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Conheça as competências psicológicas dos medalhistas olímpicos.

17m 13s

Conheça as competências psicológicas dos medalhistas olímpicos.

O episódio discute habilidades psicológicas cruciais para atletas, baseando-se em um estudo canadense de 2022 que delineia um perfil psicológico para medalhistas. As competências são divididas em três categorias hierárquicas: fundamentais (motivação, confiança e resiliência), de autorregulação e interpessoais. O desenvolvimento dessas habilidades está intrinsecamente ligado ao autoconhecimento e, sobretudo, à saúde mental, apresentada como um pilar indispensável para o sucesso esportivo sustentável. O podcast critica o estigma ainda associado à saúde mental no esporte, que é visto como sinal de fraqueza, e defende a necessidade de se empoderar os atletas para falarem sobre suas vulnerabilidades. Paralelamente, aborda a ausência de um psicólogo na comissão técnica da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2022, contrastando essa decisão com relatos de atletas que se beneficiam do acompanhamento psicológico e com casos históricos, como o de Ronaldo Fenômeno em 1998. São citadas barreiras à plena integração da psicologia do esporte, como a confusão sobre seu papel e a resistência de alguns treinadores, mas também exemplos bem-sucedidos, como a parceria entre Luis Enrique e o psicólogo Joaquín Valdés. A mensagem central é que investir em saúde mental e em habilidades psicológicas é um investimento direto no desempenho e no bem-estar do atleta.

Transcription

2185 Words, 13496 Characters

Portuguese
[Música] Tudo bem, pessoal? O som do Dr. Focão, psicólogo do Sport, psicoté no Pêuta, para mais um episódio aqui no Podgué, e o psicologia no Esporonjo. Hoje nós vamos falar sobre as principais habilidades psicológicas de atletas, e da distasolho, o segundo ciência. Uma pesquisa recente após analisar a prajetória esportiva de diversos atletas e verificou algumas desabilidades psicológicas que levaram os vezes nos acitornarem medalistas ou ficos. Essa pesquisa foi conduzida por uma psicóloga da canadense, Natalí do Oranguix, não sei se é assim que se fala sobre o nome dela, e foi publicada no Journal of Applied Sports Ecology, que é uma revista científica muito importante aqui, parado de psicologia de Sport, em abril de 2022. O nome do estudo é de Golden Medal Profile for Sports Ecology. Se a gente for fazer uma tradução livre, o perfil da medalha de ouro para a psicologia do Sport, algo nesse sentido. Então os autores verificaram a trajetória de medalistas ou líquicos do Canadá, e chama a atenção nesses estudo, que foi um processo de investigação colaborativa, os segundos autores. Eles procuraram investigar competências de desempenho mental que fosse insuráveis, ou seja, que fosse fundamentada no conhecimento atual e na ciência, e que também fosse conceituada de uma forma que fosse acessível para os treinadores, para os próprios atletas e para outros interessados no Sport. Maltoprecupação dos autores é que esse estudo pudesse refletir questões importantes para os sistemas portivos de Canadá, ou seja, uma pesquisa que leva em conta ao contexto e que tenha preocupação com os atletas e com as pessoas envolvidas. Então eu acho que esse tipo de estudo pode trazer ideias para nós, para desenvolvermos um trabalho psicológico com atletas e com diferentes profissionais, claro, levando em conta o nosso contexto ou levando em conta a realidade do nosso Sport. Mas quais são essas habilidades psicológicas? Os autores listam bons habilidades psicológicas. Então eles separaram em três competências diferentes. Cada competência psicológica, a grupo de diferentes tipos de habilidades que se interrelacionam e se portar lessem. As primeiras competências são chamadas de competências fundamentais que envolvem as responsabilidades psicológicas da motivação, da confiança e da resineência. As segunda competências, os autores chamam de competências de auto-regulação, que envolvem auto-consciência, agestão do estresse, a regulação emocional, e a explotação e o controle atensional. E as terceiras competências eles chamam de competências interpeçuais, estão relacionadas com a relação com treinadora atleta, a liderança, o trabalho em equipe e a comunicação. Para os autores, as competências fundamentais estão em ouro, ou seja, a motivação, a confiança e a resineência. As competências de auto-regulação estão em prato e as competências interpeçuais estão no perfil bronze. Os autores comentam que as competências fundamentais em ouro saiam como base disso que eles chamam de perfil psicológico dos medalistas olínticos. Devem ser desenvolvidas e mentidas para alcançar um desempenho consistente de automímpico. Por exemplo, os atletas devem identificar e manter siligados os motivos ou razões que os habilitam a praticar o esporte de auto-endimento, e isso está relacionada à motivação. Além disso, eles devem acreditar em sua capacidade de melhorar e alcançar o sucesso, e isso está relacionada à confiança. E cerca a base de perceberar e se recuperar de inevitáveis contratempos e adversidades inerente ao esporte de elite. Isso está relacionado à resiliência. Eu acredito que essas três competências, ou seja, todas as habilidades de cabos no estudo, elas me remete a uma questão que é imprescindível, com o meu modo de entender o sucesso no esporte, que é o desenvolvimento pessoal e o autoconhecimento. Para acreditir essas habilidades, essas competências colotores, comentam, não é possível sem ter a consciência dos processos internos, não é possível sem compreender e conhecer suas emoções e sentimentos, sejam eles positivos ou negativos, que eles vão aparecer durante a prática esportiva, durante os treinos, durante as competições. Em um outro elemento que é fundamental entre isso, os autores destacam da correlação à saúde mental. Então, tem uma frase bem bacana deles do estudo, que diz o seguinte, a saúde mental é um construco abragente, que influencia a obtenção do desempenho mental e atleto. É um recurso importante para os atletas em relação ao seu desempenho e seu desenvolvimento. O volenho, eu acredito que sem uma saúde mental equilibrada, não é possível ser o grande atleta, ou ser uma pessoa vencedora. Successo e saúde mental anda um lado a lado, ou melhor, um depende do outro. Sabemos que para ser atleta de alto nível, tem o custo físico e emocional muito alto. Mas esses sacrifícios pessoais, não pode ser mais a qualquer custo. Ou seja, o ser humano deve estar sempre em primeiro lugar. É simples, nós temos em números casos recentes envolvendo questões relacionadas a saúde mental no esporte. Então, autorrendimentos portivos sem saúde mental não é possível, são sinónimos hoje um dia. Porém, eu acredito que ainda temos que avançar na questão do estigma envolvendo a saúde mental. Ela ainda está relacionada ao estereótico muito carregado de vulnerabilidade, de fraqueza, de machismo. Temos que empoderar os atletas a falarem sobre suas emoções, sobre suas vulnerabilidades, sobre suas fraquezas e suas dificuldades. Esse é um papel não só de nossos psicómenos, mas também de todo mundo envolvido com esporte de alguma maneira. Eu gostou do conteúdo, se gostou, me ajuda a divulgar esse podcast, um abraço e até a próxima. Bem pessoal, sou André de Focão, psicórdio do esporte, psicoterapêuta, para mais um episódio aqui no podcast, Escologia do esporte. Hoje, a gente vai falar sobre a Copa do Mundo de Futebol, do Qatar, e também sobre a falta de psicólogo do esporte, na Comissão Técnica do Treinador Tit. De pensar que o Brasil teve um pionero dentro da psicologia do esporte no futebol, João Carvalhais. A gente vai partir da Comissão Técnica, que trouxe o primeiro título em 1958. Tivemos um trabalho super inédito e pionero no mundo. Em 2002, o último título do Brasil, tivemos a presença da professora Regina Brandão na Comissão Técnica. Ou seja, no Brasil não faltam profissionais da psicologia qualificados. Infelizmente, a Comissão Técnica da Cereçambra da Rio de Futebol não terá um acompanhamento psicológico de um profissional dentro do grupo. O que é uma pena, porque todos sabemos que nos últimos anos a questão da saúde mental vem ganhando evidência cada vez maior. Nunca se fala tanto de saúde mental no esporte como os últimos anos, mas a Comissão Técnica brasileira optou por não ter um profissional e por eles mesmos tentarem de alguma forma lidarem com essas questões emocionais. Ao mesmo tempo, eu li materiais em que alguns atletas comentaram que e passam para processos psicológicos ou por acompanhamento psicológicos. O que é o lateral Alex Teles, que diz que faz acompanhamento psicológico há mais de cinco anos e que isso lhe ajuda muito. O outro atleta que comentou sobre isso é o Ehrington Ribeiro após o momento de dificuldade no clube, no flamingo. Ele procurou ajuda especializada isso de alguma forma contribuiu para a evolução dele e um outro atleta também é o lateral Danilo, que diz que também faz acompanhamento psicológico e além disso, ele também tem projetos relacionados a saúde mental de atletas. Quando o assunto é saúde mental na Copa do Mundo, vale lembrar o relato do jogador Ronaldo Fenômeno. Em recente documentário ele categoricamente disse que sua crise de epilepsia na final da Copa de 98 estava totalmente relacionada a sua condição e saúde mental naquela época. tudo isso influenciado pela ansiedade, pela estresse e pela enorme pressão que ele sofria naquele momento, por ser o protagonista do Brasil, enfim. Isso influenciou diretamente no meu modo de entender o resultado da partida. Nós podemos perceber a performance de uma cleta e também contar a mina a performance do grupo computador. Ou seja, a saúde mental performance andam-se em lado a lado. E aí pensando sobre isso, encontrei um artigo científico que traz quatro acontecamentos para a gente sobre essas barreiras, ainda que o futebol apresenta com relação ao psicologia do esporte. Esse artigo foi realizado na Inglaterra com os jogadores da Premier League. Uma tradução livre do artigo é a seguinte. Um exame das experiências profissionais que presta os serviços de psicologia do esporte nas Academias de Futebol da Premier League em inglês. Ele foi publicado em abril de 2022 e a autora principal é a francesca de em. Ela é do departamento de revelitação e ciências do esporte da Universidade de Borough Mount. Esse artigo ele traz quatro aspectos para a gente pensar. Eu vou falar sobre todos eles e também tentar de alguma forma responder essas perguntas que o artigo traz. E aí, o que é a psicologia do esporte? O que é a psicologia do esporte? Na verdade, os recursos financeiros, a gente compensa principalmente nos grandes colos no Brasil e do mundo. Claro que os recursos financeiros são escassos nos times menores. Mas nos times de grande expressão a gente entende que esses recursos existem. Eles têm que ser encarados como investimentos. Então, investindo a psicologia do esporte, investindo a saúde mental do napleta. Uma pleta que tiver acesso a psicologia do esporte, ele poderá ter um desempenho melhor e poderá se concentrar melhor, performar melhor. O segundo aspecto que os autores apontam é que o entendimento real do papel e da importância da psicologia do esporte não é adequadamente esclarecido dentro dos próprios colos. Eu acredito que isso realmente seja uma dificuldade, uma barreira, porque ainda há uma confusão em que a psicologia trínica e a psicologia do esporte são coisas diferentes. E apesar de utilizar recursos da psicologia trínica, a gente não faz necessariamente psicoterapia como as aploletas. O nosso papel é fomentar as habilidades psicológicas do esporte. A gente faz a conselhamento dos individuais e coletivos. A gente está tentando os sintomas ensinais com relação à boa saúde mental. Mas o papel é esse, com certeza, mas a gente não vai fazer ter a pia com as atletas. Então talvez não há esse entendimento propriamente da principal função do psicólogo de esporte num grupo, que é fomentar a saúde mental a partir daí, performada a melhor maneira possível. É ensinar os atletas a como utilizar em seus próprios recursos psicológicos ou a utilizar a trindê recursos psicológicos que possam e ajudá-la na performance. Terceiro aspecto que os autores levantam é o seguinte, ainda existe um estímulo em uma respeito do psicólogo no futebol. Quando o presente é profissional, é solicitado para resolver problemas pessoais do atleta ou em vez de atuar integrado ao desenvolvimento da pessoa. Eu não vejo problema em psicólogo fazer um aconselhamento ou até um atendimento prínico emergencial quando um atleta está em sofrimento. Creio que a gente pode fazer os dois papéis, tanto de aconselhamento, quanto de desenvolvimento da performance. Trabalhar questões de coisa, um de grupo, de lideranças, de comunicação efetiva, de relação entre os atletas, entre os outros membros da comissão, existe uma série de coisas que nós podemos fazer e fomentar dentro de um tírio de tipó. O quarto levantamento, segundo os autores dessa pesquisa, a confiança no trabalho dos psicólogos ainda é pouco persistente, principalmente por parte dos preenadores. Treinador é o principal liderança e o trabalho é sequenciante no jujú de grupo de ter um treinadores portugues. Então, existem ainda treinadores que têm uma resistência com o trabalho do psicólogo, talvez por desconhecimento, talvez até por questões de vaidade, de repente, com os treinadores, ainda tem uma visão clínica da psicologia dos portes. Mais focada nos problemas, nas dificuldades e não potencial que a psicologia pode desenvolver nos atletas. Esse é um exemplo bem bacana de uma relação super importante entre treinador e psicólogo, inclusive que estará presente na topa do mundo do catálogo. O exemplo vem da Espanha, a relação entre o treinador Luiz Enrique e o psicólogo usou aqui em Valdez, que trabalharam juntos no Barcelona e pelo que se sabe o trabalho é super integrado entre os dois. Seis ainda o diminuir os treinos, ansiedade, a pressão que esses atletas sentem numa competição tão importante como esta. Então, papel desse colega, ali, é trabalhar tanto alta, perforne-se e quanto é sal de mental. Para isso, obviamente, necessita de espaço, necessita de um processo que ele no cidador de a pra noite, ele cidada longo prazo, tanto é que o psicólogo acompanha esse treinador há muitos anos. E eu acredito que o que tem que ficar claro é que o psicólogo esporte ele não vai ficar somente numa sala ou muito fitoria, enfim. Ao contrário, ele vai tracando, ele vai estar na academia, ele vai estar em troca, com treinador, com os atletas, com os demais membros da comissão técnica. Claro que, importante, ele tem um espaço reservado para conversar em duáes, trabalho com o grupo, etc. Sabemos que, nas próximos dias e sermos nas teremos fortes emoções, seremos invadido por uma série de sentimentos, emoções positivos, negativos, conflitantes, espero que todos possam aproveitar esse momento, aí que será muito bacana. Mostrou do conteúdo, se gostou, me ajuda a divulgar esse podcast, um abraço e até a próxima. [Música]

Podcast Summary

Key Points:

  1. Estudo canadense de 2022 identifica três grupos de competências psicológicas essenciais para atletas de elite: fundamentais (motivação, confiança, resiliência), de autorregulação e interpessoais.
  2. A saúde mental é destacada como base indispensável para o alto rendimento e o desenvolvimento pessoal, sendo inseparável do sucesso esportivo.
  3. Existe um estigma e barreiras à psicologia do esporte, como falta de compreensão do seu papel e resistência de treinadores, apesar de exemplos positivos de integração.
  4. A comissão técnica da seleção brasileira na Copa de 2022 optou por não incluir um psicólogo, contrastando com a tendência de atletas que buscam ajuda individual e com casos históricos que mostram o impacto da saúde mental no desempenho.

Summary:

O episódio discute habilidades psicológicas cruciais para atletas, baseando-se em um estudo canadense de 2022 que delineia um perfil psicológico para medalhistas. As competências são divididas em três categorias hierárquicas: fundamentais (motivação, confiança e resiliência), de autorregulação e interpessoais. O desenvolvimento dessas habilidades está intrinsecamente ligado ao autoconhecimento e, sobretudo, à saúde mental, apresentada como um pilar indispensável para o sucesso esportivo sustentável.

O podcast critica o estigma ainda associado à saúde mental no esporte, que é visto como sinal de fraqueza, e defende a necessidade de se empoderar os atletas para falarem sobre suas vulnerabilidades. Paralelamente, aborda a ausência de um psicólogo na comissão técnica da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2022, contrastando essa decisão com relatos de atletas que se beneficiam do acompanhamento psicológico e com casos históricos, como o de Ronaldo Fenômeno em 1998. São citadas barreiras à plena integração da psicologia do esporte, como a confusão sobre seu papel e a resistência de alguns treinadores, mas também exemplos bem-sucedidos, como a parceria entre Luis Enrique e o psicólogo Joaquín Valdés.

A mensagem central é que investir em saúde mental e em habilidades psicológicas é um investimento direto no desempenho e no bem-estar do atleta.

FAQs

As competências fundamentais são motivação, confiança e resiliência, consideradas a base do perfil psicológico de medalhistas olímpicos.

A saúde mental é um recurso crucial que influencia diretamente o desempenho e o desenvolvimento do atleta, sendo essencial para um sucesso sustentável no esporte.

Apesar da tradição e profissionais qualificados no Brasil, a comissão optou por não incluir um psicólogo, deixando as questões emocionais a cargo dos próprios membros.

As barreiras incluem: recursos financeiros mal direcionados, falta de clareza sobre o papel do psicólogo, estigma associado à busca por ajuda e resistência por parte de alguns treinadores.

O papel é fomentar as habilidades psicológicas dos atletas, promover saúde mental e otimizar o desempenho, atuando de forma integrada ao grupo e não apenas em consultório.

As competências de autorregulação (como gestão do estresse) são classificadas como 'prata', e as interpessoais (como trabalho em equipe) como 'bronze', complementando as fundamentais ('ouro').

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