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CEO Talks #341 – Canetas emagrecedoras e o futuro da saúde com a Novo Nordisk

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CEO Talks #341 – Canetas emagrecedoras e o futuro da saúde com a Novo Nordisk

A Novo Nordisk, empresa dinamarquesa centenária, consolidou-se como líder global em doenças crônicas, especialmente diabetes e obesidade, com mais de 70 mil funcionários e 50 milhões de pacientes beneficiados. No Brasil, sua operação é estratégica: a fábrica em Montes Claros produz 15% da insulina mundial e exporta para 70 países, além de um investimento de R$ 6 bilhões até 2028 para dobrar a capacidade e fabricar inovações como GLP-1 no país. A semaglutida, princípio ativo de Ozempic e Wegovy, revolucionou o tratamento, mas a expiração da patente no Brasil trouxe concorrência. A empresa vê isso como oportunidade de expansão, firmando parceria com a Eurofarma para distribuir versões alternativas e ampliar o acesso. Paralelamente, busca incluir a semaglutida no SUS, com proposta de redução de 59% no preço, o que poderia economizar R$ 450 milhões anuais, direcionada a pacientes com alto IMC e histórico cardiovascular. A pesquisa contínua foca em novas terapias com melhor tolerabilidade, preservação de massa magra e versões orais, já aprovadas nos EUA. A cultura organizacional, baseada no "Novo Nordisk Way", prioriza pessoas e pacientes, incentivando a inovação por meio do lema "ame a ideia por 5 minutos". A obesidade, que afeta mais de 70% da população brasileira, é tratada como doença crônica, e a empresa acredita que a expansão do acesso, tanto via SUS quanto parcerias, é essencial para transformar a saúde pública e a qualidade de vida.

Transcription

6235 Words, 34846 Characters

Portuguese
Boas-vindas e o Cenário da Saúde Atual Quando a gente fala de de prevenção, né? De de impacto cardiovascular, uhum fígado. Kim até tem, né? Quando a gente fala de tabagismo, claro, é alcoolismo. Então, assim, hoje o impacto é muito grande, mas a gente continua pesquisando, inclusive. Versões orais, né? Que já foram, já foi lançado nos Estados Unidos o igovi comprimido e que a gente agora tá aguardando aprovação da da Anvisa pra que a gente logo possa também trazer a inclusão da semaglutida é no âmbito público, ela pode trazer uma economia de cerca ali de 450000000 de reais por ano pro país. E a gente não fez assumissão, assumindo que todo paciente vai ter acesso. Então assim, é um paciente muito específico, né? É que tem 11 índice de massa corpórea mais alto, que teve um evento cardiovascular, né? Pra que a gente possa iniciar esse esse tratamento no âmbito do SUS. Pessoa 2 Olá, sejam bem vindos a mais um insights, o seu podcast semanal do Bradesco. Eu sou a Juliana maeda e hoje vamos falar sobre um tema que interessa a todos nós, saúde nos últimos anos, novos medicamentos, avanços tecnológicos e mudanças no perfil da população. Vem transformando a maneira como prevenimos e tratamos doenças, impulsionando o crescimento da indústria farmacêutica global e abrindo caminho para uma Nova Era de inovação no setor de saúde. Um exemplo disso é a centenária novo nordesk, que está ampliando sua operação no Brasil com a expansão da sua fábrica em Montes Claros, Minas Gerais, e os investimentos devem superar os 6 bilhões até 2028. Mas o que é que está por trás dessa expansão e quais são as tendências que estão moldando o futuro da indústria e o impacto dessas mudanças para a sociedade? Para conversar conosco sobre esses e outros temas, a gente recebe hoje no insights o diretor geral da nova nords, Alan finkel. Alan. Seja bem-vindo aos sites, obrigada pela sua presença. Pessoa 1 É um prazer poder estar aqui com vocês. Pessoa 2 Obrigada, Alan. E também está conosco, Eduardo malheiro, gerente do Bradesco global corporate, que acompanha esse setor de perto. Seja bem-vindo, Edu. Pessoa 3 Obrigado, um prazer estar com vocês aqui hoje. A História e o Impacto Global da Novo Nordisk Muito bom é a Allan no vonores é uma farmacêutica centenária, como eu já comentei, dinamarquesa, e que se transformou em uma das empresas mais importantes do setor de saúde. Globalmente falando, né? E tem um papel super importante. Acho que nos últimos anos é essa, essa importância, esse protagonismo é ficou ainda mais, é saliente. É tratando doenças crônicas que afetam milhões de pessoas no mundo inteiro. Então contextualiza para gente, para os nossos ouvintes, como que você descreve a descreveria no novo nordesc? Agora, hoje no mundo, alguns números principais, eu sei que devem ter muitos números. É pra gente entender a presença e a relevância global da nova nordsk. Pessoa 1 Então, de novo, obrigado Juliana, obrigado Edu. Um prazer poder estar aqui com vocês, compartilhar um pouquinho dessa história. É então a nova nossa. É uma empresa centenária, na verdade, Ela Foi fundada em 1923, então nós estamos falando já um pouquinho mais de 100 anos. É uma empresa que foi criada. Em paralelo com o descobrimento da insulina. Então é uma empresa que tem sua base no diabetes. Então, durante todos esses muitos anos, a gente é uma empresa que investe muito em pesquisa, em desenvolvimento, inclusive aqui no Brasil. A gente pode depois falar um pouquinho mais pra trazer inovação. Então hoje a vida do paciente com diabetes, ela é muito melhor do que a vida do paciente com diabetes a 100 anos atrás. A gente espera que isso seja ainda muito melhor nos próximos 100 anos. E também a empresa expandiu com a com a questão da obesidade, né, que também a gente pode falar um pouquinho mais. Então hoje a obesidade tem uma importância muito grande também, além do do diabetes. E a empresa também foca em outros doenças crônicas, como transtorno de crescimento e hemofilia. Então essas são as áreas que a empresa atua. Nós estamos falando de mais de 70000, é funcionários ao redor do mundo. Nós estamos falando de cerca de 50000000. De pacientes hoje que são atendidos pelos requentemente. Isso que são atendidos pelos medicamentos que se beneficiam, né? Com uma qualidade de vida melhor, com os medicamentos da nova anors. E como eu falei, a empresa é um dos grandes pilares, é pesquisa e desenvolvimento. Então a gente investe uma porcentagem bastante significativa, né? Do nosso faturamento. Para poder trazer inovação, que acho que é o que a gente vem vendo, né, nos últimos nos últimos 100 anos, para realmente mudar a qualidade de vida das pessoas. Expansão e Inovação da Novo Nordisk no Brasil Perfeito. EE Alan Oo Brasil é um dos principais mercados da novanortsk. Vocês tem feito essa expansão na fábrica de Montes Claros também, que tem gerado vários, vários frutos importantes aqui para operação local. É se você puder contar um pouco para nós sobre a operação brasileira da novanortsk e também as principais alavancas de crescimento. É da operação para o futuro. Pessoa 1 Hoje, a novo onors, que é para a gente poder contextualizar. A gente tem um escritório comercial aqui em São Paulo. A gente tem um centro de distribuição que faz a distribuição para as grandes redes, distribuidores, e a gente tem a fábrica da de Montes Claros. Talvez eu vou começar pela fábrica de Montes Claros, que acho que é o que mais está interessando nesse momento. É só para contextualizar a fábrica de Montes Claros. Ela é responsável. Por cerca de 15% de toda a insulina fabricada no mundo. Nossa, né? Então é, nós estamos falando de realmente de uma importância muito grande. Exporta para cerca de 70 países. Então ela sim, fornece para o Brasil, né? Hoje a insulina, que uma parte da insulina hoje, que é distribuída pelo SUS pela farmácia popular, sai da fábrica de Montes Claros, mas também ela exporta para cerca de 70 países. E quando a gente fala de exportação, se a gente pegar, né? A gente fala muito que o Brasil tem um déficit hoje da balança comercial, de exportação de produtos farmacêuticos. A novo tem um papel importante nisso, porque 20% de tudo que o Brasil exporta, quando a gente fala de produtos farmacêuticos, sai da fábrica de Montes Claros. Então é uma importância muito grande. E olhando pra frente, a gente recentemente anunciou um investimento de mais de 6 bilhões de reais. É o maior investimento numa planta fabril no Brasil. Então assim, a gente realmente tem muito orgulho. A gente está praticamente mais do que dobrando a fábrica. Então, a partir de 2028 a gente espera trazer as inovações, né? Tanto GLP um quanto inovações futuras da novo nose também. Pra serem fabricadas é aqui no Brasil. Então legal, mais uma vez é, é realmente pra nós, é, é, é muito orgulho poder poder ter essa fábrica e a gente falar que a gente tem essa fábrica no Brasil, né, no estado de Minas Gerais, e tem esse compromisso com o Brasil, né? Quando a gente fala, por exemplo, das canetas, né, de de insulina, é basicamente mais de 70% da caneta. Ela é brasileira, né? Da caneta de insulina ela é brasileira, né, porque. Porque a parte do do plástico que é utilizado na caneta dos insumos são brasileiros. Além, logicamente, de todo emprego direto e indireto que é gerado quando a gente fala do escritório comercial. Então a gente tem hoje esse escritório que fica na cidade de São Paulo. A gente faz pesquisa clínica no Brasil. Se a gente olhar é de 2000. Nos últimos 9 anos, nós estamos falando de cerca de 300000000 de reais que foram investidos em pesquisa e desenvolvimento no Brasil. Estamos falando aí de cerca de 5000. É pacientes que passaram por esses estudos. Então o Brasil hoje é um polo muito importante mundial, até pela diversidade que a gente tem. Então é um é um país aonde a gente realmente traz muito investimento em pesquisa também é pra pra ser feita a aqui no Brasil. Pessoa 2 De novas drogas? Pessoa 1 De novos medicamentos. Então hoje a gente já tá olhando, a gente já tem estudos aí dos medicamentos que a gente vai lançar daqui 5, 10. Pessoa 2 Anos, AI, que legal que. Pessoa 1 São testados aqui no Brasil. É pela pela oportunidade que a gente tem. Tem centros maravilhosos? É, tem cientistas maravilhosos, é. E uma diversidade que é bastante importante pra pra quando a gente fala de de estudo clínico. O Impacto da Semaglutida e a Concorrência no Mercado Muito legal. Bom, a gente não podia deixar de falar sobre a semaglutida, que é o princípio ativo da do usen pique e do egove, que transformou o tratamento de diabetes e também da obesidade. É, mas inspirou a patente no Brasil e eu queria ouvir diretamente de você, OOO, que que vocês é entendem como ações pra continuar liderando esse mercado? É, e claro, também a entrada de novos concorrentes é, quais são os benefícios que vocês acham dessa? É desses novos entrantes de mercado e dessa mudança regulatória? É que quais ações que a novo vai vai tomar? Pessoa 1 Acho que o primeiro é, eu queria falar que a gente tem um orgulho muito grande de ter sido líder quando a gente fala de tratamento pra obesidade, né? Então lá em 2016, quando a gente lançou saxenda, né? Foi um primeiro, né, um dos primeiros GLP, uns que a gente trouxe, que teve um impacto muito grande na qualidade de vida, na transformação. Depois com a entrada, né? Tanto do osempic quanto do igov. É, então isso realmente foi uma transformação muito grande. Quando a gente fala de obesidade, não sei se vocês sabem, mas mais de 70% da população brasileira tem sobrepeso de obesidade e nós estamos falando que uma parcela muito pequena, muito pequena é tratada hoje. Então, com a entrada de novos é é concorrentes, né? Trazendo a cemaglutida, a gente vê uma grande oportunidade. De expandir esse mercado. A gente já está vendo isso acontecendo esse ano, então esse mercado já está expandindo de uma forma muito grande. E pra gente acompanhar essa expansão, a gente fez uma parceria com a Eurofarma, né? Então hoje a gente tem uma parceria com a Eurofarma, que distribui 2 produtos é que são. Fabricados pela lovanorski, que é o povista e o extensor, né? A gente tem o osinpic e o igov, eles têm o extensor e o e o povista com o intuito de expandir esse mercado. Então a gente acredita que agora nós estamos diante de uma oportunidade. Aonde é o tratamento para obesidade vai estar disponível para muito mais pacientes que precisam ser tratados. Então essa grande é iniciativa, a gente quer fazer parte dessa expansão. Porque a gente realmente acredita. A gente viu o impacto que esses medicamentos que a semagutida teve na qualidade de vida, na transformação, né? É de hábitos de muitas pessoas. E a gente quer agora ver isso expandindo pra mais e mais pessoas no Brasil. E a gente acredita que não só a gente com o zenpic que o igov, mas também com a Eurofarma, a gente vai conseguir atingir mais esses pacientes e transformar a vida deles. Novas Terapias e Avanços no Tratamento da Obesidade Não perfeito. EE além da semaglutida, é a novo continua investindo em várias terapias diferentes. É de tratamento de obesidade? É, se você pudesse falar um pouco mais sobre é como que o que que difere essas terapias e tratamentos atuais de obesidade com as novas que a novo tem desenvolvido? Pessoa 1 Como eu falei quando a novo surgiu de pesquisa, né? E a gente continua pesquisando, então. A gente continua investindo muito, tanto em diabetes quanto em obesidade, outras doenças crônicas, como eu falei, e a hora que a gente fala de obesidade, a gente está cada vez mais buscando medicamentos. Que tem uma tolerabilidade melhor é que tem uma melhora, por exemplo, em em massa magra, que o paciente, né? Perca menos, é massa magra. É em na, na administração. Então hoje a gente tem medicamentos semanais. Quem sabe a gente possa ter medicamentos mensais no futuro, combinações, né? A gente tem a caglicema, que é uma Sema grutida, com um outro princípio ativo que a gente também está estudando e a gente pretende trazer para o Brasil é nos próximos anos. Então o que a gente está vendo é que cada vez mais nós vamos trazer medicamentos que vão é melhorar essa qualidade de vida de uma forma. Cada vez menor. Então, não só a perda de peso, porque a perda de peso é importante, mas é importante. A perda de peso com qualidade é da da massa que você perde com é efeitos positivos em outros marcadores cardiovascular. Renault, a gente já tem, a gente já tem isso hoje, né? A ser aglutida hoje já tem. É benefícios bastante significativos quando a gente fala de. De prevenção, né? De de impacto cardiovascular, uhum, fígado, rim, até tem, né? Quando a gente fala de tabagismo, claro, é alcoolismo. Então assim, hoje o impacto é muito grande, mas a gente continua pesquisando, inclusive versões orais, né, que já foram, já foi lançado nos Estados Unidos o igovi comprimido e que a gente agora está aguardando aprovação da da Anvisa para que a gente logo possa também. Trazer inovação é o DNA da empresa sim, né? Então a gente vê a perda da patente como oportunidade de expansão, mas ao mesmo tempo a gente continuar pesquisando para trazer essas inovações para os pacientes. Desafios e Oportunidades da Semaglutida no SUS Bacana e existe uma discussão sobre a ampliação do acesso desses medicamentos, inclusive no âmbito do SUS, né? O que que você acha que são os principais desafios para tornar essa esse? É esse ambiente um pouco mais, talvez fácil pra todos os pacientes entenderem, é. E como a gente consegue encontrar o equilíbrio entre é a sustentabilidade no longo prazo? Claro, a gente tá falando como, como você comentou, a obesidade tem que ser tratada como uma doença crônica, né? É EE. Como é que a gente consegue dar esse acesso maior? É vocês já. Vocês já têm experiência com o SUS, né? Com com a insulina? Pessoa 1 Então a gente acredita que o próximo passo é a inclusão da semaglutida é no SUS e a gente fez uma pela nova, pela nova. A gente então fez uma segunda submissão do igove é que é a semaglutida pra pra peso de peso, né? Que é o igov é pra reembolso no SUS através da conitec, né? É com uma condição comercial bastante importante, né? Uma redução de 59% é no preço do do do do produto, que a gente acredita que tenha realmente uma oportunidade grande. É, e agora a gente está aguardando essa análise. Em paralelo, a gente tem 2 iniciativas. É tanto no Rio de Janeiro quanto no Rio Grande do Sul, onde a gente já tem alguns pacientes no âmbito público sendo tratados. Com o igov isso para auxiliar, inclusive a própria decisão é da conitec, isso em parceria com o próprio Ministério da o Ministério da saúde. E a gente acredita, né? Se a gente olhar, até eu olhar aqui, porque eu acho que são números tão legais, né? Segundo tem o instituto, que se chama cordial, a obesidade gera hoje um custo anual de. Cerca aí de 45 bilhões, bilhões, quando a gente olha em 2033, esse número pode chegar. Pessoa 2 Por causa das doenças, das consequências. Pessoa 1 Tudo tudo, né? Tudo que tá em volta da obesidade. Nós estamos falando aí cerca de mais de 60 bilhões. Então a inclusão da semaglutida é no âmbito público, ela pode trazer uma economia de cerca ali de 450000000 de reais por ano para o país. E a gente não fez a sumissão, assumindo que todo paciente vai ter acesso. Então assim, é um paciente muito específico, né? É que tem 11 índice de massa corpórea mais alto, que teve um evento cardiovascular, né, pra que a gente possa iniciar esse esse tratamento no âmbito do SUS. Então a gente realmente acredita que essa esse é o caminho além, logicamente, da parceria que a gente fez com a Eurofarma. O outro caminho que a gente está buscando, então, é a questão do trabalho junto com o SUS. Pessoa 2 É que a população. Com sobrepeso e com obesidade é é muito grande, né? 70%. Pessoa 1 É EAEEA porcentagem hoje tratada é muito pequena, é muito pequena, né? Então a oportunidade é muito grande de fazer essa transformação. Então, óbvio, né, através da agrofarma, através de parcerias, mas sem a semaglutina está disponível no SUS, aí fica realmente bastante limitado. A gente tem uma expansão do do número de pacientes com acesso. Pessoa 3 É interessante. EEE pensando é na extensão desse benefício até do tratamento de longo prazo. Como que esses medicamentos, não só de obesidade, mas diabetes, estão posicionados nesse sentido? Pessoa 1 Acho que é importante falar que AA obesidade como a gente você mesmo citou. Ju a obesidade é uma doença crônica, né? Então ela deve ser entendida como tal? Óbvio que cada médico com seu paciente vai discutir o tempo, né? De tratamento, mas por ser uma doença crônica, ela precisa ser. Vista como uma doença crônica, né? Então acho que nessa discussão do médico, do paciente entender, entender qual é o tempo necessário dado a dado que que que existe essa doença, ela é crônica. Pessoa 2 Bom, a novo, que já estou chamando pelo apelido, passou por vários ciclos ao longo desses 103 anos de transformação em um setor bem dinâmico, farmacêutico que é investe muito em pesquisa. Os Pilares da Cultura Organizacional da Novo Nordisk É inovação. Como é que você trabalha, principalmente você que tá há muito tempo no setor, na empresa? É pra preservar essa cultura, principalmente uma cultura empresarial de um país tão diferente do nosso, né? É, e ao mesmo tempo mantendo a capacidade de inovar e também de se reinventar a todo tempo. Pessoa 1 Esse é um tema que eu adoro, né, quando a gente fala de. De cultura, primeiro lugar, AA novo é o Pilar central da nova. A gente chama de novo onords squway, que é a maneira que a gente trabalha dentro da nova e a hora que a gente fala do novo. Onords squway 2 pilares são muito importantes, que são as pessoas e os pacientes. Então, indiferente do que a gente vive, de mudanças, de novos medicações, de concorrentes entrando de desafios, pessoas e pacientes, está sempre no centro do que a gente faz. E eu tenho 11. Teoria é de que não existe resultado, o Pilar resultado, ele não funciona se você não tem antes o Pilar cultura muito bem estabelecido. Então toda vez que a gente estuda o Pilar negócio, até para a gente depois ter o Pilar reputação, né? Porque é uma consequência, ele precisa ter o Pilar cultura muito forte. Isso a gente trabalha indiferente do que a gente está vivendo. Então a gente. Faz sempre com funcionários. Todo ano a gente faz uma avaliação do que está funcionando, o que não está funcionando, que pilares culturais básicos da empresa. A gente está indo bem, onde a gente não está indo bem. E como é que a gente pode se adaptar? Lógico, a hora que você tem 11 cenário diferente, com competidores entrando, lógico que a gente tem que mudar a maneira que a gente está fazendo e eu vejo isso com bons olhos. Né, olhar estruturas comerciais, mais agressividade, é inovar, né? Então isso faz parte, mas o Pilar central, que é o respeito às pessoas, é aos pacientes escutar, né? Esse a gente não muda, isso não vai mudar muito nunca, né, porque isso sustenta tudo e tem um lema dentro da novo que eu tenho um baita orgulho, que chama ame a ideia por 5 minutos, que eu acho que isso descreve muito a questão cultural. Porque a gente é. Eu já vivi muitos momentos nos quais a gente tem funcionários trazendo ideias e o primeiro momento a gente fala, não, isso aqui não funciona. Ano. Pessoa 2 Novo. Pessoa 1 Não, isso no mercado farmacêutico não pode. Isso faz com que aquele funcionário, aquela funcionária, para que que eu vou trazer alguma ideia se ele sempre me cortam? Então, na novo a gente põe a mão no coração, faz um sinalzinho e fala, vamos uma ideia por 5 minutos. A ideia é escutar. Entender essa ideia. Muitas vezes essa ideia é implementada exatamente Como Ela É trazida, mas certamente, se ela não for implementada daquela forma, aquela ideia vai servir para gente fazer um piloto, algum ajuste. A gente vai errar eventualmente e a gente vai aprender. Então essa para mim é muito importante, acho que é um descreve um pouco. Da cultura que a gente vive dentro da nova indiferente, né? Se a gente tá sozinho no mercado, se a gente tá com o concorrente, chamar as ideias, respeitar o outro, ter o paciente no centro de tudo que a gente faz, isso não muda. Estratégias para Captar e Desenvolver Talentos EEE nesse contexto de é cultura organizacional, né? Nesse tema de cultura organizacional é também é. Me vem à à mente aqui a questão de. É de de captação e retenção de talentos, né? Então, se eu pudesse compartilhar um pouco quais são as estratégias da novo hoje para captar talentos e é de alguma forma formar lideranças. É depois para conduzir os processos de transformação da da companhia no futuro. Pessoa 1 Primeiro, acho que depois de tudo que a gente falou da novo, hoje a gente tem uma quantidade grande, né? De profissionais querendo vir trabalhar com a gente, então acho que a hora que a gente abre uma posição é muito orgulho ver. A quantidade de currículos que a gente recebe, né? Então isso é um isso é um ponto. Acho que é muito, muito gostoso, né? É o segundo ponto, a hora que a gente traz esse funcionário, essa funcionária para dentro da empresa, é garantir que haja um grande desenvolvimento, que essa primeiro que essa pessoa consiga ser quem ela é, né? Que a gente aceite, né, é a diversidade, inclua a diversidade aqui. Quando eu falo de diversidade, não é somente homem, mulher. Né, de raça é de é, de origem, é, de experiência, é de é, enfim, né? Diversidade geral, EEEE, quando a gente consegue incluir a gente, certamente faz com que essa pessoa, hora que ela entra no novo, ela se sinta parte daquilo, né? Então isso pra mim é muito importante. Segundo a entender como é que a gente pode alinhar os interesses do funcionário da funcionária com a empresa. Né? Como é que a gente faz com que essa pessoa sinta se motivada pra desenvolver aquele trabalho? Tem pessoas que querem se desenvolver e crescer, então como é que a gente trabalha pra que isso aconteça sempre numa conversa muito transparente? É, né, a gente tem 1111 processo de desenvolvimento, né, de de de profissional, que a gente discute todo ano e ele é um documento vivo na qual a gente vai atualizando, então é fazer realmente quando a gente traz AA alguém pra empresa, não é pra um projeto. Né? É pra é pra uma carreira e a gente realmente vive isso, porque a gente acredita. E eu tenho um orgulho muito grande hoje de ver líderes que trabalharam comigo, né, liderando a organização, seja Na Na nossa área Internacional, em Zurique, seja na Dinamarca, seja no México, seja no Panamá. Então, assim, são pessoas que trabalharam comigo, né, no passado, aí nos últimos 11 anos que eu estou, que eu estou na novo e que se desenvolveram. Então acho que esse é o maior orgulho. Eu falo muito de que se. Eu provavelmente perguntar pro meu chefe ou pra algum líder da empresa qual foi o resultado financeiro do ano anterior. Certamente eles não vão lembrar. Eles vão estar preocupados com o que está acontecendo financeiramente esse ano e eventualmente já pensando no próximo. Mas se eu perguntar das pessoas que a gente desenvolveu, onde elas estão, certamente todo mundo sabe. Então isso é muito importante. Óbvio que a gente tem que atingir o resultado, entregar, né? Pros pros nossos acionistas, isso faz parte. Mas através realmente das pessoas e da questão cultural. Então acho que esse é o esse é o é, é como a gente trabalha dentro da nova. Pessoa 2 Muito bom. O Futuro da Pesquisa e Desenvolvimento com IA Dá pra ver que isso brilha seus olhos mesmo. E eu queria já falar um pouquinho mais sobre o futuro. É claro, vocês têm essa atuação bem relevante em diabetes, tratamento da obesidade e doenças cardiovasculares? É, mas. Dá um spoiler pra gente, o que que empolga vocês Na Na nas próximas décadas? É na área de pesquisa e desenvolvimento. Pessoa 1 Então assim, tem muita coisa pra vim. Então se você olha né, a lista de quando a gente fala de pipeline, né, que são os produtos que estão vindo tanto fase um, que é aquela primeira fase, né, de pesquisa, fase 2, fase 3, você olha e fala, nossa, é muita coisa. É incrível, né? Então assim, tem muita coisa pra vim, mas talvez o que mais me empolga. É poder trazer esses medicamentos mais rapidamente e mais assertivamente pro paciente. Então, de uma forma geral, a gente estuda cerca de 10000 moléculas pra depois de 1015 anos, passando por todos esses estudos, trazer uma pro mercado, né? Pro paciente de 3 que você traz pro paciente apenas uma, acaba virando um blockbuster, né? Então assim é, é um é um negócio de muito, de muito risco. Agora, quando a gente fala de inteligência artificial, isso já está acontecendo. A gente está conseguindo primeiro ser mais assertivo nas moléculas. Então fazer com que a gente não precisa estudar 10000 moléculas. A gente estude uma quantidade menor de moléculas, porque a gente tem uma assertividade maior e com essa assertividade maior, que a gente reduza o tempo de pesquisa. Então o sonho é não não demorar +10, 12 anos para trazer um medicamento, trazer 5 a 4 anos. Então EE cada vez mais individualizar, nem todo medicamento serve para todo mundo. Acho que seria muito legal, né? Se você é for é tomar os empique, o igov ou alguma insulina, você saber que aquele medicamento funciona para você. Pessoa 2 Né na dose? Pessoa 1 Na dose certa para você? Então acho que esse é o grande sonho, né? A gente poder estudar menos, ser mais assertivo, trazer. Essas inovações mais rapidamente para os pacientes e de uma forma mais individualizada e mais assertiva. No âmbito da da fábrica de Montes Claros. A gente já utiliza inteligência artificial para reduzir o número de de de produtos que são descartados. Então a gente também tem uma assertividade é muito maior. Então acho que é onde, né? Eu estou realmente muito interessado e eu acho que é muito legal são essas áreas, porque AA medicação vai vir. A inovação está ali, a gente está pesquisando, tem muita coisa legal, eu quando vou pra Dinamarca. É muito gostoso conversar com esses cientistas, inclusive AA cientista que criou, né, que desenvolveu o usempic weegov, né? Tive a oportunidade de conversar com ela. E ela fala muito de inteligência artificial, né? Do quanto a gente está inovando nessa área. Então acho que é pra mim é por aí. Pessoa 3 Legal EE nesse apanhado de cultura, inovação, transformação. Lições de Liderança e Engajamento Social de Allan Finkel É, a gente não pode deixar de citar a sua a sua trajetória na novanorski, que é uma das das principais companhias do ramo farmacêutico aqui No No Brasil, né? É se você puder compartilhar um pouco mais dos dos aprendizados dessa trajetória e também um pouco da da sua história No No instituto fazendo história também. Pessoa 1 Tá, acho que a primeira é voltar um pouco da questão de cultura. Então, o grande aprendizado que eu tenho é que é indiferente de onde a gente tá, sempre usar o Pilar cultura, né? Eu tenho uma rotina de sempre, tá? Com algum funcionário da empresa, né? É um almoço ou um café, então eu faço cafés, né, periodicamente pra poder escutar. Então esse trabalho eu eu aprendi na novo quando eu entrei em 2015, e eu venho fazendo isso com muita frequência, seja quando eu fui pra LATAM eu fiquei 6 anos também responsável pela pela América Latina. Agora a partir de janeiro volto pro Brasil em função de uma mudança, né, de estrutura da da empresa. Então é ter essa oportunidade de escutar pra mim é e tá próximo. Né? Do do, do do paciente, do do paciente, do do do médico e do dos funcionários. Para mim é é bastante importante, né? É, e eu acho que a é. Acho que os grandes líderes são aqueles que conseguem ter essa proximidade e poder e poder escutar, né? É outro aprendizado que para mim é acho que é muito legal comentar. Porque quando lá em 2016 a gente resolveu trazer o saxenda para o Brasil, a nova ainda ainda era. Era uma empresa praticamente focada em diabetes e eu fiz uma apresentação, né? Na pra pra pra corporação naquele momento. E a gente acabou voltando com 11, investimento muito pequeno para lançar saxenda no Brasil, porque a empresa não via obesidade naquele momento como uma grande oportunidade no Brasil, no Brasil e no mundo, né? Os Estados Unidos lançou, o Brasil lançou. Né? Inclusive, o Brasil acabou vendendo o saxen da em volume. Muito mais do que os Estados Unidos, né? Até pelo grande mercado que a gente tem de obesidade. Mas talvez o aprendizado aqui é da da persistência, da resiliência, né? De quando a gente realmente acredita, né? De que a gente é possa fazer uma mudança na vida do paciente. E a gente tem isso claro, da gente não desistir fácil. É a mesma coisa com o projeto de Eurofarma, né? É uma inovação pra novo fazer uma parceria, né? Isso exigiu, lógico, muita resiliência pra gente mostrar que era um caminho importante pra aumentar o acesso do paciente. Então eu eu tenho muito orgulho de poder ter feito parte dessa história e de novo com uma cultura muito forte, né, que as pessoas pudessem possam amar as ideias por 5 minutos e não ficar matando todas as ideias que vem. Então a gente não teria nem chegado próximo da onde a gente tá, o instituto fazendo história, é? É um instituto que é é que tem 20 anos de existência. Inclusive no ano passado a gente comemorou 20 anos. É, e a gente trabalha com crianças e adolescentes. É em acolhimento institucional, né? Então, desde aquele bebê que foi abandonado pelos pais, como é que a gente pode trabalhar a família pra tentar uma reintegração ou. Eventualmente uma adoção ou uma família acolhedora. Enquanto a gente faz esse processo, se AAAA criança vai é pra um, pra um abrigo. Como é que a gente trabalha essa criança pra que ela entenda sua história, pra que possa isso ajudar essa criança eventualmente numa adoção? E caso isso não aconteça, como é que a gente trabalha esse adolescente pra quando ele ser adolescente completar 18 anos, ele ou ela possam? Aí pro mundo buscar um emprego, saber pegar um ônibus, né? Então esse é um grande trabalho, eu tenho um orgulho muito grande. Eu tô no conselho do instituto, fazendo história há 13 anos, há 3 anos eles me convidaram pra assumir a presidência do conselho. EE, é um trabalho lindo, né? Eu falo muito que é é uma gota no oceano, né, porque acho que a oportunidade é muito grande, mas se a gente pegar várias gotas, certamente a gente vai unir esse oceano e transformar a vida dessas crianças. E fazer com que, né? Quando a gente olha que a gente consegue inverter, né, hoje, praticamente 90% das crianças que a gente trabalha acabam de alguma forma conseguindo depois, né? Aquelas que não vão para uma adoção, que né, que ficam nos abrigos, acabam conseguindo um trabalho significativo, né? Então é muito gostoso poder deixar esse legado. Pessoa 3 Parabéns pela iniciativa. Recomendações Culturais e Encerramento do Episódio Obrigado. Pessoa 2 Não e 2 papéis de liderança muito, muito relevantes. Agora eu quero saber. Se você tem tempo para leituras, assistir filmes, é para você poder dar uma dica, porque a gente tem uma tradição aqui no insights de pedir. Uma dica cultural é se é que sobra ainda tempo para o Alan conseguir e depois também eu vou pedir para o Edu. Pessoa 1 Lógico é, acho que tem 2 coisas que, diferente do meu trabalho na novo é estar com a minha família. Fazer meu esporte e qual que é o? Pessoa 2 Esporte. Pessoa 1 Eu faço, eu adoro correr e jogar tênis, adoro correr e jogar tênis, né? Então faço musculação, enfim, mas acho que é importante estar ativo, esse é o meu, né? É, a gente fala que a gente tem que ter o nosso momento de balcão, né, que é, né balcon time, né? E tem muita gente, cada um tem o seu balcon time, meu balcon time é de manhãzinha já fiz hoje né, já fui pra pra academia, já chego aqui renovado e esse final de semana é eu tive a oportunidade de assistir. Junto com a minha esposa. Um filme que não é novo, né? O estrelas Além do Tempo, né? Que é a história de 3 mulheres negras da nasa. Pessoa 2 Astronauta. Pessoa 1 Astronauta, não. Elas são cientistas. Não, elas são cientistas. E que elas super inteligentes. É uma história real, né? Elas são super, super inteligentes. Elas viam uma transformação enorme em como a nasa poderia atingir o objetivo, mas em função da etnia delas. De serem mulheres. Elas não tinham oportunidade e de uma forma é inteligente, invisível, né? Elas conseguiram revolucionar, né? E pra mim, 111 das cenas do filme que me chama muita atenção é quando uma delas, porque Pra Elas poderem assumir uma posição maior, elas tinham que fazer um curso em uma universidade nos Estados Unidos. Só que essa universidade só aceitava branco e Ela Foi diante do juiz. E a maneira como ela usa os argumentos pra convencer o juiz, ela tocou o juiz no coração de que ela precisava fazer parte daquela universidade e o juiz autorizou e fez. Foi uma das primeiras mudanças nos Estados Unidos naquele momento pra que ela pudesse fazer parte disso. Então eu reflito muito isso, né? Do ponto de vista de como a gente trabalha na empresa, de que a gente quando a gente falou de resiliência, né? De acreditar, de ter argumentos. Bons pra gente conseguir fazer essas transformações. E a segunda é como elas tinham uma visão, né? Na verdade tinha um computador, um software da IBM que estava chegando e a substituir o trabalho delas e como elas rapidamente foram entender como que era esse software, como era esse sistema. E elas viraram expernice e conseguiram, né? Indiferente da da origem, diferente da etnia, conseguiram mostrar o poder que elas tinham e elas conseguiram um resultado maravilhoso. Então pra mim? Eu assisti. Pessoa 2 Bem parecido com a nossa realidade hoje, né, com a inteligência artificial. Pessoa 1 Exato de como a gente pode, né? Entender e usar isso ao nosso, ao nosso favor. Então me veio me veio esse esse filme justo esse fim de semana, apesar de não ser um filme novo, mas acho que tem muito paralelo com a vida corporativa. Pessoa 2 Muito bom e Edu, qual que é a sua dica para a gente hoje? Pessoa 3 Ah, que bacana. OA minha é um livro do Dan é Dan ariele que chama the honest two about desonesty. É e é um livro que faz uma reflexão moral sobre integridade e o auto engano consciente? Muito bom. Pessoa 2 Obrigada pela dica. E esse foi mais um episódio do insights do podcast do Bradesco e eu tive o prazer de conversar com Alan think you, diretor geral da farmacêutica novo nordesk no Brasil. Alan, muito obrigada pelo papo. Pessoa 1 Obrigado, agradeço. Foi um enorme prazer. Obrigado Ju pela condução. Edu pela participação junto. Adorei estar estar com vocês. Obrigado. Pessoa 2 Obrigado. E eu também quero agradecer Eduardo malheiro, gerente do Bradesco, Globo corporate e Edu. Obrigada. Pessoa 3 Eu que agradeço um prazer estar com vocês. Pessoa 2 Perfeito. E você que nos acompanha já sabe, tem sites novo toda semana nas principais plataformas de áudio, vídeo e no Instagram, no perfil podcast ponto em sites. Siga a gente, fique por dentro das gravações, dos bastidores e muito mais, até tchau.

Podcast Summary

Key Points:

  1. A Novo Nordisk, fundada em 1923, é uma farmacêutica centenária focada em diabetes, obesidade e outras doenças crônicas, atendendo cerca de 50 milhões de pacientes globalmente.
  2. A fábrica em Montes Claros (MG) produz 15% da insulina mundial, exporta para 70 países e representa 20% das exportações farmacêuticas do Brasil; um investimento de R$ 6 bilhões até 2028 dobrará a planta.
  3. A semaglutida (Ozempic e Wegovy) transformou o tratamento de obesidade e diabetes, mas a perda de patente no Brasil levou a parcerias, como com a Eurofarma, para expandir o mercado.
  4. A empresa busca incluir a semaglutida no SUS, com uma redução de 59% no preço do Wegovy, visando economizar R$ 450 milhões por ano, focando em pacientes com alto IMC e eventos cardiovasculares.
  5. Novas terapias em desenvolvimento incluem medicamentos com melhor tolerabilidade, preservação de massa magra, versões orais (já aprovadas nos EUA) e combinações como a CagriSema.
  6. A cultura organizacional da Novo Nordisk prioriza pessoas e pacientes, com o lema "ame a ideia por 5 minutos", incentivando inovação e escuta ativa.

Summary:

A Novo Nordisk, empresa dinamarquesa centenária, consolidou-se como líder global em doenças crônicas, especialmente diabetes e obesidade, com mais de 70 mil funcionários e 50 milhões de pacientes beneficiados. No Brasil, sua operação é estratégica: a fábrica em Montes Claros produz 15% da insulina mundial e exporta para 70 países, além de um investimento de R$ 6 bilhões até 2028 para dobrar a capacidade e fabricar inovações como GLP-1 no país. A semaglutida, princípio ativo de Ozempic e Wegovy, revolucionou o tratamento, mas a expiração da patente no Brasil trouxe concorrência.

A empresa vê isso como oportunidade de expansão, firmando parceria com a Eurofarma para distribuir versões alternativas e ampliar o acesso. Paralelamente, busca incluir a semaglutida no SUS, com proposta de redução de 59% no preço, o que poderia economizar R$ 450 milhões anuais, direcionada a pacientes com alto IMC e histórico cardiovascular. A pesquisa contínua foca em novas terapias com melhor tolerabilidade, preservação de massa magra e versões orais, já aprovadas nos EUA.

A cultura organizacional, baseada no "Novo Nordisk Way", prioriza pessoas e pacientes, incentivando a inovação por meio do lema "ame a ideia por 5 minutos". A obesidade, que afeta mais de 70% da população brasileira, é tratada como doença crônica, e a empresa acredita que a expansão do acesso, tanto via SUS quanto parcerias, é essencial para transformar a saúde pública e a qualidade de vida.

FAQs

O Brasil é um polo importante para pesquisa clínica devido à sua diversidade populacional, centros de pesquisa de alta qualidade e cientistas renomados. A empresa investiu cerca de 300 milhões de reais nos últimos 9 anos, envolvendo aproximadamente 5 mil pacientes em estudos de novos medicamentos.

A empresa está pesquisando medicamentos com melhor tolerabilidade, que preservem massa magra, e possam ser administrados mensalmente. Também há a caglicema, uma combinação de semaglutida com outro princípio ativo, e versões orais, como o Rybelsus comprimido, já lançado nos EUA e aguardando aprovação da Anvisa.

A perda de patente é vista como uma oportunidade para expandir o mercado de tratamento de obesidade. A empresa firmou parceria com a Eurofarma para distribuir versões alternativas (Povista e Extensor) e continua investindo em inovações para manter sua liderança.

A Novo Nordisk submeteu o Wegovy para reembolso no SUS via Conitec, com uma redução de 59% no preço. A proposta foca em pacientes com alto índice de massa corpórea que tiveram eventos cardiovasculares, e a empresa estima uma economia de 450 milhões de reais por ano para o país.

A fábrica é responsável por 15% da insulina mundial e 20% das exportações farmacêuticas do Brasil, exportando para cerca de 70 países. Além disso, mais de 70% dos componentes das canetas de insulina são de origem brasileira, gerando empregos diretos e indiretos e fortalecendo a cadeia produtiva nacional.

A empresa trata a obesidade como uma doença crônica, o que significa que o tratamento deve ser visto como contínuo. A discussão sobre a duração é feita entre médico e paciente, mas a abordagem é focada em benefícios de longo prazo, incluindo efeitos positivos em marcadores cardiovasculares, renais e hepáticos.

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