Creer que puedes con todo está frenando tu consulta
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A conversa aborda a palavra "galocha", sua origem e uso atual. O professor Pasquale explica que o termo vem do francês, onde designava um calçado de couro com sola de madeira, diferente do objeto moderno de borracha que protege sapatos. A expressão "chato de galocha" ainda é usada para descrever pessoas maçantes. A música "Diariamente", de Nando Reis e interpretada por Marisa Monte, cita "galocha" e "verlão" (herbicida), mostrando a permanência da palavra na cultura. A discussão se expande para estrangeirismos no português, como "filé", "abajur" e "marmita", que foram adaptados na grafia ou no gênero. Exemplos incluem "canoli", que em italiano é plural, mas no Brasil é tratado como singular. O professor destaca que esses empréstimos linguísticos refletem a evolução natural da língua, com adaptações que podem alterar significado ou forma, mas que enriquecem o vocabulário. A resposta finaliza com a observação de que a palavra "galocha" exemplifica como termos estrangeiros se integram ao português, mantendo vestígios de sua origem enquanto ganham novos usos.
A nossa língua de todo dia como professor Pasquale. Oi, professor, boa tarde. Tiana, boa tarde, Fernando Taí. Eu já fui de um, como assim. Affernando, eu vi abertura, eu vi que. Fim, tudo bem, você. Eu vi que você fez uma lambança ontem, uma lambança nada aticia. É isso? Oi, foi, foi. Foi uma travessia em automar. Que maravilhão, onde. Na próxima, como diz o céu, o sua dofro, na próxima, em cadernação, eu vou querer. É muito legal isso. Eu vou querer ser capaz de fazer isso. Vamos lá. Professor, hoje dúvida de volta, Erantônio Lucini de Ibi por Ano, no Paraná. Relendo Fernando Sabino, conta ele aqui, encontrou uma crônica denominada Galochas. Professor Pasquale, qual que origem dessa palavra? Já usou muitas galochas, mas a geração atual não as conhecem. E os chatos? -Losas galochas? -Losas galochas? [risos] Géneo, eu estava esperando que vocês tocaçam nesse ponto, né? Porque muita gente não sabe o que é uma galocha. Acho que muita gente não viu, nunca viu. Uma galocha, os mais jovens certamente não viram. Mas é que meio, mais recentemente, assim, voltou a ser moda, professor. Mas galochas estampadas, coloridas, de florzinha. Sobre tudo os jovens que frequentam festival, onde quando chove vira lama? Porque elas são necessárias. Usadas como antigamente, ou seja, o pessoal infil o sapato lá dentro, o tênis. -Ladente da onde dá lama? -Não, dentro da galocha? -Ah, não, não. -Não, não, não. -Então não é galocha. -É meia e bota de plástico, mais de verdade, filosa com tênis. -Com o outro causado? -Com qualquer coisa, o sapato que você tem sem fia uma proteção. -Cê é bom em dentro do negócio. É um segundo causado. -O segundo causado. -A origem é muito interessante. Primeiro, é o chato de galocha que você citou aí. Essa palavra e o objeto, talvez muita gente não comia dizendo. Muita gente talvez não conhece. Mas a expressão chato de galocha tá na. -Continua a viva. Muita gente diz chato de galocha e o chato de galocha é chato pra chuchu. -Não é isso? Não é isso? -É. -A ideia é essa. -Agora o mais engraçado é que se você procurar Fernando, você tá aí. -Já, que tudo? -Tudo. -Então, escreva chato. -Ah, não. -Cionário, no ae. -Chato. -Só chato? -Só chato. -Tra basta, né? -Ai, você vai lá embaixo tem principal e lock, né? -Logções. -Clique aí em lock. -Chato de galocha ou chato de galochas. -Indivíduo. -Masador ou oportuno? -Masador é um. -Pois é o is para definir uma coisa que tem esse. -A pelo antigo, pega e usa um termo antigo, também, massador, que é conseguir isso. -É, né? -O sujeito que massa. -É o sujeito que cansa, que enfada, que aborresse. -Então, chato massador. -Ah, uma assante. -A gente usa bastante também, né? -É, é, é, é, é, exatamente. -É uma amassada, essa, isso foi uma amassada, quer dizer, uma coisa chata, muito desagradável, muito cansativa e tal. Mas a origem, aliás antes de falar da origem, vamos ouvir a Marisa Monti. Você pensa que não existe música com galocha? A gente vai ouvir Marisa Monti, um clássico, essa música é brilhante, foi composta por Nando Reis, letra e música do Nando Reis. -Que é um crack, né? O Nando é um crack. A música se chama diariamente, é muito bonita e ela entrou até, em um processo, aí, porque alguém numa publicidade estrangeira copiou, plagiou, fez o diabo com essa música. -Se se lembram disso, não? -Não. -E foi um caso feio, muito feio que fizeram com o Nando, com a arte brasileira, com a música brasileira. Vamos ouvir um trecho da. O ideal seria ouvir a música inteira, mas aí a gente leva a cartão vermelho. Então eu separei um pedaço dessa música diariamente, Nando Reis, o autor Marisa Monti está no disco "Mais", de 1991. Vamos lá. -Nada engerrar dois. Para fazer uma toca box, para beber uma coca-trops, para ferver uma super graus, para a luz lá na roça, 220 volts. Para envijarzinho na café, para limpar a luz apagador, para o beijo da moça paladar, para uma voz muito roca, um cortelo. Para corrocha, ta o dia, para galocha, merrmo, para ser moderno, melacia, para abrir a rosa temporada. Para aumentar a vitrola, sabado, para a cama de mão, no aspete de. -Temos uma galocha. -Temos uma galocha. Essa música genial, porque é pela parte de uma coisa muito simples, para isso, para aquilo, para aquilo, para aquilo, e o diariamente, que é o nome da música "Cotidiano" vai sendo feito aí. Apenas tantas para a galocha, verlão. Verlão é o nome de um herbicida. Não sei qual foi a relação que o Nando enxergou aí. Lantigamente, eu achava que o verlão fosse uma matéria plástica, mas é um herbicida. E também, o nome de um tipo de sapato que se usava, então, pode ser o material mesmo, né, que compõe a galocha. Mas a origem de galocha é bem lá da França, uma das tantas e tantas palavras que nós temos no português, que vieram no francês, porque o francês já foi o que hoje é o inglês. Nós já fomos usuários de uma série de palavras francesas, que se consagraram na língua, que ficaram na língua, que ficaram no português, muitas delas passaram por alterações. E ficaram eu filé, eu balé, eu abajure, eu camelo, eu beber, o carpete, que algumas regiões do Brasil é carpê, o camelo. E você quer saber uma francesa que a gente mal sabe que é francesa, gloriosa marmita, né, a marmita vem do francês e marmita, e designa uma panela funda na qual se aquecia um alimento. No Brasil virou uma peça de metal, em geral, nas vezes de plástico, na qual se leva a comida para o trabalho ou para a escola. Bom, a galocha no original, no francês, não é esse sapato que protege dentro do qual se põe o sapato que a gente quer proteger na verdade, né. Na origem era um caussado de couro, ele acerta com ele, aberto, aí, como um joso. Então, escreva a galocha e vá lá para a origem e lê-a você com a sua bela voz. Fiz graça, foi fazer graça, você atrapalhou o inteiro, cara. E é isso mesmo que está no dicionário francês, se você procurar lá no arroz, por exemplo, você vai encontrar exatamente isso, sapato de couro, com sola de madeira, e chocir, decuir a seméide de borra, no glorioso lá russos, e suma, você vê o que acontece com os extranjerismos, né. É galocha.
vira a galocha e o sentido muda um pouco porque não é exatamente como no original, né? Mas é essa a resposta para o nosso ouvinte, se a gente tiver mais um tempinho, eu posso dizer mais uma coisa, não sei como é que tá janeindo. Pode, pode, pode. Então, essa coisa dos termos estrangeiros, eles vem e sofre em adaptação. Só, só, só, sofrem adaptação na grafia, na terminação, muita palavra francesa que entrou pro português, trocou, por exemplo, a avalanche, né? Que a gente pode usar também na forma avalancha, né? No anse que pode ser no ansa, a gente tem uma mabriga histórica e os puristas querendo que se faça a troca pelo avalancha, anuança, outros não dizendo que vale o uso e que já no francês, a coisa era de outro jeito. Uma que tá na moda era o gourmet, né? Que a gente mantém na grafia francesa intacta, né? Goormet, né? É assim que a gente escreve, né? Outras a gente adaptou, o próprio filé, a gente tirou o TED Tatudo, final e botou um acento, o ABAT JOU, a gente tô, tô lendo como se escreve, a gente adaptou pra abajur, tudo junto com um JOR, né? E por aí vai. E às vezes a gente muda o gênero, muda o número, o famoso Canoli, amanhã meu time glorioso, pro de Atlético, joventos, as oito horas da noite, joga em Votuporanga por um parte pra subir pra série a Rundo Paulista, vamos pegar o seu sampaulo querido Fernando, um Canoli que se come lá na moca, em Italiana é pura, Canoli, o singular é Canolo, mas a gente aqui chama de "O Canoli", né? Coloca no artigo, no singular, pra um termo que em Italiana é plural, isso acontece mesmo com todos os cus impéstimos, né? Que é o termo que a gente usa pra falar desses estrangeirismos que vem e ficam as vezes intactos, as vezes adaptados e por aí vai. É por aí. Perfeito. Professor muito obrigado e até amanhã. Sou eu que agradeço, cuidem-se e beijo pra vocês até amanhã. ♪ Música ♪
Podcast Summary
Key Points:
A origem da palavra "galocha" vem do francês, designando originalmente um sapato de couro com sola de madeira.
A expressão "chato de galocha" permanece viva no português, referindo-se a uma pessoa maçante ou inconveniente.
A música "Diariamente", de Nando Reis, interpretada por Marisa Monte, menciona "galocha" e "verlão" (um herbicida).
O português incorpora muitos estrangeirismos, como "galocha", "filé", "abajur" e "marmita", que sofreram adaptações gráficas e de gênero.
Palavras estrangeiras podem mudar de sentido, gênero ou número ao serem adotadas, como "canoli" (plural italiano usado como singular no português).
Summary:
A conversa aborda a palavra "galocha", sua origem e uso atual. O professor Pasquale explica que o termo vem do francês, onde designava um calçado de couro com sola de madeira, diferente do objeto moderno de borracha que protege sapatos. A expressão "chato de galocha" ainda é usada para descrever pessoas maçantes.
A música "Diariamente", de Nando Reis e interpretada por Marisa Monte, cita "galocha" e "verlão" (herbicida), mostrando a permanência da palavra na cultura. A discussão se expande para estrangeirismos no português, como "filé", "abajur" e "marmita", que foram adaptados na grafia ou no gênero. Exemplos incluem "canoli", que em italiano é plural, mas no Brasil é tratado como singular.
O professor destaca que esses empréstimos linguísticos refletem a evolução natural da língua, com adaptações que podem alterar significado ou forma, mas que enriquecem o vocabulário. A resposta finaliza com a observação de que a palavra "galocha" exemplifica como termos estrangeiros se integram ao português, mantendo vestígios de sua origem enquanto ganham novos usos.
FAQs
Galocha é um calçado de borracha ou plástico usado sobre o sapato para proteger da lama e da chuva. Antigamente era de couro com sola de madeira.
A palavra 'galocha' vem do francês, originalmente designando um sapato de couro com sola de madeira. No português, o termo foi adaptado e o sentido mudou um pouco.
'Chato de galocha' é uma expressão para se referir a uma pessoa muito chata, massante ou aborrecida. O termo 'massador' também é usado como sinônimo.
A música 'Diariamente', composta por Nando Reis e interpretada por Marisa Monte, menciona 'galocha' em sua letra. Ela está no disco 'Mais', de 1991.
Estrangeirismos podem sofrer adaptações na grafia, terminação, gênero ou número. Exemplos incluem 'abajur' (do francês 'abat-jour') e 'canoli' (do italiano 'cannoli', que em italiano é plural).
Marmita é um recipiente para levar comida ao trabalho ou escola. A palavra vem do francês 'marmite', que originalmente designava uma panela funda para aquecer alimentos.
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