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As variáveis que devem definir a eleição

51m 25s

As variáveis que devem definir a eleição

A mais recente pesquisa Datafolha indica estabilidade na disputa eleitoral, com Lula liderando no segundo turno (48% contra 43% de Flávio Bolsonaro), mas o cenário permanece imprevisível. Três variáveis fora do controle dos candidatos podem definir o resultado: o impacto inflacionário da guerra no Oriente Médio, que desgasta o governo Lula; o caso Márcio, que pesa contra Flávio; e a influência de Donald Trump na campanha. O centrão, crucial para a governabilidade, resiste a apoiar Flávio devido à instabilidade de sua pré-campanha e ao receio de novos escândalos. Partidos como União Brasil e Republicanos preferem focar em eleger bancadas fortes no Congresso, adiando alianças presidenciais. A terceira via continua irrelevante, com nenhum candidato ultrapassando 4% no primeiro turno. Enquanto isso, a defesa de Jair Bolsonaro recorreu ao STF contra a decisão de Alexandre de Moraes que o proíbe de receber visitas políticas e fazer manifestações, argumentando censura prévia. A eleição, embora com leve favoritismo de Lula, ainda está em aberto, dependendo de eventos imprevistos para mudar o cenário.

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7758 Words, 44137 Characters

Portuguese
Análise das Variáveis Eleitorais e Apresentação dos Convidados Olá, boa noite. Esta é ACNN Brasil e este é OWWA. Mais recente pesquisa Datafolha mostra a estabilidade na disputa eleitoral, com favoritismo leve de Lula anti Flavio Bolsonaro, mas insuficiente ainda para dar a eleição como definida. É justamente o contrário, a eleição está em aberto e 3 variáveis que nenhum dos 2 candidatos controlam. Deve defini la. A primeira é a guerra no Oriente médio, com seu impacto inflacionário pesando no bolso do eleitor, que tende a demonstrar seu mau humor nessas situações como incumbente, no caso o presidente Lula. Segunda variável é o caso masser, que até no começo chegou a prejudicar mais a dupla Supremo Tribunal Federal e Lula, mas hoje há um peso grande para Flávia, do qual ele tem dificuldade em sair. E a terceira é Donald Trump e a forma como ele pauta essa campanha e levanta a bola para Lula cortar contra Flávia. O cenário ainda é imprevisível e quem disser o que vai acontecer ou está mentindo ou está chutando. Nessa edição a gente fala também da China e Paquistão tentando um novo cessar fogo no Oriente médio. Antes aqui apresentar os convidados na nossa roda, Cristiano Noronha, cientista político e vice presidente da consultoriar com a device é a nossa parceira, inclusive de conteúdo no site do WW. bem-vindo, Cristiano. Pessoa 2 Obrigado Caio. Boa noite. É um prazer estar aqui com vocês. Pessoa 1 Prazer é todo nosso. Thais herédia, minha amiga de todos os dias aqui e a Jussara Soares visitando São Paulo. bem-vindo, Jussara. Obrigada, eu tô. Pessoa 3 Feliz de estar aqui ao lado de vocês. Pessoa 1 Também muito feliz de vocês estar aqui conosco para esta roda aqui no WW. Bom, na disputa presidencial, Lula e Flávio Bolsonaro competem não só pelos votos nas urnas, mas também pelo apoio de partidos do chamado centrão. Os 2 pré candidatos ampliaram as articulações para tentar fechar parcerias e costurar a coisa. A reportagem é de Danilo Moliterno. Pessoa 4 Flávio Bolsonaro trabalha para atrair legendas a sua coligação, enquanto emissários de Lula tentam garantir que as siglas permaneçam neutras na disputa presidencial. As campanhas foram a campo nos últimos dias. Flávio encontrou pessoalmente o presidente do PP, Ciro Nogueira. E aliados se reuniram com o cacique do republicanos Marcos Pereira. Já Lula recebeu no Palácio da Alvorada o líder do PP na Câmara, doutor Luizinho, e seus emissários contaram com Hugo Motta, presidente da casa, para acessar Pereira. Nos bastidores, dirigentes do centrão afirmam que, além de impasses nas negociações de palanques estaduais, as recorrentes turbulências na campanha de Flávio Bolsonaro envolvendo o caso master. Afastam a possibilidade de Aliança. A federação união progressista já avisou o senador, que permanecerá neutra nas eleições de 2026. A Esperança da campanha de Flávio agora é atrair o republicanos que ainda consulta seus diretórios antes de uma decisão final. Além de reforçar palanques, o apoio do republicanos poderia dar a Flávio mais tempo de propaganda na TVE, no rádio, do que Lula. No cenário atual, em que o presidente conta com 6 siglas aliadas, EOPL segue isolado. O petista teria um espaço 25% maior com as federações PTPVPC do BEP, sol, rede, além de PSBEPDT. Lula ficaria com 5 minutos e 28 segundos nos blocos presidenciais do horário eleitoral, Flávio com 4 minutos e 24 segundos, já no cenário em que tem o apoio do republicanos. Flávio passaria a ter 5 minutos e 20 segundos, contra 4 minutos e 47 segundos de Lula. O senador ainda enfrenta outro desafio, a formação da própria chapa. Ele ainda segue sem uma definição de vice, mesmo próximo da convenção partidária que vai oficializar a sua candidatura, além da presença de figuras do PLO. Presidente da Argentina, ravier milei também estará no evento. E deve discursar a favor de Flávio. Do outro lado, o presidente Lula vai ao interior de São Paulo para a convenção estadual do PT. Lá, deve oficializar a candidatura de Fernando Haddad ao Palácio dos Bandeirantes. A Influência do Centrão na Eleição e Governança Cristiano, centrão elege presidente da República. Pessoa 2 É o Caio? Não necessariamente, né? A gente viu, por exemplo, na eleição de 2018. É o em agora é vice presidente Geraldo Alckmin, ele contou, é com o apoio, é bastante amplo, é da maior parte dos partidos do chamado é centrão e, no entanto, Alckmin lá naquele ano, ele teve a menor votação. É que OPSDB teve na história desde é de de 94, né? Então, não, não necessariamente. Agora uma coisa é certa. O centrão, ele é fundamental pra governabilidade e por isso mesmo que todos os presidentes eleitos buscam esses partidos pra formar uma maioria. É no Congresso Nacional. Então o presidente Lula, por exemplo, mesmo esses partidos hoje namorando com Flávio, tendo candidatura, é própria, fazendo uma oposição até bastante forte. É ao presidente, pelo menos nesses candidatos, esses. Esses partidos, eles participaram é do governo Lula, tendo ministérios relevantes, como foi o caso do Ministério da agricultura, como foi o caso do Ministério é de Minas e energia, o Ministério de portos e aeroportos, entre outros. Então é, não necessariamente é, elege, mas é fundamental para garantir uma governabilidade. Pessoa 1 Agora, Jussara, é o centrão. A gente viu na reportagem, ele não quer o Flávio, né? Ou não quer. Mas ele está difícil para o Flávio, vamos dizer assim. Por quê? Porque ele acha que o Flávio vai perder. Pessoa 3 Olha Carla. A perspetiva de poder é que faz esses apoios serem é fechados com mais facilidade ou menos facilidade neste momento. As pesquisas apontam essa dificuldade de Flávio de crescer depois dessas inúmeras crises. E mais ainda o que circula pelos bastidores, que é justamente o fato de que a qualquer momento a pré campanha de né? Que vai ser oficializada amanhã, a candidatura de Flávio pode ser abalada por um novo escândalo, uma nova crise. Então tudo isso acaba distanciando. É essas legendas. De Flávio Bolsonaro, mas claro que as negociações elas vão seguir, afinal de contas, amanhã, né? Neste sábado, OPL faz a sua convenção, mas união progressista, né? A federação e o republicanos, só eles só farão as suas convenções lá para o final de julho. É lá no final do limite, né, no começo de agosto. Portanto, OPL ainda vê uma brecha para seguir negociando. E aí vai colocar nesse pacote de negociação? É não apenas a vice que o Flávio quer. Tem alguns nomes em mente, mas a questão dos estados e o que mais vive por aí além disso pelo lado da do união progressistas, né? Da que é a união do partido união Brasil e do progressistas. Tem uma mágoa ali de Ciro Nogueira, que é o presidente do do progressista, que foi alvo da questão da operação compliance zero, que ficou bastante incomodado com algumas declarações de Flávio. Então, passa por aí também, é? Não OPL, não dá como descartado essa essa chance aí de é esse apoio, essa, essa Aliança, mas está cada vez mais difícil. Pessoa 1 Agora, Thaís, em termos programáticos, você sente alguma mudança de um programa que seria ou do PSD, ou do PL, ou do republicanos? A gente fica cobrindo e acompanhando o centrão, mas meio que mestre num deserto de ideias assim. Pessoa 5 Nenhum deserto de ideias. Nos bastidores, todos eles dizem que vão fazer ajuste fiscal, que são a favor do ajuste fiscal, que tem que controlar a dívida. Mas publicamente ninguém apresenta um plano porque não vai ser. Imagina, vai ser completamente impopular, né? E o Brasil já viu o que aconteceu com a Marina Silva em 2014, que falou de banco central independente? Imagina alguém aqui falar de corte de gastos com. É um momento em que o governo está gastando mais do que nunca e atendendo a todo tipo de de desejo, né? Aquele que o eleitor nem sonha é. Então, publicamente não tem programa. E internamente, a minha percepção Caio eu não consigo achar. É uma candidatura. E eu já conversei com o entorno das principais. Eu não consigo achar uma candidatura que tenha. É 111, vamos dizer assim. O diagnóstico todos eles têm, mas que tem uma noção de como vai fazer Oo Cristiano falou a palavra chave, eu acho pro, pra, pra pra quem vencer, que é a governabilidade. Nós já tratamos aqui a história do das emendas parlamentares, que desvincula a necessidade de. De relação com o Congresso Nacional. Então, o ajuste fiscal, ele vai ser uma obrigação. Falando de economia, ninguém fala exatamente como vai fazer. O diagnóstico já está feito e ele vai ser bom, dependendo da governabilidade do do de quem ganhar. Pessoa 1 Olha o Cristiano quando a gente fala de centrão, né? A gente tá falando de políticos experientes, né? Operadores da política, profissionais, é da política. E eu nessa história toda na cobertura. É e ajussaram bastante em cima disso. É para onde vão esses partidos. Está embutido aí uma sabedoria política deles, no meu pensar, no sentido de entender que o Congresso hoje é uma força talvez até maior do que o Palácio do Planalto, né? Enquanto determinante no poder de agenda em determinar a pauta do país no controle de recursos federais. Por isso a gente tem ouvido bastante que os partidos preferem formar super bancadas. E para tanto, focar nas campanhas para o Congresso e não desviar recursos de fundo eleitoral, de fundo partidário para as campanhas presidenciais. É meio que 11 estado das coisas, né? Que Brasília, o país chegou principalmente de 10 anos para cá. Você tem esse tem ali uma. Tem uma estratégia também deles, desse grupo de partidos, de deixar o executivo não de lado, mas priorizar o Congresso. E ali na frente se alia com quem ganhar. Pessoa 2 É isso. É Caio. Até porque é o seguinte, quando um partido elege uma bancada, é expressiva. É na Câmara dos deputados e também no Senado, é. É esse partido, ele acaba naturalmente, é exercendo um poder, é bastante forte, é no dentro da própria estrutura do Congresso Nacional e acaba despertando o interesse é do executivo de chamar esse partido para compor a base. É no do do governo, né? Para garantir essa, essa tão é desejada. É governabilidade então? O partido que elege uma bancada expressiva, além dele ter uma estrutura forte, é de recurso partidário, de fundo eleitoral, é de controlar a estrutura interna da casa, presidindo comissões também é podendo chegar até a presidência. É das casas, né? É, mas OOO número de votos ali para aprovar matérias importantes para o governo é fundamental. Então é, é um exemplo. Merece se um poder sim, estratégico, muito forte quando você elege uma bancada forte. E há quem diga também que essa resistência inclusive é desses partidos especial do união Brasil, é do PP também de fazer essa Aliança com OPL, de formalizar. É porque isso, no limite, acabaria beneficiando mais ao PL que tenderia. É sair fortalecido dessa dessa eleição, elegendo uma bancada expressiva em detrimento. Muito dessas outras legendas, então isso também está no cálculo, é desses partidos para decidir se apoia o PL no plano nacional ou não. Pesquisa Datafolha, Terceira Via e Favoritismo de Lula Bom, a gente falando de pesquisa e ajudando a gente a entender essa resistência do centrão em fechar com um ou fechar com outro candidato. Vamos mostrar aí a pesquisa que foi divulgada nessa sexta-feira. Agora pouco, inclusive, 7 horas da noite, Datafolha divulgou a pesquisa em que aparece Flávio. E Lula é numa margem bem próxima ali no segundo turno, o Lula tem 40% das intenções de voto no primeiro turno. Separamos a tela e já estamos vendo, Flávio Bolsonaro tem 32 e nenhum outro candidato passou de 4%, né? Discute se tanto ali, terceira via, segundo a via da direita, por aí vai. Mas nenhum candidato passa de 4%, né? 8% votariam em branco, nulo ou nenhum e 3% não sabem. E aí na disputa? É, vamos dizer que interessa mesmo, principalmente para nós analistas e repórteres, a disputa do segundo turno. O presidente Lula aparece com 48%, contra 43% de Flávio, 9% votariam em branco, nulo ou em nenhum e 1% não sabem. A pesquisa ouviu 2004 2004 pessoas nos dias 22 e 23 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. E o nível de confiança? É de 95%. Ô Jussara, é a tal da terceira via. É um desastre, né? Completo 4%. E tem se falado muito nos últimos dias de uma suposta possível de existência do Flávio, muito mais estimulada por esses setores. É dessa terceira via. Né? Quando a gente fala na campanha do Flávio, a campanha do Flávio, isso não está nem no radar. E aí os números estão aí para aprovar o motivo, né? A candidatura competitiva de oposição é a do Flávio, né? É, não seria mais fácil esses outros desistirem para apoiar o Flávio? Pessoa 3 Olha, é Caio, seria mais fácil, mas eles não farão isso, até porque eles querem usar isso mais frente, lá na frente, para negociar. E pensando no projeto para 2030, já pensando que essa eleição é deste ano, já está ali, meio que desenhada. É muito também de criar um recall para a próxima eleição. Passa muito por aí também. Mas você estava falando da terceira via o é curioso falando com interlocutores do Ronaldo Caiado, que está com 4%. É das intenções de votos nessa pesquisa, um pouquinho diferente ali, mas ele está no pelotão, nesse pelotão ali, na parte de baixo da é da pesquisa. Qual é a ofensiva dele que a gente tem observado nos últimos dias? É bater no Flávio Bolsonaro. Ele quer crescer, ele quer é que depois da convenção, da de fato, da oficialização das candidaturas, que pelo menos ele consiga passar a perceção de que ele pode ser um nome difícil. Crescer. O cenário é muito difícil, mas ele vai apostar nisso para ele tentar pelo menos ser vista a grande. Questão é que ninguém consegue ser visto hoje de fato como 11 hipótese de voto, além de Flávio e Lula e Ronaldo, caia. Está nessa Batalha aí para partir dessa convenção dele, né? Aumentar, subir o tom contra Flávio e aí sim tentar tirar uns votos ali da direita. É difícil, como você disse, mas ele não indica, não vai desistir. Tanto que o Flávio é confirma a candidatura amanhã e Caiado no domingo. Pessoa 1 Agora, Thais Oo PIB não gosta nem do Lula nem do Flávio, não, e aí? Pessoa 5 Agora, eles estão nutrindo Esperança. Tem uma turma que resolveu apoiar Romeu zema é e uma outra turma que está acreditando que, quem sabe, talvez Ronaldo Caiado consiga chegar, é alcançado assim, eles eles estabeleceram ali 10%. Se eles conseguissem alcançar 10% numa pesquisa de intenção de volta ainda no primeiro turno. Eles acham que têm chance. O que está crescendo bastante é 11. Campanha indireta é para os independentes, aqueles exatamente porque não é só empresário que eu não gosto nem do Lula nem do Flávio, né? O eleitor independente, aquele que rejeita os 2, é muito forte, mas na hora de escolher o voto, o cara não acredita nessa, nessa terceira via e acaba para impedir o que ele não, o que ele não quer menos. O que ele não quer mais? Ele acaba se dividindo. Então existe uma Esperança aí. Tem empresariado que está ajudando, inclusive fazendo encontros, apresentando, trocando ideias, querendo colaborar. Agora, a história das eleições no Brasil, a gente não viu nada capaz de superar o quadro que a gente está vendo hoje. Pessoa 1 Você, Cristiano? Pessoa 2 É bom é eu, não, eu não a gente desde 2018, Caio, quando a gente olha aí a questão da terceira via, né, é, por exemplo, o Ciro Gomes teve 12% em 2018, foi o candidato é que chegou mais perto. Simone Tebet em 2022 chegou, teve menos de 5% dos voos 4.7 alguma coisa, né? Do tipo eu, eu ainda não acredito. Caio, que você tenha uma candidatura hoje é capaz. De ameaçar esses esses 2 nomes que estão é liderando as disputas. Pode até ser que eventualmente um ou outro cresça. É um pouco mais do que a gente tem visto aí nas pesquisas, mas eu sou um tanto quanto é cético ao surgimento de uma terceira via. Para isso acontecer, teria que acontecer, teria que surgir um fato novo, muito grave, e olha que já apareceram até alguns eventos, bastante. É embaraçosos para candidatura, é, por exemplo, do Flávio. Mas o Lula também já enfrentou alguma alguma dificuldade? É, mas a gente não vê essas outras candidaturas conquistando o coração do eleitor e fazendo é, é e ameaçando esses essas 2 grandes lideranças que a gente vê Na Na disputa presidencial. Então, acredito que a disputa ainda vai ser em 2 turnos. É e entre Lula? EE Flávio, muito provavelmente, como eu disse, apenas um fato novo muito extraordinário pode alterar isso. Pessoa 1 Agora, bem, em 1 minuto, Cristiano, antes de eu chamar o intervalo, você vê o Lula. Favoritas, favoritismo leve, favoritismo moderado, eleição imprevisível, eleição em aberto. Em que grau você coloca essa eleição? Pessoa 2 Se tivesse que é colocar uma probabilidade, o mercado adora isso, né? É, é Caio, mas eu colocaria hoje que a gente tem ali, 55 é a 45 de favoritismo, é a favor do Lula. O Lula tem a máquina e vale dizer, mais ou menos que desde maio a gente não vê o Flávio superando o Lula, né, na maior parte das pesquisas. Então o Flávio precisa arrumar bastante coisa, é para que ele é. Supere aí alguns desafios da candidatura dele, o Lula é favorito, mas é um favoritismo ainda? Não, não totalmente. Não é um favoritismo estável, é, vamos dizer assim, né? Mas ele hoje é o favorito, tem a máquina da mão, lidera todas as pesquisas de intenção de voto e para complicar um pouquinho mais, é a candidatura do Flávio, enfrenta alguns problemas. Pessoa 1 Bom, gente, fazendo intervalo rápido, daqui a pouco a gente volta falando da defesa do Bolsonaro, recorrendo da decisão. Que o proibiu de receber visitas para tratar de eleição até já. Defesa de Bolsonaro e Estratégias da Campanha de Flávio WW de volta? E a defesa de Jair Bolsonaro recorreu da decisão que proibiu o ex presidente de receber visitas na prisão domiciliar com finalidades eleitorais. Essa decisão do ministro Alexandre de Moraes. Vamos ao vivo a Brasília falar com Danilo Moliterno. Boa noite, meu caro. Pessoa 4 Boa noite, Caio. E a todos que estão conosco aqui no WW. É mais um agravo regimental. Apresentado pelos advogados Jair Bolsonaro ao STFE ao Supremo Tribunal Federal, agora contra essa decisão do ministro Alexandre de Moraes, um recurso que pede para que Alexandre de Moraes reconsidere a sua decisão no que diz respeito a esse tema e que, caso não o faça, que a primeira turma do STF julgue esse recurso e essa decisão. De Alexandre de Moraes mas antes da gente falar um pouquinho mais sobre a argumentação da defesa, vale a gente relembrar um pouquinho do que foi essa decisão de Alexandre de Moraes, decisão que veio após a leitura daquela carta supostamente escrita pelo ex presidente Jair Bolsonaro. Por Flávio Bolsonaro, seu filho, pré candidato à presidência da República e senador, em que Jair reiteraria o seu apoio a Flávio Bolsonaro na disputa pelo Palácio do Planalto. Após a leitura dessa carta, a gente teve Alexandre de Moraes estabelecendo uma série de restrições, primeiro, uma suspensão, uma suspensão de 30 dias. Para Jair Bolsonaro não poder receber visitas, não poderia receber visitas no período de 30 dias e outras 2 restrições que valeriam até as eleições. Primeiro, Jair Bolsonaro não poderia fazer por qualquer meio. Manifestações políticas e também não poderia receber visitas consideradas de cunho político eleitoral. E aí, o que a defesa de Jair Bolsonaro indica? Indica, primeiro, que Alexandre de Moraes estaria indo além do que é previsto na Constituição. Indica que o artigo 15, que diz respeito exatamente a esse tema. As restrições eleitorais a condenados somente restringiria a possibilidade de votar ou ser votado, ou seja, de ser candidato, e não qualquer restrição na linha das que são. Acionadas por Alexandre de Moraes, num segundo momento, indica também que há dúvidas no que diz respeito à objetividade do termo político eleitoral, então, que não haveria clareza sobre quais visitas Jair Bolsonaro poderia ou não receber. E, para finalizar, talvez o centro da argumentação indica que essa restrição de manifestações por qualquer meio poderia ali configurar uma censura prévia. Portanto, essa é a argumentação da defesa de Jair Bolsonaro. Pessoa 1 Muito obrigado, Danilo. Bom trabalho por aí, meu caro Jussara, essa demanda, né? Esse pedido da defesa do Jair Bolsonaro para que ele possa continuar recebendo visitas políticas, na sua visão, escancara que o Jair é o grande estrategista da campanha do filho. Pessoa 3 Sem dúvida, a campanha de Flávio Bolsonaro neste momento, com muitos atritos, as crises se acumulando e com Jair Bolsonaro isolado, tem um outro problema para resolver. É eles tentando. É geralmente usar os advogados para tentar passar esses recados, fazer essas conexões. Mas o fato é que Jair Bolsonaro, o principal contato dele hoje é com a ex primeira dama, Michelle Bolsonaro, que estava em atrito com Flávio Bolsonaro. Eles fizeram. As pazes, mas eu estou me referindo a isso como trégua, porque não se sabe até onde vai isso. Até os interlocutores de ambos dizem assim, é uma trégua, não se sabe exatamente o que vai ser dali. O importante foi um aceno, mas se isso é duradouro, quanto tempo vai durar? Se isso vai é degringolar ao longo da campanha presidencial, há muitas dúvidas e o grande fator é dessa instabilidade. É o fato de Jair Bolsonaro não está dando as cartas e com Flávio Bolsonaro proibido. É de visitar o pai. Então, neste momento é eu, grande. A grande questão ali é o quanto é Jair Bolsonaro. Eles vão tentar isso, trazer Bolsonaro para a campanha, porque dá recado para militância, resolve as questões internas, que eles têm muitas, e pode dar um recado ali. Olha de uma confiança para aqueles que ainda veem muitas dúvidas na candidatura de Flávio Bolsonaro. Pessoa 1 Ô Cristiano, tem uma leitura na campanha do Flávio de que essa vedação por parte do Alexandre de Moraes a. A participação indireta do pai na campanha se insere dentro de uma, vamos dizer, de uma estratégia ou de um modus operandi do que seria o sistema, entre aspas, atuando contra a eleição do Flávio. Esse sistema aí estaria inserido poder executivo com poder judiciário. Palácio do Planalto é com uma ala do Supremo Tribunal Federal, né? O que que você você considera que há uma? Há esse obstáculo grande da campanha do Flávio contra o chamado establishment político ou isso é um discurso que não para em pé? Pessoa 2 Não, não, não é um discurso, é não é um, é um discurso que não para em pé, é, mas o fato é que, de fato há há 11, certo? Isso é apontado por vários juristas, né? Um exagero é nessas medidas cautelares que são apresentadas pelo pelo ministro Alexandre de Moraes. Em primeiro lugar, qual que seria a finalidade é por que que o presidente não poderia é divulgar uma carta, é anunciando. Por exemplo, o apoio político dele é ele poderia até é fazer 111 filtro é prévio dessas manifestações? É que o presidente eventualmente, o ex presidente eventualmente decida fazer vendo ali se não tem algum tipo de incitação ou repetição de críticas as instituições e tudo mais e tal. É Pra Ele justificar isso como 111 medida de que o 8 de janeiro, por exemplo, não pode se é se repetir. Mas o fato é que, por exemplo, quando a ex presidente Dilma Rousseff. É sofreu Oo processo de impeachment foi feito ali 111 sambarilove né? É pra que É Ela pudesse continuar ocupando cargo público, mas ela não poderia né? Foi feito ali 11 interpretação é bastante, é benéfica pra ex presidente Pra Ela é continuar assumindo é cargo público, então é e há também essas críticas. EEE comparações. Com a situação é do é do presidente Lula também, quando ele estava preso. Agora, Eu Acredito que que não para em pé, porque é é de fato você, por exemplo, o ministro André Mendonça, ele foi indicado pelo Supremo Tribunal Federal, é pelo ex presidente Jair Bolsonaro. No entanto, ele decidiu abrir um inquérito ali, aceitou a argumentação. É, por exemplo, da PGR, mas faz parte, é da estratégia da campanha de Flávio? É. É apontar esses problemas, dizer que é uma que se trata de uma perseguição política. E isso faz parte, vamos dizer assim, da da disputa, né? Eleitoral faz parte de toda uma narrativa que se pretende construir. Pessoa 1 Ô Thaís. Eles colocam inclusive a campanha do Flávio, como o mercado financeiro, pibs, agentes econômicos, parte do empresariado também como esse sistema, tentando bloquear o avanço dele. Pessoa 5 É não. Ninguém está querendo bloquear o avanço dele, né? Ninguém está querendo nem recebê lo para conversar porque não acredita que ele é o candidato viável. E o que mais apontam é que o erro original partiu exatamente da visão Jair Jair Bolsonaro. Então, o que que o Jair Bolsonaro é, tendo a Liberdade de fazer alguma articulação política, vai fazer, por exemplo, com a relação do Flávio Bolsonaro com o Daniel vocaro e com as coisas que estão aparecendo, ele vai dizer para o filho, filho. Conte tudo logo, né? Não deixe mais os seus aliados terem surpresa, né? Ele nunca conseguiu controlar os filhos, claramente não consegue controlar o movimento político da Michele Bolsonaro, então eu não eu assim a de tática, o Valdemar da Costa neto mal participa da campanha, ele mesmo disse isso aqui. O Rogério Marinho, que é o coordenador da campanha, também enfrenta dificuldades. Ficam é é recebendo notícia de última hora então. Eu não consigo enxergar. É anão ser que seja por uma Bandeira, essa Bandeira da defesa, de fazer a comparação com com o caso da prisão do presidente Lula e tudo mais, é de fazer disso uma Bandeira. Agora, o ativo de Jair Bolsonaro, articulador político, eu não consigo entender. Acho que, pelo contrário, pode causar mais confusão. Análise dos Limites de Voto de Lula e Flávio O Jussara olhando um pouco para campanha do do presidente Lula. É essa é uma pesquisa como essa. Eles você comparando as 2, as 2 campanhas e a gente acaba cobrindo todas as campanhas, mas principalmente as 2 principais. Os problemas que tem na campanha do Flávio, a gente não vê na campanha do Lula, né? Assim, ou a gente vê, mas de forma minimizada, né. Você não vê madrasta brigando, é o outro falando. Misoginia é uma campanha, fica mais aparentemente É Ela é mais encaixada. Pessoa 3 Caio tem uma fonte que me diz o seguinte, nunca atrapalhe quando o seu adversário estiver errando. Então o que a gente vai ver daqui para frente, como a gente tem visto uma campanha do presidente Lula muito silenciosa, não precisa falar, ele falou, deixa, eles estão criando os próprios problemas e vamos deixar que eles eles que precisam dar explicações, não cabe agora OPT, fica falando até para reagir, para comentar pesquisa, eles têm falado, calma, a campanha ainda vai começar e isso partiu muito do próprio presidente Lula, que durante a pré campanha tinha um grupo ali no entorno dele que falava não tem que começar mesmo a pré campanha ele falava não, agora é momento de falar. Do governo entrou o defesa eleitoral. Eles inclusive atribuem é essa estabilidade. Agora, pelo fato de do presidente não está fazendo evento, ter entrado defesa eleitoral. Aquele período que não pode é fazer os eventos, falar, anunciar projetos. Só que ele diz o seguinte, começando a campanha, é, eles acreditam que o presidente Lula vai conseguir se distanciar, mas não apenas pela questão ali da do Flávio Bolsonaro, mas porque ele vai usar esse espaço para poder falar do que o governo fez. Agora tem um ponto, é, apesar de todas as crises de Flávio, o presidente Lula não consegue. É o teto dele está bem colocado, então é um ponto que OPT está, está alerta. Então, por mais que esteja desfavorável para Flávio, essas crises todas, não é tão ruim. AO grupo de Flávio diz, olha, não é tão ruim assim, porque, né? São tantas crises e a diferença está nesse tamanho. E, por outro lado, OPT reconhece, diante de tantas crises, não aumentamos esse. Pessoa 1 É isso que eu IA, eu IA até colocar para o Cristiano. Se é depois de 4 anos, era para o Lula estar com um espaço maior. Né? Ele, posso, por favor, por favor? Pessoa 5 Acrescentar do que você vai tratar do teto? Eu queria saber se você já está vendo o piso também do Flávio, né? De tudo que ele perdeu em função das crises, se ele já chegou no piso, então tem o teto do Lula e o piso do do Flávio Bolsonaro. Pessoa 2 É OOOO teto do Lula parece que já está. É colocado é 4748 por cento? É. É Oo Lula por vale lembrar, é também que o Lula lançou um conjunto de medidas, mais de quase mais de 250 bilhões de reais, e a popularidade dele tá ali, é patinando, né? Então, aparentemente o Lula já chegou, sim, é no seu, No No limite da sua popularidade. O que poderia eventualmente fazer com que aumentasse um pouco mais seria 111. Desempenho extraordinário da economia, que a gente não vê nenhum economista citando isso. Quanto ao piso do Flávio, é, é, é ao que? Tudo. E por isso que eu não acredito. Na terceira via, o Flávio tem mostrado aí um piso que dificilmente ele vai ter menos de 30%. É dos votos. Isso, isso, na minha avaliação, é o piso dele. E é difícil que ele caia mais do que isso. E ao mesmo tempo, é muito difícil que um outro candidato de de de terceira via é chegue a ter um patamar superior a isso. Então é por isso que a eleição é vai ser decidida entre esses 2 candidatos. Pessoa 1 Agora, Jussara, amanhã você vai cobrir a convenção do Flávio, domingo você vai cobrir a convenção do Caiado, né? É bom, no outro final de semana eu vou cobrir a do Renan Santos e a do Lula in loco, né? É, eu queria especialmente para do Flávio o que que tirando oba oba, todo discurseira, o que que você vai mais está mais com curiosidade profissional e intelectual para tirar dessa convenção que vai ajudar não só você, mas o que você vai escrever e reportar aqui na CNN? Aguiar quem nos acompanha que é relevante e determinante para você? Pessoa 3 Tá, eu acho que nesse momento, essa convenção do Flávio, ele vem muito. Ela vem no sentido de Flávio usar esse espaço, esse evento, para tentar resgatar a credibilidade da própria candidatura, porque desde o evento é de quando ele teve AO áudio dele com Daniel vocaro. O Flávio Bolsonaro enfrenta uma crise de confiança. É, embora ele tenha esses 30%, esse piso é um voto que não é, não é. É um voto que ele não é convicto. E é daí que Oo Ronaldo Caiado, ele faz a estratégia dele. Poxa, esse voto aqui não é convicto 2/3 e a na pesquisa querh diz, olha, pode mudar de voto. Ou seja, daí que vem a Esperança de Ronaldo Caiado é, me me chama atenção. Como o Flávio vai tentar usar esse discurso dele? Essa é consolidação da candidatura para tentar atrair. Atrair, não consolidar esses votos, essas intenções de voto, porque o piso dele, embora seja 30%, tem essa sempre essa possibilidade. Escuta muito reclamação daqueles bolsonaristas que estavam com o ex presidente Bolsonaro na campanha de 2018, muito insatisfeitos, dizendo que não vê é seriedade no Flávio. Acho muito jovem, então é, eu acho que parte no momento. Primeiro o eu ouvi isso de várias Fontes hoje ao longo do dia, que Flávio chega como um sobrevivente nessa. Nessa convenção, porque foram muitas crises, crises graves que deram quase como morta a candidatura dele. Então, a ver como ele vai surgir, né? Ele sobreviveu a outra convenção. A ver aí o que que vai depois. Pessoa 1 Bom, muito obrigado. Boa sorte no fim de semana na cobertura, Jussara Soares, volte sempre, tá? Thais herédia bom final de semana está saindo de férias. Thais herédia vai passear. Vamos ficar sem ela semana que vem Cristiano Noronha, cientista político, vice presidente da consultoria ecoadvice obrigado, Cristiano. Bom fim de semana, meu caro. Pessoa 2 Igualmente boa noite, bom. Pessoa 1 Daqui a pouco a gente vai falar sobre a guerra no Oriente médio. Estados Unidos atacam Irã do sul ao norte do país, até já WW de volta participar agora conosco. EUA, Irã e Esforços de Mediação na Escalada O Dani zarredini, professor de relações internacionais e diretor. No instituto de ciências sociais da PUC Minas. bem-vindo, Dani. Pessoa 6 Boa noite, Caio, prazer é meu. Pessoa 1 Os Estados Unidos fizeram um ataques contra o Irã de norte ao sul do país, numa nova Escalada da guerra. Enquanto isso, a China tem buscado o Paquistão para viabilizar um novo cessar fogo no Oriente médio. Veja na reportagem. Pessoa 4 Os ministros das relações Exteriores do Irã e da China se encontraram nesta sexta-feira no Quirguistão. As margens de uma reunião da organização para a cooperação de Xangai, o ministro iraniano abbasaracti também se reuniu com Muhammad rakhdar, ministro do Paquistão, país que tem intermediado negociações entre Washington e Teerã. Uma autoridade paquistanesa disse, sob anonimato a agência Reuters que os chineses estão descontentes com os ataques do Irã a outros estados do Golfo e com a continuidade das restrições à navegação no Estreito de ormuz. A China está entre os maiores compradores de petróleo de países do Golfo Pérsico. Em tempos de paz, ataques a navios que desafiam as tentativas iranianas de controlar a navegação no Estreito e operações Americanas contra alvos na República islâmica vem travando a retomada do tráfico em o musa há quase 3 semanas. As tentativas de retomar um cessar fogo tem sido pressionadas por outras frentes, como bloqueio naval dos hutis a navios da Arábia Saudita no Mar Vermelho e. Pessoa 6 E os ataques de riade, alvos ligados ao grupo iemenita apoiado pelo Irã? O Mar Vermelho é rota para navios que saem da China para portos europeus. E eventuais ataques contra a Arábia Saudita preocupam o Paquistão, que mantém um acordo de defesa mútua com o riade desde o ano passado. Em Israel, o exército do país está deslocando militares e instalando bloqueios em estradas para uma operação ampliada no território palestino da Cisjordânia. Pessoa 3 Ataques de colonos contra vilarejos palestinos têm se intensificado neste ano, que é de eleições em Israel. 2 soldados israelenses e 4 palestinos morreram em um confronto na Cisjordânia nesta sexta-feira. Pessoa 1 Dani, o Trump classificou hoje essa essa onda de ataques aí no país inteiro, no Irã, como uma punição militar severa. Qual a chance dessa Escalada Americana? Levar a paz ou dar um resultado concreto? Pessoa 6 É, Caio. Na verdade, Os Americanos acreditam que, pressionando militarmente os iranianos, isso geraria algum tipo de força nas negociações que favorecessem Os Americanos, né? Agora eu tenho minhas dúvidas com relação a isso, porque o que Os Americanos começam AA incorrer? É num numa, numa jogada muito perigosa, né? Num impasse. E que impasse é esse? Aquela ideia de que quanto mais próximo da praia, menos provável morrer? Eu, eu, eu, eu irei, não é? Então a gente chama, chama esse tipo de de de impasse, né? Como bailar à beira de um de um abismo pedregoso, acreditando que está alcançando algum objetivo? Então é Oo maior erro dos americanos, na minha opinião, é acreditar que esse tipo de tática, ele pode gerar algum tipo de ganho político real. Quando na realidade nós estamos falando de um país que tem mais de 90000000 de habitantes, de um governo que está muito firme, que não cai e que para os iranianos, né, com toda a destruição, com toda a pressão, é esta guerra de alguma forma. Tem criado unidade interna dentro daquele país e, ao mesmo tempo, a cada degrau da Escalada que Os Americanos impõe aos iranianos, os iranianos vão acionar um outro degrau de Escalada. E esse outro degrau de Escalada é o straight de babermandeb, né? Ali o portal das lágrimas. E isso vai. Alimentando esse caminho, né? De que quanto mais próximo do objetivo eu estou, talvez eu consiga, se eu atacar um pouco mais o Irã. Mas eu não acredito que isso vá alcançar esse esse objetivo que a política externa Americana é, acredita que pode alcançar. E por outro lado, os os os os iranianos não vão aceitar qualquer acordo. Eles preferem nenhum acordo que um acordo ruim. Então, nós estamos vivendo um momento. É, é Sério, com certeza é crítico, mas me parece que o país persa, ele tem muito mais condição de resiliência num conflito prolongado do que os Estados Unidos, que vai ser pressionado pelo sistema mundo em razão da oscilação do preço do petróleo, de tudo isso que nós estamos observando nos últimos meses. Pessoa 1 Lourival, então, em princípio, vai piorar e depois talvez melhorar? Pessoa 7 Bem, para melhorar, é precisa haver garantias de segurança dos Estados Unidos para a guarda revolucionária islâmica. Essa essa é a questão, quer dizer, a guarda. Ela insiste em manter o controle sobre o Estreito de ormuz porque não confia nos Estados Unidos, não confia em nenhum acordo que o governo civil do Irã possa. Assinar com o governo americano, porque se trata se de Donald Trump, que rompeu um acordo que o governo Barack Obama havia firmado com o Irã, isso em 2018, atacou o Irã no ano passado, quando estava negociando com Irã, atacou Irã este ano, quando estava negociando com Irã. Então a guarda considera que é responsabilidade dela? É. Erguer um muro de dissuasão auto o suficiente para prevenir um novo ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Como eles não tem a bomba nuclear, o outro muro é o stator Muse. Então, para que eles recuem desse controle, eles precisam de garantias de que é não haverá outros ataques. E eles precisam continuar posicionados para que, se mais uma vez eles forem traídos, o Trump não cumprir sua palavra, eles tenham condições de retomar o controle uhum. Então sempre vai ser uma situação precária. Mas. Mas é possível chegar a um acordo nesses termos? Provavelmente num diálogo direto entre o Pentágono, não o pitchreguset, que é um político, mas o Pentágono, os militares, o Den Clark, por exemplo, comandante. Né das o comandante do estado maior conjunto ou mesmo o comandante do comando central que é encarregado dessa área para que é haja é um acordo estável entre os militares enquanto isso não acontecer, é vai isso essa crise vai continuar? Resiliência do Irã e Dilemas da Invasão Terrestre Dani, é o papel do Paquistão nisso agora, né? Da primeira vez deu certo, como que você vê? A capacidade mesmo do Paquistão intermediar esse acordo. Pessoa 6 O Caio Oo ponto que o Lourival levantou, para mim ele é o essencial, não é? Patos conservanda significa a boa vontade de cumprir as promessas dos acordos internacionais. E eu vejo que Oo maior problema não é a capacidade do Paquistão, que é um mediador interessante, que ele triangula bem com com China, triangula bem com Arábia Saudita, com os Estados Unidos. Mas é de fato a confiança para que isso dê certo, né? Então o Memorando ali, que que funcionou durante 20 dias, que foi resultado, né? De 1/01/1 forte presença ali dos paquistaneses. É é dos dos cataris EE de uma série de outros países árabes e muçulmanos que tentaram criar esse terreno comum, percebido para que as coisas pudessem fluir. Ele vai desabar muito em razão de uma política presidencial, né? De uma política de força de mídia e força dentro daquilo que o Lourival apontou que era o controle do strad ormuz, que é o ponto mais sensível do que acontece hoje. E o Líbano, né? Mas é. O limite do Paquistão é a confiança. O limite do Paquistão é a capacidade dele falar para os iranianos. Olha, acredite, mais uma vez que você poderá é é fechar o acordo com Os Americanos para que vocês possam ter uma paz relativa durante um tempo. Se se isso foi quebrado tantas vezes, eu acho que esse é um ponto interessante, né? No direito Internacional e nas relações internacionais. Que é diferente de dentro de um estado nacional. Não é que que a confiança é esse elemento central? Eu vejo, sim. Paquistão é um país importante por conta da sua posição, da sua relação com a Arábia Saudita, China e Estados Unidos. Mas o limite para isso é a confiança, que tem sido quebrada reiteradamente e isso vai gerando um terreno cada vez mais difícil para encontrar um caminho. É negociado. Pessoa 1 Lourival, é, de qualquer modo, a gente tá no cenário de Escalada, é o Trump, é incluindo ali usinas de energia, pontes, tem alvos civis. Tá falando em invasão terrestre, não do Irã por hora, né, mas da ilha de carga. Qual o limite deste momento de Escalada? Acho que ele tá um limite, né? Assim ele vai até o fim. Ou ele tem 1°, uma linha que ele não vai passar na Escalada? Pessoa 7 Bem, as capacidades estão mobilizadas. O, existem 50000 militares americanos mobilizados para essa operação, parte deles no Golfo Pérsico, uma parte na Europa, mas que estão engajados. Estão é em em. É à disposição, né? Do em prontidão para essa operação. Caças f 16 que vieram da da Alemanha, caças f 35 furtivos que vieram da do Reino Unido, todos de bases é usadas pelos Estados Unidos, são meios americanos, é aviões tanques que fazem o abastecimento no AKC 135 KC 46 é bombardeiros b 2 EB 52 estão. É em prontidão nos Estados Unidos. Um deles, 1B 1B, foi utilizado num dos bombardeios, já a longa distância. Ele estava baseado no Reino Unido e 20 meios marítimos, 20 navios de guerra estão ali, então existe a capacidade militar para um desembarque que é necessário para realmente limpar aquela Costa de falésias, aquela Costa escapada, onde se escondem. Os drones, os mísseis, os foguetes, é e os guardas revolucionários. Mas a decisão política não foi tomada. Hoje, o presidente Trump esteve reunido com o conselho de segurança, mas ele não não consegue tomar essa decisão porque ela é politicamente muito arriscada, né? É praticamente certeza que haverá mortes de militares. É 4 mortes que ocorreram nas últimas 2 semanas, somando se às 14 anteriores total de 18, já causaram comoção. Consternação é uma guerra impopular, né? É uma guerra que o povo americano não aprova isso há poucos meses de eleições, no dia 3 de novembro. Então é uma decisão muito difícil que o presidente Trump tem pela frente. E se ele não desembarca tropas é esse mais do mesmo? De essa Escalada, que eu chamo de Escalada vertical, que vai apenas é somando aquilo os próprios, os mesmos, é alvos de hoje. Aliás, ele estendeu geograficamente até o norte. Para demonstrar para o Irã até a Costa do marcasp que não existe lugar seguro no Irã e ali existem instalações, comando e controle da guarda, exatamente por estar distante do teatro de operações. Eles tinham é se concentrado ali, foi lá e atacaram para mostrar que não existe lugar seguro no território iraniano. Mas ainda é uma Escalada vertical. Não é uma Escalada que traz novas capacidades, que traz uma criatividade. Como o Irã está fazendo uma Escalada? Horizontal de recorrer aos rhodees no straight Babel mandeb, então esse mais do mesmo, aparentemente não será suficiente para demover o Irã do controle do straight de órgãos. Pessoa 1 Dani, pra finalizar, o Irã resistiria a uma invasão terrestre, ainda que apenas ali, nas ilhas do Golfo? Pessoa 6 Eu acho que resistiria é facilmente em razão da Geografia. Em razão da visão que o que a guarda revolucionária tem de vida e morte, né? O martírio ali vai ser um presente para eles. E acredito também que seria 111, quadro muito difícil de de se concretizar, né? Eu vejo que isso sim seria um brinkman chip, né? Isso sim seria. É 11. Ação extremamente arriscada e danosa para os Estados Unidos e ao mesmo tempo. Como bem disse o Lourival e você também apontou, o quadro não se transformará sem uma ação por Terra. E essa ação por Terra, nós estamos falando de um país com quase 100000000 de pessoas, de um povo que viveu a última guerra que durou quase 88 anos. Não é de uma resiliência enorme. Então uma ação por Terra ali seria o desastre total e completo para os Estados Unidos, então? Vejo que, mesmo que de maneira tática e localizada, os iranianos teriam todos os recursos, porque eles estão controlando a margem oriental. Eles compreendem o terreno, eles conhecem bem as táticas e ali o dano para o outro lado seria muito maior. O custo sempre é de quem ataca e a vantagem é sempre de quem defende. Então eu acho que seria 111 ação extremamente é, é inesperada, ao meu ver, uma ação dessa natureza ali agora. Pessoa 1 Danis a redine, meu caro. Muito obrigado. Dani, professora de relações internacionais e diretor do instituto de ciências sociais da PUC Minas. Bom fim de semana, professor. Pessoa 6 Obrigado, Caio. Um abraço. Bom Descanso para você, para o Lourival. Pessoa 1 Dorival, bom fim de semana meu caro para todos. Aproveite, enjoy. Muito obrigado meu caro pela parceria WW. Terminar aqui uma boa noite a todos, um excelente final de semana.

Podcast Summary

Key Points:

  1. - Datafolha mostra leve favoritismo de Lula (48% x 43% no 2º turno), mas eleição segue em aberto. - Três variáveis imprevisíveis definem a disputa: guerra no Oriente Médio, caso Márcio e influência de Donald Trump. - Centrão resiste a apoiar Flávio Bolsonaro devido à instabilidade de sua campanha e risco de novos escândalos. - Terceira via não decola: nenhum candidato ultrapassa 4% no 1º turno; analistas duvidam de sua viabilidade. - Defesa de Jair Bolsonaro recorre contra decisão de Alexandre de Moraes que restringe visitas e manifestações políticas.

Summary:

A mais recente pesquisa Datafolha indica estabilidade na disputa eleitoral, com Lula liderando no segundo turno (48% contra 43% de Flávio Bolsonaro), mas o cenário permanece imprevisível. Três variáveis fora do controle dos candidatos podem definir o resultado: o impacto inflacionário da guerra no Oriente Médio, que desgasta o governo Lula; o caso Márcio, que pesa contra Flávio; e a influência de Donald Trump na campanha. O centrão, crucial para a governabilidade, resiste a apoiar Flávio devido à instabilidade de sua pré-campanha e ao receio de novos escândalos.

Partidos como União Brasil e Republicanos preferem focar em eleger bancadas fortes no Congresso, adiando alianças presidenciais. A terceira via continua irrelevante, com nenhum candidato ultrapassando 4% no primeiro turno. Enquanto isso, a defesa de Jair Bolsonaro recorreu ao STF contra a decisão de Alexandre de Moraes que o proíbe de receber visitas políticas e fazer manifestações, argumentando censura prévia.

A eleição, embora com leve favoritismo de Lula, ainda está em aberto, dependendo de eventos imprevistos para mudar o cenário.

FAQs

O centrão teme que a campanha de Flávio seja abalada por novos escândalos, como o caso Márcio, e que ele perca a eleição. Além disso, partidos como o União Brasil preferem focar em formar superbancadas no Congresso, priorizando o Legislativo sobre o Executivo.

O conflito tende a gerar inflação, o que prejudica o incumbente Lula, já que o eleitor costuma culpar o governo pela alta de preços. Esse fator externo está fora do controle dos candidatos e pode mudar o cenário eleitoral.

Caiado planeja intensificar ataques a Flávio Bolsonaro após sua convenção, tentando atrair votos da direita. Ele espera superar a polarização e ser visto como uma alternativa viável, mas enfrenta dificuldades para se destacar.

A defesa alega que as restrições violam a Constituição, pois o artigo 15 só limita o direito de votar ou ser candidato, e não de receber visitas ou fazer manifestações. Também critica a falta de clareza no termo 'político eleitoral' e acusa censura prévia.

Com o Republicanos, Flávio passaria de 4 minutos e 24 segundos para 5 minutos e 20 segundos no horário eleitoral, superando Lula, que teria 4 minutos e 47 segundos. Isso reforçaria sua campanha na TV e no rádio.

A polarização entre Lula e Flávio domina o cenário, e os eleitores independentes que rejeitam ambos acabam votando no 'menos pior' no segundo turno. Além disso, candidatos como Caiado e Zema não conseguem gerar confiança ou fatos novos para crescer.

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