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Conecta #179 | 27º Congresso IBGC: O ser humano no centro da transformação

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Conecta #179 |  27º Congresso IBGC: O ser humano no centro da transformação

A conversa entre Rodolfo Fischer e Thais Moriyama, no IBGC Conecta, discute o tema do 27º Congresso IBGC: "O Ser Humano na Liderança da Transformação". Eles destacam que vivemos um momento épico, com 11 revoluções tecnológicas simultâneas, cujos impactos sociais serão tão profundos quanto os da Revolução Industrial, mas em um período muito mais curto, aproximadamente uma década. Thais argumenta que a inteligência artificial não é apenas uma ferramenta de informação, mas uma nova linguagem que transmite algoritmos decisionais, desafiando nossa compreensão atual. O cérebro humano não está preparado para esse ritmo, como evidenciado pelo aumento de problemas de saúde mental, mas a capacidade de adaptação é uma vantagem humana fundamental. Para liderar nesse contexto, ela enfatiza a humildade como virtude central, pois permite o pensamento crítico, o aprendizado contínuo (incluindo desaprender), a inteligência emocional e a colaboração eficaz. Essas habilidades são essenciais porque as máquinas não podem substituí-las. Thais também aborda a importância de reconhecer vieses e limitações, além de gerenciar emoções sob pressão. O episódio conclui com informações sobre o congresso, que ocorrerá em outubro de 2026, em São Paulo, visando conectar estratégia, tecnologia, ética, cultura e propósito na governança corporativa.

Transcription

2968 Words, 17487 Characters

Portuguese
O Ser Humano no Centro da Transformação Acelerada IBGC conecta governança corporativa na prática. Pessoa 2 Olá para você que está nos ouvindo. Eu sou Rodolfo Fischer, líder da curadoria do Congresso do IBGC. Vivemos um período de mudanças profundas. As transformações acontecem em um ritmo cada vez mais acelerado, impactando as organizações, as relações de trabalho e a forma como tomamos decisões. Em meio a tantas mudanças, cresce a necessidade de refletir sobre o nosso papel nesse cenário e, especialmente, sobre o papel da liderança. É a partir dessa perspectiva que o 27º Congresso IBGC propõe o tema o ser humano na liderança da transformação. Mais do que discutir tendências ou ferramentas, o convite é olhar para quem conduz as mudanças, o ser humano. Talvez a questão mais importante não seja apenas entender o que está mudando ao nosso redor, mas compreender como nós mesmos estamos mudando diante desse novo contexto. Quais características humanas serão necessárias para lidar com o futuro? Vamos desenvolver lideranças mais conscientes, capazes de equilibrar resultados, relacionamento e propósito. No centro de toda a transformação estão os líderes. E é justamente sobre eles, seus desafios, capacidades e possibilidades que queremos refletir neste IBGC conecta. Para conversar comigo sobre esse assunto, recebo hoje a Thais moriama, médica psiquiatra, educadora em saúde mental e consultora permanente no instituto Cato Thais, seja bem-vinda. Pessoa 3 Oi Rodolfo. Muito obrigada. Nossa, estou muito feliz de estar aqui. Agradeço demais a você ao IBGC. E especialmente a tua curadoria por trazer esse assunto que eu acho que é tão pertinente, tão importante nesse momento que a gente vive. Pessoa 2 Sem dúvida. Muito obrigado, Thais. E aí quando a gente fala nesse tema do IBGC do Congresso, o ser humano na liderança de liderança da transformação. E que transformação estamos falando? E por que esse tema se tornou tão relevante nesse momento? Pessoa 3 Olha, essa tua pergunta é muito importante, eu acho. A gente está vivendo um momento super especial. Acabou de ser publicado um documento, acho. Que muito importante. Não sei se todo mundo leu em que foram signatários desse documento importantes intelectuais, acadêmicos, alguns prêmios nobeis de economia, investidores do vale do Silício, pessoas que trabalham na indústria de tecnologias, CEOs importantes, CEOs tanto em empresas de a como outras empresas de tecnologia. E é um documento que basicamente o título dele é nós precisamos agir agora. E o que ele está nos alertando é um fato que eu acho que todo mundo deve estar acompanhando. Alguns com entusiasmos, todos com um pouco de ansiedade. Pelo menos que é o fato de que a gente passa por um momento épico da história da humanidade. A gente passa por 11 das talvez mais impactantes revoluções tecnológicas pela qual o homem já passou. O que eles estão prevendo ali nesse documento é que as transformações sociais que vão acontecer em virtude da mudança, da introdução de novas tecnologias de informação, basicamente. São tão profundas quanto as que a revolução industrial causou, mas no intervalo de tempo, muito, muito, muito mais curto. Então eles estão sinalizando que em questão de 10 anos, tudo vai ter mudado. E eu acho que é disso que a gente está falando. Né? Esse é utópico hoje e acho que esse é utópico para qualquer líder hoje. Está atento, está conectado, está refletindo. Pessoa 2 Nossa, muito interessante esse estudo porque mostra realmente AA velocidade da transformação, né? Como o Cérebro Humano Lida com a Revolução da IA A velocidade que tudo está acontecendo ao nosso redor. Nesse sentido, eu queria até entender, e você obviamente está sempre acompanhando a evolução de tecnologia. Hoje a gente tem inteligência artificial e ela cada vez mais está ampliando a nossa capacidade de produzir informações. Analizar dados, gerar métricas, então hoje ela traz 1 o volume enorme de dados, métricas, informações, mas você como especialista, mas o cérebro humano é capaz de acompanhar todo esse ritmo, né? Né, dessa revolução que você está comentando até estamos preparados biologicamente para esse excesso de informação ou precisamos desenvolver alguma coisa nova ou forma de decidir, de lhe liderar e, de uma certa forma, cuidar um pouquinho da nossa saúde mental nesse ambiente? Pessoa 3 Rodolfo todo momento de mudança é momento de adaptação, a gente é treinado. Para se adaptar com textos. O que eu diria para você é a revolução, para mim que está acontecendo. Não é justo a gente chamar, na minha opinião, de uma inteligência artificial, para mim, a revolução, eu que, enfim, basicamente tudo, pensamento humano, a cognição, as emoções, o que a gente chama psique humana, né? O que é chamado inteligência artificial trouxe pra gente, é uma nova possibilidade de comunicação, é uma linguagem, é uma linguagem que permite a gente conectar diferentes conhecimentos de pessoas que estão muito. Distantes, que historicamente existiram em momentos diferentes. Então é uma linguagem que conecta formas de pensar com uma grande novidade. Então, a se vamos pensar a linguagem em si, que diferencia o ser humano dos outros primatas, basicamente é a linguagem, essa é a nossa. É nosso algo especial. A linguagem. Ela se deu e por muitas vias diferentes através da história, mas basicamente através do verbal, as palavras, sejam elas ditas, escritas, pensadas e do não verbal. Eu posso usar de uma linguagem que é um desenho para me comunicar com você. Eu posso usar de gestos. Isso é uma linguagem não verbal, a forma como eu MODULO a minha voz, né? Se eu estou falando mais baixinho, se eu estou falando mais alto. Tudo isso comunica, tudo isso é é linguagem. Então a gente sempre teve muitas formas de linguagem, mas todas as formas que a gente tinha, elas eram limitadas. Então lá no começo, quando os primeiros homens começaram a falar a uma principal limitação Era Eu não conseguia fazer a minha palavra, transpor o tempo chegar no meu neto, por exemplo, e eu não conseguia fazer tão facilmente ela transpor a distância. Eu podia no máximo contar aqui um segredo pro Rodolfo. Rodolfo contar um segredo pra Maria depois de rodar 5 km, mas essa era mais longe que uma informação minha. Resolver esse problema, inventaram os poemas, as músicas. É um jeito de você levar informação mais longe, porque é mais fácil da pessoa decorar a informação e reproduzir. É por isso que é nos sistemas que ainda não tinham registro escrito. A gente tem essa tradição, por exemplo, dentro do budismo, a tradição dos mantras, dos sutras. Então são músicas ou poemas em que você vai contando o que que o Buda ensinou e aí? Veio uma coisa fenomenal que mudou tudo na história, que foi a escrita, escrita mesmo, que permitia que eu deixasse o meu pensamento para o futuro, ou que eu mandasse meu pensamento da Grécia para Roma. Que ele passasse a distância e o tempo. Aí veio a tecnologia da informação. Veio, por exemplo, os nossos smartphones, que são uma revolução à parte, porque eles permitiram uma forma muito fácil de entregar o audiovisual, as formas de comunicação não escritas. Se a gente for lembrar para quem é estudou até um certo ponto da vida, antes de existirem essas tecnologias, era basicamente livro que a gente tinha. A gente lia a informação no livro, a gente pesquisava na Barça e depois da da gente tornar populares de fácil acesso a. Comunicação audiovisual, a gente manda áudio, a gente lê, vê um vídeo, EE tem informação. Agora, o que AIA trouxe pra gente é uma coisa mais sofisticada do que a transmissão da informação, a transmissão de uma mensagem. Ela permite a transmissão do algoritmo decisional. Eu consigo compartilhar com você, é o meu jeito de pensar, mas ainda eu preciso pensar, e se eu não pensar? Não tem como miar de transmitir o que eu penso. Então eu acho que a gente está vivendo esse momento assim. Muito especial, em que a gente tem que se adaptar e entender isso que está acontecendo. Então quando você me pergunta se a gente está preparado para isso, o que eu te digo é, a gente sequer ainda entendeu o que é isso que está vindo. A gente está chamando pelo nome errado, a gente acha que o que é está vindo para a gente é um Monte de informação, e eu acho que é muito mais que isso, é mais do que informação, não. A gente com certeza tem que se preparar em termos de saúde mental, a gente já está vendo isso acontecer, a gente está vendo um aumento. Aumento na taxa de ansiedade, de depressão, aumento assustador na taxa de suicídio. E tudo isso coincide historicamente com o momento em que os smartphones chegaram facilmente acessível para a população. Então, não, nós não estamos preparados, eu acho. Mas isso não é uma tragédia, sempre foi assim. Na história da humanidade, vem a inovação e a gente se adapta, e a grande vantagem do ser humano é essa capacidade incrível de adaptação. A gente é uma peste que dominou toda a Terra, então somos muito mais. Talvez, aparentemente, que a maioria das espécies estamos conseguindo sobreviver todos esses anos assim. Pessoa 2 Eu queria dizer que cada momento da nossa história tem uma muvuca, né? Eu tenho 11 momento boca como o pessoal começa a dizer, né? Tudo é incerto, tudo é confuso e a gente fica extremamente tenso. Mas já caminhando para o final. Humildade, Colaboração e o Congresso IBGC para Líderes Thais, diante de toda essa complexidade, quais as características de virtudes humanas ou até algumas dicas que você pode dar, tende a ser mais valorizadas na liderança do futuro, né? Quando a gente pensa um pouco nesse futuro, como as organizações podem incentivar o seu desenvolvimento, né? Pensando numa organização, como que você acredita que a gente pode melhorar, né? Um pouco essas características, virtudes humanas, como que a gente pode focar? Os nossos colaboradores, os nossos líderes, principalmente, tratarem melhor preparado nesse ambiente. Uns chama de boca, outros muvucas, aí tem todos os apelidos possíveis, acho. Pessoa 3 Que é até bom a gente retomar um pouquinho, né? Esse conceito de boca. Só lembrando aí que a gente está falando sobre esse mundo muito complexo, muito imprevisível, que é o mundo atual. Eu Acredito muito naquilo que acho que a gente leu junto no um livro que eu meia leitês Daniel smart, a humildade, a nova inteligência é um livro. Bem legal que antecipou um pouco. Essa transformação tecnológica vai desenvolver um pensamento do que o ser humano precisa ter para sobreviver essa revolução tecnológica e conseguir se adaptar. O que a gente está falando é uma revolução que vai basicamente tirar de nós muito da carga cognitiva, de sistematização de dados. Os dados vão vir sistematizados e isso é uma vantagem. Isso nos poupa muito tempo, muito trabalho. E eu espero que a gente saiba fazer isso de uma forma inteligente. Então esse pensador vai falar o seguinte, que a principal virtude do homem, especialmente acho que para uma liderança isso é importante, é a humildade. Por quê? Porque em um mundo em que você não é mais o responsável por compilar armazenado e corar e recitar conhecimento que sempre foi a função do homem intelectualizado de outra época, o que sobra para nós? Basicamente, ele vai sistematizar em 4 grandes elementos, né, que é o pensamento crítico, a capacidade de aprender continuamente. E aprender. Quer dizer, eu todo dia me reconheço ignorante, eu todo dia desaprendo o que eu achava que sabia e eu, portanto, reaprendo um novo modelo. Isso que é o aprendizado contínuo, ele é o desaprendizado contínuo e a nossa capacidade de estar desaprendendo, a inteligência emocional, a capacidade de colaboração eficaz. Por que que sobra isso, né? Se a gente for pensar talvez todas as outras partes de um processo decisional ou de liderança, a gente espera conseguir a tecnologia, suporte para fazer, mas essas coisas. Mas não tem como a máquina fazer por nós. Então, o pensamento crítico, ele é, de fato, o que a gente vai chamar de inteligência. O que a máquina vai nos entregar, na melhor das hipóteses, é um compilado de vários pensamentos. Mas ainda para o meu contexto, para minha situação, para minha realidade, para os humanos que estão em contato comigo, eu tenho que ser crítico em relação a isso que eu recebo. Eu tenho que saber a origem da informação. Eu tenho que entender sobre viés, eu tenho que entender os instrumentos de tecnologia que estão me entregando essa informação e por que eles podem querer e ter vieses. Eu tenho que ter uma legislação crítica que permite e que eu controle possíveis Fontes de viés. Então isso a gente chama de pensamento crítico e isso depende de humildade. Eu preciso ser humilde e me reconhecer ignorante para pensar criticamente. Eu tenho que sair do pedestal e do pressuposto de eu sei tudo, o aprendizado contínuo então, de novo, em um mundo em constante transformação, se eu não for flexível e. Capaz de me adaptar a novos modelos e aprender. Eu não vou conseguir adaptar a minha empresa na velocidade que ela precisa mudar. Então, de novo, isso depende do que de humildade. Inteligência emocional se tornou talvez a maior urgência nossa como humanos. A gente, quando fala de inteligência emocional, eu estou falando sobre autoconhecimento, sobre reconhecer suas emoções, seus preconceitos, suas limitações. Isso ainda é um grande tabu e no mundo corporativo a gente ainda está acostumado. A ver as pessoas negarem emoções. Eu não estou com medo, não. Eu não fiquei angustiado. Eu sei o que eu tô fazendo. A gente ainda vê as pessoas negarem preconceitos o tempo todo. Não tem como viver num mundo com vieses e não construir uma imagem desse mundo enviesada. Isso que a gente chama de preconceito. Se você cresceu a vida inteira vendo em cargos de liderança homens brancos mais velhos, o seu cérebro aprende intuitivamente que um homem branco mais velho é mais capaz de ser um líder. E é difícil para você colocar na tua cabeça um líder que não tem esse estereótipo. Isso é um exemplo clássico de 11 viés. Que nosso cérebro faz por reconhecimento pelo aquilo que ele conhece, que ele já viu. Limitações, né? É muito comum você ver é nos feedback de empresa, as pessoas sendo cobradas a ter competências ou capacidades que são incompatíveis com o tipo de cérebro que elas carregam. Se eu contrato um cara para ser, é controler da minha empresa. E eu quero que ele seja, ao mesmo tempo, extremamente capaz de é auditar, sistematizar, checar, calcular, extremamente capaz de ser sociável, extrovertido, comunicativo ou criativo. Talvez eu esteja querendo um outro cérebro, que não é o cérebro do controle, né? Então, inteligência emocional passa muito por isso, por autoconhecimento e conhecimento de quem que são os outros? Autocontrole. E aí eu digo para você, as as pessoas se acham muito capazes de ter autocontrole, porque no meio. Corporativo, elas conseguem vestir uma máscara e parecer controlados. Não se pergunta se você consegue não dar piti na reunião de conselho para se você tem autocontrole. Se pergunte o que você faz quando você chama seu filho para tomar banho e ele fala, espera só um pouquinho? E ele fala, espera só um pouquinho para quinta vez que você chama ele para tomar banho. E é ali que você vai entender seu nível de auto regulação, se você consegue calmamente se regular e pensar, porque será que ele tá querendo postergar o banho? Como será que eu mudo o desfecho de comportamental desse caso? E a gente não faz isso no dia a dia? Então, gerenciar emoção sobre pressão, ainda mais neste momento de rápida transformação, talvez seja a qualidade que eu mais desejo para todos os líderes que estão ainda entregando para nós um futuro que eu espero que seja muito, muito promissor. E de novo depende do que depende de humildade. E para fechar, é a colaboração. Ser capaz de colaborar com pessoas diferentes, com modelos cognitivos diferentes. Ser capaz de se comunicar eficazmente, ser capaz de compartilhar ideias e escutar ideias, de de ouvir e ouvir para compreender, não ouvir para responder são certamente as habilidades aí que a gente espera de um. De um lida nesse momento de transformação. Pessoa 2 Aí sensacionou uma aula aqui, nesses 15 minutos, super, super, super obrigado. Aliás, quem quiser saber mais informações é só, obviamente passar lá no Congresso. Eu acho que todos os pontos são muito importantes, acho que a parte de humildade é, é assim, sensacional entender que a gente precisa mudar, precisa depender das outras pessoas. A gente não pode conseguir resolver tudo sozinho nesse momento e mesmo no futuro, né? Pessoa 3 Ah, eu que agradeço sempre, muito bom. Poder trocar uma ideia aqui com vocês e estar aqui, né? Um lugar especial. OIBGC acho que realmente tem atuado como uma liderança para um mundo melhor, mais do que para empresas, mais simplesmente mais eficientes. E fazer parte disso é muito bom. Pessoa 2 Thaís, muito obrigado pela oportunidade, foi sensacional esse papo. O 20º certo Congresso EBGC vai ocorrer nos dias 7 e 8/10/2026, no WBTC event center, em São Paulo. No evento vamos explodar como conselhar. Executivos e lideranças podem atuar diante de um ambiente cada vez mais complexo, conectando estratégia, tecnologia, ética, cultura e propósito. Para saber mais, acesse congresso.lgc.org.br. Acompanhe nossas redes sociais para se atualizarmos sobre os debates mais importantes em governança corporativa. Você compartilha os temas de seu interesse com a sua rede de Contatos? Toda semana temos um novo episódio de podcast. Fique por dentro da nossa programação e até o próximo. Tchau.

Podcast Summary

Key Points:

  1. O 27º Congresso IBGC aborda o tema "O Ser Humano na Liderança da Transformação", focando no papel das lideranças em um contexto de mudanças aceleradas.
  2. A transformação tecnológica atual, incluindo a inteligência artificial, é comparada à Revolução Industrial, mas ocorre em um intervalo de tempo muito mais curto (cerca de 10 anos).
  3. O cérebro humano não está biologicamente preparado para o excesso de informação, evidenciado pelo aumento de ansiedade, depressão e suicídios, mas a adaptação é uma capacidade humana central.
  4. A revolução atual vai além da transmissão de informação
  5. As principais virtudes para líderes no futuro incluem humildade, pensamento crítico, aprendizado contínuo, inteligência emocional e colaboração eficaz.
  6. A humildade é destacada como base para reconhecer a própria ignorância e se adaptar a um mundo em constante mudança.
  7. A inteligência emocional envolve autoconhecimento, reconhecimento de vieses e limitações, e autocontrole sob pressão.
  8. O Congresso IBGC ocorrerá nos dias 7 e 8 de outubro de 2026, em São Paulo, para explorar como líderes podem atuar em ambientes complexos, conectando estratégia, tecnologia, ética, cultura e propósito.

Summary:

A conversa entre Rodolfo Fischer e Thais Moriyama, no IBGC Conecta, discute o tema do 27º Congresso IBGC: "O Ser Humano na Liderança da Transformação". Eles destacam que vivemos um momento épico, com 11 revoluções tecnológicas simultâneas, cujos impactos sociais serão tão profundos quanto os da Revolução Industrial, mas em um período muito mais curto, aproximadamente uma década. Thais argumenta que a inteligência artificial não é apenas uma ferramenta de informação, mas uma nova linguagem que transmite algoritmos decisionais, desafiando nossa compreensão atual.

O cérebro humano não está preparado para esse ritmo, como evidenciado pelo aumento de problemas de saúde mental, mas a capacidade de adaptação é uma vantagem humana fundamental. Para liderar nesse contexto, ela enfatiza a humildade como virtude central, pois permite o pensamento crítico, o aprendizado contínuo (incluindo desaprender), a inteligência emocional e a colaboração eficaz. Essas habilidades são essenciais porque as máquinas não podem substituí-las.

Thais também aborda a importância de reconhecer vieses e limitações, além de gerenciar emoções sob pressão. O episódio conclui com informações sobre o congresso, que ocorrerá em outubro de 2026, em São Paulo, visando conectar estratégia, tecnologia, ética, cultura e propósito na governança corporativa.

FAQs

O documento se chama 'Nós precisamos agir agora' e foi assinado por intelectuais, acadêmicos, prêmios Nobel de economia, investidores do Vale do Silício e CEOs de empresas de tecnologia.

Ela argumenta que a revolução é mais sobre linguagem e transmissão de algoritmos decisionais, ou seja, compartilhar formas de pensar, não apenas informações. Isso é uma mudança qualitativa inédita na história humana, indo além do que o termo 'inteligência artificial' sugere.

Historicamente, a linguagem evoluiu da fala para poemas, escrita e audiovisual, mas sempre limitada à transmissão de informações. Agora, pela primeira vez, é possível transmitir algoritmos decisionais, ou seja, processos de pensamento, o que é uma mudança qualitativa.

As quatro virtudes são: pensamento crítico, capacidade de aprendizado contínuo (que envolve desaprender e reaprender), inteligência emocional e colaboração eficaz. Todas dependem da humildade como base.

A humildade permite reconhecer a própria ignorância e sair do pedestal do 'eu sei tudo'. Em um mundo onde a tecnologia sistematiza dados, o líder precisa estar aberto a novas perspectivas e depender de outros, em vez de tentar resolver tudo sozinho.

Um exemplo é quando você chama seu filho para tomar banho repetidamente e ele adia; a forma como você reage revela seu autocontrole real. Isso mostra que a inteligência emocional se manifesta em situações cotidianas, não apenas em reuniões de conselho.

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