Como ser igreja numa sociedade líquida | Ricardo Barbosa | EBD | 20.01.2019
58m 44s
O pastor Ricardo Barbosa reflete sobre os desafios de afirmar o senhorio de Cristo em uma sociedade tecnológica e líquida, onde a transcendência foi perdida e deuses substitutos, como o self e o consumo, foram criados. Ele descreve a cultura líquida de Bauman como instável e fragmentada, onde relacionamentos e convicções são frágeis, e a ética se torna confusa. Para viver o senhorio de Cristo, é preciso enfrentar quatro características culturais: o deslocamento do passado, que rompe com a memória histórica; a invenção da identidade, que transforma a fé em consumo; a fluidez, que relativiza valores; e a restrição, que impõe a tolerância como virtude máxima, limitando a fé à esfera privada. Barbosa enfatiza que confessar Jesus como Senhor muda absolutamente tudo, desde a visão de Deus até os relacionamentos e a política. A solução está em recuperar a memória histórica da fé, rejeitar o consumismo identitário e afirmar a constância de Cristo, que é o mesmo ontem, hoje e sempre. A igreja deve viver na fronteira entre o público e o privado, exercendo profecia sem se conformar à cultura líquida, lembrando que a identidade cristã é dada por Deus, não inventada pelo indivíduo. O desafio é sustentar a credibilidade da fé em meio à superficialidade e ao medo da solidão.
[Música] Bem-vindo ao Podqueste da IPP. A mensagem que você está presta a ouvir foi ministrada pelo pastor Ricardo Barbosa. Nós. tivemos trabalhando em três meditações, três temas que estão ligados um a outro, que estão conectados um com outro, e que são, para mim, são fundamentais, são necessários pelo nosso discernimento, para nossa compreensão, no contexto em que nós estamos eventos. No primeiro domingo do ano, nós tivemos meditando e conversando sobre a perda da transcendência numa sociedade tecnológica. Vimos que a história vem se movimentando, no passado, o mundo natural, ele era em grande parte explicado pelo mundo sobre natural, o mundo dos deuses, anjos, demonios, explicavam as realidades naturais, mas o mundo foi avançando, tivemos a modernidade, o iluminismo, a revolução científica, tecnológica, e, de repente, nos tornamos seres iluminados, e o mundo natural passa a ter resposta, para praticamente todas as suas grandes questões, os seus grandes problemas, nós temos ferramentas, temos tecnologia, temos ciência, e o que fez com que a transcendência fosse achatando, achatando e vivemos hoje, um mundo imanente, um mundo sem percepção, sem compreensão, sem sentido, da realidade que encontra-se acima e além dele. Hoje, um mundo é um mundo que vivemos sem essa presença, essa figura do sagrado, ele se diluiu, perdeu, dentro da revolução tecnológica. Não quero, não estou dizendo que a revolução tecnológica é inseruí-no. O fato é que Deus tornou-se desnecessário e relevante, para muita gente. No domingo passado, nós seguindo nessa mesma reflexão, nós tivemos falando sobre os ídulos culturais, que com o anúncio da morte de Deus, que Nietzsche fez no século 19, seguindo todos esses grandes cavalheiros, chamados cavalheiros do ateísmo, Nietzsche, Freud, Marx, o Darwin, que nós entramos no século XXI, principalmente no século XXI, com aquilo que o próprio Nietzsche profetizou, porque para ele, diante dos avanços da ciência, dos avanços da tecnologia, é claro que Deus se tornaria alguma coisa irrelevante. E ele reconheceu que, diante da ausência da morte de Deus, haveria, obviamente, a busca por algum substituto, no tempo dele, o nacionalismo emergente tornou-se um grande substituto, e hoje nós vemos uma infinidade de situações culturais que vão produzindo algum tipo de substituto para Deus. Divinizamos o self a nós mesmos, os nossos santos desejos, as nossas santas necessidades, os nossos santos sentimentos, a toda uma divinização de situações de realidade, que vão sendo criadas por nós mesmos, nos busca de darmos algum sentido para nossa existência precária. Usamos vários textos dessa obra que eu gostei muito de Ernest Becker, ele não era um cristão, faleceu ainda muito novo, mas ele aproveitando toda a influência do romantismo, ele discreve a necessidade de nós estarmos de alguma maneira projetando para um outro às vezes, para uma outra pessoa, ou para uma profissão, ou para uma ideologia, ou para alguma coisa na qual nós nos encontramos profundamente apaixonados, algo que, de sentido, para a realidade absurda da vida que nós vivemos. E nós então vamos criando esses novos deuses, esses novos cítulos. Bom, com isso em mente, eu queria hoje, nesse tempo que nós temos, meditar sobre como responder ao Senhorio de Cristo, como afirmar a presença do reino de Deus, dentro de uma sociedade como aqui nós vemos. Usando uma expressão já conhecida do Dr. Rizm, um dos anos atrás, falou sobre ela, que na nossa igreja, que é o que significa para nós sermos cristãos, ou sermos uma igreja numa sociedade líquida, usando a expressão desse sociólogo poloneis, Bauman, que faleceu no início do ano passado. Esse sociólogo escreveu vários livros sobre a sociedade contemporânea, explorando as mudanças culturais e sociais que principalmente o mundo ocidental vem vivendo nessas últimas décadas. E ele usa essa figura de uma sociedade líquida. E nós sabemos que um princípio básico da física é a forma distinta como as moléculas se comportam no estado sólido e no estado líquido da água. No estado sólido, as moléculas estão fortemente ligadas, umas as outras, elas são fortes, elas vibram em posições praticamente fixas. E no estado líquido, as moléculas da água, elas não ficam mais próximas entre si, movimentam-se mais intensamente, distilizando umas sobre as outras, e é uma metáfora bastante rica, muito apropriada, para retratar a sociedade contemporânea. O que Bauman quer dizer com essa metáfora é que não existe nada mais sólido, não existe nada mais constante, a modernidade líquida ela corre, ela desliza, ela se movimenta rapidamente, desfazendo praticamente de todas as estruturas sólidas, sobretudo nos relacionamentos. Numa cultura, assim, líquida que se movimenta rapidamente, nós devemos perguntar, se existe nela espaço para fé, para confiança. E vale lembrar que na linguagem bíblica, a água, uma, as inundações, as enchentes, é sempre o símbolo do caos da desorden, da confusão. Porque a força da água, como nós sabemos, ela é devastadora, ela distrói, tudo que ela vê pela frente, e ela desistrutura tudo aquilo que é sólido. Portanto, essa é uma pergunta que nós temos que nos fazer, como que nós podemos sustentar a credibilidade da fé cristã, diante da fragilidade das convicções, dos vínculos familiares, da superficialidade líquida, inclusive das nossas relações comunitárias. Porque diante dessa fragilidade, a identidade cristã, ela torna-se bastante confusa e facilmente nós somos levados pelas correntesas da cultura líquida na qual nós vivemos. E esse é um tema que afeta profundamente a nós, como igreja, afeta as nossas famílias, afeta principalmente os nossos adolescentes e jovens todos os dias. A cultura líquida, ela nos torna confusos quanto a ética e quanto amoral. E nós vemos que hoje esse é um grande tema e uma grande crise no mundo inteiro. Porque quando nós ouvimos alguém dizer algo do tipo "a todo mundo faz assim", nós sevelamos a perda do sentido moral e ético das coisas. Perdemmos o sentido delas. Essa massificação, quando dizemos "ah, mas todo mundo faz assim", rouba de nós a singularidade das nossas convicções, dos nossos conceitos, dos nossos princípios, e ela nos força.
a usar máscaras. Acho que foi o Dr. Houston que usou essa expressão dizendo que a moralidade hoje é como carnaval, onde ninguém tem um rosto individualizado, distinto da multidão. O que não percebemos é que quando roubam a nossa individualidade, a nossa singularidade, nós somos lançados num tissunami social e perdemos o controle sobre quem nós somos. Então, não é de espantar que, quando vemos hoje as enfermidades psíquicas se transformando em epidemias, solidão, o medo, são os sinais de perigo, eles são sinais que tentam nos alertar para a realidade que a nossa sociedade o mundo se encontra. Mas o problema é que, por outro lado, nós temos os bombeiros do sofrimento que seguem imunizando cada um de nós para não percebermos esses sinais de perigo. Então, nós ouvimos o tempo todo promessas de uma sociedade sem sofrimento que vem sendo profetizada por líderes sediciosos, políticos, profissionais da saúde, terapêutas, sufocando sofrimento com tranquilizantes químicos e nós vamos apenas adiando a tragédia. Então, quando o erro se transformar em algo normal e amoral se torna preguiçosa e a ética se torna lenta, nós, então, nos tornamos pessoas confusas e vamos perdendo rapidamente o sentido das coisas e nos tornamos incapazes de separar aquilo que é certo, aquilo que é rado. Então, por exemplo, nós vemos que hoje é tão comum as pessoas justificarem a corrupção pelo caixa 2 ou negar os crimes e de ondas de guerra dizendo que simplesmente estavam comprindo ordens, ou seja, a negação da moral e da ética nos leva uma atitude indiferente para com a realidade. Então, o desafio que nós vivemos hoje, diante da perda da transcendência numa sociedade tecnológica e a criação dos ídolos culturais, é o desafio de afirmar o significado, a importância e a crucialidade da confissão de que Jesus Christ é o Senhor. Essa dificuldade hoje é imensa, ela é muito mais complexa e de certa forma muito mais difícil do que foi no primeiro século diante do poder do império romano, perseguindo, matando, exterminando os cristãos no início da era cristã. Hoje, um medo da solidão, todo o processo de alienação que nós vivemos, ele nos paralisa e nos torna cada vez mais insensíveis ao outro. O medo hoje vem afitando profundamente a nossa psiquê. Vemos cada vez mais, por exemplo, a presença de imigrantes, pessoas que estão saindo dos seus países pelos mais diferentes motivos, mas a nossa indiferença para com a situação deles aumenta a crise humanitária que o mundo está vivendo hoje. Nós nos damos conta de que essa indiferença, falta de atenção, a negligencia, são as nossas reações ao medo que vem substituindo o amor e a compaixão. Bem, o fato é que quando nós confessamos que Jesus é o Senhor e fazemos isso como Paulo diz na carta aos corintios no capítulo 2 pelo Espírito Santo, isso muda tudo. Quem confessa e confessa com todas as implicações que essa confissão impõe. Quem confessa que Jesus Cristo é o único Senhor muda tudo. Muda a forma como vemos a Deus, muda a forma como nós vemos a nós mesmos, muda a forma como nós vemos a sociedade, muda a forma como nós vemos a economia, política, sexualidade, os relacionamentos, a família, muda tudo. Absolutamente tudo. Passamos a ver as coisas com uma outra lente, numa outra perspectiva e isso é simplesmente fascinante. Começamos a fazer novas perguntas sobre nós, sobre a igreja, sobre a cultura, sobre a sociedade. Mas a pergunta é como que nós iremos viver e afirmar que Jesus Cristo é o Senhor numa cultura e numa sociedade como a nossa. Numa das aulas, num dos episódios do reframe, um programa de 10 vídeos que foi criado lá no Canadá, o nosso Davi é hoje um dos coordenadores desse programa, a trabalho é para o reframe. Num desses vídeos, no segundo, se não me fale a memória, professora Sara Williams, ela dá uma aula mais distraúma, coisa impressionante tentando descrever, reatratar a cultura na qual nós vivemos. E ela ponta quatro características para a nossa cultura que contribuem para a crise de identidade e para a confissão do Senhorio de Cristo. Ela fala do deslocamento, invenção, fluidez e restrição. Eu quero rapidamente usar esses quatro elementos que ela usa para tentar, no situário, depois eu vou apontar para duas alternativas, duas soluções ou dois caminhos para gente seguir. Deslocamento, ela diz que um dos grandes problemas da nossa cultura hoje é que nós somos deslocados do passado. Rompemos com a tradição, perdemos a memória. A tradição hoje, na cultura que nós vemos, ela é tratada com desconfiança e com setisismo e ela promove uma cultura em relação ao passado. O passado precisa ser deslocado, ele precisa ser cortado fora do presente e obviamente o presente é cortado do futuro. Então para confessar Jesus como Senhor nós precisamos, segundo ela, reconhecê-lo no tempo e reconhecê-lo na grande história. Sem uma consciência do tempo e da grande história, é improvável, impossível confessar que Jesus é o Senhor. Muitos cristãos não reconhece o Senhorio de Cristo porque não tem nenhuma perspectiva histórica de como Jesus tem conduzido a história do seu início em direção ao final que Deus mesmo preparou para ela. Portanto, quando eu perco a memória e quando eu crio essa ruptura em relação ao passado, o presente fica sem sentido. E se enche de tédio, a melhor forma diz ela de destruir a igreja e seu papel no mundo é negar a sua história. Se perdemos a memória, nós então não temos futuro. A fé cristã, como eu disse no primeiro domingo, ela é histórica. Nós queremos no Deus de Abraham, de Zach, de Jacol. O credo que nós professamos é o credo apostólico, o credo que foi afirmado pelos apostos dos primeiros pais da igreja. A fé cristã, ela tem um começo. Nós queremos num Deus criador. Nós queremos na criação como obra do propósito amor de Deus. Nós queremos na queda. Nós queremos no chamado na vocação de Israel. Nós queremos em Jesus Cristo. Nós queremos em pentecostes, no Espírito Santo, na igreja que é estabelecida. Nós queremos na nova criação na qual nós fazemos parte e queremos que tudo isso caminha para o fim que Deus mesmo estabeleceu. Nós podemos nos localizar dentro dela. Nós como cristãos, nós somos pessoas que foram arrancadas para fora da história deslocadas do seu contexto e do todo seu passado muito pelo contrário. E se o passado nos aprisiona em virtude da culpa e das memórias ruins, ele é redemido, ele é salvo, ele é liberto. E nós podemos seguir sem os pesos e sem as amarras das culpas do passado. Então a pergunta que eu fiz no primeiro domingo e repito hoje é essa, em que grande história, a minha história, a sua história é parte. Porque para nós entendermos o Senhor e o de Cristo nós precisamos recuperar a memória. Segundo, ela fala de invenção, que é uma outra
marca da nossa cultura. Os indivíduos hoje, eles têm o direito de inventar o que eles desejam ser e o que eles querem ser e como eles irão viver. A identidade humana já não é mais uma identidade dada, uma identidade dada, ela é conquistada. Eu sou aquilo que eu escolho ser e talvez muitos precisam perguntar para si mesmos todos os dias, ou a cada semana, quem sou eu hoje? Porque o que eu sou hoje pode não ser o mesmo que eu fui ontem e nem o que eu serei amanhã. E nós exercitamos esse poder de escolha sobre aquilo que somos e a forma como nós queremos viver através do consumo. Nós nos tornamos uma civilização e uma cultura consumista e consumista não quero dizer com pessoas que gastam, compram bobagem e ficam fazendo compras todos os dias. Não, isso não tem a ver com condição econômica, a nossa cultura é uma cultura onde nós vivemos comprando e vendendo a nossa identidade o tempo todo. É uma marca da nossa cultura. Nós consumimos redigião, nós consumimos amizade, nós consumimos sexo, nós consumimos tudo. Quando nós pensamos em igreja, por exemplo, não se trata mais de um corpo, no qual eu sou por meio de Cristo batiizado e me torno parte desse corpo para que junto com esse corpo eu, então, adoro a Deus e sirva a Deus na missão de Deus no mundo, não. Eu participo de uma localidade desde que essa localidade atenda os meus interesses consumistas. Ela oferece um bom programa para os meus filhos, me oferece uma boa música, me oferece um lugar agradável, pessoas que eu posso disfrutar da companhia delas, elas vão me convidar para os seus aniversários, eu vou convidá-las para o meu. Enquanto essa relação de consumo se mantém, nós estamos ali. Uma deixa de existir, nós rompemos com isso, nós não fomos batiizados para dentro de um corpo, nós fomos integrados a uma determinada comunidade, num determinado lugar, num determinado momento, e isso pode ser rompido a qualquer hora. A mesma coisa acontece com o casamento, a mesma coisa acontece com os nossos relacionamentos. Nosso compromisso é com o local, com o ambiente, de mim atenda, não com o corpo do qual Jesus Christa é o cabeça. Nós inventamos nossa identidade, inventamos o nosso próprio jeito de ser de cípulos de Jesus, nós inventamos nossa forma de viver em comunidade, nós inventamos o nosso jeito de ser igreja, o que é igreja deve ser para nós, eu sou aquilo que eu adquiro e me torna aquilo que desejo. James Smith nesse livro, você é aquilo que você ama, ele diz uma coisa interessante, ele diz assim, para estimularmos uma imaginação cristã, não precisamos inventar, precisamos lembrar, não precisamos inventar, nós precisamos lembrar, ele diz assim, não podemos esperar recriar o mundo se estivermos constantemente reinventando a igreja, pois reinventaremos a nós mesmos apartados da história. E esse é o grande problema, nós estamos o tempo todo nos reinventando. Jesus não é sem ordem de indivíduos, ele é sem ordem de igreja. E vivemos esse grande paradoxo de termos um espectro imenso de escolhas e de verdade para escolher e toda dependência é que essa de verdade cria. E como diz esse filósofo coreano, radicado na Alemanha, ele diz, "Temos mais liberdade, mas somos menos livre". E por conta disso, nós não temos mais resistência para o sofrimento. Agora é importante lembrar que o Senhorio de Cristo não cohabita com a cultura consumista, materialista, amom e Cristo encontram-se em lados opostos, sempre. E é importante lembrar que nós somos criados e amados muito antes de termos adquirida e conquistada alguma coisa. Nós somos liberto no império das trevas e transportados para o reino do filho do amor de Deus. Em terceiro lugar, deixo andar mais rápido aqui, ela fala da fluidez, deslocamento, invenção, fluidez. Nós já falamos sobre isso no início, na cultura líquida. Mas o fato é que o mundo que nós vivemos, ele não é mais estável. Tudo está em constante mudança e mudança rápidas. E nós somos bombardeados. Eu já comentei sobre isso aqui, nesse outro dos mingos, com expressões do tipo "Seja você mesmo". Seja lá o que isso significa, mas é bonitinho, dizer isso, e todo mundo fala, você precisa ser você mesmo. Eu preciso encontrar minha essência. Seja a ver coisa mais ridícula do que isso, mas eu ouviço o tempo todo. Eu preciso saber qual é a minha essência. Seja verdadeiro com você mesmo. Mas todas essas afirmações, elas apelam para algo interna-nos que se torna o nosso único referencial moral e ético. O único referencial moral torna-se o mesmo. O único referencial ético, sou eu mesmo. Eu me torno. O único referencial. E as pessoas diante dessas perguntas se espondem com frequência bem. É isso que eu sou. O que não significa absolutamente nada em virtude da fluidez. Ela pode dizer que é isso hoje, mas amanhã, porque não tem nada mais sólido. Como responder ao Senhorio de Cristo numa cultura fluida? Jesus é o mesmo ontem hoje e o será eternamente. Ele é constante, não é fluido. Nelho passado, o presente e o futuro se encontram. E por fim, ela fala de restrição. E achei muito interessante porque o que ela diz é que diante da multiplicidade de opções e do individualismo narcisista de hoje, somos levados a uma forma de neutralidade. É ética e moral, um tipo de tolerância. Eu já penso nisso aqui. Hoje, na nossa cultura, tolerância se transformou numa virtude. E tolerância não é virtude, nunca foi. Amor é virtude, paciência é virtude, compaixão é virtude, tolerância não é virtude. E nós vivemos numa cultura onde nós podemos escolher ser e fazer o que quisermos. Tenho de que essas escolhas não interfiram na vida dos outros, como se isso fosse possível, como se as minhas escolhas não interferisse na vida da misposa dos meus filhos, dos meus netos, dos meus amigos, de uma comunidade de toda a sociedade. O fato de termos opções é bom, não é ruim, na pluralidade, em si não é ruim. O problema é a forma como isso interfere na maneira como confessamos que Jesus Christ é o Senhor da sociedade. Porque na esfera privada nós podemos fazer essa afirmação, mas não podemos fazer essa mesma afirmação do Senhor e do Cristo na esfera pública. E dessa forma na esfera privada nós somos nos tornando subjetivos e na pública nós nos tornamos conformistas ou polarizados. E numa cultura fragmentada e confusa como a nossa que coloca tudo dentro do mesmo calderão, a tolerância é o único elu que torna possível a convivência social. E aí vem o grande desafio porque a igreja de Jesus Cristo permanece exatamente na fronteira entre o público e o privado, buscando fazer com que essas duas esferas se encontram. Isso é tão importante, gente, porque se eu me torno, todo erante com tudo como forma de preservar o tecido social.
não existe mais profecia para a nossa sociedade. E a sociedade é entregue a si mesma e se perde. Paulo afirma como eu já disse que Cristo nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do filho do seu amor. E precisamos entender como eu tenho repetido desde o primeiro domingo o que significa não ser deste mundo como Jesus disse na oração sacerto a tal. Bem, diante disso eu queria propor duas coisas para a gente terminando. Dois princípios, entre tantos que me ocorreram, mas dois que para mim são fundamentais, como que nós podemos afirmar que Jesus é o Senhor da sociedade na qual eu vivo, não apenas meu, mas da igreja e da sociedade na qual eu vivo, vivendo numa sociedade sem transcendência, numa sociedade agarrada nos seus ídulos culturais e vivendo nessa superficialidade líquida, como que eu confesso Cristo? Eu pensei em duas coisas, conversão e culto, conversão e culto. Marina vai prestar muita atenção porque eu do mim passado, Celso me perguntou, ele discutiu uma pergunta, não teve tempo para fazer, eu falou "I daí", falei, do mim que vem eu te responde-se daí. Aí você leva para ele, então, conversão e culto. Para a conversão eu queria usar essa palestra que o Dr. Iam provandêu aqui, em início de maio do ano passado, sobre Moisésio arrepentimento fundamental, que para mim foi uma coisa impressionante. Moisés, ele toma a história de Moisés como um paradigma para nos ajudar a entender o que significa conversão. E aqui só uma palavra para nos ajudar a desfazer uma pequena confusão muito comum entre nós, é que bíblicamente falando salvação e conversão não são necessariamente sinónimos. Nós usamos como sinónimos, mas não são sinónimos. Salvação é um ato divino, é um ato salvífico de Deus, independe de nós, não tem participação nossa, Deus vem ao nosso encontro por meio de Cristo e no salva, é um ato divino. A conversão é a resposta que todos aqueles que tiveram o encontro com a revelação de Deus e com a sua salvação a forma como respondem a essa salvação. E aquilo que começa no momento seguinte a essa experiência com a salvação, nós usamos os dois às vezes sempre no passado, ao dia em que eu me converti como se fosse um momento único, estânquio, pontual, não. Ove o momento em que eu tomei consciência da revelação e compreendia a salvação e fui salvo por Cristo. Naquele momento inicia uma longa história de conversão que envolve a vida inteira. E essa é a história de Moisés. E o que o Dr. Ian apresentou é que como nós sabemos Moisés ele cresce no Egito. Ele nasce no momento muito difícil para o povo ebreu, depois do tempo de Chusei, de tudo aquilo que eles viveram, Abraham, Isaac, Jacós, José, etc. Depois de muito tempo os ebreus foram migrando para o Delta do Nilo e suja, eles já estavam lá desde o tempo de Chusei e ali surge então um faraó que não conhece essa história, também não está interessado, veja aí a ruptura do passado. E esse faraó começa a oprimir o povo ebreu porque foi aconselhado a tentar frear um pouco o crescimento desse povo. Era um povo que vivia, ali, vivia no império do faraó, vivia no Egito. Mas tornou-se um povo muito numeroso e como todo o crescimento num mérico de um povo imigrante pode representar um risco para o poderio do império para sua identidade, o faraó então resolve, dá um jeito de limitar e frear o crescimento daquele grupo de imigrantes. Primeiro ele resolve, espoluz, a um trabalho intenso dia e noite todos os dias fazendo teres escravos, construindo palácios, construindo as obras enormes do império, etc. Como se isso não fosse suficiente, não foi o povo continuava crescendo, ele então tem um outro plano que foi um infanticídio exterminar todos os meninos homens que iam nascendo matar todos eles e foi nesse contexto que Moisés nasce. O faraó era o imperador desse vasto mundo em que ele reinava absoluto o único governante e como naquele tempo ele era reconhecido como um rei divino, ele era reconhecido como Deus, ele era a encarnação dos Deuses do Egito, ele era um todo as propriedades, ele era todo seu vasto império e era reconhecido, aclamado e tratado como um Deus. Todos eram dependentes dele, ele reinava de forma absoluta e um mundo dominado por Deuses e por toda uma cultura típica daquele tempo, Moisés nasce aí. Ele nasce em meio a essa crise com os imigrantes e preus e a mãe de Moisés é estemendo que ele fosse morto, ela assim que ele nasce, ela coloca, ele não sexto tem aquela história, ele é recolhido do riacho, do ribeiro por uma princesa pela filha do faraó e ali ele é educado, é colocado para que a sua mãe seja como que uma babadeira e sem que soubesse que era a sua mãe e ele então cresce ali naquele ambiente, ele cresce com um filho da filha de faraó. O autor de Atos Lucas, ele diz que Moisés foi educado em toda a sabedoria dos egípcios e como o Dr. Andisse ele era fluente nas duas línguas egípcias, ele frequentava as bibliotecas tanto nos templos quanto na corte, ele leu todos aqueles tratados religiosos, enfim ele tinha toda essa cosmofisão egípcia, ele vivia como egípcio, pensava como egípcio, leu as coisas dos egípcios, entendi o mundo como os egípios entendiam, certamente ele teve boa formação em matemática, contabilidade, geometrência em arela, literatura, medicina, astronomia, magia, e Moisés então não dá do momento já como adulto, ele matam egípcio porque estava explorando o povo hebreu, ele mostra, é o primeiro sinal de compaixão, ele não suporta a violência contra os escravos e ele então forgem, e ele se estabelece em midiã e ali ele casa e ele com a sua nova esposa trabalha ali para o seu sogro, Reuel também conhecido como getro e não dia comum ele leva o seu rebanho até os pés do Monte Orébio e que é também conhecido como sinal onde ele vê uma sars ardente, tem ali um encontro com Deus vivo, Deus fala com ele através daquela sars ardente, e esse encontro com Deus veja, esse é o momento da revelação, é o momento em que Deus entra na vida de Moisés e se revela aí, Moisés não fez nada, não preparou nada, não organizou nada, não estava atrás de nada, simplesmente Deus aparece para ele no meio de uma sarsa que consumia com fogo mas ela não sistinguia e Deus ali fala com ele, e esse encontro muda radicalmente a vida de Moisés, e é interessante que a maneira como Deus se revela Moisés, veja, conecta Moisés com a história do seu povo, tira Moisés do mundo que ele cresceu durante 40 anos e Deus se revela para ele dizendo "Eu sou Deus de seu pai", Abraham e Zach Jacó, Moisés tem um pai, Moisés é parte de um povo e o Deus que se revela ele, é o Deus desse povo, é o Deus dessa história, história. E Moisés precisa entender isso.
precisa entrar para esse novo mundo e compreender sua identidade a partir dessa nova realidade. Ele precisa, agora, veja o que iria acontecer na vida de Moisés. Imagine uma pessoa cresce dentro um palácio, vive dentro o palácio, conversas conversas do palácio, vive a religião que o palácio tem, conhece os deuses que os exípsios adoram, vive toda aquele mundo que de repente ele descobre que seu povo não é aquele povo, que seu Deus não são aqueles deuses, descobre que o seu povo é um povo escravo, ele agora precisa se identificar com esse povo não mais com a cultura do Egito, tudo agora precisa ser reformulado, ele precisa compreender a sua nova identidade, ele precisa deixar o Egito para trás, ele precisa agora se identificar com os oprimidos escravizados e rescatados, ele agora passa a ter um novo papel, ele passa a ter uma missão, ele precisa deixar para trás o Egito e tornar-se um ebreu novamente a ser parte do povo de Deus. É claro que Moisés existe e por várias vezes nos capítulos 3 e 4, Deus confronta Moisés e Moisés existe o tempo todo, primeiro Moisés pergunta quem sou eu, quem sou eu, quem sou eu, quem sou eu para enfrentar o Deus rei, que é o faraor, não tem recurso nenhum, não tem exército nenhum, não tem ninguém, ninguém conseguiu enfrentar, e sair de lezo, ninguém conseguiu entrar na presença dele, que sai vivo sem que ele quisesse, e é interessante que Deus não dá a Moisés garantia de sucesso, mas Deus assegura a sua presença, ele diz para Moisés eu estarei contigo, a única promessa que Moisés tem, Moisés questiona a Deus a respeito dos isaelitas, ele fica preocupado, diz eu vou chegar lá, e os Deuses têm nome, tem isis, tem osires, tem oros, tem a morrar, tem todos os Deuses, tem cada um ocupa o seu lugar no cosmos e faz o seu papel, e eu vou chegar lá e vou dizer que Deus me viu, que Deus é esse, eles vão me perguntar qual é o seu nome, que nome que eu vou dizer que você tem, e Deus então diz para Moisés falou "olha eu não tenho nome, eu não tenho nome, você vai dizer que eu sou o time viu, eu sou não é nome, define uma função, define um papel, mas não nome", falou "eu não tenho nome, onde é que esse Deus se encaixa?" E Moisés depois ainda objecta dizendo "se eles não acreditaram em mim" e Deus então dá um sinal para Moisés de que ele estaria com ele, e por fim Moisés vendo que estava tendo poucas alternativas para pular fora, ele diz "mas eu tenho problema para falar, eu sou garg, eu sou ruim, eu não dou conta de falar direita" e Deus então diz "preio alho sou criador, vai lá, leve o seu irmão, ele fala por você, mas você vai" E Moisés então começa a se ajustar essa nova realidade, uma realidade agora definida pelo encontro dele com Deus vivo, uma realidade que requer um confronto com todos os falsos deuses e com toda a realidade cultural e social do Egito, e o que acontece na história a gente agora conhece bem, toda na ativa da libertação do povo, as prágas, a maneira como Deus se revela como um Deus vivo e poderoso, e tudo isso era para mostrar que o Deus da Sartente era o Deus vivo e não os Deus do Faral, e quem é Moisés? O Moisés que emerge de toda essa experiência é o Moisés que começa agora a ocupar o seu lugar nessa grande história, a entender a sua identidade, ele agora começa a penetrar no coração de Deus e na história de Deus, e saber quem Ele é, dentro dessa grande história, é uma luta, um conflito, do início até o fim da vida dele, é um longo, difícil, doloroso, processo de conversão, a conversão envolve virar as costas para um determinado modelo de mundo, de vida, de sociedade, os dez mandamentos que muitas vezes a gente simplesmente interpreta como leis, eu já disse isso aqui, e é importante lembrar que o todo contexto dos dez mandamentos em ezo do não fala nem de dez e nem de mandamentos, não usa essa palavra, são oráculos de Deus, palavra de Deus, o que Deus estava dizendo para Moisés, ele estava dizendo "olha você, e esse povo vão viver de uma maneira completamente diferente, no Egito vocês tinham muitos Deuses, e sobretudo o Rei Deus Faral, vocês terão um único Deus, e só Ele vocês adorarão e darão curto". No Egito vocês eram escravos, trabalhavam todos os dias, vocês trabalharão seis dias, no sétimo é o Chabá, todos vocês, inclusive os animais descansarão, aqui os pais de vocês, a idosos, eram descartados, desprezados, abandonados, aqui vocês vão honrar o pai e a mãe, e vão cuidar deles, lá no Egito as mulheres de vocês pertenciam ao Faral, aqui vocês não vão cobissar a mulher de ninguém, cada um terá sua esposa, e todas elas serão respeitadas, lá no Egito vocês não tinham propriedade, os bens de vocês pertenciam ao Faral, aqui ninguém vai cobissar a casa de ninguém, a propriedade de ninguém, ou seja, todos esses oráculos de Deus era para estabelecer uma sociedade, uma cultura completamente distinta daquela de onde Moisés estava findo, isso é conversão, mudança, metanoia, então a primeira coisa é isso, de que maneira nós temos nos convertido a ponto de entender a nossa identidade em Cristo, e romper com patrões, cosmovisões de uma cultura que nega Deus, que fabrica os seus próprios cídulos, e perde o sentido da transcendência, eu tenho ouvido muito isso recentemente, "ah, as pessoas precisam de conversão, precisam, todos nós precisamos, todos os dias, todos os dias, todos os dias, eu tenho que deixar de ser cada vez mais deste mundo e me tornar cada vez mais do mundo de Deus, todos os dias vocês não são deste mundo, se eu não entendo isso eu nunca entendi o que é a conversão". E segundo, nós sempre nós estamos escutando, eu queria falar sobre culto, dois elementos fundamentais. O culto, ir recentemente, o livro maravilhoso, chama você aquilo que você ama, chama e eu me enchei, eu me enchei, o livro todo, ele vai tratar sobre culto. Esse espaço de adoração onde nós, dominicamente, aqui na nossa igreja, às 19 horas, nós temos um culto, onde nós prestamos a nossa adoração a Deus. O culto, ele é esse espaço que, primeiro, ele nos transcende, o reverendo John Stott, já no fim,zinho da vida dele, já falei isso, já mostrei o vídeo com a declaração dele, perguntaram para ele com seus 80 e poucos anos, qual era a coisa mais importante da vida dele? E ele sem pensar muito, ele disse, o culto público, esse momento, em que junto com o povo de Deus, na presença dos anjos, de todo o povo de Deus, eu transcendo, a tudo que existe nesse mundo, a mim mesmo, e contempla a clória de Deus e a grandeza de Deus e o ator, na sua majestade, gloriosa, criadora, é disso que o culto trata, quanto nós nos encontramos aqui juntos e saltamos a Deus,
Confessamos os nossos pecados reconhecendo a nossa. os nossos pecados, a nossa rebelião contra Deus. Somos perdoados afirmando que a graça de Deus é maior do que o nosso pecado. Ouvimos a palavra de Deus afirmando a sua autoridade sobre a nossa vida. Proclamamos a palavra de Deus como palavra viva que salva, redeem-me libertam. E somos, então, enviados com a benção para que possamos ao longo da semana replicar tudo aquilo que acontece no culto dentro de casa, dentro do trabalho, no dia a dia, no lazer em todas as outras coisas. O culto permanece como sendo um espaço importantíssimo de transcendência na igreja. E para minha tristeza hoje, já com os meus 40 anos de ordenação e trabalhando com a igreja, me interesse quando vejo irmãos e irmãs dando pouco ou nenhum valor no culto público. Essa conversa de desigrejados, de pessoas que trocam culto por qualquer outra coisa, é uma enorme conversa fiada. Não existe povo de Deus sem igreja. Não existe vida cristã sem adoração no centro dela. Não existe experiência cristã sem a participação na eocristia na seia. Não existe. Isso aqui nos dá a identidade. Nós estamos perdendo essa identidade. E vamos criando os nossos ridos dos particulares. E vamos sendo inculhidos pelo Tissuname Cultural, e perdendo todo o sentido da nossa fé. Então, a conversão como esse processo que se inicia no momento em que eu conheço a Cristo, em que ele se revela a mim, e segue até o fim da minha vida me transformando todos os dias. Todos os dias, eu estou deixando de ser cada vez mais, desse mundo para me tornar cada vez mais do mundo de Deus. Estou no mundo, mas não sou dele. Todos os dias, ele me liberou do imperio das trevas e me transportou para o reino do filho do seu amor. Essa é a minha história. E eu quero chegar no fim da minha vida mais envolvido, envolvido com o reino do filho do amor de Deus, do que com os reinos deste mundo. Isso não me torna um alienado, um irresponsável com o mundo no qual eu vivo, mas eu atuo nesse mundo a partir da visão dos valores, dos princípios, das verdades, das conficções do mundo de Deus, para o qual eu fui criado. Assim eu faço na vida pública, na educação, na economia, na sexualidade, nos relacionando tudo, tudo, tudo. Foi transportado, tirado daqui e levado para cá. Estávamos mortos, ele nos liberto, porque nós estávamos mortos em nossos delitos e pecados, como estávamos mortos nos nossos delitos e pecados. Quando andávamos o segundo curso deste mundo, quando eu vivia como todos os brasileenses vivem, quando eu me relacionava como todos os brasileenses se relacionam. Quando eu vi as coisas do jeito que todos vêm, eu estava morto, mas ele me deu vida juntamente com Cristo e me ressuscitou e me fez acentar nos lugares sedestiais em Cristo Jesus. E aqui eu vejo a realidade numa outra perspectiva. Vocês estão entendendo? E como resposta disso, eu me uno com povo de Deus, em adoração. E me encontro com povo de Deus e exalto a Deus através dos cânticos, das orações, da leitura, das escrituras, da palavra programada, proclamada lida, e saiu daqui vivendo e andando nos lugares sedestiais em Cristo Jesus, conversão e culto. Essas duas coisas são essenciais para nós hoje. Desculpa, estinde um pouquinho mais, eu não ouvi nada tocar, mas já deve ter. já tocou? Ah, você desligou, né, que lhe é? Ah, tá bom, tá desligado. Mas é isso, gente. Sim. Eu vou repetir depois o que eu tiver falando aqui. Fica tranquilo. Os elogios eu vou pulpar, os mais restam. Mas eu achei que gostaria muito depois de ter esse escrito. Ah, tá. Omar, faz uma pergunta mais simples, propõe uma coisa mais. Assim, o Mario está sugerindo que esses sistemas dos três domingos fossem inscritos de disponibilizados, eu vou ver o que que eu faço com que eu tenha notado e deixar disponibilizado. Pelo menos isso no site e grega agora, tá tudo gravado também para quem quiser. Tá bem? Mas, o Mario, os elogios fica entre você e eu e as pessoas próximas a nós. Ok, gente. Vamos então nos colocar de pé. Nós vamos orar. Esse imestre nós teremos algumas classes da escola dominical. Uma delas nós vamos trabalhar com esse material do reframe. É um material que os centros estão de estudos, têm utilizado também. Mas se você quiser, essas aulas têm sido muito ricas, muito importantes, muito boas, tá bem? Vamos curvar nossas cabeças e vamos orar mais uma vez. Deus bem dito que agradecemos por essa manhã. Te agradecemos pela sua palavra, pela história, que o Senhor tem contosito teu povo, te agradecemos pelo encontro que tivemos com o teu filho, Jesus Cristo, quando Ele se revelou a nós, te agradecemos ao Deus por esse longo caminho, no qual temos sido convertidos, para entender o mundo, no qual nós participamos, a realidade para dentro da qual o Senhor nos convidou. Permito a Deus que isso seja uma verdade para todos nós, e abençoe nos ó Deus no restante decidir e prepara-nos para aquilo que logo mais possamos juntos, como o teu povo, te adorar, te exaltar, e reconhecer que só o Senhor é Deus, e levar os nossos olhos para contemplar a glória do teu filho, Jesus Cristo. É o que nós pedimos em teu nome. É que a graça do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, o amor de Deus, o nosso eterno pai, a comunhão, com sodo, a presença e a tiração do Espírito Santo, seja com todos hoje e para todos sempre. Bom impasse, Deussa, pensou de todos. Você acabou de ouvir o podcast da IPP. Para saber mais, acesse nossa página em www.ippdf.com.br. [MÚSICA DE FUNDO]
Podcast Summary
Key Points:
A sociedade moderna perdeu a noção de transcendência, tornando Deus irrelevante devido ao avanço da ciência e tecnologia.
A cultura líquida, descrita por Bauman, caracteriza-se pela fluidez, instabilidade e ausência de estruturas sólidas, afetando relacionamentos e convicções.
A confissão do senhorio de Cristo é desafiada por quatro características culturais: deslocamento do passado, invenção da identidade, fluidez e restrição da tolerância.
A fé cristã precisa recuperar a memória histórica, rejeitar o consumismo identitário e afirmar a constância de Cristo em meio à fluidez cultural.
A tolerância como virtude máxima neutraliza a profecia cristã, limitando o senhorio de Cristo à esfera privada e gerando conformismo ou polarização.
Summary:
O pastor Ricardo Barbosa reflete sobre os desafios de afirmar o senhorio de Cristo em uma sociedade tecnológica e líquida, onde a transcendência foi perdida e deuses substitutos, como o self e o consumo, foram criados. Ele descreve a cultura líquida de Bauman como instável e fragmentada, onde relacionamentos e convicções são frágeis, e a ética se torna confusa. Para viver o senhorio de Cristo, é preciso enfrentar quatro características culturais: o deslocamento do passado, que rompe com a memória histórica; a invenção da identidade, que transforma a fé em consumo; a fluidez, que relativiza valores; e a restrição, que impõe a tolerância como virtude máxima, limitando a fé à esfera privada.
Barbosa enfatiza que confessar Jesus como Senhor muda absolutamente tudo, desde a visão de Deus até os relacionamentos e a política. A solução está em recuperar a memória histórica da fé, rejeitar o consumismo identitário e afirmar a constância de Cristo, que é o mesmo ontem, hoje e sempre. A igreja deve viver na fronteira entre o público e o privado, exercendo profecia sem se conformar à cultura líquida, lembrando que a identidade cristã é dada por Deus, não inventada pelo indivíduo.
O desafio é sustentar a credibilidade da fé em meio à superficialidade e ao medo da solidão.
FAQs
Refere-se ao fenômeno onde Deus e o sagrado se tornaram irrelevantes para muitas pessoas, pois a ciência e a tecnologia passaram a explicar o mundo natural, achatando a percepção de uma realidade além do imanente.
São substitutos de Deus criados pela cultura, como a divinização do self, desejos pessoais, nacionalismo, ideologias ou profissões, que buscam dar sentido à existência diante da ausência do transcendente.
É uma metáfora para uma sociedade onde não há nada sólido ou constante; tudo se move rapidamente, desfazendo estruturas sólidas, especialmente nos relacionamentos, tornando a fé e a confiança frágeis.
Ela torna a identidade cristã confusa, pois fragiliza convicções, vínculos familiares e relacionamentos comunitários, facilitando que os cristãos sejam levados pelas correntezas culturais e percam o senso ético e moral.
Deslocamento (ruptura com o passado), invenção (identidade autoconstruída pelo consumo), fluidez (instabilidade constante) e restrição (neutralidade moral e tolerância que privatizam a fé).
Significa reconhecer que essa confissão muda tudo: a visão de Deus, de si mesmo, da sociedade, política, sexualidade e relacionamentos, exigindo uma perspectiva histórica e uma vida que não se adapta aos ídolos culturais.
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