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Dedo No Pulso: Análise Macroeconômica e Agronegócio 10/08 a 16/08/2026 com Antônio da Luz

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Dedo No Pulso: Análise Macroeconômica e Agronegócio 10/08 a 16/08/2026 com Antônio da Luz

No episódio do podcast "Dedo no Pulso", o economista-chefe da Ecoagro, Antônio da Luz, analisa a decisão do Copom de reduzir a Selic para 14%, o quarto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual. Apesar do alívio, ele destaca que os juros reais brasileiros, próximos de 9,5% ao ano, continuam entre os mais altos do mundo, representando um aperto monetário ainda "brutal" para a economia. O comunicado do Copom trouxe mudanças importantes, como o reconhecimento da moderação da atividade econômica, a desaceleração da inflação e dos núcleos, e um balanço de riscos assimétrico, sinalizando cautela com cortes mais agressivos. Antônio da Luz argumenta que o problema não está no Banco Central, mas na política fiscal expansionista e no crédito direcionado, que forçam juros mais altos para compensar os estímulos do governo. Ele também analisa os dados de atividade econômica, com queda na produção industrial e temores de recessão. Na balança comercial, o agro segue forte, com superávit de US$ 14,6 bilhões em julho, puxado pela soja, enquanto carne bovina e café apresentam movimentos distintos de preço e volume. As perspectivas indicam Selic a 13,75% no fim de 2026 e juros ainda elevados em 2027, exigindo planejamento cuidadoso dos produtores e investidores.

Transcription

5781 Words, 32334 Characters

Portuguese
Seja muito bem-vindo ao dedo no pulso, o podcast da Ecoagro, análise e consensibilidade, precisão e visão estratégica dos movimentos do agro-negócio e da economia. Toda semana, a nossa economista chefe em Antônio da Luz, interpreta os dados mais relevantes com profundidade de dática e realismo, um conteúdo direto da fonte, com tudo que você precisa saber sobre macroeconomia, mercado agropecuário e o cenário político econômico, porque, para antecipar tendências, é preciso ter o dedo no pulso do mercado. É coagro, o elo entre o agro-negócio e o mercado de capitais. Olá, investidores, olá pessoal do agro-negócio, que bom que bom te los conosco também nessa semana que vai do dia 10, ao dia 16 de agosto de 2016. Sejam todos muito bem-vindos ao dedo no pulso para o programa macroeconomico agro-negócio, que o oferecimento é coagro, a maior securitadora do agro do Brasil. Pessoal, você já deve ter notado que a beavós não está boa, depois de uma semana com uma forte alergiana às vias aéreas, quatro palestras, cobeça não, cinco palestras, onde começou em Londrina a semana, depois passou por mano a Alviana, tu pancireta, Jaguarí e Santiago, eu to com a minha voz bastante prejudicada, mas eu gostaria que vocês notacem essa voz ruim, não como um desrespeito, mas pelo contrário, como uma tentativa de manutenção de entregar a nossa reunião de guidance semanal e um sacrifício para trazer aqui as informações. E eu preciso melhorar a minha voz porque nessa semana também vai ser bastante corrida, porque dentre os eventos que eu vou participar, onde ele será o Congresso Tandavi, aonde tanto eu, quanto o Ricardo Amorim, teremos a responsabilidade falar para que ele, para aquela plateia, qualificadíssima, uns eventos mais importantes do agro brasileiro com o Congresso Tandavi, nós teremos a responsabilidade a falar sobre a economia, ele vai falar das questões macro do ponto de vista mais estrutural e eu falarei as questões macro mais voltadas aos impactos nos seguimentos de distribuição de insuomos no Brasil. Então, sem mais delongas, pessoal, essa semana, nós tivemos uma agenda bem pesada, vou falar dela, mas essa semana também não tem refresco, porque além da ata do Copon e o boletinho Fox, nós vamos ter os dados do IPCA, então essa semana sai IPCA, dado mais importante para o lado monetário da nossa economia. E do lado da atividade econômica, essa semana que passou, saíram os dados da indústria, fracos, muito fracos. Mas também, na semana que estamos, saem os dados das vendas no varejo e do crescimento do setor de serviços, que tem me preocupado bastante, a economia brasileira vem desacelerando e aliás já está desacelerada, mas eu tenho muito medo, muito, muito medo mesmo de entrar numa receção, porque o Brasil se entrar numa receção nós não temos instrumento, não temos espaço fiscal para fazer aquilo que o Kines recomendava, que é aumentar o gasto público para tentar reativar a atividade econômica e não teremos também o mecanismo do crédito a contento, porque nós temos mais da metade da população em dividada negativada, mais da metade da população adulta brasileira está negativada e nós temos 9 milhões de CNPJ negativados, 45% mais que o pico da pandemia. Então mesmo que, no caso de uma receção, nós temos o desejo de reativar a economia pela via do gasto e pela via do crédito, nós não temos espaço fiscal no braço fiscal no braço do gasto e tão pouco temos empresas e pessoas aptas a tomar esse crédito, se tentarmos fazer a reativação pelo lado do braço do crédito, então uma situação que nós não podemos entrar em receção, então o monitoramento da indústria, das vendas no varejo e do crescimento de setor de serviços, ele é fundamental para a nossa economia, além é óbvio que do acro, lá nos Estados Unidos nós também temos a inflação, saiu CPI por lá, saem as vendas no varejo, saem os pedidos continos por seguro de desemprego, e saem também a inflação ao nível do produtor, o PPI, além é claro, saem o relatório do USDA para a produção, produção, consumo, importação, exportação e stocks dos grãos mundiais, o relatório do USDA é o relatório mais importante para o agro mundial, e lá na China nós vamos ter o financiamento social total chinês, os novos empréstimos e o crescimento dos empréstimos, que elas falei sobre isso na semana passada, trazendo uma leitura sobre a China, quem quer que não ouviu e tem interesse de entender o que está acontecendo com a China, a mudança de modelo do crescimento para dentro, se os impactos e os impactos potenciais que se trazem do Brasil, volta lá no episódio da semana passada e houve porque ficou bastante rico, dedo no pulso, de verdade, não vai achar aquele conteúdo em qualquer esquina. Agora, assim mais delongas, nós também teremos que falar nessa semana sobre a decisão da Tachelic, é óbvio, é o assunto mais importante desta nossa reunião, preparei um material bem completo para discutir isso com vocês, mas também teremos um olhar sobre a balança comercial do agro afinal de contas, tivemos os dados da balança comercial divulgados nessa semana que passou. Assim mais delongas, pessoal, vamos começar com a atividade econômica, trazendo a produção industrial que teve um tombo de 1,8% em relação ao mês imediatamente anterior, o mês portanto de junho caiu 1,8%. E olha só, ele cai em relação a maio, só que maio já tinha cair do 0,9% em relação à abril, então são dois meses consecutivos de quedas bastante acentuadas, fazendo com que o resultado em 12 meses seja de um crescimento de apenas 0,7%, ou seja, a produção industrial ela vem flertando com 0 há bastante tempo, e eu tenho muito medo que esse número vire negativo. Não virou, ainda bem, mas está apenas com um crescimento de 0,7%, ou seja, a produção industrial brasileira cresce apenas 0,7%. Nós estamos com problemas, e nessa semana vai sair os dados do varejo do crescimento de serviços, tão muita atenção na nossa reunião da semana que vem. O ponto de vista monetário, antes de entrar nos dados da CLIC, eu quero trazer que saiu também o IPC da FIP com uma queda de 0,03, mas não dá nem pra dizer que é uma deflação, ficou estável no zero. E a CLIC, essa sim, teve uma queda de 0,25%, para 0 surpresa, nós já tínhamos trazido aqui essa expectativa nossa de queda na taxa CLIC, e de 0,25 pontos, e mais nós já tínhamos antecipado aqui a mudança do Fox. Eu falei na reunião passada, na semana passada, eu tinha dito que eu tinha mudado a nossa projeção para a CLIC e o frão do ano, a terminal que estava em 14, eu revi para 13 e 75, e no episódio da semana passada, eu trouxe os motivos pelos quais eu imaginava que nós poderíamos revisar 0,25 para baixo do que estávamos esperando pra CLIC ao frão do ano, trouxe todos os fundamentos, quem quiser ouvir e não ouvir, está lá. Agora chama atenção que o Fox, ele também na sua mediana trouxe uma revisão pra baixo, então não fui só eu, os meus colegas que também alimentam o sistema do Fox, também revisaram pra 13 e 75 na sua maioria, provavelmente pelos mesmos motivos que nós trouxemos aqui na semana passada. Agora, eu quero aprofundar essa questão sobre o corte do Copon, que cortou de 14 e 25 para 14, é o quarto corte seguido de 0,25 pontos, uma decisão unânime e sem surpresa pro mercado, e as opções do Copon alabetrez já davam praticamente certa essa mudança pra baixo, e eu quero começar dizendo uma coisa que pra muita gente pode suar um pouco estranho, vindo de um economista que passa metade da vida reclamando do juros alto no Brasil, eu venho aqui falando sobre essas fonte, os impactos que os juros altos têm causado na nossa economia, eu tenho trazido isso aqui direto, mas eu nunca trago o problema da perspectiva do banco central, eu estou sempre reclamando e apontando o impacto que isso traz na economia, é devastador juros altos por 53 meses consecutivos, mas eu gostei da decisão, se eu fosse membro do Copon teria votado nesta direção, eu teria sido mais um a dar uma unanimidade, porque o Copon ele está fazendo o que dá pra fazer, o problema não está no banco central, o problema está lá na economia real, no lado real da economia, está lá na política fiscal, e é sobre isso que eu vou falar nesse episódio, primeiro o que o Comitê decidiu e o que mudou no comunicado, porque isso é muito importante, depois, porque 14% ainda é um aperto brutal pra economia, provavelmente o maior juros real do mundo ainda, Apergo. que realmente importa, sem flação está sedendo, porque a gente não consegue ter um juros civilizado nesse país. E o jadeando a resposta, a resposta passa a pro Brasilia e não para o copom. Então fica aqui comigo que nós vamos abrir mais essa caixa preta, vamos aos fatos. Na quarta, que passou no dia 5 de agosto, nós tivemos uma nova reunião do copom que reduziu a taxa básica para 14%. E ao quarto corte de 0.25, desde março, quando nós começamos este ciclo, começamos o ano em 15% e viemos descadinha de 0.25. Foi 14.75, depois 14.50, 14.25 e junho, e agora 14. O comunicado trouxe mudanças importantes em relação a junho, e presta muita atenção nisso, tá? Os juros estão sendo determinantes para os resultados das empresas, e também do agroar negócio. Então, entendeu o juro importante, entender a caminhada que ele vai fazer importante. Então, que acompanha aqui toda semana, sabe que eu leio esses textos com lupa, porque o banco central fala por vírgulas, por pontivergulas, por espaços, pelo que ele diz e pelo que ele deixa de dizer. Então, a primeira mudança, a atitude, em junho o comitê falava em aceleração da atividade no primeiro trimestre. Agora, ele fala em moderação gradual, ainda em patamara resiliante, com sinais mistos entre setores, ou seja, o aperto monetário está funcionando, a economista está desacelerando, devagar, mas está. Segundo, e aqui, gente, vamos olhar para a sutileza das coisas. O copão quer desacelerar a economia, é óbvio que sim, mas Antônio desacelerar a economia não é uma coisa ruim, é óbvio que sim. Mas se o governo continua expandindo a base monetária através de desequilíbrios fiscais e de excesso de crédito direcionado, em algum lugar, eu tenho que contrair, e o copão ele não consegue contrair lá no fiscal. Ele também pouco tem ingerencia sobre o crédito direcionado, porque o crédito direcionado ele, muito pouco, ele reflete as decisões de política monetária. Então, o movimento que o copão precisa fazer, ele é desproporcional ao que precisaria, caso nós não tivéssemos um governo expandindo gasto de um lado e crédito direcionado do outro. A base monetária pensa nela como uma sala, uma sala com ar condicionado, que o copão tem o mandato de botar a temperatura em 23 graus. Se o governo liga uma estufa de um lado, num canto, que é o fiscal e de outro estufa, com o crédito direcionado bombando, é natural que o controle remoto não pode aparecer 23, tem que baixar para 18, para 16, para poder compensar as estufas e manter a temperatura em 23 graus. É isso que está acontecendo aqui. Então, ele não tem ingerencia sobre fiscal e nem sobre o crédito direcionado. Aonde ele vai apertar na economia, por isso que essa desaceleração é vista com bons olhos, porque aonde ele está tendo espaço para mexer, segura a mudança, a inflação, em junho, no comunicado passado, o texto dizia que a inflação cheia e os núcleos tinham acelerado e se distanciados da meta. Agora, o quadro viral, a inflação cheia desacelerou, embora ainda rode acima do teto dos 4,5%. Mas ela desacelerou e os núcleos desaceleraram para um pouco abaixo do teto. É a primeira boa notícia qualitativa sobre os preços em vários comunicados. Então, eles também perceberam aquilo que eu percebi e trouxe na reunião passada para justificar o porquê que nós estávamos revisando a nossa estimativa de 14 ao final do ano para 375. Terceira mudança, a mais importante, balanço de riscos. O comunicado de agosto diz com todas as letras que os riscos têm a cimetria autista, eles omitiram isso na reunião passada. Essa expressão não estava no texto em junho, foi metido, traduzindo o comiteacha mais provável, errar a inflação para cima do que para baixo. Isso é um recado, eu copo dizendo, estou cortando, mas não me peça um pressa, não me peça um ritmo mais forte, eu vou cortando a medida do que eu consigo, do que é possível. E os números, as expectativas do Fox estão em 5% para 206, 5 não é 3, que é a meta. Nem tão pouco, 4,5 que eu teta a meta, é 5,4,2 para 207, pronto que vem. E lembrando, meta é 3,5, 4,5. O mercado espera estourar a meta neste ano e flertar com o teto no ano que vem. E a projeção do próprio Copom para o primeiro trimestre de 2028, que agora é o horizonte relevante das expectativas, está em 3,2. Perto da meta, mas 2 anos para frente, e com essa regua que o comitei se dá licença para cortar. Agora, eu quero falar sobre esse alívio que ele é real, não tem a dúvida, mas o aperto também é real. Vamos colocar as coisas numa perspectiva, porque tem gente comemorando como se o crédito fosse ficar barato e ele não vai. Faz a conta comigo, Selic nominal a 14%, é um refresco em relação aos 15, que estava claro que sim é um ponto percentual a menos. Isso tem impacto positivo, óbvio, só que 14%, ainda é o menor do ancelic. A inflação esperada para os próximos 12 meses, na casa de 4,2, 4,3 ainda é muito alta. Deflacionando um pelo outro, que é o juro que nós temos e a inflação projetada, eu vou ter o juro real. Juro real, exante do Brasil, roda perto de 9,5% ao ano, gente 9,5% acima da inflação. Só a título de comparação aqui, o banco central trabalha com um juro neutro, aquele que nem estimula e nem fria economia em torno de 5% reais. Ou seja, inflação mais 5, estamos uns 4,5% acima do neutro. Provavelmente, o juro real mais alto do mundo entre economias relevantes. Os Estados Unidos, só para termos uma referência, com o Fed parado entre 13,5 e 35 nominais, tem uma faixa de juros real de 1%. Nós temos uma faixa de juro real de 5%. Aliás, 5% para atingir o juro neutro, só que o que nós estamos operando é 9,5%. Então, o que isso significa na prática? Significa que o crédito fica muito caro no mercado, seja para Portugal, seja para a indústria, seja para quem quer que for. Vou dar um exemplo do agro, significa que um custei ao mercado fora do crédito oficial, ele vai continuar saindo CDI mais spread. Com CDI XIV, produtor que vai ao mercado vai pagar 16,18, isso no mínimo. Para começar, o indústriário vai pagar arrancando 16,18, o comerciante costuma pagar mais do que isso, dependendo do risco e da garantia. Então, significa que qualquer investimento seja lá um, no agro, um pivoto, uma estrutura de armazenagem, uma correção de solo, mais pesada. Ela precisa entregar um retorno acima de dois distos reais para se pagar para ter viabilidade econômica. Pouquíssimos negócios entregam isso de forma consistente, então a decisão racional é adiar o investimento, seja ele qual for. E é o que estamos vendo, investimentos sendo adiados, alavancagem sendo ferduzidas forseps, recuperações judiciais. E ainda temos em na dimplência, em nível histórico, significa também que o custo de carregar o stock, ele explode. Então, segurar grãos para vender, arriscar, vender mais para frente, ele exige uma taxa inteira de retorno mais alta. E fazer isso, tomando crédito, olha, é quase um suicídio, é muito difícil dar certo a sua operação. Então sim, o quarto é um alívio, cada 0.25, importa, quando a dívida do setor é grande. Mas vamos ser honestos, sair de 14 e 25 para 14 é trocar um aperto brutal por um aperto brutal. É, continua brutal, é um desconto pequeno para mudar o ponteiro do relógio. Ele vai mudar lá no ponteiro do segundo, não no ponteiro do minuto. Então a política monetária ela continua profundamente contra a sonista e vai continuar por um bom tempo. E por que o juretão alto? Agora vamos ver os porquês? Aqui, chegamos na minha opinião, na parte mais importante sobre este assunto. Sem fração estar cedendo e atividade, moderando, por que o Brasil precisa de 9,5% de juro real, quando o resto do mundo vive com 1%, 2%, não é? Porque o copão é sádico, não é? O copão não é sádico, é porque a política monetária brasileira trabalha com um freio de mão puxar do tempo todo. E vamos ver, um primeiro é fiscal, o comunicado repete, gente, não é a minha opinião, gente. É o banco central, é o copão que é composto por membros indicados pelo presente lula. É eles que estão dizendo um sou eu, reunião após reunião, que seguem acompanhando como a política fiscal impacta a política monetária e os seus ativos, Que eu me desco. linguagem diplomática, para dizer o seguinte, o governo gasta mais que a recada, a divina Bruta segue em trajetora de alta e o mercado não enxerga, não enxerga, este ajuste acontecendo. E quando o investidor não confia na trajetora da dívida, ele cobra premio para financiar o tesouro, e esse prêmio contaminha toda a curva de juros, e pior, desancora as expectativas de inflação, então reparem que o foco projeta 4,2 para 27, e o comunicado ou registra preocupação com a desancoragem em prazos mais longos. E expectativa desancorada é a inflação futura contratada, e o único instrumento que o banco central tem para reancorar o juro, para alhar, para reencorar a inflação futura contratada, é o único instrumento que eles têm, é o juro. Então, eles vão ter o juro mais alto por mais tempo, o custo da desinflação sobe, e quem paga é quem produz, e aqui gente, eu quero o seguinte, o seguinte perspectiva, tá mais antônio? Será que isso é bem assim? Será que isso vai ser assim? Bom, vamos lá, desde quando a selic está aqui em 2 distos no Brasil, desde 2022, nós estamos a 50 e 3 meses com selic de 2 distos. Então, se você não quer acreditar em mim, acredita nos fatos? Por que que nós estamos com uma selic de 2 distos, já pelo quinto ano consecutivo, já há 53 meses? Responda para si mesmo? Responda para si mesmo se eu tô tendo uma visão pessimista, ou se o passado ele comprova o que nós estamos falando para frente. Então, não adianta, nós temos um problema, grave o custo da desinflação sobe, que empaga e que produz, estamos a 50 e 3 meses nessa situação. O segundo ponto, e esse que eu mais quero deixar claro, é a questão do crédito direcionado. Por que a questão fiscal, todo mundo percebe, mas vamos lá, o crédito direcionado. Uma parceira enorme do crédito no Brasil, na casa de 40% do stock, não responde a selic. Você sabia disso? Que 40% de todo crédito não responde a selic? É benedesse, é crédito rural equalizado, é apetacional confundem de poupança, é consignado, é taxas tabeladas, subsidiadas, confundem carimbado. Quando compou o seu abjuro, esse pedaço de economia simplesmente não sente, e o que acontece quando 40% do crédito imunia remédio? A dose, para os outros 60, tem que ser cavalar. O canal de transmissão fica entupido, e a selic então precisa ser mais alta do que seria para produzir o mesmo efeito sobre a demanda. E quem está no crédito livre e boa parte do agro das indústrias, do cobercio, eles estão no livre? Paga conta do subsídio dos demais, e é uma transferência perversa. O juros, o juros civil do país, fica alto para compensar o juros político que o governo distribui. Então, e o crédito elecionado está sendo expandido no Brasil. Então, contraído. Terceiro elemento, que amarros dois primeiros, o governo seguiu injetando demanda no economia que o Banco Central tenta esfriar. Então são transferências, expansão de gasto, crédito estimulado, mercado de trabalho aquecido, como próprio comunicado reconhece. E quero destacar uma passagem porque foi o próprio Copon que escreveu. Um quarto risco autista do balanço, estímulos a demanda agregada que leve a economia crescer acima do potencial acabam nas palavras do comitê em fraquecendo parte dos canais, usuais de transmissão da política monetária e este trecho está em entre aspas porque eu li do comunicado. Então, num documento oficial assinado por 7 pessoas que foram indicadas pelo ator governo, isso é quase um desabafo. O Banco Central está dizendo eu piso no freio e a um pé no acelerador que não é o meu. Então, quando me perguntam o seu critico à decisão do Copon, a resposta é não pelo contrário. Se lá eu estivesse, teria votado junto com eles com esse quadro fiscal e com a estrutura de crédito 14% é o que cabe? A crítica vai para um arranjo que toma os 14% necessários. O Brasil escolheu e escolhe todos os anos no orçamento ter um jor alto. O Copon só entrega a fatura que entrega a doença é quem monta o orçamento e quem ou executa. Está lá no Palácio Planalto, está lá na Esplanada dos Ministérios, está lá em Especial no Ministério da Fazenda e está lá no Congresso Nacional. E mais recentemente, está lá no STF que tem tomado decisões que têm impactos fiscais importantes. E daqui para frente, quais são as perspectivas? O que esperar dos juros? O mercado no Fox trabalha com o SELIQ encerrando os M-26 com 1375, que é o jetiente espado a minha, ou seja, mais um corte de 0,25 pontos nas 3 reuniões que restam, ou lembrando que temos reuniões em setembro no novembro dezembro. E olha lá, é 0,25. Para do M-27, a mediana está na casa 12 com casas mais conservadoras, falando em 13 e eu fico no campo mais cauteloso. Explico por que, com o próprio comunicado, assimitri a autista dos riscos, a desancoragem das expectativas e o mercado de trabalho é quecido não combina com o ciclo rápido de afrochamento. O Comitei disse que a magnitude total do ciclo será definida por novas informações e o traduz isto assim de maneira, cortes de 0,25, espassados, codedonogatílio, para parar. E quais são os gatílios que podem ter romper, ou até eventualmente reverter o ciclo? A nota aqui os três. Primeiro, petróleo, comunicado, ele abre falando da indefinição lá no Oriente Médio, um choque de petróleo bate, indice, o Fred fertilizante, flação de administrados, tudo ao mesmo tempo. E isto pode reacender um processo inflacionário forte que exija a manutenção de juros até mais altos. 2. O FET. Sem flação americano obrigar o FET a subir juros, o dólar se fortalece globalmente, o real depressia e as comodes dizem reais sobem. Cambio persistentemente mais depreciado, está listado como risco autista para o copon. Então, na minha opinião, é um risco real que eles estão monitorando. 3. O Fiscal Domestico de Sempre. 2.26 é um unilateral e a tentação de expandir gastos e crédito direcionado no segundo semestre é máxima. Cada real de estímulo agora é ponto de ser lica mais em 2027. Então, em 2027, nós vamos pagar a conta da eleição. Meu cenário é o seguinte, ser lica a 1375. No final de 26, chegando em 27 entre 12 e 12.5, dependendo da ressac que nós vamos ter dos gastos desse ano, com o juro real ainda acima de 7%. Bom, para quem está líquido e aplicado, duro para quem produz alavancado. Então, nós temos que planejar muito bem os próximos passos, porque nós não teremos um alívio de curto prazo e não adianta ficar bravo com quem dar o remédio. Nós temos que ficar bravo com quem causa a doença. Não tem conversa. É claro, o elo entre o agro negócio e o mercado de capitais. E agora, pessoal, eu quero entrar numa outra discussão que é sobre o trade, porque afinal de contas, nós tivemos a balança comercial brasileira que teve um superávit de 7 bilhões de reais, mas com a baixo da expectativa de julho, que era 8 e 40, mas eu quero dizer aqui que não é por causa do agro que ela ficou mais baixo, porque o agro exportou 16,3 bilhões de reais em julho, 5,4% a mais do que o mesmo período do ano passado. E as importações do agro, elas cairam quase 3%, então, pra 1,75 bilhões. Então, não é o agro que gerou essa queda expectativa. O saldo fechou em 14,6 bilhões de reais positivos, o saldo do agro, alta de 6,5% na comparação anual. No acumulado do ano de genera julho, o saldo já passa de 91,6 bilhões de reais, 7% acima do mesmo período de 25. É o agro sustentando praticamente sozinho boa parte do superávit comercial brasileiro, e vale aqui nós olharemos por um número, porque sempre que alguém perguntar por que a balança comercial do país segue positiva com o real mais valorizado, ainda o ser capenga, a resposta está aqui, a sója domina a pauta. Um ponto que é sempre importante, nós repetimos, porque tem gente que tem nojinho, "ah, está exportando grão, meu Deus, ai que nojinho". A sója, ela costuma ser responsável por quase 44% de tudo que o Brasil exportou em produtos do agro nos meses de julho, e dessa vez não foi diferente. Somando grão, farelo, e óleo quase metade da pauta inteira está em um único complexo. A sója, quando a sója vai bem, o saldo do agro vai bem. E em julho ela foi muito bem, 7,1 bilhões de dólares, alta de 22% sobre 1%. no passado. Então a resposta é soja. E o dado que mais chama atenção aí dentro é o óleo de soja. Ele cresceu 163% em valor. Então não é um erro de leitura, viu? É o volume embarcado mais do que dobrou. E eu acredito isso a um tema que nós já falamos aqui no dedo no pulso. Mais de uma vez, algo que está crescendo muito no mundo. Eu acredito isso a mistura de biodízeo subindo no mundo, tanto aqui quanto lá fora existe uma corrida. Quando o mandato de misturalmenta, a demanda por óleo sobe junto. E o Brasil tem oferta de sobra para atender. Essa demanda crescente lá de fora. Mas não esqueçam que nós temos uma demanda enorme crescendo aqui dentro. O Brasil vai esmagar cada vez, mas soja internamente. E nós vamos vender produtos com ainda mais valor agregado que a soja em grão já tem. Porque sim a soja em grão tem muito valor agregado. Mas nós vamos exportar cada vez mais com ainda mais valor agregado. E aqui gente eu quero trazer um ponto sobre a carne bovina. Porque quando a gente leu uma manchete dizendo que a exportação de carne bovina caiu a primeira pergunta que precisa vir é caiu porque vender o menos boi ou caiu porque o preço internacional cedeu. Então vamos lá em julho. Para carne bovina a resposta é transparente. Na cristalina o preço da tonelada subiu 13,2% na comparação com ano passado. Subiu o volume é caiu, caiu quase 17%. O Brasil vendeu boi mais caro e vendeu menos boi. O resultado final em valor foi uma queda de 5,8%. E essa queda muitas vezes vista rapidamente parece que o setor de carne bovina entrou numa crise, está perdendo espaço e logo as pessoas relacionam com tarifas e não é verdade. O mercado vai muito bem obrigado. Nós vendemos mais caro e se vendemos mais caro é porque a demanda estava predominante em relação à oferta. Este é um ponto importante. A primeira pergunta que precisa vir é caiu porque não caiu porque o por causa do preço caiu por causa do volume. Não foi por mercado fraco. Mercado fraco faz preço fraco e cu café acontece exatamente em verso. O volume ficou praticamente parado caiu só 2,4%. Quem derrubou o valor foi o preço caiu quase de 8% a menos portonellada. E aqui cabe explicar o porquê. O café brasileiro vinha de 2 anos de preço récord. 2,24 e 25 tiveram quebras de safras seguidas. E no Brasil e a noviatina. Isso empurrou o preço internacional para um patamar fora da curva histórica. Partida está alta, está sendo corrigida agora ao longo de 26. E não é o Brasil perdendo espaço no mercado americano europeu. É o preço internacional voltando para o perto do normal depois de 2 anos anormais. E a tarifa dos Estados Unidos ela não é o vilão aqui. Eu aproveito para fechar esse ponto com alerta. Porque viram hábito, culpar tarifa americana por qualquer número ruim do agro. Não é, eu não estou dizendo que a tarifa não prejudica e que eu estou feliz com ela não não estou. Eu já falei sobre isso, eu fico indignado. Não é isso, mas eu preciso entender o que é ruído o que é sinal. Não é o caso da carne e nem do café. Os dois seguem isentos da tarifa de 25% que o governo de Estados Unidos confirmou lá em 15 de julho e colocou em vigor poucos dias depois. O U.S. Tiard deixou ambos fora da lista junto com couro fertilizante e avião civil. As entidades do setor cafeiro comemoraram publicamente a isenção depois das audiências que elas fizeram em Austin no início de julho. Porque o governo, como nós já discutimos, se ausentou, ele deixou explodir. Porque é conveniente usar isso em campanha eleitoral para atribuir ao seu principal adversário na disputa, a culpa pelas tarifas e trazer uma narrativa de soberania. Então, nós temos que entender que se o valor esportado da carne ou do café cair, nós primeiro temos curar pro preço e pro volume separadamente antes de culpar quem quer que seja. Hoje, na maior parte dos casos, é um mercado, não é uma barreira comercial. E eu quero falar de açúcar. E também de celulose, porque o açúcar teve uma queda. E a celulose alta, dois setores caminhando em direções opostas e que vinham com dificuldades. O complexo sucro-ocoleiro, ele recou 27,6% em valor. Gente, isso é muita coisa. Puxado pelo açúcar bruto, que caiu 32,6%. De novo, a história de preço, a oferta global de açúcar segue ampla, com safras robustas, em outros grandes produtores, não apenas no Brasil. Isso pressiona a cotação internacional para baixo. No outro extremo, está celulose, que não vinha bem, teve uma alta de 31% em valor. Com o volume embarcado praticamente parado, subiu só 2,9%. O preço da tonelada subiu 27% na comparação anual. É um rally de preços internacional puro. E quem tem contrato de longo prazo em celulose está colhendo-se agora. Então, nós tivemos uma melhoria bastante significativa, nesse etor que é super importante e vinha se machucando, que bom que tivemos essa melhora. Quero falar agora rapidamente sobre estados unidos, porque nós tivemos uma abertura de empregos de outros, com queda ao segundo mês, em queda 7 milhões 360. 1.000 vagas abertas, enquanto o PMI ficou estável em relação ao ano passado, o mesmo passado, o PMI da manufatura, ficou alto e 53,9. E quando nós olhamos para o atacho de câmbio lá fora, deixe Zipsel, nós tivemos uma semana de queda para 99,5. O índice expuchou a taxa de câmbio no Brasil para baixo, fechando em 5,08 à taxa de câmbio aqui. Então, a queda na taxa de câmbio nasce semana, ela é atribuída à queda no câmbio lá fora, no deixe Zipsel. E o petróleo, ele teve uma semana de muita volatilidade, mas ele fechou do jeito que começou em 80 e 3 em dólares o barril. Mas com muita acelação chegou a operar abaixo de 80 e também abaixo acima de 88, fechou 83. E do ponto de vista do agronegócio, nós tivemos, de novo, uma piora nas condições de lavoura nos Estados Unidos e o milho, segundo a safra segue, seu ritmo de coleta e o milho lá nos Estados Unidos teve uma piora bem significativa nesta semana. Isso trouxe uma estabilização para os preços da soja, que lá em Chicago fecharam em quase 12 dólares, 11 e 76. Enquanto o preço da soja, em Santos, que te atirou a queda, voltou a operar em 150 reais. Então, o preço da soja, no Porto Santos, 150 reais e subindo. O preço da soja, para entregar em maio do ano que vem, este cinta-viqueta, fechou em 137 e 50. E os prêmios fecharam todos os positivos e, olha só, a gente, nós estamos vendo prêmios para a safra do ano que vem bem positivos. Fevereiro 160 em Paranaguá, 178 em Rio Grande e 165 para Santos. Por que isso? Por conta da expectativa do atraso do plantil, por conta do superenim. E estamos vendo, inclusive, para março, prêmios de 48 cents mais ou menos. Já o preço do mirin Chicago teve queda na semana 461, e o preço do mirin campinas também teve queda, se fechou em 64,84. Enquanto o preço do algodão teve uma queda na sexta, mas na semana fechou em alta, 400 e 17 centavos por libra peso. E o Etanóov fundou mais, fechando em 204, gente, será que o Etanóov fica na casa de 1 real em. Será que vai perder o nível de R$2,00? E o preço do açúcar ou silô na casa de R$18,39 a saca de R$60,00. Enquanto café teve uma queda para R$1,710,00 a saca de R$60,00. Então, pessoal, foi isso que eu preparei nessa semana, quem tiver lá no Congresso Tandavi, vem conversar comigo, deseja todos, ou mais selente semana me desculpe pela falta de qualidade de áudio na semana, mas entendo o que eu fiz o meu melhor. Deseja todos, mais selente semana e até a semana que vem. E aí, você gostou desse podcast? Se gostou, considere compartilhar esse episódio com alguma pessoa que irá se beneficiar deste conteúdo e nos ajude a alcançar mais pessoas. O hotel e apresentação desse episódio foi do economista chefe da Ecoagro, António da Luz, a produção do Agro Resenha e a edição do Senhor A. Saiba mais sobre a Ecoagro em www.ecuagro.org.br. Ecoagro. O helo entre o agro negócio e o mercado de capitales.

Podcast Summary

Key Points:

  1. O Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14%, o quarto corte consecutivo, em decisão unânime e sem surpresas para o mercado.
  2. Apesar do corte, os juros reais brasileiros seguem entre os mais altos do mundo, próximos de 9,5% ao ano, muito acima do nível neutro estimado em 5%, mantendo o aperto monetário "brutal".
  3. A produção industrial caiu 1,8% em junho, segundo mês consecutivo de queda, com crescimento de apenas 0,7% em 12 meses, gerando temores de recessão no Brasil.
  4. O comunicado do Copom trouxe mudanças relevantes
  5. O economista defende que o problema dos juros altos não está no Banco Central, mas na política fiscal expansionista do governo e no crédito direcionado, que entopem o canal de transmissão da política monetária.
  6. A balança comercial do agro foi positiva em julho, com superávit de US$ 14,6 bilhões, impulsionada pela soja, que respondeu por quase metade das exportações do setor.
  7. As exportações de carne bovina caíram 5,8% em valor, mas o preço subiu 13,2% e o volume caiu 17%, indicando demanda forte, enquanto o café sofreu queda de preço após dois anos de recordes.
  8. As perspectivas indicam Selic a 13,75% no fim de 2026 e entre 12% e 12,5% em 2027, com cortes graduais de 0,25 ponto, condicionados a fatores como petróleo, Fed e política fiscal.

Summary:

No episódio do podcast "Dedo no Pulso", o economista-chefe da Ecoagro, Antônio da Luz, analisa a decisão do Copom de reduzir a Selic para 14%, o quarto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual. Apesar do alívio, ele destaca que os juros reais brasileiros, próximos de 9,5% ao ano, continuam entre os mais altos do mundo, representando um aperto monetário ainda "brutal" para a economia. O comunicado do Copom trouxe mudanças importantes, como o reconhecimento da moderação da atividade econômica, a desaceleração da inflação e dos núcleos, e um balanço de riscos assimétrico, sinalizando cautela com cortes mais agressivos.

Antônio da Luz argumenta que o problema não está no Banco Central, mas na política fiscal expansionista e no crédito direcionado, que forçam juros mais altos para compensar os estímulos do governo. Ele também analisa os dados de atividade econômica, com queda na produção industrial e temores de recessão. Na balança comercial, o agro segue forte, com superávit de US$ 14,6 bilhões em julho, puxado pela soja, enquanto carne bovina e café apresentam movimentos distintos de preço e volume.

As perspectivas indicam Selic a 13,75% no fim de 2026 e juros ainda elevados em 2027, exigindo planejamento cuidadoso dos produtores e investidores.

FAQs

O Copom cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano, em uma decisão unânime, marcando o quarto corte consecutivo desde março.

Porque, com a inflação projetada em cerca de 4,2%, o juro real brasileiro fica em torno de 9,5% ao ano, muito acima do juro neutro de 5%, sendo provavelmente o mais alto do mundo entre economias relevantes.

Os fatores são a política fiscal expansionista do governo, que aumenta a dívida e desancora as expectativas de inflação, e o crédito direcionado, que representa cerca de 40% do crédito total e não responde à Selic, forçando o Banco Central a apertar mais os juros para os demais setores.

O agro exportou 16,3 bilhões de reais, alta de 5,4% na comparação anual, e o saldo fechou em 14,6 bilhões de reais, com alta de 6,5%. No acumulado do ano, o saldo já passa de 91,6 bilhões de reais, 7% acima do mesmo período de 2025.

A queda foi de 5,8% em valor, mas o preço da tonelada subiu 13,2%, enquanto o volume caiu quase 17%. Isso indica um mercado forte, com demanda predominante, e não uma crise ou perda de espaço.

A queda foi puxada pelo preço internacional, que caiu quase 8%, enquanto o volume ficou praticamente estável. Isso é uma correção após dois anos de preços recordes, e o café segue isento das tarifas americanas, portanto elas não são a causa.

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