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[Contaí] - EP 4: Queria mudar o mundo, mas ganhou outro burnout

24m 21s

[Contaí] - EP 4: Queria mudar o mundo, mas ganhou outro burnout

Este episódio do podcast "Contai" apresenta dois relatos de profissionais que sofreram burnout. Jéssica, uma gerente de vendas de uma multinacional, passou por dois apagões devido ao estresse. Após ser afastada compulsoriamente, ela se tornou voluntária em uma ONG da sua antiga comunidade, o que a levou a repensar suas prioridades. Mesmo sendo transferida para outra cidade e rebaixada de cargo, ela manteve o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, continuando seu trabalho voluntário. A segunda história é de Dau, diretor executivo de uma ONG socioambiental, que sofreu amnésia dissociativa durante uma crise de estresse. Com o apoio de colegas, ele se recuperou e acelerou o processo de transição de liderança na organização. Após deixar o cargo, Dau passou a se dedicar ao ecoturismo, uma paixão antiga que havia abandonado. Ambas as narrativas evidenciam como o burnout é uma realidade no setor de impacto social, mas também mostram que é possível superá-lo com pausas, apoio profissional e redescoberta de propósitos pessoais. O episódio reforça a importância de falar sobre saúde mental e de buscar equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

Transcription

3541 Words, 20031 Characters

Portuguese
Bom dia, botar de bonude, começando mais um episódio do "Contai" mas novo pode caixar a família "Impacto" nem cruzilhada. A ideia do "Contai" reúne histórias reais da fantástica fábrica do impacto. O famoso "Contaro Milagre" é o pecado sem revelar o nome de Santo nem da igreja. Final você sabe, né, amigo e guiante? A gente não pode revelar aqui. E nesse episódio 4 queria mudar o mundo, mas ganhou outro "Barnout". A gente vai falar sobre duas histórias aqui de "Barnout", que infelizmente são uma realidade no nosso setor. E olha, histórias não faltam. A gente tem recebido várias histórias aqui no "Contai". Se você olhar, quer mandar a sua história. Está esperando o quê? Viu e meio pra gente aí "Impacto" nem [email protected]. A gente vai analisar com o maior carinho, maior cuidado para poder colocar a sua história aqui no art. Se, por acaso, o e-mail ficar difícil ser transcrever a sua história, escreve lá pra gente que a gente combina o jogo. Como fazer isso por áudio, por sinal de formação, meios não faltaram. É importante que você traga a sua história aqui, pra gente, porque ela vai fazer sentido pra muita gente que está escutando. Isso fica tranquilo, que "Impacto" na cruzilhada segue a sua frequência normal. Isso vai sentir sempre no seu feed alternância, de alguns episódios na "Impacto" da cruzilhada, com algum do "Contai". E assim, vamos, está bom? E eu aproveito para agradecer as pessoas luminadas que mantém esse trabalho de pé. Valeu demais. Vocês estão apoiando, na verdade, os dois podcasts. Muito obrigado pela força. Bom, então, partiu para o episódio do "Contai" episódio número 4. Queria mudar o mundo, mas ganhou outro burn out. Bom, nesse episódio, a gente reuniu duas histórias de pessoas que queriam mudar o mundo, que se jogaram de cabeça em suas respectivas organizações, mas que, em tempos depois, tinham entrado num burn out. E a primeira história de hoje é da "Jesica". A "Jesca" é uma profissional com sól de experiência no mundo corporativo, já com cargo de gerente por lá, numa área nada de ver com o impacto social, e SG, e a Finz. Ela tocava a área de vendas de uma multinacional de produtos acropecuários, e o trabalho dela era literalmente faca nos dentes. De um monte de meta para bater, uma equipe bem grande para gerenciar, além de ser uma das poucas mulheres no ambiente de trabalho, para lá de masculino. O correto "Jesca", mulher preto e periférica, tinha conseguido estudar a Universidade República, por meio de cotas, etc., tinha feito intercambio fora do país, e era uma baita profissional superqualificada e competente. Ela mesmo nos contou que o slogan dela lá na empresa era "A "Jesica" é foda. No sentido dela, se ponta a filme de não deixar para a tinha os caírem, de fazer a coisa acontecer, e a galera saber que podia contar com ela. Essa era "Jesica", que já estava lá na empresa alguns anos, era nessa posição de gerenci, da área de vendas, e sentia que a sua paciência estava se esgotando por ali. Era muito trabalho, muita pressão e zero vida pessoal. Era só trabalho o tempo todo. E "A "Sque" olha o "A "Sque" aí, minha gente. Pois bem, "A "Sque" numa viagem a trabalho para gringa, para uma convenção de vendas da sua empresa, "Jesca", estava na reunião com líderes de vendas de todo mundo, presentando os ótimos resultados do Brasil, quando ela simplesmente apagou. Ela estava fazendo a apresentação e desmaiou. Quando ela acordou, ela estava num hospital com um colega de empresa ao seu lado, ela simplesmente não se lembrava de nada do que tinha acontecido. Ela só se lembrava que estava fazendo a sua apresentação, e quando ela acordou, ela estava na cama do hospital. Com a ajuda do seu colega, o Fausto, que era da sua equipe do Brasil e tinha ido com ela participada à convenção, o Fausto era o seu braço direito. Um parente sábado aqui era um jovem gay, também periférico, e que "Jesca" tinha lutado muito para contratar tempos atrás. E, desde então, o Fausto era seu fiel escodeiro e um baita de um profissional também. Depois de muita conversa com Fausto e com os médicos, "Jesca" tinha entendido que tinha tido uma pagão, famoso "Burnout" por conta de estresse. Ainda são médica, era reposo, descanso e tentada, assegurada no ritmo ensano de trabalho. Um pouco de ex-depois de hospital, o "Jesca" que Fausto retornou ao Brasil e voltaram para rotina na empresa. Final, a "Jesca" era correria, não tinha como parar. Na cabeça dela, o episódio tinha sido algo pontual, que ela era jovem, ela tinha uns 35 anos e tinha muita lenha para quem mar. Seguiu o ritmo facanos dentes e poucas semanas depois, "Jesca" teve um novo apagão dessa vez lá na empresa numa reunião com sua equipe de vendas. E aí, tudo de novo, novamente, hospital, mesmo diagnóstico e mesmo recomendações. Bom, e quando ela retornou para a empresa, recebiam recada sua secretária de que era para "Jesca" e conversar com a diretora de "RH" da empresa. E essa ingéssica foi conversar com Sabrina, que era a diretora de "RH". Com muito jeito, Sabrina informou "Jesca" que ela iria tirar uma licença compulsória, que iria dar uma pausa para descansar, tirar aquelas férias acumuladas que ela nunca tirava. E com muito espanto e muito pedavida com a situação, "Jesca" não teve escolha. Saiu de férias compulsórias por 30 dias, algo que ela fazia séculos que ela não tirava. Bom, como "Jesca" era uma orca rolic convícta, ela tinha um problema, que que ela iria fazer nesses 30 dias de férias. Não tinha férias, não era casada, não tinha sequer o namorado. Tava livre e preocupa seu tempo como que exesse. Então, ela se lembrou da ongue da quebrada de onde ela tinha vindo, quando ela era preadolescente e participava das atividades da ongue, dança a hip-hop, grafite, dentre outras. E logo, nos primeiros dias de férias "Jesca" foi lá na ongue, tentar relembrar seu passado de dificuldades e também de boas descobertas por lá. Chegando lá, ela encontrou a diretora da ongue, que a gente vai chamar a diretora de milagres, que desde a época que "Jesca" frequentava a ongue, ela já era a manda chuva por lá. E claro que milagres se lembrou de "Jesca" e a recebêu de braços abertos. Depois de uma boa conversa, boas exadas e uma volta aí, um rolê pelo espaço, pelas novas instalações da ongue, tinha ampliado, tinha construído novas áreas e etc. "Jesca" sentiu um bem-estar tão grande de estar ali de volta. Foi uma sensação muito boa que ela sentiu. Resumo da ópera. Durante suas férias, todos os dias "Jesca" foi lá na ongue, ajudar milagres nas várias frontes que ela tinha, ela virou uma voluntária barra e quipe da ongue e ela estava super feliz ali. Bom, parênteses aqui, amiga, me govente. Até parece que a história chegou no final feliz, né mesmo? Só que não, não vamos precipitar aqui nos finalmente. Aqui é a coisa mais complexa que seção da tarde. Eu também, quando eu estava ouvindo da "Jesca" a história, eu imaginei que ela voltaria para a imprensa, para direto a missão e de trabalhar na ongue e eu teríamos o final feliz, só que a história real tem mais curvas do que a gente imagina e ela não é tão óbvia e linear assim. Fechando parentes e voltando para a história. Os 30 dias de férias tinham voado e "Jesca" tinha que retornar o trabalho na sua cabeça, ela tinha um dilema. Ela queria largar tudo para ficar trabalhando na ongue, mas não só precisava do seu trabalho na empresa como tinha construído uma sólida caminhada por lá. Abrir mão disso seria muita inconsequência na cabeça dela. Bom, no seu retorno ao trabalho, "Jesca" notou que algo tinha mudado ali no seu setor. Ela não sabia dizer direito o que que era, mas sabia que tinha algo diferente. Naovos ares, novas regras e mais controle para que situações como da "Jesca" não voltassem a acontecer ali na empresa. Esse era o resumo do que havia mudado. E logo de cara, "Jesca" já sabia que aquela empresa tinha esse jogado de cabeça já não era mais a mesma. Parece pouco 30 dias, mas ela já tinha sacado o que tinha mudado algo ali dentro. Pois é, justamente o que a "Jesca" tinha percebido e também confirmado pelo seu "brasso direito" falso. A mudança estava só começando e, ao que parece, o caso de "Jesca" tinha sido gatilho que a diretoria usou para acelerar as mudanças. Bom, eu vou encortar a história aqui. "Jesca" ficou na empresa mais alguns meses e, de fato, não só a empresa tinha mudado, mais ela também tinha mudado. Ficava pensando na ONG lá o tempo todo, e contando os dias da semana para chegar a do fim de semana, quando ela podia seguir como voluntária trabalhando lá com milagres. Mésseis depois, Jessica foi chamada para uma reunião com a diretoria da empresa, e lá recebeu a seguinte proposta, que ela seria transferida para uma ofiliada empresa numa outra cidade mais distante da matriz, e que lá nessa nova função, ela seria rebaixada a uma posição de coordenadora de vendas, ela era agente, lembrando, ela viraria coordenadora de vendas. Ou seja, ela estava sendo colocada numa mini geladeira, vamos dizer assim, com elegância, claro. No fundo, ela sabia que a empresa tinha medo de demitilar, primeiro, por tudo que ela tinha camelado ali pela empresa, segundo porque ela tinha tido dois casos recentes de banalte, e claramente, uma demissão alimentaria um processo na justiça e seria péssimo para a empresa. Jessica saiu da reunião meio atônica parando corredor, troando banheiro correndo ali e desabou no choro. E pelo seu relato, foi ali que a ficha tinha caído. Foi ali que ela tinha percebido que estava se matando pela empresa, que estava acabando com a sua saúde, que vinha entregando resultados muito acima das metas, e mesmo assim, seus dois casos de banalte eram vistos pela empresa como a fraqueza, como a fragilidade que não era aceitável, num ambiente corporativo, competitivo, como aquele. Parênteses mais do que necessário aqui, aliás, outro, né? Vamos adicionar as questões gênero e racial, tá bom, e a decisão da diretoria fica ainda mais pesada e sacana. Fechando parênteses. Bom, Jessica tinha pedido alguns dias para dar uma resposta para a diretoria, e tirou restante do dia para áreas, já as ideias, foi lá para o ong e se desabafar com milagres, e para a sua surpresa, além da devida acolhida, e o hambramigo de milagres, géssica, sob da boca dela que ali na ong, eles também estavam lidando com dois casos de banalte, de dois funcionários diferentes. Jessica não entendia bem porque não ambiente tão bacana quanto aquele, nos atendimentos tão importantes que a ong oferecia, como é que a vi espaço para banalte? Para ela isso não fazia o menor sentido, mas depois de muita conversa com milagres, Jessica entendeu a realidade. Na real é fazer muito com pouco, ter que oferecer oportunidades de sessões de perspectivas de futuro a jovem, esquelidam com um monte de desafios, no seu dia a dia, que isso significava um peso gigantesco nas costas da equipe da ong, e que eram poucas pessoas da equipe que conseguiam lidar com aquilo sem a doce. Resumindo era esse o contexto. Bom, e como voluntária, voluntária géssica não tinha ainda percebida essas questões, mas com a conversa papo reto com milagres, isso fazia total sentido. Bom, dias depois, géssica, aceitou a oferta da empresa? Supera contra agosto, claro, mas ela não daria o gostinho de pedir demissão para a empresa, pois no fundo, no fundo ela sabia, que era o que a empresa queria. E assim, Jessica assim, modou a cidade, seguiu para o novo desafio, levou consigo um único combinado, de ser uma profissional dedicada, comprometida, com os resultados, mas sem abrir mão da sua vida em prol da empresa. E assim, logo depois de chegar na nova cidade, Jessica procurou uma ong local parecida com a da sua cidade e lá se tornou voluntária, ficou lá nessa cidade por alguns anos, dozando bem a sua vida pessoal com a sua vida profissional, seu trabalho remunerado com seu trabalho voluntário, até que um dia, ela sobe que a empresa estava sendo vendida para o outro grupo multinacional e que novas mudanças iriam acontecer. Mas isso é papo para outro episódio. Então, no momento que a gente está gravando, Jessica segue nesse compasso de espera para ver o que vai vir aí dessas mudanças de briga de cajor grande, um maior comprando um grupo menor e assim vai, mas ela segue feliz com seu trabalho aí na empresa e, mais sobretudo, com a sua dedicação como voluntária, a guerrida que é. Então é isso. Dessa de mais, a Jessica, por dividir essa história conosco, que ela conseguiu lidar de ministrar bem a situação de não cair de novo em burn out, saber lidar com isso, obviamente ela procurou apoio, ela teve todo suporte necessário para lidar com essa situação. Isso é importante, está lembrando. Valeu, Jessica. Força sempre na sua caminhada que os novos desfechos aí sejam bons para você sempre. [Música] Bom, chegamos então à segunda história de hoje, que é a história do Adalberto, o conhecido como DAO. DAO era diretora executivo de uma ONG, sócio ambiental, que tinha aí uns 50 funcionários CLT, uma ONG de um porte bem interessante, e que tinha uma operação complexa, tinha três unidades brasil adentro, da hora responsável por manter a coesão institucional da organização, cuidadas em relações institucionais, captar recursos, e supervisionar as áreas e os projetos. Resumindo, era muito trampa para dar o tocar, mas ele amava a seu trabalho e era bem avaliado aí pela sua equipe. DAO já estava nessa posição há alguns anos e sentia que logo mais se o círculo estava chegando ao fim, a gente sentia isso, né? Então, DAO sabia muito bem que seu cicólico estava chegando ao fim, aliás, ele já vinha discutindo isso com seu conselho, que era um conselho bem atuante e parceiro da ONG. A ideia era em breve iniciar um processo de transição para busca, por um novo aí, direto executivo, para viabilizar a saída de DAO, seja alguém da casa, que seria desenvolvido, seja alguém que seria buscado no mercado. E esse processo vinha animando e preocupando também da ONG, de um lado, ele sabia que seu cicólico estava no fim e que era preciso abrir espaço para uma nova liderança e do outro. Ele já sentia aquele gosto de cair no ostracismo, no desafio de buscar novos trabalhos, final DAO, já estava na casa aí dos 60 anos. E outras palavras seria bem difícil para ele conseguir outro trabalho na mesma linha do que ele tinha, um cargo de liderança e ele precisaria seguir trabalhando. Bom, é isso que, olha o isso que é aí, minha gente. Bom, é isso que, um dia no escritório sede da ONG, que era onde da ONG trabalhava, ele estava lá terminando uma apresentação que faria o conselho, quando ele teve um branco, ele apagou, simplesmente não conseguia mais pensar em nada, ele tinha travado, ele estava acordado, mas a cabeça tinha bugado, ficou ali uns minutos com a mente meio paralizada, meio como se ele tivesse de chapado, como se ele tivesse tomado uma medicação daquelas fortes, sabe? Corpo estava funcionando, mas a mente não. Ele relatou que parecia que só seu corpo estava ali, mas a sua mente e o espírito tinham saído, tinham deixado o corpo. Bom, ele saiu da sua sala, foi tomar um arla fora no quintal da sede da ONG, que era um quintal bem legal com árbores, natureias, ele ficou lá um tempo, ele não sabe dizer quanto tempo ele ficou lá, ele ficou lá respirando um ar, quando um colega da ONG, que nós vamos chamar de Zeca, foi lá falar com ele, Zeca precisava de uma opinião de dar o sobre um projeto que estava lidando com alguns desafios aí de gestão, e para espanto de Zeca, dar o não sabia quem ele era, dar o simplesmente, não reconhecia Zeca, parecia que nunca tinha visto ele antes, e olha que Zeca trabalhava ali há bastante tempo. Bom, no começo, Zeca achou que ela zoeira de dar o, mas logo notou que havia algo errado ali. Chamou outro colega, o Emerson, que cuidava da parte de saúde e segurança da ONG, e o Emerson também se ligou que tinha algo errado e, prontamente, o levaram para o hospital. Daú inicialmente não queria ir e não entendia por que que estavam queriam levar ele para o hospital, mas no final cedeu e foram. Então, no início, ele não queria, mas no final foram os três, a ONG é o Emerson dirigindo, e detalhe daú também, não se lembrava de Emerson. Daú não conhecia aquelas dois estranhos, tá bom? Bom, chegaram a ONG, daú fez uma bateria de exames, horas por lá fazendo exames, checapes e tal. Resunda a ópera, daú tinha tido uma aminesia de sociativa. Esse era o termo técnico que ele teve, que é basicamente uma perda momentânea da memória por estresse. Essa perda ela pode durar de alguns minutos, alguns dias e até anos. No caso de Daú, por sorte, foram só algumas horas, no relato de Daú longas e intermináveis horas. Saíram do hospital, depois de todos os exames do diagnóstico, com severas recomendações de repouso. Por livres ponta a repressão, da Al tinha que dar uma pausa na sua rotina em sana de trabalho e ele seguiu a risca, a recomendação médica do dia seguinte, ele já se lembrava de tudo, de todo mundo, ofa, foi a minésia durou naquele dia em que a situação aconteceu e daí da Al ficou afastado alguns dias tirou uma semaninha de férias que ele tinha que tirar e depois ele retornou. No seu retorno, claro que a primeira medida foi acelerar aquele processo de transição que ele já estava discutindo ali com o conselho e assim fizeram. Meses depois, da Al tava com um novo diretor executivo que queria substituir no ângue e fizeram um processo de transição muito legal, muito bem cuidadoso e, ao final, da Al migrou pro conselho da Ângue e mantêve-se o vínculo com a organização dessa vez como com o conselho. Como da Al gostava muito de fazer trilhas na natureza, desde o caso de perda de memória que ele teve, ele tinha decidido dedicar mais tempo a essa atividade, estar mais em volta com a natureza. E assim, ele se tornou sócio de uns colegas em uma empresa de aculturismo e tava feliz da vida se dedicando a nova velha atividade. Ele já tinha vindo desse rolê muito tempo atrás, tava afastado dessas atividades de aculturismo e aí com o peripá que ele teve, foi o estálo que ele teve de retornar a essas atividades que ele tanto gostava que fazia tão bem a ele. Então ele tinha saído das atividades mais institucionais da Ângue, não tava mais como diretor executivo e agora ele tava totalmente dedicadas a atividades de mão na massa no aculturismo, a abertura de trilhas, uma nutrição de trilhas e por aí vai, algo que ele deveria ter retomado muito tempo antes pelo seu próprio relato aqui. Bom, mas como ele mesmo nos contou sempre é tempo de retomar projetos e sonhos que a gente vai deixando para depois, com aquela correria, você sabe, né, Amiga Miovinte. Então é isso, Dau teve um peripá que se recuperou, não foi nada de mais grave, a situação poderia ter sido mais grave, mas deu tudo certo e ele acelerou essa transição da Ângue, foi acolhido, foi abraçado ali pelo conselho, conseguiu fazer a transição pelo que ele nos contou, o novo diretor segue o trabalho dele, tudo certo, sem grandes contratempos e Dau segue aí feliz a vida agora, na sua atividade com um sócio de uma pequena empresa de ecoturismo e ele tá amarrado nessa nova atividade. Então, força aí, Dau, obrigado por compartilhar essa história, você segue muito sucesso na sua caminhada, curta bastante esse momento de retomada de sonhos, valeu, o abração. Bom, esse foi mais um episódio do Contaí, então me conta aí aqui que você tá achando, confesso que eu tô adorando receber histórias e produzilas, sei que não são histórias fáceis e leves e a gente tenta que ao máximo trazer um pouco a real das histórias, mas também dando uma positivada e afinal, a gente já tá cheio de dramas e desafios no nosso dia a dia, mas a gente precisa falar sobre eles aqui, não mesmo. Então, esse foi mais um episódio do Contaí, nele a gente trouxe duas histórias de Bernalte, e infelizmente, o Bernalte tá muito presente na fantástica fábrica do impacto, infelizmente, história da Géssica e do Dau. Agradeço demais aos dois aqui por compartilhar suas histórias e sigo sempre inatorcida por eles. Bom, é isso, espero que tenha gostado, se cuide um abraço e até a próxima. [Música]

Podcast Summary

Key Points:

  1. O episódio 4 do podcast "Contai" aborda duas histórias reais de burnout em profissionais do setor de impacto social.
  2. A primeira história é de Jéssica, uma gerente de vendas de uma multinacional que sofreu dois apagões por estresse, foi afastada compulsoriamente e redescobriu seu propósito como voluntária em uma ONG.
  3. A segunda história é de Dau, diretor executivo de uma ONG socioambiental, que teve amnésia dissociativa devido ao estresse e, após se recuperar, acelerou sua transição de cargo e passou a se dedicar ao ecoturismo.
  4. Ambas as histórias destacam como o excesso de trabalho e a pressão levam ao burnout, mas também mostram a importância de pausas, apoio e redescoberta de paixões pessoais.

Summary:

Este episódio do podcast "Contai" apresenta dois relatos de profissionais que sofreram burnout. Jéssica, uma gerente de vendas de uma multinacional, passou por dois apagões devido ao estresse. Após ser afastada compulsoriamente, ela se tornou voluntária em uma ONG da sua antiga comunidade, o que a levou a repensar suas prioridades.

Mesmo sendo transferida para outra cidade e rebaixada de cargo, ela manteve o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, continuando seu trabalho voluntário. A segunda história é de Dau, diretor executivo de uma ONG socioambiental, que sofreu amnésia dissociativa durante uma crise de estresse. Com o apoio de colegas, ele se recuperou e acelerou o processo de transição de liderança na organização.

Após deixar o cargo, Dau passou a se dedicar ao ecoturismo, uma paixão antiga que havia abandonado. Ambas as narrativas evidenciam como o burnout é uma realidade no setor de impacto social, mas também mostram que é possível superá-lo com pausas, apoio profissional e redescoberta de propósitos pessoais. O episódio reforça a importância de falar sobre saúde mental e de buscar equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

FAQs

O 'Contai' é um podcast que reúne histórias reais do setor de impacto social. Seu objetivo é compartilhar experiências e desafios enfrentados por profissionais dessa área.

Jessica teve dois episódios de burnout, com desmaios durante apresentações de trabalho, causados por estresse excessivo e pressão constante.

A empresa a colocou em licença compulsória de 30 dias e, depois, a transferiu para outra cidade com um cargo rebaixado, vendo seus problemas como fraqueza.

Ela se tornou voluntária em uma ONG da sua comunidade, o que lhe trouxe bem-estar e a fez repensar seu equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

DAO teve uma amnésia dissociativa, perdendo a memória temporariamente por estresse, a ponto de não reconhecer colegas de trabalho.

Ele acelerou a transição de seu cargo de diretor executivo para o conselho da ONG e se dedicou ao ecoturismo, retomando atividades que lhe faziam bem.

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