Como financiar a irrigação no Brasil: tudo o que você precisa saber
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Neste episódio do Netacast, a apresentadora Gabriela Vicente entrevista Mateus Coelho, diretor financeiro da Netafim, sobre o retorno do investimento em irrigação e o planejamento financeiro necessário para produtores rurais. Mateus, com mais de 20 anos de experiência no agro, explica que a irrigação é um investimento que se paga, mas o prazo varia conforme cultura, preços de commodities, custos variáveis e condições de financiamento. Ele cita exemplos como café e citricultura, que tiveram retornos rápidos devido à alta de preços, enquanto grãos enfrentaram desafios. Os erros comuns no planejamento incluem confundir lucratividade com retorno em caixa e ignorar oscilações de mercado. Mateus destaca que linhas de crédito públicas são competitivas, mas escassas, e que a maioria do financiamento vem de fontes privadas, com juros elevados no Brasil (Selic em 15%), tornando linhas em dólar atrativas apenas para exportadores. Ele enfatiza a importância de indicadores como payback e ROI, além de práticas como manter documentação organizada e informações claras do negócio. Por fim, a sustentabilidade está se tornando um diferencial para acesso a crédito. Gabriela reforça o Manual do Irrigante, material gratuito da Netafim, como ferramenta de apoio para viabilidade financeira e acesso a crédito.
Conheça o Especialista: Mateus Coelho e sua Jornada no Agro
Olá orgulhosamente irrigantes, e sejam bem vindos.
De volta ao neta cast, o seu podcast de irrigação.
Meu nome é Gabriela Vicente.
Sou gerente de marketing na Netafim e, muito mais do que isso, sou a sua representante nesse fórum de discussão.
No episódio de hoje nós vamos falar sobre aquele produtor que já decidiu pela irrigação e ele passa por um momento de dúvida.
Ele sabe que a irrigação é o próximo passo, mas ele ainda tem muitas dúvidas sobre por onde começar.
Ele se pergunta, esse sistema é viável?
É, eu tenho capital pra isso eu vou precisar buscar uma linha de investimento, uma linha de crédito.
É sobre essas perguntas que nós vamos falar aqui no episódio de hoje, pra mostrar que a irrigação é uma combinação de planejamento financeiro, além de ser uma possibilidade de investimento.
E pra esse papo muito importante, eu tenho ao meu lado um especialista com mais de 20 anos de experiência nesse assunto.
É ele que é o nosso cefo, nosso diretor financeiro, Mateus coelho.
Seja muito bem-vindo, Mateus.
Pessoa 2
Obrigado Gabi, obrigado pelo convite.
É um prazer estar aqui junto com você.
Pessoa 1
Mateus, e pra começar, eu queria que você contasse pra gente, como que foi que a Netta fins surgiu aí na sua vida?
Pessoa 2
Uma trajetória muito bonita que começa com o meu passado, né?
Na minha família, eu sou filho de.
De 2 pessoas que foram criadas na roça, né?
Meus pais foram criados no interior de Minas e vieram pra São Paulo.
E eu tenho aí raízes muito profundas, né?
Da da agricultura comigo na minha história, né?
E 100% da minha carreira profissional foi conduzida em empresas do agronegócio, né?
Esses 20, mais de 20 anos, né?
De experiência, foram todos eles levados em empresas.
Relacionadas com a agricultura brasileira.
Então é uma paixão aí que já existe há muito tempo.
Pessoa 1
Então você tem uma questão emocional que te trouxe até aqui também.
Você é um apaixonado pela irrigação, pelo agro de forma geral.
EEA nettafinha brotou na sua vida em que momento?
Pessoa 2
Bacana AA nettafinha nasceu na minha vida em 2021, né?
Eu?
Antes disso, eu tinha passado por muitos anos em 2 grandes empresas.
É focadas no mercado de defensivo químico no Brasil e na Argentina.
E em 2021 recebi um convite pra vir pra Netta fim e pra mim foi um desafio muito grande, porque até aquele momento eu conhecia algo de irrigação, mas nunca tinha escutado falar da Netta fim e foi um convite muito legal e que se transformou num casamento muito bacana.
Então já são 4 anos aí de trajetória.
E eu tenho muito orgulho de trabalhar na neta Finn e de conduzir muitos projetos aí à frente da da nossa empresa.
Pessoa 1
Muito legal.
Matheus, muito bom ter você aqui com a gente hoje.
E falando um pouco sobre o tema de investimento.
Irrigação é a irrigação, ela é um investimento.
Quando a gente fala de investimento no agro, a gente sempre se pergunta, esse investimento se paga?
Desvendando o Retorno do Investimento em Irrigação no Campo
E no caso da irrigação?
A irrigação é um investimento que se paga.
Pessoa 2
Gabi, sim, se paga.
Talvez a pergunta adicional que eu faria é saber a partir de quando se paga, né?
E essa segunda pergunta, para poder responder ela, a gente tem que adicionar vários elementos que são muito variáveis e muito particulares, de agricultor para agricultor, de cultura para cada cultura, né?
Elementos como preço de commodity, como juros, como é comportamento de câmbio, como custos variáveis, como era o desempenho financeiro, né?
Do agricultor antes e depois da irrigação.
Todos esses componentes, eles vão ser muito importantes para definir quando é o produtor ou agricultor vai ter o retorno do investimento, da irrigação, mas com certeza é algo que se paga na linha do tempo.
Pessoa 1
E quando a gente fala de se pagar de acordo com diferentes tipos de cultura, existem cultivos que o retorno do investimento é mais rápido.
Existem alguns que o produtor vai ter um retorno mais longo, né?
Então tudo isso, para tudo isso, precisa ter um planejamento financeiro muito.
É muito bem detalhado, muito bem planejado, né?
Pessoa 2
Claro.
EE, talvez a construção desse planejamento.
Gabi, é hoje um dos grandes desafios da nossa agricultura.
É, a gente tem 11 realidade diferente.
Cultura, cultura, né?
É, cada sistema tem a sua forma e a sua modalidade, complexidade.
É pra a partir de cada cultura, né?
Ao mesmo tempo que a variável do preço da commodity, ela também tem oscilações que vão determinar se esse retorno é mais rápido ou mais longo, né?
É na linha do tempo.
A gente tem culturas hoje é que o retorno do investimento pode ser até um ano, né?
Ou 2.
Outras que o retorno de investimento pode estar associado, aí AA 3 ou 4 anos e outras até 5 anos.
Então depende muito do momento, do comportamento, né?
Do do preço da commodity.
E os outros pontos, né, que eu coloquei em relação aos custos variáveis do produtor.
Pessoa 1
Esse ano, por exemplo, café.
Teve uma alta de preços nunca antes vista, né?
Então, o café e cultura, ele está capitalizado.
E o café é um cultivo que, por exemplo, tem um retorno do investimento muito rápido, com o próprio incremento da produtividade.
Ele paga o investimento ali na primeira ou segunda safra.
Teria algum exemplo de outro cultivo que a gente poderia é trazer pro pessoal?
Pessoa 2
Gabi o que aconteceu no café foi um exemplo muito bacana, porque a gente conseguiu trazer pro irrigante de café.
Né, é uma combinação em que ele pôde associar o crescimento do preço com o crescimento de produtividade.
Então isso deixou, né, o produtor bastante capitalizado e o retorno do investimento foi muito rápido.
Pra quem investiu irrigação aí nos últimos 12 anos, né?
A gente também teve exemplo na citricultura, né, que a gente teve, né?
Um crescimento de preço associado também a uma proteção e a um crescimento de produtividade que trouxe, né?
Retorno é bastante rápido.
É culturas que tem é enfrentado mais desafios, né?
Por exemplo, grãos, né, a gente teve o ano de 2022, foi um ano fantástico, aí no preço de soja, né, milho, e aí a gente foi enfrentando algumas crises, né, no preço e isso impactou diretamente no retorno de investimento, né?
E aí deixou um investimento um pouco mais longo, né?
Principalmente na irrigação localizada, talvez não tanto em outros tipos de tecnologia.
É, mas é um comportamento que está diretamente relacionado à performance de preço de commodities.
Evite Armadilhas: Planejamento Financeiro para Irrigação
Então, economia de forma geral.
Pessoa 2
Com certeza.
Pessoa 1
E como a gente tem muitas variáveis, é quando a gente pensa nos erros mais comuns dentro dessas variáveis ou em alguns outros pontos.
Quais são os erros mais comuns que a gente tem?
É no planejamento financeiro de um investimento com a irrigação.
Pessoa 2
Primeiro que é, é muito incomum, né, a gente achar agricultores que são financeiros, né?
É, e talvez algumas técnicas financeiras é não estejam tão incorporadas no dia a dia do agricultor né?
E isso faz com que AAA análise que que está sendo feita né?
Pra pra entender OOOO comportamento né?
Do investimento do retorno é seja muitas vezes incompleta ou até vezes é é incorreta né?
Por por conta de alguns conceitos né?
Talvez alguns deles que eu possa citar pra você.
É um pouco a confusão entre lucratividade com o retorno em caixa, né?
É, muitas vezes a gente fala assim, Ah, eu tive lucro, né?
Em determinado é negócio, mas aquele lucro não se traduziu em caixa.
Dinheiro no bolso, né?
Do do agricultor.
Então, essa confusão entre entender o que de fato está se traduzindo no caixa, que é algo vital pra saúde financeira do agricultor.
É algo que eu tenho visto que tem gerado bastante confusão, né?
E um erro comum, talvez.
Outro elemento muito importante é a consideração de elementos que são variáveis, né?
É, a gente tá falando de um investimento e que muitas vezes pode ter retorno de médio e longo prazo.
Então é importante entender que vão ter alguns elementos que na linha do tempo ele vai oscilar.
E é importante levar em consideração essa oscilação na linha do tempo.
Pra saber aonde isso pode nos levar ou criação de cenários, se o preço baixar, se o preço subisse, o meu custo subisse, o meu custo baixar, onde isso pode me levar em relação ao retorno do investimento que eu estou esperando?
Pessoa 1
Isso pra qualquer é produtor em qualquer cenário, mesmo ele tendo um recurso próprio ou ele buscando um crédito, um financiamento no mercado, quando a gente fala do crédito, do financiamento.
É, existem cada vez mais linhas de crédito que levam em consideração o quesito de sustentabilidade da eficiência daquele investimento, é como que a irrigação se enquadra nesse cenário de de crédito.
Irrigação Sustentável: Acesso a Crédito Público e Privado
Gabi, a agenda do SG tá aí, né?
Uma agenda do momento e muitas empresas, muitas organizações ao largo do mundo, elas estão se preocupando cada vez mais porque isso não é apenas a própria sustentabilidade em si, mas também virou uma vantagem econômica.
Para muitas organizações e para o agronegócio não é diferente, e para as linhas de financiamento, cada vez mais a gente está vendo um progresso e uma preocupação em valorizar, em dar sua devida importância.
Pra linhas que tenham 11 combinação de sustentabilidade de geração cada vez mais de de resultados verdes, né?
É pra pra o nosso meio ambiente, pra pra economia local, né?
Hoje a gente vê muitas linhas que estão privilegiando isso, linhas em que cada vez mais que a gente mostra, né?
Alguns Sabin ou alguma abordagem?
Que eu vou ter alguma economia é no uso de água, no consumo de energia, no nível, né?
De de produtos que podem degradar ao meio ambiente.
Isso tá se traduzindo em em linhas mais econômicas, né?
Pro pro agricultor ainda é recente, né?
Tem muita coisa que tá só no discurso, mas é só o fato de ter.
Já é algo que deixa a gente bastante contente.
Porque esse é o futuro do mundo, né?
Não é só do Brasil, mas é o futuro do mundo.
Pessoa 1
É um caminho sem volta, é?
Pessoa 2
Um caminho sem volta.
Pessoa 1
Economiza sustentabilidade e andando em.
Pessoa 2
Vão andar juntas e cada vez mais juntas e cada vez mais com conexões que que conversem com isso, né?
Pessoa 1
Perfeito EE pensando no produtor que precisa buscar uma linha de crédito pra se capitalizar, pra poder fazer esse investimento.
É, quais são as opções disponíveis?
A gente ouve falar muito do pró riga, mas existem outras opções de de linha de crédito.
Pessoa 2
Boa pergunta.
É, existe uma estatística, né?
É que diz que de cada 3 BRL financiados hoje no agronegócio, um deles vem, né?
De algum tipo de linha pública subsidiada.
Pelo governo, né?
Principalmente, ou por algum tipo de entidade pública, né?
E os outros 2 é são de Fontes privadas, sejam elas o próprio capital, né?
Do agricultor, ou seja ela a indústria, ou seja, ela algum banco privado, ou seja, ela algum outro tipo de fonte que não seja a pública.
Então isso significa que 2/3, né?
Das necessidades de financiamento hoje não são atendidas por linhas subsidiadas.
É claro que o agricultor ele almeja, né, acessar esse tipo de linha, porque ela tem vantagens muito boas e competitivas, né?
Ele pode acessar um juros é bastante subsidiado, né?
Prazos longos, né?
Ele tem ali um nível de garantias que encaixa dentro do perfil e dentro da realidade dele, né?
Mas ao mesmo tempo é o é um tipo de linha que não é disponível, né?
Então ele acaba tendo que entrar numa fila, né?
De num processo de aprovação que é muito longo.
Hoje a gente acaba tendo, né?
Cada vez mais uma dependência direta com o orçamento público e o orçamento público enfrentando alguns desafios dentro da da economia brasileira.
Isso se conecta diretamente a disponibilidade ou a falta de disponibilidade dos recursos públicos?
Então é hoje.
Cada vez mais a indústria tem que ser criativa para poder buscar outras Fontes de financiamento que não sejam as próprias públicas.
Pessoa 1
E pensando que 2/3 são financiamentos privados, existe muita diferença ali na taxa de juros que cada tipo de que essas linhas de crédito públicas têm comparação com fundos, com com investimentos privados.
O que que diferencia, na prática para o produtor essas linhas?
Desafios dos Juros no Brasil e Vantagens do Financiamento em Dólar
Depende do momento da economia, né?
Se a gente falar de hoje?
A gente tá falando de hoje, de um Brasil que tá caro, né?
Do ponto de vista de juros, né?
É quando você fala de uma Selic aí de 15%, é esse é o piso pra se começar a conversar de juros de financiamento, é em reais.
Se a gente vai falando aí de um juros pré fixado, né?
Então quando a gente tá falando desse nível de de de juros.
AA conversa já começa complicada pelo tamanho do custo, né?
É você imaginar o seguinte, o agricultor, ele precisa gerar toda a rentabilidade do seu negócio, né?
E depois que ele tiver todas as deduções e as despesas, ele ainda tem que achar espaço para acomodar uma linha de financiamento que vai custar mais de 15% ao ano, né?
É, não tem rentabilidade que aguente, né?
Uma pancada dessa.
Então hoje a gente tá falando de um juros bastante caro.
E isso faz com que todas as Fontes de financiamento privadas, elas precisam ser é bastante criativas, né?
Pra tentar equalizar isso de uma maneira mais factível possível, né?
Mais acessível possível.
E aí você tem inúmeras maneiras, né?
É, por exemplo, as linhas em dólares hoje são linhas muito atrativas, né?
É porque elas o custo de um financiamento em dólar hoje é muito mais barato.
Só que ele não é pra todo mundo, né?
O financiamento?
Pessoa 1
Não consegue ter acesso a esse tipo de investimento, de de fonte de investimento?
Pessoa 2
É não só acesso, mas é uma questão de fazer sentido, né?
Então, por exemplo, aquele agricultor, né?
11 fruticultor, por exemplo, que não tem nenhuma relação com o dólar.
Tudo que ele compra em reais, tudo que ele vende em reais, todo o seu negócio em reais, não faz sentido Pra Ele tomar uma linha em dólar.
É e fazer disso um problema lá na frente.
Pessoa 1
Né, porque seria mais ideal pra quem trabalha com algum tipo de exportação.
Pessoa 2
Claro, quem tem uma relação direta com uma exportação ou com alguma negociação em dólar, né?
Daquilo que ele produz, ele tem uma oportunidade muito boa, né?
De buscar uma fonte de financiamento em dólar que vai ser muito mais acessível com os níveis de juros hoje em relação às linhas em reais.
Pessoa 1
É muitos produtores, eles ainda tem, encontram dificuldades pra acessar, é o crédito de forma geral e o que que pode ser feito em relação a isso pra facilitar esse acesso?
Dicas Práticas para o Agricultor Acessar Financiamento
Do ponto de vista do agricultor, Gabi tem coisas simples e práticas que podem ser feitas, né?
Eu eu começo dizendo exatamente com uma boa qualidade das informações, daquilo que é o negócio dele, né?
É porque todo banco, toda instituição, toda empresa, né?
Que for acessar, fazer algum tipo de avaliação em relação a um possível financiamento pra aquele agricultor, vai querer entender é o que que ele faz, o que que ele tem, quais são as as performances, né?
Realizadas do negócio dele, do passado, as expectativas, é o que que a irrigação vai causar de diferença No No negócio dele, que tipo de impacto, que tipo de retorno, então?
Uma boa preparação de uma leitura do negócio dele.
É um bom começo.
Ter isso bem preparado, bem escrito, bem, é numericamente expresso pra poder ajudar, né?
Numa avaliação é mais justa.
Numa avaliação mais clara, né?
É das possibilidades daqueles daquele cliente.
É além disso, hoje em dia, quando a gente fala de financiamento, é a gente vai ter que falar também de garantias, né?
E quando a gente fala de garantias, hoje a gente tem que falar de uma boa qualidade de documentação, né?
Então mantém em ordem toda documentação, né?
Da sua Terra, da sua fazenda, dos seus bens.
É as certidões em dia, é certidões ambientais, certidões aí de propriedade.
É um bom começo e agiliza bastante no processo de avaliação de um bom crédito.
Pessoa 1
Não, e é muito importante você mencionar, porque no primeiro episódio é do nosso netacast, a gente falou sobre o manual do irrigante e nesse manual, a parte de viabilidade financeira, acesso a crédito, retorno sobre o investimento.
Ela é abordada, além de outros.
É documentos e informações que são necessárias ao processo, então eu queria deixar aqui o link pra vocês acessarem o manual do irrigante é 11 material totalmente gratuito desenvolvido pela nettafim pra disseminar essa informação sobre o é a facilidade né?
Que pode ser acessar a irrigação no Brasil, não precisa ser difícil, então vou deixar o QR Code aqui pra vocês, acessem e depois contem pra gente aqui nos comentários o que vocês acharam?
Entenda o ROI e Payback: Medindo o Sucesso do Investimento
E ainda conectado com isso.
Mateus, a gente fala muito sobre os indicadores, né?
Então de Roy, de retorno, sobre investimento do payback.
Qual que é a importância desses indicadores?
É no planejamento financeiro de um investimento como irrigação, um.
Pessoa 2
Monte de nome complicado né?
Gabi, né Roy?
Payback, né?
Deixa até Oo negócio mais chique, né?
Sim.
Pessoa 1
Não é?
É complicado mesmo se puder simplificar pra gente.
Pessoa 2
Pra mim, que tem essa formação em finanças, nenhum desses nomes são.
São estranhos, né?
Mas.
Pessoa 1
Não é nenhuma novidade.
Pessoa 2
Não é nenhuma novidade, né?
Mas às vezes a gente escuta bastante, né, no campo, né?
É o uso dessas nomenclaturas.
E eu fico muito feliz porque de fato é o uso desses indicadores são muito importantes exatamente pra poder.
Enxergar numericamente como está se traduzindo aquele investimento que ele está fazendo não apenas pra irrigação, mas pra qualquer tipo de investimento, né?
É é Oo mais tradicional deles, né, que é o payback, né?
Que representa a na linha do tempo, quando né?
Nós vamos ter o retorno do investimento.
Ele é algo extremamente importante porque é isso vai mostrar diretamente.
Quando que o seu patrimônio vai ser reconstruído?
É no tempo pra você ter o retorno daquilo que você fez, né?
Então aquilo sim é um investimento, beleza?
Hoje nós estamos em 2025, eu estou investindo é em quantos anos, né?
É, eu vou ter o retorno desse investimento que eu.
Pessoa 1
Estou fazendo ter 11 resultado positivo.
Então eu investi, fiquei com o resultado negativo.
Esse resultado, conforme eu for pagando, ele vai é se compensando até chegar no zero.
Então o payback é o momento que eu.
Pessoa 2
Cheguei que você chegou no azul.
Pessoa 1
No azul, então, a partir daqui é só coisa boa.
Pessoa 2
Isso porque, assim, todo mundo que investe espera ter retorno.
O tema é, tá bom?
A partir de quando eu tenho retorno e quando esse retorno representa a integralidade de tudo que eu investi.
Esse é o payback, né?
Ou o tempo de de de retorno?
É claro que o cálculo de um payback, se a gente for falar assim, matematicamente falando, ele também ainda gera muita confusão, né?
Porque de novo, você tem que pôr vários elementos que são sensíveis na linha do tempo.
Né?
No final das contas, ali você tá falando de caixa, você não tá falando de lucratividade apenas, né?
Então, se ele se é um, se é um investimento que vai ser financiado, tem que botar ali todos os pagamentos das parcelas, da linha do tempo com os juros, se vai ser antecipado.
Quanto é o juros, quanto é valor principal, é todo custo variável, uma premissa de custo, de de de preço, né, de commodities, custo, né, de produtividade, então.
É, ainda tem muita confusão, embora é um indicador que tá sendo muito usado.
Eu vejo ainda que tem bastante confusão no dia a dia com o uso, né, do do payback existem outros também, né?
O existe um outro inglês também, que é um nome confuso, chama Roy, né?
O return of over investment, que é o retorno sobre o investimento, né, que ele tem uma medição exatamente pra saber o seguinte, tá bom, eu investi.
E quanto eu tive de retorno, e esse retorno, quantos por cento ele representa?
Sobre o que eu investi, né?
A gente tá falando de irrigação.
Irrigação tem uma agenda direta de aumento de produtividade.
Esse aumento de produtividade associado com todos os custos que ele gerou, a mais associado com o investimento que eu fiz, representa em quantos por cento de retorno sobre o valor que eu investi?
Por que que isso é importante pra me ajudar No No processo de decisão?
Quanto maior é o ri?
Melhor vai ser, né?
AAA minha decisão de investimento, quanto maior Hi, quanto menor é o payback, melhor vai ser o processo de decisão pro agricultor.
Pessoa 1
Então, como você falou, é é importante que que seja feito de forma correta e não seja feito de forma isolada, né?
O produtor, ele tem que ter essa visão do todo também, da da questão financeira.
É como que ele pode, qual que é a importância, assim como que ele pode integrar.
Esse planejamento financeiro do investimento, irrigação, com o planejamento financeiro que ele já tem, é dentro da fazenda dele.
Integrando Investimentos e Soluções Personalizadas para o Agro
Tudo começa com a construção de uma agenda de investimentos em geral, não apenas de irrigação, né?
É, isso é parte inclusive da nossa própria vida, né?
Ou seja, a gente tem que ter uma agenda que a gente veja o seguinte, tá bom?
Existem várias possibilidades de investimento.
Eu posso, como agricultor, investir em irrigação.
Eu posso investir em silos, eu posso trocar minha caminhonete, eu posso trocar minha maquinaria, eu posso fazer n investimentos.
Mas para todos eles é importante eu associar junto com eles uma análise de investimento e retorno, porque para cada um deles o retorno vai ter um comportamento diferente.
Existem investimentos que o retorno é mais rápido, mas o Roy não é tão interessante.
Existem outros que são mais demorados em termos de payback, mas o Roy é bastante interessante e existem aqueles que são híbridos.
Em que o payback é curto e o Roy é alto.
Então numa construção de agenda de investimento, ele tem que pra cada um deles associar, né?
Esse conjunto de indicadores, Pra Ele saber qual vai vir primeiro, qual vai vir o segundo, qual vai vir o terceiro, né?
Não tem outro, não tem outra receita mágica que não seja essa, inclusive pra nossa, pro nosso dia a dia.
Pessoa 1
E muito interessante que você mencionou Matheus, é o aspecto do agricultor, a visão dele.
Esse aspecto humano, muito além da questão financeira e de crédito, que afeta a vida de todos nós, é o aspecto humano.
Quando você pensa pela visão do agricultor.
E nesses 4 anos de vivência que você teve com irrigação, teve algum caso, alguma experiência de produtor, é que te marcou?
Alguma situação que você possa compartilhar, se não o nome, mas pelo menos uma situação que você viveu aí no agro?
Pessoa 2
Há muitas, muitas, né?
Gabi, acho que ao longo desses 4 anos a gente tem muita história legal, né?
É de diversas culturas, de diversos clientes.
A gente conversou com muito cliente, né, ao longo desse, de todo esse tempo, cada um com as suas particularidades, né?
É óbvio que por uma questão de confidencialidade, né, a gente não pode dizer nomes e nem e nem detalhes, né, muito específicos, mas assim é, eu vou te contar especificamente em em um segmento em que a gente teve que.
Adotar bastante é particularidade, né?
Na Na decisão é, nós estávamos, por exemplo, investindo bastante em em grãos, né?
Que era uma cultura nova, né?
Para Netafim, no momento em que a gente estava vivenciando bons preços da commodity, né?
Os juros estavam relativamente interessantes, mas ao mesmo tempo havia uma dificuldade de acesso a linhas de financiamento, né, para esse perfil de agricultor.
Né?
Nas modalidades que eram necessárias para eles fazerem investimento, com as características das garantias que eles quiseram.
Então a gente é escutou muitos agricultores, entendeu o que que eles tinham ali de possibilidade, quais eram as dores, é o que que eles poderiam entregar em termos de garantia.
E a gente preparou uma solução específica para eles, né?
Então.
Ali a gente foi fazendo diversos cenários, né, de viabilidade, né, de acordo com com a forma de plantio, o que que ele plantava, quando ele plantava, quais eram as janelas, como isso IA se traduzir, né?
Em em retorno de investimento, né?
Baseado nas características, né, do sistema que nós estamos vendendo pra eles, né?
E a gente conseguiu fazer algo bastante específico, né, pra cada um dos agricultores, né.
Agricultores que tinham mais sensibilidade em juros, outros que tinham mais sensibilidade nas garantias, outros que tinham maior sensibilidade no prazo.
A gente foi adequando, né?
De acordo com a realidade de cada um, cada um deles, né?
É isso.
Pra mim foi.
É muito marcante, exatamente porque.
É quando você fala de soluções de prateleira, né?
Elas são muito.
É rígidas, né?
Muito engessadas, né?
Então você acaba não tendo essa adequação.
Então a gente pode oferecer algo que tivesse mais realidade, mais fit, né?
Com a realidade de cada um deles.
Pessoa 1
E é muito interessante a gente poder falar sobre isso, porque, Brasil, existem n tipos de cultivos diferentes, né?
É um país enorme e com muita muitos climas diferentes, muitos relevos, muitos tipos de solo.
É um país que é referência no agro e quando a gente pensa em em é produção.
A gente tem uma diferença muito grande de um produtor que produz café, que é um cultivo perene, é de um produtor que produz grãos e pensa ali em produzir 3 safras num ano.
Então, é muito interessante a gente pensar em se adequar a um novo momento, a um novo tipo de perfil, né?
Que faz muito sentido no Brasil, porque o Brasil é um país.
Um dos principais produtores e exportadores, né?
Representantes de grãos no mundo.
Então, obrigada por ter compartilhado esse esse caso.
Acho que a gente fica é muito feliz de de ver esse esforço pra poder tentar viabilizar a ligação é e democratizar realmente o acesso a esse tipo de investimento cada vez mais no Brasil.
Pessoa 2
Gabi um dos fundamentos que eu trouxe, né?
Assim que cheguei na aneta Finn.
Foi exatamente a gente poder ter soluções que se adequassem à realidade.
Primeiro da cultura, né?
Onde a gente tava, né?
Não adianta a gente tentar oferecer todas as soluções para todos os produtores, porque ela vai fazer sentido para uns e não vai fazer sentido para outras.
Então a gente tem essa preocupação muito de.
O que faz sentido para essa cultura, para o perfil de agricultores que a gente tem ali, né?
Qual é a sensibilidade, qual é a dor para, a partir daí, desenhar?
Qual é a solução exata, né?
É, te dou um exemplo, né.
Hoje é no mercado de café, né?
Em vários momentos, em várias, em várias é safras, né.
Estava fazendo sentido, né?
AO mercado de troca Futura, né, em que você vendia a irrigação hoje, né, com a expectativa de maior produtividade.
E o agricultor pagava isso com sacas de café, né?
A gente travava o preço, né?
A gente tinha todo o processo aí de travar preço, tudo é, já tinha todo determinado onde ele IA entregar, pra quem ele entregar, ou já estava né, decidido qual era a quantidade de sacas.
Que iria significar Pra Ele, né?
AA, aquele investimento e aquilo fazia muito sentido pra eles, né?
Tem anos que aquilo faz mais sentido, tem anos que aquilo não faz tanto sentido, porque o mercado, o preço do mercado futuro, não tem uma boa expectativa pro agricultor, né?
Então assim, eu eu cito esse exemplo pra falar pra você que é, a gente tem que estar em constante adaptação pro momento do mercado, pro momento de cada cultura e pro momento de cada agricultor pra poder trazer a solução mais adequada e correta.
Perspectivas e Crescimento da Irrigação no Cenário Brasileiro
Interessante demais, Mateus.
E quando a gente pensa No No futuro, nessa visão de futuro, como que você enxerga a irrigação?
É como sendo 11 cenário aí de investimento no futuro desse, principalmente desse ponto de vista mais econômico.
Pessoa 2
Gabi, eu olho muito assim.
Primeiro, a agenda da irrigação tá aí, né?
Ou seja, ela não tem mais volta, né?
Cada vez mais a gente, o que a gente vai ver é um crescimento dessa área irrigada, né?
É as perspectivas.
Dizem aí que a gente deve ver aí nos próximos 10 anos um número 3 vezes maior de área irrigada do que a gente tem hoje, né?
Isso já é muitos milhões de hectares, né?
Ao mesmo tempo, você vai ter um amadurecimento do agricultor, que já é irrigante, né, com relação aos resultados da irrigação e como isso pode ajudar na viabilidade desse investimento.
Ao passo que ele vai se tornar uma referência pra novos irrigantes também, né?
Um novo irrigante, quando ele vai fazer irrigação pela primeira vez, que preocupações ele tem que ter e como ele ele pode aprender com outros mais experientes com relação à viabilidade, a preocupações em como analisar corretamente esse tipo de investimento.
Então eu vejo uma perspectiva de muito amadurecimento.
É, eu vejo uma perspectiva de melhor segurança com relação à produtividade, porque são mais áreas cobertas com a disponibilidade de água.
E com isso, todas as instituições que são provedoras de financiamento também vão estar mais maduras nas suas ferramentas, nas suas.
É ofertas para fazer disso uma solução para alavancar cada vez mais a irrigação e não para atrapalhar o investimento.
Não muito.
Pessoa 1
Interessante você falar, porque nos 2 primeiros episódios aqui a gente falou, né, que no Brasil a gente tem o potencial para irrigar 55000000 de hectares, hoje pouco mais de 8.
São irrigados.
Então, acho que do ponto de vista econômico, a irrigação, ela vai ganhar um peso cada vez maior, né?
E isso não sou eu que estou falando, né?
A agência nacional de águas, a Ana é e do da produção que a gente tem hoje, só 10% da nossa área produtiva é irrigada e essa área de 10% que produz 40% da produção agrícola no país.
Então eu acho que tem que combinar, tem que andar tudo muito junto, né?
Muito balanceado aí na parte.
É de produção, na parte de investimento, de da parte econômica, para a gente conseguir é ir traçando esse caminho, trilhando esse caminho do agricultor para um futuro mais irrigante, né?
E pensando nesse futuro mais irrigante.
Eu queria que você, se você pudesse deixar uma mensagem para quem está nos ouvindo e que pensa em irrigar, qual que seria a mensagem que você deixaria para o público que está aqui acompanhando a gente hoje?
Pessoa 2
Bacana.
Conselhos Essenciais para o Irrigante do Futuro
O que eu diria AA todos vocês é que assim, existem várias oportunidades que a gente tem pra pra poder cada vez mais melhorar a nossa sensibilidade em como a gente avalia, né?
A irrigação e todos os investimentos.
Então, algumas mensagens que eu diria é a primeira delas, tem uma agenda de investimento muito bem construída, né?
Com uma boa análise, com um bom case, construído com bons indicadores, né?
Se você tem dúvidas com relação.
Aos indicadores a como se aplica hoje?
A gente tem diversas Fontes.
É que pode doutrinar a gente, né?
Nos nos, nos indicadores.
O YouTube tá aí com diversos conteúdos, né?
É?
Pessoa 1
Esse aqui que a gente tá construindo agora, nós.
Pessoa 2
Estamos construindo aqui agora, né?
Com relação a conteúdos pra análise, né?
De de investimento, né?
Faça a comparação correta daquilo que você tá se propondo a fazer, né?
Então, assim é importante.
Você garantir que a hora que você tá olhando 234 possibilidades de de investimento, que todas elas sejam comparáveis, que tenham os indicadores, é que provém a informação da de uma maneira mais justa, né?
Pra poder comparar uma coisa é com a outra.
Então tenha tudo isso muito bem organizado, tenha toda sua documentação, né?
Muito bem organizada no dia a dia.
Para fazer disso algo mais ágil, né?
No seu processo aí de análise para financiamento.
Então, essas são as minhas mensagens.
Eu Eu Acredito que isso vai haver uma maturidade muito grande nos próximos anos em relação a todos esses pontos que eu falei, né?
O agro tá evoluindo bastante para esse lado e com ele tá vindo exatamente esse perfil mais arrojado, mais robusto, né?
Da das análises e indicadores e de acompanhamento de investimento.
Para todos os agricultores.
Encerramento do Episódio e Convite à Interação
Muito, muito obrigada, Mateus.
É, fico muito feliz de você ter topado participar aqui com a gente.
Eu queria é nesse momento te dar 111 presente, né?
Uma lembrancinha nossa para você é que é o nosso kit aqui do netacast.
É nele vai a nossa canequinha é exclusiva aqui do netacast e os nossos 2 mascotes que estão aqui no nosso cenário, né, que é o senhor RAM que está aqui atrás de mim e o dreep que está ali atrás do Mateus.
E eu sei que você tem 3 filhos, Matheus, não quero ser motivo de briga na sua casa, então depois eu vou te arrumar mais um para você levar.
Pessoa 2
Verdade, senão você vai arrumar uma briga danada lá em casa.
Pessoa 1
Não pode deixar.
E a gente fica muito feliz com a sua presença.
Queria agradecer a você que tá aí nos ouvindo até agora.
É espero que você tenha gostado, que você tenha aproveitado todas essas informações super ricas que a gente teve aqui, de uma visão um pouco diferente, mas que tem 11.
Importância muito grande nesse momento da gente falar.
É, queria convidar você a deixar o seu, o seu like o seu comentário.
Se você tiver alguma sugestão pra gente, alguma pergunta que ficou, me comprometo aí a ir atrás dessa pergunta com o Mateus, com os nossos outros convidados, é e compartilhar esse conteúdo com aquela pessoa que você acha que também pode se interessar por esse tema.
E eu queria agradecer a vocês por terem ficado aqui, agradecer a você, Matheus novamente por ter participado.
Pessoa 2
Obrigado você Gabi, obrigado vocês também que puderam acompanhar aqui esse conteúdo.
É um privilégio.
Uma honra para mim estar aqui e estou disposição também para esclarecer dúvidas.
Pessoa 1
Então, muito obrigada.
E com isso, com esse tema, espero que a gente tenha respondido as suas dúvidas e com isso a gente encerra o nosso netacast de hoje.
Até a próxima.
Podcast Summary
Key Points:
A irrigação é um investimento que se paga, mas o prazo de retorno varia conforme cultura, preço de commodities, custos e condições de financiamento.
O planejamento financeiro detalhado é essencial, incluindo análise de caixa, lucratividade e cenários de oscilação de preços e custos.
Erros comuns incluem confundir lucro com retorno em caixa e não considerar variáveis ao longo do tempo.
Linhas de crédito públicas (como o Proirriga) são vantajosas, mas limitadas; 2/3 do financiamento no agro vêm de fontes privadas.
Financiamento em dólar é atrativo, mas só faz sentido para produtores com receita vinculada à exportação.
Indicadores como payback e ROI são fundamentais para medir o retorno, mas exigem cálculos cuidadosos.
Sustentabilidade e eficiência (água, energia) estão cada vez mais ligadas a condições de crédito favoráveis.
Dicas práticas
Summary:
Neste episódio do Netacast, a apresentadora Gabriela Vicente entrevista Mateus Coelho, diretor financeiro da Netafim, sobre o retorno do investimento em irrigação e o planejamento financeiro necessário para produtores rurais. Mateus, com mais de 20 anos de experiência no agro, explica que a irrigação é um investimento que se paga, mas o prazo varia conforme cultura, preços de commodities, custos variáveis e condições de financiamento. Ele cita exemplos como café e citricultura, que tiveram retornos rápidos devido à alta de preços, enquanto grãos enfrentaram desafios.
Os erros comuns no planejamento incluem confundir lucratividade com retorno em caixa e ignorar oscilações de mercado. Mateus destaca que linhas de crédito públicas são competitivas, mas escassas, e que a maioria do financiamento vem de fontes privadas, com juros elevados no Brasil (Selic em 15%), tornando linhas em dólar atrativas apenas para exportadores. Ele enfatiza a importância de indicadores como payback e ROI, além de práticas como manter documentação organizada e informações claras do negócio.
Por fim, a sustentabilidade está se tornando um diferencial para acesso a crédito. Gabriela reforça o Manual do Irrigante, material gratuito da Netafim, como ferramenta de apoio para viabilidade financeira e acesso a crédito.
FAQs
O payback é o tempo necessário para que o retorno do investimento cubra todo o capital investido. Para calculá-lo, é preciso considerar todos os fluxos de caixa, incluindo parcelas de financiamento, juros, custos variáveis, preços de commodities e produtividade, projetando cenários ao longo do tempo.
Lucratividade é o resultado contábil do negócio, enquanto retorno em caixa é o dinheiro efetivamente disponível no bolso do produtor. Muitos produtores confundem os dois, mas um investimento pode ser lucrativo sem gerar caixa imediato, o que é vital para a saúde financeira.
Café e citricultura têm retorno rápido, pois combinaram altas de preços com aumento de produtividade, permitindo recuperar o investimento na primeira ou segunda safra. Já grãos, como soja e milho, enfrentam retornos mais longos, especialmente em irrigação localizada, devido a crises de preços.
É essencial ter informações de qualidade sobre o negócio, incluindo desempenho passado, expectativas e o impacto da irrigação, além de manter documentação organizada, como certidões de propriedade e ambientais, e garantias em dia. Isso agiliza a avaliação e aumenta as chances de aprovação.
Faz sentido apenas para produtores que têm relação direta com exportação ou negociação em dólar, pois o custo é mais barato. Para quem opera totalmente em reais, como muitos fruticultores, tomar dívida em dólar pode criar problemas futuros.
Instituições financeiras valorizam projetos que demonstram eficiência no uso de água, redução de energia e menor impacto ambiental, oferecendo condições mais vantajosas. Embora seja recente e às vezes apenas discurso, essa tendência já se traduz em linhas mais econômicas.
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