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Desmistificando a BlockChain

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Desmistificando a BlockChain

O texto apresenta uma explicação acessível sobre blockchain, utilizando analogias como um "caderno de registro compartilhado" e uma "estrada" onde criptomoedas são veículos. A tecnologia, criada em 2008, resolve o problema de confiança ao descentralizar o controle, permitindo que transações sejam rápidas, baratas e transparentes, sem intermediários. Bitcoin foi o primeiro uso prático da blockchain, como um dinheiro digital escasso e sem emissor central. Além de criptomoedas, blockchain tem aplicações em tokenização de ativos, pagamentos internacionais e agronegócio, setor que, segundo Sabrina, poderia se beneficiar mais com maior educação sobre o tema. A convidada, Sabrina Olivo, é líder da zkSync na América Latina e compartilhou sua jornada empreendedora desde os 15 anos, passando por áreas como contabilidade e administração, até migrar para tecnologia e blockchain. Ela destaca que a tecnologia elimina intermediários e corta custos, mas ressalta a necessidade de soluções de privacidade para uso em transações financeiras. O podcast do Sorority Talk aborda como startups podem aproveitar blockchain para inovar, com foco em empreendedorismo feminino.

Transcription

8269 Words, 47321 Characters

Portuguese
Desmistificando o Blockchain e Apresentando a Convidada Explicando o que é blockchain eu gosto muito de fazer uma analogia, né? Então imagina um caderno de registro compartilhado entre muitas pessoas ao mesmo tempo. Então, toda vez que alguém faz um lançamento, todo mundo que tem uma cópia consegue ver o que está escrito e ninguém consegue apagar ou alterar o que já foi escrito sem que todos percebam. Então eu acho que essa é a parte principal, porque assim, blockchain é isso. Só que digital, ela é automática. Ela tem uma escala global. Imagina esse caderno, mas agora espalhado pelo mundo inteiro, sem ninguém poder mexer ou alterar alguma coisa, sem ninguém ver, sabe? Então ele é um sistema de registro onde as informações elas são protegidas. Não por uma empresa no centro, né? Ela é protegida por uma rede inteira no mercado. Eu gosto de fazer analogia da estrada. Então imagina que blockchain é uma estrada e a criptomoeda é um dos veículos que trafega nessa estrada. Então imagina que o bitcoin seria um carrinho, o éter, que é uma outra costumada, seria outro carrinho, solana, outro carrinho. Então o blockchain sempre essa infraestrutura. E aí a gente pode falar que o bitcoin, ele foi o primeiro veículo entre aspas dessa estrada, nessa analogia. Assim, porque o bitcoin, na verdade, ele foi o primeiro entre aspas. Dinheiro digital dentro da blockchain de forma escassa, ele não precisou de um emissor central. Hoje, né? O nosso real, ele é feito pelo banco central. Então, o bitcoin não precisou desse emissor central. E essa estrada de de blockchain? Ela serve para muitas outras coisas. Imagina o real colocado dentro da blockchain? O dólar colocado dentro da blockchain? Isso só em 6 balcões. Então, em vez de você usar o real, você usa uma BRL, por exemplo. E aí esse pagamento para comprar aquele presente para sua amiga, ele é feito em criptomoeda. Então todo o processo com o IA, mais criptomoeda, e aí a IA, ela é muito boa em automatização, coisa que a blockchain também é incrivelmente bom. Então você corta intermediadores nesse processo. Porque não necessariamente você precisa ter um aviso, uma Mastercard nisso tudo. Inclusive, elas já perceberam e elas estão criando as próprias redes dela para não perder os monopólios. Ou você conseguiria fazer de uma forma fluída e barata. Pessoa 2 Oi, pessoal, eu sou a Érica, eu sou sócia a fundadora da soroita e ventures. Nós somos um fundo de venture capital, investimos no presed e no cid com uma tese única. No Brasil, a gente investe em startups que tenham pelo menos uma mulher no time de fundadores, a gente investe em startups brasileiras. Então, se você é uma startup com alto potencial de crescimento, com. Tecnologia e tem pelo menos uma founder, uma mulher no seu founder team. Vem conversar com a gente. O sororite é um movimento. É um movimento para trazer mais mulheres para serem empreendedoras em tecnologia, mais mulheres para serem investidoras, mais mulheres para trabalharem no mundo financeiro, para trabalhar em inventure capital. Bom, muito bem vindas ao nosso sororite talk, que é o podcast do sororite. O episódio de hoje a gente vai focar em um assunto que muita gente acha difícil, a gente vai falar de evolução da internet e como blockchain surge, como a infraestrutura, né? De segurança para o futuro digital. E como que as startups podem fazer uso desta tecnologia? A gente teve um tempo onde a gente falava muito de blockchain. Depois esse assunto deu uma diminuída, porque a gente sempre tem aquelas palavrinhas da moda e aos poucos a palavra vai voltando, mas eu ainda sinto que tem. Bastante confusão, muito preconceito e por isso a gente trouxe uma expert aqui hoje para contar para gente tudo sobre esse assunto. Então, quem está aqui com a gente hoje é a Sabrina Olivo. Ela tem mais de 8 anos de experiência no mercado de tecnologia, mais de 5 em blockchain. AI passou por outros fundos de venture capital, como Mona XE, pela etherium também, ela já fez vários raicatons, enfim, tem aí uma trajetória bem interessante para alguém bem jovem e hoje ela atua como líder da zinksink. Mas depois eu vou pedir para ela repetir, para ver se eu falei certo, tá? Que ajuda empresas globais a entrar e crescer no ecossistema de web tri. Então, para começar, Sabrina, seja muito bem-vinda, obrigada por estar aqui com a gente hoje. Eu queria que você se apresentasse brevemente. Pessoa 1 Perfeito. Eu primeiro queria agradecer muito ao convite por por estar aqui. Eu conheço a sorerite desde a época da monax e a monax eu trabalhei há quase uma outra vida antes de entrar em tecnologia, então faz muitos anos que eu venho ouvindo, então é uma honra de estar aqui com vocês. E até brinquei aqui antes da gente começar a gravação que eu acho que a primeira reunião da vida é o podcast da vida, que só tem mulheres na sala, então eu tô adorando e tô me sentindo muito confortável de estar aqui com vocês. Então muito obrigada pelo convite. Me apresentando um pouco. Então eu sou Sabrina Olivo. Eu tenho 29 anos, nascida aqui, bem na capital, bem Paulista, e sempre estive muito exposta a essa parte do do mercado financeiro. E quando eu tava no mercado financeiro, quando eu tava dando meus primeiros passos, ainda estagiando na faculdade, eu achava que tecnologia era uma coisa de um de um outro mundo. Então eu não quis arriscar logo, logo de cara. Mas a gente sempre brinca, né? No mercado de tecnologia, que uma vez que o mosquito pica, não tem como você desver o que você já viu. E aí você já está com aquilo e você não consegue sair mais de tecnologia. A sua cabeça fica inteira voltada para isso. Então eu migrei, fiz algumas migrações de carreira e aí quando eu migrei para tecnologia, principalmente blockchain, foi quando tudo começou a mudar. E vai ser um prazer enorme estar aqui com vocês comentando sobre sobre isso. A Jornada Empreendedora de Sabrina Olivo até o Blockchain Muito legal. Sabrina, queria comentar, falando de um ponto da sua carreira, né? Você abriu sua primeira empresa com 15 anos, então você tem 29 e você abriu com 15. Faz tempo já, mas só porque você era muito nova e hoje você representa uma das maiores redes de blockchain do mundo na América Latina. Conta um pouco sobre a trajetória? Sua trajetória que você começou a falar de fundo de venture capital. Mas fala um pouquinho, o que que você fez de faculdade? Como é que você chegou no blockchain? Como é que você chegou onde você está hoje? Perfeito. Pessoa 1 Com 15 anos eu entrei no técnico de administração de empresas e lá tinha que escolher basicamente, ou fazer consultoria ou escrever um relatório sobre a temática de administração para você poder formar. Eu sempre fui um pouco. Um pouco desbravadora de coisas novas. Então basicamente eu convenci AA reitoria a trocar pra gente poder fazer realmente um projeto de uma criação de empresas. E aí eu uni os outros técnicos da área, técnico de comunicação visual, que basicamente é uma parte mais de designer, como a gente conhece hoje. É o técnico de informática e o técnico de administração, que era o que eu fazia. Nós juntamos basicamente 3 TCCS. Totalmente diferentes para poder fazer um TCC único e criar realmente uma empresa para para rodar. Sempre gostei muito de moda, então naquela época foi eu criei um site de customização de camisetas online. Então a gente tá falando de muitos anos atrás onde ninguém comprava online e a gente conseguiu criar esse software que você podia customizar sua camiseta. E a gente começou pelos uniformes escolares. Então a gente fez diversas customizações com as escolas da região e tudo mais. Foi a minha primeira experiência empreendedora e foi muito gratificante. E aí? A parte que eu mais tive dificuldade naquele momento era a parte financeira em si, parte de contabilidade, de como organizar a entrada e saída de recursos e tudo mais. Então eu tomei a decisão de fazer faculdade de contabilidade. E quando eu terminei de sair do meu ensino médio, fiz um ano e meio, percebi que era totalmente diferente, não era o que eu estava esperando ali e troquei para administração porque eu percebi que a veia de criação era muito mais forte em mim do que a essa veia contábil, que é muito sobre rotinas, né? Rotinas administrativas ali. Acho que aquela fase inicial de adolescência, quando você está se conhecendo do que você quer ou não quer, hoje é muito engraçado que quando você pergunta para qualquer pessoa do nicho de blockchain, ninguém acredita que eu fiz primeira faculdade como contabilidade, porque todo mundo fala você, mas como assim você queria tanta coisa? Como assim contabilidade? Mas acho que aqueles primeiros momentos era muito sobre o autoconhecimento, né? E aí eu sou formada em administração de empresas. Comecei a trabalhar mais nessa parte financeira. Então eu trabalhei em multinacional como Jaguar Land Rover. Eu cuidava era a parte de tesouraria ali no começo. Depois da Jaguar, eu fui pra monax quando eu ainda estava Na Na faculdade. Foi muito interessante ali a experiência de estar com players tão grandes assim do mercado tão nova, conhecer o CEO da 99, ver a 99 virando unicórnio, o primeiro unicórnio brasileiro, e eu estando ali dentro do time da monax. Vendo toda essa movimentação que aconteceu nos bastidores assim, foi uma experiência surreal assim para mim. Depois eu acabei saindo da monetice para fazer um intercâmbio. Foi uma mudança assim, porque nunca tinha imaginado ir para fora do país. E a monetice me deu uma abertura muito interessante para pensar em outras coisas. E quando eu voltei, eu voltei a trabalhando numa fintech. E aí foi nessa fintech que eu comecei a descobrir sobre tecnologia. E inclusive, um dos fundadores dessa fintech era também investido da monax. Foi assim que eu conheci assim, nessa própria rede de Contatos da da monax. Então eu saí da monax, que eu cuidava mais da parte ali financeira, para ir para uma parte de fintech, para ser a primeira funcionária dessa fintech. Então, como já fazia bastante tempo que eu tinha parado de empreender e eu tava querendo fazer 11 carreira, um pouco mais tradicional, já que eu tava ali na faculdade, eu falei, putz, acho que pode ser uma coisa muito. Muito legal é voltar como primeira funcionária. E qual é o seu cargo? Não sei, mas eu sei que eu vou aprender muita coisa estando aqui do lado do de um dos sócios e é isso que que eu quero. E mantinha ali na área financeira que eu sempre gostei também, né? Então foi ali que teve mudança para eu realmente entrar aí na tecnologia. E aí, resumindo bem, tentando resumir que eu foquei muito na outra parte, mas nessa pintar que eu fiquei por 3 anos. É, no final, eu acabei liderando basicamente é 80% da do time da fintech. Então eu já tava cuidando ali de 20 pessoas, era uma fintech pequena. Isso eu tinha, sei lá, 23 anos, eu acho. Então eu sempre tive essa questão de liderança muito, muito cedo. E foi ali que eu comecei a despertar e ver que a tecnologia daquela fintech, ela poderia ser melhorada. Eu fui fazer intercâmbio, eu tinha escutado sobre um tal de bitcoin e eu falei, putz, parece interessante esse tal de bitcoin. Deixa eu dar uma olhada. Será que essa tecnologia não pode fazer sentido pra alguma coisa da fintech? E aí foi quando eu comecei a olhar pra pra blockchain, na primeiro momento, naquele momento não fazia sentido pra fintech colocar blockchain dentro da empresa. E aí eu decidi sair para migrar para o mercado de blockchain, que é o qual eu estou hoje. Desde a época da da pandemia. E qual eu estou completamente apaixonada e também focado no mercado financeiro. Pessoa 2 Legal muito boa essa trajetória. Blockchain: O Sistema de Confiança para o Futuro Digital Sabrina, e aí a gente falou várias vezes dessa palavrinha do blockchain, mas é a gente. Muita gente, como eu comentei, se sente bem confusa e acha que esse é um universo que está muito distante do dia a dia. A pessoa nem imagina como. Essa tecnologia na verdade já existe, ela já está interagindo com ela, mas eu queria que você explicasse pra gente, pra nossa audiência o que é blockchain de uma forma muito fácil. Pessoa 1 Perfeito. Então blockchain? Essa. Acho que só a palavra. Ela assusta muito, mas depois que você entra No No mercado, fica um pouco mais fácil de entender. O porquê e eu acho que mais mais do que entender o que é porque é simplesmente uma tecnologia, é entender o porquê isso realmente é faz sentido porque funciona em determinadas áreas especificamente, sabe? Então, explicando o que é blockchain, eu gosto muito de fazer uma analogia, né? Então imagina um caderno de registro compartilhado entre muitas pessoas ao mesmo tempo. Então, toda vez que alguém faz um lançamento, todo mundo. Que tem uma cópia, consegue ver o que está escrito e ninguém consegue apagar ou alterar o que já foi escrito sem que todos percebam. Então eu acho que essa é a parte principal, porque assim, blockchain é isso, só que digital ela é automática, ela tem uma escala global, imagina esse caderno, mas agora espalhado pelo mundo inteiro, sem ninguém poder mexer ou alterar alguma coisa, sem ninguém ver, sabe? Então ele é um sistema de registro, onde as informações elas são. Protegidas não por uma empresa no centro, né? Ela, ela é protegida por uma rede inteira no mercado. E aí, basicamente que isso resolve na prática, né? O problema da confiança entre partes que não se conhecem. Então é blockchain foi criada em 2008, quando a gente tava na crise Americana, né? Dos lehmons Brothers. E toda a questão é problemática do do mercado financeiro, que afetou o mundo inteiro. E era exatamente esse problema, né? De de confiança, que que gerou tudo, então. Foi criada naquele momento, em 2008. Foi lançada pela primeira vez em janeiro de de 2009. Noite paper, que é nada mais nada menos do que um papel que escreve exatamente para que serve alguma coisa. Então foi lançado em janeiro de 2009 o it paper do bitcoin, explicando o que era bitcoin e explicando também o que era blockchain, que é a tecnologia por detrás do bitcoin. Então assim, hoje quando você, por exemplo, faz uma transferência. Você tem que confiar no banco, certo? Uma transferência de dinheiro, então quando você compra 11 imóvel, você tem que confiar no cartório, por exemplo. Então a blockchain, ela distribui essa confiança, ela continua existindo, só que não depende mais de um único intermediário, como o banco ou o cartório, controlando aquilo. Quem na verdade vai estar exposto é a blockchain em si. E aí pra finalizar, né, é o que isso muda na pra pra negócios no geral, né? Basicamente muda a velocidade, a velocidade é muito mais rápida, então pagamentos swifts que demoravam 5 dias, por exemplo, talvez por feriados, et cetera, você consegue fazer uma freação de segundo, então essa é a mudança mais impactante. Muda a custo. Então você pagava várias taxas de no Swift, dependendo de qual era o valor que você iria pagar, talvez 100, 200, 300 USD, milhares de dólares em blockchain você paga frações de centavos. Para você poder fazer a mesma transação. E o principal que é essa transparência, né? A transparência para você conseguir colocar, para você conseguir ter mais confiança. Então, esses processos que levavam dias e custavam caro, e reconciliação, por exemplo, né? Porque você pegava informação de um lugar e levava para outro. Eles começaram a ser feitos em minutos. Ou até em segundos assim. E essa auditoria começou a ser automática, porque como você coloca transparência em tudo, todo mundo consegue fazer essa, essa auditoria. E o mais importante, o registro, tudo que você escreveu lá é imutável. Ninguém vai poder mexer sem que outra pessoa consiga ver o que é. Então, assim, foi uma tecnologia que basicamente cortou vários intermediários. Transformou processos numa velocidade absurda, com custo barato, e trouxe mais transparência, porque uma vez que você coloca algo na blockchain, qualquer pessoa pode ver o que está escrito. E aí, consecutivamente gerou um segundo problema, se eu estou te transferindo dinheiro? Érica, a Julieta pode entrar nessa transferência e ver o quanto eu transferi para você. E aí que entra as zika sync, por exemplo, como solução de privacidade. Mesmo você estando 100% transparente, você precisa ter uma camada para colocar privacidade em coisas, por exemplo, como transferências financeiras para funcionar No No mundo real. Então, esse é um pouco 11 overview de como estamos hoje. A Diferença entre Bitcoin, Blockchain e Outras Criptomoedas Eu não acho estranho que alguém que fez contabilidade tenha se apaixonado por isso. Eu acho que é zero curioso. Eu acho que dá para relacionar sim. E aí, Sabrina, você falou um pouquinho, né? Que o blockchain foi lançado junto com o bitcoin. Então eu queria que você explicasse um pouquinho a diferença entre bitcoin, blockchain, criptomoedas, qual que é seu cada papel? Um é tecnologia, o outro é tecnologia aplicada, explica. Um pouco melhor para as pessoas. Pessoa 1 Perfeito. Eu acho que essa é até uma confusão muito, muito comum, né? Porque as pessoas escutam muito a palavra bitcoin e uma outra escuta sobre blockchain e de qualquer forma, as 2 são estranhas, então então fica um pouco assim. Mas realmente o bitcoin foi o que colocou o blockchain no mapa para para as pessoas, né? Então, de novo, tentando fazer uma analogia, né? Eu gosto de fazer analogia da estrada, então imagina que blockchain é uma estrada. E a criptomoeda é um dos veículos que trafega nessa estrada. Então imagina que o bitcoin seria um carrinho AO éter, que é uma outra criptomoeda, seria outro carrinho. Solana, outro carrinho. Então o blockchain sempre essa infraestrutura. E aí a gente pode falar que o bitcoin, ele foi o primeiro veículo entre aspas dessa estrada, nessa analogia. Assim, porque o bitcoin, na verdade, ele foi o primeiro entre aspas, dinheiro digital dentro da blockchain. De forma escassa, ele não precisou de um emissor central hoje, né? O nosso real, ele é feito pelo banco central. Então o bitcoin não precisou desse emissor central. E essa essa estrada de de blockchain, ela serve para muitas outras coisas. Então imagina como se fosse uma rodovia? Então essa rodovia aqui vai para estrada de criptomoeda, essa rodovia aqui ela vai para o agronegócio, essa rodovia aqui ela vai para artes. Então blockchain tem várias funcionalidades, mas basicamente ela é infraestrutura base, ela é estrada para qualquer coisa que você queira colocar em cima dela. Então um exemplo prático, né? Que quando eu começo com bancos, é gestoras, grandes empresas. Hoje em dia, raramente a gente vem falando sobre bitcoin, bitcoin como ativo, na verdade. A gente costuma falar muito de como tokenizar um título público que é 11 Tesouro direto, né, que a gente tem. Como que eu faço um pagamento Internacional, é vista e balcões. Aí começa a colocar as palavras complicadinhas, né? Ou como eu consigo fazer um registro de uma propriedade de um ativo meu, por exemplo, um imóvel é sem precisar de um cartório, por exemplo, sabe? Então você começou a criar vários casos de usos em cima dessa estrada e cada blockchain, porque existem vários tipos de blockchain fazem mais sentido para um caso de uso específico. É como se existisse uma estrada só para Porsche, uma estrada só para Ferrari e assim por diante, né? Claro que outros carros podem ir lá, mas vai ser melhor se você for uma Porsche ou vai ser melhor se você for uma Ferrari? Pessoa 2 E aí, Sabrina, você falou então um pouco, né? Como o Blockchain Transforma a Cadeia do Agronegócio Do caso de uso de moedas e de transações financeiras, e você começou a dar alguns outros exemplos, você falou do agro, então qual seria 11 exemplo, por exemplo, do agro pra utilização de blockchain? Pessoa 1 Legal. O agro na verdade é uma das que mais estão tem no caso de uso assim, primeiro disparado, acho que com certeza são bancos, né? Depois para a gente comentar um pouco mais, mas em segunda, principalmente aqui no Brasil, é o agronegócio e apesar de estar disparado, poderia estar muito melhor se a gente tivesse mais essa parte de de Education, né? Então assim, imagina que blockchain? A tese dela é fazer com que partes que não se conhecem possam ter confiança sobre o que está escrito, certo? Então, partindo dessa primeira premissa, o que que o agro geralmente precisa? Muito? Se a gente for pensar nessa cadeia, nesse supply chain, né? Ele precisa taguear todo esse processo. Então, se, por exemplo, a gente fala que aquele produto orgânico, quando se você fala que aquele produto é orgânico, você precisa provar que aquele produto é orgânico, então você precisa falar, olha, teve veneninho ou não teve toda aquele processo ou não. Então, imagina que cada parte daquela cadeia de onde passou o alimento, ele consegue ser, entre aspas, escrito dentro da blockchain para provar que aquilo é verdadeiro ou não. E aí, quando chega no supermercado, é como se você tivesse um selinho naquele alimento, comprovando a veracidade que ele é orgânico, mas sem precisar de uma auditoria. Sem precisar de todos esses intermediários no meio. Então poderia, por exemplo, uma Anvisa fazer a sua própria blockchain, ou alguma associação do agro poderia criar a sua própria blockchain pra que todos os alimentos pudessem passar Por Ela, pra aí sim sair com um selo de de qualidade direto do regulador, por exemplo. Se a gente fosse pensar numa uma questão mais macro, né? Então assim é. Eu, por exemplo, ainda não vi casos sobre isso, não tenho conhecimento que esteja acontecendo. Mas seria um caso muito factível, sabe, de de acontecer. E aí um outro exemplo que está sendo muito. Tentei dar um exemplo mais lúdico assim, mas tem um exemplo mais comum ainda que está acontecendo no agronegócio. Mas ele é bem específico para quem já trabalha no agro. Eu não sei se tem muitas pessoas aqui da da sororita e que se tem algum algumas empresas aqui do agro, né? Mas é, por exemplo, um produtor rural, ele tem é recebíveis para vencer daqui 6 meses. Então, assim, hoje a gente transporta mais isso em uma liquidez imediata, basicamente. Então assim, geralmente para você conseguir fazer essa antecipação de recebíveis, né? O processo costuma ser um pouco lento. Você às vezes você consegue. Se você tiver muita sorte, talvez dê mais um, dê mais 2. Se você for muito grande, você consegue, dê +0 mais. E no final do dia. Então assim, você tem essa questão da da liquidez, de você conseguir Oo valor, né? E ela é cheia de intermediários. Então cada intermediário vai cobrando 11 taxa daquele daquele processo, dessa antecipação, né? E com a blockchain, você tokeniza esse recebível que vai vencer só daqui 6 meses e você começa abrir múltiplos investidores para comprar aqueles recebíveis. Então você tem uma liquidez no mercado muito maior, em tempo real e podendo ser global. Então você consegue chegar em muitos mais lugares, sabe? Então, basicamente, você cria um mercado que antes era inacessível e agora com blockchain, você consegue fazer com que o que você está vendendo de de alguma forma, ela passa a ser ser global. Então a gente está falando de avanços em empresas brasileiras que elas já podem começar na base internacionalizando, sabe? Com isso, né? Então, enfim, daria para falar vários exemplos, mas acho que não abre isso os principais. Pessoa 2 E aí, Sabrina? Assim, dentro dessa linha de raciocínio de várias do caderno, onde muitas pessoas têm acesso aquela informação e também conseguem registrar a sua própria informação lá, eu entendo que para funcionar você precisa ter todo mundo conectado nessa estrada, ter acesso a essa estrada e saber usar essa estrada. Então, quão disseminada esta tecnologia tá? E eu imagino que ela deva estar mais disseminado em alguns setores, como o financeiro, que você deu vários exemplos de transação e talvez menos em outros, mas eu entendo que dependa também de 1 o volume de pessoas. Como que isso se dá? A Evolução do Blockchain: Drex, NFTs e Privacidade Então? Quão disseminada é? Pessoa 1 Então, blockchain, ela não serve para tudo e nem para todas as empresas. Então assim, acho que essa essa é a primeira parte assim, e pra algumas ela é absurdamente incrível, não tem como não usar, que são esses casos mais óbvios no mercado financeiro, por exemplo. Então assim, tem realmente áreas mais concentradas. A gente teve vários hypes, né? Blockchain começou a ser mais falada, na verdade, quando começou a surgir a questão de de privacidade, porque até então, imagina só? Se o melhor caso de uso, um dos melhores, pelo menos é aplicado no mercado financeiro. Como que é, é bancos ou qualquer instituição financeira, seja banco central, CVM, pode permitir com que qualquer pessoa consiga ver o dinheiro ali. Transacionando, então, por muito tempo, apesar de ter sido criado em 2008, ela demorou para ir realmente para estar, que a gente chama improdução, né? Um produto improdução para atender para várias pessoas. Principalmente por causa disso. Mas ali, em 2023, surgiu o drex, liderado pelo banco central e o banco central. Ele quis criar a própria blockchain, também denominada drex. Ele quis quis criar a própria moeda, que a gente chama de CBDC, que é basicamente uma moeda criada por um governo. E ele queria criar essa própria rede, que foi o exemplo que eu dei, que uma Anvisa poderia fazer, nesse caso, o banco central, ele ele quis fazer em 2023. E ali, conforme ele foi vendo, ele percebeu que muitas das coisas que eles tinham de ideias para o mercado financeiro já tava acontecendo há muitos anos, não só fora do Brasil, mas no Brasil. Milhares de fintechs já existiam, já tinha sido criado associações. Por exemplo, a gente tem Abe token, AB kripto. Temos várias ABES de cada uma das áreas que são inclusive muito importantes para o mercado. Assim, porque elas falam direto com o regulador, né? Que são esses esses grandes players. Essas empresas, elas já tinham sido criadas, esses produtos já tinham sido criados. AA questão não tava mais na dificuldade tecnológica, tava exatamente nessa entre muitas aspas, né? O pessoal de produto brincava, o grande problema do drex foi que só não atendeu uma única regra de negócio. Bem simples, não também privacidade. E aí o projeto teve que acabar, então assim, e eu inclusive estava trabalhando e no projeto de privacidade também. No drex, durante esse esse período, junto com o banco central, tava com Fábio Araújo junto ali. Nas reuniões, a gente realmente tava tentando decifrar como resolver o problema da privacidade dentro da blockchain. Mas a partir daquele momento, ali em meados de 2025, uma pessoa super importante do do mercado, que é o ele, é chamado Vitalic botarin. Ele é o cofundador da ethereum. Que é a segunda maior blockchain que existe no mundo. Ele deu o primeiro pronunciamento dele falando que a solução de privacidade no nível técnico já estava basicamente 99% solucionada pelas novas empresas. Então, com essa virada de chave, os mercados, não só brasileiros, mas no mundo inteiro, o bloco tinha super forte, principalmente na Ásia e na África também, começaram a olhar mais para isso, e aí deu esse boom. Então, enquanto o mercado, no geral, de todas essas outras áreas estão falando muito sobre inteligência artificial, no mercado financeiro, por causa desse caso de uso que agora tem privacidade aplicada, tá sendo muito mais comentado. Então acho que como qualquer tecnologia, conforme ela vai sendo exposta, ela vai sendo melhorada e aí vai ter alguns é setores que vai fazer mais sentido do do que outros. Então esse é um exemplo, mas que nem eu comentei, né? É? Esse caso é super recente, mas se a gente voltasse lá para meados de 2021, 2022, quando a gente tava na pandemia, o caso de uso mais recente, acho que algumas pessoas podem lembrar que era o macaquinho do Neymar, que era uma grande NFC que o Neymar comprou, e aí basicamente era o desenho de um macaco entediado que inclusive a coleção chama board app. Que era basicamente o nome do iate, em que se você comprasse aquela coleção de INFTS, você poderia ir para várias festas exclusivas no iate, como tava na época da pandemia, né? Então era um jeito entre aspas, né, de falar, olha, todo mundo tá aqui protegido é? Então não vai ficar vários dias nesses iates luxuosos e etcetera. E aí muitas pessoas, né? Poderiam fraudar uma coleção de de artes porque o seu convite, né? O seu passaporte para você entrar, seja no iate, nas outras festas, era você mostrando a imagem. Só que a imagem você pode ir no print, você pode fazer várias coisas. Então aí entra de novo AA blockchain no meio disso tudo, porque se você precisa confiar sem precisar se preocupar, você coloca a blockchain. Então eles colocaram essa imagem dentro da blockchain e aí compartilharam com todas as pessoas que compraram essas imagens, que basicamente eram formas diferentes de macacos entediados, e aí elas começaram a abrir para poder ir nesses lançamentos. Muito, muito via IPS é ao redor do mundo, inclusive. Então, naquela época o boom foi para arte, porque fazia sentido hoje para o mercado financeiro. O Poder Combinado da Inteligência Artificial e Blockchain Muito interessante ver, né? Quantidade de aplicações que tem, como você falou, cada estrada é diferente, ela pode ser mais específica e eu entendo que a tecnologia também vai ser mais adequada para um caso de uso versus outro. E aí eu queria que você falasse um pouquinho, você começou a falar de AI e blockchain, né? E assim, para quem vem de fora, às vezes parecem realmente buzzwords, né? Então a gente cada hora tem 11 busward novo é 3.0 é blockchain, é bitcoin, é ei, AI é, qual outra teve aí? Machine learning, né? Cada dia é uma palavrinha nova, mas agora a gente tá na hype dia AI, e aí eu queria entender como é que essas tecnologias juntas podem ou não ser mais poderosas. Para uma empresa, para um negócio? Pessoa 1 É perfeito. E nossa, esse é um dos assuntos que eu mais amo, inclusive porque eles tem mais de 1 ano que eu comecei olhar para inteligência artificial aplicada em blockchain porque eu falei, gente, essas 2 tecnologias juntas vão ser surreais a capacidade que a gente vai conseguir chegar, sabe? Aí puxando sardinha para as coisas que eu amo, sabe? Que é mais o mercado financeiro. Então é dando um exemplo também do meu dia a dia, que é na área de pagamentos. Então, imagina só, você tem a sua rede social que você coloca querendo ou não querendo, diversas informações suas lá estão expostas e aqueles dados que são gigantescos sobre você, sobre sua sua rotina, eles precisam ser analisados de alguma forma. O jeito mais fácil de você começar analisar grandes carregamentos de dados é por meio de inteligência artificial. Ela vai conseguir fazer isso. E a partir do momento que ela consegue analisar aquela grande quantidade de dados, ela consegue definir qual é o seu perfil. Então, imagina um mundo em que você simplesmente comentou que você não podia esquecer do aniversário é de uma amiga sua e que ela também está grávida e que você precisa lembrar do do chá de bebê? Você só comentou isso com alguém perto de perto de você. Imagina se. Por um acaso seu celular estivesse gravando esse tipo de coisa que não acontece como a gente sabe, redes sociais não fazem isso. E aí você conseguisse pegar aquelas informações e quando você abrisse o seu celular, ao invés de aparecer, como já acontece hoje, né? Um comercial sobre alguma coisa de presente de aniversário e que também tem a ver com com o chá de bebê. Na verdade, o seu celular já mandasse uma mensagem para você falando, ei, já comprei esse presente. Você quer que eu devolva ele ou esse presente está bom para você? Então, o que que aconteceria por detrás disso tudo? Teria uma inteligência artificial que ouviria aquela mensagem, analisaria seu padrão, veria qual que é a data, veria as coisas que você já olhou e que você gosta de comprar, ela teria acesso ao seu cartão para fazer esse pagamento, iria direto no site da loja. Compraria isso para você? E você teria que dar apenas um sim falando estorna. Não gostei ou sim, inclusive já na próxima já envia direto Pra Ela O Presente. Então a gente tá falando de uma transformação muito grande na forma que a gente até lida com com as nossas coisas no cotidiano e aonde que entraria, e acho que ficou meio claro nesse exemplo, mas aonde que entraria? Blockchain, né? Nisso tudo, esse pagamento, como que você conseguiria fazer esse pagamento de uma forma rápida, barata? Transparente e que você conseguisse fazer esse processo bem fluido, pagando o menor valor possível. Você poderia primeiro fazer com que aquela moeda fosse uma criptomoeda, que a gente pode chamar, nesse caso, de stablecoin, que é uma moeda atrelada a uma moeda. Que a gente chama de Fiat. Eu tô usando muito boazor, né? Eu tô, eu tô tentando, não, eu tô tentando fazer esse filtro. Mas assim é basicamente, imagina o real colocado dentro da blockchain, o dólar colocado dentro da blockchain, isso só em 6 balcões. Então, em vez de você usar o real, você usa uma brl, por exemplo. E aí esse pagamento para comprar aquele presente para sua amiga, ele é feito em criptomoeda. Então todo o processo com IA, mais criptomoeda e aí AIA. Ela é muito boa em automatização, coisa que a blockchain também é incrivelmente bom. Então você corta intermediadores nesse processo, porque não necessariamente você precisa ter um aviso, uma Mastercard nisso tudo. Inclusive, elas já perceberam e elas estão criando as próprias redes dela para para não perder os monopólios. EE, você conseguiria fazer de uma forma fluída e barata? Então, tem muito tecniquês por detrás de todo esse processo, mas para quem é o consumidor final que não quer saber sobre isso? É um ganho de eficiência absurda assim, sabe? Desvendando Criptomoedas e Stablecoins: Diferenças e Usos Superinteressante, Sabrina? Esse pensamento também de como essas moedas são eficientes, mais eficientes do que os meios de pagamento que a gente tem hoje. E aí eu queria fazer um parêntese, porque você falou bastante de criptomoedas, de stablecoins. Eu queria que você desse assim uma aulinha muito breve sobre as criptomoedas e os table coins, porque eu acho que como a tecnologia por trás é blockchain, tem tudo a ver no que a gente tá falando agora e acho que pode ajudar também as pessoas a entenderem melhor a aplicação do blockchain em transações financeiras. Pessoa 1 Perfeito é, basicamente seria a diferença de criptomoeda para stablecoin, né? Uma stablecoin também é considerado uma criptomoeda, mas ela tem 11 diferença fundamental, né? Geralmente criptomoeda é um tema meio guarda chuva, né? Então toda stablecoin é uma criptomoeda porque ela tá debaixo desse desse guarda chuva. Mas nem toda a criptomoeda é uma stablecoin e aí entra na nessa, nessa diferença que. É sutil, mas é importante, principalmente se a gente tiver falando de de mercado financeiro, EE de dinheiro, né? Então a gente tem as criptomoedas tradicionais, as mais antigas, né, que foi o bitcoin, EEO, ethereum. E aí talvez seja até legal a gente falar a diferença dessas 2 redes, porque AA mudança, uma foi em 2008 e outra, se não me engano, foi em 2013. Foi o que mudou totalmente o mercado, a criação dessas 2, inclusive, né? Então essa criptomoeda, ela não tem um preço, não tem um preço fixo, ela é, ela é volátil, né, então o valor, ela acaba flutuando livremente no mercado, né? Então é de acordo com compra e venda, oferta e demanda, então vai vai variando o valor dessas criptomoedas em si, né? Então, por exemplo, Ah, o bitcoin ele subiu e caiu 80% talvez em uma semana, sabe? É, é muito discrepante essa, essa diferença, né? E aí isso torna interessante esse caso, né? Se você quiser fazer, é se você for 11 profissional do de trader, por exemplo. Então são onde aqueles profissionais começam a olhar muito, porque quando tem essas diferenças de de preço, você consegue ganhar, né? Dependendo de como você fizer a sua análise gráfica. E aí já as strabocões. Elas são criptomoedas, mas elas são criadas para manter o preço estável. Então é uma moeda estável, stablecoin, se você for separar ali, né? Então elas geralmente são começar a ser atreladas ao dólar no primeiro momento. Então a gente teve empresas grandes, como a Circle, ela criou AIOSDC é um ela é uma empresa Americana também. É que ela começou a comprar títulos públicos do governo americano, e aí com esses títulos públicos que endiam já os rendimentos, é como ela ganhava a taxa dela. Então tinha títulos dentro do governo, e aí ela simbolizava aqueles títulos que estavam com ela, que ela era a dona de aquilo e representava aquilo dentro da blockchain. E aí era assim que ela conseguia prover liquidez para as pessoas ficarem transferindo, transferindo o dólar assim por diante, sabe? E? Mas hoje em dia, por exemplo, só no Brasil a gente já deve ter não ter esse número exato, mas provavelmente deve ser em torno de umas 10 stablecões atrelada ao real. E aí cada stablecoin tem um caso de uso específico, inclusive porque você tem é Bluetooth. É muito interessante, né? Porque você tem um específico no específico. Então já não bastava ser uma stablecoin para ser atrelada ao real. Tem tabocoins que fazem mais sentido para o mercado, como para o outro. Então tem uma, por exemplo, que foi feita de um consórcio. Talvez. Acho que não vale a pena falar os nomes, mas imagina que são 5 grandes empresas do mercado, corretoras brasileiras, inclusive a maior parte delas. E elas precisavam de uma moeda para andar entre elas e elas conseguirem ter liquidez. Então, como teve várias regulações muito Fortes e que colocaram regras muito complexas, inclusive para para as empresas brasileiras conseguirem se manter, muitas delas começaram a se juntar. Para tentar não quebrar perante as empresas e as corretoras internacionais que estavam chegando, né? Com poder aquisitivo muito maior, de conseguir cumprir as regulações, né? Então, uma dessas formas que elas conseguiram gerar foi, por exemplo, a criação dessa moeda para girar em cada uma dessas corretoras para conseguir dar mais liquidez. E aí não sei se fica claro que quando eu falo liquidez, né? Mas você está fazendo um. Um parênteses rapidinho, imagina que eu tô vendendo para você, né? É, você precisa ter aquele dinheiro. Não é vendendo para você, mas te dar um exemplo de queijo é você. Você precisa. Se você na casa de câmbio, por exemplo, você chega No No aeroporto e você quer trocar os seus 100 USD por 500 BRL e você quer pegar aquilo naquela hora, aquela casa de câmbio, ela precisa ter guardado os 500 BRL. Para ser o equivalente aos seus 100 USD, então ela precisa ficar aqui na Custódia dela. Então assim, é a mesma coisa que acontece com essas corretoras, né? Que a gente chama umas de exchanges no geral é, elas precisam ter essas liquidez guardadas dentro delas. E a forma que elas usaram foi fazendo essa stablecoin paralela, mas além disso, começaram a criar várias outras para vários outros casos de uso. E inclusive no Talking Nation, que é o evento que vai acontecer na semana que vem, que vocês também estão super convidados, vai ser ótimo ter todo mundo gostaria de ter. A Érica também vai já palestrar em um dos palcos é vai ter um palco exclusivo só para apresentar cada um dos casos de usos de stay, balcões para falar e aí para a polêmica, né? De é necessário todas elas mesmas? Se sim, como funciona cada caso de uso, porque é importante ter cada uma delas? Pessoa 2 Muito interessante Sabrina entender, né? A Visão para o Futuro Invisível do Blockchain Porque é muito específico mesmo. E aí, de novo, volta para mim a imagem que você falou lá no começo da estrada, que eu achei que foi uma analogia muito, muito legal. E voltando também para o caderno, né? De você ter a tudo registrado e que todo mundo. Possa ter visibilidade dentro daquilo que você falou, que é a parte de confidencialidade, que também é relevante, né? Então, como você faz para criar essa camada para que as informações relevantes apareçam e as não relevantes não apareçam? Então eu acho que é muito o que você falou de confiança, né? De um sistema que gera confiança e faz com que. Eu não preciso te conhecer pra poder trocar com você. E aí eu acho que isso muda tudo, né? No mundo, onde em algum momento a gente conseguiu se conectar muito fácil, talvez a gente não tava tendo segurança pra transacionar tão facilmente, então a gente se falava, entendia que tinha um outro, mas. É, a gente não conseguia transacionar e me parece assim, dentro da tua fala que o blockchain fez com que tudo isso fosse possível. Agora olhando para o futuro, né? Porque Oo que aconteceu até agora, deu para entender, mas para onde você acha que vai? E isso você você contou um pouquinho sobre como que AI e blockchain. Podem estar juntas, né? E aí hoje em dia acho que está muito fácil das pessoas entenderem no dia a dia o uso prático, né? Por exemplo, nesse caso que você contou, é, mas para onde está indo blockchain? Ela vai continuar sendo essa estrada e esse gerador de confiança de relações para que as transações aconteçam, ou você vê ela evoluindo para um outro papel. Pessoa 1 É muito legal toda essa visão, né? E aí posso falar minha visão particular sobre tudo isso, né? Eu acho que no mundo ideal é, se eu for pensar em em 10 anos, é quando as pessoas não vão precisar saber o que é blockchain. Eu acho que esse vai ser o nosso Santo Graal assim, porque no final das contas, blockchain ela é É Ela é infraestrutura. Então quem é de tecnologia é saber. Importantíssimo, porque a gente vai continuar evoluindo a tecnologia, mas não vejo o porque é necessário. Outras pessoas é que não estão trabalhando na área, entender assim. Então, da mesma forma que a gente usa a internet sem saber como, basicamente, né? anão ser que você seja da área, a gente não fica pensando sobre TCP, sobre é IP. A gente só coloca www, ponto e o site e já conseguimos usar tudo. É, eu espero muito que blockchain entre nesse nível de abstração ao ponto de ninguém nem se tocar que realmente faça sentido. E aí pensando no futuro em si, da da tecnologia, né? Eu vejo que no curto prazo, se eu for pensar de 2 a 3 anos, né? O mercado está muito forte em Ásia e África por motivo de necessidade, né? Então onde você tem pouco acesso a, por exemplo, abertura de contas, você tem pouco acesso a realmente capital. E você passa a usar blockchain, você consegue ter acesso a esse capital de forma Internacional, né? Você atinge outras coisas. Então eu vejo que a Ásia, África vão vão ser continentes que vão continuar muito Fortes. É, eu estive em Singapura e na Coreia do Sul assim, foi absurdamente incrível ver tudo que eles estão criando lá na em partes de de pagamentos, sabe, toda essa, esse mecanismo assim tem muito interesse de ir pra China. Pretender, senão esse ano, talvez o próximo, para entender o que eles já estão fazendo Na Na arquitetura deles, que eu acho que é fenomenal. E ao mesmo tempo, a gente tem países como Brasil, Estados Unidos e até mesmo o continente europeu muito forte. É sobre a regulação. Então, em um dos momentos que começou a mudar de patamar assim que blockchain começou a ser mais vista, é foi quando os governos começaram a olhar para isso mesmo, começaram a escutar as associações. Então aqui a gente tem 3 legislações super importantes no Brasil, que é 517, 518 e 519, que elas estão regulando basicamente nosso mercado financeiro relacionado a esses pagamentos entre fronteiriços, né? E no na Europa a gente tem a Mika. É nos Estados Unidos. Enfim, a gente tem uma outra que já está prestes a sair. Então, conforme os reguladores forem se alinhando cada vez mais com o mercado, eu acho que vai se transformar a infraestrutura base do do mercado financeiro, porque o caso de uso fez muito sentido assim para todos os bancos centrais. E pensando mais a médio prazo, né? Eu acho que em 5 anos ela vai começar a se transformar nessa estrutura invisível e ela vai ser começar a ser mais aplicada em que OIC. Que é basicamente, quando você precisa abrir uma conta num banco, numa corretora, você precisa provar que é você. Como que você prova sem falar que é você, como que você cria confiança, mas sem sem saber quem é? Outra parte, sabe? Então eu vejo que com o avanço das soluções de privacidade em blockchain, os nossos dados, eles vão ser cada vez mais colocados em blockchain e não na nuvem, exatamente porque na nuvem elas podem ser mudadas e em blockchain é imutável. E aí a partir disso você vai conseguir provar. Então só fazendo um parêntese rápido né? A tecnologia de privacidade mais usada é chama zk que é zero nolege? Por que que é zero nolege? Imagina que você quer ir em uma balada e você quer provar que você tem mais de 18 anos, mas sem falar a sua data de nascimento. Com zero nolege você consegue fazer isso. Os seus dados, eles vão estar lá dentro da blockchain. E aí você consegue provar que você tem mais de 18 pra você poder entrar simplesmente com sua biometria ou sua sua face? Então eu vejo cada vez mais indo pra esse caminho de paiment de pagamentos, né? De invisibilidade e com certeza sendo integrado com inteligência artificial. Assim, tem muitos bots incríveis sendo criados e eu acho que a moeda que vai gerar tudo vai ser nessa linha. Inclusive, é legal fazer esse, esse parênteses que a asias que a gente usa hoje, seja clod, chatgept, jamming, Nine, grok, enfim, qualquer uma delas. O jeito que é pago é por meio de tokens. Se se a gente for reparar, sempre fala, olha, seus créditos acabaram, seus tokens acabaram. Dependendo de como tiver, esses tokens são tokens em blockchain. Pessoa 2 Muito bom esse último link Sabrina que você trouxe, do que a gente está usando, né? Desmistificando o Blockchain: Reflexões Finais e Despedida Da nossa realidade também. Gostei muito desse exemplo de você só compartilhar a informação que é relevante é maior de 18 ou não? Não precisa saber quantos anos você tem exatamente, nem que dia você nasceu, né? Compartilha somente informação relevante e o mínimo possível. E do outro lado, aquela outra parte tem certeza de que a sua carteira de identidade não é falsificada, né? Então eu estou esperando isso acontecer. Quando acontecer, eu não vou ter mais esse problema porque a minha filha tem 16 e eu tenho certeza que rola aí algumas coisas estranhas nas baladas. Então eu estou imaginando que daqui a pouquinho não vai mais ter. Eu achei Superinteressante. Queria te agradecer, Sabrina, por todo esse conhecimento que você compartilhou de uma forma super simples para gente, que eu acho que trazer casos de uso sempre ajuda. E trazer para nossa realidade também, do que a gente usa, do que está próximo, né? Do nosso dia a dia, ajuda muito. Então acho que você ajudou. Bastante a desmistificar o blockchain aqui para nossa audiência, então obrigada e a gente falou hoje aqui com a Sabrina, livro super especialista em blockchain. Pessoa 1 Muito obrigada gente pelo convite e fiquem à vontade para me chamar para qualquer coisa. Os relacionados a tecnologia. Vai ser um prazer enorme e contem comigo sempre. Dessa vez. Obrigada. Boa noite. Pessoa 2 Obrigada. Esse foi o podcast da sorolite, um espaço para amplificar vozes de mulheres que estão transformando o mercado. Para saber mais, acesse sororite.com.br ou siga a gente nas redes arroba sororite ponto BC. Se curtiu esse episódio, siga o nosso podcast e marque como favorito para não perder as próximas conversas. Esse conteúdo é 100% feito por nós. Roteiro e produção da soilitê, edição de lia Drummond. Obrigada por nos ouvir e até a próxima.

Podcast Summary

Key Points:

  1. - Blockchain é um sistema de registro digital compartilhado, imutável e descentralizado, onde qualquer alteração é visível a todos os participantes. - A tecnologia resolve o problema de confiança entre partes que não se conhecem, eliminando intermediários como bancos e cartórios. - Blockchain é a infraestrutura (como uma estrada), enquanto criptomoedas como Bitcoin e Ethereum são veículos que trafegam nela. - Bitcoin foi o primeiro ativo digital descentralizado, sem necessidade de um emissor central, ao contrário de moedas tradicionais como o real. - A tecnologia permite transações mais rápidas (segundos), mais baratas (frações de centavos) e totalmente transparentes, mas exige soluções de privacidade, como a zkSync, para aplicações financeiras reais. - Existem diversos casos de uso para blockchain além de criptomoedas, como tokenização de títulos públicos, pagamentos internacionais e registro de propriedades. - Sabrina Olivo, líder da zkSync na América Latina, compartilhou sua trajetória empreendedora desde os 15 anos até se tornar especialista em blockchain, destacando a importância da educação para expandir o uso da tecnologia no agronegócio e em outros setores.

Summary:

O texto apresenta uma explicação acessível sobre blockchain, utilizando analogias como um "caderno de registro compartilhado" e uma "estrada" onde criptomoedas são veículos. A tecnologia, criada em 2008, resolve o problema de confiança ao descentralizar o controle, permitindo que transações sejam rápidas, baratas e transparentes, sem intermediários. Bitcoin foi o primeiro uso prático da blockchain, como um dinheiro digital escasso e sem emissor central.

Além de criptomoedas, blockchain tem aplicações em tokenização de ativos, pagamentos internacionais e agronegócio, setor que, segundo Sabrina, poderia se beneficiar mais com maior educação sobre o tema. A convidada, Sabrina Olivo, é líder da zkSync na América Latina e compartilhou sua jornada empreendedora desde os 15 anos, passando por áreas como contabilidade e administração, até migrar para tecnologia e blockchain. Ela destaca que a tecnologia elimina intermediários e corta custos, mas ressalta a necessidade de soluções de privacidade para uso em transações financeiras.

O podcast do Sorority Talk aborda como startups podem aproveitar blockchain para inovar, com foco em empreendedorismo feminino.

FAQs

A blockchain permite representar digitalmente um título público, como o Tesouro Direto, em tokens. Isso facilita a negociação e a transferência do ativo de forma mais rápida, barata e transparente, sem depender de intermediários tradicionais.

zkSync é uma solução de privacidade para a rede Ethereum que adiciona uma camada extra para proteger informações sensíveis, como valores de transações financeiras. Isso permite que a blockchain mantenha sua transparência geral, mas sem expor dados que devem ser privados no mundo real.

O agronegócio é o segundo maior setor de aplicação de blockchain no Brasil, mas o potencial ainda é subexplorado. O principal desafio é a falta de educação sobre a tecnologia, o que limita o uso para rastreamento de cadeias de suprimento, registro de propriedades rurais e pagamentos internacionais.

A blockchain distribui a confiança entre todos os participantes da rede, em vez de depender de uma entidade central. Isso significa que transações e registros são validados e imutáveis por consenso, tornando intermediários como bancos ou cartórios desnecessários para garantir a autenticidade.

Tokenizar um ativo significa criar uma representação digital dele na blockchain, como um token que pode ser negociado ou transferido. Por exemplo, um imóvel ou título público pode ser tokenizado, permitindo transações mais rápidas e com custos reduzidos em comparação com métodos tradicionais.

A blockchain é a infraestrutura subjacente que suporta várias aplicações, como criptomoedas (veículos). Bitcoin, Ethereum e Solana são exemplos de veículos que trafegam nessa estrada, mas a blockchain também pode ser usada para outros fins, como tokenização de ativos e pagamentos internacionais.

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