Delegar, desenvolver e reter: a base da gestão de pessoas eficaz | Podcast EAG #297
61m 5s
Neste episódio especial dos 10 anos do EAG, Marcelo Germano discute em profundidade a gestão de pessoas, um desafio central para empresários. Ele enfatiza que liderar não é uma equação matemática; princípios como valores claros e gestão por consequências permanecem, mas é crucial adaptar-se às novas gerações, que pensam e agem de forma diferente. Na contratação, ele destaca a importância de um organograma sólido, objetivos definidos e o uso do RCF para mapear missão, metas, indicadores e competências, incluindo o desenvolvimento contínuo de habilidades. Para reter talentos, salário compatível e benefícios são importantes, mas a conexão emocional com o líder é o fator decisivo; liderança é uma permissão concedida pelo liderado. O feedback deve ser dessensibilizado, com modelos claros e adaptação ao perfil emocional de cada pessoa, evitando ruídos de comunicação. A delegação eficaz usa o método "show, share e observe" e inclui delegar tarefas e decisões com critérios, promovendo autonomia proporcional à maturidade. A cultura empresarial deve valorizar prevenção, não apenas heróis reativos. Formar líderes exige autoconhecimento e compreensão das emoções humanas. Rotinas de reuniões e endomarketing mantêm o time alinhado. O maior aprendizado é colocar a pessoa certa no lugar certo. Marcelo conclui com lições de vida: buscar legado, ser boa pessoa e valorizar amores, lembrando que a felicidade está na jornada.
Quase metade dos empresários relatam o mesmo desafio, desenvolvimento de pessoas.
Como a gente sabe isso?
A gente rodou uma pesquisa com cerca de 10 mil empresários que relataram o mesmo problema.
Vocês sabem que a gente está completando 10 anos, é uma década de trajetória,
celebrando esse grande marco e essa conquista.
E para isso, nós estamos fazendo uma série de episódios especiais.
No episódio de hoje, que é o último, aliás, nós vamos tratar sobre gestão de pessoas.
Como atrair, desenvolver, escalar um time que, de fato, é comprometido,
alinhado a todos os propósitos e a cultura da empresa.
Difícil, mas possível.
O Marcelo Germano traz todas as estratégias e revela o que tem por trás dessa estrutura
para se conseguir, de fato, fazer um time produtivo e eficiente sem o dono estar por perto sempre.
Vem com a gente porque está bastante especial.
Oi, oi, eu sou a Bárbara Barbosa, sou jornalista, apresentadora
e estou aqui com o Marcelo Germano.
Estou conduzindo essas conversas nessas edições especiais do EAG e estou aqui ao lado dele.
Marcelo Germano, e aí, comandante, você está feliz?
Marcelo, nesses 10 anos, só falando de EAG, né?
Porque tu tem quase 30, se não me falha a memória, como empresário.
A primeira empresa foi em 1996, isso.
Eu imagino que tu já tenha lidado com todos os tipos possíveis de time, de gestão de pessoas.
E aí eu te pergunto, esse continua sendo um dos maiores desafios?
Para os empresários?
Sempre vai ser, sempre vai ser.
E olha que interessante, tá?
Se você me fizesse, de repente, uma pergunta sobre time há 10 anos atrás, eu daria uma resposta.
Mesmo, ó, vou fazer 52 esse ano.
Se você me perguntasse com 42 anos, eu daria uma resposta.
Com 32 anos, eu daria outra resposta.
Mas talvez se você me perguntasse na pandemia, eu daria outra resposta.
E por que eu estou falando isso, né?
Porque não é uma fórmula matemática.
Lidar com gente não é uma fórmula matemática.
As pessoas vão evoluindo.
A geração vai mudando.
Outro dia eu vi uma discussão que a gente tinha lá num grupo que a gente discute sobre liderança.
Uma das participantes que estava ali no evento, ela falou uma coisa interessante, né?
Ela falou assim, poxa, a gente não precisa ficar se questionando se as coisas vão mudar.
Na verdade, as coisas já mudaram, né?
Então, por exemplo, tem uma geração nova vindo aí.
Essa geração nova já está na nossa, já estão na nossa empresa.
Já mudaram.
Aí se eu pegar o que eu fazia com a geração anterior há 10 anos,
eu estou falando de uma geração diferente.
Se eu pegar o que eu fazia há 20 anos, que era outra geração,
eu estou falando de outra geração.
E a gente, como empresário, se a gente não está sempre aprendendo,
é lógico, os princípios não mudam, né?
Você vai fazer gestão por consequências,
você vai deixar claro quais são os seus valores,
você vai deixar claro o que é tolerável e o que não é tolerável,
você vai ter seus manuais de normas, você vai ter. Isso não muda.
Então, por exemplo, meu pai, quando meu pai vinha falar alguma coisa para mim,
eu falava que meu pai estava atrasado, que ele estava ultrapassado.
E a minha filha fala que eu estou ultrapassado, entendeu?
Isso não quer dizer que é uma verdade, que eu estou ultrapassado.
O que eu estou querendo falar é que nós temos uma oportunidade de olhar e falar
que chegou uma nova geração que pensa diferente,
que tem objetivos diferentes, que vê o mundo de uma maneira diferente.
E a gente, como líder, para olhar para o time,
a gente quer que o time se encaixe no modelo que. Pensa, eu quero que o time se encaixe no modelo que eu fui criado em 1989, sabe?
Em 1990.
É muito diferente.
Não dá para querer colocar essas pessoas nessa caixa.
Por quê?
Não existia.
As pessoas não tinham celular naquela época, né?
Naquela época, arrumar um emprego, era fila para arrumar um emprego.
Naquela época, você ficava no emprego.
Você não saía do emprego antes de um ano e meio, porque sujava a carteira.
Naquela época, o tipo de gerente era o gerente comando e controle.
Manda quem pode, obedece quem tem juízo, né?
Hoje é diferente.
Hoje, a pessoa entra em uma empresa com 15 dias.
O funcionário qualificado, ele já olha e fala, não quero trabalhar nessa empresa.
E ele pede para sair.
É isso aí.
O funcionário vai falar, e a carteira?
Meu, essa empresa, eu não quero trabalhar.
Ele não está preocupado com carteira.
Ele está preocupado com outra coisa.
Ele, será que eu vou aprender com esse líder?
Antigamente, o líder era grosso.
Ele olhava, baixava a cabeça e pronto, obedecia.
Hoje, o líder é grosso.
Ele fala, esse cara aqui não vai me ensinar nada.
Ele vai embora.
Então, a gente precisa aprender a lidar.
Então, é uma oportunidade, né?
Aprender é difícil, desaprender é mais difícil.
A gente vai ter sempre oportunidade de aprender e desaprender.
E quando fala com o time, nunca vai ser uma equação matemática.
Vão ter princípios que vão funcionar para sempre, tá?
Mas vão ter adaptações que nós, como líderes, precisamos fazer
para poder se adequar às novas gerações.
Entendi.
E aí, pensando nisso, contratação primordial.
O que precisa levantar na hora dessa contratação
para ter em vista as pessoas certas para o seu time?
Bom, aí é legal porque o princípio não muda.
Eu preciso ter um bom organograma, né?
Eu tenho que entender quais são as áreas da empresa.
Eu tenho que ter os objetivos da empresa bem definidos, né?
O ideal é que eu tenha um planejamento estratégico.
Falo, olha, esse ano a gente quer crescer 30%.
A gente quer explorar esse canal aqui,
de aquisição de produtos.
A gente quer explorar essa linha de produto.
Ou vamos prospectar esse tipo de cliente aqui.
Define qual tipo de cliente.
Enfim, define como vai ser.
E aí, com base nisso, eu estabeleço meus objetivos.
Essa é a primeira coisa.
Estabeleci meus objetivos, monto ali no organograma
e entendo quais são os gaps.
Poxa, eu vou precisar de um gerente assim.
Eu vou precisar de um colaborador assado.
Vou precisar de alguém assim.
Aí eu defino.
Como que eu defino isso?
Fazendo o que o pessoal no mercado chama de job description.
Eu não gosto desse nome.
Você fala, eu não gosto.
A gente tem uma denominação.
A gente tem uma denominação muito proprietária do EAG,
que a gente chama de RCF,
que é Responsabilidade Chave da Função.
O RCF, você vai determinar ali.
Primeira coisa, qual que é a missão dessa pessoa?
Qual que é a missão?
Ela é responsável por quê?
Por entregar qual resultado?
Como missão mesmo.
Depois de entender a missão dessa pessoa,
a gente define a meta.
Depois de definir a meta, eu falo,
como eu meço se essa pessoa está atingindo a meta ou não?
Defino os indicadores.
Defini os indicadores, tá?
Quais são os processos e atividades
que essa pessoa precisa fazer?
Beleza.
Para fazer esses processos, essas atividades,
quais são as competências?
As competências que a pessoa tem que ter.
Competências técnicas e competências comportamentais.
Esse é o arroz com feijão, não tem fórmula mágica.
É um básico.
Só que antes, por exemplo, eu ia contratar. Pensa que quando eu comecei a trabalhar, eu tinha 13.
Naquela época, a gente fazia Senai, por exemplo.
Eu sou de São Bernardo do Campo,
uma cidade que era uma cidade industrial.
Então, você ia fazer Senai.
Não foi meu caso, tá?
Mas você ia fazer Senai e você ia se tornar um torneiro mecânico.
O torneiro mecânico, ele não precisava desenvolver.
Depois que ele aprendia a fazer o trabalho do torno,
ele não precisava ficar desenvolvendo novas habilidades
Era só ele fazer o trabalho do torno
e ele ia ficar 10 anos fazendo aquele trabalho
sem ter que desenvolver novas habilidades.
Isso em 1980 e alguma coisa,
ainda na época da ditadura militar.
Hoje, não.
Hoje, as máquinas mudam todo ano,
a tecnologia muda todo ano.
Se eu sei fazer um negócio hoje
e eu não desenvolvo novas habilidades,
daqui a um ano, as habilidades que eu tenho não servem mais.
Então, eu tenho que estar sempre desenvolvendo novas habilidades.
Então, antigamente, eu pegava uma pessoa
que vinha preparada pelo mercado
e ela ficava muito tempo ali.
Não tinha muitas mudanças.
Hoje, eu olho para as competências
e as competências técnicas.
Ah, esse cara tem que manjar de torno.
Mas não é só manjar de torno.
Eu tenho que entender que o meu próximo torno,
ele vai ter um computador,
ele vai ter um jeito de programar,
o jeito de programar tem uma linguagem, né?
Vou ter uma série de coisas.
E para que esse cara continue performando,
ele vai ter que desenvolver a habilidade
de programar essa máquina,
de entender a linguagem dessa máquina,
de fazer essas coisas.
Então, eu tenho as competências técnicas e comportamentais
que ele precisa hoje
para entregar resultado hoje.
E do outro lado, eu tenho que ter um negócio chamado PDI.
Que é as que ele precisa desenvolver
daqui seis meses
para ele continuar entregando resultado.
Então, imagina hoje com esse negócio
de inteligência artificial.
Cada dia sai uma novidade, né?
Então, imagina que uma secretária, por exemplo,
até então ela não precisava de inteligência artificial.
Hoje, ela pode ter um agente de inteligência artificial
que vai ajudar ela com agendamento,
com cancelamento de agendamento,
com ata de reunião,
cronograma de projetos de implantação.
Ela pode utilizar a inteligência artificial.
Então, antigamente não adiantava ser só. Antigamente. Antigamente, ser só formada em secretariado executivo
capacitava a pessoa para ser secretária.
Hoje, se a pessoa não dominar um pouquinho de ar,
não souber fazer um agente,
não souber montar ali um agente
para fazer uma ata de uma reunião,
essa ata de reunião já automaticamente dispara
as tarefas e as pendências de cada uma.
Já faz um cronograma em gráfico de gigante, né?
Poxa, essa secretária vai estar atrasada.
Então, eu tenho que ter o que ela precisa hoje
e o que ela tem que desenvolver
para ela estar performando nos próximos seis meses.
Então, mudou.
Mudou o jeito de liderar.
E a gente precisa ser secretário.
E a gente precisa se adaptar a isso daí.
Quando a gente fala em retenção,
retenção de talentos,
o que faz uma pessoa querer ficar e crescer numa empresa?
Vamos lá.
Esse é um assunto que não tem uma resposta única, tá?
Mas o grande ponto é o seguinte.
O que as pesquisas mostram, tá?
O que as pesquisas mostram?
O que eu aprendi na prática?
As pesquisas mostram que, primeira coisa,
você tem que ter um salário. Que seja um salário compatível.
Ah, o dinheiro não é o maior fator.
Depende.
Dinheiro não é o maior fator.
Pra quem?
Pra um cara que ganha dois mil reais,
o dinheiro ainda continua sendo um fator
porque, no final do dia,
o salário desse cara acaba antes do mês.
Então, o dinheiro é, sim, um fator importante
porque é uma condição de sobrevivência.
E pro cara que ganha trinta mil reais?
Já é diferente.
Talvez ele não vai pra uma outra empresa
só por causa do salário.
Entendeu?
Então, a gente não pode usar a mesma régua
pra medir todo mundo, né?
A gente não pode usar a mesma régua
pra medir todo mundo.
Depende, né?
Mas, assim, ó.
Via de regra.
Você ter um salário compatível com o mercado,
você ter bons benefícios,
e você ter uma possibilidade de crescimento,
isso daí vai garantir com que você
retenha os funcionários.
Mas, principalmente,
a retenção tá ligada a uma conexão emocional
que o liderado tem com o líder.
Então, o que vai reter o liderado
é o relacionamento que ele tem com o líder.
E aí vai ter um ponto importante, né?
Que eu falo assim, ó.
Não é porque a gente ocupa um cargo de liderança
ou não é porque a gente montou uma empresa
que a gente é líder.
E eu falo que liderança é uma conquista.
Então, a gente precisa ganhar o direito de liderar.
Em outras palavras,
o que significa,
o direito de liderar. Significa que o teu liderado tem que te dar permissão de liderar.
liderar ele. Olha só que interessante.
Liderança é uma permissão. Dada por quem?
Pelo líder? Não, pelo liderado. Eu olho
pra você, Bárbara, e falo assim, nossa, a Bárbara é
super competente. Ela sabe onde
quer chegar. Ela me dá os feedbacks certos.
Quando eu faço um negócio bem feito, ela vem e me pontua,
me reconhece, mostra o que eu fiz bem feito.
Quando eu piso na bola, ela vem e ela é
precisa. Ela dá o feedback, ela mostra o fato.
Eu entendi que não é pessoal.
Eu entendi que ela tá comprometida com o resultado
dela. Tudo que ela fala, ela entrega.
Ela tem caráter. Ela tem competente.
Tem visão de onde quer chegar. Tá crescendo
aqui na empresa. Ou a empresa tá crescendo.
Se a Bárbara for a dona da empresa. A empresa
tá crescendo. Poxa, se a empresa crescer, eu vou ter
oportunidade de crescer. Tem um líder
legal, que sabe onde quer, que é competente,
que eu admiro, que eu vou aprender um monte com ele.
Que tá crescendo e vai me ajudar a crescer.
Isso ajuda a reter as pessoas. Então, a liderança
é uma permissão. Então, o
empresário
que quer liderar melhor, ele tem
que entender isso. Ele tem que ganhar o direito
de liderar as pessoas. E como ele ganha isso?
Sendo dono da empresa? Não. Sendo um líder
efetivo. Sendo um líder que tem clareza.
Sendo um líder que sabe pra onde tá
indo. Sendo um líder que tem um caminho.
Sendo um líder que dá feedback. Sendo um líder
que tem tempo pro liderado. Sendo um líder
que o liderado aprende com ele. Sendo um
líder que seja confiável. O liderado
vai olhar e vai falar, eu vou com esse cara.
Então, o que que já aconteceu comigo há 10
anos atrás? Há 20 anos atrás? Há 30
anos atrás? O que que já aconteceu comigo? Já aconteceu
de eu ter funcionário, que recebeu propostas
de empresas maiores. Pensa que eu vim de
empresas pequenas, né? Inclusive eu tenho, mas as
empresas são, juntando todas as
empresas, são 60 milhões de faturamento.
Funcionários. Mas eu já competi várias vezes
com grandes empresas, né? Então, eu já
tive funcionário que chegou e falou, Marcelo, eu recebi uma
proposta da empresa tal, né? A proposta
era melhor, mas eu acredito no teu
projeto. Eu vou ficar aqui com você. Não foi
uma, não foi duas, não foram três. Três vezes.
Foram várias vezes. Por outro lado, já
tive funcionário que olhou e falou, ah, Marcelo, recebi
uma proposta de uma empresa melhor, né?
E lá eu acho que eu vou ter mais chance de
crescer, porque lá é uma empresa grande, né?
Então, resolvi aceitar
a proposta. Já tive os dois. E o que que eu tô querendo
falar com isso? Que não tem fórmula mágica. Depende de
pessoa pra pessoa. Tem pessoa que vai olhar e vai falar,
numa empresa grande eu vou ser mais um número. Tem
pessoa que vai olhar e vai falar, essa empresa é pequena e tá
crescendo. Se eu crescer aqui, eu não vou ser mais
um número. Eu vou ser o cara. Então, depende das
pessoas, né? Então, você não tem fórmula mágica.
Mas, você tem os princípios.
Então, os princípios é, você paga um bom salário,
você é uma pessoa confiável, você
tem clareza por onde é, você tem clareza das
metas, reconhece quando a pessoa faz uma coisa
bem feita, dá feedback quando a pessoa
pisa na bola, faz coaching com
a pessoa, mentora a pessoa,
mostra o caminho, tem tempo de qualidade com as
pessoas, você vai ajudar a reter melhor as pessoas.
Aproveitando esse gancho, comentasse
sobre feedback aí na tua resposta.
Como receber e dar esse feedback
de uma forma saudável, sadia?
Cara, é assim ó, pensa que a gente
tá lidando com o ser humano, certo?
Eu acho que a primeira coisa que a empresa tem que ter, a primeira
coisa é ter uma dessensibilização.
Como que você faz uma dessensibilização?
Então, no processo de integração,
e uma coisa é falar isso, outra coisa é na
prática ver isso acontecer. No processo
de integração, você tem que chegar
pro teu liderado e falar, olha, aqui
a gente trabalha o feedback da seguinte
maneira. Então, a empresa no processo de integração
explica como é dado o feedback, tá?
Olha, a gente faz reuniões uma vez por mês,
você vai ter uma reunião com o teu líder, onde
você vai ter uma reunião one-on-one, essa reunião
one-on-one é de uma hora. Nessa reunião de
one-on-one de uma hora, cada mês a gente trata
de um tema. Determinado mês, nós vamos
fazer a tua avaliação de desempenho.
Determinado mês, a gente vai fazer uma orientação
de desempenho. Determinado mês, a gente
vai fazer tal coisa. Isso são
as reuniões. Então, a gente tem que
dessensibilizar a pessoa. O que é dessensibilizar?
Ela saber que isso vai acontecer e que isso vai
estar olhando pro desempenho. Então, ela mesmo
tem que acompanhar o desempenho dela pra ela poder chegar
preparado numa reunião. A segunda coisa
que você vai dessensibilizar, você vai falar, aqui
quando acontece alguma coisa, nós damos
o feedback. Como que é o modelo
do feedback? Aí você explica. Então, por exemplo, aqui
a gente tem o marca, né? Como o modelo do feedback?
Ah, a gente utiliza o feedback marca.
Ou eu utilizo o feedback sanduíche.
Ou eu utilizo qualquer tipo de feedback. Ou
eu sou direto ao ponto, é assim que eu faço.
É o teu modelo, né? Explica pra pessoa
como é feito o feedback. Por quê? Porque a pessoa
se prepara pra entender que
opa, aqui o feedback é feito dessa
maneira. O objetivo do feedback.
Porque sabe uma coisa interessante? Quando eu
comecei, e aí a gente ia querendo
acertar o caminho,
porque é difícil, né? Você não começa,
você não tem alguém que te mostra o caminho. Você vai
tentando acertar o caminho. Quando eu queria acertar
o caminho, eu fazia pesquisa. Aí quando eu
fazia pesquisa, sabe o que eu mais ouvia? Ah, eu
sinto falta de feedback. Eu tô falando
isso 25 anos atrás. Eu sinto falta de feedback.
Beleza,
tá bom. Eu, como empresário, crescer
ainda, eu falava, vou dar feedback, né?
Aí sento na frente da pessoa, vou dar feedback,
a pessoa desmorona. No dia seguinte, a pessoa
pede pra sair. Aí você fala, ué, não entendi. As pessoas
falam que sentem falta de feedback. E aqui
é campo real, né? Campo real.
Aí eu vou lá e dou um feedback. Eu dou um feedback
e a pessoa chora. Aí eu dou um feedback e a pessoa
chora, pede pra sair. Porque
não aguentou, não teve repertório emocional
pra aguentar. Aí eu vou tender a achar
que a culpa é da pessoa. Não. Então, ué, eu
desensibilizo. Como é o feedback?
Como ele tem que ser? Por que que ele acontece?
E eu tenho que me treinar pra isso
e tenho que treinar os líderes pra isso. Eles têm
que saber dar o feedback. Porque o que acaba
acontecendo é que o feedback, aí a gente aprende,
né? Pensa, eu fiz muitos cursos. E
ao longo dos anos, é muito louco
que os nomes vão mudando, né? Então,
antes era feedback positivo e feedback negativo.
Depois virou feedback
construtivo. O feedback negativo
virou feedback construtivo.
E aí, depois mudou de nome, mudou de nome
e eu nem sei que nome que tem hoje, tá?
No final do dia, é o feedback, né?
No final do dia, esse
nome é o mesmo. É o feedback. É assim,
cara, olha só. Você pisou na bola aqui.
Vamos conversar sobre isso. Tá tudo bem.
Todo mundo pode pisar na bola. Todo mundo
erra. Mas, ó, no final do dia é isso.
Se a gente for tirar todo
o excesso no final do dia.
Vamos conversar.
Vamos ajustar isso aqui pra que isso não aconteça de novo.
Só que tem pessoas que tem repertório emocional
pra falar. Tem pessoas que não tem repertório emocional.
Porque pensa o seguinte. A gente tá lidando com o ser humano.
O ser humano, ele quer ser admirado.
Ele quer sentir que faz
parte. Ele quer
se sentir capaz. Dependendo da maneira
como que você deu o feedback, isso tem a ver
com a identidade da pessoa. E, às vezes, a pessoa pode
olhar praquilo e, dependendo do que aconteceu na
casa dela, que a gente não sabe o que aconteceu na casa dela,
a pessoa vai receber aquilo assim.
Eu não sirvo pra nada. Você não tá falando que ela não serve pra
nada. Você tá falando assim, ó. Aqui você pisou
na bola. Só que na cabeça dela, de acordo
com a criação, com tudo que ela passou na vida,
com o repertório emocional que ela tem, ela fala
ah, eu não sirvo pra nada. Minha mãe tem razão.
Eu só faço as coisas erradas. Eu faço
tudo errado. Você entende que a gente tá ali
lidando com o ser humano complexo? Aí você fala assim,
qual que é a fórmula, né? A fórmula
é o líder tem que ter escutativa, então
tem que desenvolver escutativa. Eu tenho que
olhar, eu tô conversando com você, eu tenho que entender
qual é a sua reação, não só o que você
falou. O que você se sentiu no corpo?
Você acusou o golpe? Você não acusou o golpe?
Então, eu tenho uma prática que é assim. A gente tem
uma prática que é uma conversa assim. Conheça seu
colaborador. Na conversa conheça seu colaborador,
tem uma pergunta. E a pergunta é assim.
Quando eu tiver que te dar um feedback,
como que você prefere que seja a comunicação?
Aí a pessoa vem e fala assim, ah, comigo é o seguinte.
Direto ao ponto. Comunicação
objetiva, eu quero que você fale direto ao
ponto. Se você tiver que dar um feedback, meu, vai
direto ao ponto, não enrola, não
floreia, direto ao ponto. É assim que eu gosto.
Beleza. Você anotou, a pessoa tá
falando, né? Aí um dia acontece
alguma coisa, você precisa dar um feedback. Você tem a
ficha da pessoa, a senhora, você fala, ela gosta que vai
direto ao ponto. Aí eu chego aqui e falo, Bárbara,
direto ao ponto, tá? Aconteceu isso aqui,
ó, gerou esse problema, desse jeito,
desse jeito, vamos trabalhar isso. E é na hora
que eu falo direto ao ponto pra você, eu
percebo, olhando pra você, que foi um
pouco no estômago, sabe? Você sente
o golpe, você até enverga assim, ó,
sente o golpe, fica sem voz,
o olho treme, cai
uma lágrima do olho. Poxa, não
é direto ao ponto. Quando eu for falar com você,
eu preciso me adequar à comunicação,
sabe? Não é, não dá pra ir
direto ao ponto com quem não aguenta no direto
ao ponto. Mesmo que tenha falado ali. Mesmo
que tenha falado, mesmo que tenha falado.
Então, o líder, ele tem que ter essa sensibilidade.
Por quê? Porque ele vai ter que fazer feedback
várias vezes. Aí ele já sabe como que é
aquela pessoa, então, ele vai elaborar
essas estratégias. Mas, via de regra,
tem bons formatos do
feedback. Então, é, dentro dos bons
formatos. Uma coisa interessante, né? Fiz
vários cursos ao longo dessa jornada, né?
Um dos cursos que eu fiz foi do Dale Carnage.
Inclusive, o curso do Dale Carnage é um curso
de duas semanas, que
se você for fazer uma universidade americana, mesmo tendo
feito o curso no Brasil, nos Estados Unidos, a universidade
americana é diferente da universidade brasileira.
Você tem as matérias, no Brasil a gente chama
matérias eletivas, né? Aquelas que a gente escolhe.
Lá nos Estados Unidos são os créditos, né?
Você tem os créditos. Então, se você fizesse um
curso da Dale Carnage no Brasil e for fazer
uma universidade americana, aquele
curso vale como crédito. Você elimina
uma matéria, né? Porque eles não
olham só as matérias, tipo, a engenharia
é só matéria ligada
à engenharia. Existem várias matérias
eletivas que são ligadas ao comportamento
humano, a soft skills,
um pouquinho diferente do que a gente tem aqui. Porque eles
têm uma outra visão sobre o
modo educacional. O que que a gente
aprende, né? Que quando a gente vai lidar
com as pessoas, tem algumas coisas. Então,
eu tenho que criar rapport com você, né?
Então, tem técnicas pra criar rapport.
Aí eu crio rapport com você na hora que
eu vou dar conversa, né?
E criar rapport é uma coisa muito simples, né? É
modelar voz, é modelar postura,
entender se você é mais visual.
Eu vou contar uma história usando palavras
pra quem é mais visual, entender se você é
mais sinestésica. Eu vou usar palavras pra quem é
mais sinestésica, entender se você é mais auditivo.
E aí eu entender quem é você. Pra isso,
eu desenvolvo algumas habilidades, né? Crio
rapport, trago ponto, mostro
o que aconteceu. Aí você tem lá, né?
Qual foi o momento que isso aconteceu?
Ou, deixa eu fazer um elogio antes, no
caso do sanduíche, deixa eu falar alguma coisa legal
que aconteceu antes. Existem várias formas.
No final do dia, existem várias formas.
Qual que é mais efetiva? Aquela que melhor você
se adapta. Então, pô, cria o rapport,
escuta ativa, presta atenção.
O foco é no fato, não é na pessoa, né?
Muitas vezes o problema é o fato que
aconteceu. Só que você vai jogar pra pessoa,
né? Aí a pessoa vai afetar a identidade
da pessoa. Então, qual é o fato? Ó, foi
esse fato aqui que aconteceu. Vamos discutir sobre
o fato? Esse fato gerou essas consequências,
né? Qual você acha
melhor maneira de. de trabalhar isso, uma vez que aconteceu o fato.
Então, tem várias formas de fazer isso. Mas o
básico é, você precisa criar rapor,
você precisa ter escutativa, tem que ouvir
a outra pessoa, tem que entender, às vezes
você não sabe, mas a pessoa tá com um problema
em casa, que impossibilita ela de chegar
no trabalho e se concentrar da maneira que
tem que se concentrar. Às vezes você não sabe, a pessoa
sei lá, o pai tá doente, a mãe tá no hospital,
o filho tá com um problema.
Então, a gente precisa ter rapor,
escutativa, entender o que tá acontecendo ali no
momento, mas não pode fugir da responsabilidade
de dar o feedback. Eu preciso dar o feedback mesmo assim.
Por exemplo, acho que eu já comentasse aqui
que a gente não pode tolerar
o intolerável, que não é tolerável.
Temos um colaborador
que não tá entregando resultado e tá
cruzando esses limites do
tolerado. Como lidar com isso?
Então, a primeira coisa é
o primeiro sinal de aviso. Depois, a segunda
coisa é o segundo sinal de aviso, né?
E depois é o ultimato. Olha,
já falei com você uma vez, já falei com você duas
vezes, né? Essa é a terceira vez que a gente tá
falando essa conversa. É a conversa definitiva.
Ou a gente ajusta daqui pra lá, ou não
vai dar pra trabalhar junto. E aí, Marcelo,
a gente também fala muito sobre isso, né? Sobre o estômago.
Ai, Marcelo, mas ele é o meu
funcionário. Nossa, ele. Aqui a gente trouxe que não traz
resultado, né? Mas se porventura, né?
Traz. Nossa, Marcelo, mas tu tá falando. Ele é um
cara que entrega, ele vende, é o meu melhor
vendedor. E aí? E aí que
quando você permite esse tipo de coisa, você
pode contaminar a cultura da sua empresa,
né? Na maioria dos casos, quando você
tem uma pessoa que ela entrega resultado,
mas ela foge daqueles valores que a gente
chama de não negociáveis, você compromete
a cultura da empresa, né? E principalmente
você compromete, a gente fala
que, ah, meu líder faz aquilo que ele fala,
você compromete
a tua imagem, a tua integridade
perante as outras pessoas. Ah,
ele fala isso, mas pra fulano
ele tolera. Aí começa a passar
pro campo pessoal. Aí os outros também
começam a entender. Opa, tem alguma
coisa. E aí a gente pode ter choque
de cultura. Entendi. Marcelo,
o dono da empresa não pode
ser o herói que resolve tudo. Isso já
não é a primeira vez, isso já é
bem acordado e bem divulgado por aqui.
Agora, como delegar
isso de uma forma eficaz
e sem. Difícil essa, né?
Ele já tá me olhando assim, já sorrindo.
A gente, cada dia que passa, aprende mais, né?
Então, vou te falar um pouco sobre isso e vou
falar num artigo recente que eu li, né? Sobre
esse tema. Sem perder. Então, delegar
de uma forma eficaz sem perder, né? Esse
controle da operação. Legal. Então, tem
duas coisas aqui. Uma que é a delegação
e outra que é a cultura. Eu vou te explicar o
porquê. Uma que é a cultura e outra que é a
delegação, tá? Primeira coisa, tá?
Delegação é um processo eficiente pra você conseguir
mais resultado. É isso que você precisa acreditar.
Por quê? Porque muitas vezes o empresário
acredita o seguinte, ninguém vai fazer tão bem quanto
eu. São mitos. Ninguém faz
tão bem quanto eu. O tempo que
demora pra explicar, eu mesmo faço.
Nem eu sei fazer direito.
Então, como eu vou explicar
um negócio que, poxa, pra mim essa é a perfeita.
Se você não sabe fazer direito, já aproveita e
põe outro alguém pra fazer, porque você não precisa nem
gastar teu tempo com isso, com um negócio que você não sabe
fazer, que você não é bom pra fazer, né?
Mas a gente tem os mitos. Tem que quebrar. São tudo
crenças que não levam a gente a lugar nenhum,
né? Dá pra delegar sim.
Existe um processo. Tudo que você documenta,
tudo que você põe no processo, quando você
deixa claro pra pessoa qual que é o objetivo dessa
tarefa, quais são as metas, o que
você pretende atingir com essa tarefa,
por que que isso é importante, quais são os
critérios de sucesso, quando você define
isso de maneira clara e você dá um passo a passo
do que precisa ser feito, de quando
precisa ser feito. Por exemplo,
eu às vezes sou muito relapso em algumas coisas.
Eu sou relapso em algumas coisas.
Eu peço um negócio pra pessoa e eu peço
de manhã, eu tô esperando aquilo pra de tarde.
Mas eu esqueço de falar que, ei, eu quero
isso pra de tarde. Aí beleza.
Aí eu não pedi que era pra de tarde e no dia seguinte eu chego
pra pessoa e falo, pô, você fez aquele negócio que eu pedi?
Ela fala, não, ainda não. Pô, mas eu precisava
daquilo pra ontem. Mas eu não falei que eu precisava
pra ontem. Então tem algumas regrinhas
básicas ali, né? Saber se a
pessoa entendeu, definir os critérios
de sucesso, definir por que é importante, definir
a data, quando que é essa entrega, né?
E quais são os critérios de sucesso. Definir
o quando é aquilo e quando a gente vai falar sobre esse tema.
E na hora de delegar, a gente tem
um negócio que a gente chama de show, share e observe.
O que é o show, share e observe?
É mostra pra pessoa como faz.
Depois faz junto com a pessoa. Discute
com ela, e aí, o que você achou de fazer? Qual
foi a dificuldade? Teve? Depois, observa
a pessoa fazendo. Fala assim, agora faz você.
Deixa eu te mostrar como que é. Então imagina
que eu tenho uma mercearia
e eu tô no caixa ali, né?
Os clientes vêm, eu vou no caixa,
faço os registros dos negócios.
E aí, pô, não dá pra eu ficar no caixa.
Eu tenho que negociar com o fornecedor,
eu tenho que abrir a segunda loja
eu tenho que treinar o time, eu tenho
que fazer um monte de coisa, né? Então, vou treinar
um caixa. Pô, primeiro eu chego pro caixa
e falo assim, ó, deixa eu te mostrar como que eu faço.
E aí você mostra pra ele, faz o trabalho, mostra
pro caixa, mostra como você abre o caixa, mostra
como que você cobre o cliente, mostra como
que você paga no cartão, mostra como que é no
dinheiro, mostra como é parcelado,
mostra todo o procedimento pra ele.
Mostrou, ele viu, beleza? Viu?
Agora vamos fazer junto, né? Senta aí,
eu sento do teu lado e a gente vai fazendo junto.
Vai fazendo e eu vou te falando, vai fazendo
e eu vou te falando. Então é fazer junto, fazer junto.
E aí, qual foi tua dificuldade?
Né? Aí, beleza.
Agora você faz e eu fico só observando.
E aí a pessoa tá fazendo, eu tô observando, se ela tem alguma
dificuldade eu vou lá e ajudo.
Depois de ter feito o trabalho eu mostro pra ela como que era
aquilo, beleza? Pronto.
Já entendo que você tem capacidade
de fazer sozinho. Agora eu vou avaliar
suas entregas aqui mediante isso daí.
Mostro como abre, como fecha o caixa,
como conta, o que que acontece quando dá
erro no fechamento.
Enfim, mostro e delego.
Aí pronto, fiz isso. Deleguei,
peguei a tarefa. Isso serve pra qualquer tarefa.
Mas eu não delego só tarefa. Às vezes eu
delego decisões.
Então na hora que eu delegar decisões
eu tenho que mostrar como que é a minha matriz de decisão.
Né? Baseado no que eu tomo as decisões,
o que que é mais importante na hora de
tomar a decisão. Seja um pouco mais difícil,
que é um conhecimento menos técnico,
menos fazer e é um conhecimento
mais tácil. Eu ensino como fazer isso.
Então eu tenho que ir, tá com a pessoa,
mostrando, ela toma uma decisão e fala
olha, eu gostei do jeito que você tomou essa decisão,
mas pensa por outro lado e aí mostra
porque você tomou a decisão, né? Mostra
porque você tomou a decisão, porque que você não tomaria
a decisão. Então, por exemplo, uma vez, uma
coordenadora minha, a gente tinha acabado de contratar
uma funcionária, a funcionária com três meses chegou
e falou, olha, eu queria fazer uma viagem,
essa viagem já estava marcada
antes de eu começar na empresa.
Né? Como assim já estava marcada antes de começar
na empresa? Quando você começou na empresa você não falou que tinha
essa viagem marcada. Mas aí a pessoa inventa a
história, né? Ah, eu posso tirar uma
semana pra fazer essa viagem? Aí a gerente
pega e autoriza. Beleza,
um belo dia eu tô ali e aí eu vejo que a funcionária
tá em Angra dos Reis, Angra dos Reis não,
em Búzios, se divertindo, curtindo
não sei o que. Eu falo, ué, a funcionária acabou de
começar a trabalhar, será que mandaram ela ir embora?
O que que aconteceu? Aí eu chamo a gerente. Falou, não.
A gerente pegou e falou assim pra mim, não,
Marcelo, sabe o que é? Ela veio falar pra mim
que ela já tinha essa viagem marcada antes de
ela começar na empresa, né? E que ela
tinha ganho, que ela não podia perder
e que não sei o que. E ela falou pra mim que ela ia
trabalhar de lá, ia
trabalhar remoto. E aí como a empresa
é uma empresa assim, assada
eu achei que não teria problema.
Beleza, você viu que eu deleguei uma decisão?
Ela tomou uma decisão que eu não tomaria?
Ela tomou uma decisão que eu não tomaria,
beleza. Aí eu fui lá e aí criei
critérios pra tomar a decisão. Como que você vai tomar
essa decisão? Então eu coloquei lá algumas
perguntas, né? E entre as perguntas
eu coloquei assim, ó, se todos os funcionários
fizessem isso, isso ajuda a empresa a chegar
mais longe ou mais próximo do objetivo?
Imagina aqui, eu tenho uma empresa com 100 funcionários,
todos os funcionários com 3 meses, não deu um ano
ainda, não é período de férias, não é nada,
ele chegasse e falasse, ah, eu tenho uma
viagem que eu ganhei aqui, eu não posso perder
essa viagem e eu preciso ir. E aí tá
todo mundo trabalhando, todo mundo trabalhando
e essa pessoa postando foto o tempo inteiro
na internet que tá curtindo o negócio,
como que fica o time, né?
O que que as outras pessoas vão falar? Então eu coloquei
lá os critérios. Se você fizer isso, a gente fica mais
próximo ou mais longe do objetivo. Se você,
se todo mundo pedir pra fazer isso,
você deixaria todo mundo fazer isso?
Todas as pessoas da empresa fazer isso? Então você
cria os critérios, começa a conversar com a pessoa,
cria os critérios pra pessoa poder saber
tomar a decisão. Aí a pessoa começa a
olhar pros critérios pra tomar as decisões
da maneira correta. Então escreve os
critérios, né? Determina como os critérios
na tomada de decisão e de acordo
com as regras da empresa. Então,
uma coisa é delegar tarefa, outra coisa é
delegar decisão. Agora, uma coisa que é importante
que eu falei, cultura. Muito importante
a gente entender o papel da cultura.
Esses dias eu li um artigo
e eu refleti bastante sobre esse artigo, né?
E é um artigo da Harvard que falava assim,
é, trabalhando com o chefe
que triunfa no caos, né?
Como lidar com o chefe que triunfa no
caos. O que que acontece? Olha só como que
funciona nas empresas. Muitas vezes o dono da
empresa é o show de um homem só, certo?
Ele é o espetáculo. Aconteceu um problema,
ele tá de prontidão, ele mobiliza as
pessoas, ele conversa com o cliente com
habilidade, ele transforma um limão em
limonada. Mas no final do dia ele tá apagando
o incêndio porque aconteceu um incêndio, né?
Então ele tá assim, meu, tudo que acontece,
todos os problemas, ele vai lá, ele
resolve o problema, transforma um limão em limonada.
Eu usei muito essa expressão, vamos transformar,
vamos fazer do limão uma limonada. Eu usei muito
essa expressão. Então tá todo mundo olhando ali,
e aí todo mundo olha e fala, esse é o modelo,
né? É na hora que tem um incêndio
transformar o limão em limonada. E aí
ele mobiliza as pessoas. Quem é valorizado
num contexto como esse?
As pessoas que reagem a um incêndio
que aconteceu e conseguem entregar
uma resposta efetiva. Só que quando
você valoriza este modelo,
tá? Você valoriza todo mundo
trabalhar num alto nível de estresse
e só é reconhecido
o cara que transformou o limão em limonada.
Mas e a pessoa que trabalhou o projeto,
entregou no prazo, criou um
processo que evitava erros, essa
pessoa passa desapercebida, ninguém vê.
Ninguém vê. Então é a mesma coisa assim, ó.
O que que você acha melhor? Eu passar
assim, ó. Todo dia eu passo na rua e tá lá.
Eu passo num dia, tá. Estamos a
400 dias sem nenhum acidente na rua.
Estamos a 401 dias sem nenhum
acidente na rua. Estamos a 402
dias sem nenhum acidente na rua, certo?
Isso é uma coisa. Mas por que que a gente tá a 402
dias sem nenhum acidente na rua? Porque a gente tá tomando
todas as medidas preventivas pra evitar que os acidentes
aconteçam. Quem tá tomando as medidas
efetivas pra evitar que o
que o acidente aconteça,
percebido. Aí acontece um acidente.
Aí acontece um acidente, aí vai lá
o bombeiro, no meio do acidente, ele
age rápido, ele salva a vida daquela
pessoa que, de repente, naquele acidente, ela
poderia ter morrido, mas ele age rápido,
ele toma de prontidão,
ele tira a pessoa no tempo certo, leva pro
hospital no tempo certo, salvou a vida da pessoa.
Esse ganha a capa do jornal, vira
herói, recebe uma medalha de honra,
recebe uma medalha de honra, né?
Porque salvou a vida da pessoa. Você entende
que quando eu faço isso, eu crio uma cultura
que só é valorizado quem
trabalha de maneira reativa? Eu nunca
valorizo, só que no dia seguinte eu vou
ter lá, né? Estamos a um dia sem nenhum
acidente nessa rua. Ou estamos a zero
dia sem nenhum acidente nessa rua, né?
Então, a gente tem que entender, não só
o fato de delegação, né?
A gente delega tarefas, a gente delega
decisões, mas a gente delega
também como eu arrumo a empresa
pra que os incêndios não aconteçam. Porque
o show de um homem só, pro
ego do empresário, que resolve
todas as buchas, é maravilhoso.
Só que pro crescimento da empresa,
no longo prazo, isso não é tão maravilhoso
assim. Tô falando que a empresa vai trabalhar sem nunca ter
um problema? Não vai ter problema. Tanto que a missão
constitucional dos bombeiros, se você
escrever no Google, missão constitucional dos bombeiros,
prevenir e apagar incêndios.
Primeiro prevenir, depois
apagar, né? Então a gente tem que criar essa
cultura também. Vamos criar uma cultura aqui
de prevenção de incêndio?
Porque senão vai ficar o show de um homem só, tudo
que acontecer, eu apareço como dono da
empresa, minha estrela brilha, todo mundo olha
e fala, oh!
Palmas! Palmas pro
Marcelo, né? Quando na verdade
eu tinha que. Isso daí não deveria nem ter acontecido,
né? Eu teria que estar olhando pro
meu canal de aquisição, pra minha margem de
contribuição, pro meu produto ABC,
eu parei de fazer tudo que eu tinha
que fazer pra. E isso
pro meu ego é muito bom, porque as pessoas
tão batendo palma pra mim. Então isso também
é uma coisa que a gente olha, né? Então por isso que eu falo,
é tudo um aprendizado ao longo da vida.
Comandante, você que tá aqui assistindo essa
série especial de quatro vídeos falando
sobre os dez anos do IEG, faz dez anos
que a gente ajuda empresários a acabar com o
caos na empresa, faz dez anos que a gente ajuda
donos de empresas a fazerem papel de donos
de empresa, tá? E se você quer ser o
dono da tua empresa, que faz papel de dono
mesmo, de verdade mesmo, tem um link
aqui nesse episódio, se você estiver assistindo no
YouTube, ou se você estiver assistindo ele no Spotify,
tem um link. Clica nesse link, preenche o
formulário, o pessoal do meu time vai entrar em contato com você
e nós vamos ajudar você a acabar com o
caos na sua empresa, e você assumir o seu
papel de dono da sua empresa, pra levar
a sua empresa pra um destino, que é o destino que
você sonhou pra ela. Pra isso,
você precisa ter clareza de onde você quer chegar, e a
gente ajuda você a ter essa clareza. Clica
nesse link aí, vai lá. Entendido.
A gente tá falando sobre tudo isso e
aprendizado ao longo da vida, então desenvolver
pessoas demanda tempo,
estratégia, técnica. Todas as pessoas são diferentes,
não dá pra tratar todo mundo igual. Um olhar exato,
mais profundo, né,
pra entender que o que que ele tá falando, o que que ele
tá verbalizando, mas o que que o corpo às vezes está
falando, e o que que ele mesmo, né, a reação
dele, me mostra. E aí eu me pergunto,
como que é formar
líderes? Como fazer pra formar
bons líderes dentro de uma empresa? Porque ele
vai ter essa mesma, esse mesmo olhar, ele vai
passar adiante a tua visão. Como?
Então vamos lá, né, eu falo assim,
lidere você mesmo, depois você lidera
seu time, depois você lidera a sua empresa.
Então é formar bons líderes,
ele passa pelo autoconhecimento,
ele passa em você saber quem você é,
ele passa a saber o que que te irrita,
o que que te motiva, o que que te deixa
alegre. Você tem que se conhecer, qual que é o teu perfil
comportamental, qual é o tipo de pessoa
que eu lido melhor. Então, ah, eu tenho
um tipo de comportamento, e eu me
dou bem com pessoas que têm esse tipo de comportamento,
né? Deixo claro pras pessoas,
ó, quando você tem o melhor de mim, quando você
tem o pior de mim, eu posso escrever isso.
Então eu tenho que praticar o autoconhecimento.
Pessoas sem autoconhecimento jamais
vai ser um bom líder. Eu tenho que saber quando que as
pessoas têm o melhor de mim. Porque todo mundo
tem a sua varanda, né, a gente
quando aprende sobre talentos, a gente aprende que tem um negócio
que chama varanda e tem outro negócio que chama porão.
Todo mundo tem a sua varanda do seu talento,
todo mundo tem o seu porão do teu talento.
Cara, quando que você tem o melhor de mim? Quando
que você tem eu na varanda? Quando você tem eu no
porão, né? Então eu preciso antes
de mais nada entender isso, entender
sobre quem sou eu. Depois eu tenho que entender
sobre as pessoas, né? Quando eu tenho o melhor
dessa pessoa? Quando eu tenho ela na varanda?
Quando eu tenho ela no porão? Então eu
me conhecendo e eu conhecendo as pessoas que trabalham
comigo, eu vou liderar melhor essas pessoas,
né? E entenda que
nada disso invalida o que eu falei no começo.
Minhas metas, meus objetivos,
meus projetos, meus planos, eu tenho
que ter tudo isso, mas eu tenho que entender primeiro de mim
mesmo, segundo eu tenho que entender de gente. Não dá
pra ser líder sem entender de gente,
né? As pessoas, às vezes, acham que líder
é aquela. Eu acho estranho as pessoas falarem
ah, ele é um líder nato. Não, ninguém é
líder nato. Aliás, a palavra correta não é nem
nato, né? É inato, né?
É inato, é muito louco, né?
Agora eu fiquei curiosa, me conta. Já nasceu com
aquilo, né? Então é. Liderança é uma coisa que ninguém nasce
líder. As pessoas desenvolvem a liderança
ao longo do caminho, né? Ninguém
nasce sabendo da feedback. Ninguém nasce
sabendo qual é o próprio perfil comportamental.
Ninguém nasce sabendo qual é o perfil comportamental
de outras pessoas. É lógico,
algumas pessoas têm mais habilidades pra uma coisa
e menos habilidade pra outras,
mas isso é desenvolvido ao longo dos primeiros sete
anos de vida, esse tipo de habilidade.
Principalmente habilidade social, né?
Mas liderança é musculatura, né?
Repertório emocional, eu vou desenvolvendo.
Então, a dica é autoconhecimento.
Busca o autoconhecimento pra poder desenvolver
as pessoas. Busca entender das pessoas,
busca entender da emoção humana, o que que as pessoas
pensam, sentem. Vai ser um líder melhor.
Quais processos e rituais
devem ser feitos com um time pra ele se manter
alinhado, focado,
caminhando pra mesma direção em que
foi instituído ali pelo comandante, nesse caso?
Eu falo assim, ó, rotinas,
tá? Rotinas. E aí são
simples, é muito simples as rotinas
que a gente tem que ter. Então, eu vou ter
rotinas. E essas rotinas, elas vão
se resumir em reuniões,
né? Então, o que que eu preciso?
Preciso ter alguns tipos de reunião,
alguns tipos de rotina que a empresa precisa ter.
Então, num processo de contratação,
eu tenho que ter um bom processo de
entrevista, onde eu acolho a pessoa
na hora da entrevista, né? Onde eu
dou clareza de qual é o objetivo dela.
Ela veio trabalhar, tem que ter uma rotina, que é o processo
de integração, onde eu gasto um tempo de
qualidade fazendo a integração daquela pessoa.
Pensa que toda nova contratação,
a pessoa chega empolgada com o novo
trabalho, querendo mostrar serviço, feliz
da vida, né? Pô, eu preciso manter essa
empolgação. Mas como que eu vou manter essa
empolgação? Dando clareza, mostrando quais
são os processos, quais são as metas,
dando feedback a cada 15 dias pra ela,
ou menos, acompanhando o processo.
Pô, essa pessoa desenvolveu as habilidades que ela
precisa pra começar a trabalhar. Tem que ter rotina.
Reunião one-on-one. Uma vez por semana
eu tenho que ter uma rotina de reunião one-on-one.
Às vezes eu tenho que ter as rotinas das reuniões
diária, né? Muitas empresas que
trabalham com métodos ágeis, tem aquela rotina
que é aquele check-in de manhã. Chegou
de manhã, aquela reunião diária, 10 minutinhos
de pé, cada um fala o que tinha que ter feito
no dia anterior, fala o que fez
e beleza. E fala qual é o compromisso
pra aquele dia de hoje. É uma rotina.
Rotinas semanais. Reunião semanal
com gestor pra entender os resultados
de cada área. Estão entregando resultado?
Não estão entregando resultado? Se não está entregando
resultado, qual a causa raiz do problema? Fizemos
análise da causa raiz? Beleza. Com a análise
da causa raiz, qual o plano de ação? E aí
a gente parte pro plano de ação.
E é uma rotina semanal. Rotinas
mensais. Fecha o mês, mostra o resultado.
Qual o resultado que a gente teve? Divulga
pra empresa toda. Rotinas trimestrais.
Avalie o trimestre. Recalcula a
rota se for o caso. Rotinas anuais.
Faço planejamento estratégico. Divulgo
pra toda empresa. Então, sempre são rotinas.
Além disso, eu vou ter rotinas de energização
ali. Igual no nosso caso aqui,
a gente faz uma venda, toca o sino, come uma
hora a venda, coloca no grupo do WhatsApp,
né? Aí você vai ter a rotina do aniversariante
da semana, você vai ter a rotina
da recepção de um novo colaborador
quando ele chega. Tem várias rotinas
que você precisa ter na tua empresa,
todas elas voltadas pro engajamento. O que que
hoje eu olho e falo, acho
que falta nas pequenas e médias empresas?
Falta um trabalho de endomarketing. A gente faz
marketing do nosso produto pro nosso cliente,
mas a gente faz toda uma
campanha pra vender um produto, mas a gente
não faz uma campanha internamente
pros nossos funcionários saberem qual
é a campanha, por que essa campanha
e onde essa campanha vai levar a gente, né?
A gente não faz marketing pro nosso
colaborador pra ele entender como
que tá a nossa empresa, pra onde a gente tá indo,
se a gente tá atingindo os resultados, quem tá se
destacando, quem não tá se destacando.
Então, isso é uma coisa que a empresa pode fazer também,
fazer um trabalho de endomarketing,
né? Tem um canal de comunicação, onde
comunica tudo, enfim, né?
Comunica o que tá acontecendo na empresa, quais são os planos,
qual é o calendário do ano, o que que vai
fazer em cada evento do ano que vai
acontecer. A gente pode fazer isso também, é uma
rotina, uma rotina. Essas rotinas vão melhorar
o engajamento da equipe. Como diferenciar
na tua experiência, como é que tu diferencia
que fica um time que ele depende
totalmente aí do dono e aquele
time que tem autonomia, que tem
liberdade? Tu vinhas falando,
vinha conversando, a gente já tava falando sobre isso
há um tempinho, mas enquanto tu falava
eu pensava, poxa, esse
cara que tem, ele é o show ali, né?
Que ele é o cara do
espetáculo, que apaga tudo. Ele tem
um time, no fim das contas, que é totalmente dependente
dele. E
como é que o cara, esse comandante
age diferente que tem um time com
autonomia, com independência? Mostra
essa diferença pra gente. Então, tal,
um líder micro-gerenciador,
comando e controle, né?
Comando e controle funcionou durante muito tempo
e ainda funciona dependendo da ocasião,
tá? Não tô, não sou, não,
às vezes precisa de comando e controle.
Eu falo que empresa, pequena e média empresa,
é empresa de dono. Então, muitas vezes, você precisa
do comando e controle. É assim,
é assim que a gente vai fazer e aqui,
essas são as regras, tá? Funcionou
durante muito, muito tempo, mas não é só
comando e controle, né? Eu preciso dar autonomia
pras pessoas. Então, muitas vezes,
quando você é muito comando e controle,
muito centralizador, você infantiliza as
pessoas. Por quê? Porque as pessoas têm medo
de errar. Cultura de comando e controle,
as pessoas ficam com medo de errar. Se elas
ficam com medo de errar, elas não vão desenvolver
a autonomia. Então, dentro da cultura, tem que ter
uma flexibilidade pra entender que as pessoas, no processo
de aprendizagem, elas erram. Tem dois
tipos de erro. Tem o erro
natural, né? E tem o erro
burro, né? O que é o erro natural?
Poxa, vamos ter que. tentar aqui um processo novo, vamos tentar
aqui um funil novo, vamos tentar aqui
uma campanha diferente. E ao tentar
uma campanha diferente, aquela campanha deu errado.
Porra, é um erro natural, é um erro de
validar uma hipótese, é um erro de
testar coisa nova. É super bem-vindo.
Se você não está desenvolvendo
muitos produtos, se você não
está evoluindo, é muito sinal de que
você está testando pouco. Você está tendo pouco
liberdade para as pessoas errarem. Então as pessoas
numa cultura de comando e controle
as pessoas têm medo de errar. Então a inovação
não aparece. Por outro lado eu tenho o erro burro.
O que é o erro burro? É um processo
que ele está mapeado, ele tem
que funcionar daquele jeito e a pessoa errou
o processo. É um erro burro, tá?
Esse tipo de processo que a pessoa errou.
A pessoa errou tentando inovar, ela errou
tentando melhorar a margem, ela errou
tentando melhorar o lucro. Beleza,
eu entendo, dou o feedback que precisa
ser dado, entendo os valores,
ela errou tentando acertar
e tentando fazer algo diferente. Agora não,
ela errou porque ela foi displicente,
ela errou porque ela não respeitou o processo,
ela errou porque ela fez um negócio que estava
fora da autonomia dela. Esse é um outro tipo de erro.
Então a gente tem que saber dosar muito bem.
Não é simples dosar isso, não é simples
dosar isso, mas a gente precisa dosar isso.
Então tem equipes
que não têm autonomia. Dono centralizador,
micro gerenciador e que
meu, não permite zero erro.
Ninguém vai fazer nada, meu, fala com o
dono antes. Se você errar, cara, vai ficar na sua
conta. Então fala com ele antes, deixa
ele dar o aval. Se errar, pelo menos
ele dê o aval. E aí eu jogo a batata quente
e falar, não, você deu o aval, tá?
Comando e controle. Equipes com autonomia.
Olha, até esse orçamento,
até isso aqui, pelo
seu nível de maturidade, pelas suas
competências, pelo seu cargo,
até isso aqui você pode ir, se
você errar, a gente tá junto. Aí eu dou autonomia
pra pessoa, né? E aí a gente
vai trabalhando melhoria contínua, vai fazendo,
vai melhorando, vai fazendo, vai melhorando, vai fazendo,
melhorando e aí, beleza. Então são
duas coisas diferentes. Uma é comando
e controle, fala comigo, não dou liberdade
pra ninguém, se errar é castigado. A outra é
entendo que no meio do crescimento,
da rampagem, alguns erros acontecem,
no meio da inovação, alguns
erros acontecem, mas eu tolero
o erro desde que seja um erro
pensando numa melhoria do processo,
seja um erro, não um erro displicente,
que não olhou pro processo, que
pulou a etapa, que não fez o que era
pra fazer, né? E aí tem coisas que eu dou autonomia.
Mas eu dou autonomia igual pra todo mundo?
Não. De acordo com o nível de maturidade da
pessoa, ela vai ter um tipo de autonomia. De acordo com o
nível de maturidade da pessoa, ela vai ter outro tipo de autonomia.
Pessoas com menos repertório, com menos
competência, com menos cognição,
menos autonomia. Pessoas com mais repertório,
com mais cognição,
com mais
senso de responsabilidade,
com mais experiência e repertório,
vai ter mais autonomia. Eu dou autonomia
de acordo com a capacidade da pessoa.
Interessante. Agora me diz uma coisa,
preciso fazer essa pergunta. A pergunta é de um milhão.
Olha lá. Novas gerações.
Eu tenho certeza que tem gente que tá escutando
a gente e se perguntando
como lidar com essa
nova geração. Tens uma filha que é
jovem, ainda não tá no mercado de
trabalho, né? Mas assim, tu
entende isso que é diferente. A gente tem gerações aí.
A gente tá falando sobre isso também ao longo dessa conversa.
Tem gerações diferentes. Como lidar
com a nova geração? O que é que eles buscam
em um trabalho, em uma empresa?
Então, vamos lá. Eu não sou especialista
na geração, na nova geração, né?
A gente precisa falar. Às vezes a gente tá aqui e todo mundo
acha que a gente é especialista em tudo, né?
Cara, eu não sou especialista na nova geração.
Eu tô aprendendo a lidar com a nova geração,
tá? Então, tem alguns princípios que eu levo,
tá? Tem alguns princípios que eu levo.
Tem um livro que eu acho que é muito bom, que chama
Os Quatro
Compromissos, né? Os Quatro Compromissos,
ele fala o seguinte. Primeira coisa, é não leve
pro lado pessoal, não tire conclusões
precipitadas, dê o melhor
de si e seja impecável com sua
palavra. Na verdade, a ordem é seja impecável
com sua palavra, não leve nada
pro lado pessoal, não tire conclusões
precipitadas e dê o melhor de si.
São os quatro compromissos. Eu levo isso como
princípios pra vida, né?
Eu sou impecável com minha palavra. Aconteceu
alguma coisa, não levo pro lado pessoal, né?
A geração é diferente,
ela pensa diferente, não adianta a gente ficar querendo o
cagar muitas regras, mas eu posso
ser um bom professor, eu posso mostrar
os princípios, eu posso trabalhar a
mentalidade dessa nova geração
que tá vindo. Não tiro conclusões precipitadas,
vou dar sempre o melhor de si pra formar
os melhores profissionais. Então, são
princípios que eu acho, independente de
qualquer coisa. Qual que é o problema dessa nova
geração? Eu me lembro que
há 20 anos atrás, as pessoas
vinham e falavam assim pra mim. Eu via a pessoa querendo
fazer duas coisas ao mesmo tempo. Eu via
e falava pra pessoa, cara, você tá querendo
fazer multitasking, multitasking não funciona,
você não consegue montar um processo
e ficar conversando no telefone ao
mesmo tempo, numa época em que não existia telefone
celular, né? Qual que era o problema que
eu tinha na empresa, numa época em que não existia
telefone celular? Ah, a mãe da pessoa liga,
todo mundo tinha um telefone na mesa, né? A mãe da pessoa liga,
a pessoa atendia o telefone, tava ali
digitando o processo de montando
as coisas e conversando no telefone. Aí eu
olhava, via lá, via, a pessoa ficou meia hora no
telefone. Ô, cara, você ficou meia hora no
telefone conversando com tua mãe, né?
Pô, isso não é aceitável. Não, mas enquanto eu tava
conversando com minha mãe, eu tava montando o processo. Falei, mas
você não consegue fazer as duas coisas
bem feitas ao mesmo tempo. Ou você vai conversar
com tua mãe e não vai dar atenção pra ela, ou você vai fazer um
processo mal feito, vai errar, vai errar
de erro de digitação, erro de processo,
vai esquecer alguma coisa. Não, eu consigo
fazer as coisas bem feitas. Eles queriam me provar
que eles conseguiam. Legal. Você entende
que as gerações vão querendo provar pra você coisas
que talvez elas não consigam? Essa nova geração
hoje, elas têm um monte de distração. É celular,
né, narrativa,
tem uma série de coisas.
Eu tenho que olhar pra isso, tenho que analisar isso,
tenho que mostrar pra ela, tenho que
ensinar coisas, porque eles têm coisas
a aprender com a gente, assim como a gente tem coisas
a aprender com eles, né? Então eu tenho que aprender
a lidar com essa geração. Ela já tá no mercado
de trabalho. O que que eu aprendi
hoje, que pra mim eu levo como regra?
Cara, a comunicação
tem ruído. Toda comunicação
tem ruído. E principalmente
quando a gente tá falando da nova geração.
A comunicação tem ruído. O que que a gente tem que
fazer? Eliminar o ruído da comunicação.
Tem que eliminar o ruído da comunicação.
E esse trabalho não é tão fácil.
Não é tão fácil. Sabe por quê? Porque muitas vezes esse ruído
ele pega a gente desapercebido. Olha o que aconteceu
comigo. A gente ia fazer evento
e aí a gente sempre tem um moleskine pra fazer
o evento, certo? O que que é um moleskine? É um
caderninho, né? Ele tem
tamanho de meia folha e as pessoas vão escrevendo
no caderninho. Aí um dia
alguém vai lá e na hora de mandar
imprimir o moleskine, em vez de fazer o
moleskine, a pessoa faz um bloco de notas.
Qual que é a diferença do moleskine e bloco de nota?
Moleskine ele abre da direita
pra esquerda. Eu vou abrindo
e é o jeito natural que a gente escreve.
A gente escreve da esquerda pra direita,
terminou a página, a gente vai pra outra,
virou a página, vai pra outra. É o jeito que a gente escreve.
Jeito natural. Todo caderno
ele funciona dessa maneira, certo?
O moleskine ele é um caderno, só não tem a
espiral do caderno. Aí alguém chegou na hora
de fazer o material,
fez um bloco de notas.
O que que é o bloco de notas? Em vez de você ter
a espiral dele furada
do lado de cá, você tem a espiral furada
em cima. Como experiência
de usuário, é horrível o bloco de notas.
Por que que ele é horrível? Imagina, eu tô escrevendo
aqui. Eu falo eu, na minha experiência,
eu odeio isso. Tô escrevendo aqui.
Escrevo de cima pra baixo, quando
terminou, eu viro a folha pra cima, não viro
a folha pro lado. E aí das duas, uma.
Ou eu vou continuar escrevendo na outra folha
e elimino uma, ou vou escrever
nessa folha de cima. Só que quando vai
ver, virou uma confusão aquilo.
Na hora que eu vou ler o material, ou na hora que eu preciso
voltar, é uma confusão.
Eu não sei se você já usou bloco de nota.
É muito ruim. É muito ruim
usar bloco de notas. Fizeram um material
disso, uma vez eu cheguei e briguei. Falei,
olha, tá proibido, tá proibido fazer
material. Só que pra mim, o nome disso é
caderno. Tá proibido fazer caderno
com a espiral em cima. Proibir fazer
isso. Eu não sabia que o nome disso era bloco de notas.
Proibir fazer isso daí.
Beleza. Um belo de um dia, eu tô aqui
e falaram, Marcelo, existe uma. Os jovens hoje usam uma linguagem que eles
falam, fanfic. Cara, até hoje eu não entendi
o que é fanfic, tá? Mas fanfic é tipo
um boato, sabe? É isso.
Deve ser isso daí, né? A minha
leitura é que é um boato. Existe uma fanfic
aqui na empresa que você odeia bloco
de notas. É verdade? Falei, de onde você tirou
isso? Ah, não. Aqui na empresa estão falando que você
odeia bloco de nota. Cara, na hora, no
meu correio, que bloco de nota? Era um caderninho
que tem a espiral em cima.
No meu correio, isso. Falei, não.
Quem falou isso daí, nem sabe o que
tá falando. Ah, então posso mandar fazer
bloco de nota pro evento que a gente vai fazer?
Pode fazer. Beleza.
Chegou no evento. O que eu tinha lá no evento?
Além de ser com a espiral
em cima, não na lateral, o negócio
ele tinha. Ele não tinha metade
de uma folha. Ele tinha um quarto de uma folha.
De um material pequenininho. Cara, você consegue
escrever três palavras em cada linha.
É horrível como experiência
do meu cliente que tá querendo anotar um monte
de coisa. A experiência é horrível.
Quando eu chego lá que eu vejo o material, como
que eu fiquei? Fiquei puto, né?
Respirei, olhei.
Eu falhei na comunicação. E tu pegou
de cara, assim? Foi uma falha.
É, mas aí já tinha sido feito o material e eu já tava
no dia do evento. Eu já tava no dia do
evento. Mas o que foi isso? Foi um ruído
de comunicação. A pessoa falou, posso fazer
bloco de nota? Quando ela falou, posso fazer bloco
de nota, eu imaginei um caderno.
Na cabeça dela era outra coisa.
Outra imagem mental. E ela falou, é, posso
fazer um bloco de nota com a espiral pra cima
que ele tem um quarto do tamanho
de uma folha? Quatro? A pessoa não falou isso
pra mim. Quando ela falou, posso fazer um
bloco de nota, eu imaginei uma coisa. Quando ela me entregou,
ela me entregou um negócio que tinha a espiral em cima e era
um quarto. Ruído. O que que
eu aprendi estudando mais sobre
os problemas que a gente tem no dia a dia
que deixa a gente, assim, num nível de estresse
absurdo, absurdo, absurdo. O que que
eu aprendi? Temos três tipos de ruídos
de comunicação. Na verdade, se você for fazer
uma pesquisa, existem mais ruídos de
comunicação. Mas eu entendi três
principais ruídos de comunicação.
Primeiro ruído de comunicação é o ruído cognitivo.
O que que é o ruído cognitivo? É se a
pessoa entendeu o que você falou. Isso é um
ruído de comunicação. Sabe elefante sem
fio? Uhum. Eu falo um negócio. Telefone
sem fio? É, telefone sem fio
é telefone sem fio, né? É telefone sem fio, né?
Telefone sem fio. Eu falo um negócio, você entende
você filtra, você conta a história pra outra pessoa
essa pessoa entende, filtra, conta
quando você vai ver, você falou a
aqui chegou a lazer, totalmente
diferente, você fica louco
Você fala, ninguém me entende nessa empresa.
Ruído cognitivo.
Então, eu preciso me certificar de que a pessoa entendeu o que eu estou falando.
Esse é um tipo de ruído, ruído cognitivo.
Existe um outro ruído, que ele é o ruído emocional.
Existe um ruído que é um ruído emocional, né?
O que é o ruído emocional?
Durante muito tempo, hoje aqui no escritório, nós temos salas e as salas têm paredes e têm portas.
A minha vida inteira, com exceção desse escritório, esse é o único escritório que eu trabalhei assim,
e a minha vontade hoje é passar uma marreta aqui e derrubar todas as paredes, tá?
Eu sempre trabalhei aberto, com todo mundo trabalhando junto.
Eu falava, aqui é política de portas abertas, né?
Cara, por mais que você trabalhe numa política de portas abertas,
que você vire para as pessoas e você fale assim, ó,
você pode vir falar comigo qualquer problema, você pode vir falar comigo a hora que você quiser,
porque aqui é política de portas abertas.
Existe uma barreira emocional, que as pessoas olham para o líder, ou para o chefe,
ou para o dono da empresa, e elas têm uma barreira emocional de ir falar com o líder na hora que quiser.
Elas têm uma barreira emocional de falar assim para o líder, eu não entendi.
Por que ela tem uma barreira emocional de falar, não entendi?
Ela fala, meu, se eu falar aqui, eu não entendi.
Ele vai achar que eu sou burro, ele vai achar que eu sou incompetente.
Existe uma barreira emocional, a gente não vê, mas ela existe.
Por exemplo, a minha enteada, eu já falei isso em outro lugar, falei isso em outro podcast, né?
Então, pô, a desembargadora chega lá e fala, vou ali comprar um negócio, né?
Pô, existe essa barreira, preciso entender que tem essa barreira, né?
E aí hoje a gente começa a ter outras barreiras, né, que são ruídos também
que eu tenho a barreira cognitiva, é a pessoa entender o que eu falei, tem capacidade para fazer.
Eu tenho a barreira emocional, tá?
E aí eu vou ter uma barreira de competência, né?
Que é um ruído.
Cara, eu não tenho competência para fazer isso aqui, não faço a menor ideia como faz isso
e não vou contar para o meu chefe que eu tenho isso.
Então, a gente tem que entender que tem ruídos.
Eu quero ser mais efetivo, eu tenho que eliminar ruído.
Como que eu elimino ruído?
Do jeito mais simples.
Pergunta, né?
Mostra, me responde, me fala o que você entendeu, tá?
Qual é o prazo que a gente tem que fazer isso, né?
E você tem que treinar as pessoas dentro dos comportamentos ou dentro da cultura.
O que você faz para evitar esse tipo de ruído?
A gente está fazendo um trabalho aqui que a gente está lendo de novo o livro Desculpability,
que é o livro do João Cordeiro.
Ele falou, qual é a ação que a gente tira disso?
Eu falei, meu, vamos escrever aqui quais são as dez maiores desculpas que as pessoas dão.
Quais são as dez maiores desculpas.
E vamos deixar em todos os lugares.
E aí, assim, toda vez que você ouviu uma desculpa dessa, você vai lá e faz um cheque.
Ouvi essa desculpa.
Ouvi essa desculpa.
No final de semana você vê quantas desculpas.
Desculpas dessas aqui, que são as dez maiores desculpas que você ouviu.
Vamos fazer um checklist das desculpas.
E a gente faz o ranking das desculpas mais dadas dentro da empresa.
Só para as pessoas terem consciência do quanto elas dão desculpa para aquilo que deveria ser feito.
Enfim, tem bastante coisa para a gente trabalhar.
A geração nova, ela é diferente, né?
A geração Z está chegando no mercado de trabalho.
Os sonhos dessa geração são diferentes.
As ambições dessa geração são diferentes.
A gente precisa entender eles e entender que ali a gente tem uma oportunidade.
Mais do que entender que a gente tem problema, a gente precisa. Entender que a gente tem oportunidades.
Por que oportunidades?
Porque são a gente nova, com pensamento novo.
A inovação vem de gente que pensa diferente.
É gente que quer realizar.
São todos que querem realizar?
Não.
É uma geração que pode ser que ela esteja muito distraída.
Porque foi criada junto com o celular, junto com o tablet, né?
Então, eu preciso entender isso.
Preciso educar esse jovem.
Preciso mostrar como que é.
Antigamente, a gente se preocupava muito com o que a pessoa está fazendo no horário de trabalho.
Hoje, eu preciso me preocupar mais com qual é o resultado que essa pessoa entrega, né?
Eu vejo muitos empreendimentos.
Tem empresários falando sem mimimi, sem mimimi, sem mimimi.
Mas ele fica com muito mimimi também, né?
Então, pô, vamos olhar para o resultado.
Vamos olhar para as entregas.
Está entregando no prazo?
Não está entregando no prazo?
Está entregando no resultado?
Não está entregando no resultado?
E algumas coisas a gente entende que a geração é diferente.
Boa.
Para a gente fechar essa nossa conversa,
nesses 10 anos de AG,
Marcelo, qual que tu diria que foi teu maior aprendizado
falando em desenvolvimento de pessoas?
Olha, eu acho que eu estou sempre aprendendo.
É muito difícil responder essa pergunta, tá?
Eu acho que eu estou sempre aprendendo.
Falar qual foi o meu maior aprendizado
em desenvolvimento de pessoas, né?
Eu prefiro usar um. Eu acho que fica cada vez mais claro para mim
é aquele negócio da gente ter a pessoa certa no lugar certo.
Acho que esse é o maior aprendizado, né?
É colocar a pessoa certa no lugar certo.
Porque a pessoa errada no lugar certo,
ela pode atrasar a sua empresa 4, 5, 6 anos
e ela pode te trazer um prejuízo gigantesco, né?
Então, a gente tem que colocar a pessoa certa no lugar certo.
E aí você está falando,
pô, mas a pergunta é no desenvolvimento de pessoas.
É, no desenvolvimento de pessoas,
eu preciso colocar a pessoa certa no lugar certo.
Por quê?
Porque às vezes eu tenho uma pessoa que é muito boa,
eu estou desenvolvendo ela
e eu desenvolvo ela para um outro cargo
e aí eu coloco ela no cargo errado,
no lugar errado.
E era uma pessoa que era muito boa numa função, né?
E aí, por ela ser muito boa naquela função,
eu faço um PDI dentro da minha expectativa
e aí eu promovo aquela pessoa para um cargo
onde naquele cargo ela é a pessoa errada no lugar certo, tá?
O lugar é certo.
Alguém precisa. Eu preciso ocupar aquela cadeira e fazer o trabalho bem feito.
Então, qual que é a maior lição?
Eu acho que não é nos 20 anos de carreira.
É uma lição.
Coloca as pessoas certas no lugar certo.
Marcelo, então estamos encerrando
essa nossa série de episódios especiais
com alguns dos pilares do EAG.
E eu já queria que tu fizesse um balanço
de como é que foi aí a tua visão
desses quatro episódios especiais
em comemoração e celebração aos nossos 10 anos.
Que legal.
A primeira coisa que eu acho
é que eu coloquei aqui para a audiência que está ouvindo
quem é o Marcelo.
O que o Marcelo pensa,
como o Marcelo. O Marcelo pensa. Porque eu acho que cada pessoa é única, né?
Cada pessoa pensa de um jeito,
age de um jeito,
encara o mundo de um jeito,
tem uma visão diferente.
Mas, às vezes,
a visão de outra pessoa
pode abrir a nossa mente.
Então, eu acho que é uma oportunidade
de eu trazer aqui a minha visão
e o meu aprendizado, né?
Eu acho que a gente está sempre aprendendo.
A gente não vai parar de aprender nunca.
E eu queria aproveitar, então,
já que a gente vai finalizar,
eu queria contar uma história
que eu ouvi de um cara
que eu aprendi bastante com ele.
E eu queria dividir essa história
com quem está aqui ouvindo a gente, né?
Um empreendedor.
O nome dele é Jeff Sandenfer.
Esse cara, ele estudou em Harvard.
Ele é texano.
E ele estudou em Harvard.
E quando ele saiu de Harvard,
ele levantou um milhão de dólares
de investimento
e ele voltou para o Texas
e resolveu explorar petróleo no Texas.
E aí, chegou uma hora
que o dinheiro estava acabando.
Nos Estados Unidos é diferente do Brasil, né?
Se o dinheiro estiver acabando,
tua empresa acaba.
E aí, ele foi para retirar
as máquinas dos campos de petróleo.
E na hora que ele foi
para retirar as máquinas dos campos,
já se sentindo derrotado,
ele olhou e falou,
ah, meu, quer saber?
Deixa eu dar mais uma cavadinha aqui
e vamos ver o que acontece.
E ele cavou mais 150 metros.
No que ele cavou mais 150 metros,
jorrou petróleo.
Isso virou uma empresa
que foi vendida depois
por mais de um bilhão de dólares.
Depois, esse cara montou uma outra empresa
e essa outra empresa,
ele também vendeu
por mais de um bilhão de dólares.
E depois, ele montou um MBA,
porque ele queria ensinar
empreendedorismo para empreendedores.
Como que é a vida do empreendedor?
E ele falava uma coisa muito interessante,
que o MBA dele era baseado nos Estados Unidos,
no inglês a gente chama de meaning.
Quando a gente traduz a palavra meaning,
meaning significa sentido.
Tanto que tem um livro do Vitor Frankl,
que é Em Busca de Sentido.
Só que o meaning não é sentido
numa palavra do mesmo jeito,
igual saudades, né?
A palavra saudade só existe no português, né?
No inglês não existe,
em nenhuma outra língua
existe a palavra saudades.
O meaning é uma palavra
que existe no inglês
e ele tem um peso significativo
que talvez quando a gente traduza ele
como sentido,
não faça tanta conexão.
Mas o meaning
está ligado a legado,
está ligado a. Pô, eu construí um legado na minha vida, né?
Valeu a pena a vida, né?
Então, o meaning é uma coisa importante.
Então, todo o MBA que ele construiu,
que era o MBA que eu queria ter feito,
era baseado nisso.
E ele fala que ele entrevistou
pessoas que tinham. pessoas de sucesso
entre 25 e 35 anos,
35 e 45,
45 e 55
e 65 mais.
E ele falou que ele estava muito interessado
nas respostas de 65 mais.
Todos eles têm coisas para ensinar,
mas ele. estava muito mais interessado
nas respostas de 65 mais.
Eu não cheguei lá ainda, né?
E ele pegou e falou assim,
cara, normalmente as pessoas com 65 mais
davam esses três tipos de respostas.
E a primeira resposta que eles davam era
o que eu fiz fazia sentido, né?
Meaning.
O que eu fiz deixa um legado, né?
O que eu construí fez sentido.
Tudo o que eu fiz. E eu estou falando de pessoas que tiveram sucesso.
Essa era a primeira coisa mais importante.
Mapeado de acordo com as respostas.
A segunda pergunta
era
eu fui uma boa pessoa?
E olha que interessante essa pergunta, né?
Eu fui uma boa pessoa?
Porque muitas vezes a pessoa pode não perceber
se ela está sendo uma boa pessoa ou não
ao longo do caminho.
Principalmente na busca desesperada pelo sucesso, né?
Enfim, em busca de resultados.
Será que a gente foi uma boa pessoa?
E ele fala uma coisa interessante
que ele fala assim.
Ele estava fazendo uma palestra
na Universidade de Santa Bárbara,
na Califórnia de Santa Bárbara.
E ele fala assim, ó,
vocês aqui, vocês estão estudando
uma das melhores escolas de todos os Estados Unidos.
As grandes empresas vão vir aqui,
contratar vocês antes mesmo de vocês se formarem.
Vocês vão trabalhar nos grandes bancos,
nas grandes consultorias,
nas big techs, né?
E aí ele ensina um negócio
que ele fala o seguinte,
cara, eu vou dar uma lição de vida aqui pra vocês
que é, vocês precisam ter dois anos de conta paga.
E esses dois anos,
você precisa juntar dois anos de conta paga.
Então, se você precisa de 10 mil por mês,
você tem que ter 240 mil reais, né?
Guardado de conta paga.
E ele deu o nome disso, né?
Em inglês, de f*** money.
Que é o dinheiro do dane-se.
Pra não falar o palavrão,
do jeito que ele é,
é o dinheiro do dane-se, né?
E ele fala uma coisa interessante.
Ele fala assim:
Vocês vão trabalhar em grandes empresas
e, inevitavelmente,
olha a sabedoria de quem tem mais de 65 anos.
Inevitavelmente, em algum momento,
alguém vai falar pra você fazer alguma coisa
que vá contra os seus valores.
Por uma questão de sobrevivência,
se você não tiver o dinheiro do dane-se,
você vai acabar fazendo.
E se você tiver o dinheiro do dane-se,
você vai olhar pro olho do teu chefe, enfim,
vai olhar pro teu fornecedor,
vai olhar pro teu cliente,
vai olhar pra quem quer que seja
e vai falar assim pra pessoa: dane-se.
porque você não vai agir contra
os seus valores, contra quem você é
Então, essa era a segunda lição
Eu fui uma boa pessoa
Muitas vezes a gente deixa de ser uma boa pessoa
Porque os fins justificam os meios
E não deveria ser assim
Não deveria ser assim
E a terceira grande lição é
Quem eu amei e quem me amou
Essa é a terceira grande lição
Quem eu amei e quem me amou
E se eu pudesse deixar mais uma mensagem aqui
É que a felicidade está na jornada
A felicidade está na jornada
Então, se eu tiver que deixar uma mensagem
Para quem está ouvindo a gente nessa série aqui
Cara, a felicidade está na jornada
Curta a jornada
Marcelo, nosso high five aqui
Maravilhoso, muito bom
Dez anos, dez anos
Meu Deus, é uma década
E em breve a gente vai estar fazendo vinte
E eu vou estar bem próximo desses sessenta e cinco
A gente volta a conversar
Eu te falo quais são as três lições de vida do Marcelo
Depois dos sessenta anos
Vem mais série especial aí
Fica com a gente, viu?
Até a próxima, foi um prazer, gente
É isso aí, comandante, valeu
Fui
Podcast Summary
Key Points:
Desenvolvimento de pessoas é o maior desafio relatado por quase metade dos empresários, segundo pesquisa com cerca de 10 mil empresários.
Liderança não é fórmula matemática; princípios como gestão por consequências e valores claros permanecem, mas é preciso adaptar-se às novas gerações.
Contratação eficaz exige organograma, objetivos definidos, RCF (Responsabilidade Chave da Função), metas, indicadores e competências técnicas e comportamentais.
Retenção de talentos depende de salário compatível, benefícios, possibilidade de crescimento e, principalmente, conexão emocional com o líder.
Feedback deve ser dessensibilizado, com modelos claros, escuta ativa e adaptação ao perfil emocional de cada colaborador.
Delegação eficaz usa o método "show, share e observe" e inclui delegar tarefas e decisões, com critérios claros e autonomia proporcional à maturidade.
Cultura empresarial deve valorizar prevenção de problemas, não apenas heróis que apagam incêndios.
Rotinas como reuniões diárias, semanais, mensais e anuais são essenciais para alinhamento e engajamento do time.
1
Comunicação eficaz requer eliminar ruídos cognitivos, emocionais e de competência; novas gerações trazem oportunidades de inovação.
1
Maior aprendizado
Lições de vida
Summary:
Neste episódio especial dos 10 anos do EAG, Marcelo Germano discute em profundidade a gestão de pessoas, um desafio central para empresários. Ele enfatiza que liderar não é uma equação matemática; princípios como valores claros e gestão por consequências permanecem, mas é crucial adaptar-se às novas gerações, que pensam e agem de forma diferente. Na contratação, ele destaca a importância de um organograma sólido, objetivos definidos e o uso do RCF para mapear missão, metas, indicadores e competências, incluindo o desenvolvimento contínuo de habilidades.
Para reter talentos, salário compatível e benefícios são importantes, mas a conexão emocional com o líder é o fator decisivo; liderança é uma permissão concedida pelo liderado. O feedback deve ser dessensibilizado, com modelos claros e adaptação ao perfil emocional de cada pessoa, evitando ruídos de comunicação. A delegação eficaz usa o método "show, share e observe" e inclui delegar tarefas e decisões com critérios, promovendo autonomia proporcional à maturidade.
A cultura empresarial deve valorizar prevenção, não apenas heróis reativos. Formar líderes exige autoconhecimento e compreensão das emoções humanas. Rotinas de reuniões e endomarketing mantêm o time alinhado.
O maior aprendizado é colocar a pessoa certa no lugar certo. Marcelo conclui com lições de vida: buscar legado, ser boa pessoa e valorizar amores, lembrando que a felicidade está na jornada.
FAQs
Quase metade dos empresários relatam o mesmo desafio: o desenvolvimento de pessoas, conforme uma pesquisa com cerca de 10 mil empresários.
RCF significa Responsabilidade Chave da Função. Ele define a missão, metas, indicadores, processos e competências necessárias para cada cargo, ajudando a contratar a pessoa certa.
A retenção está ligada a salário compatível, bons benefícios, possibilidade de crescimento e, principalmente, à conexão emocional entre o liderado e o líder.
O feedback deve ser dado de forma dessensibilizada, com clareza sobre o processo, foco nos fatos e adaptação ao perfil emocional de cada pessoa, usando escuta ativa e rapport.
É preciso dar avisos claros e, se necessário, um ultimato, pois tolerar esse comportamento pode contaminar a cultura da empresa e comprometer a integridade do líder.
Use o método show, share e observe: mostre como fazer, faça junto, depois observe. Para decisões, ensine critérios claros, como se todos fizessem isso, e ajuste conforme a maturidade da pessoa.
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