boa tarde! Boa tarde, Tati, tudo bom? Tudo bom, hoje a gente vai falar sobre eleição para escolher o próximo secretário-geral da ONU que começou ontem com votações informais e secretas no conselho de segurança e o que está em jogo é a sucessão de Antônio o Guterres que vai deixar o cargo em 31 de dezembro deste ano. 6 principais candidatos estão disputando o posto e pelo que eu vi até aqui tem uma mulher favorita pelo menos agora nessa saídinha aí. Vamos começar do começo, Bruno. Explica para a gente como é que na prática funciona a escolha do novo secretário-geral da ONU e por que isso importa? Claro, bom, primeiro eu acho importante notar que não é uma eleição como a o que a gente imagina, né? A ONU é composta por 193 países esses países, então os candidatos são apresentados por esses Estados Membro eles divulgam ali os seus currículos fazem as suas propostas participam de uma série de conversas de audiências e depois dessa etapa, que é a etapa, vamos dizer assim, mais transparente a decisão entra numa fase que é uma fase essencialmente política que se dá dentro do chamado Conselho de Segurança da ONU e esse Conselho ele tem 15 membros que vão fazer as votações em relação para a escolha entre esses candidatos. Qual é a questão? Para que o nome avance ele precisa receber pelo menos 9 votos dentro desses 15 e principalmente não pode ser vetado por nenhum dos cinco membros permanentes. Então acho que é a grande questão política e quem são esses membros permanentes? Estados Unidos, China, Russia, França e Renunido. Então na prática que manda no processo são esses cinco membros permanentes porque eles têm essa essa prerrogativa do veto. Se eles não quiserem um candidato isso não avance. Depois disso o Conselho então recomenda esse nome para a Assembleia Geral que formalmente faz a inamiação. O que que eu acho que é interessante? O secretário geral, ele não é só o líder, o secretário ou a secretário geral, não é só o líder que faz a gestão da ONU. Ele opera também como um grande diplomata global, um diplomata que vai conduzir negociações, vai nomear os enviados, especiais, em determinadas circunstâncias, vai mobilizar respostas humanitárias, vai tentar construir pontes e diálogos. A gente sabe que essa escolha, esse ano, vem com acho que uma pressão dupla, né? Uma vontade desejo, acho que de muita gente de ter representatividade, finalmente haver uma secretária geral da ONU, uma mulher, e existe também a expectativa de que seja uma pessoa latina americana, porque essa é uma rotatividade regional, que acontece, que não está escrito em lugar nenhum, mas existe em alguma medida uma expectativa de que essa excandidat seja de alguns desses dessa região, né? E aí, que nos bastidores, as coisas já estão esquantando, como você falou, né? Já está acontecendo, ali essas rodadas informais, essas rodadas secretas, a favorita é a Costa Réquenha, Rebecca Grispân, que é quem saiu na frente com 10 votos de apoio, seguida pela candidata da Guiana, Carolina, Carolina, Carolina Rodrigues, no Rafael Grossi. Além disso, tem uma outra candidata, com quem inclusive eu estive essa semana aqui, hoje, então que é a ex-presidente do Chile, Michel Bacheler, que é a candidata que o México da Poia, Brasil a Poia, o Chile também apoiava, pelo menos até o início a até março desse ano, era a candidata Chilena até que o atual presidente do cast retirou esse apoio, mas isso seria sem dúvida uma candidata excelente, porque já é uma pessoa também da ONU, já foi ministra da saúde, ministra de defesa, do Chile, é responsável, foi responsável, é o autocomissário das Nações Unidas para os direitos humanos, tem uma ligação, é pediátria, tem uma ligação super forte com a atuação da ONU CF, já foi diretora executiva da ONU Mulheres, então seria sem dúvida uma grande candidata, mas o caminho até lá é turbulento. A gente tem discutido de uns tempos para cá a crise do multilateralismo, a crise dos organismos multilaterais, na mesma medida em que a gente viu a sender no mundo figuras de extrema direita, que não poupam esforços para minar o poder dos organismos multilaterais como a ONU, mas não só a Organização Mundial do Comércio, tem voltado a baila também por causa das tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, a própria Organização Mundial da Saúde foi muito atacada durante a pandemia, ou seja, essa é uma discussão que está em torno da ONU em fraquecimento desses organismos. Nesse contexto eu te pergun, e lembrando sempre que os organismos multilaterais têm esse nome porque eles são formados por representantes de dois países, que em alguma medida estabelecem as regras e o funcionamento dessas instituições. Bom, eu estou fazendo esse prembulo grande para dar um contexto a partir do qual te pergunto, porque a ONU tem sido tão impotente de antigo de guerras como a Guerra da Rússia contra a Ucrânia, a devastação que fizeram na faixa de gases Estados Unidos, Israel, e agora na Sejordânia. A gente sabe que tem ali um mecanismo na ONU no Conselho de Segurança, que é o poder de veto, que atrapalha muito as negociações. Tem a ver com isso? Tem a ver com isso, e é muito bom ser da toda fazer todo esse prembulo, porque a gente fala desses organizações de forma sempre muito abstrata. Esses são uma incomprensão muitas vezes da forma concreta com essas organizações atua. A ONU tem também uma série de outros organizmos, tem a própria UNICEF que é muito reconhecida na ponta, a própria OMS e a do sistema ONU. Então, eu acho que existe uma outra grande acabalço de ações humanitárias, de apoio refugiados, de apoio à saúde, que muitas vezes não é vista por muita gente. Então, entrando na questão do Conselho de Segurança e do quanto a ONU é percepida como importante e tem sido realmente importante em resolver, trazer a paz pro mundo. Hoje é importante lembrar que a gente vive, o planeta conta hoje com cerca de 60 conflitos ativos. Isso é um índice muito alto, o maior registrado desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Isso não é trivial, né? E acho que, diante dessa desgovernança global, a gente percebe a ONU impotente muito frequentemente, porque a gente espera que ela funciona, que ela funciona como um governo. E, na verdade, ela é como você disse, parte de uma organização de Estado soberano, ela não possui exército, a ONU não tem exército, a ONU não tem não controla forças policiais, não consegue obrigar uma grande potência, a interrompeu uma guerra sem que os próprios países meombro lideem essa autoridade esses meios pra isso. Acho que a escalada do conflito no Oriente Médio, a impotência da ONU diante do conflito na Ucrânia, ela reflete sim esse colapso estrutural, numa ordem internacional que foi criada no Paz Guerra. Eu acho que o sistema multilateral precisa refletir esse mundo em que nós vivemos, mas uma coisa que a gente percebe fica muito óbvia, é a paralisia do Conselho de Segurança, e o quanto o Conselho de Segurança não tem conseguido concordar em nada substancial. -Sobredo por que precisa de unanimidade, em alguns casos. precisa de não haver veto. Eu acho que esse é o principal aspecto. Quando você tem ataques diretos, vindos de dentro, como foi o caso da invasão da Ukraine pela Rousse em 2022, em que você expôs objetivamente um ataque à carta da ONU, realizado por um membro permanente, ali parece que a coisa realmente descambo. E desde então, não surgiram alternativas que interessassem essa fragilidade desse modelo. E aí você tem uma crise, um anacronismo, que é um conselho de segurança, um sistema, que como um todo não consegue recuperar sua força, porque continua a espelhar o mundo de 1945, e o mundo depois do fim da União Soviética, mundo de 1991, é muito anacrônico. Você precisa, acho que pensar a forma, e essa é uma das bandeiras do Brasil, de redesenhar essas instituições para que a gente não caminhe para uma desgovernança, para uma desorden. Porque. É isso, a ONU acaba sendo seletivamente incapacitada por conta dos interesses das grandes potências, nesse caso, principalmente Rússis e Estados Unidos. A quem defenda uma reforma profunda, sobretudo no conselho, de segurança. E o Brasil há anos, playteia, um acento permanente. Eu, desde que eu sou foca do jornalismo, viu, Bruno? Desde que eu assumi esse microfone, e não faz pouco tempo, a gente fala que o Brasil playteia sempre reivindica, um acento permanente no conselho, segurança da ONU. Você disse que o Brasil está apoiando a candidatura da Chilena Michelle Bachelet. Qual é o interesse do Brasil nessa leição? E qual é a possibilidade de partir dela? Essa reforma de fato se feita? Olha, eu acho que. Primeiro, eu acho que Michelle Bachelet é uma Secretária General Latino-americana, que, obviamente, fortaleceria a representação da região. Esqueço pro Brasil é extremamente importante, além de ser uma liderança que demonstra equilíbrio, independência, e demonstra, sim, entender o papel dessas potências médias, que a gente chama, como Brasil, como India, México, Canadá, países que precisam ter uma representatividade dentro desse sistema. E agora, sobre a reforma, eu acho que é tão óbvio, tão violento você ter uma. que está cada vez mais, correndo por fora, buscando alternativas ao sistema, tanto ao sistema ONU, quanto ao MC. E tentando lidar com os problemas através de novas arquiteturas, está tão óbvio que essa reforma é necessária, que é uma liderança que consegui se construir esse consenso em torno da necessidade dessa reforma seria o ideal pro caso brasileiro e para os demais países. Agora, eu não tenho muita esperança, a gente tem uma quantidade de capacidade que isso vem acontecer no futuro próximo, especialmente de antes da sabotagem mesmo que vem acontecendo systematicamente, por parte, especialmente dos Estados Unidos, com relação a essas organizações. Eu acho que é muito óbvio, mas é muito difícil você ter poder ter um trivial isso. Precisa ver um comprometimento com essa ordem que não é mais uma ordem unipolar, não é só os Estados Unidos, você tem uma série de outros países que tem força que querem participar dessa tomada de decisão. Agora, eu não tenho muita esperança de antes olhando as lideranças que estão hoje no poder, especialmente nessas três países, China, Rússia e Estados Unidos. Em três grandes imperadores, praticamente, tanto Xi Jinping, quanto o PUT enquanto Trump são lideranças de um perfil muito menos multilateral do que qualquer coisa. Então, a gente vai continuar nessa desordem. Mas assim, ruim com a ONU pior sem ela. Eu acho que o papel de novo, eu acho que por mais que haja essas falhas do Conselho, o papel dessas outras organizações, mundo a fora, é um papel muito importante. E essas organizações estão sofrendo muito com falta de financiamento, com falta de recursos. Acho que o melhor exemplo para todo mundo é a ONU CF. O papel da ONU CF na promoção da vacinação, na promoção da saúde, na resposta, a crises humanitárias, é muito significativa e essas organizações estão muito comprometidas. E desidratadas financeiramente, distraparin, tensionalmente, por alguns países. É exatamente a retirada dos Estados Unidos da apoio financeiro, essas instituições, é algo que realmente coloca elas em uma crise generalizada. Bruno, você quer com ela pior sem ela? É, sem dúvida nenhuma. Você quer contar mais alguma coisa sobre o seu encontro com Michelle Bachelet, essa semana? Sim, nossa, foi maravilhoso, descobri que ela é fã de Roberto Carlos. Veja você. Chei tão legal, mas eu até tomei nota aqui de algumas coisas que ela falou, que eu acho que são interessantes, porque uma das perguntas que eu fiz para ela foi, como é que essas arranjos alternativos que estão acontecendo, inclusive assim, de não haver na ONU, muitas vezes o espaço para o consenso, podem se. podem apoiar a gestão dela de alguma forma, que isso sirva de inspiração até criativa para uma. para um novo multilateralismo. E aí ela falou muito sobre a importância de, sim, a ver esses novos arranjos, essas novas alianças, essas formas diferentes de trabalhar, né, para além da ONU, mas você precisa ter um. um pecido conector sem pra essas. para essas. precises diferentes instrumentos. E a outra coisa que ela falou que me chamou muita atenção, foi o compromisso dela como o risco social e com o futuro dos jovens, assim, das futuras e das novas gerações. Porque a gente que nasceu no Brasil democrático, praticamente, ou viveu uma maior parte da vida no Brasil democrático, viveu uma maior parte da vida no mundo em que a ONU existe, a gente não conhece o mundo praticamente sem isso, né, a gente não. a gente desconhece essa desordem. E talvez seja esse futuro dos nossos filhos, assim, das futuras gerações. Então isso que ela trouxe achei muito interessante, a gente toma como dado a existência de uma arquitetura global, de um sistema que tudo bem foi desenhado pro mundo de 1945, não reflete a realidade atual, mas é o que tem, é o que temos, né, o que ainda temos pra resolver alguns conflitos. Sobre tudo, quando a gente tá falando dos conflitos que acontecem no continente africano, nasia, na América Latina, não só os grandes conflitos envolvendo as grandes potências, né, o quanto essa população acaba ficando aí na Franja do mundo, assim, achei bem interessante o que ela contou. Mas eu senti, Tátice, um. e todo mundo que eu converse aqui, uma. aquela esperança meio murxa, assim, um tipo de ser. - Sim, sim. - Você ouve uma pessoa super inspiradora, uma pessoa com comprometimento, com uma clareza, mas ao mesmo tempo você abre o jornal e tem uma história ali de, talvez, tem o presidente da FIFA, como um indicado, a ONU, que é uma brincadeira, um jocosa, mas que demonstra um pouco a falta de respeito à preceção pela instituição, né? Então eu sinto mais esperança um pouco murxa, assim, nas pessoas que estavam ali ouvindo e realmente um desperdício de talento e de liderança. - Sim. Quando é que terminam as eleições, Bruno? Quando é que a gente vai conhecer o novo secretário-geral da ONU ou a nova secretária-geral da ONU? - Pois eu não sei, Tátice. Não sei a data, exata. - A gente pode perguntar. - A gente vai por aqui, mas é um prazer. - A pura ir, fala, fala. - A pura ir conta, porque eu não sei a data exata, mas até o, com certeza, até o fim do seu. - Sem dúvida, pósse é primeiro de janeiro de 2027. - De 2027. - E o mandato dura cinco anos, certo? - Isso, isso. - Normalmente renovado, né? Normalmente o mandato é automaticamente renovado, então a gente pode esperar pelos próximos dez anos como foi o caso do atual secretário-geral da ONU. - Bruno Santos diretamente de Washington. Conozco toda a sexta-feira no nosso CBN, pelo mundo. Obrigada, Bruno. - Muito legal. - Obrigada, Tátice. - Da semana que vem. - Muito bem.

Podcast Summary

Key Points:

  1. A escolha do próximo secretário-geral da ONU começou com votações informais e secretas no Conselho de Segurança, sucedendo António Guterres, que deixa o cargo em dezembro.
  2. O processo não é uma eleição direta
  3. A favorita até agora é a costa-riquenha Rebecca Grynspan, com 10 votos, seguida por outras candidatas, incluindo a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, que conta com apoio do Brasil, mas enfrenta desafios políticos.
  4. A ONU enfrenta uma crise de multilateralismo, com impotência diante de conflitos como a guerra na Ucrânia e a devastação no Oriente Médio, devido ao poder de veto e ao anacronismo do Conselho de Segurança, que reflete o mundo de 194
  5. O Brasil há anos pleiteia um assento permanente no Conselho de Segurança e vê em Bachelet uma liderança que poderia fortalecer a representação latino-americana e impulsionar reformas, embora haja ceticismo sobre mudanças com as atuais lideranças globais.
  6. Bruno Santos entrevistou Bachelet, que destacou a importância de novos arranjos multilaterais e o compromisso com o risco social e as futuras gerações, mas há uma sensação de "esperança murcha" sobre o futuro da ONU.

Summary:

A eleição para o próximo secretário-geral da ONU, que começou com votações informais no Conselho de Segurança, é o tema central da conversa entre Tati e Bruno Santos. O processo não é uma eleição tradicional: os 193 países membros indicam candidatos, que passam por audiências e, em seguida, são votados no Conselho de Segurança, onde precisam de pelo menos 9 votos e não podem ser vetados pelos cinco membros permanentes. A favorita atual é a costa-riquenha Rebecca Grynspan, seguida pela candidata da Guiana e por Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, que tem apoio do Brasil, mas perdeu o apoio do governo chileno.

A discussão também aborda a crise do multilateralismo, com a ONU impotente diante de conflitos como a guerra na Ucrânia e a devastação no Oriente Médio, refletindo a paralisia do Conselho de Segurança, que espelha o mundo de 1945. O Brasil busca um assento permanente e vê em Bachelet uma liderança capaz de promover reformas, mas há pouco otimismo devido ao perfil das atuais lideranças globais. Bruno relata sua entrevista com Bachelet, que falou sobre a importância de novos arranjos multilaterais e o compromisso com as futuras gerações, mas expressa uma "esperança murcha" sobre o futuro da instituição.

O novo secretário-geral deve ser nomeado até o fim do ano, com mandato de cinco anos, geralmente renovável.

FAQs

Os candidatos são apresentados pelos Estados-membros, passam por audiências e depois o Conselho de Segurança, com 15 membros, vota. O nome precisa de pelo menos 9 votos e não pode ser vetado por nenhum dos cinco membros permanentes (EUA, China, Rússia, França e Reino Unido). Após isso, a Assembleia Geral faz a nomeação formal.

Os principais candidatos incluem a costa-riquenha Rebecca Grynspan, que lidera com 10 votos de apoio, seguida pela candidata da Guiana, Carolyn Rodrigues, e o argentino Rafael Grossi. A ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, também é candidata, apoiada por Brasil e México.

O secretário-geral não só gerencia a ONU, mas atua como um diplomata global, conduzindo negociações, nomeando enviados especiais e mobilizando respostas humanitárias. A escolha deste ano traz expectativas de representatividade, com muitos desejando uma mulher e uma pessoa latino-americana no cargo.

A ONU não possui exército próprio e depende dos Estados-membros para impor decisões. O poder de veto no Conselho de Segurança, especialmente de membros permanentes como Rússia e EUA, paralisa ações substanciais, refletindo um colapso estrutural da ordem internacional criada após a Segunda Guerra Mundial.

O Brasil apoia Michelle Bachelet por ser uma liderança latino-americana que fortalece a representação da região e entende o papel de potências médias como Brasil, Índia e México. O país também defende uma reforma do Conselho de Segurança, pleiteando um assento permanente.

A data exata não foi divulgada, mas a escolha deve ocorrer até o final de 2026, com o novo mandato começando em 1º de janeiro de 2027. O mandato dura cinco anos e é normalmente renovado por mais cinco.

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