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Cealecast #72: Práticas de letramento com crianças pequenas

30m 21s

Cealecast #72: Práticas de letramento com crianças pequenas

O podcast "Seattle Cash" aborda práticas de letramento com crianças pequenas na educação infantil, focando em uma pesquisa de mestrado realizada em 2019-2020. A pesquisa, conduzida por Melina e orientada por Ana Lúcia Gettes, utilizou a história oral como metodologia para ouvir professoras de crianças de 4 a 5 anos, buscando dar visibilidade a práticas frequentemente invisibilizadas, pois o brincar é mais valorizado nessa etapa. A fundamentação teórica baseou-se na história cultural, com autores como Michel de Certeau e Carlo Ginzburg, que destacam a importância de ouvir os sujeitos ordinários e prestar atenção a seus vestígios e narrativas. Foram entrevistadas quatro professoras, e as falas revelam práticas como leitura diária, uso do "livro da vida" (registro coletivo), atividades com crachás, exploração de livros e reescrita de vídeos, todas contextualizadas e significativas para as crianças. A análise mostra que as professoras, embora não valorizem plenamente suas ações, promovem o letramento de forma integrada ao cotidiano, sem atividades isoladas. A pesquisa conclui que essas práticas são essenciais para a formação das crianças, mas precisam ser mais reconhecidas e documentadas no campo acadêmico.

Transcription

4111 Words, 23948 Characters

Portuguese
Olá, vocês estão escutando o Seattle Cash, um espaço de debate sobre a fabricação, leitura e escrita. Olá pessoal, nós vamos iniciar mais um pôde cash do Seattle, hoje práticas de letramento com crianças pequenas, possibilidades na opabilização. Eu sou a Melina, sou doutorando pela faculdade de educação do Homecamp, eu fiz mestrado e pedagogia aqui também na faculdade de educação, sou professora da educação básica de 18 anos, desses 18 anos 10 eu fiquei como professor da alfabetizadora e 8 na educação infantil. Atualmente eu sou como professora da educação infantil aqui na Crest da Unicamp. Eu faço parte do grupo de pesquisa da faculdade de educação, a leala, que é alfabetização, leitura e escrita e trabalho doceente na formação de professores e eu vou dividir esse podcast, formando a lúcia Get Spinto, que foi a minha orientadora de mestrado, é um prazer estar aqui com você, Ana. Obrigada, menina. Aqui então, eu sou a Ana Lucia Gettes, mais conhecida por Ana Gettes muitas vezes. Eu sou professora da faculdade de educação integrante desse grupo, mesmo o grupo que a Melina falou, a do Aula e a trabalho na faculdade, do Aula aqui na faculdade, desde 1998. E também fui professora dos anos iniciais antes, fui professora dos anos iniciais do grupo de um das antigas séries, fui professora da segunda série, da terceira série e as disciplinas com as quais eu trabalho, é de dática, metodologia do ensino fundamental, um e prática de ensino e está justo supervisionado. E é um prazer também estar aqui com a Melina pra gente poder falar do trabalho de pesquisa que ela desenvolveu. Então, hoje nós vamos conversar com vocês sobre um trabalho realizado no ano de 2019, 2020. Esse trabalho, ele fez parte da minha pesquisa de mestrado, que foi defendida em 2020. E nós fizemos um recorte desse trabalho maior, que é o que nós vamos falar com vocês hoje, que se chama práticas de letramento com crianças pequenas, possibilidades na organização. Quem se interessar, esse trabalho foi publicado na revista brasileira de ocupação número 17 de cinco de julho de 2022. Então nós vamos olhar para as práticas de letramento na educação infantil e para isso, para olhar essas práticas, nós conversamos com professoras da educação infantil e a partir dos reláfitos das suas, é que nós conseguimos visualizar como elas colocavam práticas de letramento dentro das salas de aula. Porque que nós resolvemos olhar essas práticas? Porque, geralmente, essas práticas de letramento na educação infantil, elas estão escondidas, elas não são valorizadas, elas são práticas que não fazem muito parte do roteiro da educação infantil, o que se valoriza mais é o brincar. Então como entra na educação infantil essas práticas? Então é sobre essas práticas que nós vamos trabalhar hoje. Então, para contextualizar um pouco esse trabalho, nós vamos situar o nosso lugar de fala, primeiro nós vamos refletir sobre a história cultural. Em segundo, nós vamos falar sobre a metodologia teórica e metodológica que nós utilizamos para fazer essa pesquisa com as práticas que foi a história oral e, em terceiro, nós vamos apresentar alguns trechos das falas das professoras e vamos analisar esses trechos e faremos as considerações finais. Então, para a gente iniciar essa conversa no campo da história oral, nós utilizamos autores como certô, Jean'sburg e Ana, é uma ótima pesquisadora no campo da história cultural. Então, Ana, como que a gente pode situar esse trabalho das práticas de letramento que não são muito valorizadas na educação infantil, a partir da perspectiva da história cultural? Só retomando você tinha falar da história oral agora no último, nós vamos falar de duas perspectivas da história cultural que foi a Fundamentação Teórica e a metodologia que é também teórica, né? É a história cultural, a gente acredita que tem que ser uma perspectiva importante para compreender as narrativas das professoras da educação infantil, porque a gente toma como pressuposto o entendimento de que as práticas pedagógicas, as práticas educacionais, no espaço institucional da escola ou da creche, elas são práticas historicamente marcadas, sócio culturalmente marcadas. O que isso quer dizer? A melina, né, melina? Você acabou de dizer com comentar que quanto que ainda é forte, a marca da educação infantil, de entender como um espaço apenas do brincar e que as pessoas envolvidas, as profissionais são apenas cuidadoras, né? Elas não devem muitas vezes interferir ou desenvolver atividades, isso é uma crença que é construída historicamente, não por acaso, porque o espaço institucional no Brasil e das crianças ficarem, ficou muito relacionado a uma prática assistencialista, uma prática apenas de deixar as crianças e cuidar dessas crianças e dar assistência a elas. Então, culturalmente isso é construído. Os autores dessa perspectiva que nos auxiliaram a gente entender, a gente se aproximada a perspectiva das professoras, um deles se chama, né? Michel de Setor, ele é um dos mais conhecidos, os um dos teóricos referenciais da história cultural, e o Setor, ele se tornou muito reconhecido por trazer no campo acadêmico, né? Lançar luz no campo acadêmico para as pessoas ordinárias, né? E ele faz questão de usar essas palavras, que os sujeitos ordinários produzem práticas, fabricam, produzem, não cotidiano que muitas vezes é um cotidiano apenas para reproduzir e para consumir. Consumir receitas prontas, consumir diretrizes, e no caso, trazendo a perspectiva, né? Construindo um paralelo na área da educação infantil, a história cultural nos ajuda a entender as falas, né? A Melina fez um trabalho bem profundo de conversas, de entrevistas com as professoras da educação infantil, então de tomar essas narrativas sobre as práticas cotidianas, que são pessoas muitas vezes, principalmente se a gente pensar nos documentos reguladores da educação, que são personagens, que são atores, que são pouco ouvidos e pouco reconhecidos como autores da sua própria profissão. Então, só para terminar a minha fala sobre a história cultural, um outro autor importante é o Carlos Ginsbur, que é um italiano, um autor que chama a atenção do quanto que a gente deve prestar a atenção aos sinais, aos vestigios, aquilo que nos é contado, no caso específico, as narrativas, da aquilo que nos é narrado. Então, isso que eu poderia falar da história cultural como uma perspectiva teórica, que nos ajudou nesse processo de aproximação e compreensão das falas das professoras educadoras, desse segmento de educação infantil. Então, dessa maneira, buscando considerar nas falas das professoras, esses indícios, esses fazeres comuns, rotineiros, a gente pensou em usar a perspectiva metodológica da história oral. Então, para isso, nós conversamos com professoras da educação infantil, que trabalhavam com crianças de 4, 5 anos, então nós queríamos ouvir as histórias de vida, os histórias profissionais e usamos a história oral. Se torna a história oral no campo da pesquisa, ela adota entrevista com os deconhimentos dos entrevistados. Então, é muito importante essa história de vida desses sujeitos. Ó, como de morro palavra para Ana, para ela, que eles clarecem para a gente a história oral. Eu não sei se você ia falar, mas eu vou comentar, Melina também, que você falou que a seu trabalho, que eu acho, tinha uma coisa importante de chamar atenção agora, que a Amelina achou por bem que o grupo de. a faixa etária do grupo de crianças é de 4 e 5 anos, então ela escolheu, né, você escolheu conversar com professoras de crianças de 4 e 5 anos, justamente porque são crianças maiores, e já estão indo para o ensino fundamental, que já tem uma outra necessidade na época dessa emção de ti, não que o brincar não seja importante, mas que elas querem aprender, querem escrever, então por isso que nós optamos por essa. professoras que trabalhavam com crianças de 4 e 5 anos, são as crianças que já vão para o ensino fundamental, não que não haja práticas de letramento com as crianças menores, mas nós focamos nessa faixa etária. Bom, onde é a história oral entra aí nessa história? A história oral é uma perspectiva teórico metodológica, que inclusive ela é. vamos dizer, a gente poderia dizer que ela se relaciona muito com a história cultural, não por acarzo, e ela se caracteriza por ser uma perspectiva teórico metodológica, que valoriza que é insere que coloca dentro que busca inserir, dentro da história oficial, a história não documentada, a fonte oral, que durante séculos a disciplina de história com a gafa, falando da área de história, ela desprezou a história dos sujeitos comuns, ela desprezou a história dos personagens secundários, desprezou a história das pessoas comuns. A história oral ela se baseia é principalmente na fonte oral, e o compromisso do pesquisador é com o seu entrevistado buscando. ouvir. buscando dar visibilidade à vozes que não estão contempladas na história oficial, e no caso específico da pesquisa de mestrado da Melina, a busca, né, é um grande objetivo da pesquisa, inserir no mundo acadêmico, né, trazer, colocar a voz dos professores, porque todo mundo tem voz, né, é uma coisa que se fala, mas todo mundo tem voz, todo mundo tem voz, todo mundo fala, todo mundo tem suas bandeiras de luta, mas na história acadêmica, podemos dizer assim, na história que se conta, da educação infantil, não tem tantas as vozes das professoras desse segmento escolar, então essa pesquisa procurou colocar num estatuto de documento as versões de cada professora que tá com a sua turma, com crianças de 4, 5 anos, desenvolveram, né, qual o relato, o que elas contam, qual que a versão delas sobre o trabalho que elas desenvolve com as suas turmas, dialogando então com as práticas de letramento que as crianças já têm quando vão a escola, que são todo mundo tá no mundo letrado, né, todas as crianças elas já participam da nossa sociedade, a nossa sociedade, é uma sociedade marcadamente com práticas letradas, e uma das abordagens do trabalho da melina, né, melina era saber, né, conhecer como que as professoras, é, tem ação e organizam, né, que práticas rotineiras elas utilizam pra temmatizar, problematizar com as crianças de forma mais sistematica, a, a, a linguagem escrita, então eu vou terminar por aqui falando da história oral, a história oral então tem como uma da sua, um dos seus pontos principais, possibilitar que as múltiplas vozes, que as muitas versões de uma mesa história possam estar contempladas numa história oficial, né, que elas possam ser inseridas junto com outras vozes, quer dizer, junto com os documentos nomatizadores, junto com as regulações, também constarem então os relatos, né, ao que cada professora consegue contar a respeito do seu próprio trabalho, né, você sempre muito gostou de ouvir a Ana falar é uma aula, né, foi rilhellis, espero que vocês se tejam aproveitando, então pra gente descobrir as práticas de letramento, né, porque assim, infantil nós ouvimos quatro professoras da, com assim, infantil que trabalhavam nessa sala de crianças de quatro e cinco anos que estão no final da, e ficam assim, infantil, é, pra iniciar conversa com as professoras, como eu não conhecia as professoras que eu ia entrevistar, é, pra incentivar essas memórias e eu fazer um contato, é, mais íntimo com elas, eu levei algumas imagens, alguns desenhos que as crianças faziam na minha sala de aula, são tentativas de escritas, algumas garatújos, alguns desenhos pra gente começar a conversar e eu também dá um dispositivo da memória pra elas, então quando você vê essa imagem, o que você lembra do seu fazer pedagógico, pra gente começar uma conversa sobre isso, Ana também tem um referencial bastante importante que é o seguinte retomando, então, é, linkando aí com que a Melina tá falando, é, esse eu achei uma ideia genial que a Melina teve durante a pesquisa de campo dela, que foi levar junto com ela, né, e apresentar como, como um capé inicial, né, como um gatilho da conversa, esses desenhos, uma vez que a Melina é, como ela já se apresentou, tava mesmo, é, dividindo com as professoras também, o mesmo trabalho, né, como professora também, da educação infantil, mas que estava entrevistando essas professoras num estatuto como pesquisadora, e daí outra coisa que a história oral trabalha são as representações que podem ter a respeito assim, nossa, mas eu vou ser entrevistada por alguém da universidade e da unicã que muitas vezes existe um imaginário em torno de que pode estar séco, pode estar errado, né, será que o meu trabalho é condizente com que se espera, então essa proposta que a Melina teve foi algo muito importante de levar esses desenhos, essas garatújas, esses ensaios de escrita dos alunos dela, para um começo de conversa, para quebrar essas expectativas e dizer, né, deixar claro, olha, é assim que o trabalho, com que é o céu, quer dizer, nada é certo, nem errado, e na história oral, esse dispositivo de você levar para a entrevista, materiais que acham uma memória, quando a gente fala a memória, uma outra coisa que é importante dizer, não é só a memória do passado, é a memória do presente, né, a memória quer dizer, o que que eu carrego comigo de lembranças do repertório meu divida, e é esse recurso de utilizar fotografias muitas vezes, levar materiais de escrita, e no caso da Melina, que ela levou desenhos e tentativas de escrita, são chamadas, né, muitas vezes denominadas como muletas da memória, né, como uma provocação, né, uma forma de acionar e ativar essa memória do sujeito que se dispõe a dar fornecer o seu depoimento sobre a sua vida, sobre as suas práticas de trabalho. Então depois que nós fizemos essa primeira apresentação, as professoras se sentiram mais a vontade de começar, uma conversa, depois de ver a entrevista, eu gravei toda a sim áldo, transcrevi e mandei de volta para as professoras, para elas validarem as suas falas, para fazerem considerações, então na história eu dar o também, a gente diz que a pesquisa, o texto, o trabalho é feito a quatro mãos, porque a gente é o pesquisador e o entrevistador junto, ele valido que ele falou, ele pode modificar, não gostei tanto dessa parte, achei que ficou, não ficou bem inflado, que eu quis dizer, e as professoras validaram as falas delas. É, é um verdadeiro trabalho de qual turia, como você bem disse na sua, no seu trabalho, na sua de certação, né? E então, agora nós vamos passar para a parte das professoras, alguns trechos, eu vou ler alguns trechos e aí nós vamos analisando, como essas práticas de letramento são abordadas. A primeira entrevistada foi a Juana, ela é formada em pedagogia, tem duas especializações e ela é professora há dez anos da equação infantil, e ela relata o seguinte, dois dias na semana, a gente escolha das salas nos ateliz, aí assim, de quinta, a gente tem até um infrêcheon de livro, ou a gente vai até a biblioteca, o que tem ocorrido mais, livros que eu leio, eles acabam pegando em prestado, os livros que eu leio, quando eu leio, eu faço registro no livro da vida, coletivo, que é um o instrumento da pedagogia fremeira. Não é muito formal assim. É um livro de registro da turma, tem as votações combinados, o que tem muito, né? É o registro da escrita. Até um dia desses, Notheliê, que eu dei, um vídeo, eu fiz a reescrita desse vídeo. Então é permeado, mas assim, se você olhar não tenha aquele momento de atividade de escrita, tem criança que vai trazendo, ela vai reconhecendo as letras, os nomes, é um movimento de escrita. Então a gente analisa que na fala da professora Juana, ela traz uma prática permeado de sentidos e que eles são construídos juntos. Esse sentido são construídos juntos com a criança. Então, por exemplo, quando ela fala que ela fez uma reescrita do vídeo, ela não usa a escrita de uma forma sistemática, ela usa a escrita para continuar uma atividade, para contextualizar uma atividade que ela já tinha feito, que foi a reescrita desse vídeo. Então ela faz uma escrita coletiva. Então a gente começa a perceber que na sala da Juana, ela consegue, para fazer a leitura escrita, fazendo as crianças refletirem sobre, mas contextualizada, não o foda do contexto, não pegando um texto qualquer e vamos escrever esse texto. E uma, só uma coisinha para acrescentar, antes de você passar para a próxima professora, essa narrativa, falando, retomando a questão da história oral, essa narrativa, a professora menciona o livro da vida, que é um recurso pedagógico, descrita coletiva, que tem como função o registro do percurso daquela turma. E que a própria professora na fala dela, no relato que ela apresenta, ela cita o celestinho frenê, que é o considerado, o pai do livro da vida, e é de uma perspectiva pedagógica da espetodologia ativa, etc., etc., etc. O quanto, voltando a questão do sujeito ordinário, o quanto de saber, saber fazer dessa professora que ela está elaborando na entrevista. Já a segunda professora é a Marina, é uma professor, ela é professor da educação infantil a 12 anos e já participou de muitas formações. E ela relata. Eu procuro trabalhar muito a modalidade com eles, tem a hora da leitura, que são todos os dias, todos os dias. Geralmente, de acordo com o tema, eu já trabalho à atividade. No momento, nós estamos trabalhando cadernos de atividades. Ontem, por exemplo, eu trabalhei duas atividades matemáticas. Eu queria que eles registrassem o numeral e depois a quantidade do numeral. Então, contra a pessoa da Marina, a gente percebe que ela se preocupa bastante com o registro, ela tem o caderno de atividades e a sua rotina contêntula e passa meio que despercebido a interação com o livro que ela faz. Então, é uma prática que ela trabalha com as crianças, ela trabalha o livro, ela traz aspectos da língua, traz aspectos do livro que não são trabalhados em atividades de registro e que nem ela se da conta que ela faz esse tipo de movimento com as crianças. Então, quando ela fala que ela trabalha tem a hora da leitura, quando uma professor da lei ela lea o título, fala quem é o autor, leu o verso do livro, mostra quem foi o historiador, se tiver a foto do autor, mostra a foto do autor. Então, esse trabalho com o livro não é registrado e não é nem valorizado na época infantil e que as crianças aprendem. Quer comentar sobre isso, Ana? Não, mas só vou retomar o quanto que nesse relato a professora, nesse processo de responder, de apresentar a prática dela, a prática pedagógica que ela desenvolve com a criança, com as crianças, até pela questão da narrativa, pelo fato dela ter que contar a melina, o que ela faz, como ela faz e como ela desenvolve a na história oral também a gente comenta o quanto que a narrativa é um momento de elaboração intelectual mesmo, que a gente acaba por necessidade refletindo sobre aquilo que a gente está falando. Isso mesmo. E a terceira professora é a professora Julia, ela é professora da educação infantil a quatro anos e ela narra também que utiliza a leitura para iniciar algum assunto para dar um ponto a pé inicial em algum tema com a turma. Ela relata assim, a gente faz a roda todos os dias e na roda quase todos os dias a gente ler algum livro e outra coisa que a gente faz na roda em relação a função social da escrita, a gente lebe leite. Então toda vez que eu colo um milete no caderno eu lei esse bilete ou às vezes a gente acha uma palavra, umas palavras nos livros bem difíceis, pergunta para eles o que eles acham que é e aí eu vou explicando alguns vocabulários, escreva os palavras desconhecidas, a gente tem a chamadinha também. Hoje todas as crianças identificam a escrita do seu nome, a escrita do nome do colega e a gente faz brincadeiras na hora do crachá. Uma que eu faço, eu escondo a leitura e vou liberando uma por uma, para eles adivinharem de quem é o nome da criança. Tem essa leitura e eles vão adivinhando, vão tentando adivinhar. Às vezes eu levo para o roda ou a fabeto móvel, aí eu monto o nome do a criança, faço chamadas assim. A gente faz pesquisa escrita no computador, a gente pesquisa animais, vem no laborato de informática, pesquisa dar sobre o animal, aí eu vou falando qual é essa leitura, com que leitura começa e ela sempre faz, eu sempre faço essas associações. Então alguns já estão tendo essa consciência fonológica. Então quando a pessoa das julhas, nós percebemos que ela tem consciência da aproximação que ela realiza na sala em relação a reflexão da língua. Então ela pergunta para as crianças com que leitura começa, como a gente escreve determinada palavra e ela relata também, pela trabalho a função social da leitura, quando ela lebe leite, então, que é um bilete. Então só ela leu o bilete para as crianças na roda, as crianças já incompreendem, por que serve um bilete. E a nossa ter quarta entrevistada é a professora Carla, ela é professora 16 anos, tem poss grava doação e ela nos conta que na rotina, a primeira coisa que a gente faz é a roda, tem a questão da chamada do reconhecimento do nome e a questão do letramento. Além disso, a gente tem uma visita na biblioteca, uma vez por semana que tem a contação de história ou acesso aos livros da biblioteca. Eu já trouxe algumas coisas impressas, jornal, revista, que são coisas que a gente tem na nossa vida, na sociedade. Já levei eles na sala de internet para eles precisarem receitas, registros de receitas. E aí a gente faz brincadeiras de caça letras, então eles caçam as letras ou faberta pela escolha, a gente vai montando alfabeto assim na parede. Então é um trabalho coletrar, a gente acha letrar e começa o alfabeto achando as letras, é uma brincadeira do caça tesouro. O nosso projeto teve uma vez que nós trabalhamos com profissões, aí a gente fez um caixá e falando que eles tinham aprendido sobre determinada profissão. Então com a história da professora Carla, a gente percebe que ela utiliza bordagens lúdicas, ela trabalha a leitura e a escrita com as crianças e ela vai aproximando as crianças da alfabetização. Então ela procura o letra A, faz um caça palavras que é uma forma lúdica, é uma brincadeira e vai montando alfabeto na losa. Então olhando para essas práticas e partindo já para o final da nossa conversa, a gente percebe que dando visibilidade a essas práticas de letramento com as crianças pequenas, que muitas vezes não são valorizadas, essas narrativas das pessoas permitem que a gente apresente um trabalho que a gente olha para esse trabalho e vê como ele é incisentivo, como ele dá incisentivo para as crianças, como ele é criativo, como ele é singular, como ele tem autonomia dos professores e faz com que as crianças refletam mesmo sobre a língua escrita. As professoras usam diversas brincadeiras, leituras, ludicidade, para inserir as crianças no mundo da leitura e da escrita. Então acredito que nós abordamos todo o tema que nós tínhamos combinado, espero que não tenha ficado nenhuma dúvida, se tiver ficado dúvida, eu convido vocês, além da integral o antigo, está na revista da Zéveda de Opabilização e quem se interessar pode ler a adcercação de mestrado que está no sistema de biblioteca da Unicamp, a adcercação está entitulada os tempos e os espaços da leitura e da escrita na educação infantil. E acho que é isso, é o último dos aí, é para dizer o quanto que há todos os relatos, há presente uma perspectiva lúdica de trabalho. Acho que é isso. Sim. E quem preferir, acho que é mais fácil entrar no site do Ceal e ouvi o podcast novamente, tirar as dúvidas, pegar as referências e lá vocês encontram outros, podes outros, podes ver o podcast sobre a Fabização, com o prazer, conversar com vocês e até breve, muito obrigada, muito obrigada Ana, obrigada Melina, foi um prazer aqui, está com você mais uma vez, incompre sempre aprendendo e é muito gostoso falar de um assunto tão rico e tão importante. E nada também pelo Ceal para nos convidar, a participar desse podcast, estava prazer enorme estar aqui. Muito obrigada, até mais. Este foi o SEALI KEST. Você pode nos escutar no Spotify e no YouTube. Se quiser, você pode enviar sugestões de temas e perguntas para o nosso e-mail, SEALI [email protected].

Podcast Summary

Key Points:

  1. O podcast discute práticas de letramento na educação infantil, destacando que essas práticas são frequentemente desvalorizadas em comparação com o brincar.
  2. A pesquisa de mestrado, defendida em 2020 e publicada em 2022, baseou-se em entrevistas com professoras de crianças de 4 a 5 anos, utilizando a história oral como metodologia.
  3. A história cultural, com autores como Michel de Certeau e Carlo Ginzburg, fundamentou a análise, valorizando as narrativas de professoras como sujeitos que produzem saberes no cotidiano.
  4. As professoras entrevistadas (Juana, Marina e Julia) revelam práticas como leitura diária, uso do "livro da vida", registro coletivo, atividades com crachás e exploração de livros, contextualizando a escrita em atividades significativas.
  5. A pesquisa destaca que as professoras, muitas vezes, não reconhecem o valor de suas próprias práticas, como a mediação da leitura e a função social da escrita.

Summary:

O podcast "Seattle Cash" aborda práticas de letramento com crianças pequenas na educação infantil, focando em uma pesquisa de mestrado realizada em 2019-2020. A pesquisa, conduzida por Melina e orientada por Ana Lúcia Gettes, utilizou a história oral como metodologia para ouvir professoras de crianças de 4 a 5 anos, buscando dar visibilidade a práticas frequentemente invisibilizadas, pois o brincar é mais valorizado nessa etapa. A fundamentação teórica baseou-se na história cultural, com autores como Michel de Certeau e Carlo Ginzburg, que destacam a importância de ouvir os sujeitos ordinários e prestar atenção a seus vestígios e narrativas.

Foram entrevistadas quatro professoras, e as falas revelam práticas como leitura diária, uso do "livro da vida" (registro coletivo), atividades com crachás, exploração de livros e reescrita de vídeos, todas contextualizadas e significativas para as crianças. A análise mostra que as professoras, embora não valorizem plenamente suas ações, promovem o letramento de forma integrada ao cotidiano, sem atividades isoladas. A pesquisa conclui que essas práticas são essenciais para a formação das crianças, mas precisam ser mais reconhecidas e documentadas no campo acadêmico.

FAQs

O tema é práticas de letramento com crianças pequenas na educação infantil, explorando possibilidades de organização dessas práticas.

Historicamente, a educação infantil é vista como espaço apenas de brincar e cuidar, o que esconde e desvaloriza as práticas de letramento.

A pesquisa usou a história oral como perspectiva teórico-metodológica, com entrevistas de professoras da educação infantil.

A história cultural ajudou a compreender as práticas pedagógicas como construções históricas e socioculturais, valorizando as narrativas das professoras.

A pesquisadora levou desenhos e tentativas de escrita de seus alunos como dispositivos de memória para iniciar a conversa.

Ela usa a escrita de forma contextualizada, como na reescrita de vídeos, sem momentos formais, integrando a leitura e escrita às atividades do cotidiano.

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