O podcast "Capitão Adriano", produzido pelo Globo e lançado no Globo Play, revela a trajetória do ex-policial Adriano da Nobre, que passou de oficial da Polícia Militar do Rio de Janeiro para se tornar um dos principais líderes do submundo do crime local. Inicialmente, ele entrou na PM com grande potencial, mas foi expulso por desobediência e operações ilegais, como atacar favelas em carros particulares e realizar operações sem autorização. Durante a prisão, foi convidado por Rogério Mesquita, fazendeiro influente, para atuar como segurança de uma família envolvida no jogo do bicho. Com o tempo, o Adriano passou a liderar a segurança da família Garcia, especialmente após a morte do "maninho", o principal herdeiro. Ele foi envolvido em múltiplos homicídios, incluindo o assassinato de Leandro do Içanto Silvo, um guardador de carros, e o matar do pai do "zé personal" em um centro espírita. A ligação entre ele e os políticos Flávio Bolsonaro e Fabristo Queroes foi descoberta por investigações do Ministério Público, que apontam para rachadinha e execuções. Apesar de denúncias contínuas, o Adriano nunca foi condenado por homicídio e permaneceu livre até a morte. A investigação mostra que sua ascensão foi impulsionada pela crise interna da família Garcia, que o tornou o sucessor legítimo, com poder de comando no jogo do bicho e na administração de fazendas. O caso evidencia como a corrupção e a ineficiência da polícia permitiram que o Adriano se consolidasse como um dos maiores criminosos do Rio, com presença marcante no submundo criminal do país.
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Gólia e Reveja pelo controle remoaiva na Globo a nova era da TV.
Antes de começar, um aviso.
Essa série contém descrições de cenas fortes de violência.
Elas podem causar incomodo alguns ouvintes, mas não são contadas sem motivo.
No final de setembro de 2021, eu fui para Bahia, para a Esplanada, e fica três horas
de Salvador.
Eu fui pra lá para tentar entender como é que foi a ação que terminou com a morte
do Adriano da Nobre, um dos criminosos mais procurados do país naquela época.
Ele foi morto no domingo de a nove de fevereiro de 2020.
Eu já faço reportagem sobre crimes de grande repercussão do Rio há dez anos.
Muitas fontes já mencionaram o nome dele para mim ao longo desse período, mas eu nunca
consegui escrever ele no jornal, todo mundo tinha medo.
Eu só conversava sobre o Adriano em off, e o nome dele nunca ia parar no papel.
Não só do jornal, como também desinqueiro da polícia.
E quando eu cheguei lá na Bahia, foi essa mesma sensação que eu tinha.
Quando eu perguntava para as pessoas sobre o Adriano, as pessoas continuaram tendo medo dele,
mesmo depois de morto.
O Adriano foi morto num vilarejo chamado Palmeira.
É um lugar pequeno, não é um lugar de casas ricas, não é um lugar de casas grandes
fazendas?
Não.
São pessoas, humildes que moram na beira do mistrado.
Nesse lugar só tem uma casa um pouco maior, pra casa o que o Adriano foi morto.
A casa que ele estava se escondendo.
No dia que ele foi morto, ele estava fugindo.
A polícia já estava perseguindo ele pela Bahia, ele tinha pedido ajuda para um amigo,
não fazendeiro, influente na região, e ele ficou sabendo que a polícia já tinha a localização
dele na noite anterior.
Ele fala pra fazendeiro que ele tem que sair da ali e fazendeiro levar pra essa propriedade
pequena, que na verdade é uma casa com um jardim grande.
Passando a noite ali, só que às 6 da manhã, a polícia da Bahia já tinha preparado
uma mega operação pra prender 70 policiais, todos do Bob.
Em cortou uns carro aí, tudo de homem preto, eu pensei que era guarda e municipal, que
foram opiniões, que era feira acaritiva, mas isso aí foi de tanto polícia, polícia mais
polícia.
Daqui da frente, até no portanto, tinha carro de polícia.
Os carros que viam de lá de cima ou alguma moto, tinha medo de passar e cortaram-la por
cima pra ver a linha, pra sair lá na frente, pensava que era abrigo da polícia.
Quanto policiais nós andaram?
Foi um três policiais que entraram na casa.
Segundo o relato oficial, o Adriano teria dado pelo menos 7 tiros na direção dos policiais.
Os dois policiais que estavam na retaguarda deram cada um um tiro, por um tiros que mataram
Adriano.
Eu estava encerramento no castanho, não sei o que eu acharia que estava usando o saco só,
porque é deus há mais.
Ali ninguém consegue esquecer esse dia, da quantidade policiais pelos tiros, que ali nunca,
praticamente ninguém tinha ouvido o tiro na vida antes, e o dia que o Adriano foi morto
está na cabeça das pessoas, até hoje, e parece que não vai sair.
Um podcast original golbo-play, produzido pelo jornal o Globo.
Visto eleiros, episódio 2, capitão Adriano.
No submundo do crime do Rio, o Adriano tinha vários apelidos.
Os polar, maromba, gordinho, mais, o melhor deles era fantástico.
Ele não fala o telefone, nós temos um único momento que é a voz de capitão Adriano.
Essa é Simone Cibilho, você já ouviu falar nela no fim do episódio passado, só que
agora está ouvindo a voz dela.
Ela e a Alicia Emily foram as promotores que mudaram os rumos do caso Maria, juntas,
elas foram ouvir o Orlando Curisica no presídio.
Elas também foram responsáveis pelo inquérito que levou o Adriano a verão foragido da justiça.
Porque ele não falava, ele foi aprendido com quase 11 celulares na Bahia, com vários chips,
e quase nada relativa a própria organização ali estava.
O Adriano era aquele cara que cometia vários crimes e a polícia não conseguia chegar
nele.
Se rolava pela cidade e ninguém via.
Porque a troca de celulares era imensa, ele mesmo tinha um protocolo de trocas constantes
e orientava o secto deles, rompáças dele, a trocar constantemente de celular.
E esse silêncio sobre o Adriano demorou muito a ser quebrado.
E a maior ironia é que ele foi quebrado por um crime que ele não cometeu.
O Adriano não matou a amarela, e segundo a investigação oficial do crime, ele nem participou
do domicídio.
Mas foi a investigação do domicídio da amarela que tornou possível que ele saísse da sombra.
Eu costumo falar para os familiares, nós não podemos nunca mais trazer de volta a amarela
andas.
No mais, nós podemos trazer para elas um conforto no sentido de que a partir dessa investigação
a gente conseguiu esbaratar organizações criminosas que já mataram pessoas que poderiam
matar as pessoas.
O chacoalhando esse submundo do Rio é que as promotoras chegaram no militiano Orlão
do Curicico e o Adriano foi exposto.
O chefe, o chefe é o capitão Adriano.
A primeira informação sobre o Adriano da Nobrega que conseguiu coletar chegou para
mim por entrevistas que eu fiz com pessoas que conviveram com ele quando ele fazia o curso
profissial da polícia militar.
Ele estava na academia da PM, e ele contou essa história para colegas e para instructoros
dele de como ele quis entrar na PM, ainda quando ele era criança, adolescente.
Adriano teve infância de adolescência dividida entre dois lugares, a zona norte do Rio,
uma favela bem pequena onde ele morava com a mãe e a região serrana do Rio, uma fazenda
onde o pai tinha um pequeno pedaço de terra.
Essa área se queria fazer parte da vida dele por muito tempo, mas nesse momento ele era
apenas uma criança, vivendo entre os dois lugares.
Na favela da zona norte, onde a mãe morava, ele estava bastante acostumado com operações
policiais.
Mas aconteceu praticamente todo mês.
O Bob estava enfrentando bandidos ali, já que erazinho na saída do túnel de uma rosa
de madrugada.
Quem me ajuda a juntar os pedaços dessa história é o capitão reformado e excavira o Rodrigo
Pimentel, que você já ouviu por aqui.
Ele foi um dos autores do livro que foi adaptado por cinema e virou o filme Tropa de Elite.
O Pimentel inspirou o personagem do capitão nascimento.
E ele lembrou que naquele dia a voo dele, a voo da Adriano, foi por uma janela.
Olhar a ação do Bob.
O Bob é a vestor um criminoso alguém no beco do lado da casa dele.
E uma equipe do Bob ficou suspeitou da conduta da voo da Adriano e invadiu a casa.
E o Adriano estava dentro de um quarto.
Eles entraram na casa, postura de combate, mas quando viram que era uma senhora, falaram
com ela, revistaram a casa e tal foram respeitosos.
E o jovem Adriano, aluno do ensino médio, ele vai até a equipe do Bob, explica a equipe,
E a minha volta tá volhando pela. A janela, porque ela ficou abrensiva, curiosa, e ela foi para a janela para saber
que estava acontecendo, mas a gente não tem nenhum tipo de envolvimento com o tráfico.
E a equipe do Bob, a agradeceu ao jovem, e foram embora.
E anos depois, talvez cinco anos depois, disse que aquele momento fez com que ele tivesse
a ideia de entrar para a polícia e entrar para o batalhão de operação especiais.
Essa é a primeira lembrança que as pessoas na PMTEM do Adrião.
Foi um episódio em que os policiais agiram dentro da lei,
em que os policiais foram respeitosos, uma abordagem padrão bem feita.
O Adrião não seguiria exatamente esse caminho na PMTEM.
Na verdade, a ilegalidade é que marcou a trajetória da Adrião na corporação.
Ele entrou na PMTEM no final de 1996, aos 19 anos.
Pouco tempo depois ele já fez o curso de operações especiais, aquele mesmo curso que é mostrado
no filme Tropa de Elite, curso dos Caveiras.
Essa entrada do Adrião no Bob é importante para entender o que essa geração de oficiais
que entrava ali significava e significa para a PMTEM hoje.
Tem duas coisas que são importantes de controlar.
Todo mundo sabia que o Adrião era uma pessoa altamente preparada para fazer execuções.
Essa é a verara hoje.
Ela é minha colega de redação, da minha repórter de jornal globo.
E ela cobrou a trajetória da Adriana, ao longo dos últimos 20 anos.
O janto com a equipe que foi chamada de os galácticos.
A turma da Adriana, a turma de 2000, é conhecida na PM como os galácticos.
O nome veio do apelido que o Real Madrid tinha na mesma época.
Era um time de peso, os melhores jogadores do mundo.
Ero assinou em mudar de excelência em vários meios, inclusive no Bob.
Foi menor equipe de aquela época.
Os melhores escritores de informação excelente.
São oficiais que se destacavam muito naquela época
como grandes oficiais operacionais.
E vários deles, inclusive, chegaram a cargo da elite da corporação.
Hoje, pelo menos, dois oficiais se formaram com Adriano
que chegaram a cargo de comandante de batalhão.
Inclusive, um deles foi comandante do Bob.
O Adriano era treinador, ele que foi do Bob.
E ele era tão bom, tão preparado de grande assim,
que ele acabou, se não instrutou.
Só que vários outros galácticos, incluindo o Adriano,
acabariam presos durante a carreira policial.
O Adriano era um dos mais desacreditados naquele curso.
Os instrutores e policiais que fizeram um curso com ele
não achavam que ele passaria.
Achavam que ele ficaria pelo caminho.
Porque o Adriano não tinha o perfil de quem passava no curso.
Geralmente, quem passa no curso de operação especiais
é mais ágil, é menor.
Tem um biotipo que eles chamam de minhão,
que consegue passar por obstáculos, consegue entrar em becos
muito pequenos, consegue entrar e sair de lugares sem ser percebidos.
E o Adriano era muito grande, ele era muito espalha-fatoso.
Mas mesmo assim, ele conseguiu passar.
Ele passou no curso, no final de 2000, se formou cavera.
Oficialmente, geralmente, os caveras, os policiais cursados,
policiais que fazem curso passam a maior parte da carreira deles no BOP,
só que o Adriano não duraria muito no BOP.
Ele seria expulso do batalhão por indisciplina.
O Adriano feriu uma das coisas mais importantes
entre os oficiais do BOP, a questão hierarquica.
Realizava operações no complexo do alemão
utilizando seu carro particular, inclusive.
Não sei se o Santana, o Lopala, não sei que quatro portas.
Ele costumava fazer operações clandestinas,
sem autorização do comando.
E que nos dias em que não tinha operação programada,
em que os policiais, naquele plantão,
não estavam programados para sair para determinada favela,
o Adriano enxia o carro de fuzir e de homens
que estavam dispostes a fazer isso com ele.
E ele entrava na favela embarcado no carro.
E o bandido jamais iria esperar que uma equipe de operações
mensais entrasse na favela embarcada de um carro.
Porque é muito perigoso, porque o Santana é no carro.
Então o bandido, ele baixava a guarda.
A chamada Estroias,
e a população que mora em favelas do rio, conhece bem.
Quando policiais entram na favela escondidos,
e atacam perrepente.
Entram no carro, numa casa,
e fazem um ataque surpresa.
Isso pode dar certo uma, duas ou três vezes.
Na quarta ou quinta vez, isso vai terminar em tragédia.
Para a equipe que está tentando realizar essa ação dentro de um carro,
ou então, para um civil, que entrou com o carro parecido na favela.
Em corções que acabavam dando problema para o batalhão.
Problema para que o batalhão se explicasse depois.
Essa operação era tão reprovável no ponto de vista técnico,
que o Adriano não compartilhava dessas operações
com um escalão superior.
Com andante do Bob não sabia que ele realizava operações desse tipo.
O Adriano parou de ser considerado um grande oficial,
um cara que tinha futuro no batalhão,
para ser considerado um oficial disciplinado.
E por isso, acabou saindo do Bob com três anos de batalhão.
Mas no Bob, aconteceu uma coisa importante.
Foi no Bob, que o Adriano teve o primeiro contato,
como a família que chegaria ao topo do poder no Brasil,
décadas depois.
A família Bolsonaro.
O Adriano foi instrutor de tiro do então deputado Flávio Bolsonaro
no início dos anos 2000, quando trabalhava no Bob.
Eu era 50 anos de batalhão com a fecha como era o mais índio,
a cabela do Adiante.
O Flávio contou essa história muitos anos depois,
quando estava sendo investigado pelo Ministério Público
sobre suspeita da prática de rachadinha,
que é o Divido do Dinheiro Público do Gabinete dele,
ele disse que conheceu o Adriano justamente nos tães de tiros do Bob.
Quem indicou o então tenente Adriano como professor de tiro
para o então deputado estadual Flávio Bolsonaro,
foi um policial muito amigo da família Bolsonaro.
Hoje, conhecido nacionalmente,
Queroes, Fabristo Queroes, que era sargento da PM na época.
Que era próximo, inclusive, do pai do Flávio, já ir.
O Adriano e o Queroes tiveram trajetórias que se encontraram na PM.
Inclusive, eles têm uma história juntos.
Fantástico teve acesso a um relatório do Ministério Público do Rio de Janeiro
que questiona a investigação do que pode ter sido uma execução
envolvendo Fabristo Queroes e Adriano da Nobriga,
quando os dois eram PMs.
Os dois mataram o homem suspeito de tráfico na cidade de Deus.
Queroes e Adriano alegaram legítima de feza na época.
O inquérito que já dura 17 anos
foi interrompido diversas vezes
e pode perder a validade em três anos.
O Adriano tinha saído do Bob há pouco tempo
e tinha ido trabalhar com o Queroes no 10-moitavo batalhão.
O Adriano novatam no batalhão
e o Queroes um sargento já experiente.
Eles entraram na cidade de Deus
e segundo o depoimento que o próprio Queroes deu logo depois da ação,
eles encontraram um grupo de pessoas armados
que teriam feito disparos os policiais revidados.
E depois desse suposto confronto,
os policiais disseram que geralmente policiais que participam de confronto
dizem que encontraram o corpo de um homem,
um homem chamada Anderson Rosa de Souza,
junto a uma bolsa preta, caído no chão.
A família diz que ele não tinha ligação com tráfico,
que era inocente e que ele foi executado pelos policiais.
Ele morreu com três tiros,
duas pelas costas, um pela frente.
Dessa diferença entre tiros na frente e pelas costas
indicam pelo menos um disparo de confirmação
em que a pessoa já foi atingida antes
e depois tomou mais um tiro para confirmar a morte.
O adriano nunca respondeu para esse crime.
O Queroes até hoje não responde.
O inquérito ainda está em andamento.
Anos depois, o Queroes se tornaria assessor do Flávio Bolsonaro
e contrataria duas pessoas ligadas ao adriano
para trabalhar no gabinete dele.
Aí, mulher e a mãe.
As mulheres do adriano trabalhou por mais de 10 anos no gabinete,
só que o MP descobriu que as duas faziam parte do esquema de rachadinha.
Juntas as duas repassaram 200 mil reais que ganharam entéssimo salário
para o Queroes.
Elas hoje são denunciadas por esse crime.
Esse é o MC de que o adriano cometeu junto com o Queroes.
Aconteceu quando ele estava lutado no décimo e estava batalhão.
Poucos meses depois, ele foi movimentado novamente.
Saiu do décimo oitavo para o décimo sexto batalhão.
O décimo sexto batalhão fiquem em uma área com algumas favelas.
E o acontecimento que mudaria a carreira do adriano, de vez,
aconteceria em novembro de 2003.
Ele tinha uma garnissão, né?
Conhecida como garnissão do mal.
E era uma garnissão conhecida por uma prática que eu já mencionei aqui.
As mineiras.
E esse grupo, como esse acho, estortuiam dinheiro das pessoas.
pegavam e se mostraram, rapidaram, se mostraram pessoas de algumas favelas e levavam para os talpões ou terremos, do mercado que você baixou na penha.
Só liberavam a partir do momento em que elas pagavam pela liberdade.
E ele levava para lá, tuturava, saque na cabeça, choque elétrico, tudo que você possa imaginar em termos de tutura, nem método de tutura.
Isso na época era uma prática comum cotidiana até. E ela foi denunciada.
E nisso ele fez assim uma sequência 3 de 3 pessoas dessa forma, a terceira vítima.
Um guardador de carro.
Não tinha um dinheiro todo e combinou com a garmissão de Adriano de Clara.
Eu não tem esse dinheiro todo, não sou quem vocês estão pensando.
Mas eu vou pedir, mas se vocês me solparem, eu vou tentar pedir para alguém ajudar.
Eu vou pedir para estar para a minha família.
Aí eles aceitaram, eles fizeram, eles já acabaram.
É isso, não é ó, imagina. O cara está sendo tuturado.
Um monte policiais armados, eles sabiam, eles tinham força, eles sabiam, imaginavam que o cara não ia fazer nada.
De errado que eles se achavam os donos, os deuses, os senhores aviçolos.
Ele procura a polícia para denunciar que o Adriano,
os policiais que trabalhavam com ele, se coestaram guardador de carro, torturaram ele e só liberaram quando ele pagou mil reais.
E ele ainda ficou de pagar mais mil.
Mas ao invés de fazer o segundo pagamento, ele foi fazer a denúncia.
E que não seria só ele, outros moradores foram porturados, também por essa garmissão, a garmissão do mal.
Fala, era inclusive a garmissão teu nome, a garmissão do mal presidente, essa mão matéria. E nisso houve uma grande operação, a pobreza, a sua operação foi lá.
O nome desse cara era Leandro do Içanto Silvo.
Era casado, não tinha antecedente criminal nenhum.
E ele trabalhava na frente do Copacabana Palace, guardando carros ali na praia de Copacabana.
E no dia seguinte que ele fez essa denúncia, ele foi assassinado a tiro, na porta de casa.
Leandro do Içanto Silvo, 23 anos era guardador de carros da Sete Rio.
Hoje ele foi assassinado de um manhã, contigo na cabeça. Na última sexta-feira, Leandro denunciou o espetor geral coronel João Carlos Ferreira,
que tinha sido preso, torturado por dez policiais militares, do décimo sexto batalhão da PM, em olaria.
Os policiais queriam dois mil reais para deixá-lo em paz. Esta testemunha contou que este mesmo grupo de PMs
vem aterrorizando comerciantes e moradores da região.
Eles começaram a sequestrar, torturar, essas viaturas, como parece, na favela.
Dia assim, dia não, praticando horros, dando tiro no meio da rua. Não é troca de tiro eles que chegam a tirando.
Pega criança, pega morador.
O lado da necrópsia provou que ele tinha leisões compatíveis com sufocamento, com a tortura que ele sofreu e com as agressões que ele relatou.
A investigação do domicídio concluiu que o tiro que matou Leandro, de fato, partiu de um PM, um PM da patrulha do Adriano.
E um PM que a gente vai ouvir, fala mais dele ao longo desse episódio. Soldado Luis Carlos Felipe Martins, o Orelha.
Tanto na PM, quando fora dela, o Orelha foi um braço direito do Adriano.
E naquele mesmo dia, buscando o que esse homicídio provocou isso, foi manchete em todos os jornais com andantes do batalhão Caio.
Os 10 policiais militares prestaram um depoimento na delegacia.
O comandante do batalhão foi exonerado e preso, porque ameaçou os repórteris que registravam imagens dos militares suspeitos.
Eu vou processar vocês se vocês tirarem ou fazer como se ficam atrapers.
Ele vai ficar preso por 30 dias.
Os outros 10 PMs, acusados de homicídio, também tiver a prisão decretada.
Aí, a trajetória do Adriano, começaria a mudar na PM.
No final daquele dia, o Adriano iria entrar no batalhão especial prisional, onde ele passaria os próximos anos.
E ele se aproximaria cada vez mais do submundo crime do rio.
Mas antes de se aproximar do submundo, o Adriano foi homenageado.
Em junho de 2005, o Adriano ganhou a medalha tiradente, que é a maior honraria da Assembleia Legislativa do rio.
Quem concedeu a medalha para ele foi o deputado estadual Flávio Bolsonaro.
O ex-aluno.
Poucos meses depois de ganhar a medalha, o Adriano foi condenado, condenado pelo assassinato do Flanelinha, a 19 anos e seis meses de prisão.
E logo depois da condenação, no dia seguinte, foi defendido na tribuna da Câmara dos Deputados, lá em Brasília, pelo deputado federal Ger Bolsonaro.
Pela primeira vez, eu compareci, integralmente, um tribunal de júri na segunda-feira próxima passada.
Tava sendo julgado um tenente da Polícia Militar de nome Adriano.
A acusação era que numa encursão, numa favela, teria sido executado um elemento, que apesar de envolvimento com o nargo atráfico,
a imprensa deu connotação que ele era apenas um simples franelinha.
E toda essa estimunha de acusação, seis no total, todos tinham envolvimento com o atráfico, todos, o que é muito comum.
E ele era o décimo militar a ser julgado.
E o que é curioso, deputado Betão, você conhece que é do Rio de Janeiro, é que o militar aqui havia apertado o gatilho e matou realmente aquele elemento.
Ele foi absolvido, e o tenente, com andando a piqueiro, com andando a operação, foi condenado há 19 anos e seis meses de presão,
inclusive enquadrado como crime e adiando.
No alto da tribuna, o Bolsonaro disse que considerou a sentença injusta, chamou a vítima, o Leandro.
De elemento envolvido com o nargo atráfico, e o Adriano de brilhante oficial.
Foi possível, inclusive, né? Se esquecendo do fato, ele sempre foi um brilhante oficial e foi um domingando primeiro na Academia da Polícia Militar.
O impressionante é que vários policiais militares são denunciados por homicídios a justiça e alguns até condenados,
mas nem todos são defendidos na tribuna da Câmara.
O Adriano foi, tinha alguma coisa especial na relação do Bolsonaro com aquele policial.
Foi dentro da cadeia, justamente nesse período, que o Adriano começou a trabalhar pro crime.
Quem fez o convite foi um fazendeiro, que já conheceu Adriano há muitos anos e que visitou ele dentro da cadeia.
O nome dele é Rogério Mesquita.
Muito influente na região de Guapimirim, com as feiras de Makaku, na região Serrano do Rio.
E ele conheceu o Adriano desde pequeno, porque o Adriano frequentava fazendas naquela região.
O pai do Adriano tinha um pedaço de terra ali.
Esse pedaço de terra que o pai do Adriano tinha ficava numa região dominada por uma família de bichiro.
O Rogério Mesquita estava ali como um administrador, um administrador da riqueza de uma das famílias que dominava um bicho.
E naquela época tinha um convite para fazer pro Adriano.
A família estava vivendo um momento difícil, estava vivendo uma guerra interna,
e eles precisavam de policiais capazes, policiais operacionais, que pudessem fazer a segurança dos integrantes desse clã.
E o policial mais capaz que o Rogério Mesquita conhecia, que inclusive conhecia desde pequeno, era o Adriano.
Então ele foi na cade e perguntou para o Adriano se ele poderia trabalhar para a família.
O Adriano na época estava passando para um momento difícil, antes de ser preso,
ele fazia serviços particulares, ele tinha trabalhado numa casa de shows na Lapa,
ele tinha trabalhado para uma empresária do ramo das telas comunicações,
então ele complementava a renda de outras manieras.
Ele era um cara de uma família muito pobre, então esse complemento era fundamental para ele.
Na cadeia ele perdeu essa fonte de renda.
E o que aconteceu foi que ele ofereceu o serviço dele.
Mas como ele estava preso, ele não podia fazer a segurança das pessoas, mas ele podia indicar.
Então praticamente o que ele ofereceu foi, vocês me pagam 5 mil reais
e eu indico policiais do Bob para fazer a segurança das pessoas dessa família.
E foi isso que aconteceu.
Perdeu o Adriano para contravenção.
Foi uma grande decepção.
E eu não sei até que ponto ele ter estado do Bob em algum momento difícil,
lá do Bob de muito combate, eu não sei até que ponto isso favoreceu essa migração dele.
Por quê? Porque quem está no crime procura guarda costas.
E vai procurar guarda costa aonde?
Nas unidades policiais, onde os policiais são combativos. Qual é a melhor? É o Bob.
Por 5 mil reais ele indicou um outro oficial e vários praças do Bob.
pra que pudessem fazer a segurança do clã Garcia, uma das famílias mais influentes do jogo do bicho no fim.
Ele ficou por mais ou menos um ano indicando policiais pra serem guarda-coachas da família,
só que em setembro 2006, o Adreno foi absolvido em segundo instância do assassinado Leandro guarda-do-de-carve
e pode sair da cadeia. A partir de então ele assumiria como segurança principal da família.
[música]
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A busca por segurança era justificada. Na época o clã Garcia vivia uma crise.
Os gassias controlavam e até hoje controlam o jogo do bicho na zona súbina tijuca.
Bairros ricos e barros importantes nessa geografia do que ele me organizava aqui no Rio.
Na época o nome mais importante da família era o Valdo Miro Paz Garcia, o maninho.
Ele era o cabeça da família, era o cara que controlava o jogo.
O maninho era uma figura conhecida no Rio. Ele era o patrono do salguheiro,
uma das escolas de soma mais famosas, principalmente ali no final dos anos 90,
no início dos anos 2000, era um cara violento, arrogante, falas trão e abusivo com as mulheres.
Só que em 2004, quando Adriano ainda estava preso, ele foi executado.
Ele estava saindo de uma academia junto com o filho adolescente e ele foi emboscado e morto.
O maninho havia sido assassinado na saída do macademe de ginástica.
Esse é o Marcelo Pazcoalette, policial federal que trabalhou no inquérito do caso Maria.
Ele já apareceu aqui. Ele também investigou o Adriano da Nobre.
Com isso, o espolho do maninho fica de fuso.
A morte do maninho não foi um episódio isolado.
Um mês depois morreu o patriarca da família, o pai dele, que era conhecido como seu Miro.
Ele já estava doente, já estava quase cego e enfim, não participava dos negócios.
Negócios ficavam com o filho, mas a família ficou sem sua cabeça.
Depois das mortes a família rachou.
E todos os parentes vivos começaram a se acotovê lá a brigar por um náco do espolho.
Todo mundo queria um pedaço.
E naquele momento, o principal herdeiro ou primeiro herdeiro era o irmão do maninho.
Ao ser bídeis, ao ser bídeis de Garcia, conhecido como bídeis.
Logo depois das duas mortes, ele assume o papel de patrono do salguheiro e ele vira o cabeça do organização.
E o Rogério Mesquita, que era o operador da família, o braço direito do maninho, começa a trabalhar para ele.
Só que as outras partes sentiram prejudicadas.
É aí que a história começa.
Porque ele tem duas filhas que, por uma ordem da mafia que comando o jogo, não podem assumir por serem mulheres.
E o filho homem é muito novo ainda para tomar frente.
Acabou que os maridos tomaram a frente.
A Chana, se caso com o homem chamado José Luiz de Barros Lopes, o José personal.
Tem esse nome justamente porque era personal trainer do maninho e da filha.
E a Tamara Garcia, a segunda filha e o Bernardo Bel.
A Tamara casou com o Bernardo, que era um vendedor de uma loja no shopping.
Os dois se conheceram também em uma academia.
Essas partes começaram também a se armar para tentar tirar o bídeo do posto de chefão.
E foi por isso que o Roger Mesquita, o operador da família,
o cara que agia nos bastidores, foi chamar o Adriano na cadeia.
Ele temia que o bídeo fosse morto.
E sabia que com uma segurança formada por a gente do Bob, isso não aconteceria.
E é assim que o Adriano começa a trabalhar na família, como segurança do bídeo.
Mas isso não duraria muito tempo. A trajetória do Adriano na contra-avanção é marcada por traições.
Ele acabaria se envolvendo em episódios, fariam com que ele mudasse de lado várias vezes.
E o primeiro a ser traído foi o próprio bídeo.
Abrega pelo espolho, acabou afastando vários membros da quadrilha do maninho do negócio.
Eles estavam com medo de morrer, estavam se sentindo ameaçados e, de fato, saíram do negócio.
Isso abriu espaço para o esé personal.
O esé personal não era nada quando o maninho estava no poder.
Ele só era marido da filha dele.
Ele começa a querer mostrar que um dia ele poderia ser o chefe do bando,
poderia ser o chefe do clangarcia.
Isso acaba causando medo nos compaços.
É assim que ele acaba virando gerente dos pontos de bicho da família.
Quando o esé personal começa a crescer, o Rogerio Mesquita, o Padrinho do Adriano, o cara que trouxe o Adriano para a família,
começa a sentir que o Adriano estava cada vez mais próximo do esé personal e não do bídeo.
O Adriano acaba largando a segurança do bídeo fazendo a segurança dos esé personal aos poucos.
Os esé personal no meio Adriano como chefe de segurança dos pontos de bicho.
Essa mudança configure uma traição, porque inicialmente a missão que o Rogerio tinha dado pro Adriano
era resguardar a vida do bídeo, que ele considerava o herdeiro legítimo.
A partir do momento que o Adriano vira casaca os dois rasgos.
A partir da linha a gente começa a ter história de assassinatos,
mas sério deles cometidos pelo grupo do Adriano, o grupo capitaniado pelo Adriano.
A crise entre o Adriano e o Rogerio começa com provocações
e acaba chegando a um ponto de não retorno.
O Adriano tenta matar o cara que levou ele para a família,
não atentado em cachoeiro de macacu,
na saída de um evento da pecuária da região, o Rogerio Mesquito está emboscado.
O carro onde ele estava é atacado a tiros,
só que ele estava com um policial, um segurança, o policial atira e ele consegue sobreviver, ele consegue fugir.
E logo depois desse atentado, o Rogerio Mesquito procura polícia e começa a falar.
Ele conta tudo, um depoimento de 11 páginas,
ele detalha tudo que sabe sobre entrada do Adriano na contravenção,
todos os homicídios que ele tinha cometido até ali
e acusa formalmente o Adriano e os é personal de serem os autores do atentado contra a sua vida.
Tudo que a gente sabe sobre entrada do Adriano no crime está ali, contado naquelas 11 páginas.
Ele diz que foi a cadeia, que trouxe o Adriano,
diz que o Adriano faria segurança do bídeo, conta da traição
e conta que os é personal começou a usar os serviços do Adriano como matador de aluguel.
Começou a pagar o Adriano pra tirar do mapa as pessoas que poderiam entrar no seu caminho com um autopo da hierarquia do bicho.
Os é personal tinha uma missão para o Adriano,
na saída de um pagode na quadra do salguheiro,
foi em janeiro de 2007.
O Adriano ficari estacionado com o carro na saída da quadra,
esperaria esse desafio de ser personal saído do pagode
e perseguiria o carro dele pela tijuca até um momento,
melhor momento para se emboscar esse carro.
Isso de fato aconteceu.
O carro foi em direção ao barro de Jacaré Paguá, no final da via, em parelha e atira.
Só que não era o desafio de ser personal que estava dentro.
Nesse dia, o Adriano matou dois inocentes,
um casal de namorados que estava curtindo o pagode.
O Rafael e a Juliana, eles tinham ido para o Pragoide e ele, no final, tinha combinado
de levá-la para a casa, ela morava em Jacarapaguá, o caso foi morto no meio da guerra dos
Garcias.
Um mês depois, o desafeto desepersonal é morto da mesma forma, no emboscada, saindo
da quadra com o mesmo modo operante.
No depoimento, o Rogério Mesquita conta exatamente essa história, segundo ele, os
depoimento do Rogério Mesquita também cita outras mortes, ele diz que o Adriano tinha
espacializado em matar e que ele usava a mesma estratégia para matar todas as vítimas.
Ele diz o seguinte, abre aspas, ele usa um fusilco a coronha cortada e se coloca no
banco de trás do veículo, de forma que posiciona somente o cano da arma pro lado de fora, evitando
assim que as cápsulas saiam para fora do veículo, tirando a possibilidade de um confronto
de balístico, fechar as vítimas.
Depois que o Rogério resolveu falar, ele foi morto.
E tem informações no rio, agora oito é esboatato.
O Rogério, o Rogério contou que ele já tinha sofrido o apentado no ano passado, quando levou
um tiro na perna, o motivo seria um denúncias feitas pela vítima contra a máfia dos caçaníquias,
a principal linha de investigação, é a execução.
Ele sempre escapou de qualquer tipo de colhernação, porque as pessoas ficavam com medo.
Eles tinham muito chegam, não lembram dele, tinha ouvia uma situação dessa.
No caso do Rogério Mesquita, o Rogério Mesquita se sofrou um apentado e depois ele foi morto
de fato, poucos meses depois, chegou nem se um ano, ele foi assassinado do Rogério Mesquita.
Ele tem a na praça, a nossa hora da paz em panema, né?
Ele foi assassinado de manhã, no horário em que babais e crianças lotavam a praça
nossa senhora da paz, que fica do lado do local do crime.
Nessa época, o Adriano ainda era policial, ele ainda recebeia dinheiro pago pelo Estado,
mas o atentado contra o padrinho colocou o Adriano no radar da PM, ele foi afastado
do serviço.
Mas esse salário continuou caindo na conta todo mês.
Mesmo com o nome estampado no depoimento do Rogério, após o afirou o atentado, o
Adriano nunca respondeu pelo assassinato que vem seguido.
O nome dele, tão raro nos papéis, só foi ligado ao crime muitos anos depois.
Apareceu no relato do Orlando Curecica.
Pois é, então vamos lá.
O maninho, o maninho, maninho, aquele do salguer, o maninho morreu e teve uma guerra na família,
por causa de espolho, na guerra interno, rível, entre as irmãs e o Rogério Miscita, é
o Rogério Miscita, que foi o cara, que então ficou na frente, ficou diferente da sexta-la
tomando conta desse episódio do maninho.
Essa é a voz de nosso lucutor, interpretando o depoimento que o Orlando Curecica deu pra
os promotores.
Aqui, ele fala sobre a guerra na família Garcia.
E o grupo reuniu, então, pela primeira vez, até onde eu sei, pra matar esse cara, entendeu?
E a partir da morte desse Rogério, meu chapa, raí começa a sucessão de mortes, envolvendo
aquela área da Tijuca, e seu episódio do maninho, entendeu?
A morte do Rogério Miscita levou a Adriana um novo patamar no mundo do crime.
Ele passou a administrar fazenda, aquela mesma de ele passou em fãs.
O Adriana ainda não tinha chegado ao topo, mas estava bem perto dele.
A administrar fazenda, e seguir como chefe da segurança dos pontos do bicho, levou
a Adriana oposto de número 2 da quadrilha dos é personal.
Já o bide ficou com medo de morrer e se afastou dos negócios.
Mais uma peça fora do tabelheiro.
Que à altura, o Adriano tinha sentido um pouco do gosto do poder, e queria mais.
O Adriano não queria mais ser só um segurança, ele queria ser sócio, dono, e a sede pelo
comando, só aumentava.
Os é personal te acostume de se consultar espiritualmente, ele é regularmente pra um terreno,
um centro espírita de um banda que ficava na praça seca, em Jacara Paguá, na Zona
West do Rio.
Era setembro de 2011, uma sexta-feira à noite, 8 horas da noite, mais ou menos.
Ele marcou uma consulta com pai de santo, e saiu com seu pai, e com o secretário,
pra ir pra esse terreno.
O centro espírita era formado por duas casas, uma maior, que ficava na frente, funcionava
como o sala de espera nos dias comuns, e era usado nos dias de festa.
E nos fundos da atrás de um jardim ficava uma outra casa, com várias salinhas, onde as
consultas eram feitas.
Naquele dia, o pai desé personal, ficou na casa da frente, e ele foi pra os fundos,
com pai de santo, o secretário fica na porta.
Mas não foi só os é personal que entrou no centro espírita naquela noite.
Depois um carro está acionando na porta, e saíram três homens, todos encaposados, um coelhete
da prova de bala, e armas curtas, pistolas.
Eles entraram no centro e logo viram o pai desé personal na sala de espera.
Primeiras disseiram que eram policiais e que estavam procurando o centro.
O pai desassustado, fica por ali.
Um deles, ficou com o pai dele, enquanto os outros dois foram pros fundos.
E no jardim, eles vêm o secretário, e logo atiram, ele morre ali.
Eles arrombam a porta da frente da sala onde estava o bichiro, e atiram.
Dão vários tiros, mais de 10 disparos, e acertam vários nas costas e na cabeça do
desé personal.
Que morre na hora.
O pai de santo foi assustado.
E foi enterrado ontem o corpo do gênero do bichiro, valdo-miro Paz Garci, o maninho, que
foi assassinado em 2004.
José Luís de Barros López, o zé personal, foi morto num centro espírita na praça-se
que, em Jacaré-Paguá, na noite de sexta-feira, três homens encapuzados invadiram o templo
e fizeram os despars.
Um amigo dele também morreu.
A polícia investiga se o crime está associado a disputa por pontos do jogo do bicho
e controle de máquinas caçaníquias na zona sul e na Tijuca.
Os tristes assassinos libertaram o pai do zé personal e saíram pela porta da frente
do centro.
E entraram no carro e fugiram pela escuridão.
Depois disso, nunca foram descobertos.
Todo mundo sabia, Rodrigo, na hora de ser muito temida, que tinha vários crimes natos
costos.
Mas tu era ser temido e também pelas delegacias, delegados não terem tido muita eficiência
de camisacias para nos outras coisas, né?
Um relatório ficava muito, sem informação precisa, sem detalhamento e acabar com os seus
arquivados.
Até hoje ninguém responde por esse crime, só que na semana seguinte ao assassinato, a polícia
já tinha uma pista de quem eram aqueles três homens.
A pista foi dada num depoimento na delegacia de homicídio.
O pai do zé personal foi até lá e contou que reconheceu o homem que ficou com ele na sala
de espera.
Ele disse que reconheceu a voz, porque aquele homem já tinha trabalhado muitos anos
com o filho dele e ele já tinha ouvido muitas vezes aquele homem falar.
Ele era o Luis Felipe Martins, o Arella, o mesmo policial que tinha matado o guardador
de carro junto com Adriano Anos Andes.
Ele foi perguntado se tinha certeza e disse que sim, porque conversou com Luís várias
vezes até porque conhecia Anos.
No final do depoimento dele, ele ainda disse que o Arella trabalhava por capitão Adriano.
Vários parentes do zé personal foram ouvidos e deram mais provas de que o Adriano de fato
tinha participado do crime.
Eles contaram que meses antes o Adriano e o zé personal romperam.
Esse rompimento teria acontecido o segundo um deles porque o Adriano administrava fazendo
da família e a família havia percebido desfalques que estariam ocorrendo na fazendo.
Digados e medicamentos e como o Adriano na época era o administrador, ele foi demitido.
Só que o Adriano não aceitou muito bem essa demissão.
No dia que ele foi demitido, ele saiu do apartamento da família irritado, como contar algumas
pessoas que estavam presentes.
e voltou pra fazendo.
cobrando, querendo dos animais dele de volta, ele voltou com vários capangas, todos eles armados
e determinou que todos os seus animais fossem colocados em um caminhão.
Uma pessoa até tentou de sua adiua adrando a ideia, perguntou porque ele tava fazendo
aquilo, e ele disse, se você quiser ver seu filho crescer, é melhor você não se meter,
e foi embora.
É, basicamente o que aconteceu foi, a polícia ouviu Adriano, ele disse que tinha um alibi
pro dia do crime, não chegou a comprovar, disse que a filha dele tava doente, que ele
estaria no hospital, e o orelha, por 7 anos, nem chegou a seu ouvido, o inquérito
ficou parado, parado mesmo, por 7 anos, nada foi feito, nenhuma de elegência, eu sei disso
porque eu peguei o inquérito, agora, em 2021, ele chegou a ser até destruído, ele
teve as páginas danificadas por uma goteira, que aconteceu anos depois em num doha delegacia,
e o orelha, ele só foi ouvido, depois que a amarelo foi morta, e que o Adriano passou
a ser investigado, tanto pelo crime da amarelo quanto por outros vários homicídios, ele
entrou de novo no olho do furacão, o Adriano morreu, sem nenhuma condenação por homicídio.
Com esse é pessoal na alfora do mapa, o Adriano fez um acordo com o restante da família
Garcia, passou a ser sócio do clã, passou na frente de toda a linha sucessória, em
menos 10 anos, foi de segurança a chefão, você provavelmente ouviu falar que o Adriano
da Nobre era miliciano, mas quando ele chega ao topo lá em 2011, o Adriano só era conhecido
como bichero, ele toma a parte dos pontos de jogo da família Garcia, e mais do que isso,
nesses caladas, o Adriano tão bem tomou um poder na terra onde ele cresceu, e o dono
da fazenda que frequentava desde a infância, e foi essa relação do Adriano com o bicho,
empurrou ele pra fora da PM, em 2014 ele finalmente foi expulso da comporação, e agora, sem
nenhuma ligação com o Estado, o Adriano tava livre pra se dedicar exclusivamente a vida
no crime, mas ele ainda não tava satisfiado, o Adriano queria expandir suas atividades no
subimundo, e aí ele transformou a fama de matador fantasma e negócio, seus capangas infuncionais,
foi assim que ele criou o consosto de matadores que anos depois seria conhecido nacionalmente
como escritório do crime, você tão temido, existem poucos relatos com o nome do Adriano,
mas um deles sejam ouviu aqui, quem fala sobre esse momento de transição na vida dele
é o Orlando Curisica, achando que é seu condenado, no depoimento das promotores, o Adriano tinha
uma pessoa subseculmando o matador exemplar, era como se fosse a galinha do zove de ouro
do chefe, funcionário número um, quem diz o rola, quem resolve, quem vê, quem vai, é o bator é.
Estou eleiros é um podquecho original do lobo play produzido pelo jornal o globo,
ao longo de cinco episódios eu vou contar como Rio de Janeiro virou uma fábrica de matadores
de aluguel, eu sou Rafael Suárez e fiz a reportagem dessa série, a direção é da mariana
romana, também fiz a montagem, o roteiro é do Eduardo Araújo, Rafael Suárez e mariana
romana, o sal dele era em Marães, fez a pesquisa e a checais, o nosso locutor é o Ronaldo
do Tapajós, quem operou o áudio foi o Marco Aurelio Cardoso e a mixagem é do Vinícius
Liz, Fernando Lemos fez o som direto na viagem esplanada, contamos com consultoria de Marcelo
Pasqualete, direção nora de mariana romano com percussões pelo fonte, guitarras adicionais
de Guilherme Lírio e música ao vocal de Gabriela Riley, usamos material de arquivo da TV
Globo, da Rádio Cé bem, a produção executiva é do Ander Miranda e do Alangripe, o Alexandre
do Marão assina o desenvolvimento e a coordenação do projeto.
A edição do material que está no site do Globo é do Eduardo Rodrigues, o material de
apoio da série com fotos e reportagens pode ser acessado no site do Globo em www.oglobo.globo.com/podcast/pistolir
Esse episódio foi gravado no estúdio da Rádio Cé bem, até a próxima.
Podcast Summary
Key Points:
O capitão Adriano da Nobre, um ex-policiais operacional do Rio de Janeiro, se tornou figura central no submundo do crime após ser expulso da PM por desobediência e atuação ilegal.
Ele começou a atuar como segurança para famílias do jogo do bicho, especialmente para o clã Garcia, depois de ser convidado durante prisão por Rogério Mesquita, um fazendeiro influente na região.
O Adriano foi envolvido em múltiplos homicídios, incluindo o assassinato de Leandro do Içanto Silvo, um guardador de carros, e posteriormente, o matar do pai do "zé personal" em um centro espírita, com a participação direta do policial Luis Felipe Martins, conhecido como Orelha.
A ligação entre o Adriano e criminosos como o deputado Flávio Bolsonaro e seu amigo Fabristo Queroes foi revelada por investigações do Ministério Público, que apontam que ambos participaram de execuções e rachadinha.
O Adriano foi expulso da Polícia Militar em 2014 e passou a liderar diretamente a organização do jogo do bicho, tornando-se um dos principais chefes do submundo criminoso do Rio.
As investigações mostram que sua trajetória foi marcada por traições, como a mudança de aliança para o "zé personal", e por um crescente poder de comando, transformando-se em um "matador de aluguel" conhecido como "bichero".
O caso do assassinato do "maninho" e da família Garcia revela uma crise interna que resultou na ascensão do Adriano ao topo da hierarquia criminal.
Apesar de várias denúncias, o Adriano nunca foi condenado por homicídio, e seus crimes só foram amplamente conhecidos décadas depois, por depoimentos de promotores e investigações que desvendam sua trajetória.
Summary:
O podcast "Capitão Adriano", produzido pelo Globo e lançado no Globo Play, revela a trajetória do ex-policial Adriano da Nobre, que passou de oficial da Polícia Militar do Rio de Janeiro para se tornar um dos principais líderes do submundo do crime local. Inicialmente, ele entrou na PM com grande potencial, mas foi expulso por desobediência e operações ilegais, como atacar favelas em carros particulares e realizar operações sem autorização. Durante a prisão, foi convidado por Rogério Mesquita, fazendeiro influente, para atuar como segurança de uma família envolvida no jogo do bicho.
Com o tempo, o Adriano passou a liderar a segurança da família Garcia, especialmente após a morte do "maninho", o principal herdeiro. Ele foi envolvido em múltiplos homicídios, incluindo o assassinato de Leandro do Içanto Silvo, um guardador de carros, e o matar do pai do "zé personal" em um centro espírita. A ligação entre ele e os políticos Flávio Bolsonaro e Fabristo Queroes foi descoberta por investigações do Ministério Público, que apontam para rachadinha e execuções.
Apesar de denúncias contínuas, o Adriano nunca foi condenado por homicídio e permaneceu livre até a morte. A investigação mostra que sua ascensão foi impulsionada pela crise interna da família Garcia, que o tornou o sucessor legítimo, com poder de comando no jogo do bicho e na administração de fazendas. O caso evidencia como a corrupção e a ineficiência da polícia permitiram que o Adriano se consolidasse como um dos maiores criminosos do Rio, com presença marcante no submundo criminal do país.
FAQs
É um podcast original do Globo Play que investiga a trajetória do capitão Adriano da Nobre, do seu início na Polícia Militar até sua ascensão no mundo do crime do Rio de Janeiro.
Ele entrou na Polícia Militar em 1996, aos 19 anos, e fez o curso de operações especiais, conhecido como 'curso dos Caveiras', que é mostrado no filme Tropa de Elite.
Ele foi expulso do Batalhão de Operações Especiais por indisciplina, como realização de operações clandestinas sem autorização e uso de carro particular para atingir favelas.
Após sair da PM, foi convidado por um fazendeiro, Rogério Mesquita, para trabalhar como segurança de uma família do jogo do bicho, começando a atuar no mundo do crime.
Ele matou dois casais de namorados em emboscadas em eventos de pagode, com estratégias de ataque que evitavam riscos de confronto balístico.
Ele descreveu em detalhes como o Adriano foi traído, como usou a segurança como serviço de matar, e como foi assassinado por seus próprios cúmplices, mas o caso foi negligenciado por anos.
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