O podcast explora o fenômeno das canetas emagrecedoras como um símbolo da cultura contemporânea de controle sobre o corpo e o desejo. A autora observa que, na sociedade atual, especialmente entre influenciadoras e mulheres, há uma forte tendência de suprimir a fome e o desejo — não como necessidade biológica, mas como um risco à saúde mental. Isso é evidente na forma como as pessoas usam produtos para "inibir o apetite", o que, metafóricamente, representa um esforço de dominar o desejo, o que, segundo a psicanálise de Lacan, é essencial para o movimento humano. A narrativa é enriquecida por referências mitológicas, como a história de Orfeu e Eurídice, onde o ato de olhar para trás e a dissolução da figura simbolizam a vulnerabilidade e a necessidade de se permitir ser abalado. O texto de Eduarda Kaufatt é central, destacando que o medo da fome é, na verdade, medo da vulnerabilidade. A autora argumenta que a geração Z, por exemplo, transa menos por causa do isolamento virtual e da necessidade de proteção, o que reforça a ideia de que o desejo é suprimido em favor de controle. A cultura da magreza extrema, exibida nas mídias, reflete esse medo, pois a pessoa busca um corpo "perfeito" e controlável. O episódio termina com uma reflexão sobre a fome como um estado de vazio que move o ser humano, e o chamado a aceitar esse vazio como parte da condição humana — não como defeito, mas como fonte de movimento e conexão. A autora defende que o verdadeiro crescimento vem de se ver com o próprio desejo, com o corpo e com o vazio, e não de dominá-lo. A mensagem final é de amor à vulnerabilidade: "eu escolho ser Eurídice", aceitando que o olhar do outro pode devorar, mas que, nisso, há também a possibilidade de transformação. O episódio critica a normalização das canetas emagrecedoras para pessoas que não enfrentam problemas crônicos de saúde, destacando que isso é um ato de auto-supressão. Também menciona a coleção de roupas "esconfortáveis" para mulheres, como parte de um movimento de reconexão com o corpo, e encerra com um chamado à autenticidade, ao vazio e à necessidade de olhar para dentro.
Oi é, menina, e as canetas emagrecedoras, eu já estou rindo de nervoso porque hoje a gente
vai mexer em um dos vesperos da internet, que são as canetas emagrecedoras, porque muito
provavelmente eu vou ofender pessoas com esse episódio, eu queria dizer que não é nada pessoal,
até porque as pessoas que eu estou preocupada em ofender além das pessoas que estão ouvindo
o que eu não conheço, são as pessoas que eu conheço na vida real, porque eu estava fazendo
essa reflexão antes de começar a gravar, e eu pude constatar que a maior parte das mulheres
que me cercam hoje em dia, sim as mulheres na vida real, que com quem eu convivo, a maior
parte delas está tomando, está fazendo uso das canetas emagrecedoras, eu não sou uma delas,
e também vale falar que o contexto no qual eu estou inserido, que é, eu não sei se eu lembro
eu sou influenciadora também, eu sou várias coisas entre elas, influenciadora e empresária,
e principalmente nesse meio de influencers e de empresárias, eu tenho visto, eu lembro da
primeira vez que eu vi uma pessoa falando sobre isso, abertamente que foi uma reunião
de empresárias que eu estava, que tipo assim, ela estava falando de perder os cinco quilos,
eu estava felizíssima e eu estranhei tanto que ela falou, eu falei gente, não sei o que
coisa estranha, e hoje em dia é uma coisa extremamente normal, eu vou tentar abordar esse
tema com muito cuidado, que eu sei que muitas pessoas podem se offender, mas hoje a gente
precisa falar sobre a nossa fome, a intenção desse pessoal de não é que ninguém se
sinta mal, por estar fazendo uso das canetas emagrecedoras, especialmente pessoas que têm
questões reais de saúde, então aqui a gente não está falando de pessoas que convivem
com o quadro crônico de obesidade, e estão finalmente podendo fazer alguma coisa
sobre isso, não estou falando sobre isso, estou falando sobre a galera que está usando
para perder uns quilinhos, e muito mais do que falar sobre isso, eu quero falar sobre isso
como um efeito sintoma do nosso tempo, e é um sintoma muito palpável, assim,
a gente consegue entender realmente tudo o que acontece quando você usa as canetas
emagrecedoras, e eu quero falar sobre fome, mais diversas definições de fome que
a gente tem, eu preciso falar sobre isso, porque recentemente eu li um texto, assim me
falto em palavras, abismau, eu fiquei abismada com esse texto, eu li e sabe quando se lê
isso e fala "meu Deus, os neurones a minha cabeça fizeram novas conexões a partir desse
texto", é uma pessoa que eu não conheço, nunca tinha ouvido falar, e ela se chama
Eduarda Kaufatt, encontrei o texto dela por acaso no Substeck, abrima o Substeck, porque
eu estava sem Instagram nos últimos dias que eu estava de férias, e aí eu abrima o Substeck
para ler alguma coisa enquanto eu estava no banheiro, e aí apareceu assim esse texto
que estava em alta, que se chama cannibalisma em tempos de monjaro, eu vou deixar esse texto
lá no nosso grupo WhatsApp, leiam, é maravilhoso, e eu vou traduzir o que esse texto falou
com as minhas palavras nesse episódio e acrescentar algumas reflexões, então hoje vamos falar
de fome, de canetes macressedoras, de prazer, de motivação, de vazio, de várias coisas
que rodeiam esse tema, e no texto ela começa coincidentemente falando de "Hadstown",
não sei como é que fala, que foi um dos musicais que eu fui ver quando eu estava em Londres,
lembrando que eu fui pra Londres no ano passado, quem já era nascida, aqui no gostoso também
choram, eu fui visitar minha amiga que mora em Londres à Olga, e aí teve um dia que eu fui
sozinho, não sei o que aconteceu, acho que ela tinha que trabalhar alguma coisa, sim,
eu fui sozinho, e um musical que chamava "Hadstown" por recomendação da Calu, desde
Calu, que tá editando esse podcast, que é um musical baseado numa metologia grega de Euridze
e eu orfeu, eu vou contar um pouco sobre ele e a partir dele que a gente vai desdobrar
a reflexão, que é o seguinte, você não viu, eu vou falar com as minhas palavras, talvez
esteja um pouco errado, mas vamos lá, vocês viram que eu tô bem assim, patiando o território
hoje, porque eu tô com medo, as pessoas me cancelarem, como tá das canetes macressedoras,
vamos lá, o Conte é o seguinte, tem uma mulher chamada Euridze, e no teatro que eu fui
ver, ela era uma trabalhadora, eu acho que ela era uma trabalhadora da estação de trem,
e aí ela é muito pobre e tal, e aí ela cai no conto do vigar, acaba assinando contrato
com AIDS, e vai para o Subimundo, então ela fica presa no Subimundo, só que antes disso,
orfeu, que é um herói, o semideus agora no lembro, ele se apaixona por ela e ele fica
indo na estação de trem, para conhecer ela, até o dia que ela só me fala, um que ela
foi para o Subimundo, caiu nas garras de AIDS, depois disso, orfeu, decide e atrás dela,
e orfeu tem um don, que é a música, através da música, ele faz as coisas, primeiro que
ele encanta todo mundo, e na metallologia griga parece que ele faz as flores aparecer em
a primavera florecer, gente, só vou falar um parece, se eu falar alguma coisa errada dos
mitos, não tem problema, tá vocês quiserem me corrigir, pode me corrigir, mas para efeito
do que a gente vai usar dessa história, para reflexão, o que eu vou falar aqui é suficiente,
tá bom?
Então, orfeu, decide e atrás da orídice, nosso Subimundo, ele decide, descer para o Subimundo,
todo mundo fala meu filho, pelo amor de Deus, ninguém nunca voltou do Subimundo, ninguém
nunca se desvincilhou das garras de AIDS, nem percefa, né, que é a esposa do AIDS, consegue
se desvincilhar das garras dele, você tem certeza de que ia descer ele, não, quero descer
eu vou atrás da orídice, e aí ele desce, aí tem todo uma história e ele finalmente consegue
libertar a orídice, e convencer a AIDS de libertar ela e ele para eles voltarem para o mundo,
só que a AIDS fala assim, tá bom, se temos um prato, você pode subir de volta, a orídice
também vai subir como você, mas tem uma condição, vocês vão subir de volta, né, que eu estou
fazendo assim, quem está vendo o vídeo está vendo que eu estou fazendo um círculo, porque
no teatro é uma, é uma peregrinação em círculo que eles fazem, você pode subir de volta,
só que você vai na frente, orfeu, a orídice vai atrás, vocês vão ter que enfrentar toda essa
caminhada, essa peregrinação, e você, orfeu, não pode olhar para trás, você tem que confiar
que a orídice tá atrás de você, você não pode olhar para trás, e aí eles sobem, sobem,
sobem, e aí spoiler que não é spoiler, né, porque estamos falando de mitologia grega,
tipo assim, essa história já foi contada muito tempo, orfeu, olha para trás, e aí o que
acontece, varia de acordo com quem está contando essa história, no teatro ela volta para
subir o mundo, em algumas, algumas histórias ela se dissolve, eu gosto dessa, dessa ideia
de que ela se dissolve, e aí, a Eduardo que fez esse texto, ela trouxe isso, porque essa
parte de ser olhada pelo outro, se permitir ser, tem várias morais da história que a gente
pode tirar, né, dessa mitologia grega, como todos os mitologias gregas, mas essa parte
específica que orfeu olha para trás, e a orídice se dissolve, é muito simbólica, porque
a gente tá falando metafóricamente, de você entregar, a orídice tava ali com o controle
da vida dela, totalmente, nas mãos do olhar de orfeu, e aí a Eduardo escreve assim, entre
aspas, amar, essa e permitir ser devorada pelo olhar do outro, essa e comida viva, e mais
é gostar, que parada na gente, se a gente partindo desse sentimento assim de mano, ele foi
me buscar no sub-mundo, eu tava completamente, e aí pra sair ele precisa confiar em mim, e o
controle, assim, se eu vou dissolver ou não tá na mão dele, e eu gosto disso, eu me permito
ser olhada por ele, e dissolver, e eu gosto disso, é muito forte esse imagem, tem muita
ver com o desejo, e aí eu fiquei pensando sobre desejo, fui no site do meu divo Draus
do Varela, um ícone, porque eu queria confirmar um dado que é, que fica rodando aí pela
internet, mas eu queria um confirmado, e o Draus do Varela confirmou no site dele, que é
a geração Z, é a geração que menos transa, menos prática, sexo, em relação às gerações
anteriores, e aí tem várias hipóteses sobre o que isso acontece, e eu acho que o que acontece
com a geração Z é um reflexo da cultura que a gente tá vivendo hoje, né, porque assim,
é claro que as gerações anteriores trazem, né, de erança, hábitos e formas de se comportar,
que não tem a ver com o que tá acontecendo agora na cultura, mas acaba refletindo, então
se a gente tá falando que a geração Z é a geração que menos transa entre todas as gerações
anteriores, a gente tá falando que existe uma tendência de transar menos, e por que isso
acontece, nessa matéria do Draus do Varela ele levanta várias hipóteses, e uma delas
que eu achei a mais simbólica, e provavelmente a mais óbvia, é por conta do isolamento que
a gente tem via redes sociais, né, a gente se conecta com bilhão de pessoas, a gente
tem essa sensação de ser muito próxima de pessoas e de acompanhar o dia a dia das pessoas,
e essa fome de conexão, a fome do que o social ocupa na nossa vida, muitas vezes é preenchida
por coisas que são virtuais, né, no seu físico, não estão presentes no mundo físico,
e tem uma outra coisa, não sei se vocês têm isso, mas por muito tempo na minha vida, eu achava
que eu era muito melhor em conversar com as pessoas online do que é o vivo, então, principalmente
assim na minha época de solteira, no começo dos meus 20 anos, eu achava muito mais fácil
flertar online do que flertar o vivo, e eu sempre pensava isso, eu pensava assim nosso,
Marçando com esse cálculo.
Se eu tivesse, na época, a chate do Facebook, se eu tivesse no chate do Facebook com ele,
ele já estava na palma da minha mão, porque é muito mais fácil, muito mais fácil você se conectar,
fazendo entre aspas ou um ánico, a pessoa, porque você pode escrever, apagar, reescrever,
não existe assim, você ficou com vergonha, a pessoa não tem como ver, porque não tá vendo sua cara,
você falou alguma coisa errado, não tem problema, porque você apaga, então você tá sustentando uma
batalha de si mesmo, que tá se conectando com a batalha de outra pessoa, essa conexão é muito
mais segura, mais protegida, e mais fácil, encarnioso, quando você tá se conectando encarnioso com
a outra pessoa, aí complica, e a geração z e todas as outras gerações, por reflexo,
sendo que tá rolando na cultura, tem sentido isso, e esse é um dos motivos do porque que a geração z
e transa menos do que as gerações anteriores, e porque é que é mais fácil, né, porque que a gente
tende aí pra esse caminho mais fácil, porque hoje, inclusive o TEDx do Carvalhau, que fez o TEDx
junto comigo, lá em Glomenau, ele fala que uma época ele tava viciado em aplicativo de encontro,
né, de namoro, e ele percebeu que ele tava viciado nessa conexão online, tipo assim, não necessariamente
no que ela vai virar, offline, então acaba que essa conexão que a gente busca online, foguinho
nos Stories, por versinha, não sei o que, a gente, não, eu não caso, né, que eu sou casada,
graças a Deus, tô a dez anos com o Bermô, mas essa conexão, né, que eu vejo as minhas
amigas solteiras assim, batalhando, que é foguinho nos Stories, curtiu, não sei o que, aí
falam, às vezes não é nem como uma ferramenta pra levar pra online, é mais pelo assim pra preencher
uma parada, que é sintética, né, virtual, e aí nesse TEDx do Carvalhau, ele conta que
ele percebeu que ele tava viciado nisso, porque ele ficava o tempo todo nisso, né, nesse
aplicativo de namoro, inclusive ele fala disso até no livro dele, que é o, esse livro dele
aqui, que é alegria em ficar de fora, muito fofo, esse livro dele, muito legal, reflexões
incríveis, e tem, eu falei muito fofo, porque tem várias atividades no meio tipo casa
clave, essas coisas assim, pra você ficar mais offline, mas então ele conta que ele percebeu
isso, uma vez que ele tava indo no encontro, e aí ele tava no encontro com um cara, e aí
por baixo da mesa ele tava no aplicativo, sabe, dando pra direita, pra esquerda, ou foi
no banheiro, ficar mexendo no aplicativo, e tipo, qual é o sentido, né, porque preencha
uma coisa, né, que é como se fosse a dopamina fajuta que eu falo no vertigem, né, no meu
filho, preencha uma coisa que nunca vai ter a capacidade de te satisfazer, porque ele
medo do olhar do outro, como no conto da Euritzi, né, que pelo medo de você ser olhada,
porque quando o outro olha ele pode destruir, por esse medo do olhar do outro, a gente fica
com medo de perder o controle, medo de ser vulnerável, e medo de estar ali, a gente tá
perdendo a coragem, coletivamente, de ter conexões, que nos lembre, que não somos apenas
a nossa mente, que somos também o nosso corpo, que a gente se conecta com o outro através
do corpo, né, e permitir que o outro olhe o seu corpo, olhe, e veja o seu corpo em seus
próprios olhos, mas não transar, você precisa estar pegado na frente do outro, gente,
então, e isso tem, quando você é muito protegida pelo virtual, né, e pela imagem e o avatar
que você cria ali nas redes sociais, isso é muito difícil, né, você precisa permitir
que o outro te toque, que sinto o seu cheio, isso é muito desafiador, e tem esse ficado
cada vez mais desafiador, e o que isso tem a ver que a escaneita é uma agressadora, vamos
chegar lá.
Amiga, deixa eu te falar uma coisa, às vezes, o que tá faltando na sua vida é ser o centro
do seu próprio universo e parado de deixar a gente sem enredo, roubar seu brilho, tá bom?
Vamos você colocar no papel principal da própria história e investir em si mesma, estudar
alguma coisa que você sempre quis, investir na sua carreira, descobrir o interesse novo,
já que é pra ficar obcecada, fique obcecada pela sua própria vida, né, minha filha?
E se é a obsessão do momento for crescer e profissionalmente, deixa eu te falar da
escola britânica de artes criativas e tecnologia tem mais de 150 cursos em uma plataforma
própria de ensino, além de duas pós-gradações reconhecidas pelo MEC, tem várias áreas de
estudos por lá, mas hoje eu vim falar especialmente com as garotas do marketing, a ebak tem cursos
de marketing digital, social media e opções tanto pra quem quer começar do zero quanto
pra quem já trabalha na área, você aprende com professores que atuam no mercado e ainda
criam projetos para o seu portfólio durante o curso, e, ó, em alguns cursos tem um programa
de impregabilidade, se aí comprindo as condições, se você não conseguiu emprego, a ebak devolve
seu dinheiro, você acredita, Marina, então bora investir essa energia em você, o link pra
inscrição tá na descrição do episódio, e usando o cupom Lela de esconto, você ganha
200 reais de desconto no curso que escolhe, então muito obrigada a ebak, por patrocinar esse
trecho do episódio, voltando. No ritmo que eu tenho visto, reflexões e desabafos pelo TikTok,
preciso dar uma atualização pra vocês, que eu acho que eu já falei a ampação, mas
preciso ser mais direta, digamos assim, se lembra que eu falei que eu parei de mexer no TikTok,
a gente dele ter o TikTok do meu celular e tava mexendo só pelo computador, foi em um
episódio que se chama como ser mais analógica, alguma coisa assim, foi no começo do ano,
eu tava dando dicas de como viver uma vida mais analógica, então, Marina, eu instalei o TikTok
de volta no meu celular, porque eu tô amando fazer caro de ouvendo o TikTok, então hoje
eu continuo não mexendo no TikTok na meu dia a dia, eu só mexo quando eu estou fazendo
cardio, tá bom? E aí o que que aparece muito no meu TikTok, quando eu estou fazendo cardio,
na academia, pessoas desabafando, dando conselhos ou falando fofocas e várias outras coisas
pra além desse aspecto, tipo principalmente bichinhos e fazendas e rantes, mas o que eu
tenho visto desse tipo de vídeo que são pessoas falando diferentes pra câmera, dando conselhos
ou falando da própria experiência, tá? É muita atenção num vocabulário, que é muito
importante, porque a gente sabe que como Disney's Sousa é muito importante dar nome as coisas,
mas eu tenho visto uma fixação um pouco simplista sobre os relacionamentos, então, ah, ele
fez isso, é Red Flag, ela fez isso, não tem como aceitar, ela é narcisista, ela é no
seu que, e vários vocabulários, que eu acho interessante da gente ter pra caracterizar
e ficar atenta nos relacionamentos, porque o outro pode sempre representar um perigo,
especialmente se ele é homem, o reto, e aí, perigos de vários tipos, mas pra além disso
eu tenho visto que essa relação eu e o outro, eu verso do outro, tem sido cada vez mais
calculada, então, através de Red Flag, lá, os traumas, condições, coisas desse, dessa
espécie, que fazem com que o outro, o que eu tenho visto, tá? Me parece que o outro,
quase sempre, essa desestabilização que o outro traz, apenas por ser outra pessoa além
de você, meio que é necessária pra você criar uma conexão com o outro, só que o que
eu tenho visto é que me parece que esse vocabulário tem sido tecido e repetido e repetido,
isso é ótimo pra gente crescer a nossa discussão sobre isso, mas ao mesmo tempo,
mais um alarme tão grande sobre o outro, que parece que o outro necessariamente sempre
vai ser uma ameaça pra nossa saúde mental, e a gente já sabe essas discussões e essas
super, essa super atenção sobre o comportamento do outro e tentar calcular se você responde
num responde, se você deve permitir ou não permitir, coloco o outro sempre em uma desestabilização
da sua saúde mental, um perigo pra sua saúde mental, e o outro é mesmo, um perigo pra sua saúde
mental, eu acho que não existe nenhum relacionamento em que você, como sub-producto do relacionamento
você se conecte, alimente a sua alma de conexão, que não tem algum risco, porque você precisa
ser vulnerável pra se conectar com o outro e aí é a riscar mesmo, então o outro é assim
um perigo pra sua saúde mental, sobretudo quando se estamos falando "de homem, esse
mas a gente vai criando então esse vocabulário de proteção", e aí a gente chega numa questão
que a gente já bateu nesse baio, em vários episódios que é "se proteger, sobreviver",
sempre vai ser a prioridade do seu cérebro, porque seu cérebro foi feito pra sobreviver,
assim ele evoluiu durante milhões de anos, sei lá quanto tempo que a humanidade existe,
mas ele evoluiu durante todos esses milhares, centenas milhares de anos, pra que você sobreviva,
então quando alguma coisa representa um perigo, o impulso é se proteger, mas sobreviver,
não é ser feliz, já falamos disso aqui, sobreviver, se proteger, não é se nutrinho, lembrando
aquela história que eu falei que teve uma época que eu achei que era bruxa, e aí eu fiz
um curso de cristais, e aí eu queria me vestir em teira de cristais, porque eu descobri que
cristais pretos são de proteção, então vaçoura de bruxa, ônix, turmalina negra, vários
cristais de proteção, menos o obsediana que eu tinha muito medo de obsediana, e aí eu só queria
andar com cristais pretos, e por serem e como. e brinco tal, aí um amigo meio que estava fazendo o curso comigo, ele estava com um quartos
rosa, assim, pendurado, e mais nada, aí eu falei "nossa amigo, quartos rosa", ele falou. Quer de estar falando dessa coisa de proteção, ele falou assim "ah, amiga, se eu ficar
me protejeindo tempo todo, como é que eu vou me nutrir?", eu falei "minha, na verdade".
Então, se você está se protejeindo e colocando cascas e cascas e condições e coisas e tal,
que horas que você vai se nutrir? E eu acho que a gente está tão assustado com essa
desistabilização da nossa saúde mental com esse perigo que o outro representa. Estamos assustadas
enquanto geração, que a gente prefere se proteger e não deixar outros nem costar na nossa casca,
só que a que horas que a gente vai se nutrir, se proteger quando a gente fala de se proteger
do outro, a gente está agindo a partir do medo. Nem sempre é o medo, ele é um bom amigo,
ele fez um que a gente sobrevive esse como espécie até aqui e faz parte de todos os animais
que existem, hoje todos têm medo de alguma coisa, e aí esse medo faz com que você se
protege quando há um perigo e a gente tem que confiar nesse medo, às vezes. Mas deixar
que ele creva a nossa história não sei se é uma boa ideia, eu acho que uma melhor
ideia é identificar o medo e saber e decidir o que a gente vai fazer com ele, porque o medo
faz com que a gente coloca necessariamente a nossa razão acima da nossa emoção. Não necessariamente
na verdade, porque o medo também é uma emoção, né, falando agora. Mas nesse lugar,
assim, das conexões com outros seres humanos, o medo faz com que a gente coloca a razão
por cima da emoção, porque ceder ao desejo de se conectar com outro, de ser devorada
pelo olhar do outro, e também se permitir devorar o outro com o próprio olhar, é ceder a nossa
condição animal. É desmontar todas essas carcaças dos avatais online que a gente fez de perfeição,
que a gente finge que a gente é muito perfeita na nossa vida incrível e perfeita e a gente
é muito descolado e com, e falar, "Nossa, eu sou um animal, sou um ser humano." E aí,
Eduardo até coloca isso no texto dela, ela coloca ceder ao desejo, essa é aproximada
com a condição animal. E o que tudo isso tem a ver com as canetas em agressadoras pelo amor
de Deus, Lela, onde você vai chegar. Então, nesse momento, a gente chegou na palavra chave,
que vai conectar tudo o que eu quero dizer, nesse episódio, que é o desejo. As canetas
em agressadoras, e aí, de novo, não, quando usadas para tratar obesidade crônica,
pessoas que têm quadros de saúde que precisam, vocês entenderam, né, vamos tirar isso da frente.
E vamos direcionar para quando pessoas magras só querem ser mais magras, que é o que eu tenho
visto a maioria das mulheres, que eu conheço ao vivo, fazerem, tá? E aí, eu não estou falando
só das mulheres que eu conheço, tá? A gente está vendo toda uma cultura, né? O shape
is clean, o hero in chick voltando, a magreza extrema, fazia tempo que eu não vi uma parada
assim, as costelas aparecendo, sabe? Dá para você ver a forma do oço das pessoas.
Isso, sendo replicado, replicado, replicado na mídia, querendo não isso reflete, na nossa
cultura e nos nossos próprios desejos, a respeito do nosso próprio corpo, né? E no texto
da Eduardo, ela coloca um sintoma que ela viu, com ela estava trabalhando como garsonete,
que foi, que os pratos começaram a voltar para a cozinha cada vez mais cheios, então a
pessoa pede, come um pouquinho, já manda o prato de volta e a comida vai pro lixo, e eu,
como dona de marca de roupa, tenho visto um sintoma muito claro que a minha marca, ela tem
7 tamanhos, né, vai do PP ao G1 que a gente teve que crescer na grade e acabou tendo essa
nome em clatura, mas na prática o nosso G1 é o G3, porque a gente tem PP, M, G, G, G, G, G, G, G e G, e G1, então seria como se fosse o G3, G, G, G, G, G, G, G1, é o G4, sei lá, a gente, uma confusão esse negócio, mas a minha marca tem essa grade de tamanho e a gente, ao contrário que as pessoas pensam, a gente calcula a grade de tamanhos,
com base no comportamento nos dados que a gente tem, então assim, não é que a gente produz a mesma quantidade de M, do que a gente produz G1, por exemplo, a gente vê o comportamento de consumo das nossos clientes, da nossa base de clientes, e produz uma grade equivalente que tem as proporções, então assim, para cada uma peça P, tem duas, tô falando, por exemplo, tá, não é isso, cada uma peça P tem duas peças P, e três peças G, G, tipo assim, a gente vai fazer num equilíbrio e produz em proporção correspondente,
e o que a gente começou a ver nos últimos dois anos, é que a gente, cada vez mais, os tamanhos maiores estavam sobrando na grade, porque, e aí a gente começou a perceber que as modelos que a gente chamava para ser, por exemplo, G1, elas já estavam vestindo o GG, então a gente começou a ver, na prática, tipo caramba, essa cultura tá refletindo nas pessoas, porque a gente tem uma recorrência na marca de 80%,
ou seja, é basicamente, o público vai crescendo, e aí depois ele volta, então a gente tá falando das mesmas pessoas que compram basicamente todos os meses, ou a cada dois meses na marca, que são as mesmas pessoas, e essas pessoas estão emagrecendo, então, eu tenho visto reflexos do que a gente tá vivendo na cultura, tanto das canetas emagrecedoras, quanto dessa cultura da magreza que parou de ser escondida, voltou a ser exibida, sem nenhum pudor e tal,
e o que as canetas emagrecedoras fazem na prática, e aí eu peguei aqui da bula mesmo, tipo, que quais são os claims de produto que a gente chama, que é assim, o que o produto fala que ele vai te oferecer, elas inibem o apetite, estou pegando aspas aqui do produto, tá, inibem o apetite, algumas colocam inibidora de apetite, e controlam a fome, tá, são informações oficiais, vamos pensar nas palavras, vamos pensar nas palavras que estão sendo usadas, inibem o apetite, e controle,
da fome, pra além de ser uma caneta emagrecedora, vamos pensar nela simbólicamente, como algo que está entre nós e o nosso desejo, e as pessoas estão pagando muito caro, pra controlar essa relação, pra inibir essa relação, pra fazer com que esse impulso tenha menos ação sobre você, do que ele está tendo naturalmente,
se a gente pensar na fome com o desejo, tá, vamos pra esse campo metafórico, o que a nossa geração tá querendo fazer, é dominar, é controlar, é inibir esse desejo, é se exilar, se separar desse desejo, controlar o apetite, fingir que ele não existe, que é isso que as canetas emagrecedoras fazem, né, se separar da fome,
porque cedeira ao desejo, como é doado, escreveu, é se aproximar da condição animal, e aí eu lembrei de uma frase do Lacan, que é um dos fundadores da psicanálisei, das vertentes da psicanálisei, de Lacaniana, vocês devem conhecer,
que ele fala que somos seres desejantes destinados à incompletude, e isso que nos faz caminhar,
então a definição do ser humano psicanagético digamos assim, é que somos seres desejantes, tá, somos seres que desejam desculpa, a gente está tentando ser bem idática pra tentar falar o que que eu estou pensando aqui, somos seres que desejam, destinados à incompletude,
quando a gente vem com esse efeito das canetas emagrecedoras simbólicamente, né, a gente se separa do desejo, a gente controla o desejo, a gente doma o desejo, e aí ele fala destinados à incompletude,
só que o que as canetas emagrecedoras fazem é te dar uma sensação de saciedade, te dar uma sensação de preenchimento, ela te dar uma sensação de completude,
só que essa incompletude, segundo a Lacan, é o que nos faz caminhar, e aí eu lembrei de um trecho de clarice, tá, eu vou pedir licença pra ler esse trecho de clarice,
que é um dos meus trechos favoritos da história da clarice que eu já lhe, que é ironicamente, se chama a paixão, já que estamos falando de desejo, de fome, de olhar do outro,
esse livro se chama a paixão segundo GH, e logo no começo ela dá essa pedrada que é o seguinte,
"perdi alguma coisa que me era essencial e que já não me é mais, não me é necessária assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar,
mas que fazia de mim um tripé estável, essa terceira perna eu perdi, eu voltei a ser uma pessoa que nunca fui, voltei a ter o que nunca tive, apenas as duas pernas,
sei que somente com duas pernas é que posso caminhar, mas a ausência inútil da terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa incontravel por mim mesma,
e sem se quero precisar me procurar, estou desorganizada porque perdi o que não precisava, e aí ela fala algumas outras coisas, e depois ela fala o seguinte,
é difícil perder-se, é tão difícil que provavelmente arrumarei de pressa ao modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novamente ir aqui vivo,
eu estou completamente enripeada, esse trecho da Clarice, ele me arrebata toda vez que eu o leio ele, que ainda já leu meu livro, sabe que tem temas que são muito caros para mim,
o um desses temas é o vazio, porque é que o tema do vazio é tão um precioso para mim, porque a partir do vazio, a partir da incomplitude,
Aparece.
da falta da terceira perna de Clarisse, que você encontra o movimento, que, como ela quer
diz, que te faz caminhar. É a partir da falta dessa terceira perna que você sobra
com duas pernas e pode caminhar. Esse vazio, e o que faz você se movimentar, o que está
entre o vazio e o movimento, é o desejo. Essa, o que a gente está chamando de geração
um monjaro, o efeito físico das canetas emagrecedoras, é você não sentir esse vazio,
você não sentir esse desejo, e, portanto, ser algo estável e controlável e domado. Mais
uma vez, estou falando simbólicamente, e estou falando das canetas como um sintoma do que
a gente está vivendo, e talvez uma das explicações, porque a geração às vezes está transando
menos do que as outras gerações. Porque o controle é muito mais seguro, mas até quando esse
controle vai ser suficiente para justificar a sua vida. E, às vezes, a gente foge da nossa
fome, sempre saber que, quando a gente tem fome, nem sempre é falta de comida. Às vezes,
é outro vazio que a gente está tentando preencher, e é muito difícil de encarar esse vazio,
ou não, às vezes, é só falta de comida mesmo. E aí, a gente não quer comer, porque a gente
quer essa cada vez mais magra. E eu não tenho como saber qual é a sua fome. Você teria
que perguntar para seu corpo e encarar o seu vazio para entender qual é a sua fome. E
por que você está com medo dessa fome? E aí, tem um comentário que eu achei muito bom
no texto da Eduardo de um psicanalista, pelo que eu entendi, que ele fala para as coisas,
mas entre elas ele coloca assim, aí na petência de que você fala, e na petência falta
de apetite, né? Aí na petência de que você fala não é falta de fome, é medo dela. E
eu fiz esse episódio inteiro, porque convenceu seu corpo e convenceu você mesmo, de que você
não tem fome. Tentasse convencer de que você não tem um vazio, tentar preencher esse vazio
com uma terceira perna, com algo que controle a sua fome, com algo que te dê mais a sensação
de estabilidade, controle e que não te faça encarar esse vazio, é se separar desse vazio
por medo da falta de controle, por medo da vertigem que isso traz. Compri meu livro vertigem,
inclusive. Porque minha filha tem que ser muito cheirê-cuda mesmo para bancar a sua própria
fome, para falar assim, eu sou um ser incompleto desejante, para bancar isso que Clarice
Lacatan falando que assim, eu tenho fome e essa fome faz eu movimentar, e é muito mais
confortável você não ter fome, e você está domada, e você está sob controle, e tudo
te parecer suficiente, mas no fundo você sabe que não é, porque você é animal, você
vai ser humano, não tem como sua cabeça ganhar do seu corpo, porque eles são uma coisa
só, não vai ter como você domar o seu corpo, e ser mais obedient, e ser mais disciplinada,
e sentir menos desejo, e sentir menos fome, uma hora você vai ter que se ver com isso, uma
hora você vai ter que se ver com seu vazio, com seu desejo, com sua fome, e aí você
aparada, que é o que eu, inclusive quero gravar um episódio inteiro sobre isso, aparada
não é não sentir desejo, é sentir o desejo, sentir o vazio, e decidir conseguir ter
a capacidade de decidir o que fazer com ele, encarar isso e falar isso faz parte de
mim, eu sou humano, sou um animal, tipo assim, sou tão natureza quanto essa árvore
que está aqui na minha frente, mas eu tenho a razão, e eu consigo decidir o que fazer
com tudo isso, sabendo que na minha condição de ser humano eu preciso me conectar com outro
ser humano, eu preciso me conectar com que me nutre, comida, as conexões, as relações,
o ar, tipo você precisa se conectar com isso para ser feliz, porque se você for totalmente
pela razão você vai sobreviver, sobreviver no ser feliz, e aí do ar do termino texto
com uma frase linda que é, nessa encarnação, eu escolho ser eurídice, quem é que escolhe
dar o controle da própria existência na mão de outra pessoa, sabendo que outra pessoa
pode devorar com olhar, tem que ser muito cherecuda mesmo, e cherecuda, no sentido
não de, ai eu vou deixar o outro melhor, porque eu sou inabalável, não é isso, é, o outro
pode me abalar, o outro vai me abalar, eu vou me abalar, eu vou me deixar abalar,
eu vou me deixar abalar, e eu vou achar, eu vou aprender coisas, eu vou ter os meus recursos
para me reager, e aí eu vou me deixar aberta de novo para outro me abalar, a gente tenta
deixar outra pessoa te abalar, não sei o que é isso, no caso, que é triste, búrquia,
búrquia nunca e duas vezes me mopurado, e aí eu lembrei falando de toda essa, toda essa
história, de um livro que não tinha como não lembrar, que é o livro Fome da Roxanne Gay,
eu já falei algumas vezes desse livro, ele também está na bibliografia do meu livro vertigem,
mas o final dele, eu acho que é o final que esse episódio precisa, que é o seguinte,
para que, dando um contexto para quem não sabe, Roxanne Gay é uma ativista escritora maravilhosa,
uma mulher negra gorda, que passou por traumas horrorosos na infância, e ela fez esse
livro, que se chama, ela fez vários livros, que são absolutos das células, e acrescentaram
muito para a teoria feminista, né, em geral, e nesse livro aqui, esse livro se chama Fome
uma autobiografia do meu corpo, que é muito, nossa, é um livro assim, muito transformador,
acho muito necessário também, nesse momento que a gente está vivendo, e no fim dele,
ela fala o seguinte, aqui estou eu, lhe mostrando a ferocidade da minha fome, aqui estou eu,
finalmente me libertando para ser vulnerável, e terrivelmente humana, aqui estou eu, lhe mostrando
a ferocidade, me deleitando com essa liberdade, aqui, veja do que eu tenho fome, e o que a minha
verdade me permitiu criar, mas a gente nunca conseguiu ler aqui chorar, que parada, que parada,
tudo que a gente está vivendo é uma loucura, agora uma aspas para minha opinião pessoal,
eu acho que a gente está vivendo essas coisas assim, numa velocidade inédita, e eu acho
que os efeitos psicológicos disso, dessas coisas, especialmente nas mulheres, a gente só
vai entender, daqui há muitos anos, muito do que eu estou vendo, é muito semelhante
é o que eu passei quando tive anorexia e bulimia, e aqui eu queria deixar mais uma vez
um reforço de que eu não estou falando das pessoas que estão fazendo uso das canetas e
magraciadoras para lidar com um problema crônico, tanto de saúde, quanto de encaixe na sociedade,
tá, eu convivo com muito de perto com pessoas, são bastante fora do padrão, e eu vejo
quanto é difícil, e a Roxanne gay fala bastante nesse livro sobre esse desencaixe do mundo,
e o mundo faz você sentir na adequada o tempo toda através da largura da catraca, através
de uma cadeira que não suporta o seu peso, através de uma marca, através de não ter roupas
para que você consiga vestir em um lugar onde você quer gastar o seu dinheiro, mas
simplesmente não há roupas que te vistam, através de um médico que você vai para ver
uma conjunto de vitro e ele te fala para iragrecer, tem, é muito cruel, é muito difícil,
e eu se empatizo, empatizo, e compreendo muito as pessoas que simplesmente falam, eu não
quero mais, eu não consigo mais bancar a viver dessa forma e vão para as canetas e magraciadoras
ou para outras coisas, como bariátrica, etc, super, compreendo, de nenhuma forma, eu julgaria
isso, acho que deu para entender que eu estou falando do quanto essas canetas e magraciadoras
foram normalizadas para quem não tem esse tipo de questão, para quem quer perder cinco
quilos, e para pessoas que são magras, que querem ser mais magras, e que querem achar esse
caminho, e esse caminho é abrir mão do próprio prazer, é controlar e domar a sua própria
fome, é não se ver com o próprio vazio, e olhar e falar assim, eu estou vazia do que,
enfim, espero que eu não seja cancelada a partir desse episódio, espero que eu tenha
me feito a entender, espero que vocês tenham gostado, vamos falar sobre roupas de confortáveis,
para mulheres, alguém aqui já era nascida no ano passado, quando a gente lançou a coleção
guapa na Lele Brannonco, que era uma coisa bem, todos querem ser latinos, peroles falta
a sasona, uma coisa feira, boteco, cachorro, caramelo, pois então minha gente ela está de volta
e dessa vez 100% Brazilian Pride, que é orgulho brasileiro, porque não é belíngui, na sexta
feira de 4 de setembro, pausa pra você anota aí na sua agenda, de 4 de setembro, a gente
lança parte 1 da nossa coleção de primavera, a gente essa é uma das coleções mais divertidas
de fazer, que acontecem no ano inteiro, porque a gente traz muitas estampas, modelagens muito
e não se acar de piscar.
para a gente aqui latina americanas, especificamente brasileiras dessa vez, cores, enfim.
E dessa vez eu e o time de desenvolvimento de produto, a gente colocou um pré-requisito
que é assim, todas as peças têm que ser peças para brincar.
Não para você brincar, dá para brincar também, vestindo as peças, mas você brinca
ou uma peça.
Então você ajusta, você puxa de um lado, você abotou de um jeito, em uma causa que
ela é gigantesca, aí você ajusta com os laços, só vendo para entender, as peças super
levinhas com a informação de moda, a gente chama de peças interativas, então a gente quer
que vocês interagem com as peças e elas ficem exatamente da cara que vocês querem naquele
dia, porque tem vários jeitos de usar as peças, minha gente, eu vou falar, vamos dar uma
coleção inteiro desse jeito, exige muita dedicação, estou falando porque a gente está muitos
meses trabalhando nessas peças, a paleta de cores, está do jeito que vocês gostam, e eu
estou muito animada para vocês verem tudo, a gente está fazendo um ensaio fotográfico,
vou tentar explicar para vocês a ideia que o time nesse ensaio, eu queria trazer cenários
e coisas brasileiras que a gente olha e fala assim, que orgulho, que isso é do Brasil,
por exemplo, falso do iguasso, não só esmaranhenses, rio de janeiro, aquele cenário com Cristo
e dendor, jalapão, sei lá, a gente sentou e eu comecei a pensar todas os cenários que
você olha e fala assim, meu Deus, isso é do Brasil, que orgulha, amazônia, sabe, o rio, amazonas,
e aí a gente fez um cenário inspirado nisso, ficou muito legal, mal para esperar para vocês
verem, as peças estão ainda mais legais, e a coleção já está aí, então muita animada
para vocês verem tudo, a partir um da coleção, então entra no ar sexta-feira de a 4 de
september, tem shorts, tem saia, tem blusa, tem vestido, tem camiseta, tem um monte de coisa
incrível, que eu tenho certeza que você vai amar, e se você é brasileira com muito orgulho,
com muito amor, você vai se relacionar muito com a campanha que a gente está criando,
e tem notícia boa para vocês, minhas filhas, nas primeiras 24 horas de lançamento da
coleção, então, a partir do meio-dia, tem live, né, a zonze, o coca-cada já chamando vocês,
a zonze horas da manhã, vai ter live comigo, mostrando todas as peças, vai ser uma live
especialmente divertida, porque as peças são muito integrativas, então vocês vão ver,
eu brincando com as peças, e depois ao meio-dia, na sexta-feira de a 4, as peças vão
pro site, com o drop-1 da nossa coleção de primavera, e vocês têm desconto com o cupom orgulhosamente
brasileira, então você coloca orgulhosamente brasileira e ele te dá 10 reais de desconto durante
todo o dia a 4 a partir do meio-dia, então já segue a gente lá no Instagram @lelabrandon.co,
porque sempre rola muito spoiler até o dia do lançamento, e também precisa não ficar de fora
do lançamento, né, minha filha, obrigado a ela abandonou por não patrocinar esse trecho
do episódio, bem que podia, né, é isso, vamos voltando, e vamos para o choro da semana, gente,
recentemente, agora que eu estou gravando, eu acabei de voltar do vale nevado, no chili,
eu fui com a Olga, essa mesma amiga que eu fui visitar em Londres, a gente passou 4 dias
no chili, no vale nevado, esquiando, que é a minha obsessão de vida, não vou nem falar
a obsessão, a minha obsessão de vida, nada para mim, equivale a alguém que já esquiu, gente,
é uma coisa, é uma sensação indescritível, eu quero cada vez mais e atrás das oportunidades
de esquiar, então a gente foi para o chili, passamos 4 dias lá, e aí para quem nunca esquiu,
o esquema é o seguinte, existem lift, esquema, que são tipo cadeirinhas, que você tem
um passe, né, tipo tem a montanha, a montanha do vale nevado, e aí você precisa pegar
um esquipés, esquema, que é tipo um cartãozinho, que ele te dá direito de acessar o parque,
há tantos dias, sei lá, o nosso foi três dias, de acessar o parque, e aí esse cartãozinho
que que ele te dá, você, a luga lá o equipamento, né, no nosso caso foi esquís, pode ir a
um bordo também, para você é a luga o equipamento, e aí com esse cartão você passa na catraca
do lift, e aí você pode subir nessas cadeirinhas, e aí essas cadeirinhas te levam para várias
partes da montanha, e aí você pode pegar várias pistas, diz que, e aí eu e a Olga, a gente
estava esquirando, decemos em uma das, em um dos lift, beleza, e aí a gente deixeu uma pista
assim, que a gente, a gente disse, eu falava assim, meu Deus, isso é a vida real, olha isso,
essa paisagem de parava, a Olga gritava, meu Deus, amiga, olha isso, olha aquilo, e a gente
foi parando e observando, e a gente é uma coisa, não sei explicar, juro, é tipo surreal,
surreal, a gente estava feliz da vida, tal, e a gente falou, vamos subir essa cadeira de novo,
e a gente pega essa pista de novo, porque assim é uma coisa surreal essa pista, e a gente entrou
na cadeira, o fatismo com o momento em que sentamos na cadeira do lift, e aí o lift foi subindo,
e aí pra, eu tenho até uma foto que eu posso mandar no grupo do WhatsApp, porque a gente
estava achando a vista tão linda, que a gente começou a tirar o selfie, tal, o lift ele fica,
imagina que assim é uns 15 metros do chão, é alto, tá, é alto, é um telefere cozinho,
né, assim que você vai, você vai subindo, o lift parou, e isso até que é normal assim,
porque as pessoas caem, sabe, na hora que vai sentar a bunda na cadeira, assim, você tá,
que pra mim você vai sentar, às vezes a pessoa cai, aí o lift a cadeira passa por cima,
ou a pessoa na hora de descer, cai, é muito normal parar o lift, e aí você fica um
segundinho, lá, o minuto, e aí continua, porque é o tempo da pessoa levantar, e continua,
o lift parou, passou 10 minutos, passou 20 minutos, uma nevasca, gente, como são um vento,
um vento, um vento, uma neve, e aí o lift é balançando, a cadeira balançando, a cadeira
balançando, eu e a Olga, a gente se olhou apavorado, falou assim, amiga, não é possível
que alguém caiu e está demorando 20 minutos pra levantar, meia hora, se passou, tipo
isso, eu não sei se foi esse tempo, tá, na minha cabeça foi assim, três horas, se passaram,
mas se passou muito, muito tempo, e aí começou a dar uns trancos assim, ó, tipo, ele meio
que fingia que ia pra frente parável, fingia que ia pra frente parável, e isso fazia
com que balançasse ainda mais o lift, e aí os cabos que estavam sustentando o lift
estavam subindo, decendo, porque dava esses trancos, e aí ficou assim, por uns 10 minutos,
tranco, tranco, tranco, eu falei, amiga, quebrou o lift, quebrou o lift, acabou, tipo
assim, como é que vão tirar a gente daqui, eu não sei porque não existe uma escada de
15 metros, a gente é daqui, quando a gente olha pra frente, tipo, onde chega a cadeirinha
lá no topo, tem uma casinha, sabe, tipo, uma casinha onde fica, sei lá, um telhado
e uma pessoa ali que vai meio que te ajudando desse e tal, essa casinha estava meio que
pegando fogo, a gente já conseguia enxergar, né, que tá muito longe, a gente viu uma fuma
cera preta, saindo assim, uma fuma cera preta, uma nessa hora já entreguei minha vida e
eu falei assim, amiga, é aqui, a gente se lá vai ter reportagem brasileiras morrem congeladas
no topo do lift, eu fiquei com medo de, tipo, derreter o cabo, sabe, ou balançar tanta
cadeira que caísse, porque tava ventando muito, a gente foi, acho que um dos momentos que
eu mais passei, medo na minha vida, eu fiquei com os homens, assim, ó, no meu ouvido,
quase, desesperada e a Olga, calma, calma, geralmente sou eu que acalma a Olga, né, nos
homens, medos e tensões da vida, sempre falam, amiga, eu tô tranquilo, tal, dessa vez
foi ela, calma, calma, calma, eu desesperada, gente, foi assustador e resumo da ópera,
eu não sei o que aconteceu, deu problema de manutenção nesse lift, voltou o lift a funcionar,
só que assim, numa velocidade muito baixa, tipo assim, muito, muito baixa mesmo, a gente
demorou um horrores pra subir e assim, tem vários postes, né, e aí os fios, eles ficam
aqui, tipo, entre os postes assim, só que como a velocidade tava muito baixa, tinha mais
cadeiras do que o normal, no mesmo intervalo entre os postes, então assim, o lift abaixou
assim, sabe, o fio da cadeira abaixou, não tô conseguindo explicar, o fio da cadeira abaixou
com o peso das cadeiras e a gente ficou bem mais baixo, a impressão é que ia cair, a impressão
é que ia despencar o fio a qualquer momento ia cair todo mundo, mas chegamos lá em cima,
né, quando a gente chegou, tava tentando fazer a manutenção do lift, eu acho que eles
estavam fazendo que pudiam só pra trazer quem tava no lift, em terra firme, e depois
eles fecharam o lift, e a gente ficou sabendo que deu problema todos os dias esse lift,
então quebrou uma coisa enquanto a gente tava lá em cima, que eles não conseguiram
acertar, e essa é a história de quando eu achei que eu ia de camiseta de saudades, por pegar
uma cadeirinha, e achava que eu tava indo viver o melhor momento da minha vida que era
eu quase morri, gostaram meninas mais um medo desbloqueado, mas eu vi que isso não é muito
comum, tá? Eu pesquisei, eu vi que isso não é muito comum, então se você for esquiar
algum dia não fica com medo disso, não. Ai minha gente, vamos para a obsessão atual,
a minha obsessão atual não tem como ser outra coisa, gente, o mercado perto de casa começou
a vender engradado de coca de vidro, por um preço eu acho que eles pressificaram errado,
não sei, porque tá muito mais barato do que a coca de lata, e agora aqui na minha casa
a gente colocou a regra de que tomaremos coquinha zero de vidro, que é eu e o vidro a gente
ia obcecado por coca zero, não é nem pela falta de caloria, é porque eu não gosto,
na coca normal, não sei se alguém vai concordar comigo, quando estamos coca normal eu sinto
que eu fico com uma baba com um gosto estranho depois, não sei explicar, fico com uma baba
meio pegajosa, não sei, aí a coca-zerra para minha perfeição.
que é o mesmo gosto da Coca-Cola normal, só que não fica sababa depois.
E aí, a gente implementou a ditadura da coquinha zero de vidro, imagina todas os refeições.
Não todas, né?
Todas as refeições que a gente come com Coca, que a gente toma com Coca, tem coquinha zero de vidro aqui na minha casa.
Eu estou obcecada, às vezes eu estou trabalhando e falo assim, "Ai, não pegamos coquinha de vidro, eu pô, um monte de gelo no copo."
Nossa, que delícia, bem.
Foi um monte de gelo no copo, e bota minha coquinha de vidro, e o melhor é que assim, ela não é tão grande, né?
Então, não dá, que a lata tem 350 mil, a essa garrafinha tem menos, acho, 200 e pouco.
Então, é menos de um copo, se tomou, "Ai, olha, que delícia, meu Deus do céu, olha, só de falar já enxerou minha boca de água."
Chegamos ao fim desse episódio, polêmico, espero que eu se tenha chegado aqui e não tenha me cancelado.
Se você ficou até o final, não esqueça de me seguir nas redes sociais @lela.brandão, se inscreve no meu canal do YouTube, que agora somos YouTubers.
Lá no meu Instagram tem memes sobre o episódio, tem aprofundamento das discussões, tem meu dia a dia, tem corte do episódio, tem várias coisas legais, então me segue lá @lela.brandão.
Tem a minha marca de roupa esconfortáveis para mulheres, a Lele Brandão Co, www.lela.brandão.co, ou @lela.brandão.co.
Você tem desconto com pão gostosa e chorona, e compra o meu livro "Vertigem", a coragem de encarar o vazio e escutar o seu corpo, que são dois temas que a gente trabalhou nesse episódio.
Se você gostou, você vai ao mau livro, parte 4 é toda sobre corpo, e a parte 1, 2, 3 são mais sobre vazio e excessos, então eu acho que você vai gostar bastante.
E entra no nosso grupo dos apps, que eu mando todos os conteúdos extras lá, e peço opiniões, quando tem gostosa na escuta lá que eu pergunto as perguntas para vocês.
Então entra lá nosso grupo do WhatsApp e o link está na descrição, nos vemos na semana que vem, pode ser. Mesmo à hora, mesmo local, pode ser.
Então, um beijo fica com Deus, viu? Tchau, beijo. Vá!
Se você ficou até o final do episódio, e faz parte das divas que ocupam o meu coração, na posição, de ser leto o grupo das mais mais.
As maiuras, as que ficam até o final, sabe? As que as mulheres para as quais eu faço esse podcast, e que eu amo encontrar na rua, e elas falsem "eu sou do ser leto o grupo das mais mais, parece que a gente é tipo uma sociedade secreta", sabe?
Comenta com um emoji de "et", pode ser. Isso é lá, porque eu vi aqui, achei bonitinho, esse emoji de "et", tá bom? Então aí, comenta com um emoji de "et", pra eu saber que você ficou até o final de faz parte da nossa sociedade do ser leto o grupo das mais mais.
Então, tá bom, meu povo, nos vemos na semana que vem, uma amo vocês, um beijo e tchau.
Podcast Summary
Key Points:
As canetas emagrecedoras estão sendo amplamente usadas por mulheres, especialmente na cultura de influenciadoras, como sinal de uma tendência mais ampla de controle sobre o corpo e a fome.
O uso dessas canetas é visto como um reflexo da sociedade contemporânea, onde o desejo, o vazio e a vulnerabilidade são medidos e suprimidos em favor de controle, estabilidade e aparência de perfeição.
A fome, entendida como um desejo profundo e uma condição humana, é central ao processo de conexão com o outro, e o medo de ser olhado ou abalado leva à supressão desse desejo, criando uma sensação de incompletude que a cultura tenta ocultar.
Summary:
O podcast explora o fenômeno das canetas emagrecedoras como um símbolo da cultura contemporânea de controle sobre o corpo e o desejo. A autora observa que, na sociedade atual, especialmente entre influenciadoras e mulheres, há uma forte tendência de suprimir a fome e o desejo — não como necessidade biológica, mas como um risco à saúde mental. Isso é evidente na forma como as pessoas usam produtos para "inibir o apetite", o que, metafóricamente, representa um esforço de dominar o desejo, o que, segundo a psicanálise de Lacan, é essencial para o movimento humano.
A narrativa é enriquecida por referências mitológicas, como a história de Orfeu e Eurídice, onde o ato de olhar para trás e a dissolução da figura simbolizam a vulnerabilidade e a necessidade de se permitir ser abalado. O texto de Eduarda Kaufatt é central, destacando que o medo da fome é, na verdade, medo da vulnerabilidade. A autora argumenta que a geração Z, por exemplo, transa menos por causa do isolamento virtual e da necessidade de proteção, o que reforça a ideia de que o desejo é suprimido em favor de controle.
A cultura da magreza extrema, exibida nas mídias, reflete esse medo, pois a pessoa busca um corpo "perfeito" e controlável. O episódio termina com uma reflexão sobre a fome como um estado de vazio que move o ser humano, e o chamado a aceitar esse vazio como parte da condição humana — não como defeito, mas como fonte de movimento e conexão. A autora defende que o verdadeiro crescimento vem de se ver com o próprio desejo, com o corpo e com o vazio, e não de dominá-lo.
A mensagem final é de amor à vulnerabilidade: "eu escolho ser Eurídice", aceitando que o olhar do outro pode devorar, mas que, nisso, há também a possibilidade de transformação. O episódio critica a normalização das canetas emagrecedoras para pessoas que não enfrentam problemas crônicos de saúde, destacando que isso é um ato de auto-supressão. Também menciona a coleção de roupas "esconfortáveis" para mulheres, como parte de um movimento de reconexão com o corpo, e encerra com um chamado à autenticidade, ao vazio e à necessidade de olhar para dentro.
FAQs
As canetas emagrecedoras são produtos que supostamente inibem o apetite e controlam a fome. Elas se tornaram muito comuns porque refletem uma cultura que valoriza a magreza extrema e busca controle sobre o corpo e os desejos.
Muitas mulheres usam canetas emagrecedoras para perder peso rapidamente, especialmente em um contexto social onde a magreza é vista como um padrão de beleza. Isso muitas vezes representa um medo de vulnerabilidade e um desejo de controle sobre o corpo.
Simbolicamente, as canetas emagrecedoras representam o desejo de dominar e controlar a fome, separando-se do desejo natural e do vazio interior, o que em psicologia é visto como uma forma de se proteger da incompletude humana.
A fome, além de ser física, é um sinal de necessidade emocional. O uso de canetas emagrecedoras pode esconder um vazio interior, como a busca por conexão, validação ou amor, que não é atendido pela alimentação.
A geração Z está transando menos devido ao isolamento virtual e ao medo de vulnerabilidade. A conexão online é mais fácil e segura, mas não substitui a profundidade e o risco emocional de relações físicas.
Ceder ao desejo significa se abrir para a vulnerabilidade, permitir que o outro veja e sinta o próprio corpo, e reconhecer que a conexão humana exige risco e perda de controle, o que é essencial para o crescimento emocional.
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