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Brasil versus Argentina e Paraguai: a América do Sul em tempos de polarização

20m 15s

Brasil versus Argentina e Paraguai: a América do Sul em tempos de polarização

A transição aborda uma crise diplomática recente entre o Brasil e seus vizinhos Argentina e Paraguai. O episódio começou com a convocação da embaixadora brasileira em Buenos Aires, após ataques verbais do presidente argentino Javier Milei contra Lula, chamando-o de "presidiário" e insultando o ministro Alexandre de Moraes. O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, classificou a situação como grave, mas defendeu o diálogo. Em seguida, Lula gerou novo atrito ao afirmar, em um discurso, que o Paraguai havia declarado guerra ao Brasil no passado, levando o governo paraguaio a convocar o embaixador brasileiro para explicações. A fala foi considerada uma interpretação equivocada da história e causou mal-estar, embora o Paraguai tenha sinalizado que não quer aprofundar a crise. O podcast analisa o contexto histórico das relações regionais, destacando que o Brasil já foi um líder crucial na América do Sul, mas perdeu protagonismo nas últimas décadas. O Mercosul, criado para integrar economias, está estagnado politicamente, mesmo com o comércio ainda ativo. A polarização ideológica, com líderes como Milei e Santiago Peña alinhados a Trump, cria novos desafios para a integração sul-americana. Especialistas alertam que o Brasil precisa retomar uma diplomacia ativa e tratar bem os parceiros menores para evitar que se aproximem de potências externas, como os Estados Unidos.

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2225 Words, 13331 Characters

Portuguese
Já conhece o empréstimo com garantia de veículo do Banco TV? Com ele, você tem o dinheiro que precisa para organizar sua vida financeira, acesse www.com.br Uma semana, desde segunda-feira passada, o Brasil está sem embaixador no país, que é um de seus parceiros mais importantes. Julho Bitelli, de Plomata, responsável pela embaixada brasileira em Buenos Aires, foi convocada as preças de volta à Brasília. O gesto é incomum e tem um significado claro. Sinaliza que a relação entre os dois países entrou em crise. Chama ainda mais a atenção que Mauro Vieira, ministro das relações exteriores do Brasil, tenha se reunido com Bitelli, três vezes desde então. Mauro Vieira classificou o episódio como inaceitável, mas defendeu o diálogo com o país vizinho. Tudo o episódio é extremamente grave e inaceitável. Mas nós temos que trabalhar pelo entendimento entre as nações, a diplomacia fez o Jesus de conversas. Era a resposta do governo brasileiro a ametralhadora de ataques de Ravi Hermilae, no palco da convenção do PL, partido que lançou a candidatura de Flávio Bolsonaro, a presidência do Brasil, o presidente da Argentina disse isso, que Lula é presidiário e que Alexandre de Morais é um lixo careca. É que serismo, é ser a versão argentina de "el presidiário, "la basura calma, calva, não me permitiu visitar a minha amigo, "injustamente encarcelado". De volta a Argentina, milei insistiu nas provocações. As declarações incomodaram até aliados do presidente argentino. Ele tem sido muito criticado pela impressar a Argentina, que chamaram que ele fez um papelão, que ele provocou a crise. - Outros jornais, né? - E todos os jornais e mais eles estão questionando, inclusive, a vinda dele que foi visita privada, e ele veio com a avião presidencial e com gastos públicos, provocando gastos públicos. A expectativa era que a crise ficasse restrita e diplomacia. Afinal, o Brasil e a Argentina são os dois maiores sócios do Mercosul, dividem cadeias produtivas, são os principais parceiros comerciais, um do outro na região, mas a provocação trocou de lado. Você vira a papaguada que vê daqui o pedendo da Argentina. Eu não falei nada, porque a minha relação é uma relação de chefe de Estado com Estado. E eu gosto do povo argentino, eu não vou ficar trocando coisa com aquela coisa. O atrito diplomático tomou toda a triplice fronteira quando no dia seguinte, em que rebateu milei e aumentou a confusão com a Argentina, o presidente Lula recebeu um cartão amarelo do Paraguai. O chancelar Paraguai, o Rubén Lescano, afirmou o presidente do país conversou por telefone com o presidente Lula. A conversa acontece mais dias depois, na verdade, de um discurso feito por Lula, em São Paulo, que causou um mal-estar diplomático. Na declaração, Lula atribuiu ao país vizinho o início da guerra do Paraguai. O que o presidente disse exatamente? Foi na sexta-feira, ele estava numa agenda no interior de São Paulo, e ele estava dizendo, falando da necessidade de ampliar recursos para as forças armadas, recursos na área de defesa. Aí, ele lembrou que o Brasil não quer guerra com ninguém, que o Brasil só quer paz, mas que, acaso em que outros países invadem o declarão guerra, e citou o fato de o Paraguai ter declarado guerra segundo ele para o Paraguai declarou guerra, ao Brasil, e isso gerou a guerra do Paraguai. O embaixador brasileiro em Assunção foi chamado para dar explicações e a diplomacia brasileira moderou o Tom. Segundo, o vice-presidente do Paraguai, o embaixador brasileiro argumentou que o presidente Lula, as falas do presidente Lula, foram tiradas de contexto, e que, em nenhum momento, Lula quis insultar, quis ofender o povo Paraguai com essas declarações. Embora ele tenha transmitido o repúdio, ele diz que não há intenção do Paraguai a profundar essa crise, ou seja, ele deu uma declaração no sentido distencionado de abaixar a temperatura, inclusive ele menciona que o governo Paraguai sabe que o Brasil está no momento eleitoral, e que eles não querem gerar qualquer suspeita de que essa ação do Paraguai seja para se entrometer automutuais, eleições brasileiras. Em poucos dias, o Brasil passou a administrar atritos com dois vizinhos, há muito mais coisas, em comum entre Paraguai e Argentina do que a Bacia do Rio Paraná. Os governos dos dois países são parceiros de primeira hora de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Seus mandatários, Ravier Milley e Santiago Penha são também dois nomes proeminentes da direita na América do Sul, uma direita que cresce pelo continente, e que pode levantar um muro não só ideológico, mas diplomático. E qual o risco do Brasil ficar isolado nesse novo arranjo regional? Da redação do Jumbo, eu sou Natus Anere, e o assunto hoje com Vitor Bué de An é. Os desafios da integração sul americana em tempo de polarização. Neste episódio, o converse com o Ariel Palácio, correspondente da Globo e da Globo News para a América Latina, Ariel mora em Buenos Aires, segunda-feira, três de agosto. Ariel Palácio, você acompanha a política argentina há mais de 30 anos as relações da Argentina com o Brasil, então quero começar te perguntando pela sua experiência histórica, seu conhecimento histórico, porque o Brasil demorou tanto para começar um projeto de integração regional com os seus vizinhos? É muito recente, Vitor. É muito recente. Se a gente pensa no contexto geral do Brasil independente, pouco mais dos anos de vida independente, e passou muito tempo até que primeira visita de um presidente, de um país da região, ao Brasil, que foi o presidente roca em 1899, e a devolução dessa visita com o presidente Camposalhas do Brasil à Buenos Aires em 1900. Essa integração foi crescendo mais muito graduamente, existe um todo mudou a partir do fim das dentaduras da região, da volta da democracia que coincidiu com um período de integração comercial maior no planeta, e graças também à ideia dos presidentes, al funcionário de Argentina e de Sarney no Brasil, de dar o primeiro ponto à pé em 86 para integrar as economias dos dois países, e a futura criação do Mercosu, já na década passada, essa presença foi caindo, vários governos vieron preferiram ficar mais dentro do que eram os pranhas internos, ou em Petro da Dilma, veio o tema, em Bolsonaro, do pandemia, então o Brasil perdeu um pouco, ou bastante daquele progrande protagonismo, era indiscutivamente o grande líder regional, o Brasil dou enorme peso ainda hoje, mas, antigamente, o Brasil era chamado para resolver crises, a crise boliviana, a crise interna paraguia de 2010, quando houve impeachment contra o presidente e lugo, quando houve um movimento de secessão dentro da Bolívia, lá para 2005, 2006, senão engano, aí já com Eva Morales no poder no início, o Brasil foi crucial, ou a crise quatoriana, o início do século 8º, o planau, o todo era um papel fenomenal, para resolver abacaxes graves problemas, ou, por exemplo, ainda lembrei agora, Víctor, em. eu cobri isso também, 1999, houve um assassinato do vice-presidente Paraguai, olha só, justamente o assunto de Paraguai, Luís Maria Arganha, e isso enfraqueceu o governo do presidente Cobas Grau, que sofreu uma tentativa de Copa de Estado, o Brasil fez uma intervenção ali, para diplomaticamente botar panos quentes, que o Basagral renunciou, e o Asilo no Brasil, e aí a situação se acalmou o Brasil, foi crucial para que não houvesse um confronto armado ali em assunção, foi crucial, então era um momento no qual o Brasil tinha até lá despontando, brilhando, como o líder, não lhe ationou americano, mas sim sou americano, sou americano crucial, depois de inclusive uma participação, também na primeira década desse século, não IT pela menos tá, que depois foi controvertida, mas a imagem inicial era muito boa, então foi um momento assim com, em que Obama chamava "deses da guy", falava sobre o Lu, então era um momento no qual o Brasil tinha um protagonismo muito forte na América do Sul, também no resto, mas especialmente na América do Sul, isso depois na década seguinte foi encolhendo, foi encolhendo rapidamente, e a região precisa uma liderança regional, ou precisava pelo menos até tempos atrás, agora a toda uma guinada de goveros, que se alinharam com o Trump, Trump acabou entrando nesse vaco da falta de uma liderança regional. Eu queria te perguntar, o Mercosul deu certo, não deu, ainda tem coisas por fazer, os presidentes estão brigados, mas não o comércio, o comércio continua crescendo, continua florecendo, independentemente de shilikes presidenciais, poderia funcionar muito melhor, seus governos trabalhassem, sinceramente, para intensificar a integração. Mas o Mercosul já está em Banho Maria, do ponto de vista político, do ponto de vista político, já está em Banho Maria há uns 20 anos. Queria me valer do teu conhecimento histórico para perguntar, existe precedente para essa relação de tanta animosidade entre os presidentes da Argentina e do Brasil? Olha, não. Temos que voltar 174 anos, se não me falha, o cálculo para 1852, linda, quando governava Dom Pedro, en el mundo de los dos, y en Buenos Aires, no una Argentina inteira, porque a la tabana en Magharras y el gobierno de la ciudad, un dictador Juan Manuel de Rosas, cuando Juan Manuel de Rosas, cuando Brasil, retiró su invasión, afegaba el único presidente, retiró su invasión de Buenos Aires, y después, además, inclusive, bueno, Buenos Aires, retiró su invasión de Río, y ahí apunto de estar a la guerra, Juan Manuel de Rosas, comenzaba a chamar, o don Pedro II, o Rey Macaco, el Rey Macaco, y hasta mi ley, nunca más ove insulto por parte de ningún chefe de poder ejecutivo a Argentina, un presidente brasileiro, nunca ove, pelo menos publicamente, un shingamento de un presidente brasileiro a un presidente a Argentina, Victor. Inclusive, los dos países pasan se aproxima de la editadura, ¿no? Exacto. Cuando tenía agarra de las malvinas, por inquietar que parecen, un conflito belio que aproximó los dos países. Arjunteni enfrentaba en la terra pela agarra de las malvinas, y el Brasil, en el que envió soldados, fue equipamiento militar, en el lado de este hilo. Pero Brasil fue ayudando con algún rumores que hubo una especie de triangulamento para enviar algún material militar para Argentina, impedió a oposos de aviones británicos que aún rumas, malvinas, y tuvo una postura diplomática a favor de Argentina. Eso fue un inicio, por ejemplo, que parecen, fue en los gobiernos militares, y ahí ven, o presidente, al fosé, ensarney, que pensaron, que era la integración, y que, inclusive, al fosé, devolsa arneí, inesperadamente, en una visita patagonia, abrió las portas, abrió las portas para instalações atómicas, secretas que Argentina, porque Argentina, vinha, ya, desde los años 50, pensando en la sua bomba atómica. Bueno, ¿Vos ser falou das questões militares entre Brasil y Argentina? Y yo quiero falar de la situación, entre Brasil y Paraguay, que fue una questão militar, que motivó, ahí, pela declaración del presidente Lula, en cómodo por parte del gobierno Paraguay, declaraciones relacionadas a guerra del Paraguay. ¿Por qué quien comoda tantos Paraguayos, a fala del presidente Lula? ¿Y o qué más, del atitude del Brasil, tienen incomodados Paraguayos, Ariel? El presidente Lula, dice, en un contexto de un discurso muy amplo, sobre, sobre, las questões de política de las aplas, Trump, ameaçando a Groenlander, Trump ameaçando, anexar, el Canadá, esas cosas, el Trump, y el presidente Lula, dice, que, no quería ser pego de sorpresa, y si ahí citó justamente, no quiero ser pego de sorpresa, porque un bello día, el presidente del Paraguay, soleno lópez decidió invadir o Brasil, Argentina y Uruguay. Y eso pegó muy mal, no Paraguay, porque ese asunto, es una ferida aberta, no Paraguay, y los Paraguayos, inclusive, o será, no Paraguay, o reclamó, o presidente Paraguayos, reclamó, también, formalmente, diciendo que había una interpréterraización errada de la historia por parte de Lula, invadió, no, en esperadamente, porque ya había un declarado de guerra, formalmente, en el Congresso, en asunción, invadió, el sudo mató grosso, y invadió a Argentina para conseguir, intentar conseguir inviar tropas a Teoruguay para ayudar, el lado, nueva área para energ刊as de rendido al Pケbol 我co con su chamail, Pedro alienacGuya. El no en Co� sticks a la Immibillosamansda. 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Eu sou o Victor, boi a Jãe e fico por aqui até o próximo assunto.

Podcast Summary

Key Points:

  1. O Brasil ficou sem embaixador na Argentina após a convocação de Juliana Bitelli a Brasília, em resposta a ataques do presidente argentino Javier Milei contra Lula e Alexandre de Moraes.
  2. O chanceler brasileiro Mauro Vieira classificou o episódio como "inaceitável", mas defendeu o diálogo entre os dois países.
  3. A crise se ampliou quando Lula mencionou o Paraguai em um discurso sobre a Guerra do Paraguai, gerando desconforto diplomático e uma resposta formal do governo paraguaio.
  4. O podcast discute a perda de protagonismo do Brasil na América do Sul, a crise do Mercosul e o avanço de líderes alinhados a Donald Trump, como Milei e Santiago Peña.
  5. Especialistas apontam que o comércio regional continua forte, mas a integração política está estagnada há décadas.

Summary:

A transição aborda uma crise diplomática recente entre o Brasil e seus vizinhos Argentina e Paraguai. O episódio começou com a convocação da embaixadora brasileira em Buenos Aires, após ataques verbais do presidente argentino Javier Milei contra Lula, chamando-o de "presidiário" e insultando o ministro Alexandre de Moraes. O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, classificou a situação como grave, mas defendeu o diálogo.

Em seguida, Lula gerou novo atrito ao afirmar, em um discurso, que o Paraguai havia declarado guerra ao Brasil no passado, levando o governo paraguaio a convocar o embaixador brasileiro para explicações. A fala foi considerada uma interpretação equivocada da história e causou mal-estar, embora o Paraguai tenha sinalizado que não quer aprofundar a crise. O podcast analisa o contexto histórico das relações regionais, destacando que o Brasil já foi um líder crucial na América do Sul, mas perdeu protagonismo nas últimas décadas.

O Mercosul, criado para integrar economias, está estagnado politicamente, mesmo com o comércio ainda ativo. A polarização ideológica, com líderes como Milei e Santiago Peña alinhados a Trump, cria novos desafios para a integração sul-americana. Especialistas alertam que o Brasil precisa retomar uma diplomacia ativa e tratar bem os parceiros menores para evitar que se aproximem de potências externas, como os Estados Unidos.

FAQs

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A embaixadora brasileira em Buenos Aires foi convocada de volta a Brasília após ataques do presidente argentino, Javier Milei, ao presidente Lula e ao ministro Alexandre de Moraes, sinalizando uma crise diplomática entre os dois países.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou o episódio como inaceitável, mas defendeu o diálogo, afirmando que a diplomacia deve trabalhar pelo entendimento entre as nações.

Lula mencionou que o Paraguai declarou guerra ao Brasil, referindo-se à Guerra do Paraguai, o que foi mal recebido pelo governo paraguaio, que considerou a fala uma interpretação errada da história.

O chanceler paraguaio conversou com Lula e o embaixador brasileiro foi chamado para explicações. O governo paraguaio repudiou a declaração, mas sinalizou que não quer aprofundar a crise, entendendo o momento eleitoral brasileiro.

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