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Dino quer tirar o supremo poder dos caciques

50m 39s

Dino quer tirar o supremo poder dos caciques

O ministro Flávio Dino, do STF, lidera uma ofensiva contra as emendas parlamentares e o poder dos caciques partidários, visando maior transparência e controle sobre a destinação de recursos públicos. Dino intimou líderes de 21 partidos, como Valdemar Costa Neto (PL) e Gilberto Kassab (PSD), que negaram interferência direta, mas admitiram sugestões políticas. A investigação apura se há direcionamento indevido de emendas, que cresceram exponencialmente nos últimos anos, reduzindo a capacidade de planejamento do Executivo. Especialistas apontam que Dino constrói uma base argumentativa para declarar a inconstitucionalidade de parte das emendas, enquanto também se projeta politicamente para 2030, usando pautas populares como o combate a privilégios. No entanto, há risco de desmoralização, como ocorreu com os "penduricalhos" do Judiciário, onde o corporativismo impediu reformas. A ofensiva também expõe a dependência do governo Lula em relação ao STF para conter o Legislativo, em meio a um cenário de governabilidade frágil e disputas eleitorais acirradas. A falta de transparência e a resistência do Congresso ameaçam a credibilidade das instituições, enquanto o cidadão comum arca com os custos dessa disputa de poder.

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7910 Words, 45554 Characters

Portuguese
Flávio Dino mira em caciques e emendas parlamentares Boa noite ACCNN Brasil. Este é OWWO. Ministro do supremo, Flávio Dino está empenhado em mudar a política brasileira do jeito que ela é. Especialmente o fato do legislativo ter avançado para cima do que antes era coisa pertinente. Só. Do executivo, sim. São as emendas parlamentares que transformaram cada um dos integrantes do Congresso no dono de um orçamento próprio. Mas não é só esse o alvo do ministro Dino. Ele é ambicioso. Ele parece disposto a peitar em nome do supremo. Poder do supremo os novos velhos poderes do Congresso. Resolveu contestar também o papel do cacique partidário, esse personagem tão antigo quanto a própria política brasileira. Dino mandou a polícia federal investigar. Se caciques se indicam, sugerem, direcionam as tais emendas parlamentares. Claro que sim. Se não, nem seriam chamados de caciques. Que que é um cacique partidário, afinal, é aquele que determina como é que serão listas e candidatos, quem vai receber dinheiro, de qual fundo, para qual campanha, quem vai montar palanque, com quem óbvio e quem vai mandar, quanto, de qual emenda, para onde? A ofensiva de Dino arrisca a terminar como aquela dos penduricalhos do judiciário local, onde, dado o nível político, hoje também há caciques que acabam no fundo, controlados pela própria corporação, sequiosa por manter os direitos ou privilégios adquiridos. Penduricalhos é o caso também por comparação, por analogia das tais emendas parlamentares. Elas são consideradas como direito adquirido pelos integrantes do legislativo. Direito sobre um pedaço do orçamento público para se tratar como se quiser. É possível. A gente tem que concordar. É possível que a política, tal Como Ela É, só muda quando isso mudar. Mas está longe, muito longe. Vamos aos participantes da roda hoje, pra mim a grande surpresa voltando das férias, tá um time completo. Eu nunca eu não consigo caber min de orgulho de ver o time completo, mas antes do nosso convidado especial, Cleomar Souza, analista político, CEO da consultoria da arma politics, professor da fundação dom Cabral, ele tá nos estudos da CNN em Brasília, participando desse momento especial que é o time do WW completo. Criomar, obrigado e boa noite. Pessoa 2 Boa noite, William. Pessoa 1 Daniel Rittner boa noite. Thaís Herédia boa noite, Caio Junqueira, boa noite. Flávio Dino intima líderes partidários sobre emendas O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino enviou hoje à polícia federal respostas de Valdemar Costa neto, do PLE Gilberto Kassab, do PSD, sobre as emendas parlamentares. A investigação ordenada pelo ministro apura suposta interferência de dirigentes políticos. Caciques na destinação desses recursos, reportagem de Carol rosito. Pessoa 3 O presidente nacional do PL negou que possua cota ou poder sobre o envio de emendas parlamentares. O documento foi enviado nesta segunda-feira ao ministro Flávio Dino, do STF. Valdemar Costa neto, do PL, sofreu um bloqueio de 119000000 de reais em patrimônio, referente ao valor de emendas que podem ter sido direcionadas indevidamente e que foram suspensas também por ordem de Flávio Dino. Ao ministro, dirigente alega que o que pode existir é uma sugestão política formulada pelo presidente após a interlocução com diversos atores da sociedade, submetida aos filtros e decisões independentes do processo parlamentar regular. Anteriormente, em entrevistas à imprensa, Costa neto falou que era normal um líder de legenda sugerir repasses aos parlamentares. As falas motivaram a intimação de Flávio Dino a dirigentes de 21 partidos. Eles devem explicar como funcionam a gestão e distribuição das emendas dentro das siglas. O primeiro a se manifestar foi o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, disse na semana passada que em nenhum momento, ao longo de toda a existência do partido, houve sequer menção à influência sobre destinação de emendas. As respostas de Kassab e Costa neto foram enviadas à polícia federal. Flávio Dino também cobrou explicações do presidente da Câmara. Hugo Mota deverá apresentar ao supremo todos os documentos relativos à tramitação de 21 emendas investigadas pela polícia federal. Os registros precisam ser entregues de forma individual e organizados por indicação. Hugo Motta já disse estar convicto de que a Câmara não comete irregularidades na alocação e na execução de emendas parlamentares, o que, segundo ele, será demonstrado no processo. A ofensiva de Dino sobre as emendas parlamentares começou logo após sua Posse, em 2024. Já chegou a suspender pagamentos, determinou novas medidas exigindo mais transparência e abriu investigações. Especialistas debatem motivações e riscos da ofensiva de Dino Cleomar essa ofensiva do ministro do supremo Flávio Dino contra as emendas vem de algum tempo, agora temos um Caçador de caciques. Pessoa 2 William, boa noite, prazer estar aqui com você, com Daniel, Thaís, o Caio. É sempre uma Alegria participar desse programa. Boa noite a quem nos assiste também. Eu creio que o ministro Flávio Dino, ele assumiu desde já, algum tempo. A tentativa de ser aquele portador de uma espécie de agenda positiva para OSTF, né? E não me parece que há um alvo melhor para construir uma agenda positiva para o Supremo Tribunal Federal, em um momento em que a Suprema corte se vê pressionada por outros elementos do que as emendas parlamentares, sobretudo porque o sistema político tem feito a sua parte em fazer uso de um artifício considerado por eles como uma prerrogativa, um direito adquirido de maneira muito pouco transparente. E isso, ao fim do dia, facilita todo tipo de crítica daí derivada e os próprios processos investigativos, o que faz com que a atenção do eleitor, do cidadão médio e do próprio ecossistema institucional acabe saindo um pouco, tirando um pouco de foco STFE, mirando mais uma vez no legislativo no momento crítico, que é o início da corrida eleitoral de fato. Pessoa 1 E que promete essa campanha do Dino Daniel começando por você ao lado do? Do Cleomar. Em Brasília, a gente viu que na questão dos penduricalhos, por exemplo, isso é uma pauta positiva para OSTF. Os penduricalhos continuam lá. Pessoa 4 William eu vejo, sinceramente, 2 movimentos maiores nesse passo a passo. É óbvio que a gente pode pegar pequenas decisões de momento ali ou trâmites processuais. EE esgarçar isso, mas me parece que há é 2 questões bem maiores. Primeira. Flávio Dino, pouco a pouco, vem construindo uma base argumentativa sobre as emendas parlamentares. E ele tem um botão. É para acionar uma bomba atômica a qualquer momento na política em Brasília e na relação entre os poderes, que é apertar esse botão e declarar a inconstitucionalidade de uma boa parte das emendas parlamentares, que subiram 10 vezes nos últimos 10 anos. Basicamente saíram de 5 para 50 bilhões de reais. E tem diminuído muito a capacidade do governo de planejar investimentos, de usar é despesas livres dentro do orçamento. Isso é uma coisa me parece que pouco a pouco ele vem construindo essa base argumentativa. Segunda coisa é que é claro que a toga é pesada ali para todos os ministros do supremo, que estão muito em evidência, mas para alguns pesa um pouquinho mais. É dentro do supremo. O Flávio Dino é peso pesado, não é peso médio, e ele é se coloca num. Pós lulismo, obviamente no cenário de Lula reeleito e hoje é o favorito nas pesquisas como um contendor para 2030. E aí? Flávio Dino tem 2 pautas extremamente populares que ele pode é decidir e que ele pode ter 11 protagonismo no próximo ciclo. Penduricalhos e emendas parlamentares ambas convergem um pouco com o ideário ali, com o imaginário popular de Caçador de marajás ou Caçador de privilégios. E me parece que é nessa trilha, nessa raia, que Flávio Dino gosta de correr, ok? Pessoa 1 Ok, a descrição do Daniel hit é alguém que tem o botão da bomba atômica na relação entre legislativo e executivo, que o judiciário, no caso, seria o árbitro a favor do executivo, claramente. E, ao mesmo tempo, prepara uma eventual, digamos, rampa para outras ambições políticas. Conseguem? Pessoa 5 Bom, construir a rampa. É muito difícil da gente prever o ministro. Pessoa 1 Não a rampa lá dele. Ser prefeito de 2030. Não é isso que eu estou falando? Sim. Quer dizer, se ele consegue é levar a termo o tipo de ofensiva que ele deflagrou. Pessoa 5 É essa ofensiva? Ela é alinhada completamente ao desejo do Palácio do Planalto, do governo Lula, 3, de tentar retomar as emendas. Para o executivo, essa é a grande missão do Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal. Não dá para a gente saber se o Lula que pediu ou demandou isso ou negociou isso na indicação. Mas claramente o Lula veio eleito em 22 e tenta de alguma maneira retomar, ainda que seja parte das emendas, que o Congresso se apropriou de 2015 para cá, não consegue. E aí você tem o ministro da justiça dele, que é o Flávio Dino, nomeado ministro, para fazer essa tarefa. Tem muita resistência no Congresso. E não apenas pela pelo fato das emendas terem de fato problemas. Tem problemas de rastreabilidade, de transparência. Agora, a bronca do Congresso é que entende se que o Flávio Dino está querendo definir critérios políticos de destinação de emendas, que cabe à política decidir esses critérios, obviamente. No caso do Valdemar, por exemplo, é o maior partido do Brasil, o PL, maior número de deputados. E aí é impensável. Você falar que imaginar que um presidente de partido não posso falar, poxa, tem ali é um aliado, um coligado, alguém que pediu para asfaltar rua XYZE, só o Valdemar fez isso. Então tem uma leitura no Congresso de que o tiro do Flávio Dino é, primeiro, mirando um benefício já para o governo Lula, 4 maior controle de emendas e mirando sempre prioritariamente em alvos que são adversários do governo Lula. É que é o caso do Valdemar. Pessoa 1 Algo que a gente tem abordado aqui com razoável insistência, Thaís e volta à tona em função desses fatos políticos, é a completa falta de racionalidade em políticas públicas num cenário como esse. Se a definição de política pelo dicionário é a alocação de recursos via orçamento público, hoje a gente tem dezenas de agentes públicos alocando recursos fazendo a política que querem. Ou seja, a racionalidade de políticas públicas é inexistente num cenário como esse. Alguma coisa faz a partir do dia e não indicar que isso muda. Pessoa 6 Não, pelo contrário. Eu vejo um risco forte aqui de uma desmoralização nessa Batalha pela, no mínimo, pela rastreabilidade. Porque para a gente chegar no na conversa da eficiência, da locação, a gente tem que saber pelo menos para onde o dinheiro está indo, né? Quem mandou quanto, para quem? Não, a gente não consegue nem essa informação de quem mandou, quanto para quem, quanto mais. Qual é o estudo de viabilidade de benefício de retorno para a sociedade? Quem são as pessoas que estão usufruindo desse benefício que é o requisito que, vamos dizer assim, é o checklist básico para quando você empenha dinheiro público. Mas eu vejo aqui é um risco alto de desmoralização. Algum de vocês aqui citou. A história é da da dos penduricalhos, né? De como todos nós, na verdade é exato, de como isso se desmoralizou totalmente. Quer dizer, eles, o Dino inicia essa briga, todo mundo fala, uau. Até que enfim OSTF encontrou uma pauta pra tentar moralizar o próprio poder judiciário, né? E vira o que a gente viu que virou agora os penduricalhos. Eles estão falando de si mesmo, eles estão fazendo uma defesa de si mesmo. Agora se Oo Dino atirando pra todo lado e perdendo o foco daquilo que ele a princípio tinha se proposto a fazer, que é exatamente exigir a rastreabilidade, exigir a transparência da emenda. A desmoralização. E aí vira a porteira aberta, né, William? Assim, se nem OSTF vai conseguir impor AA transparência para alocação das emendas. Quem, como é que esse processo vai se dar? Ninguém mais consegue botar controle para nada. Corporativismo versus institucionalismo na política brasileira Porque o mar? A gente chega num ponto em que precisamos decidir se nós estamos vendo, do ponto de vista clássico da ciência política, um choque entre poderes, um choque entre instituições. O poder judiciário acha que o poder legislativo eventualmente está cometendo um atentado contra a Constituição, na descrição que o Daniel Rittner fez agora há pouco, ou nós estamos vendo corporação contra a corporação? Porque se há um critério para a gente julgar o sucesso desse tipo de ofensiva é que resultados chegam. No caso dos penduricalhos, a corporação está ganhando fácil. No caso do legislativo, boa parte da, digamos, da ênfase com que essas emendas são defendidas é corporativismo parlamentar. Quem leva melhor aí? Pessoa 2 William, eu creio que é bastante difícil saber quem leva a melhor. Eu sei quem, em determinado sentido, leva a pior, né? O pior leva o pagador de impostos. Porque efetivamente, o que a gente tem visto aqui? E aqui eu vou me aproveitar de dessa última fala da Thaís. O que nós temos visto ao final do dia é um processo de degradação da confiança do cidadão nas próprias instituições, em que a cada semana parece que há um foco ou uma crise a ser debelada e as decisões, quando deveriam ser definitivas, se tornam transitórias. Então nós temos que, no caso dos penduricalhos, como você muito bem disse, o judiciário acaba sendo é beneficiado pelos próprios interesses. E os parlamentares, de outro lado, que a quem deveria caber o processo de melhor regulação da lógica do uso e até mesmo do da transparência do processo das emendas parlamentares, dão de ombros a esse tipo de movimento. E aí me parece que a gente entra numa questão central para esse tipo de discussão hoje, William, entre corporativismo e institucionalismo, que é a dinâmica dos incentivos. Em determinado sentido, a maior variável de risco hoje para qualquer desenho de futuro da estabilidade democrática no Brasil está preso no fato de que efetivamente há muitos incentivos para que se quebre ou não se cumpra regra ou se criem regras ineficazes, quando, na verdade, a funcionalidade do regime democrático e a própria contenção de risco institucional deveria funcionar em sentido contrário. Então, esse me parece o desafio aqui. Pessoa 1 Você tinha já nesse sentido, Daniel, na sua intervenção até aqui, jogado o nosso olhar para o Horizonte um pouco mais abrangente, quando você mesmo qualificou, descreveu, enfim, relatou a sua maneira de enxergar esses passos do ministro Flávio Dino. Agora nós estamos dentro do ambiente eleitoral pesado, para dizer o mínimo. Que chances de sucesso ele tem? Pessoa 4 É se me permite continuar um pouco nesse exercício de de projetar ali 111 ciclo vindouro, ali de 4 anos. William, me parece que uma dificuldade. Claro que no caso de Vitória de Flávio Bolsonaro teremos outros tipos de tensão, mas no caso de uma Vitória é e de um governo Lula 4, me parece que 111 grande ponto ali para se resolver na relação entre executivo, legislativo e supremo é o orçamento público. A gente está caminhando. A Thaís saberá melhor. É os números do que eu. Mas a gente está caminhando para um cenário em que é o executivo tem praticamente zero e isso não é força de expressão. É em margem de manobra, em despesas discricionárias para gastar. Isso já é 12 por cento do orçamento. E aí a gente vê casos como que a gente viu na semana passada, que é absolutamente chocante, em que o governo é aceitou votar e votou a favor. É de uma pauta bomba? Nitidamente é uma pauta bomba, aposentadoria especial para gentes. De saúde porque falou assim, não pode provar isso aqui que eu derrubo no supremo. Então o supremo virou uma nova instância de votação. Quando você não consegue, é maioria legislativa. Você parte para o supremo é. E o governo? O governo Lula me parece absolutamente contar com o supremo para, no próximo ciclo, colocar um freio de arrumação tanto em emendas parlamentares quanto numa agenda que este governo considera de responsabilidade fiscal. A os exageros e as bondades que vem do executivo, essas não estão colocadas, mas é avanços do poder legislativo que não tem respaldo, é compensatório dentro da lei de responsabilidade fiscal. Me parece que isso o supremo vai se tornar um aliado cada vez maior de um executivo. Governo Lula 4 é com isso que o governo Lula conta para os próximos 4 anos. E aí são esses sinais que o supremo e mais agora Flávio Dino parece emitir. Pessoa 6 Questão sobre a governabilidade, né? A governabilidade está muito em xeque, porque é o Lula já está, o Lula já conta com isso pra pra governar. E os ministros do supremo dão todos os recados de que estão absolutamente disponíveis para serem acessados. Pessoa 1 Qualquer que seja O Vencedor. Isso o Lula sabia em 22. Perfeitamente. Isso foi perguntado a ele um Monte de vez em várias empresas. Vem cá, como é que você vai ler o senhor? Como é que o senhor vai lidar com esse fato? Tomaram lhe uma ferramenta importante e as respostas tinham sido. Sempre tem que vir pela política. Não conseguiu? Sim. Supremo é a última Esperança. Pessoa 5 É, aparentemente sim, né? Porque a gente não vai imaginar o Lula lá, com 8182 anos, se foi reeleito. Se ele não teve energia. É pra levar adiante esse debate, porque caberia a ele e a ele fazer isso. Na campanha, em 22, eu fiz matéria sobre isso. O que que OPT vai fazer com as emendas? A solução que vinha do PT era a é um modelo chileno inclusive, né? De que seja apresentada uma cesta de políticas públicas no qual o Congresso aporta emendas para esses projetos. Cada parlamentar escolhe e fica o modelo de condomínio, executivo, legislativo. Lula se quer levou isso adiante. Eu creio que sabendo que tem minoria no Congresso e que é um Congresso de maioria de centro, direita e de direita, ele não quis nem comprar essa briga. E deixou ali, como um entendimento, um aceno para que o Congresso mantivesse esse poder, porque ele viu que ele não teria nem força para desfazer isso. E também já não é um Lula lá de 2003, de 2005, não tem energia política para comprar essa briga. Nomeou o ministro da justiça, que está fazendo esse serviço para ele. Pessoa 1 Vamos ver como é que está a política. Então, agora, de uma outra perspectiva, convenções partidárias, elas começam. Convenções partidárias e indefinições nos palanques estaduais Com os principais palanques estaduais ainda em aberto, a gente trata disso quando voltar do intervalo, até já WW, nós estamos voltando no intervalo pessoal. É agora, na verdade, que a gente está começando oficialmente. Vai, acabou a copa, está começando a política para valer em termos eleitorais. E aí é um fato importante que a gente precisa olhar para ele, porque tem grande influência sobre o que que vai acontecer mais tarde. Lá é outubro e novembro. Os partidos têm por lei, pelo calendário do TSE, que começar agora. Começaram hoje, na verdade, as convenções e, na verdade, eles têm que montar os palanques. Agora, oficialmente, muito ainda está em aberto, um pouco demais para essa época do ano. Em eleições anteriores, a gente já tinha definições um pouco mais. Digamos, é, é tratadas, acertadas? Agora, não para definir apoio. Por exemplo, OPT enfrenta dificuldades dos candidatos ao governo dos maiores colegas eleitorais, enquanto que o principal candidato até aqui contra Lula, Flávio Bolsonaro, ainda está em busca de uma Aliança nacional. Confira. Pessoa 2 Os 2 principais candidatos tentam resolver os palanques em nível nacional e ao longo dos principais colégios eleitorais. Nacionalmente, OPT deve manter quase a mesma coligação de 2022, mas com a adição do PDT no primeiro turno junto ao PSB, do vice Geraldo Alckmin, o partido conseguiu lançar 13 candidatos a governador. Até o momento, ele está na cabeça de chapa dos 2 maiores colégios eleitorais do país, São Paulo e Minas Gerais. No entanto, o cenário para os candidatos é duro. Em terras Paulistas, Fernando Haddad enfrenta dificuldade de convencer o eleitor do interior do estado e, em algumas pesquisas, sofre uma derrota em primeiro turno para o atual governador, Tarcísio de Freitas. Em Minas, o candidato ao PT ao Palácio Tiradentes é o deputado e ex prefeito de Belo Horizonte, Patrus Ananias. Ele era apenas a terceira opção do partido e chegou à disputa depois das desistências de Rodrigo Pacheco e Marília Campos. Do lado oposto, a situação em Minas ainda está indefinida. Flávio queria cleitinho Azevedo como candidato ao governo, EOPL na vice, mas o cenário, por enquanto, não emplacou. Em São Paulo, Flávio garantiu apoio da federação união progressista, mas sofre no âmbito nacional. O senador não consolidou alianças no país e tenta negociá las durante as convenções. Entre os partidos cotados estão justamente o união Brasil, o PP e o republicanos. Um eventual apoio envolveria o posto de vice na chapa de Flávio, vaga ainda em aberto. A disputa para a oposição fica principalmente entre Daniela Marques, ex presidente da caixa no governo Jair Bolsonaro e coordenadora do programa econômico da campanha, e Tereza Cristina, ex ministra de Bolsonaro. A decisão vai depender das alianças nacionais. Os diretórios partidários, no entanto, afirmam que devem optar pela neutralidade na eleição, deixando os diretórios estaduais firmarem acordos. O PL não se deixa abalar e quer seguir negociando para garantir algum tipo de apoio no âmbito nacional. Fragilidades e fatores externos na corrida presidencial Elmar é de fato é, pode se dizer inusitado esse número de fios soltos a essa altura do campeonato. O que que isso significa? Pessoa 2 William excelente.eu creio que isso dá pra pra cada um de nós, nesse exato momento, uma percepção das fragilidades dos principais nomes em disputa. Eu creio que, enquanto que muito do esforço do presidente Lula foi no sentido de ter uma grande coalizão de esquerda para evitar uma sangria de votos em primeiro turno, o PT fracassa em fazer qualquer tipo de capacidade de atração para o centro político, né? O famoso centrão? Enquanto que na campanha do Flávio Bolsonaro talvez o principal dilema hoje seja a própria figura de Flávio Bolsonaro. Isso quer dizer o quê? O filho do ex presidente partiu do princípio, junto com seus irmãos, desde o princípio de que efetivamente o apoio deveria vir, como que numa num esforço gravitacional de de uma dinâmica própria. O problema é que no meio desse caminho surgiram alguns elementos que geram arranho de imagem e alguma incerteza. E que se cruzam com uma outra variável, que eu creio que é bastante importante, tende a ter algum impacto na campanha presidencial, que é o próprio escândalo do banco master. Isso está fazendo com que alguns grupamentos políticos e alguns grupamentos partidários tenham algum tipo de reserva. E esperem para entender um pouco melhor se vale a pena já entrar nesse palanque de Flávio Bolsonaro agora ou em uma eleição que se desenha para 2 turnos, fazer isso num eventual segundo turno. Pessoa 1 Olha OOO, Daniel, Oo Cleomar tá citando uma coisa importantíssima na análise política, sempre, às vezes, às vezes até por por por negligência, nossa, a gente deixa pra lá que é a linha do tempo, né? Só que o tempo tá apertando essas indefinições. Elas agora estão correndo contra um calendário, é uma formalização. Eles têm prazos pra dizer com quem vão à luta, quem tá pior nisso? Pessoa 4 É as dificuldades mais recentes, como de resto, em quase todos os assuntos que tem envolvido. A campanha é de Flávio Bolsonaro. Você percebe uma indefinição ainda sobre Minas Gerais, que é o grande estado pêndulo do Brasil. Então, só para resgatar Minas Gerais em 2022, Jair Bolsonaro, desculpa, 2018 é Jair Bolsonaro ganhou com 58% dos votos e Lula ganhou com 50. E alguma coisinha em 2022. É EE. Isso reforça aquela cultura de Minas, como é um termômetro do que acontece no país. E você tem uma dificuldade tanto de Lula que partiu para um plano c é claramente não era o desejado pela campanha do governo do PT, quanto de Flávio Bolsonaro, que não tem ali. Oo seu principal é ou a sua figura preferida que é o cleitinho. É seria favorito ali no estado, como é um candidato que ainda não se definiu. Há menos de 90 dias da eleição é e você tem o desmonte ali de alguns palanques que eram tidos como absolutamente importância para a campanha do Flávio. O Rio de Janeiro é o maior exemplo, porque muita gente é tá investigada pela polícia federal, teve que desistir de candidatura ou foi presa. Isso é muito preocupante pra pra campanha do Flávio que via ali. Minas é Rio de Janeiro e um ganho em relação a 2022 na votação de Tarcísio de Freitas como possíveis trunfos. Agora é OPT também? Tem, é. Alguns pontos é preocupantes, existem ali no Ceará. EE na Bahia, é candidatos que hoje são menos competitivos do que eram em 2022, o que significa que OPT, muito provavelmente na eleição para presidente, continuará ganhando. Lula é tremendamente favorito na eleição presidencial no nordeste, mas o que preocupa OPT é a diminuição da margem. É Oo, ele precisa. No nordeste, tem uma maioria muito folgada para compensar eventuais derrotas em São Paulo e talvez em Minas e no Rio. Pessoa 1 O Daniel tá levando a gente para esse ponto, que eu acho que é o crucial, né, que tá na cabeça de todo mundo que nos acompanha. Caio, o que esta fase atual, caracterizada por nós como uma indefinição além do que seria de se esperar, significa para as 2 candidaturas? Pessoa 5 Acho que significa um alto grau de imprevisibilidade da eleição. E quando a eleição ela está muito indefinida. Embora haja um favoritismo leve do Lula perante o Flávio, os agentes políticos, eles ficam com receio de apostar e já colocar o cavalo deles em uma das 2 candidaturas. Então é esse momento que a gente tá vendo agora. É, eu vejo hoje a campanha do Lula mais bem estruturada e organizada, até porque se confunde com o governo. E se confunde com caixa de governo, se confunde com mídia, de com exposição, né? Com o poder de agenda que todo presidente da República tem e com uma caixa de ferramentas é potente para transformar, é políticas públicas em votos. E do outro lado, umas assim o campeonato falava, consegue. Quando começa a conseguir respirar e sair de agendas negativas, vem alguma agenda negativa de novo. Mas agora, nessa reta final, parece que a as conversas vão se dar. Vamos observar muito bem a vice, né? Amanhã, inclusive, tem uma conversa do Valdemar da Costa neto tentando atrair a senadora Tereza Cristina. É para ser. Pessoa 1 Vice. Pessoa 5 Não. Mas ela tem dito também a interlocutores que ela poderia ser uma candidata a presidente. E aí tem uma conversa dela a presidente da República. Tem uma conversa dela com o Ciro Nogueira na quarta-feira. Então, à direita, A gente vê que nesse canto da direita, ninguém assim, eles não botam fé. No Flávio não confiam no Flávio não, não quer, né? Tem uma, o racha da direita está atrapalhando muito o Flávio. Então hoje tem uma tendência desses partidos do centrão aí pela neutralidade e tá essa diferença aí, que deve ficar até outubro de 4 3.6 pontos de diferença é uma eleição William para ser definida nos últimos 15 dias. Essa é minha aposta entre 15 de outubro e 30 de outubro. Acho que o segundo turno é 29 de. De outubro vai ser ali, né? E dependia de de todas as variáveis que que podem surgir ali. A eleição está em aberto. Impacto econômico e o papel do Congresso na disputa eleitoral Lula é um tema, favoritismo moderado, mas vai ser definida ali na última semana, nos últimos 10 dias. Pessoa 1 É o que, na gíria este dia está no fio da navalha. E o que isso significa para os agentes econômicos? Pessoa 6 Olha, William, a gente vai começar a ver mais vezes o mercado financeiro, começar a fazer preço em função das eleições, mas. Assim como a gente tem falado aqui todos os dias, da imprevisibilidade é também não há muito como entender. É. Vai ter que esperar um pouco mais pra frente. Eu acho que o que vai pegar agora é a qualidade dos discursos. Qual é o tipo de compromisso que as campanhas vão fazer com relação à economia? Não é o que a gente tá assim. Por enquanto, não apareceu ninguém que apresentasse nem no campo do da direita, nem do Flávio Bolsonaro, nem dos outros candidatos. E nem do campo de Lula os seus interlocutores, que tem de alguma forma falado com a faria Lima, o único que fala mais ou menos assim, demonstrando uma vontade de fazer ajuste ao próprio Fernando Haddad. Que sempre teve 111 ponte aberta com Oo mercado financeiro continua sendo ouvido, mas não necessariamente as pessoas levam a Sério. Agora eu quero trazer um outro dado aqui, que é a importância de novo, né? Da, da, de como é que os partidos vão fazer com a chapa ao Senado. Hoje saiu uma pesquisa da Paraná pesquisa sobre é candidatura do Senado no Distrito Federal e em segundo lugar está Michelle Bolsonaro. Pelo PLE, ela está se recusando a se candidatar, né? É, a primeiro lugar é a Leila do vôlei, que é do PDT, e o terceiro lugar é a Erika Kokay, que é do PT. Então eu essa formação de alianças, essa formação de palanques nos estados e tal, ainda mais OPL que é um partido que tem interesse em formar um Senado forte. Eu não sei o quanto isso vai falar sobre a força das campanhas, né? Se se isso pode virar, por exemplo, cai um fator de atratividade pra os outros partidos da direita num segundo turno, a depender da composição do Senado, entenderem que vão ter que se juntar, por exemplo, ao Flávio. Pessoa 5 É, depende de como essa a definição do primeiro turno vai influenciar muito no segundo turno, porque muitos senadores. Pessoa 1 De definição da proporcional. Pessoa 5 Isso da proporcional. E a gente tem a mania mania, né? É óbvio, nosso regime é presidencialista, de ficar olhando bastante a disputa para o Palácio do Planalto, mas é a disputa do Congresso crucial, né? A gente tava falando de emendas aqui no primeiro bloco. Congresso hoje tem poder de agenda, controla o recurso. Quem controla o recurso controla o poder. Então, a dinâmica do Congresso, ela é essencial e não atua. Muitos partidos, principalmente do centrão, estão largando mão de apoiar Flávio ou Lula ou zema ou quem quer que seja, para focar todo o recurso que eles têm nas campanhas para deputado Senado. Pessoa 1 Agora vamos. Vamos para o subjetivismo total. Vamos para aquilo que, na gíria jornalística a gente chama de impressionismo. Que impressão a gente tem na realidade? Cleomar é. Nós, jornalistas, estamos com a impressão que tá todo mundo esperando alguma coisa acontecer. Essa alguma coisa até aqui tinha um nome escândalo do master. Essa alguma coisa. Agora tem mais um nome, Michelle Bolsonaro é o fator que pode alterar. William, é. Pessoa 2 Eu creio que a gente tem aí, se você me permitir, eu vou trazer mais um fator que que vale a pena ser considerado também. Que é o impacto das sanções Americanas e do discurso político que envolve as sanções Americanas sobre a campanha eleitoral. Efetivamente, a gente tem visto na junção de master das brigas familiares dentro do clã Bolsonaro e dessa variável externa, uma série de elementos que aumentariam o grau da fervura. Nisso que o Caio caracterizou muito bem, que é o nível de incerteza e imprevisibilidade do pleito. E aí a gente tem que olhar na dinâmica dos incentivos. O incentivo para os partidos políticos está nas cadeiras do Congresso e no eventual controle do orçamento, sem precisar fazer acordo político com o executivo de ocasião, no caso. Diante deste cenário e com uma série de outras variáveis e nós citamos 3 aqui, é muito mais beneficioso para cada um desses caciques que não tem um nome forte a ser apresentado na corrida, colocar seus recursos. Na eleição do Congresso, como foi muito bem dito, e esperar o que vai acontecer dentro dessas 3 variáveis e mais alguma coisa, alguma outra que possa surgir. E a partir daí tomar uma decisão numa eleição que se desenha até o dia de hoje, dia 20 de julho, para ser uma eleição é construída, realizada em 2 turnos para presidente da República. Governo Lula busca no STF freio para o Legislativo Você quer se arriscar, Daniel dizer qual é o fator, na sua opinião, que muda o que a gente tá falando até agora? Pessoa 4 Eu eu acho, William, que o Creomar trouxe um ponto aqui, EE não é excludente com os pontos levantados anteriormente, que é a questão do tarifácio. Colocando de uma forma mais ampla, é mais do que o tarifácio interessa muito para a campanha de Flávio Bolsonaro ou de qualquer candidato oposicionista da direita transformar essa eleição em um grande plebiscito, um grande referência, um grande referendo sobre o governo Lula. E é preciso lembrar que é o Lula não performa bem a avaliação do governo. É, ao longo desses 4 anos, teve muita dificuldade de se estabilizar em um patamar de aprovação maior do que o patamar de desaprovação. Muitas vezes a desaprovação foi maior. É. E mesmo com toda a dinheirama que tem sido despejada em 2026, as últimas pesquisas continuam apontando um nível baixo, relativamente baixo de avaliação do governo. O governo tremendamente competitivo numa eleição. Mas não é, não está sobrando em termos de pesquisa. É, e com todos os escândalos que a gente viu o master é discussões ali. Crise com a Michele Bolsonaro, o foco foi para outro lado. A tentativa ali é de se envolver no tarifas por parte de Flávio. Me parece que pode ser lido como uma tentativa de voltar os olhos para o governo Lula e dizer, olha, ele está sendo culpado por isso. Isso vai nos prejudicar muito, assim como a questão de segurança pública, designação de PCCEC ver como organizações terroristas, olha, é o foco é governo Lula e como ele tem gerenciado uma. Essa relação com os Estados Unidos. O problema é que o tiro saiu pela culatra. AAAAA. Os prejuízos, digamos, ao Brasil, foram acabaram sendo muito associados à campanha do Flávio? É, me parece que haverá uma tentativa, é por parte do Flávio de reverter isso. E de transformar novamente em um referendo sobre o Lula. E por parte do Lula, usar a defesa da soberania, transformar isso no que foi em 2022, para efeito de retórica de campanha. O que foi a defesa da democracia? Me parece que esses são os paralelos traçáveis. Pessoa 1 Pessoal, eu sou obrigado a encerrar esse segmento. Me despeço de todos vocês, começando pelo Cleomar de Souza. Obrigado, Cleomar, pela participação no programa. Como sempre, boa noite. Pessoa 2 Boa noite, William, sempre um prazer estar aqui com vocês. Pessoa 1 Meus colegas Daniel, Thaís e Caio. Boa noite. Depois do intervalo, vamos ver como é que tá a situação lá na guerra no Oriente médio. Tá piorando até já. Escalada do conflito e ameaças no Mar Vermelho Voltando no intervalo, WW conosco agora no programa Carlos Frederico coelho, professor de relações internacionais, ao pouco do Rio de Janeiro, da escola de comando do estado maior, do exército a ICM. Carlos Frederico, obrigado por estar conosco. Boa noite. Pessoa 7 Boa noite, William, é um prazer. Pessoa 1 E o nosso Lourival Santana? Muito obrigado pela bordo conosco aqui, Lourival, a guerra no Oriente médio. E ela tem incrementalmente assumido. O ar de uma espiral agora são os roots que ameaçam ou dizem que estão impondo um bloqueio naval aos vizinhos da Arábia Saudita. No Mar Vermelho, 2 militares americanos mortos em ataques do Irã no fim de semana foram identificados. Trump está evidentemente dedicado agora a receber corpos. A reportagem é da correspondente Mariana giann Giacomo. Pessoa 3 O primeiro tenente Tyler James finhan e a soldado Isabella Gonzales foram mortos em um ataque do Irã na sexta-feira contra uma base aérea na Jordânia. No final de semana, o departamento de defesa americano também anunciou a morte de outro militar no Iraque durante uma operação de detonação controlada de um drone iraniano abatido. Nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Irã vai pagar muitas vezes mais pela morte de cada soldado americano. Ao todo, já são 17 militares americanos mortos desde o início da guerra. O Irã também afirma que ataques na semana passada contra a Jordânia danificaram diversas aeronaves Americanas, mas o Pentágono não tem divulgado números sobre eventuais perdas de equipamentos militares. A Jordânia disse que interceptou mais 3 mísseis lançados do Irã nesta segunda-feira. Teerã direciona ataques contra bases militares não apenas na Jordânia, mas também contra o Bahrein e o Kuwait. Já os ataques a embarcações ocorrem próximo ao litoral de Omã e dos Emirados Árabes, onde os Estados Unidos procuram estabilizar uma rota independente das tentativas do Irã de controlar o Estreito de ormuz. Aliados do regime iraniano na guerra civil do Iêmen, os rutis também anunciaram nesta segunda-feira um bloqueio naval aos sauditas. Os. Dos maiores exportadores de petróleo no Oriente médio. Um bloqueio bem sucedido dos rútis poderia inviabilizar a principal alternativa marítima da Arábia Saudita, a desestabilização in ormuz, via Mar Vermelho e Estreito de bab elman derb. O anúncio dos rútis ajudou a impulsionar os preços referenciais do petróleo no mundo a atingirem ao longo do dia níveis que não eram vistos há mais de 1 mês. Mas relatos de que mediadores propuseram um cessar fogo de 10 dias para viabilizar uma retomada nas negociações ajudaram a conter as altas em cerca de 1%. Questionada, a Casa Branca disse que as conversas com o Irã prosseguem, mas frisou que, no momento, Trump está focado em fazer o Irã pagar pelos ataques contra navios em ormuz e pelas mortes de soldados americanos. Especialistas discutem opções de Trump e impacto econômico Carlos Frederico é, se a gente comparar com os momentos é que imediatamente se sucederam a essa fase lá do conflito, a partir de 28 de fevereiro, aos ataques entre os principais contraentes, neste momento, não guardam grande proporção. Ao que tudo indica, Irã e Estados Unidos concentram ou pretendem concentrar as suas ações militares em alvos militares. Apesar das ameaças de Trump, agora, que opções Trump tem? Pessoa 7 Boa noite. É o William Lourival, é, não são muitas as opções. É de Trump, uma vez que nenhum dos 2 lados está tentando conquistar o outro, né? A gente está numa guerra onde os 2 lados estão tentando coagir uma outra a assentar, assentar a mesa, né? Quando o Trump fala que que? Para cada americano morto, ele vai fazer o Irã pagar muitas vezes mais ou 20 vezes mais. É assim, não é um anúncio necessariamente de uma estratégia militar, né? EE, aqui no, numa guerra de coerção, a arma não é a força bruta, né? É o risco. Então, quem aposta na Escalada dificilmente controla onde ela para. É, na verdade, o que a gente tá é enxergando, é algo que a gente já comentou é aqui aí. Fico feliz de da gente ter estado do lado certo da análise, né? Que o perigo real ao que se coloca aqui não é a guerra total, mas é um conflito permanente, de baixa intensidade, né? E isso é, contrata um choque econômico, contrata um bairro de petróleo nas alturas, transforma a região. Um certo pântano estratégico e faz do mundo inteiro refém de um Estreito de poucos quilômetros de largura, o. Pessoa 1 O Carlos Frederico está colocando atenção da gente num ponto que não tem um grande ponto de interrogação. No fundo. Lorival, se a gente olhar, é a postura do Irã. Ela é muito clara. Eles, eles, eles se consideram capazes de de são capazes de absorver mais pancada. São capazes de tolerar mais dor, mais sofrimento e apostam que o adversário não é agora. Algumas, digamos, algumas postulações fora de analistas dizendo que, do ponto de vista do Trump, ele já enterrou mesmo as midturms. Tá focado muito mais agora em como que ele pode, de alguma forma ou outra, desautorizar essas eleições do que propriamente é, se embarcar num tipo de ação militar no Irã que ele. Ajude a moderar o que ele espera que seja um grave prejuízo do ponto de vista político eleitoral, isso torna a situação mais perigosa. Pessoa 8 É porque primeiro, para os Estados Unidos, para a democracia Americana, o Trump está preparando o ambiente para rejeitar uma eventual derrota e também procurando mudar as leis para que os mais pobres não votem, né? Não não tenham acesso. Não possam votar pelo correio? Não posso votar porque não tem uma identidade federal e são os mais pobres que são mais. É penalizados por todo esse custo de vida alto e tal. Então, essa está sendo a fórmula política que ele está buscando. E do ponto de vista militar, a gente tem até um mapa para mostrar AA situação. É que ele, quando o Trump se prepara para uma guerra mais ampla e mais profunda, levando. Os caças f 16, os caças f 35, os os aviões de abastecimento no ar, né? KC 135 e 46, para ter uma guerra longa, sem desembarque de de tropas, preferencialmente. Então, o Irã se prepara para ampliar o choque econômico, né? O straight Babel mandeb ele. Que é responsável por atualmente 7% do petróleo do mundo, que seus 7000000 de barris que a Arábia Saudita que deslocou para lá, né? E também é 22% dos containers de navios do mundo. A esse é o dado aí dos barris de petróleo, né? Os 7000000, esse amarelo era o quanto antes a Arábia Saudita escova pelo Estreito de ormuça, que era quase todo o petróleo dela. E aí o azul é o que ela escova hoje. Pelo é, pelo babbel, mandeb pelo Mar Vermelho, porque eu sei de ormus tá fechado, né? E mas, mas ali, se a gente puder voltar ao mapa, é ali. Pelo Mar Vermelho passam os manufaturados que vem da Ásia, da China, da Índia, da Coreia do Sul, do Japão, do sudeste asiático para Europa, né? Vem do oceano Índico, sobe, passa pelo babbel, mandeb, sobe o Mar Vermelho, cruza o canal de suez e alcança o marmit. Isso é 22% dos contêineres do mundo de navios. E aí a alternativa aí pelo cabo da Boa Esperança, lá no sul da África, que aumenta em 6000 km em 10 a 15 dias. O percurso, então, é um choque na cadeia de valor do mundo, se os roots conseguirem manter esse fechamento. Pessoa 1 Olha o lado militar que você vinha escrevendo, tudo isso que você relatou aumenta o choque inflacionário. 15 a 17 dias a mais de navio significa aumentar consideravelmente mais o frete de qualquer coisa. O impacto vai ser distribuído pela cadeia global, como você acabou de dizer. Agora há uma. Há uma disputa entre os 2 lados. No momento, quando a gente considera que Os Americanos voltaram a bloquear os portos iranianos, há uma disputa em ver quem primeiro pisca o olho em termos de. Resistência iraniana e o papel de Netanyahu na crise Graves danos na economia, quanto que o Irã tem? Pessoa 8 Capacidade de resistir. Carlos Frederico. Pessoa 7 Olha, Irã eu preciso confessar que o Irã tem resistido talvez um pouco mais do que do que eu imaginava. É, a gente não tem as informações primárias, né? A gente lida sempre com as informações secundárias, essa esse aumento. É, Trump parecia estar mais desesperado ou ou mais preocupado. É em um acordo. E aí eu consegui encontrar 2 razões, né? Pra essa, pra esse surd aí que a gente teve essa Escalada que a gente teve nos nos últimos dias. Uma é essa que você colocou. Pode ser que ele tenha esquecido os smiths. Ele falou, ok, já perdi um abraço. É, e o outro é que talvez ele esteja enxergando alguma fragmentação na liderança iraniana. E isso pra nós é muito difícil aqui de é de longe, de de tatear, é. E por conta disso tá é colocando mais pressão sobre o Irã. É nesse jogo de de chicking, né? Na da teoria dos jogos. É, por enquanto, ninguém pescou. Aliás, primeiro quem pescou foi os Estados Unidos, quando assinou um acordo ou Memorando. É bastante, é bastante benefício do do Irã e depois parece ter dado 2 passos atrás. É, e agora voltaram para a estrada de uma de uma única em direções opostas. Pessoa 1 Vamos colocar por último para encerrar o esse segmento, EOE essa edição. Lourival, a eleição israelense em outubro. As pesquisas indicam uma situação muito difícil pro Netanyahu, ou seja, ele precisa dessa guerra muito mais ainda do que antes. Pessoa 8 Só que, em princípio, ele não tá se envolvendo porque nem o Irã, nem os Estados Unidos, nem Israel tem interesse em que o Israel entre na guerra efetivamente, porque pro Irã obviamente, aumenta os os bombardeios, né? Foram 10000 missões israelenses naqueles 40 dias e 13000 missões. Americanas é para para os Estados Unidos. Vira um complicador, porque depois, quando ele vai fazer a trégua, ele tem que negociar e falar com Israel também. E para Israel é ruim também, por causa de todo o gasto econômico que isso é, representa essas guerras que os estados que Israel tem se envolvido e estão causando problemas econômicos na população. E tem eleição dia 26 de de outubro. Então é o Netanyahu gosta da crise? Gosta. Né? Do fato de ele, de os Estados Unidos estarem engajados contra o Irã e foi Israel que provocou isso, foi o Netanyahu. Então ele está assistindo por enquanto de camarote. Só que o que acontece? Esses esses f 16, EF 35, vão usar Israel como base, porque não dá para usar a Jordânia, que está morrendo. Militar americano na Jordânia e também nas monarquias árabes do Golfo, na Síria, no Iraque, está tendo ataque para todo lado. A Síria nem poderia usar também, então resta Israel. E que tem o melhor sistema antiaéreo também para proteger esses equipamentos e tal. Então, de qualquer forma, Israel já está envolvido na guerra, né? Hoje? Pessoa 1 Eu tenho que encerrar aqui, por mais que eu lamente. Carlos Frederico coelho começou a declarações internacionais da PUC do Rio e também da ICM, escola de comando estado maior do exército. Obrigado, Carlos Frederico, por estar no programa conosco. Pessoa 7 Boa noite. Pessoa 1 Igualmente a você, Lorival, obrigado, boa noite. Mais conteúdos sobre os temas que a gente trata aqui, domésticos e internacionais. Procure a nossa página do WW no site da CNN Brasil. Agora sim, essa edição termina por aqui. Muito obrigado. Boa noite.

Podcast Summary

Key Points:

  1. O ministro do STF, Flávio Dino, intensifica ofensiva contra emendas parlamentares e o poder dos caciques partidários, investigando suposta interferência na destinação de recursos.
  2. Dino enviou à Polícia Federal respostas de líderes como Valdemar Costa Neto (PL) e Gilberto Kassab (PSD), que negam controle sobre emendas, mas admitem sugestões políticas.
  3. A ofensiva visa aumentar transparência e rastreabilidade das emendas, que cresceram de R$ 5 bilhões para R$ 50 bilhões em dez anos, reduzindo a margem de manobra do Executivo.
  4. Especialistas debatem se Dino busca uma "agenda positiva" para o STF ou se prepara terreno político para 2030, usando pautas populares como caça a privilégios.
  5. Há risco de desmoralização caso a ofensiva fracasse, como ocorreu com os "penduricalhos" do Judiciário, onde o corporativismo prevaleceu sobre a transparência.
  6. A governabilidade fica em xeque, com o governo Lula dependendo do STF para conter avanços do Legislativo sobre o orçamento público.

Summary:

O ministro Flávio Dino, do STF, lidera uma ofensiva contra as emendas parlamentares e o poder dos caciques partidários, visando maior transparência e controle sobre a destinação de recursos públicos. Dino intimou líderes de 21 partidos, como Valdemar Costa Neto (PL) e Gilberto Kassab (PSD), que negaram interferência direta, mas admitiram sugestões políticas. A investigação apura se há direcionamento indevido de emendas, que cresceram exponencialmente nos últimos anos, reduzindo a capacidade de planejamento do Executivo.

Especialistas apontam que Dino constrói uma base argumentativa para declarar a inconstitucionalidade de parte das emendas, enquanto também se projeta politicamente para 2030, usando pautas populares como o combate a privilégios. No entanto, há risco de desmoralização, como ocorreu com os "penduricalhos" do Judiciário, onde o corporativismo impediu reformas. A ofensiva também expõe a dependência do governo Lula em relação ao STF para conter o Legislativo, em meio a um cenário de governabilidade frágil e disputas eleitorais acirradas.

A falta de transparência e a resistência do Congresso ameaçam a credibilidade das instituições, enquanto o cidadão comum arca com os custos dessa disputa de poder.

FAQs

Emendas parlamentares são recursos do orçamento público que cada deputado ou senador pode direcionar para projetos em suas bases eleitorais. A controvérsia surge porque cresceram de 5 para 50 bilhões de reais em 10 anos, reduzindo a capacidade de planejamento do governo e levantando questões sobre transparência e possível uso político.

Dino enviou à Polícia Federal as respostas de Valdemar Costa Neto (PL) e Gilberto Kassab (PSD), que negaram interferência na destinação de emendas. Ele também intimou dirigentes de 21 partidos a explicar a gestão e distribuição das emendas dentro das siglas.

Hugo Motta afirmou estar convicto de que a Câmara não comete irregularidades na alocação e execução das emendas, e que isso será demonstrado com a documentação exigida por Dino.

Corporativismo refere-se à defesa de interesses próprios de um grupo, como o judiciário defendendo seus penduricalhos ou o legislativo protegendo suas emendas. Institucionalismo envolve o respeito às regras e instituições democráticas, mas ambos podem se chocar, prejudicando a confiança do cidadão.

Penduricalhos são benefícios e privilégios salariais de juízes, que geraram críticas por falta de transparência. A comparação com as emendas mostra como pautas de moralização podem ser enfraquecidas pelo corporativismo, como ocorreu quando o judiciário se beneficiou e a luta perdeu força.

O governo Lula busca retomar o controle das emendas, que foram apropriadas pelo Congresso desde 2015. Dino, ex-ministro da Justiça de Lula, atua para reduzir o poder legislativo sobre o orçamento, alinhado aos interesses do Planalto, mas enfrenta forte resistência do Congresso.

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