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Bom dia Ghia 56 - Bancos Centrais no mundo todo reagem ao conflito no Sudoeste Asiático

13m 11s

Bom dia Ghia 56 - Bancos Centrais no mundo todo reagem ao conflito no Sudoeste Asiático

Na semana passada, os mercados internacionais foram marcados por desempenho misto, com bolsas emergentes e norte-americanas em alta, impulsionadas por resultados corporativos positivos, apesar das tensões no Oriente Médio que elevaram o petróleo a US$ 120 por barril. Isso pressionou as expectativas de inflação e abriu as curvas de juros globais, penalizando a renda fixa. O Fed manteve os juros estáveis, sinalizando baixa confiança em cortes devido à inflação persistente, agravada por tarifas e preços de energia, enquanto o PIB dos EUA mostrou economia sólida. No Brasil, o Copom cortou a Selic em 0,25 p.p. para 14,5%, mas com cautela, refletindo incertezas sobre inflação e energia. Dados de emprego (mais de 200 mil vagas em março) e inflação (IPC-15 com pressões em alimentos e combustíveis) reforçam a necessidade de moderação nos cortes. A Bolsa brasileira caiu 1,8%, com small caps em queda de 3%, devido à abertura da curva de juros e saída de capital estrangeiro. Fundos imobiliários também caíram 0,5%, exceto os indexados ao IPCA. O IPO da Compass, do grupo Cosan, pode reabrir a janela de ofertas públicas no Brasil. A agenda futura inclui a ata do Copom e dados do mercado de trabalho dos EUA.

Transcription

2281 Words, 13607 Characters

Portuguese
A semana passada foi carregada para os mercados internacionais. Por um lado, a agenda de indicadores econômicos foi recheada de dados importantes de inflação e a atividade econômica tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, ao mesmo tempo em que a gente acompanhou os desenvolvimentos importantes nas políticas monetárias dos bancos centrais do mundo inteiro. Além disso, os mercados foram ainda pautados pela dinâmica tensa que regi os conflitos no Oriente Médio a tem. Para falar sobre isso e outros temas, eu tenho comigo o Pedro Niklaus, analista de renda variável, que da guia multifemno de Office, e eu sou Gabriel Gonsavis, analista de alocação. Seja muito bem-vidos ao BomDearGuy. Bom, começando pelos mercados internacionais, pela performance e dos ativos de risco global, nós tivemos uma semana mais ou menos mista com performance positivas em bolsas de emergentes, o ACWI capturou essa performance benigna das bolsas globais ao redor do mundo, e o performance também bastante benigna para Estados Unidos, que na semana por mais que a gente ainda esteja sob as tensões ligadas ao Oriente Médio, a gente observa já a segunda semana de ativos de performance muito benign na pros ativos de risco norte-americanos. Na verdade, o mês de abril tem sido muito positivo para as bolsas americanas, na semana passada, essa em pequeno subiu mais de 0,6%, que é uma performance robusta para semana. Isso contraaria, de certo modo, algo que a gente tem observado ao longo do ano como um todo, desde o começo do ano para cá, que era a performance de outras geografias em detrimento dos Estados Unidos. Agora, já pela segunda semana seguida, nós temos a performance dos Estados Unidos muito positiva também, dessa vez acompanhando a performance de outras bolsas globais. A bolsa europeia também perfumou muito bem, especialmente no contexto da temporada de resultados corporativos que começou tanto a Europa, quanto nos Estados Unidos, e já tem animados investidores nessas duas geografias. Então, isso fez com que os fundamentos de ópulíticos, talvez tivessem uma importância um pouco menor do que a gente se acostumou desde que o conflito começou lá no comecinho de março. Por outro lado, a gente teve ainda uma performance negativa das curvas de juros da renda fixe internacional, dos Estados Unidos especialmente. A gente observou uma abertura dos juros no mundo inteiro, por conta aí sim das tensões envolvidas no conflito do rente médio. Então, o petróleo chegou a bater na semana passada a marca de 120 dólares por barril, após as tensões entre irãs, Estados Unidos permanecer em elevadas, após o estétrio de hormônios continuo afechado, e os portos iranianos continuarem, certo mal interditados pela marinha dos Estados Unidos, essas tensões continuaram vigentes, o que levou ao petróleo atingir máximos nos últimos anos, e isso tem batido bastante na expectativa de inflação dos investidores no mundo inteiro. Isso, consequentemente, faz com que a renda fixe tem uma certa dificuldade de performar bem. Nesse contexto, houve ainda algumas divulgações importantes que ajudam a gente a contextualizar a importância desse conflito de ópulítico nas expectativas ruros e na trajetória das decisões de política monetária dos principais bancos centrais do mundo a partir desse ano. Bom, houve algumas decisões importantes de política monetária, o Fed se reuniu para decidir a trajetória dos juros noamericanos e foi mantida, estável a Fed Funds, com o diagnóstico da economia de que a inflação permanece uma preocupação relevante, tanto por conta dos efeitos das tarifas do governo Trump, que ainda bata em sobre os preços de bens de consumo, bens industriais, e agora também com essa pressão adicional significativa sobre os preços de energia, sobre os preços de combustíveis, de petróleo, que a comédia economia global nesse contexto do conflito durante médio. Bom, a comunicação da política monetária ressaltou que para que o banco central consiga olhar através dessas pressões de preços de energia causados pelo conflito, seria necessário que as pressões causadas pelos tarifas cedecem, e isso ainda não é algo que a gente observa olhando os dados de inflação. Na verdade, a gente observou pelo dado mais recente que foi divulgado também na semana passada, ao dado do PCI, que houve uma pressão significativa não só sobre os preços de energia, mas também sobre os preços de bens no mês de março. Então, é algo que faz com que o banco central americano tenha baixa confiança na possibilidade de baixar os juros ao longo desse ano. Na verdade, até alguns membros do Comitê de Política Monetária gostaria de remover o Vies, um pouco mais dobes, um pouco mais baixa para atar de vírus que está incluído também na comunicação do Banco Central, na visão de alguns dos membros do Comitê. Já é o momento de sinalizar a probabilidade de iguais do Banco Central americano subi, ou baixar os juros ao longo dos 26, que é uma postura muito mais conservadora, e diminui a possibilidade o otimismo de qualquer chance de corte de juros nos Estados Unidos ao longo desse ano. Isso, claro, ajudou a elevar a corvo de juros, que é o que voou aquela performance ruim da renda fixa que eu acabei de comentar com vocês. Além disso, ainda no cenário de macroeconômico, a gente teve outro dado que corrobora para esse cenário de estabilidade dos juros anti-americanos, que é o dado do PIB, o dado do PIB do primeiro trimestre desse ano, que apontou uma economia ainda sólida, ainda muito robusta, com um avanço da variação trimestral do PIB de 2% quando a gente anualiza, as métricas mais ligadas ali ao consumo do mestre, com o investimento das empresas dentro dos Estados Unidos, avançaram bastante também, que é uma métrica que o Fed acompanha de perto também, eu avançou 2,5% acima do dado do PIB mesmo. Então, o saldo é que a gente tem um economia norte-americana sólida, com o mercado de trabalho que não está em crise, a gente não vê a taxa de desemprego aumentando substancialmente, então, o Fed não tem que se preocupar com o mandato do emprego por enquanto, isso significa que, provavelmente, a gente deve ver, de fato, a FedFan está a avalão do desse ano. Essa estabilidade dos juros nessa decisão de abril também foi compartilhada por outros bancos centrais no mundo inteiro. Então, a gente viu a mesma decisão de manter os juros estáveis no Banco Central da Inglaterra, o BOU, o Banco Central Europeu, no Banco Central do Japão também, a gente observou o mesmo movimento, as mesmas preocupações com os preços de energia muito elevados, com a incerteza que ronda o conflito de alpolítico no Oriente Médio, tudo isso é algo que entra na conta dos bancos centrais e traz muito, muito incerteza para o cenário. A exceção a essa regra que a gente observou nos bancos centrais na semana passada foi justamente o copom, o Banco Central brasileiro se reuniu na semana passada para também desse hidrogetória da Selic, e a gente observou um corte de 0,25 pontos com as centoais, 25 beeps, trazendo a Selic para 14,5%. Essa decisão já era esperada, ela vem num contexto em que o Banco Central havia anunciado um plano de voo para conduzir esse ciclo de corte de juros. Então, havia a expectativa de um ciclo de calibragem dos juros, contracionistas no palco de marquistão, mas era a palavra que o Banco Central vinha utilizando a calibragem dos juros. E, ao mesmo no tempo, essa decisão por mais que ela tenha trazido essa queda no juros, ela não reflete um Banco Central muito disposto a continuar essa trajetória e muito menos um Banco Central otimista com a trajetória da inflação ou com a certeza a respeito do cenário. Então, aqui, no nosso caso também, a gente observa muito em certeza ligada a trajetória dos preços de energia e a trajetória dos impactos da altura do petróleo sobre os preços industriais, sobre a escadeia de produção, tudo isso também está presente no cenário brasileiro. Mas, no nosso caso, a gente ainda tem algum espaço para cortar os juros por conta do nível muito contracionista da Selic, que começou esse ciclo de cortes aqui, 15% e ainda há algum espaço sem para cortar, mas um espaço muito menor do que se esperava quando o Banco Central começou a de fato a cortar os juros ali no começo desse ano. Então, nesse contexto, nós tivemos ainda alguns dados econômicos no Brasil para corroborar essa visão também de maior cautela, de menores passos para cortar os juros numa linha parecida com quem se observamos nos Estados Unidos. E esses dados foram, principalmente, os dados de emprego e de inflação. No caso do emprego, nós tivemos divulgação do cajet e da penade, o primeiro trouxe o dado de criação de emprego os formais e a segunda trouxe a taxa de desocupação. Em ambos os casos, a gente viu uma economia brasileira muito forte em geração de emprego usouve mais de 200 mil empregos gerados no mês de março, muito acima do que o mercado esperava. E a taxa de desemprego também permanece nas mínimas históricas ali no redline hoje ela está perto de 6%, mas quando a gente pega o dado ajustado por sasonalidade, levando em conta, defeitos temporários do começo de ano, de fim de ano, a gente ainda tem uma taxa perto do low-histórico desde 2002, ele em torno de 5,4%. Com o crescimento da renda, ainda assim, na da inflação, quando a gente pega a variação, a um senário que favorece uma inflação de serviços mais pressionada, favorece ainda um crescimento da renda, favorece ainda um mercado de trabalho muito dinâmico. E o dado do IPC 15 também foi divulgado, com uma abertura negativa, uma abertura bastante ruim, com muitas pressões sobre alimentação, muitas pressões sobre compostíveis, sobre bens industriais, especialmente, porque reforça que não é só as pressões ligadas à oriente médio que estão impactando o nosso índice de preços, a uma piora mais fundamental também, nessas últimas divulgações de inflação, que também devem diminuir um pouco a confiança do banco central em cortar os juros, de forma muito profunda ao longo desse ano. E é basicamente isso em termos de macroeconomia, viu Pedro? Agora falando da performance dos indicadores brasileiros, você tem algo para comentar com a gente? Volga, Brea. sobre a performance dos ativos brasileiros. Como de costumbre, tivemos uma semana bastante voláctrica, os índice de renda fixa, tiveram performance negativa, muito por conta da abertura da curva de juros, e os ativos de risco, mas especificamente bolsa, também apresentaram performance bastante negativa. Tanto por conta da abertura da curva de juros, que penalizou bastante empresas ligadas com o Mídia Domestika, quanto pela saída de capital estrangeiro, num movimento de rotação que é diferente do que a gente viu no último ano. No último ano, a gente viu um movimento de rotação de capital do Estado Unidos para outros mercados. E dessa vez, nas últimas duas semanas, três semanas, vimos um movimento de rotação pro mercado norte-americano, muito por conta do segmento de tecnologia que tenha apresentado bons resultados. Nisso, o envolverso para apresentar uma performance negativa com queda de 1,8% na semana, como mencionei a abertura da curva de juros impacta negativamente em empresas ligadas da economia doméstica. Então, a gente viu o esmolcaps com a performance ainda, pior do que o envolverso, com queda de mais de 3%, no período. Nesse caso, a gente vê um custo oportunidade muito elevado, no investidor local, como já foi mencionado. É esperado que o ciclo de afrochamento monetário seja mais tímido do que era esperado anteriormente, e isso consequentemente gerou um custo oportunidade muito alto para o investidor local, que continua retirando seus recursos da renda variável. Quando a gente fala de fundos mobiliários, a performance também não foi positivo, e fixificou no campo negativo com queda de 0,5%, que é uma categoria muito acessível aos movimentos da curva, então, sempre que a gente tem uma abertura, é comum a gente vê essa sexta de ativos performando negativamente. Nesse caso, acho que vale destacar, abrindo um pouco, esse performance vale destacar os fundos de papel, que são basicamente os fundos de crédito mobiliário, que tiveram a performance positiva, especialmente aqueles indexados, a inflação, que têm títulos indexados a IPCA, que apresentaram a performance marginalmente positiva, muito porque a gente vê esse cenário de inflação ainda desancorada, longe da meta, e esses fundos tendem a ser beneficiados com maiores rendimentos, por conta da correção do IPCA. Eu acho que, antes de encerrarmos aqui, vale comentar sobre o IPO de Compass, que é uma empresa do grupo COZAN, é basicamente o braço de gas natural do grupo. A COZAN já tentou realizar o IPO da Compass algumas vezes, nos últimos anos, mais notavamente durante a pandemia, mas, como a gente já sabe, a janela de IPOs confeixada desde então, e agora a gente tem, depois de muitos anos, uma companhia buscando fazer o seu IPO na bolsa brasileira. Isso pode ser importante porque pode ser uma reabertura da janela de IPOs, para os próximos anos, mas vamos ter que acompanhar de perto, para ver se realmente esse IPO vai se concretizar. No geral, isso, Gabriel, sobre a agenda da semana. Nesta semana, a gente acompanha com muita atenção à ata do Copon, que vai se divulgar da manhã na terça-feira, e ao longo da semana, começando também a manhã na terça, a gente tem até esta feira uma sequência de dados importantes de mercado de trabalho nos Estados Unidos. Então, semana que vem a gente tem menos indicadores, mas ainda assim, em muito assunto, para comentar aqui no nosso podcast. Então, é isso, pessoal. Até a próxima semana. Um abraço. Até a próxima semana, pessoal.

Podcast Summary

Key Points:

  1. Mercados internacionais tiveram semana mista, com desempenho positivo em bolsas emergentes e dos EUA, impulsionado por resultados corporativos e apesar das tensões no Oriente Médio.
  2. O petróleo atingiu US$ 120 por barril devido ao conflito, elevando expectativas de inflação e abrindo curvas de juros globais, prejudicando a renda fixa.
  3. O Fed manteve os juros estáveis, sinalizando baixa confiança em cortes devido à inflação persistente, agravada por tarifas e preços de energia; PIB dos EUA mostrou economia sólida.
  4. O Copom cortou a Selic em 0,25 p.p. para 14,5%, mas com cautela, diante de inflação pressionada por alimentos, combustíveis e mercado de trabalho forte (desemprego em mínimas históricas).
  5. No Brasil, a Bolsa (Ibovespa) caiu 1,8% e small caps 3%, com saída de capital estrangeiro e custo de oportunidade elevado devido ao ciclo de afrouxamento monetário mais tímido.
  6. O IPO da Compass (grupo Cosan) pode reabrir a janela de IPOs no Brasil, após anos de mercado fechado.

Summary:

Na semana passada, os mercados internacionais foram marcados por desempenho misto, com bolsas emergentes e norte-americanas em alta, impulsionadas por resultados corporativos positivos, apesar das tensões no Oriente Médio que elevaram o petróleo a US$ 120 por barril. Isso pressionou as expectativas de inflação e abriu as curvas de juros globais, penalizando a renda fixa. O Fed manteve os juros estáveis, sinalizando baixa confiança em cortes devido à inflação persistente, agravada por tarifas e preços de energia, enquanto o PIB dos EUA mostrou economia sólida.

p. para 14,5%, mas com cautela, refletindo incertezas sobre inflação e energia. Dados de emprego (mais de 200 mil vagas em março) e inflação (IPC-15 com pressões em alimentos e combustíveis) reforçam a necessidade de moderação nos cortes.

A Bolsa brasileira caiu 1,8%, com small caps em queda de 3%, devido à abertura da curva de juros e saída de capital estrangeiro. Fundos imobiliários também caíram 0,5%, exceto os indexados ao IPCA. O IPO da Compass, do grupo Cosan, pode reabrir a janela de ofertas públicas no Brasil.

A agenda futura inclui a ata do Copom e dados do mercado de trabalho dos EUA.

FAQs

A semana foi marcada por dados importantes de inflação e atividade econômica nos EUA e Brasil, decisões de política monetária de bancos centrais e as tensões no Oriente Médio, que elevaram o preço do petróleo.

As bolsas tiveram performance mista, com destaque positivo para emergentes, EUA e Europa, impulsionadas pela temporada de resultados corporativos, apesar das tensões geopolíticas.

O Fed manteve a taxa Fed Funds estável, citando a inflação como preocupação devido às tarifas e pressões nos preços de energia, reduzindo a confiança em cortes de juros em 2025.

O Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5%, conforme esperado, mas sinalizou cautela para continuar o ciclo de cortes devido a incertezas inflacionárias.

Dados de emprego fortes (criação de mais de 200 mil vagas) e inflação pressionada (IPCA-15 com altas em alimentos e combustíveis) reforçaram a necessidade de cautela na política monetária.

A bolsa (Ibovespa) caiu 1,8%, com pequenas empresas tendo pior desempenho, devido à abertura da curva de juros e saída de capital estrangeiro para os EUA.

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