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Bom dia Ghia 49 - Ativos globais são penalizados pelo conflito no sudoeste asiático

11m 24s

Bom dia Ghia 49 - Ativos globais são penalizados pelo conflito no sudoeste asiático

A semana foi marcada por alta volatilidade nos mercados globais, impulsionada principalmente pela escalada do conflito no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo e renovou os temores inflacionários. Nos Estados Unidos, a revisão para baixo do PIB do quarto trimestre sinalizou uma atividade econômica mais fraca, contrastando com a inflação persistente medida pelo PCE, o que coloca o Federal Reserve em um dilema de política monetária. No Brasil, os dados de inflação fechada e os indicadores setoriais de atividade (indústria, varejo e serviços) surpreenderam positivamente, mostrando uma economia resiliente, mas também revelando pressões de preços mais difusas, especialmente em serviços. Este cenário misto – com riscos inflacionários globais altos e atividade doméstica forte – deve levar o Banco Central do Brasil a uma postura mais cautelosa, possivelmente moderando o ritmo dos cortes de juros. A semana decisiva com reuniões de bancos centrais no Brasil, EUA, Europa e Japão será crucial, com expectativa de comunicações prudentes, já que os impactos econômicos completos do conflito geopolítico ainda são incertos.

Transcription

1913 Words, 11197 Characters

Portuguese
A semana passada foi marcada por elevada volatilidade no mercado do Globais, em meio às escaladas das tensões e conflitos no Oriente Médio. Além disso, alguns indicadores econômicos contribuíram para piorar marginalmente os fundamentos econômicos da economia brasileira, pode prejudicar a magnitude do segundo cortes. Para conversar sobre isso e outros tópicos, eu tenho comigo hoje o Tadeu Arantes, Reddy de pesquisa e alocação legguia, modifêmelhofes, e eu sou Gabriel Gonçaltz. Tira muito bem que nos abontia aqui. [Música] Bom, Gabriel, mais uma semana e marcada pelo conflito do IRA, continua sendo a principal pauta dos mercados, seja o mercado do que brasileiro, os mercados de relacionais. Esse evento de al político tem se destacado mesmo, em meio a divulgações de indicadores econômicos importantes, com os que a gente teve no semana passada, com revisão do PIBO, nos Estados Unidos, em flacão, nos Estados Unidos, e escadas de atividade aqui no Brasil e também em flacão aqui no Brasil. A gente vai comentar, mas eu acho que vale a gente estar fazendo esse pré-âmbula aqui, comentando um pouco sobre o conflito do IRA, porque isso, de fato, tem sido aí o principal evento que tem mexido nos preços dos ativos, e também o principal evento que os bancos centrales vão ficar de olho para tomar as decisões tipo de humanitária ao longo do semana, uma semana que vai ser recheada por decisões de juros que no Brasil, nos Estados Unidos, na Europa, no Japão, então, um decisão super importante, aí com certeza esse conflito do IRA vai ser bastante discutido nos comiteiros de pute comunitária, mundo afora. E aí, quando a gente olha pro peso do petróleo na semana passada, o Brent voltou ali para o patamar próximo a 100 dólares do barril, que é um patamar que é bastante alto, com o braço que a gente tinha antes do início do conflito, então, o petróleo subindo aproximadamente 40%, desde o início do conflito, isso acaba trazendo preocupação em relação à inflação. E é esse o grande ponto de discussão que nos bancos centrales, né, por quanto tempo a gente vai ter o fechamento dos treitos jurmus que, consequentemente, leva o preço do petróleo a espacar mar bastante estressado. Mas a gente continua ainda sem muita perspectiva, tá, e sem saber exatamente o que pode ser os próximos capítulos do conflito. Na semana passada, a gente teve alguns de algumas medidas para tentar contê esse avanço no preço da comódite, como a liberação de reservas e emergenciais do G7, o alívio ali sobre sãoções do petróleo ruso, né, pelos Estados Unidos, que acaba injetando mais ofertas do petróleo no mercado, mas isso não tem sido suficiente para segurar essa disparada do preço do petróleo. Como eu falei, chegou ali, e vai estar maior a cima de 100 dólares, o barril, tá, pelo brente. Então, a gente segue acompanhando isso, sempre de olho, especificamente, no estreito jurmus, né, que é aquela faixa marítima ali que passa, aproximadamente 20% de todo o petróleo global, e que, aparentemente, ainda tá fechado, né, com irão impedindo ali qualquer navio, petróleo, de atravessar esse estreito. Bom, Gabriel, eu acho que de conflito é isso, né, e a gente acabou tendo, é uma semana bem negativa para os principais ativos ao redor do mundo, então, bolsa nos Estados Unidos, é um S&P caindo um ponto 6%, nas de caindo um ponto 2, o dólar, né, que tem realmente sido único ativo aí, que tem servindo realmente como rede, como proteção, valorizou mais uma semana, um pelo deixe Zipson, teve uma valorização de 1,4%, mas os principais ativos de risco de fato fecham da semana no negativo. E aí, Gabriel, além dessa pauta do conflito, a gente teve a desjugação de indicadores importantes lá fora, né. Exatamente, tá deu. Inclusive, foram dois indicadores muito importantes, que tiveram mensagens opostas quando a gente pensa em posturas política monetária. Primeiro, foi a segunda divulgação do PIB do quarto trimestre do ano passado, então, só para relembrar o PIB, ele é divulgado em três levas nos Estados Unidos, tem uma primeira estimativa, uma segunda estimativa, e por fim, uma leitura final. A gente agora teve a segunda estimativa do PIB divulgada, que revisou para baixo de forma bem significativa, a performance do quarto trimestre da economia norte-americana, em relação à primeira divulgação. Então anteriormente, a gente teve uma variação trimestral do PIB, anualizada de 1,4% na primeira divulgação, e dessa vez, a gente teria uma revisão nesse dado para um avanço só de 0,7%. Então, em metade, ali, do que a gente teve em relação ao avanço anterior, e mesmo a mensagem que a gente tinha a interpretação da abertura desse dado muda um pouco, em termos de intensidade. anteriormente, a gente destacou que, mesmo com o dado fraco de 1,4%, o dado de vendas finais para consumidores domésticos, que é um dado mais ligado a demanda do consumidor das empresas, mais ligado ao cipro econômico, propriamente dito, veio o robusto, veio em 2,9%. Só que nessa segunda divulgação, também teve uma revisão para baixo nesse dado, que agora está em 1,9%. Então, de novo, é um dado que revisa para baixo, coloca um VESB a xista na atividade econômica dos Estados Unidos, mas está longe de encarra e seção, está longe de encarar uma estagnação muito grave, da economia norte-americana, só um dado que, de fato, traz esse VESB, o com mais dove para a política monetária, que poderia fazer o banco central reagir tentando estimular os juros, estimular a economia com uma queda no juros. Essa seria a direção do dado a princípio. Só vale lembrar, Gabriel, que esse dado, ele acabou sendo um pouco manchado pelo fete da o que a gente teve no último, mas na VESB, exatamente. Do governo norte-americano, então, se engera esperado, esse dado um pouco mais fraco, mas, de fato, essa revisão acaba surpreendendo negativamente o mercado, em um momento que o banco central acaba tendo que lidar com esse conflito nirã, que pode pressionar a infuação, não é bom rintiver essa atividade mais fraca, e a gente ainda teve o dado do PC, que mostra também a infuação rodando frente a noaliza, ali, acima de 3%. Exatamente, ou PC, ele estacionou ali em torno de 2,9% pro redline e 3.1, já quando a gente olha a métrica do núcleo, isso, claro, faz com que o banco central tenha tenha pressões opostas nas seus mandatos, então, por isso que a gente deve ver um fede bem inrecioso na comunicação, na decisão de política monetária dessa semana, entendeu? Boa, indo para o Brasil, só para comentar do retorno dos ativos, a gente também teve, obviamente, a semana negativa, bovés para caindo para os mandadores de 1%, acaba que o bovés para ter um peso grande ali de petrobras, ele até de certa forma, ele ameniza um pouco esse cenário caos que a gente tem visto, mas, foi uma semana sim amplamente da ativa para os ativos de risco. Brasileiros e uma semana que a gente tinha uma abertura super relevante da curva de juros, principalmente na conta mais curta, refletindo essa preocupação aqui com o aumento dos preços de petróleo e qual que vai ser o impacto disso, na inflação e na trajetória de cortes desse link com mercado de avinha, precificado, tá esse movimento, inclusive ele foi a certa forma intensificado pela questão do posicionamento de fundos no último mercado, que estavam aplicados na curva de juros, ou seja, postando na queda, como esposionamento estava muito pesado e quando teve essa reversão, a gente viu esse movimento senta de certa forma intensificado. Então, sem intervão semana negativa aqui pros índices de renda fixa também por causa dessa abertura da curva de juros. Bom, Ghehi Gabriel, de indicador aqui no Brasil, a gente também teve inflação, depois da prévelha de inflação de chuveira do pc15, agora a gente teve a inflação do mês fechado que trouxe basicamente o mesmo mensagem. Desalta, a mesma mensagem um pouco mais preocupante em termos de fundamento para atendença inflacionária aqui no Brasil. A gente viu pressões bem significativas nos componentes de serviços. No caso do pc15, a gente até amenizou essa mensagem, ressaltando que foram alguns e ter esse é específico, que sorprenderam muito forte para cima e puxaram essa auto do índice. E dessa vez não parece esse do caso. A difusão da alta foi um pouco mais intensa entre outros elementos, até mesmo fora de serviços, industriais também foram pressionados, com uma alta de 0,4% do núcleo de industriais, são os componentes menos volátis do índice, o que coloca essa interrogação, de fato, na tranquilidade do copon de diagnosticar a disinflação nesse primeiro trimestre do ano. Claro, são divulgações na margem, então elas podem não significar uma mudança de tendência da inflação ao longo desse ano, mas com as pressões inflacionárias é de vindas do petróleo, que impõe um risco de alta muito forte, a gente tem que ficar vigilante com esse cincel de preços, porque pode ser que, de fato, o banco central tem menos espósito para cortar os juros ao longo do ano, mas, por enquanto, a gente precisa observar com mais cuidado. Na mesma direção, inclusive, nós tivemos também as divulgações de atividade econômica sectorial, a gente teve as divulgações da PMPF, que é de indústria, da PMC, pro varejo e da PMS, pro setor de serviços. E as três sorprenderam o mercado para cima, tiveram uma variação mensal um pouco mais forte do que o mercado esperava, o que também ajuda a pressionar o copão divulgar uma comunicação um pouco mais sensiosa, um pouco mais cautelosa, nessa reunião de março dessa semana. É isso, né? Então, em semana de Oscar, é uma pitada de drama no cenário, né? A venda de toda a questão de alpulítica, ainda a gente vê uma pressão na inflação tanto aqui no Brasil, quando os Estados Unidos e a atividade se mostram o resiliente aqui no Brasil, né? Então, o central deve se em começar no ciclo de ferte de juros dessa semana, mas com o ovos variáveis, pra ficar de olho, e provavelmente vai trazer uma mensagem muito mais cautelosa, sem dar forte, gaynost de cortes adicionados. mas está expelo menos que a gente acha que deve acontecer. Em Estados Unidos o Fed provavelmente vai manter atas juros inalteradas, também adotando provavelmente um discurso bastante cauteloso, e lá acho o risco de estar inflação. Ele talvez seja um pouco mais relevante, porque a gente vê essa economia um pouquinho mais fraca e com inflação acelerando. Lembrando, todos os indicadores que a gente falou, nada disso reflete ainda o conflito no Irã, está num reflete preso de petróleo mais alto, não reflete esse câmbio mais valorizado aqui no Brasil. Então, acho que a cautela que a gente deve ver é muito baseada nisso, porque a gente ainda não sabe os impactos reais desse conflito, por quanto tempo esse conflito vai durar. Bom, mas é isso. Para essa semana ficaremos de olho, então, aí principalmente nas cionhões dos bancos centrais, o Banco Centrobras do Dero, o Banco Centrobras do Merit Americano, o europeu, do Reino Unido e do Japão, e os principais que a gente deve acompanhar as comunicações nessa semana. Além dessas divulgações, temos também o BCBR, na segunda-feira, e o dado de inflação ao produtor nos Estados Unidos na quarta. É isso, pessoal. Obrigado pela Diasa até aqui, e até semana que vem. Até semana que vem, pessoal.

Podcast Summary

Key Points:

  1. Conflito no Oriente Médio elevou a volatilidade, pressionando os preços do petróleo e gerando preocupações inflacionárias globais.
  2. Indicadores econômicos revisados nos EUA mostraram crescimento mais fraco, enquanto a inflação permanece persistente, criando um dilema para o Fed.
  3. No Brasil, dados de inflação e atividade econômica surpreenderam positivamente, sugerendo resiliência, mas também pressões de preços que podem limitar os cortes de juros.
  4. Bancos centrais ao redor do mundo, incluindo Brasil, EUA e Europa, devem adotar uma comunicação cautelosa em suas reuniões, dada a incerteza geopolítica e os riscos inflacionários.

Summary:

A semana foi marcada por alta volatilidade nos mercados globais, impulsionada principalmente pela escalada do conflito no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo e renovou os temores inflacionários. Nos Estados Unidos, a revisão para baixo do PIB do quarto trimestre sinalizou uma atividade econômica mais fraca, contrastando com a inflação persistente medida pelo PCE, o que coloca o Federal Reserve em um dilema de política monetária. No Brasil, os dados de inflação fechada e os indicadores setoriais de atividade (indústria, varejo e serviços) surpreenderam positivamente, mostrando uma economia resiliente, mas também revelando pressões de preços mais difusas, especialmente em serviços.

Este cenário misto – com riscos inflacionários globais altos e atividade doméstica forte – deve levar o Banco Central do Brasil a uma postura mais cautelosa, possivelmente moderando o ritmo dos cortes de juros. A semana decisiva com reuniões de bancos centrais no Brasil, EUA, Europa e Japão será crucial, com expectativa de comunicações prudentes, já que os impactos econômicos completos do conflito geopolítico ainda são incertos.

FAQs

O conflito gerou elevada volatilidade, com o petróleo Brent subindo cerca de 40% e se aproximando de 100 dólares por barril, pressionando a inflação e impactando negativamente os ativos de risco ao redor do mundo.

A segunda estimativa do PIB do quarto trimestre foi revisada para baixo, de 1,4% para 0,7%, indicando atividade mais fraca. Já o índice de preços ao consumidor (PCE) permaneceu acima de 3%, mostrando inflação persistente, o que cria pressões opostas para o banco central.

A inflação fechada do mês mostrou pressões significativas em serviços e componentes industriais, com alta de 0,4% no núcleo industrial, levantando preocupações sobre a trajetória de desinflação e possíveis impactos nos cortes de juros.

Foi uma semana negativa, com o Ibovespa caindo cerca de 1% e abertura da curva de juros, especialmente no curto prazo, refletindo preocupações com o aumento do petróleo e seus efeitos inflacionários.

Espera-se que o Banco Central do Brasil adote uma comunicação cautelosa, com possíveis cortes de juros, mas sem sinais fortes adicionais. Nos EUA, o Fed deve manter os juros inalterados, também com discurso cauteloso devido aos riscos inflacionários.

O aumento acentuado do preço do petróleo devido ao conflito no Oriente Médio e pressões em serviços e componentes industriais, tanto no Brasil quanto nos EUA, são os principais fatores de pressão inflacionária.

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