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ARTIFEX 3 - Leon Battista Alberti: o Doctus Artifex PARTE I

43m 36s

ARTIFEX 3 - Leon Battista Alberti: o Doctus Artifex PARTE I

O episódio do podcast Artifex dedica-se a Leon Battista Alberti, apresentando-o como o símbolo máximo do artista renascentista multifacetado e a encarnação da revolução teórica provocada pela redescoberta dos textos de Vitrúvio no século XV. O programa contextualiza essa transformação, mostrando como o modelo medieval do artífice (artifex) deu lugar ao do "Doctus Artifex" – o artista douto, com formação humanista e científica. Alberti, formado em Direito e dotado de vasto conhecimento em matemática, filosofia e letras, concretizou essa síntese única entre teoria e prática. Sua obra escrita, principalmente o tratado de pintura "De Pictura" (1435) e o de arquitetura "De re aedificatoria", é analisada como mais influente do que sua produção artística prática, segundo a avaliação de Giorgio Vasari. O episódio explora como Vasari celebra o intelectual Alberti, por vezes minimizando suas obras manuais, e destaca como Alberti personificou o ideal vitruviano do arquiteto-polímata, cuja autoridade derivava do domínio tanto das disciplinas teóricas (como a matemática) quanto das artes mecânicas. A narrativa conclui sublinhando o papel seminal de Alberti em fundar uma nova conceção teórica para as artes, estabelecendo um paradigma que definiria o Renascimento.

Transcription

5830 Words, 36950 Characters

Portuguese
[Música] Olá, bem-vindos ao Artifex, um podcast dedicado à história da arte ao fazer em arte e a arte do fazer. Falaremos de história da arte da ciência, mas também do fazer da história e da história do fazer. Conversaremos igualmente com quem faz da história, da arte e da ciência do seu labor diário. Vem onde ia a oficina do Artifex. [Música] Olá, bem-vindos novo ao Artifex. Neste programa ser analisada a vida e obra de Lyon Batisse Alberti, simbol máximo do artista multifacetado e genial, de que Leonardo Afinchia será o epítmio. Nos programas entriores dedicamos o nosso olhar à caracterização do Artifex Politecnes, a vida e obra de Senninie, assim como ao seu céu-bertratado e livro de arte. Constantámos igualmente que nos 37 anos que mediaram este manual oficial, escrito em 1398 e a produção da pictura de Lyon Batisse Alberti em 1435 terá ocorrido um acontecimento inesperado capaz de motivar uma grande alteração do modelo teórico e vivencial dos artistas do 4 de Centro. Vimos como essa alteração, traz sido motivada pela rediscoverta e divulgação dos 10 livros de arquitetura de vitrúvio nos mes acadêmicos e nos circunsomanistas italianos por Podge o Brasil lino. [Música] O rápido alastrado cópias manuscritas entre a ilidro cultural italiana, mas também atro chamado os oficiais mucánicos, ou seja pintores, arquitetas, escultores, etc., terá motivado uma subita transformação tanto dos artistas como em particular dos seus mescenas. Existe realmente um antes e um depois nesta revolução vitroviana do 4 de Centro. De facto, no programa anterior ficou claramente estabilcido que na viragem do 3 de Centro para 4 de Centro imprava ainda nos séries ofcinas italianas um padrão medieval e atávico claramente pré-revulsionário. Padrão, a que se encerne em Senini, não se conseguiu subtrei. A partir de 1416, porém, a situação muda claramente e nos próximos dois programas irâmos chocar a nossa atenção, um protagonista que marca a consagração plena dessa revolução, Leon Batista Albert. Albert e constituem o primeiro modelo transitório entre o artefax polytechnes para o modelo de superior complexidade o Doctus Artifax. Por Doctus Artifax entendia salgém-cos de superior formação acadêmica e humanista, não impedia de manifestar o seu conhecimento mediante a praxista artística. Filaí Pobrnuleski, formado nas célobras escolas do ávaco da corporação dos orifes florentinos, constituiu arqueta e pinspirador do artefax polytechnes. Já Albert e, diplomada em 1428 pela Universidade de Blônia e Direito Canónico, irá concretizar uma harmonização plena entre as atividades mecánicas artísticas, arquitetura, pintura, escultura, e estes hiplinas do trívio e do quadrível, integranda matemática e injuntria no novíssimo del teórico d'artes que inaugura com o seu depictura. Este modelo encontra-se igualmente reafirmado nas primeiras linhas do prólogo do seu tratado arquitetura, de rea edificatória, obra escrita entre 1443 e 1452, onde Albert e demonstra claramente que o texto vitro-viano, no que há a recessão disso respeito, encontrava-se enteramente assimilado nos estratos seminais da chamada Strade Ings XI, isto é de grupos informais integrados por humanistas e artissãos e onde a de corriam trocas epistêmicas sem nenhum preconceito social ou cultural. A mão do artífice, na verdade, não passa de um instrumento para o arquiteto. Quanto a mim, problema é que é arquiteto aquele que, com o método segure e perfeito, saibam apenas projetarem de urea, mas também realizar na prática de todas as obras. Na chuva-incontornáveis, VITED e Piu Excelente Epitóri, Secrutori e arquitetori de 1550, George Alvazari denota precisamente este caráter intrusivo entre dois mundos até esperados e na altecendo o papel formativo da obra de Alberti, que de resto na sua opinião, se havia notabilizado mais pelos escritos, do que pelas obras feitas pelas chuvas próprias mãos. Quanto a Vazari e que os seus escritos exerciram tanta influência na praxis e na teorização da artu seu tempo entre irudites e artesãos, que se considerava sumamente que estus havia suplantado a todos na prática dos seus ofícios. Vejamos o que nos conta o incontornável biógrafo. Grande é a utilidade das letras para todos os que com ela se deleitam, porém, sem dúvida, muito maior é a sua utilidade para escultores, pintores e arquitetos, pois embolesam e subtilizam as invenções a que naturalmente dão vida. Realmente é isso que demais o tilo necessário pode ocorrer aos prodigiosos engentes descertistas. Ademais, não será perfeito o tilo daquilo que o tânia convidou natural, mas seja desprevido do acidental, ou seja, da companhia das boas letras. Pois que não sabe que, na localização dos edifícios, é preciso evitar filosóficamente a nocividade dos ventos prestífuros, a insalubridade do A, os miasmas, os vapores das águas empuras e insalubras. Quem não sabe que, após madura reflexão, é preciso conhecer, rejeitar ou aprender pessoalmente, tudo acerca daquilo que se procura fazer, sem ficar à merceda, teoria alhaia, que, separada da prática, é de bem pouca valia, no mais das vezes. Mas quando porventura teoria e prática se juntam, não há nada que possa ser mais conveniente à nossa vida. Seja porque a arte por medaciencia se torna muito mais rica e perfeita, seja por custeixes e os conselhos dos artistas de outros, tem-se muito maior eficácia e grande em um maior crédito que espanhávores ou obras, daqueles que só conhecem simples prática que eles escutam bem ou mal. Pois lendo as histórias e ouvindas narrativas, o mestre que é prechoso, melhora continuamente e faz as coisas com a escolidade de inteligência do que os ilitrados. Clar a prova disso está no florentino Lyon Batista Alberti, conhecendo a língua latina e dedicante-se arquitetura, aprespetiva e a pintura, deixou livre escritos de tal maneira que não tendo surgido entre os artistas modernos, ninguém que só besse escrever sobre tais coisas, ainda que muitos de eles tenham sido melhores que ele na prática, é crença geral, também é a força dos seus escritos para os doutos, que ele superou todos os que o superaram na prática. E se encerver realmente que entre todas as coisas que dão fama e reputação são os escritos que têm mais força e vida, visto que os livros podem ser facilmente levados a todo lugar e em todo lugar se lhes dá fé, desde que sejam verdadeiros e não contanham mentiras. Desse modo, qualquer país pode conhecer o valor do engenho e as bellas virtudes dos outros, muito mais do que por meio das obras manuais, que rar as vezes podem ser do lugar onde foram postas, portanto não é de admirar que Lyon Batista Alberti se tenha tornado mais famoso por aquilo que escreveu, do que por aquilo que construiu. Mas eu hele na cidade florenaça da nobilíssima família dos Alberti e, embora se tenha dedicado a construção e corrigo mundo para estudar as antíguitas, na verdade foi muito mais dado à escrita do que a prática. E como se pode ver pelo que escreveu foi grande literato e excelente matemático e geomptra. Compou-se sobre arquitetura, desde livres em Língua Latina, por ele publicado em 1481 e hoje traduzidos a língua florentina pelo reverendo o Messer Cosimo Bartoli, prebosta de São Giovanni de Florenaça. Sobre pintura também escreveu três livres em latin, ostre traduzidos a língua Tuscana por Messer Lodovico Domeniki. Fes um tratado sob tração e regres para medir alturas, livros sobre a vida civil e alguns outros livres de amor em prós e versos. Foi quem primeiro tentou escrever versos em língua vulgar de acordo com a métrica latina, como se vê nesta sua epistula. Por esta derradeira em miserável epistula mando, ati que nos desprezas miseragamente. Mas em pintura não fez obras grandiosas, nem muito belas, e aquilo que se conhece de seu, pouca coisa aliás, não é muito perfeito. Isto porque era ele muito mais dado aos estudos das letras do que aos dos exercícios manuals por ter nascido de sangue no vilíssimo como se diz. É obrassu a que está a influência no encontro da Ponticarraia, numa capelinha de nossa vida. Nossa Senhora, trata-se de uma predela de Altar, com três pequenas cenas em perspetiva, muito mais bem descritas por sua pena, doco pintadas por seu pincel. Na mesma cidade, em casa de Paula Rutschelae, há um autor trato feito com o espelho e um painel bastante grande com figuras em clara escuro. Também pintou uma vista de venezem perspetiva e somar-cos. Mas as figuras ali presentes foram executadas por outros mestres e é essa uma das melhores coisas à sua em pintura. Entendeu perfeitamente vitrúvio e fez o modelo das faixadas da igreja de São Francisco em Arimino para o Senhor Assis de Monde ou Malatesta, que por boas razões é um dos templos mais famosos da Itali. Nelos estão retratados do natural o referido Senhor e o próprio León Batista. E no caminho de Padua há, nas margens do Brenta, algumas igrejas de pedra e amando-a muitos desenhos e arquitetura, tudo feito por ele. Fez de madera o desenho modelo de Santa Andrea de Mantua e não quis se ir da cidade enquanto essa obra não estivesse terminado. Volta a da floresta, fez um modelo do palácio do Cósimo Rutschelae na rua chamada Lavinha. Também fez a arcada em que os juzcantos alguns arcos não perfeitamente escutados é a razão da dificuldade da angulação do Pilar. Esse erro foi causado pelo facto de que o edifício foi levantado até a imposta dos arcos e, criando um vão pequeno, no ove espaço para abrir o ar. Isso demonstra claramente que, além da ciência, é preciso ter muita prática e bom tino, mas não pode ter-los todos quem não se exercito manualmente com constância. Consta também que fez o desenho da casa dos Rutschelae nos jardim da via dela escala. Segundo o desenho, a obra feita com muita elegância e suprema comodida. Atribuí-se a León Batista, o desenho da porta da fechada de Santa Maria Novela e da tribuna da igreja dos serve na cidade de Florengsa, feita a pedido do Marquejo de Mantua, como demonstra os brazões e as divisas que lá se encontram. León Batista foi pessoa de louváveis costumes, um grande amigo dos literatos e talentosos, portanto com grande cortesia que o Mercês mormento os tranjeiros sempre que devalou. E a tingeindo idade bem madura, passou a se saber da melhor contente e tranquilo, deixando um homonrado e em todos os que desejavam tornar citermos deixou o desajo de metal por ter sido ele realmente tal qual se descreve neste epitávio. A León Batista Alberti, o vitrúvio florentino, aqui já há Alberto de León, que é a cidade de Florengsa com razão chamou de León porque foi o príncipe dos sábios, príncipe, como só o León é entre as férias. Este relato da vida de Alberti levanta em números questões interessantes. Vazárias e dentro de ilogio e a cautela, em celebrar um artista cuja obra não manifestava interamente o espírito campanilista que tanto celebrou na sua esvita. Elebra, sobretudo arquiteto, ignora o pintor que classifica de Mediuque, ocultando quem sabe alguma influência se centrenal indesejada. A ponta de resta algumas pistas notáveis que denunciam esse propósito. O uso de espalhos, a estado em veneza, o domínio do clágio escuro, a cortesia para constrangeros sempre que devolour. Paltaremos certamente esta questão. Pode-se que aquilo que vazaria ponta de forma clara e iniquífica, é que o acaso, ao ausência absoluta deste, havia reunido em Alberti essas mesmas raras qualidades de harmonização entre o intelecto de cheção com rara mestriita lente natural para as artes mecânicas. Para além do mais, vazaria ponta claramente a fonte dessa harmonização. Entendeu perfeitamente vitrovi. A concretização deste entendimento não se resumiria apenas aos seus dotes enquanto arquiteto, mas antes alguma harmonização de todas as artes, de resto, nestreito observância da lição vitroviada. Deste modo, e tendo estudar de latim matemática que dominava de modo resolute, Alberti, praticava igualmente a arquitetura, a pintura entre muitas outras áreas connexas. De facto, extensa e aclética obra de lionbatista. Para além de versos comédias e de um diálogo ao modo eluciano, Alberti publicaria igualmente tratado sobre ética, amor, religião, sociologia, lei, matemática e sobre vários ramos das chenses naturais. Será, no entanto, sob inspiração direta de vitrovi, que suprefusa a intervenção no campo das artes irá desenrolar-se. Este vasto corpo literário e tratadístico constitui para a vasari prova-cabal de que sua dimensão intelectual superava largamente a mera condição de praticante darte, na medida em que considerava que Alberti havia largamente o ter passado zertifis que, paradoxalmente, o suplantava na prática dos seus ofícios. Para o vasari biógrafo, intersava particularmente esta versão literata e dota do artista, modelo que o de resto de serviria de inspiração para os seus múltiplos escritos. Esta prevalência do conhecimento escrito sobre a prática constitui prova-cabal de que uma nova concessão simpunha sobre autoritas do acrítico exemplo medieval. Alberti, enquanto o detentor de um intelecto raro e de múltiplos talentos operativos encarnava na profeição o arquete de arquiteto politecnes vitroviano, modelo que desde 1416 era amplamente batido nos círculos de irudição que frequentava. Este mesmo retrato policémico será desenvolvida então em comiástico por Cristo Forolandino quando, ao referir-se aos Fiorentini e aquecelente, no perfácio ao comentário sobre a divina com a média de Dante Aligueiri, descreve da seguinte forma o poliédrico Alberti. Responder-me a ou entre os cultores da filosofia natural. Com efeito, afirme que ele nasceu para sondar os segredos da natureza. Mas será que haviam ram das matemáticas que ele fosse desconhecido? Foi geomotra aritmético, astrono, músico e na perspectiva maravilhoso, melhor do que qualquer outro desde há muito chéculo. Os novos livros da arquitetura divinamente escritos, repletos de conhecimentos e espostos com supremilocuência mostram até que ponte este saber-se nele florecher. Este caráter extremamente amplo das áreas de intervenção de Alberti, exímio em múltiplas atividades e detentor de diversas especializações, entre as quais a matemática enquanto ciência transversal a todas as outras encontrava-se perfeitamente encodrado no dia arquitetura de Vitruvio. Vitruvio que utiliza de resto o termo arte effects, tanto no sentido de artista como de artesão, termo este que traduz do grego Tecnitës, de Tecnê e que também integra no seu significado art manual e obra artística. Tecnica, Tecnê, dos gregos será compreendida processivamente pelos humanos enquanto arte, enquanto arte. Recordemos uma vez mais os princípios modulares que o próprio Vitruvio prescreva todo o arte effects. A ciência do arquiteto é ornada de muitas disciplinas e diversos saberes, estando a sua dinâmica e apresentem todas as obras oriundas das restantes artes, nás de prática e da teoria. A prática consiste na preparação continua e exercitada da experiência a qual se consegue manualmente a partir da matéria, qualquer que seja a obra de estilo, com isso que são se pretendo. Por sua vez, a teoria é aquilo que pode demonstrar e explicar as coisas trabalhadas proporcionalmente ao engenho e a racionalidade. Por isso, os arquitetos que exerceram sem uma formação teórica, mas apenas com base na experiência das suas mãos, não poderão realizar-se ao ponto de eles reconhecerem a autoridade pelos seus trabalhos. Também aqueles que se basearam somente nas teorias e nas letras foram considerados como perseguindo a sombra e não a realidade. Todavia, os que se aplicaram numa e outra coisa, como que protegidos por todas as armas, atingiram mais de preça com o prestígio aquilo que se propuseram. E assim, parece que aquilo que pretende ser arquiteto, se deverá exercitar numa e notraparte. Convém que ele seja engenhos e álbio para a disciplina. De facto, neu engenhe sem a disciplina, nem esta sem aquilo, podem criar um artista perfeito. De verá ser versada em litratura, prítulos em gráfico e roditem de uma teoria, deverá conhecer muitas narrativas de facto históricos, ouvir diligentamentos filósofos, saber de música, não ser ignorante de medicina, conhecer as decisões dos juros consultos, ter conhecimento de astronomia e das orientações da aboba da SLEFT. Torna-se claro, nexfactual entre a persona que Albert e Encarna e o arquétipo do arquiteto de vitroviano, tanto na prescrito agodeza de espírito e inteligência, como sobretudo, no encadiamente curricular das juros competências, tendo como ser precisamente a matemática. Esta prevalancia encerra de resto uma particularidade. Com efeito, e conforme se observou, o de arquitetura encerrenci muitos e plos ámbitos temáticos que vão dar arquitetura, pintura, adiuntologia à filosofia, passando pela matemática, O nosso nome é Gnumani, Mechanica, Music. de Álbrica, etc. Já o de redificatória Albertiano encontra exclusivamente sobre dinada teoria arquitetônica encontrando-se estruturado nas seguintes áreas de intervenção, de lineamento, matriais, construção e edifícios para fins universais, edifícios para fins particular, ornamento e edifícios sagrados públicos e privados e restauros de obras. Em complementa teoria, Alberti acrescenta um componente no que conserna a engenharia, dedicando o livro seis toas problemáticas associadas à mecânica e à ilovação de matriais. Intuícentão com clareza, que enquanto manifeste de uma lista, totalmente partidário da visão integrada de vitroviu, o de redificatória encerra apenas uma pequena parcela dessa dimensão polisêmica. De facto, constata-se que Alberti iniciou o seu universo de tratadístico precisamente pela pintura, o que por si revela bastante a prevalancia e ou entusiajo paradigmático, que há época se sentia sobre as transformações que nesta atividade corrião. De facto, ao confrontarmos as datas de publicação entre o tardio tratado arquitetura e o seu céubre tratado da pictura, constatamos que a prevalancia de entusiajo torna-se por demais evidentes. Publicada em 1435, elatí, e traduzido no ano seguinte para italiano como de Dicatória, Felipe Bronlesque, o depictura anteceda em cerca de 2 décadas ou de rei edificatória. Para tentar compreender esta primasia da matemática e das artes pictóricas em de atrimentar arquitetura, importa analisar as circunstâncias que terão antecedido o seu regressa a fluença em 1434. O que se sabe da Bigger Fide Alberti, provei-nos casas fontes diretas e encontras hoje amplamente distorcido por uma profusa mitografia. De facto, parte da imagem que hoje se cultiva do homem da sua obra, provei em grande parte de uma tardia reinterpretação das vítas de Vasari, promovida por Iacoal Burkart em 1867. No seu céubre, a cultura do Renashiment da Itália, Burkart promove uma imagem de Alberti, cujo contacto com a realidade histórica é "dircia quase inexistente". A casa contá-semos apenas com esta biografia de Alberti, porquantada subjaria, para além de um relato vagamente circiense de um homem capaz dos mais extraordinários insólidos atos. Desde a infância que o lion batista foi excelente em tudo que os homens aplaudem, contam-se feitos de força e de destras incríveis, dizem que saltava a pejo juntos por cima dos homens das pessoas, que na catadoral atirava uma peça de prata até a abóbada do edifício, que fazia agitar e ter merde de baixo dele os mais fogosos cavalos, que queria chegar à perfeição com um corredor, com um cavaleiro e com morador. Aprendeu música semestre, o que não impediu que os composições fossem admiradas por outros músicos. Sou o agilhão da necessidade, estudou direito durante longues anos até cair doente pros gritamento. Quando, na idade 24 anos, verificou que a sua memória tinha baixado mas que sua aptidão para os conhecimentos exatos sem mantenha completa entregou-se ao estudo da física e das matemáticas sem prejuízes das noções práticas mais diversas, porque interrogava aos artistas os sábios e os artifices de todo o gêndrome sob os seus segredes e a sua experiência. Além disso, ocupava-se de pintura e de modelagem e fazia, mesmo de memória, retratos e bústicos que jocavam pela semilhassa. Será, obviamente, espectável, que não há tica de burcarde todas as circunstâncias capazes de subtrair Alberti essa virtuosa patria italiana não merecem qualquer viabilidade investigativa. Para burcarde, não existe nenhuma patria externa essa realidade que exalta que mereça a mínima consideração. No entanto, será precisamente a quando do regresso de Alberti a florença em 1434 e após observar as obras de arquitetura, escultura e pintura, que tanto o Felipe Obanolesky, como Lorenzo Giberte, Donatello e Mazatio, havia um produzido durante a sua longa ausência que irá ocorrer uma assantroxumadora no seu espírito. Um regresso implica sempre uma partida prévia e neste caso importa inquirir as circunstâncias por detrás do longo isílio e da família Alberti de florença, entre 1401 e 1428, pois as suas consequências serão significativas. Este facto será resultado de movimentos conspirativos em torno do seu posicionamento político, no confronto que oposo Richard Osalbidesi, no colominar do Tretcento. Em 1401, todos os homens Alberti, de idade superior a 16 anos, foram sujeitos ao banimento. Alberti, na chide já no isílio, será o único membro da família registrar um seu lugar epistular a prenosa instabilidade ou humilhação política que este banimento terá representado. Sempre esperamos neste nosso isílio, voltar ao nosso próprio país, voltar a encontrarmos na nossa própria casa e descansar entre os nossos parentes. Estas preenças e saudade cresceram, de facto, mas frvorosamente, a medida que sofremos e declinamos continuamente, enquanto não conseguimos assentar os nossos espíritos ou enraizar as nossas vidas numa espécie de ordem estável. Durante este longo período de 27 anos, e, no obstante, apesar de apenas que foram submetidos, há de vida profissional dos Alberti, enquanto mercadores e bancaires internacionais terá constituído uma garantia de segura psiconomica. Não obstante o caráter vulúvel que a fortuna sempre representa, troncidos contáctes internacionais, a garantir a prosperidade dos Alberti e, muito provavelmente, após ter a notoria de intelectual de Lyon Batista. De acordo com o Susana Baxendeil, na floresta pré-médite, qualquer família de mercadores bancaires teria partido para os locais onde as suas ligações comerciais estivessem previamente estabelecidas. Desde ponto de vista, será possível conceber uma extensa rede familiar à escala europeia, pronto a acolher o jovem de Lyon Batista durante os seus seminais anos de formação. Na xida em 1404, em Genova, Alberti foi educado nos principais centros de ensino do Nord-Italia, primeira empado na escola humanista de Gasparino-Barsiza, onde estudo latinha, e posteriormente na Universidade de Bolônia, onde estudo o Júri Esprodência. Durante este período de aprendizagem, trat de querido igualmente com potências profundas em diversos rambos das ciências, nomeadamente na matemática inaótica, o fato de que ele terá conferido uma ampla capacidade na teorização dos fenômes artísticos do seu tempo. Esta ideia surge reforçada pelo facto de a quando do seu regressa a floresta em 1434, de ter precisamente o seu olhar na ciência da pintura e publicar um tratado dedicado especificamente a esta arte. Sobre o seu inigável de intelecto, todos os relatos ou nânims em considerar o sublime universal em todas as formas de conhecimento, dimensão encyclopédica que grandeu o ilogio de um copista a margem de um manuscrito do seu trivia senatoria, que se diga pois o que este homem nos conhece. Já no que respeita a fonte em que Alberti se travasiado para a renovada teoria artística que propõe no depictura, sobram mais questões do que respostas. Conforme solinhamos no primeiro programa e no que a pintura diz respeito, o de arquitetura de vitrúvio centra exclusivamente sobre o receituário pigmentário não existindo nenhuma referência específica à praxia espictórica. A cheção da crítica que estabelece sobre a permuta de uma pintura concreta em prol de diversas fantasias, vitrúvio, prescreve, uma clara supermacia de jável do real. É que, de facto, não devem ser aprovadas as pinturas que não são similientes à realidade, nem se são tomadas ilgantes pela arte, delas se deve logo julgar favoravelmente, a não ser que apresentem determinadas razões justificativas aplicadas sem contradições. O problema é que este respeito importa recordar a exaustão que a cheção do ressortimento italiano dos autos clássicos, da recuperação dos elementos stylísticos da arquitetura humana e da busca arqueológica por modelos escultóricos, nunca em um momento a pintura opteva um exemplo, uma amostra ou inclusive, um manual técnico da dimensão de arquitetura que de serviço de guia. De facto, e a cheção das narrativas da história natural de plínio ou velho entornam da técnica lenda área dos pintores apelos, zeo que cis e parrâsio, nenhum elemento material e operativo da pintura grega humana traem fluido direto indiretamente nos chamados "Renashimento Italia". Esta supermacia do real lógico em detrimento de uma linguagem simbólica encontra-se de facto subestancialmente a licenciada no depictura. Mas esse princípio, estrutural de resto para toda a futura teoria artística, não se encontra presente nem nos pursepósitos vitrovianos, nem no reseituário de senino e afins, nem na pintura coetânia florentina, que, apesar de invidar os forços nesse sentido, encontra-se sumamente retaída, pronta sua congênero se centra e o não. Com efeito, a dúvida que Gombri de Formula, quando questiona, terá alberte e cida ajudado nos seus pantosos diagnósticos pelo seu conhecimento à pintura flamenga, obriga a uma reflexão profunda em torno do período corrente entre 1429 e 1431, do qual pouque sessado e que poderá constituir a chave para a resolução da misteriosa fonte teórica ou técnica que Alberti descreve no seu depictura. Antes de tentarmos desvendar este mistério, regressemos uma vez mais a fluença no ano de 1434. Alberti, arraste-se a chegado no artitalia e muito presumivelmente da flandros, confrontas com uma cidade onde fervelhava a novidade artística e que o dia, pelo humanista de rar e rodição, que fosse capaz de formalizar no plantiórico aquilo que Bruno Lesky havia comprovado experimentalmente. Que experiência foi este e qual a sua relevância para o desenvolvimento teórico da arte. Trata-se do célbrem-seis experimental, levada cá por Filipe Obronleski, que se encontra na rato por António Manetti, na novela del graço Lenaeolo, e em particular no relato Vita de Filipe Obronleski. Manetti descreve com algum grau de detalhe, a primeira demonstração experimental de algo que designa de regola e que, de facto, nunca terá transitado do estatuto de mera curiosidade no que a história da arte conser. Segundo Manetti, Bruno Lesky destacava-se claramente da paisagem artística florentina graças a uma superioridade intelectual e imigável. Entre eles estava Filipe ou de ser Bruno Lesky, o homem de grande sagacidade intelectual, como ainda é conhecido pela maioria dos homens. De facto, Manetti confere a Bruno Lesky o arquétip do arte effects politecnes que conjugava abilmente pela primeira vez conhecimentos provenientes de distintas e até íntocadas áreas. Matemática, jumteria, mecânica, arquitetura, pintura, escultura, etc. As demonstrações que terá levada cá, boinda há-te em certa, mas muito provavelmente entre 1413 e 1416, conjugando conhecimentos de matemática e jumteria, juntamente com a capacidade de produzir instrumentos de experimentação, instituirão de facto, uma nova era onde as epistomologias artesanais se afirmarão através de um novo valor de electoral. A data desta experiência, anteriorar a rediscoverta de vitrúvio, sugera a prevalancia de um outro texto, cuja relevância será incontronável para compreender o adevento da perspectiva linear. A geografia de Claudio Ptulmeu, traduzida em florengcia em 1416 do greg para o latí. Sobre esta e outras questões, regressaremos no próximo programa. Focamos a nossa atenção por hora, no relato de Manetti, relato este que assume uma especial relevância por se constituir enquanto destumunha presencial da metodologia empregue, ainda que parque nos promunores indicados. Troncido a as experiências conduzidas por Brunulesque, senda mais conhecida aquela que terá efetuada a porta da catadral de Santa Maria del Fiore. E leito um ponto de vista acerca de três brátia, cerca do metro e 74, dentro do portal principal, Brunulesque terá utilizado uma pintura de batisterio escutada com o extremo rigor mimético, mas, sobretudo, perspeticamente, correta. De modo aumentar o verismo da sua pintura, tracoberta parte correspondente ao céu ou comprata polida, de modo aqui este fosse refletido, aumentando desto modo o grau de ilusão da experiência. Brunulesque infectou então um pequeno orifício no ponto equivalente à linha de visão do batisterio, através do qual o observador poderia observar, munido de um espelho no outra mão, o reflexe da imagem sobreposta à imagem real. Maneta e afirma que a criação deste dispositivo traz sido motivado pela necessidade de comprovar a viabilidade teórica do seu ponto de vista único. O pintor precisa de presopor um único lugar a partir do qual a pintura deve ser vista, tendo enquanto a altura, a profundidade e a largura, e de forma similante à distância. Esta narrativa parece sugerir de facto uma inovadora intercessão entre o conhecimento prático e teórico, ou seja, entre a capacidade de produzir um instrumento científico e a formulação complexa de proposições matemáticas. Ora, a questão posiciona-se precisamente neste ponto, a diferença entre a experimentação e a fixação teórica do princípio inunciado. De facto, a quando a sua chegada à florengcia, existiam já em numeras obras pintadas de acordo com este inovador princípio. A colabração entre Bruno Leski e Mazatio havia produzido entre 1426 e 1428 anotável treindado de Santa Maria Novela, da até que o mesmo pintor produziria os celbros afrescos da capela branca. Em todas estas obras, a mesma característica comum a presença inocívica de um inovador espalhes pictórico, quarente e científicado. Essincêndicios permitem supor que aquilo que Alberti e Presenciou, traçido de facto, já nos operativa de um sistema cuja teorização tardava, muito provavelmente pela inexistência de um interprete, devidamente dotado. La conaessa que a sua chegada repentina em 1434 irá resolver. De facto, se recordarmos uma vez mais vazar e quando afirma que Alberti deixou livros escritos de tal maneira que não tendo surgido entre os artistas modernos ninguém que só vai escrever sobre tais coisas, se de compreendemos que este ensígueme florentino será o homem certo, no momento certo. Toda esta proposição seria válida ou bastante, se o campo de ação de depictura se resumiu exclusivamente entornem da teorização da perspectiva artificiales, mas de facto tal não se confirma. Aquela Alberti vai muito para além do preseposto teórico do quanto continue e da formalização de um espaço pictórico concreto, manifestando de depictura duas dimensões paralelas, por um lado uma concessão matemática do espaço, por outra uma concessão óptica da visão. Esta multiplicidade matemática e a abrangência a campos analgos como da óptica indiciam que Alberti havia contactado com as escolas centriunais onde uma linguagem de vanguarda, mimética e verista derrubava todos paradigmas e magéticos mediaveis. De facto, as colidades indrentes ao novo pintor que Alberti anunciia são radicalmente opostas ao receito área tradicional e secretos as oficinas que se enire pro clama ainda no seu livro del arte. A visão que Alberti perconiza perfeitamente enquadrada pela minúcia e detalhe que os pintores na distante flandres lançavam sobre o universo, favorece hipótese formulada por Gombrić quando este evoca um possível contacto do autor do depictura com a arte nirlandesa durante o seu isílio. Em particular, numa viagem realizada entre 1428 e 1431, a norte dos Alps, no preciso momentem que as novas doutrinas de representação e imésia do marvão forma e faziam escola e precisamente as casos anos do seu regressa a floreça. A relação entre Alberti e a flandres encontra-se explicitamente enquadrada desde o século XIX, nomeadamente na obra Vita de Lyon Batisse Alberti que, de Girolama Mancini, levou ao Prelho em 1882. Este relato como amizade entre Alberti e o mestre tomado da aparento de Shelley, dito da Sarzana, futuro papa Nicolau Quinto, o terá remetido para a esfera do virtudíssimo cardial Nicolau Albertgati. Confessando a pesar de tudo a conjetura, Mancini coloca o jovem e pobre doutor Lyon Batisse Alberti ao serviço de Albertgati a partir de 1426. Juntamente com este, entraria igualmente ao serviço cardial, o próprio tomado da Sarzana, que além da orfandade da pobreza, partilhava com Alberti o mesmo fulgor humanista. Albertgati de resto parece alimentar especial perdileça a um prefigur as analgas, homens doutos, denotável engenho e boa na esperança. Se pobres sucurriam-os, se desencontrava e donedado promovia-os às onres e dignidades e clasiascicas. Partindo deste pressuposto indo comentado, Mancini predispõe-se a suposição em torno da maravilha que constituia hipótesse do cardial Albertgati, se ter feito a acompanhar de Alberti nas suas ligações transalpinas de resto, seguindo a regra de se fazer acompanhar em tais ocasiões por pessoas instruídas. Segundo Mancini, Alberti terá integrado a segunda ligação transalpina confiada a Albertgati por Martin Quinto em 1430, com a missão de atenuar as graves divergências entre o rei de França e o Duke de Abrogonha, filipterseiro, o bom, em faça da aliança deste com os ingleses. Para tal, apoiaste tanto no relato de Radesi, do compêndio dela-evite a Depitori, que afirmava que Alberti se maravilhou a andar pelo mundo, como na história dela e escritória fiorintini de Negri, que grante que Alberti havia tido acesso a todos os príncipes de Europidase. Como, pre-supposto, há que reconhecer que apobram em fundamentação, não entendo outras evidências determinam alguma veracidade na conjetura. Com efeito, nessa segunda ligação, O cardiául-albergá-te procurou todo o norte de Europa, onde visitou as provincias francesas belgas e alemãs, tendo tido o contacto pessoal com o escol de exceção que prefigurava a corte de fila e poupom. Esta ocasião, configura na óptica de Manshinny, a única hipótese de Alberti viajar para que elas regiões enfasta sua fraca condição económica. Um dos aspectos mais extraordinários em torno desta conjetura, constituiu o facto o próprio cardiául-albergá-te ter sido retratado pelo recém chegado da Pininso Ibérica e a Anvanáe, pintou-a e embaixador do duque da burgonia-filipterceia. Vanáeque, chegada à corte em 1425, precisamente no momento em itália, sedávamos para mais passos condocentes à perspectiva linear, encontrar-se entre 1431 e 1432 em volta na execução do céubro alta-ar de gante. O encontro entre Ian Vanáeque e o jovem Alberti, ainda que não documentado, revelar-se a bastante interessante tendo em conta o consenso em torno das visitas de Ian Vanáeque e Itália, por volta dos anos de 1425 e 1426, e das evidências estéticas resultantes dessa viagem apontadas por Charles Sterling. Se o retrato cardiául não permite estabelecer, com certeza, a presença de Alberti na flandres por volta de 1431, outras provas se evoluem um para um contacto porco ao centro jovem teórico e a precursor a teoria óptica flamenga que a pintura se centra-inal começava a evidenciar. De facto, ao confrontarmos as evidências teóricas dispostas por Alberti no depictura, no que conserna ao tratamento óptico e mimético da realidade, com o acervo pictórico florentino, constatamos que, de facto, algo não bate certo. Podemos então concluir como a confortável margem de segurança, que é em 1434, com 30 anos de idade, o jovem Alberti terá chegada a florença, maravilhado pelo contacto direto com anovíssima prática pictórica flamenga, concretizando a sua harmonização com as experiências conceptuais, que tanto Brunellesque como Giberty, Donatelo e Mazácio, haviam desenvolvidos no campo do espaço pictórico. Desde encontro, na charaa a ciência pictórica, mas o seu primeiro impacto, parlado de seminação da nova ciência perspética, farce a anotar fundamentalmente na reformulação estatutária do pintor. O modelo será vitrúvio, mas a inspiração poderá ter morigem muito mais centra-inal do que o momento se considera. No próximo programa, iremos analisar em profundidades diferenças entre o Depictura de 1435, dedicado ao Marquees de Mântua, e o dela-apitura dedicado ao seu mestre amigo, Felipe Brunellesque. A existência de duas versões distintas da mesma obra revela que as reais intenções de Alberti, muito mais do que elaborar um innovador tratado perspetiva, pretendeu encitar uma profunda reconversão da atividade pictórica nas oficinas italianas, motivando uma verdadeira revolução estatutária dos pintores do 4% e a unanchimento oficial da ciência da pintura. Esta e a outras questões, regresaremos no próximo Artifex. [Música]

Podcast Summary

Key Points:

  1. O podcast Artifex analisa a vida e obra de Leon Battista Alberti, figura central da transição do artífice medieval para o artista-intelectual renascentista.
  2. A redescoberta de Vitrúvio no século XV, divulgada por Poggio Bracciolini, catalisou uma revolução teórica e prática nas artes, da qual Alberti é o expoente máximo.
  3. Alberti personificou o modelo do "Doctus Artifex", harmonizando prática artística (arquitetura, pintura) com profundo conhecimento teórico, humanista e matemático.
  4. Giorgio Vasari, em suas biografias, enfatiza a superior influência dos escritos teóricos de Alberti sobre sua obra prática, refletindo uma nova valorização do conhecimento intelectual.
  5. A obra teórica de Alberti, especialmente "De Pictura" (1435) e "De re aedificatoria" (1443-1452), sistematizou princípios vitruvianos e estabeleceu bases teóricas fundamentais para as artes renascentistas.

Summary:

O episódio do podcast Artifex dedica-se a Leon Battista Alberti, apresentando-o como o símbolo máximo do artista renascentista multifacetado e a encarnação da revolução teórica provocada pela redescoberta dos textos de Vitrúvio no século XV. O programa contextualiza essa transformação, mostrando como o modelo medieval do artífice (artifex) deu lugar ao do "Doctus Artifex" – o artista douto, com formação humanista e científica. Alberti, formado em Direito e dotado de vasto conhecimento em matemática, filosofia e letras, concretizou essa síntese única entre teoria e prática.

Sua obra escrita, principalmente o tratado de pintura "De Pictura" (1435) e o de arquitetura "De re aedificatoria", é analisada como mais influente do que sua produção artística prática, segundo a avaliação de Giorgio Vasari. O episódio explora como Vasari celebra o intelectual Alberti, por vezes minimizando suas obras manuais, e destaca como Alberti personificou o ideal vitruviano do arquiteto-polímata, cuja autoridade derivava do domínio tanto das disciplinas teóricas (como a matemática) quanto das artes mecânicas. A narrativa conclui sublinhando o papel seminal de Alberti em fundar uma nova conceção teórica para as artes, estabelecendo um paradigma que definiria o Renascimento.

FAQs

Leon Battista Alberti foi um artista, arquiteto e humanista do Renascimento italiano, considerado um símbolo do artista multifacetado. Sua obra e escritos, como o tratado 'De Pictura', foram fundamentais para integrar teoria e prática artística, promovendo uma revolução no pensamento artístico do século XV.

A redescoberta e divulgação dos dez livros de arquitetura de Vitrúvio, por Poggio Bracciolini, motivou uma transformação súbita nos artistas e seus mecenas. Este evento criou um antes e um depois, marcando uma revolução teórica e prática nas artes do Quattrocento.

O 'Doctus Artifex' refere-se ao artista com formação acadêmica e humanista superior, que aplica seu conhecimento na prática artística. Alberti, diplomado em Direito Canônico, exemplificou esse modelo ao harmonizar atividades mecânicas como arquitetura e pintura com disciplinas do trivium e quadrivium, incluindo matemática.

Vasari destaca que Alberti era mais reconhecido por seus escritos do que por suas obras manuais, enfatizando a influência de seus textos na teoria e prática artística da época. Ele argumenta que a combinação de teoria e prática é essencial para a excelência na arte, algo que Alberti personificou.

Alberti contribuiu com tratados fundamentais como 'De Pictura' (1435) sobre pintura e 'De re aedificatoria' (1443-1452) sobre arquitetura. Ele também projetou edifícios como a fachada de Santa Maria Novella em Florença, integrando princípios vitruvianos e matemáticos em suas obras.

Alberti combinou conhecimentos em matemática, filosofia, música, medicina e direito em sua prática artística e teórica. Essa abordagem multidisciplinar, inspirada em Vitrúvio, permitiu-lhe criar uma harmonização entre as artes mecânicas e as disciplinas intelectuais, definindo o arquétipo do artista renascentista.

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