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Copa Semanal #30 - O esporte e a eleição presidencial no Brasil

from Copa Além da Copa

55m 9s

Copa Semanal #30 - O esporte e a eleição presidencial no Brasil

O programa "Copa além da Copa" realiza uma análise profunda e crítica da relação entre política, esporte e eleições no Brasil, com foco especial no contexto da eleição presidencial de 2022 e nas perspectivas do segundo turno. O programa destaca como o Bolsonaroismo promove um discurso machista, anti-feminino e discriminatório, que se reflete em ações concretas, como a lei municipal de Londrina que proibiu transgêneros de praticar esportes, e em campanhas políticas que negam o feminismo e o direito de voto feminino. A Copa do Mundo Feminina de 2027, uma conquista do governo Lula, é apresentada como um evento simbólico de inclusão e justiça, porém em risco de ser mal tratado por um eventual governo bolsonarista. O discurso de exclusão do futebol feminino é ligado ao sentimento de frustração e ameaça de uma elite masculina ao progresso social. Além disso, o tema das apostas esportivas (bets) ganha relevância política, com a proibição no governo Lula gerando resistência dos clubes, como o Flamengo, que usaram campanhas para defender o futebol como "um direito". A ligação entre o Bolsonaro e o empresário Yulker Thomas, bem como a possível substituição do sistema PIX pelo Zelle, mostra uma articulação com interesses neoliberais e anti-brasileiros. O programa também enfatiza a violência presente no ambiente bolsonarista, como o ataque ao apresentador Fred Bruno, simbolizando o aumento da ameaça ao espaço de liberdade e expressão. A análise conclui que o esporte, especialmente o feminino, é um campo de resistência política e social, onde a defesa do futebol feminino se torna um ato de defesa da democracia e dos direitos humanos.

Transcription

8121 Words, 45539 Characters

Portuguese
Está no ar, Copa além da Copa, o podcast que dizem da história geopolítica, cultura, arte e muito mais do mundo dos esportes, com Carlos Massare e Aurelio Araújo. Bom dia, boa tarde e boa noite para vocês que nos escutam, chegamos com mais um episódio de Copa além da Copa, Copa semanal trazendo tudo que acontece no mundo, nos esportes relacionado a história geopolítica, política, cultura e tudo mais. Estamos chegando no segundo turno da eleição presidencial aqui no Brasil, um segundo turno que tem um favoritismo do candidato que nós não gostaríamos que tivesse favoritismo, todos sabem que o Copa além da Copa é um programa de esquerda, que nós somos pessoas de esquerda, nós nunca escondemos isso e nem vamos esconder. Então ver um Bolsonaro tendo tantas chances de voltar ao poder é algo que deixa a gente extremamente triste e revoltado em situações formativos parecidos, mas ao mesmo tempo diferentes, mas a gente tem que talvez se acostumar que essa é a maior probabilidade do domingo, mas a gente não desespera de dilutar e tentar de alguma forma conseguir essa vitória no domingo. Mas assim, a gente tem que falar sobre eleição em algum programa e a gente separou vários ópicos que tangenciam a eleição, que tangenciam o Flágio Bolsonaro e o Bolsonaroismo em geral e a gente separou esses tópicos para trazer um panorama de colo, o futebol e o esporte brasileiro em geral estão ligados com a eleição presidencial do próximo domingo. Para falar sobre tudo isso, eu sou Carlos Massare e comigo Aurelio Aurelio. Olá pessoal, lá Carlos, estamos aqui de novo no Copa além da Copa Semanal. E chegou um momento que talvez a gente não quisesse que chegasse, que seria finalmente a semana da eleição presidencial brasileira do segundo turno, como você disse. É bom, antes de entrar nesse tópico, né? Só é curioso, um comentário que chamou nossa atenção no podcast da semana passada do Dav Bartavi. Está escrito aqui a identificação aqui, né, do comentarista. Pedindo para a gente falar sobre a assunto que estão em alta. E aí, isso a gente faria de qualquer forma, né, falar sobre eleição presidencial. Eu não sei se ele queria dizer que o assunto que estava em alta era eleição presidencial, porque aqui no Copa Semanal a gente busca falar sobre os assuntos mais ou menos ligados à semana, né? Às vezes a gente tem um programa mais temático que não é bem sobre isso, mas queria também deixar aberto. Não, então só o Dav Bartavi aqui cujo comentário a gente respondeu pedindo que ele sugerisse assuntos, né? Que ele achasse que está com o que estão em alta para a gente poder comentar. Mas também é para quem ouve nosso programa e de repente quer sugerir alguma coisa. Sinta-se a vontade para usar os comentários aqui para sugerir pautas para os próximos programas, né? E mandar um abraço para o Mateus e também para o Daniel Alberto, que também comentaram no programa da semana passada. E, claro, para quem realmente faz questão de nos pautar e não é uma coisa ruim, né? Embora, às vezes, tem pessoas que abusam um pouco desse direito, mas não estou dizendo o caso do nosso amigo Dav Bartavi, você pode se tornar assinante do Copa Semanal da Copa, que além de ajudar a gente a fazer esse projeto, todo mês a gente produz um texto exclusivo para assinantes, voltado aos assuntos que os assinantes escolhem. Então, você tem essa chance aí. Então, só você acessar lá apoia.se/copa além da Copa, escolher os planos que condizem com essa questão, com essa condição de receber o material exclusivo mensal. E aí, você passa a poder também nos pautar e virar nosso patrão, na verdade, né? Porque você está realmente colocando a mão no bolso e nos ajudando a fazer o programa. E aquele recadinho de sempre estamos no Blue Sky, no X, antigo Twitter, no Trades, no Instagram, no TikTok, e também no YouTube. E o YouTube, que também deve ganhar nos conteúdos sem breve, mas a gente estava debatendo justamente se a gente vai lançar o conteúdo da semana. Não é ainda, enfim, não é um crime expectativas que a gente também está bem perturbado, como Carlos Gista está correndo atrás, aí está tentando, enfim, evitar uma tragédia no domingo, mas não sabe se será possível. Mas, de qualquer forma, esse programa específico vai falar um pouco sobre política brasileira e sobre futebol e esporte, em geral, no que a gente pode traçar um paralelo entre seus assuntos, porque é o que a gente fala aqui, né? Politica e esporte. Bora lá, Carlos. Não, é isso, olha, olha, a gente ficou aqui pensando, realmente, sobre lançar ou não, conteúdo no YouTube essa semana. Eu acredito que talvez não seja um momento para a gente lançar conteúdos de temas muito específicos no YouTube, porque ninguém está com muita cabeça nos casos, tendo um vídeo de 15 minutos sobre futebol, né? Então vamos focar aqui no nosso episódio, focar na discussão sobre a edição aqui, e semana que bem, provavelmente a gente lança coisa nova lá no YouTube. Mora, eu sei que você produziu uma mini pauta, você pensou aí os tópicos que você gostaria de trazer para o programa falando sobre propostas nos candidatos, em relação ao esporte e tudo mais. Então, por favor, fique à vontade, o microfone é tudo seu. É, porque assim, a gente ficou procurando, né, Carlos, ângulos que a gente pudesse explorar sobre eleição brasileira e se relacionassem com o esporte. A gente já tinha definido que o tema do programa dessa semana seria esse. E aí, às vezes a pauta se impõe, né, teve um fato ocorrido recente, bem recente, e tem tudo a ver com o esporte, e também ajuda um pouco a dar um panorama político do nosso país, que acontece no último domingo. Tivemos aí, estamos tendo, né, praticamente tudo, de atos, tanto candidato Gula, quanto do candidato Flávio Bolsonaro, aí pela Suas do Brasil. Mas no domingo, a gente teve um ato na avenida Paulista, do Flávio Bolsonaro. Na semana anterior, tinha sido do Gula, né, na própria avenida Paulista, que é um dos principais lugares onde costuma haver manifestações políticas do país. E depois disso, na madrugada de domingo para a segunda-feira, o apresentador do Gula esporte, Fred Bruno, que é conhecido também na internet, por ter sido apresentador do desimpididos, né, feito vários, enfim, passou anos ali, não desimpididos, foi feito vários vídeos, vários desafios, etc. É muito conhecido, tanto é que foi por isso que ele foi parar, primeiro no Big Brother, né, entrando abrir nas portas da Globo, e depois assumindo aí a apresentação do do esporte, mas ele foi atingido por um tiro de raspão no pé, um bar em São Paulo, que, cuja arma, né, quem disparou o tiro, foi um deputado estadual do pé, deputado estadual aqui de São Paulo, chamado Marcelo Aguiar, e como disse nosso amigo Andrei Raistock, que imagino que vocês conheçam aí o conteúdo dele, é um cara que bomba bastante nas redes sociais no YouTube, no Brasil as pessoas são muito literais, né, então o tiro no pé do Bolsonaroismo, literalmente é um tiro no pé, né, o tiro no pé do querido apresentador Alfred Bruno, inclusive, ele não foi ferido gravemente, mas a gente fala aqui em nome do Copa de da Copa, manda abraço aí pra ele e deseja recuperação, é rápida, né, mas isso daqui pouco o tom do Bolsonaroismo, eu acho assim, né, caso assim, pra se ter uma ideia, além de deputados estadual do pé, esse cara era cantar gosto do sertanejo, né, é uma coisa meio doido assim, é um sertanejo gosto, talvez você nunca tenha ouvido falar dele, eu certamente nunca tinha ouvido falar dele, mas é um cara que teve voto suficiente pra se elegir em São Paulo, e alguns pessoas compararam né, o quarto aí desse Marcelo Aguiar, com o que a ex deputada Carlos Ambele, fez um dia antes das eleições de 2022, né, quando eu persidi um homem em São Paulo com uma arma na mão, e muita gente disse que aquilo lá tirou votos do Bolsonaro em cima da hora, né, eu não sei, acho que esse caso do Fred Bruno não tem. não tem esse nível de repercussão, mas querendo não, é onde o Bolsonaro se toca um pouco esporte, embora o Fred não seja um esportista em si, ele é um apresentador de programa de esporte, mas é um cara cuja carreira tá bastante ligada ao esporte, ao futebol especificamente, e poderia não ter sido ele, na verdade poderia ter sido qualquer um, poderia ter sido uma atleta, também, então poderia ter sido jogadores, então acho que é um bom, eu acho só, eu preciso comentar esse caso por uma introdução para pensar em como é isso, não é um país com mais armas, e de repente não é uma coisa boa, uma direção na qual a gente deve remar, e antes disso, ainda nesse mês de eleições, entre o primeiro e o segundo turno, no dia 13 de outubro, a gente teve um amistoso da seleção brasileira feminina na área na perda buco contra Argentina, e algumas torcedoras entraram com uma faixa, uns dizeres, mulher da um vote em quem não te respeita, essa era a faixa que as mulheres carregaram lá no amistoso da seleção contra Argentina, essa faixa foi retirada pela segurança privada do evento, supostamente por ser uma faixa política, mas, embora ela fala sobre votar, ela não citava o nome de ninguém, ela falou, mulher não vote em quem não te respeita, e curioso que parece, a sensação que dá, imagino que praticamente todo mundo que ouvi falar uma frase dessas, é que esteja se pedindo voto para um dos lados, e pedindo para votar contra o outro lado, só que não cita o nome, muito louco como a cara puça-seva, assim parece que ser contra a mulher já é uma coisa que é inerente, um dos lados no caso do Bolsonaroismo, assim é meu louco, inclusive a questão do feminicídio, do fim do voto feminino, né, primeiro, a negação da existência do feminismo, e a defesa do fim do voto feminino, é uma bandeira que, por incrível que pareça assim, parece que eu tô ficando maluco só de falar que tem um lado que tá definendo isso num Brasil, mas, é basicamente o que tá acontecendo, né, tivemos também São Paulo, depois fala que eu não deixei não saber votar, e a gente tem lugar de falar aqui para falar, de ficar o voto dos Paulistas, porque nós dois somos Paulistas, é, a gente teve a deputada estadual mais votada aí, foi a Eduarda Campo Piano, também do PL, que se elegeu dizendo que não existia feminicídio, é, que o feminismo não ouço tornada para a mulher, né, e só torna a vida da mulher mais difícil, enfim, algumas coisas bastante surreais, então parece que faz sentido associar imediatamente o Bolsonaroismo e o PL a essa faixa mulher não votem que não te respeita, né, e além da campanha contra o voto feminino, né, a própria Eduarda já se discontra o voto feminino, o que é o único dela, ela se elegeu, e não só isso, né, o Paulo Figueiredo, Neto do Ditador, João Figueiredo, né, mora nos Estados Unidos e é um grande conselheiro e amigo da família Bolsonaro, principalmente da Eduarda Bolsonaro, que tá lá nos Estados Unidos, ajudou Eduardo Bolsonaro a discutir ali com membros do governo de Donald Trump, tarifas contra o Brasil, e já disse, por exemplo, que mulher vota muito mal, né, isso é uma questão histórica, etc, então é também uma bandeira encampada pelo Bolsonaroismo nos últimos tempos, assim, e aí, que ia lembrar, né, que a gente vai nos ouvindo, que ano que vem, o Brasil vai receber uma Copa do Mundo, uma Copa do Mundo justamente de futebol feminino, né, na Copa do Mundo das Mulheres, e perguntar quem a gente quer ver como presidente, né, eu sei que, parêntese, a gente não vai virar pontos aqui, acho que a maioria da nossa nossa audiência, ela já votaria no ludo, de qualquer forma, ou pelo menos, serão gostando do ludo, votaria nuro, né, não votaria no flag Bolsonaro, eu posso ter ganado, de repente, os comentários desse episódio vão me provar, né, vou provar que eu tô errado, etc. Mas assim, é esquisito, né, porque, por exemplo, o que a gente não tem, vamos começar do começo, o Brasil recebeu, né, a CBF encampou uma campanha pra receber a Copa do Mundo feminina no Brasil em 27, a partir de 2023, né, que havia ainda sido escolhida a sede da Copa do Mundo seguinte, né, em 2003 a gente teve Copa do Mundo feminina na Austrália e na Nova Zelande, caso alguém aqui não se lembra, e o governo Lula que tava no poder apoiou a CBF, né, conversou ali e tal, e aí tivemos uma eleição, né, na FIFA em 2004, onde o Brasil venceu e obtê-vos direitos de sedear essa Copa do Mundo que será no ano que vem. É curioso, cara, porque, em janeiro de 2021, né, acho que a única fala que a gente tem pública, assim, da família Bolsonaro sobre o futebol feminino, o então o presidente já é Bolsonaro, criticou justamente uma questão do ENEM, né, o ENEM aí, que essa prova que o Brasil inteiro faz, que abordava a disparidade salarial entre a Marta e o Neymar, né. O Bolsonaro disse na época que essa era uma questão ridícula e que o futebol feminino não era uma realidade no Brasil, ele disse isso em 2021, seis anos depois o Brasil vai receber uma Copa do Mundo, não que isso quer dizer que o futebol feminino no Brasil tá voando um pouco, acho lógico, né, que a gente chega aqui não, que não é isso que tá acontecendo, mas dizer que também não é uma realidade, é brincadeira, assim, né. E seria uma coisa que tivesse dito que o futebol feminino não é uma realidade no Brasil, e ele realmente vai se procurando, né, mais investimentos, defenderam, né, mais recursos para o futebol feminino, mas não era o que ele tava fazendo. E aí, Carlos, só que eu fechar essa minha primeira fala aqui com você esse episódio, lembrando de um caso bizarro, porque no programa de governo de o Flávio Bolsonaro tem uma paraga sobre esporte feminino, e que basicamente que eles falam, é que vão proibir trans de participarem de esportes, né. E isso é a promessa deles para o esporte feminino. Só que antes disso, em março, não em fevereiro desse ano, na cidade Londrina, no Paraná, uma vereadora bolsonarista chamada Jesse Carnamus Moreno, conhecida como Jesse Cão, propós ali uma lei municipal que vetava a participação de apletas transgêneros nas atividades esportivas da cidade, só que a lei não proibia só pessoas trans, ela incluía também gays, tésbicas bissexuais, e até pessoas cisgêneros, ou seja, então pessoas que se identificam com um gênero atribuído a elas no nascimento. Então, na prática, essa lei proibia que qualquer pessoa praticasse esporte na cidade, o que é bizarro, mas mais bizarro ainda que a lei foi aprovada. Na verdade, essa lei era voltada a proibir a prejudicar uma atleta específica, que a Tiffany abriu oposto de ponteira no voly, que é uma mulher trans, ela joga nos aspos, ao longo dos anos já teve vários casos de preconceito, ela sofrei preconceito em alguns ambientes, e como a semifinal, é final da Copa Brasil de Voli Feminino, foram disputadas em Londrina, a ideia da Jessica era aprovar uma lei, que impedisse que a Tiffany participasse dos jogos na cidade. O Londrina, parênteses, não tinha nem um time de Londrina participando, mas tornei que o organizado, para que sua parte final, se desce na cidade Londrina no norte do Paraná. E aí, parece que deu uma sede de poder ali na ela, né? Ela propôs e ainda a lei foi aprovada, que é uma loucura. A Tiffany teve a sua participação liberada por decisão do STF, que recorreram ali, inclusive a Confederação Brasileiro de Voli, que não é nenhuma entidade super progressista, recorreram ali no STF, e a Tiffany pode jogar e conquistou o título com o Osasco. Então, Carlos, estamos nessa assinuca de Bico, ano que vem, temos Copa do Mundo, é que a Copa do Mundo não é a principal tema na cabeça do eleitor, quando ele vai votar, fazer uma escolha no domingo, mas é uma loucura, hein? É inacreditável que a gente teja nessa situação com grande chance, como você mencionou do Fábio Bolsonaro ganhar, embora não seja definitivo, acho que tem de um semi-impat técnico, como já foi, né? A eleição do Luna em 2022 contra o pai do Fábio Bolsonaro, já é Bolsonaro, que depois tentou dar um golpe de Estado, e por isso tá preso no hoje. Mas é. É isso, cara, assim, acho que. Lógico, Copa do Mundo feminina não está nem entre as dez, talvez nem entre as cinquenta preocupações do eleitor, mas alguém vai ser presidente quando essa Copa do Mundo começar, ano que vem. Será que vai ter que ser o Fábio? Eu não sei, cara, o que você gostaria de acrescentar aí. Vamos por parte, senão, olha. É. Primeiro questão da tiphone do Olefemino, é. Agora a gente está tendo uma polêmica nível nosso. nacional, relação a isso, porque a Confederação Brasileira de Volume aprovou uma regulamento baseado no que já vem do COI, né, quantos préstils de gênero e de atletas, e isso baniria tipo no território brasileiro, né, do volume em geral, a edição da superlígula feminina está começando agora, né, começou no final de semana, aí na temporada, 2006, 2007, da superlígula feminina, e atifone não poderia jogar, inclusive teve uma batalha judicial, aí, agora se eu não me engano a última qualização que eu vi sobre o caso, foi que ela tinha conseguido maliminar, então acho que ela até deve estar jogando, não comecinho agora da temporada, mas existe uma grande sensação de insegurança jurídica em relação à carreira, ela em relação ao futuro, ela vai poder continuar jogando ou não, ela que é uma pleta que tem uma indolatria enorme lá em Rosasco, já trabalha, já foi em muitos jogos, já frequentei várias vezes, hoje nasi lá em Rosasco, do Rosasco de Volei feminino, que é, talvez só, principal, o time no Brasil, né, e você percebe o quanto a tipo não é querida lá, tem bandeiras com nome dela, cantos, só para ela, enfim, ela é um atletamento querida lá, pelo para os crescedores, suas asquenses, mas agora tem toda essa situação complicada envolvendo a participação dela, no voly daqui em diante, né, no voly da territória brasileira, e isso vem exatamente da cruzada, acho que principalmente a cruzada turmpista contra atletas trans, no esporte feminino, é, o Dono de Trump, a gente tem que lembrar a sede dos jogos roguímpicos de 2008 em Rosas, ou seja, vai estar ali provávelmente, se não ser nada de inesperado no caminho sobre o governo Trump ainda, a gente viu tudo que o Trump causou com as suas égras, bizarras e as suas maluquises na Copa do Mundo, e os roguímpicos tendem a ser ainda piores, né, porque são muitos atletas de países, estão aí na lista de países premidos do Trump, muitos atletas de países que estão considerados inimigos pelo Trump, e a gente deve ter problemas variados quanto a entrada de extranjeiros, de atletas, técnicos, jornalistas, enfim, provavelmente vai ter todo tipo de problema imaginável em Los Angeles, de 2008. A gente deve, você ouvinte deve lembrar, né, a gente teve o caso da irmã de Quelyfina, nas limpias de 2024, a boxeadora Argemina, que foi acusada aí de StarTrans, por muitas pessoas, a extrema direita caiu em cima desse caso, todo mundo acusando ela de StarTrans, todo mundo dizendo que a na verdade era homem, o que chega a ser absurdo considerando que na Argemina a transexualidade é crime, não existiria nenhum, nenhuma lógica em uma mulher tran, em um homem vestido em mulher, se desfarsar de mulher para adultar a boxe nas olimpidas, uma coisa dointia da cabeça da galera da teoria, da conspiração, mas esse caso fez com que o Trump e fechasse o cerco, né, pressionasse, o coi, pressionasse todas as instituições aí para fechar o cerco contra a transdisporte feminino, isso teve um impacto já na, nesse parte dentro dos Estados Unidos, as competições da Ncdoba ou Exxon, que regula as competições universitárias dos Estados Unidos, e chegando até o coi, e agora tem também o reflexo aqui no Brasil, o Brasil vem copiando muito que os Estados Unidos fazem, a gente pega uma tendência a clara nos últimas eleições, os Estados Unidos tiram o Trump em 2016, o Brasil elege o Bolsonaro em 2018, os Estados Unidos tiram o Trump, elege o Bolsonaro em 2022, aí volta o Trump em 2024, que agora felizmente o Bolsonaro vai tá preso, mas vem aí o Bolsonaro Filho, se as pesquisas tudo mais tiverem certas, que parece serem da pior, mas o que você é contração, então o Brasil vem copiando tudo e agora vai importar também todos esses tipos de pautas, inclusive a gente viu que esse pânico moral envolvendo pessoas trans, e banheiro trans, etc, deu muito voto pra doidos aí em São Paulo, também você falou da Eduardo Campo Piano, mas também tem o Pava NATO, lá que fez toda a campanha dele, a única proposta dele é barrar mulher e trans em banheiro, a única proposta, a única coisa que ele sabe falar sobre isso, mesmo assim foi eleito com recorde de votos, então acho que fica bem insplista qual é a situação que a gente sim filmou, agora já que estamos falando o Orelho do Sport Feminino, você mencionou a Copa do Mundo Feminino que acontece aqui no Brasil no ano que vem, e a gente tem espera ter uma grande competição, eu acho que vai ser excelente, para quem gosta de futebol, mais uma Copa do Mundo no nosso território, a gente viveu 2014 agora, pode viver mais uma vez uma Copa do Mundo aqui no Brasil, pra gente que é de São Paulo tem vários jogos em São Paulo, pra ir, também dá pra ir pra outras cidades, pra outros estados, é muito legal viver a Copa do Mundo acontecendo, e aqui no Copa ali na Copa a gente não faz distinção de gênero da Copa do Mundo, a gente fez cobertura, acho que a gente fez uma ótima cobertura da Copa do Mundo Feminino em 2023, também a gente fez programas especiais, enfim, cuida um futebol, isso é recado que a gente deixa para os nossos solvintes, mas essa foi uma Copa do Mundo aprovada no governo Lula, foi uma Copa do Mundo que o governo Lula fez uma campanha para ter, e como você mencionou muito bem o Bolsonaroismo em geral, ele não é muito promulheres, ele tem uma posição muito clara de se pautar no machismo, se pautar dessa coisa que até você mencionou a questão do Lula Feminino também, e eu acho que existe sim a questão de como que um potencial governo flávio Bolsonaro olharia pra Copa do Mundo Feminino em 2023, 2017, a gente teve recentemente uma polêmica nascer de sociais, não só nascer de sociais, mas no mundo do futebol em geral, porque o presidente do Flamengo, o papi, ele estava fazendo ali uma campanha pra que o campeonato brasileiro não parasse durante a Copa do Mundo Feminino, o que é inviável pelo regulamento da FIFA e tal, mas essa campanha ela pegou entre vários jornalistas influencers, e entre vários também membros da trupe Bolsonaroista, o ódio ou futebol feminino faz parte desse discurso, a gente sabe que faz parte do discurso Bolsonaroista, o Flamengo inclusive já teve reportagens mostrando como ele trata muito mal as suas atletas, tem que beber água com um barro, enfim, sempre lamentável lembrar que um clube tão rico trate a suas atletas, mulheres que vestem a sua camisa do esporte mais popular do Brasil dessa maneira, isso já mostra pra gente que, indeterminado lado desse espectro político, não existe um apoio nenhum a o futebol feminino, e a gente se preocupa assim como que a Copa do Mundo Feminino vai ser tratada por um eventual governo Bolsonaro, eu sempre digo que o Bolsonaroismo é a política da frustração, todo o Bolsonaroista parece frustrado o tempo todo, e o ódio, as mulheres, por exemplo, vem daí, normalmente são homens frustrados com o fato de que mulheres passaram a ter um papel maior na sociedade, eles dentro da sua mediocridade, se sentem ameaçados, sentem que vão ter o seu lugar tomado, dos privilégios tomados, enfim, e do certa forma o futebol ódio ou futebol feminino também vem daí, né, ele vem de onde um lugar de, o futebol era o nosso espaço porque elas estão tentando ocupar o nosso espaço, e eu acho que, por isso a gente pode se preocupar assim porque a gente já teve demonstrações claras de que a Copa do Mundo Feminino não é bem vinda para essa parte da população, dentro do mundo do futebol até mesmo, e o que pode acontecer, né, gente, sabe que por tudo que a gente ouve pelas propostas sobre esporte feminino, pelo jeito que os candidatos enxergam o esporte, a gente sabe que existe, sim, é uma ameaça não de que não aconteça Copa do Mundo Feminino, mas que de que, mais de que a Copa do Mundo Feminino não tenha o prestígio que ela merece? Não, sem dúvida, é, para encerrar só esse papo do futebol feminino e passar para um outro topo que eu acho que é pertinente as eleições, é, você me ensuno, né, a federação é que a gente tem que buscar o direito de ser de água para o mundo, no caso da CB. Mas. eles não faliam isso sem o apoio do governo do país, né? Então, obviamente, é uma colobração com o governo Lula, para que o Brasil recebei essa Copa do Mundo feminina de 2027. E agora, em julho, o governo Lula preparou aí uma programação, uma legislação para as regras, né, da como o país vai fazer para receber a Copa do Mundo feminina do ano que vem. Por exemplo, fazendo conqueceférias escolares de 2027, coincida com o Copa do Mundo feminina, o Copa do Mundo vai acontecer entre 24 de julho e 25 de julho de 2027, em 8 cidades brasileiras, né? E, cara, é uma Copa do Mundo, dá uma mais edi para o tipo de válvio feminino, a FIFA trata como Copa do Mundo, não se está dizendo que a FIFA dá o mesmo respeito que ela dá a Copa do Mundo feminina, né, com em comparação com a masculina, mas toda essa campanha, né, para que o futebol brasileiro, por exemplo, não pare durante a Copa do Mundo, etc. Eu acho isso um pouco desespeitoso e até inútil, porque, cara, a FIFA não vai querer, por exemplo, que tem a jogos do Maracanã da Copa do Mundo feminina, sei lá, do meio da tarde e a noite tem sei lá, Flamengo do brasileiro, ou Fluminense, sei lá. Só um parente, sei lá, não é nem que ela não vai querer, né? É o próprio regulamento dela, não está nem tá. Quando você acredita, todo o estádio, toda a estrutura que vai ser utilizada pela Copa do Mundo durante dois meses, ali, ela passa pertenceira e fica, então, nem teria como. Quer dizer, se manter o brasileiro é o compromisso lá, jogando em nove gostos, né? Pois é, não, se tem toda razão, se tem toda razão e tipo, e não faz sentido do ponto de vista comercial, o mesmo da FIFA, que vou tratar, claro, a Copa do Mundo masculina é o maior evento, não só da FIFA, o maior evento esportivo do mundo, mas a Copa do Mundo feminina é enganhando mais espaço e, obviamente, a FIFA ainda mais, né? Gananciosa, como é, ela não vai querer abrir espaço para concorrência de futebol, um masculino interno, por exemplo. Não faz sentido, basicamente. Mas antes de fazer essa troca de assunto, eu queria só, eu peguei aqui, o trechinho que eu encontrei, né, no plano de governo tanto do Flávio Bolsonaro quanto do Lula, vou começar pelo Lula, que fala, que menciona, especificamente, a Copa do Mundo feminina. Não é nada de outro planeta, mas mostra, pelo menos, mostra que o governo, é, a campanha do governo Lula, né, a campanha do Petista, né? A candidatura Petista, lembra que vai ter a Copa do Mundo feminina, ano que vem no Brasil, porque diz assim, abre aspas. No próximo mandato, realizaremos a Copa do Mundo de Futebol feminino, que ocorrerá pela primeira vez na América de Sul, continuaremos trabalhando para o sucesso do evento, que ocorrerá em 8 capitais brasileiros que tem potencial de promover ainda mais o Brasil no exterior, estimulando também a atividade turística. Sede, era o evento, terá também o efeito de estimular, ainda mais a prática do Futebol feminino no Brasil, fecha aspas. Isso é o que diz o plano de governo do Lula, de 2023, mencionando a Copa do Mundo, fala, né? O plano de governo do Flávio Bolsonaro, como eu mencionei, ele fala sobre o esporte feminino, mas é só sobre essa questão que estão trânsis, né? E, ou seja, não é. Você comprometendo a buscar nenhum tipo de apoio, né? Mas eu vou ler aqui para que não fique dúvida. Aqui o plano de governo do Fávio Bolsonaro que ele fala sobre esporte feminino, abre aspas. O esporte feminino foi criado justamente para dar as mulheres uma espada de competição justo. Vamos proteger. Nos últimos anos, confederações internacionais em viram suas regas ao reconhecer que atletas que não nasceram do sexo feminino mantêm, mesmo, uma posteratamento hormonal, vantagem de envergadura, densidade óssea, musculatura, que a mulher não tem como equipar, né? Fele tire essa desigualdade, é punir justamente a atleta que treina a vida inteira, abre mão da família, e se dedica ao auto-rendimento. Vamos assegurar que a categoria feminina da base é o auto-rendimento, seja disputada para atletas no sexo feminino, proteger na mulher e a lesura da competição de agendas ideológicas. Fecha aspas. E aí, quando bota agendas ideológicos, você vê que já é uma coisa bem meio-paradóica, tal bem trampista, como você disse, total inspiração do Trump, o Trump que conseguiu dobrar o COI, porque os Estados Unidos vão receber, né, como você disse, as unipedas de 2018, na cidade de Los Angeles, o que vai ser um pesadelo logístico, assim, como já foi a Copa do Mundo, porque tem muito mais atleta, eles vão vetar, vão vetar países a ser, enfim, vai ser aquele momento vergonhoso da história de esporte da mesma forma, que tivemos na Copa do Mundo de 2016. Dito isso, Carlos. Agora, assim, passando prototópico, temos também uma questão bastante sensível, que envolve futebol e a eleição presidencial brasileira, que é a questão das bets, né? Então, só recapitulando aqui rapidamente. As apostas online, né, pessoal, chamando de bets, foram liberadas no final do governo, do Michel Temer, e até eu tenho um pau pítico, Carlos, porque foi liberado no final, porque é uma coisa impopular. Não é assim, não é que impopular, mas é uma coisa que precisava ser melhor explicada, né? Basicamente. E o Temer é um cara que, basicamente, não foi eleito, pelo menos, não como presidente, foi eleito como vice presidente, ou foi o impeachment da Dilma Rousseff, e ele entrou no lugar dano. Então, ele liberou bem no final, basicamente, ali, o que dizia, né, num decreto dele, era que essas apostas de Cota Fixa estavam liberadas, desde que, para serem reguladas, regulamentadas num período de dois anos, que poderia ser estendivo há quatro anos. Ou seja, quem fosse o próximo presidente depois do tema, seria o cara com a responsabilidade de regulamentar as Betes. Veio o governo Bolsonaro, como a gente está falando aqui, não fez nada, não era um governo conhecido pelo seu engajamento, para sua vontade de trabalhar, era muito mais ficar e fazendo. Bobagem, basicamente, falando de agente de ideológica, e não sei o que, tal. E acho que o próprio Bolsonaro repetia muita coisa que ele não tinha vindo, repetia muitas vezes, né, que ele não tinha vindo para construir nada, ele precisava destruir algumas coisas, e só uma situação direta do Bolsonaro. E aí, na hora de construir essa regulamentação das Betes, não foi feito. Bom, veio então o governo Lula, ouve sim a regulamentação das Betes. E aí, a essa altura, as Betes já estavam vendendo talvez o produto principal delas, que não é as apostas portimas, que eram os cassinos online, principalmente jogos de roleta, como o famoso jogo do Tigrim, que estão muito complexos por uma série de razões. E aí, eu nem sei se esse programa torna o ar, porque a gente teve alguns programas tirados do ar, porque a questão é de direito de salto, mas, né, um Spotify ficou mais chato com isso, e enfim, mas a gente fez, em 2021, se eu não me engano, um programa sobre a questão das apostas portimas no esporte, onde a gente falava de forma muito completa, não só sobre o caso do Brasil, mas falava sobre Estados Unidos, em Galatés, Espanha, Alemanha, falava sobre vários países, né? E o mundo lida com essa questão das Betes, dos cassinos de forma diferente. Na Inglaterra, basicamente, sempre existiram, mas sempre foi físico, né? Então, quando teve essa mudança para online, foi quando, talvez, pelo menos pelo que entende, pelo que entendem os próprios, a própria Premier League, tem esse passado do ponto, porque as publicidades de Bet começaram a parecer em todo lugar, e aí, por que, por que que eu digo, que talvez a Premier League julgo que tenha passado do ponto? Porque a Premier League acaba de restringir, de tirar do Patrocínio Master, das camisas dos topos de futebol, a questão das Betes. No Brasil, as Betes, acho que não é segredo para ninguém, que tomaram muito rapidamente o mercado brasileiro, aqui no Brasil, a gente tem uma questão de ter muitos clubes considerados grandes, completamente individados, ou seja, as Betes entrando pagando muito, de certa forma, ajudavam esses clubes, ou melhor, salvavam aí o pescoço de dirigentes irresponsáveis e fracos, etc. Nesse período do Governo Bolsonaro, inclusive, também tivemos a regulamentação da SAF, justamente porque alguns clubes, como Vasco, Cruzeiro e Botafogo, por exemplo, estavam em vías de peixá, senão virasse em SAF, a verdade é essa, e tivemos a entrada, ou melhor, a ampliação de forma totalmente desregulada do exercício das Betes. O Governo Luda, de uma forma um pouco impulsiva, talvez, proibiu as Betes, tipo, não é que restringiu publicidade na li, proibiu as Betes na semana ali, uma semana antes da primeira turno mais ou menos, e isso esmerou uma reação muito forte dos clubes de futebol, alguns clubes de futebol, inclusive, aderiram a uma campanha chamada proibi, não é proteger. A campanha era organizada pela Asociação Nacional de Jogos de Loterias e pelo Instituto Brasileiro de Jogos Responsável, responsável que representam as empresas do setor. Então elas defendiu que banhias plataformas regulamentadas, como elas gostavam de dizer que as casas de apostos ela eram regulamentadas, justamente uma regulação que veio durante o Governo Lula, não impedir que as pessoas apostassem, porque ainda existem, obviamente, muitas casas não regulamentadas funcionando no Brasil. Alguns clubes, como Flamenco, Fluminense e São Paulo, devem ter outros, mas esses são os que vem a cabeça agora, entrar em campo, né, nos jogos do comparato brasileiro, com mensagens de proibir, não é proteger. E alguns torcedores estimulados aí, talvez pelos próprios clubes ou pela situação de fico dos clubes. No caso, o Flaminco era uma situação difícil, a gente sabe que o Flaminco é um time que tem bastante dinheiro, mas que, claro, contava com o dinheiro dessas bates dos seus proporcionadores no caso, comprar um bastante essa briga. Então, é uma questão bastante delicada e que é assim, é um problema no mundo, na verdade. Porque, na Espanha, por exemplo, as bates são liberadas, mas elas seguem várias restrições, né. Então, os comerciais de TV e rádidos apostam só podem ser esse vídeo de madrugada, entre uma da manhã e cinco da manhã. Esses tempetos ali de proteção ao apostador, de gasto diário, enfim, claro que tudo isso, as empresas também buscam driblar o máximo possível, mas uma restrição que é meio diferente na Espanha é que você não pode ter, justamente, como a Inglaterra provou agora, patrocínio na camisa, né. Só que, se você olha o campeonato espanhol, é cheio de placa de publicidade patrocínio das bates. Então, assim, é uma questão delicada, isso não é o avanço das bates, não foi uma coisa que mexeu só com o Brasil, isso é uma coisa mundial até nos Estados Unidos, justamente onde era um tabu, até alguns anos atrás, foi liberado de forma recente nessas apostas que estão lá, e é um tema que vem colocando muitas pessoas do futebol ali que, de repente, até tem um certo viás progressista, algumas contra o governo Lula, e promete por concluir agora que, Carlos, você que eu estou falando muito, mas a gente tem que falar que a Rede Globo é parceira da MGM, né, da MGM Bet, e ela tem um interesse também direto na volta das bates, basicamente, o que o Lula fez por medida provisório, medida provisório aqui, na legisação brasileira, o que acontece, ela tem efeito mediato, só que, como é um nome, né, provisório, daqui a 90 dias, ou melhor, 90 dias depois dela ser promulgada, ela tem que voltar para a votação no Congresso, ou seja, a mesa do Lula ganhar a eleição pode ser que as bates volte, né, mas é o Congresso não teria que gastar a capital político, as pessoas políticos têm que espor, né, detalhes, a gente tem uma bancada das bates no Brasil, que estão passando por cima dessa medida provisória, para que as bates sejam retomadas, enfim, sua visão, Carlos. O horário é o primeiro lugar, tudo é um grande esquema, né, a gente tem a notícia hoje aí, né, do Iulker Tomás, que é o maior apostador do Brasil em 2025, que ele perdeu 5 bilhões de reais na empresa, blaze, e ele está as pelo Flávio Bolsonaro, né, provavelmente a gente não tem certeza, né, né, a gente não tomar um processo aqui acusando, mas que era muito a lavagem de dinheiro, que era muito a lavagem de dinheiro, e mostra para a gente exatamente qual é a realidade dos interesses por trás disso tudo. Agora, a gente tem visto desde um momento que começou a se especular que o Lula proibiria as bates, um movimento de clubes brasileiros liderados pelo Flamengo, mais uma vez a figura aí do Papi, né, o presidente do Flamengo, e aqui eu quero fazer um parêntese, que é o seguinte, a gente sempre fala aqui no Copa Lenda Copa, que não existe permito bem e time do mal, e que é um dirigente ou uma torcida organizada, ou um ato vergonhoso, nada disso representa a essência do que é o clube, então antes que venham falar que a gente está dizendo que o Flamengo é do mal, que o Flamengo é qualquer coisa ruim, enfim, não é isso que a gente está dizendo, a gente está falando de ações de atual presidente no Flamengo, peixe a parêntese. Mais uma vez o Papi foi que liderou essa campanha aí, batendo na tecla do quanto a proibição das bates teria o fim do futebol brasileiro, inclusive eles usaram esse termo mesmo, que era o fim do futebol brasileiro. Assim, a proibição das bates ela foi como você mesmo desfeita de maneira impossível de uma hora para a outra, existia vários acordos em andamento, né, pelo menos as bates ainda tinham direito de operar por vários anos pelo acordo que foi feito e elas pagaram o carro, e por isso existem várias questões por trás que torna um assunto muito mais complexo. Eu acho que o jeito que a liberação das bates também foi feito foi um jeito bizarro, essa coisa delas poderiam operar Cassino online junto, foi o que levou a ruína da coisa, é o Cassino online, ele é a fonte de 70% das receitas das bates, 70% do que elas ganham, vêm de grinhos similares, e todo mundo sabe que de grinhos similares é fraude, né, simplesmente exploração de jogo de azar, não tem nenhum tipo de habilidade envolvida, o estudo ou qualquer coisa do tipo como acontece com as apostas portivas, então simplesmente é liberado a uma praude que levou muita gente à ruína que causou dívidas absuridas por todo o país, e agora tem esse problema enorme, uma série resolvido, porque como eu não sei disso, isso ainda vai ser votado pelo Congresso, né, foi só uma GBP do Lula, a expectativa é que, em caso de vitória do Flove Bolsonaro, as bates voltem rapidamente, porque a própria ligação dele com o Yulker Thomas e essa coisa de jantar a partes fechadas com a Globo, tudo isso mostra que existe uma articulação acontecendo? No caso da vitória do Lula, a gente não sabe exatamente o que vai acontecer, acho que como o Orélio disse também, existe muita coisa do capital político a ser gasto, aí eu apostaria que provavelmente as bates voltariam com o cassinão online proibido depois de algum tempo, e também com a publicidade seriamente restrita, modelo parecido aí com o da esplanha que foi citado pelo Orélio também. Mas isso é só meu palpite, a gente não sabe o que realmente vai acontecer nesse futuro próximo caso o Lula ganho. Mas o fato é que essa questão das bates também se tornou uma questão central na eleição presidencial aqui do Brasil, porque a gente vê exatamente o fato de que tem um candidato que está diretamente envolvido com isso, e que clubes passaram não dominalmente, igual a existiu uma especulação ali, que ele não tinha, foi só especulação, felizmente, de que os clubes lançariam uma nota conjunta de apoio ao Flávio Bolsonaro, felizmente isso não passou a despeculação, porque seria uma vergonha histórica para todo e qualquer club que participasse disso. Mas a gente ainda assim sabe que esse discurso do proib não é proteger de o fim do futebol brasileiro, e tudo isso tem um impacto direto na eleição, e são dois lados da mesma moeda. Por um lado, a gente tem as pesquisas que dizem que 80% da população brasileira é favorável a produção das bates. Por outro lado, a gente tem essa pressão dos clubes que funciona, né? No caso de influenciar o torcedor que está em cima do muro, o torcedor que coloca o seu club acima de tudo que a gente sabe que existe. É engraçado, já eu vou ter falado isso aqui, na minha infância, palmeirência, o meu pai era uma pessoa muito, o tipo de torcedora, assim que por exemplo, a Pepsi está patrocinando corrente, então não entra mais Pepsi em casa. Então eu fui criado no ambiente desse, e eu sei que existem torcedores para os quais o futebol é a causa mais importante, né? E a gente viu, inclusive, vídeo de torcedor com camisa do Flamengo, votando 22 ali e comemorando e fazendo gesto para câmera, e essa influencia existe diretamente. Então não dá pra gente mensurar exatamente qual é o impacto dessa questão das bates na eleição, mas a gente sabe que é um assunto totalmente impalta e é um assunto que dependendo do resultado da eleição vai ter um tratamento diferente nos próximos meses, e que nos bastidores, provavelmente ele está tendo ainda mais influência do que diretamente no eleitor, exatamente por causa de toda essa articulação do candidato plávio Bolsonaro, que eu mencionei, que foi noticiada à articulação pago-lobe em relação à bati MGM, essa relação aí com o Yuccher Thomas, que provavelmente tem relação com a blaise, são vários contatos obscuros que a gente pode analisar e perceber que existe uma interferência direta, e só pra marrar este tema, né Carlos? Você mencionou aí que a. O apoio à proibição das Betts, né, em questão de pesquisa de opinião, estava em entre 70-80%, ou seja, é uma opinião que eu ia majoritaria no Brasil, não sei o quanto isso ajudou o Lula a vota, eu sei que foi tomada, a decisão foi tomada um realmente muito próximo do primeiro turno. O Lula saiu atrás no primeiro turno, na verdade, né, por pouco mais saiu atrás. E, por curioso, porque uma semana depois da proibição das Betts, o país viu reduzir 10% das suas transações por PIX. E não dá pra dizer, óbvio que não tem um estudo que diga que nossa, 10% dos PIX do Brasil estão sendo feito, né, pra casa de Betts, tal, existem muitos motivos que as pessoas podem identificar pra serem contra as Betts, como por exemplo, em dividamento, né, perda de renda, exploração, de prêmios impossíveis, tudo isso. Mas uma das razões é que é um dinheiro que vai pra fora do Brasil, que sai do Brasil e boa parte dele vai pra fora, onde as casas já possam situadas, muitas vezes em países que têm regras fiscais mais frostas, como curaçal, como chip, etc. E que não fica mais na economia aqui, né? E aí, é curioso só pensar que a questão do PIX, em si, e aí não tem tanto a Vixport, mas o preciso falar, é uma das principais questões que os Estados Unidos vem reclamando desde a eleição do Donald Trump, reclamando do Brasil, de que o Brasil implementou o PIX, e que o PIX é prejudicial aos interesses das empresas dos Estados Unidos, principalmente visem MasterCard, que são empresas que, quando o mundo sabe, imagino eu, que todo mundo saiba, cobram ali as suas taxinhas pra receber, né, pra permitir que pagamento sejam feitos, sejam processados, enquanto o PIX é 100% de graça. Então eu não quero apoiar ninguém, né, mas eu vou pensando também, no quanto pode ser bem ruim um governo Bolsonaro, inclusive, pra que, como falar do Bolsonaro, está dizendo com todas as letras que inclusive vai ter uma equipe de transição de governo trabalhando direto com o Marco Rubio, ou seja, bizarro assim, você é da forma oficializar a nossa submissão aos Estados Unidos, né? Se ele não vai atender justamente a se pedir, o que é algo, que é um tema que os Estados Unidos vem batendo no governo luadejo, a eleição do Donald Trump, que é a questão do PIX, né? Então, ou os PIX começam a ser tachados, ou os PIX vão ser simplesmente sumir, o Eduardo Bolsonaro já falou sobre substituir e trocar o PIX pelo Zelle, que é um sistema de pagamento online dos Estados Unidos, que até onde eu sei, é um sistema bastante inferior ao PIX, mas enfim, até pelo PIX eu termo o resultado da eleição de domingo, mas acho que é isso, sim, eu não tenho muito mais a acrescentar, se você quiser amarrar o tema também fica vontade, senão a gente pode encerrar. Ah, isso é, eu acho que a gente passou pelos principais temas relacionados a eleição e ao Sport, passar que os nossos lembreteis de sempre sigam o Copalinda Copa em todas as sede sociais, no X ou antigo Twitter, no Instagram, no TikTok, no Twitter, no Blue Sky. Escreva-se no nosso canal do YouTube, sempre tem coisa legal lá, se estão nossos vídeos mais recentes. Se você ainda não é nosso apoiador, apoia.se e bata Copalinda Copa, 5 reais por mês você não se ajuda, 15 reais por mês você começa a receber benefícios. É, você também tem, se você prefere ajudar a gente diretamente, também tem a nossa chave PIX, Copalinda [email protected] e domingo, vote 13, acho que são essas nossas mensagens finais aqui, Oreo. Me despeço, posso avó-la para você, muito obrigado, até a próxima. Estamos de acordo, só reforçar que, como você disse, não apoia-se, as pessoas podem não só receber material exclusivo, como pedir sobre qual tem elas querem ter esse material exclusivo. Valeu pessoal e, pelo amor de Deus, nos ajude a evitar uma tragédia do domingo. Valeu, até a próxima. [MÚSICA DE FUNDO]

Podcast Summary

Key Points:

  1. O programa "Copa além da Copa" analisa a interseção entre política, esporte e eleições no Brasil, destacando o impacto do Bolsonaroismo no ambiente esportivo e feminino.
  2. Há uma crescente preocupação com ações de discriminatória no esporte, como a lei bolsonarista em Londrina que proibia transgêneros de participar de atividades esportivas, e a promessa de proibir trans em esportes femininos.
  3. A Copa do Mundo Feminina de 2027, apoiada pelo governo Lula, é um evento de grande significado simbólico e institucional, mas está sob risco de ser mal tratado por um eventual governo bolsonarista.
  4. O discurso anti-feminino e machista do Bolsonaroismo se reflete em propostas como a proibição do voto feminino, como na campanha de Eduarda Campo Piano, que nega o feminismo e o feminicídio.
  5. As apostas esportivas (bets) tornaram-se um tema central nas eleições, com a proibição no governo Lula gerando forte resistência dos clubes e reações políticas, especialmente com ligação entre o Bolsonaro e o empresário Yulker Thomas.
  6. A política de apoio ao PIX, criticada por Estados Unidos, e a possível substituição por sistemas como o Zelle, mostram a aliança do Bolsonaroismo com interesses neoliberais e anti-brasileiros.
  7. O programa destaca que ações como o ataque ao apresentador Fred Bruno por um tiro de raspão simbolizam o aumento do risco e violência no ambiente bolsonarista.
  8. A análise mostra que o esporte, especialmente o feminino, é um espaço de resistência política, onde o apoio ao futebol feminino se torna um ato de defesa de direitos sociais e democráticos.

Summary:

O programa "Copa além da Copa" realiza uma análise profunda e crítica da relação entre política, esporte e eleições no Brasil, com foco especial no contexto da eleição presidencial de 2022 e nas perspectivas do segundo turno. O programa destaca como o Bolsonaroismo promove um discurso machista, anti-feminino e discriminatório, que se reflete em ações concretas, como a lei municipal de Londrina que proibiu transgêneros de praticar esportes, e em campanhas políticas que negam o feminismo e o direito de voto feminino. A Copa do Mundo Feminina de 2027, uma conquista do governo Lula, é apresentada como um evento simbólico de inclusão e justiça, porém em risco de ser mal tratado por um eventual governo bolsonarista.

O discurso de exclusão do futebol feminino é ligado ao sentimento de frustração e ameaça de uma elite masculina ao progresso social. Além disso, o tema das apostas esportivas (bets) ganha relevância política, com a proibição no governo Lula gerando resistência dos clubes, como o Flamengo, que usaram campanhas para defender o futebol como "um direito". A ligação entre o Bolsonaro e o empresário Yulker Thomas, bem como a possível substituição do sistema PIX pelo Zelle, mostra uma articulação com interesses neoliberais e anti-brasileiros.

O programa também enfatiza a violência presente no ambiente bolsonarista, como o ataque ao apresentador Fred Bruno, simbolizando o aumento da ameaça ao espaço de liberdade e expressão. A análise conclui que o esporte, especialmente o feminino, é um campo de resistência política e social, onde a defesa do futebol feminino se torna um ato de defesa da democracia e dos direitos humanos.

FAQs

É um podcast que discute a interseção entre política, esporte, cultura e geopolítica, com foco em temas ligados às eleições e ao mundo dos esportes.

O programa declara abertamente sua posição de esquerda, criticando tendências políticas e sociais que considera prejudiciais, como o machismo e a negação do feminismo.

O Bolsonaroismo é associado a campanhas contra o futebol feminino, a exclusão de pessoas trans do esporte e propostas que visam desestabilizar a inclusão no esporte.

Ele foi atingido por um tiro de raspão no pé em São Paulo por um deputado estadual do Partido Liberal, o que gerou debates sobre a violência e a segurança no ambiente político.

O governo Lula apoia fortemente a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, com campanhas para promover o evento e estimular o futebol feminino.

O Bolsonaroismo defende a exclusão de atletas trans do esporte feminino, rejeita a inclusão de pessoas trans e promove discursos que desestabilizam a prática do futebol feminino.

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