O episódio 67 do Bergamota Mecânica é marcado por uma forte emoção e significado especial, sendo o último gravado antes das férias do apresentador. A parceria com o KTO.com é destacada, com incentivo para os ouvintes se registrarem e ganharem 20% em bônus com o cupom "Bergar". A presença de Rodrigo Oliveira, um dos principais integrantes do podcast, é central, sendo uma conquista para a equipe por seu retorno após ausência. O episódio tem como pilar a explicação da Lei Bosman, que transformou o futebol europeu ao permitir que jogadores terminassem contratos e saíssem livremente dos clubes. Essa mudança acabou com a dependência do jogador ao clube, permitindo negociações mais justas e agradando ao jogador. A Lei, embora vista como uma vitória dos atletas, gerou debates sobre o aumento do poder dos empresários e a exorbitância de salários, além de transformar o futebol em um negócio global. O episódio também faz uma conexão com a Lei Pélé, que trouxe mudanças semelhantes no Brasil, permitindo a liberdade de contratação dos jogadores. A discussão inclui exemplos como o caso do Fabio Rokenbach e Ronaldinho Gaucho, onde clubes perderam ou ganharam valor com base na nova legalidade. O debate é equilibrado, reconhecendo as vantagens para os jogadores, mas também os impactos negativos na estrutura de clubes e na equidade entre atletas e instituições. O episódio encerra com uma reflexão sobre como a Lei Bosman mudou o futebol de esporte para negócio, com consequências profundas em termos de mercado, justiça e desenvolvimento de jogadores, especialmente os de origem pobre. A análise é ampla, conectando histórias do futebol, leis e o papel da liberdade no esporte, destacando o impacto duradouro dessa mudança no cenário global.
[música]
Atudo, árbitro!
Bergamota mecânica entrando em campo
episódio 67 do Bergamota mecânica.
E esse é um episódio, olha, muito especial, viu.
Sempre com a parceria de KTO.com, entra lá, te registra.
A Roba KTO, Underline Brasil, no Instagram, você pode seguir.
E é claro, né? Se você não conhece a KTO ainda e está entrando pela primeira vez,
faz o seguinte, te registra, coloca o teu primeiro depósito
e ganha ainda 20% em cima de bonos usando o cupom Bergar.
É o Bergamota mecânica entrando em campo mais uma semana, episódio 67.
E aí vocês vão dizer assim, "Var, mas que clichê, né?"
"Ah, esse episódio é muito especial."
"Tá, mas toda esse episódio é especial."
Que põe a paga eada que conversa, mas não, mas eu vou explicar.
Eu vou explicar o seguinte, o episódio passado, Rodrigo Oliveira, não pode participar.
Então, só de ter o Rodrigo Oliveira de volta no episódio,
ele já teria motivo para ser especial.
Boa tarde.
Mas mais do que isso, esse episódio é o último episódio que nós estamos gravando
antes das minhas férias.
Opa!
Então, significa que os próximos episódios terão a minha ausência no podcast
pela. Ah, eu já tive uma ideia ótima aqui.
Não melhor, eu não vou te contar.
Não, eu vou até que descobri no ar.
Então, tá, é isso, né?
É assim, a gente puxa o nosso tapete.
Toma o poder, toma o comando e fazem qualquer coisa que não contam para a gente.
Mas é isso aí, a gente descobre no ar.
Até porque esse podcast é um bergamota mecânica democrático
e que tem as ações do podcast divididas
em igualdade, em 33% para cada um dos seus integrantes.
Bergamota mecânica, saudando e dando muito batarde para Rodrigo Oliveira
fecham um equi, tudo bem, Rodrigo, batarde.
Tudo certo, batarde de hora.
Agora explica, né?
Cara, aqui é elegança.
O Rodrigo Oliveira é jamais na história do bergamota mecânica.
É o episódio 67, nem sei falar, o episódio 67.
É o sexo agésimo, o sétimo.
É isso, né?
Isso.
E cara, em tantos episódios de bergamota mecânica, o Rodrigo nunca esteve tão bonito,
numa gravação.
Nunca esteve tão arrumado, tão alinhado.
Ele tá com uma calça cinza-jogger, uma calça lisa.
Um tênis branco, uma meio invisível.
Tênis assim, ó, na medida fica aparecendo ali entre a barra da calça-jogger
que é dobrada.
E o tênis fica aquele pedaço de tornozelo aparecendo ali
que dá uma estileira assim, dá uma elegância, dá uma leveza, que é muito bacana.
E a camiseta assim, uma camiseta branca, golinha-vê, básica.
Ou seja, sem firula, mas assim, ó, extremamente conceito o look de Rodrigo Oliveira.
Bergamota mecânica atingiu um patamarque, o cara tem que vir vestido a altura grave.
Pode ver de qualquer jeito.
Rodrigo Oliveira com a gente aqui, até já vou botar agora lá no nosso grupo do Telegram,
uma foto do Rodrigo Oliveira para mostrar para a nossa audiência que acompanha o Telegram.
Afelgomias. Tudo certo, Rafael?
Tudo certo.
Você é um pouco de humor aí para a gente, por gente ler.
Não, senhor, se tem que se vestir bem para o Bergamota, eu volto a semana que vem.
[Risos]
Não foi avisado.
Não, não me avisado.
Eu não recebi esse meio.
Ah, não recebi.
Drescoide.
Isso é de uma coisa para vocês.
Tem uma aula de arts marciais, tá?
Como se a gente fosse fazer uma aula de marciais, a gente é fanático por futebol, né?
Então, tinha fanáticos por futebol numa aula de arts marciais.
E o debate entre um dos alunos e o chefe, o faixa preta.
O faixa preta, o faixa preta, que era um português.
O sensei.
Não, ela.
[Risos]
É um catário nem é.
Eu acredito que ele esteve tempo que luta muito, entendeu?
Matasse, é pau.
E aí, o sensei era o faixa preta, ele tá com aquela descontração, assim, antes.
E aí, um dos alunos peguei falar, "Por que que eu nunca consigo passar de faixa sem ser?"
E ele não, não, calma, vamos.
A aula já vai começar, vamos começar a falar.
Começou ontem a série B do campeonato brasileiro, vocês viram?
Não, não vi, ato viu.
O Bahia ganhou do cruzeiro, dois a zero, vocês viram o Bahia cruzeiro?
Não vi, não vi, aquele aluno tinha visto.
Eu vi, vi, vi.
Ah, tu viu o Bahia cruzeiro.
Tá aí.
E o empate da chapéquia é esse cuito ano, tu viu?
Teve até godo, ai, long, tu viu?
O ai, long, tá jogando lá.
Ah, eu vi, eu vi também, eu vi.
Ah, tá aí, é tão bem-se, tão bem-se com operar empatou, também, um anonto viu, esse jogo.
Eu vi, eu vi.
Mato, e ponte preto e gremio, tu viu, também, vi, vi, ponte preto e zero, era zero, foi um jogo horrível, uma bosta.
Mhm.
É, mas, mas, e responde, senão, não tô entendendo.
Por que que eu não passo de faixa?
Ele falou, também tu fica vendo essas bostas em vez de treinar.
[Risos]
Boa, Deus do céu.
Pra fazer a coisa útil da tua vida, rapaz.
Vai treinar, rapaz.
Quer ver a série B do campeonato brasileiro que saco?
É, e não treinei, jujito, entre 2014 e 2015.
Dormia de kimono, né, Rodrigo?
Não, isso aí foi uma vez, tá?
[Risos]
Para aí, para aí, para aí.
[Risos]
Essa história é maravilhosa, né, cara?
Vamos por parte.
Posso comprar história mesmo?
Pode, pai.
Não, depois a gente entra no teu avô lá, tranquilo.
Tamo de boas.
Eu fui levado pra fazer jujito, por serro de boas.
Grande extergio, boas.
O chão hoje tá na bande, o boasro. Grande de rotrico.
Aí o boasme leva pra um treino, sete meia da manhã.
Sete meia da manhã.
Os volto começavam o treino.
Ah, tem que concordar a seis da manhã.
E eu sempre tive dificuldade de acordar cedo.
Eu até estou acordando mais.
Mas naquela época, era muito difícil.
Vai, eu vou fazer um colchete dentro do parentes do Rodrigo.
Recentemente, dormir na casa do Rodrigo.
E não é que ele bota dois despertadores pra acordar.
Ele bota 15 despertadores pra acordar,
porque ele não acorda sobre pode ser uma. Eu tava com vontade de bater lá e dizer,
"Bulta que pariu agora, amigo!"
Aí teve uma vez que o treino era de seguinte a um jogo
desses de libertadores dela da moite.
Não, nunca, cara.
Desda moite que o cara fica até duas da manhã.
Mas que preto.
Prejordado que o Jory apresentando lá
não libera o reporter nunca.
Aí o cara vai dormir três e pouco
eu tinha que estar sete meia da manhã,
treinando aí pra poupar tempo
e evitar a risco de atraso.
Eu já coloquei o que mono antes de dormir.
Dormiu de que mono?
Dormiu de que mono?
Treino soado.
Já eu acordei.
Já acordou.
Ele varou e fui.
Já acordou e indo, né?
Não, pessoa.
Só uma vocária e tal.
E a taco colega de empresa virou fofoca.
Gente, isso é um esporte muito legal.
Parece a luna que no colégio dormia de uniforme.
Pra acordar.
Eu tinha esse colégio aqui dormi de uniforme do colégio.
A colégio, assim,
o jujito é um esporte legal,
mas é difícil o cara tem que se dedicar muito.
Legal pra quem?
Pra quem se dedica e gosta.
Eu já foi o cara que antes esporte.
Não, eu não sou antes esporte.
Claro que é antes.
Não sou antes esporte.
Eu sou antes esporte chá, porque. Porque não basta tu não fazer o troço.
Tu quer convencer as pessoas que não podem fazer.
Tu não chato também.
É exatamente.
É tipo votar no candidato errado.
Eu não só não voto em ele,
mas eu começo as pessoas não votarem.
Do menino de manhã, os colégios combinavam
de um salão de festas, de algum, de algum,
pra treinar jujito.
Ah, não.
Bora rolar no domingo e eles iam lá.
Aí bora eu pensei, "Bah, não, não é pra mim."
Não, não, não, não.
Aí eu parei de treinar, mas, pô,
pessoal, é muita gente bom.
Horas pra todos.
Não, mas é assim que o pessoal fala pra rolar?
E aí, isso?
E aí, aí, e aí, e aí?
Não, mas aí, depois. E aí, dizer só o seguinte, também que eu sou também um desgraçado pra acordar.
Bau, rível, rível.
Só eu acordo bem.
E meu inclusive, hoje pela manhã, cara,
aconteceu um negócio muito louco.
O meu despertador começou a tocar.
E eu comecei a soinhar com o barulho do despertador.
E chegou um momento que eu falei assim, caramba, cara, que barulha,
e esse que não pare de tocar esse barulho.
Aí eu acordei e vicar o despertador.
Cara, porque, sério, só quero assim, eu botei pra acordar 10 e meia.
E era quase 10 e 40.
O despertador tava tocando há 10 minutos.
E eu tava tentando entender por que aquele som não parava nunca.
Inacreditável.
Mas a gente tá aqui, gente, pra falar sobre Lei Bosman.
É episódio 67 do Bergamota Mechanica.
A gente soltou um pouco a corda nesse começo de episódio.
Já entramos no clima, já demos uma aquecida boa.
E vamos falar sobre a Lei Bosman.
Que aliás, foi um assunto que surgiu no episódio
que a gente tava falando sobre a dinamáquina.
E o Rodrigo tava falando também, né?
É justamente sobre o fato de que o Michael Aldrup
não pode jogar uma determinada partida.
Foi o Rafael Gomes que falou, né?
Foi a final de tempo.
É um League Milan Barcelona.
Exatamente.
Mas eu vou inverter a ordem, tá?
Porque a gente acabou criando um sistema aqui no Bergamota
que é sensacional.
Porque o Rodrigo Oliveira, além de ser um colega muito talentoso,
ele tem um poder de síntese e de popularização de temas complicados.
É verdade.
Então, Rodrigo Oliveira, contextualiza pra nós a Lei Bosman.
A Lei Bosman, ela é conhecida como o fim da escravidão no futebol.
A até, eu jamais começaria a estar assim.
Eu também não.
Até 1995, existia o paz, ou seja, isso na Europa, né?
O jogador que pertencia um club, ele estava vinculado
aquele club independentemente do contrato.
É como esse club fosse dono do jogador?
Exatamente.
O Diori é do Rádio Gaúcha Futebol Club.
Aí terminou o contrato do Diori.
Ele não está livre.
Ele segue com o paz vinculado ao Rádio Gaúcha Futebol.
Que paz da porte, o último que ficou, o que vale.
Exato.
Só que isso era um problema, porque o jogador é um trabalhador.
Aí terminava o contrato, o jogador ficava sem receber
e não poderia mudar de emprego, não poderia ir pra outro club.
Porque ele estava vinculado, porque o paz era do club.
Não sei que houvesse uma compensação financeira
ou uma boa vontade do club.
Exato.
Aí o jogador acabava muitas vezes aceitando um contrato,
pouco vantajoso pra ele seguir tendo um contrato e seguir podendo jogar.
Porque se ele não pudesse jogar, se ele não aceitasse a proposta de renovação
e o club não aceitasse uma proposta de outro club,
ele ficaria sem poder trabalhar.
E, certa vez, o jogador Belga, Jan Marc Bosman,
do estándar de Liège em 1990,
ele recebeu a seguinte proposta de renovação de contrato.
Redução de 76.
de cinco por cento do salário. Obviamente ele recusou.
Jogava no liege, la belgica. E aí ele disse não, não quero? Eu quero seguir ganhando o meu salário, não quero reduzir o meu salário.
Aí o estandar liege diz pra ele tá, então, então nós não vamos renovar e não vamos te liberar pra outro club.
E o Bosman ficaria preso ao estandar de liege sem poder jogar pelo estandar de liege sem poder jogar por nenhum outro club,
ao menos que ele aceita a se reduzir o seu salário. Ou até pra trazer uma correção, o club é o RFC liege.
Ah, perfeito. O estandar liege é o club que o Bosman corrigiu, falei, era o liege.
Isso, perfeito. É que o club que o Bosman começa a carreira, lá em 1983, é o estandar de liege. Ele nasceu em liege.
E aí depois ele foi jogar no Royal Football Club de liege, que é o RFC liege, que é só chamado de liege.
É, é isso aí. Então só essa, o RFC tinha feito a correção, mas é isso aí que é importante colocar.
Aí o Dunkerck, da segunda divisão, da segunda divisão francesa, teve interesse no Bosman e tava disposto a fazer uma proposta boa pro Bosman.
E o Bosman topou aí pro Dunkerck e já tinha terminado o contrato dele com o liege.
Ele queria ser o dono da própria carreira, né? Exato. Ele queria ser o Bosman.
Aí o liege, de tudo certo, é só pagar 5 milhões de euros que a gente vem de pro Dunkerck. Aí o Dunkerck disse, não tem esse dinheiro pra pagar.
Aí o liege bom, então nós não vamos te vender. E tu só vai poder jogar aqui, se tu aceitar o teu salário.
Se tu aceitar, reduzir o salário. Aí o Bosman entrou na justiça, o problema é que essa história, isso eu não sabia até pesquisar pra esse episódio,
se arrastou por 5 anos, em que o Jean Marc Bosman não conseguiu jogar. E ele só foi ter ganho de causa na justiça e 1995.
Quanto? Quanto de dezembro de 1995?
Quando as regras foram modificadas, a lei foi modificada e a partir de então, o jogador que terminasse o seu vínculo, terminasse o contrato com o seu clube estaria liberado.
Livre pra negociar com qualquer outro clube, seria dono do próprio passe. E essa lei foi conhecida como lei Bosman, que na Europa,
passou também a ter uma mudança de regra. Jogador europeu não contava mais como estrangeiro e nenhum país da comunidade europeia.
Essa é a grande revolução do processo. E a lei Bosman marcou isso. Então o time inglês poderia contratar um time, um jogador espanhol, sem ele contar como estrangeiro.
O jogador espanhol poderia contratar um jogador português sem ele contar como estrangeiro. E essa lei foi muito polêmica, da forma como a gente contou agora.
Do ponto de vista do Bosman, parece óbvio que era uma lei justa, mas os clubes, principalmente os clubes medianos e pequenos, detestaram a lei.
Porque agora vamos ver o outro lado. Antes de entrar no outro lado, Rodrigo, porque acho que o outro lado dessa discussão talvez seja o grande debate entre o que a lei Bosman fez de positivo para os jogadores, que de fato, eles estavam sofrendo quase que um abuso dos clubes que falam no começo ali.
Acabou com a escravidão. E por outro lado teve uma situação de potencialização de algumas forças e enfraquecimento e quase sumiço de outras forças do futebol.
Mas esse é um debate que a gente pode, pode para um segundo momento. Eu quero trazer alguns detalhes. Eu quero contratar argumentos. Eu quero trazer só um detalhamento ainda em cima do que Rodrigo está falando, aí que acho que tem alguns pontos desse embrolho entre o Jean-Marc Bosman e o RFC-Liege, que são importantes.
A grande virada de chave é claro que está quando o club da belgica recusa a possibilidade do Bosman e lá para o futebol francês. Mas tem um processo posterior a isso, porque o Bosman fica indignado com o fato de não poder sair do club e está ali sendo penalizado.
E o resultado dessa confusão em que ele não quiser assinar esse contrato como disse Rodrigo com 75% de redução salarial foi que a federação belga puniu o Bosman. Ou seja, além dele não poder sair do club, poder jogar futebol, dele não aceitar uma redução salarial de 75%.
Ele teve uma suspensão da federação belga justamente para se recusar assinar esse contrato. Porque vamos lembrar só para a gente ajudar de hora. O que que o Bosman lega falando mal e porkamente, que para ser vendido, ele custava quatro vezes mais o valor dele.
E para ficar jogando no liege, ele custava quatro vezes menos. E por isso que ele acha ilegal e moral, o que o liege estava fazendo com ele entra no justiço. É simples.
Ah, Diore, você quer montar um outro podcast comigo? Ah, eu quero. Ah, então tá, vamos lá, eu te pago. Se você quiser ir para lá, diore, a gente vai diminuir, então a rescisa vai ganhar 10 mil reais. Diore, não, mas porque a minha rescisa é 40 mil reais.
E lá, mas tu ficar, eu dou o jeito aqui, tu vai ganhar 80. Não, mas tu vai duplicar, sabe? Isso, era isso que está fazendo. Para sair, ele vale mais. Para ficar, ele vale a menos. Claro, que o invertir no caso do podcast, porque é mais importante ele ficar.
Mas como um club quer ganhar dinheiro, ele diz, "Oh, esse meu copo aqui, diore, essa minha caneca, eu tive ando ela por 50 reais." Ah, mas aí aí, eu não quero comprar 50 reais. Ah, então eu vou guardar ela normal. Eu não vou usar ela.
Para ti, eu quero vender 50 reais. Eu acho que a gente pode também abrasileirar a discussão, porque nós tivemos uma lei muito semelhante. Inspirada.
Que foi a lei Pelé. Em 1995? É muito fácil relacionar Pelé, né? É muito fácil, muito fácil.
Mesmo ano em que o Bosman conseguiu a lei Bosman, conseguiu se libertar cinco anos depois. E ali Bosman chamava essa de lei, né? Exato, exato. O atleta-rinal do Martorelli, que até hoje é o importante líder, se indicar, dos atletas. O rinal do Martorelli era jogador do Palmeiras e se envolver no mesmo em paz. Não teve acordo com o Palmeiras, a diferença é que o rinaldo acabou comprando o próprio paz para se libertar.
E o rinaldo Martorelli se envolveru com o sindicato dos atletas de São Paulo e trouxe ao Brasil Jan Marc Bosman para falar sobre a sua experiência.
E iniciou ali o movimento para fazer uma lei similar, porque naquele momento os clubes tinham o paz. E era muito comum naquela época, nos anos 90, eu já fui de futebol e ouvinte de rádio, o leitor de jornal.
Eu lembro que era comum a dupla grana, por vezes tem disfalk. "Ah, o volante Anderson não joga pelo Inter, o atacante Cloves não joga pelo gremio."
"Porque está lesionado, não está sem contrato." Como assim? Não é porque terminou o contrato e ele ainda não tinha assinado o novo contrato.
Ele seguia preso ao club pelo pássima, mas não podia entrar em campo porque não tinha contrato.
Então o pássima era propriedade do club, e o club só poderia vendê-lo, se quiser.
Pois, quando o Pélé virou ministro dos esportes no governo Fernando Henrique Cardoso, o Pélé trouxe essa discussão para o governo federal.
E aí foi aprovada no Congresso Nacional à Lei Pélé, que entrou em vigor em 2001. E eu quero, já para trazer argumentos pro e contra, Lei Bosman e Lei Pélé,
citar dois exemplos envolvendo a dupla grana e que mostram como aí, na minha opinião, a Lei Bosman e a Lei Pélé, elas são justas.
E os clubes, em vez de reclamar em da Lei, têm que saber se adaptar a Lei.
Tem que saber usar o fluir da Lei.
Eu só quero complementar um ponto que eu comecei ali sobre o Bosman, porque eu acho que esses debates vão suscitar uma. Olha, vou mudar o rumo do episódio assim como a Lei Bosman mudou o rumo do futebol, porque eu estava falando ali sobre como Bosman brigou lá com o RFC Lege.
E ele decide processar o club quando ele tem esse vetas à suspensão da Federação Belga.
Aí o que que acontece? Ele processa a Federação Belga, ele processa o Lege e ganha na justiça comum da Belga,
de que eu direito de rompeu o contrato dele. E aí ele vai pro futebol francês pra jogar num club da terceira edivisão chamado Olympic Sanquentã.
Quando ele chega lá, o RFC Lege recorre e impede mais uma vez que ele possa jogar futebol.
Por isso que o Rodrigo falou, "Ah, se arrastou entre 90 e 95 essa história."
O que que aconteceu? O Bosman passou a receber o seguro de desemprego na França, porque além de não poder ter a possibilidade de jogar futebol por ter sido impedido pela justiça,
ele não tinha como trabalhar em outra coisa, porque ele era jogador de futebol, então ele começa a receber o seguro de desemprego lá na França.
Em 92 ele volta pra Belga, entre 92 e 95 o que que acontece? Ele chega a jogar em clubes da segunda edivisão, da quarta edivisão da Belga, da terceira edivisão,
joga em outros clubes pro lá e não consegue ter um sucesso, porque também ele também estava um pouco marcado na paleta já pelos clubes por conta do processo que ele estava movendo.
Então era muito difícil que ele conseguisse alcançar esse sucesso dentro do futebol e era um jogador modernso também, vamos deixar muito claro isso.
E aí, 95, que é quando o Rodrigo fala aqui, "O Tribunal Supremo da Belga, rejeito o recurso do Lege e aí todas as apelações feitas pela própria UEFA são rejeitadas."
E aí, gente, por isso que eu quis voltar nesse ponto das informações, porque acho que são muito importantes.
O caso ganha a proporção por quê? Porque o caso foi enviado pro Tribunal de Justiça da União Europeia 2 meses depois que o Bosman ganhou a causa dele lá contra o Lege.
E isso daí mostrou que esse não era um problema belga ou do Bosman.
Mas era um problema da maneira como se relacionávamos com os contratos de jogadores futebol em toda a Europa.
Então tinha uma questão pulsando que era alguma coisa precisa mudar.
E o fato do RFCLE é de ter sido meio filho da puta, ou completamente filho da puta com o Bosman,
fez com que isso daí ia acabar se sendo impulsionado, sendo acelerado, sendo apressado, algo que talvez se fosse demorar,
mas algum tempo para acontecer aconteceu ali no começo dos anos 90.
E aí a guerra ganhou peso e tamanho, quando os advogados do Bosman, que usavam o próprio tratado de Roma,
o tratado de Roma foi um tratado de que criou a comunidade econômica europeia,
fazendo com que qualquer trabalhador pudesse circular pela Europa e trabalhar pela Europa.
Então eles usavam isso da defesa como um argumento para dizer que um jogador de futebol é um trabalhador como qualquer outro.
E que se ele trabalha como jogador de futebol, ele pode circular livremente e trabalhar livremente na Europa.
Então esse é um impacto natural da Lei e Bosman, e faz com que, como o tempo, como peso e a proporção que a coisa foi ganhando,
outros jogadores fossem interessados, outros jogadores tivessem a vontade que esse caso fosse para frente,
e encontra a partida, a UEFA apresentava a assinatura de vários clubes que não tinham interesse que a Saleianda ace,
porque eles tinham justamente medo que o futebol se perdesse, que esses clubes perdessem força, perdessem impacto dentro do futebol.
E aí a bombe estourou realmente, como disse Rodrigo no dia 15 de dezembro de 1995,
quando o Tribunal da União Europeia acabou entendendo que o Bosman tinha razão,
e aí não fez uma deliberação só em favor dele, mas também uma deliberação fazendo com que a Federação belga e a UEFA
fosse imploribidas de apelada decisão.
E aí meus amigos, começou toda a transformação do futebol mundial,
e a gente pode entrar justamente no debate que está propondo Rodrigo.
Que coloca o futebol em inglês como um primeiro protagonista de assumir a Lei Bosman e as terminações da Lei Bosman,
aí a gente vai ter, por exemplo, um United dos anos 90, lá do final dos anos 90, ganhando liga dos campeões,
com David Beckham, com um super time, depois mais adiante com os galáticos do Real Madrid,
e a partir disso uma transformação, uma mudança no mapa do futebol, que acaba vindo até os dias de hoje.
Frase do Bosman, duas entrevistas do Bosman que eu vou destacar.
Os jogadores ganham milhões graças a mim, mas eu vivo na miséria.
Ele conta que entrou em depressão, ele disse, o meu casamento colapsou,
tive de voltar para casa dos meus pais, vivi na garagem deles durante dois anos, enquanto treinava para tentar voltar,
o que nunca aconteceu, eu queria voltar, mas ninguém me aceitava o meu nome era veneno.
As federações e associações, a FIFA e a UEFA faziam de conta que eu não existia,
ignoraram a regra durante anos, embora hoje ele esteja satisfeito, porque o seu nome virou o sinônimo de liberdade para os atletas.
A verdade é que, quando eu vigorava a lei do passe, os clubes, mesmos gigantes, Real Madrid, Manchas Terionaiste, dos mais ricos,
precisavam negociar com os clubes menores para comprar as jovens promessas.
Com a extinção do passe, esses clubes passaram muitas vezes a negociar direto com o jogador.
Aí o jogador, ele, em vez de negociar com o club, ele esperava o contrato acabar e saia de graça.
E os clubes que investiam milhões nas divisões de base para formar jogadores acabavam por vezes perdendo craques de graça.
E quem ganhava muito eram os jogadores e os seus empresários.
E essa é a grande crítica dos dirigentes, porque antes os clubes ganhavam o dinheiro pela venda.
Com os jogadores ficando livres de graça, sem vínculo, sem contrato, os empresários passavam a ganhar milhões com comissões.
O que é uma verdade. Mas eu quero citar dois exemplos.
-Vamos lá. -Vamos por debate.
-Pra subsidiar esse debate. -Eu vou fazer uma analogia, antes que vocês não estão esperando.
-Tá? -O Bosman foi a Jeize Arruda.
-Por quê? -A Jeize Arruda no nosso episódio?
-De novo? -De novo? Eu vou trazer ela de novo, porque a Jeize Arruda, quando ela usa um micro vestido na cor púrpura, rosa, pink, seja lá qual for a cor do vestido dela,
ela é execrada nas redes sociais, ela vira assinando-me de piada dentro da própria faculdade, ela não consegue mais estudar.
E ela acaba virando uma subcelebridade, porque é o que ela conseguia fazer naquela época, ela não conseguia mais exercer a faculdade dela, que era direito, não era que ela estudava.
-Ela precisa ser recolocada, e ela é motivo de piada, inclusive meu, e de todo mundo que eu conhecia. -Sim, a Jeize Arruda foi um motivo de piada.
Hoje a Jeize Arruda é quase um motivo de empoderamento, porque foi uma mulher que usou a roupa que ela quis para ir onde ela quis.
-É simples, esse caso da Jeize Arruda. -Turismo. Hoje ela estudava turismo da Universidade Banderante de São Paulo.
Então a Universidade que era mais tradicional e que chamou a atenção. Hoje a Jeize Arruda passaria batido. Ninguém ia fazer matéria sobre a Jeize Arruda hoje.
-Sim. -Que a Jeize Arruda ia ser uma mulher normal. E o Bosma é a mesma coisa. Na época era um absurdo, um jogador que está lutando pelo seu passe, e está associado a um jogador que lutava pelo seu passe, que considerava algo errado.
Que anos depois mostrou-se muito errado, o Bosma estava certo, e era por isso que era tão difícil se associar esse jogador.
Claro, ao contrário do Bosma, a Jeize Arruda conseguiu se recolocar, conseguiu ficar de dinheiro, e conseguiu fazer outra coisa da vida do Bosma. Não. O Bosma foi preso.
-A carreira dele foi abruptamente encerrado ou se ler do exército. -O alcoholismo nunca mais conseguiu jogar futebol.
Hoje é sustentado com um salário de 2.000 euros, que é do sindicato de jogadores lá da FIFA, e ele disse que apenas um jogador a vida inteira de todos os jogadores que ele salvou, como bem se torra o Rodrigo na entrevista, mandou uma quantinha dinheiro para ele que ele não quiser revelar quanto.
O Adrian Rabiô, francês, que jogou no París Saint-Germão e está na juventus. Campeão do mundo, 2.000 euros. Campeão do mundo, jogou no Manchester City. Também ele disse que numa das transferências, o Rabiô pediu que a sua mãe encontrá-se o Bosma e agradecesse.
Graças a ti, que o meu filho pode exercer o direito de jogar onde ele quiser e fazer o que ele quiser. E o meu filho é mais estrela hoje, porque o que acontece o Rabiô surge fora da França. Ou seja, porque ele não conseguiu chances no início da carreira na França.
Então, até que ele estoura muito novo ainda no Manchester City, ele vai para o PSG depois, já como o jogador mais encorpado, como o jogador já consolidado. Então, o Rabiô tem esse senso de agradecimento ao Bosma por saber que talvez ele não fosse o jogador de futebol, se não fosse essa lei.
Então, ele envia uma quantinha dinheiro e o Bosma não dá uma entrevista dizendo que foi o primeiro e único jogador a quem auxiliou ele financeiramente.
Sabe que o exemplo que eu vou citar, na verdade, é uma comparação de dois casos. Dois jogadores gauchos revelados em Porto Alegre e que jogaram no Barcelona.
Quem jogava mais Ronaldinho Gaucho ou Fabio Rokenbach?
Ronaldinho Gaucho. Disparado, é uma animidade.
Não darem para votar os dois alinhados no mesmo lugar no grid.
Depois, quando o Inter vendeu o Fabio Rokenbach para o Barcelona, em 2001, ganhou 12 milhões de euros.
Quando Ronaldinho saiu do Gremio em 2001, o Gremio ganhou zero reais. Nada.
Aí, eu pergunto para vocês como pode o Inter com um jogador muito inferior, tecnicamente, ganhar esse valor todo.
E o Gremio, com o maior jogador já revelado em solo gaucho da história do futebol em todos os tempos, não ganhar nada.
Que aconteceu foi que o Inter, com seu presidente da época Fernando Miranda, que cometeu muitos erros, mas nesse caso ele foi um visionário, a frente do seu tempo.
Ele estendeu os contratos com todas as jovens revelações. Fabio Rokenbach, Lucio, Neumar, fez contratos longos. E com isso o Inter passou até poder de barganha para negociar.
- Protegeu os carros. - O Barcelona veio atrás do Rokenbach.
Se quiser, levar ele de graça com base na Lei peléter e esperar cinco anos, porque era o contrato do Rokenbach.
Aí está, não, então eu vou pagar para o Inter. Quanto quer. Aí o Inter é lá, só que para isso tem que valorizar os jogadores antes.
O que os clubes faziam antes é que eles, como eles tinham a proteção do paz, eles não pagavam bons salários para os jogadores.
Aí, o jogador era obrigado a aceitar o que vésse. E quando veio a Lei pelé, os jogadores que eram mal remunerados, acabavam não renovando contratos esperando para sair de graça.
Foi com Ronaldinho, fez. O grande problema é que o Ronaldinho dizia que jogava no grem até de graça, porque era gremista, já com o pré-contrato assinado com Paris Saint-Germain.
- Exatamente. - Essa foi a falta de caráter, a falta de palavra do Ronaldinho.
Mas a ação do Ronaldinho em si, ela foi totalmente legal, foi totalmente amparada pela Lei. E o gremio, na minha opinião. Tem dois problemas aí para deixar claro, Rodrigo, acho que dá pra gente destacar isso. O primeiro problema é uma gestão ultra passada que não percebe que o mercado está mudando, que o mundo está mudando.
Isso não vale só para o futebol, vale para qualquer coisa. E a outra é um Ronaldinho que fala uma coisa pela frente e faz outra pelas costas.
O gremio recebeu uma proposta, se não me engano, do Liverpool, uma proposta boa pelo Ronaldinho, e o presidente José Alberto Guerreiro colocou uma faixa no portão do Olímpico com inglês escrito.
Não vendou.
podemos craques, favor não insistir, ao mesmo tempo quando o Inter recebeu proposta pelo
Núcio de 8 milhões de dólares e pelo Fábio Rockenbach de 12 milhões de euros, o Inter
vendeu na hora, porque saber que se esperasse mais os jogadores poderiam sair de graça.
O futebol mudou, que é algo que acontece até hoje?
Sem dúvida.
Até hoje.
Eu lembro de dois exemplos clássicos, é muito mais fácil a gente lembrar da dupla
que é o que a gente trabalha no dia a dia, né? O Inter sofreu com isso recentemente, com
Goleiro Alisson e com o lateral direito William, os dois tinham um valor de mercado europeu altíssimo,
apesar da alta qualidade técnica.
O que que aconteceu os contratos começaram a chegar perto do final e os jogadores não
quiserem renovar o seu contrato?
O que o club nesse caso o Inter queria fazer?
Renovar o contrato deles para poder vender por mais e ganhar tempo.
O que os jogadores pensavam?
Pode ser que ali na frente esses clubes não estejam mais interessados em mim, eu não
tenho interesse em renovar o contrato, eu quero sair, senão agora, no final do meu contrato,
no final do contrato, o club não ganha o suficiente.
Nesse caso, como ele já tem ali na frente a possibilidade de sair de graça, o club
já acaba tendo que vender por um preço menor do que o poderia ganhar com esse jogador
mais é uma posta, virou um jogo de negociação e uma negociação mais justa para todos
os lados.
Então nesse caso, o Inter acabou optando por vender, mas rapidamente esses jogadores.
E às vezes, quando o club não consegue vender, acabou usando esse jogador até o final
do seu contrato e está tudo bem?
Outro exemplo, em 2006, o Inter tinha um crack nas divisões de base chamado Alexandre
Pato.
Era um fenômeno.
E o Inter precisava do Pato porque tinha vendido Rafael Sobes após o título da libertadores.
E o Pato era o substituto natural do Sobes, pro Mundial, onde o Inter viria ganhar contra
o Barcelona.
O Pato, ele era da base e tinha contrato curto, e o seu procurador à época, Gilmar Veloss,
não queria renovar o contrato, e nitidamente ou dava sinais de que ele iria esperar o
contrato acabar para sair de graça e ganharia milhões sem precisar dividir com
o Inter.
É isso que o então presidente do Inter Fernando Carvalho faz o seguinte, Pato, tu vai ter
que renovar, aí o Pato não, mas eu não quero, aí o Carvalho então tu não vai jogar, aí
o Pato como assim, não, pra tu subir e jogar no time principal, onde tu tem lugar porque
tu é crack, tu vai ter que renovar o contrato.
Se tu não renovar, tudo vai ficar na base treinando separado até acabar o contrato.
Aí o Pato, seu procurador de Seno Tamas, o Inter precisa do Pato, vocês vão deixar o
time sem o Pato e o Fernando Carvalho assim, vamos, tem problema, vai ser ruim, vai, mas
se não renovar, vai ser pior, quer jogar o mundial, quero, então tem que renovar, se
não, tu vai ver o mundial pela TV, e aí o Pato acabou renovando.
Ficou contra a parede.
Uma multa recisória de 20 milhões de dólares, o que que aconteceu, o Pato foi sensação
daquele mundial, primeiro estourou contra o Palmeiras de contrato renovado.
Ele estriu, estriu, estriu, metendo o gol no agulhado do Inter contra o Palmeiras.
Quatro a um.
Quatro a um, né?
O que ele fez dois gols não foi?
2 ou 3, eu sei que ele foi um ônibus.
Eu acho que ele fez gol, dois gols não assistem, ainda uma coisa assim.
Aí ele jogou o mundial em que ele foi muito bem, principalmente na semifinal com o alalli,
e no, em 2007 o Milano veio e pagou a multa recisória, 20 milhões de dólares, que entrou
tudo direto na conta do Inter, porque o Inter soube nesse caso também se adaptar,
a Lei Pelé e proteger os seus ativos, só que pra isso acaba tendo que pagar valor
alto pra jogador jovem, certamente o pato já subiu, ganhando muito bem, e é isso que
muitas vezes os clubes reclamam, porque o que aconteceu com a Lei Bosma e qual
a Lei Pelé?
Primeiros empresários enriqueceram, porque eles passaram a ter um poder de barganha nas
negociações muito maior, e segundo que os clubes maiores ficaram ainda maiores, porque
eles passaram a ter muito mais poder de barganha pra negociar com os jogadores e fazer os
jogadores saírem de graça dos seus clubes.
Agora, na minha opinião, o debate sobre a Lei Bosma e a Lei Pelé tem que ser feito não
analisando a situação do Cristiano Ronaldo, do Messi, do Pato, do Roque-Em-Baca, do Ronaldo
de Engaúcho.
O debate tem que ser feito, analisando o Zé das Cove, do Bambala e do Arimatea, futebol
club.
Só pra corrigir o pato fez um gol naquele jogo, e deu assistência, ele fez um gol,
e foi com 1 minuto de jogo, 1 minuto de jogo, do pato teve o gol do Fernando.
Mas ele deu um monte de assistência.
É o Iarly, ele jogou muito, ele jogou muita bola, ele realmente já achou uma atenção
que era fora da curva ali, que era cima da mede, e depois acabou tendo. Bom, a gente pode fazer um episódio sobre o pato, né?
Mas é um caso que precisava ser esclarecido.
Imagina em a situação do jogador João da Silva, do interior do Maranhão, cuja mãe
a Nalfabetta, cuja o pai, ele não conhece, cuja família passa fome e ele vive na miseria
e na criminalidade.
E sonha com a oportunidade de dar uma vida melhor pra sua família.
E joga num time do interior do Maranhão da cidade dele ganhando 800 reais, que é o valor
que salva a vida dele, que é o valor que impede ele a família de passar fome.
Aí ele recebe uma proposta de um time do Gauchão pra ganhar 3 mil reais.
Se a lei pelé não existisse, ele não poderia sair.
Ao menos que o club do Maranhão aceita a se vender.
Hoje ele pode aceitar, ele pode esperar o termo do contrato, ou estabelecer um contrato
com multa-rescisória, e se receber uma proposta de 2, 3 mil reais que vai mudar a vida
dele, ele pode, por causa do Bosman e por causa da lei pelé.
Pela lei do passe é curioso isso, porque vamos pegar num futebol gaucho, um jogador
que ganha 1 mil reais, recebe uma proposta pra ganhar 2 mil reais.
Isso muda a vida do Maranhão, mas muda muito, 500 reais muda a vida de uma pessoa.
Concertei, muda muito, os mil reais, e a lei do passe faria com que esses jogadores
ficassem presos a salários mínimos, e a lei pelé e a lei Bosman fazem com que esses
jogadores apareci, o cara ganhou 800 reais, o club sabe que a qualquer momento pode
um outro club oferecer 1 mil, 1 mil e 500, então o que faz o club vai lá e oferece 2 mil
pra garantir.
Claro.
Mas tem, aí o cara tu assina 1 ano de contrato, aí tá não, mas por 1 mil, não porque
é pouco.
Claro.
Pode vir 2 mil e por 2 mil, tu aceitam 1 ano por 2 mil, eu quero, ou seja, na base da
pirâmide, não na base de visões de base, na base da pirâmide, a lei Bosman e a lei
Peléfes eram com que muitos jogadores pobres de origem o mild, que ganhavam salários
mishurucos, salários minúsculos, passassem a ganhar salários mais dignos, porque a legislação
passou a proteger os atletas, e eu acho fundamental a gente debater a lei Bosman e a lei pelé.
Claro.
Por esse ponto de vista, porque eu tô falando agora da situação de 90, 95% dos jogadores
de futebol no Brasil, o Ronaldo Jenga-Ucho, Peléu, o Beca, no Cristiano Ronaldo são exceções.
Sabe que a FIFA, ela criou alguns mecanismos de proteção com a chegada da lei Bosman,
e acho que, se a gente pegar o que acontece no futebol hoje, né, com. Eu até vou citar aqui porque eu li um artigo da Universidade do Futebol, foi artigo
escrito por uma estudante de mestrado Simone Gonçalves de Paiva, que é uma. é um artigo
que fala assim, ele fala de cinco anos atrás, e ele fala, o fim das fronteiras é a abertura
do abismo, um estudo sobre o caso Bosman, e isso é influência sobre a lei peléu.
Ou seja, na manchete, ele já faz um. eu já compro uma regra do vergavata mecânica,
que é falar da lei Bosman e relacionar com o peléu.
E nesse artigo na conclusão da Simone, e o artigo de 2017, ela fala que o futebol, ele
está muito mais no caminho de uma implosão do que uma evolução, porque caro, o futebol
chegou num patamar, numa exorbitância, fora da curva, fora de qualquer parâmetro de
realidade, e isso também é uma consequência da lei Bosman, e o Bosman reconhece isso,
quando ele fala aqui, tem vários clubes gastando cada vez mais, que qualquer jogador custa milhões,
qualquer jogador ganha uma fortuna, e ele chega a dizer que não era o objetivo dele,
o objetivo dele não era fazer com que, tivesse, por exemplo, um Barcelona, um real madrinha
da Espanha, que tivesse um bairro de munic na Alemanha, que tivesse, de repente, esse esporte
Washington, que a gente fez aqui um episódio do vergavata mecânica, com fundos árabes do
Qatar, de vários locais, comprando clubes e colocando exorbitâncias financeiras para dominar
mercadológicamente o futebol, porque a lei Bosman, ao mesmo tempo em que ela acaba com a
escravisação, ela transforma o futebol de esporte em negócio, eu acho que aí que o esporte
vira um negócio, porque passa a envolver exorbitâncias para os jogadores, passa a colocar muito
fortemente a presença dos empresários no meio do futebol, e aí claro que alguns empresários
eles passam a ser quase que donos de operações, e com uma nância ao de jogadores eles passam
a operar com uma realidade financeira monstruosa, e a lei Bosman e a lei peleta transformaram os
jogadores de futebol em ativos, e isso? Porque quando faz o investimento, o investimento
é o investimento de risco, alguns investimentos têm menos risco, como poupança, um risco
quase nulo, ou renda fixa, um risco muito baixo, outros têm um risco maior, como ações,
só que quando o risco é maior, tu pode rende, pode ganhar muito mais, claro.
E no futebol é a mesma coisa, quando um club resolve dar um salário alto para um jogador com um contrato de cinco anos, apostando que o jogador vai dar certo, ele está fazendo um investimento, pode acontecer do jogador não vingar.
Tem duas. Tem dois. Tem dois leis, dois mecanismos da FIFA que eu até ia citar, acabei devagando e não falei os mecanismos. Um deles é a lei do club formador, que dá uma garantia financeira para quem forma o jogador.
É os vinte e três anos. É até os vinte e três anos. E o outro é o fair play financeiro, que também é uma situação que não é suficiente para. O que é isso?
É um vídeo em outro episódio.
É, dá para falar, fazer um episódio sobre fair play financeiro, mas assim, o que me parece talvez é que o futebol esteja chegando num ponto que alguma coisa precisa ser discutida.
A gente pega, por exemplo, da Major League Soccer, fizemos um episódio sobre Major League Soccer, o que tem de regra lá. Jor, tem também o mecanismo de solidariedade, que destina 5% do valor.
É, que é o que é o do club formador.
Cada transferência para os clubes que participaram da formação, proporcionalmente ao período em que o atleta tu é a base.
Isso.
Isso é uma coisa que rende o outro debate.
É verdade.
Porque o interior gêmeo, Flamengo, Corinthians, Palmeiras e São Paulo, eles têm departamentos jurídicos, competentes e preparados para amapiar todos os jogadores
que passaram pela base desses clubes aos 11.
Porque tem que protestar o club, né?
O club não vai avisar.
Olha a interolha, gêmeo, olha só.
Nós vendemos aqui um dia e um prateiro.
O club tem que cobrar na FIFA.
Agora, você está o club do interior do Amazonas.
Como é que ele vai saber que teve um jogador que passou pela base do interior do Amazonas?
E agora foi vendido para o club da Ukraine.
Porque seja 100 mil reais para esse club, 100 mil reais, é o orçamento de 10 anos para um club desse.
Vocês conhecem, sei que o Rafael é amigo pessoal, Thiago Reck, nosso colega jornalista, presidente do Santa Cruz, de Santa Cruz do Sul.
Ele conseguiu o famoso torcedor solitário dar aqui bancado. Virou meme depois de ver o presidente do Rio.
Virou o presidente campeão e ele conseguiu pagar as contas e montar um time campeão por causa do mecanismo de solidariedade da venda do Thiago Volpe,
do. de algum club pro que é?
Do São José, do São José pro Quereta do México.
Aí, sei lá, 1% da venda já resolveu o problema do Santa Cruz.
Eu quero falar duas coisas rápidas, Diego.
Primeiro, eu tenho um contrário gumento frente à popularização da lei bossa.
Eu estou num no falaciano.
Só para corrigir, eu não gosto de deixar informação errado.
Ele estava no São José, foi emprestado pelo verdeense, foi pro figureense do Figueirencer e foi pro Quereta.
Que que acontece, tá?
A lei bossa não foi a responsável por liberar os estrangeiros assim.
Vamos lembrar, já existia em uma série de países algumas exceções e era um caminho natural que estava acontecendo.
A lei bossa deu a pequena acelerada.
Ela atropelou isso.
Porque o que aconteceu?
A gente estava falando alguns episódios aqui na Maquina, os irmãos lá o Drup.
Que que acontecia? vários clubes, os maiores clubes do mundo já tinham mais do que 13 estrangeiros.
E o que que acontecia?
Ele havia um revezamento e nos jogos mais importantes, mais decisivos, eles escolhiam os três melhores.
O que que acontecia?
Tanto é que o sistema final de Champions League que os dois irmãos lá o Drup sobraram.
E como eles estavam numa lista extra disso?
Não, na verdade foi uma liga dos campeões que o Barcelona enfrentou o Milan.
E o Michael Laudrup não jogou porque o Cruyfe não relacionou ele porque ele era preguiçoso.
Mas ele era um dos 13 estrangeiros extra.
E isso, exatamente.
A preguiça dele fez ele não ser relacionado entre os estrangeiros, ele não podia ficar nem no banco.
Justamente.
Naquela época ainda não havia lei bossa, mas já havia uma regulamentação do campeonato da Champions League
de que o Cruyfe poderia ter até cinco estrangeiros desde que apenas três fossem relacionados.
A gente viveu isso recentemente no Brasil.
O Brasil, até alguns anos atrás, tinha liberação de três estrangeiros.
Aí depois aumentou-se para cinco, mas apenas três poderiam estar encampo.
Lembra que um estrangeiro substituiu outro, sempre?
É o que aconteceu.
E depois, que é o popularizó agora, até cinco estrangeiros podem estar encampos simultaneamente.
E a gente caminha a passos largos.
Para que daqui a pouco, jogadores do Mercosun não contam mais como estrangeiros.
Acho que vai demorar isso.
Eu acho que a gente vai ver em uma década.
A gente vai ver isso acontecer em club, aí que vai ter só Argentina e Uruguai.
Mas deixa só fazer um parêntese, Rafael.
O grande lance da lei bossa, que é a partir daquele tratado que eu citei,
que é o tratado de Roma, que é lá dos anos 50, 57 ou 58,
que foi o argumento usado pelos advogados do bossa.
Esse acordo faz com que qualquer trabalhador do futebol, dentro da União Europeia,
ele seja considerado um trabalhador legal em qualquer país da União Europeia.
Então, por exemplo, um jogador da Alemanha, ele pode jogar na Espanha livremente
e não contar como estrangeiro.
Mas assim como brasileiro, pode entrar na Argentina usando a carteira de identidade.
Lembra de ter um passaporte?
Sim, mas ele é diferente para trabalhar diferente.
A Europa eles têm essa possibilidade.
Porque existe uma comunidade econômica europeia que torna qualquer um livre para circular e trabalhar.
Então brasileiro não pode trabalhar sem documentação.
Eu acho que aqui não depende.
Tem que avisar o pessoal aí, então.
Depende, né? Aqui nós temos, por isso que eu digo, depende.
É justo pessoal.
Aqui em Porto Aleman, nós temos uma simpatia por Argentina e Uruguai,
isso que é muito boa em determinados momentos
e às vezes eu acho que é prejudicial.
Às vezes, o cara fala espanhol a gente se encanta.
Se essa lei. Bertolho!
Que?
Na mesma semana. Martín Luke.
Na mesma semana teve a apresentação. teve a chegada do Bertolho no gremio.
Eu fui fazer.
Facundo.
Tem a chegada do Gilberto Silva.
Penta campeão do mundo.
Tinha 200 pessoas esperando Bertolho e tinha três pessoas esperando Gilberto Silva.
E o Gilberto Silva?
Então, falando de um Penta campeão do mundo.
E que no gremio jogou 10 vezes mais que o Bertolho.
E o Bertolho. - O primeiro todo em quantidade, quanto em qualidade. - É.
O Inter também, no Inter teve uma idolatria pelo Mario Bolat.
- Pelo Sarah Fiore. - Eu fiz as aparentações do Sarah Fiore do Luke, cara.
- Luke, parecia. - O Luke, mas é de Luke, né?
- O. o. o. o. o. o. o Bolat, uma vez, ele entrou faltando 45. faltando cinco minutos para acabar o jogo, dois minutos para acabar o jogo.
- O técnico era o Dorival Júnior, que não botava o Bolat e a torcida ficava braba e para protestar, a torcida voltou no site do Inter no Bolat, como Crack do jogo, mesmo ele tendo jogado dois minutos.
- Talvez eu tenha contado essa história já, né, o Bolat, quando ele começou no Inter, ele. ele fez alguns goals, né, em sequência, assim. - De cabeça.
- E cinco jogos, ele teve cinco goals. - É, foi uma coisa. - Tem os gols por aí. - Por aí, uma coisa sim, é coisa muito bem.
- E aí teve um dos gols que ele fez, que ele. ele. ele saltou para dar um soco, dar um soco para comemorar no ar e tal,
- e tiraram uma foto, e aí encontraram uma foto do Falcão. - Parece o Falcão. - Que ele. cara, ele. ele tinha o mesmo frame. - Tá aí.
- Então mesmo. - O mesmo frame do Falcão, dando soco comoemorantão, e aí começaram a circular, era uma época que o Twitter estava bombando, já estava começando os memes ali, rapidamente.
- A gente era bom jogador. - E aí tinha. mas assim, cara. - Tu era produtor do Falcão. - Eu era produtor do Falcão.
E aí, isso é que aconteceu. Eu teve um dia que eu falei pro Falcão, eu produziu o Falcão, e eu falei assim, "Falcão, estou tentando marcar com o Bolat, porque tempo ele fez os gols e tal, não sei o que. comoemorou o gol e tal com a foto, daí eu falcão, me pediu para ver a foto, né?"
Aí eu peguei e mostrei a foto para ele derer. A foto é parecida mesmo.
[Risos]
- E eu vou falar a segunda tese. - Parentes? Parentes e rápido.
A minha tese é boa para terminar o episódio.
O Copa de 2002, essa história me foi contada pelo colega José Alberto Andrade. Certa vez estavam, silvo bem-fica e Antônio Carlos Macedo, então, repórter os setoristas de seleção brasileira da Rádio Gaúche, isso no Japão e o Corrama, antivesse para dar final Brasil e Alemanha.
Aí eles estão chegando no hotel, quero mesmo, da seleção, cansados da cobertura, aí eles chegam no quarto e quem é que está parado na porta, Cafu.
O Cafu, o capitão da seleção estava parado na frente do hotel deles. Aí o Macedo e o Benfica apertaram o Cafu, o que está fazendo aqui.
Aí o Cafu disse, "Não, o Falcão pediu para vir aqui, dar uma entrevista para vocês, mas ele não chegou ainda, estou esperando."
- E o Falcão não tinha avisado o Macedo e o Benfica. Então eles abriram o quarto para o Cafu, logo depois chegou o Falcão e fez a entrevista, entrevistou o capitão da seleção a três dias da final da Copa do mundo.
- Sensacional, cara. Eu quero falar mais duas coisas para finalizar a participação no episódio, Rafael. A primeira delas é a seguinte, tá?
Bom, além do que as pessoas podem dar uma olhada nos países da União Europeia, para ver como é que esse livro comércio hoje que é uma coisa normal, as pessoas nem se não contas vezes,
que os jogadores europeus jogam em qualquer lugar, e que, por exemplo, a Inter de Milão de 2010 foi campia a cena em um italiano jogando no time do José Mourinho.
Mas as duas coisas que eu quero falar são as seguintes, a primeira delas.
Ali, Bosman, ela tem pontos positivos e pontos negativos. Se tu quiser te agarrar do lado e até a morte numa tese, tu vai.
Então tem tese para todo lado.
É o que a gente tentou fazer aqui, foi equilibrar com pontos que são positivos, com pontos que são negativos,
para tentar contextualizar o máximo possível o que impactou essa lei, que hoje é uma coisa corriqueira dentro do futebol, mas que nos anos 90 também pertinho de realidade de hoje,
a gente tá falando de 27 anos atrás, essa lei transformou o futebol, e a segunda coisa é a seguinte, o meu primeiro contato com Ali, Bosman, porque nos anos 90 eu nasci em 88, nos anos 90 eu era um guri,
eu não tinha noção do que que estava acontecendo em uma noção de mundo, o meu primeiro contato com Ali, Bosman na vida foi jogando um jogo chamado Ali, Fute, 98.
Eu descobri a lei Bosman, porque quando o criança eu adorava, era muito bom, mas eu gostaria de contratar um jogo.
-Claro, claro! -Claro, claro!
Aí eu contratava os jogadores lá e aí disse "teu entre parênteses"
-Tá aquele poder ser contratado, lá. -Taribueste!
E o jogador, e o jogador Crack tinhasterisco.
-Jogador Crack tinhasterisco. -É muito legal, cara.
Eu consegui botar num time da capital que eu não vou revelar por razões diversas.
-Ah. -Eu consegui contratar um clube de Porto Alegre.
-Taribueste. -Que loucura, cara.
-Porque ele tava livre pela lei bolsa. -Já mais imaginaria o Taribueste no São de Zé de Porto Alegre.
-Pô, cara, é bom popular. -Ah, Rodrigo Elevira, tem um monstro, cara.
-Muito bom. -Eu não era época do Elfute, eu sou um pouco mais jovem.
Então na época, o popular era o Bras Fute.
-Bras Fute. -Jogava o Elfute já era o Bras Fute.
-Eu cheguei a jogar um Elfute 2, que entrava pelo doce pra jogar.
-Tá. A minha tese é o seguinte, porque a gente falou de Péleta foi uma barbada.
E falar de maradona, fiquei pesquisando, pesquisando, pesquisando, até que eu me dei conta do negócio.
-O Barcelona sempre foi um dos maiores times do mundo. -Certo.
-Não atoura, teve Cassif e teve grana e possibilidades para contratar Diego Armando Maradona.
Porém, lá na temporada, no início dos anos 80, só poderia um três estrangeiros.
Se houvesse a possibilidade da lei Bosma naquela época, Diego Armando Maradona, número um, jamais jogaria no lase.
-Número 2 seria ainda maior do que ele é, porque ele, jogando com um monte de espanhol, jogou pra caralho.
Imagina se a parceria fosse de alta qualidade.
Eu fui olhar as parcerias do Diego Armando Maradona e fiquei pesquisando os elencos.
E aliás, você que tá nos ouvindo, faça isso. É muito curioso de ver.
O que que acontece? A temporada 94, 95 dos clubes, cada um tem cinco estrangeiros na sua pausa a 13.
Então tu venite da mente que tem três cartas que são muito melhores que os outros.
E os outros dois ali que estão ali de quebra-galho.
Quando muda pra temporada, 95, 96, 97, todo mundo tem um monte de estrangeiro.
-É uma loucura na cor. -Como essa virar seleções europeias.
-E isso, cara. -E isso?
Quem é que se favorece, principalmente, os seus americanos, porque eles viram nos estrangeiros.
E aí, a partir daquele momento, o sul americano é melhor valorizado, porque o club pode contratar jogadores,
mas, digamos assim, do dia a dia e não tão diferentes, como o lateral direito, o zagueiro.
Agora o crack, ele podia investir muito no crack e seu americano, porque tem jogadores sul americanos,
que têm passaporte europeu.
-É verdade. -Claro.
-Falente. -E eles têm passaporte de taleiro, não contam com essas gêneras.
-Nunca pisou na Europa, mas é cidadão. -É verdade.
-E tu quer ver um impacto negativo da lebózba em cima do que tu tá falando, Rafael.
O mundial de clubes de 95 para cá foram 20 títulos se eu não tô enganado de europeus
e 6 títulos de suas americanas.
E de 95 para trás, os seus americanos, eles venceram mais que os europeus.
Então, a lei Bosma, ela é uma virada de chave nisso daí, dos europeus virem aqui
e não é que é difícil contratar segurar um jogador brasileiro argentino.
-É impossível. -Exatamente.
-É impossível. O club que banca e seguram o jogador hoje, cara, ele tem que ter muito colhão.
Mas mesmo assim, a partir do momento que se popularizou o uso de 5 estrangeiros no futebol brasileiro,
a gente não nega a gente fecha, que o nível do futebol melhorou.
Sim, porque as equipes fomontaram as eleições.
-Exatamente. -O próprio Real Madrid Galático,
ele só é possível por causa da lei Bosma.
A Inter de Milão que eu citei de 2010 não tem um italiano no time.
O torcedor tem uma tendência por vezes a ser contra a lei Bosman e a lei Pelé,
porque ele imagina, ele lembra do seu jogador, do talento, do seu club que saiu de graça.
Agora, eu acho que a gente tem que adaptar ou para o jogador pequeno que ganha pouco, como eu falei.
Ou então, para as nossas profissões.
Rafael Gomes, imagina se a RBS tivesse que pagar para a sojipa, para te tirar da sojipa
e tu trabalhar aqui no RBS.
E a sojipa não te liberar se tu perder esse oportunidade.
George trabalhou onde antes da RBS?
Trabalhei na, foi estagiário na Assembleia Legislativa e no Palácio Pretino.
Imagina ser RBS tivesse que pagar para o governo.
Não ia pagar, porque o Dior era funcionar público.
-Quando a RBS tivesse que contratar a peso de euros. -Não, não, não, não, só pouquinho.
Eu vou ter que contratar.
O único contratado a peso de euros nesse podcast, que é tu?
-É verdade. -Es trabalhava na Rádio Guaíba e foi comprado.
-Eu comprado, da Conferência. -Comprado.
Tu sim, eu e o Dior e não, nós viemos como atletas de club satélites,
para terminar a nossa formação dentro do grupo RBS.
-Mas isso é um jogador formado e foi comprado da Rádio Guaíba.
É um bom exemplo. Eu trabalhava na Rádio Guaíba.
-Emissora. -Emissora.
-Emissora pela qual tem um grande carinho por tudo que eu vi, tudo que eu aprendi. -Fura, fura.
Mas eu recebi uma proposta da RBS, que era melhor.
E o que eu fiz? Eu levei para o meu chefe.
E a Rádio Guaíba tentou cobrir, fez uma contraproposta, mas que não. -De quanto? -Não superava, mas eu vou falar de valor.
-É, eu sou reposto. -Sé a imprensa de descobrir tudo bem, mas não nega.
Se a proposta era melhor, a proposta da RBS mesmo, com a contraproposta.
Então, o que eu fiz?
Eu, a cinema é a carta de demissão em caráter e revogável,
recebi os meus direitos trabalhistas estipulados na CLT
e fui embora para outra empresa. E você que está nos ouvindo,
e que é funcionário, acontece a mesma coisa, quando recebe uma proposta.
Agora, imaginem se existisse uma lei que te vinculasse ao ter o emprego pro resto da vida
e se a sua imprensa quiser reduzir o seu salário, você não poderia fazer nada, nada.
-Mesmo que tivesse uma outra proposta. -Isso isso, chama casamento.
[risos]
-Tou quer ver? -Tou quer ver uma beijo para nós ouvintes, Juliana vingue.
-Não, é nossa vinte. -Não, é nossa vinte, é nossa vinte.
[risos]
Deixa eu dizer, vocês querem ver o time que se ferrou muito com a Leibosma, o Ajax,
que foi o programa no Mundial de 1995.
Claro, eu clujvert, e eu. -Tim inteiro. -Tim inteiro.
-Tim inteiro? -Ai, era seleção.
Era seleção, Ana Desa perdeu o time inteiro.
-Ai, o preste. -De graça, assim, era um sentavo.
-Ai, o presidente do Ajax chegou a dizer assim, essa lei é uma bosma.
[risos]
-É porque. -É, não tem mais nada pra dizer depois, justo.
Eu fui justamente pesquisar os tibes, eu fui olhar Barcelona, Real Madrid,
Milan, Manchester United, sério, façam essa pesquisa é mágico de ver.
-Virada, hein? -Virada, hein? Cus mudando de uma temporada pra outra.
Eu fui olhar, eu até fui pesquisar, senão me engano.
O time mais rico ali nessa temporada era o Milan, e aí eu fui olhar justamente isso.
-Isso. -O Milan tinha dois, três estrangeiros ali,
e aí, do dia pra noite, ele traz o Desali.
Cara, é só setinha chegando assim, é maravilhoso.
O Desali, o Vucotit, o Davids, o Reisiger, que era olandês também era desse. -E isso, isso, do Ajax? -Exatamente.
O Blongo Vist, que era suéco, o Zieg, que era alemão, o Savice Eviti,
que era servio, o Boban, que era cronata, olha isso, cara.
-É? -O Jordi Oéá, que era francesa-americano.
-Não, o Jordi Oéá era. Putz, meu cara, é um país. -Perei aqui, ó. -Cê. Cê negá-o?
-Cama, não, não, não. -Pô, me dê um branco, cara.
-Pelo amor de Deus, libera. -E libera, libera.
-A gente falou do Jordi Oéá, ele tinha asteria isso quando ele fui, o Jordi Oéá.
-É. -Tinha asteria isso, o Jordi Oéá.
Então, cara, no dia pra noite, o Milan contrata, sete titulares de seleção,
sabe, oito titulares de seleção, pra botar no time titular do seu tio.
-Não, e esse mapa mudando, né, Rafael?
A Itália era o centro do futebol nos anos 90.
Aí, a Inglaterra, a Labraça é de ligeirinho ali e bósmo.
Aí, a Inglaterra passa a ter a potência que era o Manchester.
-E aliás, eu deixo indicar o livro que chama "A Liga",
que é o livro que conta a história de como a Premier League se formou,
e a gente tem bem que fazer um episódio sobre a Premier League, tá?
Ele também tem, ele diz que a Lei Bósma ajuda a formar a Premier League,
mas a Premier League já tinha também algumas,
como eu falei, alguns países tinham exceções.
Jogadores do Reino Unido pudiam jogar a Premier League.
Então, os coces, um galez, ele podia transitar entre aqueles países de maneira
mais tranquila e irlandesa, irlanda do norte, lá, então. -Um dia, aí, toda a turma, né? -É isso aí.
Bom, vamos embora. Chegou, episódio de hoje, acabando Bergamot, a mecânica sempre com a força de KTW.com,
de registra, segue a rouba KTW Underline Brasil, deixa-tá Bergamotito a Ingranagem,
faz que nem tu fez lá no perfil do Leonardo Oliveira enxendo de Ingranagens e Bergamotas.
-Eu abri aqui, agora, era muito bom, meu.
O Rodrigo, a gente tem um novo quadro nesse programa,
que é a invasão Bergamotera no Instagram, tá?
-Chua de Bergamotera. -Ai, olha aqui.
-Exatamente, aí olha que o Leonardo Oliveira, a gente fez a galera entrar lá no Instagram dele.
-Vamos dar todo o nome da galera aí, porque é o quadro com o nome, isso aí. -Exatamente.
-Gienke Dama, Artes Carlinhos, HLRS, Peter Fernandes, Vinnie Pinheiro,
Ana Nunes, Putz, uma mulherada fazia tempo que não aparecia a Ana Nunes, beijão pra Ana.
Maravilhoso, quer dizer, quem mais guilhero e melo, Cristiano Bauru, Giovanni Chaveira.
A galera de sempre é Bel Sec, que é uma mulherada nos ouvindo em peso, que maravilha, Bel.
Legos, Tavo, Rafael Brandenburg, o Croto Júnior, Natã Ferreira,
Henrique Esciuva 97, o Gomes Thiago, o Rodrigo Ebert, o Elis Salvador, o CLC Feijó,
o Roger Caco, olha isso, cara, o Elves Mendonça, o Eric São Felipe Domingues.
-Ana hora da Zoeira, a galera é muito forte. -A galera é muito forte.
O TK Falabrete, o Oliveira Silvano.
A Joice Aires, o Robson Hanks, o João Villela, meu Deus do céu, o Moisés José, o Alextimpo e o Fabiano Rosaura.
Não, não, Fabiano Rosaura.
É, perfil de casal!
- Não! - Desk que um abraço para o Fabiano e para Rosaura.
- Ai, meu Deus, do céu. - O casal tem o mesmo perfil.
- Exatamente, não pode, tá errado, tá? - É tipo, como é a economia da Crêche, Rodrigo?
Não, não vai falar, né?
Júri Piovesã, Crêso Oliveira, o Mideix Amarelo, que aliás a gente tem que fazer essa homenagem para esse cara.
Se igual a roba, Mideix Amarelo, porque ele fez a nossa arte, eu não postei indo, tô guardando para apostar.
Eu vou postar com nesse episódio "Foral Art", que somos nós três, como se nós souci uns simpsons.
- Ah, nós temos que fazer a futebol e simpsons, né? - Ah, a gente queriam votar para fazer esse episódio, por favor.
Então, eles. O Mideix Amarelo são dois irmãos, cara, o Richard e o Liz Maicon.
- E isso? - Os dois hidros, né?
Duple hidros são de cachias do Sul, escuto Bergamota, sempre quando eles estão desenhando.
Então, olha que legal. Ele diz que o Liz Maicon tá no nosso grupo do Telegram também.
- Sim, ele mandou uma mensagem, outro dia ali, cara. - E a gente acompanha bastante produtos de áudio do grupo, como todo mundo sabe.
O meu ouvindo pretinho, ouvindo a gente no bolas nas costas, e quiser fazer essa homenagem para a gente, então, ó, "Ah, meu beijo, beijo, beijo, beijo, beijo".
Então, que homenagem bacana, gente.
O localinho Aroba Mideixa Amarelo, Aroba Mideixa Amarelo, e legal também que a galera faz as artes ali também, claro, o trabalho dos caras também fazer essa arte, fazer esse desenho.
Só para fechar a gente fica muito honrado de ter recebido esse carinho.
Fado o Bernard, Mateus Narde, Denner Romã.
Faz o sorteio aí, seu Dióriva Sorteiro.
- Vamos lá, vamos pro sorteio, então, do episódio da próxima semana. - Que episódio que o Dióriva vai tá fora?
- Tá fora. - Eu, Rodrigo Oliveira, nós vamos ter um convidado, nós vamos avisar ainda.
- Vamos lá. - Gente, já tem convidado para qualquer um dos episódios que foram lançados.
Tá, tá, tá, perteno botão do sorteador.
Larar, larar, larar. Suspense.
O número sorteado de 1 a 3 é o número. número 2. Galvão.
- Vamos! - Vamos!
- Galvão, boeno, né? - Galvão, boeno, né?
- Tem que matar um pouco a hora. - Galvão, boeno.
- Eu vou dizer, eu vou. - O que ele fez?
- O que ele fez? - O que ele fez?
Esse episódio é porque é um episódio que, obviamente, eu vou dizer assim, o Bergamota é um. é um problema semanão nas nossas vidas, o problema é um bom sentido, porque a gente tem que. - Isso aí dá. - Isso aí dá.
Não é fácil fazer o Bergamota mecânica toda semana, mas é um negócio que me dá muito prazer, cara.
- Dá muito prazer. - Dá um direção, né?
- O dia que eu saí da. - Dá uma pauta de restante da EBS, eu vou sentir muita saudade do Bergamota mecânico.
- Eu também, eu vou sentir muita saudade. - E por isso que é legal, né?
Porque a gente tá vivendo algo que a gente sabe que vai morrer de saudade.
- É verdade. - Então, Galvão Boeno é o meu tema do Rodrigo Oliveira.
- Vamos lá. - Galvão!
Futebol pro EBS, eu vou ser muito básico, cara. - Eu também. - Porque a partir do momento
que eu acabei mudando de empresa, foi indo pra Rádio Atlântida ainda aqui no Grupo RBS,
uma coisa mudou a minha vida, que chama Agenda.
Cara, tem uma agenda física pra escrever os meus compromissos, compreus meus compromissos.
Inclusive, tipo assim, esse dia aqui, eu vou folgar, eu não vou fazer nada nesse dia.
E eu risco a minha agenda nesse dia, e eu não deixo uma arcanada, e cada vez que alguém diz,
"Ah, vamos gravar uma live, vamos gravar um podcast, vamos fazer isso, vamos fazer aquilo,
vamos fazer um show, cara, a agenda escrita, eu sou o Diego Veio, eu tenho a agenda escrita,
tenho uma agenda, é impressionante como eu tô otimizando o meu tempo e organizando a minha
vida em uma maneira melhor. - Ah, sensacional, bom, vou seguir esse teu conselho que eu
estou precisando organizar um pouco minha vida. - Faz toda. Cara, a faceta de diferença
não tem noção. - É. - É muito bom por que às vezes alguém diz, "Vou fazer o que
é a segunda, eu fico para meu anoto tudo, janta na casa do Diore, eu anoto." - Sim, sabe?
- Tá faltando anotar isso aí, inclusive. - É, é exatamente, vai tirar férias agora.
- É, vamos fazer estrear aquela parrígela. - Mas eu acho o ráscoo do Bergamô,
tá lá com você. - É, é o mínimo que eu espero nessas férias.
- Então eu vou fazer a minha dica do futebol proibido que é a seguinte, tá?
Todo mundo sabe que eu corro, e todo mundo aqui conhece, já vou falar bastante da
orla do Guaíbe em Porto Alegre. E obviamente que talvez seja depois da minha casa e da
Rádio Gaúcha, o lugar que eu mais fui na minha vida foi a orla do Guaíbe, porque eu corro
a seis anos de maneira regular para correr maratonas. O que muita gente ainda não tá muito ligado,
assim, não tá muito por dentro, é que a orla do Guaíbe, ela tá assim, ela transformou
Porto Alegre de uma maneira que jamais vai poder voltar atrás. E ali, bosma de Porto Alegre
é a orla do Guaíbe. - Boa, na orla do Guaíbe. - Tá, por que? Porque o trecho três que foi inaugurado
do Orla do Guaíbe, eu canso de passar ali durante a madrugada, depois que termino o balanço
final que eu tô apresentando na Rádio, e eu passo ali uma da manhã, uma meia da manhã,
no verão, principalmente, que tá lotada a orla do Guaíbe, lotada a orla do Guaíbe.
E tem dois aspectos que são importantes num lugar público como esse, primeiro iluminação.
A orla é absurdamente iluminada. E o segundo, segurança. Essa semana teve um dia, ou melhor,
a semana passada, teve um dia, que eu fui correndo a orla, cara. E eu cheguei para correndo
a orla 11 e 25 da noite. Cheguei ali, estacionei o carro atrás da unidade móvel comunitária
da brigada militar, que passa ali. - Mas eu. - Deixa só terminar. - Deixa só terminar.
- Deixa só terminar. - Queritica depois, queritica depois, queritica depois.
Tem uma unidade móvel da comunitária da brigada militar que passa a madrugada inteira
ali. E eu fui ali, corri, num lugar iluminado, num lugar que tem policiamento, num lugar seguro,
que era 11 e pouco da noite, a gente jogando bola, a gente tomando cerveja, a gente
andando skate. E eu terminei minha corrida, fui para casa, feliz da vida, e tudo mais,
tudo certo. Por que eu tô dizendo isso? Tem gente que não vai ali para correr esse horário,
porque é coisa de maluco e ali correr esse horário. Mas cara, pega uma cervejinha, sei lá,
pega um amigo, vai trocar uma ideia. Cara, não precisa ir de dia, detalhes, não pode,
ter horário é complicado que nenhum meu que trabalha até as 10 horas da noite. Cara, vai ali,
as 10 e meia, 11 horas da noite, tem polícia ali, tranquilo, tu vai estar seguro, vai estar
sucegado, e tu vai poder curtir um lugar de portolego que é maravilhoso e que
portolega jamais vai ser a mesma depois da hora do agro. - Mas Rodrigo vai. - Um adendo
ao Jorim é que a forma mais barata eficiente de investir em segurança pública é ocupar
os espaços públicos. É mais barato e mais eficiente que policiamento, que iluminação, que qualquer
outra coisa, coisas que também são importantes. Sobre o meu destaque, eu, por motivos de bocabertíssimo,
muitas vezes, dei meu destaque e um destaque eu já tinha dado. Então, eu pergunto o livro de
PNL, eu já sugeri ou não? - Não, não. - Então, eu sugiro o livro PNL, técnicas proibidas de
persuasão do autor Steve Allan, sobre ele vai de um ponto a outro muito ligeiro. - Sobre
programação neurolinguística que demanda muito tempo a explicar o que é, mas eu digo que o livro
ele dá algumas dicas sobre a arte do convencimento, como fazer você convencer as pessoas da sua
inéria. - Entre as suas pessoas no Artur Éguiar. - Olha, é um, é um bom exemplo de um cara que tem a
paninha da PNL, pode ser. - O Rafael Negócio seguinte, o momento final desse episódio de hoje é
dedicado ao minuto da crítica do Rafael. Foi o favor. - Não, eu vou, vamos lá. Eu não preciso de um minuto.
- Tá, tá? - Quanto segundos tu quer? - 10 segundos. - Tá, 10 segundos. - Tá, beleza.
- Não pode um cara sair pra fazer exercício de carro. - Não, vou sair pra correr. - Pega o carro.
- Mas olha só, mas olha só. - Não, eu vou ter que explicar a crítica. - Eu vou explicar a crítica.
- Eu corro também. - Não, não, não, não. - Não, não, não, não, não. - É que que está, olha só.
- Eu vou explicar. - Eu nunca, então, eu nunca. - Eu nunca sai. - Eu nunca sai pra fazer exercício de carro.
Eu saio pra fazer exercício de perna. Correndo, tá? Só que assim, eu saio pra correr às 11 e pouco da noite.
Pra eu sair da minha casa e chegar no trecho 3 da hora, eu passo por alguns trechos que, cara,
não tenha abrigado a militar na frente. - Ah, mas aí vão ver isso ter rápido, mesmo.
- E a teste da sobrevivência. - Não. - E outra, vou voltar a meia noite e meia pra casa. - Cara, não, aí não. - E calma, aproveita a casa. - Eu fui de carro por uma questão de segurança.
- Eu acho isso muito mais, cara. - Pessoal, aí o barbo pra academia, aí vai pra academia que é 3, 4, 5 e 5. - Está em bargada. - O deem bargada. - Sim, o embargo, as minhas cores já correram 42 quilômetros em casa. - Isso. - É, e tudo? - E a quarta sala cozinha. - Não quer correr 1 quilômetro. - Ah, chega, chega. - Você vai ficar em 42 quilômetros. - Depois dessa crítica a semana que vêm nem em volta.
- Até a próxima. - Vai, volta correndo.
Podcast Summary
Key Points:
O episódio 67 do Bergamota Mecânica é especial por trazer de volta Rodrigo Oliveira, um dos principais integrantes, e é o último gravado antes das férias do apresentador.
A Lei Bosman, que permitiu a liberdade de contratação dos jogadores, acabou com a "escravidão" do jogador no futebol, permitindo que ele saísse de qualquer clube após o término do contrato.
A Lei Bosman teve impactos profundos no futebol mundial, transformando o mercado, acelerando a mobilidade de jogadores e levando à formação de grandes times como o Real Madrid e o Barcelona, além de gerar debates sobre justiça e poder de barganha entre clubes e jogadores. Key Points
O episódio 67 do Bergamota Mecânica é especial por trazer de volta Rodrigo Oliveira, um dos principais integrantes, e é o último gravado antes das férias do apresentador.
A Lei Bosman, que permitiu a liberdade de contratação dos jogadores, acabou com a "escravidão" do jogador no futebol, permitindo que ele saísse de qualquer clube após o término do contrato.
A Lei Bosman teve impactos profundos no futebol mundial, transformando o mercado, acelerando a mobilidade de jogadores e levando à formação de grandes times como o Real Madrid e o Barcelona, além de gerar debates sobre justiça e poder de barganha entre clubes e jogadores.
Summary:
O episódio 67 do Bergamota Mecânica é marcado por uma forte emoção e significado especial, sendo o último gravado antes das férias do apresentador. com é destacada, com incentivo para os ouvintes se registrarem e ganharem 20% em bônus com o cupom "Bergar". A presença de Rodrigo Oliveira, um dos principais integrantes do podcast, é central, sendo uma conquista para a equipe por seu retorno após ausência.
O episódio tem como pilar a explicação da Lei Bosman, que transformou o futebol europeu ao permitir que jogadores terminassem contratos e saíssem livremente dos clubes. Essa mudança acabou com a dependência do jogador ao clube, permitindo negociações mais justas e agradando ao jogador. A Lei, embora vista como uma vitória dos atletas, gerou debates sobre o aumento do poder dos empresários e a exorbitância de salários, além de transformar o futebol em um negócio global.
O episódio também faz uma conexão com a Lei Pélé, que trouxe mudanças semelhantes no Brasil, permitindo a liberdade de contratação dos jogadores. A discussão inclui exemplos como o caso do Fabio Rokenbach e Ronaldinho Gaucho, onde clubes perderam ou ganharam valor com base na nova legalidade. O debate é equilibrado, reconhecendo as vantagens para os jogadores, mas também os impactos negativos na estrutura de clubes e na equidade entre atletas e instituições.
O episódio encerra com uma reflexão sobre como a Lei Bosman mudou o futebol de esporte para negócio, com consequências profundas em termos de mercado, justiça e desenvolvimento de jogadores, especialmente os de origem pobre. A análise é ampla, conectando histórias do futebol, leis e o papel da liberdade no esporte, destacando o impacto duradouro dessa mudança no cenário global.
FAQs
A Lei Bosman é uma lei europeia de 1995 que libera jogadores após o fim do contrato, permitindo que eles negociem com qualquer clube. Isso acabou com a 'escravidão do jogador' e transformou o futebol em um mercado mais dinâmico e justo.
Com a Lei Bosman, os jogadores passaram a ser donos de seus próprios direitos, permitindo que saíssem de clube de graça. Isso mudou o modelo de negociação, pois os clubes passaram a negociar diretamente com os jogadores, em vez de apenas com o clube original.
Muitos clubes, especialmente os menores, perderam poder de barganha e tiveram que reduzir salários ou perder craques. Além disso, os clubes que investiam em jovens promessas passaram a perder jogadores de graça, impactando suas finanças.
A Lei Bosman facilitou a entrada de jogadores estrangeiros no Brasil, pois jogadores europeus passaram a ser considerados 'não estrangeiros' para fins de transferências. Isso ampliou a diversidade de times e melhorou o nível técnico do futebol nacional.
A Lei Pelé foi adotada no Brasil em 2001 e inspirada na Lei Bosman. Ela também garantiu que jogadores terminassem seus contratos e fossem livres para negociar com outros clubes, aplicando a mesma ideia de liberdade de contratação no Brasil.
Os jogadores ganharam maior autonomia e poder de barganha, podendo escolher onde jogar e receber salários mais justos. Isso resultou em uma maior qualidade de vida para muitos atletas, especialmente os que antes estavam presos ao clube por longos períodos.
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