Ana Luísa Amaral, vencedora do Prêmio Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana, participou do "Encontro de Leituras" e discutiu sua relação com a poesia. Ela enfatiza que a poesia não é uma carreira, mas uma necessidade intrínseca, comparando-a a uma paixão que a acompanha desde a infância. A poeta explica que começou a escrever muito cedo, influenciada por experiências místicas em um colégio de freiras e pelo fascínio por palavras como "outrora". Sua obra "Ágora" dialoga com a arte visual, combinando poemas com pinturas, e reflete sua formação acadêmica e seu amor por mitos e pela Bíblia. Amaral destaca que a chave para amar a poesia é lê-la em voz alta, pois a musicalidade é essencial. Ela cita o poema "Rua torta, lua morta, tua porta" como exemplo de como poucas palavras podem criar uma imagem rica e emocional. A poeta também compartilha sua paixão por Emily Dickinson, descoberta graças à orientação de Maria Irene Ramalho, e como essa influência moldou seu trabalho. Amaral conclui que a poesia pode ser aprendida, não por métodos acadêmicos, mas por meio da sensibilização ao ritmo, à sonoridade e à emoção transmitida pela leitura em voz alta, tornando-a acessível a todos.
Bom, não consigo ler Poesia porque não percebo. Então, eu vim aqui hoje com alguma expectativa e eu gostava de saber se é possível aprender a ler Poesia. Ai, eu acho que é. Eu acho que a primeira coisa que há a fazer para se amar a Poesia e para se gostar de Poesia é ler o poema em voz alta. Eu acredito nisso, eu acho que o poema é música. Encontro, leituras. Em febrero recebemos no encontro de leituras a escritora portuguesa Ana Luisa Amaral. Em destaque esteve seu livro de Poesia Watson na Name e ditada em Portugal pela Série Álvin. No Brasil, esta obra integra Antelogia Lumes publicada no ano passado pela Iluminuras. Todos os meses escolhemos os melhores momentos do encontro de leituras para este podcast. Eu sou Eduardo Sombini da Folha de São Paulo. E eu sou ex-avelco-tino do público. A nossa convidada, Ana Luisa Amaral, foi a vençora do Prêmio Reinha Sofia de Poesia e Beramericana de 2021. Isso será homenageada na edição da Fara do Livro do Porto deste ano. Com um doutoramento sobre escritora norte-americana Emily Dickinson, foi professor associada da Faculdade Letres do Porto e integra o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, no âmbito do qual coordenou o grupo intersec solidades. Ana Luisa Amaral juntou só encontro de leituras a 8 de fevereiro a partir do Porto. Pessoas, se as vezes ouvirem oladrar ou meiar, mas é que eu tenho uma gata que se chama "Mililí Dickinson", se as vezes ouvirem oladrar ou eu não posso fazer nada, é a forma dela se expressar. E para já ainda estamos em um país livre. Por aí, nesse caso, com meus quatro gatos, às vezes, eles ficam pulando aqui pela mesa, ali na balcão, eles ficam meando com a renda. Então, está trumando mais ou menos acostumado já com os barulhos de bicho, né? O Eduardo Arsombini começou a pedir a Ana Luisa Amaral para falar um pouco sobre seu percurso acadêmico e litrário. Um liso crítico para um pouco sobre o papel da poesia na sua trajetória, né? Porque, em uma entrevista recente, você contando que começou a escrever muito cedo, ainda menina, mas depois você se dedica o carreracadêmica, né? Você fez um voltado sobre a MLD, que em som. E foi uma das pioneiras dos estúdios feministas em Portugal. Queria te pedir para falar, então, como você conseguia essas duas dimensões do seu trabalho, o que te leva a escrever poesia? É cedo, Eduardo. Eu acho, porque a carreracadêmica, chameu-jogessim, que foi uma carreira de facto, porque a poesia não é uma carreira, eu não considero que tenha uma carreira na poesia. Eu não considero que isto que eu faço, escrever poesia seja uma profissão ou uma carreira. Eu penso que era a nossa claríssima expector, que disse, eu não sou profissional da sua amadora, e sou amadora, porque eu amo a escrita. Então, o que aconteceu sempre comigo é que eu tive sempre que escrever poesia, eu escrevo poesia porque necessito escrever poesia, por preciso, escrever poesia, eu não sei viver, sem escrever poesia. Deixe-me conheço, eu sempre escrevi quando eu digo de este pequenino assim, mas quer dizer que é o primeiro problema, que é alguma coisa que não parece para nada, não é? Porque a minha mãe escreveu aquilo e é o tono, jogou o tono, as folhas que otoram, foram verdes e belas, hoje são amarelas, belas ou trora, amarelas, agora. Mas isto era porque a palavra ou trora, que eu não conhecia, me fascino. E então eu disse que esta minha mãe, a minha mãe escreveu, nem sabia escrever ainda, depois de uma aquela minha fase 9, 10, 11 anos, que foi quando fui para um colegio de Freiras, e tive uma fase mística e escrevi a simpüemas a nossa senhora e a Deus, homem, eu que tinha, me que te quer imitar, que a mais me esquece, peste, meia que me ama, se me ensina, amare, era um coisa assim, horrível, mas o que é certo é que eu precisava de escrever, o ir para a comunidade, que foi um privilégio, ou que não acabou, quando digo um privilégio, é porque realmente, nós na universidade, apesar de tudo, temos muito mais liberdade que conheci em secundário, não é, para criar programas, para, enfim, os alunos, tem a atridade, etc., quando eu fui para a universidade, a polícia veio comigo, portanto a polícia veio comigo, como veio comigo, a vontade de ser lá bem, de comer frango de cabidela, que ainda continua a gostar em mincio de ficar de cabidela, ou seja, como vieram comigo todas as outras coisas que fazem parte de mim, nunca me foi complicado, conciliar as duas coisas, porque eu sempre tive que arranjar tempo para escrever, no caso do país, geralmente, era a noite que eu escrevia, até porque é terminado a autoritivo, uma filha, estava casada, tinha depois de ir, mas tive uma filha, a Rita era a filha pequena, eram os álgas, era o doutoramento que eu estava a fazer com o Javi que está aí, a minha enorme amiga, e o pessoal maravilhosa Maria Rana-Ramari, de suas assantes que me orientou do doutoramento. Aliás, ela foi a finalista do Jado Tida em Saib, aí do Brasil, até isso do doutoramento, por exemplo, eu tinha que fazer as duas coisas, Aliás, é que eu no doutoramento, sei o aférrro, como se quis mais ver em Portugal, porque eu fazia o segundo capítulo, tinha, por exemplo, três pais e dois de segundo capítulo, e depois no meio escrevi um poema, e depois voltava para as páginas, e lá foi fazendo, por ontem, e fiz o doutoramento, daquilo que sei, e daquilo que me recordo, e acho que tenho esse feedback dos meus unos, acho que foi uma boa professor, até porque eu me dediquei sempre muito aos meus unos, e é terminado o momento, ensinar para mim, torno-os uma paixão, desde o início, aliás, torno-os uma paixão, e eu acho também que as coisas têm que ser feitas com paixão, se são feitas com paixão, não vale a pena fazê-los, eu consegui articular tudo, porque não me era sequer possível desarticular a polisia do resto, eu tinha que escrever, eu podia, agora, se me perguntar, "Ah, mas não, porque o pessoal publicou com 33 anos", é verdade, antes disso, nunca senti, grande necessidade de publicar, e por volta dos 31, 32, 5, e nessa altura, eu acho que isso nunca contei, nessa altura que comecei a mandar livros de poemas com pseudonim, para concursos literários, a Navarata, porque eu sou a Ana Luísa, Ribeiro, Barata do Ameral, então era a Ana Barata, Luísa Ribeiro, a Ameral nunca puxe que Ameral era muito, e nunca tive para mim, nunca ganhei nada, nesses concursos, aliás eram sempre os mesmos que ganhavam esses concursos literários, e eu lembro de escrever um poemem que nunca publicei, muito sangado, muito sangado, em que dizia o que você escreveis, escrevo eu a sonhar, mas para onde foi isso, e foi a Marirem mais uma vez, que nem senti voa publicar, e que me disse, Luísa tem que mandar o livro, tem que mandar o livro, não sei que é, não sei que é, pera e dito horas da etéu, e eu la mandei de 13 ou 4 e e e e depois foi uma pequenilhadora de moímbra, a fora do texto, antiga centéia que pegou no meu livro e que o público foi isso. - good, Isabella, isso daqui é, continuado? - Ana Luísa, já agora que estamos a falar desta parte, a persona Maria Irene Ramalho, foi a persona que também que que linda e ficou pela primeira vez, Emélida, que são, se trouxe quando a paixão da sua vida, não é? - Da minha vida, exatamente, foi, foi, foi a persona Maria Irene Ramalho que me deu, a conhecer Emélida e a chumunistas, e eu comecei, como se deve começar aquela canção de música no coração, let's start at the very beginning, a very good place to start, e eu comecei por aí, eu acho que a Maria Irene me deve ter dado de família Unio, que foi o primeiro livro que é um livro 60 e qualquer coisa, portanto, é que os primeiros livros das chumunistas, Angóamericanas, ela deu-me esses livros, e depois eu estava a trabalhar para o adulturamento em Sylvia Plath, era Sylvia Plath, e depois, eu pensei, esperam, uma só, não dá, e eu confesso que eu não adoro Sylvia Plath, gosto de Sylvia Plath, mas não é, sobretudo, Sylvia Plath, e Anne sex, tem de ser muito de primentes, duas luas, e aquilo de primia muito, por isso eu e Plath, e a polisia de Anne sex, porque eu comecei a trabalhar sobre Plath sex, e a região de sede, Jennings, e a ideia era interessante, só que eu andava de estíssima, confesso, por razões pessoais também, em ouvir com a minha vida pessoal, a minha relação com meu ex-marido, mas também, porque aquilo quer dizer, a minha relação com meu ex-marido, era profundamente marcada por aquela de primência e toda, aquela de opressão toda, percebem, são muito de primentes, não tem um muro, eu acho que a polisia diga que ele sente tempo, sente tempo muro, é maledica que ele sente tempo, sente tempo muro, eu opcione muito, que se muro na polisia, aliás, eu persione muito, que se muro, porque o muro é também uma forma de nós lhe avisarmos tudo, e de rirmos de nós próprios, e de algo uma maneira, memorizarmosmos assim, mas se afinal, para que aquilo estuquei, que isso eu afinal cabo, para estar aqui, é dizer, e achar as coisas todos, bom, então eu comecei
trabalhar sobre essas três e um belo dia, Mariran disse, mas se analisa, conhece. E deu um paramao, a polisia completa, de 15 centa e mais ou menos este tamanho, não é para o tempo. Conhece, e deu um paramao de campos e a Mariran disse, de Johnston, a edição, o Anvol e a Marisha. A edição é um bom, e eu disse, não. E pudei naquil, e, obviamente, um time no convoy, eram coimbres, essas reuniões, e eu morava no porto, me tivam no convoy e abri, abri com o festa que disse assim. Eu não gosto disso, tudo como eu escrovo, como eu escrovo, como eu escrovo, que é, você não. Mas meio escroço, eu não falei que agora estes meio escrolos, estou oficendo o livro, e disse, eu não estou me interessando. Entretanto, lá noito, às duas da manhã, ruida pelo remorço, abri outra vez o livro. E de para aí como um poema, que diz assim, "if the stillness is volcanic in the human face". Não põe o pentitonic features, que pude ter place, ou seja, se aqui é tudo, não é? É a funcânica num rosto humano, quando sou uma doutida anica, os traços do rosto continuam impoturbáveis, e eu pensei extento de ameo. E eu disse que entrou-se na marina, e disse assim, "eu quero trabalhar sobre a milidinha, se tem esse ovia plafo", e passaram-me a dizer "eu não quero o seu ovia plafo", só que era de quinsan. E foi assim, é a minha paixão. É a minha paixão que é só, e ainda hoje, leio, leio, poema, mas dipensa assim, meu Deus, mas cada vez que leio, eu acho que é grande, pois isso é, é de cada vez que nós leimos um poema, descobrimos coisas novas, não é? E sermos tucados, e sermos tucados, realmente, a poesia tem para mim. A poesia não é só parte racional mental, digamos assim, embora, obviamente, nós nunca podemos separar parte racional e mental, da parte emocional, mas é este ser tucado, por isso, não é? Eu sei muito pequenos, já contei isso, mais de uma vez, eu ter nove anos, por exemplo, e ler um poema de ruí que não foi um poeta, porque esquecido hoje, mas que é maravilhoso, e começa assim, não conheço este marco, me vem beijar os peixes. O meu é mais azul, mais doce na tronura de espalhar, nem mesmo estas palmeiras são iguais às da minha terra, e aquilo que, como tanto, tanto, eu já tenho isso lá, isso é isso, porque, também, porque eu era um isilado aqui no norte, não é? Eu tinha, se dizilada do sul para o norte, então, o marco me convenia ter comigo aqui, e este mar do norte, não era o mar do sul. E eu acho que, se o fio de Málo-Brain, ele entrou também assim, bem, se fia, os contes se fias são absolutamente paciências maravilhosos, maravilhosos. Já temos uma primeira pergunta, "Oá, boa noite, António Pasquual?" Boa noite, Nalvezá, é que eu vou de dizer a pouco, acho que passou aquela fase mística, do colegio de Freira, digam, este tem alguma relação com o trabalho que fez o Águroa, isso reflete sem nesse trabalho ou não. E já agora essa relação entre Poesia e Arte, que se encontra nesse livro, foi buscar ela também, um Jorge Senna, ou a Metamor Fodes do Jorge Senna, ou não tem nada a ver, eu estou completamente ao lado. Não está nada ao lado, forma alguma. Talvez, talvez seja um cadinho, sei lá, talvez não seja mesmo no centro, não está assim o cadinho, pronto, não está nada ao lado. Assim, o eu ter andado em colegio de Freiras, fez-me conhecer bem aquilo que é para mim o grande livro, digamos assim, da nossa cultura, da nossa civilização, que é bíblia, pronto. O ocidental não é que a Zé é bíblia, não temos que ser religiosos, nem temos que ser creantes, mas temos que admitir que a Mêta Bíblia é um grande livro, é um grande livro, acho que é um horror sujo, não conhecerem que a Zé é. O outro dia, uma colega minha queria citar a bíblia para o Págin, né? Se não é para o Págin, não pode citar para o Págin, faz um cadinho de impressão. O que acontece? Acontece que eu conhecia muito bem a bíblia e acontece que a bíblia tem deje de passos, absolutamente maravilhosos, nem dissemos como, por exemplo, que se eu não tiver amor não sonhada, ainda que eu falo com a língua dos anjos, se não tiver amor não sonhada, é curioso, porque há traduções que dizem a encaridade, se não tiver a caridade, só começar caritas significabar amor, né? Caridade e amor equivaliam-se, né? Portanto, se eu não tiver amor, e eu acredito em isso, não tiver amor não sonhada, se eu não tiver amor não sonhada, quer dizer, amor, é que eu convliga o outro, digamos assim. Depois de aqueles momentos, orrendos, por exemplo, a história de lotes e das filhas, é o rivel, não é que dizer, a mulher de lotes, olha para trás, é transformada em sal e o depoês acaba por dormir com as filhas e as filhas, dão-me filhos, ele tem filhos das filhas, não é? Portanto, nós temos ali uma cena de incêstito, por isso aí eu tenho aqui a mulher de lotes, mas, portanto, a bíblia sempre me fascinou e fascinou-me e os mitos, digamos assim, porque lá, acho que é a nossa história, eu acho que é o nosso passado, mais passado, se quiser, não é? Não é só o século, não é só o passado, o século 20 ou o século 19 ou o século 18, é que o que temos, inclusive, tem no caso dos mitos, demais, satávi, custa lá, no caso a bíblia, como eu disse, tem coisas, tem passos e ideias e coisas absolutamente extraordinárias. E o que aconteceu com a Agura, que não era para se chamar Agura, era para se chamar Fiat. E de resto, o vasto de vida, meu editor, costava muito o título, fui ou que se jujou, e depois disso, olha, o vasto não se faz chamar nada a Fiat, porque eu estou mesmo a ver o que vai acontecer se alguém for de exemplo ao livro. Depois diz, Fiat, não virgem num corres, Fiat, sei chantes, Fiat não sei que é pai, eu não quero pronto. E então, decidi chamar a Agura, até porque o poema que abre o livro, e que se chama, justamente o velho dioro da outra história, é um poema que vem da Grécia, do milito grego, mas a maior parte dos poemas que estão foram os critos, sem o quadro. Por isso é que eu digo, se não com já se cena, não é, quando estamos fazendo se cena, porque o diálogo de cena é explicitamente com a imagem. Aqui foi, foi um que eu tinha ao contrário, eu escrevi os poemas, muitos deles escrevi os primeiros, e depois, andei a procura do quadro que pudesse adaptar essas poemas. Foi um pouco diferente, nem sempre isso aconteceu, nem sempre, há um ou outros poema que realmente eu olhei para a imagem e pensei, isto é extraordinário, que é aquela serpente, por exemplo, em que a serpente está olhar para a mulher e diz "Oi, como é macia minha pele, mais macia que a del, em que a serpente se duro, a mulher e aquele quadro maravilhoso, mas a maior parte dos poemas não foram os critos, pensando na imagem, ou melhor, para minha polisia crie, imagens emocionais, eu não sei explicar de outra maneira, mas específica e imagens emocionais. Então foram os critos assim, esses poemas. Agora, tem toda a razão quando diz, essa fase mística, as freiras, pois, claro, elas se vieram de importância, e essa fase me teve muita importância para me ver, ler, a bioblim fez, inclusivemente, tentar procurar ainda hoje, sabe, eu tento encontrar um sentido qualquer, eu gostava de aqui, eu queria acreditar, eu gostava, sinceramente gostava, há pessoas aqui que vão dizer "é pa, que horror", mas eu gostava de acreditar, dizem as grandes amigos meus que têm fé, que é comum ou não se explica, mas eu não sabe por que é que é man, sentando meio pronto, e rantes, sou apaixonado, rendo, o que é que eu nem posso fazer, e a fé seria a mesma coisa, eu não sei, eu acho que talvez às vezes, ao viver coisia, se possa sentir um bocadinho, uma coisa muito impuleve, dessa lidação, foi uma coisa que são para lá de nós, para lá de nós, e que ao mesmo tempo estão dentro de nós também, né? A questão do amor de facto é absolutamente fundamental, o amor, e eu liberava das duas coisas, há uma figura que muito me impressiona, e eu não percebo como é que além da nossa memória, meu nome é o que é Jane Godol, há um vídeo lindíssimo em que ela, em que é um chimpanzepe, esse que é um chimpanzee, que ela tratou agora na Tanzania, a razão é um pouco tempo, e que se fez de pedir dela, que vem de pedir-se ela, e abraça-se ela, e ela abraça-se também, e há um momento maravilhoso em que o chimpanzee se afasta, pressione embora, e é Jane Godol deixou ir. Isso também é mar, é dar-la libertada, ao outro, não é? Isso. Eu estou me empiegas, mas desculpa, se eu pegar um bocadinho, mas não cria nada, não se espegar uma não faz mal. No Brasil, no Brasil pode se dizer, no Brasil pode se dizer de tudo, porque o português de Brasil é muito mais plástico, do que o português de Pesco, piagar pode ser feitamente de dizer, se se se esqueces de espegar, se não se esqueces de não, não, não. Então, então, vá, não piegue tanto, vai ficar bem. Bom, vamos passar, então, o próximo curso que está acabando levantado, Jane, Jane, seja bem vindo, pode fazer sua pergunta. É, vou noitar, não precisa.
Eu gostava de fazer uma pergunta, até com algum embarazo. Eu posso ver, eu podia ver ela, não. Pronto, eu acho que desfoquei a cámara, pelo menos tentei, é que eu sou cego. Bom, para ela ir cego, não consigo ler polisia e ter interpena, porque não percebo. Então, eu vim aqui hoje com alguma expectativa, porque afinal temos aqui uma poeta na Luisa. E eu gostava de saber se é possível aprender a ler polisia. - Aprender ler polisia? - Sim. - Ah, eu acho que é. - Eu acho que é. E mas não é, eu acho que não é através de forma acadêmica. Ou seja, eu acho que a primeira coisa que há a fazer, para se amar a polisia, para se gostar de polisia, é ler o poema em voz alta. Sei lá, vocês têm aqui o poeta maravilhoso, o que é siano Ricardo. É um poeta brasileiro, um poeta concretista. E tem aqui o poema maravilhoso, que é rua torta, lua morta, tua porta. João, vai já isto. Rua torta, lua morta, tua porta. São seis palavras, seis. A única coisa que muda nesses palavras é aquela consequente. O el lua, o r passa a el, e depois o el que passa a t de tua. É rua, a rua torta, que passa para lua morta, que passa para tua porta. Mas nós fizemos aqui toda uma imagem, toda uma história e digamos assim. Tão condensada, tão condensada, de amor. Eu acho mesmo que é possível, sabe? Aprender a ler, não é aprender. Não será bem aprender, é mais ser sensibilizado ou sensibilizado para o amor pela polisia. Para o amor pela polisia. Eu acho que isso é possível assim. Acho que é possível, mas acho que passa muitoíssimo pela leitura em voz alta, sabe? Por ler em voz alta, por ouvir. Claro que a leitura sem se terem em voz alta, tem um encanto especial também, não é? Porque eu posso estar a ler devagar, eu posso parar por dentro, não é? Eu posso avançar mais um bocadinho, eu posso, por assim dizer, suspender. E é como se a música por dentro fosse diferente da música, por fora. Mas eu acho, primeiro é a música por fora. A decia de Mel Breiner, de fato, dizia isso. Fala na presença da música, na importância da música na polisia. Não sei se respondi, João. Foram umas belas ludes para eu arregulhar mais na polisia. A Nalisa Amaral tem com a Luísca que está em um programa narrátil, na Antenda 2, se chama o "Som Que Os Verços Fazem Alabrir" e nós pensamos passar um cherto para que vocês fiquem a conhecer. Ana, podemos passar agora? Alde, pode, pode, pode. E deixe-me só dizer de quem é, não é? Portanto, vamos ouvir um programa muito pequeno, que é de uma poeta norte-americana Nígrima, porque este programa só tem poetas mortos e mortos. E o Pueu Més, se você quer celebrar com mim, o Silklifton. Não quer celebrar com mim o que eu tenho formado em uma vida. Eu não tenho modelos. Born em Babylon, tanto non-white e homem, o que eu tenho a ser, excepto eu, eu me machuto. Eu me machuto aqui na abriga de Star Shine e Clay. O meu outro hand, que eu tenho que ter uma outra de mim, eu me machuto, eu me machuto. Sem nada, eu me machuto e eu me machuto. E ficam os aplausos, porque é tão sentida esta leitura tão vibrante, tão de dentro na voz da autora Lucilo Colliston. O Pueu Més não querês celebrar com mim, é este o primeiro verso de norte-americana Lucilo Colliston, antes de falarmos dela, ela é na lisa. Vamos à sua tradução deste magnífico poema de Lucilo Colliston. Não querês celebrar com mim, aquilo que me olhe aí numa espécie de vida? Modele-lo nunca o tive. Na Babylonia nascida, não branca e uma mulher, o que tenta eu ser, senão eu mesmo. Nesta ponto, me fiz, entre o barro e o brilho das estrelas. A minha mão sustendo firma, a minha outra mão, vindo celebrar isto comigo. Todos os dias alguém tentou matarme e fracassou. Lucilo Colliston. Pueu Més muito bonito. Claro que se perdeu aqui, aquele final não é essa mão, é certo, que ele me enresveiu. Mas eu acho que é muito belo, não é este problema. E a Neste programa, que já existava bastante tempo? O programa começou, eu não sei, em 2017, em 2017, já não me recorrei. Eu falei ao Luís Caetano e disse, "O Luís, eu gostava de fazer um programa sobre o Luís, e nunca fiz um programa sobre o Luís, e tal, e então eu disse, e o Luís, e ele disse, "Ei, sério, o meu idão tem engraçado, e tal." E ficou o som que o Juerzo faz aí ao abrir, que é um verso do poema meu. Então, eu escolho o poema, é sempre assim, eu escolho o poema, vejo-se, existe uma leitura no original de preferência pelo próprio, não é, se ainda for do século 20, não é, se eu ve a gravação, naturalmente. E depois ter a luz do sefor, do inglês, ou do franceso, ou o almanco, também, saem o cadinho, ou do espelhão, claro, ou do italiento, também consigo. Por tanto, o ofso original, ofso e a tradução, o Luís, entretanto, faz um breve enquadramento do poeta, ou da poeta, ou seja, dizendo, quando eu chegou no anotal, faz isso, fez aquilo, não sei o que, eu não sei o que, eu te vos previ, já, e eu falso sobre o poema. Eu agora estou um bocadinho abusador, porque realmente leve mais de que um poema, a fave 2 ou 3. A inicialmente era para ser um programa de 5 minutos ou 6 minutos, já vamos em programas de 20 minutos, não é? E era para ser um contrato de 6 meses, já vamos com 4 anos e tal, quase 5 anos, né? Mas é muito engraçado, até porque, por exemplo, eu lembro que quando demos bem a triste de alguma poeta, um dia falso, de século 12, que tem um poema, que começa assim, "Granpeiro Máveo, Uniu por a enchevalia", que já é um poema de amor, irótico, a um cavaleiro que ela teve, e que ela quer trazer para sua cama, e diz, se eles portarem condições, eu daria ir para ser, mas se ele for como meu marido não lhe va nada, mas ao menos isto, é um poema muito engraçado, só que, claro, gravação, níclos, e então eu pedia uma colega minha, a Rosário de Põímbra, justamente, de um dia falso, e ela lêu esse poema, portanto, não há, eu arranjo um chinês, um árabe, um pronto colheia, o poema no original, porque eu acho que é fundamental ouvir o poema no original, ainda que a gente não perceba nada do poema, porque houve a música do poema, houve a sua respiração, o poema também respira, né? Quando a gente está a ler um poema, é como se fiz também um desenho, de alguma maneira, para nós, e outra, outra, Cristan Ingerson, que é uma, uma poeta extraordinária, aí uma coisa tem um livro que se chama Alfa Beto, esse é o meu sonho, a traduzir aquilo, mas vamos ver, se eu consigo traduzir aquilo, eu li, eu vou passar agora, então, ao António Marcelo andrade, António Balaoites, que é a vontade, né? Eu não conhecia você, minha sobra, não está sendo um prazer extraordinário, estou brigado. Eu tinha que fazer uma pergunta, e também um pedido, tem um poeta aqui no Brasil, você não me enver uma vez, só você é a minha vontade, meu desejo, é poder viver a conhecida, para vocês faz algum sentido, se faz sentido, como é que você acha que é possível viver, e o pedido, Ana, é que você possa ler para nós, falar para nós um poema seu, e poder nos dizer porque hoje se foi uma, que você ficou linda, falar para nós, ele toca. Muito bem, muito obrigada, muito obrigada mesmo pelo pergunta, António, eu acho que a pessoa não é que dizia, navegar é preciso viver, não é preciso, né? Sendo que navegar era viver na poesia. Mas poeta dizia que eu gostava de poder viver, não poesia, ou é? Viver de uma forma que se poderia estar presentificando a poesia na própria vida. Pois, eu acho que esse é também o grande sonho, digamos assim, dos românticos, se canharem
Eu acho que é o grande sonho de todos os poetas. Eu propria o momento da minha vida em que eu vivia através da poesia e em que me fez todo o sentido viver. É uma coisa muito estranha, sabe? Muito estranha e muito privosa ao mesmo tempo também, porque para todos os efeitos sentônios, não é vida. É outra vida, é uma vida se quiser para a leola, mas não é a vida de todos os dias estar com as pessoas de cozinhar, de nós aqui, percebem-se de sair, etc. Mas eu vivi durante algum tempo na poesia, dentro da poesia pela poesia, porque me era mais fácil e escrevi aliás a arte ser tígria, por exemplo, um desses livros, um livro que tem a ver com isso, que tem a ver com esse viver a poesia. A gente não se dou a mordonilha de forma! Ele acha que eu ia no Brasil, mas já não se ama. O problema é quando depois dá o embate com o outro tipo de realidade. Em relação a ler um problema, eu posso ler com todo o gosto. Não sei qual, porque eu tenho tantos tantos tantos tantos tantos tantos tantos tantos tantos tantos. Não sei se quero mais antigos, se quero mais recente. Se quero, não sei, não sei, sei lá. Não sei se quero, podemos ler algum do Watson Name. Por exemplo, há um poema que está no Watson Name bem Portugal. E parece-me que não está na edição do Brasil. Eu não encontrei a sua gestão de empada de frango, por exemplo. Por outro lado, também no lume, há um poema que não está no Watson Name que eu gosto muito. Que poema de cavalhos. também eu gosto muito. Pai Esasem com dois. - Então se carrear, se que possa ler esses dois, não é? - Este poema é um pouco. A sugestão de empada de frango, a dizer-se que a linha em tempo antigo, é um poema um pouquinho de rurcoso, digamos assim, não é? É uma brincadeira. Eu acho que é mais uma brincadeira. - Por isso é que eu digo ler os dois, porque dá alguma maneira ou outro neutralize um pouco essa brincadeira. - Sim. - Sugestão de empada de frango, a dizer-se que a linha em tempo antigo, estender leve, finíssima, além só muito macio, de folha eficiente, que resistir só os passos de entre duas rochas em puro e antigo sedimento, massa quebrada, pronta previamente. Pode ser esta em tronura de mão, ou daquela mais doce, ou de a venda, porém menos em conta, toda via igualmente macia e sucolenta. - Dispola então numa forma redonda, pois, como na cabala, o circular possui simbologia fascinante, e a imatroná-la emparo reservar. Agora, refugar uma cebola, antispicada, descoiladamente, em algum azeite com pouca graduação, assunto delicado e importante que o refugado seja doce e menso, confrontar, sugestão sobre o lençol, de maneira a colher um frango todo cozido e desfiado anteriormente. Notes, quem receita mais antiga e aqui podia ler-se outros dias, ou seja, "Ah, se", ou seja, antes da crise, não se dizia frango, mas galinha. Mocher alguns minutos e juntar, sensipe cada muito suave e fina, e caso em sobra de algum arçamento, com com ela infatinha pequena. Acrescentar dois copos de leite, duas mulheres pequenas de farinha e no fim, meio limão bem somarente, tem-se de pronto-recheio. Então, e amão, aconstigar-lo ao reservado leito e cobrir o depós, a foia fina da massa já quebrada. Pincelar com o gema de ovo, a qual caso tiver pequena gota de imaginação produzirá com massa sobrante, desenhos que coclados na coberta serão curto na vio, bruxa, orcilente, minúsculas estrelas, nome amado ou mais fácil, minhas encodrado. Servem entre seis e oito comemcesse e respeitada bem, servirá mais. Sobre tudo, se for acompanhada, acelada de versos sucerrados. Pronto. E agora vou ler o outro, se me permitem que é um bocadinho diferente, né? Então, dois cavalos paisagem. Estão lado a lado, naquela praça em frente da igreja, nesse calor de quando o mundo ascila na linha de horizonte e o rio quase de frente, uma miragem. Estão lado a lado, sujo de pó. As quebesse estão badas para frente, unidos pelo jogo desigual, a que arroz apoiada no muro, mas pronto a ser unido aos corpos deles. Estarão feito assim, velhos amigos. Os corpos encostados mesmo neste calor, pela aliança muda, arreios, cabissadas, todos os instrumentos do que parece ser mensa, tortura, mais ofreio ou bridão, parecido com aquilo colocado na boca das mulheres que desobdesciam e era isso há muito tempo, pelo menos quatro sete anos. O sedimento ao que se usava nos escravos, comendo o exabocap para que não se envenenasse sem, porque se recusavam a viver escravos. E era isso quase agora no século passado. Mas eles não criam caos nem desacato, não se revoltam, nem tentam veneno, se o freio agudo e esfera pungente, se injiva, língua, oso, só se encostam que é de som ao outro, que abeças de roubadas para frente, a espera do chicote, que chegará depois com a carreira rossa, pronta para a entrega das coisas humanas, o comercio e esta é a mais perfeita das colonizações. Pronto. Então já vi que está a calma pessoa, que até eu não quero, não posso deixar de fazer referência, que é Vinícius da Vila Dentas. Vinícius escreveu um texto absolutamente extraordinário, mas extraordinário mesmo para o meu primeiro livro que se eu. Não, primeiro não, segundo. É da iluminuras, não é? Este segundo vosso, e foi para vosso que o Vinícius escreveu um texto. É magnífico, magnífico. Eu acho que o Vinícius está aí já agora, eu gostava de me agradecer. Talim. Olha, Maria Irene ou a Maria Irene? E a pessoa, a Maria Irene Ramales, que quiser ligar o microfone também pode. Aqui a Maria Irene, vai escrever o posfácio. O posfácio que eu nos escreve para fases propuestas, só forfossas. Eu estava a ler toda muito maravilhada, aliás é um adjetivo que eu gosto muito maravilhoso, que aprendi com uma amiga minha. Pô, e chamaria Irene, já nos anos 500 a 800. Já. E uma vez, quando ela era muito pequena, vinha ter comigo para eu desorientá-la na vida acadêmica, eu perguntei a Ana Luisa e a melá uma coisa. Comete poemas por acaso. O método foi. E ela disse comete sim. Entevelinhada, mas foi aí que tudo começou. Foi. E eu odeio todos poemas ínsos. Foi. Me teve ganhada, me teve ganhada. E agora vou me calar. Com licença. Muito obrigada. Muito obrigada. E agora, se calhar, podemos passar a palavra para fases que calheiros. Olábano noito francisco. Eu queria fazer uma pergunta, mas é mais ligada ao processo de criação. Uma vez olhe um escritor turco e ele dizia que a inspiração para escrever poemas vinha assim da repente. Ele tinha que parar, por exemplo. Eu estava num café, vi uma coisa e tinha que escrever, ou seja, ele não sentava a mesa como a gente pode pensar, ficava refletindo e depois de escrever. Ele escrevia quando vinha a ideia. Ele não ficava, por exemplo, parado como o ato voletivo, intelectual, refletindo, escrevendo. Era um superpetão, era algo que vinha, eu tinha que pegar, nem que fosse uma folha do papel de brulhar pão, ele tinha que escrever. Eu achei muito interessante essa descrição, né? Eu queria saber como é que é o seu processo de criação. Como é que venha a ideia? Como é que as palavras surgem? Eu não sei muito bem, também não sei muito bem. Eu acho que é uma mistura. Quando perguntam isso, eu muitas vezes respondo e eu não queria usar outra vez a Emily de quinta, na minha Emily de quinta, mas que ele arvou usar-la porque Emily de quinta sentou um poem amoraviloso. Mervioso, Mariran. Que começa. A xaláite é que diz "the poet's title, the propoundy of words". Ou seja, a peño de escolha de "the poet's title" é "the poet's title" é "the poet's title". Fica aí com as candidatas até que eu pense melhor. Repare. Tá vendo? Portanto, fica aí com as candidatas. Ou seja, a palavra "mese, piano, espelho", não sei que não sei que é. Fica-toy "the poet's title". Fica aí com as outras candidatas até que eu pense melhor. A puerta continua apoiando. A puerta.
foi a filologia, ou seja, foi estudar, foi trabalhar. E quando estava quase a chamar a candidata, entre o "aportion of division", a "portion of division", a pulsão de visão, o pedaço de visão, que a palavra tentar apreensher. E se extraordinário. Nis Levertoff tem um texto magnífico também sobre isto. Ela diz muitas vezes, começa a escrever um problema como a palavra. E não é aquela que fica. Aquela palavra pede outra. Faio buscar outra. Aquela palavra vai para o fim muitas vezes. Aquela palavra às vezes até desaparece. E com o boca, digamos assim, o nosso cara do Oliveira até falava de atração fiscabular, não é? Mas isso acontece, a ruota do amor da tua porta, por exemplo. O que eu quero dizer com isto é as duas coisas. Eu nunca me aconteceu estar um aula, por exemplo, ideias, que tem muitos anos na faculdade de letra do Porto. Nunca me aconteceu estar um aula e dizer assim, "Oh, minhas, espera, eu me quedo em que sou um problema. Sente a paciência, mas eu agora, esse é como o problema, se gostou, se gostou, se gostou". E eu tenho que escrever. Nunca me aconteceu isto. Nunca me aconteceu ir no carro e de repente "Ai, não está estrada". Que eu tenho um poema aqui, também nunca me aconteceu isto, por exemplo. Agora aconteceu assim de repente surgir-me uma palavra ou uma ideia. E eu não sei muito bem, não é? Vem, onde vem as ideias, não é? É como um rádio, um transistor, não é? Portanto, a música está aí toda a nossa volta, não é? Agora, no estimento, a nossa volta, ruídos, barulhos, música, tudo, tudo, tudo, não é? O que é que faz um transistor? O que é que faz um rádio? Sintoniza? Não é? Sintoniza? Era no simples possível a ouvir toda a música. Eu lo que seria, o ouvir todos os barulhos, ficávamos loucos, não é? Não dava. Corrádio, a gente faz "Nun, un, un, un, un, un, un, un, un, un" Puma, a Penhô é aquele canal, não é? A Penhô, a Tena 2, que é caim Portugal, é aquela onde se houve música clássica, sobretudo, não é? Portanto, a Penhô é aquilo. Ou então, até SF, não é? Portanto, o que que acontece? É como se o universo estivesse a minha volta, cheio de sons, de música, de palavras, tudo. E depois, ela das vezes enquanto aparece. Este é uma das formas. Portanto, eu acho que se fica ali com a ideia e tal. E depois, no alto, eu quero que a escrevua, não me esqueço. Escrevo. Não é? E depois, quando tem o tempo, mas como digo, não entro com o pinho, nunca mal. Nunca, nunca, nunca. Também, se eu estivesse fã em duas, três da manhã, por exemplo. E eu estivesse muito de suce cada hora, já não me dei tão tarde. Eu era muito notiva de. Sim, notiva de cinco da manhã, não é? Seis da manhã. E aconteceu muitas vezes se estivesse em total silêncio, por exemplo. Ela visita, que ela vem, ela chega, não sabe muito bem como, mas ela vem. Outras vezes, nunca fém. Que o ador escreverem que fésse. Não pode ter nem música, nem pode ter televisão. Pode ter pessoas a falar, sim, isso não me incomoda nada. Porque são os ruídos, são os barulhos do mundo. São as pessoas que falam a minha volta, pronto. Isso não me incomoda nada. E eu chego a café muito agressado, porque assim. Eu chego a café e faço como os cães. Já viram como é que eu chegue. Como é que um cão, por exemplo, escolhe um sitio para se teitar. E andava volta, volta, volta, volta, volta. Pois. Não é. É ter em encontrar aquele sitio que eu faço muito isso. Sinto naquela cadeira, aquela não dá, não é aquela, é outra. E tem que ser a cadeira que eu quero. E tem que ser a luz que eu quero. E tem que sentir na luz e na cadeira e na caneta e no cosque que quero. E a gente tem um sort, e lá vem o pômbulo, de Jesus não tem. Estravelmente ele chega, tá? Qualquer coisa. E finalmente ainda um pômbulo, mas foi só um que se chama o Céssio, mais perfeito. Que eu escrevi a uma grande amiga nossa, que era, foi a mergherida a Losa, filha da Yoselosa, que era a nossa colega, era muito minha amiga e teve um câncro. Quando nós achávamos que estava curada, ela que o fenôme. Eu tinha combinado a mostrar com ela. E ela te o fenôme e disse, mano, eu não posso ir, porque me descobriram metástases. E eu fiquei em estado só que completamente, completamente. Não consegui ao necessitar, sentei-me, escrevi o Céssio mais perfeito que é um pômbulo para mim a vida. É um pômbulo também sobre a morte, mas é um pômbulo de resistência a morte. Querem que ele é esse pômbulo. Pode ser para um teu voler esposo. É um pômbulo cabinho longo. Não é muito longo também, não tem pômbulo, mas assim de 78 páginas, não é? Ou de quatro páginas, não. Massimo é páginima e pronto. O Céssio mais perfeito. Queriam pôê-me de respiração tensa e sem pudor. Com a ilgância redonda das mulheres barrocas e uma vez su todo do herbústio de guio. Um pôê-me que rube a luz em vejá-se, ao ver, lá do fundo de três secos. O seu corpo magnífico de Itado sobre um divan, e reclinados os braços nos, só com polosseiras tão, tão preciosas, e um engenho de cima, no seu pequeno nicho feito noven, a resguardá-lo doce. Um tal pôê-me a cria. Muito mais tudo que as gregas de ignidades e clíberio. Um pôê-me a feito de excessos e dorados e toda via muito belo na sua pôs-jeia só obscura e mistica. Ah, como eu cria um pôê-me a diferente da poresa do granito e da poresa do branco e da transparência das coisas transparentes. Um pôê-me isoltei-me do nangostia, um largo rodendo, o corte sangue, uma laimida inteira de rodendros prondo o vento ao passar para a se deslumbrado e ainda desvelo e horrificasse. Aprizionado ao quântico das suas poliseiras, tão, mas tão preciosas, no de redondas formas, um tal pôê-me a cria, uma contra reforma do silêncio, música, música, música, a preencher de o corpo, e o cabelo entrançado de flores e de serpentes e uma fonte de espanto polyfónico, as correridos dedos. Reclinado em divenforrado de voldo, a sua no dejo redonda e plena, faria grifos e cereias em palidoscer, e aos despobres templos, de linhas tão contidas e tão puras, tremere de medo, só da foloração do seu olhar, dorado, música, música, música, e a explosão da cor, esprei tanto, do lado fundo de três séculos, um morio calado, ao ver que simples eram os seus anjos, junto dos anjos noos, deste poema, cantando em conjunção com outros astros-louros, salmou dias de amor e de perfeito a excesso, gongura em polidesse, como os grifos, agora que o quântico templa, esta contra reforma do silêncio, a sua mão erguida rumo ao céu carregada de nada, e eu escrevi este poema, assim em teiro, em teiro, não corriginada, não corriginada, e quando acabei de escrever, não me lembrava de nada, só se sabia que havia ruban-se e só sabia que havia ru do dentro, que foi uma palavra que eu nunca mais me devia usar em poema nenhum, pronto, foi a primeira e única vez que eu usei, eu nem sabia o que eram os lindentos, eu sabia porque eu tinha o livro rebeca, da dafem de uma orria, o livro, né, aí com os 13 anos, 14 anos, ele rebeca, eu lembro que ela altura em que eles venhem, como é que eles se chamam, Max, Max e Millian, tem que ser, venha de ser até ao mar, porque há um anucurador que é em barcos, eles venham de braços, nada de ser até o mar, e passam por uns ru do dênduros, vermelhos, de bocas e antes, eu lembro um disto também, e antes com a garclama, bocas e antes, então eu fico com este ideio que o ru do dêndro devia ser uma coisa, absolutamente ser ordinário, mas eu não sabia o que eram os ru do dênduros, portanto os ru do dênduros se iram para o problema, não é, para este problema, e o problema, pensando bem, eu outro dia que pensei melhor nisto, eu ben sei que é um problema, a favor da vida, mas é um problema de resistência à morte, mesmo sabendo que é morte chega, por isso é que diz, a sua mão é elegida rumo ao céu, carregada, de nada, não é, porque isso é o barroco, ao fiocal, é imagem, eu acho que é um, é imagem, é mais perfeita do barroco, é que elas figuras que se contorcem, e que têm a si é mal e tal, e carregada de nada, porque eles não conseguem chegar lá, mas tentam chegar lá, eu tinha uma pergunta sobre o Adcina Ném, para caso, a gente não falamos, o livro é de 2017, é um livro que diz,
tem sido traduzido e mensamente. Tem, tem. Mas sempre com forções um bocadinho diferente, sabe? Eu ou seja, o Watson Anem, americano da New York, é diferente do Watson Anem português. O Watson Anem, espanhola um bocadinho diferente, Watson Anem português. Mas tudo se chama o Watson Anem. É tem melhias, buolimão. Se chama, vá, a gente está em nama. E é até porque ele disse assim, "E estou fartando este tipo, ou quer dizer isso?" Parece só sem fazer, em todos os lados, livros comem. Por isso é que depois, propósito, lume-lume-lume-lume, aí no Brasil, isso não vou levar outra vez o Watson Anem. Mas sim, tem, sei, tem. E tem sido, até bem, respirinho. O que eu estava a perguntar era, como é que nasceu este livro? E também, por causa da epígrafo, do voméu e de Lillieta. Qual foi a ideia deste livro? Porque é que se chama o Watson Anem. Eu nunca pico muito que ele se chama a suquear num nome. Porque Watson Anem é uma frase tão conhecida, tão conhecida da Lillieta, não é? Eu aliaste a deduzir essa frase, e esses esferços, que são versos, em que ela diz o que a num nome, "Prebunda, se fosse dado um outro nome a Rosa, seria menos doce, o seu perfume, e nós não temos forma de saber se a Rosa não se chama a Rosa, mas se chama a sua outra coisa, qualquer. O perfume da Rosa, ou seja, no fundo é a ligação do nome da coisa. Qual é a ligação entre uma minha coisa?" Então, essa pergunta que vem na sequência de um polícia indial entre a Rúmeu Ejulieta, é aquela parte em que a Julieta diz, "Rumêu, por que tu tens de chamar Rúmeu?" "Porque acho que tu chamar de Rúmeu, por que tu tens de chamar?" Ou seja, e ele percemar Rúmeu pertença a família inimida no fundo. E depois diz, "Lhe é terminada altura, não chamam só amor, não chamam só amor, mas chamaram-me, o amor também é uma forma de chamar." E eu não altura quando pensei Watson, nem o que há no nome, pensei muito sobretudo, estava dando Trump, e as políticas todas aí, não é no mundo inteiro de racismo, de xenofobia, de odio, de odio púrgula, pelos imigrantes, pelos refugiados. Enfim, um verdadeiro horror, não é, eu pensei, realmente, alguém chamar, sabe de um, é muito diferente de alguém chamar-se, para os qual, "Desculpe para os qual porque eu era em vio seu nome ali", foi o primeiro que não lembrei, não é? Ou alguém chamar-se "Ribbeiro", por exemplo. Alguém chamar Samuel, na Almenha Dítler, era completamente diferente, alguém que se chamava Johan, por exemplo, o Carna. Mas não é só isso, é que o nome, o nome, o próprio nome, pode matar. Este livro termina com três poemas, que falam todos eles, nesta condição, que é a deligação entre o nome e o amor, e a deligação entre o nome e a morte. Esquisermos. Eu acho que depois, acá, por voltar a isto, talvez um pouco em águora, com um poemas de que gosto muito, muito, muito, que é talvez de umas preferidos aqui da águora, que é o poemas que fecha e que se chama-se, o nome de terrenio. Não sei se vocês me permitem que o leia é um poemas pequeno, e é um poemas, parece um de terrenio, tem do lado esquerdo, um milagre dos peixes e dos peixes, que está na base única, Santa Falinaia no ovo, portanto, o milagre, que isto fez, na multiplicação dos peixes e dos peixes. E este poemas diz, são os refugiados que falam, obviamente, e diz, em deste peixe, Sr. Daí nos apaz. Um marco, seis de um, das inocentes, e chegados a areia e agente, que veja a concoração de ver, vozes que nos aceitem. É tão dura a viagem, e até este pôma ferv e ferv e de tão alta cega durante a travessia. Fazer e, Sr., com que não haja mortos desta vez, que as rochas sejam longe, que o vêm de sequiette e a vossa paz em fim se multiplique. Mas depois da jangada, da guerra, do quensazo, depois dos braços abertos e sonoros, sabia bem, Sr. um pão macio, e um peixe pode ser, do mar, que é também nosso. É. É porque conomos, conomos, por exemplo, fizeram essas comunizações. Não nos podemos esquecer, não é que é o primeiro gesto do colonizador, é apagar a língua, do colonizado. Portanto, é apagar as palavras. É apagar os rungs. É impôr-lhe a sua língua. Para mim, de facto, o ato sendo nem. tinha não só a ver com o mundo, mas também com violência, porque eu capo. Mas é, como eu digo, ali em um pôma, penso eu, a nossa bifronto condição, que eu acho que é maior direto de um costa, que é uma tradutora isia, traduziu muito bem que o pôr de aina de se candidha, portanto a tradução de aina, ou seja, de janeiro, porque janeiro é o mês das duas caras. A bifronto condição, nós temos de um lado, a mar e proteger do outro lado, olhar sem ver. Por isso, sem enduto, nem cosme que a razão, como os relímenes, é isto. Temos o Antônio também, que está levantando tua mão, não é? Olá, outra vez, não é? Muito rápido. Acho que se pode transar uma fronteira entre aquilo que se considera poesia e o facto de muita gente estar a escrever diverte, ou qualquer coisa que é um cabe catártico. Eu tenho alguma dificuldade, sabe, porque. Eu acho que se escreve muito, muito, muito, muito. Acho que as pessoas neste momento, acham que é uma ansia profunda por rapidês, por velocidade. Eu recebo muitos, menos crites, muitos e meios de jovens, com 18 anos, com 19 anos, que me dizem assim, a minha obra. Acho que alguns até me dizem a minha obra. Ou então mandam uma nos criar, porque é um deus até dizer, porque eu quero ser conhecido, eu queria ser conhecido, e portanto eu quero publicar. Eu acho que, durante o período de pandemia, ou princípio de pandemia, eu não escrevi praticamente nada, porque escrevi, era tão mal, tão mal, tão mal, tão mal, assim, as mesmas, eu acho só como se eu escrever um bocadinho no ano depois da pandemia. Quer dizer, assim, uma coisa que se viste, não é? Mas eu lembro muito o Facebook, não sei que era enxias de poeus lemais, sobre a pandemia, todas as gente escrevia, sobre a pandemia, sobre não seguir, e tal. E eu penso sempre, e vou falar uma coisa em que já tenho de falar tantas vezes, tantas tantas tantas. Naquela definição de poesia, para o Poeta Inglês, William Wordsworth, não é? Comentico, século 19. Em que ele diz uma coisa fantástica, diz, além de dizer que a poesia é austravizar sentimentos poderosos, ele diz uma coisa muito bonita, que é as emoções relembradas na tranquilidade. Puisia, trabalha com as emoções relembradas na tranquilidade. Eu acho isso. Fagoso. As mesmas de fagoso. Ou seja, a emoção está lá. E se é quase. É quase uma consistência, exactamente. Ou seja, é o de grau. É a sequer, ainda. Exatamente. É o Isto do frente, pessoas justamente, que gente diz. Ai, o fingimento do sopa. Está bem, mas os documentos, olha, aquilo já tinha dito isso. Já tinham fingido. Claro. Aliás, sempre fingiram. Sempre o fingimento, pois ia sempre não é. Uma coisa nova, sempre, desse que a poesia não é. Agora, a emoção está lá. A emoção está lá. E a emoção é verdadeira, por não a mentira. A poesia lida com a verdade. Mas é uma verdade diferente a outra verdade. Mas é verdadeira, não é, não é, não é mentira. Porque fingir não é mentir. São coisas diferentes. Bom, eu tinha pensado em uma última pergunta aqui. Estava falando antes dessa ideia da poesia como resistência contra a morte. Eu estava lá no entrevista à sua, acho que é o país, recente. Você fala que é natural com seu trabalho, seja um veículo de resistência contra barbari. A gente falou pouco dessa dimensão mais política do seu trabalho. E a gente se reagre que você falasse um pouco isso. Como você vê a força da poesia no mundo de hoje? Como que a poesia se contamina por tudo que está acontecendo? Como você pensa nessa possibilidade de ela ser uma resistência contra barbari? Essa situação foi mal defeita no LPIs. Porque eu jamais diria, é minha poesia. Eu disse, é poesia. Não é minha só. Toda a poesia digna desse nome. Resiste a barbari, eu acho que sim. Eu não faço qualquer força do ar. Eu acho que poesia pretensão no mundo do poesia é do mundo. Nós vivemos no mundo, nós estamos no mundo. Quer dizer, eu sou eu. Porque é o outro. Porque senão não é eu. Só existe eu, porque é o outro. Portanto, a partir do momento em que o outro é vilipendiado. Porque o outro é esquecido, que o outro é batido, que o outro é desrespeitado, que o outro é assassinado ou o queimado por ser mulher, por ser homosexual, por ser negro, por pretensiteiro, por ser. A outra é a tenia, etc. A partir do momento eu sou parte daquela pessoa também. E tenho obrigação. Eu sinto isso, não. Eu sinto isso.
Então, estão um bado para mim, que eu era em acelho, não é? Eu não sei onde eu era, neste caso, em Portugal, em Lisboa. Murai, e sim, até os nove anos, vim para o norte, para a Leça da Palmeira, com nove anos de idade. Vive sempre, bem, por que não faz, tenho algo de dinheiro, dê-lo uma educação universitária. Eu sou uma privilheciada, com o pridente, e não se escolhe, ninguém escolhe onde nasce. Eu acho que nós todos nós e todos nós deveríamos ter essa convicção, essa, essa, não é convicção, essa reconhecer isso. Não se escolhe onde se nasce, não se escolhe com que corte pelas se nasce. Percebem, nós olhamos nada, nós temos. Somos atirados para aqui, não é? Depois, o que é certo é que nós vemos as crianças, uma criança, não nasce, racista, uma criança, não nasce, a odiar. Agora é ensinada, claro. Nós sabemos disso. O que eu quero dizer com tudo isso é que esta minha profundíssima, mas é que é mesmo profunda convicção, outro dia, olha, por causa de ser religioso, eu não sei o que. Outro dia, eu ouvi uma coisa do Papa, deixe-me só dizer isso, que eu achei bullíssima, muito bonito. "Frenciso, disse-me coisa muito bonita", disse-se assim, só há uma situação em que nós temos o direito de olhar o outro de cima. Para baixo. Uma situação é prójida dar a levantar-se. Eu acredito nisso, sabe. E, portanto, é natural, penso eu que isso passa para a minha policia, que isso depois compasse para tanta outra policia. Não é que é dizer. Não tem que passar diretamente. De nomes de cítios, de coisas, de sei lá, eu tenho um pequeno poema que escrevi que tem muito chocado a uma vez no Brasil quando fiz uma pequena viagem entre Santa Catarina e São Paulo e via entrar um casal ouve jovem. Muitíssimo bem vestido e atrás vinham uma cria dinha. Eu digo isso criada porque ela trazia tudo o Cristo, a vental, então ela estava verdade, completamente fardada, não é? E traziu ao qual o filho de Deus quer dizer, para mim, isso não tem, não é um consigo encontrar nas pessoas de salto, prezo e de coisas. Não é que a pessoa não possa ter alguém que ajuda em casa, ou que trata dos filhos, não é isso, mas quer dizer levar uma jovem vestida, fardada, fardada de criada. Como Cristo, como a vental, como roupa, sabe como é roupa, não é? Até ela rompou. Deus que viu um poema muito pequeno sobre isso. Agora não precise lá por Brasil, porque se podia ser um outro falado qualquer, não é? Tal como a paisagem quando eu escreva alho, eu não enriquei água. Eu estava na enriquei água e sabete, estava sentada em um café e estavam dois cavalos a minha frente. Eu comecei a escrever o poema. E depois acabei o poema em Portugal, não acabei lá. Tronto. Foi isto. Rumances, memórias, ensaios e obras de jornalismo literário ou de crónicas. O clube conjunto do público do Jornabras Lero, o falete São Paulo, se reuni todas as segundo as terças-feiras de cada mês, para uma conversão online com leitores de ambas as publicações. O próximo encontro acontece no dia 8 de março. A gente está que estará o livro 4 de despenso, diário de uma favelada, escrito pela brasileira Carolina Maria de Jesus, uma mulher pobre, que tinha o sonho de mudar a sua vida através da literatura. Publicada pela primeira vez em 1960, esta obra é ditada pela Ática no Brasil. No ano passado, seu em Portugal pela editora VES. Para esta conversa, convidamos a acadêmica Fernanda Rodríguez de Miranda, especialista na obra de Carolina Maria de Jesus e Tom Farias, o biógrafo desta escritora como riu em 1977. Junta-se a nossa conversa sobre o livro 4 de Espaiso de Carolina Maria de Jesus. Contamos consigo.
Podcast Summary
Key Points:
A poesia deve ser lida em voz alta para ser apreciada, pois o poema é música.
Ana Luísa Amaral vê a poesia como uma necessidade vital, não como carreira ou profissão.
A poeta iniciou sua trajetória escrevendo desde criança, influenciada por experiências místicas e pelo fascínio pelas palavras.
A Bíblia e os mitos clássicos são fontes fundamentais de inspiração para sua obra, como no livro "Ágora".
A poeta destaca que a poesia pode ser aprendida, não academicamente, mas por meio da leitura em voz alta e da sensibilização para o ritmo e a sonoridade.
Emily Dickinson é uma paixão central em sua vida, descoberta através da orientação de Maria Irene Ramalho.
Summary:
Ana Luísa Amaral, vencedora do Prêmio Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana, participou do "Encontro de Leituras" e discutiu sua relação com a poesia. Ela enfatiza que a poesia não é uma carreira, mas uma necessidade intrínseca, comparando-a a uma paixão que a acompanha desde a infância. A poeta explica que começou a escrever muito cedo, influenciada por experiências místicas em um colégio de freiras e pelo fascínio por palavras como "outrora".
Sua obra "Ágora" dialoga com a arte visual, combinando poemas com pinturas, e reflete sua formação acadêmica e seu amor por mitos e pela Bíblia. Amaral destaca que a chave para amar a poesia é lê-la em voz alta, pois a musicalidade é essencial. Ela cita o poema "Rua torta, lua morta, tua porta" como exemplo de como poucas palavras podem criar uma imagem rica e emocional.
A poeta também compartilha sua paixão por Emily Dickinson, descoberta graças à orientação de Maria Irene Ramalho, e como essa influência moldou seu trabalho. Amaral conclui que a poesia pode ser aprendida, não por métodos acadêmicos, mas por meio da sensibilização ao ritmo, à sonoridade e à emoção transmitida pela leitura em voz alta, tornando-a acessível a todos.
FAQs
Sim, é possível. A primeira coisa é ler o poema em voz alta, pois o poema é música. A sensibilização para o amor pela poesia passa muito pela leitura em voz alta e pela escuta.
Ela começou a escrever muito cedo, ainda menina, porque sentia necessidade de escrever poesia para viver. Escrevia por paixão, não como carreira profissional.
Emily Dickinson é uma paixão da vida dela. Ana Luísa descobriu a poeta através de Maria Irene Ramalho e se encantou com poemas como 'If the stillness is volcanic in the human face', que a tocaram profundamente.
Ela sempre arranjou tempo para escrever, geralmente à noite, pois a poesia é uma necessidade. A carreira acadêmica e a poesia andam juntas, já que a poesia não é separável do resto da vida.
O livro 'Águra' não foi pensado inicialmente com imagens; a maioria dos poemas foi escrita primeiro e depois ele buscou quadros que se adaptassem a eles. A poesia cria imagens emocionais.
A Bíblia, que ela conheceu no colégio de freiras, é um grande livro da cultura ocidental. Ela a considera fascinante, com passos maravilhosos e mitos que fazem parte da nossa história.
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