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Crise institucional no STF se funde com a eleição

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Crise institucional no STF se funde com a eleição

O programa aborda a crise política e institucional que se intensificou no Brasil, envolvendo o Supremo Tribunal Federal, o Congresso Nacional e a campanha eleitoral de Lula. Um consórcio político-eleitoral formado por integrantes do STF e presidentes das casas legislativas avançou pautas de interesse do governo, como minerais críticos, fim da taxa das blusinhas e a PEC do fim da escala 6x1, embora esta última deva ser votada apenas entre o primeiro e o segundo turno das eleições. O escândalo do Banco Master, com as revelações da Polícia Federal sobre as ligações entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, colocou o STF em uma situação caótica e descredibilizada. Há uma resistência estruturada para proteger Moraes, envolvendo o Senado, a Procuradoria-Geral da República e o Palácio do Planalto, enquanto o ministro André Mendonça é apontado como adversário interno com motivações eleitorais. A votação sobre o caso no plenário do STF é incerta, com empate possível e a ministra Cármen Lúcia como voto decisivo. O programa também discute o acordo entre Estados Unidos e Venezuela para controle do petróleo venezuelano, caracterizado como imperialista e neocolonial, com cláusulas extremamente favoráveis aos interesses americanos e vigência de 100 anos. O empresário Alejandro Betancur, apontado como figura controversa, foi escolhido para liderar a exploração, revelando a adoção de práticas clientelistas pelo governo Trump. A crise do STF e as eleições se fundiram em um único cenário de instabilidade, com impacto direto na credibilidade das instituições e no futuro político do país.

Transcription

6524 Words, 38205 Characters

Portuguese
Speaker 1O consórcio político-eleitoral formado por integrantes do Supremo e os presidentes das casas legislativas, consórcio em favor de Lula, produziu hoje os resultados anunciados. Avançaram no Congresso assuntos que o governo considera importantes no esforço de reeleger o presidente Lula, tais como minerais críticos, fim da taxa das blusinhas e, principalmente, fim da escala 6x1. Embora essa última, que Lula considera a mais importante, provavelmente do ponto de vista da campanha dele, só seja votada em plenário entre primeiro e segundo turnos. A grande incógnita deste momento, destas horas, estou falando realmente destas horas, é avaliar qual o impacto do escândalo do Master não só no humor dos eleitores, mas no humor em geral da sociedade. Está bem claro que a ala no Supremo, que pretende abrir uma investigação contra o homem forte da casa, que é o ministro Alexandre de Moraes, conta com forte repercussão das revelações da Polícia Federal sobre as ligações dele com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, para ter sucesso numa votação eventual até agora no plenário da Corte, pois considera que seria um fator decisivo no comportamento de um ou dois ministros e seus votos. A ala disposta a proteger Moraes minimiza esse fator, o fator opinião pública, por achar que Lula, por quem se empenha, tem as melhores chances de vencer as eleições e que seu adversário interno, o ministro André Mendonça, tem motivação meramente eleitoral. Crise no Supremo e eleições acabaram virando uma coisa só. O problema para o Supremo é que nenhum resultado eleitoral livra a Corte da agonia em que se encontra. É até possível, no curto prazo, prorrogar o insustentável, o que só vai tornar o fardo ainda mais pesado. No WW de hoje, vamos falar também do acordo para que os Estados Unidos controlem o petróleo venezuelano. Antes, aos participantes da nossa roda, prazer estar aqui ao meu lado, Lucas de Aragão, cientista político, sócio da consultoria Arco Advice, que é nossa parceira de conteúdo no site do WW. Obrigado por estar conosco. Boa noite, Lucas.
Speaker 2Boa noite, William. O prazer é meu. Boa noite, Thaís. Boa noite, Caio.
Speaker 1E meus colegas, Daniel Hittner, Thaís Herédia, Caio Junqueira. Boa noite a todos vocês. O presidente do STF, Edson Fachin, disse nesta quarta-feira que deve concluir, aspas, nos próximos dias, aspas, a análise de como o Supremo vai proceder diante do relatório da Polícia Federal, que aponta a conversa de Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre Moraes. Foi o primeiro posicionamento institucional da Corte sobre o caso. Confira.
Speaker 3Edson Fachin disse que os indícios apresentados no relatório da PF precisam ser tratados com o devido encaminhamento institucional e afirmou que, sem precipitação, vai anunciar as medidas que avaliar cabíveis e necessárias. Fachin não citou Alexandre de Moraes diretamente, mas disse que, enquanto presidente do STF, não pode desconhecer que o momento pede uma manifestação institucional da Corte. A elevada autoridade do cargo não confere privilégios.
Speaker 2Mas impõe deveres, limites e responsabilidades que devem ser observados com absoluto respeito
Speaker 3à Constituição, às leis e ao Supremo Tribunal Federal. Moraes também não é citado nominalmente em um vídeo publicado pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva. Falando pela campanha do presidente Lula, Edinho defendeu a criação de um Código de Ética para todo o Poder Judiciário e o fim de super salários e daquilo que chamou de "farra" das emendas parlamentares.
Speaker 4"O povo brasileiro não suporta mais viver nesse sistema de corrupção e privilégios. É preciso ter muita maturidade para liderar as mudanças que o Brasil precisa."
Speaker 3Desde as revelações da última terça-feira, parlamentares anunciaram ao menos três pedidos de impeachment contra Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonê. Todos foram apresentados pela oposição. André Mendonça e Moraes, como Ed Pratchett, no plenário do STF, sentaram lado a lado na sessão desta quarta-feira. Moraes não se pronunciou sobre o caso e Mendonça também não comentou sobre a descoberta de uma reunião que teve com Daniel Vorcaro, fora do gabinete, no ano passado. Mendonça se encontrou com Vorcaro em março de 2025, na sede do Instituto ITER, em São Paulo. O ministro é um dos fundadores da instituição. Em nota, Pratchett de Mendonça disse que o ministro se limitou a ouvir o ex-banqueiro sobre um processo envolvendo créditos de precatórios que interessavam ao Banco Master. Na época, o processo estava parado por um pedido de vista de Moraes, após o relator, Luiz Roberto Barroso, dar um voto que, na prática, mantinha a suspensão do pagamento desses precatórios.
Speaker 1"Lucas, se a gente olha para a situação do STF hoje, é das mais desconfortáveis que eu me lembro na minha vida, como paciente, como jornalista político. Que tipo de movimentação você percebe e em que direção?"
Speaker 2"William, é caótica a situação do STF, é trágica, é muito ruim para a sociedade que o último poder, né, porque na democracia quem tem o último direito a errar é o judiciário, é a Suprema Corte. A gente se encontrar numa situação onde essa Suprema Corte hoje esteja completamente descredibilizada, numa situação onde a maioria da população brasileira tem questionamentos, a maioria do mundo político tem questionamentos. Eu vejo que o STF hoje se envolve diretamente na eleição e vice-versa, mas é um problema muito maior do que só a eleição. Claro que o resultado da eleição tem repercussões nessa crise institucional, afinal, o próximo presidente da República vai escolher três ou quatro ministros do STF e isso vai direcionar esse cabo de guerra que a gente tem visto dentro do STF hoje. Agora, o STF vai recuperar a sua credibilidade e não parece conseguir sair desse labirinto. Hoje o STF está num labirinto, cada um tem uma motivação, cada um tem um medo, cada um tem um argumento e me parece pouco provável que no curto e no médio prazo a Suprema Corte consiga entregar uma solução, uma saída, uma resposta para a sociedade. Então, vejo um labirinto absolutamente difícil de se sair dele que o STF se enfiou."
Speaker 1Daniel, o presidente do STF hoje falou e disse o quê?
Speaker 5Eu chamo atenção, William. Bom, primeiro, só para colocar, hoje que é o day after da crise terrível que eclodiu ontem, há um clima de pizza começando a assar em Brasília e eu digo isso porque você teve Lula conversando com o ministro do Supremo, que são parte do clube que apoia Alexandre de Moraes. Você tem Davi Alcolumbre dizendo: "Olha, esqueceram os 130 milhões do Dark Horse, tem uma tentativa de expor André Mendonça ao receber Daniel Vorcaro num processo em que Alexandre de Moraes pediu vista e segurou o julgamento por um ano, no caso que interessava ao Mastery, depois de Viviane Barsi ter sido contratada." E tem um discurso de Fachin, que é o que você menciona, William, em que ele coloca a necessidade de dar uma resposta firme às circunstâncias, mas equipara os fatos, como bem notou desde cedo a nossa Jussara Soares, ele equipara exatamente a atuação processual de André Mendonça, que é muito contestada dentro do Supremo, com os fatos graves em si, com o detalhe de que ele menciona primeiro a atuação processual de André Mendonça. O que ele está querendo dizer? Os meios não podem justificar os fins e expõe que há uma resistência muito grande do Supremo à conduta de André Mendonça.
Speaker 1Que tamanho tem essa resistência, Caio?
Speaker 6Bom, a resistência, ela é muito bem estruturada, liderada pelo Alexandre de Moraes, com o Gilmar Mendes, e extrapola o Supremo Tribunal Federal. E aí que vem a força dela. Ela tem um respaldo no presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que hoje deu declaração atingindo ali o Dark Horse, mencionando o caso Dark Horse do Flávio Bolsonaro. E é a presidência do Senado que julga o processo de impeachment contra o ministro do Supremo. Procuradoria Geral da República, Paulo Gonê, está nessa resistência também. E o Palácio do Planalto ainda tentando manter uma equidistância, porque sabe que, tirando essa resistência muito bem estruturada, de gente muito poderosa e com prerrogativas legais para se blindar, Polícia Federal, inclusive, aí a rua não está assim. A rua está olhando estupefata. Tem uma fotografia, inclusive, agora há pouco, dos colegas do Globo com o Alexandre de Moraes dando risada, junto com o Gilmar Mendes, algum tipo de brincadeira ali, num dia crítico, assim. Então, eles estão muito seguros, porque eles têm as armas legais, vamos dizer assim, que permitem uma blindagem institucional. Agora, eu não vejo isso, que isso signifique que o ministro Alexandre se livrou desse cenário. O Lucas colocou, está caótico, nebulou. perigoso, labiríntico e ninguém sabe o que vai acontecer ainda. Agora, a resistência é muito bem estruturada e baseada, inclusive, em instrumentos legais para ser de autoblindagem entre os poderes e as instituições que estão envolvidas no intuito de preservar o Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal.
Speaker 1Há um ponto de muita debilidade nos argumentos legais apresentados até aqui contra o André Mendonça. É que os fatos estão lá. A sujeira que está naquelas conversas de celular, estão lá. A promiscuidade trazida por essas conversas de celular, estão lá e não são contestadas. Nós vamos girar em torno das formalidades legais?
Speaker 7Esse é o contraponto que o Fachin... Fez hoje, a Jussara Soares fez essa leitura, saiu na frente com essa interpretação, dessa equiparação. Me lembrou o Dias Toffoli, no ano passado, quando ele estava ainda agindo como relator do Master, em que ele tratou o Banco Central e o Daniel Vorcaro com a mesma régua.
Speaker 1Ele queria investigar o Banco Central.
Speaker 7Exato. Ali, você se lembra a operação TCU, Congresso, não sei o quê, todo mundo querendo investigar o Banco Central. E ali era a explosão do escândalo. Então, veja como o mecanismo vai sendo reacionado. Então, era um mecanismo colocado lá e é o mesmo mecanismo sendo reacionado aqui, em que os fatos... E é uma tentativa praticamente de distorcer os fatos, né, William? Porque, como a gente falou ontem aqui, nós não vamos desver, o Brasil não vai desver aquilo que a gente viu ontem naquele relatório. Não tem como você contar uma história diferente, qualquer versão da história. A versão está interrompida. Não tem como você ter a contada lá. Me chamou a atenção, o Edson Fachin hoje usou algumas palavras muito fortes no discurso dele. Ele falou que vai ter responsabilidade, serenidade e não terá precipitação. Porque a resposta do Gounier ontem, hoje, a gente ouviu muito que ele foi precipitado, que ele tinha que ter esperado um pouco, que ele respondeu com fígado, que ele não podia ser o primeiro a decretar a nulidade do... O relatório, como é que aquele relatório é nulo, né? Então, mas o que significa, até do ponto de vista institucional, Lucas, e aí eu acho que você pode nos ajudar, eu sempre tenho uma preocupação com a estabilidade institucional. Será que cabe ao presidente do STF baixar um pouco a poeira e a temperatura, tentar controlar um pouco esse caos, esse labirinto, tentar jogar um pouco de confete no caminho para não voltar atrás em algum lugar? E evitar a precipitação sem acabar assando uma grande pizza?
Speaker 2Só um primeiro ponto antes, Thais, sobre o que o Caio disse. Essa blindagem institucional que tem hoje no STF, seja do Senado, de outros membros do STF, da presidência, enfim, ela pode ruir, parcialmente ou totalmente, pós-eleição. Porque hoje a gente tem o Davi Alcolumbre presidente do Senado, em fevereiro de 2027 a gente pode... Ele pode ser reeleito, claro que pode, ele é um nome forte, mas a gente pode ter uma avalanche da direita no Senado que possa resultar na eleição, digamos, de um Rogério Marinho ou de uma Tereza Cristina, e isso muda essa relação entre executivo, entre, desculpa, legislativo e judiciário. A gente está num cenário de absoluta indefinição na presidência da República, as pesquisas mostrando um empate numérico. Ou seja, isso também pode ser uma blindagem completamente diferente, com mais três, quatro ministros do STF que... mudam, reconfiguram esse poder, essa força. Agora, no seu ponto, Thaís, eu vejo que a vontade de muitos nomes no STF, eu falei com alguns esses dias, de ontem para hoje, com os assessores, enfim, é de que essa discussão em plenário talvez fique para depois da eleição, para que isso se acalme nesse momento e fique para depois da eleição, que deixe passar a eleição para essa discussão sobre o Alexandre de Moraes no plenário, que fique para depois, não sei se é um cenário... plausível, mas existe uma vontade de deixar o assunto assentar um pouco. Eu não vejo, no momento, uma vontade de acelerar para dar uma pizza à sociedade, nem uma vontade de acelerar para dar uma resposta para a sociedade, porque eles não sabem direito as consequências disso. Eles não sabem as consequências de uma pizza. Porque a sociedade não vai aceitar, não vai se satisfazer, como a Thaís disse, com o argumento da tecnicidade. Ninguém vai dizer... E a gente vai ver o que aconteceu. Isso vai ter repercussão política na urna institucional por muito tempo.
Speaker 1Daniel, se a gente considerar hoje esse consórcio, como eu chamei na abertura do programa, entre forças políticas representadas por Hugo Mota e Davi Alcolumbre de um lado, Lula do mesmo lado e um pedaço forte do Supremo do mesmo lado, claramente, não é claramente, isso não é uma interpretação, foi declaradamente juntada a essas forças para fazer o Lula... Lula ganhar. Que impacto isso está tendo na ação deles?
Speaker 5Olha, William, esse grupo se beneficia mutuamente de um acordo político, como você está chamando, né? Quer dizer, Lula eleito evita que um outro grupo político emerge no Supremo com três, quatro, até cinco indicações na próxima quadra política e evita que, pelo menos no olhar desse grupo do Supremo, que André Mendonça se torne o dono do STF, né? Como o mais antigo do grupo que viria caso Lula perca. Davi Alcolumbre deposita todas as suas esperanças de continuar como presidente no Senado na premissa de que Lula ganha a eleição, porque ele sabe que é muito difícil continuar no cargo caso... Flávio Bolsonaro ou outro seja eleito. E Hugo Mota finalmente saiu de cima do muro. Ele colocava um pé em cada canoa e decidiu ser governista nesse ano. E esse grupo do Supremo se protege com tudo isso. O grupo do Supremo ali, William, tem... Pareceu muito machucado com dois pontos. Com o ponto de que o André Mendonça avançou na investigação sobre um dos pares, Com o ponto de que o André Mendonça avançou na investigação sobre um dos pares, Com o ponto de que o André Mendonça avançou na investigação sobre um dos pares, e levantou o sigilo. Agora, é importante lembrar o seguinte. Qual que é o argumento do André Mendonça nessa história toda que faz muito sentido? Aparece uma referência a Paulo e a Andrei. Ele aciona a Polícia Federal, lembrando, e é muito importante dizer isso, que em março deste ano, quando vem à tona as mensagens de Daniel Vorcaro a possivelmente algum ministro do Supremo, Alexandre de Moraes solta uma nota. E a nota tem fé pública, dizendo que esse contato nunca foi com ele. Então, André Mendonça se fia dessa nota para dizer, eu não vou investigar o ministro do Supremo, eu estou querendo saber quem é Paulo e quem é Andrei. E aí vem as informações sobre as trocas de mensagens. É a partir disso. Então, André Mendonça não determinou uma investigação sobre Alexandre de Moraes. Ele se fiou na nota divulgada por Alexandre de Moraes em março, dizendo que ele não tinha nada a ver com as mensagens de Daniel Vorcaro.
Speaker 1Você está descrevendo de novo, o confronto que nós vamos ver entre o legalismo e o que o público está percebendo que é, digamos, para usar uma palavra equilibrada, a contaminação da Corte Suprema por comportamentos absolutamente inaceitáveis, Caio.
Speaker 6É, William, a gente tem que ficar monitorando na qualidade de repórteres o mapa da votação, daqui até quando o Fachin decidir que ela ocorrerá. São, em princípio, nove votantes. Há dúvidas se o Toffoli vota ou não. Porque ele já se declarou. Parece mais para não votar, pelo fato do que ele mesmo já se declarou. Então, sobram oito. Você tem um placar aí de três a três. O que a gente tem de informação, o Cássio estaria firme com o André. Então, o André teria uma maioria de quatro a três, tendo um grande voto de dúvida hoje, pelo que a gente pôde captar nas conversas, da Carmen Lúcia. Porque se a Carmen Lúcia for o quarto voto, com Gilmar, Zanin e Flávio Dina, empata, e o empate beneficia o Alexandre. E a Carmen Lúcia é uma ministra muito suscetível à opinião pública. E tem horror a julgamentos televisionados, muito midiáticos, como tenderia a ser. Só que a resistência é tão forte e inteligente, que o que, além do adiamento para depois da eleição, tem uma possibilidade de julgamento plenário virtual. Seria o julgamento mais importante da história do Supremo, julgar um dos seus, sendo cogitado que seja um julgamento pela via física. Então, tem vários estratagemas ali, vários artifícios, que estão sendo pensados para fora do Supremo, a partir da rede de alianças, que não à toa, a rede de alianças que a resistência para o Alexandre de Moraes estrutura, é a mesma rede de alianças que o Daniel Vercaro montou em Brasília. Isso é impressionante. São os mesmos personagens, os mesmos agentes que estratagemas, são citados nas conversas, nos diálogos, nas mensagens vazadas, são os mesmos que estão liderando a resistência pelo Alexandre de Moraes. Isso é fantástico.
Speaker 7William, posso fazer um último comentário aqui? Eu acho importante a gente trazer a fala do Edinho Silva, o presidente do PT, que meio que tem a procuração ali do Lula, enquanto o Lula não fala, o Palácio Planalto não fala, o Partido dos Trabalhadores fala em nome da campanha do Lula. Ele grava esse vídeo em que ele fala contra o sistema, ele fala que ninguém está acima da lei, sem citar o nome do Alexandre de Moraes, e fala várias vezes essa coisa do sistema, do Lula buscando ali se vender como um cara anti-sistema e tal. E se tem uma definição de sistema recente que aconteceu no Brasil, foi esse jantar que o Alexandre de Moraes promoveu na casa dele para juntar o Alcolumbre e o Lula, para fazerem esse pacto desse consórcio. Que você chamou a atenção. Se tem alguma coisa recente que se encaixa no que é o sistema de Brasília, é esse jantar.
Speaker 1Eu chamaria mais que consórcio. Eu diria que hoje, hoje, hoje, neste momento, são os donos do poder. E os resultados do que eles combinaram entre si...
Speaker 7Que a gente não sabe direito até hoje.
Speaker 6Então, a gente vai ver no próximo...
Speaker 7Ah, bom, é... Os resultados conhecemos.
Speaker 6E o Vorcaro querendo falar, e os caras não querendo ouvir. Nesse meio tempo todo. Porque quem pode também ajudar a esclarecer mais, e colocar mais o papel de cada um desses que a gente está falando, e dos demais também, da rede de Brasília, é o Daniel Vorcaro, cujo advogado pede para o André Mendonça, ele vai lá e fala, eu quero falar.
Speaker 2E tem a delação do Mansur da REAG, que pode pintar a qualquer momento.
Speaker 6E os caras não querem ouvir.
Speaker 1Não, esse episódio... Bom, foram ouvidos pelo gabinete do André. O André Mendonça, hoje, com um juiz de instrução, um juiz auxiliar, um juiz auxiliar e um representante da PGR. A PGR já disse que, por ela arquiva, que ele não disse nada de irrelevante, ele havia reportado, via defesa dele, que estava sofrendo intimidação, que essa intimidação viria do diretor-geral da Polícia Federal, André, que ele queria algum tipo de proteção. E que ele estaria disposto a delatar o diretor-geral da Polícia Federal, André, se ele vai fazer isso ou não, ou fica na intenção manifestada, dirão os próximos capítulos. Agora, para ele delatar, ele vai ter que juntar. De comprovação. E a delação viria em torno de viagens e regalias pagas, segundo os relatos que a gente ouve. Viria desse tipo de contexto. O André Rodrigues teria se beneficiado do pagamento de viagens e estadias em eventos lá fora. Eu vou encerrando o segmento. Alguém tem alguma coisa a acrescentar? Se não, eu vou chamar o intervalo. Depois a gente vai falar disso. Os resultados que estão aparecendo aí. Taxa das blusinhas, fim. Escala 6x1, fim nas comissões. Até já. Legenda por Sônia Ruberti A WDAP está voltando do intervalo. Vamos ao nosso próximo ponto, que na verdade está bem ligado ao que a gente deixou no primeiro segmento. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou hoje o fim da escala 6x1, mas a votação em plenário deve ficar para depois do primeiro turno. A base governista teme não ter, neste momento, os votos necessários para aprovar essa PEC em plenário. Ao vivo de Brasília, Taíssa Medeiros está com as últimas informações sobre essa e outras pautas. Outras consideradas prioritárias pelo governo. Boa noite, Taíssa.
Speaker 8Boa noite, Ivaque. Essa semana do esforço concentrado deixou para trás essa PEC do fim da jornada 6x1. Pelo menos por enquanto, houve a votação na Comissão de Constituição e Justiça, mas ela não chegou ao plenário da Casa. O que houve foi que, segundo o líder do governo no Congresso Nacional, Randolfo Rodrigues, houve uma conversa com o presidente Davi Alcolumbre em que ele disse que não tinha votado na Comissão de Constituição e Justiça. E que ele questionou se havia segurança pelos votos para aprovação da matéria em plenário. E, diante disso, os governistas acharam por bem manter ali a cautela, porque não havia margem segura para essa aprovação. O que é ventilado agora é um acordo que Randolfo disse que está sendo feito com Davi Alcolumbre de um chamamento extraordinário para setembro para essa votação. Ou ainda deixar para depois do primeiro turno das eleições na semana de esforço concentrado, que vai acontecer em outubro. E isso é o mais provável que ocorra em relação à PEC do fim da jornada 6x1. Também tem a questão da MP das Blusinhas. Foi votada também essa medida provisória na Comissão Especial, foi aprovado. Agora, também é preciso ser levado ao plenário. Segundo o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, esse tema vai ser discutido no plenário da Câmara dos Deputados ainda amanhã, mas ele precisa também passar pelo Senado Federal. E outro tema que também está na pauta desse esforço concentrado é a PEC da Câmara dos Deputados. A PEC também teve o seu texto aprovado na CCJ, mas ficou faltando ali os destaques. E sem os destaques, não pôde ir ao plenário. Também ficou para ser decidido nessa outra semana do esforço concentrado em outubro. E, por fim, foi aprovada a Lei dos Minerais Críticos com subsídios de 5 bilhões de reais. Uma vitória também para o governo do presidente Lula. William.
Speaker 1Bom, a 6x1 em Itaís vai ou não vai?
Speaker 7William, a sinalização é de que a Câmara dos Deputados não passa em plenário, mas do jeito que ela está, ela já cabe numa caixinha para o presidente Lula. Ele já tem como apresentar como uma vitória, enfim. E ali é uma questão de manobra e de tempo de se conseguir aprovar nesse clima até o final da semana. A sinalização toda veio hoje de que não. A própria liderança do governo no Senado alertou que só fica para depois das eleições. Mas o embrulho eu acho que já... Já está dado. E tem um fenômeno assim, né? O empresariado meio que jogou a toalha, assim. Já entendeu que não dá para brigar e está se lamentando do fato, mesmo na expectativa de que fique para o plenário depois, ainda assim a contaminação do tema dificilmente vai permitir um debate mais racional, né? E hoje eu escutei uma frase de um empresário de um setor que emprega muito na área de serviços, em que ele diz assim, não vai acontecer de uma hora, para outra, vai levar algum tempo, um ano e meio, dois, assim como demorou para a reforma trabalhista apresentar algum resultado nas flexibilizações, essa vai acontecer a mesma coisa, né? Então, só que quando o efeito chegar, ele vai ser muito violento. E aí vai ser tarde demais, já não vai ter mais o espaço, já vai estar escrito na Constituição que debate político vai ser capaz de voltar para a Constituição e remendar, a Constituição nesse ponto.
Speaker 5Blusinhas passa, Lúdia? Blusinhas deve passar, o que está em discussão agora, existe a possibilidade de uma emenda, de um destaque, como você diz, um trecho do texto votado à parte, que beneficiaria uma ajuda expressiva, bilionária, para os Correios, que seriam os únicos operadores, ou seja, acaba a taxa das blusinhas desde que a encomenda seja entregue pelos Correios e por mais ninguém. Essa é a discussão. Essa é a discussão que está em curso agora, uma forma de ajudar a estatal que teve um prejuízo de quase 6 bilhões só no primeiro semestre. Queria colocar, Winnie, acho importante esse ponto, que o governo até estava mapeando os votos e achava que tinha alguma coisa em torno de 53 votos a favor para acabar com a escala 6x1 e aprovar a PEC em plenário, precisa de 49 para aprovar. Era uma margem apertada, mas eu acho que no fundo ali viu-se que a oposição tinha um kit de obstrução, e manobras regimentais para adiar a votação. Agora, o importante mesmo é que o cenário dos sonhos para o Palácio do Planalto e para os governistas é que esse tema seja votado entre o primeiro e o segundo turno, num cenário apertadíssimo entre Flávio e Lula, e aí beneficia, tende a beneficiar, mas o governo dá uma exposição para Lula e fica mais difícil jogar contra e tentar fazer a PEC ser rejeitada. Lucas, está fechado o pacotão de eleição?
Speaker 2Acho que não, William, acho que a 6x1 ainda tem água para rolar, eu vejo que, por exemplo, eu não estava em Brasília hoje, tive que passar o dia aqui em São Paulo, mas a equipe lá da Arco, que estava no Congresso, me mandou algumas informações interessantes, o governo tratando como prioridade absoluta e trabalhando muito pesado no plenário para aprovar, tentaram aprovar e muito hoje no plenário. Agora, a oposição, como o Daniel falou, teve um kit de obstrução robusto, se fosse a voto eu acho que passava, mas era mais a obstrução que seria colocada ali na hora H. Agora tem um ponto entre o primeiro e o segundo turno, e se a eleição pós segundo turno vem nas primeiras pesquisas com uma vantagem do Flávio, tirando ali uma perspectiva pós primeiro turno, isso pode gerar uma perspectiva de discussão diferenciada em relação a isso por um. Blusinha passa, Mineral Crítico passou, Segurança Pública também passa eventualmente.
Speaker 6A informação no Senado hoje era de que a partir do dia 4 de outubro estará apto para votar no plenário, mas acho que o fator imprevisibilidade da eleição pode fazer com que o Davi Alcolume deixe para depois do segundo turno, mas pelo rito, ele está cumprindo o rito e o recado dele é que cumprirá o rito de cinco sessões da CCJ entre a CCJ e o plenário, vai ser cumprido e se esgota ali depois da eleição. É o primeiro turno, é um fator pró-Lula, sim. Agora, economia, que a gente vem falando, piora da percepção do sentimento econômico, a pesquisa de hoje está empatada, está um ponto de diferença no segundo turno do Lula e com o Flávio e não vamos esquecer Polícia Federal, sendo de alguma maneira operações, a gente sabe que o ministro Flávio Dino é relator ali do caso da Arquihócea, de um dos inquéritos, tem Lulinha, tem Marcola, da Arquihócea, então, assim, acho que o seis para um entra numa variável junto com variável economia e junto com a variável investigações que pode jogar contra os dois lados.
Speaker 7Mas o Lula perdeu contra todos, inclusive contra o Flávio, a diferença era de um ponto há dois meses e agora é de oito pontos, era de oito pontos e agora é de um ponto. E a Quest perguntou qual era o tamanho do prejuízo que Lulinha e Dark Horse causavam a Lula e a Flávio Bolsonaro. A leitura é praticamente a mesma, mais de 60% responderam que é.
Speaker 2E a Quest perguntou qual era o tamanho do prejuízo que Lulinha e Dark Horse causavam a Lulinha e Dark Horse causavam a Lulinha e a Flávio.
Speaker 5O prejuízo de corrupção ou clima de corrupção, quando não tem dono, não tem cara essa crise, ela acaba caindo no colo de quem está no poder. E aí quem está no poder agora é o PT, é Lula. O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura,
Speaker 6O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura,
Speaker 2O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura,
Speaker 1O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura,
Speaker 9O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura,
Speaker 10O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura,
Speaker 9O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, O problema, William, é que boa parte, a parte predominante hoje dos conselheiros de Lula, do Palácio do Planalto, acham que é um óbvio tiro no pé da própria candidatura, podem demorar para se concretizar. Além disso, os Estados Unidos têm dificuldades com o armazenamento do petróleo venezuelano, que é mais pesado do que o americano.
Speaker 1Paula, a nossa Mariana Gian Giacomo foi super nos detalhes que ela traz, na narração de tudo isso. Agora, eu com o meu cinismo do meu tempo de profissão, eu não consigo encontrar outra palavra para isso. Isso é imperialismo puro. Se tem alguma outra designação, por favor, sinta-se à vontade.
Speaker 11É isso mesmo, William. Acho que não há outra maneira de caracterizar o acordo. Ele lembra muito os famosos acordos desiguais ou tratados desiguais que eram negociados no século XIX, na época justamente do imperialismo europeu. As potências europeias negociavam acordos muito assimétricos, ou com colônias, ou com territórios recém-independentes. Muitas vezes, inclusive, como uma condição para o reconhecimento da independência. Até o Brasil, quando foi independente, firmou uma série de acordos desiguais com potências como o Reino Unido. Só que estamos em pleno século XXI. A Venezuela é um Estado soberano. Então, um acordo desse tipo, naturalmente, causa surpresa em todo mundo. Evidentemente, que vai na contramão, inclusive, de toda e qualquer forma de prática na área de petróleo e gás. Não há paralelo, certamente, no mundo. O William, de qualquer tipo de acordo, com qualquer tipo de empresa, em qualquer país produtor de petróleo, que se assemelhe às cláusulas desse acerto. Basicamente, confirma as preocupações que já existiam desde a captura. O William, de qualquer forma, confirma as preocupações que já existiam desde a captura. Basicamente, confirma as preocupações que já existiam desde a captura. De que a Venezuela está virando uma espécie de protetorado dos Estados Unidos. E que o governo do Donald Trump tem ali na Deuce Rodrigues um fantoche que pode controlar de qualquer maneira. Inclusive, naquela que é a riqueza mais importante do país. Na Venezuela, que tem as maiores reservas de petróleo do mundo. Então, é um acordo que, claramente, revela uma orientação imperialista. E também vai ao encontro do que é a própria doutrina Donald. Lembrando ali o século XIX, início do século XX. Os Estados Unidos afirmavam uma postura absolutamente hegemônica. E os demais atores tinham que se submeter aos seus caprichos e aquelas vontades. Então, algo que traz muita preocupação é saber qual é a capacidade desse acordo de perdurar no tempo. Até que ponto esse acordo vai ser, de fato, respeitado, observado por empresas petrolíferas. Porque ele é tão absurdo que podemos colocar em dúvida, exatamente, a sustentabilidade desse acordo no meio de longo prazo.
Speaker 1Protetorado é uma boa palavra, não é, Dorival? Tem até vice-rei. O vice-rei é esse Alejandro Bittencourt, que vai ocupar agora o lugar principal lá na exploração disso, que é a única coisa que interessa para o Trump, que é pôr a mão no petróleo da Venezuela. Agora, é bom saber o que o rei pensa no caso, o imperador, melhor dito. O imperador diz o seguinte, acabou de dizer hoje, lá no Salão Oval, a Venezuela não está preparada para eleições.
Speaker 12Claro que não, né? Porque se houver eleições... Se houvesse eleições justas, a população venezuelana não aceitaria esse neocolonialismo, essa expropriação da riqueza, da principal riqueza da Venezuela. Aí a gente está falando de 20% das reservas da Venezuela, que são as maiores do mundo. 303 bilhões de barris, estamos falando de 65 bilhões, é mais do que 20%. E... Então... Faz parte do arranjo a Delci Rodrigues, que é quem cumpre-se, quem aceita esse acordo, ficar no poder para garantir esse tratado, que é de 100 anos, bem ao estilo dos tratados coloniais. 20% desse petróleo fica garantido a preço de custo de extração, que é bastante barato a extração do petróleo na Venezuela.
Speaker 1Só para citar um número, 20 dólares por barril, é super baixo.
Speaker 12Não sei. Um quarto, às vezes, do preço de mercado. E os outros 80% têm como destino preferencial os Estados Unidos. Se interessar para os Estados Unidos, todo o petróleo vai para eles. Eu acho que é importante destacar que isso é uma amostra de como o Trump vê as riquezas naturais das Américas. Porque eu vou incluir o Canadá nisso. Então... Não é só a América Latina, são as Américas. Essa é a doutrina Donrull. É interessante porque no Brasil existe um debate sobre alinhar-se aos Estados Unidos. E acho que a gente tem que ficar atento, porque essa é a concepção. Inclusive, a proposta do Trump para a questão dos minerais críticos não é muito diferente dessa. No sentido de que tem uma garantia de preço, uma execução de preço e tem um monopólio. Todos os minerais críticos... Todos os minerais críticos têm que ir para os Estados Unidos. Então, acho que esse é um debate que tem a ver, inclusive, com o debate eleitoral. É isso que o Brasil quer. Acho que examinar a posição dos candidatos brasileiros com relação à projeção do Trump sobre o Brasil.
Speaker 1Nem preciso dizer o quanto que o Brasil é importante nessa geopolítica das commodities. Tanto do ponto de vista da energia fóssil, quanto do ponto de vista da produção de grãos e proteína, quanto do ponto de vista que você acabou... Pode citar também dos minerais críticos. Paulo, voltando a você. Na sua resposta inicial, você levantava uma dúvida sobre a capacidade de cumprimento desses acordos, inclusive. Do ponto de vista político, você se referia?
Speaker 11Do ponto de vista político, mas do ponto de vista jurídico também, William. Do ponto de vista político, claro, acho que há um cenário, evidentemente, que se explica muito pelos personagens em cena. Então, temos um Donald Trump nos Estados Unidos, temos um fantoche, que é Deus Rodrigues, na Venezuela, uma mudança de ares, naturalmente, vai levar a um questionamento desse acerto, exatamente pelas cláusulas absurdas que ele contém, inclusive o fato de estender por longuíssimos 100 anos, algo que não tem paralelo reiteiro no que é a economia política internacional contemporânea. Então, politicamente, é um acordo que tem fragilidade, mudando-se esses personagens, ele poderá vir a ser questionado. Vale, aliás, sobre isso, destacar que nos Estados Unidos não parece haver, de fato, nenhum interesse em organizar eleições no país, se falava a princípio, talvez, em 2028, agora parece que não há, de fato, interesse algum. A Deus funciona muito bem como esse fantoche manipulável por Donald Trump, que atende aos interesses e caprichos norte-americanos, inclusive que o Trump joga para o público interno. Já na entrevista de 3 de janeiro, ele disse que o objetivo era o petróleo, não escondeu isso de ninguém. O Trump tem, de fato, essa característica de ser bem cara de pau, coisa que os seus antecessores não revelariam dessa maneira, mas deixou ali claro qual era o objetivo. Então, se permite aos Estados Unidos atender a esse capricho que ele vem de reter domesticamente, pensando já, inclusive, nas eleições, de meio de mandatos mid-term, agora, no mês de novembro, de alguma maneira, sugerindo que isso pode aliviar o preço do petróleo, que, naturalmente, se elevou muito por conta, especialmente, da guerra no Irã. Mas, juridicamente, é um acordo frágil também, claro, porque tem cláusulas absurdas, quaisquer empresas internacionais, estrangeiras, que tenham interesse em investir na Venezuela, podem se sentir atraídas, claro, porque... Muito dinheiro que vai ser colocado ali, segundo essa imprensa promete, algo em torno de 100 bilhões serão investidos na infraestrutura do petróleo, isso pode atrair outros investidores, mas sempre com o pé atrás, justamente pelo fato de que, juridicamente, é um acordo para lá de questionável e pode ser, eventualmente, derrubado a partir de alguma iniciativa um pouco mais contundente. Então, a fragilidade é muito clara, além, claro, do personagem que vocês levantaram, o Alejandro Betancur, que é quem controla essa empresa, um personagem conhecido já há muito tempo, com processos ali, investigações em curso em países europeus, na Espanha e na Suíça, havia ordem de prisão contra ele, pedida por promotores ali na Suíça, enfim. Então, um cenário complicado, tinha também problemas no Reino Unido, enfim, é um personagem para lá de controvérsia e tal, são muitos fatores, muitas variáveis, William, que podem levar a um questionamento desse acerto, tenho muitas dúvidas se ele poderá, de fato, perdurar por algum tempo maior.
Speaker 1Deixa eu pegar esse ponto para terminar. Como é que o El País, que é talvez o principal jornal em língua espanhola do mundo, editado na Espanha, trata esse empresário, o Alejandro Betancur, que é o vice-rei? Péssima reputação. Nourival, ele está indo para um filme B, Nourival. Como o Paulo diz, o cara de Paulo, o Trump, diz que o petróleo, o resto vocês esquecem. E ele escolhe um personagem realmente saído de um script de filme B, esse Alejandro Betancur, para ser o vice-rei do país.
Speaker 12Ele é saído do bolivarianismo, é um bolitico, é o apelido dele, que são os jovens que emergiram, criaram uma plutocracia ao redor do Nicolás Maduro, do chavismo. Então, são as práticas, são os Estados Unidos, o berço do capitalismo contemporâneo, adotando as práticas clientelistas do chavismo. É uma inversão total, em vez dos Estados Unidos. Se eles promoverem a reforma da Venezuela, são os Estados Unidos aderindo às práticas venezuelanas. Porque isso nós estamos falando de uma escolha de campeões, mas não só isso, de campeões que não seguem compliance, que não seguem as regras da governança, que foram consolidadas, lideradas pelos Estados Unidos. Que eram a grande, ou é ainda, são a grande virtude do capitalismo americano, a transparência e tal. Então, você tem ConocoPhillips, Exxon. que antes atuava na Venezuela, afastando completamente, nós não podemos, nosso board não aceita esse tipo de relacionamento. Então, realmente, são os Estados Unidos mergulhando num mundo, num buraco negro de corrupção e de ineficiência.
Speaker 1Paulo Velasco, queria começar agradecendo por você, começar os agradecimentos. Paulo Velasco, doutor em Ciência Política, professor de Política Internacional da UERJ no Rio. Obrigado por ter participado do programa. Boa noite, Paulo.
Speaker 11Muito obrigado por ter sempre falado com vocês. William Lourival, um abraço e até a próxima.
Speaker 1E a você, Lourival. Obrigado. Boa noite. Esse programa... Ah, e antes de terminar, meu recado, hein? Sobre este e outros temas que a gente trata aqui, vá à página do WWW no site da CNN Brasil. Agora sim, essa edição termina. Boa noite. Obrigado. Transcrição e Legendas por Quintena Coelho

Podcast Summary

Key Points:

  1. Um consórcio político-eleitoral entre integrantes do STF e presidentes das casas legislativas atuou em favor de Lula, avançando pautas como minerais críticos, fim da taxa das blusinhas e a PEC do fim da escala 6x1.
  2. O escândalo do Banco Master e as revelações da Polícia Federal sobre ligações entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro mergulharam o STF em uma crise institucional grave, com pedidos de impeachment e disputas internas entre ministros.
  3. A votação da PEC do fim da escala 6x1 foi adiada para depois do primeiro turno das eleições, por falta de segurança de votos no plenário do Senado.
  4. Os Estados Unidos firmaram um acordo assimétrico com a Venezuela para controlar o petróleo venezuelano, com cláusulas que preveem preço de custo, prioridade de exportação e vigência de 100 anos.
  5. A resistência em defesa de Alexandre de Moraes envolve alianças com o Senado, a PGR e o Palácio do Planalto, enquanto a opinião pública observa com estupefação a promiscuidade revelada nas conversas vazadas.

Summary:

O programa aborda a crise política e institucional que se intensificou no Brasil, envolvendo o Supremo Tribunal Federal, o Congresso Nacional e a campanha eleitoral de Lula. Um consórcio político-eleitoral formado por integrantes do STF e presidentes das casas legislativas avançou pautas de interesse do governo, como minerais críticos, fim da taxa das blusinhas e a PEC do fim da escala 6x1, embora esta última deva ser votada apenas entre o primeiro e o segundo turno das eleições. O escândalo do Banco Master, com as revelações da Polícia Federal sobre as ligações entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, colocou o STF em uma situação caótica e descredibilizada.

Há uma resistência estruturada para proteger Moraes, envolvendo o Senado, a Procuradoria-Geral da República e o Palácio do Planalto, enquanto o ministro André Mendonça é apontado como adversário interno com motivações eleitorais. A votação sobre o caso no plenário do STF é incerta, com empate possível e a ministra Cármen Lúcia como voto decisivo. O programa também discute o acordo entre Estados Unidos e Venezuela para controle do petróleo venezuelano, caracterizado como imperialista e neocolonial, com cláusulas extremamente favoráveis aos interesses americanos e vigência de 100 anos.

O empresário Alejandro Betancur, apontado como figura controversa, foi escolhido para liderar a exploração, revelando a adoção de práticas clientelistas pelo governo Trump. A crise do STF e as eleições se fundiram em um único cenário de instabilidade, com impacto direto na credibilidade das instituições e no futuro político do país.

FAQs

É a aliança formada por integrantes do Supremo Tribunal Federal e os presidentes das casas legislativas em favor da reeleição do presidente Lula.

Fachin afirmou que concluirá nos próximos dias a análise de como o Supremo vai proceder e que anunciará as medidas cabíveis sem precipitação.

O relatório apontou conversas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, levantando questionamentos sobre a conduta do magistrado.

Parlamentares da oposição apresentaram ao menos três pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.

A Comissão de Constituição e Justiça aprovou o fim da escala 6x1, mas a votação em plenário deve ficar para depois do primeiro turno das eleições.

O acordo garante aos Estados Unidos o controle de cerca de 20% das reservas de petróleo venezuelano a preço de custo, com duração prevista de 100 anos.

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