Cálculo eleitoral de Lula ignora futuro da economia
51m 50s
A transcrição aborda a crise fiscal iminente no Brasil, com o governo atual injetando quase 200 bilhões de reais em subsídios e programas para impulsionar a reeleição, o que o Banco Central aponta como causa de inflação acima do esperado. A metáfora “depois de mim, o dilúvio” ilustra a postura de curto prazo, deixando um enorme peso para o próximo governo, que precisará tomar medidas impopulares.
Além disso, o foco se desloca para o Supremo Tribunal Federal. O ministro Gilmar Mendes, em entrevistas recentes, criticou colegas como André Mendonça, Edson Fachin e Nunes Marques, gerando tensão na corte. Ele acusa Mendonça de “erro crasso” ao tratar de delações no caso Master e compara a situação a vícios processuais da Lava Jato, sugerindo que as investigações podem ser contaminadas. Os analistas apontam que Gilmar busca conter o poder crescente de Mendonça, que relata os casos mais emblemáticos (Master e INSS), e ocupar o vácuo de liderança deixado por Fachin.
A novidade histórica é que dois ministros do STF estão envolvidos no escândalo, o que fragiliza a credibilidade do tribunal e gera incerteza sobre o futuro das investigações, podendo desestimular delações. A disputa interna reflete uma luta por influência, enquanto a sociedade demanda punição, mas teme que o caso se repita os mesmos erros do passado.
Lula e a Bomba Fiscal: O Dilúvio Pós-Eleição
Boa noite, ACSNN Brasil.
Este é OWW.
As paixões cegam, principalmente as da política.
Elas impedem de se enxergar o que está acontecendo bem diante da nossa cara.
É a bomba que o atual governo deixou armada para si mesmo, caso o Lula consiga se reeleger, e que já coloca enorme peso.
E uma necessidade urgente de tomar medidas que serão altamente impopulares para qualquer outro que vença as eleições.
Você já adivinhou?
É a bomba fiscal.
O mais recente alerta, entre tantos que vem chegando, veio a poucas horas na ata pela qual o banco central explica a decisão recente de baixar só um pouquinho os juros sufocantes que prometem, aliás, ficar onde estão sufocantes na estratosfera por mais tempo ainda.
Com clareza Cristalina, o que não é muito normal nesses textos, lá está escrito que a inflação será acima do que a pouco tempo ainda se previa que as causas disso são de 2 naturezas.
Uma ninguém aqui controla as consequências inflacionárias da guerra no Oriente médio.
A outra também ninguém controla.
É a expansão dos gastos públicos e os incentivos ao consumo, especialmente via crédito.
Aí você pode se perguntar, como assim?
Ninguém controla.
Se isso é política deliberada, pensada e praticada pelo atual governo.
Ninguém controla, pois o governo está fazendo o diabo, injetando quase 200 bilhões de reais em subsídios, programas dos mais variados tipos, dentro e fora do orçamento.
Pois é só assim que acha que ganha a próxima eleição.
E o que vem depois?
Ora, o que vem depois?
Isso aí tá numa frase que já tem mais ou menos uns 250 anos de idade e é atribuída ao rei francês Luís 15.
Na verdade, teria sido dito pela amante dele, a frase é depois de mim, é o dilúvio.
E foi isso mesmo que aconteceu no WW de hoje.
Falaremos ainda da divergência entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça no STF.
E do que mantém sob risco o acordo, Irã e Estados Unidos?
Estamos falando da guerra.
Antes, aos participantes da roda nesse momento, queria agradecer a presença aqui do meu colega, ao jornalista Felipe recondo.
Ele é autor de 3 livros sobre o Supremo Tribunal Federal, é também apresentador do podcast sem precedentes e criou o canal recondo.
E os 11 que não é futebol, né?
Felipe recondo, boa noite, bom dia, né?
Pessoa 2
Boa noite, boa noite, William.
Pessoa 1
Você sabe a escalação da seleção?
Não.
Ah, entendi.
Eu não vou perguntar outra, porque essa eu sei que você sabe, Jussara.
Pessoa 2
Vários anos, inclusive, sei de vários anos.
Pessoa 1
Inclusive Jussara Soares, querida, boa noite bom tê la aqui no WW, lá do estúdio em Brasília.
Thaís herédia boa noite aqui comigo na bancada.
Gilmar Mendes Critica Colegas e o Caso Master no STF
O caso masser ganhou novos capítulos dentro dentro do Supremo Tribunal Federal.
O decano da corte, Gilmar Mendes, criticou a condução do ministro André Mendonça na relatoria do inquérito.
Aliás, não foi só André Mendonça que ele criticou.
Ele criticou vários colegas também.
E o TSE?
Confira na reportagem de Luciano Amaral.
Pessoa 3
Em entrevista ao programa roda viva desta última segunda-feira, Gilmar Mendes disse que André Mendonça cometeu um erro crasso ao revelar que foi procurado por um advogado com uma proposta de delação seletiva.
Gilmar ressaltou que um relator não pode participar de tratativas relacionadas a acordos de colaboração.
Mendonça nega participar desse tipo de negociação e disse nem ter acessado o material, mas o recado de Gilmar foi direto.
Pessoa 2
Na conversa que nós tivemos, por exemplo, é se disse é André Mendonça disse que tinha recebido um advogado fazendo proposta de delação seletiva.
E aqui já há uma impropriedade.
O acordo é entre Ministério público.
Ou a polícia federal e o delator?
Então, aqui já há algo de erro crasso.
Se está participando de conversas ou se está expulsando advogados do processo, isso tem algo de errado.
Pessoa 3
Ao levar a crítica para o campo processual, o decano do STF não apenas diverge do colega de corte.
As ponderações também abrem espaço para questionamentos que podem surgir ao longo da investigação.
Esse é um cenário já antecipado por Mendonça, que falou abertamente sobre tentativas de criar vícios no processo na semana passada.
Pessoa 2
Parece que certos setores atuam para criar um vício, tudo o que querem é criar um vício.
Há um sistema articulado para isso.
Eu não sou cego.
Eu estou acompanhando, estou assistindo os movimentos.
Pessoa 3
Até o momento, Mendonça demonstra ter maioria na segunda turma, mesmo diante das decisões do caso master.
A tendência é que ele só perca esse apoio se adotar medidas consideradas muito fora da curva.
Algo que, por enquanto, parece improvável.
Os próximos testes já estão postos, a decisão sobre o futuro divorcaro na cela especial da superintendência da polícia federal e a resposta às queixas do careca do INSS, que alega ter sofrido pressão para fechar um acordo de delação na Papuda.
As ponderações de Gilmar se assemelham as falas contra os excessos da operação Lava jato.
Em que decisões foram anuladas sob o argumento de contaminação processual?
Desta vez, porém, o alvo não é um juiz de primeira instância, é um colega de supremo.
E Mendonça não foi o único foco de críticas.
Gilmar também mirou o presidente do supremo, Edson Fachin, que, segundo ele, apresenta um entusiasmo infantil pelo projeto de um novo código de ética para o judiciário.
E disse que a jurisprudência de Nunes Marques no TSE para censurar uma pesquisa eleitoral não deve se manter.
Pessoa 1
É quando a gente já viu muita briga dentro do STF.
Não é nenhuma novidade isso para nós.
Agora pensa no mensalão, né?
Que cada um disse na cara do outro.
Mas há um.
Há um divisor de águas, eu acho.
Não sei se é a sua impressão que é especialista nessa cobertura.
Este divisor de águas não foi nem esse roda viva, né?
Você estava também, né?
Está não.
Acho que nem foi esse roda viva na minha variação.
Queria ouvir você.
Esse divisor de águas foi na sessão anterior do supremo, na semana passada, quando ali ficou muito claro que, do ponto de vista do decano de Gilmar Mendes, nós estamos de novo diante de uma Lava jato.
Ou seja.
É os os.
Os responsáveis pela condução da operação estão cometendo vícios insanáveis.
Portanto, vamos acabar com tudo isso daí.
É por aí que vamos.
Pessoa 2
Olha, William, a gente acompanha o supremo e o ministro Gilmar Mendes também há muito tempo.
São 24 anos dentro do tribunal.
O comportamento que sempre foi esse, inclusive nas críticas aos colegas, isso não é necessariamente uma novidade, muito pelo contrário.
Às vezes é até uma repetição.
E já vimos também o ministro Gilmar Mendes, em determinados momentos, estar na maioria e depois figurar na minoria.
E quando ele figura na minoria, ele atua dessa maneira mesmo ou fazendo alertas, se nós quisermos olhar de forma na Ivy, ou então deixando sementes plantadas pra lá na frente.
Ele tentar é levar o seu voto ou fazer prevalecer o seu ponto de vista.
Me parece que é isso que tá acontecendo.
O que foi muito interessante, e você mencionou isso, é nessa sessão da turma em que ele e o ministro André Mendonça discutiram.
O jogo foi completamente aberto.
A gente viu toda todo o jogo com muita claridade.
O ministro Gilmar Mendes fazendo as ponderações dele, o ministro André Mendonça já colocando também as suas peças no Tabuleiro pra fazer esse esse jogo processual que vai ser feito ao longo desse processo.
E aí, agora vai nos caber acompanhar todo esse andamento do processo, claro.
O ministro André Mendonça.
E aí eu acho que tem um engano do ministro Gilmar Mendes.
O ministro André Mendonça não é lavajatista, por mais que tenha essa visão de combate à corrupção.
Mas ele sempre manteve nutrio críticas é ao comportamento da Lava jato de Curitiba e ao ministro, o juiz Sérgio moro e depois ministro da justiça.
Então ele sabe dos erros.
Que a Lava jato cometeu.
E acho que tem um detalhe, William, que no intervalo do roda viva a gente mencionou para o ministro Gilmar Mendes, eu falei para ele, ministro, quando o senhor faz a comparação da Lava jato com o caso master, o senhor se esquece de uma peça fundamental que é na procuradoria geral da República?
Não está Rodrigo Janot, que o senhor tanto criticava?
Está Paulo gonet, seu amigo, inclusive.
É alguém que tem um comportamento completamente diferente e a quem vai caber oferecer a denúncia.
Então, nós temos uma grande diferença entre Lava jato e o caso master.
Já na procuradoria geral da República, essa comparação às vezes serve como retórica.
E mas essa retórica pode, lá na frente, ter algum efeito concreto em algum voto novamente do ministro Gilmar Mendes.
Pessoa 1
E o que foi que ele te disse?
Pessoa 2
Ele, na verdade, expôs o seguinte, William, o problema parece estar na polícia federal, na visão dele, mas ele não especificou o que que é isso.
É claro que toda investigação, ainda mais numa investigação dessa densidade, dessa profundidade, qualquer investigação criminal pode deixar pelo caminho algum tipo de problema.
Que os advogados venham a apontar agora, qual é a disposição do julgador, seja do Supremo Tribunal Federal ou de qualquer outro tribunal, para?
É a partir dessas desses vícios comprometer toda uma investigação.
E também fiz essa pergunta a ele, existe uma demanda da sociedade e tá aí AAOA fraude do banco master exposta.
Existe uma demanda da sociedade por investigação e consequente punição dos responsáveis.
Como equilibrar o devido processo legal, que é óbvio, é uma premissa, mas com a necessária punição dos responsáveis por essa fraude?
E aí também a gente ainda está sem resposta.
Só acho que tem uma coisa, William, que é muito ruim.
Inclusive o primeiro bloco inteiro do roda viva foi desse tipo de perguntas, né?
De uma desconfiança que paira na sociedade de que em algum momento o caso master pode virar a Lava jato.
Isso é ruim inclusive para as investigações, porque alguém que queira ou esteja propenso a delatar pode apostar que no futuro a conjuntura mude e que ele não precisa entregar absolutamente ninguém e nada do que fez.
Graças a essa instabilidade e essa insegurança no cenário, o que não é bom nem para investigação e nem para o supremo.
Pessoa 1
Pena que a gente não deixa a câmera ligada no intervalo, né?
Aqui No No WW também não.
Mas em compensação, é meu único decreto imperial neste programa Record, é proibido falar do assunto do programa no intervalo, Jussara, ministro Gilmar Mendes ligou a famosa metralhadora giratória.
Com que calibre ele atira?
Pessoa 4
Olha, é William, é o que a gente vê.
É Gilmar Mendes.
Ele tem uma avaliação de que ele acabou mirando.
Mas é André Mendonça que está à frente do caso master.
Mas quando ele dispara para os a os outros colegas, inclusive o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, ele revela ali o incômodo dele, o decano, o incômodo dele, desse isolamento.
Então, assim é quando é ele cita.
É é crítico na sobre o código de ética que é fachim, defende.
É sobre a atuação da ministra Cármen Lúcia à frente do tribunal do TSE, quando ele também fala sobre a decisão de Cássio Nunes Maia.
Ele ele mostra ali que ele não está muito é é preocupado é em ficar bem com os colegas e pelo contrário, ele usa muito.
E o espaço EAA posição dele de decano pra pra pra fazer essas críticas.
O que chamou muita atenção é de interlocutores do STF ao longo do dia de hoje, lá repercutindo A Entrevista de ontem, é justamente a posição dele, mas é, eles fazem uma questão de dividir e fala assim, olha, ele fez críticas, repetiu algumas críticas em relação justamente.
A Fachin é o código de ética, o código de conduta.
Mas o que fica muito mais claro é que eles acham que é uma atenção maior em relação a André Mendonça.
Por outro lado, as pessoas mais próximas de Mendonça dizem o seguinte, que essa crítica a Mendonça não é a Mendonça.
Ele voltam a insistir de uma questão de Gilmar Mendes com o próprio inquérito, com o próprio caso master.
E aí, como disse o recondo aqui, deixando ali os mais pistas por outro caminho, alguns é gatilhos para eventualmente, no futuro isso e todo esse procedimento ser contestado.
Pessoa 1
Os colegas do poder 360 fizeram uma compilação de entrevistas concedidas pelo decano do STF nos últimos 3 meses, eles puseram como ponto de partida o mês de maio.
Se eu me recordo exatamente do que eu fui publicado, não consegui pôr na minha tela do meu computador.
Agora, se não, eu peço perdão aos colegas jornalistas.
Foram 11 entrevistas, diversos órgãos de imprensa adversos, digamos, é plataformas de mídia no streaming, imprensa convencional, tradicional também aqui para CNN Brasil, entre outros órgãos.
E agora o culminou com essa participação No No tradicional programa da TV Cultura, ou roda viva.
O que que ele conseguiu até agora?
Pessoa 5
Olha William, é?
Ele conseguiu comprometer a qualquer tentativa de recuperação da credibilidade do Supremo Tribunal Federal, pelo menos no curto prazo, porque ele se deu ao direito de fazer críticas públicas em em é ambientes de imprensa.
Você lembrou do dos embates do mensalão.
Eram horríveis, inclusive com ele.
Entre ele, mas também Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski.
Todo mundo ali se ofendeu, mas se dava ali no plenário do do do STF e era uma discussão jurídica de até de temperamento.
O que nós estamos assistindo agora ao Gilmar Mendes?
E é EEE.
Fico me perguntando, talvez eu Recondo o conheça há mais tempo que vai poder nos ajudar é qual é o objetivo?
Porque na comunicação, quando a pessoa resolve dar uma entrevista.
Ainda mais uma autoridade.
A primeira coisa que você pergunta é o seguinte, tá, mas qual é o objetivo?
O que que você quer com essa entrevista?
O que que ele quer com essa entrevista?
Ele quer colocar os seus colegas no seu devido lugar, aquele que ele acha que que onde eles têm que estar, o André Mendonça, o Edson Fachin, com o seu debate infantil, o Cássio Nunes Marques é sem poder visto da visão do Gilmar Mendes.
Para tomar decisões à frente do tribunal superior eleitoral, né?
Porque assim é, ou é isso ou é.
Você quer fragilizar o supremo como a última palavra numa eleição no ano eleitoral de uma eleição super polarizada, em que você está inclusive tirando a retaguarda.
Da da justiça eleitoral, porque você está questionando decisões.
Nós questionamos a decisão do ministro Cássio Nunes Marques aqui, vamos lembrar, mas aqui não é uma questão, é, é apenas de opinião, né?
Ou de análise política?
É, ele é um juiz da Suprema corte.
Então eu fico me perguntando assim, qual o objetivo?
É um objetivo pessoal.
Ele está querendo demonstrar mais poder dele, pelo tempo que ele tem, pela pela pela leitura que ele faz de Brasil.
Eu não consigo entender qual é o objetivo dele.
Pessoa 1
Recordo, você consegue.
A Thaís deixou um Monte de perguntas aqui difíceis.
Eu vou resumi las.
Quando alguém dá uma entrevista, ele quer o quê?
Pessoa 2
William, eu até começaria.
Thaís, é por uma outra pergunta também.
E eu?
Eu imagino que quem devesse estar naquele roda viva ontem fosse o ministro Fachin falando pelo tribunal.
E é claro que a gente sempre vai se perguntar se ministro do supremo, como juiz que é, deveria dar entrevistas.
Nós temos no Brasil essa tradição.
Nós mesmos, né?
William?
Fizemos várias entrevistas com o ministro Gilmar Mendes no roda viva.
Se a gente não quer que o ministro conceda entrevista EEE conteste o mero fato de dar entrevista, talvez a primeira pergunta devesse ser essa, por que que o senhor tá aqui?
Para dar entrevista se o senhor é juiz?
Mas, enfim, primeiro.eu, acho o ministro Fachin deveria estar nesse programa falando e pontuando a sua visão de supremo e falando como o presidente do supremo que é, marcando essa posição.
Não fazendo isso abre espaço para o ministro Gilmar Mendes, que ocupa os espaços.
Nós sabemos que no poder, como não existe vácuo, alguém vai ocupar esse espaço.
O ministro Gilmar Mendes faz isso muito bem e ele está fazendo isso.
E eu acho que tem uma outra.
Uma questão é acoplada a isso, Thaís, que é.
Em certo momento, o supremo ficou sem defesa e alguns ministros começaram a ver isso, que o tribunal estava indefeso diante dos problemas que estavam acontecendo.
Não para menos, o ministro Flávio Dino saiu e fez declarações propostas de reforma do judiciário.
Deu várias decisões que foram contestadas, depois, decisões polêmicas, avançadas em certos assuntos.
E agora o ministro Gilmar Mendes faz isso também.
Então me parece que o objetivo também é se colocar diante disso para ser um porta-voz do supremo.
E aí eu discordo de um ponto, não como decano.
O ministro Gilmar Mendes dava entrevistas, é com frequência, mesmo não sendo decano.
Esse essa é uma característica própria do ministro Gilmar.
E aí um outro objetivo, Thaís, aí para não aparecer novamente na Ivy.
E eu acho que é, sim minar um pouco e equilibrar o jogo na turma, tentar equilibrar o jogo na turma.
Muito se fala agora de que existe um novo equilíbrio de forças Na Na turma da qual ele faz parte da segunda turma do Supremo Tribunal Federal, porque o ministro André Mendonça está ganhando força, uma nova equação, um novo equilíbrio de forças dentro do supremo.
Isso é conjuntural, meramente conjuntural.
Tem 2 processos que estão na mão do ministro.
André Mendonça, do caso do INSS e banco master, que causam, claro, um desequilíbrio e uma importância maior para ele.
Mas isso é meramente conjuntural.
E o supremo não admite ministros que é.
Apareçam muito mais do que os outros apareçam.
Não no sentido de vedetismo nada disso, mas de ter um poder que se sobressaia, acaba que eles se equalizam de alguma forma.
Acho que o ministro Gilmar Mendes também está fazendo.
Isso e tentando conter o que ele fala, né?
Dessa empolgação com a investigação que pode lá na frente gerar algum tipo de vício.
Se me permite, William, só para adicionar um ponto da entrevista que eu tenho visto essas, a percepção de que o ministro Gilmar Mendes fez críticas muito severas ao ministro Fachin.
E quando a gente tava lá no programa, tentou se adjetivar inclusive essa relação, ou tentou se colocar?
Na boca do ministro Gilmar Mendes, algum adjetivo em relação ao ministro Fachin?
Ele rechaçou e ainda disse, ele é meu amigo.
E mais nesses intervalos com a sua censura, inclusive é William de não poder discutir essas coisas no intervalo.
Mas ficou muito claro que um código de conduta vai ser aprovado em algum momento.
O problema, ele repetiu, o problema é o momento em que foi proposto o código de conduta e a forma como foi feita, de resto.
As negociações já começam a ser feitas.
Ele pacificou um pouco mais a relação com Edson Fachin, mesmo repetindo essas críticas ontem.
Mas eu acho que o que ele tentou evitar em vários momentos já demonstra um novo momento nessa relação.
E a minha aposta aqui é de que em algum momento lá no ano que vem, a gente vai ver esse código de conduta aprovado, talvez menor do que nós gostaríamos, mas alguma coisa deve ser aprovada.
Pessoa 5
Então, William, só pra fechar aqui.
Eu acho que a minha leitura é tem fundamento, porque é uma disputa de de é de de poder e de influência, né?
Recondo, acho que é isso que você está trazendo aqui.
É, e aí sim, talvez o papel de decano pese porque o André Mendonça, além de ser muito mais jovem, é novato na corte.
EE, por uma coincidência, acabou ficando com os 2 casos mais emblemáticos hoje do país, que são a investigação do master e a investigação do INSS.
O último ponto que eu quero colocar aqui, que é uma disputa de poder, influência nesse todo o contexto que você coloca que a gente.
Modera, né?
EEE baixa um pouco a bola da da briga, que é o fato de, pela primeira vez na história, nós termos 2 ministros do supremo envolvidos no escândalo.
Essa eu acho que é a novidade.
E exercer poder, poder e influência, tentar ocupar espaços, não vai apagar essa realidade.
Pessoa 1
Colegas do Gilmar Mendes é professores de direito constitucional na Alemanha.
Provavelmente diriam para ele o seguinte, ele estudou na Alemanha.
Ele gosta dessas provérbios alemães.
Diante da deterioração para falar de forma diplomática da imagem do supremo recente, o que o Gilmar Mendes faz em alemão, chama se furt narford, né?
E traduzido, é pular e atacar pulando para frente.
Um que para trás não dá, está com as costas na parede.
Felipe, recordo, muito obrigado pela participação aqui No No, No No programa é, fica a dica, todo intervalo, ligue a câmera, Taís, querida, muito obrigada, a gente vai para o intervalo depois.
O assunto é ata do Copom.
Ela disse que o cenário de inflação se deteriorou até já.
Estamos voltando do intervalo WW conosco agora.
Tatiana Pinheiro, consultora econômica, pesquisadora da fundação Getúlio Vargas Tatiana é bom estar com você no programa boa noite.
Pessoa 6
Boa noite, obrigada pelo convite.
Banco Central Alerta para Piora da Inflação e Gastos
Vamos ao assunto, então, o banco central alertou para uma piora no cenário de inflação e isso consta da ata da última reunião do comitê de política monetária.
É, de acordo com o banco, o cenário externo é um fator importante, mas outro fator importante são incentivos ao consumo.
E daí vem o alerta diferença de expectativas entre o que o mercado acredita e o que o governo acha.
Confira.
Pessoa 7
Diante desse cenário, o Copom afirma que é necessário uma restrição monetária maior e mais duradoura.
Apesar disso, OBC tinha decidido cortar a Selic em 0,25 ponto percentual na semana passada.
Na ata da mais recente reunião, o Copom ligou a possibilidade de novas reduções nos juros a uma melhora nas projeções de inflação, algo que, para os diretores da autarquia, não está no Horizonte.
Segundo eles, o cenário para os preços piorou tanto para este ano.
Quanto para 2027 e 2028, o banco central aponta para a guerra no Oriente médio, o el ninho e a desencoragem nas expectativas como alguns dos principais riscos, mas também vê estímulos ao consumo e à falta de esforço na contenção fiscal do governo, pesando contra o combate inflacionário.
Nesse aspeto, a autarquia cita perda de energia no esforço de reformas estruturais de disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado.
E incertezas sobre a estabilização da dívida pública como fatores negativos.
Desde o começo do ano, o governo já injetou quase 190 bilhões de reais em programas, subsídios e reforços orçamentários.
E não há sinais de que o Planalto vá segurar a mão.
O governo deve enviar uma proposta ao Congresso com reajuste no teto dos microempreendedores individuais.
Até esta quarta-feira, a Câmara já analisa um texto sobre o assunto, que passou por comissão especial e poderia ter uma votação direta no plenário.
A matéria leva o limite dos mês para 130000 BRL, podendo causar o impacto de 50 bilhões de reais em Renúncia fiscal.
Segundo a fazenda, no entanto, o presidente da casa, Hugo Motta, quer levar a medida do governo para o colegiado.
Com isso, o relator do grupo, Jorge guetten, do republicanos, vai tentar construir um texto de entendimento.
O deputado indicou que deve propor um teto de 134000 BRL para os mês e ampliou a defesa da atualização do enquadramento do simples nacional.
Mas o governo resiste.
Pessoa 1
Tatiana essa questão que a gente trata às vezes na gíria, como uma bomba que tá armada aí pra depois das eleições, vamos dizer, não vamos.
Quando ela vier, ninguém vai poder dizer que não tinha sido avisado.
Mas qual é o tamanho dela?
Pessoa 6
O tamanho dela tá assim.
A questão da, por exemplo, da da ampliação do MEI, né?
Do limite do MEI é, é bastante expressivo.
Porque, para você ter uma ideia, o tamanho de gasto tributário que são essas isenções tributárias orçados no orçamento desse ano, é na monta aí dos 650 bilhões de reais, sendo que o maior deles é justamente o simples, não é que se gasta.
Ou se deixa de arrecadar pouco?
O simples, o simples é o maior, é a maior subvenção dentro desse desse total de subvenções de 650 bilhões de reais.
E aí a sugestão é pegar e ampliar.
O que já se gasta com simples e que não é pouco é entre simples crédito é subsídios subsivenções para agronegócio e agroindústria e zona Franca de Manaus.
Você alcança quase os 50% desses 650 bilhões.
Então é você vai acrescentar ainda maior é subvenção.
Em cima disso é.
Fica bastante complicado quando você vai fazer uma conta.
O que que realmente a gente precisa?
A gente precisa estabilizar a dívida, a relação da dívida pública com o PIB, que foi 11 ponto ressaltado na ata do do banco central pra política monetária.
A questão da das incertezas, das dúvidas em relação aí, o quanto a capacidade de estabilizar AA relação da da dívida.
Pública com o PIB, pra gente estabilizar a dívida pública com o PIB, considerando aí a dívida pública no patamar que ela tá agora em 80%.
Já nas minhas contas, é pensando aí num crescimento econômico ao redor de 2% e queda da Selic, né?
Não a Selic nesse patamar de 15%, porque aí a conta explode.
É num patamar aí é mais próximo de 10%.
Seria necessário 2,5% de superávit primário.
Só que hoje a gente tem o déficit no resultado primário.
Até maio, Oo resultado primário era deficitado em quase 1% do PIB.
Então, o tamanho do do do rombo que a gente tem que cobrir aí para conseguir estabilizar a dívida PIB, que é o objetivo final.
Para transmitir essa sensação de solvência, de de de de solvência das contas públicas, é de 3 e meio por cento do PIB.
Isso dá aí uma montante, considerando aí um PIB de 13 bilhões, de 450 bilhões de reais.
É esse que é a minha forma de fazer a conta.
Eu vou fazer a conta por quanto que eles já estão gastando a mais e o que que eles estão contratando para frente?
Vou fazer a conta do que a gente tem hoje e o que a gente precisa para estar.
A dívida PIB, isso dá uns 450 bilhões nas minhas contas.
Pessoa 1
Thaís, antes de eu passar a palavra pra pra pra Jussara e ver como é que isso tá sendo visto na esfera política lá em Brasília, que é que é o que ela faz.
Repórter, política, eu queria ver a tua avaliação.
É dos prazos dessa bomba?
Pessoa 5
William é Oo.
Banco central está tentando de alguma forma.
A economia brasileira tem respondido, né?
Mesmo com juros muito alto, como está agora caminhando para se manter alto por mais tempo?
É como o governo jogando essa esse dinheiro todo na praça e que anda criando essa quantidade de subsídios, principalmente para crédito.
O governo vai dando um extra de oxigênio pra economia e o PIB vai crescendo, continua crescendo acima da sua capacidade.
Em algum momento, os economistas, os colegas da Tatiana, vem dizendo que maio, junho do ano que vem, o governo não consegue mais manter essa ciranda girar.
É então, portanto, a gente teria um encontro maio, junho do ano que vem.
Como a economia é feita de expectativas, se o próprio governo sinalizasse algum ajuste que gostaria de fazer?
Né?
Não necessariamente fazendo o ajuste imediatamente, mas sinalizando qual o seu plano é.
A expectativa já poderia mudar, mesmo que com alguma desconfiança.
Mas Lula provavelmente vai querer manter ali um plano de cometer estelionato eleitoral, né?
Porque ele vai ser obrigado a retirar tudo que ele colocou.
Agora, anão ser que ele queira que o câmbio vá para 7.
Aqui não é alarmismo e nem é.
A gente está dizendo aqui que o mundo vai acabar, não vai acabar.
A economia brasileira tem sido.
Resiliente, resistente apesar é de todos esses chacoalhões.
A conta que a gente vai pagar, além dessa que a Tatiana coloca, é que para financiar essa dívida desse tamanho.
A gente vai conviver com juros altos por muito tempo e aí não depende do banco central.
O banco central está tentando esticar a corda um pouquinho, suavizar o efeito dos juros diante de um de um repique inflacionário para não prejudicar demais o crescimento econômico.
Porque não adianta ele sozinho achar que vai curar o paciente.
As taxas de juros futuros até 2036, ou seja, daqui a 10 anos, continuam em 14%.
Pessoa 1
Por mais de uma década ainda para frente, Jussara, vamos vamos ao lado político.
Evidentemente, não é novidade para ninguém modo eleitoral, completamente modo eleitoral, tudo em função da eleição.
Essa, essa, digamos, essa farra.
Não vejo outra palavra para para descrever e vou adjetivar essa farra irresponsável que tem como único, único objetivo ganhar a eleição, custe o que custar.
E nós estamos falando de custo, OK?
Não vamos ouvir candidatos dizendo, Ah, se eu for eleito, aguardem, porque eu vou dar um jeito nisso.
Se eu viu a conta que a Tatiana fez um ajuste de 450 bi, isso não está no Horizonte de candidato algum.
Agora, isso é o que está para o público.
Que que você tem ouvido nos bastidores, Jussara em termos do peso que uma bomba dessas prenuncia para uma eventual reeleição do Lula, por exemplo?
Pessoa 4
Olha, é os técnicos, é da economia, demonstra preocupação.
Mas não é uma hora que técnicos de da economia da fazenda estão sendo ouvidos, não é hora, inclusive estão silenciados.
A história agora é palanque eleitoral, é nos últimos, desde dia 20 de maio, o presidente Lula tem feito um anúncio por dia, viajado um estado AA cada 4 dias para fazer esses anúncios, porque é o palanque eleitoral e ele tem um prazo.
Caso ele quer correr com isso até o dia 4 de julho, então que se dane neste momento dizendo isso se vem alerta da ali, do do, como dizem, dos adultos na sala, preocupado com as contas numa eventual reeleição.
Não é momento disso, é garantir a eleição.
E aí para tratar também de como a oposição tem visto isso, é a equipe de Flávio Bolsonaro, que é o pré candidato do PL, tem dito o seguinte.
É essa melhora que o presidente Lula teve na nas pesquisas eleitorais.
Eles não consideram isso apenas na conta do caso do banco master.
Eles consideram também nesse volume de anúncios que Lula tem feito.
Mas eles falam em 4 de julho.
Ele é por causa da trava eleitoral, né?
Ele vai parar de fazer isso?
A grande questão é que a oposição já captou esse discurso desses riscos colocados pela gastança do governo neste momento.
E aí a equipe de Flávio Bolsonaro já enxergou nisso uma possibilidade de enfrentar o presidente Lula nessa campanha, justamente indo pela questão da economia.
Mas, sinceramente, para te responder e devolver, William, não é a hora que ninguém está sendo ouvido, é aqueles que podem falar desses riscos a partir do ano que vem, com todos esses anúncios, com todo esse a.
Essa aceleração de anúncios não estão sendo ouvidos agora, porque a questão agora é a reeleição do Lula e pronto, e aí quando o Lula determina, é isso que é feito.
Pessoa 1
Tatiana AA as considerações que o banco central fez a respeito do estado da economia levam em em, em, em em consideração, sobretudo a questão da inflação, e aí o banco central coloca ponto de interrogação.
Um a gente tratou até aqui nesse segmento do programa, que é a participação da expansão dos gastos e do incentivo ao consumo nisso.
Mas o outro são fatores que ninguém aqui no Brasil controla.
Como é que estão as suas contas em relação ao comportamento da inflação pro Horizonte da eleição?
Pessoa 6
Olha, é complicado, porque foi o ponto que você ressaltou, tem uma parte.
Do da pressão inflacionária, que é por conta da alta do preço do petróleo, que é por conta dessa incerteza, do do do acordo ou não?
Do fim do conflito do do Golfo Pérsico, abertura do Estreito de joanus ou não.
Isso é uma pressão que ele não consegue controlar.
E isso, independente do banco central conseguir controlar ou não, ela vira preços.
Ela cristaliza numa alta de preços.
A gente viu isso de janeiro a maio, uma parte do quando você pega ali os preços mais vinculados a petróleo.
Porque petróleo, não só combustível, mais plásticos, EE, todos os derivados, derivados químicos.
É quando você pega toda essa parte dentro da inflação desses produtos, você já vê uma alta, já vê uma aceleração mais relevante é desses preços.
Só que ainda quando você olha numa linha do tempo, por exemplo, em 2022, na guerra da Ucrânia, também você teve ali uma pressão não tão duradoura quanto essa, o que deixa mais preocupante.
Mas você também.
Uma pressão do preço do petróleo e ali a inflação dos derivados de preços de petróleo, comparando com o que já apareceu no IPCA de janeiro a maio, a inflação lá foi bem maior do que o que já apareceu nos preços.
Então isso quer dizer que ainda tem mais.
Mais inflação pra acontecer.
Então, daqui até a eleição, o que eu vejo é aceleração inflacionária.
É uma inflação salgada, pode não acelerar.
A gente tá aí no patamar do zero 50.
A inflação de maio ficou em zero 50, que não é compatível com a meta.
É muito acima da meta de 3%.
É acima do teto da banda de flutuação de 4 e meio por cento.
Mas assim, o brasileiro já viu coisas piores, né?
A inflação em 2022, ela bateu lá 10%.
Então é, eu vejo uma inflação que fica nesse zero 50, sobe ali para 1060, fica nessa flutuação, que é uma inflação salgada e que o banco central, ele tem que ter muito tato na comunicação para tentar conter o máximo que ele pode.
As expectativas de inflação para elas não se contaminarem.
Com essa inflação é que vai vir por conta é do desse desse preço do petróleo mais alto.
A gente começou o ano com o petróleo a 65.
Hoje ele caiu, mas ele ainda é na casa dos 80 USD do barril.
Isso é bastante pressão inflacionária.
Pessoa 1
Tatiana começando por você.
Tatiana Pinheiro, consultora econômica, pesquisadora da FGV.
Obrigado pela participação aqui no WW.
Boa noite, Tatiana.
Pessoa 6
Boa noite, boa noite a todos, obrigada.
Pessoa 1
Jussara, querida, boa noite igualmente e Thaís, obrigado, boa noite, Thaís.
Nós vamos para o intervalo, depois nosso assunto é, como é que tá essa questão nuclear entre Estados Unidos e Irã?
Até já.
OWW está voltando do intervalo.
Nós estamos agora na roda com o coronel é veterano do exército brasileiro.
Eduardo mignon, professor de ciências militares da escola de comando do estado, é maior do exército a ICM.
Eduardo, obrigado por estar conosco.
Boa noite.
Pessoa 8
Boa noite, William.
Pessoa 1
Rival, boa noite, boa noite.
Abordo aqui conosco.
Acordo Nuclear Irã-EUA: Fragilidade e Riscos de Conflito
Estados Unidos e Irã é estão claro, com versões completamente opostas sobre o que está sendo Combinado entre eles, se é que está sendo Combinado entre eles na questão nuclear, eles estão aparentemente oficialmente em busca de desenvolver aquele Memorando de entendimento em algum tipo de, vamos dizer, não sei que nome usar, acordo tratado.
Que tenha uma duração e possa se dizer oficialmente que a guerra terminou.
Confira.
Pessoa 3
Donald Trump voltou a afirmar que o Irã concordou com a visita de inspetores nucleares de uma agência da ONU a instalações danificadas pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel.
Redes sociais Trump disse que se o Irã não concordar com as inspeções, então não há porque.
Continuar com as negociações o presidente também disse que o dinheiro liberado ao Irã por meio do Alívio das sanções contra o país deve ser usado apenas para a compra de alimentos ou suprimentos médicos de origem Americana.
Mas o representante do Iran na ONU em Genebra, ali barreini, descartou qualquer influência Americana sobre os recursos.
Pessoa 9
The roll for them.
But datal is limitad to this technical aspects of the freezing of asset.
Pessoa 3
Outro ponto de tensão crescente diz respeito à possibilidade de cobranças a embarcações no Estreito de ormuz.
O Memorando de entendimento assinado na semana passada disse que os iranianos manterão conversas com Omã para definir como será a administração da passagem depois da conclusão do acordo final.
Autoridades iranianas se reuniram com o sultão de Omã nesta terça-feira para discutir a situação do Estreito.
Em nota conjunta, os governos de Irã e Omã dizem que ambos vão instituir um grupo de trabalho para definir quais serviços serão prestados pelos 2 países na passagem e quais serão os custos.
Em viagem por países árabes, o secretário de estado americano, Marco Rubio, frisou que o Irã não pode impor cobranças pelo trânsito em ormuz.
Pessoa 9
Bom, o.
Pessoa 1
Marco rubro já está esperneando que aparentemente o que estão se colocando na frente dele é o seguinte, vocês fizeram tudo isso daí para os caras cobrarem pedágio na sua, na sua avaliação, Eduardo, o que o que é que você consegue enxergar de desenho?
Em função do noticiário.
Pessoa 8
Eu vejo desde o Memorando de entendimento.
Já foi uma paz frágil construir um acordo que pese toda a linguagem diplomática, mas construir um acordo que ambos os partidos, ambos os países, pudessem declarar Vitória.
E isso não é de fato o que aconteceu no terreno.
Então, as cláusulas foram muito abertas, muito frágeis.
E com isso, a gente tem ainda 60 dias de bastante tensão com as diferentes perspectivas.
A questão nuclear, essencialmente, ela é uma questão de soberania e uma questão de sobrevivência na perspectiva do regime iraniano.
E ela é uma ameaça e uma questão existencial para Israel, que também é um parceiro dessa equação.
E nos Estados Unidos, por outro lado, pretende construir uma narrativa de Vitória nesse processo e, portanto, precisa neutralizar qualquer aspecto da questão nuclear.
E esses 3 pontos de vista?
Eles não convergem assim tão facilmente e as cláusulas são muito frágeis para assegurar 60 dias de serenidade nesse processo.
Pessoa 1
Você vê, tá vendo qual desenho lourivão?
Pessoa 9
Bem durante OOO negociação do jase peoway que o Barack Obama assinou com o Irã.
Em 2015, também havia total divergência diversões dos 2 lados.
Isso é natural do processo, porque há uma preocupação muito grande com o impacto informacional que cada posição tem sobre os respectivos públicos.
O Irã, quando diz que ele precisa, ele precisa negociar com a agência Internacional de energia atômica.
Se as inspeções de ele tem razão, porque for do sfarran e na tantes foram bombardeados, os acessos foram desmoronaram e a agência não tem visibilidade do status da desses 441 kg de urânio altamente enriquecido.
Pode ser um faw alto.
Pode haver ali urânio, que oferece um grande risco ambiental, dependendo da situação.
É desse urânio, é a entrada de inspetores ali.
Pode levar uma catástrofe tanto para eles fisicamente, quanto para o meio, o ambiente ali.
E o Irã usa isso como uma forma de manter a ambiguidade sobre quantos é quilos de urânio altamente enriquecido ele detém, porque isso é um fator de negociação, o tamanho da concessão dele para os Estados Unidos e, portanto, o tamanho da concessão que os Estados Unidos precisam fazer em troca.
É proporcional a quantos quilos de urânio ele realmente ainda tem que sejam factíveis, que sejam utilizáveis.
Então essa é uma informação extremamente estratégica para o Irã e para ele manter a Opacidade sobre a situação o máximo de tempo possível enquanto as negociações sobre a liberação das sanções Americanas.
É, avança, é vital.
É por isso que ele mantém essa situação nebulosa em relação a se haverá inspeções ou não.
Agora, tecnicamente, é verdade que não é com os Estados Unidos que o Irã tem que negociar inspeções.
É com a agência Internacional de energia atômica, porque houve um bombardeio naquela área.
Então tem que haver um protocolo especial para essas inspeções.
Pessoa 1
Da qual ele faz parte.
O Irã é claro, claro.
Eduardo é, houve uma votação hoje No No Senado americano, na qual se adotou uma resolução pela qual essa resolução ela diz o seguinte, ou ele encerra as operações, ele, o presidente Trump encerra as operações militares em relação ao Irã, ou que venha buscar autorização no Congresso.
Em boa medida.
Isso daí é palavras, né?
Porque ela não tem força de lei agora do ponto de vista político para o Trump.
É mais uma demonstração do quanto que ele está cada vez mais acuado no cenário doméstico americano ou estou exagerando?
A importância dessa resolução?
Pessoa 8
Não eu, eu converjo plenamente.
Se nós olharmos essa guerra, esse conflito teve o índice de aprovação extremamente baixo.
É de todos os conflitos americanos o fundo do poço da aprovação presidencial.
Gera um impacto econômico muito grande nos Estados Unidos.
O grande exemplo é o preço do combustível, mas é muito maior do que isso.
O presidente tem eleições aí de meio termo pela frente.
Portanto, ele tem uma equação política bastante relevante para gerenciar política e econômica.
E nós vemos também que esse movimento no Congresso americano mostra 11 ponto divergente em relação aos últimos anos da administração Trump.
Ele tinha um bom controle sobre o partido, conseguia manter maiorias do seu próprio time republicano, e nesse momento ele consegue receber uma reprimenda, vamos chamar assim, vindo do parlamento.
Então é um sinal bastante forte de de dificuldade política para o presidente nesse momento.
Pessoa 1
Para que essa resolução tivesse passado.
Lourival, 4 senadores republicanos pularam de lado.
Qual é o peso disso?
Pessoa 9
Sim, isso é muito importante porque é no Senado que é votado o orçamento.
E então mostra aqui sobre esse tema, o presidente Trump não tem maioria no Senado e ele vai precisar dessa maioria para aprovar a dotação orçamentária extraordinária para repor.
Os recurso que é calculado em 80 bilhões de dólares, que foi o gasto dessa guerra, o Pentágono fica com esse valor?
Desguarnecido, ele gastou esse dinheiro, não estava, é previsto.
Então isso tem um impacto sobre AA percepção é de de de efetividade das forças armadas Americanas.
Então isso incide sobre o próprio moral das forças armadas, uma série de de questões relacionadas.
Relação entre o Trump e as forças armadas então é, esses 4 senadores demonstraram coragem, demonstraram que não.
Não estão mais com medo do Donald Trump.
Isso é novidade em relação a todos esses 5 anos e meio, somando o primeiro.
E essa parte do segundo mandato é de Donald Trump, ainda mais pouco antes de eleições que vão acontecer no dia 3.
É de de novembro.
É interessante que um senador democrata, John fairman, que a título de curiosidade é casado com uma brasileira, ele é da Pensilvânia, votou com os republicanos contra essa moção, essa essa resolução.
Pessoa 1
De resolução.
Pessoa 9
É porque ela não tem poder mandatório, porque o Congresso tem que aprovar nas 2 casas e o presidente assinar para que algo vire lei.
Embora nesse caso há uma interpretação e as a Suprema corte poderia examinar isso, não há um precedente de que é como o Congresso, de acordo com a Constituição, tem que votar a aprovar AA aprovar 11.
Guerra.
Nesse caso, poderia ser que uma simples moção na no Senado fosse suficiente para barrar, mas isso não.
Isso é discutido.
Incidentalmente é uma lei aprovada nos anos 70, quando Richard Nixon continuava a guerra do Vietname, outra guerra muito impopular.
É contra a vontade do Congresso, e o presidente Trump é um grande admirador de Richard Nixon.
Pessoa 1
É verdade, sobretudo pela questão da China.
Oo Eduardo, para encerrar o segmento e o e o programa?
Eu tenho mais um minutinho e pouco diante desse quadro.
Teerã pode dormir?
Teerã, eu estou falando das lideranças iranianas.
Podem dormir tranquilas.
Qual é o risco de uma retomada de operações militares Americanas?
Pessoa 8
É, se ocorrer um incidente, um estopim, né?
Alguma ocorrência?
Porque a guarda republicana trabalha de forma muito descentralizada, é possível que alguma célula eventualmente conduza alguma ação e gere baixas Americanas significativas.
Isso é um.
Então, um Cisne Negro que pode acontecer e retomar essas hostilidades é a questão nuclear.
Junto dela é menos falada.
Mas tem a questão dos mísseis.
Terá uma capacidade muito consistente em mísseis?
É.
Se nós pensarmos aí que esse ano mesmo ela fez 2 lançamentos contra Diego Garcia em março, a 4000 km, significa que ela tem capacidade de alcançar Londres.
Toda a Europa está ao alcance do sistema de mísseis, é de Cruzeiro e agora dos mísseis hipersônicos iranianos, tá essa dobradinha nuclear com mísseis e ainda mais gravosa para essa equação.
Então eu vejo que esse momento é crucial.
Precisamos resgatar um pouco a legitimidade da agência Internacional de energia atômica para que ela possa estar mais presente em campo, bem desacreditada pelos Estados Unidos, desacreditada pelo Irã.
Mas é parte importante para resolver e isso ajudaria AA dar um Horizonte maior aí para esse programa, mesmo que ele fosse por um caminho ruim.
Mas pelo menos a gente adia a bomba nuclear, que demora 2 anos, basicamente.
E a bomba em mísseis que demora 5 anos, uma década, mas esse é um risco para toda a sociedade.
Pessoa 1
Queria agradecer a você.
Eduardo minguão, coronel veterano do exército brasileiro, também leciona na e semi, a escola de comando do estado maior do exército.
A participação aqui no nosso programa e boa noite, Eduardo.
Pessoa 8
Muito obrigado pelo convite, agradeço e boa noite para todos os telespectadores também.
Pessoa 1
Rival, obrigado mais uma vez.
Boa noite é para mais conteúdos.
Eu não canso de repetir isso do fim de programa, porque tem bastante coisa para vocês lá, além do que a gente transmite aqui, é na TV e no streaming.
Procure a página do ww no site da CNN.
Essa edição do ww fica por aqui.
Muito obrigado e boa noite.
Podcast Summary
Key Points:
O governo atual está expandindo gastos públicos e subsídios (cerca de 200 bilhões de reais) para tentar garantir a reeleição, gerando pressão inflacionária e uma “bomba fiscal”.
O Banco Central alerta que a inflação será maior que o previsto, devido a fatores externos (guerra no Oriente Médio) e internos (incentivos ao consumo e gastos públicos).
No STF, o ministro Gilmar Mendes criticou duramente o colega André Mendonça por supostos erros na condução do inquérito do caso Master, comparando a situação a vícios da Lava Jato.
A divergência entre os ministros expõe uma disputa por poder e influência na corte, com Gilmar Mendes buscando ocupar o vácuo de liderança deixado pelo presidente do STF, Edson Fachin.
O caso Master envolve dois ministros do STF, algo inédito, e gera insegurança sobre o futuro das investigações e possíveis delações.
Summary:
A transcrição aborda a crise fiscal iminente no Brasil, com o governo atual injetando quase 200 bilhões de reais em subsídios e programas para impulsionar a reeleição, o que o Banco Central aponta como causa de inflação acima do esperado. A metáfora “depois de mim, o dilúvio” ilustra a postura de curto prazo, deixando um enorme peso para o próximo governo, que precisará tomar medidas impopulares.
Além disso, o foco se desloca para o Supremo Tribunal Federal. O ministro Gilmar Mendes, em entrevistas recentes, criticou colegas como André Mendonça, Edson Fachin e Nunes Marques, gerando tensão na corte. Ele acusa Mendonça de “erro crasso” ao tratar de delações no caso Master e compara a situação a vícios processuais da Lava Jato, sugerindo que as investigações podem ser contaminadas. Os analistas apontam que Gilmar busca conter o poder crescente de Mendonça, que relata os casos mais emblemáticos (Master e INSS), e ocupar o vácuo de liderança deixado por Fachin.
A novidade histórica é que dois ministros do STF estão envolvidos no escândalo, o que fragiliza a credibilidade do tribunal e gera incerteza sobre o futuro das investigações, podendo desestimular delações. A disputa interna reflete uma luta por influência, enquanto a sociedade demanda punição, mas teme que o caso se repita os mesmos erros do passado.
FAQs
O governo está injetando quase 200 bilhões de reais em subsídios e programas de estímulo ao consumo, principalmente via crédito, como estratégia para tentar garantir a reeleição.
A inflação será maior que o previsto devido a dois fatores: a guerra no Oriente Médio, que está fora do controle interno, e a expansão dos gastos públicos e incentivos ao consumo promovidos pelo governo.
Gilmar Mendes acusou André Mendonça de cometer um 'erro crasso' ao revelar que foi procurado por um advogado com uma proposta de delação seletiva, argumentando que relatores não devem participar de tratativas de acordos de colaboração.
Gilmar Mendes criticou Edson Fachin por seu 'entusiasmo infantil' em relação a um novo código de ética e Nunes Marques por uma decisão no TSE sobre censura a pesquisas eleitorais.
A comparação gera insegurança jurídica, pois potenciais delatores podem apostar que o caso Master será anulado como ocorreu com a Lava Jato, desestimulando acordos de delação.
No caso Master, a Procuradoria Geral da República é chefiada por Paulo Gonet, um aliado de Gilmar Mendes, ao contrário da Lava Jato, que tinha Rodrigo Janot, que era criticado por Gilmar.
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