Bergamota Mecânica #66 - Ruanda e a redenção do futebol
65m 24s
**Key Points**
1. O episódio 66 do Bergamota Mecânica aborda o futebol em Ruanda, um tema inicialmente desconhecido para o apresentador, que precisou estudar intensamente com a ajuda de Leonardo Leveiro.
2. Leonardo Leveiro, com experiência em jornalismo e conhecimento profundo do genocídio de 1994 em Ruanda, fornece uma contextualização histórica e emocional sobre a tragédia, a segregação colonial e a recuperação do povo pelo futebol.
3. A série "Disysfutebol" e o filme "Hotel Rwanda" revelam como o futebol se tornou um símbolo de esperança, união e superação, mostrando que o esporte pode desarmar o ódio e criar laços entre pessoas de etnias distintas.
**Resumo**
O episódio 66 do Bergamota Mecânica explora o futebol em Ruanda, um tema complexo e sensível que surgiu por meio de uma série documental assistida pelo apresentador. Inicialmente sem conhecimento, ele se aprofunda com Leonardo Leveiro, jornalista experiente que traz a história do genocídio de 1994 com profundidade e humanidade. A tragédia, marcada por 1 milhão de mortes em 100 dias, transformou o país em um cenário de perda e desconfiança. No entanto, o futebol emerge como um mecanismo de união e reconstrução. A seleção de Ruanda, especialmente sua classificação na Copa das Nações Africanas de 2004, simboliza um momento de orgulho e esperança. O técnico português Jorge Paixão, que trabalha no Rayon Sports, destaca a evolução do futebol como ferramenta de transformação social, mesmo em um país pobre e com poucos recursos. A história é acentuada pela narrativa do jogador Baptist, que, ao fazer um gol e tirar uma foto ao lado do presidente Juvenal Rabiarimana, é salvo da morte por um miliciano que reconhece a foto como prova de amizade. Essa cena torna o futebol um símbolo de superação ética e emocional. O episódio também reforça a importância do rádio como veículo de conexão, especialmente em contextos africanos, onde o som de um jogo pode unir pessoas em cenários distantes. A análise é complementada por referências como o filme "Hotel Rwanda", o debate sobre a não-intervenção das potências mundiais e a história do Pelé em Biafra, que, embora exagerada, reforça a ideia de que esportes podem influenciar a paz. O episódio encerra com uma brincadeira de engajamento com o público por meio do Instagram, onde ouvintes deixam sua "bergamota e engrenagem", criando uma conexão divertida e significativa com o conteúdo.
[Música]
A Pito Arbitro, Bergamota Mechanica entrando em campo.
Estamos chegando ao episódio 65, eu até vou entrar aqui no Spotify.
Vou dar uma olhada aqui pra ter certeza.
Porque a gente tá gravando os episódios com alguma antecedência.
E eu não quero cometer nenhum equivo com a episódio 66.
Sério, Douglas Fanny Box.
Ah, ele é legal.
Apesar de 66, eu sabia que tava errado.
Esse é o apresentador.
Sabe que tá errado.
Então, é o episódio meia-meia do Bergamota Mechanica.
E nós estamos chegando aqui sempre para KTOP.com.
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Bergamota Mechanica e KTOP.com juntos mais uma semana, episódio 66.
E esse episódio, senhor Rafael Gomes, nós vamos. É já de cara cumprir uma meta do episódio que é o sumiço de Rodrigo Oliveira.
Ah, ele desaparece de tempos em tempos, né?
Cara, semana passada a gente gravou o episódio sobre a dinamáquina.
E sortíamos o episódio dessa semana pra falar sobre futebol enruanda.
E aí o Rodrigo Oliveira foi mandado para Manta no Equador,
pra cobrir a estreia do Internacional na Copa Sua Americana.
E o Rodrigo em função da cobertura do desgaste, da quantidade de coisas que ele tem pra fazer por lá.
E também por conta do Fuzo, que são duas horas a menos, ele tá com Fuzo.
Ele tá com Fuzo, ele ficou na situação meio complicada pra participar do Bergamota essa semana.
Então a gente liberou Rodrigo Oliveira pra focar lá na cobertura dele
da estreia do Internacional na Sua Americana e a gente trouxe outro integrante para o Bergamota.
A nossa estrela móvel de 2022.
A estrela móvel de 2022 que estreou em 2021 e representa sempre muito bem a família Oliveira
aqui no Bergamota mecânica Leonardo Oliveira boa tarde.
Boa tarde o Rodrigo quando ele não pode, ele manda o irmão mais novo.
É isso aí, é isso aí que ele faz.
Sabe que guri serve pra isso, né?
Pra ir normazinho, provoca confusão entre os grandes e obedeças mais velhos.
Mas olha, o tu tá subitinho no Rodrigo Oliveira e tu tem que dar boa tarde que nem ele.
Boa tarde, vamos falar de ruanda, país africando.
Mas então deixa eu dar um spoiler então.
Sabe que quando Diori sortiu esse assunto eu pensei me ralei.
Porque assim, esse era um assunto, que antes de estudar o mínimo
e eu vou ser bem sincero assim, eu acho inclusive difícil de estudar pra esse assunto
porque eu não achei tanta referência.
Eu pensei to ferrado, eu não tenho como enrolar nesse assunto.
Não tenho como, meu conhecimento sobre futebol e ruanda.
Antes do episódio de hoje para o qual eu estudei, era zero.
Era tipo assim, tem futebol e ruanda?
Era tipo assim, eu não sabia dizer um time de futebol de ruanda.
Eu não sabia falar um jogador de ruanda.
Eu não tinha uma passagem com a seleção de ruanda, eu não tinha nada.
E aí eu tava falando com o Diori.
Cara, o Rodrigo não vai poder fazer, eu vou ter que estudar bastante.
Tu também, vamos lá, a gente tem que se garantir.
E o Diori falou assim, quem sabe a gente convido o Leo Oliveira?
O Leo é um cara que manja muito, tá aí o bão meu.
Mas que bola nas costas, que vamos dar no Leo,
vamos convidar ele de um dia pro outro pra gravar futebol.
Sim, eu liguei pro Leo na segunda-feira pra gente gravar na terça.
E aí?
E aí eu perantei aí, Diori, como é que foi?
E eu não, eu liguei pro Leo, eu falou, "Não, eu sei, tem a tribo isso."
E ele não é possível, cara.
O Leo sabe de tudo o que saca essa pessoa.
Não, é o nosso encyclopedia do grupo RBS, se chama Leonardo Leveiro.
Olha, meu esparo, Leonardo Leveiro.
Inclusive eu liguei pro Leo, falei assim, "Não, Rafael, vou ligar pro Leo, vou dizer assim, cara.
Olha só, a gente vai fazer a bronha da episódio, vai fazer a pesquisa, vamos lá atrás os dados, não sei o quê."
E tu vem só com teu conhecimento, vem só complementando e tal.
Só que no momento em que eu falei que a gente ia falar do futebol em ruanda,
ele já meteu a ruim história e cala do genocídio de 94,
já falou dos tuts, dos utus, da guerra.
E já começou a trazer um monte de referência de filme que ele acessiu, enfim.
Leonardo Leveiro, a senhora.
É um fenômeno.
Leonardo Leveiro, por isso que tu tá aqui, Leonardo Leveiro.
Por aqui, honra.
É uma honra sempre aprender com você, está junto.
Não, e na verdade eu acompanhei essa guerra, porque como eu não nasci ontem,
eu comecei na pré-escola no jornalismo, né?
Sim, 94, já trabalhava na zero hora, mas é que. Já trabalhava na zero hora, 94?
Já.
Cara, não bacana.
É que eu entrei, eu saí do jardim a e entrei na zero hora, entendeu?
Tá, mas são quantos anos esse corpinho aí, lá, ó?
De zero hora, 30.
Beeeeei!
Meu Deus.
Que louco.
Estamos firmes para o 31, assim, esperamos.
Esse vai reagar, não provocar nenhuma surpresa.
Impressionante, hein?
Impressionante.
Isso explica muita coisa.
Não, e assim, claro, eu comecei muito cedo a trabalhar, né?
Eu comecei, eu entrei na faculdade e comecei a trabalhar na zero hora.
E só trabalhei na zero hora, tirando um dia numa locadora de VHS.
Mas durou um dia, minha vida de quente interantino,
porque sabe que o quente interantino começou trabalhando numa locadora.
Ele via todos os filmes e ele é quase um autor de data, assim, né?
Depois ele virou um grande sinécio, a minha vida de quente interantino,
durou um dia, não deu pra ver um filme.
E logo comecei a trabalhar na zero hora, não começa a faculdade.
E enfim, estou aí até hoje.
Mas eu me lembro muito disso, porque nessa época eu trabalhava na Gência RBS,
que é um setor de apoio da redação.
É uma gência de notícias e a gente abastecia muito a redação com telefotos.
Na época, não era uma época que todo mundo tinha celulares.
As fotos eram em filmes ainda.
E aí tinha que transmitir em três versões.
Enfim, a gente recebia essas telas fotos e a gente indexava o material das outras agências.
A gente tinha um sistema que entrava a material da Gência Frasprez, da Reuters,
da AP, de agências brasileiras, folha presas, a gente se estado.
Então eu lia muito esse material na época, porque eu tinha que direcionar,
chegava no sistema, isso é esporte, isso é política, isso é economia.
E nessa época de 94, o conflito em Ruanda tinha muita cobertura das agências.
Então, chegava muito o material.
A gente acompanhava a distância que a gente tinha que ler o material para direcionar,
da Marida Rape direcionar para a Historia Respectiva.
E eu acompanhei muito isso.
E depois, adiós, eu assisti um filme que é espetacular,
depois vai ficar como dica que também mergulha muito nesse conflito.
Não, depois a gente vai trazer essa dica aí.
Então eu quero só trazer uma contextualização.
E claro, a partir da pesquisa do Rafa e do que o Leo puder contribuir nessa contextualização,
acho que é bem importante.
Porque esse tema, futebol em Ruanda, foi um tema surgido por mim aqui no Bergamot.
E um tema que surgiu para mim também de uma maneira meio surpreendente,
assim, porque eu fui assistir uma série sobre futebol na Prime Video.
O nome da série é Disysfutebol.
Ela tem mais de uma temporada, mas no streaming aqui, no Brasil,
pelo que eu observei, só tem a primeira temporada disponível.
São seis episódios, mais ou menos uma hora cada episódio.
E o primeiro episódio se chama Redemption.
Redemption.
E esse episódio fala basicamente sobre a redenção de Ruanda por meio do futebol.
E foi daquelas coisas assim que tu senta para ver uma série documental sobre futebol
e tu não imagino que vai ter do outro lado.
Então deixa eu dar o meu relato, Diori.
Porque eu assisti, tá muito fresco na minha memória.
Eu assisti um pouco ontem.
Aí eu dormi assistindo.
Eu tenho uma foto, eu vou compartilhar no telegresso.
Eu estou dormindo contador.
E hoje de manhã eu assisti a parte que eu dormi.
Porque eu dormi uns dez minutinhos na metade, só.
E aí hoje eu terminei de assistir.
E eu confesso que eu fui magicamente surpreendido.
E eu não quero exagerar.
Eu acho que foi a coisa mais legal que eu assisti de futebol nos últimos. Sei lá, desde que começou o bergamot.
Eu acho que eu não assisti algo tão legal quanto esse episódio.
É muito bem amar.
Dessa série.
Inclusive, um dos nossos ouvintes nos mandou a recomendação.
Ou como que vocês ainda não falaram dessa série.
E eu confesso que eu não sei como que a gente ainda não tinha falado dessa série aqui no bergamot.
E outros episódios eles são muito bons.
Não, eu estou curiosíssimo assim.
Tu estragou o meu feriado de páscoa porque eu vou ficar assistindo só isso.
Porque é mágico.
É mágico assistir como que o futebol pode trabalhar na recuperação de um país.
Que é isso que a gente vai falar muito.
Mas eu confesso que eu estou curioso.
Eu acho que a gente podia começar pelo Leonardo Levera, justamente que foi quem viveu.
Não estou chamando de velho.
Lé, uma foi tu que me falou isso.
Contestualiza para nós um pouquinho do genocídio em Rwanda.
Porque eu vou dizer que o meu conhecimento sobre a história de Rwanda.
Depois eu fui pesquisar que eu já tinha visto essa história.
Tem o filme chamado Hotel Rwanda.
Que é o filme que eu ia falar, eu acho, né, Lé?
Exato.
Que é o filme com Dom Chedler.
Que é atualmente quem está conhecido pelos vingadores.
Ele faz um dos super heróis ali dos vingadores.
É o Falcão, se não me fale a memória.
Ou a Águia.
Alguma Águia nesse sentido.
E ele ficou muito famoso.
Ele estourou para o mundo todo fazendo um super herói da Marvel.
Mas esse filme é maravilhoso.
Ele é gerente de um hotel em Rwanda.
E para quem não sabe, os hotéis internacionais,
preneções de hotéis cinco estrelas.
Eles têm uma outra jurez de são.
Então, por isso, lá, quando eu tenho o genocídio em Rwanda,
tantas outras coisas, o hotel. Ele vira uma zona de abrigo.
Enquanto eu tenho o genocídio em Rwanda.
E eu acho mágico esse filme.
Eu vi um tempo, um filme.
E eu ontem, quando eu fui procurar de um dia que eu lembrava do genocídio Rwanda,
eu achei o trailer desse filme.
Bá, é daqui.
É maravilhoso esse filme.
Deixa eu só trazer um contexto que é interessante, que é o seguinte.
A série da Amazon é muito boa.
Mas ela também traz um pouco de encantamento sobre algo que é extremamente trágico.
Porque a gente tem que ter muito estômago para observar.
Se a gente pegar Rwanda hoje, Rwanda. é um pequeno país, é um dos menores países do mundo, tem uma área territorial pequena,
é um país da África Oriental, um país que tem hoje aproximadamente perto de 13 milhões
de habitantes mas que na época do genocídio tinha ali no máximo 10, não tinha mais do que 10 milhões
de habitantes e no intervalo de 100 dias morreram aproximadamente 1 milhão de pessoas, ou seja, o genocídio
10% da população, acabou desimou com 10% da população e quem era essa população que morria em 1994
quando aconteceu o genocídio de Rwanda? Os tutsis, existem duas etnias predominantes em Rwanda, os tutsis
e os utus, mas eu quero só voltar um pouquinho na história, né, porque eu fui buscar alguns conteúdos e tem um livro
que fala sobre o genocídio de Rwanda, tem vários textos de historiadores na internet que falam
sobre esse genocídio, tem um podcast muito legal, cara, que eu ouvi durante essa semana, que é o fronteiras
invisíveis do futebol, que também vale muito a pena conferir, que contextualizam um pouco mais isso,
mas assim com um pouco mais de choque de realidade, que eu acho que é preciso também pra gente se distanciar um pouco
daquele encantamento que o documentário traz, e nesse choque de realidade a gente tem que voltar um pouquinho na história
e eu vou tentar ser bem superficial assim pra dar uma contextualizada e já pra passar a bola pra tipo
também não transformar isso num monólogo, essa contextualização, o que acontece é que Rwanda, quando nem era Rwanda ainda,
ela fazia parte de um território na Afrique Oriental, que na época da primeira guerra mundial, pertencia era uma área ocupada pela Alemanha nazista,
e que é a partir do momento em que Alemanha perde a guerra, durante a primeira guerra a Belgica ocupa aquele território
e a Belgica acaba ficando com a dominância daquele território, e quem acaba colonizando a região ali de Rwanda é a Belgica
e a Belgica faz uma colonização extremamente segregacionista, inclusive fazendo assim uma divisão dessas etnias que estavam presentes em Rwanda naquele momento
e esse segregacionismo, ele colocava em certo aspecto os tutsis como superiores em relação aos utus, os tutsis eram os caras que tinham os melhores empregos,
eles eram considerados intelectualmente superiores aos utus e os utus eram considerados meio que assim os brutos da história,
aí o que acontece? Com o passar dos anos vem a libertação de Rwanda, a independência de Rwanda e os belgas pulam da barca, eles saem fora, deixam o território,
só que eles deixam os tutsis com uma mão na frente e outra atrás mais ou menos, então eu tô falando de uma maneira bem resumida assim, bem direta assim, dá-me uma. que tá sendo muito didático de Rwanda, basicamente a acontecer em Rwanda que aconteceu em todos os genocídios da história, uma raça se acha superior, se acha melhor que a outra e tenta eliminar minorismo.
Só que quando os belgas saem da Rwanda, começa uma certa revolta dos utusis que querem ter essa dominância, que querem assumir esse poder.
E aí, claro, acontecem vários genocídios ao longo da história. E lá em 1994, quando o presidente de Rwanda era o Juvenal Rabiarimana, vou falar de novo aqui, tá, porque é o nome difícil, Juvenal Rabiarimana, era o presidente, o Tu em 1994.
E ele foi morto no abatimento de uma aeronave, e a partir desse abatimento da aeronave se desencadeou toda essa revolta dos utus, os rebeldes, né, os. e eles começaram a uma caça desenfreada aos tutsis, e não só os tutsis, mas também aos utus com servadores ou moderados, porque não bastava seu tu, né, ela tinha que ser o tu raivoso, tinha que ser o tu, digamos assim, ao extremo.
E a partir disso, começou esse genocídio que durou 100 dias. Eu trouxe mais ou menos um contexto meio geral, Léo, e por favor agora complementa e traça também as tuas lembranças sobre esse episódio.
E o mais impressionante disso, Diori, é. quando tu. e os tutsis, eles eram minoria, né, eles eram privilegiados, os tutsis eram tratados mais com uma mão de obra, né, ficavam com os empregos mais básicos, com menos oportunidade, se criou uma casta.
E isso foi fermentando uma revolta muito grande, que quando há um vácuo de poder, ela explode, mas o mais impressionante disso é que em 100 dias, 1 milhão de tutsis morreram.
Foi a maior. foi a mais rápida e maior debandada de um povo, de um país, já registrado, né.
E, ao mesmo agora, com o crânia, a gente tinha visto algo parecido, mas na época as pessoas fugiam, se escondiam, saiam da forma que, porque quem era encontrado e eles sabiam de extinguir quem era tudo, se quem era o tu, era morto a machadadas, ou usavam facão ou machado, né, era uma coisa muito brutal.
Mas se a gente pegar um número de 1 milhão em 100 dias, são 10 mil mortes por dia.
É uma sacra, né, é um negócio. é uma sacra, é um negócio assim que passou por um tutsi na rua, era facão no pescoço, era sanguinário, não tem nem agitivos para tentar explicar o que era o que acontecia, né.
Eles invadiam as vilas, né, porque as pessoas moravam na África, é muito comum, ainda moram em vilas, em famílias, ocupam espaços assim, e são pequenas vilas, e eles invadiam as mulheres eram estupradas, e os homens eram mortos, e muitos deles atirados no rio, uma coisa totalmente brutal.
Mas isso faz parte de uma questão que ela é pouco abordada, a África, a África é um continente que ele é desvorecido, ele é impobrecido, e muitas vezes ele é, muitas vezes não viram me tira ignorado, né, ele não está no grande noticiário, ele não está no interesse das grandes potências.
Mas as grandes potências ao invadirem a África, elas provocaram essas distorções, porque antes da chegada da Bélgica, tutsis e tuts viviam com as suas diferenças, porque são uma questão tribal e foge da nossa compreensão, então nós não fomos criados em tripos, né, algo anterior, a chegada dos portugueses aqui no Brasil, as tripos, por exemplo, ou seja, nós é algo que aconteceu 500 anos atrás mais na vida, africano isso é muito presente ainda, e chegam os belgas, por exemplo,
que administram Ruaanda e mexem nessa composição social, que ela está estabelecida ali, não é uma questão armônica, claro, porque há sempre diferenças, não nada é armônico no mundo, mas eles viviam, né, e apagamento é que tu causa-se de dizer que ilíbrito provoca numa medida seguinte, uma matança dessas, um genocídio desses, que foi o grande genocídio depois, além da guerra dos Balkans,
do final do século passado, porém, até hoje é muito criticado, o imobilismo, ou até a complacência, de grandes potências, de não intervir naquela questão, de deixar que aqueles povos se matassem, que um povo praticamente eliminasse o outro, sem que as grandes potências intervensem ali, e isso porque africa naquele momento não é interessante econômicamente,
hoje está acontecendo um movimento, e ele é quase silencioso, porque se ignora muito africa, a gente não houve falar da África, no noticiário das grandes agências, ou no noticiário que chega aqui para nós o nosso telejournalista, não se houve, só quando há um desastre, mas a China está ocupando África, a mão de obra africana, hoje ela está muito a serviço da China, como fazem os chineses, o gabardo, o nosso colega Eduardo Gabbardo foi fazer um jogo da seleção brasileira no gabão, que é um país pau pé, com dificuldades,
mas o gabão tinha um estádio, que a seleção brasileira foi inaugurar, e muito criticou, porque era um estádio, de um país que tinha um ditador sanguinário, mas aquele estádio, ele é um presente dos chineses para o povo daquele país, e os chineses têm usado muito isso de construir,
a gente está trabalhando uma reportagem de sistemas, os chineses estão fazendo as plantas das suas indústrias na África, a mão de obra é muito barata, e uma forma de chegar e de abordar de conquistar a simpatia, é construindo estádios nesses países, é mais uma vez o futebol sendo usado.
Um dado que lustra bem que você está falando sobre a pobreza, se a gente pegar dados recentes, esses dados eles são assustadores, são alarmantes assim, né?
Mais de 57% dos wandeses, eles vivem abaixo da linha da pobreza, o que significa isso? Eles vivem com menos de 1,25 dólares por dia.
Então, isso é para dar uma ideia mais da metade da população, dois terços da população, praticamente, vivendo com menos de 1,25 dólares por dia, a subnutrição atinge 40% da população.
A taxa de mortalidade infantil é de 97 óbitos a cada mil nascidos vivos, o índice de analfabetismo é de 35% e os serviços de saneamento ambiental são proporcionados para apenas 22% das residências de wand.
Então, esse é um dado que lustra um pouco a pobreza e a miséria desse país que a gente está falando obviamente que muito ainda em função das consequências dos reflexos do genocídio.
Porque esse genocídio que dura 100 dias, quando se termina ali a matança e as pessoas começam a regresar para a ruanda, não tinha nada, estava tudo destruído, as casas tinham sido roubadas, os tutos que estavam voltando.
para o país. Eles não encontraram mais seus familiares, os pais deles tinham sido mortos,
os irmãos tinham sido mortos, tinham sido jogado no rio e eles tiveram que recomeçar do zero,
além de do que, as casas não tinham saneamento, as casas não tinham energia elétrica,
e onde está, onde entra, né, Leo? A magia do futebol nessa história é que a grande alegria
do povo, naquele momento, era jogar futebol. E o próprio governo começa a comprar
bolas, porque quando, quando se tinha o tempo, um espaço ali disponível, eles jogavam bolas,
jogavam futebol, e o futebol era aquele momento de respiro, vamos dizer assim, de um povo que
estava assim, esfacelado naquele momento, uma população esfacelada, né. Mas do que isso, né,
Tiário? O futebol não distinguia a todos os sentidos, a partir de momento em que eles estavam
jogando, eles eram companheiros de time, né. Então era um momento em que a percepção do governo
de usar o futebol como uma ferramenta de pacificação, porque o mais difícil, depois de um genocídio
desses, é ter retomado a vida, e tu entender que o teu vizinho ali, que ele é o tú, ele matou o teu
pai, ele matou o teu irmã, não ele, mas o atribu dele, né. E o futebol virou uma forma de fazer
com que a raiva, aquele rancor, ele começasse a ser dissolvido, não passou, e não vai passar nunca,
né. Até tem uns personagens da série que fala isso, que ele demorou a entender tudo o que
aconteceu, e ainda hoje ele guarda algum rancor, mas ele desarmam o espírito, né. E aí fazendo, fugindo um
pouquinho, mas trazendo um exemplo de óleo, você não assistiu em victos, né, que a história que
conto o título da África do Sul do Mundial de Rugby, o que que faz Nelson Mandela, que pra minha
grande personalidade dos tempos modernos, Nelson Mandela, um cara que passa, 30 anos, eu não tenho
na fone 30 anos, preso de forma injusta, pelos brancos, ele sai, é um gido presidente da república,
e ele percebe que ali tem um país em que a grande maioria negra, agora está no poder, mas há uma
cede de vingança, em relação a tudo que eles passaram, tendo o governo de uma minoria branca
durante muito tempo, subjugando, né, limitando deslocamento, limitando acesso ao ônibus,
limiter, sendo serviçar e sendo maltratados, e ele percebe que aquele mundial de rugby, que a África
do Sul não era grande favorita, era grande oportunidade que ele tinha de fazer, de uma seleção,
de um esporte que era praticado pelos brancos, embora tivesse um negro na seleção, mas era um esporte
de dois brancos, fazer com que aquilo fosse a bandeira de união do país, e aí a África do Sul,
se unem torno daquela competição, daquela seleção, ganha aquele mundial, ganha inclusive da
Nova Zelândia, que é o Brasil do Rugby, né, a seleção mais poderosa no mundo do Rugby, e aquilo
é um primeiro passo para desarmar o ódio, e tentar fazer com que o país comece e dali pra frente,
o que aconteceu lá atrás, aconteceu, embora hoje na África do Sul ainda se tenha muita dificuldade
da população negra de se colocar, os brancos ainda estão numa posição privilegiada, mas são décadas de
uma estruturação de sociedade, tu não conseguem mudar isso de uma hora pra outra, mas o Mandela
fez muito uso do esporte, e no caso o Rugby, pra tentar unificar o país, e eu revendo essa série de ódio,
me chamou muita atenção de como mais uma vez o esporte foi usado como uma forma de desarmar
espírito e de disseminar uma cultura de paz. O que quem assumiu o poder em 1924 depois do genocídio
foi o General Paul Kagami, que era o líder da frente patriótica rondeza, que acabou estabelecendo
a paz naquele momento ali e contendo as coisas, e houve também uma situação, o Leo estava falando
aí sobre o futebol, não diferenciar os tús e tússeis. Existe, eu estava ouvindo uma entrevista,
agora não vou me lembrar qual é o como é o nome do historiador, mas eu também estava ouvindo um
podcast, que tinha uma entrevista com um historiador falando sobre o genocídio, e ele foi perguntado
sobre como as pessoas vivem hoje lá, depois do genocídio, como é que ficou essa história,
e eles falaram assim que os randeses precisaram reaprender a viver em sociedade, porque no momento em que
os tússeis retornam e os tús estão ali vivendo entre eles, é como se eles tivessem que conviver com os
assassinos dos seus pais, dos seus irmãos, dormi com inimigo, então eles têm que reaprender a
viver nessa coletividade e de certa forma aprender a perdoar e então existe um sentimento de desconfiança
muto dentro de Ruaanda, ainda que tenha se evoluído nessa relação, existe uma desconfiança muto, é claro
que quando a bola rola, e por exemplo a seleção de Ruaanda joga, eles não deixam de passar a bola,
porque o cara é o YouTube, o cara é Tutsi, fica todo mundo igual naquele momento em que a bola está
rolando, em que todo mundo está torcendo, mas a vida em sociedade não se resolveu planamente, tanto que,
quando o general Pouca Gami assume o poder, uma das coisas que ele acaba fazendo é aprisionando vários
dos assassinos, vários dos responsáveis dos tutus responsáveis pelo genocídio, e se a gente pensa que
já viu o cena de cadeia em péssimo estado de conservação, o que se tinha de condição, de presídio, de
prisão, é um negócio que a gente não consegue, é impossível, é impossível tentar explicar por nossa ouvinte
aqui, como é que era a prisão, e as prisões obviamente elas estavam absurdamente lotadas, então chega
um momento que as prisões estão tão lotadas, que os tutus ali, os assassinos ali vão dizer assim, eles estão
literalmente apodressando na cadeia, que o general Pouca Gami diz assim, olha, eu tenho que soltar uma parte
dessa gente porque se não não vai dar, não vão conseguir, e eu preciso tentar encontrar uma forma de
fazer com que esses caras sejam soltos, e que os outros aceitem esses caras na sociedade, porque eles vão
ter que conviver, porque se eles não aprenderem a conviver, não tiverem o perdão entre aspas assim,
não vão dizer, eles não vão conseguir pra frente, e aí que entra justamente essa, entre aspas mais uma vez assim magia
do futebol, pra tentar por meio do futebol, fazer com que o povo pudesse se unir novamente, e é claro que tem alguns
episódios que ficam marcados nisso tudo, a própria calasificação da seleção de Rwanda, pra Copa das
Nações Africanas de 2004, mesmo que fazendo uma campanha modesta sendo eliminada na primeira fase, a seleção de Rwanda
nunca tinha se clasificado pra essa etapa da competição, e ela consegue se clasificar, vencendo um jogo aos
49 do segundo tempo, golos acréscimos contra a seleção de Ghana, tinha que ganhar o jogo, não tinha outro
resultado que interessasse, era sua vitória pra garantir a calasificação, ela consegue vencer a seleção de Ghana,
a seleção de Ghana, que no ano seguinte foi pra Copa do Mundo, era essa base, e a própria. Infrentou o Brasil inclusive, né, na Copa de 2006, e aí na Copa das Nações Africanas de 2004, a seleção de
Rwanda acaba participando de maneira inédita, e aí eliminada na primeira fase, mas aquele jogo, ele é considerado assim um
pouco um divisor de águas dessa união, daquele momento em que os Rwandese se sentiram o orgulho do seu país por
alguma coisa, e por meio do futebol eles acabaram se lembrando dessa clasificação da seleção do país.
Eu quero contar uma história que eu achei muito curiosa, não sei se você chegaram nela, que é do Jorge Paixão,
você chegaram nessa história? Não, Jorge Paixão é um técnico portuguesa, ele tem 56 anos, ele treina atualmente o
Rayon Sports Association, que é esse time, esse é o principal time de Rwanda, é um time azul e branco, que atualmente
eu tava olhando até a tabela pra não errar nenhuma informação a pouco, ele é quinto lugar enquanto a gente tá gravando
essa episódio do Bergamot, porém o Rayon Sports Association, ele tem 7 milhões de torcedores, o que isso significa pra Rwanda?
Significa 70, 75% da população torce pra um time só, porque esse era um time utu majoritariamente que tinha praticamente a maioria da sua
população e da sua e da sociedade Rwandesa, é Rwandesa que fala, acho que é, né? Naquele momento, porém esse club por uma
sucessão de gestões falidas, ele acabou indo a falência em 2020 e teve que ser refundado, ele tem as cores predominantemente azul e
brancas, lembra. Você não tem uniforme do cruzero na série?
É, eu ia dizer, lembra um pouco o cruzero, pode ser, pode ser um pouco cruzero, e hoje atualmente ele é treinado por um português,
o Jorge Paixão, e eu fui pesquisar a carreira desse cara, eu encontrei uma entrevista aquele de 5 dias, muito curiosa para o site mais futebol,
eu sugiro a leitura de quem tá nos ouvindo até mesmo de vocês, pra vocês irem, porque a carreira desse cara é muito curiosa,
ele surge no futebol, no amor a futebol club, que basicamente há 30 anos, nada mais é do que o time que surgiu o Jorge Jesus como treinador,
e ele é treinado pelo Jorge Jesus nesse time que ele surge, ele não se dá muito bem com o Jorge Jesus, eles têm algumas brigas,
e anos depois esse Jorge Paixão vira treinador,
treinador. Como treinador? Ok, ele treina também o Máfrica, esse time de Portugal. Mas ele vai trabalhar no Sudão, ele trabalha na Tunísia, ele trabalha na Polônia, onde ele lida com um gangster, se não me engano, é gabão, onde ele treina, e ele reclama que lá ele não tinha aguapotável para tomar banho, então ele pede demissão.
Na Polônia ele apõe de um gangster, e também acaba pedindo demissão, ele vai pra China, no Chenzhen, e lá, onde ele acaba fazendo grande parte da sua carreira, porque, porque que ele escolhe esses países e tem até na matéria justamente essa curiosidade, porque ele é um cara que acredita no futebol como transformador social.
Ele acredita que indo pra países que precisam do esporte, e que acredita no esporte como fenômeno de mudança da sociedade, ele pode ajudar a mudar a realidade daquele país, ele fez isso lá no catar também, só que não é o catar de agora, de Copa do Mundo, que tinha chave, como conselheiro, não, era o catar lá em 2014, que explorava indianos, e tinha quase uma situação de escravidão dentro do país.
Então ele começa aí pra esses países, onde ele faz trabalho sociais muito forte na China, ele trabalhava com crianças, com paralisia cerebral enquanto treinar o seu time.
Em o Ruanda nesse momento, ele diz que escolhe muito pelo, número um desenvolvimento do país, apesar de a gente saber da situação só se econômica da África, Ruanda tem insisbons comparados com Ruanda, comparados com ele mesmo, óbvio.
Entes de crescimento que podem ser baixos a gente comparar com Europa, com Ásia, mas comparado com a África, e Ruanda consigo mesmo, Ruanda está em evolução, Ruanda é um país hoje em ascensão comparado consigo mesmo.
Futebolisticamente falando, a FIFA construiu recentemente um prédio, um edifício, não uma sede, mas um escritório, um Ruanda, antigamente a FIFA tinha na gana, e se não me fale a memória, claro, tem na África do Sul, mas a FIFA abandonou o gana e se mudou pra Ruanda, justamente por conta dessa evolução nesse sentido.
E hoje ele treino o Raion Sports, onde ele diz que sabe que não vai lutar pelo título, porque o seu time está vindo de dois anos de gestão afundada, que acabou indo à falência e teve que ser refundado.
E principalmente nesse sentido de falta de investimento, mas ele acredita, por exemplo, que no elenco hoje do Raion Sports ele tem dois ou três jogadores que poderiam jogar o campeonato português em alta qualidade.
E ele acredita que hoje ele consegue pagar um salário adequado, que no futebol da Ruanda nesse momento, eles ganham aproximadamente 500 euros como salário.
Isso dá na nossa conversão 3, 4, 5 mil reais de acordo com o câmbio, que a gente vive aqui no Brasil, que está um pouco estava 4 mil reais, mais ou menos a média, 13, 500.
E ele acredita que isso hoje o que ele consegue pagar é um bom salário comparado pra Ruanda, porque lá o custo de vida é muito baixo.
Então ele fala que alguns dos jogadores, a maioria, acaba ganhando menos do que isso, a exceção são outros dois times, eu lembro de cabeça do APR.
Eu não lembro qual é que é um nome desse time dessa símbola, eu sei que esse é um time militar, esse é o time que melhor paga em Ruanda, e é por isso que ele é um dos líderes do campeonato.
E ele, eu acho muito curioso, não só a história dele, mas a história de como ele escolhe os países pra trabalhar, hoje o Jorge Paixão está em Ruanda e ele diz que recentemente teve uma reunião com o presidente do Clube, do Rayon Sports,
e o presidente explica pra ele justamente isso, explica todo o contexto do genocídio, o Jorge Paixão que ele até questiona na própria entrevista dizendo que ele não sabia desse genocídio, não conhece a história de perto,
e ele se impressiona com a naturalidade com que esse genocídio ele tá encrustrado na cultura ruandaesa, porque todo mundo teve um familiar morto em Ruanda, é isso que ele fala.
Essa é a realidade do futebol em Ruanda nesse momento, o próprio presidente do Rayon Sports, como fala o Jorge Paixão, teve metade da sua família desimada no genocídio no início dos anos 90.
Então ele destaca muito isso a força, a questão da evolução, e principalmente o profissionalismo que o futebol de Ruanda vem tendo nesse momento, e ele acredita, ele tá aproximadamente dois meses, dois meses e meio.
E até é um pouco difícil a gente encontrar a informação, por muito tempo ali fiquei na dúvida, mas aí encontrei essa entrevista de quatro, cinco dias atrás feitas, estença muito longo sujiro, vou deixar o link desse bate-papo, porque eu fiquei uns 30, 40 minutos lendo essa entrevista, e é transformador, ver assim pessoas que ainda acredito no futebol como ferramenta de transformação social, e é muito bacana ver isso também, depois de ter visto o isso é futebol.
O primeiro episódio da temporada, que o Dior recomendou desde o início do campeonato, desde o início do episódio, e é impressionante, fiquei curioso, me deu vontade de comprar uma camiseta do Rayon Sports, sabe?
Porque muito tocado com essa história. Essa história é legal até o Rayon Sports, ele teve um técnico brasileiro, até foi para esquisar o nome, o Robertinho, ele até foi campeão nacional em 2019, com o poder.
Nunca ouvi falar, quem foi o Robertinho? Olha o Leonardo Levera.
Tu conhece o Robertinho, Leo?
O Robertinho que eu conheço não deve ser esse, o Robertinho que eu conheço tem dois, o Roberto Moreno, que foi o auxiliar técnico do Abel no Inter, e infelizmente já nos deixou, foi campeão da América, com o Inter e do mundo em 2006.
E o Robertinho que foi um atacante do Inter, do Fluminense nos anos 80, 84, mas não deve ser o Robertinho, as atacantes.
O Robertinho que foi o técnico do Rayon Sports, ele é esse Fluminense, e passou por Angola, Tunisia, Emirados, Árabes e Quaite.
E o auxiliar técnico dele é o Wagner Nascimento, que teve experiência no futebol Capixaba. Eles foram campeões nacionais em 2019.
E o que o jogou no Inter? O Leo está certo, esse aí? Eu acho que o jogou no Inter.
Eu estou aqui com o gol aberto, fui pesquisar, ele como o jogou no Inter?
É mesmo, jogou na Clatico Mineiro, Sport e Inter 15 de peracicaba, botar fogo, palmeiras, flamenco, Fluminense.
Como ele mesmo?
Ele jogou no Inter, 86, 87, pode ser, Leo?
Eu acho que até foi antes, acho que até foi antes porque esse Robertinho provoca uma expulsão do Renato e um Granal.
O Renato expulsou de dois Granais, um que ele joga, ele está voltando ao Gremio, naquele período que ele volta ao Gremio antes da CERB de 92.
Não, mas pode ser.
É ele mesmo?
É ele mesmo?
É no começo da Goody Impurro, o Robertinho, o Robertinho era um atacante baixinho.
Ponteirinha, aqueles que se acabam no quarto de três vezes, e o Robertinho tinha um cabelo com estilo. Estão se enxorando com Alex.
Ele mesmo foi em Cario, foi seleção brasileira, inclusive.
Foi seleção brasileira nos anos 80, e quanto isso é?
85, acho, um pouco antes de vim pro Inter.
Oh, e com o maradona, presta a ganhar a Copa do Mundo de 86, hein?
Ah, jogando o Inter nos anos 80.
Falando no maradona.
Imagina o maradona ali, voando naquele momento nos anos 80 pra levar a gente na nas costas na Copa do Mundo, 1986, e o Robertinho jogando no Inter sem pensar que ele fosse treinar o. Não quero faltar ninguém, mas a história do Robertinho tinha a cara da coluna bola dividida.
É verdade. Vai ter história. Aliás, falando em bola dividida, o Rafael falou ali sobre o escritório da FIFF em Rwanda.
E acho que a gente tem que falar, já trazendo de volta aqui o Sports Watch, nesse episódio também aqui,
do quanto o governo de Rwanda, mesmo com todos aqueles íntices de pobreza e de miséria que eu trouxe aqui,
o quanto esse governo investe bilhões de dólares em alguns clubes europeus, com propagando as turísticas,
para que as pessoas visita em Rwanda. Então, existe um aporte financeiro hoje dentro do futebol do governo de Rwanda,
que é incalculável, não é Léo?
É verdade. Mas sabe que tem uma lógica, eu estava dando uma olhada e no material,
porque que não houve uma intervenção maior das grandes potências na guerra de Rwanda, na batalha,
entre todos os iutus, porque Rwanda não é um país rico e minerais,
Rwanda não tem nenhuma riqueza, Rwanda é numa posição geográfica no centro da África, ou seja, não é estratégica.
E na mesma época, o mundo estava de olho na guerra dos Balkans, na solução no antigo Guss Love,
que provoca aquela guerra e depois a gente pode tratar disso, porque também tem ligação com futebol,
mas é um capítulo, enfim, e vendo agora esse movimento e chama a atenção, o quem acompanha a Premier League,
principalmente, e o Arsenal, acho que é patrocinado, o PSG também, de onde a gente conversava ontem com o visit Rwanda,
Rwanda é um país que ele é muito belo na sua natureza, o país dos vulcões, o país dos parques selvagens,
é o país das 100 cachoeiras, como eles chamam, a natureza é muito rica,
e eles estão tentando fazer com que o turismo, que é uma indústria bilionária,
seja a mola propulsora do país, inclusive, um dos personagens do desesfuto,
bom, que é tratado um dos três personagens, ele é motorista de aqueles carros de safari e um desses parques,
enfim, é uma forma que o país está encontrando, já que não é um país que tem indústria,
não país que tem muitos
minérios, né? E a cena dele ouvindo um jogo do Liverpool
indiregindo um carro de safari e olhando três leões, uma girafa, e sem nem na rável.
Isso é muito bom, isso é muito legal. É suco de futebol, comentário é muito legal pela forma como ele
consegue trazer uma história improvável pra um vies, pra um vértice futebolístico incrível,
e pra gente que trabalha em rádio eu fui muito tocado por essa cena, porque começa com o rádio.
Exatamente o som do rádio ali, o som do jogo do Liverpool rodando, e daqui a pouco tu
vê uma savana africana e tu vê que eles dípes e mensas, aqueles caminhões de, eu não sei como
o cheio é um gipe, eu acho, né? Que de explorar floresta. É, pra safari, né?
É, pra safari, né? E aí ele falando sobre leões de rafas e ouvindo o Liverpool,
o Mané é firmino. E aí, aliás, salar, sabe? Barque coisa mágica que foi essa cena de ver o quanto o rádio
é representativo, o quanto o rádio tem essa ligação com futebol. O rádio é o veículo que sobrevive
primeiro a TV, se achou que é tv, porque é tv era o rádio com imagem, aí vem a TV, não mata o rádio, aí vem a TV
a cores, olha só, não, não mata o rádio. E aí vem a internet, e aí se boa agora, a internet vai mudar tudo,
tá mudando os médicos comunicação, e o rádio que que ia acontecer com a internet, ele se fortalece, ele usa a internet,
como mais uma plataforma pra alcançar lugares ainda mais distantes. Ou seja, o rádio é algo perenio, né? Não faz sumir.
E tá muito ligado a vida das pessoas. Mas sobre essa questão do safari, tá na minha lista de lugares que eu quero conhecer,
o nosso colega Felipe Gamba e a Amanda Mujosa, vocês colegam, passaram férias na África do Sul, fizeram o safari no Parque Kruger,
que é um parque gigantesco, pra ter uma ideia, o Parque Kruger, a área, como se fosse porto alegre, é curitiba.
É uma coisa absurda, assim, e eu tenho, e vendo aquelas imagens na série, revendo as imagens na série do safari, é o que eu quero fazer,
porque a África é um continente que ele é desconhecido pra nós, né? África não tá muito presente na nossa vida, embora,
embora pela nossa colonização com muitos africanos, que foram traídos pra cá com mãos de obra escravizados,
a gente tem muita africanidade na nossa vida, né?
Tem tanta coisa que dá pra tanta coisa que dá pra buscar de referência e puxando o fio aqui no episódio como esse, né?
E a própria história do Baptist, que é contada na série, cara, é uma história maravilhosa, né?
O Baptist jogava no Rayon Sports, quando, em 1994, na África & Cup, de clubes, né?
Ele tem o jogo contra o Aulau, e ele inclusive faz o gol do Rayon Sports contra o Aulau,
e o Rayon Sports consegue vencer, né? Conseguem, na melhor de duas partidas ali, tem, se eu não me engano, foi um a zero, um jogo e quatro a um, o outro jogo.
Pouco antes, inclusive.
É pouco antes, inclusive, o Rayon Sports, ele não joga a partir da seguinte, ele perde por WO, porque começou o genocídio.
Ah, e ele vai num evento na casa do presidente.
Exatamente, é tão impactante que a delegação foi recebida pelo presidente, né?
E essa história é maravilhosa, né? Porque ele foi recebida, eu vou falar de novo o nome do presidente, pra não errar agora, tá? Eu juvenal, rabiar imana.
Ele recebido junto com a delegação da equipe, na casa do presidente, e tira uma foto ao lado do presidente.
E logo depois, o presidente morre no abatimento do avião, que inclusive, até pra, como curiosidade desse episódio aqui,
eu falei ali da localização geográfica de Ruanda, o presidente de Burund também tava no avião, também tava na aeronávia abatida.
Então os dois presidentes acabaram morrendo nesse. -Cê não acredita. -Nessa explosão da aeronávia.
E o que que acontece, o batista, ele faz esse gol, ele tira essa foto ao lado do presidente,
e na hora que começa o genocídio, ele era o tú, mas ele tinha companheiros de equipe, que eram tutsis.
E um dos caras que morava junto com ele, ele tinha um irmão ali que tava com muito medo de ser assassinado.
E aí eles decidem, né? Eles decidem fugir, decidem embora.
E lá pelas tantas a milícia aborda o carro deles, e pede pra eles descer do carro e tal, e ele conta que ele tomou um faconato na cara.
Ele pensou assim "Ah, morri, né? Vou morrer aqui".
E lá pelas tantas vem um garotinho, dá uma olhada assim, e diz assim "Tatron, é o batista".
Daí o miliciano ali dá uma olhada, e fica pensando assim "Tatron, espera um pouquinho, tu é o batista".
Ele sim sim, me devolve minhas coisas, porque eles tinham roubado as coisas pertencem deles no carro, né?
Eles devolvem as coisas dele, ele pega o álbum de foto que ele tava carregando, folhei o álbum de foto e mostra a foto dele ao lado do presidente.
E a partir disso eles devolvem tudo e mandam eles embora, deixam eles embora, deixam eles seguir viagem.
Porque se não fosse, segundo ele, se não fosse essa foto ao lado do presidente, ele teria sido assassinado naquele momento ali, né?
Exatamente, é o salvo conduz do futebol, né? De como futebol coloca os seus ídolos acima de diferenças étnicas e políticas, porque ele é a questão toda da étnica.
Tanto que ele, como o tu, ele vai dirigindo o carro dele, e ele vai com uma espécie de um, de um passaporte para o companheiro dele e o irmão que tava junto, né?
Que são tutsis, né? E eles já conseguem se salvar, sobre a África, a Diorio Milempt, tem entrevistado e falou do Congo, né?
O Congo é muito presente aqui na nossa vida, claro, porque o inter caiu no mundial de clubes para o Mazembe, que é de uma região do Congo, que é uma região riquíssima.
O Mazembe ele é de lumbo um baixa, tá? Que é uma região riquíssima e minério, que é o que falta, por exemplo, para Rwanda, por isso que Rwanda migrou a sua indústria futurismo.
E o dono do Mazembe, que eu vou tentar me lembrar ao nome, mas ele segui da Milempt, ele é o governador da Provincia de Catanga, e onde estão essas jacidas de minério?
O que que fazem uns europeus? E um lá pegava o minério e levava o minério puro para beneficiar no seus países e comerciar eles lá.
Determinado no momento de senão, a partir de agora, todo o minério que sai daqui de lumbo um baixa, ele vai ser beneficiado, vão comprar a beneficiar e vão ter de pagar mais.
Eles capô de três atentados em um deles 14 tiros, porque é o Mazembe, era o time, tanto que lumbo um baixa, ela quis se tornar independente, porque uma região muito mais rica do que o restante do Congo, ela quis se tornar independente, não conseguiu, mas esse governador da Provincia de Catanga, ele usava o Mazembe como uma propaganda da prosperidade da sua região.
E eu entrevistei o Júlio Santos, que é um saqueiro que jogou no São Paulo, jogou no passo fundo, e ele jogou no Mazembe, logo depois que o Mazembe 2 ou 3 anos depois, que o Mazembe tinha eliminado o inter.
E ele contando da vida na África, e aí a gente tem uma certa ideia, assim, muito distante, mas do que é um país sem indústria, sem emprego,
e ele disse que os jogadores são tratados como divindados, como superásturos, e que assim é difícil se locomover, não pelo acérdio, mas porque as pessoas são tão necessitadas, que quando vem um jogador que tem uma situação financeira melhor, os jogadores ganham mais,
pedindo o mínimo para poder comer, para poder ter uma vida básico para a vida, porque não há emprego, e eles que as pessoas, assim, homens adultos, passa o dia na rua, esperando que alguém alcance algo, um dinheiro, porque não há emprego, não há indústria, não há nada, que sustente aquela população, é muito interessante.
E uma frase que me marcou do Julio Santos é o seguinte, olha, eu cresci na periferia de Osasco, Osasco, uma cidade de região metropolitana de São Paulo, com alto índice de violência, uma cidade de operária, isso, eu vi muita coisa, ruim Osasco, mas eu nunca vi nada parecido do que eu vi nesse período que eu moro em África.
É, é um negócio realmente impressionante, né?
Uma das, um dos pontos que o Lidio, olha só queria voltar na num ponto ali, olha Rafael, sobre a questão da não intervenção, principalmente dos americanos que intervenem tudo com até conflito, né?
Com dado interesse, os americanos tinham feito uma intervenção anteriormente na Somália, só que com aquela, porque ele poderia o todo bérico dos norte-americanos e um exército muito bem treinado, eles chegaram a Somália achando que resolveriam a questão, saíram e deixaram o país em ordem em bora,
e eles entram num território desconhecidos e eles sofrem na guerra, né?
E eu estava dando uma olhada num texto do G1, tem uma, uma historiadora, que ela aponta inclusive um filme que a gente já deve ter visto falcão negro em perigo, que mostra a queda de um helicopter na capital da Somália e como é feito o resgate, e esse fracasso da norte-americana da Somália, ele interfere diretamente na não intervenção americana na guerra da Ruaanda, né?
Depois dos Estados Unidos, meio que em um ato de contrissão, ele ajuda na reconstrução do país, de forma bem substancial com recursos, mas praticamente se desculpando por não ter ajudado Ruaanda naquele momento em que um matribo eliminava a outra.
Sabe que para fechar o episódio não pode faltar essa relação com o Pelé, né? E por incrível que pareça, quando a gente fala em guerra, fala em África, e imediatamente vem a memória a história de que o Pelé parou uma guerra na África.
E isso daí foi a guerra de Biafra lá nos anos 60, só que a gente já trouxe aqui no Bergamota Mechanica, até fica dica para quem está caindo de paraquedas nesse episódio.
Lá atrás, eu nem lembro mais acho que a gente fala sobre isso, na realidade tem um. um sociólogo chamado José Paulo Florentzano, que escreve vários textos acadêmicos sobre
Futebol, vários textos lá no Ludopédio, e ele faz um posto doutorado, fazendo uma pesquisa
cruzando datas, cruzando dados, cruzando informações históricas, de que na verdade o Pelé
não parou a guerra.
O Pelé jogou num local próximo de onde estava ocorrendo uma guerra, mas aquela história
mágica que se desenhou ao longo dos tempos, de que a guerra parou para que o Pelé pudesse
jogar, ou seja, teve um cessar fogo, para que o Pelé entrasse em campo, jogasse o futebol
e depois fosse embora e a guerra continuasse, não foi bem assim, mas ao mesmo tempo é curioso
porque essa excursão que o Pelé fez com os santos nos anos 60, na Nigéria, passou
também pela República Democrática do Congo, que é muito perto de Ruanda, o santos não chegou
aí para Ruanda naquele momento, obviamente, mas a todo momento em que eu estava vendo esse
episódio, Leo e Rafael, eu pensava fazer essa relação imediata, de que se a gente pegar
o que a série traz, de certa forma a gente vai dizer que o país ele se resgatou por meio
do futebol, de que o futebol, como disse Leo, fazia com que os dois povos inimigos não
vissem diferenças entre si quando estavam jogando bola, quando na verdade depois que eles
paravam de jogar futebol ali, existia essa sensação de desconfiança e tudo mais, então
assim talvez o que tenha se tentado fazer lá atrás com essa história do Pelé que foi aumentando,
aumentando, aumentando até chegar num momento do cessar fogo para o Pelé jogar, talvez
tenha sido um pouco isso assim, sabe, de que naquele momento em que o Pelé estava jogando,
na época em que estava rolando o conflito de Biafra, não que o Pelé tenha parado a guerra,
mas que naquele momento as pessoas têm um parado de pensar na guerra, de que as pessoas
têm um focado só em assistir ao Pelé jogando, que de alguma forma, traçando um paralelo
entre Pelé e Ruanda, é mais ou menos o que o futebol provocou, não é que a dor do país,
ela tenha sido curada pelo futebol, não é que a perda dos familiares, dos filhos, dos irmãos,
dos pais com a chegada do futebol e com a possibilidade que o futebol ofereceu para Ruanda,
tenha curado essa dor da perda, tenha resolvido esses problemas, a miséria, ela segue sendo
miséria em Ruanda depois da prática do futebol e da magia do futebol, como qualquer
miséria agora, o grande X da questão está em que, no momento em que a população ruandesa
joga futebol para para jogar futebol, é como se nada mais importasse, é como se naquele
momento eles tivessem um vaco de felicidade, de antes de tanta tragédia, tanta tristeza
e tanta dor que eles viveram ao longo da história, então é mais ou menos isso que eu enxergo
quando eu olho para tudo o que aconteceu, que realmente traz uma certa dor de estômago,
Leo e Rafael, de ver o que esse povo passou, e a forma como foram desimadas praticamente
um milhão de pessoas lá em 1994, como disse o Rafael, o técnico português na entrevista
citada pelo Rafael, todo mundo perdeu um parente, todo mundo, e a impressionante como ele
fala naturalidade com que as pessoas falam isso, é porque é muito recente, faz 30 anos,
25 anos, 28 anos, é exatamente, então tudo muito fresco na memória das pessoas, e ele
disse que se impressiona principalmente com a naturalidade com que os ruandeses falam
do genocídio e com a perda de centenas de milhares de pessoas, e sabe que que me chamou
atenção de óleo, se tem que ter caminhando por final, mas o futebol não só como um
mecanismo de união, mas o futebol como uma forma de agrupar pessoas, porque ali a gente
tinha muitos personagens, porque a todo roteiro da documentária ele é centrado numa filial,
uma torcida uniformizada do Liverpool, enruanda, né, uma torcida fanática que se reúne para
ver os jogos do Liverpool num telão na capital de Ruanda, em Kigale, e ali me chamou atenção
que o futebol é usado para criar um vínculo afetivo, um vínculo afetivo entre as pessoas,
que nós temos ali alguns personagens inclusive órfãos que perderam pai e mãe nessa batalha,
e quando eles se unem por uma camisa, por uma causa, por uma bandeira e uma bandeira do bem,
que futebol é uma coisa do bem, quando bem usado, né, é como se eles tivessem criando uma
família que eles perderam na batalha, na guerra, sensacional, é, bergamota mecânica a gente
com a grande presença, elevando o nível do nosso debate aqui, Leonardo Oliveira, não que
Rodrigo Oliveira não eleve o nível do nosso debate, né, mas sai Rodrigo entre Leonardo Oliveira,
então o nível está sempre lá no Auto, está sempre lá no Auto.
É o segundo episódio consecutivo que tu menos presa Rodrigo Oliveira, de uma diferença,
de uma vera fazendo isso.
Os Oliveiras, os Oliveiras sempre agregam o debate, família Oliveira sempre elevando o debate
do bergamota mecânica desde 2021.
Bom, chegando ao final do episódio de hoje, a gente está caminhando aqui para KTOP.com,
entra lá na KTOP, registra para dar aquela brincade, já segue a roba KTOP lá no Brasil,
e deixa aquela bergamotinha, aquela engrenagem lá no perfil da KTOP.
Mas falando em bergamotinha e engrenagem, no episódio passado, a gente citou o podcast
Pandora on the Cast, e o perfil no Instagram Pandora on the Road.
E hoje?
Eu falo com eles.
Eu só botei a bergamotinha, e hoje choveu, choveu o bergamotinha no perfil desse.
Aí, o perfil deles lá, que é um casal, não sei qual dos dois que me mandam a mensagem,
me mandam a mensagem, assim, "Oi, Diori, ficamos curiosos com várias pessoas comentando
sobre bergamota mecânica no nosso Instagram.
Podemos ajudar em algo."
Então, cara, agradecer para a nossa audiência, cara.
Leo, a gente inaugurou um novo quadro aqui.
O quadro com os nomes, naturalmente, a gente já vai lá no. O que a gente fez para gerar um engajamento no nosso patrocinador?
A pessoa vai lá e comento a bergamota em uma engrenagem no Instagram da KTOP.
O patrocinador fica feliz, a gente leu o nome das pessoas que participaram lá.
E agora a gente ainda fez para testar o engajamento em outros perfis.
Então, o que a gente fez?
O Diori deu uma dica na semana passada, a gente foi no Instagram dessa dica, e todo mundo
começou a propostar a bergamota em uma engrenagem lá, então eles estão absolutamente confusos.
E juntos a gente vai elegir, nós vamos fazer de novo agora, é isso.
Vamos fazer.
Vamos fazer.
Primeiro, deixou dar o nome das pessoas que foram lá no Pandora on the Road e entraram
na nossa brincadeira, tá?
O Junior Alves, o Enrique Silva, 97, o Max-Vilander, quem mais que tem aqui na foto que a gente
pediu, pá, uma galera legostavos, além longo, Roger Caco, Guilherme Melo, P2 Alvor-Sengem
e Maciel Alves Mendons, Rafael Bendo, Luiz Elevelton Santos, Rodrigo Pazini, Erickson
Felipeito, Lorei Show, Cassiano Machado, Rafael Bradenburg, Diori Legasin, Sorrel,
Jungafon, Semano Elbio, Ricardo Schmatz e Van Borgman, Douglas Borer-Rodrigues e Rafa Bóres.
Olha a galera que fez.
Eu só quero dar uma dica pra vocês, vocês têm um ouvinte aí, que é famoso, viu?
Um ouvinte de não-seguidor, Matz-Vilander, foi número um, do mundo no Tênis.
É sério.
É sério?
Claro que.
Deve ser um homenage, o pai devia gostar muito de ter uma Matz-Vilander, foi número
um, hoje ele tá com, eu até procurei aqui.
Foi rápido aqui, não vi.
Isso é com Matz-Vilander, ele tá com 57 anos, ele foi número um, do mundo no Tênis.
Não, não é esse.
Esse aqui é agremista desde 95, né?
É.
Então é o pai homenageou Matz-Vilander para a fã de Tênis, era um Felipe Gamba, ficava
vendo Tênis e aí botou o nome do Tênis.
Então olha aqui, lá no Instagram da KTO, que a gente também sempre leu os comentários,
tem o Andrei da Motto e o Luiz Elevelton que a gente sempre cita.
Então Leonardo Oliveira vai dizer para nós o Instagram que nós vão invadir essa semana.
Deixa eu pensar.
Pode ser qualquer um, pode ser de uma página que tô gosta de alguém que tu quer sacanear,
de alguém que não vai fazer a mínima ideia, que é que as pessoas vão no teu Instagram,
Leo, pra de sacanear e tu ganhão uns seguidores?
Pode ser?
Então tá, vamos olhar aqui o Instagram do Leonardo Oliveira.
Leonardo Oliveira, ou Underline Leonardo Oliveira.
A última foto é o Gremé Penta, então vamos fazer o seguinte.
Acapa da jornada esportiva digital, caderno digital da conquista do Gremio no Gauchon.
Exatamente, eu ia justamente dizer o seguinte para a gente voltar umas, porque tem postagem
da descalação do Ínter do Berarrio da Arena, vamos numa postagem específica para testar
bem aqui, ó.
Achei.
A foto do Leonardo Oliveira com Marcelo de Bona, dois carequinhas de máscara.
É essa é a foto que nós vamos lá, quer pra ver se você ouvinte engajado mesmo, não
tá na primeira página do Leonardo Oliveira, ele tá lá de máscara e alegendo é a seguinte.
Apostos para a jornada e interijeia a Brasil, o Gremes portiu o Brasil de Filóto, sete,
morro lado, Gauchon.
Mas o que me chamou a atenção foi os carequinhas, vou dar o like aqui e vou comentar
a minha bergamota e a minha engrenagem, na terça que vem, só vai ler os comentários
além do último posto da KTO, aqui do poste do Leonardo Oliveiro de Bona.
E o próximo pensou alguém pra sacanhar esse empreendede, pra entender nada.
Cara, não entendi nada.
E aí nós só vamos comentar, que é que podemos explorar, isso aí, isso aí.
Então abraço pro Eric do Santos, Faiel Costa, Luiz Diego, Pedro Lucas de Vargas.
Jandir Fritzcher, que é o episódio de videogame em futebol, Peter Fernandes e o Junior Alves,
que diz pra gente escalar uma seleção gaúcha no episódio do Bergamot também.
Tem um episódio que eu quero fazer aí, sobre o Sport Club Rio Grande, que acho que é bem interessante de falar também.
Bom, vamos lá então, sorteio, sorteio, né, sorteio, falo número de uma 3 aí Leonardo, por favor.
2.
Número 2. Lei Bosman, é o assunto número 2. Bora, vamos lá. Vamos lá, vamos lá, vamo, tem um livro "A Liga", que é espetacular e conta detalhadamente sobre a história do Bosman.
É, o Rafael Gomes vai vir bem, o Rodrigo Oliveira vai estar de volta, e agora nós vamos pra fechar o episódio com um futebol proibido,
qual é a tua dica pra fechar hoje, Leonardo Oliveira, não pode ser sobre futebol.
Não pode ser sobre futebol, eu acho, eu tinha um livro aqui que eu indica, mas ele está fazendo o que a gente fez aqui, e diz o futebol pra explicar.
Mas diz aí que eu fiquei curioso, qual é o livro?
Como o futebol explica o mundo?
Ah, esse é o livro que eu mais indiquei na história desse podcast.
Ah, então tá bom.
É maravilhoso, do Franklin Foyer.
Exatamente.
Mas pra originar esse livro tem 100 páginas de soco de bergamotas mecânicas, quer falar do filme que o Rafael acabou citando também ali?
Pode ser, mas eu tenho uma outra série que eu estou assistindo, que eu acho espetacular na Amazon Prime e se chama "Impuros".
Ó, já gostei, não faça a menor ideia, quando eu não faça a menor ideia, eu adoro.
Eu gosto também, "Impuros" é a série surgir ele depois de Leonardo, tua dica, Rafael é qual?
Não, eu quero saber sobre o que é a série que é curioso.
Não, mas tem que ir atrás, né?
São spoiler.
É uma série que retrata um embate entre um policial federal no Rio de Janeiro, início dos anos 90.
E um ex-militar, um jovem da favela do Dendê, que acaba por aquela circunstança de quem mora na região dessa sempre, na Berlinda, né?
De Acabe Veredando, por cima do crime de virar um grande, enfim, e aí se desenvolve toda a história, é muito legal que mostra uma faceta de Rio de Janeiro que não mudou.
Vai, tá?
Gostei.
O meu é um podcast além do meme, é do Chico Felite, esse podcast, e ele faz o seguinte, ele pega um meme, e ele vai lá explicar o nascimento desse meme contra todos os bastidores.
O episódio que eu mais gostei, vocês vão lembrar é o Dunicin Orfali, vocês lembram Dunicin Orfali, que é um garoto que vai comemorar o Bar Mitzvah, e faz uma paródia com a música Do Under Action.
E aí ele canteu o seu onicin de Sigur Fali, enfim.
Ele explica a história de nascimentos e o que que interfere na vida da pessoa virar um meme.
E ele faz um podcast meio documentário assim contando a história de vários memes que a gente tá acostumado a ver no Twitter, no Instagram, no Facebook.
E eu gostei muito do jeito que ele conta a história, tipo um global reporter dos memes, assim, da internet, é o podcast além do meme do Chico Felite.
A minha dica é a seguinte, eu quero dar duas dicas em uma, a primeira dica é pesquisa em sobre a história da África, porque esse episódio aqui me deixou extremamente curioso por saber. O que sabemos é uma gota.
E a segunda dica é a seguinte, cara, hoje é a coisa que mais tem é podcast, existe uma maneira aleatória de encontrar podcast sobre história, sociedade, gel política, que é o seguinte.
Tu tem um tema, tu tem um assunto, uma palavra chave, tu vai na busca do Spotify ou do tocador de podcast e tu escreve essa palavra.
Vai ter um episódio de um podcast aleatório sobre esse assunto.
Eu escrevi agora, por exemplo, para ter uma ideia, África do Sul. Cara, tem episódio sobre a partagem, tem episódio sobre. Se inscreve e ruanda.
Aí agora, vamos ver.
Ruanda.
Na Ruanda, por exemplo, tenho fonteiras invisíveis do futebol que eu ouvi, ao longo dessa semana, que fala sobre Ruanda.
Outro.
Outro?
Não, outro sobre Ruanda.
A Ruanda, que é aparecendo na pesquisa?
Oh, Ruanda, tá? Ruanda tem aqui, ó. Genocídio enruanda, o CGCAST. Maravilhoso.
Tenho como aconteceu um genocídio e como superalo, que é o. Eu não sei o nome desse podcast aqui, acho que é só Ruanda.
Enfim, cara, tu bota a palavra chave que tu quer, ali saber alguma coisa mais, e tu vai encontrar algum boneco que pegou um dia, dedicou alguns minutos para explicar algo sobre aquele assunto.
Então, vai lá, que tu tem certeza que vai ficar mais legal a tua corrida, a tua viagem de ônibus, a viagem de carro, qualquer coisa que tu gosta de fazer, ouvindo informação e conteúdo.
Valeu, Rafael.
Tchau. Leonardo Levera, sempre uma honra espetacular, tá contigo aqui no Bergamotamecânica, nossa estrela, móvel, sempre bem-vindo, alé, ó.
Já foi, já.
Já foi, né. É uma honra e uma raiva, até o Leonardo Levera, né?
Que fica meio bravo com ele explicando as coisas muito naturalmente, assim, no mundo de dia.
É que o contrato dele só ir até a cinco.
Aí acabou, deu cinco anos, ele embora.
É pra fazer mesmo o Rodrigo Levera, né? Ele desapareceu.
O começo do Leonardo Levera.
Ele só falou.
Ele fugiu.
É o novo quadro, o começo do Leonardo Levera.
Tchau.
Até a próxima.
Ah, que episódio?
(MÚSICA DE FUNDO)
Podcast Summary
Key Points:
O episódio 66 do Bergamota Mecânica aborda o futebol em Ruanda, um tema inicialmente desconhecido para o apresentador, que precisou estudar intensamente com a ajuda de Leonardo Leveiro.
Leonardo Leveiro, com experiência em jornalismo e conhecimento profundo do genocídio de 1994 em Ruanda, fornece uma contextualização histórica e emocional sobre a tragédia, a segregação colonial e a recuperação do povo pelo futebol.
A série "Disysfutebol" e o filme "Hotel Rwanda" revelam como o futebol se tornou um símbolo de esperança, união e superação, mostrando que o esporte pode desarmar o ódio e criar laços entre pessoas de etnias distintas. Resumo O episódio 66 do Bergamota Mecânica explora o futebol em Ruanda, um tema complexo e sensível que surgiu por meio de uma série documental assistida pelo apresentador. Inicialmente sem conhecimento, ele se aprofunda com Leonardo Leveiro, jornalista experiente que traz a história do genocídio de 1994 com profundidade e humanidade. A tragédia, marcada por 1 milhão de mortes em 100 dias, transformou o país em um cenário de perda e desconfiança. No entanto, o futebol emerge como um mecanismo de união e reconstrução. A seleção de Ruanda, especialmente sua classificação na Copa das Nações Africanas de 2004, simboliza um momento de orgulho e esperança. O técnico português Jorge Paixão, que trabalha no Rayon Sports, destaca a evolução do futebol como ferramenta de transformação social, mesmo em um país pobre e com poucos recursos. A história é acentuada pela narrativa do jogador Baptist, que, ao fazer um gol e tirar uma foto ao lado do presidente Juvenal Rabiarimana, é salvo da morte por um miliciano que reconhece a foto como prova de amizade. Essa cena torna o futebol um símbolo de superação ética e emocional. O episódio também reforça a importância do rádio como veículo de conexão, especialmente em contextos africanos, onde o som de um jogo pode unir pessoas em cenários distantes. A análise é complementada por referências como o filme "Hotel Rwanda", o debate sobre a não-intervenção das potências mundiais e a história do Pelé em Biafra, que, embora exagerada, reforça a ideia de que esportes podem influenciar a paz. O episódio encerra com uma brincadeira de engajamento com o público por meio do Instagram, onde ouvintes deixam sua "bergamota e engrenagem", criando uma conexão divertida e significativa com o conteúdo.
Summary:
FAQs
Rodrigo Oliveira não participou porque foi enviada para Manta, no Equador, para cobrir a estreia do Internacional na Copa Sul-Americana. Além disso, ele estava com o Fuzo, o que o deixou com pouca disponibilidade para participar do episódio.
Leonardo Oliveira, conhecido como a 'estrela móvel de 2022', foi convidado para substituí-lo e participar do episódio, demonstrando seu conhecimento profundo sobre a história de Ruanda.
O futebol em Ruanda é um tema central porque, após o genocídio de 1994, o esporte se tornou um símbolo de união e recuperação. Ele ajudou a desarmar o rancor entre os grupos étnicos e proporcionou um momento de esperança e resiliência para a população.
O genocídio de 1994 resultou na morte de aproximadamente um milhão de pessoas em 100 dias, representando 10% da população. Muitas famílias foram destruídas, e o país ficou em estado de desastre, sem infraestrutura e com grande desconfiança entre os grupos étnicos.
O futebol atua como um espaço de união, onde as pessoas se esquecem das divisões étnicas e se sentem parte de um grupo comum. Esse momento de empoderamento é crucial para o processo de reconstrução da sociedade após o genocídio.
A série 'Disysfutebol' é uma documental sobre o futebol em Ruanda, que mostra como o esporte foi usado como forma de redenção e recuperação após o genocídio. O episódio foi descrito como uma das experiências mais emocionantes e impactantes do Bergamota.
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