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Daniel Traça: “Os jovens portugueses encontram lá fora o que não encontram cá dentro”

35m 3s

Daniel Traça: “Os jovens portugueses encontram lá fora o que não encontram cá dentro”

O podcast "Ambição para Portugal" apresenta um diagnóstico crítico sobre o paradoxo entre a elevada qualificação dos jovens portugueses e a falta de crescimento económico. Apesar de os portugueses terem um talento académico e uma capacidade de trabalho excepcional, o país não consegue traduzir esse potencial em desenvolvimento sustentável. A causa principal está na ausência de projetos ambiciosos e de uma cultura empresarial com visão global, que permita aos jovens crescerem dentro do país e se conectarem com um mercado internacional. A ambição não é apenas desejar mais, mas criar realidades que gerem empregos, marcas fortes e desenvolvimento comum. O projeto "Ambição para Portugal", liderado por Daniel Tarassa, propõe uma transformação cultural e empresarial onde os jovens sejam incentivados a sonhar grandes projetos, como criar marcas que competem com empresas internacionais, como a Zara. Esta ambição deve ser alimentada por políticas públicas, apoio a iniciativas inovadoras e reconhecimento social dos empresários que assumem riscos. O exemplo do Cristiano Ronaldo mostra que é possível criar uma marca global de origem portuguesa, inspirando a próxima geração. A cultura portuguesa tem dois pilares fortes: o espírito de sacrifício e a forte ligação familiar e nacional, que, se bem aproveitados, podem gerar um movimento de retorno de portugueses fora do país, trazendo experiências, redes e conhecimento. A solução não está apenas em mudar as políticas, mas em transformar a mentalidade nacional, acreditar que é possível crescer, inovar e vencer, como aconteceu nos anos 80 e 90, e recuperar esse senso de confiança e propósito para o futuro do país.

Transcription

5705 Words, 31861 Characters

Portuguese
Olá, eu sou o Pedro Boscrimenz e este é o podcast "Ambição para Portugal". Vivemos num país cheio de talento e oportunidades, vi ideias que nascem todos os dias, de um potencial que não parte de crescer, mas isso pudessemos ir ainda mais longe, fazer a diferença. Na KPMG acreditamos que a ambição é um motor do futuro do nosso país, por isso criamos o projeto "Ambição para Portugal", um movimento que junta de vozes desafio presente e constrói caminhos para um país mais competitivo, mais preparado e orientado para o crescimento, porque a ambição não é só querer mais, é ajudar a fazer acontecer. KPMG fazer diferente, fase a diferença. A ambição para Portugal, hoje com o Daniel Tarassa, economista, nasci de 1967, diretor da exada, exada, os colotos estão privados em Barcelona, correto, e depois de um tenure que conhecem que se diz em 9SB, não sei se se diz assim, num recurso. Daniel, obrigado por ter acertado o convite, vamos estar por tudo que somos mais ou menos de minha geração. O teu livro do "Ambição para Portugal" para a geração mais bem preparada, que eu li com a tensão, e que gostei bastante, deve dizer que, ao contrário de outros livros, cheio de receitas e fornos, e tem um lado muito, que é uma coisa que é um noto muito e que está inutado, muito nessas conversas de tempo estejam à ambição, que é um grande amor pro país, uma grande preocupação e uma espécie de erritação, porque as coisas não melhoram mais de parecem, porque somos assim, não sei se concordas, mas no teu livro insiste num paradoxo que é, temos a malta 9, a geração mais bem preparada que algo investivemos no país, mas o crescimento do país não acontece, o que eu sei explicar, donde que vem esse paradoxo, o que é que se torturou-se ter detetado esse paradoxo? É um gosto e nome de falar destas coisas da ambição e sobre todo a miso do impacto da ambição em Portugal, e mais que em Portugal não consente a bestrato nos portugueses e nos jovens portugueses e no seu futuro. O paradoxo é quase uma equação matemática, não é? No sentido em que se espera, segundo das teorias económicas correntes, que um país que tem mais capital humano, pessoas mais bem preparadas do ponto de vista acadêmico, deve crescer mais. No fundo, este investimento, a educação, foi algo que se pensou para um país, para o país se desenvolver e para o país recuperar o atraso que tinha relativamente almeno em europeia e outros correntes. E no fundo, o gente tinha até o covid no fundo, entre os anos 90 e o covid, o que tivemos foi o enorme, desenvolvimento das competências acadêmicas dos nossos jovens, e o país cresceu um pouco, cresceu sobretudo menos que a Europa afastou-se dos Univers europeus, e, portanto, este é o paradoxo, mas este é uma verificação matemática, o que é interessante conversar e debater, é o porquê? Ou seja, porque é que o país, ao contrário da maior parte do outro país, e é um ponto interessante, ou seja, não é que este seja neste ponto de vista Portugal especial, o que é normal e aquilo que significa nos países, na Ásia, nos países de Europa, nos Estados Unidos, é que os países que os escolificam se as aumentam, e, neadamente, na Ásia, nos anos 180 e 80, quando as escolificas aumentam, os países tendem a crescer e tendem a crescer muito, e isso não se felicou em Portugal, portanto, porquê? Esta aqui é que está interessante de refletir, é porquê? Eu apresento algumas propostas no livro, mas no fundo o título, o título é o que interessa, eu acho que faz nos falta uma ambição, ou seja, é preciso ter projetos grandes ambiciosos que queram chegar longe, que queram conquistar o mundo, para que estes jovens possam pagar nas competências, que o copo tem de um sistema educativo que, de facto, tem excelente qualidade, para que estes jovens consigam pagar nessas competências, juntar-se esses projetos e transformar esse potencial em realidade, de crescimento e que não habiquem realidade de desenvolvimento, e o que acontece com o membro de Portugal, neste momento, não há esses projetos, o que os jovens fazem é pegaram nessas menos competências, e vão juntar-se a projetos fora do país, e a partir daí conseguem fazer as suas vidas com um nível de estar material maior, e que não é só, seja, este processo de aquilo que os jovens porquês não encontram em Portugal e que encontram na fora, não tem só a ver com os salários, os salários é um trigger importante, não tem só a ver com a questão da fiscalidade, também é um trigger importante, mas também tem a ver e há muitas histórias que eu continuo íbamos de que, de repente, quando sair da empresa portuguesa onde está a espera, que chega uma estrutura muito formal, uma grande distância ao poder que façam aquilo que eles dizem para fazer, quando vão para estas empresas fora, há muito mais espaço para crescer, muito mais para se passem aos próprios, uma relação de proximidade com as suas fias, que permite ter mais ambição também, não só o material, mas no sentido de propósito e no sentido de aquilo que eles podem fazer. E, portanto, eu acho que na base deste paradoxo, que mais competências acadêmicas não voaram mais crescimento económico, tem a ver com o facto de que as empresas, os projetos, têm pouca ambição material de crescimento para pagar mais salários, mas também um ambiente pouco aberto que faz com que os jovens se sintam menos oportunidades para crescer pessoalmente e profissionalmente, e não só do ponto de vista que não há. Uma conclusão imediata é que as coisas tendem a ocorrer bem, porque essas pessoas acabam de morrer e as mil de mais bem formados, cadaemicamente vão subir na escala, não? Ou seja, achas que ainda somos vítimas de algumas pessoas que não têm este tipo de mentalidade mais competitiva, dominares, é de que eles estão se empresas. Os países não podem. Eu acho que não vou se tentar fora na geração, mas eu não vou chamar vítimas, porque não parece. Eu acho que é uma característica do silêncio empresarial, português. Aliás, é uma das coisas que acontece, é que, por exemplo, a idade média dos líderes empresarial, português está crescendo mais de pressa do que a idade média de população. Não é? Portanto, há pouca substituição no topo das empresas, e, portanto, tudo isso, eu disse que o viciamento da camada, que ger muitas vezes em Portugal faz com que no fundo os valores e a forma de estar e a forma de gerir isso estão em alto trado. Sim, tem esse alto trado e tem esse alto trado muito, mas não, não se é alto trado, com a velocidade necessária para absorver o talento que estão sempre com os outros países. Você se conseguiram substituir esses estouros ou não? Ou seja, se estouros se habituaram. Outro tipo de coisas, o que é que aconteceu nos outros países que não tenham acontecido ficar ou. No fundo, isto passa tudo. É, no fundo, é uma galinha de. -Move galinha, não é? -Move galinha. No fundo, quer que acontece. Quando tés muito que se me economico, Portugal, vamos fazer, Portugal, nos anos. O que eu agora passava no caninho potê-lo livre, Portugal, nos anos 80 e 90. Sim. Sessa económica, muito que se mentem, muita transformação, e o que se vê nessa altura, é que a idade média das quadros estouros em Portugal diminuiu. Porque há muita oportunidade, é a sua oportunidade que cria muito espaço e faz com que os jovens, a nossa geração, tenha tido um potencial de crescimento brutal. E nós lembramos disso, nós lembramos disso de repente, as pessoas cheiam da faculdade em 1990 e rapidamente estavam no topo das empresas. É verdade. Porque havia menos oportunidades. E, portanto, esse processo de abertura e de crescimento que criou, e foi autoalimentoso, porque esses jovens chegaram a estas empresas, as portuguesas dos anos 90, criaram de repente em uma ambição, havia banco, criou ser o grande banco do europeu. E isso criou, que fez a transformação, que depois permitiu que as outras gerações pudessem entrar. O que se brilhem em Portugal, é que, se os números também mostram que os anos 80 e os anos 90 foram antes de crescimento e a partir dos defensos anos 90 até 2000 e até ao Covid, foram antes de pouco crescimento, também quem viveu estas culturas como vivemos, sinta a diferença, ou seja, nós seguimos da faculdade em nos anos 90 e de repente os nossos colegas, todos já tinham excelentes empregos de topo nas grandes empresas, essas empresas tinham ambição e havia crescimento e de repente, temos o contrário, os jovens saem, as fias não estão a ser altradas e os jovens decidem o que eu vejo é pouco potencial para o crescimento salário, pouco potencial para crescer dentro da empresa e, portanto, é melhor ir lá fora onde há mais oportunidades. E, portanto, a ambição é um fator que se autoralimento, ou seja, mais ambição, mais crescimento, mais lugar aos jovens, mais transformação, mais ambição, mais crescimento e isto, autorimentos. e nós temos um carinho de presa em Portugal aqui em um carinho semmos do equilíbrio fantástico nos anos 80 e 90, para um equilíbrio menos produtiva a partir do virado milênio. Uma das palavras mais enunciada de pessoas atuarem, alguns políticos e, enfim, e pessoas que têm uma perspectiva crítica sobre a nossa realidade é a palavra de utilidade, né? É uma palavra que nas nossas conversas de amigos também sudas e que se useligada à lógica de quantidade, não é? Eu falava-me, se eu dava tu exemplo, que a ideia que eu tenho é quando uma pessoa falta de utilidade, significa que um padero alemão faz mais pães, digamos assim, por dia, do que um padero português. Mas a utilidade não é bem isso, não é? Ou seja, nós não somos necessadamente perguiçosos, certo? É, a utilidade não é nada isso. Pra já, por ouvir mais peixe também não tem vezes que eu apreguei-se, cê, cê, com os macos, cê, mas não é a questão da quantidade. Eu acho que acima tudo, a propriedade da nossa capacidade a transformar aquilo que sabemos de fazer em coisas que as pessoas realmente precisem e estão juntos por se apagar. Por isso. E portanto, acima que a propriedade é Portugal, ser de baixo, o que significa esta frase? Significa que eu, qualquer trabalhador, junto a uma empresa, e aquilo que a empresa está a produzir é ou pouco, que é a história que estamos a contar, ou não tem mercado suficiente em nível global, ou não tem capacidade de penetrar e posicionar se nesse mercado com as marcas, de forma que as pessoas estão dispostas a apagar mais, por isso. E portanto, tem a ver covimento de constróiadores também, também, não vale a pena tirar daí, mas tem a ver com a capacidade de criar marcas, com a capacidade de criar projetos ambiciosos, com a capacidade de expandir se internacionalmente, com a capacidade de conquistar marcas internacionais, que são funções, não de serimento trabalhador, são funções do gestor e são funções das costas dirigentes às empresas. E essa é a capacidade de fazer essas funções de criar marcas, criar marcas, de conquistar novos mercados, de expandir internacionalmente, é aquilo que faz com que a empresa tenha mais margem, mais mercados, e isso é permitar a empresa depois, claro, pagar melhor aos gestor eadores. Fala, vamos a pouco, e como parça uma ideia interessante, nunca tinha pensado sobre isso, tenho de dizer, que é, se o meu filho quiser ter uma mate de ticharts e ele me disser que ambiciona ser melhor do que a Zara daqui 20-30 anos. Ou seja, chegar ao sol antes de chegar à Lua, isso é um pensamento que devia existir mais nos nossos bios, nos nossos ovos, nos nossos adultos, ou nos pessoas mais velhas, ou é meio esperatado como ideia de base para se lançar do negócio. Esse é o ponto. Esse é o ponto. Ou seja, o que nós temos que fazer com os nossos jovens e com os nossos menos jovens, porque vai demorar, se vamos parar pelos jovens, vai demorar muito tempo. O que nós temos que fazer todos, e eu digo porquê, é que todos os países que fazerem, é que cada uma das pessoas dos estudos tem presais e estacionadores, mas sobre os estudos de presais, tem que ter a desabontar de chegar ao sol. E essa abontada de chegar ao sol, que eu estava a ferir a bocada, é criar marcas reconhecidas para competir com a Zara sobre se diz, para entrar a mercados grandes internacionais, onde sabemos que é difícil entrar, mas que é onde estou a maior parte dos potenciais clientes, é encontrar formas de distribuição e de suas univadoras e antes calhar em entrar a minha mercado e a minha geração, onde nunca entramos. E porquê, obviamente, isto é que é a ambição, né? E é esta ambição que nós, eu acho que temos alguma visão crítica, dizem-se, porque temos que começarmos a logarithmes, mas de parado, como é que é possível querer fazer isso? E eu acho que, e essa é uma parte, uma é troçar-nos um pouco dessa ambição, outra é, uma certa enviagem que é, puxar para baixo para não chegar aí. O que é que eu desafio disso? É que no fundo é essa ambição, que nós podemos ter uma visão até crítica do ponto de vista do sol, é a ambição que faz andar no mundo, porque eu sequer fazer uma marca de ticharts para competir com a Zara, voltando a história que tu dissabcaram. É este meu processo de fazer tudo isso, que vai criar empregos, que vai pagar a impostos em Portugal, que vai fazer com que os meus subcontratantes consigam vender cada vez mais, é? É que esta ambição tem um efeite externo no país que é todos os outros, desde os consumidores que vão ter as minhas ticharts, aos meus trabalhadores que vou contratar para fazer isto. As pessoas que eu vou, aos meus fornecedores, que eu vou contratar para me fortalecer em serviços, todos eles vão beneficiar daquilo que foi a minha ambição. E, portanto, os países fazem, os países fazem, as sociedades fazem, na ambição de um grupo que não são todos, mas de estes empresários, que fazem com que todo o resto cresça o seu nível de vida, encontra um sentido de propósito individual para chegar. Esta ambição, obviamente, tem que ser temperada, porque nós não queremos uma ambição de medida que destrói a sociedade no processo, com fato dos meus aludiados e, obviamente, tem um efeite pessoal que é, de repente, eu que tenho uma vida, uma muito maior ansiedade, o que teria do Transformer. Mas é esta ambição que faz quando nós pensamos no que fundo, nas cidades da Ásia, que foram os grandes motoros de sucesso nos anos 80 e 90, aquilo não aconteceu para o caso, aconteceu porque houve uma quantidade de empresários que viviam para usar o exemplo da Coreia, eu de senha pura que eu conheço um carimelo, que estava num país fechado e que, de repente, se diram, não, não, vamos nos dar um exemplo, passando isso, né? De repente, ao empresário que está numa empresa coreana fechada, num mercado nacional, de baixa qualidade, e que diz, "Não, eu agora vou fazer uma empresa e vou fazer a maior empresa de produção de uma clientes do mundo". E é isto, e é isto que faz com que a Coreia se envova. O Coreia que, o resto da Coreia, que os furoncedores da Samsung, que os tabeladores da Samsung, que os quadros, que estão das universidades coreanas que são que estão a Samsung, é isto que faz com que os países andem para a frente. Não é, nós pensamos muito, "Ah, não, é explíticas económicas, explíticas económicas, só fazem sentido, só geram alguma coisa, se por trás, houver uma camada de empresários, com a ambição, para tirar partidas as políticas e escuteiros económicos, para criar dos empregos, para criar, para gerar contras para furoncedores, e para fazer a cidade funcionar. Uma das razões, porque eu gostei ainda mais do teu livro, e que não é habitual, neste tipo de diagnóstico que escreveu, tu diz, na parte final, que nós não nos podemos deixar de destruir emocionalmente, né? Ou seja, lá está se o seu meu filho, ou seja, este filho imaginário, que quer ter uma mática de tichertes que, que vença a Zara um dia, vai haver muitas barreiras e não só barreiras reais físicas, né? Vai haver barreiras de mentalidade, né? Vai haver, vai haver. E o que é que tu vezes nos outros países, a tua experiência, vezes um ambiente mais favorável é este tipo de mega-lomenia, ou de indisiágio de mejuvenil, ou há pessoas velhos do rostelo de refacinho do todo lado, que por tudo bem, este tipo de ambição e dinâmica, né? Porque quando uma pessoa é nova, deve ter dinâmica, deve ter vontade, deve ter regaçado as mangas e fazer e acontecer, né? O que. Acho que é Portugal há um grãozinho a mais dareia nas enganagens da ambição, ou há uma português o que se mete numa promoção da ambição enquanto uma coisa positiva. Está sempre a falar nos jovens, mas eu vou te referir que não podemos falar nos jovens, porque se falarmos, nos jovens isso vai durar muito tempo, a toda uma elite empresarial portuguesa que deve e pode e deve e tem a responsabilidade de assumir essa maior ambição, e que temos tido pouco. Porque eu acho que a cultura não ajuda, nós olhamos para a ambição de uma forma bastante negativa, porque é quase uma comédia, mas que é que tu pensas quer para fazer isso, ou porque há uma certa inveja. E eu tendo feito parte do projeto, por exemplo aqui na questão da nova SB, é interessante quando você começou o projeto, é quantidade de pessoas, dizia, isso não é possível, para que faz meternismo, porque isso vai corremar e vai se dar e vai ficar com o nome queimado, né? Isto é Portugal nunca se vai fazer, e portanto, e é quantidade de comentários que tu vais ouvindo, fazem pensar muito, seriamente, se não te estás, desculpem a palavra, queimar ao fazer, e a dizer que vai fazer. E portanto, eu acho que nós devíamos, o que aconteceu no projeto quando eu estive da nova que é interessante é, com a crise, a crise foi inébola, porque a crise levou a um sentimental, a crise da dívida, a crise da dívida, que as pessoas de facto estavam à procurde qualquer coisa que fizesse voltar a acreditar. E, de facto, foram foram menos interessantes, mas eu acho que assim que a crise passou, assim que a crise passou e vejam, há um movimento durante o período da crise, em que de repente os portugueses se fizeram a vida, desculpem a exposição, e foram à procura de formas de viver e dar no tal de errascância. E o nosso registro é este, ou seja, quando a crise vem, a ambição vem pelo dizer "rascar". Por como estamos aqui a Flitch, vamos e fazemos. Assim que a crise passa, voltamos a, pronto, está agora já passou, vamos tentar, vamos não correr riscos, vamos não por a cabeça demasiado alto, vamos começar a falar mal daqueles que eu quero fazer, e voltamos a ficar, e voltamos a ficar, por isso, portanto, Eu acho que é preciso transformar em Portugal, ambição educação. é rascar. E transformar a ambição é desenrascar, a ambição é tentar fazer um projeto ambicioso do longo prazo, para mim, sabendo que esse projeto ambicioso do longo prazo, para mim, vai trazer um efeito culatral para o país de demonstração, de uma série de pessoas que vão juntar, de pessoas que vamos contratar, tendo criar esta ambição de longo prazo para fazer projetos que seja realmente ambicioso, numa ambição global que não há nenhuma razão para Portugal, não seja capaz de eu querer fazer. Voltando ao tema, eu vou fazer uma empresa de ticharts para competir com a Zara que foi o tema que fazer, porque não, não há razão nenhuma para não se fazer isso. E fazê-lo com o contexto profundo de propósito que é, eu sei também, o impacto, isso vai ter, que tanto eu sei que isto vai ter um impacto, a minha volta vai ser um exemplo importante. E sabendo que o processo para de lá se chegar vai ser difícil. Difícil porque as pessoas vão, vão, vão, não vou acreditar. Difícil porque há uma quantidade de barreras legais. Difícil porque o país tem um mindset muito de que nada é possível, mas quando 10, 15, 20 mostrarem que isso é possível, de repente começa a ser um efeito de onda que outras pessoas começam a juntar-se, esse processo, o processo de transformação, volta a dizer que é interessante que se viveu em Portugal nos 80 e 90 e nós vivemos por fazer essa geração. Em que de repente se acreditou que era possível fazer tudo, de repente perdeu o cisto. E temos que voltar a recuperar porque não há razão nenhuma hoje para Portugal não ser. Nós temos um encodramento global, incrivelmente favorável, as pessoas estão a vir para Portugal, as pessoas estão a querer chegar aqui. E por que? Porque há pouco vestidos do mundo que seja realmente interessante para fazer negócio, os Estados Unidos estão no situação que estão. E portanto, e há uma oportunidade única e nós temos que ter a ambição de aproveitar esta oportunidade para fazer muito, para fazer muito mais. Uma dos temas que eu escrevo no livro é que há muitos das pés em Portugal, por exemplo, a Orienta, só ao longo prazo, nós temos níveis mais baixos da União de Peia. Há versiones certezas, temos mais altos. Há temas culturais que nos tornam a missão difícil, mas as culturas também se mudam. A cultura da Coreia do Sul em 1960 era pequena, fechada, pouca aberta ao mundo. A cultura, a partir de 1990, a ambição de grandes e presentações, as culturas se mudam, é preciso começar uma torrente de exemplos que se possa fazer e essa torrente outras pessoas vão juntar e há tantas monstras coisas. Quando comecei a nova era um bocadinha, esta ideia. Falou-se uma contagem, de que possamos ter, enfim, gestores ou empresas que contagiem a vontade de outros, mas então aceitando muito o reto, que eu estou sempre a falar dos jovens e tens razão da malta de meiaidada, se eu tiver de uma vida boa, um bom salário, uma boa família, uma casa de fim de semana, como é que tu me convence a ser mais ambicioso na minha empresa? Eu tenho 40, 50 anos, tenho uma empresa descantadoras, imagine, na Inglateria, está bem assim, os meus filhos têm uma boa vida, a minha minha minha tem uma boa vida. Algum mal aí eu não credo mais, aí eu não credo ser mais ambicioso, pessoalmente não há mal nenhum, certo, mas para a comunidade. Pessoalmente não há mal nenhum, sei, mas todos vivemos assim, o pés não faz, não é isto dentro, claro, não é isto dentro, sei. Este é a grande decisão e, portanto, como é que eu convenço? Eu único que posso convencer é que o sentir que fazemos e que fazemos coisas grandes e eu ia falar um crime a minha própria pessoa e que fazemos parte projetos com outras pessoas, que por um lado, sentimos a diferença que pode fazer, por outro lado, sentimos as pessoas todas envolvidas nesse projeto a vibrar em com ele. Eu, a única coisa posso dizer é que é suficiente, é suficiente para o custo que isto tem, mas a ver, não há mal nenhum não ser essa missão, mas o país fica aquilo que é, não se transforma em mais, porque não há política e econômica que nenhum governo possa fazer, nem lei laboral, nem nada que nenhum governo possa fazer, que de facto, de qualquer resultado, se não houver empresários, que transformem essas oportunidades, que são só oportunidades, numa realidade com a ambição. E é isso que no fundo faz a diferença na vida das pessoas. E é importante também que as próprias pessoas, a comunidade nos raó, reconheça que esses homens e mulheres que têm essa capacidade de transformar as oportunidades em realidade de empregos, de explotação, de implotação internacional, de marcas fortes, é importante que a comunidade também reconheça que é essa energia que faz com que a cidade não paga nem para fazer. As coisas, enfim, estamos já a acabar, uma das coisas em que eu tropecei quando escrevei os que lhes usamos 80 e foi o como nós gozávamos com os imigrantes aqui com ainda, não é, as pessoas que vinham de França e que vinham a Terra, gozávamos muito em Portugal com menos, não é? Porque, enfim, aquelas piadas óbvias e que, poestrasiam sempre um carro grande. Mas essas as pessoas em muitos casos, enfim, pagaram a reconstrução da capela na aldeia, pagaram outras infraestruturas na sua Terra, né? Ou seja, contribuíram materialmente para enriquecer o chítios de onde vieram. Nós agora temos o Cristiano Ronaldo, que é o que está a vez a única marca global que nós temos, não sei se aceitas, a gente feita e feita conversa, pelo menos enquanto português eu tenho muita admiração por aquilo que conseguiu. E, pela forma como ele parece querer continuar influenciado a serado, ou seja, não parece querer viver para uma torre de marfim com aquele establaço de carinho. Então tu te parece querer investir aqui, investir ali, não sei que dará haver agora o Trump, não é? Foi muitoíssimo criticado em Portugal. Tu achas que, que as gerações mais novas e deixam voltar aqui à minha time? Vem no Ronaldo, um caminho, se este tipo conseguiu ser no número um e se este tipo é influente aqui e até recebido pelo presidente americano, independente, pensado de Trump ou qualquer, está uma referência para mim, é uma boa referência em uma marca global como Ronaldo. Eu acho que o Ronaldo é um extraordinário fof sobre os jovens portugueses, né, que é capacidade a acreditar, porque não há ambição, eu acho que a condição prévia é acreditar. Eu acho que, obviamente, o Cristiano Ronaldo é um, não é só uma marca, é um personagens absolutamente extraordinário, extraordinário da história portuguesa. O que é importante é que este exemplo, nossa gestão é um exemplo novo de bom, que de repente vamos todos querer fazer o caminho igual, portanto, é porque aí não há muita precisa para fazer, mas acima tudo, mas mais que isso, quer dizer, a marca portuguesa hoje é uma marca forte, eu acho que as pessoas que não fora conheciam um pouco portugal, hoje toda a gente tem as portugueses. A marca portuguesa, porque ela não está a uniza, é uma marca fortíssima que existe. E portanto, o caminho está aberto para os portugueses criam projetos muito ambiciosos e hoje, que já nem precisam desconder a marca, o facto de serem portugueses, com marcas, com nomes sonantes. O meio de Portugal. O meio de Portugal tem valor, e portanto, o caminho está todo aberto, porque, se nós não conseguimos transformar esta oportunidade em uma realidade de crescimento econômico, e não é só de crescimento econômico, é de crescimento de orgulho naquilo que somos e de compromisso com a comunidade que pertençamos. Eu sou economista e às vezes reduzimos tudo ao crescimento econômico, mas ao crescimento econômico é só o reflexo de um estar, de uma sociedade que acreditem-se e propria e que tem e que quer correr riscos e que tem uma capacidade juntos fazer projeto muito grandes. Então, desta é, se não conseguimos aproveitar esta oportunidade e por isso é que eu acabei para escrever o livro, para fazer algo onde passamos ao patamar seguinte, que é o topo o patamar onde eu acho que já tenham estado nos anos 80, que é acreditante de nós próprios. A oportunidade é a oportunidade de perder-se há. Uma última questão, que é, enfim, que tem de nível de coisidade, porque eu queria algumas pessoas, eu conheço algumas pessoas portuguesas que vivem lá fora e dizem, de facto, isso, se você está se dizer, que hoje as pessoas há volta deles olham para protocolar de outra maneira melhor. Os alunos da novas SPS, põe que em Barcelona também haja estudantes portugueses, tem algo que é diferente para melhor, para pior, que os alunos de outras provenências, ou aquele nível acaba para ver um nívelamento, sentos alguma coisa diferente, enfim, no meu tempo, no nosso tempo, pediu uma professora paria ao teste e um talvão doente, que só pediu entregar o trabalho amanhã. Esse tipo de coisas continuam ao nível de escolas de gestão tão exente, nem mais nem menos que os outros alunos. Eu acho que há uma característica, os outros portugueses. Eu acho que há uma enorme capacidade de trabalho. Ou seja, o Espírito de Sacrificia Brutal. Já que a capacidade de, para o que isto tem de bom e de mal, mas a capacidade de disciplinar-nos e de trabalhar-nos mais, mesmo que isto seja difícil, não, tanto até o Espírito de Sacrificia, o tal Espírito de Sacrificia que eu acho que viviam os imigrantes que tu refriam está pegado, que fizeram com que a migração porque eu tivesse muito acesso onde foi. Vivo-se também do ponto de vista da, hoje, nesses alunos que eu sei. E, portanto, os alunos por que isto tem, de facto, uma capacidade de trabalho incrível, o que crie ainda mais, porque não é então, mas porque é que o país não é capaz de fazer isso e é preciso ir lá para fora, para tirar em partir disso. Tanto isso é o marco da nossa cultura, esta capacidade de trabalho. E o segundo marco é, obviamente, uma feção, uma proximidade com a família e com o país que é forte. Os ajustes com pra fora têm mais saudades do seu país, do que outros países quando vão pra fora. É interessante, e esta relação é muito bom. Incluí-me também, incluí-me também em casa, eu acabei por vir aqui metas vezes e tive muito tempo fora. E eu acho que, quando veja a minha experiência, e eu acho que seja uma coisa do Sul da Europa, mas porque é muito forte, que eu tive muito tempo fora. Muito tempo fora, eu tive 18 anos a primeira vez, e agora já há alguns anos. Mas nunca, o que é que eu era, nunca pus em causa, que era português. E eu acho que acontece muito com outras responsabilidades, é uma pessoa vai, e depois desconecta-se muito mais com aquilo que é realidade local, onde cresceu. Eu acho que são dois marcos da cultura portuguesa, são dois marcos interessantes, eu acho que, em Portugal, se houver um grande movimento, então vim estar nos altratos, um desigrio da alteração, o potencial do regresso, que têm todos estes portugueses que estão fora, que rapidamente vão voltar, se houver a sua oportunidade, e que vão trazer com elas relações que têm, criam um potencial enorme para uma presença portuguesa global muito forte. Porque, repente, são eles que vêm aquilo que eles aprendiram e as relações que criaram, que vêm ajudar aquilo que serão Portugal. E, então, eu acho que nós temos a espera aqui de um triga, que este triga de voltar a acreditar, e voltar a acreditar, ter ver com as políticas de governos fácil, voltar a Portugal tem a ver com que as ilidias portuguesas querem fazer o efaço nas suas empresas e nos sítios onde estão, e voltar a acreditar, ter a ver com que a sociedade, que é onde nós, começa a reconhecer, não só no Cristiano Ronaldo, mas também naqueles empresários que fazem projetos grandes e interessantes com visão lá fora. E às vezes naqueles empresários que querem fazer e que falham, mas não fazem mal que falhem, porque o mais importante é que o tenham tentado, e que a nossa sociedade também que começa a reconhecer neles o valor, porque são eles, e aquilo que eles façam e os projetos que eles criem e a admissão que eles tenham, vai fazer mudar o designo e não só dê-los, mas toda a cidade portuguesa. - Onde adianta que está-se com este otimismo, está-se otimista, não é? - Eu tenho que ser otimista, a vida tem que ser, tem que ser sempre vida com otimismo. Eu acho que o meu otimismo é grande para Portugal, sobre o mundo, eu acho que estamos vivendo para ser aqui nos pros edifices, mas isso seria que pode realmente ser. - Obrigado, tejos vindo, um abraço, obrigado e acima tudo, é vontade que este outro conversa que vamos tendo aqui em outros sítios, façam com pouco, pouco, se crie esta onda, isso para um futuro que será diferente. - É, é diferente. - Obrigada Nel, trapa-tá-se, obrigado, manha. Este episódio tem que ser uma aplastia de João Eiza Moren, coordenação de João Fliplops, fotografia de Matilda Fiesky e Nund Fox, capa de tiaque para a eraçante e direção de João Viera para a era. Eu sou o Pedro Buxi-Mentes, volta na próxima semana com mais ambição para Portugal. [música] Vivemos num país cheio de talento e oportunidades, vi ideias que nascem todos os dias, de um potencial que não parte crescer, mas isso pode assumir ainda mais longe. Fazer a diferença na KPMG, acreditamos que a ambição é um motor do futuro do nosso país, por isso criamos o projeto "Ambição para Portugal", um movimento que junta de vozes, desafiou presente e constrói caminhos para um país mais competitivo, mais preparado e orientado para o crescimento, porque a ambição não é só querer mais, é ajudar a fazer acontecer. KPMG, fazer diferente, faz a diferença.

Podcast Summary

Key Points:

  1. O paradoxo entre a alta qualificação dos jovens portugueses e a falta de crescimento económico é central, pois apesar do investimento em educação, o país não está a prosperar como esperado.
  2. A ausência de projetos ambiciosos e de liderança empresarial com visão global faz com que os jovens busquem oportunidades no exterior, onde há mais espaço para crescimento, autonomia e propósito.
  3. A ambição deve ser vista como um motor de transformação, capaz de criar empregos, marcas internacionais e desenvolvimento local, mas precisa ser temperada para evitar danos sociais e psicológicos.

Summary:

O podcast "Ambição para Portugal" apresenta um diagnóstico crítico sobre o paradoxo entre a elevada qualificação dos jovens portugueses e a falta de crescimento económico. Apesar de os portugueses terem um talento académico e uma capacidade de trabalho excepcional, o país não consegue traduzir esse potencial em desenvolvimento sustentável. A causa principal está na ausência de projetos ambiciosos e de uma cultura empresarial com visão global, que permita aos jovens crescerem dentro do país e se conectarem com um mercado internacional.

A ambição não é apenas desejar mais, mas criar realidades que gerem empregos, marcas fortes e desenvolvimento comum. O projeto "Ambição para Portugal", liderado por Daniel Tarassa, propõe uma transformação cultural e empresarial onde os jovens sejam incentivados a sonhar grandes projetos, como criar marcas que competem com empresas internacionais, como a Zara. Esta ambição deve ser alimentada por políticas públicas, apoio a iniciativas inovadoras e reconhecimento social dos empresários que assumem riscos.

O exemplo do Cristiano Ronaldo mostra que é possível criar uma marca global de origem portuguesa, inspirando a próxima geração. A cultura portuguesa tem dois pilares fortes: o espírito de sacrifício e a forte ligação familiar e nacional, que, se bem aproveitados, podem gerar um movimento de retorno de portugueses fora do país, trazendo experiências, redes e conhecimento. A solução não está apenas em mudar as políticas, mas em transformar a mentalidade nacional, acreditar que é possível crescer, inovar e vencer, como aconteceu nos anos 80 e 90, e recuperar esse senso de confiança e propósito para o futuro do país.

FAQs

É um movimento da KPMG que promove a ambição como motor do crescimento do país, unindo vozes de diferentes setores para construir um futuro mais competitivo e orientado para o desenvolvimento econômico.

Apesar de os jovens portugueses serem extremamente bem preparados, o país não tem o mesmo crescimento econômico esperado, pois faltam projetos ambiciosos e ambientes de empresas que incentivem a inovação e o crescimento pessoal e profissional.

A ambição estimula a criação de projetos grandes e inovadores, que geram empregos, aumentam o poder de compra e expandem mercado internacional, beneficiando não só os empresários, mas toda a sociedade portuguesa.

Por falta de projetos ambiciosos e de um ambiente empresarial aberto, os jovens encontram maior espaço para crescimento, propósito e autonomia fora do país, onde há mais oportunidades de inovação e avanço profissional.

A cultura portuguesa tem um espírito de trabalho disciplinado e forte ligação familiar, mas precisa de um novo impulso de ambição para transformar esse potencial em projetos de grande escala e impacto nacional e internacional.

Ele é um exemplo de sucesso global que mostra que é possível alcançar grandes conquistas sendo português, inspirando jovens e empresários a acreditar que também podem competir internacionalmente e criar marcas fortes.

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