O episódio aborda a controvérsia em torno da classificação NOVA de alimentos ultraprocessados, criada pelo brasileiro Carlos Monteiro. A NOVA divide os alimentos pelo grau de processamento e foi desenvolvida para explicar o aumento da obesidade e doenças crônicas. Críticos, como o cientista europeu Viteenzo Foliano e o professor Mike Gibney, argumentam que a definição de ultraprocessados é vaga e que a classificação é um exemplo de "ciência populista". No entanto, defensores como a professora Patricia Jaime destacam que a NOVA foi validada por dezenas de metanálises e por um ensaio clínico de 2019, que mostrou que ultraprocessados causam ganho de peso independentemente do valor nutricional. O debate revela tensões coloniais: a NOVA, criada no Sul Global, enfrenta resistência de pesquisadores do Norte Global, muitas vezes financiados pela indústria alimentícia. Tentativas de criar uma "NOVA 2.0" são vistas como apropriação indevida. A indústria, que lucra com ultraprocessados, busca desacreditar a classificação, enquanto o guia alimentar brasileiro recomenda evitar esses produtos. O episódio destaca como a ciência pode ser influenciada por interesses econômicos e políticos, e como a inovação do Sul desafia paradigmas estabelecidos.
Esse episódio só foi possível graças aos apoiadores do Cementera, o nosso programa de membros. Um muito obrigado a quem já nos apoia. Se você quer fazer parte, basta entrar na nossa página e até a sessão Cementera. É o JorioYutrigo.com.br No Natal de 2025, Viteenzo Foliano ficou eufórico com a Genovesse que preparou ao longo de seis horas. Apesar do nome, remetear a Genova, o prata da região de Naapoli no Sudai Talha. É basicamente um rago branco feito com muita cebola e carne de boi, cozidas lentamente ao longo de várias horas. Eu até deixei uma receita na descrição desse episódio porque algo me diz que você vai querer cozinhar em homenagem ao Viteenzo. No link edim, ele postou uma foto acompanhada da legenda em quatro passos, perfeito ultra processado. Teria sido só uma piada inocente entre amigos se Viteenzo não tivesse levado ao fogo uma outra panela. Ele estava preparando um "minestrone de clima" no qual se tudo desse certo, colocaria pra ferver a reputação do brasileiro Carlos Monteiro. É curioso que o Viteenzo seja de Naapoli, talvez seja a cidade europeia que melhor entende o nosso jeito de ser. E por nosso, eu digo o nosso aqui do Sudoplaneta. Por exemplo, qualquer barro na Politana, que se preze tem um muro pintado em homenagem a Diego Armando Maradona, o que faz a gente voltar no tempo e lembrar que o futebol contemporâneo chegou aqui no sul pelas mãos de ingleses e alemães. O gol era gol com um "a" entre o "oio-el" escantei era córner, zagueiro era beque, ou seja, quem joga atrás. Mas pressão que não só sobreviveu como ganhou um adjetivo, o beque de fazenda. Nos primeiros tempos a gente jogava do jeito que o europeu tinha ensinado, mas década depois de década tudo foi ficando mais e mais com a nossa cara. A gente aprendeu adribuado no nosso jeito, agritar gol do nosso jeito, puxando o lado fundo da garganta. E até a "fazer gol do nosso jeito". "Tenho de na vanderado se estão consultando, em este momento é gol de agritia, gol de fio, arrasto, maradona." Os europeus nunca entenderam que o gol de mão de maradona em 1986 era uma reparação histórica. Em na apolhe o maradona virou "rei" porque ganhou títulos, mas também porque comprou brigas. Ele dizia abertamente que os italianos do norte eram racistas. O troco veio na final da Copa de 1990, quando os italianos do norte vaiaram os argentinos desde a hora do Inno Nacional. Eu te convido a fazer a eleitura labial do maradona nos vídeos disponíveis em plataformas. Não é nada difícil entender o que ele está dizendo. "E o cor do mundo." A essa altura é uma maradona já era história. Os europeus podiam vaiar a vontade que o nome do jogador argentino não desapareceria. A ciência da nutrição se espalhou mais ou menos nessa mesma época que futebol, no começo do século passado. Durante algum tempo parecia que bastava a transpor os conhecimentos trazidos dos Estados Unidos e de Europa. Você pegava pirâmide dos alimentos e colocava a mandioca ali na base, junto com o pão, um biscoito agressau e um macarrão meio esquisito. Era tudo carboidrato. O palmito, a mandioquinha, a batata doce e um zilhão de plantas não tinham lugar nessa pirâmide. Mas então tudo que você precisava fazer o caminho contrário. Não está na pirâmide? Não come. Vai uma face americana no lugar? Chegou uma hora em que nós brasileiros começamos a ser brasileiros. "Tou muita alegre, mas eu fico triste. Não quero soar." Aprendemos a olhar no trição do nosso jeito. "Eu sei que eu não ia chorar que eu tô tão alegre graças a Deus." Alguns brasileiros, um grupo pequeno deles, na verdade, começou a questionar se esse paradigma dos nutrientes dava conta e desplicar o que estava acontecendo. Porque mesmo seguindo aquela pirâmide tinha muita gente ganhando peso ou ficando doente. Foi então que eles olharam pro crescimento da venda de determinados produtos. Esses produtos não estavam agrupados. Não existiam nome como um pra eles. Foi em 2009, o ano em que nasceu a classificação nova. A gente já falou bastante sobre esse conceito, então eu vou passar bem rapidinho por isso e te deixe o convite pra escutar e ler a nossa produção anterior sobre o assunto. A gente tem em torno de 500 reportagens a respeito. O primeiro ponto importante é que o traprocessados não são propriamente alimentos. Eles são formulações de substância, as obtidas pelo fracionamento de alimentos em natura ou minimamente processados. Por exemplo, soro e de leite no lugar do leite. O traprocessados tem a presença de corantes, aromatizantes e espessantes, aditivos que têm um fim cosmético. Por exemplo, para simular cor e sabor de morango, um eoburde que não tem morango. O traprocessado, a barca, um salgadinho, os miójo, biscoitos rechados, mas também produtos que poderiam sem entendidos como saudáveis, caso de alguns pães de forma, pratos congelados ou bebidas láfitas. É a questão assim. Quando a gente propôs em 2009, né, o embrião da classificação nova, não houve muita repercussão nem positiva nem negativa, porque na ciência isso demora um pouco, né? Pode ser que você já conheço Carlos Monteiro. Além de habitar o caldeirão do Vicenso, ele é professore mérito da Faculdade de Saúde pública da Universidade de São Paulo, e criador da classificação nova, que divide os alimentos pelo grau e pelo propósito de processamento. Foi dessa classificação que surgiu e sim difundiu o termo ultraprocessado. Agora, a medida que os vários grupos acadêmicos começaram a testar as hipótiques que nós tínhamos testado no Brasil, isso ficou mais importante, sobre todo publicações e revistas muito importantes, bem-mejótias, lança-te, né? Revistas americanas também. Aí a indústria começou a sentir incomodada, ela começou a ver que na realidade isso era a provalei, isso era uma coisa séria. Já o Vicenso você não conhece, eu também não conhecia, ele é a cientista de alimentos e professor da Universidade de Várniga, no Holanda, ele dirige uma empresa de biosciências e preside a federação europeia de ciência e tecnologia de alimentos. O Vicenso não foi o pionero, como Carlos Monteiro falou, as críticas foram se avolumando depois de alguns anos. Desde a década passada, a gente vem sendo testemunha dessa história. Lá por 2017, 2018, eu fui há muitos eventos de cientistas financiados pela indústria de ultraprocessados. Eu reuni todo um acervo de materiais entregues por empresas como Danone, Nesteleip Epsico, pra nutricionistas, nutrólogos, pediatras, gastroenterologistas e por aí vai. Mas aquela manhã na Fiespe me marcou, porque deu pra entender que eu finsiva contra a classificação nova tinha entrado numa nova fase internacional articulada. Só pra dar um pouquinho de contexto, Fiespe é a federação das indústrias do estado de São Paulo, que tinha acabado de ser a ponta de lança da derrubada de uma Rousseff. Mike Gibney era professor da Universidade de Dublin, Nair Landa, ele foi estrela daquele dia. Você vai notar que a gravação está bem ruim. Na época tudo que a gente tinha era um gravadorzinho de mão e eu tinha de ficar bem quietinho no meu canto porque o Joggio já era o querido do indústria de alimentos. Isso é que você me entende. O Gibney resolveu explicar o que era o café da manhã dele. Eu achei meio exótico naquele momento, alguém perde tempo explicando uma coisa que é altosplicativa, mas logo deu pra entender. Porque como ele mesmo disse, ele tinha muito orgulho daquele café da manhã. Eu não tenho nenhum intenção de mudar. Na reportagem que eu fiz na época você pode ver a imagem do café da manhã dele. Basicamente consisti de chá preto e orgulho que a que tive a leite desnatado e um mingau de aveia que parecia despertar um orgulho particularmente forte. Tudo o que tem que fazer é colocar. eles te dão uma colher pra ajudar. Eu coloco duas medidas de mingau na minha tigela, quatro medidas de leite. Coloco no microondas e dois minutos mais tarde. Eu tenho um lindo mingau e nenhuma bagunça. Eu não sei você, mas pra mim esse mingau não pareceu nem um pouco lindo. Me bateu até uma peninha de saber que ele comia isso todo dia e falta faz um cusco e na vida da pessoa. Bom, o argumento de todo esse coloque sobre o café da manhã era dizer que a definição de ultraprocessados é vaga.
Ele não conseguiu entender que produtos aparentemente tão diferentes pudessem estar agrupados. Para ele, a classificação nova era um exemplo de ciência populista temperada com truques de comunicação. Mas tinha algumas questões subjacentes na fala dele que eu fui vendo se repetirem. A primeira são os laços corporativos. No caso do Mike Gibbon, ele tinha trabalhos financiados pela Nestlé e pela Acerial Partners, que é uma parceria entre a Nestlé e a General Mills, uma grande fabricante de cereais matinais. A segunda questão é a menção ao fato de a teoria ter surgido num núcleo da Universidade de São Paulo, ou de forma mais genérica por um grupo de pesquisadores do Brasil. Assim, com um certo desden, sabe? Então, a ideia de remover da dieta é inacentável. Eu não saberia como substituir. E eu estaria aberando o lado errado da ética ao fazer. Poderia ser uma briga de egos como qualquer outra que acontece nos corredores de qualquer Universidade, mas virou uma aula sobre colonialismo, sobre quem tem o direito à inovação científica, sobre como determinadas visões de mundo simpõem enquanto a única regua possível, e sobre o que acontece quando alguém tira essa regua do lugar. Esse episódio tem dedo na cara, Harry Potter em Paris e Mike Tyson tocando terror, fraude na Arabia Saudita, e muito gringo tendo que rebolar pra falar português. É um sopanho de pacotinho, venho com a gente descobrir o que tem dentro dessa gororola. Eu sou João Pérez e você está no Prato Cheio, pode caixir de o Joio Trigo. A gente vai até a faculdade de saúde pública da USP conversar com a Patricia Jaime. A Patricia é professora atitular e coordenadora do núcleo de pesquisas epidemiológicas em nutrição e saúde, o Nupense, que é o epicentro da classificação nova. Ela também foi coordenadora-geral de alimentação e nutrição do Ministério da Saúde. Bom, a nova é uma proposta pra gente entender mudanças de padrões consumos de mentar, testando uma importe-se, que é o impacto do processamento de alimentos, na dieta, em padrões alimentares e na saúde humana. Inibitablemente, acho que tem uma pessoa que é a própria reação dos referenciadores, é uma confirmação de que a estruturação dessa hipótese processamente de alimentos, no campo da a sensação de epidemiologia intracional, foi uma inflexão para de animar. Lembrar esse aspecto é super importante. A nova foi pensada para tentar explicar o que vinha causando um crescimento tão acelerado dos índices de obesidade. Para evitar qualquer mal entendido, a gente não está falando de obesidade como uma questão estética, e sim como uma questão de saúde que pode ser um indicador, mas não único, do surgimento de doenças como diabetes, pertenção e câncer. A classificação nova, ela organizou uma hipótese, e ela criou uma metodologia, o sistema classificatório, que permitiu testar hipótese. Se padrões, se uma dieta outa processada, tem pior qualidade intracional, isso se está relacionado com problemas de saúde. Pode-a estar bem dizer que a classificação nova não veio para separar alimentos saudáveis ou não saudáveis. Não existia nenhuma intenção de fazer gringo chorar pelo mingau derramado. A nova não foi pensada para ficar comparando produtos, isso até é possível de fazer individualmente, lendo a lista de ingredientes. Mas o objetivo central é entender as mudanças no nível da população. Você quer compreender esse, tem uma transição do padrão alimentar, saindo de dietas com alimentos inaturi, iminumamente processados, para uma dieta com ultra processados. E se essa mudança pode ser a explicação do problema. E aí, por quando eu olho depois de 15 anos, onde sempre eu posto, se eu pego as metanálises, com um conjunto de estudos científicos que testaram o efeito do processamento de alimentos pela classe fada, todas as metas analis disponíveis que são mais de 30, usaram a classe fessa nova e não usaram um outro sistema classificatório, que é uma outa terminaologia. Para mim, esse é um maior exemplo de que não é uma questão de crítica ou alucorada num debate científico. Que a existência, a usou termo, a cascação nova, é atravessada por uma disputa de forças e uma visão polonealista em ação do nóxico suduavólica. E o fato de a nova ter sido formulada por percussadores do Brasil, do sublobal, pesa em termos de setis, de resistência, a aceitação da. Ascolta-me totalmente, isso. Às vezes, conscientemente, às vezes, inconscientemente. Mas o próprio Kevin Hall, por exemplo, quando ele faz um insight línico em 2019, ele. uma das coisas que ele costumava falar em apresentações, é que esse conceito tinha sido proposto que o trapoçado seria um alimento balanceado nutricionalmente, que era só esse o problema que ele tinha. Sobre o Kevin Hall, é bom a gente dar um pause para conversar. Tem antes e depois na vida da nova. Em 2019, cientistas dos institutos nacionais de saúde dos Estados Unidos fizeram o primeiro um saio clínico sobre o traprocessado. Isso significa que com 40 voluntários passaram um mês inteiro, sob dieta totalmente controlada. Durante duas semanas, basicamente o traprocessado, nas outras duas, basicamente o contrário, alimentos em natura e minimamente processados. É importante lembrar que o Kevin Hall estava disposto a refutar a classificação nova. Ele entendia não ter nenhuma razão para que um grupo de produtos fosse especialmente problemático e queria jogar por terra o conceito de o traprocessados. Para ele e para muita gente, o traprocessado era só um nome novo para um problema antigo. Kevin Hall faz o experimento dele 9 anos depois do nosso artigo e ele referia até a pouco tempo que o conceito de o traprocessado se confundia com o conceito de o alimento, nutritionalmente e desbalanceado. E por que isso? Os artigos estavam publicados, inclusive em 2018, em várias revistas importantes. Eu acho que um pouco tem disso, mas quem fez? Quem fez isso tudo? O que grumpa esse? Da onde quer? E aí você acaba valorizando menos. O Kevin Hall ficou surpreso, mas os cientistas do Nupens não, as pessoas ganharam peso de forma acelerada durante as duas semanas em que consumiram o traprocessado e perderam peso nas duas semanas seguintes. Tava provado que os ultraprocessados não são simplesmente produtos desbalanceados do ponto de vista nutricional, não é só sobre o excesso de salgorduri açúcar. Esses produtos têm outras características, alguns deles são desenhados para estimular a comer sem parar. Em balagens plásticas podem fazer mal a saúde e a gente ainda não entende completamente como a combinação de vários aditivos é interpretada pelo corpo. De lá pra cá foram feitas várias revisões sobre o conjunto de evidências disponíveis como a patrícia mencionou. Em minhas gerais tudo confirma hipótese e dicos ultraprocessados são o centro da piora nos indicadores sobre a obesidade. O que poderia ter sido um consenso para o universo científico se transformou no contrário. No próximo bloco, a gente discute os desdobramentos recentes desse assunto. Oi, aqui é Giovanna Girardi. Eu sou jornalista e acompanho a crise climática muito bem. Provavelmente até mesmo antes de você ouvir faladendo. Eu sou Marina Maral, fundadora da Gência Pública. Trabalhando como jornalista, fui percebendo que o direito das pessoas e a preservação do planeta estão totalmente ligados. E eu sou Ricardo Terto, pode que é ester escritor. No podcast bom dia fim do mundo, a gente analiza as notícias levando em conta a crise do clima e os direitos humanos. Economia, política, relações internacionais e emergência climática. A gente deixa preparado para o própido na sobre tudo que importa. Sendo e rotismo, mas sem negacionismo. Toda quinta bem-se do seu tocador favorito. Bom dia.
do mundo. Susanne Bougue ouvirou o rosto ligeiramente de lado, esponda a buchêxia esquerda e a lateral dos óculos de ar o azul. O ângulo valorizou os cabelos brancos curtos e os olhos ligeiramente esberdiados. Naquele dia em que posou para o fotógrafo Elester Philippe Weyper, a nutricionista e professora da Universidade de Copenhague usavam termos o claro e no pescoço uma corrente discreta. A imagem ela transparece confiança e felicidade, exatamente como na entrevista publicada em 30 de janeiro de 2025. Daqui para a frente fica de olho que as datas importam, mas fica tranquilo que a gente vai te ajudar. Estamos entusiasmados por liderar um projeto internacional que esperamos, possa desenvolver a nova geração da classificação nova. Foi o que ela disse. A senhora de um dia não tinha qualquer histórico no estudo de ultraprocessados. Como ela mesma descreve no currículo, a especialidade da carreira estudava o efeito de micro-nutrientes sobre a saúde humana. O nosso objetivo é construir consciência na comunidade científica global sobre levar em conta, o conteúdo nutricional e a matriz alimentícia dos superprocessados na hora de usar a nova. Acreditamos que é hora de refinar o sistema nova. Não apenas para a indereça crítica de longada e preocupações, mas para ajudar a melhorar o sistema. Ela legou ainda que era hora de separar os bons e os maus ultraprocessados. Para cada alimento ultraprocessado você tem um processado ou minimamente processado. Então ele não precisa deles, né? Esse é o Carlos Monteiro, autor da classificação que a Suzanne Boughe pretende reescrever. Então isso coloca a indústria numa situação muito difícil, porque ela tem que mudar o portfone radicalmente. A indústria não quer uma adapação, não quer que esse conceito de alimento ultraprocessado seja esquecido, seja eliminado. Sobre a nova 2.0, a pesquisadora europeia disse que o nascimento da ideia foi uma simples coincidência, o que não é verdade. Aqui, mais do que as datas, importa a geografia, a dinamarca. Daí, uma das alternativas é essa de incentivar grupos acadêmicos a propor que. Porque não começem a falar um processamento de alimentos, é uma coisa ótima, boa, não tem sentido, só tem vantagens, etc. Eles foram mudando e hoje eles falaram "Não, um processamento pode ter problemas, mas vamos tentar uma classificação que identifique claramente quais são os processos. Imagina só a seguinte situação, lá por 1920, um pesquisador brasileiro chega no Albert Einstein e fala "O Albert, muito legal essa sua teoria da relatividade, mas só ela não funciona não. Então eu vou pegar essa base do que você fez, repaginar e chamar de teoria da relatividade 2.0, beleza? Eu não estou comparando aqui a magnitude da inovação, mas a atitude da comunidade científica em relação a ela. Para escrever uma versão 2.0, essa é a la danda, teoria da Uber, para o fim de sua defesição, que isso é nada." Essa é a Patricia Jarmie, coordenadora do Nupenso. "Tremendo que ninguém nos ouvir, né? E nunca entraria numa debate da comunidade científica." "Trem, mas que quando acontece o contrário, alguém do Norte falando que vai pegar alguma coisa aqui no sul, a nossa memória colonial já faz o coração bater mais forte, porque a gente sabe que esse pessoal tem dedinhos leves e orçamentos pesados." "Eu acho que todas as pessoas, todos os grupos, tem toda a liberdade, para propô a classificação que ele acha que é mais conveniente, apropiada, elegítima." "O que não é elegítima é se apropiar, de algo que foi feito para o outro, da compouta, por que o cientifico é especial, a outra coisa que eu sou global." Três anos antes, em 2022, o American Journal of Clinical Nutrition convidou o Carzumpeiro para um debate por escrito sobre o uso da classificação nova em diretrizes alimentares. "Eu acho uma questão um pouco estranha, porque a essa altura já fazia oito anos que o Brasil tinha publicado a nova edição do guielimentar. Só para lembrar, a regra e diorod do nosso guia é a recomendação de que as pessoas evita em ultraprocessados. Versões semelhantes foram publicadas em vários países da América Latina, em outras partes do mundo, como Israel e Malasia. Outro lado do debate estava Arne Astrup, um médico nutricionista de na Marques com uma tangetória longa na discussão sobre a obesidade, sim, de na marca de novo." Astrup escreveu que a definição de ultraprocessados é vaga e que as linhas entre ultraprocessado e processado não são claras, a firmoina que o Carzumpeiro trabalha com muitas hipóteses e pouca evidência científica concreta. E foi ainda mais longe. Em vista das preocupações, nenhum recurso adicional de pesquisa deveria ser gasto usando a atual definição de ultraprocessados. Esquisas futuras para criar uma nova classificação, a nova 2.0 deveriam ser baseadas em evidências. "In 2020, Arne Astrup renuncia um cargo na Universidade de Copenhade para sumir a vice-presidência da Fundação Novo Nordsky. E aqui, mais do que a geografia e a data, importam uma coisa simples e a temporal chamada dinheiro. Você pode não conhecer a nova Nordsky, mas com certeza conhece o produto mais famoso da empresa, o Ozenpink. Bem antes do Ozenpink estourar a nova Nordsky veio preparando o terreno. Praticamente todas as organizações chave da discussão sobre a obesidade, construindo o discurso de que obesidade é uma doença e, portanto, uma questão de medicamento. Não é difícil entender que a nova Nordsky tem todo interesse em desmontar a ideia de que obesidade é uma questão de alimento. Em 2025, no auge do Ozenpink, Arne Astrup queria reescrever a nova segundo os próprios critérios. Como é esperar, a Fundação Novo Nordsky era financiadora do projeto encabeçado por Susanne Bougill, ou E. Logo em seguida com vocatória da nova 2.0, Carlos Monteiro escreveu uma carta. Ele revelou ter recebido meses antes um convite para integrar iniciativa. Na época, ele falou imprivado ao vice-presidente da Fundação Novo Nordsky, que o projeto era um erro e determinou que não se utilizasse o nome nova. Agora, ele estava falando publicamente. Não use o termo nova no título ou nos objetivos de seu projeto. Não se refira o projeto como melhoramento da classificação nova. Não sugira que o projeto tem qualquer conexão com a nova ou com seus criadores. Em seguida, outros 90 pesquisadores escreveram uma carta em apoio a Monteiro e levantando preocupações com um conflito de interesses, já que a nova Nordsky tem um lucro evidente com tratamento da obesidade. Eles são tão mal preparados, que, por exemplo, era óbvio que eles um time que chamaram de nova 2.0. Eu já tinha dito em cruzíquese que não poderia usar esse nome. E nem usar o nome e alimento ultraprocessado e criar uma nova definição. Então, a gente realmente mal preparado. Mas, enfim, eu acho que assim, se fosse um grupo mais sofisticado, eles não fariam esses erros graços. Depois da reação negativa, a Fundação Nova Nordsky anunciou que estava simplesmente financiando um projeto que daria os consumidores o poder de fazer escolhas saudáveis. E eu sei que é chato repetir que a nova não nasceu com a intenção de ajudar a escolher um entre um agude com 10 auditivos e um outro com 9. A Susanne Bougue eu falou que estava abrindo um nome nova 2.0, mas que o projeto seria mantido. Alguns meses mais tarde, as 11 horas e 15 minutos de 28 de agosto de 2025, norário de Paris, o Congresso Internacional de Nutrição conheceu o Restrurtur. Ou restrutura na expressão em português. Um projeto muito disciplinar, cedeado na Universidade de Vernigen. A mesma do Vicenzo, o nosso cozinheiro no começo do episódio. O nome do simpósoio era assim, ultraprocessados e balança energético, mas do que apenas a composição do alimento? Uma de número de sessões destinadas a mostrar que no fim das contas, estamos falando só de alimentos com o encerço de sal, açúcar e gordura. Esqueçam a nova, esqueçam os ultraprocessados. Depois de alguns slide's da apresentando o grupo de pesquisadores, veja a imagem de Voldemort, o bruxo mais perigoso vilão máximo da saga Harry Potter. Assim adele a expressão, ultraprocessados, os alimentos que não podem ser nomeados. A foreira meio banal, Voldemort é um bruxo tão temido que quase ninguém usa pra não ser seu nome. Agora eu tenho uma certa dificuldade de entender onde os pesquisadores queriam chegar com essa comparação. Toda polêmica em torno dos resultados.
processados reside justamente no fato deles terem sido nomeados, nem mesmo os críticos têm medo de dizer esse nome. "Ai, Harry Potter está morto. Destitir em diante, depois estarão a sua fé. É mim." "Ai, Harry Potter está morto!" "Ai, Harry Potter!" "Ai, Harry Potter!" Bom, te contar que a gente procurou os responsáveis pelo "Restrutter" e por outras situações relatadas nesse episódio. Ninguém quis conceder a entrevista. Tem uma dupla de reportagens do Rodrigo Oliveira que a gente vai deixar aqui na ficha técnica caso você queira a Lei mais tarde. Mas bom, voltando lá no editor em Paris, os pesquisadores tentaram assumir o papel do Harry Potter. Eles partem do presuposto de que a aplicação da classificação nova é difícil e que o que se tem de evidência é que refrigerantes e carnes processadas são o problema e não os demais subigrupos de ultraprocessados. Além disso, na visão deles o que faz os ultraprocessados ser inocivos é a textura e não a composição. Portanto, o projeto se concentre em entender mais sobre os efeitos da velocidade e de mastigação. E aí, para testar esse Potter, eles fizeram um ensaio clínico, que é um estudo muito caro. Durante duas semanas, 39 voluntários receberam refeições com uma densidade energética semelhante e que eles pudiam comer a vontade, igual que foi feito pelo que é em roupa. A diferença fundamental é que essas pessoas ficaram a base de ultraprocessados, o que mudava era a textura para verificar se isso falter a quantidade de calorias consumidas ao longo do dia. E sim, altera. A dieta que exigiu uma mastigação mais lenta teve uma redução de 14% na ingestão de calorias. O que é de esperar mesmo, porque mais textura, te faz comer mais de vagar e prestar mais atenção na comida. Mas te faz comer melhor? O que me incomoda nesse experimento é que faz da comida uma ração e dos humanos ruminantes. Você sempre atenta essa altura pode estar se perguntando quem aqui banca um estudo tão caro e não é difícil descobrir que lá dentro, tão de novo, a Nestlé, a Unilever e a General Mills. Lembra delas? E esse não é o único evento contra a nova durante o Congresso de Nutrição em Paris. Depois de intervalo, a gente conversa mais sobre isso. O Jô e o Prato Cheio são mantidos com o apoio de organizações da sociedade que atua na promoção da alimentação adequada e saudável. A sete promoção da saúde, pórticos, oquefondation, fundação forte, institutivir aptângua e fundação em Rishbol são apoiadores regulares dos nossos projetos. Um artigo publicado em janeiro de 2006 foi baseado numa oficina realizada no ananterior. Esse artigo chama-se, ó. O princípio esguia para uma classificação de alimentos baseada em ciência com foco no processamento e na formulação. É um nome grandão para você que não está lendo, né? A gente vai distrinchar ele aos pouquinhos. O trabalho em questão foi financiado por uma organização supostamente sem fins lucrativos, que promove parcerias público-privadas. O projeto não declara quem são os financiadores indiretos, quais são as corporações por trás dessa brincadeira. Os pesquisadores falam em criar uma classificação com base científica, o que deixa implície ter a ideia de que a classificação nova não é ciência. Na apresentação em Paris, mais uma vez surgiram algumas analogias. Os pesquisadores estamparam quatro super heróis e prometeram fazer uma classificação que não se vale a de prefixos como ultra, super e maxim. Outros pontos fundamentais para fazer uma classificação, eles delencam que a associação em sem robusta evidência causar deveriam ser consideradas preliminares. O que pode parecer muito sensato, porque se você não tem prova de que algo faça mal, deveria tomar cuidado na forma como comunica sobre as hipótias. Mas na verdade, é um critério endereçado sob medida. O cigarro foi sujeito à políticas regulatórias, impostos, por ilissão de publicidade, etc. Sem que a gente sabe exatamente por que o cigarro causa tantas doenças. Pela razão muito simples de que construir uma relação direta entre cigarro e doenças, significaria trancafiar as pessoas durante 15, 20 anos, eu brigá-las a consumir dois maços por dia até que começassem a surgir doenças cardíacas e pulmonares. Então, isso na agredade, esse argumento de que você precisa me saiu clínico para você começar a fazer alguma política, isso é um paradigma emprestado da medicina e sobretudo dos medicamentos das vacinas e dos procedimentos médicos, tipos de cirurgia, etc. Porque, no caso de uma vacina, tudo que você precisa fazer é comparar e ficar a centro grupo que tomou e o grupo que não tomou. Em relação aos alimentos, é muito mais complicado porque a gente come dezenas de coisas por dia. Porque você não poderia manter voluntários durante um ano com uma dieta ultraprocessada, é, ticamente, não seria adequado. Então, quando você faz duas semanas, você está testando a causalidade do ultraprocessado com a pandemia de obesidade, não, você só está dizendo que em duas semanas consumindo essa dieta em vez da outra, pessoa consome mais 500 kg de olorias e ganha um quilo de peso e perde um quilo quando ela vai para dieta não ter processada. Só com esse estudo, você não prova que o ultraprocessado é o fator relacionado à avanço da obesidade, mas o conjunto das evidências te permitidos é que sim. Nessa hora, eu lembro do Mike Gibney, o pesquisador e landês, que tinha orgulho de um imingá horrível de microondas. E das dezenas de vez que eu vi pesquisadores do norte dizendo que não é possível que o gult o pão de forma seja um ultraprocessado não entra na cabeça deles. Então, quando vem uma crítica, ela, mas ela é muito, por que dentro dos alimentos ultraprocessados eu posso ter um com mais fibra ou com mais gordura. Se é um esforço de voltar com uma abordagem do nutriente, de olhar uma alimenta parte do nutriente, que não é a hipótese que a gente está trabalhando, de olhar a relação em para se saber de alimentos e padrões etéticos e desfechos de saúde. Então, os pesquisadores partem para essa história de estudar o subgrupos da classificação nova, ou seja, a comparar se o subgrupo de refrigerantes é particularmente mais nocivo que o subgrupo das bebidas láctias. Não em relação a uma visão geral de saúde, mas a desfecho específicos como problemas cardíacos ou diabetes. E aí é claro que você vai encontrar algumas diferenças. Além disso, tem muitas incoherências em relação a isso. Porque o pessoal em estudos que tesse tu é hipótese e aí diz, "eu mortes não têm relação com o diabetes, mas não". Isso do grupo, que são as sobremensas, que são preparações, o que está processado das ficas em azul, que eles mostram que não têm relação com diabetes. Se não tem pausa habilidade biológica alguma. Ou seja, é científicamente errado dizer que um produto com esse ácido de açúcar não tem nenhuma relação com diabetes. Me chama atenção que muitos pesquisadores do Norte não entendam que nessa hora estão dando marcha-rena a ciência da nutrição. Não é uma melhoria da classificação nova e sim um desmonte da cidade. Acho que precisamos dar um passo atrás e nos darmos conta de um milhão e a nova foi desenvolvida. Era dezembro de 2024. Donald Trump já estava eleito presidente, o FDA, agência e de alimentação de medicamentos dos Estados Unidos, convocou um debate sobre o conceito de outros processados. Quem está falando é a Lauren Oconner, que integrou comitantes especialistas em nutrição na nova edição do guia alimentar dos Estados Unidos. O nome dela me suou familiar. Ela consta da oficina promovida pelos pesquisadores responsáveis pelo artigo que abre esse bloco. Não só ela, também. Então lá a Susanne Bougall, da Malfadada, Nova 2.0 e o Stephen Ford's The Restrutor, uma espécie de internacional das repúblicas do ter processados. E foi no Brasil. O Brasil tem um cenário alimentar bem diferente do nosso. Bem, está em mudança, está vindo na nossa direção. Mas quando a nova foi desenvolvida, havia um cenário diferente. E eles também têm práticas colinárias do mesco diferentes. Escozinho muito em casa, a mais refeições em famílias. Não é o mesmo ambiente que temos nos Estados Unidos. Eu descobri muito muito, muito fortemente de que esse é o destino. Essa foi a resposta do Rafael Perez Escamília, da Escola de Saudia Pública de Aion. De que esse é o caminho? De que esse é o nosso estilo de vida, isso não pode ser alterado.
Ele falou, conhecer muito bem a realidade brasileira, a ponto de saber que hoje o Brasil não é a sessão, infelizmente. Isso é um problema global. Não problema do Brasil ou do México. É um problema global. Ele considera absurdo aceitar que os Estados Unidos estejam fadados a comer o traprocessar. Mas essa não parece ser a média entre os pesquisadores de lá. O representante do FDA disse logo de cara que não está nos planos nenhuma medida forte em relação aos ultraprocessados, porque seria inviável, dado que eles basicamente só comam isso. Eu acho útil a gente lembrar qual era o conceito que predominava antes da classificação nova e que na verdade continua sendo bastante usado. Un health foods, alimentos não saudáveis, mas pressão absolutamente vaga e difícil de comunicar com o público em geral. Imagina só se o guia alimentar, falar-se que a gente deve evitar alimentos não saudáveis. Eu poderia entender que se trata de um salgadinho, você de uma saída, esses cheios de açúcar, e outra pessoa poderia pensar na mandioca frita. Mas essa expressão tão vaga parece absolutamente confortável para pesquisadores que torcem o nariz para a classificação nova. O norte responde por apenas 20% da população mundial, o que predomina globalmente ainda é a diversidade. O mingau de microondas ainda bem não é o nosso parâmetro. Não quero redução de dano, eu não quero que a população coma ultraprocessados do bem. Quero que a população brasileira consiga arregra de ouro do guia alimentar a população brasileira, que ela com uma comida de verdade, que ela não apenas atra de se alimentar. Durante o Congresso em Paris, a Patricia questionou publicamente aquele grupo de pesquisadores que usou os quatro super heróis para tentar descualificar a nova. Faz parte de uma visão colonialista, disse que se você acha que tem direito de dizer o que querem, e ao mesmo tempo se serem super afendidos quando você falou a colher do naferida e diz "olha, o que vocês estão fazendo?" Se você é um questionado sobre isso, que eu prometo que eu questiono, se isso é preconceito, isso é uma visão colonialista. Se você acha que a gente está fazendo uma assistência de pior qualidade, a gente também acha que vocês estão fazendo uma assistência de pior qualidade. Mas vamos conversar de igual a igual. Eu vi um trechinho do vídeo em que o pesquisador fica realmente constrangido e diante do questionamento dela. Sempre que a gente ocupa com uma posição do privilégio, quando a gente se depara com um questionamento sobre isso, é desprefortável. E nessa hora, eu me lembrei de uma entrevista que a Maíra Matias, minha colega, fez em 2024 com o Chris Vantulliken, o autor do livro "Gente Ultra Processada". Eu sei que ele andou aparecendo recentemente aqui no Prato Cheio, mas tem um trechinho dessa conversa que eu acho importante você ouvir. Então, se você colocar dessa forma, era ser cuidadoso em como vou responder a isso. Eu acho que, sem sentido, se as notas colobalam, frequentemente, não tem respeito que deveriam pela ciência do seu. Então, acho que é uma pergunta desconfortável. E, por tanto, eu penso que isso foi realmente importante no primeiro artigo de Vonteiro. Foi uma ideia, uma ideia baseada em dados, você precisava ser testada. Ele disse que se tivesse apenas lido artigos crivindo em 2009 pelo Carz Monteiro, não teria seguido a gente. O que mudou sua visão sobre o assunto foram os estudos feito por Kevin Hall. Olha só como o assunto vai ficando ainda mais complicado. Logo no primeiro ano do governo Trump, o Kevin Hall renonciou ao cargo, alengando o que o ambiente tinha ficado irrespirável. Uma das razões era a tentativa do governo de interferir em um novo estudo sobre o traprocessado. Nesse caso, o governo queria a qualquer custo provar os problemas criados pelos ultraprocessados. O secretário de saúde Robert Kennedy Jr. iniciou mandado com uma posição firme em relação a esse assunto. Parecia uma oasis de sanidade no meio de um deserto antifascine negacionista. Mas foi dando pra ver que o traprocessado dele era meio diferente do nosso. No meio do ano passado, o governo Trump decidiu que precisava criar o próprio conceito de o traprocessado. Eles admitem que esse é um problema sério de saúde pública, mas avaliam que precisam de um conceito próprio. Em fevereiro de 2006, o boxeador aposentado Mike Tyson apareceu em rede nacional de televisão como garoto propagando a da mensagem do Kennedy Jr. Semanas antes, os Estados Unidos tinham lançado a nova edição do guielimentar, com uma mensagem quase familiar, quase. Evite alimentos altamente processados. Pera aí, altamente processado, quem é que está estudando alimentos altamente processados? Eu decidi ler as evidências científicas que o Comité Despecialista tomou como base pra escrever essas diretrizes. A parte sobre o traprocessados tem 39 referências, mais de 20 artigos científicos sobre ultra processados, ultra e não altamente nem super nem maxi. Eles levarem quantas principais evidências sobre o assunto, mas na hora de fazer recomendação a expressão traprocessado desaparece, a da lugar a usar altamente processados. É como se você fala se sabe aquele filme ótimo sobre bruxos, aquele lá sabe o "Ranger Pover". No uma das principais bases de artigos científicos, eu localizei mais de 2000 artigos sobre o traprocessados. O volume de evidências sobre alimentos altamente processados é 10 vezes menor, mas calma que pode piorar. A publicidade com MacThyson fala que alimentos processados matam. Uma mensagem não só absurda, como capaz de causar um enorme confusão. É o governo dos Estados Unidos, assumindo a mensagem de que a industrialização perce, independente da razão do processamento, é um problema. Depois do Natal de 2025, o vitênio de GERIO Genovese e continuou cozinhando o ministrôni de Climão. Ele e outros 400 pesquisadores decidiram fazer um abaixo assinado contra um comitê aberto pela Organização Mundial de Saúde. Eles se insurgiram em especial contra a presença do Carlos Monteiro, num grupo de trabalho que deve estabelecer diretrizes para políticas públicas relacionadas ao traprocessados. Esses pesquisadores classificaram como "inimaginável" a presença de Monteiro. Nos últimos 15 anos, ele tem sido um bico promotor internacional de sua própria invenção, com consequentes benefícios para sua presença internacional e seu apoio financeiro. Os pesquisadores dizem ainda que Monteiro rejeita publicamente qualquer mudança na classificação nova e usam como prova, como suposta prova, a carta na qual ele desautorizou a fundação novo nordes que essa é apropriada a teoria. O abaixo assinado foi postado no link redim por um pesquisador ligado à associação de lácte os dolanda, e logo abaixo ali na caixa de comentários uma pessoa deixou um. muito interessante. Essa pessoa é João Nornelas, presidente da Associação Brasileira da Inútil dos Três de Alimentos. Até a data de gravação desse episódio no começo de março de 2016, não existia nenhuma notícia sobre consequências desse abaixo assinado, aparentemente ele passou batido. O que não passou batido foi uma atitude de Vicenzo Foliano, não exatamente na cozinha. Em 2003 ele chegou a ser suspenso por 2 anos da Universidade de Vernegan. O reitor se disse chocado com a postura do professor, que havia sido advertido 5 anos antes, mas ainda assim continuou cometer uma fraude. Ele alugava o próprio nome em artigos científicos, pra uma universidade da Arabia Saudita. Era uma manobra, pra que essa universidade ganhasse mais pontos em termos de relevância acadêmica. O caso foi considerado um suborno. Vicenzo se saía e eu dizendo que coisas muito piores acontecem numa universidade. Então tudo bem. Eu sei que essa é uma zona cinzenta, entendo que existem colegas que prefiram não fazer isso. Também no final de 2025 a revista lança publicou uma série de artigos sobre o traprocessados. Essa série teve uma grande repercussão no mundo científico e entre as corporações do setor. Uma página especializada na indústria de alimentos publicou dezenas de textos nos dias seguintes. Um deles falou que era hora de parar de fingir que a nova não existe e defendeu abertamente a ver apenas dois caminhos. Ou reformular os produtos? Ou fabricar a própria evidência científica mostrando que esses produtos são benéficos. Acho que você já sabe qual o caminho que a indústria escolheu. A pesquisa pressa e episórica.
O áudio foi feita por mim em Jomperes com a ajuda de Rodrigo Oliveira, também foi responsável pelo roteiro e pela narração. A narração adicional foi feita por João Ambrose, o Lorena Tabosa e Vitor Oliveira. A Lorena Tabosa também faz a produção executiva do Prato Cheio, a equipe é composta por Maíra Matias. As trilhas é a edição de som, são responsabilidade de Vitor Oliveira, a divulgação é feita por Juliana Mastraspusa e Brenda Vidal. A equipe de arte se formada por Denise Matsomoto, Clara Borge e João Ambrose. Esse episódio foi gravado na conferir de sons charutos em São Paulo.
Podcast Summary
Key Points:
Viteenzo Foliano, um cientista de alimentos europeu, critica publicamente a classificação NOVA de alimentos ultraprocessados, criada pelo brasileiro Carlos Monteiro.
A classificação NOVA divide os alimentos por grau de processamento e foi desenvolvida para explicar o aumento da obesidade e doenças relacionadas.
Críticos, como Mike Gibney e Suzanne Boughe, questionam a validade da NOVA, enquanto defensores apontam viés colonialista e interesses da indústria alimentícia.
Um ensaio clínico de 2019 (Kevin Hall) confirmou que ultraprocessados causam ganho de peso independentemente do valor nutricional.
A indústria alimentícia tenta desacreditar a NOVA, propondo versões "2.0" que favoreçam seus produtos.
Summary:
O episódio aborda a controvérsia em torno da classificação NOVA de alimentos ultraprocessados, criada pelo brasileiro Carlos Monteiro. A NOVA divide os alimentos pelo grau de processamento e foi desenvolvida para explicar o aumento da obesidade e doenças crônicas. Críticos, como o cientista europeu Viteenzo Foliano e o professor Mike Gibney, argumentam que a definição de ultraprocessados é vaga e que a classificação é um exemplo de "ciência populista".
No entanto, defensores como a professora Patricia Jaime destacam que a NOVA foi validada por dezenas de metanálises e por um ensaio clínico de 2019, que mostrou que ultraprocessados causam ganho de peso independentemente do valor nutricional. O debate revela tensões coloniais: a NOVA, criada no Sul Global, enfrenta resistência de pesquisadores do Norte Global, muitas vezes financiados pela indústria alimentícia. 0" são vistas como apropriação indevida.
A indústria, que lucra com ultraprocessados, busca desacreditar a classificação, enquanto o guia alimentar brasileiro recomenda evitar esses produtos. O episódio destaca como a ciência pode ser influenciada por interesses econômicos e políticos, e como a inovação do Sul desafia paradigmas estabelecidos.
FAQs
A classificação NOVA divide os alimentos pelo grau e propósito de processamento, criada pelo professor Carlos Monteiro da USP. Ela busca entender o impacto do processamento na dieta e na saúde, especialmente o crescimento da obesidade.
Carlos Monteiro é professor emérito da Faculdade de Saúde Pública da USP e criador da classificação NOVA. Ele introduziu o termo 'ultraprocessado' para descrever formulações industriais com aditivos cosméticos.
São formulações de substâncias obtidas pelo fracionamento de alimentos in natura, contendo corantes, aromatizantes e espessantes. Exemplos incluem salgadinhos, biscoitos recheados, pães de forma e bebidas lácteas.
A indústria alimentícia e alguns cientistas, como Mike Gibney, criticaram a definição por considerá-la vaga. Além disso, houve resistência por ter sido criada no Brasil, refletindo visões colonialistas na ciência.
O ensaio clínico mostrou que pessoas ganharam peso com dieta ultraprocessada e perderam com alimentos in natura. Isso confirmou que ultraprocessados não são apenas desbalanceados nutricionalmente, mas estimulam o consumo excessivo.
Ela propôs uma 'NOVA 2.0' para refinar o sistema, separando 'bons' e 'maus' ultraprocessados. Carlos Monteiro criticou a ideia, vendo-a como uma tentativa de apropriação científica pelo Norte global.
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