Arte e educação na construção de uma outra educação - 16ª temporada - Ep.08
11m 42s
Neste episódio, o professor Rafael Castillo discute como a cultura pop pode ser uma ferramenta educacional, especialmente no contexto do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (educação de qualidade) da ONU. Ele define cultura pop como tudo que é consumido em larga escala pela massa, mas destaca que ela vai além do consumo: oferece novos vocabulários para interpretar o mundo e funciona como "ponte semântica" para abordar patologias sociais, como problemas de reconhecimento. Filmes, séries e músicas, ao promoverem a alteridade (colocar-se no lugar do outro), tornam-se ferramentas pedagógicas que aproximam os alunos do conhecimento, embora possam também distrair se consumidos em excesso. Castillo afirma que sua própria formação foi influenciada por produtos culturais, que moldaram sua visão de mundo e carreira. No entanto, ele reconhece que integrar cultura pop na educação ainda é um desafio, devido à falta de cumprimento de leis e à necessidade de formação docente. Ele sugere que professores façam levantamento de materiais que dialoguem com os temas das aulas e usem fragmentos de obras (em vez de filmes completos) para exemplificar conceitos, adaptando-se ao ritmo acelerado e ao consumo visual dos alunos. A conversa reforça que aprender também é conhecer os outros por meio da cultura pop.
Tá me ouvindo? Rádio 3º andar, conectados na frequência da fafiche. Tocinho, pode falar. Laboratório de experimentações sonoras, Les fafiche o FMG e Rádio 3º andar apresentam. Olá, eu sou o Luis Fernález, na Adionaleismo, som à lua com deficiência, nesse segundo episódio vamos falar ainda sobre a DS4 de desenvolvimento sustentável da ONU e a educação de qualidade cultura pop. Hoje o meu convidado é o professor Rafael Castillo, que vai nos ajudar a refletir sobre esse assunto, ao mesmo sonho em vez com a gente. Primeiramente, eu gostaria que o professor se apresentasse para a nossa audiência e contasse um pouco da sua história. Eu sou Rafael Castillo, eu sou formado um jornalismo, sou mestre pelo PPG com o nou FMG e atualmente sou doutorando no programa de pós-graduação aqui da o FMG, comunicação social, estonálinha de pesquisa, processos comunicativos e práticas sociais e estou conduzindo a disciplina cinema, televisão, prática sociais como estágio do centro. Muitas pessoas não sabem o que é cultura pop. Você pode nos ajudar a entender que a cultura pop é e como ela pode ser ponte de educação? Bom, eu acho que cultura pop seria tudo aquilo que se encerre de forma popular dentro da nossa comunidade, consumido com um tratamento pela massa, mas é importante entender que em um tratamento ele não é o costo de reflexão. Então a cultura pop, ela pode ser utilizada assim na educação. Eu trabalho com a teoria de que os elementos constituem a cultura pop, mas especificamente de cinema, a serie de TV, as telenovelas, eles são ponte semânticas para a dedecção das patologias sociais, principalmente das patologias relacionadas ao reconhecimento social. Então isso quer dizer que a cultura pop e ela é capaz de oferecer novos vocabularios para a interpretação do mundo que a gente vive. Então eu acho que isso é uma forma um caráter quase pedagógico, e educacional que a cultura pop tem. Entendendo cultura pop, como aquilo que é consumido de forma popular, consumido em ângua e escala dentro da nossa comunidade, não só consumido. Eu acho que essa relação entre o fã e a cultura pop é a cultura passa, a barreira de consumo, mas a gente também tem a produção de outros conteúdos a partir desse elemento da cultura pop, principalmente não acontece marcado pela série de sociais. Você acha que film séries e músicas podem ser ferramentas de apanheizado? Eu acho que sim, essa formação de novos vocabularios é insisso uma ferramenta de aprendizado quando a gente pensa na relação entre a cultura pop e consumidor, entre a cultura pop e o espectador. Eu acho que tanto filme quanto séries quanto músicas tem essa dimensão da alteridade de colocar-se no lugar do outro, de sentir os dilemos, os problemas do outro, e isso é só uma ferramenta educacional. Acho que aprender sobre novas realidades é uma um caráter pedagógico que se relaciona a aprendizado. Na sua opinião, você acha que a cultura pop aproxima ou dista esse processo? Eu acho que a cultura pop nos aproxima do conhecimento, falando dessa questão de conhecimento dos dilemos sociais, mas a gente tem o próprio conteúdo que são aprendidos na sala de aula, assim, de forma mais normativa, que são condensados na cultura pop e isso pode facilitar o processo de aprendizado. Eu acho que é um caráter dubio, eu acho que pode nos aproximar do conhecimento, pode nos distrar nesse processo na medida em que algumas pessoas deixam de estudar para consumir cultura pop, mas eu acho que aprendeu o conhecimento, eles pãem de estes roteiras na sala de aula e nesse sentido tudo aquilo que a gente consome culturalmente contribui para a formação do nosso repertório cultural, social, também nessa questão dos conteúdos que só aprendidos dentro da sala de aula no médio, até dentro da própria universidade. A cultura pop tinha influenciado de alguma forma na sua formação? Eu acho que sim, eu tenho uma visão que tudo aquilo que a gente consome, ele forma um pouquinho do nosso caráter, em sentido de construir o nosso repertório social, o nosso repertório cultural. Então, tantos nossos valores morais contra a nossa concepção de mundo, a nossa concepção das pessoas, é influenciada e certa medida pelos produtos mediáticos que a gente consome. Eu acredito que sim, acho que muito da minha forma de ver o mundo a extraído das instituições que eu frequentei, um pouco da minha família, um pouco da escola, mas também tem muito da contribuição dos elementos culturais, os cintos que assistiram, os livros que eu li, das músicas que eu ouvi durante a minha vida. Eu acho que isso inclui na minha formação, não só como pessoa mas como pesquisador, como profissional da área de comunicação. Você acha que a cultura pop ainda é um desafio a ser incluído na educação? Eu acho que sim, a gente hoje tem leis, por exemplo, que dizem que as escolas públicas na educação básica precisam exibir pelo menos alguns horas por mês de fumes nacionales na sala de aula. Uma lei que não é comprida de forma plana, acho que não está totalmente integrada ainda da nossa educação. Não é só isso, acho que existe essa dificuldade de integrar a turapópolis, cinema, dentro da educação, como todo, tanto da educação básica, tanto da educação universitária, mas existem caminhos para pensar essa relação entre cultura pop e educação. Existe para os próprios processos de educação que também são importantes, ensinar os alunos a lidar com os processos de comunicação, não só nessa caráter do consumo, mas também para o caráter da produção. Eu acho que ensinar a produzir essa educação mediática é também importante quando a gente pensa nessa relação da cultura pop com a educação. Mas eu acho que, no caráter, eu mais básico pelo menos tentar relacionar o processo de análise fímios com os conceitos estudados na sala de aula, entender como cineastas, como os conceitos que estão sendo discutidos dentro das narrativas, se não for possível uma análise formal ou intestual da obra, pelo menos uma análise contextual que já logue com essas processas, filmes produzidos em um contexto que dá senão estudado, acho que tudo isso contribui para a formação do repertório do aluno, é um desafio ainda, acho que também passa pela formação dos professores, acho que a gente tem desde da origem da nossa formação entender essa cultura pop, esses elementos da cultura pop com uma forma de alciar nos conteúdos que a gente está tentando passar para os alunos, além de servir também como exemplo, eu acho que nesse processo, nesse mundo que a gente está vivendo, de estimos os usuais, que os alunos, que principalmente os jovens estão acostumados a consumir conteúdo fragmentado, visual das redes sociais, a imagem é o visual, ela serve como um exemplo talvez mais eficaz do conteúdo textual em alguns contextos de aprendizado. Você poderia dar uma dica de qual os professores devem iniciar esse conteúdo em sala de aula? Então, como a aula que o leciona fala sobre justamente cinema, televisão e as práticas sociais, entendendo esses dispositivos como práticas sociais, mas também como elementos que influenciam outras práticas sociais, eu tenho para até quase intertextual nesse processo, também é inevitable que eu não utilise da cultura pop para construir articular e exemplificar os conceitos que eu travessava em sala de aula, mas eu acho que outros contextos em outras matérias que não já loguem exatamente convertentes da cultura pop,
Eu acredito que fazer um levantamento de materiais que de halogam com o contexto, ou com os temas discutidos, e tentar captar fragmentos desse conteúdo para passar os alunos, é importante. Eu acho que lidar com o filme de forma. trabalhar com as unidades filmes de forma integral é um pouco difícil, né? A gente está nesse contexto de muita velocidade, a gente fazia alguns alunos assistirem, por exemplo, o filme de duas horas na sala de aula, muitas vezes. Então tentar captar fragmentos. Quero agradecer pela conversa professor Rafael, a cultura pop não é só diversão. Os filmes séries, músicas, mostram que aprender também é conhecer os outros. Esse foi o nosso segundo episódio, a educação de qualidade de desenvolvimento sustentável da ONU Cultura Pop. A RADIT ser andar é um projeto de ensino pesquisa e extensão vinculado a disciplina RADIT em mídias digitais. A coordenação dos professores sonha, pessoa e Felipe Jacumi. A capitalização e montagem por federico-pessoa está e já é doceente vão victo, olivera, projeto do laboratório de experimentações sonoras da fafixo WFMG. Tá me ouvindo? RADIT ser andar. Pô, nequetados na frequência da fafixo. Tocinho, pode falar.
Podcast Summary
Key Points:
A cultura pop é definida como tudo que é consumido popularmente em larga escala, podendo servir como "ponte semântica" para discutir patologias sociais e oferecer novos vocabulários para interpretar o mundo.
Filmes, séries e músicas podem ser ferramentas educacionais, pois promovem a alteridade (colocar-se no lugar do outro) e facilitam o aprendizado de novos conteúdos.
A cultura pop pode aproximar ou distanciar do conhecimento
A cultura pop influencia a formação pessoal e profissional, moldando valores, concepções de mundo e repertório cultural.
Integrar cultura pop na educação ainda é um desafio, exigindo leis mais cumpridas, formação de professores e uso de fragmentos de obras para exemplificar conceitos em sala de aula.
Recomenda-se fazer levantamento de materiais que dialoguem com os temas discutidos e usar fragmentos de filmes ou séries para facilitar o aprendizado, especialmente em um contexto de consumo visual acelerado.
Summary:
Neste episódio, o professor Rafael Castillo discute como a cultura pop pode ser uma ferramenta educacional, especialmente no contexto do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (educação de qualidade) da ONU. Ele define cultura pop como tudo que é consumido em larga escala pela massa, mas destaca que ela vai além do consumo: oferece novos vocabulários para interpretar o mundo e funciona como "ponte semântica" para abordar patologias sociais, como problemas de reconhecimento. Filmes, séries e músicas, ao promoverem a alteridade (colocar-se no lugar do outro), tornam-se ferramentas pedagógicas que aproximam os alunos do conhecimento, embora possam também distrair se consumidos em excesso.
Castillo afirma que sua própria formação foi influenciada por produtos culturais, que moldaram sua visão de mundo e carreira. No entanto, ele reconhece que integrar cultura pop na educação ainda é um desafio, devido à falta de cumprimento de leis e à necessidade de formação docente. Ele sugere que professores façam levantamento de materiais que dialoguem com os temas das aulas e usem fragmentos de obras (em vez de filmes completos) para exemplificar conceitos, adaptando-se ao ritmo acelerado e ao consumo visual dos alunos.
A conversa reforça que aprender também é conhecer os outros por meio da cultura pop.
FAQs
Cultura pop é tudo aquilo que é consumido de forma popular e em larga escala dentro da comunidade, incluindo filmes, séries, músicas e outros conteúdos, que podem ir além do consumo e gerar novas produções.
A cultura pop serve como ponte semântica para a discussão de patologias sociais e oferece novos vocabulários para interpretar o mundo, tendo um caráter pedagógico e educacional.
Sim, eles promovem a alteridade, ajudando a sentir os dilemas do outro, e facilitam o aprendizado sobre novas realidades.
Ela pode aproximar, ao condensar conteúdos aprendidos em sala de aula, mas também pode distrair, quando as pessoas deixam de estudar para consumi-la.
Sim, ele acredita que tudo que consumimos forma nosso repertório cultural e social, influenciando valores, visão de mundo e sua atuação como pesquisador e profissional.
Sim, há leis que não são cumpridas plenamente, e falta integração na educação básica e universitária, mas existem caminhos, como usar fragmentos de filmes para exemplificar conceitos.
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