O podcast discute a dieta paleolítica, rebatendo críticas comuns. Explica que a proposta original, cunhada em estudo de 1985, não visa replicar exatamente a alimentação de qualquer grupo paleolítico específico, mas sim usar critérios evolutivos para criar, com alimentos modernos, um padrão distante da dieta ocidental processada. A discussão centraliza-se na "falácia do espantapássaros", onde críticos atacam uma versão distorcida da dieta (como sendo exclusivamente carnívora ou uma réplica histórica impossível), ignorando sua definição real e seus benefícios comprovados em ensaios clínicos para diabetes e síndrome metabólica. O apresentador compara-a à dieta mediterrânea, também uma construção moderna validada pela ciência. Ele reconhece que o termo "paleo" foi banalizado pelo marketing de produtos ultraprocessados, mas defende o núcleo do conceito: priorizar alimentos integrais e evitar processados, açúcares refinados e óleos industriais, algo alinhado com o que o próprio pesquisador citado pela BBC defende. O episódio ainda anuncia planos para atualizar o blog com novas evidências científicas.
Antes da invenção da agricultura, quando o nosso espécie era composta por caçadores coletores, acredita-se que as pessoas se alimentavam basicamente de frutas, verduras, canis magras, peixes, ovos, nozes, sementes e tuberclos. Mas em 2022, será que seria possível se alimentar como no paleolítico ou a de atapário teria sido uma construção comercial? Comida sem filtro Saúde, local, estilo de vida, evidência científicas e, claro, nossas opiniões. Toda semana, um episódio novo e gratuito pra você. Comigo, Dr. Souto E comigo, Sari Fontana Para ser avisado a cada novo episódio e receber as referências bibliográficas no seu e-mail cadacercindrsouto.com.br/podcast No início dos anos 2000, a dieta paleo foi uma coisa que entrou na moda. E o que propunha a dieta paleo, paleo vende e paleolítico? Paleolítico é o período anterior ao desenvolvimento da agricultura. Portanto, o que estava se tentando montar era uma forma de se alimentar um pouco mais parecida com aquela com a qual nós evoluímos. Ou seja, uma dieta paleo é uma dieta que não tinha alimentos úteis processados, porque isso não existia. A dieta paleo excluiu os alimentos que ficaram mais comuns quando começou a agricultura em pequena escala. Certo, há de 10 mil anos atrás. Isso inclui cereais, legumes e produtos lactios também. Pois é, então recentemente nos marcaram numa matéria da BBC Brasil e eu acho que a forma como essa matéria tá escrita, é maliciosa, no sentido de falar mal de algo que tudo indica pela literatura científica, é uma forma saudável de se alimentar. E veja, não é a primeira vez que isso acontece. Alguns anos eu venho escrevendo no meu blog sobre essas tentativas de famar a dieta paleo por motivos que talvez seja um até ideológico. Afinal, uma dieta nesses padrões, uma dieta que tenta simular aquela com a qual entese o ser humano teria evoluído, ela tem carne na sua composição. E a gente sabe que hoje em dia existe essa tendência de defender dietas plant-based, então se dietas baseadas em plantas tem que ser boas, a dieta paleo tem que ser ruim. A matéria inclui citações de Herman Ponser, professor de antropologia evolutiva e saúde global da Universidade do que nos Estados Unidos. Abre aspas. Existem muitos mitos sobre o que comiam o seres humanos no passado. Afirma Ponser. São creções românticas baseadas na suposição de que haveria uma dieta natural. Mas depois de trabalhar diretamente como a comunidade de caçadores coletores, o cientista conseguiu observar e medir o que eles realmente comiam. Os Radsas na Tanzânia. Ponser foi a Tanzânia para estudar e viver com os Radsas, um grupo de caçadores coletores. Eles são um povo atual mais próximo da vida que teriam levados nossos ancestrais. Em vez de cultivar ou criar os animais, os Radsas vivem do que encontram enquanto percorrem longas distâncias. Ponser passou a última década estudando a saúde e a fisiologia desse grupo. Os Radsas caminham até 10 quilômetros por dia, caçando animais selvagens, coletando mel, cavando até a rimbusca de tuberculos, colhando frutas, transportando água e lenha. Ou seja, uma dieta paleolítica. Depois de estudar os dados obtidos dessa e de outras comunidades pelo mundo, o pesquisador defende que, na verdade, não existe uma dieta paleolítica. Já que os caçadores coletores tinham muitas deetas dependendo do clima, da estação e de muitas outras condições. Mas tinha sucrelhos, tinha pão. Refregerante. Salgadinho. Biscóito rechado. Tinha. Então sim é óbvio que existiam tantas deetas paleolíticas como existiam populações diversas em regiões diversas do mundo. A dieta paleo não é sobre tentar reconstruir aquilo que seria a única dieta com a qual a humanidade inteira evoluiu porque isso não existe. A dieta paleo é uma dieta que tenta simular com alimentos modernos, uma forma de se alimentar, que não seja tão diferente daquela com a qual a nossa espécie evoluiu. E o exemplo do póncer dos rádsas se enquadran isso. E também não é a única forma que os caçadores coletores se alimentam. Os rádsas se alimentam assim. Se a gente for, por exemplo, na floresta amazônica, os ianomami se alimentam em uma forma completamente diferente. Se nós formos para o artigo, os inuit, se alimentam de uma forma completamente diferente. Agora nenhum povo originário, caçador coletores certamente não os nossos antepassados, antes da invenção da agricultura, consumiam alimentos útas processados derivados da agricultura. Então eles estão criticando o que é exatamente esse ponto. Essa matéria é realmente confusa. Eles citam aqui que normalmente a dieta dos caçadores coletores incluem um equilíbrio entre plantas e animais, mas ela varia muito na sua composição de acordo com póncer. E de acordo com qualquer pessoa razoável e de acordo com todos os livros que foram escritos sobre a dieta palha, ninguém nunca disse que tinha que ser só carne. De a dieta palha ela ou cabe? Não necessariamente. Então deixei o contar para vocês para quem já me acompanhas, pessoas sabem, enfim, em 2015 eu publicei uma postagem chamada a falácia do espantáleo. Eu acho que cabe aqui ler os trechos dessa postagem porque essa reportagem da BBC é exatamente a questão da falácia do espantáleo. O que é a falácia do espantáleo? Vamos lembrar, pessoal, o espantáleo é aquele boneco de palha vestido com roupas velhas e um chapéu que às vezes se coloca para tentar espantar os pássaros. Então o boneco está se tentando passar pelo fazendeiro de verdade, mas na realidade ele não é o fazendeiro de verdade, ele é só um boneco de palha. Então como é que se define a falácia do espantáleo entre aspas? A falácia do homem de palha ou falácia do espantáleo é um argumento em que a pessoa ignora a posição do adversário no debate que constitui por uma versão distorcida que representa de forma errada essa posição. E aqui, falo eu fora da postagem, é exatamente o fato de você pegar e dizer "nossa, essa tal dieta palha" e tem que ser exatamente o que as pessoas comiam no palheolítico, ninguém nunca disse isso. Ou "nossa, tem que ser uma dieta feita basicamente de carne, não ninguém nunca disse isso, em nenhum dos livros sobre dieta palheolítica". Ou "nossa, como você vai querer ter uma dieta com a qual a espécie evoluiu, se o ser humano é extremamente diverso e houve incontáveis de etas palheolíticas". Sim, todo mundo sabe disso, isso está em todos os textos já escrito sobre dieta palheolítica. Então quando está se criticando uma dieta palheolítica, porque é impossível comer exatamente como eles comiam, ou eles não comiam só carne, etc., você está criticando um espantálio da dieta palheolítica. E não a dieta palho, como ela foi proposta, originalmente. Se você quer aprender a fazer local carne de um jeito certo, que funciona e sem loucuras, considera se inscrever no pod curso. É um curso todo em áudio, em que a gente responde de forma prática a 50 principais dúvidas sobre o assunto. São mais de 25 horas de conteúdo para você ouvir quando quiser com a gente e comvidados especiais. Você pode conhecer os detalhes, acessando drsolto.com.br/podcurso. Com relação às tendências de comercializar produtos quando uma certa tendência alimentária entra na moda, isso acontece com todas elas. Se a gente observar mercados mais evoluídos em ultraprocessados como o americano, por exemplo, você encontra em algumas góndulas produtos alegadamente palhos entre aspas. E aí você vai olhar a lista de ingredientes e você vai ver que há uma bomba de carbidrato, muitas vezes uma barra feita com mel, um monte de tamar as frutas cristalizadas, etc. Então é lógico que sim, com a popularização da dieta palho, muita coisa processada acabou chegando aos supermercados tentando embarcar na carona disso. Mas isso também não era o que compunha as getas dos caçadores coletores. É muito diferente você andar 10 quilômetros por dia para ter que buscar as suas próprias frutas do que transformá-las em coisas desidratadas e unilas com um monte de outras coisas supercalóricas, como nuts, etc., numa barra para ter um bolso a qualquer momento.
no mínimo sinal de fome, né gente? Quem me acompanha aí há mais de 10 anos no blog sabe que há alguns anos atrás eu mudei o nome do blog que originalmente era dieta low carb e paleolítica e virou, se é em seu low carb, justamente porque essa denominação dieta paleolítica ou dieta palho acabou sendo abastardada com o tempo. Mas voltando para aquela postagem da falácia do espantálio, ali eu conto uma historinha que eu acho que é legal vocês conhecerem. O termo dieta paleolítica foi cunhado em um estudo acadêmico publicado no New England, New York, medicine em 1985. Tinha como objetivo caracterizar a dieta dos vários povos caçadores coletores, viu Ponte? Os vários povos caçadores coletores, ainda existentes à época, nos quais as chamadas doenças da civilização, obesidade, cindro-metabolica, diabetes, doença-cara-divascular, canser e Alzheimer, eram virtualmente ausentes, mesmo controlando-se para a idade. Bom, aí o que acontece? Essa ideia da dieta paleolítica que repito foi posta na literatura no New England em 1985, foi posta a prova em alguns ensaios clínicos randomizados e a divinha pacientes diabéticos melhoraram mais do diabetes com uma dieta nestes moldes, uma dieta paleo, do que com a dieta proposta pela Associação Americana do Diabetes. Pacientes com cindro-metabolica, melhoraram mais da cindro-metabolica com este tipo de dieta, do que com a dieta padrão da pirâmide alimentar. De modo que, embora, eu acho que esse conceito da dieta paleo tenha é ficado tão abastardado que eu não uso ele mais, até porque existe todo esse espantálio de que é dieta dos homens das cavernas, é uma dieta só de carne, etc. Se vocês olharem a postagem lá no blog, eu tenho reproduções fotos bizarras de como a imprensa mostrava isso. Então aparece um sujeito comendo carne com as mãos todo sujo. carne crua, aparecendo um ator de filme de terror, assim. É, então assim, é super bizarro. Mas que fique claro o conceito de dieta paleo da forma como ele foi proposto na literatura científica nos anos 80, foi testado em saios clínicos randomizados e mostrou benefício. E o fato de que não era exatamente assim que os seres humanos comiam no paleolítico não interessa pelo mesmo motivo que não interessa na dieta, a mediterrânea. Porque não sei se vocês sabem, mas a dieta mediterrânea também é uma criação moderna. A forma como a dieta mediterrânea foi criada, essa que é proposta hoje em dia, essa que é tão defendida, está muito bem descreita no livro "Gordura sem Medo" da Nina Tachos. E foi um grupo de industriais, pessoal envolvido com o azeite de oliva, que resolveu criar uma associação e propor uma dieta mediterrânea idealizada, que não representa a forma exata como nenhum povo como o nome de terrâneo. E mesmo assim, essa dieta mediterrânea, na forma que foi proposta, foi testada em saios clínicos randomizados e mostrou benefício. Se não posso falar de dieta pálio porque não representa exatamente como todos os povos no paleolítico comiam, eu também não posso falar da dieta mediterrânea porque isso que se chama de dieta mediterrânea não representa a forma exata de comer de nenhum país do mediterrâneo. Você citou essa postagem antiga do blog, que ainda é muito atual, e agora eu lembrei de uma outra, que também aborda a dieta pálio-lítica, que você fez uma provocação no título. E se os pálio-líticos começam em pão? Como será que seria? Pois é, essa aí foi uma postagem que eu fiz com raiva, porque sim, eu fico com raiva quando as pessoas atacam algo que é bom para saúde por motivos ideológicos. Então, eu tinha escrito lá recentemente um estudo sugeriu que os carbohidratos, além da caça, teriam sido importantes para a evolução do cérebro humano. E isso gerou manchetes bombásticas. O estudo não foi baseado em novas descobertas arquológicas ou algo do gênero. É uma hipótese apenas. E não é exatamente nova. E aí, naquela postagem, eu citou alguns ensaios clínicos randomizados que mostram que uma dieta pobre em carbohidratos é eficaz para o imagrecimento, que uma dieta nos moldes da dieta pálio é excelente para síndrome metabólica. E aí, eu faço essa brincadeira. Suponhamos que amanhã, um arqueólogo descobre um pão inteiro, feito de trigo refenado dentro de uma máquina de pão num sítio orqueológico. Isso mudaria o fato de que os diabéticos melhoram mais com uma dieta sem pão. Isso mudaria o fato de que pessoas concindam em metabólica quando consomem uma dieta nos moldes propostos pelo conceito moderno de dieta pálio melhoram mais? Não, não mudaria. E isso nos traz novamente ao artigo da BBC. Quem encerra questionando por que será que nós somos mais gordos hoje do que os nossos ancestrais? E aí, o pesquisador responde que essa é a pergunta de um milhão de dólares. Ele diz que existem diversos motivos, e um deles é porque injeremos alimentos altamente processados. Olha só, que surpresa. Aqueles que não existiam sabicando no falhou lítico. Nós eliminamos as fibras e proteínas, acrescentando açúcares e olhos além de aditivos, e eram matizantes artificiales que, como a gente sempre fala aqui, não necessariamente por si só são um problema, o que acontece é que eles tornam esses alimentos hiperpalatáveis e fazem a gente consumir em exagero. Então, mais uma vez, tinha fibra no palhou lítico? Tinha. Tinha proteína no palhou lítico? Tinha. Tinha açúcar refinado no palhou lítico? Não, não tinha. Tinha olhos no palhou lítico? Não, não tinha. Tinha batata, mas não tinha batata frita. Isso. Então o que ele está dizendo ali é que a dieta, que ele defende, é o conceito moderno de dieta palho. Vocês entendem esse é o âmago do conceito de falácia do espantáleo? Se crie um espantáleo que é a dieta palho, tem que ser um entrecor de mamute comido com as mãos. E aí você ataca aquilo lá, mas na realidade, o que ele está defendendo é exatamente a mesma coisa da dieta palho. Nas palavras dele mesmo, o nosso corpo é preparado para comer alimentos simples, mas comida vendida no supermercado hoje em dia não vem diretamente das árvores ou da terra, nem dos caçadores de animais. Por isso não é fácil comer de maneira mais saudável, pois é, não é fácil, mas também não é impossível. E aí novamente eu vou ler de novo diretamente da postagem lá de 2015 e nós vamos deixar o link para todo mundo que está escrito em drsolto.com.br/poidequest. Há abriáspas. Ninguém disse em nenhum momento que queremos uma dieta igual a dos ancestrais. Nenhum dos autores jamais escreveu isso, repito, isso é criar um espantáleo da dieta palho para logo em seguir atacar o espantáleo. Na realidade, trata-se de partir de uma matriz baseada em critérios evolutivos para tentar reconstruir com alimentos modernos algo que não esteja tão distante daquilo com o que evoluímos, como é o caso da dieta ocidental padrão. O postulado evolutivo, por exemplo, parte do princípio de que a carne de uma ovelha, embora domesticada e inexistente a 15.000 anos, seja mais parecida com a dieta com a qual nós evoluímos do que isso crílios. Não obstante, este último não comter colesterol, serem riquecido com vitaminas e minerais. E quando a gente fala em blog, a gente esquece que talvez algumas pessoas não tenham acompanhado esses 11 anos de publicação gratuita que você fez e que está disponível lá em drsolto.com.br/blog. Deixa eu fazer uma pergunta. Tudo que está escrito nesse blog que começou lá em 2011 ainda é válido hoje em 2022? Não, só se eu fosse a mandinar. A gente não tinha como prever a revolução da ciência, tem coisas que modificaram porque estudos mostraram que o que se acreditava dez anos atrás, não é verdade. Outras coisas ainda persistem corretas e tem várias coisas que eu reescreveria se eu fosse escrever-las hoje. E aliás, esse é um dos projetos que eu pretendo colocar em prática. Uma atualização gradual de postagens antigas, levando em conta, não só novos estudos que surgiram nesses últimos dez, onze anos, mas também a mudança do meu pensamento porque a gente vai amadurecendo certas ideias. Imagina que isso vai levar muito tempo pra reescrever porque foram mais de 500 postagens, né? Ah, com certeza. E nem todas necessariamente precisam ser modificadas. E isso vai acontecer dentro de um projeto maior que eu queria contar pra vocês ouvintes. Uma área de membros do blog, ciência, local, carbo. Essa área de membros vai ser exclusiva pra assinantes, vai ter uma mensagem. e a gente vai fazer essas atualizações das postagens antígicas que você tem vontade de reescrever e atualizar. É isso aí, porque resulta que a gente sempre tem na vida uma série de prioridades e o blog acabou recebendo menos atenção do que deveria com o passado tempo. E o blog acabou recebendo menos atenção do que deveria com o passado tempo. Porque o dia continua tendo 24 horas. Por exemplo, a gente roteirizar e gravar um episódio de podcast depois de editar toma tempo. A gente tem família, tem consultório para atender. Você escreveu um livro. Exato que tomou também muito tempo por muitos e muitos meses. Então, entender que escrever é um trabalho que precisa ter algumas horas do dia reservadas para isso e que, como o todo o trabalho precisa ser remunerado foi uma ideia que eu levei aí mais de 10 anos para amadurecer. Mas uma vez esse projeto, saindo do papel, significa que a gente vai ter postagens com uma frequência no mínimo semanal, com a curadoria dos assuntos que mais interessam no mundo local. Então, fique atento às próximas semanas porque essa novidade vai estar disponível e, por enquanto, as postagens premium estão sendo liberadas para todo mundo, lá em derrsoltuponto.com.br/block Encerramos assim esse episódio do comida sem filtro, que foi idealizado, roteirizado e produzido por nós. Se você gostou, divulgue para os seus amigos e inscreva-se na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. As informações contidas neste podcast são apenas para fins informativos e podem não ser apropriadas ou aplicáveis à suas circunstâncias individuais. Este podcast não fornece como sellamento médico ou profissional e não sustituir a consulta com um médico ou no pressionista. Não use este podcast para diagnóstico ou tratamento médico. Qualquer sugestão é apenas uma recomendação geral, que não é específica para qualquer pessoa ou doença em particular. Musica
Podcast Summary
Key Points:
A dieta paleolítica moderna busca simular, com alimentos atuais, padrões alimentares pré-agrícolas, focando em alimentos não processados.
Críticas à dieta paleo frequentemente cometem a "falácia do espantapássaros", distorcendo sua proposta original para atacá-la.
Ensaios clínicos randomizados demonstram benefícios da dieta paleo para condições como diabetes e síndrome metabólica.
A popularização da dieta paleo levou a produtos industrializados "paleo", que deturpam o conceito original.
O conceito é análogo ao da dieta mediterrânea
Summary:
O podcast discute a dieta paleolítica, rebatendo críticas comuns. Explica que a proposta original, cunhada em estudo de 1985, não visa replicar exatamente a alimentação de qualquer grupo paleolítico específico, mas sim usar critérios evolutivos para criar, com alimentos modernos, um padrão distante da dieta ocidental processada. A discussão centraliza-se na "falácia do espantapássaros", onde críticos atacam uma versão distorcida da dieta (como sendo exclusivamente carnívora ou uma réplica histórica impossível), ignorando sua definição real e seus benefícios comprovados em ensaios clínicos para diabetes e síndrome metabólica.
O apresentador compara-a à dieta mediterrânea, também uma construção moderna validada pela ciência. Ele reconhece que o termo "paleo" foi banalizado pelo marketing de produtos ultraprocessados, mas defende o núcleo do conceito: priorizar alimentos integrais e evitar processados, açúcares refinados e óleos industriais, algo alinhado com o que o próprio pesquisador citado pela BBC defende. O episódio ainda anuncia planos para atualizar o blog com novas evidências científicas.
FAQs
A dieta paleolítica é uma abordagem alimentar que busca simular, com alimentos modernos, uma forma de se alimentar semelhante àquela com a qual a espécie humana evoluiu, priorizando alimentos não processados e excluindo cereais, leguminosas e laticínios.
Não, a dieta paleo não é exclusivamente carnívora. Ela inclui um equilíbrio entre plantas e animais, variando conforme a disponibilidade, e enfatiza alimentos integrais como frutas, vegetais, nozes, sementes e proteínas magras.
Essa crítica é considerada uma 'falácia do espantalho', pois distorce a proposta real da dieta paleo, que não busca replicar exatamente a alimentação ancestral, mas sim usar princípios evolutivos para criar uma alimentação saudável com alimentos modernos.
Sim, ensaios clínicos randomizados mostraram que a dieta paleo pode melhorar condições como diabetes e síndrome metabólica mais do que dietas convencionais, embora o conceito tenha sido adaptado e testado em contextos modernos.
Sim, com a popularização da dieta, surgiram produtos industrializados rotulados como 'paleo', mas muitos contêm ingredientes como açúcares e aditivos, desviando-se do princípio central de evitar alimentos ultraprocessados.
Ambas são criações modernas baseadas em padrões alimentares tradicionais e foram validadas por estudos clínicos. A dieta paleo foca em alimentos pré-agricultura, enquanto a mediterrânea enfatiza ingredientes como azeite e grãos integrais, mas ambas promovem saúde.
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