Conociendo el área de Operaciones | uno a uno con Fibra Mty | Episodio 5
12m 2s
A transcrição apresenta uma discussão linguística conduzida pelo professor Pascuali, focando na distinção entre os termos "conjuração" e "inconfidência", no contexto da Inconfidência Mineira. Explica-se que "conjuração" deriva do ato de "jurar" em conjunto, referindo-se a um grupo associado por uma causa comum, como a busca pela independência do Brasil. Em contraste, "inconfidência" descreve o ato de quebrar esse juramento, tornando-se um delator, exemplificado pela figura de Joaquim Silvério dos Reis. O debate sobre qual termo é mais apropriado ganhou força após o fim da ditadura militar, quando "conjuração", por sua conotação de associação, era considerado perigoso.
A discussão é enriquecida com referências culturais. A música "Exaltação a Tiradentes", gravada por Elis Regina em 1971, é citada para mostrar como o tema era tratado durante o regime militar. Posteriormente, analisa-se a canção "Querelas do Brasil", de Chico Buarque (2022), que utiliza o verbo "esconjurar" – pertencente à mesma família lexical de "jurar" – com o sentido de espantar a ignorância e a força bruta, refletindo um desabafo político. O professor conclui reforçando a rica família de palavras derivadas da raiz latina "jur-", que conecta conceitos de juramento, conjuração e a ação de afastar males.
Agora, professor Pascuali. A nossa língua de todo dia, como professor Pascuali. Professor, muito boa tarde. Estamos falando aqui então hoje com professor Pascuali em a nossa língua de todo dia, em pleno feriado, feriado de tiradentes. E é justamente sobre. Tendo esse gancho, né? Que professor vai falar hoje e fala sobre as palavras com juração e inconfidência. E vai falar tendo aos sírios luxuosos de Samba, professor. Exatamente. Não é a primeira vez que eu vou falar disso. Já falei em um ano anterior, nós estamos há nove anos no ar. E o debate continua, afinal das contas, o que houve em minas gerais. Quando tiradentes foi condenado a morte, houve inconfidência ou houve conjuração. O debate é linguístico e é também histórico. Eu não vou me atrever aqui, entrar nos temas históricos porque não é a minha praia, mas em termos linguísticos. Há uma diferença entre conjuração e inconfidência. A conjuração é o ato de conjurar. E conjurar a palavra conjurar, deriva da palavra "jurar" com esse elemento inicial. Esse "con" que é o "con" que a gente vê em tantas e tantas palavras com o "co", o "co piloto", o "co piloto" e aquele "quipilota" junto. E conjuração conjurar é todo mundo jurando junto. É uma associação. É um grupo que defende a mesma causa. No caso, a causa era o Brasil "Celibertade Portugal". A inconfidência é. eu estou com vontade de usar o português da rua, que é bem legal. É o dedo duro. Não tem uma forma melhor, né, professor? Aprender, você não nesta. Seria um inconfidente, é dizer "Oh, eu não devia dizer, mas vou dizer, era segredo. Eu jurei que ia manter segredo, mas eu não vou cumprir o juramento, não. Eu vou dedar. Eu vou entregar, como diz o povo. Então, a inconfidência, o contrário da inconfidência, eu vou fazer uma confidência. Eu vou dizer uma coisa que está lá dentro de mim em segredo de fidelidade, porque a confidência tem a ver com fides, tem a ver com fé, com crença. Então, essa é a raiz. Então, a conjuração é uma coisa em confidência outra coisa, só que na prática, se você pegar o AIS, por exemplo, lá pelas tantas, ele dá como palavras equivalentes. Porque o uso transformou essas duas palavras em equivalentes, mas rigorosamente falando a diferença essa. Então, eu prefiro falar de conjuração mineira, embora tenha vida uma inconfidência e quem é o inconfidente, o inconfidente, o Silvário dos Reis, agora me falta o primeiro nome dele, José Silvário dos Reis, a memória me traiu aqui, que é o delatório, o dedo duro, o excio, o Silvário dos Reis, que é o inconfidente. Monte negro, leiria, grotesque, tem nome com predão. Então, vamos ouvir os auxílios, eu posso quem está na mesa? Até bora gonçar-vos. Até bora querida, você pode inverter para mim sem me xingar, sem brigar comigo. Jamais. Ela pode, sim, professora. Então, a gente vai ouvir a Elis Regina, um clássico da música brasileira que se chama exaltação atira dentes. A composição é de mano d'écio da viola e está nis la o Silva. A Elis gravou essa canção num disco, que não é um disco dela, é um disco com vários cantores e cantoras. O meu e do disco é extremamente pretensioso, é de 71. O grupo GRES, que é grupo recreativo, escola de sambas, que é esse o significado, acadêmicos do salgueiro apresenta os maiores sambas em relo de todos os ter. Parece aquele disco dos titãs genial, da última semana lembra. Então é a maior banda de rock de todos os tempos na última semana, uma coisa assim. Então vamos ouvir a Elis cantando exaltação atira dentes, nessa letra existem coisas que a gente já discutiu e pode continuar discutido. Dos titãs a melhor banda de todos os tempos da última semana, décimo primeiro albundo estúdio da banda e agora a gente ouve a Elis. Chua quinhos é da seuva chave. Morreu a fintiú de abril pela independência do Brasil. Foi traído e não traído jamais. O nosso tiradentes foi traído pelo Joaquim Silvélio dos Vês e não traído jamais a inconfidência de minas gerais. Nesse tempo 71 e mais para trás de tadura militar, não se podia falar em conjuração, porque conjuração é uma palavra perigosa da ideia de gente se associando e tal. Esse debate, eu lembro do meu tempo de estudante, esse debate não havia, era em confidência, a menEri, e fintiúversa. Esse era o nome e acabou. O debate começa quando o Brasil se liberta dos gríliões da ditadura e pelo menos o debate público, claro que o debate dentro das comunidades acadêmicas certamente existia. E esse debate é sobre justamente o nome e inconfidência em vez de conjuração. E conjuração, o verbo conjuração é o substantivo, é o ato de conjurar, derivado de jurar, como eu já disse, esse verbo jurar faz parte de uma família monumental e imensa de vários termos que têm a mesma base jurro da raiz latina. Então a gente vai ouvir uma canção, agora, uma canção que o Chico Boarke gravou em 2022, não single. 2022 foi o último ano do mandato daquela figura cujo nome é o não pronuncio. E ele escreveu uma canção, ele chico Boarke, que é um desabafo. A música se chama "Quitau, um Samba" e a gente vai ouvir um trecho, participa aí da gravação, o monumental instrumentista brasileiro Amilton de Holanda que toca um bandolink, pelo amor de Deus, é uma coisa de doido que ele faz. Vamos ver como o Chico Boarke utiliza determinada palavra da família, vamos lá. A cultura que dá uma beleza pura no fim da borraska Te adepuio e criar casque perder a terglura E pôgio muita bola fora da meta De grupo com a cor do neraeta que tal juntar os cacos e la luta manter um rumo e a cadecia Esconjurar a ignorância que tal de mantelar a força bruta Então que tal puxar um samba puxar um samba legal puxar um samba porreta depois de tanta nutreta depois de tanta cascada depois de tanta derrota depois de tanta demência e uma dorfilha da puta que tal puxar um samba que tal um samba puxar um samba Pois é, aí o Chico Boarque usou a palavra
cadê onde está aqui, esconjurar a ignorância, que tal desmantelar a força bruta, que tal vou para meu celular aqui, começar a tocar, não pode, que tal fazer todas essas coisas que ele diz na letra para espantar esse tempo nefasto, que foi esse período pretentativa de golpe, aí dessa desindivido inominável, esconjurar a ignorância, botar, chó, chó ignorância, botar a ignorância para correr, desconjuro, diz o povo em determinadas situações, e esconjurar e desconjurar são palavras que se usam, cuidado elas se escrevem com esse, esconjurar e desconjurar são sinónimos, e se usam, se usam com todos esses sentidos de espantar o mal, tocar, botar para correr, e por aí vai, esconjurar a ignorância, mas lembrem se de que a raiz toda começa lá em jur, que a raiz o radical e dessa família toda que tem a ver com a ideia de jurar, né, começamos com, com jurar estamos em esconjurar e por aí vai, né, professor, e desconjurar e por aí vai, a lista é imensa, é isso, muito obrigada, foi um prazer professor, está com o senhor aqui na ontem, e hoje aqui no estúdio CBN, isso destituindo nossos titulares, que estão de folga atativas conselas e ofernando a drade, ótima semana para o senhor professor, para mim também foi um grande prazer e cuide-se, está bom, longa carreira para você, obrigada por que é bom, até breve, até breve,
Podcast Summary
Key Points:
Discussão sobre a diferença linguística entre "conjuração" e "inconfidência" no contexto histórico da Inconfidência Mineira.
"Conjuração" deriva de "jurar" e significa um grupo jurando junto por uma causa, enquanto "inconfidência" refere-se ao ato de quebrar o juramento e delatar (ser "dedo-duro").
A canção "Exaltação a Tiradentes", de Elis Regina, e "Querelas do Brasil", de Chico Buarque, são usadas para ilustrar o uso das palavras e o contexto político da época.
A palavra "esconjurar" (ou "desconjurar"), também da família de "jurar", é explorada como sinônimo de espantar o mal ou a ignorância.
Summary:
A transcrição apresenta uma discussão linguística conduzida pelo professor Pascuali, focando na distinção entre os termos "conjuração" e "inconfidência", no contexto da Inconfidência Mineira. Explica-se que "conjuração" deriva do ato de "jurar" em conjunto, referindo-se a um grupo associado por uma causa comum, como a busca pela independência do Brasil. Em contraste, "inconfidência" descreve o ato de quebrar esse juramento, tornando-se um delator, exemplificado pela figura de Joaquim Silvério dos Reis. O debate sobre qual termo é mais apropriado ganhou força após o fim da ditadura militar, quando "conjuração", por sua conotação de associação, era considerado perigoso.
A discussão é enriquecida com referências culturais. A música "Exaltação a Tiradentes", gravada por Elis Regina em 1971, é citada para mostrar como o tema era tratado durante o regime militar. Posteriormente, analisa-se a canção "Querelas do Brasil", de Chico Buarque (2022), que utiliza o verbo "esconjurar" – pertencente à mesma família lexical de "jurar" – com o sentido de espantar a ignorância e a força bruta, refletindo um desabafo político. O professor conclui reforçando a rica família de palavras derivadas da raiz latina "jur-", que conecta conceitos de juramento, conjuração e a ação de afastar males.
FAQs
Conjuração refere-se ao ato de conjurar, derivado de 'jurar', significando um grupo que jura junto por uma causa comum. Inconfidência, por outro lado, significa trair um segredo ou ser um 'dedo-duro', quebrando um juramento de confidência.
Ele prefere 'Conjuração Mineira' porque, linguisticamente, conjuração descreve melhor a associação de pessoas jurando por uma causa, enquanto inconfidência implica traição ou delação, como fez Joaquim Silvério dos Reis.
O inconfidente foi Joaquim Silvério dos Reis, que delatou o movimento, traindo os conjurados e sendo considerado o 'dedo-duro' do episódio histórico.
Esconjurar significa espantar ou afastar o mal, como ignorância ou forças negativas, e deriva da mesma raiz latina de 'jurar', sendo sinônimo de 'desconjurar'.
Na ditadura militar, 'conjuração' era evitado por sugerir perigosamente a ideia de associação e conspiração, enquanto 'inconfidência' era um termo menos provocativo, focando na traição interna.
Conjuração vem do verbo 'conjurar', derivado de 'jurar' com o prefixo 'con-' (junto), significando um grupo que jura coletivamente por uma causa ou objetivo comum.
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