CUERPOS Y ESTÉTICAS como territorios de resistencia
from FRONTERAS SONORAS
11m 17s
A transcrição explora a origem etimológica e cultural da palavra "lunático", mostrando que ela está profundamente ligada à lua, tanto em línguas como no pensamento popular. O poema de Manuel Bandeira reflete sobre a lua como simples satélite, desmitificando a ideia romântica de que ela é o astro dos loucos. Dicionários e tradições culturais indicam que a loucura era historicamente associada às fases lunares, uma ideia que se mantém até hoje. A música de Milton Nascimento, com o título "Alunar", reforça essa ligação, usando a ação de pousar na lua como símbolo de paz e esperança. Lulu Santos, em sua canção "Nova Ordem", menciona o "lunático" como alguém fora do comum, com pensamentos aéreos e críticos à realidade. A análise etimológica revela que a raiz de "lunático" está ligada a "luz", pois a lua reflete a luz do sol, e isso conecta a ideia de "lunático" com a "lucidez". Assim, o sujeito "lunático" não é apenas louco, mas alguém com pensamentos fora do normal, ligado à luz e à clareza mental. A tradição do programa infantil "Berlim Pim Pim" serve como referência cultural do conceito de "mundo da lua", usado para descrever comportamentos estranhos. A discussão mostra que a ideia de loucura e lucidez está profundamente enraizada na relação entre o céu, a luz e a mente humana.
A nossa língua de todo dia, como professor Pasquale.
Professor Pasquale, o e-professor Boa Tarde.
Fernando querido Boa Tarde na década Boa Tarde ou Vintes Boa Tarde.
Professor, hoje respondendo ao Vint Daniel Mitman, que diz o seguinte, ele que apropou
uma pequena investigação etmológica, que é a seguinte, de onde vem a palavra
lunático, qual é a relação histórica entre a lua e a ideia de que alguém
age de maneira extravagante, imprevisível ou fora do juízo considerado normal.
Ele pertence a um grupo chamado "Macedus" com três esses.
Eu até fiz uma pesquisa, é um grupo musical, independente, coletivo, originário,
de São Leopoldo, Rio Grande do Sul, e depois migrou pro interior de São Paulo e tal.
Fiquei curioso, quero ouvir as coisas deles, bom, lunático, ótimo que você esteja
comigo aqui querida na década, como se diz "lua" em que ela está aqui?
Como se diz "lua" em italiano, querida na década Luna, e em espanhol também se diz "lua"
e o lunático faz parte dessa família, agora por que que as coisas são, por que que se
liga essa coisa do cidadão que não está bom da cachola, ou que está sempre no mundo da
lua, existe até uma canção que eu não pus aqui, eu vivo sempre no mundo da lua, lembra
isso, de um programa infantil histórico, qual era o programa? Não lembro mais, bom,
lembra, depois a gente lembra, mas vamos começar com um poema, que eu já pus aqui mais
de uma vez por outras razões, um poema de Manuel Bandeira, chamado Satélite, que ele publicou
no livro estrela da tarde, década de 60, ele mesmo vai dizer o poema pra nós, é curtinho,
e vamos lá? Satélite, fim de tarde, no céu Blúmbio, a Lua Bassa, para era muito cosmográficamente
satélite, desmetaforizada, desmitificada, despojada do velho segredo de melancoria, não é
agora o golucofão de sísmas, o astro dos loucos e dos namorados, mas tão somente satélite,
a Lua desse fim de tarde demisionaria de atribuições românticas sem show para de disponibilidades
sentimentais, fatigado de mais valia, gosto de que assim, coisa em si satélite. Pois bem, nós
vimos aí o Bandeira, nesse poema chamado satélite, a Lua é o nosso satélite, o planeta terra,
só tem um, satélite há planetas que têm mais de um, nós temos um só, e o Bandeira fala
aqui, de como a Lua é vista por muita gente, em muitos movimentos literários, como esse
mêtaforizado, esse sermitificado, essa coisa, o astro dos loucos e dos namorados, mas ele
diz aqui, é só satélite, então veja que há essa relação entre o que a Lua é efetivamente
um satélite, e essa coisa dessas atribuições românticas, disponibilidades sentimentais e tal,
e tal, o poema aqui, que é a coisa real, como ela é, sem dourar a pílula. Bom, eu vou
dizer pra você agora, na dédia, o que diz o nosso dicionário trecane, dicionário italiano,
na palavra lunático, eu vou traduzir aqui, que sofre de acessos de loucura, recorrentes com
as fases lunares, então pra você ver como isso já é da história, da humanidade, depois
outra coisa, de pessoa que tem caráter estranho, inconstante, humor instável, facilmente alterável,
e tal. É parecido com o iso, vinois também é parecido, mas não tem muita loucura, tem aqui
só a influência da Lua, mas lá no final tem maluco, pra você ver na loucura.
É, maluco é bem legal, né, maluco, o maluco beleza do nosso querido Raú. Bom, vamos
pro segundo auxílio, que tem a ver com alguma coisa relativa a isso, nós vamos ouvir uma
cação, não vou dizer o nome, senão já 2 spoiler, quem vai cantar pra gente é o Milton
nascimento, junto com o grupo antológico, o grupo som imaginário, o disco é chamado
Milton de 1970, a composição é de loborges e marcio-borges, vamos prestar atenção na letra,
vamos lá. A luna da terra, lá em casa minha mãe, não parou de pensar, não tem paz com
paz, não tem paz com paz, não tem paz com paz, não tem paz com paz, não tem paz
com paz, não tem paz com paz, não tem paz com paz, não tem paz com paz, não tem
a mãe só não é nerd seguro. Pois é, essa canção começa com a palavra alunar,
que é o nome da música, né? Alunar a terrar lá em casa, minha mãe não parou de pensar,
tudo em paz com o nosso Deus, alunar a terrar, assegure o amanhã. Alunar é pousar na
lua, a terrar é pousar na terra, a terrar, a terrissar, a terrissar, alunar, alunissar e por aí vai,
alunar de lua, né? E pra encerrar uma coisa que vai surpreender talvez, né? Vamos ouvir aqui,
o Lulu Santos cantar uma canção dele, sozinho, letra e música dele, está no disco toda a forma
de amor de 1918, chama-se nova ordem, logo no começo ele já diz uma palavra que tem a ver com a
nossa conversa, embora muita gente não saiba disso, vamos lá.
Mas em uma moçada, e não se cascira de novo pelo dia.
Força que há tão maior que a vida, ássema do bem e do mal, que reconheça no Galaxy,
o que é o que não é normal, o considero um nego, opça-se de opressão,
que não se cascira de novo pelo dia.
Seria lucidez? Exatamente, perma.
O filme não imaginava. É, mano, foi no chute nada, você pensou direitos, você rastou
o sino direito, lucidez. Porque quando a gente procura, você está aí com o AIS
aberto, lunático, quando você clica lá em origem, lá no final ele diz ver
luc, não é isso? E esse luc, se você pesquisar lá, você vai ver que é da AIS
D, da AIS D, luxo, brilhante, claro, branco. Então a Lua tem a ver com isso com a
história de luzir, de ser essa coisa iluminada, a luz da Lua, ela reflete a
Luz.
do sol, então a raiz aí de lua tem a ver com a raiz de luz e portanto lucidez e é engraçado
né, porque a lucidez é o contrário da loucura, não é, é uma doideira isso, meu Deus do céu,
mas é isso, então o sujeito lunático é lunático, lunático porque está lá sujeito as variações das
fases da lua e por aí vai e tem esse pensamento muitas vezes aéreo, ta fora do plano terrestre,
ou pior ainda com essas crises aí que o is defini como maluco ou como está lá no trecanem que eu traduzir.
Diga Fernando? Não, só lembrar o programa de TV que a gente falou, era o Berlim Pim Pim. Ah, era esse? Era. Eu jamais acertaria, não, já jamais acertaria. Um ótimo Fernando, ótimo Nadé, é muito obrigado a vocês, um grande beijo e até breve. Bom final de semana.
Podcast Summary
Key Points:
A palavra "lunático" tem raízes etimológicas ligadas à lua, com influência de idiomas como italiano e espanhol, onde "luna" significa lua.
No poema de Manuel Bandeira, a lua é descrita como simples "satélite", desmitificando sua imagem romântica e desencadeando reflexões sobre a realidade astronômica.
Dicionários como o Treccani associam "lunático" a crises de loucura que ocorrem com as fases lunares, mostrando uma ligação histórica entre a lua e a loucura.
A música de Milton Nascimento, com o tema "alunar", associa o ato de pousar na lua com ações de paz e esperança, reforçando o simbolismo da lua como ação cósmica.
Lulu Santos menciona "lunático" em uma canção que fala de realidade fora do comum, ligando-se à ideia de pensamento aéreo e à lucidez.
A palavra "luc" (luz) tem raiz no termo "luna", e a luz da lua reflete a luz solar, conectando a ideia de lucidez com a presença da lua.
A lucidez é apresentada como contraponto à loucura, evidenciando uma contradição entre o "lunático" e o "claro", ambos relacionados à luz.
O programa infantil "Berlim Pim Pim" é lembrado como um exemplo cultural que usou a ideia de "mundo da lua" para descrever comportamentos estranhos.
Summary:
A transcrição explora a origem etimológica e cultural da palavra "lunático", mostrando que ela está profundamente ligada à lua, tanto em línguas como no pensamento popular. O poema de Manuel Bandeira reflete sobre a lua como simples satélite, desmitificando a ideia romântica de que ela é o astro dos loucos. Dicionários e tradições culturais indicam que a loucura era historicamente associada às fases lunares, uma ideia que se mantém até hoje.
A música de Milton Nascimento, com o título "Alunar", reforça essa ligação, usando a ação de pousar na lua como símbolo de paz e esperança. Lulu Santos, em sua canção "Nova Ordem", menciona o "lunático" como alguém fora do comum, com pensamentos aéreos e críticos à realidade. A análise etimológica revela que a raiz de "lunático" está ligada a "luz", pois a lua reflete a luz do sol, e isso conecta a ideia de "lunático" com a "lucidez".
Assim, o sujeito "lunático" não é apenas louco, mas alguém com pensamentos fora do normal, ligado à luz e à clareza mental. A tradição do programa infantil "Berlim Pim Pim" serve como referência cultural do conceito de "mundo da lua", usado para descrever comportamentos estranhos. A discussão mostra que a ideia de loucura e lucidez está profundamente enraizada na relação entre o céu, a luz e a mente humana.
FAQs
A palavra 'lunático' vem do latim 'luna', que significa 'lua'. Historicamente, a lua foi associada à loucura, pois o termo 'lunático' sugere que o comportamento estranho ou imprevisível está ligado às fases lunares.
A associação entre a Lua e a loucura remonta a tradições antigas e literárias, onde a Lua era vista como um astro místico e romântico, simbolizando sentimentos intensos, como amor e loucura, como visto em poesia e canções.
Segundo o dicionário Treccani, 'lunático' significa alguém que sofre de acessos de loucura recorrentes com as fases da lua, ou alguém com caráter estranho, inconstante e com humor instável.
Em 'Satélite', Bandeira desmistifica a ideia da Lua como 'astro dos loucos e dos namorados', dizendo que ela é simplesmente um satélite, desvinculando-a de atribuições românticas e sentimentais.
A palavra 'luna' está ligada à raiz de 'luz', pois a Lua reflete a luz do Sol. A palavra 'lucidez' vem do latim 'lux', o que revela uma conexão entre a Lua e a clareza mental, sendo o oposto da loucura.
A canção 'Alunar' usa a expressão 'alunar' como pousar na Lua, e 'terrar' como pousar na Terra, indicando uma metáfora do movimento entre o plano terrestre e o espaço, como se a Lua fosse um lugar de reflexão ou mudança.
Chat with AI
Loading...
Pro features
Go deeper with this episode
Unlock creator-grade tools that turn any transcript into show notes and subtitle files.