O rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em janeiro de 2019, resultou na morte de 270 pessoas, entre elas a analista de operações Lecilda da Oliveira. A família dela passou 1.069 dias esperando por um sinal de resgate, até que, em setembro de 2021, a identidade da irmã foi confirmada por um segmento corporal encontrado por bombeiros. A operação de busca, realizada em uma área de 3 milhões de metros quadrados, enfrenta desafios como a fragmentação dos corpos, a decomposição e a presença de lama que dificulta a localização. Equipamentos pesados e técnicas de peneiramento, combinadas com análises de DNA e dados biológicos coletados de familiares, são essenciais para identificar as vítimas. Embora mais de 30 vítimas tenham sido confirmadas por meio de DNA, seis permanecem sem identificação, incluindo Malu, que não trabalhava na mineradora. A busca continua por trás de uma realidade de luto prolongado, onde os familiares aguardam com esperança uma ligação que simboliza a conclusão de um ciclo de dor. Apesar das dificuldades, a equipe de busca e perícias mantém a esperança de identificar todos os desaparecidos, garantindo dignidade ao luto das famílias. A tragédia continua sendo um exemplo de complexidade técnica, emocional e social em operações de busca de vítimas em ambientes extremamente difíceis.
[música]
Antes três anos minha mãe não viajou, ela não foi papar, ela não foi pelo gano, e a gente ficava escravo de um telefone que poderia tocar qualquer momento.
Então às vezes eu pensava assim, eu vou fazer isso para o site e que se encontrará nesse dia naquele dia.
Na tarde do dia 29 de dezembro de 2021, o telefone finalmente tocou.
A professora Natália era informada sobre a identificação do corpo da irmã,
lecilda de Oliveira, vítima do rompimento da barragem da Vale Embrumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Foram 1.069 dias de espera para a família conseguir dar uma cerimônia de despedida,
para analista de operações da mineradora, morta durante o horário de trabalho.
E a minha mãe falou assim comigo que depois desses dias, que pesa esse velório, que ela acordou mais leve,
que todos os dias ela acordava o primeiro pressamento dele era na lecilda.
Não que ela deixou de lembrar, mas ela sentiu ali viajada porque viveu aquilo, não tem aquele medo mais.
Até a gravação desse podcast, lecilda era a última joia, como são chamadas as vítimas,
a ter a identidade confirmada. Ela é a de número 264.
Outra 6 seguem sem localização.
O alento para a família Oliveira, mesmo que mínimo,
aconteceu graças ao trabalho de bombeiros que vão acampo diariamente em busca daquelas pessoas levadas pelo mar de lama.
E também, da equipe de perícia, que se empenha para superar os obstáculos biológicos
e garantir a identificação de todas as 270 vítimas.
Neste programa, você vai entender o segredo por trás deste trabalho, considerado a maior operação de buscas do país.
Você também vai conhecer os percausos enfrentados por famílias que ainda guardam a mesma ligação recebida por Natalha no fim de dezembro.
Eu sou Pablo Nascimento e este é o podcast Brumadinho 3 anos. A procura das vítimas, uma produção da Recorte Veminas.
Natalha Oliveira ainda tem frescas na memória, as lembranças do que fazia na hora do almoço daquela última sexta-feira de janeiro de 2019.
A professora estava em casa. Ela assistia a uma série de TV, quando começou a receber as mensagens que mudariam a sua vida para sempre.
Eu chegou a primeira mensagem para mim, uma barragem um peu. Eu automaticamente peguei a mensagem e vi aí para a silla. Aí chegou a segunda mensagem. É uma barragem da base. Eu mandei para a silla.
Quando chegou a tessura falando que é do podcast, eu já liguei para ele, para ele, pela amor de Deus me liga.
E naquele momento que eu vi, que a mensagem que eu tive, ela não tinha os dois pausinhos, só tinha um que essa mensagem nunca chegou até ela.
E naquele momento, ali, é que eu caiu a ficha, que é algo errado que tinha acontecido, só que é o mesmo tempo a gente tinha muita esperança, porque ela na vara, o telefone nunca pegou bem.
Então, passear às vezes, é algum problema que eles estão tendo lá, daqui a pouco vai, que é notícia.
Mas tarde, a esperança deu lugar ao desespero. Com a confirmação de que o colapso havia ocorrido na mina, onde a irmã trabalhava há quase 30 anos.
A atenção notícia urgente, uma barrage acaba de se romper na cidade de Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Policiais e bombeiros estão no local.
Apesar das inúmeras tentativas por informações, ninguém sabia onde estava a Lessil da Davale, como era conhecida a analista de operações, então com 49 anos.
Foi uma espera tão grande, porque assim, teve dias a gente ligar com o NL e falar "Oi, irmão, tá aí não, dia de salvo da noite, aqueles dias de desespero, esses fariados, assim."
Gente, olha a direitinho, né, quanto começou, o que tinha presca, meu coriço, vocês olharam tudo.
As respostas que Natalha buscava só começaram a ser definidas após dois anos e sete meses, era uma terça-feira primeiro de setembro de 2021,
quando bombeiros encontraram um segmento corpório que três meses depois seria confirmado como sendo de Lessil da.
Na época, a corporação se preparava para iniciar uma nova fase da operação, a oitava etapa.
As mudanças de estratégia foram importantes com passar dos meses, devido às variações climáticas e das condições do rejeito.
O trabalho hoje é feito com a ajuda de máquinas pesadas e de steiras.
Alguns equipamentos foram importados da Finlanda, como explico o tenente do Estado Magalhares.
Na estratégia C7 são a utilização de escavadeiras, então a gente tem a listecavadeira fazer na dobra do material,
e basicamente ela pegaria o rejeito, né, levantar a leão certa altura e começar a soltar o material de maneira segregada, né.
Então a gente vai vir na liste a passagem de algum segmento, vai ter um militar na escavadeira e assim que ele vê algo, ele vai alertar para parar e coletar aquele segmento,
vai para trabalhar direitinho. Quanto a estratégia 8, né, oitava estratégia, a gente é a utilização de um maquinário que faz o peneiramento do rejeito, né.
Então por granulometria a gente consegue fazer ali a separação do que é o mais fino que a gente chama de anda e o que é mais grosso ali do rejeito, né.
Granulometria é maior que chama de ove e ali a gente vê se é a passagem de algum segmento e faz o recolhimento da mesma maneira.
O trabalho começa cedo. Todos os dias por volta da 6h da manhã, os militares saem da base chamada bravo, por lá não aferiados ou fins de semana.
"Rupamento, cê tudo!"
As equipes fazem um esquema de rodismo. Cada grupo fica entre 1 ou 2 semanas com dedicação exclusiva a operação.
O corpo de bombeiros calcula que mais de 4.000 e 100 agentes já passaram por lá.
Neste período os trabalhos foram suspensos três vezes, duas delas por causa da pandemia de COVID-19.
A mais recente, devido às fortes chuvas que atingiram o região de brumadinho no início de 2022.
Conclusamento de dados, a equipe de inteligência define os locais com mais chances de se localizar as vítimas.
A estratégia facilita a busca na área de quase 3 milhões de metros quadrados, o equivalente a 420 campos de futebol.
A trajeta espalhou 11 milhões de metros cúbicos de lama pela área rural de brumadinho.
O volume é suficiente para construir 4 da maior pirâmide do Egito.
Mesmo assim, o tenente Pedro Aihara, que acompanha a operação desde o dia do opimento,
não esperava que o trabalho fosse se estender por mais de mil dias.
"É possível enx localizar ainda tanto por os condicimentos,
e esse, inclusive, uns motivos pelos quais a gente permanece com operação, e a questão da preservação do corpo do segmento
vai variar muito conforme o local, onde o corpo do segmento é encontrado.
Como a gente tem em locais que tem uma concentração muito alta de minério,
pode acontecer fenômenos com uma saponificação,
que quando o corpo ele fica de certa forma embalçamado."
Quase que geralmente, as equipes compartilham com as famílias dos desaparecidos um balanço da operação.
Pelo telefone, a dona de casa, Arlette Gonzalo, de 59 anos,
confere a lista com atenção na esperança de encontrar mais alguma informação sobre o filho.
Wagner Nascimento, também funcionária da Vale, levado pelo rejeito de minério.
Eu digo mais informações porque Vaguinho, como ele é chamado pela família,
foi indetificado ainda em mais de 2019 no ano do rompimento,
mas a dona Arlette optou por não velar o filho,
já que o corpo do primogênito não estava completo.
Então pensei, enquanto a busca dos outros pode achar mais do meu filho.
Por tanto, eu teve um dia que o Bomber encontrou uma pessoa
faltando uma perna e ligou pra mim, perguntou.
Quando o Nascimento é a parte do seu filho que está no M&M,
é qual perna que eu falei à direita e foi uma equipe,
naquita falta na perna esquerda.
A fragmentação das vítimas é recorrente,
devido a impacto causado pela força da Lana,
que chegou a minha velocidade de 80 quilômetros por hora.
Então pra mim eu não achei ele, entendeu?
Se as outras família interromperem um amor e quer dizer que achou,
é um problema dela, não é isso pra mim, não?
Eu sou bem realista e bem franca.
E a realidade da gente não é nada boa.
Mais duas famílias tomaram a mesma decisão que a dona Arlette.
Outras três realizaram um seputamento,
mas pediram ao Instituto Médico Legal
para serem avisadas caso um novo segmento seja identificado.
Esse trabalho acontece nos laboratórios de perícia da polícia civil em Belo Horizonte
a aproximadamente 60 quilômetros da área de buscas.
É lá onde começam as tentativas de identificação.
Nos três primeiros meses após a tragédia,
a equipe conseguiu confirmar quem eram 85% das vítimas.
Com o passar do tempo,
o estado de decomposição dos corpos tornou o processo mais lento.
Quem explica dinâmica da tarefa é o médico legista Ricardo Moreira da Ojo.
A gente busca todos os caras
primeiro uma tentativa de análise por inversar de forma.
O primeiro passo não sendo viável,
a gente busca do identificação por outros metros.
Por tanto, é óbicos ou antropólicos.
Então é uma rotina basicamente essa equipe
não recebe a notícia de acordo com os identificadores,
não é esses mesmos legícios ou antropólicos legícios,
ele se reúne.
para buscar essa informação.
E através de alimentos secundários, por exemplo,
o tipo de roupa que a pessoa estava vestindo,
calçado, a gente faz uma triagem, uma triagem,
e busca ver o nosso problema de dados que foi construído
nas entrevistas com os familiares, na buscaativa,
no hospitais, clúnicas e operologias,
a comparação desses materiais foi aquela vítima
para tentar estabelecer uma positividade.
Não sendo possível recolhido uma mosta desse material
que encaminhado para o laboratório de DNA,
para também conviscir a identificação,
mas a identificação pela tecnologia molecular de DNA.
O uso da tecnologia tem dado contribuições.
Um super sequenciador genético
e um braço mecânico de última geração
tornam as análises de DNA mais precisas.
Desde a data da tragédia,
o Instituto de Criminalística de Belo Horizonte
emitiu imédia um resultado de DNA por dia.
Mais de 30 vítimas foram identificadas
exclusivamente por meio deste recurso,
dentre elas a leciu da de Oliveira,
lá do início do podcast.
Um aplicativo criado pela polícia civil de Minas Gerais
com a ajuda de investigadores parceiros
foi destaque em um Congresso da Interpol,
o programa faz um inventário
dos segmentos encontrados indicando de quais vítimas ele seria.
O perito criminal Igor Dornelas,
chefe do laboratório de DNA,
explica que obter a identificação
por meio de amostra biológica tanto o tempo após a morte
não é algo raro de se acontecer,
mas demandes forços.
A gente vê aí análise de materiais com mais de mil anos
que estão em museus, por exemplo,
são encontrados congelados
e é possível obter, sim, DNA a partir dos seus amostros.
Os ossos que os dentes, que são encontrados hoje,
que são as contes de DNA para a gente,
eles têm duas características importantes primeiro,
conservam o daniapo mais tempo,
mas também são mais difíceis de estralho de DNA a deles.
Então é algo que demanda mais trabalho,
mas ainda é a esperança de se obter
essas respostas para familiares,
para que eles possam fechar esse ciclo de luta.
Concluir deste ciclo com dignidade
é há três anos o desejo da consultora de mercado patrícia borelho.
A mãe dela, a corretora de móveis,
Maria de lutes da Costa Bueno,
é uma das seis vítimas ainda não identificadas.
Antes de você conseguir lembrar a pessoa
e ir para aquele lugar de memórias,
você está pensando no que aconteceu,
no aspecto de quem é responsável,
você está pensando no aspecto de que foi uma morte violenta
e você não consegue entender como a pessoa com você ama
tanto pode ter morido uma morte tão violenta,
que é uma coisa horrível.
Você está resolvendo toda a parte prática,
porque você tem um corpo,
você tem que negar um monte de complicação da vida prática,
a pessoa, como é que você parara de teneola,
tem contas, tem coisas para fazer.
Então, todos esses fatores compliquem muito o luto,
então ele demora muito e ele é muito mais difícil.
Então não que eu acho que ele se resolve,
mas completamente,
mas o primeiro não foi muito, muito difícil.
E aí também, para mim,
teve o luto da cerimônia,
então você está esperando lá desde o dia 1,
que você sabe o que a pessoa morreu,
e lá, fala "tchau",
e não tem como "tchau".
Você fica esperando, esperando,
e também você não sabe quando você vai falar "tchau".
Malu, como eu era conhecida,
é a única dos seis não encontrados
que não trabalhava na mineradora Vale.
aos 49 anos, ela morava,
em São José do Rio Pardo, no interior de São Paulo,
mas estava em Brumadinho,
a passeio com o marido e os entiados.
Um deles, o Luísta Libert, estava com a Noiva,
o casal celebrava de estação do primeiro filme.
Todos morreram e já foram identificados.
O grupo passaria o dia no Museu de Inotinho,
um dos maiores a seu aberto da América Latina.
A Patricia, que mora nos Estados Unidos,
só sobe que a mãe estava na cidade mineira
no dia seguinte ao rompimento.
Maria de Luz estava hospedada com a família
na pousada novestância,
aquela que foi levada pela Lama.
A gente também sabe que eles tinham banhejado
o passar o dia aquele dia de 25 no Museu,
ou seja, nesse horário eles estariam no Museu.
Mas uma série de problemas com voo
colocaram eles naquele momento no hotel,
na pousada.
Inclusive, eu acho que eles. e estão em um tentar passar parte do dia no Museu,
mas atrasaram, eles estavam se preparando para sair
quando aconteceu outra gêrdia.
É muito ruim em você saber
que a parte física da pessoa que você ama
está nesse lugar,
que não pertence, nunca pertenceu.
Hoje, três anos depois do rompimento,
as equipes de buscas e de leitificação
garantem que não a previsão para o fim do trabalho.
A Natalha, irmã da Leseuda da Vale,
espera que as seis famílias restantes
ainda possam ter conforto de receber a mesma ligação que ela.
O 60 dias de buscas, já tinha achando carso-buscas
e ia terminar aqui, gente.
Já pensaram que é três anos.
Então, assim. É isso que não estão fazendo aqui.
Eu acho que toda a família merece,
e é muito importante.
Hoje, eu estou mais leve.
Aquele peso, aquele medo,
e é o fato de ter dado o seu putamento para minha irmã.
É uma coisa que não tem preço.
Sabe? É a última umenagem que a gente pode fazer.
Ela é necessária, é dolorida.
A gente queria trazer esse para casa.
Mas a gente sabe que, sem felizmente,
não existe reparação que consiga.
E não tem ninguém que eu posso brigar.
Eu não posso brigar.
Nem a lei, nem a Vale, nem ninguém.
Ninguém pode fazer lá e fazer o que eu queria.
A gente não queria que morreu.
Mas já que morreu, a gente queria entregar
se eles inteira. A gente queria passar aquela mão no rosto.
Eu particularmente, todo o meloro que eu vou ter,
há muito de redisquidida, pessoa.
E é despedida, literalmente.
É por minha mão, uma pessoa. E, despedida dela, da matelova, a tem breve,
e de todos os amigos, de todos os melores da Vale,
de todos os que morreram nessa tarde,
é de foi caixão fechada.
Então, assim. É uma das coisas que mais foi difícil.
Isso foi podcast, brumadinho e três anos.
Aprocura das vítimas.
Para ouvir outros programas sobre a tragédia,
acesse o perfil da RecordTV Minas
nas plataformas de áudio ou o nosso site,
r7.com/img.
Este conteúdo teve produção de Pablo Nascimento,
com a edição de Flávia Martins e Miguel,
edição de áudio, Diego Fialho,
direção de jornalismo, Marco Nascimento.
(MÚSICA DE FUNDO)
Podcast Summary
Key Points:
O corpo da analista de operações Lecilda da Oliveira foi identificado após 1.069 dias de espera, marcando o momento em que a família finalmente pôde realizar um velório.
A busca pelas 270 vítimas do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho envolveu estratégias técnicas, como escavadeiras e peneiramento de rejeito, e a utilização de tecnologias avançadas de DNA para identificação.
A persistência das buscas, mesmo após três anos, é garantida por dificuldades físicas, como a fragmentação dos corpos e a decomposição, além de expectativas de que algumas vítimas ainda possam ser localizadas.
Summary:
O rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em janeiro de 2019, resultou na morte de 270 pessoas, entre elas a analista de operações Lecilda da Oliveira. 069 dias esperando por um sinal de resgate, até que, em setembro de 2021, a identidade da irmã foi confirmada por um segmento corporal encontrado por bombeiros. A operação de busca, realizada em uma área de 3 milhões de metros quadrados, enfrenta desafios como a fragmentação dos corpos, a decomposição e a presença de lama que dificulta a localização.
Equipamentos pesados e técnicas de peneiramento, combinadas com análises de DNA e dados biológicos coletados de familiares, são essenciais para identificar as vítimas. Embora mais de 30 vítimas tenham sido confirmadas por meio de DNA, seis permanecem sem identificação, incluindo Malu, que não trabalhava na mineradora. A busca continua por trás de uma realidade de luto prolongado, onde os familiares aguardam com esperança uma ligação que simboliza a conclusão de um ciclo de dor.
Apesar das dificuldades, a equipe de busca e perícias mantém a esperança de identificar todos os desaparecidos, garantindo dignidade ao luto das famílias. A tragédia continua sendo um exemplo de complexidade técnica, emocional e social em operações de busca de vítimas em ambientes extremamente difíceis.
FAQs
A irmã de Natalha, Lecilda de Oliveira, foi uma das vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho em janeiro de 2019. Seu corpo foi encontrado após 1.069 dias de busca e confirmado em setembro de 2021.
A busca demorou por mais de três anos devido à grande quantidade de lama (11 milhões de metros cúbicos) que cobriu a área, dificultando a localização e identificação dos corpos, além da decomposição dos corpos ao longo do tempo.
Os especialistas utilizam métodos antropológicos, análise de roupas, calçados e, principalmente, análises de DNA. A tecnologia molecular de DNA, com super sequenciadores, permite identificar vítimas mesmo após muitos anos e com fragmentos de corpo.
As famílias passam por um luto prolongado, sem saber quando receberão a notícia da identificação. Muitos não conseguem aceitar que a morte foi violenta, e a ausência de reconhecimento oficial ou responsabilidade legal aumenta o sofrimento.
Os desafios incluem condições climáticas extremas, variações no rejeito minerário, fenômenos como saponificação que embalham os corpos, e a fragmentação das vítimas por impacto de lama com velocidade de até 80 km/h.
Das 270 vítimas, seis ainda não foram identificadas. Uma delas, Maria de Luz, não trabalhava na Vale, mas estava em Brumadinho com o marido e entes queridos no dia do rompimento.
Chat with AI
Loading...
Pro features
Go deeper with this episode
Unlock creator-grade tools that turn any transcript into show notes and subtitle files.