A transcrição explora a cultura da performance social no Brasil, especialmente em ambientes digitais e de elite. A ideia central é que, em vez de serem ricos por meio de riqueza real, muitas pessoas "performam" sua riqueza, mostrando carros, bolsas ou festas para se destacar e ganhar reconhecimento. A promoção "Casa" daqui é apresentada como uma forma prática de engajar o público com a ideia de consumo e troca, conectando a necessidade de pertencimento com a aquisição de itens para a casa. A narrativa mostra que o comportamento de "parecer rico" está profundamente ligado à insegurança social e à inveja, com o Brasil sendo um território onde a riqueza é marcada por símbolos visíveis, como uma Ferrari na sala. A análise também aborda a teologia da prosperidade, que valoriza a riqueza como um bem espiritual, especialmente em igrejas evangélicas. Além disso, é destacado que a elite brasileira está migrando para mandar filhos estudar fora, como forma de manter o status e escapar da visibilidade social. O texto conclui que o Brasil é marcado por uma paradoxa: as pessoas querem parecer ricas, mas muitas não sabem que são ricas, criando um ciclo de performance contínuo baseado em imagens e fronteiras sociais.
É noia minha!
Na infância, a gente tinha álbums de figurinha para colecionar.
Ou aquele card de surpresa que vinha no chocolate?
Um brinde que vinha assim adentro de salgadinho?
Enfim, crescemos, gostando de ganhar coisas com as nossas compras.
E na vida adulta, Camila.
Na vida adulta, a gente gosta de ganhar coisa para a nossa casa.
É por isso que eu vim falar para vocês da promoção "Casa" daqui.
Onde as suas compras rendem ser?
Los que podem ser trocados por produtos que a sua cozinha precisa.
Daqui eu é certo para você fazer as compras do mês
ou comprar aquele ingredente que está faltando.
E tudo chega rapidinho na sua casa.
Se você faz parte do clube daqui, cada 20 reais em compras te dá um selo.
Também tem produtos na daqui que multiplicam o valor da sua compra.
Pra você conseguir seus selos mais rápido.
É só juntar e trocar.
Dá pra ver que eu vou gastar todos os meus selos, né?
Tem pot, bowl, panela, caneca.
E é disso que o adulto gosta.
Eu sei que vocês gostam de que o ponto também, então, anota aí.
Noia 25, pra você ganhar 25 reais em compras acima de 149 reais.
Valeu daqui por apoiar o episódio de hoje.
Mais 1 é noia minha, aí eu comece feliz, eu comece animada.
Porque eu voltei com a dupla, que vocês amam, que vocês pedem.
Eles estão aqui de volta, a gente fez o primeiro episódio.
Quero duble de rico e agora a gente vem no duble de performance, tá?
Todo mundo está performando o tempo inteiro dentro da internet ou fora da internet.
A gente é viciada em performar.
E por que a gente performance será, né?
O que cada um noia dentro das performances, você quer performar o quê?
Você identifica a performance e a leia?
Porque eu fico rodando lá meu TikTok, meu Instagram e eu fico assim. Só que essa pessoa não é assim, não.
Só que tá dando truque.
Eu não acredito.
Mas tem gente que a gente fala assim, "Ah, ela é tão ver da real".
"Ah, eu vou conhecer de verdade, será que é?"
A gente vive se enganando, enganando os outros, né?
Essa é a graça do performar.
Então eles estão de volta.
Meu amigo quer escritor, bestseller.
Ah, não é assim, escritor. É escritor, bestseller.
Antropólogo, maravilhoso, pode queaster, Michel, acoforado.
Olá, Michel.
Camila, feliz voltar aqui.
Muito feliz também.
Agora por câmera, né? Ami.
Agora em vídeo.
É o melhor jornalista que temos, né, da Piauí, que é nossa. Nossa, nosso lugar preferido para se informar, João, uma artista junha.
Oi, obrigado pelo convite, obrigado amigo autor bestseller.
E vem pra mídia, João.
Famosa e agora em vídeo.
Eu amo amigo autor bestseller.
É assim, que eu vou se. É assim.
Você já faz as matérias mais clicáveis desse país, são de João, né?
Muito tempo.
Não tenho dúvida, não tenho dúvida.
Eu tenho dúvida na mundo, né?
É verdade.
Você já tá performando o escritor bestseller?
Tu, né?
Precisa, não não acredito, não é?
A única coisa que cabe é você é performar o autor.
Sabe o que o autor bestseller faz?
Não se livraria, não se entiatro.
Foi o seu caso, né?
É.
É verdade.
E também não lança só.
Tem que filmar, que lança, e tem que filmar a fila.
Você, como as influências, já tem alguém de seguir indo com uma câmera,
pra depois postar tudo?
Eu amo isso.
Não, só nesse evento lá pra poder depois, né?
Postar na gente social, mas é. Mas será que vou virar isso?
Porque Dem Brown, que acabou de lançar agora no Brasil, deviteiro.
Deve acordar de manhã, ligar o computador, alguém deve filmar.
É um reality show.
É um reality show, total.
É legal, né?
É igual a ex-abelende também, né?
Que monstro-escriptório, mostra como é que faz, dá entrevista.
Mas antes de entrar num papo aqui hoje, eu quero só falar algo muito glorioso do mercado historial.
É lindo quando um acadêmico que é o teu caso,
transforma o seu trabalho de doutorado.
Um livro, esse aqui, Coisa de Rico,
que tá entre os mais lidos e viraliza.
Então, assim, é muito. Esse Brasil do Coisa de Rico, que tem pessoas que performam o tempo todo,
que têm ricos variados, cada rico a sua maneira,
também é um Brasil que tem permitido vários autores,
como você, Zé enrique Bertoloutes, Tena Kardel,
o cada um dentro do seu quadrado,
vem de brilhar e fazer sucesso com esse ofício.
Isso é glorioso, e parabéns.
Muito obrigada, ainda, mas você me botou do lado do José e do Estânio, né,
que são esses sentos, são escritores, né?
Eu sou o antropol que escreve.
Não, você tá bem escritorzão, Jávio.
Pode performar.
Muito obrigada.
Todo mundo quer ser famoso?
Por isso que a gente performa tanto na internet,
vocês acham que é isso?
Eu acho que todo mundo quer parecer mais do que é,
porque senão não consegue ser nada.
É. tem uma coisa que é uma loucura, né?
Che começou.
Eu preciso da tecla-safe, antropólogo.
Ajuda-se.
Ajuda-se, não, gente.
Sabe quando você vai na erragada firma,
um pessoal que tá aí fazendo aquela carreira da firma?
O erragá, às vezes, quer te dar uma promoção.
Aí ele chega pra você e fala o seguinte,
olha, eu acho que você devia virar gerente,
mas tá te faltando uma coisinha ainda.
Essa coisinha é cara de gerente antes de ser.
"Oh, ah, eu quero te levar ao diretor,
mas você ainda tá te faltando algo,
daqui a pouco você conquista."
Essa algo que falta é cara de diretor antes de ser.
Então no Brasil, pra gente virar alguma coisa,
você precisa primeiro parecer que é.
Aí as pessoas depois vão começar a acreditar que você é.
Então, pra classes, isso é fundamental.
E essa é a grande batalha da sociedade brasileira.
Todos nós, todos nós, não importa quanto você ganha.
Pode ser o pessoal do salário mínimo,
ou o pessoal dos 200 horas mínimos por mês.
Todo mundo tá querendo parecer mais do que é
pra conseguir um bocadinho mais de coisa.
Eu acho que nem todo mundo quer ser famoso
ou quer ser famoso dentro de grupos específicos
e por performance específicos.
Esse ano eu fui convidado por um complazo ano.
Eu não era o convidado direto,
para o open house de uma influenciadora bem famosa.
Aqui de São Paulo, ela é muito rica de berço,
o marido muito rico de berço.
Eu entre na casa, era na época de beleza fatal.
Tinha um carro da Lola, né?
Tinha uma Ferrari na sala.
Tinha literalmente uma Ferrari na sala.
Então agora tem isso, né, de por o carro dentro da casa.
E aí, eu sou binar festa que, para o open house,
ela tinha esquecido no elemento muito importante.
A casa dela tinha uma Ferrari na sala.
Móveis assinados, aquela coisa toda.
Mas não tinha uma obra de arte na parede.
Então ela gasta 150 mil reais numa brusinha.
Mas nunca tinha colocado um quarto na parede.
Pela foi até a neta de um homem muito rico de berço aqui de São Paulo,
para alugar a obra de arte, para performar isso dentro da própria casa.
Todo mundo quer ser famoso, ela já é famosa e rica.
Mas ela queria performar para determinado
tipo específico de gente que estaria naquela festa.
Aqui para eles fazer este xí, olhando para a tarcila,
pode ter algum tipo de impacto, sabe assim?
Mas esse é o jogo, assim.
Acho que tem um aspecto importante nessa coisa de parecer famoso.
Ou de ter um carro no meio da sala.
Quem inaugurou isso foi o Ike, né?
O Ike já tinha um grande carro.
Ah, lá no livro, inclusive.
É em uma passagem ali no comecinho, de Ike.
Se não tivesse essa passagem, a gente. Os leitores ficariam triste.
Pelo amor de Deus, a passagem explica pra gente dar onde veio o termo patricinha.
Então o Ike nos anos 80 era visto como grande homem desejado do Rio de Janeiro.
O mais cobiçado.
O mais cobiçado de todos.
Ele era um playboy empreendedor, né?
Ou seja, era alguém bem visto pela sociedade ao mesmo tempo.
Ele tinha um futuro promissor pela frente.
E ele consegue casar com aquela que era conhecida com o melhor partido do Rio de Janeiro.
É.
Que era patricial, né?
Patricial, trineta de um conge, ou seja.
Trineta, a gente nunca usou isso.
Eu sou trineta de. É, morava num palacete, eu acho que ainda mora, em Santa Teresa.
Chamava suas bolsas de Louis Vuitton de Louisinha, porque ela gostava muito.
E ela era um. É corsoira do Labobu, também.
Vamos falar isso sobre ela, né?
Então já que chamava a bolsa de Louisinha.
Ai, nossa.
É verdade.
Genê, ela era esse símbolo dessa menina moderna.
Porque é o mesmo tempo que ela estava preocupada em se vestir.
Ela era viajada, cosmopolita, falava línguas.
Era uma mulher do mundo, assim.
É um reflexo daquele tempo.
E ela se apaixone, ai, que se apaixona por ela.
Até o momento que depois que eles já tinham feito uma cerimônia, né?
A cerimônia religiosa, ele conhece dona Luma de Oliveira.
Aquela da colherinha, né?
Sim.
Uma das mulheres mais lindos da história do Brasil.
Ela que fazia a abertura do fantástico, não?
Não.
Era ele uma. É uma ribeira, a gente está confundindo as bonitas.
Ah, tá.
Mas agora, a ribeira, o que é da mesma época da Luma.
É da mesma forma, né?
É o mesmo tipo de gente assim.
Porque é norenona, né?
Cabeleão.
As gatas gatas.
E aí, ele decide, né?
Não fazer a cerimônia, esse viu.
Uhum.
E casa com luma de Oliveira e não se casa com dona Patricia Léal, né?
Que era a patricinha.
Porque esse hábito dela, de ser tão sofisticada,
é o mesmo tempo tão internacional,
fez com que o Zózimo, que era o grande colonista da jevista,
do Rio de Janeiro, disse que ela era uma patricinha.
Então, toda garota.
Que tentava seguir aquilo que ela era chamada também de patricinha.
E nos depós a gente foi inventar o It's Girl, né?
É.
Que ela já é.
A patricinha é mais legal, né?
Eu acho muito vazio.
Eu não entendo porque a gente fica mudando termos.
Exatamente.
Mas o grande ponto aqui, com esse negócio de Ferrari na sala,
é que você está despertando, que é fundamental em qualquer performance,
você está trabalhando um elemento fundamental da vida da gente
que é o costume de capacidade imaginativas.
Não dá pra gente falar quanto o dinheiro tem,
ou não dá pra gente falar. Qual é o nosso patrimônio?
Então, a gente no Brasil compra coisa
pra poder despertar nos outros,
a imaginação de quanto o dinheiro a gente tem.
Pode ser carro, pode ser bolsa,
pode ser joia, mas pode ser obra de arte também.
E esse é um ponto muito legal, João,
porque ele vai muito de encontro a ideia
que a gente tem sobre o que quiser elite no Brasil.
É porque, na França, o Fulano tem uma obra de arte revela,
um determinado gosto, que é um marcador fundamental de classe.
A gente leu aí o livro da Nier Nô, do Eduardo I e logo.
Lá eles falam muito essa coisa, acileu vitorugo, no original, na versão do século selacual,
você é o nobre.
Se você frequentou as escolas tradicionais da França, você é o nobre.
No Brasil, a elite brasileira não tem um gosto que ele marque ao longo do tempo de forma
muito clara.
Ela vai trocando de acordo com a moda.
Então, é um determinado arquiteto, é agora o cara da moda, você vai lá, ele refaz a
moda da sua casa inteira, daqui há 5 anos você lá mudou a sua casa e você contratou
a arquiteto da moda de agora e sim um era minimalista e vira maximalista da noite
pro dia.
Então, o obre de arte é a mesma coisa, não é?
Ai, o Fulano conhece a história da arte, está ali mostrando o que tem de único.
É como eu me vario desse quadro nem que seja emprestado para dar para os outros a sensação
de que eu estou na cristal.
Eu sou antenada, né?
Então é engraçado porque essas feiras de arte em São Paulo, no Rio de Janeiro, elas
são fundamentais para a gente não só atualizar e formar gosto, mas entender quais são os artistas
do momento.
E assim que eles vão escolhendo, com a ajuda óbvio dos marchões que atualizam essas fronteiras
e a gente que pode comprar, que não pode comprar, mas é assim que a gente vai despertando
essa capacidade imaginativa dos outros.
E não tem nada seu, né?
É tudo ditado pelo outro.
Nada seu.
E aí, ranta coisa que ficou muito na minha cabeça é quando você falou do Ike, né, que
ele era essa figura, né, que tinha todos os dos, né, do que tem que ter e tal.
Essa figura que é muito trabalhada dentro da performance, ela sempre é robada, sabe?
É uma grande robada, porque ele foi, né, uma grande robada, assim.
Não, assim.
Ele foi bonito de fato e ele foi rico de fato, na época da Patrícia Léal, na época da
Luma, o Ike era alguém.
É um isso que eu não sei, ele era rico, tipo, ele foi um pai dele, ele venerador, com contato
com o Ike.
Enfim, manei, manei, manei, cadê uma caristocrata?
É um pô, ele foi vendendo vento, talvez, e enfim, aquele homem que estava na lista da
fobe se mostrou um grande no picareta, problemas da justiça, cadeia, Ferrari, tendo saída
sala.
Então ele, naquele momento de Patrícia Léal, ele era alguém muito grande, depois a coisa
dele não ficou, ficou, ficou.
Só que muitos dos ricos do Brasil, eles performam riqueza nos salões de festa e também
nas páginas policiais, correto?
Não é todo aqui, vir e mexe, eles, a gente tem aí os casos de alavajato, todos esses casos
ali.
Exato.
O próprio movimento da arte teve galeria durante alavajato, que era conhecida por lavadinhaira
de políticos, de brensados, de alérias e idem.
É, de abro de arte, a gente fala muito, mas a lavagem de dinheiro.
Exatamente.
Mas o Ike foi alguém relevante de fato.
Entendi.
Muito importante, muito importante.
Não é todo aqui, a gente ficou 30 anos falando do Ike, né?
Então, é o Ike dos anos 80, o Ike dos anos 90, dos anos 2000, até a derrocada, mas é
o Ike, né?
Era feito, quase, Game of Thrones, né, acompanhar.
O livro da Maluga, acho que dá um pouco desse tom, né, de alguém que apostou sempre
no Tudoonada.
Eu acho a história mais assinante do Ike, uma coisa meio de fofoca mais deslumbrante, né?
É a luma casada com homem tão muito poderoso, decide trocar-lo por um bombeiro.
Um bocacino era. isso é um luxo que depois vai parar na capa da Gemagazinho.
Você está casada com cara, listado na Forbes, tem uma das casas mais lindas já de botanha.
Foi aí, que ele pirou, que ele mexe com a cabeça de qualquer pessoa, né, se trocada
por um bombeiro que vai parar na capa da Gemagazinho.
Bombeiro chamada Bocacino, era qualquer janeiro, não bombeiro.
E, mas é o que eu acompanho também nas redes sociais, um outro movimento, que eu
acho que ele começou a acontecer.
Eu acho que foi em meio pós-pandemia, que são pessoas que são ricas, mas começam a
desfarçar que não são influenciadores, você já percebeu isso.
Pois eu não sou livreur rico, não quer parecer que é rico, ele sempre acha que o outro
mais é que o que ele.
Por que as pessoas têm vergonha de ser rico ou é uma performance e de fingir que você
não é rico?
Não, eu digo que eles não sabem que são ricos, é essa talvez seja a grande contradição
brasileira.
Por conta de alguns aspectos que são importantes, primeiro deles, essa ideia de que
é rico é sempre aquele que tem mais do que precisa, só que quando a gente olha para
nossa própria vida, a gente sempre gosta de acreditar que a gente tem tudo que precisa,
não importa quanto você tenha.
Então, Fulano, que está morando sei lá na cobertura ali na cidade de Ardin, ele acha que
como é que ele moraria em outro apartamento, será?
Como é que ele moraria em terceiro andar?
Próxima marginal do Rio Pinheiros, ele tem que morar no último andar mesmo.
Só que aí ele olha, lá do alto dele, do prédio dele, pro pessoal que está morando
sei lá no Diadim Europa, num quaterão, ele fala que ele ali tem muito mágica que é
precisa, aquele é rico.
Então há um aspecto importante que o superfla que constró a riqueza no Brasil.
Ou seja, a inveja é a mola.
A inveja é a mola fundamental do Brasil, você inveja a gente num chupo fica bom aqui,
né?
A inveja não hace, em todo mundo tem um rico de estimação e todo mundo inveja esse rico
profundamente.
Todo mundo tem o seu rico de estimação, assim, que é aquela pessoa que se acorda de
mãe e fala, olha, aquela pessoa que se acorda de mãe e fala assim, gente, se eu tivesse
essa vida, eu acho que a minha vida é ser melhor.
E não importa quanto dinheiro você tenha, é o brinco que, quando a gente é pequeno, toda
família, toda família tem o tio rico e o tio pobre.
Claro.
E o tio, o tomara é que o tio rico seja seu pai, né, mas ele não for o tio rico.
Você vai olhar e a família se organiza para dizer, veja o que eles moram, veja o carro
deles, veja o que eles come, veja o pra onde eles viagem.
Mãe falando da prima, porque você não faz isso, igual a sua prima fez.
Então a inveja é um motor do Brasil, mas tem outro aspecto, João, que é muito importante
nesse jogo, que dificulta você achar que você é rico, é que toda vez você compra uma
coisa de rico, que vai ter esse poder de te catapultar para o mundo dos jicos, vai te abrir
acesso nessa performance, que a performance se abre portas, né?
É, você, aqui comproze lá um passe pra ir num clube no outro dia, as pessoas estão te tratando
melhor, você compra uma bolsa, o moço que pega a chave do teu carro, ele te trata melhor.
Toda vez que a gente compra uma coisa de rico que funciona, em geral a catapulta a gente
para o mundo novo, onde a gente vai ser o pobre daquele grupo.
Então será que você sai da. Ah, eu moro, sei lá, na instantana, na zona norte de São Paulo.
Aí se esforça, se esforça, se esforça, se muda pro jardim, aí você comprou um apartamento
dos dois quatro no jardim, você fala, agora eu dei certo, no primeiro final de semana
você chega lá e diz, olha, eu sou o pobre do jardim, e aí você começa a sentir como um pobre.
Então você não consegue. É como o Hamster eternamente correndo.
Isso é a grande loucura da sociedade brasileira, porque se nos Estados Unidos, você tem um determinado
volume de dinheiro, você pode dizer, cara, eu sou rico, eu sou um privilegiado, na França,
eu moro no determinado bairro, no 16. -Por se só, você quer ir, né? -E você possui só falar,
é verdade, né, eu pertei essas elite francesas, e tô em paz com isso que, bom, que eu não sou
um pobre francês, né, ou que eu não sou das camadas médias, no Brasil esse sentimento de
na adequação, ou essa insegurança sobre a tua posição, ela atravessa a gente até o último dia.
-Você já morar no jardim e os genópiles não basta? -Não basta, né, porque você tá nos
genópiles no teu apartamento, você olha, né, o da esquina, que é 600 metros, você olha
o prédio do coso, o apartamento do cosáquio, né, não sei se é de vídeo, ou não tem? -Nossa, eu repostei.
-É um novo vídeo dele, é um da casavogue, porque tem um video da revista Piauí, que foi uma
coisa que viralizou no passado. -Nossa, na casavogue, ele abriu a casa dele, um duplex no
genóbulo, né? -Nossa, cosáquio, é o nosso dante de estimação. -Não, acho que ele é meu rico.
-Ele é meu rico, hein? -Ele é meu rico estimação. -Por que é meio crazy, é super intelectual,
você usa umas roupas perdidas no tempo de espaço. -Se ele trabalha com livro, ele tem o nosso coração. -Ele tem o nosso coração.
-Ele tem livros belíssimos, né? -Livros lind, ele tem um bom gosto. -Sim. -Apesar do Jesus
entra manho natural, que me deixa um boco frito. -Votou, né, agora são vários, né, eu tenho um. -É Deus.
-Tão vários, Jesus, né, são vários. -É, é. -É, é isso, então você tá no genópiles, aí você tá
lembrando, "Denta na sua cama, a tua família de onde você saiu, fala, é a Camila Targica, mas aí quando
você lembra do Cosax, você fala, não, gente, o Cosax é gay, e aí que você faz o quê? Se olha para
si mesmo, diante da pergunta, aí diz, eu sou de classe média. Isso é que é o ponto interessante.
Os gicos brasileiros têm plena noção do privilégio, assim. Eles não são abobalhados, assim, "Ai, eu vivo
num país que eu não tenho noção da vida que eu leve". Todo mundo aqui, inclusive nós, da classe média
alta, a gente sabe, né, por carede país que a gente vive em termos de desabodar. -A Céça Plana de Saúde,
isso, por si só, de ativar, de dar uma segurança muito grande, e aí negá, você não reconhece,
isso, você é um grande do jota, né? -É, e olha, olha a loucura. Quando a gente tem um dado da
folha que eu adora, que foi uma pesquisa em parceria com algo que se fã, que mostrava aqui,
quando a gente fala, com os 10% mais dicos do Brasil, 75% dele se acham pobres.
Gente, tadinhos não, tem uma coisa engraçada dentro da performance que é o seguinte, você fala bem
isso no livro, existe a performance extra amoros e entra amoros. E aí entra amoros, é muito fascinante,
porque nós três aqui convemos com pessoas que têm grana de fato, e a gente vê coisas que são
completamente distantes do nosso mundo, mas a gente consegue minimamente captar esses esforços
deles, né? Eu estava falando pra vocês antes de começar o programa aqui, eu amo-sei com o advogado
"grande", no diário do Atambui, são dois estudantes aqui em São Paulo, que são aturos, né? As
pessoas estão ali pra performar. E aí, esse é advogado que é uma boa fonte, mas eu fui pra
para apurar para o programa, para saber quais eram as sófocas do raciosside, para poder
a gente conversar hoje.
É muito curioso, ele é conhecido, tratado pelo nome, ele tem uma mesa cativa e boa.
Aí, quando o garçom vem trazer o cardápio, ele fala "não precisa olhar" porque ele já sabe exatamente o que ele. E o que ele quer não está no cardápio, ou seja, a casa faz para ele.
Isso, isso eu acho.
Isso é clássico do fazano também.
Toda vez que eu vou mostrar coisas, é que o tipo que eles pedem o risoto de a Safrão.
Que não está mais no cardápio, mas faz para mim.
Esse cara é esgordo, então ele cobegou uma cara com o mar.
É onde ela faz ele emagrecer?
Eu acho que faça também, mas hoje ele está na caneta.
É um mix, né?
É um mix.
E aí, do Rico, além de ele conhecer o garçom, conhecer o garçom, ter a mesa, precisar ler o cardápio,
ele também quer sugerir para o convidado dele, no caso era eu.
O que eu devo comer?
Claro, maravilhoso.
João, pede isso, isso, que também não tem no cardápio.
Eu falei, seja como eu isso, não estou comendo mais porque eu estou de dieta, porque no caso, a massa. O carbo veio para mim, né?
Eu pedi, evidentemente.
É muito constrangida com essa coisa.
É uma coisa assim, pra se matar mais dentro do teu livro assim.
Mas isso é uma baita estratégia de dominação de classe, né?
Isso é um horror violento isso, né?
Eu vou decidir até o que você come.
E aí, que falta tudo, que falta dinheiro, porque ele certamente pagou pro João,
li falta que ele foi convidado, né?
Ah.
Li falta gosto, porque você não vai saber escolher, li falta conhecimento, que não está no cardápio.
É, intimidado.
Eu digo pra você.
E aí, você come.
Agora li isso, você come, porque eu não come, porque eu preciso ser magro, porque eu não pode ser gordo.
Exatamente, né?
De forma alguma.
E aí, é isso, João, você que eu não precisa ser magro como eu?
Você, por favor.
Aí tem a performance extra, que é. Uma vez que é mesmo, é muito, muito boa.
Ficava de frente para o salão.
E esse advogado é bastante conhecido, que tem clientes de todos os aspectos políticos
e todos eles do mundo criminaliz, né?
São. Comenta o ventinho, comente do crime por isso que eles precisam de jogo.
Ele vai comprimentando pessoas.
Eu falei, quem é esse fulano?
Ah, você não sabe quem quer?
Esse, a família, investe em imóveis perto de Jockey.
Aí, ele falou um sobrenome que deu a atender quem era.
E o outro. Ah, é isso, mulher de não sei o quê.
Então, ao longo de uma hora e meio, ele comprimentou assim uma cinco pessoas.
Então, tem isso também, porque você não só tem a mesa cativa,
como você conhece todo mundo que frequenta ali.
É uma gente de fãs, é uma escola.
É uma. Lembra, você que você ia no Glória?
É o Glória deles.
É o Glória deles.
Glória Boate das Antigas para quem é no fio?
É, quando ele não está acabo de DJ?
Quando fazemos o da taxa.
Era no Glória.
Mas se não fizer isso, ele fica pobre.
Esse é o ponto.
Se ele não entrar nessa maquinaria, ele fica pobre.
Não tem essa coisa do fulano, dizendo, "Ah, não, eu não vou entrar nessa.
Eu não preciso disso."
Não, não.
Se não fizer isso, ele fica pobre.
Agora você falou isso, me perou, porque, em todo lugar, eu fico pensando assim.
Eu trabalho com um podcast e convivo com muitos influenciadores.
Tem influenciadores que viram amigos e têm influenciadores que. Que piram inimigos.
Que não é nem inimigo, que é pra mim uma cadeigoria que é o Ibrano Porto,
já é "mamos de bunda na parede".
Então, pessoas que você tem que colar sua bunda na parede,
porque qualquer chance que tem grau em você, entendeu?
Tá.
Você não pode confiar,
mas você tem que saber conviver.
E também é um jeito de performar.
Então, eu vou em vários eventos e tal,
e saio no Instagram da pessoa, a pessoa sai no meu e tal,
mas eu conto. Melhor categoria.
Quatro pessoas, porque todas as outras que tão em as pessoas de fora,
quem tá me seguindo falar, eles são super amigos.
A Camila é amiga dele e tal.
Não é, é do jogo.
Eu tá com aquela pessoa naquele momento e fazer a foto naquele momento,
e tá no Instagram e ela vira aqui e tal,
mas ela tá na categoria bunda na parede.
Mas, Camila, isso eu acho que você aplica também ao mundo do jornalismo.
Exatamente.
Eu sento com pessoas que ideologicamente não têm muito a ver comigo,
que eu não iria pro bar pra ficar batendo um papo
e contando da minha vida e perguntando da vida da pessoa,
mas uma vez que enquanto o repórter, eu tenho que contar
e documentar uma história, eu tô ali de boa,
e eu escoto o mundo da mesma forma.
Eu acho que isso mostra seu profissionalismo, né?
Então, pra ficar com o lado dele e lolló,
todas as juntas unidas, forever, né?
Eu penso em uma vida onde todos os encontros são pensados
de forma pragmática e como um cálculo,
que você não pode estar a vontade com ninguém.
É por isso que eu não. E a vida das elite.
Eu não ia aguentar por isso.
Por isso que eu não tenho a família.
Outro dia foi muito engraçado que uma amiga meio que trabalha
numa grande empresa.
A empresa fez a aniversária.
Você é coisa que a empresa faz aniversário, né?
Aí os fundadores aparecem e falam pra os. Não sei quantos mil funcionários da empresa.
E aí era uma família, né?
A dona da empresa, um grupo família.
Aí eles disseram, "Ah, a gente se gosta muito."
"A gente se encontra sempre."
"A gente frequenta uma casa do outro, a família."
E a minha amiga me disse, "Puts, eu daria tudo
pra passar um final de semana observando essa família."
E a interação. Aí eu falei, "Cê tá achando o quê?"
Que tem aquele tio que deita na rede
e a pessoa faz um desenho na cara dele de batom.
"Eba, não tem nada."
Alguém. Isso aí é alguém, sei lá, né?
Põe um sapo na boca dele, né?
Aí, dentro da todo mundo no chão, né?
É tranquilo, hein?
É tranquilo, hein?
Da minha infância, hein?
Aguas de São Pedro, caras criança dançando a última sala.
É, não acho que tem isso, claro que não.
Fendo Google Liberata.
Primeiro há uma grande preocupação tensíssima
sobre qual é o cardápio que vai ser oferecido
pra ninguém achar que você ficou rico demais,
daquela família você não achar que perdeu tudo, né?
Então, tem um cálculo pensado pra esse cardápio.
A família que vai tem que levar em consideração
o que que leva, o que que tá vestido.
É. Sabe, entra-se em crise pra saber qual vir se oferece,
pra você não pode parecer. A família de acionistas que compartilham mais ou menos
a mesma. o mesmo conjunto de ações,
você não pode parecer mais rico que os outros, né?
Que eles vão achar que alguma coisa tá estranha.
Gente, o homem é isso, parece ser muito rico também,
é um problema.
É um problema, é um problema.
Então, viagem de família, né?
Viagem como um negócio, né?
Então, precisa contratar tutores pra dar o linha pra gente,
porque a gente precisa. Tem que ter algum modo que se suportar o longo desse encontro.
Você faz golf, porque é bom pros business.
Pra o business.
Ou bom pra persona que você precisa.
Então, tudo é orientado desse modo.
Não tem um momento que você tá na sua casa sozinho.
Só como você tá sozinho, né?
Qual a família é muito nuclear, assim?
Mas não tem aquele momento de relaxamento.
Todo encontro é pra sustentar essa persona
que vai te manter preso as relações.
Se você rompe com essa imagem,
as pessoas deixam de te ligar.
Então, não é só o momento que você sai da sua casa
e vai escolher em um determinado evento
que vai ter. Como é que é?
Não dá na parede.
Não dá na parede.
Não, não é bunda na parede sempre.
Mas é escolher descola dos fios. O restaurante onde você frequenta, bote, que você frequenta.
Tem alguma coisa que eu acho interessante
dentro desse universo de performance que é o seguinte.
As pessoas mais velhas,
elas ainda. Ainda não, elas super performam pra rede social.
Então, a gente vê essas multimilionárias aqui de São Paulo
que fazem festa na Taormina de três, quatro dias,
contratam de Jays, cantores internacionais,
ronaldo fenômeno entre fecham cidade,
fecham cidades pequenas pra fazer uma festa exclusiva.
Fecham-teis ou fecham-teis?
Exato, são pessoas que têm empresas.
Enfim, tudo muito performático, tudo muito postado.
Só que os filhos delas ou subrinhos delas,
quando vão fazer festa de 15 anos,
também tem de de internacional,
também tem fecham rosewood.
No entanto, eles não postam,
que impostas são os tio mais velhos.
Então, a performance existe para os mais novos.
Eu tenho sentido isso.
A antropóloga do meu corrido só estiver errado.
É muito mais entre amuros entre os mais jovens
e entre os mais velhos, talvez 25, 30 mais,
para o mundo todo mostrar que é rico que tem conexões
que tem amigos, mas é colabe.
Parece isso, porque o universo dos jovens
é muito menor do que o universo.
Então, pra eles, eles querem mostrar pra o amigo da escola.
A arena é menor.
A arena é menor, mas eu acho que conforme eles vão crescendo,
eles não têm o que vão mostrar pra o mais gente.
Eu não tenho menor dúvida.
Eu acho que você está certíssimo, cabelo.
Porque assim, o grande batalha é qual é o grupo de pessoas
com quem você está guiando.
Essa é a ideia dessa imagem.
A mesma coisa de jovens tem isso definido, né?
Você só tem a escola.
Você tem a escola.
Ou a escola.
Ou a casa de praia.
Ou a fazenda.
Ou o lugar que você tem.
O condomínio.
Círculo de contatos.
Faça a face.
São infinitamente maiores do que os outros.
Mas da medida que você vai madurecendo, né, que você vai
se imbreando pelo tecido social,
você precisa dominar esses dois lados.
Então. É questão de tempo.
É questão de tempo.
Mas acho que tem um aspecto interessante também,
que aí é verdade, assim.
Essa nova geração dos mais novinhos,
rderinhos, que eu chamo cariosamente de rderinhos.
Os rderinhos, eles têm um senso de crítica social
um pouco maior do que as gerações anteriores.
Porque eles têm mais clareza,
muito por conta das redes sociais também,
do que que são outros modos de vida.
Então, por mais que eles estejam presos dentro da bolha,
eles olam no celular que tem gente que não tem a vida igual a deles.
Então é essa brincadeira clássica que a gente vê agora
da Sacha brincando que é Nepo Baby,
a filha da Fláveressandra, dizendo caramba,
eu também sou Nepo Baby, a própria Fernanda Torres,
entrando na onda, dizendo que sou Nepo Baby,
é óbvio que eles têm uma ideia de que a posição que eles nasceram,
deu pra eles algum grau de privilégio.
Isso cobra uma posição crítica.
Não estou dizendo que estão aí, vão abrir ongos
pra mudar o mundo ou do ato da fortuna.
Mas dá um senso crítico um pouco maior
sobre a própria posição.
Então as funções, esses dois elementos,
faz com que eles fiquem mais na tocaia do que a geração,
a geração mais velha.
E aí é engraçado, né?
Porque a festa, você está citando esse,
é um evento, foi um casamento na termina?
Não, festa de 50 anos.
Ah, é uma festa engraçado.
Porque eu não fui, né, entre em detalhes dessa festa
e nem fui convidado pra festa,
pra festa e nem seria.
Mas todas as interações em São Paulo
durante essa semana eram,
você foi pra estar o termino?
Como é que foi?
Boa, meus grupos.
Claro, você é que eu tinha trocientas fofocas.
dessa festa? Todas as conversas eram quem foi ou quem não foi para estar
omina ou para qualquer outra festa. A gente está citando essa porque foi
o evento do momento, né? E aí engraçado, porque quem foi convidado já
entende, olha, eu estou reconhecido aqui dentro desse game, eu sou um de
dentro e quem não foi nem sabe o que é, tá claro de tipo gente, olha, eu estou
fora completamente desse jogo. Então a batalha, nesses eventos, né, o a batalha
em qualquer festa que a gente convida, não convida, ou a batalha no almoço, né,
é o a batalha, quem sabe o que está no cardápio do Jheron, não tá? Nessas
batalhas vão revelando, é fronteiras que é a grande disputa da sociedade
brasileira. Hoje eu não sei se lembra que é uma bandeira dessas cartas onde
crédito, o terminal três virou a batalha de war, né, quem tem a sala com mais
bagulhos? Sim. E às vezes você é sem pisazinho na sala. É uma solidão.
Vocês estão falando dessa lasípia do aeroporto de convica, correto?
É uma loucura aquilo, né? Eu vejo os essuais de dar até frio. É uma pessoa,
é uma loucura, e aí tem filas, alguns são maiores em termos de espaço,
permitem mais gente, outros são do tamanho de um nada, só que as pessoas ficam na
fila esperando quem sai, pra poder entrar. É tipo vergonhoso, pra poder pegar um
prato de comida sem pagar, porque tem na prática alimentação. A jibadeira de
cartão de crédito, estavam mais lotados enfrentando mais dificuldade. Ai que
foi maravilhoso que a másterca inventou, que agora, pra tentar resolver o dilema
da fila. Isso é uma másteria, gente. É, se ela inventou,
ela não vai parar, nunca mais. Nunca mais, gente, a gente vai
andar falta. Inventou que tem um limite de gastos de faturas de cartão de crédito,
então não adianta ter um másterca black, acho que é assim que fala, né, pra
você entrar na sala e agora não terminar o três, você precisa ter gasto nas últimas
três faturas mais de cinco mil reais. Eu acho que é mais que cinco. E aí mais
cinco mil reais. E aí, é. Ninguém criticou essa regra. Os poucos são maravilhosos
que tá classe média assim. É isso mesmo demorou. Porque daí viram uma nova
regua, a fila fica menor. A fila fica menor. E poucos reais. E a classe média
é festejando, como é que alguém que gasta menos de cinco mil reais é black?
Acho isso um absurdo. A gente é apaixonada por essas fronteiras, né, com quem tá dentro,
quem tá fora, se organiza a cidade brasileira. Mas tem uma outra dentro dessa
fronteira específico, tem uma outra que faz do brasileiro um grande adepto. Fila,
sem fila, a fila é um signo de que aquilo bombou, é legal e eu tenho que
tá dentro. Ponto final, as pessoas vêm em uma fila e ficam dentro dela, correto?
E elas vão pro final da fila e querem entrar. E aí, o sonho é você ser o
furafila, né? Ou ser convidado com o antagonista. Conhece o rosto.
E aí, você é VIP. Aí vai dar nessas loucuras que é o VIP do VIP, né?
Até o ferimento de clasenta por seras. E daí você fala assim, né? Eu fui, eu fui
pronta no carnaval. Eu não tinha que ir na desta, né? Ai, que bem, bem.
No carnaval, eu fui convidado por um camarote desses aí, aí eu fui, nunca tinha
ido, né? Não aceito nem um convite desse, mas eu falei, "Ah, isso aí vai ser uma
experiência." Tem que viver. É, tem que viver. A trocólogo tem que viver, né?
E aí, foi convidado, e fui. E era um camarote que quando eu dizer para as
pessoas, elas me falava assim, você foi convidado para esse camarote,
você é muito especial. Aí, a segunda-guéra, quantos dias? É, eu disse, três
dias. É, pessoal, três dias. Você tá muito fomoso.
Mas cheguei lá no meu camarote. Eu achei o Camarote qualquer nota,
saber assim, você tinha gente igual assim, a gente qualquer nota.
Você achou normal? Achei normal, né?
Sei gente igual, a gente qualquer nota, sei. Então, essa, né?
Ai, eu amei. Tem que ter a pias. Você está a ferramava da manhã,
vou mandar um pic, você vai mandar um pic, você vai mandar um pic, você vai mandar um pic.
Aí, quando eu tô lá dentro, o queim me convidou, me mandou uma mensagem.
Onde é que você tá? Eu falei, eu tô aqui, né? Tá, vai lá pegando meu
sanduixinho de queijo que o presunto, assim. Ele falou, "Não, não é aí.
Você tem que pegar outra pulseira pra você ir pro Vipe.
O Vipão, e aí eu tava com a pulseira, do Camarote me botaram mais uma
pulseira. Aí sim, eu vi que quero Vipe, né? Porque tá com as autoridades,
os artistas e os políticos, num lugar com muito espaço, não tinha ninguém
gostando e ninguém, assim. Uma vista especial pra. Bem, na frisa.
Pra ver, pra por evento, assim, uma coisa completamente diferente.
E aí, um outro que eu fui convidado, maravilhoso, que eu falei,
"Não posso perder essa. Era dessa pucai, que tinha lá também,
essa coisa do Vipão, e aí tinha um Vipão do Vipão,
e eu fui lá no Vipão do Vipão, mas quando eu cheguei lá, eu vi que tinha um
dia assim, que era maravilhoso, assim, que tava todo mundo tranquilo,
e tinha melhor vista da pista. Quando eu falei, gente,
como é que eu farra pra ir lá? Você não consegue,
é só pra políticos autoridades, quer o Vip do Vip do Vip,
e todo mundo é apaixonado por isso no Brasil, né?
Todo mundo é apaixonado pelo Vip do Vip do Vip, que nada mais é do que
a fronteira. É a gente decidir quem tá dentro, quem pode
pular pra dentro, o que faz pra pular pra dentro, e como é que você
precisa diferenciar?
Uma coisa que eu achei fascinante nos celebra, que é o seguinte,
sobre essas estratégias de pular pra dentro, você enfrentou
muita dificuldade de se aceito, enquanto pesquisador,
pra fazer entre as entrevistas com os ricos, né?
Você falou, tem um casal Claudette, Forever, nos nossos corações,
mas tiveram outras pessoas que não quiseram te dar acesso,
ou dava um acesso de 20 minutos, aquela coisa toda que não é uma acesso.
Uma vez que você saem em uma reportagem no valor,
ir no jornal globo, e depois viram colunistas a CBN,
e aí, no ól, eles começaram a te aceitar, correto.
Você era tipo assim, um ET, mediático da mídia, que saía em reportagens,
portanto, eu quero ter-lo por perto, e daí eu aceito o que fez com que isso,
desse, você é uma chance dela pra você entrar.
Eu acho que eu sei.
Fala, a testa de inteligência.
Ah, boa, isso faz isso.
Mas isso faz, também.
É igual eu e vocês dois.
É a gente, a gente é amigo dele, é eu, a gente é inteligente.
Eles viram inteligentes por os mosa e no carro.
Isso!
Uma as coisas.
O primeiro fato é que quando os caios saem na capa desses dois jornais,
na matéria de grande nesse dois jornais,
eu vire o coisa, eu vire o coisa de rico.
Então, qualquer jogo assim.
João, que é muito em encontrar com Camila,
mas João, não tem como dizer pra Camila,
apesar de ter WhatsApp dela.
Camila, vamos encontrar.
Então, João, dizia, Camila,
eu vou te apresentar o antropólogo.
Vamos encontrar?
É.
Você virou uma bolsa.
É uma bolsa.
É uma moeda.
Exato, uma bolsa.
Uma bolsa.
Ah, uma bolsa.
Total, eu era tratado igual bolsa.
Meu amigo Burkin.
E que bolsa?
Eu chegava.
Quem não queria essa bolsa?
Eu chegava lá e dizia, olha.
Isso, eu almocei com grande e exerdeiro de grandes fortunes aqui,
que é engraçado que hoje poucos lembram de mim.
Um. Um speedback que eu tenho recebido da alta sociedade é. Caramba, como é que ele descobriu tanta coisa?
A gente não lembra dele.
E a gente não viu ele.
Porque eu estava, mas eu estava meio invisível como coisa, assim.
Como a bolsa.
Não lembra sempre a bolsa que fui lá no te levou.
Então, vários me levaram nesse contexto, assim.
Vou apresentar pra alguém que eu quero encontrar.
Então, mas isso que você falou é fascinante.
É fascinante, porque é como a gente consegue ficar invisível para a gente, ele.
Invisível.
100% invisível.
Invisível.
Totalmente invisível.
Então. E eu não conto nada do que eu sei.
Eu conto muito pouco.
Só pra entender o fenômeno mesmo.
Mas assim, eu escutei muitas coisas.
Invisível, completamente invisível.
Agora, há um segundo ponto também.
Que é o que você é, João?
Que você Camila é também.
Que é a categoria que eu vou chamar de especialista.
Que eu brinco que é quase como se fosse o pete do rico, sabe?
O rico olha pra gente, a gente é interessante.
Faz um carinho na gente, entende que a gente é tipo. Outro tipo de gente.
Não pode subir na cama.
A gente é o pete.
Pode ter por perto, mas tem limite, né?
E por que que a gente é interessante dentro da ir pra exelites?
Primeiro que a gente contra pra eles.
Que que os outros dicos estão fazendo?
Então, você que transita a beça com várias informações.
A gente tem informação.
É, você tem informação.
Baitativo.
Então, você fala aí, olha, esse negócio de fazer fecha aniversário.
Casar sei lá, rante.
-Ferrar na sala. -Passo, hein?
Não, não faz mais.
Ferrar na sala e não faz mais isso, não, hein?
Ou se não, se chega lá e dizora,
não tem como mais fazer uma festa em São Paulo sem ferrar na sala.
Então, você é um organizador de frutas.
Você tá dizendo que é um termômetro.
Você é um termômetro, né?
Então, você é muito importante.
Porque como aqui, a riqueza, é uma percepção de riqueza.
Se dá pelo reconhecimento do outro, é frágil.
Eu preciso ter alguém me ajudando.
Eu preciso ter alguém me dizendo qual é o vinho que eu ofereço.
Eu preciso ter alguém me dizendo qual é o abradiático que eu coloco na parede
pra despertar esse reconhecimento.
Nessa sua pesquisa, o que você achou de mais extraordinário,
surpreendente, dentro os signos pra mostrar que é rico?
Por exemplo, aqui em São Paulo tem gente que tem tigre em casa.
A outra tem Ferrari na sala.
O que tinha chamado atenção nesse aspecto?
Eu diria que uma questão simbólica me chamou mais atenção do que as coisas.
Que é o fato dos gicos não terem futuro.
Como assim?
Porque nós, da classe média, a gente tem uma vida totalmente construída na lógica de que
tudo que você faz no hoje ganha sentido na medida em que você tá se organizando
pra que isso dê em alguma coisa não é isso.
Quem é erdeiro já nasce com o futuro pronto.
É igual o príncipe Harry, sei lá, sabe?
É um futeiro todo, né?
É um futeiro que vai trabalhar com quem você vai se relacionar, com quem provavelmente
você vai casar.
Isso pra não ligar, você vai viajar.
Você imagina que alguém que nasce filho de uma grande furtuna,
por mais que tenha possibilidade de romper com aquilo,
vai pagar um preço pelo rompimento.
Porque quando nasce, é igual à linha de englaterra.
Já tá com o príncipe.
Afritual organizado, você vai virar, arar.
- Mas eu acho a coisa mais insucutável. - Isso é uma loucura também.
Quem não trabalha.
Porque, assim, ainda que você tenha nascido numa família podre de rica, de pai, de mãe,
que você sabe que você nunca vai precisar se preocupar em olhar a fatura do teu cartão de crédito,
ainda assim, você não faz nada.
- Mas sabe o que? - O que que eu acho que é?
Isso eu não consigo conceber, pessoas que. Por isso que eles falam, você fala bastante no livro, não está sempre ocupado,
mas são cafés. Leireis rulantes, né? São cafés três e me adaptados, academia,
cinco horas da tarde. São horários que pessoas que tem filho para buscar na escola,
tem conta para pagar, tem matéria para fazer, tem pesquisa para realizar,
não conseguem executar.
No entanto, não fazer nada, um dia é um tesão, dois dias também.
Agora você imagina um mês, sem você estar de férias e você fazer nada.
- Mas é que eles nunca fizeram, aí eles não têm essa referência. - Isso é uma doideira.
- Então, e outra coisa que eu fico, quando vocês ficam falando,
veio na minha cabeça, sabe qual visão.
É como se eles vivem sem numa gaiola, só que a gaiola é um spa, entendeu?
- É muito difícil vocês. - Você te volta.
É muito difícil você querer sair da ela.
- É muito difícil. E aí, qual é a solução assim?
A solução geral, o Fulano vai morar longe da família, vai embora no país.
- Morar fora. - Vai morar fora, porque é iminimamente. Por mais que ele não teja trabalhando, não teja fazendo nada.
É preocupado com dinheiro, porque é dinheiro na questão.
Ele tem alguma brecha, alguma possibilidade, nessa engrenagem, inventar futuro.
É isso assim. Então, é muito importante, porque é terrível você nascer num lugar
onde você já está tudo escrito pra você. E aí, qual é o teu papel? É manter.
- Tu já imagino. - E muitos são incapazes, né?
O Rio de Janeiro tá cheio de incapazes, que nasceram proprietários de 300 imóveis
e vão perdendo um a um.
Não tem pra quem deixar, né, porque eles não sabem tocar.
E daí fica pra um administrador e a coisa vai falhinha, né?
Tudo, todo, toda a grande fortuna, em algum tempo, vai gerar um empobrecimento.
Porque na terceira, na quarta geração, começa a ter um desprezo pelo trabalho produtivo,
que é aquele que faz dinheiro e vira mais dinheiro.
É, né? Que é o trabalho que o cara que inventou o dinheiro faz e bota o filho na fábrica,
cria a sucessão e pra aí vai.
Na terceira, na quarta, começa já apareceu os artistas, o roteirista, o pintor, né?
E aí, junto disso, né, você tem um trabalho não produtivo, no sentido de produtivo, de riqueza,
você ainda tem o dilema que é o da reprodução.
Porque você vai ter até no filho, e então aquela fortuna vai ser não dividida.
E aí, terminar nessa coisa que todo mundo no Brasil já ouviu, que é o colega que fala,
"Ah, meu avô foi rico."
- Tá, né? - Sim.
- Eu avou fluindo o dinheiro pra falar. - A gente tinha muito dinheiro.
É isso.
- Ah, meu, mas meu avô tem deu tudo assim, né?
Então, todo mundo no Brasil tem esse cano de um processo clássico, então a lógica aqui,
é sempre da derrocada, porque você tem.
O fulano que invento o dinheiro, esse fulano que invento o dinheiro, ele vai ser esquecido,
porque não é chique no Brasil, você é novo rico.
Então, eles vão, esse cara vai inventar o dinheiro, tem a história que eu adoro, né?
Do títilo Matarazo, que o filho dele, o títilo só tinha um terno, que ele fazia
um dos terros por ano.
E o filho tinha um vários terros, o filho era visto como Playboy.
E aí entrevistam ele, um dia e falam, "Puxa, o senhor tão espartano nos hábitos, né?
Se o filho gasta tanto, e ele falou, é porque meu filho tem pai rico, né?
Que era ele."
- Que era ele mesmo. - Então, porque ele pode se dar esse loco?
- Tá medida em que esse cara que ganha o dinheiro, né?
Começa a ser esquecido, você tem um outro ápito de vida que vai estar pautado por uma
ideia de um desprezo pelo trabalho produtivo.
- Sim.
- E aí, essa fulano vai ser no dividido, então.
- Você vai? - O novo rico vira rico tradicional e o rico tradicional virará que ela se
mede algum momento.
- Traçando um paralelo com o Brasil do agora, você falando desse desprezo, antítese disso
é a teologia da prosperidade, ou seja, as igrejas e vangelicas elas pregam que ter dinheiro
pega bem.
Eu fiz uma matéria na época que eu trabalhava para a vejinha, eu fiz um curso para ser
pastor dos Silas Marafaya, antes de ele ser coge de. - Ah, não.
- Você é muito bom.
- Ele quer o curto do curso?
- Ele cursa a dele.
- E nessas horas você não chama, né?
- Pra gente junto, não é, Michelle?
- Essa semana virava pastor?
- Era.
Ele dava noções gerais para ser pastor e era fascinante.
- Você entendeu.
- Eu parendo de várias coisas.
Por exemplo, quando você está no interior e chega com a sua família lá, é importante,
mesmo que você não gosta da cidade, comprar um terreno, porque as pessoas ali entendem
que você quer ficar raiz ali, eu achei isso genial, mas teve um momento em que a mulher
dele estava no palco, falando de matrimônio, vida, aquela coisa toda, e aí ela tinha uma
levitão.
E aí ele falou assim, é importante ter bolsas, porque as pessoas que estão na plateia,
os fiéis, né, não as pessoas que estão na plateia, os fiéis vão entender que vocês
são prósperos.
- Sim.
- E isso é muito valioso.
- Tudo bom.
- E aí, as igrejas, né, ao pente costar isso, sobretudo, elas têm o dinheiro como um valor
muito, muito importante.
Então, eles não têm vergonha de mostrar.
O novo riquismo para eles é muito bem-visto.
- Sim, claro.
Isso é uma. - Isso é uma teologia que nasce nos Estados Unidos, mas chega no Brasil em 1975, e o bicho
macedo da Igreja Universal é o grande estruturador de isso aqui no Brasil, e malafai, arrisoar,
valoromido, comentário.
- É, ele são os refacedores desse negócio, os propagadores desse negócio.
E quando a grande sacada é que esse negócio vai dizer, assim, que a teologia da prosperidade
vai dizer, é que o paraíso não é depois que você morre, o paraíso na Terra, e o paraíso
na Terra é como é que você inventa o paraíso na Terra, comprando bolsas, eloges, mansões,
e mostramos que você. - O tempo de Salomão, a gente pode dizer que é uma apontelação disso, né, vem pedra
de Israel, até teve problema com a justiça, porque não pagava direito à pedra, mas enfim,
construiu-se aquilo, é gigantesco, é enorme.
- E eu acho que tem um aspecto revela muito interessante, porque a teologia da prosperidade
deu mais certo aqui do que outros lugares, ou deu tão certo aqui, que é a ideia de que
a gente tem um fascino por quem ficou rico, né?
Eu tenho falado isso muitas vezes, assim, toda essa campanha de tentar achar que os
recursos são sangue-sugas, parasitas, isso é coisa de francês, no Brasil a gente é
apaixonado por Rico, e a gente é apaixonado pela ideia de que pode ficar rico em um
momento.
- Mas tem uma coisa.
- As bads estão aí, a lota está aí, a lota de final de ano está aí, né, a gente sonha.
- Mas tem uma coisa, o Rico no Brasil, ele gosta de falar que, "Ah, esse rico no Brasil
pega mal, é um problema", porque é o contrário dos Estados Unidos, onde eles adora onde
falar "Ah, eu ganho, quando você faz por ano, aí eu faço 351 dólares, eles falam
isso num date, os primeiros dates, as pessoas perguntam, Camilo, eu tô afim de você e tal
quanto você faz por ano.
- Eu já acho que é sequestro.
- Cara, se alguém perguntam isso pra mim aqui no Brasil, eu só correndo.
- Mas eu não acredito nessa ideia de que Rico no Brasil acha que é ruim ser rico
no Brasil, não.
Eu acho que é ruim dizer que é rico, então eu acho que é tão alto.
- Eu acho que é tão alto.
- Tá bem.
- Porque se isso fosse verdade, a gente não teria uma sociedade inteira querendo parecer
mágico do que é.
- Nós é a música que trabalha na sua casa.
- É, o peso dessa moralidade sobre o nosso comportamento, ela fosse real, a gente teria
uma sociedade franciscanos.
- Perfeito.
- E o que acontece em qualquer rua, de qualquer grande cidade brasileira, é todo rico
pendurado com relógios, joias e bolsas e com carros, desputando qual é o blindado,
qual é o mais elétrico, qual é a cobertura maior, então acho que isso é da boca pra fora.
Eu acho que é verdade que eles não sabem que são ricos, então eu acredito de verdade
quando alguém se diz de classe média, não importa a fortuna que você tenha no banco,
eu acho que a pessoa de verdade, no Brasil, ela não sabe direito, porque ela tem sempre
o seu rico de estimação, que ela acha que é rico, que ela tem menos, ela acha que
ela é só de classe média, que tem uma vida boa, a categoria é essa, né, eles dizem,
eu tenho uma vida boa com conforto, que a vida é do privilégio, agora Rico é outro.
Mas esse ponto de TV ergonha de dizer que é rico, eu não acredito que esse nóge de
montava nessa coisa na babesca que faz a sociedade brasileira.
- Em qual momento o Rico não quer ser feito de bobo?
"Oh, colégio pro meu filho de 15 pau, eu pago, mas 16 não que deve desaforo."
Em qual momento eles se sentem feitos de idiota?
Porque alguns momentos a gente que não é, fala assim, esse cara idiota, ele pagar, sei
lá, e nesse hotel pra pagar um drag martini que não vem nada, 80 reais.
- Mas é aqui pra ele, é a conta da padaria pra gente, entendeu?
Então ele não vai, eu acho que ele não vai se desgastar.
- Não, aí cruzou a fronteira, eu não quero ser feito de tonto.
- Tem isso.
- Tem.
Um momento é quando essa coisa não entrega mais pra ele, essa percepção de riqueza.
Vou te falar, vou te falar o contraponto disso, que é a paixão dos jicos da classe média
brasileira pelo outlet, porque a gente é doido pelo outlet, a gente é doido pelo outlet,
porque quando você chega lá e compra, sei lá, a sua mala remova, né?
- 10 coécas, Calvin Klein.
- 10 coécas Calvin Klein, e você pagou 50% do preço, porque tem cumpon, cumpon, cumpon,
cumpon.
A grande loucura dessa cidade brasileira é que vai continuar funcionando pra todo mundo,
como se tivesse do caro, só que custou a metade do preço.
Então se se sente muito bem assim que tá todo mundo acreditando, mas eu só paguei metade
do preço.
E as pessoas, isso é tão louco, que quando as pessoas não reconhecem, que olha, é uma
mala comprada no outlet, você conta pra elas, olha a minha mala remova, mas eu comprei
no outlet, sai, eu paguei muito para ti, tem um orgulho, reconheço isso.
Contrar o disso é quando a gente abre.
acha que o valor que está sendo pago não vai me entregar tudo isso, tá? Então se
me entregar, tá ótimo assim. Eu me lembro de uma vez conversando com o grande
executivo, ele tinha um jatinho, acho que deve ter ainda, e ele e a debate entre dois
executivos é que esse executivo tinha dinheiro pra comprar um jatinho que
fizesse um voo direto do Brasil pra Europa. E ele não tinha, ele tinha um que
faz escala, e esse outro que tinha um que precisava fazer dois escala, a gente estava
parar na ele amadeira, na ele amadeira, na ele amadeira. Eu acho que para estar
por verde, sendo me engano, para. E ele tá super corrido. É isso, e ele parar
pra bater cê, e esse outro que tinha um que precisava parar duas vezes, virou
pra ele falou, o que que você não compra um que vai direto? E ele disse, eu
faz sentido, eu vou ter que pagar 15 milhões de dólares a mais pra ir direto, e
não importa, não faz sentido. Pra ele, era suficiente, só o fato de que ele ia
jatinho, não precisava deitar na executiva na primeira classe. Pra ele já era
suficiente, ia funcionava, o tanto que precisava. Agora, pro outro, que era mais
versado em aeronaves, não, a ostentação estava em ir direto, esse cara era matadora.
Então, tá justamente aí, esses 15 milhões de dólares não fazem sentido, quando ela
não te entrega de diferença, pro teu grupo, e pra quem cê que apareceu, aquilo que
precisa. Ah, aí outra coisa que a gente tava falando, que é de quando um tenta
desgarrar ali e vai morar fora. Eu tô seguindo uma menina no TikTok, é
"Baby, alguma coisa", não vou lembrar, mas vocês vão achar ela rapidinho na
busca ali, que cê são expertos. E ela tá contando no TikTok, como que foi a
experiência dela de viver numa escola na Suíça? E aí isso que eu acho muito
engraçado e fascinante, porque mesmo você fugindo, você vai parar no
escola da Suíça, onde só tem as mesmas pessoas do mesmo lugar. Então, nem
tentando fugir, você consegue fugir. Na verdade, só aumenta teu cassife, né?
Porque você vai falar com ricos de outros lugares, e daí quando eles vieram ao
Brasil, no carnaval, você vai apresentá-los, né? Ah, essa é aqui, a folha
nem edital, que tem um castelo na França, a outra trineta de, não sei quem, da
a aústria, porque assim que funciona? Essa é a nova fixação da elite brasileira,
manda a filho pra fora. Agora não dá nos Estados Unidos, né, gente?
Depois que a gente não entra às, esse é maravilhoso, né? Depois que a gente fez, né?
Olha como é loucura pelas fronteiras no Brasil. Quando a gente estava sei lá,
com 19, 17 anos, sei lá, na hora de fazer vestibular, o grande diferencial era se
você passava por uma faculdade pública. E a gente pegou o momento pré-política
de cotas no Brasil, né? Então era um baita de chintiva, você tem estudado na polha,
no seu francismo, lá com seu francisco, né? Ou ter feito eca, né? Era todo que
fizesca, fizesca. Hoje em dia não tem mais isso com o escópolis.
O que é com a prática de cotas, entra um tipo de gente lá que não te entrega
mais essa diferença. Você não sabe de onde saiu, né? De dizer que estudou na
eca não é mais eficiente, que você não sabe como é que a pessoa chegou lá.
E aí qual é a nova moda entre elite brasileira? Mandar pra fora.
Faculdade fora. Então agora todos os filhos dessa elite vão estudar fora.
Os colegios de elite aqui em São Paulo, eles têm um acompanhamento que começa
já no. O número amo disse no médio, isso é uma fortuna, né?
Eu gosto de uma fortuna, quase o valor da mensalidade, exatamente.
Uma amiga minha pagou isso aí pra filha e a filha decidiu que eu fazia medicina.
Então vai fazendo o Brasil. Então todo o investimento do tuto que é ajudar
a ser aceito a universidade americanas, europeis, foi pro Ralo.
-Tadinha, hein? -Prair pra rar.
-Prair pra rar. -Então, é mais isso aí.
Então as escolas de negócio em Madrid, que é uma que eles todos eles mandam agora.
Mandar a filha pra Columbia, pra Duke, pra essas escolas, todos viram a nova regra, né?
Mas os filhos inteligentes, porque tem uns que são burrinhos, eles vão pro
umas outras que. -Vá, interminam nessa, né, na Florida, ele vai estar da Florida.
E outra coisa que é uma dúvida que eu queria entender,
se pra eles, pros super ricos, performar bondade é importante.
Quanto eles são ligados a ongs, sabe, esse tipo de filanthropia e tal, ou não?
Melhorou, mas continua ruim. Explique.
Depois da pandemia, né, tem um índice muito importante que mede o apetite de filanthropia,
das elites de vários países, né, chama "Word Givings Index", né, que mede.
E aí, a gente sempre ficou atrás de países como Sudão e Donésia e Ethiopia,
os negócios absurdos, dado a porjança da economia brasileira.
Agora, depois da pandemia, melhorou, né, não é por acaso que há várias iniciativas
de das elites tentando aumentar o fomento da filanthropia.
A gente voltou a importar essa coisa que são jantares, beneficientes, né,
então, um presente sair pra tudo quanto é lugar.
Mas, de maneira geral, não, né?
São poucas famílias no Brasil que você fala,
famílias muito, muito ricas, que deixam legado pra arte, pra cultura,
pra educação, pra saúde, pouquíssimas.
Algumas das mais ricas de São Paulo, talvez uma das mais ricas de São Paulo,
eles têm, assim, uma frota de 25 aviões.
Eles têm uma rode pra cuidar dos aviões.
E, exceto pra alguma coisa no centro e com saúde, eles não fazem assim nada, tá?
Sim, tem uma S/P arte da vida, não vou lá comprar um quadro pra dar pra o Máspeo,
pra Pina Coteca, etc.
Algo que é muito comum nos Estados Unidos.
Então, assim, eu acho que o rico brasileiro, obrigação de dar, ninguém tem.
Mas é muito bem-vindo, sabe?
E isso, eu não vejo nas grandes rodas, eles tenham orgulho de falar,
"Compreita o quadro da varejão pra deixar pra Pina Coteca".
Caramba, não!
Eu nunca fiz isso, já deu.
Não, não.
Mas é porque os vínculos de reciprocidade no Brasil, eles não são com a sociedade,
eles são com a família.
Eles são entre eles.
Eu compro um varejão pra um juão.
De presente de casa.
É meu subrinho, sei lá, entendeu?
Eu quero deixar João Benho, não quero deixar a sociedade brasileira, porque a ideia
de dívida é fundamental pra estabelecer a lógica de filanotropia, né?
E aqui, o vínculo se dá com a família.
E ele também não te dá diferenciação social como acontece no Estados Unidos.
No Estados Unidos, quando você dou, você ganha pontes com a comunidade ou com a sociedade.
É bem.
Na França pega bem, na França mesma coisa, né?
Aqui no Brasil, não, ninguém vai te achar melhor, porque você dou, ninguém vai te achar
melhor.
Pelo contrário, você ainda tem uma crítica, porque quando você dou a dinheiro, a gente
nem entende direito.
Então, que tipo de filanotropia comum no Brasil?
Filanotropia é treinado às instituições religiosas.
Então, quando dou a si dou a si pouco, dou a si muito pra as igrejas.
Ou quando dou a si dou a si pouco, mas dou a si pra instituições religiosas.
Por exemplo, hospitagem, chivinculadas, instituições religiosas.
Então, a elite até dou a pra irmã Dulce, tá?
Santa Dulce.
Dou a pro Einstein, né?
Dou a psy.
É os nomes, né?
É isso ali.
Mas a gente nem sabe quem é, e a gente nem acha que alguém é melhor, porque o nome
está lá, igual acontece no Estados Unidos.
Eu achei que era super, porque eu fiquei internada no sério, agora que eu fiz
a cirurgia, e tinha uma parede que tinha vários nomes.
Não, eu fiquei procurando sobre nomes, sabe, pra vez que eu conheci.
E me ocorreu, só coisa nossa, eles devem se achar o máximo, porque o nome tá ali,
mas não.
Mas talvez, dentre as pessoas da comunidade, liberem-as aqui de São Paulo, sim, porque
tem aquilo que você fala no seu livro, a performance pra fora, e pra dentro.
Então, como foi um hospital fundado por eles?
Talvez pegue bem pra um, X, Y, fala, olha, eu dou mais do que você, eu tô num
querer ranking ali, mas bem, posicionado.
Mas a um outro elemento importante nessa doação pra essas instituições é que o fato
de você ingressar um grande doador delas, te oferece alguns acessos que não são
comuns, a só você que tá pagando teu pronto-saludo.
Então você tem exclusividade alguma coisa de novo.
Você tem uma exclusividade.
Você tem algum acesso?
Ah.
Volta pra minha vida.
Mas cuidadoso, eu diria pra ser do cada, que mais cuidadoso, com grandes doadores, o que
é?
Facilmente entendível, né?
É possível, da gente entender.
Você não tá querendo que tira, né?
É, não.
Não tira.
Pode um certo.
Vai doando aí.
É, do que?
Com você que só tá lá, porque tá pagando seu plano de saúde.
Isso já é um baita acesso, né?
Isso já é um baita diferenciador também, pra além, como João colocou, da diferenciação
da comunidade.
Sim.
E vocês têm pessoas tentando se aproximar de vocês, pelos acessos que vocês têm, pelas
lugares que vocês chegam, pelas reportagens que você faz, tem gente que cola na sua
bota?
João, não deve ter muito mais de quê?
Eu acho que, no caso de ser reporter, com mais você faz matérias, mais pessoas chegam
pra você pra falar de outras matérias.
Então, pra mim, isso é muito rico.
Então, eu faço uma matéria sobre Bats, aí essa matéria, se ela tem uma repercussão,
advogados de Bats, pessoas ligadas à Bats, ex-contratantes de Bats, eles me procuram
falando, tem uma história.
E aí, eu vou construindo mais coisas para depois fazer outra matéria.
Então, por exemplo, eu fiz uma maté, a primeira matéria que a gente fez, eu e a Lecenda
Medina, foi em Janeiro, e no meio período, eu soube do Ciro Nogueira, que é um senador
que tava num jatinho de Dono de Bats, e num pra Monaco, publicei no site, e aquilo foi
ganhando um bojo, porque eu tive mais consistência com outras coisas, fiz uma outra
matéria para o reiista, para o maio.
Então, isso das pessoas quererem colar em mim, porque eu tô falando de um assunto, é
ouro puro, isso é maravilhoso.
Agora, acesso, eu tô com a mesma pessoa, 23 anos, eu tenho a minha vida é muito, muito
legal, mas interessa pros meus amigos, entendeu?
Eu só saio tomar cerveja com os amigos, com quem eu vou pro Samba, no Bichiga, aqui
[MÚSICA DE FUNDO]
e tudo mais. Tenho muitos amigos desse mundo, tenhos, mas são tem barreiras, né?
A gente é amigos.
Isso, é.
A gente sabe em quais salas transitar.
Acho que não, nesse meu caso não.
O meu é menos, né? Porque assim, eu sou um pesquisador, então, eu não estou operando
o game, né? Então, uma, claro, não, eu não observador.
Não tem esse poder de reorganizar as fronteiras.
O que que aparece agora? Parece a isso, assim. É o Fulano que quer me mandar o café dele
pra eu atestar que aquilo é coisa de rico, assim, né?
Não, você virou uma chancela.
Virei, você vir.
Então, agora, muita gente quer me mandar coisas.
O não é a coisa de rico.
O não é, então é um Fulano que tem uma joelheria querendo me mandar a joia.
Eu disse, "Não, eu não me mando nada."
Mas o Fulano querendo, pra eu poder dizer, "Ah, não, eu entropolgo do luxo, isso aqui é coisa de rico."
Sabe? O Fulano que faz óculos, e aí que é fazer o meus óculos?
Você virou, por si, só uma performance pra eles, sem você querer.
Sim, sem querer.
Então, isso é um carimbo.
É um carimbo.
Então, mais para os operadores.
Coisa de rico.
Eu vou fazer isso, carimbo.
É carimbo.
Então, é, virei mais um chancelador desse. O que é a coisa de rico que permite que um rico se diferenci do que alguém desejado pelos ricos?
Isso não, né? Isso não.
Porque, às vezes que entrei, entrei como observador.
Então, os ricos não estão preocupados com o que eu estou dizendo.
Mas os operadores de gente que quer vender coisa pra rico, estão querendo me dar coisa pra eu.
O que você acha sobre os ricos, sobre todos os quatrocentões, que acham cafona, os ricos,
que muitas vezes são mais ricos que eles que ostentam.
É preconceito por simples.
Ah, o que eu tenho dito é que todo mundo ostenta, inclusive os quatrocentões,
só que eles ostentam pra pessoas diferentes e de formas diferentes.
Então, a ostentação é essa diferenciação.
Qual é que o Luxor não pegou no Brasil? Não existe isso aqui.
É. Soy Jojina.
Mesmo fulano que tá com suéter.
L'Oropiana que mandou a Lavar na Lavanderia da Alfaville encolego.
Matéria da Piauí.
Matéria da Piauí.
Ele compra um L'Oropiana esperando que as pessoas reconheçam que ele tá de L'Oropiana.
Sino, ele não comprava. Aqui a ostentação é regra, né? É regra.
Essa enxurrada de bolsas Valentino que a gente tem visto agora, né?
É que parecem muito menos ostentatórios do que a bolsa lividou um clássico.
Acho que é né o clássico.
Ah, mas tem um vedo tamanho da torreção.
É, então, agora. É todo mundo tá ostentando aqui. É bom que a gente aceide.
Porque é da performance do brasileiro, entendeu?
Todo mundo é alguma medida tá ostentando pra alguém uma coisa.
Sabe uma coisa que é fascinante pra gente que é jornalista.
Quando tem essas operações da polícia federal,
eles vão até casas de advogados, de políticos, enfim.
E recolhem bem os patrimônios pra ficar numa reserva pra casa.
A pessoa seja condenada pra poder rezar seus copos pro buscar.
As fotos chamam muita atenção.
Na semana passada teve uma operação que pegaram Rose Royce de um filano
avaliado em 11 milhões de reais.
Que aí, todo o couro era laranja.
E o teto do carro era estrelado.
Sabe quarto de criança que tem aquelas coisas.
E aí que a gente caiu ali, certo?
Num carro de 11 milhões. Bom, um carro de 11 milhões
pra mim é uma coisa assim nem saber que existia.
Aí você tem o dinheiro pra ter isso, você bota um couro laranja
em um teto estrelado.
É fascinante.
Eu vi aquilo no jornalista, não. Eu fiquei meio assim.
Sabe por que? Porque você é o limite.
Ou nem o céu, o limite, né?
É que você é o limite do carro.
É exatamente.
Outra coisa que eu também fiquei super na noia
é se vocês sentem ou sentiram medo de contar essas histórias.
Você sabe que eu só fui me perguntar isso.
Depois que eu mandei o primeiro mano escrito pra editora.
Porque o editor me perguntou, você não tá com medo.
E aí óbvio que eu sabia das histórias do capote, né?
É banido da sociedade americana.
Mas ele era mal dito, não é?
E eu acho que ele não era mal dito.
Não, não. Porque ele foi um saco.
Que ele foi um saco. É o melhor americano.
Você tá linda.
Não, eu acho que ele era mal dito.
Eu acho que ele estava embrenyado na engrenagem, né?
Eu não to.
E eu não quero estar.
Eu tenho que falar dougicos.
Fiquem tranquilos.
Que nunca mais vou pesquisar rico.
Não tenho mais nada a dizer.
Bás.
O que disse, tadita, cedo.
Daqui o ano.
Não farei, não farei.
Não farei coisa de rico 2.
Não farei mesmo.
Porque eu não tenho mais muito a dizer.
Sim.
Agora.
Não acho que a análise geral tá feita, né?
Isso tá feita, assim.
E aí, quando eu era o ponto?
Primeiro, eu acho que eu não fiquei com medo também.
E aí, eu era essa minha defesa juntar o editor, que era. Cara, eu tô muito preocupado.
Muito mais preocupado com o fenômeno social do que com a pessoa em si.
Então, todo mundo nesse caso é meio vítima,
da maneira como nós, na sociedade brasileira,
inventamos a produção da diferença.
E o segundo ponto, que eu me vali de uma sorte grande,
é que os ricos acham sempre que os ricos são os outros.
Então, eles leem um livro.
Não, amigo.
Eles gente que maravilhoso e me chá o ser.
Beleão, né?
Descroceu alguém que eu conheço.
É.
E aí é maravilhoso que vira a minha irmã do mensagem na DM,
agora do Instagram, dizendo,
essa história do Fulano, né?
E eu digo, eu não conheço essa pessoa.
Eu nunca vi.
Eu fiz isso, eu madei.
Você foi na clínica tal?
Lembra que eu te pergunto, hein?
Não, a da clínica, eu sou o persakei.
Eu sou o persakei.
Eu sou o persakei.
Macama do hospital, assim, em recuperação.
Leim do livro do Michel, eu peguei o celular.
Eu tenho que mandar para ele, Michel.
A clínica que você foi era tal.
Todazia, um todoazia.
Mas a clínica, eu acho, que é a única parte do livro
que é facilmente reconhecido.
É.
Mas também é a clínica que você cita.
Também.
Você fala de uma grande empresária,
naquele momento que tá na lista da foda,
eu acho.
É uma grande empresa.
Ela tem intro política.
Ah, não, não é.
Porque fala que é Dilma, né?
É.
E aí você joga no Google, o clínica é Dilma.
Você vai te contar.
É que eu lembro.
Você falou nada aqui.
Não assiste nada demais, senha.
Não, não, não, não, não.
Está só pra clínica, cara.
No meu caso, eu faço reportagens.
E eu ligo pegando outro lado,
eu dou os nomes devidos, então assim.
É.
Eu não tenho medo porque assim, eu tô ali contando uma história.
Às vezes é positiva.
Às vezes não é positiva.
Então, enfim, eu respaldo do bomjo,
tentar fazer o bom jornalismo pra aquilo.
É.
E eu acho que. E no caso, acho que. No meu caso, o que me defende,
é que eu tô preocupado com o fenômeno social
independente das pessoas.
Sim.
Então, até abro mão da liberdade. Até tenho a liberdade de não dar o nome das pessoas,
né?
Porque eu tô preocupado com o mecanismo
e a sociedade brasileira.
E eu acho que o João é verdade, né?
A puração dele lá.
A você antropólogo, é outro. O João tem uma puração dele, né?
Ele consegue provar tudo o que ele disse na matéria, né?
Então, não é culpa dele, né?
Ele é ali, não pode matar o mensagem.
Vale.
Eu vou você que fez.
Eu só peio.
E vai soltando.
E você pode. E você pode provar, né?
As coisas que. E tem diferença entre performar
na vida real e no online.
Eu brilho que toda vez com uma blogueira
mostra uma bolsa no Instagram,
morre uma senhora no Jardim Europa.
Então, tem diferença.
Tem por quê, assim?
Sem imagina que eu, quando compro um objeto,
preciso que ele me entregue essa diferenciação.
Quando alguém mostra no teu Instagram, né?
Bate um, né?
Diz, né?
Clica aqui, clica aqui, clica aqui.
Ai, gente, ela bote Deus.
Já é assim.
Já é assim.
Você permite que todos esses mundos
de pessoas que não vão comprar,
mas têm vontade de parecer mágico do que são,
acessem aquele conhecimento.
E aí, quem comprou a sua bolsa?
Guadada no armário.
Pra usar no Jantas X, na Fazenda Boa Vista.
Ou sei lá, em Trancoso.
E vê aquilo, essa bolsa vale menos, né?
Então. Essa é a grande guerra hoje, assim.
O que as redes sociais deram
foi um aumento do dinamismo
no processo de diferenciação social.
Tão grande, na sociedade brasileira,
que uma bolsa morre um ano.
As coisas duram menos.
Eu sei. Elas duram menos do que elas duram.
Com certeza, né? Porque eles são feitos
pra durar muito.
E elas não têm mais essa graça da herança
que tinha só se torna muito vinte, né?
Porque daí é raro, de achar.
É.
Que era a grande diferença entre quem comprou
o próprio Rolex, o que erredou de vovô, né?
O de vovô.
Isso se te faz, porque o Rolex, que serredou de vovô,
ele precisa estar muito velho
pra ele voltar ganha a valor, né?
Ele tem uma queda de valor,
porque ele não é o último modelo.
E aí, ele está sendo repetido e repetido e repetido.
Aí, ele chegou na vinte e cinco de março,
lá naquele lugar que o João foi fazer pesquisa.
Estou perfecto.
É, o Rolex.
É o Rolex.
É o Rolex maravilhoso.
A ele precisa voltar a ser aquele que não tem mais nenhum,
porque poucas pessoas tiveram esse negócio.
Aí, ele volta a ter valor.
Mas isso demora tempo.
Agora, as redes sociais, além de despertar essa cobiça,
essa performance,
elas fazem as marcas, todas elas,
faturarem muito mais, né?
Porque o tempo de vida de uma bolsa,
de um relógio, de um óculos, de uma blusa,
é muito pequeno.
Eu tive com uma fonte que eu gosto muito,
que é uma amiga,
depois de tantos anos já que a gente se conhece,
muito, muito rica.
E ela estava com uma. Birkin, do Macor. Feia.
Era um verde bem feio.
E deu, falei para ela.
Nossa.
Que bonita, bolsa, que bolsa,
performando, né, também.
É diferente.
Não dá mais para ter as outras coisas, João.
Porque todo mundo tem.
As minas chegam no salário de cabeleteiro,
tá com a bolsa, Birkin, em cima da bancada,
e elas acham bonito,
então não dá para a gente ter as mesmas bolsas,
que elas, mesmas cores.
Deve que é intrigado, falei.
Tem que comprar uma. Essa verde me donha.
Essa verde não dormiu no superfeique, né?
Exatamente.
Exatamente.
Exatamente.
Eu, mas olha uma matéria que eu acho que tá ligado a isso,
que é sobre o mercado de beleza.
Como essa rotatividade não funciona por mercado de beleza.
Porque não dá tempo de vender o stock.
Ah. É diferente.
É porque já não é mais interessante dar trendy, né?
Eu já mudou.
E aí também uma coisa que entrava nessa matéria
que a minha cabeça fez.
É que tem os. Acho que chama de. Dumps, Dumps.
Depois vocês me corrigem, mas sabe, que é quando lança o blush da Dior,
só que aí, alguém da internet fala se misturar esse da contém um gramma,
e da quem disse "Berenice", a gente faz a cor da Dior.
Ou seja, os 500 euros se trouxaram 25 reais.
Exatamente.
E o entendeu mesmo.
E aí, eles não conseguem acompanhar, produzir, lançar e esgotar estoque,
porque o tempo já trocou.
Mas falando do mundo, beleza, é muito curioso, porque uma bolsa,
você consegue performar a partir do momento que você sai da loja,
ponto final, ou que chega na tua casa numa conqueronline.
Cara, esses séries, esses produtos que sejam,
se precisam de um tempo na tua pele, e ele começar a fazer efeito.
- É. - Correto.
Tá escrito lá, depois de duas semanas, depois de três semanas,
sei lá, não é algo imediato.
Só que depois que de três semanas, já tem um outro.
- É. - Porque ele tem um outro.
Você fica numa corrida. - Pra nada, né? - Pra um grande nada.
E no universo masculino, tem uma coisa. Enfim, no universo da beleza no mundo masculino,
tem uma coisa que performa muito, que é o cabelo.
E dentro disso, Luis Fuchs, é um multimilionário.
- É isso, pode dizer que o Fuchs é podre de rico.
Uma vez que ele tem o cabelo mais. - O voluboso do Brasil. - Ele entrou na gravação,
ela vai entrar assim.
- Você entrou na gravação? - Colégas de Fuchs.
- Só! - Você que me atorvira?
- A gente chamou o cabelo do Fuchs agora. - Eu vim aqui atropalho. - O que é que eu atropalho?
- Eu estou sendo retalhada. - Mas mantém isso, não?
- Mantém isso, né, Calma. - É um retalhada.
- Porque eu tenho retalhada por calvo, fobia, por causa desses comentários.
- Sobre. - Eu vou fazer aqui as pintas antes de calvo.
- Eu vou ter um homem calvo, ou não?
- Amigo. - Você não pode falar com isso?
É que eu era transcalvo.
- E, fim, eu tive o cabelo já, então não tenho mais agora.
- Pois é, esse é o problema que a gente fala aos homens,
que é uma reparação histórica, pode dizer,
mas eu também tenho alopecia, então tenho um lugar de falar.
- Ela tem o calvo, é.
- O Fuchs, a gente não sabe se foi um transplante,
ou se é um. - Genético. - Não, peruca.
- Genético, não é, já achamos as faladas.
- Não, tem. - Ah, eu já achou.
- É o seguinte, eu estava assistindo.
- Eu estava assistindo. - Estava assistindo ao julgamento na semana passada.
E eu não conseguia mais pensar em nada de outro janeiro.
- Eu só quero ir rápido, de racô. - Aqui, cabelo.
Se eu for Fox, eu falei, gente, isso é fascinante.
E aí, eu tenho uma coisa, vocês olham para o meu cabelo,
para o cabelo de todos nós.
Você vê raiz, certo? Você vê fio, onde nasa e está.
- Não. - O dele não.
- Tá para o jovem? - Aqueles que você planta com a criança e rega.
- Para estar parecendo um pouco da camilogue, tem uma coisa.
- Mas eu consigo ver aqui, não conclua alguma coisa.
- Isso, João, o que aconteceu?
- Eu entrei no. porque assim, repórter virado no girai, e eu fui ali.
Entrei no site da folha, arquivo folha,
Fox, cabelo, Fox, STF, Fox, quando que eu sou.
Entro lá, achou uma matéria da Monica Bergamon de 2012.
Daí o bonito fala que ele era super vai-dose,
corria assim com o capurdi, e isso não estava me interessando.
Cabelo. Fiz em plant.
Aí, beleza.
- Gente, quem é assim? - Eu tenho amigos. Em plant naquela época, a vida segue o roma,
a perforça, você não pode parar.
O Fox fez em 2012 como ele contou para a Monica.
Só que deu um andei para alguns amigos cabelereiros.
Eu falei, gente.
- Ele foi muito afungo. - Em plant.
- João Betesco. - João, isso não.
Isso é o que o Ike. personagem do. - Pessoalmente. - O Ike é o que?
É uma peruca que você corre.
É uma franjona.
- É uma franjona. - É um topo.
- É um topo. - É um topo.
- Entendeu? Ele tem a. - O Ike teve uma entrevista dele em um rada-viva
que ele tá com esse negócio, era um rô também.
É igual.
- O Ike fez péssico. - Parou, né?
- Parou. - Perdeu dinheiro, perdeu o cabelo.
- Então, assim, o cabelo é importante. - Para o homem.
- Para mostrar, claro, esse dinheiro no Brasil.
Aí depois que eu postei uma coisa do Fooks aqui,
vendo Instagram, um amigo meu, que é jornalista
da Domemessora de Televisão,
encontrou com ele num Espano Rio de Janeiro,
dele falou assim, "Amigo, eu vi esse homem entrando
essa ano da piscina."
"Cola, que cola!"
Nem Superbóndo, ele faz aquilo.
- Ah, conficada! - Então, agora o meu sonho de consumo é.
Fazer uma matéria investigativa dessas da Piauí, sabe?
De 15 pais.
- Não tem uma pessoa para te indicar. - Só o cabelo dele, gente.
- Mas, assim, eu preciso ter isso. - Mas, assim, eu preciso ter um cabelo para te apresentar.
Calma, já passa. Pra você, a pessoa de cabelo?
Uma pessoa de que é pesquisador de cabelo para te indicar.
Pra fazer essa matéria? É. Perfeito.
Tem uma pessoa boa. Já contrapa esse frio. Vai sair.
Mas foi no Brasil, que ele fez isso, será?
O Brasil é esse lente de gente.
O doai, que era um italiano que morava de São Paulo, chamado Alessandro Corona.
Mas tem uma cola. A pessoa cola, ficam tempo. Ela toma banho, continua lá.
Quanto é rico? Quanto fazer para a queda? E eu acho que tinha acesso em geral a sobre. Esse mistério do FUX, porque ele não só corredor como Gilgitso, né, que. Amigo do Coinhado da Desilebinte, que também dá uma boa boa boa.
Amigo do Coinhado da Desilebina, que também dá uma boa boa.
Eu vou encerrar que a minha amiga precisa entrar pra gravar, tá?
-Tá. -Agora, eu quero terminar o seu rádio.
Acho que rendeu, hein?
Sempre rende.
Eu quero terminar o episódio perguntando, o que para vocês é performado bem na vida?
Viagem. Viagem é o lugar da performance hoje, né?
Tem que viajar lá e não tem rico.
O rico pode odiar viajar, ele vai ser obrigado a entrar num buraco, saem outro, pra poder.
Se não tiver ido a sei lá um safar na Fica do Sul.
-Ai, a Fica do Sul é muito cool. -E daqueles de 90.
Não sei lá, Marraqueste, deseado de gobi, sei lá, o negócio desse aí.
Girar um guardanapo na Greja.
-Girar um guardanapo na Greja. -Girar isso aí, na Grecia, botar um na cabeça da França,
do Urmino Lemurrícia.
-Serantela. -Vietnã, né?
Lá, os Cambodias, Japão agora, a classe média invadiu o Japão, né?
Japão tá variando mais um. No Cambodias, ó, isso também, de repente numa canoa.
Isso, numa canoa, dormiu dentro da canoa, com nativos.
Esperiência, né?
Esperiência.
Então isso aí, viagem, eu acho que o principal lugar dessa performance.
Com certeza viagem no mundo de redes sociais, mas eu acho que a verdade ou a parte mais
esse legal das pessoas tá no melhor dos amigos, né? Porque a pessoa até vai pro vietnã,
pro Japão, pro Cambodia, pro Harry Cubarta. No aberto, ela posta uma coisa mais comedida,
mais performática, mas a Deep Web ela tá no melhor dos amigos, né? Que da pessoa beba,
da fuma, no cigarro e no nos lugares que não são tão legais, mas são muito mais legais
na verdade, procurados com as quais ela tá se comunicando. Eu acho que existe a performance
e para todos, é a performance para os mais íntimos e essa para os mais. A viagem desses para os mais íntimos é muito mais legal.
Porque é como se você tivesse com a pessoa ali.
E você não vai postar uma coisa, uma prática no dismo,
para você, que é famoso, você quer a famosa, para o monte de gente.
Sim, mas. A gente não se tom mais importante de agora,
que é a lugar uma hora de onda na Boa Vista, né?
Eu acho onda agendada para mim.
O onda agendada, é uma coisa.
Mas antes de terminar, vamos falar disso, existe um condomínio fechado aqui no estado de São Paulo
que tem uma piscina de onda, pra você frequentar a piscina de onda, você tende de agendar
horário.
O ser humano que tenha esse dinheiro, parabéns,
você pode comprar de repente, de frente,
de proceano atlântico no Rio de Janeiro,
das mais ainda do mundo,
a praia mais badoalada do mundo, né?
Sim, panema, leblon.
E talvez tenha comprado também.
E talvez tenha tenha comprado também.
Mas ele escolhe comprar o apartamento,
que talvez não seja tão grande.
Meio pastelizado, com uma areia que não queima, isso é antiferencial, explica pra gente antropólogo.
A areia de carê no esquenta, primeira coisa que me falaram quando fui lá.
Você botou essa praia?
Esse meu apartamento era de frente pra praia.
Eu não entendi, eu juro que eu nem entendi.
Porque eu não tinha me tocado.
Porque agora esse é um Paulo, vai ter também a piscina de onda, né?
Vai ter tudo esse lugar, essas pra. Tem aquele compromisso.
Você não tem TV Globo, na pontaia.
Você vai ser adianto, vai ser perto do Rio, mais perto do cidade.
E você vai gerar um sucesso, já um sucesso.
Se você quiser não comprar o apartamento com acesso, você pode comprar só o título do clube,
que tem acesso a piscina de onda, eu acho que custa 600 mil.
Encantador.
Gente, eu acho incrível, porque o mar não é sempre que ele colabora, não é?
Não é, então ali está garantido, né?
E fica difícil assim.
E que mal pernareia é uma coisa muito chata.
Muito chata, então. Até porque não dá pra andar de sandalha, não é?
Você vai ter que fazer mais, sabe?
Que perforam bem nas redes sociais.
A água não é salgado, então não estrago cabelo, não estraga a pele, não estraga tudo.
Eu não savi vantagens.
Eu vou cair daqui.
E vou agendar minha onda, vem comigo.
Gente, pelo amor de Deus.
Olha, a gente pode começar. a pensar que no próximo semestre obtém que ter outro.
Perfeito, tá?
A sultra não falta, né?
A sultra não falta, daqui agora a gente continua.
A gente se junta com o janeça e continua mais, tá?
Obrigado pelo convidio.
Gente, deixe-nos a roba, os nossos livros.
Ah, isso é a Lívoa de Queste.
O amigo bate sério, ele comendo todo mundo à ler.
Por que posso fazer seu mexer?
Por favor, você sempre é maravilhoso.
Vocês dois, eu queria ter vocês ainda em um antropólogo.
Doutor, fez da pesquisa dele.
Um grande livro que viralizou.
É um livro que tem momentos que são mais cabeçudos.
E tem momentos que eu derrisada.
Que você vai pela fofoca.
Sabe que óbvio, né?
Viber a dura com fofoca.
E assim, não espera nada menos que isso.
Tem momentos que eu escrevi assim do lado, caca, caca, caca.
Esse daqui, olha, estuda garoto, eu anotei.
A meia e com o Y tem provas.
Então eu devorei, esses livros, as pessoas deveriam.
Eu sugiro as pessoas a comprare.
E darem de presente para os amigos, porque é uma coisa. Você aprende, você se diverte e ele escreve bem.
É muito bom.
Muito obrigado.
Muito obrigado, então.
Eu pode caixa também.
Tem, a gente fez uma episódio, né?
E o pai de caixa é tudo culpa da cultura.
E isso tem várias temporadas.
Isso, a roba Michel Coforado, tô lá falando do livro, porque precisava vender, né?
Vai vender isso.
Não para, de vender.
Não para.
É um livro que mais vende no Brasil.
Você vai comprar esse apartamento.
Eu vou.
Eu convivevo vocês uma honra de onda.
Eu não for nesse open-house, né?
Mas eu vou comprar o terra e fazer isso aí.
Já temos o louco.
Eu me dá o contato do aluguel da Ferrari e da obra de arte também.
Perfeito.
Um dia que a gente vai.
Passa sua rede social.
Eu sou repórter da revista Piauí.
Não, não, não.
Não, não.
Não é repórter da revista Piauí.
Ele é o maior jornalista brasileiro, vocês teriam uma ideia, só no último semestre,
mas materiais de João tomaram todo o debate nacional, foi sobbete, foi sobeduado Bolsonaro,
ano passado super feio, que assim, não para.
E a furo é texto bom, é tudo ótimo.
Então revista Piauí, João Batista, aquele que sabe.
Ele é o amigo.
Ele é o amigo.
Mais alguma coisa.
Eu não sei se falo mais nada.
Então essa é a maior podcast desse país, a gente precisa ler de televisão.
Eu vou passar.
Eu sou premigão.
Eu sou premigão.
E depois ela foi empreendede, tanto que amanhã na vida CLT, e virou essa amosa.
Quem me conhece sabe, e eles me conhecem, o meu passado.
O ex-FD era uma grande fonte minha.
Ah, e fica com essa.
A gente tá bravinho nesse momento.
Não, mas vamos fazer isso quando.
Você não ajuda.
Ele sempre fica bravo.
Tchau, gente.
Beijo.
Até amanhã que vem.
Obrigado, João.
É noia Minha, um show produzido e gravado nas Amundo Estúdio, roteiro Mel e da Marifaria,
produção de Bruno Porto e Marifaria, lustrações, alecalco, trilha sonora por Zamundo Estúdio.
Até o próximo episódio.
Podcast Summary
Key Points:
A promoção "Casa" daqui permite trocar selos por produtos para a casa, com descontos e benefícios para compras.
Cada R$20 gasta gera um selo, e há produtos que multiplicam o valor da compra, acelerando a coleta de selos.
A performance no mundo digital é um comportamento social comum, onde as pessoas fingem ou mostram riqueza para se destacar.
O Brasil tem uma forte cultura de inveja e insegurança sobre a posição social, com a riqueza frequentemente marcada por sinais visíveis como carros ou bolsas.
A performance de riqueza é uma estratégia de classe, onde quem se mostra rico ganha acesso a redes de elite e reconhecimento social.
As fronteiras sociais, como o acesso a eventos ou festas, são definidas por critérios de consumo e aparência, não apenas pelo dinheiro.
A teologia da prosperidade, presente em igrejas evangélicas, valoriza a riqueza como um sinal de fé e de vida feliz.
A sociedade brasileira tem um paradoxo
Summary:
A transcrição explora a cultura da performance social no Brasil, especialmente em ambientes digitais e de elite. A ideia central é que, em vez de serem ricos por meio de riqueza real, muitas pessoas "performam" sua riqueza, mostrando carros, bolsas ou festas para se destacar e ganhar reconhecimento. A promoção "Casa" daqui é apresentada como uma forma prática de engajar o público com a ideia de consumo e troca, conectando a necessidade de pertencimento com a aquisição de itens para a casa.
A narrativa mostra que o comportamento de "parecer rico" está profundamente ligado à insegurança social e à inveja, com o Brasil sendo um território onde a riqueza é marcada por símbolos visíveis, como uma Ferrari na sala. A análise também aborda a teologia da prosperidade, que valoriza a riqueza como um bem espiritual, especialmente em igrejas evangélicas. Além disso, é destacado que a elite brasileira está migrando para mandar filhos estudar fora, como forma de manter o status e escapar da visibilidade social.
O texto conclui que o Brasil é marcado por uma paradoxa: as pessoas querem parecer ricas, mas muitas não sabem que são ricas, criando um ciclo de performance contínuo baseado em imagens e fronteiras sociais.
FAQs
É uma iniciativa que permite que você troque selos obtidos com compras por produtos para a casa, como potes, bowls, panelas e canecas.
Cada R$ 20 gastos em compras dá um selo. Além disso, há produtos que multiplicam o valor da compra, ajudando a acumular selos mais rapidamente.
Sim, você pode usar os selos para trocar por itens como potes, bowls, panelas e canecas, que são produtos comuns na cozinha.
É fingir ou demonstrar ser rico, famoso ou pertencer a uma elite, por meio de ações como ter carros, bolsas ou obras de arte em casa.
Porque há uma forte inveja social, e a percepção de riqueza é construída por meio de objetos que despertam a imaginação de quem vê, como carros ou bolsas.
A riqueza é vista como algo simbólico, com base em objetos que demonstram status, como carros na sala ou obras de arte, e não apenas no valor financeiro.
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