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Centrão pisca, mas ainda não se encanta com Lula 4

51m 32s

Centrão pisca, mas ainda não se encanta com Lula 4

The transcript is a Brazilian news program covering three main stories. It begins with a Crown Coins Casino advertisement promoting sweepstakes-style play with a sign-up bonus code. The program then examines the political obstacles facing President Lula as he assembles his new government. Congress is dominated by right-leaning and centrist parties, and Lula's emissaries are negotiating with party leaders, offering ministries in exchange for support. However, analysts note that many ministries lack budgets, and Congress has controlled parliamentary amendments for over a decade, limiting the government's leverage. Lula is expected to announce his ministerial team by December 5 and plans to engage directly with the Senate and Chamber presidents, demanding party loyalty in exchange for cabinet seats. Analysts caution that the new Congress will be more conservative and that the opposition, though disorganized after recent defeats, may regroup. The program also covers difficulties implementing campaign promises, including possible delays to tax reform, legal battles over the betting-site ban, and business-sector resistance to the 6x1 work-scale amendment. Finally, it reports on Paraguay's institutional crisis: President Santiago Peña was impeached and arrested amid the Banco Ueno scandal, with Vice President Pedro Alliana taking office and analysts framing the events as a political maneuver involving former president Horacio Cartes.

Transcription

7053 Words, 41407 Characters

English
Speaker 1crown coins
Speaker 2casino
Speaker 1winning never sounded so good what would you do if you want big at crown coins casino real people win real prizes every single day hi this is chelsea from dallas i just hit the jackpot won over 1,500,000 visit crowncoins.com sign up in seconds enter code crown and get a free lucky wheel bonus you may win up to 10,000 sweeps coins crowncoins.com that's c-r-o-w-n coins.com no purchase needed code valid for new users only void were prohibited by law 18 plus terms and conditions apply crown coins casino hola boa noite esta é a cnn
Speaker 3brasil e este é o ww lula 4 já está em campo para tentar contornar um dos principais fatores de instabilidade no próximo governo congresso nacional dominado como se sabe pela direita e pelo centrão as conversas conduzidas até agora pelos emissários de lula com os partidos apontam que eles oferecem o que não podem dar um ajuste fiscal eficiente por exemplo já cobrado pelos políticos nessas conversas ou emendas parlamentares que estão sob controle do próprio congresso há mais de 10 anos e principalmente ministérios oferecidos pelo pt como trunfo mas que salva algumas exceções são vistos como um presente de grego pois em sua maioria não tem orçamento para executar e os que tem orçamento para executar acabam ficando para o pt a dificuldade de lula 4 hoje para organizar uma base aliada em um ambiente hostil como o próximo congresso não é só culpa de lula mas a disfunção de nosso sistema político onde faz com que deputados e senadores entendam que não dependem do presidente da república para fazer girar a engrenagem da política e prefiram na prática se manter como deputados e senadores do que ter que virar ou ser um ministro de estado sem orçamento para executar nessa edição a gente fala também das eleições do lula para implantar algumas das suas maiores bandeiras eleitorais e da crise bancária no paraguai que levou a impeachment e agora a noite a prisão do ex-presidente santiago pena nessa primeira metade do jornal está conosco o cristiano noronha cientista político e vice-presidente da consultoria arco-advice nossa parceira de conteúdo do site do ww bem-vindo crise
Speaker 4e obrigado caro obrigado pelo convite prazer tá aqui
Speaker 3com vocês lá em brasília juçara soares também muito bem-vinda juçara e amigo na avenida paulista thais herédia bem-vinda thais vamos lá dos desafios do lula 4 é a relação com o congresso nacional depois de um terceiro governo com muitas turbulências no legislativo planalto busca agora ter garantias de apoio de partidos do centrão para ceder ministérios e outros postos importantes a reportagem de thais
Speaker 5medeiros a previsão é que lula apresente os nomes da nova equipe ministerial até o dia cinco de dezembro na distribuição e deve ficar com três pastas republicanos união brasil pp e psd com duas cada mas o cenário ainda pode mudar diante do andamento de negociações e do compromisso dos possíveis indicados diante do tamanho da articulação o pt acredita na capacidade de formar uma maioria no congresso e entrevista a o secretário de comunicação da sigla defendeu que isso no entanto virá a depender
Speaker 6da pauta é possível é construir maiorias é possível eu penso que ela se dará mais é sobre os assuntos sobre os temas específicos não a maioria é estanque é parada fixa lula
Speaker 5também mira na cúpula do congresso para garantir mais estabilidade entre executivo e legislativo o planalto pretende abrir espaço para negociações dos presidentes do senado davi alcolumbre e da câmara ugumota a intenção é conversar diretamente com ambos para ajudar na formulação da esplanada mesmo assim o centrão não deve ter vida fácil nas negociações com o governo para garantir espaço na esplanada essa é a percepção interna entre aliados o presidente lula que promete dificultar as exigências para ceder as vagas a ideia do planalto é de uma espécie de comprovante de entrega de votos quem der mais trabalho terá as maiores pastas com isso o governo espera manter uma base mais coesa e assim calcular mais facilmente a dificuldade de aprovação de propostas prioritárias lula quer evitar a fragmentação vista durante seu terceiro mandato em diversos momentos o planalto teve rixas com o congresso e lidou com fortes derrotas o próprio presidente tem feito questão de ampliar o discurso publicamente porque a partir de agora o presidente tem feito questão de ampliar o discurso publicamente
Speaker 7porque a partir de agora além da casa civil o lulinha vai ser fiscal sabe do cumprimento de cada coisa que a gente aprovar aprovou uma coisa eu quero saber data de entrega eu quero saber quanto tempo quem não quiser fazer cai fora cristiano
Speaker 3que esperar aí dessa relação lula 4 com o congresso
Speaker 4bom é caiu uma relação obviamente é um tanto quanto complicada o perfil que o que especialmente o senado né acabou elegendo é mais de maioria é de centro-direita o pl por exemplo tem vai contar com 29 senadores então essa é a relação mais complicado o lula elegeu no caso da câmara dos deputados de partido de esquerda que apoiaram o presidente nessa eleição ele geram 124 deputados e apenas 16 senadores é do total de 81 então eles vão precisar ele vai precisar muito do centrão para formar uma maioria constitucional na câmara e mesmo com o centrão no senado com esses partidos de centro o governo não vai ter uma maioria constitucional ele vai ter com cerca de 44 votos no senado o que pressupõe aí uma governabilidade é mais complicada mais difícil negociado tema tema a tema né e isso vai também exigir uma participação mais direta do presidente da república nessas negociações coisa que a gente viu ao longo desses últimos quatro anos que o presidente acabou se distanciando
Speaker 3bastante agora Jussara é nas conversas o Edinho né o presidente do PT Edinho Silva que está conduzindo essas conversas com os dirigentes partidários e os relatos que a gente tem de uma exigência de votos por parte das bancadas para garantir esses espaços a minha o meu questionamento inclusive nas apurações que eu tenho tido e imagino que você também esteja indo nessa linha é de que o governo oferece algo que na prática ele não tem para dar porque é o controle das emendas das emendas parlamentares está com o congresso já mais de 10 anos vem evoluindo os ministérios boa parte não tem orçamento os que tem orçamento acabam com o PT né principalmente saúde e educação você enxerga pelo menos nessas duas primeiras semanas e essa especialmente é que o PT se dedicou mais a isso alguma possibilidade do centrão aderir e formar e dar essa governabilidade para
Speaker 8o Lula 4 e olha Caio que observa que por enquanto essas conversas iniciais na verdade é PT e governo e o centrão os partidos que têm conversado ele se perguntando e vendo ali possibilidade segundo é o apurei aqui a ideia né foi até uma determinação do presidente Lula para que o Edinho recebesse os presidentes dos partidos ou os representantes indicados por eles na na condição de para tentar driblar ali os líderes das bancadas e ou seja é tentar driblar a questão do das emendas e aí tentar na verdade fazer esse aceno para os partidos que ele tem hoje enfrenta uma grande questão cada parlamentar ali com as suas emendas ele ganhou uma força parte ele pode ele mesmo negociar a depender ali do volume de menos que ele tem na mão então essa é uma estratégia que o Edinho a partir ali da orientação do presidente Lula adotou de conversar com a cúpula é desses partidos mas ela tem um caminho muito longo ainda porque tudo bem disse não depende os ministérios a oferecer eles não são vantajosos mais os ministérios mais robustos o PT não vai querer abrir mão então um cálculo difícil o que observo é que o presidente Lula vai tentar trazer para ele inclusive é por isso que ele fez o convite para o presidente do Senado Davi Alcolumbre o presidente da Câmara Hugo Mota para viajar eles ainda não deram uma resposta mas o presidente vai para a Turquia e Filipinas e aí é tentar trazer os dois presidentes das casas para junto dele para resolver aqui tanto a questão do Ministério mais também e principalmente no caso articulação com o congresso
Speaker 3alguma chance do congresso abre mão
Speaker 9dessas emendas aí eu acho muito difícil né porque mesmo na relação com os ministérios quando as emendas não eram impositivas os parlamentares tinham que bater na porta de cada Ministério do seu interesse da área para onde queria mandar o dinheiro né hoje os ministérios passaram a ser devido né de deputado ao contrário a força a relação de força lá se inverteu eu acho que no máximo no máximo o congresso vai aceitar é mudar a fórmula de reajuste das emendas que hoje ela tá vinculada a receita que nem a história da saúde da educação então assim como não vai diminuir de um jeito ou outro se você tem uma arrecadação grande no ano a as emendas chovem se no ano seguinte arrecadação não vai ser a mesma as emendas não voltam a ser menores né então talvez eles aceitem mudar arrumar a fórmula de de reajuste do montante emendas, ou fazer uma vinculação mais forte com um setor ou outro, mas abrir mão do valor e do mecanismo de autonomia, de definição do destino do recurso, eu acho difícil.
Speaker 3Cristiano, você vê uma diferença na estratégia proposta pelo governo reeleito em relação ao que foi Lula 3 e em relação ao que se pretende no Lula 4 na relação com o Congresso Nacional? Mudou algo?
Speaker 4O que mudou, o que o governo pelo menos sinaliza que pretende mudar, Caio, como eu disse, especialmente nessa questão aí na comparação com o Lula 3, é o envolvimento direto do presidente da República. Isso, obviamente, que pode sim ajudar o governo, mas isso também pode trazer um custo e um desgaste também para o presidente, na medida que ele se envolve diretamente nessas negociações, políticas, ele pode também sofrer algumas derrotas e isso acabar ficando ali uma sensação ainda também de fragilidade do governo. Então, a exposição do governo, do presidente da República diretamente, a participação dele direta nessas negociações, é óbvio que tem um peso, mas também tem um custo elevado em caso de derrotas. O presidente já está mudando essa postura, veja que ele já está fazendo live para tentar também melhorar seus instrumentos. De popularidade, convidou os presidentes da Câmara e do Senado para viajarem com ele nessa, na COP 31, né? E uma outra mudança também de postura que parece que o governo está querendo adotar é cobrar a fidelidade dos partidos, né? Agora, essa cobrança, Caio, não sei se vai ter muito, se vai ser muito eficiente, se vai trazer necessariamente resultado. Porque ao longo de vários meses. Os governos, a gente viu que os partidos, eles não entregam 100% dos votos, né? A União Brasil, por exemplo, que tinha três pastas vinculadas ao partido nesse Lula 3, por exemplo, entregou algo em torno de 65%, 60%, por exemplo, de percentual de apoio na Câmara dos Deputados. Então, é óbvio que o governo tem que se xinir nisso, cobrar esse tipo de fidelidade. Agora, a gente vê também o resultado. O resultado que não necessariamente pode ser fácil do governo atingir por conta da composição desse novo Congresso, que vai tomar posse a partir do dia 1º de fevereiro.
Speaker 3Ô, Jussara, nesse final de semana, né? Eu digo no final dessa semana, o momento que a gente está agora, você notou algum tipo de avaliação ou alta avaliação da oposição? Porque a gente comentou, inclusive, juntos, né, no Prime, você, ao longo da semana, como a oposição, e aqui no WW também. Como a oposição se desarticulou, se desorganizou, perdeu, né, na PEC da Segurança Pública, não conseguiu emplacar o debate da redução da maioridade. Tem alguma luz ali para a oposição? E eu encaixo isso com o debate que a gente está fazendo, porque se o Centrão está dialogando com o PT, o Centrão também apoiou o Flávio Bolsonaro e, certamente, ali no campo oposicionista, tenta atrair o Centrão para formar uma maioria com o governo. Projeta a oposição, especificamente, em relação a esses diálogos com o Centrão e em tentativa de formar uma maioria, uma frente de oposição efetiva contra o Palácio
Speaker 8do Planalto. Não sei se você tem essa mesma percepção, mas a oposição ainda está meio atordoada depois da derrota de Flávio Bolsonaro, tá? Com uma dificuldade ali de se organizar. A gente vê eles focando mais ali na campanha da eleição de Rogério Marinho para a presidência do Senado, mas ainda muito desarticulada. Eles vêm tentando ali puxar uma linha, inclusive, tem reunião para a próxima semana para definir o posicionamento sobre a disputa pela presidência da Câmara, mas eles são bem desarticulados. E a grande questão aqui é que, enquanto a oposição está tentando entender para que caminho ela vai, o presidente Lula, o PT, os governistas têm buscado o Centrão. Vai ser suficiente para conseguir formar, puxar o Centrão para o governo? Acho que ainda tem. Tem muitos detalhes a serem discutidos, mas eles vêm, principalmente o governo, ver essa janela de oportunidade enquanto vê a oposição ainda sem o rumo tomado. Bem, e também o presidente Lula sabe que este momento é o melhor momento dele para negociar e para ainda avançar com alguns temas. Por quê? No próximo ano, próximo mandato, vem com essa oposição mais robusta, tanto na Câmara quanto no Senado. Então, Caio, o que eu vejo aqui? Pelo menos na expectativa da oposição, eles tentarem, pelo menos, se organizar em relação ao Senado e aguardar, ainda aguarda os movimentos na Câmara. Agora, só tem um ponto aqui que eu acho que é específico que a gente conversar, que é o quanto que o Centrão também pode aproveitar esse movimento do PL, do bolsonarismo, para tentar se descolar e aí, neste caso, uma aproximação com o governo pode ser uma chance para ele, se reestruturar e tentar isolar também o bolsonarismo e o PL, que vem com essa força toda para o próximo mandato.
Speaker 3Cristiano, antes da gente ir para o intervalo, eu queria te ouvir sobre a próxima grande eleição no Brasil, que é a do Senado Federal. Que cenário você está projetando, você e o pessoal da Arco, hoje?
Speaker 4Bom, Caio, apesar da oposição ter dois candidatos, o Rogério Marinho e a Tereza Pristina, dificilmente a oposição vai. A oposição vai concorrer com esses dois nomes, né? A ideia é chegar em janeiro com um candidato apenas. Há uma avaliação de que o Rogério Marinho é muito associado ao bolsonarismo e, portanto, ele teria mais dificuldade de atrair os votos do Centro. Portanto, se a oposição insistir com o nome de Rogério Marinho, pode ser que Alcolumbre ganhe. Se a opção da oposição for por Tereza Pristina, avalia-se que ela tenha uma maior, um maior trânsito entre os partidos de Centro e eles teriam uma maior chance. Agora, o fato é que o Davi Alcolumbre é um candidato muito forte, muito bem articulado, tem o apoio do governo federal, tem o apoio de uma parcela importante dos ministros do Supremo Tribunal Federal, porque sabem que se o Alcolumbre ganhar, a chance de, eventualmente, ele emplacar, aceitar um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo é muito difícil. Já alguém. Já alguém apoiado pela oposição, isso teria mais viabilidade. Então, Alcolumbre, contando com todos esses apoios, ele tem aí um leve favoritismo. Não é um favoritismo pleno, porque isso, a votação é secreta e, obviamente, isso acaba resultando em traições. Mas uma parte, mesmo tendo essa maioria, há quem avalie também no Senado de que o governo não ter totalmente o controle do Senado poderia ser bom. Faria um certo contraponto à Câmara dos Deputados, que já tem um aliado ali, que é o Hugo Motta, e com a chance de reeleição praticamente assegurada.
Speaker 3Os agentes econômicos estão envolvidos nessa disputa, Thaís?
Speaker 9Não, estão acompanhando de longe, mas eu não consigo achar ninguém que tenha uma crença num Congresso produtivo, que mantenha acordos, vamos dizer assim, republicanos, que assuma pautas nobres. Que faça articulações, como no passado, assim, grandes articulações com discussão de mérito. A gente está vendo aí, eu acho que o próximo Congresso, mesmo com essa mudança, mais à direita, com PL maior, vai funcionar num ritmo muito mais parecido com o que a gente viu nos últimos dois meses, de tudo apressado, atropela todas as regras, todo o regimento, todos os prazos, não tem discussão de nada, tudo acaba, olha o que está acontecendo com a 6x1. Eu sei que a gente vai falar disso daqui a pouco, mas, assim, saiu um negócio tão estapafúrdio de lá que ela não é implementável. Então, a minha percepção é, eu não consigo achar ninguém do setor privado ou do setor financeiro que acredite num Congresso produtivo, assim, tinha uma utopia de achar que com Flávio Bolsonaro ele teria um Congresso a seu favor e esse Congresso seria reformista. Já tinha dito aqui que eu não acreditava nisso. Agora, então, está mais difícil de achar isso, ainda mais se o Alcolumbre ganhar.
Speaker 3Bom, pessoal, a gente vai continuar falando de Brasil daqui a pouco, especificar bastante nos obstáculos do presidente Lula para impor algumas das suas bandeiras de campanha, até aí já falou uma delas aqui, escala 6x1, mas vamos falar também da reforma tributária podendo ser adiada e do fim das vetes. Até já. www.devolta.com.br A semana acaba, nessa sexta-feira, hoje, com sinais de dificuldade para o presidente Lula cumprir alguns compromissos da campanha. Não propriamente dificuldade, obstáculos ali, que a gente vai tratar sobre eles. Possibilidade de adiamento da reforma tributária, por exemplo, que entraria, está previsto para entrar em vigor em 1º de janeiro. Já é admitida dentro do governo Lula III. Vamos à reportagem. este ano, justamente pela reforma tributária.
Speaker 10Um adiamento visaria dar mais tempo para o governo esclarecer pontos da regulamentação e da operacionalização da reforma tributária, além de permitir que empresas adaptem seus sistemas às novas regras. Faltando menos de dois meses para fechar o ano, a alíquota de referência do CBS, a contribuição federal unificada criada pela reforma, ainda não foi fixada pelo Senado. Já o novo sistema de apuração tributária da Receita funciona em ambiente de testes. A Ordem dos Advogados do Brasil defendeu nesta semana adiar para 2028 as etapas da reforma previstas para o ano que vem. No governo, porém, só se admite um adiamento limitado a seis meses e sem alterações na reforma aprovada. Entidades empresariais apoiam publicamente o adiamento.
Speaker 2O que nós hoje nos preocupa e que nós começamos até a conversar com o governo federal é a necessidade de um adiamento, não um cancelamento, não é isso.
Speaker 10A medida provisória do fim das betes é outro problema para o governo. A AGU precisou recorrer para derrubar uma decisão liminar desta semana da Justiça Federal que autorizava liminarmente a retomada das operações de três casas de apostas. Enquanto isso, o STF também analisa ações de entidades do setor de apostas que questionam a constitucionalidade da medida provisória. Outro item que entrou na pauta do Supremo. O Supremo. O Supremo é a emenda constitucional que visa acabar com a escala 6x1. Flávio Dino não atendeu a um pedido liminar da Confederação Nacional do Comércio, que queria adiar a entrada em vigor da emenda para outubro de 2027. Porém, o ministro do STF marcou uma audiência de conciliação entre representantes de confederações empresariais e centrais sindicais para a próxima terça-feira. A audiência foi convocada para discutir as regras de transição, sem entrar no mérito da redução das horas trabalhadas. Ou da ampliação do repouso semanal remunerado para dois dias.
Speaker 3E aí, Cristiano, vamos começar pela tributária. Qual a sua leitura aí? Tem alguma chance de adiar, de fato, a implementação? Qual que é a sua visão, meu cara?
Speaker 4Bom, Caio, que em primeiro lugar, o setor empresarial, ele acabou esperando demais o processo eleitoral. Acredito eu que deve ter apostado. Também a vitória no Flávio Bolsonaro, que defendia, inclusive, adiamentos de ponto da reforma, e acabou, de certa forma, um pouco ali observando e aguardando o que ia haver com o processo eleitoral. Porque esses pedidos de notas, por exemplo, da OAB ou mesmo das confederações e tudo mais, isso poderia ter sido feito antes, mesmo durante o processo eleitoral, fazendo esse tipo de pedido. E já. Atuando junto ao governo. Isso não aconteceu. Pelo que a gente percebe de movimentos aí da Receita Federal, não há, nesse momento, um convencimento de adiar. Óbvio que a pressão está muito grande, mas eles não estão convencidos. Tanto não estão convencidos que mandaram, nessa semana, para o Congresso Nacional, a medida provisória do imposto seletivo. Também. Então. Apressando ali, já definiram um cronograma, relatou, inclusive, para a definição da CBS, negociando com os setores o adiamento do IPI só durante o mês de janeiro, que é quando o governo deve ficar sem arrecadação. Enfim, então, a Receita, o governo, insiste em manter isso. Agora, óbvio, a pressão está muito grande. Vai depender da intensificação. Essa pressão e também algum apoio que tiverem do próprio Senado, que vai discutir, por exemplo, essa lei que está referência da CBS, aí o setor empresarial pode ter algum tipo de sucesso. Mas, no momento, eu não vejo o governo ainda convencido totalmente desse adiamento.
Speaker 3E aí, Thais?
Speaker 9A reforma tributária, eu acho que é muito difícil, talvez a CBS, porque, no final das contas, as empresas. As empresas, os escritórios de advocacia, as empresas menores, não estão totalmente preparadas. E, ainda mais depois que apareceu essa alíquota determinada pelo TCU, aí é que o bicho pegou mesmo. E essa alíquota, se ela não for revista, e é claro que a gente, toda vez que fala da reforma tributária, a gente lembra que ela não é sobre carga tributária, porque a carga tributária é a reforma do Estado, ela é sobre o custo e a facilidade. Mas, ainda assim, como ela faz uma distribuição entre os impostos do setor de serviços e o setor produtivo em geral, o setor de serviços vai acordar, você tem setor de serviços que tem grandes escritórios de advocacia, tudo bem, mas você tem setor de serviços que são da pequena empresa, do bairro, vão acordar pagando um imposto muito mais caro. Então, talvez, eu acho que possa até haver um acordo para algum adiamento. Enquanto, pelo menos, enquanto essa discussão da alíquota não tiver vencido.
Speaker 3Mas específico para alguns pontos, não é ela como um todo.
Speaker 9Específico para alguns pontos, não é ela como um todo, eu acho muito difícil, acho muito difícil. Nesse caso da PEC da reforma tributária, ela foi longamente discutida e tudo mais. Tudo bem, a economia, o setor privado não se preparou totalmente, até porque ela é complexa, ela tem uma fase de transição muito grande, deveria ter dado tempo e tal, mas não deu. Mas um ajuste, não é para cancelar para daqui a dois anos, você dá mais meses, você rever rapidamente aquilo que pode colaborar e ajudar, mas não suspender tudo, acho uma
Speaker 3loucura. Sim. O Jussara, agora eu queria pegar outro ponto aí da nossa reportagem, que é das Betts. As Betts tem um front Supremo Tribunal Federal, que teve essa semana, inclusive, a primeira dama foi lá, teve mobilização digital por parte do governo e tem o front Congresso Nacional. Alguma chance? Você capta isso do Congresso mexer nessa medida provisória, modular, ou ela será aprovada, tende a ser aprovada na íntegra? Eu sei que ela ainda dura bastante, vai até dezembro, pode ser prorrogada, mas que cenário congressual se dá para a Betts?
Speaker 8Olha, Caio, o governo colocou como prioridade manter o fim das Betts exatamente como foi a medida provisória, esse é o objetivo do governo. Obviamente que há uma pressão no Congresso. A gente sabe como o lobby funciona para a liberação, pelo menos, em parte, daqueles jogos que foram proibidas, das apostas que foram proibidas. Agora, tem um ponto específico que o presidente Lula vai jogar muito, que é a militância digital que ele acabou de descobrir no segundo turno, né? Agora que ele está encantado com as redes, fez live ontem, ainda com muito tom ainda da campanha eleitoral e o presidente Lula aposta justamente nisso para defender essas medidas, como as medidas do FIBA. Então, a gente tem que entender que a militância digital, ela não é uma coisa que a gente pode fazer. Então, a gente tem que entender que a militância digital é uma coisa que a gente não pode fazer. E a gente tem que entender que a gente não pode fazer. Então, a gente tem que entender que a gente não pode fazer. E aí, ao longo do dia, várias mensagens foram sendo colocadas pelo Janones no sentido de fazer a militância ir para as redes sociais e a militância pressionar contra as bets, inclusive associando isso, olha, com o Lula não tem bets. Então, basicamente, é o que o presidente aposta para manter. E aí, a ideia é transferir essa pressão que ele fez essa semana no STF para o Congresso. Vamos ver o quanto essa militância digital vai dar fôlego para o presidente Lula. Ainda está ali no clima digital. De virada histórica, o clima de vitória, enfim, tudo isso acho que também precisa ser reavaliado daqui a algum tempo. Acho que o grande desafio do presidente Lula é o quanto ele vai conseguir estender esse empenho da militância digital em causa das defesas dele. Mas neste momento é como o presidente atua ali para tentar blindar o movimento que ocorre
Speaker 3no Congresso. Você, Cristiano, em relação às bets, você sente alguma tendência do Congresso?
Speaker 4Olha, aprovar já é uma cobrança muito forte. É uma cobrança muito forte para que a comissão mista seja instalada na próxima semana, né? Então, acredito que vai ser aprovada agora. O que pode haver, Caio, e a gente viu essa inclinação também no Supremo nessa audiência pública, é haver algum tipo de transição para que a suspensão, o banimento não seja imediato. Então, acho que pode haver alguma suavização desse fim de funcionamento da lei. Mas a tendência é essa, é de que elas acabem não sendo permitidas, ainda que daqui a algum tempo, a funcionar no país. Algumas já podem ser proibidas, inclusive imediatamente, e aí mantendo o texto em parte do que o Executivo encaminhou ao Congresso Nacional.
Speaker 3Ô, Thaís, e a 6x1 agora, que é o terceiro ponto da nossa reportagem ali do Saulo, né? O Setor Produtivo pedindo mais prazo, o Flávio Dino puxou para si, é o relator do caso. O que dá para prever ali de cenário?
Speaker 9Aqui eu acho muito difícil também mudarem, porque vai parecer um estelionato, porque o Setor Produtivo. tentou de tudo para evitar que a transição fosse de apenas dois meses. O Congresso não quis saber de ouvir. Eles aprovaram e colocaram na Constituição brasileira a transição. Então, eu acho muito. A primeira sinalização do Flávio Dino já é uma sinalização, já foi uma sinalização mais negativa do que positiva. Agora, diferentemente do caso da reforma tributária, no caso da PEC 6x1, não teve tempo de discussão de nada, ela está completamente, ela está lotada de lacunas, como se a economia brasileira tivesse três atividades, como se 100% dos trabalhadores estivessem com a carteira assinada e estivessem submetidos ao regime, que não é o caso. Então, assim, e as empresas estão com medo, estão com medo de serem autuadas, estão com medo de serem denunciadas no Ministério Público do Trabalho pelos servidores se não conseguirem fazer essa implementação. As cadeias de varejo grandes já começaram a fazer a escala 5x2, por exemplo. A escala, na verdade, nunca foi o problema. O problema é a redução da jornada com a manutenção do salário, porque a redução da jornada significa, literalmente, trabalhar menos, com o mesmo custo, com a necessidade, se você quiser continuar produzindo a mesma coisa, vai ter que contratar mais. Então, tem setores prevendo ajuste de custo de mais de 20%. Sim. E as regras específicas também não saíram. Então, não sai o decreto da regulação, não sai os projetos que tratam dos setores específicos não aparecem. Então, essa sim foi uma furada, um negócio estapafúrdio, que agora deixa o setor privado, inclusive o setor público, não sabe como vai fazer. Há vários setores, ainda mais os terceirizados do setor público, também não sabem como vão fazer. Então, o mercado de trabalho inteiro. O mercado inteiro apavorado com essa história agora. O que valeu foi a pressa, né? Foi botar de pé do jeito que achasse que era para ser.
Speaker 3Ô Jussara, se o Rogério Marinho ganhar, vai voltar aquela PEC da hora trabalhada?
Speaker 8Olha, possivelmente ele vai. Enfim, acho que depende um pouco dessa implementação, como vai se resolver. O governo prevê editar uma medida, um decreto, na verdade, vai fazer um decreto na próxima segunda-feira para detalhar esses detalhes do fim da escala, 6x1, também tem possibilidade ali de PECs para poder ajustar outras dúvidas em relação à redução dessa jornada, mas é um assunto que fica ali, né? O Rogério Marinho tinha a intenção, no caso ainda, que o PL, né? Inclusive o Flávio Bolsonaro tenha votado pelo fim da escala 6x1, sempre ficou ali para voltar com essa possibilidade do tema. Agora, eu acho que tudo isso, né? Acho que o momento vai ser, depende aí se uma eventual vitória de Rogério Marinho na presidência do Senado e como o governo vai lidar com o que está colocado agora. Não sei se dizer se ele vai ter força para isso, acho que tem muito tempo ainda pela frente, para entender quais serão os caminhos.
Speaker 3Cristiano, para finalizar, qual a sua leitura dos movimentos de política econômica em debate para o governo Lula 4?
Speaker 4Desculpa, Caio, chamei você de Lula, mas, Caio, é o seguinte, o uso, basicamente, o presidente tem essa questão fiscal para resolver, isso vai dominar muito a pauta do Congresso, não apenas no próximo ano, mas já está dominando agora. A gente tem essa questão do orçamento, o governo ainda não votou orçamento, ainda não votou LDO, a própria questão da reforma tributária, o governo quer. O governo quer discutir uma reforma do judiciário também, para barrar os penduricalhos no judiciário. Então, tem uma agenda muito complexa à frente, onde o Fernando vai ter que mobilizar muito a sua base, e daí essa preocupação do Lula de estar tão focado nessa questão de construir essa maioria e exigir fidelidade. Existe uma série de outros. Existem outros temas relacionados a mercados digitais, por exemplo, temas de interesse do Banco Central, como é a questão da autonomia financeira do Banco Central, esse debate sobre juros pode acabar poluindo também, de certa forma, essa discussão. Então, é uma agenda tão complexa, Caio, que, como a Thaís falou aqui, vai ser um debate muito truncado, vai ser um debate muito tumultuado, e o desafio do governo no próximo ano é muito grande.
Speaker 3Bom, pessoal, queria agradecer a todos, começando com o Cristiano Noronha, vice-presidente da Arco Advice, cientista político. Obrigado, Cristiano, bom final de semana.
Speaker 4Obrigado, Caio. Boa noite, Thaís. Boa noite, Jussara.
Speaker 3Jussara Soares, um excelente final de semana para você. Thaís Herédia, minha amiga também, Thaís. Muito obrigado. Às duas, aos três. Daqui a pouco a gente muda de assunto, vamos falar sobre o Paraguai, o impeachment e a prisão de Santiago Pena. O presidente destituído do Paraguai é suspeito de favorecer o Banco Ueno, liquidado pelo Banco Central. Até já. WW, de volta, vamos falar agora sobre o Paraguai. A gente está direto de Assunção, capital do Paraguai, conosco agora o Vitor Raul Benítez, que é economista cientista, político e consultor. Muito bem-vindo, meu caro.
Speaker 11Obrigado, Lourival. Obrigado. Estou aqui na Assunção à disposição.
Speaker 3Tá, jóia. A gente só vai atualizar aqui o assunto, o tema Paraguai e já vamos conversar com você, meu caro. O presidente destituído do Paraguai, Santiago Pena, foi preso pela polícia nessa noite e deve cumprir regime domiciliar. A crise institucional veio. na estreia da liquidação do Banco Ueno, um dos maiores do país, que levou ao impeachment de Pena. O vice-presidente Pedro Aliana tomou posse, acompanhe.
Speaker 12O impeachment foi comemorado por manifestantes do lado de fora do Congresso paraguaio. Santiago Pena não compareceu à sessão e foi representado pelos advogados. Dos 45 senadores, 44 estavam presentes. Todos votaram a favor do impeachment, que levou também à perda da imunidade. Santiago Pena renunciou na quinta-feira na tentativa de permanecer como senador vitalício, como prevê a Constituição do país. A queda do líder paraguaio eleito em 2023 passa pelas ligações dele com o Banco Ueno. Foi Santiago Pena quem nomeou o presidente do Banco Central, um ex-dirigente da instituição financeira, que renunciou após o escândalo. Até o ano passado, Santiago era acionista da holding controladora do banco que administrava o equivalente a um banco de dinheiro. Santiago Pena foi o primeiro presidente a 850 milhões de dólares em recursos públicos e que atendia o equivalente a quase metade da população do Paraguai. Dirigentes e executivos da instituição foram presos. No Senado e na Câmara, parlamentares acusam Pena de conflito de interesse, manipulação regulatória, desvio de recursos previdenciários e encobrimento institucional por parte do Banco Central. Nas redes sociais, Santiago Pena afirmou que deixava a presidência do país com gratidão por ter sido o primeiro presidente do país. E sem ignorar a angústia daqueles que hoje aguardam respostas.
Speaker 3Vitor, vamos começar pela política. A direita deve conseguir se manter forte e conduzir essa transição até 2028, a próxima eleição?
Speaker 11Sim, até 2028, sim. Mas é uma grande oportunidade para ter uma alternância, dependendo da união que possa ter a oposição. O que aconteceu é um colapso de um modelo de crony capitalism, capitalismo de amigos, e o rombo é muito grande, a capilaridade chega a mais ou menos 3 milhões de contas ou clientes, a metade da população do Paraguai. O impacto é muito grande, mas o banco não era muito grande, era mais ou menos 6% dos créditos do mercado financeiro e 8% dos depósitos. É por aí.
Speaker 13Victor, muito bom ter você aqui com a gente. Eu queria te perguntar o seguinte, o Ministério Público parece estar agindo com bastante independência. Como é que se explica isso? Qual é a base, o respaldo que o Ministério Público tem para agir com tanta autonomia a ponto de ordenar a prisão domiciliar do próprio presidente destituído?
Speaker 11Bom, o Paraguai tem uma característica em quanto que esta situação é uma amostra da fortaleza das instituições relativamente com independência do poder político e além disso, além disso. Os parlamentares oficialistas tinham o apoio do presidente oficialista do partido que está no governo, que é o Partido Colorado, há mais ou menos 70 anos. Então, ele é um líder, uma espécie de. assim como aqueles coronéis do Nordeste do Brasil. É um cara com muito poder, é o ex-presidente da República, HC, Horácio Cartes, e ele é o power man que está apoiando os parlamentares e também com, provavelmente, relações com a Procuradoria, com a Justiça e também com o mundo empresarial. Porque ele é, essencialmente, um empresário com fortes ligações com o Brasil.
Speaker 3Obrigado. Pelo que eu entendo que você coloca e de tudo que eu li e conversei também hoje com fontes paraguaias, na verdade, o Horácio Cartes empurrou, ajudou a empurrar o Santiago Penha para fora. Fiquei com a impressão de que daqui até a eleição de 2028, Horácio Cartes vai ser o grande sujeito oculto dessa junta ali que vai acabar governando o Paraguai até 2028. É isso? É Horácio Cartes na prática? É. Tira o Penha, que estava projetando uma independência em relação a ele, e aí reassume, de fato, não de direito, o poder? É por aí, Vitor?
Speaker 11Sim, sim, sim. É um golpe político palaciano. O pessoal do mesmo palácio, incluindo o vice-presidente, que pulou do barco, pulou do Titanic, quando ele viu que a questão estava feia, não? O Pedro Aliana, o vice-presidente. Perspicazmente pulou do barco e também, provavelmente, instigado pelo próprio Horácio Cartes, que é o chefão deles. Ele é o chefão. Ele tinha perdido por 15 dias, mais ou menos, o poder pela traição do próprio Penha e do próprio Aliana. A questão dentro do conflito, da dialética. Da dialética. De interesses em conflito, era o banco, o nosso master, que estava sendo financiado com recursos públicos, em um modelo onde a política virou, nas mãos de Penha, como a principal atividade privada com fins de lucro do Paraguai. E, bom, aconteceu o que aconteceu, o cara está detido na sua casa, e eu acho que agora só será. Um piloto automático, para fazer o landing deste governo. E a oposição fica muito bem posicionada, devido a que os procuradores acusadores foram jovens do Partido Liberal Radical Autêntico, especialmente do Partido Pátria Querida, que é centrão. O Partido Colorado é uma espécie de PT. O Partido Colorado é uma espécie de PT, mas kirchnerismo, e tem algumas práticas similares dentro do populismo, do peronismo argentino.
Speaker 3Quer falar, Lourdes? Não, Vitor, eu acho interessantíssimo a forma como você coloca e descreve de forma didática, inclusive dialogando com os nossos problemas aqui, os seus problemas com os nossos. Mas eu queria te ouvir especificamente sobre isso. Pelo que eu compreendo. O fato, esse império da direita, vamos dizer assim, dos últimos 70 anos aí no Paraguai, estaria sob risco daqui até 2028?
Speaker 11Sim, está sob risco. Eu dou aula no Brasil, em Curitiba, morei 15 anos mais ou menos lá, e, na verdade, está sob risco. Sob risco. A ideia da oposição. A oposição agora, eu mesmo estou formando parte de uma turma de intelectuais orgânicos, preparando um programa de governo consistente, muito menos populista, porque queremos que não seja detida a imigração de investidores brasileiros. Mais de 23 mil no ano 2025. Estamos em 35 mil em 2026. Vamos chegar a. 50 mil imigrantes brasileiros com RG, CPF, CNPJ, CNH, pessoas muito importantes para nós. E também temos o VPO, ou Offshore Assembly, que é a Maquila, tem um monte de empresas brasileiras que consideram o Paraguai como uma plataforma para ganhos de competitividade para o mercado. Então, isso não vai parar. Eu posso dar a tranquilidade para os empresários brasileiros que aqueles ganhos. O Paraguai não tem INSS, FGTS, PIS, COFINS, IPI, em efeito cascata. Tem simples 1% imposto único e definitivo sobre esse modelo VPO, ou Business Process Outsourcing, que está bombando aqui no Paraguai, e eu acho que isso não vai parar. Aliás, a economia paraguaia é muito independente daquelas tribulações políticas, é relativamente independente, porque influi pouco. Porque o empresário paraguaio é muito independente, muito inovador, não depende do governo, não espera nada do governo. E a oposição, eu acho que sim, vai dar um programa consistente de mercado, mas muito mais responsável que o governo atual. É uma grande chance de que aconteça o que aconteceu no ano 2008 com Fernando Lugo.
Speaker 13Alternância. Então, Victor, agora, de fato, eu até vi um dado de que 232 indústrias, empresas brasileiras, se. Se instalaram no Paraguai. Instalaram. De 2007 para cá, é. E, claro, além de uma mão de obra competitiva, de toda essa. De ter muito menos tributos, menos impostos e tal, contribuições trabalhistas e assim por diante, ter energia barata e abundante e outros benefícios, incentivos de infraestrutura e assim por diante, existe o elemento também de uma regulação muito mais enxuta, muito mais flexível. Simples. É. No entanto, a gente está diante de um caso em que faltou regulação ou faltou fiscalização. E isso acaba sendo ruim para o ambiente de negócio, quando você tem uma crise de um banco como esse. Queria te perguntar, faltam regras ou falta compliance? Falta fiscalização? E até que ponto a crise do banco, como você disse, não é um banco tão grande assim, pode afetar os negócios, a segurança jurídica e financeira no ambiente de negócios do Paraguai?
Speaker 11Sim. Os ganhos em energia, RH, impostos serão mantidos. A lei de Maquila é de 1997. Com um. Com um. Com um. Com um monte de problemas políticos, está estável. O Peru tem grau de investimento, quatro ou três presidentes presos. O Brasil tem o master. Às vezes as coisas acontecem. Tem graus de corrupção, mas não é um estado de corrupção. São instâncias, graus de corrupção. Vai afetar por um tempo, temporariamente, mas não de maneira permanente. O fato de que funcionários do Banco Central do Paraguai, jovens brilhantes como um cara, Fernando Rivarola, um menino para minha idade, brilhante, preparou um memo onde ele estava detalhando quais eram as infracções, as normas do mercado financeiro. O mercado financeiro, que é o mercado de mercados, é uma testemunha de que a questão funcionou. Incluso em contra da vontade do presidente da república e do presidente do Banco Central, que era ex-presidente do Banco Bueno, a questão foi transparente e as instituições funcionaram. Por um tempo vamos ter um problema. Assim como aconteceu no Brasil, onde o PCC estava trabalhando na Faria Lima. E o Lula teve que intervenir para que o PCC não continuasse comprando equity na Faria Lima. Bom, isso acontece também aqui na Asunção. Lá funcionaram as instituições, aqui também funcionaram as instituições.
Speaker 3Victor, muito obrigado. Excelente sua conversa conosco. O Victor Raul Benítez é economista, cientista político, consultor. Falou direto conosco de Assunção, capital do Paraguai. Te desejo um excelente final de semana, Victor.
Speaker 11Muito obrigado. Lurival é meu colega todas as manhãs. Eu estou observando o William Wack também e você também, quando estou fazendo minhas teiras. Amanhã estarei observando meu próprio programa. Obrigado. Até mais.
Speaker 3Tchau. Muito obrigado, meu caro. Lurival, obrigado, meu caro. Bom final de semana. Igualmente. WW terminar aqui. Um excelente final de semana a todos. Boa noite e bom descanso.
Speaker 1Boa noite. New users only. Void where prohibited by law. 18 plus terms and conditions apply. Crown Court Casino.

Podcast Summary

Key Points:

  1. The transcript opens with a Crown Coins Casino advertisement featuring a Dallas player who claims a jackpot of over 1,500,000, promoting a sign-up code for a free lucky wheel bonus.
  2. Brazilian analysts discuss President Lula's challenge in building a governing coalition with a Congress dominated by right-leaning and centrist parties ahead of his fourth-term-style administration.
  3. Lula's negotiators are offering ministries as bargaining chips, but many portfolios lack execution budgets, while control over parliamentary amendments has rested with Congress for over a decade.
  4. Analysts expect Lula to present his new ministerial team by December 5, with ministries likely distributed among Republicans, União Brasil, PP, and PSD, though negotiations remain fluid.
  5. Lula plans direct engagement with Senate President Davi Alcolumbre and Chamber President Hugo Motta, and intends to demand vote delivery from allied parties in exchange for cabinet posts.
  6. Analysts warn that the new Congress will be more right-leaning, that the opposition remains disorganized after electoral defeats, and that Alcolumbre holds a slight edge in the Senate presidency race.
  7. Campaign promises face obstacles
  8. In Paraguay, President Santiago Peña was impeached and arrested over the Banco Ueno crisis, with Vice President Pedro Alliana sworn in and analysts describing the episode as a political maneuver linked to former president Horacio Cartes.

Summary:

The transcript is a Brazilian news program covering three main stories. It begins with a Crown Coins Casino advertisement promoting sweepstakes-style play with a sign-up bonus code. The program then examines the political obstacles facing President Lula as he assembles his new government.

Congress is dominated by right-leaning and centrist parties, and Lula's emissaries are negotiating with party leaders, offering ministries in exchange for support. However, analysts note that many ministries lack budgets, and Congress has controlled parliamentary amendments for over a decade, limiting the government's leverage. Lula is expected to announce his ministerial team by December 5 and plans to engage directly with the Senate and Chamber presidents, demanding party loyalty in exchange for cabinet seats.

Analysts caution that the new Congress will be more conservative and that the opposition, though disorganized after recent defeats, may regroup. The program also covers difficulties implementing campaign promises, including possible delays to tax reform, legal battles over the betting-site ban, and business-sector resistance to the 6x1 work-scale amendment. Finally, it reports on Paraguay's institutional crisis: President Santiago Peña was impeached and arrested amid the Banco Ueno scandal, with Vice President Pedro Alliana taking office and analysts framing the events as a political maneuver involving former president Horacio Cartes.

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