O episódio é uma reflexão emocionante sobre um post de Paula Paloma, ilustradora que impactou profundamente a narradora desde o dia 30 de janeiro. O conteúdo da tirinha aborda feridas da infância, autocrítica, vergonha e a necessidade de passar por um luto para se reconectar com o próprio corpo e com o mundo. A narradora compartilha sua própria jornada de autoconsciência, onde traumas da infância, vividos na infância, continuam a afetar sua vida adulta, gerando sintomas físicos e emocionais. Ela destaca que o crescimento pessoal exige se permitir ser visto, desafiar a autocrítica e construir vínculos de apoio, tanto em relações românticas quanto em amizades e família. A tirinha também faz uma crítica ao sistema social, mostrando como a opressão sistêmica, o capitalismo e a estrutura de gênero desamparam muitas pessoas, especialmente mulheres. A narradora enfatiza que o autocuidado é um direito coletivo, que exige políticas públicas e acessibilidade. Por fim, ela reforça a importância da comunidade como espaço de pertencimento e apoio emocional, onde o sentimento de ser amparada é essencial para o bem-estar. O episódio conclui com uma chamada para o público se conectar com a obra de Paula Paloma, seguir o seu perfil (@pauti_pipi) e refletir sobre como as próprias histórias de dor e cura são compartilhadas em um contexto coletivo.
Oi é, esse é um episódio um pouco diferente, porque aconteceu uma coisa no dia 30 de
janeiro que mudou a minha vida, e aí eu pensei que isso precisa mudar a vida de mais pessoas.
O que aconteceu no dia 30 de janeiro é que eu estava rolando meu feed do Instagram,
quando apareceu para mim um post de uma pessoa que eu não seguia, que é uma ilustradora
chamada Paula Paloma. Eu queria dizer assim, Deus abençou e fabricante do concreto que construiu o hospital,
em que Paula Paloma nasceu, para que ela pudesse fazer esse post de chegar até a mim. Não existe um dia,
eu queria estar exagirando, mas não estou. Não existe um dia desde o dia 30 de janeiro que eu não pense
nesse post. Eu quero muito ler os livros que ela recomendou a partir desse post, ela colocou aqui na
legenda, e foi uma coisa que eu só vi agora, porque eu fiquei tão impactada com post, e eu voltei
ele para ler ele tantas vezes que eu nem li a legenda, mas vou ler. Eu vou compartilhar esse post,
lá no nosso grupo do WhatsApp, mas eu já compartilhei esse post no Instagram e recebi zero
respostas, o que é extremamente estranho, porque tudo que eu não estou me achando, contando uma
coisa que acontece na minha vida. Tudo que eu posto, existem respostas, me mandam DM, commentam, etc.
Eu compartilhei isso, não ouve nenhuma resposta, achei muito estranho, cheguei algumas conclusões.
A primeira é de que eu esqueci de contar que é uma tirinha, essa ilustraza eu chamada Paula Paloma,
fez uma tirinha, que é um carro céu enorme, com várias coisas escritas e umas ilustrações que
são um magraço, o trabalho dela é incrível. E eu fiquei me perguntando se as pessoas não leiram,
porque era muito grande, e aí eu vou começar a valer e ver que era muito grande e parava de ler,
e barra ou porque é inglês. E não é todo mundo que fala inglês. Eu fiquei com peso no coração,
porque eu queria que todo mundo pudesse ler e todo mundo parasse um pouco para prestar atenção no que essa
mulher escreveu. E eu sei que uma coisa que temos aqui cultivada nesse podcast é atenção por um pouco
mais de tempo de vocês. Eu sei disso porque eu já fiz episódios com mais de uma hora e vocês
permaneceram aqui por mais de uma hora. Eu tenho aqui as métricas que pouquíssimas a gente saiu do episódio.
Então, o que temos aqui, uma vantagem diante à loucura da internet, é uma comunidade que está
disposta a prestar atenção por um pouco mais de tempo. E apesar dessa tirinha da Paula Paloma,
até sido um grande síssimo sucesso, estou vendo aqui que tem 140 mil likes. Eu sinto que as gostosas
de choronas não viram esse post. E eu gostaria que vocês vissem porque eu acho que sabe quando uma
pessoa produz alguma coisa que você fala assim, eu não tenho palavras, tipo assim, você deu um contorno
para algo que estava me assombrando e eu não sabia o que era. Você colocou em palavras coisas que eu
estou anos tentando entender e você conseguiu explicar. Você colocou em uma tirinha, você me
ofereceu um sentimento de compreensão, acolhimento e de que eu não estou sozinho. Então, eu realmente
gostaria que vocês sentissem essa mesma coisa que eu senti. Antes da gente começar, eu gostaria que
vocês seguissem Paula Paloma. O arroba dela é pauti pipi. Eu vou soletrar, se abre a sua
Instagram já digite aí, que é P-A-U-T-I-P-E-E-P. Pauti pipi. O que eu vou fazer nesse episódio? Eu vou ler o que ela
escreveu, vou parar alguns momentos para comentar a partir de observações pessoais, mas o que eu quero
mesmo é que a gente juntas chegue até o final desse post. Eu estou gravando esse podcast, eu gravo
ele em áudio e em vídeo, porque é a calutira cortes dele para ir para as minhas redes sociais. Eu estou
me olhando aqui na câmera, e eu estou com uma cara de choro, porque eu lide novo essa desgraça desse
post toda vez que leio. Eu choro, então se prepara, se você está em lugar público, eu te overlizei, tá? Vamos lá.
A tira inteira é uma mulher, tipo assim, a ilustração é uma mulher que eu assumo, que é a Paula Paloma, eu amo
o nome dela, Paula Paloma, e ela está lendo um livro, e ela está dialogando com um livro, tá? Então por isso
começa, tipo ela fala assim, então você está me dizendo que é o livro que está dizendo para ela, entendeu?
Ela está dialogando com o livro, então vamos lá. Começa assim. Ah, um PS, eu traduzi esse esto de tradução
livre. Se alguma coisa estiver errada pode me culpar, é culpa minha, tá? Eu que traduzi, eu posso ter
errado em alguma coisa, mas vamos lá. Começa assim. Então você está me dizendo que para que eu pós
amicuradas minhas feridas de infância, que estão me impedindo de experiência a vida de coração
aberto, aí já parou com mim, vamos dar um pause, vou repetir. Então você está me dizendo que para
que eu pós curar as feridas da minha infância, que estão me impedindo de experiência a vida de
coração aberto, ou seja ela já teve uma consciência que eu não tive, que eu fui termina numa acessão de
análise ontem, ontem, porque como é que eu ia imaginar que uma coisa que eu ouvi quando eu tinha 11 anos
estava me impedindo, no caso da minha sessão de análise, estava me impedindo de ter uma boa relação
com meu próprio corpo, como que eu ia imaginar isso? E aí a Paula pinta e bota aí assim, a Paula Paloma bota.
Veja só, a gente tem muitas frases para falar, na primeira eu já parei, já paloma, já já paloma, já teve uma
consciência que eu não tive. Então eu estava me dizendo que para que eu pós curar minhas feridas da
infância, que estão me impedindo de experiência a vida de coração aberto, eu preciso passar pelo luto do que a minha
criança passou através da prática de uma consciência consistente, ou seja além de você estar consciente, aqui a gente já
descobriu algumas coisas, já descobrimos que coisas que passamos na infância impedem a gente de viver coisas de
coração aberto na vida adulta, às vezes a gente não percebe. E quando a gente percebe a gente precisa passar pelo luto, ou seja
deixar doei, o que aconteceu, foi que eu fiz ontem na minha sessão de análise, que eu lembrei de um negócio que eu ouvi
quando eu era criança, que vejo só a impactora a minha relação com meu corpo hoje, 31 anos, e aí ontem foi o dia que eu chorei
de contas das coisas, depois de 21 anos, depois de 20 anos, desculpa no sol, eu sou de humanas, eu odeio quem fala isso, mas
infelizmente eu sigo repetindo isso, vi da fora, ah, desculpa, sou de humanas, não te dá desculpa para a ceburra, não sabe fazer uma conta de 31 menos 11.
Voltando desculpa, a gente olha só a autocrítica, que a gente vai conversar também nesse texto da Paulo Paloma, aquela fala de autocrítica.
Então foi ontem que eu lembrei de uma parada que eu ouvi quando eu era criança de "olha só, gente, de um professor de
educação física que comentou sobre o meu corpo, quando eu tinha 11 anos, fui chorar por isso ontem, com 31 anos, porque é só com 31 anos que eu percebi,
porra isso foi inaceitável que eu ouvi, e do eu, e eu posso sofrer e entender que isso teve um impacto negativo em mim, e sofrer, deixar criança sofrer.
E aí você tem que ter essa consciência consistente, que é o que ela disse.
Então está sempre consciente do que pode ter desgraçado mentalmente, que às vezes você nem percebeu.
Então aqui já é "olha paloma", sem palavras, está seguindo.
Você vê as feridas quando você era criança, percebe que elas tão te prejudicando até hoje, 31 anos, no meu caso,
passa pelo luto, você deixa sofrer por isso, precisa de uma consciência consistente enquanto a Paulo Paloma falando.
Enquanto me permite o serviço e dissecando a minha vergonha e desafiando a minha autocrítica.
Aí já veio autocrítica, que foi uma coisa que eu já falei aqui no começo do episódio.
Então você faz tudo isso de entender o seu crescimento e o seu desenvolvimento a partir de algum trauma, alguns traumas,
se permite sofrer, enquanto isso você se permite ser vista e desafiar sua própria autocrítica e a sua vergonha.
Que é uma coisa que eu, particularmente, faço muito, né gente, vocês sabem que eu falo barbaridades aqui no podcast,
que às vezes ainda são coisas que eu estou processando.
Então faz tudo isso enquanto se permite ser vista, deixa vergonha de lado, desafiando a sua própria autocrítica,
aí agora a Paulo Paloma entre aspas.
Enquanto desafio todos os comportamentos que não me servem mais, junto com as minhas crenças limitantes e dinâmicas,
e passando pelo luto de tudo isso também, vou traduzir do que eu entendi, tá?
Veja só, ontem, o que aconteceu, eu estava conversando com uma pessoa, e aí eu estava desabafando sobre umas coisas e tal,
e no meio desses desabafos, na verdade eu estava desabafando e explicando algumas coisas e no meio colocando alguns desabafos.
E aí no meio desses desabafos eu falei sobre mim mesma, de uma forma que eu nem escutei falando.
E eu fui falando, essa pessoa foi ouvindo, e aí a gente conversou e no final da conversa, ela fez uma coisa comigo,
que foi muito chocante, que eu não estava preparada, ela virou pra mim e falou várias coisas horríveis pra mim.
Vou dar um exemplo, que foi um exemplo leve, mas assim, aqui os outros são muito particulares, digamos assim, então acho que nem cabe falar.
Por exemplo, teve uma hora que eu falei que eu estava sendo muito passiva e que eu sou uma pessoa muito passiva de gente da vida.
E aí essa pessoa, ela estava falando pra mim coisas horríveis e ela falou, porque, cara, eu acho que você é muito passiva de gente da vida,
assim, você é muito passiva de gente da vida. E aí ela repetiu várias outras coisas e eu me senti muito machucada,
e olhava pra ela falar do gente que coisa horrível, que coisa horrível, se dizer tipo, quem que fala uma coisa dessa pra outra?
E aí eu não percebi que ela só estava repetindo coisas que eu falei, depois que ela repetiu tudo, ela viu que estava chocado e ela falou,
isso não é nada do que eu acho, eu estou repetindo o que você está falando sobre você mesmo.
Veja como a história que você conta sobre si mesma é horrível.
E como isso te impacta, né, voltando para a pauta PIP?
Enquanto eu desafio todos os comportamentos que já não me servem mais junto com as minhas
crenças limitantes e dinâmicas e passando pelo luto de tudo isso também.
Então ontem foi um dia também que eu sofri.
Um pequeno sofrimento de olhar e falar "orra", esse negócio de crença limitante, eu acho
complexo de ficar falando sobre isso, mas vou levar para um lado que eu acho que é bom
de refletir que é a história que você conta sobre si mesma, sobre sua vida, reflete
no que você acredita que você é capaz, em como você age na sua vida.
Então, quando eu vi muito nesse espelho horrível que foi me mostrado sobre como eu falo sobre
mim mesma, foi um sofrimento de tipo assim "porra, mano, eu acho que eu tenho uma autoestima
ótima, a pessoa super bem resolvida que eu sou ótima, né, que eu sou o máximo, mas
na verdade, assim, para alguém que escuta atentamente, que não era o meu caso, fica muito claro
de que eu acredito em coisa sobre mim que me limitam".
Então, meio essa coisa da crença limitante também pegou em mim.
Voltando, então, ela faz tudo isso, enquanto busca o segamente me reconectar com a minha
mais genuína expressão, o que requer me observar constantemente enquanto me mantenho
a terrada, enquanto eu passo por flashbacks emocionais intensos, que me colocam em um estado de
condenação existencial e sintomas físicos que aparecem sempre, que sou o dos honestos
comigo mesmo.
Ai, Paula Pipei, está falando minha língua, minha filha, ai, tu me pegou, porque sintoma físico
é uma coisa que eu tenho e você sabe muito bem, tem até uma camiseta na minha marca de roupas
de confortáveis, ela não ficou, que está escrito gostosa e gastrointestinalmente instável.
E isso é uma coisa que me pega muito também, é uma coisa que eu tenho refletido muito sobre
como coitado do meu corpo, é meio isso que eu tenho refletido, coitado do meu corpo, coitado
que eu boto ele numa situações que pelo amor de Deus veio, pelo amor de Deus, saguerra
com o corpo, eu quero até fazer um episódio sobre isso, mas olha só, então está fazendo
tudo isso ao mesmo tempo, está ferida da infância, luto da ferida da criança interior, enquanto
você se permite ser vista, de secando a sua vergonha, enquanto desafia todos os comportamentos
que não disservem mais, e busca sagamento ser reconectar com a sua mais de inuspressão
e passando por feedbacks que te colocam em um estado de condenação existencial, esse estado
de condenação existencial às vezes me pega a gente, que é quando eu deita assim na cama,
depois de um dia horrível ou uma sequência de jas horríveis e eu penso, cara não existe
um momento em que eu possa não pensar né, é um compromisso, tem uma música que fala
isso, a gente tem um constante compromisso entre pensar e respirar, e às vezes esse compromisso
já é demais pra mim, já ficou demais pra mim, não é esse estado de condenação existencial
é uma coisa difícil pra mim também, às vezes, e aí eu sento umas físicos que aparecem
sempre, que só o desioné está comigo mesmo, e aí eu acho que vale mais um parentes de
outra conversa que eu tive recentemente, recentemente eu estava conversando com uma outra
pessoa, a gente eu estou num momento de receber lapadas de crescimento, estou nesse momento,
de que eu estou precisando receber lapadas de crescimento, e aí eu recebi uma outra lapada
de crescimento de uma pessoa, no choro da semana, vocês vão entender, mas eu tive uma
reação no meu corpo, recentemente eu fiquei muito frustrada com essa reação que eu
tive, e aí eu estava desabafando sobre isso, tipo assim, cara, eu não aguento mais,
vem, não aguento até é gastrite, adoram as costas, adoram o pescoço, falta de ar, agora
é essa reação que eu tive, meu corpo não tá aguentando, meu corpo não tá aguentando,
é a carga de estresse que eu estou botando ele, e aí essa pessoa falou assim, cara, veja
como você organiza suas palavras, não falou tão agressivamente, sim, mas foi assim que
eu ouvi, veja como você organiza suas palavras, é o seu corpo que não tá aguentando,
ou é você que está sobrecarregando o teu corpo, percebe a diferença, não você já
estou sendo desionista comigo mesmo, sim, então umas físicos que aparecem sempre, que
sou desionista comigo mesmo, mas é, aí ela segue aqui, enquanto eu me mantenho trabalhando
como uma duta neurodivergente, e aí é a ponto de vista da Paula, que eu não sei nada sobre
ela, mas parece que ela tem alguma neurodivergência, e aqui mesmo que não é neurodivergente consegue
se reconhecer do tipo, no meio de tudo isso, ainda tem que me manter trabalhando, agora imagina
uma duta neurodivergente, mas aquela tá trazendo essa coisa do, ainda tem que me manter
trabalhando como uma duta neurodivergente, e aí ela segue, e aprendendo de forma meio
atrapalhada, todas as habilidades que o meu cérebro de crença pulou, como por exemplo
em porlimites ou ir ao médico, aí minha gente, boa, ela tocou em algo delicado pra gente
que é em porlimites, né, alguém aqui aprendeu em porlimites, alguém aprendeu, eu não,
eu sigo tentando aprender até hoje, fui descobrir que eu nunca tinha aprendido em porlimites
em 2019, a mais de 25 anos de idade, eu acho que eu tinha já, não sei fazer conta, e eu
lembro que naquela época eu flicar aralho, eu não sei por limites nada, eu não aprendi
isso, era pra eu até aprendi, qual foi a série da escola, qual foi a aula que eu faltei,
que a pessoa aprendeu em porlimites, eu não aprendi, e sigo tentando que lhe dacas consequências
disso até hoje, de aprender em porlimites, já é o primeiro passo, aprender em porlimites
sem sofrer, não sei se algum dia vou aprender, aprender em porlimites, sem se achar pior
pessoa da história, não sabemos se algum dia chegaremos lá, aprender em porlimites, e não
virar a vilã de todas as histórias, como já falamos aqui no podcast, também não sei se
um dia chegamos lá, mas seguimos tentando aprender, e agora marcar médico, gente, gente,
olha, eu não vou nem entrar nessa questão, eu ainda acho, inclusive estava lendo um artigo
hoje no New York Times sobre isso, que existem pesquisas que mostram, que mulheres vivem
mais tempo do que homens, e aí eu estava lendo esse artigo que falava com a questão dos fatores,
um dos fatores é que homem não vai no médico, homem não vai no médico, por que? E aí eu
fico pensando que no começo da minha vida de adulta, eu não ia no médico, não achava
que era uma necessidade, hoje em dia minha filha se tem uma semana que eu não vou no médico
já fico preocupado, pelo menos nesse começo de ano que eu tive tanta coisa, nos hoje
uma semana eu fui no gastro, na geneacologista número 1, na geneacologista número 2, na
dermatologista, no endocrinologista, eu acho que também um exagero da minha parte, mas
assim, tem que se cuidar, né? É o que eu sempre falo, se cuidar, a gente falou disso
no episódio, tudo que nunca falei sobre corpo e autoestima, em que diferenciamos a autocuidado
de estética, e se cuidar, cuidado, o que você precisa para funcionar? Tu fez os exames
desse ano? Fiz? Exame, tô achando que não, caso você tenha feito comenta aí nos comentários
do Spotify, para quem não fez, leu os comentários e vê que está todo mundo fazendo exames
com você, e aí você vai lá e marca do exames, tá bom? Vamos combinar assim? Gente,
estou com tanta agonha, eu tô olhando aqui para a frente, tem uma moça limpando a
janela, ela está dependurada para fora do prédio, tô preocupadíssima de presenciar uma cena
trática, a graças a Deus, ela fechou a janela, podemos seguir agora tranquilamente, posso
relaxar meus homens? Vamos lá, enquanto ela tava fazendo tudo aquilo lá da ferida, da criança,
seu quê, e de se permitir ser vista e criança limitante, ainda tá aprendendo as habilidades
que o cérebro pulou, como em por limites, ir ao médico? Enquanto faz tudo isso, ela escrevendo,
enquanto faça um esforço consciente para me manter empática e forte, e construva em colosão
de me sinto amparada e aprenda a contar com eles, o que claro requer a aprender, como esse
sentido é emparada, vamos abrir mais um parênteses aqui, que a Paula Pipe de novo me quebrou
aqui, ela tá falando que enquanto ela faz tudo isso, ela ainda tem que ser empática, ainda
tem que ter empatia pelo próximo, ainda tem que ser forte e ainda tem que construir vinculos
e aprender a se sentindo direito de pedir ajuda para eles, aqui em inglês ela coloca "Building
Bones where I feel held", quer tipo assim eu me sinto em colo, quem são os vinculos que
na vida adulta, a gente aprende que a gente pode ter colo, pouquíssimos né gente, difícil,
a gente. e aí ela coloca muito sabiamente, que é o que de alguma forma te faz ter que
aprender, o que que amparo significa, o que que significa senti amparada, isso me lembra
uma trem de que teve no tiktok recentemente, era uma coisa assim, tipo pove você namora
uma girlbosma, uma coisa assim e sabe que no fim do dia ela é só um bebê, e aí é
tipo uma. as mulheres fazendo e acontecendo e fazendo mil coisas e não sei o que, e aí
no final ela só tipo pedindo colo para o parceiro ou para a parceira, e eu fico pensando muito
nisso né, tipo a gente é principalmente mulher sofritante a pressão, sofritante a pressão
para performar uma independência, uma autosficiência, um é o fácil ao contexto e eu não preciso
de ninguém, a gente sofritante a pressão dos dois lados que é tipo "Case tem a filhos,
seja não que casar tem a filhos", significa isso, eu estou falando que as pressões vêm
desse mesmo lado, tipo "Case tem a filhos e depois tem a mais filhos, depois tem a mais
filhos e mantém o seu corpo assim e seja subordinada, seja submissa e seja o bediente
no seu que tem esse todo esse lado e aí tem um outro lado que é "Neg, tudo isso seja
independente, não depende de ninguém, seja autosficiente, uma mulher que depende de suas
relações, uma mulher fraca, uma mulher frágil, você não pode ser vulnerável, não sei o que,
esse é uma mulher imózca com a filha. que é a vulnerabilidade, meu Deus do céu, é porque ela tá de TPM, tipo, cara, a gente
sofre tanto isso, que a gente às vezes, e a Bell Hooks fala muito isso no livro dela,
que eu já trouxe em um episódio aqui, que se chama Independence, esse livro se chama
Tudo Sobre O Amor, eu já falei um milhão de vezes sobre esse livro, mas falando sobre
esse trecho em específico que ela fala, sobre como essa coisa da independência é uma
falácia e não existe, tipo, seres humanos, vamos abrir um parênteses psicanolíticos, seres
humanos são seres faltantes, né, a gente tem a falta, a gente tem o vazio, a gente tem
algo que nunca vai ser preenchido, esse algo que nunca vai ser preenchido nos impurra
de encontro com o outro, nos impurra pra serem nos seres sociais, que conversam que dependem
de uma rede, que dependem de conexões, e que não só dependem disso, como se beneficiam
disso, falamos também sobre isso no último episódio, que se chama, "tasse sentindo sozinha",
foi um dos últimos episódios que eu falei sobre como a sua lidão é uma das causas principais
de, não uma das causas principais de mortos, mas é uma das causas que as pessoas morrem
em geral, tipo, tem um perigo pra saúde, tu consegui falar direito disso, gente, tu
culpa, mas ou são aí um episódio que vocês vão entender, então é por isso que o amparo
é algo que é privado da gente, porque é, ou a gente entra num lugar de as relações
tão pra você, como algo que você tem que ser submissa, que você tem que dedicar a sua
vida a essa relação, ser uma mulher do lar, coisas assim, ou você precisa ser independente
e qualquer relação da qual você dependa de alguma forma, ou que você conte com essa relação
uma fragilidade, e a gente não tem lugar para um paro, e aí ela coloca, que ela tá aprendendo
aqui, é construir vinho que ela, enquanto se ela faz isso do isso, ela tem que aprender
a construir vinculos em que ela se sinta amparada, que ela tenha colo e que ela aprenda a poder
contar com essas, com essas relações, e isso significa também aprender como esse sentir
amparada, e honestamente gente, eu acho que assim, a única relação próxima assim, amorosa
romântica, a minha vida em que eu me sentia amparada, é a minha relação de agora que eu estou
casada, até então não existia descanso dentro de uma relação, era sempre um jogo, e um
jogo exaustivo em que eu tava sempre sob a ameaça, e aqui a gente tá falando só de
relações românticas, esse amparo não precisa vir só de, e não deve vir só de relações
românticas, existe relações de amizade, que é muitas das vezes o amparo que a gente precisa
estar nas nossas amigas, e eu conto com o amparo das minhas amigas, diariamente, e ela também
conto um com meu diariamente, ela sabe em que podem contar com meu amparo, e que essa
é uma das minhas prioridades, existe amparo da família, caso você tem uma boa relação com
a sua família, existe amparo em todos os lugares, existe amparo em dizer, ou em proporteiro,
as conexões tem algo, e acho que até daria um novo episódio a gente discutir, isso
versos, como a que as pessoas falam é responsabilidade afetiva, que virou um termo totalmente
banalizado, e eu acho que tem mais a ver com um amparo do que responsabilidade, sabe
porque responsabilidade entra numa lógica de produtividade que eu não concordo muito,
mas enfim, vamos seguir aqui no texto de Paula Pipi, então ela tá nesse lugar de sentir
amparo, o que me fará parar para considerar os horrores da opressão sistêmica, onde as
pessoas raramente são amparadas, e aqui no desenho ela tá passando na frente de um
morador de rua, e ela tá muito triste com isso, e é isso, ela reparando sobre como realmente
dentro das, isso que ela é gringa, eu acho que ela deve ser de Estados Unidos, imagina
toda essa uma volta que no Brasil, é muito cruel assim, quando você percebe, inclusive,
viu um rio recentemente, não sei se eu não te toque um rio, que muita gente me mandou
por conta desse episódio que eu falo do autocuidado e tal, em que a pessoa bota assim,
vão te fazer pensar que a autocuidado é isso, e aí aparece um monte de imagem assim,
de uma pessoa, acordando cedo, indo pro elastro, fazendo matcha, fazendo maquiagens,
fazendo lift na cara, todas essas coisas, ela fala, mas esse autocuidado na verdade fosse
isso, e aí ela coloca coisas estruturais de políticas públicas, como cidades caminháveis,
transporte público, acessível, ou laser, gratuito, todas essas coisas, que é isso, a gente
não tem em paro, a gente não existe em paro do estado, e aí se a gente pensa em, eu odeia
essas classificações, mas são classificações utilizadas, que é tipo o primeiro mundo, segundo
mundo, terceiro mundo, se a gente pensa em cidades de primeiro mundo, que tem políticas públicas,
tem até aqueles lugares que as pá, menor índice de pessoas tristes do mundo, você vai ver
tudo política pública, gente, é tudo incentiva a vida, incentiva a conexão, a insegurança pública,
a própria cidade se torna uma oportunidade para você movimentar o seu corpo, porque
você simplesmente pode ir caminhando para qualquer lugar, ou transporte público funciona, então
você pode ir caminhando até o ponto de ônibus, e rapidamente descendo seu destino, e andar
com segurança à noite, tudo isso faz parte de um paro, que a gente não tem, e com forma
a gente vai trazendo mais e mais recortes, menos amparo, aqui a gente tem um recorte dessa
Mona Segringer, provavelmente não sei, na história dela, mas vamos falar, se ela for uma pessoa
nídice, ela tem algum amparo, que é aqui no Brasil, a gente não tem, por exemplo, o
Victor meu marido tem algum amparo por seu homem, que eu, como mulher não tenho, eu como
uma mulher que não é negra, tenho algum amparo, que uma mulher negra não tem, se a gente
pensar em recotes de classe, se a gente repensar em recotes de gênero, se a gente pensar
em capacitismo, se a gente pensar em todos esses recotes, o amparo é menor e menor e menor,
então eu achei muito interessante esse gancho que ela pega, que é tipo assim, a partir
das relações que ela tem, e depois que ela começa a entender, como é ser amparada dentro
das relações, ela olha ao redor e fala, mas porra, tem uma galera disamparadaça pelo
estado, pelo sistema, pelo capitalismo, por todas essas coisas que compõem o que é a nossa
vida em sociedade, seguindo, aí ela coloca, assim, enquanto me esforço, para desenvolver
um senso de mim mesma, para ser capaz de funcionar e servir a sociedade, o que de alguma forma
deve partir de um lugar de alegria, amor, presença, aí, propósito, sozinha, em meio
a uma sustadora crise climática, nossa, eu fico arrepeada nesse ponto, porque acham
muito, a gente totalmente hidola atrando essa mulher, nesse ponto já tá vendida, porque
eu achei muito legal, o jeito que ela vai colocando as coisas pessoais e coletiva, também
tem uma coisa que eu tenho que fazer muito aqui, não pode esquecer, que é assim, você tá
sentindo assim, ah, que pera não tá sentindo assim, mas olha só, isso não é uma coisa
particular de sua, isso é uma coisa que tá todo mundo passando coletivamente, ou porque
a gente é mulher, ou porque a gente tá desgraçado pelo capitalismo, ou por conta da sociedade
do cansaço, ou por conta disso daquilo, e ela vai colocando esse dentro e fora, assim,
que eu acho super importante não dar pra gente, isso é uma coisa que eu defendo muito,
assim, não dá pra gente pensar numa jornada individual de crescimento, quando a gente
tá inserido num coletivo, que tá tudo errado, que o sistema tá errado, e ela vai colocando
isso, né?
A gente coloca uma culpabilização do indivíduo, tipo assim, ah, você tá triste, ah,
e caramba, você não tá se esforçando, e quando assim dá o crise climático, entendeu?
Aquela coloca aqui, então, é isso, ela coloca, que ela tenta, né?
A partir do momento em que ela vê que tem uma galera, que ela ilustra como um morador
de rua, que tem uma galera desamparada pelo sistema, ela pensa, então eu preciso desenvolver
um senso de quem eu sou, pra que eu possa servir a comunidade, né, pra servir a sociedade,
e de alguma forma, eu tenho que fazer tudo isso, partindo de um lugar de amor, de alegria,
de presença e propósito, sozinha, isso tem que partir de mim, eu que tenho que saber
da onde que eu vou tirar essa alegria, amor, presença e propósito, e no meio de uma crise
climático, horrorosa, gente, essa mulher é tudo de bom, tudo de bom, aí, pra tudo isso,
que ela fala, se o Deus se ela tá falando comigo, né, então ela fala assim, então
ela está me dizendo que eu preciso, não sei o que é da infância, e da autocrítica,
e da vergonha, aí de me ver, e aí enquanto tudo, eu passo flashbacks emocionais e tem
sintomas no meu corpo, e ainda tem que trabalhar, e aí, de repente eu preciso aprender
a impor limites e criar vínculos, e aí eu percebo que o sistema também não dá nenhuma
para pra ninguém, eu ainda tenho que, de alguma forma, servir a sociedade, isso não sei
o que ela tá perguntando tudo isso pro livro, aí o livro responde assim, sim, responde
assim, e não se esqueça dos exercícios somáticos, e de aprender a sentir suas emoções,
e aí ela tem uma ilustração dela, assim, choque de puta merda, o que eu interpreto, né,
descer, o que eu fui pesquisar, o que é exercício somático, e é tipo exercícios para que você
reconecte o seu corpo com a sua mente, basicamente, se você faz essa, essa conexão, e você
acabei de o seu corpo, eu tenho sentido muito isso, eu não sei se é algo especificamente
que tem a ver com a neurodivergência dela, mas o exercício entra muito nesse lugar, né,
de você voltar para o corpo, e é uma coisa que eu tenho falado bastante na análise,
e quanto esse ano eu me comprometi mesmo, assim, em, eu magendo de exercícios e levar isso
como uma das minhas prioridades, porque ano passado, desencanei, acabei péssima no fim
do ano, e esse ano eu sei que eu não posso fazer isso, principalmente porque eu tenho fibro
o meu dia, e se eu não fizer exercícios, minhas dores pioram, meu sono piora, eu pioro,
e aí no final acabo sentindo que eu sou um lixo, e na verdade é porque eu, por várias
coisas, como já vimos, mas uma delas é porque eu não estou fazendo exercício, então ele fala
não se esqueça dos exercícios e de repreender a sentir suas emoções, e aí agora a gente,
eu vou pedir para vocês respirarem fundo, porque essa é a hora que a filha chora é
não vi, tá? Isso aqui é tudo o livro falando para ela, tá? Eu vou lá, eu vou tentar
falar sem ficar em terrompendo muito, porque é interessante essa parte. Você vai reparar
que os conceitos que te mantinham em pé são obsoletos. Você vai querer voltar a suas
origens, você vai ficar diferente com seus privilégios, seu coração vai expandir e
entrar em luto pela Terra e por todos os seus seres, não apenas os seres humanos. Você vai
se questionar se você está indo pro caminho certo a cada passo, você vai precisar desmoronar
para se reconstruir do zero. Já estou chorando que inferno, veis que a décima vez que eu leo
esse post, vamos lá. Você vai começar a se perguntar qual o profundo é essa ferida, você
vai se deparar com a mesma resposta de novo e de novo. Dois pontos. Essa é uma resposta
normal para uma relação de ruptura com a Terra que te criou e nenhuma quantidade de terapia
vai curar essa saudade. Eu vou repetir para você digerir essa resposta que ela chega
de novo de novo. E aí depois desse cara tem
uma carinha dela falando que ela meio desesperada assim, tá aqui pariu, e aí o livro segue
falando. Ah, e você vai reconstruir, você vai encontrar uma comunidade. A gente já
vai chorar agora. Futa a merda, vei, eu não consigo. Ah, eu vou falar muito rápido. Será
que eu vou conseguir falar? Essa parte da comunidade me quebrou muito, vei. Será que eu
vou falar que inferno? Ah, depois eu vou ler tudo isso porque vocês merecem se emocionar.
Então, quanto eu lendo isso de uma tacada só. Mas eu queria falar essa coisa da comunidade
porque cara, eu de diversas formas, por diversas pessoas, quando eu estava crescendo,
eu me sentia muito deslocada. Acho que sou uma experiência muito comum, assim, na adolescência
principalmente, porque você sente que tudo que você está fazendo errado, nada é ninguém
te entende, tal. Só que isso permaneceu assim na minha Constituição como adulta, também
sempre. Duvidei muito do que eu pensava e do que eu falava e do que eu, no meu modo de ver
o mundo. E apesar da internet poder ser um lugar muito cruel, eu acho que isso é um
ponto chave, assim, que explica muita minha contradição de ser tão crítica à internet,
mas continuar aqui e continuar com um podcast e continuar com redes sociais e tal.
Esse é um ponto muito, muito forte para mim, assim, porque ai, mano, eu não consigo falar
que isso é algo. Porque apesar da gente só se conhecer online, eu realmente sinto vocês
como a minha comunidade e saco, não queria chorar. É impossível. Vamo lá, eu realmente sinto
vocês como a minha comunidade e poder sentar aqui e falar por meia hora, 40 minutos, uma
hora. E ter a interlocção de vocês e, enfim, continuar conversa e entender que o meu
modo de ver o mundo não é tão estranho aí. Esse é um paro de vocês. Ai, meu Deus.
Enfim, me sinto amparada para vocês e me sinto muito, muito sortuda de poder ter vocês
como uma das minhas comunidades, mas uma comunidade muito importante para mim. Então essa parte
que ela fala, tipo, você vai encontrar uma comunidade, me pegou muito, porque eu lembrei
de vocês. Vou voltar, calma. Vou ler desde o começo, tá? Ai, você vai reconstruir.
Você vai encontrar uma comunidade. Você vai conseguir apreciar as sutilezas dos processos.
Você vai se encontrar e ela vai te guiar de volta para o seu corpo animal. Você vai se conectar.
Você vai encontrar descanso. Ui! E, gente, já no consigo a partir daqui. Já estou em prontos.
Você vai encontrar descanso e você vai prestar atenção e você vai permanecer sempre
até um paciente e a alegria vai te encontrar. Ai, Jesus, nós cabou comigo. Eu tinha ali
o post, imediatamente antes de gravar. E aí, pra concluir a tirinha, o livro fala o seguinte.
E se você não fizer tudo isso, você vai ser miserável para sempre e não vai saber o porquê.
[risos]
O livro desgraçado. E aí, ela responde. É melhor eu começar logo, então, né? [risos]
E aí, acaba a tirinha. Ai, gente. Nossa, senhor, aqui desespero, véi. Nossa.
Vamos pro choro da semana. [risos]
Por que essa tirinha mexeu tanto comigo? Será que vai mexer com vocês também? Nossa, me quebrou aqui.
Vamos lá pro choro da semana, gente. Não é muito mais. Foi demais para mim.
Vamos pro choro da semana, como se já não tivesse chorando. [risos]
Que é o quadro onde eu conto alguma humilhação que eu passei na última semana.
E a minha última humilhação foi a seguinte. Tive reações no meu corpo. Não porque ele não aguentou.
O que eu estava fazendo e sempre porque eu sobrecarrei ele.
Mas eu tive uma reação muito rorosa no meu corpo, assim. Começou, tipo, em cima da minha barriga bem na frente do estômago,
entre os dois peitos, entre os seis. Que era, tipo, umas bolinhas, começou com umas bolinhas.
E aí, eu vi que essas bolinhas começaram a estourar e se transformar em placas.
E aí, essas placas começaram a se multiplicar na minha barriga.
E foram pras minhas costas. E foram para o meu ombro, para os meus braços.
E eram placas, assim, vermelhas com um descascado dentro. E elas coçavam não muito, mas um pouco.
E aí, eu comecei a ficar muito preocupada, porque passou uma semana e elas não melhoravam.
Passou outra semana, não melhoravam. E eu fiz uma consulta online, que é a minha conduta, sempre que acontece alguma coisa esquisita.
Eu tenho um plano de saúde que tem consulta online da rede credenciada deles.
Para eu perguntar, é alguma coisa, tem que ir onde, no pronto-socorro, vou direto no médico, o que que eu faço aqui?
E aí, eu tive essa consulta. E aí, eu mostrei nas placas, falei que já estava duas semanas e tal.
Ela fez várias perguntas. E aí, ela fazia perguntas e ficava assim.
Teclando, infinitamente, eu, meu Deus, que essa mulher está escrevendo.
Aí, ela começou a me fazer umas perguntas, e aí, ela fala assim.
Você teve relação sexual dos protegidas nos últimos, não sei quanto tempo?
Aí, eu derrisada, falei, "Moz, sou casada, sou casada." Tipo assim, eu estou com a mesma pessoa há oito anos.
Ela está certo. Aí, continuou a tal. Aí, ela concluiu e falou assim, "Olha, tem duas hipóteses.
A primeira é que você está com um air-pizzoster, para que você não está com um dor em que é uma estranha, porque air-pizzoster dá uma dor em transportável.
Eu tenho um air-pizz num nariz, né? Mas não air-pizzoster.
Air-pizzoster é uma air-pizz muito doloirida que dá no corpo nos órgãos, enfim, uma coisa horrorosa.
E, falando que é uma dor em transportável, ela falou, "Então, não me parece que air-pizzoster.
Há outra hipótesia que você está com ciflis."
Aí, eu falei, "E as outras hipóteses, aí você vai ter que ir pronto com o que você tem hipótese que sobrou, é que eu estava com ciflis."
Aí, eu falei, "Bom, porque não sabe ciflis, é uma doença sexualmente transmissível.
Se eu tiver que ciflis, eu vou precisar de um bom médico e de um advogado melhor ainda, porque eu vou matar o meu marido,
e eu vou presa com ciflis." Aí, fui, marquei um médico, falei para o Victor, "Meu filho se isso aqui for ciflis, você nem aparece aqui em casa."
Tá bom? Nem esteja aqui, esteja aqui por sua cor de risco.
Aí, fui na dermatologista e ela falou que era uma coisa nada a ver, assim.
Ela falou que era uma coisa chamada Petirias e Ròsia, que é um tipo de vírus, enfim, que passa sozinho,
mas passa depois de seis semanas, e foi uma coisa simples, que não era nada demais, só é feio, mas não era grave.
E realmente, já melhorou muito, assim, ela me deu anti-alético, já melhorou muito.
Mas gente, quase que o Victor perde a vida, e quase que eu pegue o meu réu primário também.
E vamos para a obsessão atual.
Não poderia ser diferente a minha obsessão atual do que Bob Goods.
Caí no esquema, gente, eu caí no esquema de pirâmide.
Eu nunca sou uma pessoa que adere as tendências, principalmente as tendências que envolvem muito consumo rápido,
porque eu sei que as pessoas enjou um logo e daqui a pouco tem alguém falando mal.
E aí, você já descobre alguma coisa sobre o negócio que não faz bem.
Algum coisa assim, e você está lá gastou horrores para criar um hobby, principalmente, que é o ó.
Mas esse negócio de Bob Goods, que é nada mais é do que é um livro de colore de tonha, com todo respeito,
porque eu também sou, agora, eu vou ser cada por Bob Goods, mas é um robe de tonha, de tonha.
Que é um livro com umas ilustruções super simples, num cachorrinho, um ursinho.
Mas aí é isso, é um livro de colore que só tinha na gringa, agora, a Harper Collins trouxe para o Brasil,
um livro do Bob Goods.
E eu comprei, foi tipo, 25, 30 reais, uma coisa assim, chegou na minha casa.
E aí, primeiro que eu já fiquei desesperada, porque eu comprei um sábado.
Para chegar no mesmo dia, eu queria a colore naquele sábado,
uma coisa que é apenas uma pessoa que está passando pelo capitalista Tardil,
poderia pensar, eu vou pedir um negócio na internet para chegar hoje.
E aí, o que aconteceu? O meu prédio, o porteiro não estava na hora, na portaria.
E aí, chegou. E aí, eu atendi, eles faram, até uma entrega.
Eu falei, "Ah, tá bom, acho que ele vai deixar na eclusa, tinha acabado sair do banho, tava de toalha."
Eu falei, acho que ele vai deixar na eclusa, que é, tipo, um lugar entre duas portas.
Eu estava meio que uma prisãozinho, eu fiquei como uma tela, que você fica antes de entrar no pé,
a gente tem duas portas. Eu falei, "Pede para deixar na eclusa que eu já dei isso."
Só que aí, o que o moço fez? Ele jogou na caixa do correio.
E isso era um sábado à noite. Eu não ia mandar mensagem para o porteiro pedindo para ele abrir a caixa do correio,
porque o porteiro não estava na portaria.
E aí eu tive que esperar a segunda-feira pra abrir a caixa do correio pra pegar o meu bob e go dos.
Mas a partir do momento que eu peguei o meu bob e go dos, minha vida se transformou completamente, gente.
Eu estou, eu tenho um momento de relaxamento no fim do dia que eu não tinha antes,
que é o de sentar e colorir tal qual matonhona uma página de bob e go dos.
E eu postei isso recentemente no meu, no meu Instagram e todo mundo começou a me perguntar.
Vale a pena, que caneta você usa, não sei o que.
Devo dizer que eu gastei no total com esse home, 25 reais ou 30 reais que foi o preço do livro,
porque eu não sei se vocês lembram, eu era artista profissional, né, artista plástica profissional.
E por muito tempo, eu fiz uma parceria com uma marca de canetas muito chiqueirma, que se chama Copique, que é caríssima.
Mas por muito tempo eu trabalhei junto com eles e parte do pagamento sempre vinha em caneta,
porque era uma coisa muito preciosa para mim, que era ilustradora na época, eu precisava das canetas.
E aí eu trocar, fazer esse tipo de coisa, permuta.
Eu tenho 36 canetas, eu vejo as pessoas, gente, esse hobby, ele fica caro, porque as pessoas se descaralham mentalmente
e saem comprando caneta e fazendo coleção de mil canetas, sem exagero.
Se você botar no TikTok, coleção de canetas, bob e go dos, qualquer coisa assim,
markers, bob e go dos, as pessoas enlouqueceram completamente, e eu tô belíssima, colorindo meu bob e go dos,
com as minhas 32 canetas da Copique, e é mais do que o suficiente, e eu vou contar um segredo.
As pinturas ficam mais legais quanto menos cores você coloca, porque eu até postei as pessoas começaram a comentar.
Nossa, seus desenhos estão com uma carinha tão confortável, como é que você coloriu, você colori tão bem, tipo as coisas assim?
E é real, gente, isso é uma coisa que eu aprendi na minha carreira de ilustradora.
É que você precisa definir uma paleta de cores antes de começar a trabalhar, porque se você sair,
se você tem mil canetas, você pode colocar mil cores que não combina entre si, e tipo assim, a repetição leva ao conforto.
Então, se você, por exemplo, abrir aqui uma página, quando eu abrir essa página, eu ainda nem tinha achado um outro estódio
que tinha quatro canetas de tons de marrom quando eu fiz.
Eu estou vendo aqui que eu usei o mesmo azul no céu, no colchão, o mesmo cinza, no cachorrinho do que aparece, que não é o Bob.
Como no relógio, usei o mesmo marrom na moldura do quadro, então a repetição da cor, ela traz esse conforto, porque cria um universo.
Então, se você está querendo começar a Bob Goody, não cair no impulso de comprar mil reais de caneta, não faça isso.
Também não precisa comprar essa caneta minha, que eu falei que é copique, que é caríssima. Também não precisa. Eu tenho essas canetas, porque eu trabalhava profissionalmente com isso.
Tem umas canetas que são mais baratas, tem uma que chama "orro-ru", que eu não sei se vem de nombre, mas tem uma que chama "tut", que eu sei que vem,
você pode colorir com lápis de cores, você pode colorir com gírdice, você pode colorir como você quiser.
Eu acho que a caneta é muito satisfatório, mas é isso, tipo, tenho 32 canetas, tem gente que tem 100 milicadeiras, a gente precisa se passando,
comprando milhares e milhares de canetas, depois você vai fazer o que é que essa caneta que você vai enjoar, desse Rob de Bob Goody, vai enfiar onde esses canetas.
Você não vai ter nem para quem vender, porque ninguém mais vai aguentar também, quem está Bob Goody no futuro.
Mas eu, nesse momento estou obcecada, estou no meu quinto desenho, eu ansiosamente todos os dias espero, para o momento que eu vou sentar aqui na minha escriveninha, colorir meu Bob Goody e ou um.
Escutar um podcast ou dois, colocar um filme, muito, sei lá, por exemplo, ontem eu assisti, comer, rezar e amar, eu assisti ontem e a gente ontem que eu dividi em duas vezes,
porque eu estou gostando de ver esses filmes bem clássicos, sabe? Enfim, a gente, espero que vocês tenham gostado do episódio de hoje.
Não esqueçam de seguir a Paula, é Paula Pipi, vou deixar a roba dela também na descrição e no nosso canal do WhatsApp, caso você não esteja no canal do WhatsApp, o link está na descrição também.
Me siga nas redes sociais, é @la.brindão, ou @la.brindão.co, faz tempo que eu não lembro vocês, mas vocês têm desconto na @la.brindão.co com o @gostosechorona, é só você aplicar no check out que você ganha do conto, no seu pedido.
E é isso, gente, espero que vocês tenham gostado do episódio de hoje, o semana passada não tivemos porque fui carnaval e ninguém a nem ouvi porque no ano passado eu me desdobrei pra gravar a episódio no carnaval, ninguém ouviu, e eu precisava de cansar também.
Então, espero que vocês tenham gostado, foi um pouco diferente, mas eu sinto que eu precisava trazer esse post pra vocês, porque é algo que estava no meu cabeça desde janeiro.
Tá bom? Amo vocês, até semana que vem, se vocês tiverem qualquer ideia de conteúdo, mandem aqui nos comentários, ou num curdeme pra mim.
Eu vou amar, ver sempre precisas de ideia de conteúdo, aqui quero saber o que vocês querem ouvi aqui no podcast, sempre bom, né, minha gente.
E vocês vejam na semana que vem, um beijo, e tchau.
Ah, achou que eu esquece, né? O emoji, minha filha, se você ficou, se você faz parte do seletíssimo grupo das mais mais que me ouviu falando desde o começo do episódio, e ficou até aqui, por favor, comente aqui embaixo, junto com o seu comentário, coloca um emoji de. Ursinho, tem dois emojis de ursinho, tem um que é uma carinha do ursse, tem um que é um ursinho de pelúcia, eu gosto mais do que é um ursinho de pelúcia, mas você fica vontade pra escolher o emoji que você quiser, pode comentar aqui, ou lá nos cortes que saem no meu Instagram, onde você quiser, vou amar, ver que você ficou até o final, tá bom? É o nosso código.
Beijos, beijos até semana que vem, tchau, tchau.
Podcast Summary
Key Points:
O post de Paula Paloma, publicado em 30 de janeiro, mudou profundamente a vida da narradora, despertando em ela um senso de compreensão emocional e um desejo de compartilhar com outras pessoas.
A tirinha de Paula Paloma aborda temas como feridas da infância, autocrítica, vergonha, limitações emocionais e o impacto que traumas infantis têm na vida adulta, mostrando como a consciência consistente é essencial para cura.
A narradora relata como, ao perceber sua própria história de trauma e autoconsciência, sentiu-se profundamente impactada, com reflexos físicos como sintomas gastrointestinais e flashbacks emocionais.
O texto destaca que a cura e o crescimento pessoal exigem se permitir ser visto, desafiar a autocrítica, reconectar-se com o corpo e construir vínculos de apoio, especialmente em um sistema que muitas vezes desampara os mais vulneráveis.
A narradora destaca que o autocuidado não é apenas uma prática individual, mas um direito coletivo que exige políticas públicas, acessibilidade e cuidados com o corpo e a saúde mental.
A tirinha faz uma crítica à opressão sistêmica e ao desamparo social, mostrando como o sistema capitalista e as estruturas de gênero criam vulnerabilidades profundas, especialmente para mulheres.
A comunidade do podcast é apresentada como um espaço de apoio, onde o sentimento de pertencimento e segurança é fundamental para o crescimento emocional.
O livro da tirinha encoraja o reconhecimento de si mesmo, a reconexão com o corpo, a criação de comunidades de apoio e a aceitação de que a jornada de cura é coletiva, não individual.
Summary:
O episódio é uma reflexão emocionante sobre um post de Paula Paloma, ilustradora que impactou profundamente a narradora desde o dia 30 de janeiro. O conteúdo da tirinha aborda feridas da infância, autocrítica, vergonha e a necessidade de passar por um luto para se reconectar com o próprio corpo e com o mundo. A narradora compartilha sua própria jornada de autoconsciência, onde traumas da infância, vividos na infância, continuam a afetar sua vida adulta, gerando sintomas físicos e emocionais.
Ela destaca que o crescimento pessoal exige se permitir ser visto, desafiar a autocrítica e construir vínculos de apoio, tanto em relações românticas quanto em amizades e família. A tirinha também faz uma crítica ao sistema social, mostrando como a opressão sistêmica, o capitalismo e a estrutura de gênero desamparam muitas pessoas, especialmente mulheres. A narradora enfatiza que o autocuidado é um direito coletivo, que exige políticas públicas e acessibilidade.
Por fim, ela reforça a importância da comunidade como espaço de pertencimento e apoio emocional, onde o sentimento de ser amparada é essencial para o bem-estar. O episódio conclui com uma chamada para o público se conectar com a obra de Paula Paloma, seguir o seu perfil (@pauti_pipi) e refletir sobre como as próprias histórias de dor e cura são compartilhadas em um contexto coletivo.
FAQs
No dia 30 de janeiro, a pessoa viu um post de uma ilustradora chamada Paula Paloma, que a impactou profundamente. O conteúdo do post falou sobre feridas da infância, autocrítica e necessidade de cura, o que gerou uma reflexão profunda e transformou sua vida.
O post afirma que para curar feridas da infância que impedem viver com o coração aberto, é necessário passar pelo luto da criança, desenvolver consciência consistente e enfrentar a vergonha e a autocrítica.
Ela se emocionou porque o post ofereceu um senso de compreensão, acolhimento e validação, mostrando que ela não estava sozinha. A tirinha ressoou com suas próprias experiências de dor emocional e trauma infantil.
O nome da ilustradora é Paula Paloma, que usa a conta @pauti.pipi no Instagram.
A pessoa aprendeu que o autocuidado vai além de hábitos estéticos e inclui políticas públicas, acesso a serviços como transporte e saúde, e o direito de se sentir amparada em diferentes relações sociais e familiares.
O post mostrou que, em meio à loucura da internet, há valor em se prestar atenção por mais tempo, como demonstrado pela comunidade que permaneceu atenta ao longo do podcast, criando um espaço de conexão autêntica.
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