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Desenvolvedor em Londres, Inglaterra – Dev Sem Fronteiras #73

51m 28s

Desenvolvedor em Londres, Inglaterra – Dev Sem Fronteiras #73

Murilo Pesual, de São Paulo, construiu sua carreira em tecnologia com base em estudos técnicos e autodidata, obtendo certificação em Java por meio de cursos na Alura. Após trabalhar inicialmente no Brasil, passou a atuar remotamente e, em 2016, decidiu migrar para a Europa para buscar cidadania italiana, que o levou à Inglaterra. Lá, começou a enfrentar o desafio de aprender inglês por meio de mais de 300 entrevistas, anotando e analisando perguntas para se adaptar. Ele usou estratégias como gravação de reuniões e tradução automática para aumentar sua compreensão linguística. Atualmente, trabalha em uma empresa de tecnologia voltada para esportes, onde seu amor pelo futebol aumenta o engajamento e o prazer no trabalho. A vida em Londres é cara, com alto custo de aluguel e moradia, mas ele vê a cidade como uma das mais atraentes do mundo. Apesar de ter vivido fora do Brasil, Murilo acredita que retornará um dia para viver com sua família, e considera Portugal ou Espanha como opções se não voltar. Ele destaca a importância de preparação linguística, persistência e adaptação no mercado de trabalho internacional, mostrando que o sucesso pode ser alcançado mesmo sem experiência inicial.

Transcription

11048 Words, 60515 Characters

Portuguese
[música] Olá e Hello, porque hoje a gente está indo para Londres na Inglaterra. Eu sou Fabriz Carraro, seu viajante poliglota, e hoje a gente vai ter um papo com o Murilo Pesual que ele é desenvolvedor e está trabalhando fora do país lá em Londres há mais ou menos três anos, como é que você está murindo? Fala pessoal, fala mundanos a fora, como vocês estão, vão prazer aqui, tá aqui num podcast que deve ser fronteira e falar com você Fabriz. Eu vou ver o que a gente pode compartilhar aqui de conhecimento pra rapaziada. Maravilha, vamos lá pra esse próprio. [música] Murilo, tem de começar aqui como sempre, eu quero que você conte um pouquinho da sua vida para os nossos ouvintes. Então, de onde que você é do Brasil, o que você fez da vida de estudos, um passo a passo mais ou menos, até você chegar aí em Londres na Inglaterra. Bom, vou tentar resumir um pouco, mas basicamente eu sou de São Paulo, da Zona Leste, uma cidade chamada Susana, talvez algumas pessoas conheçam. Sempre estudei em escola pública, tanto no ensino fundamental, no ensino médio, e durante o ensino médio, praticamente toda a medolecência eu sempre curti videogame, jogo, computador, essas coisas sempre curti muito. E. eu achei por isso, cara. Eu acho que trabalhar com computador deve ser interessante, isso aqui naquela época eu não sabia nada sobre isso. Ah, vou fazer um cursinho de informática básica. Então, eu comecei fazendo aqueles cursinhos nas escolinhas que têm normalmente nas cidades pequenas, né? Curti, aprendi primeiro word, etc. essas coisas bem básicas, como abri o navegador, fazer uma pesquisa no Google. Essas coisas básicas eu falei, pô, legal, quais cursos eu posso fazer, eu poderia fazer pra mim entender mais um pouquinho dessa área. São um pouco mais avançada, porque esses cursos básicos era só word mesmo. Aí, eu procurei contra um curso técnico que eu poderia fazer o curso técnico e o ensino médio. Então, eu continuei estudando na escola pública, não ensino médio, mas eu fiz também um curso técnico de informática, aonde nele eu tive o meu primeiro contato com programação. E foi ele que eu decidi putiscar, eu acho que realmente é isso que eu gosto, porque eu não era bom em nada na minha vida praticamente. Era bom em duas coisas, a primeira é jogar futebol, e a segunda é fustar no conduzador e quebrar. Então, eu era bom nessas duas coisas. Então, eu fiz esse curso de técnico de informática, aprendi Pascal, né, porque era Pascal Delphi, e eu curti um monte de putiscar. É muito legal a programação naquela época ainda não é igual ao hoje no mercado onde você tem, por exemplo, deve ser em fronteiras, pra compartilhar o conhecimento, o YouTube, o podcast, etc. Então, falei, pô, legal. Terminei em escola, falei, tá, que que eu vou fazer? Vou fazer uma faculdade. Quando eu estava naquele início, ali, finalizando curso técnico, eu comecei a pesquisar quais cursos eu poderia fazer. Dentro, eles eu escolhi sistemas de informação. Então, eu fiz sistemas de informação na UMC, que é na Universidade de Modido das Cruzes, que é lá da minha cidade praticamente. E resumidamente, é isso, a trajetória acadêmica, vamos dizer assim, claro, eu fiz diversos outros cursos, uma plataforma que me ajudou muito, né, em um jabá, mas a Lura. Então, eu fiz praticamente o Zerei, eu zerei a Lura, eu fui, o usuário da Lura nos últimos quatro anos, nos últimos quatro anos, eu fui praticamente a faculdade inteira, a Lura da Lura. Eu zerei todos os cursos de Java, teste, zerei os cursos de certificação, inclusive, comprei o livro de certificação Java 8, que tem na casa do código, e aí eu fiz certificação Java, justamente com a ajuda da Lura. E praticamente é isso, eu fiz diversos outros cursos, educação, e tudo mais, e a resumida a parte acadêmica é mais nessa. E é que não é jabá mesmo, porque a gente não combinou, eu não sabia disso. Sim, sim, não é jabá mesmo. Muito bom, cara, bem legal. E aí, bom, você estava estudando nesse tempo, você já começou a trabalhar, fazer uns estágios também? É, então, o que aconteceu foi seguinte, eu cheguei na faculdade, e o primeiro mês eu já consegui um trabalho de estágio, na faculdade, para trabalhar com suporte. Mas não tem som de computadores, e tudo mais, formatar, limpar, trocar, ter clado, mouse e formatar o computador, instalar as ferramentas que usavam nos laboratórios, nos próprios funcionários da faculdade. Só que eu só consegui isso, porque antes disso, eu sempre curti trabalhar com computador, mexer com computador, então eu já fiz, vamos assim, vários bicos, né? Vários trabalhos ali freelancer, seria a palavra agumetizada hoje em dia, em landhouse, então onde eu jogava. Então, eu sempre tive mesmo não trabalhando oficialmente falando assim, né? Tipo, se ele ter mesmo, porque eu não tinha idade, eu sempre consegui trabalhar em alguns lugares, inclusive, eu trabalhei numa escola antes de fazer 18 anos. E era meio que informal, live-op, eu crie a postila de Windows, a postila de PowerPoint, essas coisas assim. Então, sempre tive essa experiência, esse background, antes de realmente trabalhando uma empresa de verdade. Então, quando eu entrei na faculdade, eu já consegui de cara, um estágio, dentro da faculdade, porque eu já tinha essas experiências. Então, chegando praticamente, começando com um suporte, então fiquei mais ou menos 2 anos e meio trabalhando com um suporte técnico. Ah, isso aí, fiquei na faculdade um ano, depois eu trabalhei 6 meses em um supermercado, depois mais um ano em uma outra empresa, mas tudo como um suporte aqui. Sem desde a partir do primeiro momento, que eu escrevi na primeira linha de Pascal, lá no curso Tech, não falei meu, eu quero trabalhar com programação. Então, durante a faculdade, nos primeiros 2 anos para 2 anos e meio, eu fiz toda a trilha, praticamente, que tinha na lura, porque o que eu tinha na faculdade era muita coisa teórica, era muita cadêmico, então, de pouco. Não era o que realmente precisava do mercado, então, mais um jabá e não querendo fazer, mas é realmente a verdade, a história, a minha história. Eu fiz todos os cursos da lura, então fiz a Spring, fiz a Spring Sequiro, eu fiz Banco de Dados, eu fiz praticamente tudo, zerei praticamente a lura. E com isso, eu consegui estudar para fazer a certificação, porque os zereitas, meus cursos de certificação, falei, "Pô, se, toda vez que eu faço uma entrevista, as pessoas ficam lá falando, "Tá, pô, legal, tudo mais, só que você não tem uma experiência, lá que, como que eu vou ter experiência, sendo que eu vestia a minha, o primeiro trabalho, como que eu vou ter experiência?" Então, foi daí um motivo de eu querer cheirar a certificação. É o ovo e a galinha, basicamente, né? Tipo, você não tem experiência que não consegue trabalhar, mas você tem trabalho porque não tem experiência. E sim, aí eu falei, "Tá, então, eu acho que eu vou ter que precisar tirar uma certificação, né, época, no Java 8, então fiz a trilha de estuda, o livro também da Casa do Códio, não primi, "Pô, notei, eu fiz a prova de certificação, não passei de primeira, depois continei estudando, e passei de segunda, a prova foi praticamente 9 meses estudando, fazendo estudando, porque naquela época, era praticamente estágio, eu não tinha muito dinheiro, era só não me ganar época, acho que eu paguei 700 reais, pra ver a prova. E eu gava tipo 650 como estágio, então era bem pouca, era mais do que eu ganhava, e praticamente eu consegui tirar a certificação, e consegui o primeiro emprego como programador. Eu consegui uma oportunidade na ProDesp, e o cara me deu a oportunidade de primeiro trabalho ali, formal realmente era a CLT, então foi mais ou menos assim, mas o resumindo foi assim que eu consegui a minha primeira oportunidade como programador. Isso foi que ano? Cara, aí tu me pegou, eu acho que foi 2017, 2016, e meio, junho julho de 2016, o junho julho de 2017, como programador mesmo foi nesse ano, mais ou menos, só não tiver errado. Mas, fica as alguém teadou, ainda só corre lá no LinkedIn, essa data certinha. E disso, como que evoluiu até chegar o momento de você ir pra fora? Você estava buscando isso, vieram atrás de você? Então, eu consegui minha primeira oportunidade de emprego, em São Paulo, começou de uma cidade mais para o interior, né, que é susano, para quem não conhece, fica um pouquinho longe da capital. Eu fiquei praticamente três meses nesse primeiro emprego, porque o líder técnico da onde eu estava, dessa empresa foi chamado pra trabalho em uma outra empresa como Pejota. Ele faz assim, ó, eu curti o seu trabalho, você quer trabalhar comigo? Alfalei, pô, beleza, né, eu acho que pô, eu curti o líder técnico, ele me deu a oportunidade e tudo mais pra ele. Bora junto, total, só que é Pejota. E eu falei, tá, que que é isso? Eu não tinha a mínima ideia do que era isso, eu falei, cara, eu não sei. Então, foi um marco na minha vida onde eu saí do CLT e fui pro Pejota, conseguiu um outro emprego junto com esse meu líder técnico, como Pejota. E foi ali que, basicamente, a minha cabeça mudou, porque ali eu tive que aprender a correr atrás de contador, como funciona para gerar nota, eu aprendi a negociar o salário, eu aprendi mais ou menos como funciona esse mundo business, esse mundo de contratação e empresa. Então, foi ali que Dom e Salvador Puts funciona desse jeito, que no Brasil funcionasse assado, cheise, tomzei, eu falei, tá, beleza. Minha família tem cidadania italiana. Na verdade, naquela época, ninguém tinha, a gente sabia que tinha cidadania italiana, por conta do nome, por conta do avô do meu avô, mas ninguém tinha a cidadania mesmo. E um primo meu foi para a itália, e minha tia também foi para a itália, e eles foram tirar a cidadania. E eu sempre tive, durante, na adolescência, eu sempre vi aqueles vídeos do Estados Unidos, na canal, trabalhando fora, fazendo intercâmbio, escola, high school, falei, cara, eu sempre quis aprender inglês e fazer intercâmbio, só que, como eu vim de uma família, o mild, eu não era pobre, mas não era rico, então, mas eu não tive oportunidade de fazer intercâmbio ou de estudar inglês ou de fazer essas coisas, era escola ali e o básico do básico, tinha que ter. Então, falei que publicaria, eu acho que seria essa é a chance de eu tentar migrar para fora do país, para tentar fazer intercâmbio. Então, teoricamente, ninguém viu atrás de mim, o que eu fiz foi, tá beleza, o que eu preciso, eu preciso juntar tanto o dinheiro para sair do Brasil e para a itália, pegar o passo a porta, pegar cidadania italiana, e depois, sei lá, se virar. Então, foi mais ou menos isso que eu fiz, me planejei em um ano, fui para a itália, peguei na cidadania e falei, tá, agora eu vou pendo a terra, porque dentro dos países da Europa, que um cidadão europeu pode morar, a Inglaterra estava incluso, antes do Brexit, porque isso foi em 2020, e que o Brexit é a saída do Rio de Janeiro da União Europeia, então, post-Brexit de ninguém, o europeu, vamos dizer assim, teria faça acesso para entrar aqui, falei, tá, eu vou, porque, por conta do inglês, só por conta disso, porque eu queria muito aprender a falar inglês e a melhor forma, acho que você morando e vivendo não país. Então, o inglês que fala a língua, vai te ajudar mais, tinha a oportunidade para ficar na Itália, ou na Alemanha, na Espanha, mas falei, não, inglês, então, eu escolhi a Inglaterra, porque eu já tinha visto algumas coisas sobre a Irlanda, ou sobre outros países, ali que tem o inglês, ali como língua primária, vamos dizer assim, só que eu acabei escolhendo a Inglaterra e foi assim que eu cheguei, aí resumidamente eu cheguei aqui, não consegui falar nem qual é o meu nome inglês, Então você só não tinha emprego nada, só chegou na loucura, basicamente, você tinha uma grana guardada como você chegou aí? Então eu realmente não tinha nenhum emprego aqui, o que aconteceu foi, como eu descobri esse mundo do Pejota lá atrás. Trabalhava numa empresa chamada Truestion, estava trabalhando lá um ano, eu conversei com a Sandra, que era a chefe praticamente lá. Ela gostava muito do meu trabalho e eu gostava muito dela também, eu tenho uma diminuição muito, muito assim, ela é muito top. E se ela escutar um dia isso, muito obrigada pela oportunidade que você me deu, mas enfim, eu falei assim pra ela, "Olha, eu tô planejando ir lá pra Itália e da Itália, eu vou prendo a Terra, e vou me aventurar, e vou ser lá, eu vou que dá, beleza?" E olha, peixar pra lá, você tem dois meses para contratar outra pessoa a dois, três meses, eu acho que fui três meses. Eu sempre fui transparente com nos lugares que eu trabalhei, então eu sempre falei "Olha, eu não posso entrar a começar agora, eu tenho que dar dois meses com o pessoal lá, mas quando eu preciso sair da empresa, eu preciso deixar o emprego, eu também vou te dar esse tempo." Então, eu falei pra ela, "Dois três meses, eu vou estar saindo, mas caso você queira que eu trabalhei remotamente da Itália, eu aceitaria." Aí, "Folão, beleza, vamos fazer o seguinte, ó, a gente trabalha, faz um mês, beleza?" A gente faz um mês remoto, e se deserto, você continua até você conseguir um emprego por lá, beleza? Folepo, fechou, né? Porque eu já tinha, né, eu já tinha separado um gêno, que me mantenia mais ou menos dois meses, depois disso ia morar na ponta, debate da ponta e comer, sei lá, o quê? Então, eu falei "Não, beleza, então fechou, tô, claro, que não dá pra pegar o seu salário em real e transformar em euro em libras, se praticamente não vi, mas é melhor do que nada." Eu falei "Fechou, só que é que aconteceu?" Eu cheguei no dia 31 de janeiro de 2020 na Itália, pra quem não lembra? Vamos revisar duas semanas praticamente, acho que foi 13 dias depois que eu pisei na Itália, aconteceu uma coisa chamada Lockdown, por conta de uma coisa chamada COVID. Então, foi você que trouxe, né? Então, entendeu, cara, aí foi assim, aí ela falou assim "Olha, seguinte aqui, toda rapaziada aqui de São Paulo, aqui que era na Avenida Paulista empresa, tá todo mundo remoto, então Murilo, se você não dá certo, a empresa toda não vai dar certo." Então, então, meio que roupa, beleza, então, não vai ser mais um mês, vai ser até a COVID acabar, porque todo mundo no Brasil também estava remoto. Então, o legal dessa empresa que eu consegui trabalhar remoto, porque é e deixo que eu entrei na empresa, e eu trabalhei com o meu próprio computador, eles forneciam, mas eu queria usar o meu próprio computador. Então, eles deixaram, então isso foi super show, porque não precisei configurar, não precisei mudar, sabe, não teve nada de compliance, enfim, nada disso. Então, eu resumindo isso, eu cheguei na Itália, e eu continuei trabalhando por Brasil, com o horário do Brasil, e então sempre estava entrando uma graninha ali pra mim, eu não fiquei sem trabalhar, entendeu? Aí, quando eu cheguei na Inglaterra, demorou praticamente 28 dias pra mim, conseguiu emprego, e sem inglês. - Cara, mano. - Eu te conto a proízer. - Pois não, eu tô esperando ela, agora você se criou, né, a expectativa, antecipação, né? Cara, é assim, pra focar que eu não tinha inglês zero, eu sabia falar só, mas nem me ismuriu. Então, eu falei, "Cara, o seguinte, vi todos os podcasts, todos os youtubers, tudo que eu podia imaginar que tem na internet de dica de entrevista, eu peguei, creio um documento word, e coloquei as principais perguntas em português, e eu respondi em português que eu fiz "cop", "vete no translate", no Google Trato Tourmismo, copiei o que o Google Trato Tour cedeu certo ou não, não sei. Copiei, colei no outro, "dale", "traina", "traina". Nas primeiras regações, o cara falava comigo, "ninguém conseguia responder". Eu nem sabia o que ele tava falando, porque ele só falou "brogro, roro, roro, roro, roro, roro, roro, roro, roro, roro, roro, roro, roro, roro, roro, roro, roro, roro. Até que eu só vou soltar que, né, mais ainda sim, estrigias umas primeiras entrevistas no telefone, eu não tinha nada, simplesmente nada. Juro por Deus, literalmente nada, é porque eu nunca tive vergonha, nunca tive esse recento, então pra mim eu tava dando a cara a tua mesma. E aí, sei lá, na entrevista número de número 31, mas eu comecei a entender que o cara tava perguntando meu nome, beleza, agora eu consigo falar meu nome, e vai. Aí depois de 40 entrevistas, agora eu sei falar "ah, quem eu sou?" e vai indo, e vai indo, e vai indo. No começo, eu recebi as pessoas desligavam na macara, as pessoas falavam "ah, você não tem inglês suficiente, por vai pra escola, e tudo mais, e eu. e eu nem o momento eu fiquei frustrado, nem o momento freio, meu sei lá de susano, eu acho que eu vou chegar aqui na Inglaterra, aqui em Londres, por um maluco e recrutador falar aqui, tipo "meu, não, inteira eu falei não, eu tô falando ainda, entendo ainda, falando de um idioma dos caras, não vou pra cima." Então eu levei isso como motivação, falei "não, eu vou ficar errado disso, inclusive eu nunca vou esquecer uma um dia, o cara, ele ficou, ele perguntou assim, "what's your notes?" "notes", aí eu "eniotes", "notes", "notibu" em caderno, eu fiquei 10 minutos tentando entender o que o cara tinha falado, e o cara falou "cara foi lá no tradutor, colocou em. pra traduzir pra português, ele falou assim pra mim, "avisio, previo" "ah, beleza, fui lá, anotei no meu wordezinho, falei ó, "notes, na verdade é noti, sede, que significa "avisio, previo", isso tem um outro trabalho, pronto, na entrevista, a seguinte, o cara perguntava, eu já sabia. Então foi dessa forma que eu consegui fazendo tanto entrevista, que eu decorei todas as perguntas possíveis, e é isso, colava postite na televisão, na geladeira, qual é o seu nome ou. "ah, meu nome, murilo, "ah, o que que você fazia, olha o potiso, "I am Brazil, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah. " Pronto, foi mais ou menos assim. Que louco, então, quando eu, tipo, falando agora um número, realmente, machimativa, séria, quantas entrevistas você acha que você fez até ter o, a primeira que te deu o "ok", vinha trabalhar aqui? Ó, eu estimo aqui, pelo menos umas 300, no mim, porque é juro por deus, juro por deus, por deus mesmo, pela minha mãe, por todo mundo, juro por deus, porque tipo, as primeiras 50 entrevistas eu não entendi, o que eu fazia, eu enviava os currículos de manhã, pelo líquidinho, pelo qual que é plataforma, eu enviava sempre 15 todos os dias, então só aplicava. Ah, se eu escolher a empresa, não, eu aplicava pra júner, pra mídia, né, o paciener, padou no dia imprepar tudo, tá, blah, blah, blah, porque eu falava, ó, a 150 e 50 primeiras entrevistas eu só vou treinar, eu só vou treinar, eu não to nem esses caras vão gostar ou não, se eu vou ficar queimado que a empresa, não, eu vou treinar, então 150 e 50 entrevistas foi só, treino, ligação, sotaque, anotando todas as perguntas. a pergunta já foi, então na nota, ah, essa daquele diferente opa já deixou anotar, porque vai quem me pergunta, e foi assim, foi anotando as perguntas, então tipo, de 150 e 50, em primeiras entrevistas foi só, atendendo, ah, não sei o que, o cara desligava o que eu não entendi, e entendendo, então foi muito rápido, no começo, aí depois, aí realmente é o que eu comecei a fazer, entanto, que eu tive que fazer um excel para colocar os telefones, as empresas, e quais os status, porque eu estava perdendo, porque, porque o cara me ligava, e depois que passava pelo, pelaquele funil de perguntas que eu já sabia, o cara normalmente vai falar sobre a empresa, então a empresa X, e então não deve, o podcast aqui deve ser em fronteiras, tem isso, tem aqui, não sei o que, eu não entendi nada, porque já fugia das perguntas, eu só sabia assim, what's your name, what's your notice, é tipo coisa básica, direta, os caras ficavam 30 minutos falando da empresa, e eu só que, é, yeah, of course, O wow, cool, legal. Não se pessoa ficava só concordando, eu nem sabia. Aí ele falava um monte de coisa, provavelmente, que ia me mandar tudo pro e-mail, e tudo, mas eu só falava assim no final. Me manda por e-mail, só isso. Porque quando ele mandava e-mail, aí eu sabia. Qual era a empresa? Qual era o nome do cara? E qualquer o passo que eu estava. Eu pegava aquilo e jogava pro e-mail. Aí quando algumas pessoas me ligavam, eu já deixava no telefone salvo. Então eu já sabia "Ah, beleza, o fullando da empresa tal". Ah, é pra retornar, beleza. Então eu já sabia o que ele iria falar comigo. Porque senão eu não entendi. Eu não sabia se ele estava me ligando pela primeira vez, ou se ele estava ligando tipo pra dar um feedback. Porque eu fazia tanta, que eu não conseguia saber e eu não consegui entender. Então eu tinha que anotar simplesmente o que me dava de feedback pelo gênero. Cara, é literalmente um método de força bruta de entrevistas. É muito bom. É de que é a primeira vez que eu vi falar isso. Não de mandar com o rico e tudo mais, mas já prendem inglês através de entrevistas. Sim, é muito isso, é muito isso. Cara, é que legal. Mas aí, quando você finalmente fez essa entrevista maravilhosa, essa é que você passou, o que você acha que foi diferente? Além do nível do inglês, o seu que estava melhor, com certeza, você acha que você aprendeu também mais de questões técnicas que eles pediram nas entrevistas anteriores, que você pode usar nessa e quais foram essas questões que te fizeram. Olha, eu consegui a primeira oportunidade e eu trabalhei aqui como se fosse um peijota daqui, que eles chamam de "contract" aqui. E foi numa empresa, era um startup, uma empresa romena, e depois eu contesto a hora, mas eles praticamente me usaram. Mas aí, essa empresa, o teste técnico, foi simples, foi criar um front-end e Angular e um serviço em back-end e em Spring com Java. Então eu tive que fazer esse teste, então foi mais tranquilo, mas 95% da maioria das empresas, os testes são tudo sobre algoritmo, estruturas de dados, aqueles problemas de hacker-ing. E já fazendo um Java, porque não tem qual, é verdade, não possa, não fala. Eu fiz todos os custos de estruturas de dados e algoritmos que tem na lura, então é o Guilherme que dá aula, então é muito legal. E ensinando sort quicksort, tudo isso, eu tive na faculdade, só que eu não lembrava mais. Então eu fui até olhar os documentos que eu tinha no meu Google Drive, lá das matérias da faculdade, não lembrava mais ponteiro, lista encadiada, não sei o que eu falei, pô, você vai ter que revisa. E como eu tinha acesso da lura, fui lá na lura, encontrei o curso e comecei a fazer, então isso me ajudou até dar uma relembrada em algumas coisas, ficar naquele jeito. Mas a primeira oportunidade que realmente eu consegui não foi fazendo esse tipo de teste, mas eu já estava preparado praticamente. E foi um Back, porque no Brasil, quando eu saí do Brasil os testes era tipo, por telefone, era um testezinho, a faz uma peia aí, um crudizinho já era, aqui o Boracão, um pouquinho mais embaixo. E aí você foi se mudar para Londres, imagino? E isso ainda é no meio da pandemia, né? Como que funcionou isso? Burocraticamente mesmo. Cara, foi intenso, foi intenso. Tipo assim, eu sou casado, né? Então, eu e minha mina, né? Eu e minha mina, eu me esposa, a gente estava na Itália, eu estava fazendo um processo de cidadania na Itália, então fiquei praticamente quase dois meses lá. Só que, como eu estava na pandemia, eu estava tudo fechado, a gente estava na região norte, literalmente perto de Pines, que é onde, assim, não sei porquê, mas é onde que o. o caos estava instalado, foi a região mais afetada, aí tá, né, pela covídeo. Ela teve que ir antes para a Inglaterra. Aí, quando ela veio para a Inglaterra, ela veio mais ou menos um mês, um mês antes, e eu fui depois, um mês depois, ou os meus pais, eles também fizeram a cidadania e estavam na Inglaterra. Só que, tipo, eles iam voltar para o Brasil. Então, eles ficaram em tempinho lá para esperar a minha esposa chegar, a minha esposa chegou. Aí, depois de um mês, eu cheguei na Inglaterra e a gente ficou lá praticamente um mês, uma cidadia onde meus pais estavam, e depois eu fiquei em Londres, que é onde eu moro até hoje. Porque aí, meus pais me abandonou de novo, me abandonaram e foi um portal por o Brasil. Então, foi mais ou menos essa foi a logística, mas o problema da questão da covídeo foi que, quando a minha esposa foi para a Inglaterra veio, que preno até ela, tinha, tipo, ela e mais duas pessoas. Quando eu vim, eu tive que ser escoltado praticamente no aeroporto, porque, quando eu cheguei na aeroporto, eu não conseguia falar Italian, não conseguia falar inglês, não conseguia falar até português, quando alguém falava português, eu não entendi, porque, "Oh, pera, não, é português, tá? Pode falar português." Então, foi um caos, porque lá quando eu cheguei para prevenir para cá no aeroporto, a mulher falou "Tá, você está ali, não, mas você não fala Italian, eu falei "Não, cara, eu peguei a cidadia ninha, não sei o quê, vai, vai, vai, vai. " Aí a mulher rada, a gente vai ver se o seu documento é de verdade, aí ligou o pacessor, aí não sei o quê. Aí, chamou o policiazinho e falou "A gente vai te escoltar, até a porta lá do vinhão, qualquer problema que você tiver, não sei o quê, eu cheguei aqui dentro da tecola, ó, porque sabem que você teve o problema na itália, a gente vai verificar aqui no seu quê, antecedência, falei "Meu Deus do céu, cara, eu só estou viajando, só porque era covid, não tinha ninguém, eles provavelmente não tinha nada para fazer boar, vamos fazer alguma coisa, vamos checar esse cara que tá todo legal." Então, assim, eu teve esses problemas, mas, para mim, assim, eu até curto assim, eu até achei legal, falei "Cara, que legal, a história é pra contar" e meio foi o meu malocuro, mas eu sou meio doido mesmo, então, tá legal. E como foi o processo de achar apartamento por aí? "Cara, meu Deus do céu, isso, po, eu escuto deve ser em fronteira, isso vai de pessoal na Holanda, Holanda, po, nossa, cara, aqui é, tem isso." Isso, eu não me engano, tem um po de kest, que você tá conversando com uma menina, ela fala que é na Holanda, que ela fala assim "Ah, se você, no mesmo dia tem mais 15 mil pessoas no mesmo dia, porque se você não fechar na hora, você perde, é mais ou menos assim aqui, é tipo assim, cara, não tão exagerada, mas assim, você vai olhar uma apartamentozinho legal, um pobunitinho, tal no vintal, porque aqui as coisas são bem mais antigas e tudo mais, aqui em Londres, uma cidade antiga, velha, cara, assim, se você foi de manhã, e você tipo "Ah, eu vou te dar um retorno daqui a 2 horas, pode ser que na hora que você der o retorno falou, não, esquece, já tá fechado." Então, assim, é bem complicado, fora que também tem tudo aquela brocracia de "Pô, você não tem, você não tem credit score aqui, que é o gol, lá no Brasil, ah, você não tem nada aqui, não tem conta no banco ainda, não tem um histórico, você é um bom pagador, você deve, se você, enfim, não tem tudo isso, então as vezes você precisa dar seis meses de antecipado, ou quatro semanas, então assim, é muito volate, depende muito, sabe, mas foi complicado, quando eu entrei tive que dar quatro semanas de antado, mais um mês, aí ficou um pouquinho complicado, mas, ou era isso, ou era de baixo da ponte. Então, eu falei "Mirro, então vai ter que ser isso mesmo, então é apertar o que tinha que apertar, e vamos que vamos?" Então, eu fui mais ou menos isso, entanto que eu fiquei praticamente um ano, um ano e meio, morando num flat, tipo bem milosco, praticamente, a gente tinha que dormir quase de pé, uma esposa, e depois de dois meses e meio, procurando a um, outra apartamento, a gente conseguiu onde eu moro atualmente, então, eu demorei mais ou menos dois meses e meio, tipo assim, olhando realmente com cá, olhando no lugar confortável, não sei o que, localização, blá, blá, blá, dois meses e meio, eu coloco sempre esse tempo, se alguém quiser vir pra cá, mais ou menos esse tempo. É, realmente, pessoal, falar que, na Europa, da cada vez, pioras, questão de habitação e tudo mais, tem várias governas passando leis. É esse respeito, né, pra pessoa que, a Luga, apartamentos, por exemplo, chineses, americanos, que a Luga, apartamentos, na Europa, pra usar como Airbnb, né, tipo, pra colocar no site de Airbnb e usar como uma maneira de fazer dinheiro. Os próprios europeus fazem isso, na verdade, os próprios locais fazem isso, mas é, é um grande fator que os governos, inclusive, estão tentando passar leis, lá na espanha pelo menos, é que eu tô mais perto, pra tentar acabar com isso, limitar isso de alguma maneira. Mas, burilo, se começou a trabalhar, meio da pandemia, imagino que se começou a trabalhar só remoto mesmo, né? Cara, é, foi só remoto, eu fiquei praticamente, pô, pandemia toda, remotamente, no primeiro emprego, que eu tive, que era como se fosse um pejoota, como eu já disse, eu fiquei seis meses na empresa Romena, E nessa empresa, os caras eles eram todos homenos, eles falavam entre eles, então, eles não falavam com o Miguel, eles falavam em inglês, mas a gente só se comunicava por Slack. Então, eu não tive contato, sabe, de fazer uma reunião, fazer, sabe, eu não tive nenhum contato. Então, meio que foi bom, meio que foi um, porque eu não consegui treinar e praticar o inglês, então ficou meio naquela. Só eu estava trabalhando, então, não tinha dinheiro para pagar um curso de inglês, para realmente estudar, estava tudo fechado, todas as escolas fechadas, nada funcionando. Então, foi meio que seis meses assim, trancado em casa, com depressão e saudade da família, fazendo 30 graus no Brasil. Não sei se conhece, tem um curso, ouvir falar que é muito bom, se chama "Alura Língua", quem é lembra da "Alura", pode usar, sim, sim. Então, quando eu cheguei aqui, é porque o "Alura Língua", ele tem o meu plano, da "Alura" é o tipo mais fácil dar pra línguas, é o segundo, são três planos, né. O primeiro é só os cursos, é o segundo é com "Alura Língua", o terceiro é o que tem projetos, é alguma coisa embutida. Então, o segundo é o meu sério básico, só, porque, tipo, eu fiquei, eu usei ao total, acho que quase cinco anos na "Alura", só não tive enganado. Os últimos dois anos eu só assinei, meio que, tipo, por assinar no quisito "Beccape", tipo assim, toda vez que eu precisava putz, eu tô num trabalho, eu preciso aprender Kafka. Ai, eu tenho acesso a "Alura", eu vou lá e fazer o curso de Kafka. Então, eu usei como se fosse um "Background" pra estar sempre ali, em constante atualização, sabe. Mas aí você mudou pra uma outra empresa, né. Sim, mudei pra outra empresa, e foi aí que eu churei, minha mãe não viu, porque. eu comecei a falei putz, eu tava sentindo que os caras estavam em estranho comigo. Eu falei, "Pô, o projeto era em Spring Boot, de micro-service e inclusive, fazendo jabá, pra começar a fazer esse trabalho nessa empresa, eles me deram uma semana pra mim, comecei a estudar Spring Boot com micro-service, né. E o que tinha acabado de sair no forno na "Alura"? Os dois cursos de Spring Boot e com micro-services, então, open-fei, todo mais tinha acabado de ser, eu falei putz, perfeito, toma ali. Fiz todo o curso lá, de micro-service da "Alura", já deu um overview pra mim, já tinha uma experiência, então já. O curso já foi na lata, já pra implementar as coisas, tudo o que eu tive praticamente, o que eu vi na "Alura", foi praticamente o que eu implementei no micro-service do deles, Só que eu senti que já tava no final, tipo assim, já tava de ser entregue, não tinha muita coisa, falei meu. Estes caras aí, eu acho que eles vão meter o pé na porta e mandar embora alguma coisa, eu tava sentindo, aquele negócio de brasileiro, sabe, eu tava sentindo que alguma coisa tá onde. Comecei a voltar a fazer entrevista, e tá, ele faz a entrevista, só como já tinha sofrido a primeira vez, dessa vez eu fazia uma purdia, já tava pouco já bem calibrado, já tinha uma experiência. Tem uma experiência aqui de empresa, então já era mais tranquilo, bate papo com as pessoas. Eu consegui passar numa entrevista, no teste de técnico, todo mais, da empresa onde eu estou atualmente, onde eu estou no escritório, chama Pulse Live, nome da empresa, É uma empresa que trabalha com um esporte, e ela faz parte do grupo Sony, Hulk, etc, outros grupos. E o interessante é que o cara, o recrutador interno da empresa, ele só mandou mensagem pra mim, porque ele entrou no meu perfil, e ele viu que no meu perfil, na minha bio, na minha descrição, tava escrito que eu era apaixonado por futebol, e eles estavam querendo contratar pessoas apaixonados por futebol, africaram aqui, que iram na única área das pessoas às vezes falar, tem que tá não ser muito você nas descrições mais cara, eu simplesmente fui eu, e uma pessoa emprego que eu estou hoje, na gringa, é por conta da descrição que eu coloquei lá, que eu sou apaixonado por futebol. Então, já ficou uma tica, e tira um queijo pra rapaziada, então basicamente isso, foi assim que essa trajetória até na empresa que eu estou ai aqui, o negócio foi meio doido, porque eu tive que, pô, reunião, de manhã, todo dia de uma a gente tem nossas extendabas, né, que são as reuniões diárias, lá do Scrum, e começou a reunir um inquepe, a que fazia isso, a reunião pra aquilo. Ai, meu Deus do céu, não conseguim entender nada, nada, eu não conseguim entender absolutamente nada, ai foi ali, que eu comecei a ter um pico de depressão morando aqui na Inglaterra, ai ali, eu chori, e minha mãe não viu. Acho que influencia muito, né, a questão de, que a pessoa fala da síndrome do impostor, né, tipo, eles vão descobrir que eu estou aqui, que eu não sou bom bastante, e alguma coisa assim, né. Nossa, tudo, síndrome do impostor elevado a 15 vezes 300 mil, assim, tá bem complicado, porque só que é que eu fiz, que que eu fazia. Acho que teve uma menina também, que não pode querem que ela já falou disso, eu fazia o quê? Eu tinha um programa pra gravar a tela, e eu gravava a tela com o áudio, tanto meu, quanto das outras pessoas. Ai, o que que eu fazia não estender, eu abria o meu bloco de notas, escrevi em português, colocava num google tradutor, copiava, então, eu colocava mais ou menos em cima da câmera do notebook, assim, o texto, e eu ia lendo, só que ia lendo daquele jeito, né. Tipo assim, ah, yesterday, I did, eu fiz tal coisa pra ter aquele jeito, como se eu tivesse realmente tirando da minha cabeça, mas estava tudo escripitado, estava já tudo pronto, e eu gravava, só que eu não entendi o que eu tinha que fazer, no trabalho, ai, o que que eu fazia? Eu mandava, eu pedia pra algumas pessoas, às vezes, mandava por Slack, mas isso depois de meses, e eu gravava, eu assistia de novo vídeo, eu não consegui entender, porque eu não, não sabia nada de inglês, eu gravava um áudio, mandava por meu primo, e por meu amigo, falava assim, "Ah, escuta aqui, o que que que ele tá falando?" Aí, meu primo, o que não é da área nem nada falou, então, ele tá falando que você vai precisar fazer alguma coisa chamada migração, e os databeis e o banco de dados, você vai precisar não ser o que? Ah, tá, beleza, já sem tal, foi assim, foi gravando pelo WhatsApp e o áudio do vídeo, mandando por meu primo, e meu primo falando que eu tinha que fazer, eu fiquei nesse, desse jeito, os primeiros seis meses. Cara, que loucura, se alguém quiser uma dica aí de como fazer isso de um modo mais, é um modo Power, vamos dizer assim, é você gravar as reuniões de trabalho, e aí vai no Google Docs mesmo, ele tem uma coisa, uma opção lá, que você consegue fazer o computador, por si tá no Windows, você consegue fazer o computador, escutar o próprio computador, e aí lá no Google Docs tem a função de áudio para texto, né? Acho que é Speed to Text, se não me engano, você clica lá, e dá um play no vídeo, dá um play na função lá de áudio para texto do Google Docs, e ele começa a transcrever o que tá sendo falado. No canal o vídeo ele está escutando e está transcrevendo por inglês, é depois do inglês e você pode fazer um Google Translate na transduzismo português. Eu recomendo aprender inglês, claro, mas nesse primeiro momento, nas primeiras fases, se você tiver passando pela mesma coisa que o Murilo passou, é um jeito mais fácil de fazer isso, porque você não precisa pedir para seu primo no Brasil para dizer para você, você pode ver inclusive uma tradição completa de como funciona. Sim, e interessante, caso alguém esteja usando o Google Meet, por exemplo, agora, depois, se eu acho que faz um 6, 7 meses atrás, se eu não tiver errado, eles criaram uma forma que ele traduz simultaneamente que as pessoas estão falando durante a meeting, e ele esporta diretamente para o seu Google Drive. Você tem todo o Google Docs de tudo, quem falou o nome da pessoa que falou em qual o idioma você quer. Então, assim, perfeito, isso aqui eu não uso essas opções, eu vou no Forz mesmo, no Bruto. E se eu serviço pago? Não, é de graça mesmo pelo Google Meet, eu acho que é muito interessante. Já faz um 6, 7 meses, é bem interessante, é muito legal. Inclusive, o pessoal daqui, os nossos PMs, eles usam isso como prova do crime. Então, aquela reunião, o que foi falada? Ele tem tudo o Google Docs, porque ele gera um Google Docs. E tem, "Oh, o Murilo falou aqui, falou que entrega XP, entendeu?" Então, os PMs, aqueles usam como backup das reuniões. Porque é muito mais só se você fazer o backup do texto, da fala, inscrito, do que de um vídeo, né? Então, eles usam aqui, é meio que padrão que nem presa todos os PMs, faz isso. Interessante. Mas nessa empresa que você tá agora, nós falou que tem a ver com o futebol, com o esportes. Conta um pouquinho mais o que você faz aí, é esteque que é a empresa usa. Resumidamente, 80% da esteque aqui é cloud, tudo cloud, tudo AWS, então, praticamente full AWS. A maioria do nosso serviço é em Java, então Java Spring. A gente tem alguns serviços em Lambda, mas é com Node, com JavaScript. Mas a maioria, o 85% do backend é Java, Java, Kafka, Zukiper, Kubernetes. Toda essa infraestrutura por trás, ou dando tudo, nada, AWS, claro. No front-end, a gente tem Angular React, todas as estes possíveis no front-end, porque cada projeto, às vezes, eles usam uma outra. A gente tem também iOS, a gente tem iOS aqui é nativo, e Android também é nativo. Aqui não tem React Native, por exemplo, é tudo nativo. E resumindo a mente, assim, nas esteses, é isso. E o que a gente entrega de serviço é tudo relacionado à futebol no sentido. Tudo o que você vê, na primeira link, quando você entra no site, a gente que suporta. Então, todos os jogos ao vivo, os comentários, os vídeos, os acessos. O site do Barcelona, tudo o que acontece no Barcelona, a gente faz isso. Para o Lester, para o Liverpool, para todos os campeonatos, e todos os sites de cricket do mundo, a gente não tem. Essas em vários esportes, por exemplo, Tennis também, para quem gosta tudo que tem no Tennis, a gente que suporta também. Tanto os dados, por trás, tanto ou website mesmo, notínsis, enfim. A gente parece que é como se fosse um club esportes de todos os esportes que a gente cuida. Então, tem cricket, tennis, fórmula e, por exemplo, que é a nova modalidade. Tudo o que vai acontecer na fórmula e a gente que mantém, a gente que está fazendo, está criando. É Maltor de P também, então, todos esses clientes. Inclusive, tudo o que rolou na Copa do Mundo, do Qatar, foi a nossa empresa que fez praticamente a Post Live, junto com a Sony. Então, os aplicativos, para a turista, os ingressos, tudo o que tinha de tecnológico, foi a Post Live que criou. Foi uma equipe apartada, porque não foi os funcionários, como se você se eliteia aqui, né, internos, foi um projeto separado. Mas que foi a Post Live que fez para, junto com a Raucais, Sony Post Live, para Copa do Mundo, para o Qatar. E eu queria perguntar porque eu sou fanático por futebol também, assim como você falou que é. E eu lembro quando eu fui mandar meus primeiros currículos para a Alemanha na época, em 2016, me engano. Uma desempenha que eu estava mandando lá é o One Football, que é uma empresa que faz coisas relacionadas com futebol, porque eu pensava "Ah, eu gosto de futebol", então, eu posso trabalhar como programador, com o marketing, sei lá, numa empresa de futebol, e isso vai ser o sonho da minha vida. É assim mesmo, quando você está trabalhando com esse tema que você gosta muito, que é o futebol. Você sente mais prazer em trabalhar para essa empresa, ou não? Porque a tecnologia é a mesma trabalhar para a minha empresa de futebol, uma empresa de e-commerce, de roupas. Cara, olha, assim, eu trabalhei numa fintech no Brasil, praticamente foi quase tudo banco no Brasil. É, fintech, alguns outros produtos. Mas eu acho que, assim, quase igual, mas eu acho que tem um pouquinho de vantagem de você trabalhar em algum produto que você gosta, porque tem algumas coisas que você vai fazer, por exemplo. Precisei arrumar um bug, eu adiciono uma nova feature lá, uma nova funcionalidade para o King of the Met. Por exemplo, na primeira linha, pouco legal, eu vejo as pessoas usando, o meu amigo usando o falo. Sabia que o backend, por trás disso, foi o que fiz. Isso, todos os produtos têm, só que o legal é que eu usa aquilo, porque eu gosto de futebol. Então, o legal é que, quando chega na parte da regra de negócio, gols, partidas, ao nome do jogador terrado, as coisas falam pude que é legal, porque algo que você entende, por exemplo. Quando eu trabalhei no projeto, a gente vai sempre ficar um tempo projeito, mudar pro projeto, quando entrei eu trabalhei na fina, que é o site da FIFA oficial para a natação, depois eu trabalhei no Cricut. Cara, Cricut, eu nunca tinha visto o Cricut na minha vida, então, assim, eu odeio com todas as forças do planeta Cricut. Então, é um esporte, só que eu não gostei, porque a regra do Cricut, nem os caras que criaram, sabe, o cara que criou Cricut, não sabe a regra do Cricut. Então, na regra de negócio, quando tem um problema, meu Deus do céu. Aí, você quer pedir pude, cara, por que eu não vou fazer esse lá, cara? Outra profissão, porque esse começa a ficar louco. Mas, em hora que entra, por exemplo, no projeto que eu estou, já faz um bom tempo que é a Premier League, pô, aí é muito legal, porque é futebol. Então, os problemas que tem pude, sabe, beleza, eu já sei o que é, já sei o que é isso. Agora, você vai trabalhar com as tabelas, com as partidas, com os comentários, as lives, os vídeos, então, tipo, pude, é legal, não entendeu, porque agora eu realmente entendo o jogo, futebol. Agora, quando é alguma coisa que você não entende, não adianta muito que nada, sabe? Acho que tem si esporte, mas com que você gosta, aí é legal. Eu acho que é muito bacana, é muito legal fazer. É bacana, é uma curiosidade pessoal, mesmo, mas acho que tem muita gente que vai ter uma dúvida parecida, né? Pessoas que nunca trabalharam numa área, que também é um hobby. Ah, não sei como você falou na Fintech, mas eu queria perguntar também dos seus pares aí. Porque longres são lugares extremamente diversos, eles contratam pessoas do mundo inteiro. Ainda mais pos pandemia, né, que aí muita gente é remoto. Então, eu queria saber como se funciona pra você atualmente. Você trabalha duas criatórios, você trabalha ainda só remoto, misto aquele híbrido. E a relação que você tem com os seus pares hoje em dia, você consegue já sair com eles, fazer amizades, e o dia a dia do trabalho é diferente do Brasil? Isso é uma pergunta bem interessante. Quando eu entrei, eu estava na pandemia, então eu fiquei praticamente um ano e quatro meses, mais ou menos, trabalhando só remoto. E quando voltou, né, era que liberou aqui as empresas pra. Ah, galera, pode ir trabalhar, e tudo mais vida normal entre aspas, né? A empresa falou, beleza, bom, a galera voltar e tudo, mas isso aqui ficou híbrido. Então, não tem um martelo batido, mas o que as pessoas fazem? O que a empresa e os colaboradores fazem? Eles vão para o escritório, toda a terça e quinta, por exemplo, hoje é quinta, eu estou no escritório. Mas não é obrigatório. Eu só venho porque eu gosto de trocar ideia com o pessoal, conversar com a galera. Tem a parte de Snapchat, que bebida, cerveja, salgadinho, então, café, eu gosto de conversar. Não gosto de trocar de 100% remoto, eu gosto dessa opção de seibre, de vi pessoas e tudo mais. Então, falando, pelo lado da empresa, não é obrigado a trabalhar fisicamente no lugar, mas eles indicam que você tente ir ter se quinta, mas não tem problemas que você não for entendendo. É mais ou menos isso. E agora, a questão de amizade com os parceiros aqui, cara, tem alguns brasileiros, inclusive, quando é em treitão que eu não conhecia, eu só conheci depois que veio fisicamente. Só que aí, falou, "Puts, você ficou um ano e pouco sofrendo aqui, sozinho, e agora eu vou embora." Ele tava saindo da empresa e eu conheci ele, aí praticamente não tinha mais nenhum outro brasileiro. Aí, dois brasileiros que entrou mais quatro brasileiros, na verdade, mas dois brasileiros eu indiquei e entraram. Porque eu faço, eu tento fazer essa força aí para os brasileiros, então, eu indico todo mundo que eu posso, que introduz dois brasileiros com a indicação. Então, são quatro brasileiros tirando as amizades com os brasileiros, que, bem, naturalmente, eu tenho uma amizade com um francês e com um britânico, que eu acho que ele é britânico. Ele é britânico, mas eu brinco com ele, eu falo, cara, você não é britânico. Esse é brasileiro, porque ele tem um espírito de brasileiro, de conversar, trocar ideia. E ele é o estereotipo britânico invertido. Ele não é queto. Na festa da empresa, ele tá com uma blusinha, tipo, toda de cuncouco e pais de amor. Entendo, ele é bem o inverso ali do estereotipo. Então, assim, relativamente é tranquilo, assim, conversar com o pessoal, assim, eles são um pouco. Tem muita educação, eles têm paciência, quando eu não entendo, quando eu não falo. Então, assim, eu não sei se é essa empresa, mas eles me, tipo, me abraçaram muito bem, sabe? Quando eu tive que sair daqui, eu vou sentir, tipo, um aperte, assim, tipo, fiz algumas amizades. Eu gostei muito da galera, assim, eu não tenho nada pra ir calmar, de verdade. E vamos falar um pouco mais sobre o clima da cidade, aí, né? Você saiu de São Paulo, passou um tempinho na Itália, uns mesesinhos. Mas, assim, mudou realmente pra morar em Londres. O que você gosta de fazer aí? Você gosta da cidade? Você quer mudar pra outra cidade no futuro, por não gostar daí? Como que é? Cara, eu tô fora do Brasil, mas quando eu sair do Brasil, como eu disse, eu fui motivos de intercâmbio de novas experiências, cultura, línguas e experimentar o que tem no mundo. Quando eu sair do Brasil, eu percebi que o meu lugar no Brasil. Então, eu não sei quando eu vou voltar pro Brasil, mas eu sei que um dia eu vou voltar pro Brasil. Então, eu quero criar meus filhos, voltei minha vida, assim, no Brasil. Eu posso mudar de opinião, mas a opinião que eu tenho hoje é que, tipo, eu voltaria pro Brasil. Agora, caso eu não fosse voltar pro Brasil, que seria respondendo a sua pergunta, eu acho que eu não moraria na Inglaterra pro resto da minha vida, por conta do frio. Então, depois que eu sair do Brasil, descobri que eu amo calor, então eu odeio o frio. Então, talvez da Europa, os lugares que talvez eu moraria, seria ou Portugal, que eu ainda não visitei, ou espanha que eu já visitei, eu gostei muito. Então, de pouco, talvez se fosse. Se eu não tiver essa opção de voltar pro Brasil, talvez seria um país com mais cara de Brasil, tanto no clima, tanto comida, tanto isso. Agora, referente a Londres, cara, Londres é magnífico, se não fosse o frio, cara. Se não fosse o frio, aqui seria a melhor cidade do planeta. Se isso aqui fizesse 30 graus meu douto sal, isso aqui é assim, é uma cidade cara. É cara, é muito cara, só que por ter muito imigrante, eu acho que metade da população. da de Londres em Grande. Cara, tem tudo, tem o museu. Assim, na Europa, em geral, todos as cidades são meio parecidas. Mas será Londres? Eu visitei e França já visitei outros lugares, mas os centros mesmo, a cidade de Londres, eu acho, tipo, bem organizado, tem, tipo, barrada, festa, museu, teatro, e assim, nem nada. Tudo que se imaginar de atração turística tem, inclusive, só nem ganou Londres e a cidade que mais tem atrações pra você fazer no mundo e gratuitas também. Então, tipo assim, pô, tem bastante, sabe? Eu acho que o que você imaginar, da vida pra fazer, eu quero fazer x, vai ter opção de fazer aqui. Então, acho que não tenho calma. É reclamar pra me inserir a mesmo calor mesmo. Eu gosto muito de Londres também, mas o que você falou, né? Se é Barcelona, por exemplo, né, que é onde eu moro, realmente. Eu acho que é uma cidade que você curte bastante, por ser uma cidade grande, né? Que tem essa parte de eventos, mas também tem o calor, né? E a população também, né? A mentalidade de a população um pouco mais parecida com a brasileira, vamos dizer assim. Murila, você comentou uma coisa de Londres secara? Então, agora chegou o momento da gente falar sobre dinheiro. Como que você vê essa questão, né? Você começou a trabalhar aí numa empresa que você falou que era como "contract", e aí agora trabalhando mais numa empresa normal, não diz assim? Como é o que é o que exito pra nossos amigos brasileiros que estão pensando em ir pra trabalhar em Londres? Na questão de salar os mesmos, né? Faça salaria as de Júnior, de Plena, de Sénior, mais ou menos. E também do custo de vida aí na cidade, né? De quanto você paga de aluguel, das coisas, sobra dinheiro no final do mês e tudo mais. Cara, olha, vai depender muito. Claro, se a pessoa vem sozinha, se ela vem com mais esposo, esposo, se tem filhos, se não tem filhos, se tem cachorro, gato, enfim, vai depender muito. Mas colocando ali em geral, em média, se um programador Júnior aqui, eu acho que, tipo, ele ficaria apertado, sabe? Ele não ficaria, ele não moraria, talvez ele teria que dividir um quarto, um flat bem pequeno, entendeu? Eu acho que ficaria um pouco mais apertada quando ele é um Júnior e tem uma esposa ou um esposo. Aí, beleza, eles são duas pessoas trabalhando talvez poderia pegar um apartamentozinho um pouquinho maior. Só que assim, sempre ali, não espanjando, não saindo, dirigindo uma Ferrari. Mas, tipo, viveria uma vida assim legal e comeria, comer lá o salmãozinho de japonesinho na sexta, não sabe, do tranquilo, e atrás de boa, sabe? Mas agora, de mid-level pra cima, né? Que seria o pleno daqui? Eu acho que tá tranquilo assim, tipo assim, eu gosto totalmente do mid-level, apesar de no Brasil, já seria cena, mas é onde eu tô, o mid-level daqui é bem alta, assim, o nível, sabe? Eu acho que dá pra viver assim tranquilo, assim. Eu pago o caro na lugar, eu já posso falar os valores em média mais ou menos. Eu, beleza, pago a lugar, pago a minha comida, pago o rolê, né? O rolê que eu estou com a minha esposa, pago as coisas que tem que fazer, pago que tem que pagar, sobra uma graninha e dá pra viver, não sou rico, não tô espanjando. Mas assim, dá pra ficar legal, sabe, assim, quero comprar a tua coisa por valar e comprar, sabe? Então, tipo assim, dá pra viver legal. Eu não sou uma pessoa gastando, então, sou bem tranquilo, não uso nada de marca, assim, sou bem tranquilo, mas dá pra viver legal, assim, comparando os preços agora, mas ou menos do que as outras pessoas falaram, já que não lhes pôr de cash, a comodação aqui né, a moradia é o que é assim, absurdo, é literalmente de 30, 35, 40% do seu salário, dependendo do, do seu salário, né? Então, um flatizinho, uma pezinho, mas ou menos, é onde eu moro, por exemplo. Eu moro aqui, dividido em zona, eu moro na zona 3, que eu gasto 40, 45 minutos de ônibus pra estar lá, lá na London Island, na Tower Bridge, que é o ponto turístico, por exemplo. Então, relativamente, um pouco perto, você vai gastar 1.350, 1.400 libras no mínimo, isso só de aluguel, sem contar o consultax, que é esse que seria tipo IPTU daqui, sem contar energia, sem contar essas outras coisas, então isso daí é só pra ficar dentro da apartamento, ou da casa. Então assim, é bem alta moradia, agora a questão de comida é tranquilo, comida, tipo, teve um aumento no, o mar aumento nos últimos 30 anos, aqui, 40 anos, eu acho, ele vai até conta da crise e tudo mais, só que tipo assim, dá pra ficar legal, sabe, dá pra você ir continuar com menos seu salmãozinho fazendo só tem maquise em casa, comendo uma pitinha ali tranquilo, dá pra continuar fazendo isso, se você quer pô, eletrônico, é mais barato comparado ao Brasil, então, tipo, se quiser, eu curto muito os protos da época, então, tipo, pô, comprar um iPhone, comprar um computador, é mais senão que eu dar, você não vai se nossa, todo mês eu vou comprar um iPhone, mas assim, pô, se você se juntar 2, 3 meses de salário, você já consegue comprar um negócio à vista, coisa que no Brasil tinha que parecer lá em 457,000 vezes, e ainda assim, não pagar, então, sabe, é mais ou menos isso, então, eu acho que dá, cara, é uma cidade muito cara, eu pesquisei 222 das áreas nobres, é a segunda mais cara do mundo, a primeira é monaco, a segunda é Londres e a terceira é Nova York, é porque assim, nossa, caracas, eu não sei se eu tô, eu tô sendo um burro ou se, ou eu tô rique, não sei, mas, assim, dá pra ver legal, cara, eu não sou, eu não tenho um salário super alto aqui, nem super baixo, e eu consigo ter uma vida normal, desses 3 anos que eu tô aqui, eu já fui 4 vezes pro Brasil, porque é requisito mínima e pro Brasil, então, dá pra viver, dá pra guardar mais dinheiro, dá, então, vai dar pessoal, mas eu acho que dá, se o cara que tá escutando aqui, pô, eu sou Júnior Murilão, cara, se você vem com esposa, saiba que a esposa vai ter que trabalhar, se você vem sozinho, sabe, que você vai ter que tipo, pelo menos, pegar um flat super pequeno, ou é de 24, pra sobrar uma graninha pra você, pô, Murilão, sou me direto, pô, me direto, tá tranquilo, não vai esmanjar, mas isso, pô, já tá tranquilo, não precisa, isso quem tá a cabeça com as outras coisas, agora, só você vem pra cá e morar em outro lugar, de lomba, fora de Londres, aí você tá no céu, você vai pra ali, ver por mãos, você vai pagar, tipo, 800, 900 libras numa manção e 3 cítios, sabe, então, é mais ou menos isso, mas falando de Londres, seria mais ou menos isso, e cara, pra gente terminar aqui, agora é hora do perring, é, quando a gente pode nos convidar, nos contar em histórias engraçadas, gafes ou amigos, que tenha acontecido com você esse tempo, você já contou várias, na verdade, mas se tiver mais alguma, fica a vontade. Cara, eu tenho muitas, ainda, principalmente, assim, 90% delas são por conta do idioma, óbvio, mais, o mais, assim, o que eu sempre contas, assim, pro meus amigos, quando eu fui pro Brasil, aconteceu isso, todo mais, eu falo pra eles, foi, eu tava em Londres, tava em uma esposa, não sou ok, a gente acabou de chegar, fazer um mês aqui, tava aqui em Londres, eu falei, tem uma hora, a gente foi lá por um, tipo, um prédio fazer os documentos da minha esposa, ela foi fazer digital, não lembro muito bem, foi lá, saindo do prédio foi po, legal, né, que que a gente pode fazer pra comemorar tal, McDonald's, bora até tomar um sorvete, hein, o pano, sei o que, beleza, tranquilaço, tava em uma esposa, fomos no McDonald's, cheguei todo o pinho, pôso lá no caixa, na hora que eu cheguei no caixa, eu li pra cima, falei, e cadê o banner, cadê o banner com o sorvete, normalmente aqui não tem banner que sorvete, porque que que eu faço, eu pego o meu dedo, aponto pro banner, é a pessoa ver que é aquilo, e pronto, pedido o feito, saquei no tinho, eu falei, putz, esperei, aí eu fui, bebeleza, seu programador, passou um, sabe falar sorvete, sei, aí se criem, passo dois, como que fala agora, sorvete de casquinha, putz, ferrou, aí eu peço da que sou, eu só fui dar um cheque com a minha esposa, que ela tem inglês pior que o meu, ou seja, eu já não tinha inglês, ela tinha inglês negativa, pegou até pra ela, amor, sei, por acaso, assim, por acaso só, você sabe, assim, como que fala sorvete de casquinha, em inglês, ela falou assim, cônio, acho que cônio, isso não sei o que, eu não sei o que, eu entendi, eu entendi cônio, isso, eu fiquei falando pra mulher, cônio mais, cônio mais, isso é mulher, o que, não sei o que eu falei, eu falei assim, como vocês andam entenderam o cara, é cônio mais que eu quero, não sei o que, tipo, como assim, você não tem entenderam, não é possível que você não sabe falar em inglês, e falando com a mulher, não sei o que, a mulher tem, ficou um cinco minutos, falou, tá bom, pera aí, aí a mulher saiu, ficou conversando lá, a minha esposa não sei o que eu falei, cara, uma podia ter o banner, aí ela vem andando assim, tipo, era, tipo, uma viraginha assim, nada do caixa, tipo, ela entrou numa parte tampada, aí ela saiu com o copo assim, te acolhando, na hora que ela foi me dar o copo, tinha gelo, era um copo gelo, aí na hora que eu ia se dar, se eu começar a rir demais, me espoda, começou a rir, ela começou a te gravar, me gravar assim, tipo, eu e tudo mais, aí eu falei, não, moça, não, não, não, não, não, não sei o que, rai, se crin, rai, se crin, e não sei o que, aí eu mostrei mais a menina no copo, ah, já sei o que você quer, ela fala assim, quer saber, desisto, quero o milk shake, pronto, feito, milk shake, não tem erro, já era, aí eu estou no milk shake, foi muito novo, cara, Gurela, cara, muito obrigada pela sua participação, tenho certeza que o pessoal vai curtir muito, vai dar várias isadas e usar seus conhecimentos, né, então aprendeu inglês, acho que é mensagem, isso quer divulgar alguma coisa, cara, mas a menina existe, aprenda inglês apazerada por favor, sim, cara, de verdade aprenda ou inglês, ele salva vidas, de verdade mesmo, cara, eu queria, eu estou começando agora a criar conteúdo, então, se alguém quiser, procura lá no Instagram, no YouTube, linkadinho, qualquer coisa como um mupezool ou um murilo pessoal pode mandar mensagem, eu não sou famoso, então pode mandar mensagem, que eu respondo, porque se ela responde só o cachorro e minha mãe, então manda mensagem lá, aí estamos juntos, os links do murilo vão estar como sempre em descrição desse episódio em deve sem fronteiras.pec Um pessoal, por hoje é isso, thank you very much pela sua audiência, e se você gosta do deve sem fronteiras, recomente pra cinco amigos, dá cinco esternos pra gente na Apple, segue a gente no Spotify pra nossa comunidade com esse sempre cada vez mais, e a Lura criou TecGuide.sh pra ajudar na sua jornada de aprendizado, é um apiamento das principais tecnologias demandadas pelo mercado, com as principais carreiras e as nossas sugestões e opiniões, então vai lá dar uma olhada em TecGuide.sh, e a gente tem os 7 Days of Code, que são 7 dias de desafios totalmente grátis, em diversas linguagens de programação, pra você botar a mão na massa e praticar o que você tiver aprendendo, seja com os cursos da Lura em qualquer outro lugar, tem lá inclusive de Java, né, que foi esse estado pelo murilo, uma das tecnologias que ele mais usa, então vai lá se desafiar em 7 Days of Code.io. E não deixe de conhecer a Lura língua pra você reforçar o seu inglês e o seu espanhol e dar aquela força. Tanto no seu currículo quanto na sua vida profissional, eu acho que nem preciso mencionar, a gente já falou muito sobre o inglês e a importância do inglês durante esse episódio, pra você não ter que passar pelos mesmos perringes que o murilo passou pra fazer entrevista pra essas vagas de fora, lá tem os cursos regulares completos, e depois tem também o curso em inglês pra devs focado em coisas do mundo de programação, né, de documentação. de entrevista, de emprego, reunião, de trabalho, na minha reunião com sua chefe, pessoas com diferentes sotacs também, que você vai encontrar aí durante a sua carreira, então vai te ajudar muito. E só lembrando que o ouvinte do Dev sem fronteiras tem 10% de desconto em todos os planos. Então vai lá em aloura.com.br, barra promoção, barra Dev sem fronteiras, e começa a estudar com a gente hoje mesmo. Além também é claro, dá a Lura.com.br, que tem mais de 1.400 cursos de tecnologia, provavelmente o burilo fez todos eles, a gente falou muito durante episódio também, né. Mas se você quiser, você pode lá ter as formações completas de Java com orientação objetos, Java Web, Esses frameworks como Spring Spring Boot, mas também de outras tecnologias de fronteiras, de Python, de data science, com certeza vai ter o curso pra você. Então pessoal, até a próxima quarta-feira com uma nova aventura em um novo país. Tchau, tchau. [Música] Este podcast foi produzido pela Aloura, mergulho em tecnologia e faculdade fiape Let's Rock the Future. Edição e sonorização, radiofobia, podcast e multimedia. [Música] [MÚSICA DE FUNDO]

Podcast Summary

Key Points:

  1. Murilo é de São Paulo e seguiu uma trajetória acadêmica em informática, concluindo um curso técnico e depois faculdade em Sistemas de Informação.
  2. Ele desenvolveu habilidades em programação com cursos na Alura, obtendo certificação em Java por meio de estudo autodidata e persistência.
  3. Em 2016, começou a trabalhar fora do Brasil com um estágio de suporte, passando por experiências remotos e aprendendo a negociar no mercado de trabalho.
  4. Decidiu migrar para a Itália para obter cidadania, e após o lockdown por COVID-19, foi para a Inglaterra, onde começou a trabalhar remotamente sem inglês, com base em 300 entrevistas para superar a barreira linguística.
  5. Usou estratégias de força bruta, como anotação de perguntas e gravação de reuniões, para entender o inglês e se adaptar ao ambiente de trabalho.
  6. Atualmente trabalha em empresa de tecnologia focada em esportes, sendo aprimorado por um interesse pessoal no futebol, que aumenta a satisfação no trabalho.
  7. A vida em Londres é desafiadora em termos de custo de vida, mas ele vê a cidade como uma das mais atraentes do mundo, apesar do frio e do alto preço.
  8. Considera que, embora tenha vivido fora do Brasil, retornará um dia para criar família e viver em território nacional, embora considere Portugal ou Espanha como alternativas caso não volte.

Summary:

Murilo Pesual, de São Paulo, construiu sua carreira em tecnologia com base em estudos técnicos e autodidata, obtendo certificação em Java por meio de cursos na Alura. Após trabalhar inicialmente no Brasil, passou a atuar remotamente e, em 2016, decidiu migrar para a Europa para buscar cidadania italiana, que o levou à Inglaterra. Lá, começou a enfrentar o desafio de aprender inglês por meio de mais de 300 entrevistas, anotando e analisando perguntas para se adaptar.

Ele usou estratégias como gravação de reuniões e tradução automática para aumentar sua compreensão linguística. Atualmente, trabalha em uma empresa de tecnologia voltada para esportes, onde seu amor pelo futebol aumenta o engajamento e o prazer no trabalho. A vida em Londres é cara, com alto custo de aluguel e moradia, mas ele vê a cidade como uma das mais atraentes do mundo.

Apesar de ter vivido fora do Brasil, Murilo acredita que retornará um dia para viver com sua família, e considera Portugal ou Espanha como opções se não voltar. Ele destaca a importância de preparação linguística, persistência e adaptação no mercado de trabalho internacional, mostrando que o sucesso pode ser alcançado mesmo sem experiência inicial.

FAQs

Murilo obteve cidadania italiana por meio de um processo formal e viajou para a Itália antes de se mudar para a Inglaterra, onde a cidadania europeia permitia moradia antes do Brexit. Ele conseguiu emprego remotamente na Itália e, após um período de adaptação, foi para a Inglaterra com apoio de uma empresa que permitiu trabalho remoto.

Murilo enfrentou grandes dificuldades para entender o inglês nas primeiras entrevistas, muitas vezes não entendendo as perguntas. Ele usou um método de força bruta, anotando todas as perguntas e praticando com base em registros de entrevistas até conseguir responder com confiança.

Após passar por mais de 300 entrevistas, Murilo conseguiu sua primeira oportunidade em uma empresa romena por meio de um teste técnico simples com Angular e Java, demonstrando conhecimentos técnicos através de preparação anterior com cursos online.

Durante a pandemia, Murilo esteve em trabalho totalmente remoto por cerca de um ano e meio, o que o ajudou a se adaptar à vida fora do Brasil, mas também gerou frustrações por falta de interação social e dificuldades para aprender o inglês de forma prática.

Murilo gravava as reuniões e usava ferramentas como o Google Docs para transcrever o áudio para texto, depois traduzindo para o português. Ele também compartilhava os áudios com amigos no Brasil para entender melhor o conteúdo das reuniões.

Murilo considera Londres uma cidade cara, com despesas elevadas de aluguel, mas afirma que um programador de nível médio pode viver com equilíbrio, sobrando dinheiro se tiver disciplina financeira. Ele recomenda morar fora da zona central para reduzir custos.

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