Ainda vale a pena se vacinar na vida adulta? #ep71
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O episódio do podcast aborda a vacinação na mulher adulta, com a participação dos médicos Paulo Gever (infectologista) e Valentino Magno (ginecologista). A discussão começa com a diferença entre os calendários do PNI, focado na proteção coletiva e gratuito, e da SBIm, voltado para a saúde individual e disponível na rede privada. Os especialistas explicam os conceitos de imunização ativa e passiva, destacando que a vacinação é uma ferramenta essencial na prevenção de doenças infectocontagiosas.
O papel do ginecologista é enfatizado como fundamental na revisão do calendário vacinal, já que muitas mulheres não têm outro clínico de referência. São discutidas vacinas específicas, como HPV (recomendada até 45 anos, mesmo para quem já teve contato com o vírus), dTpa (essencial para gestantes e com reforço decenal), tríplice viral (importante para mulheres em idade fértil), hepatites A e B (prevenção de câncer hepático), influenza, COVID-19, herpes zoster e pneumocócica. Os convidados ressaltam a segurança e eficácia das vacinas, desmistificando fake news, e reforçam que a prescrição médica e a educação são fundamentais para aumentar a cobertura vacinal. A mensagem final é clara: "Vacinas salvam vidas".
0:03
Apresentação dos convidados e o propósito do episódio
Oi gente, tudo bem com vocês?
Eu sou na dieta ginecologista.
0:06
Pessoa 2
Eu sou Luciana Perez, endocrinologista.
0:08
Pessoa 1
Hoje é mais um episódio do nosso podcast do hipotaloma vagina.
0:11
Pessoa 2
Hoje a gente vai falar sobre vacinação na mulher adulta e nós trouxemos 2 convidados na dieta.
Hoje a gente está com celebridades.
Aqui, não.
0:18
Pessoa 1
Celebridades total.
Estamos muito felizes.
Vamos apresentá Los então começa.
0:24
Pessoa 2
Eu queria apresentar o doutor Paulo gever, acertei?
0:28
Pessoa 3
Certo.
0:29
Pessoa 2
É muito difícil.
Sobrenome que é o médico infectologista e coordenador do núcleo de vacinas do hospital moinhos de vento.
E um pesquisador também, né?
Dentro do hospital seja muito bem-vindo.
0:40
Pessoa 4
Obrigado, obrigado pelo convite.
0:42
Pessoa 1
Maravilhoso.
E nosso segundo convidado.
Maravilhoso celebridade também, o doutor Valentino Magno, que é ginecologista, professor da universidade federal aqui do Rio Grande do Sul, meu grande amigo aí das sagirgues.
E de todos os nossos encontros de ginecologia, vale seja bem-vindo.
0:57
Pessoa 3
Muito obrigado, obrigado pelo convite.
1:00
Pessoa 1
Muito bom.
Esse tema é super importante, né, gente?
Ainda mais hoje que a gente escuta tanta coisa em relação à vacina.
Então esse episódio é um episódio muito Sério, muito científico, com conteúdo técnico baseado em evidência científica para vocês terem uma fonte de informação confiável sobre vacinação.
1:17
Tá?
1:18
Diferenças entre os calendários de vacinação público e privado
Vamos começar.
1:19
Pessoa 2
Bora.
1:20
Pessoa 1
Primeira pergunta, então vale, vou jogar para ti, tá?
Nós sabemos que existem mais de um calendário vacinal qual a diferença entre o calendário da sociedade brasileira de imunizações e do programa nacional de imunização?
1:33
Pessoa 3
Perfeito.
Isso é um ponto importante, porque as pessoas às vezes se confundem.
O próprio ginecologista, né?
O próprio clínico.
Afinal, qual fazer?
Existe uma coisa que é a saúde pública.
Então, o programa nacional de imunização ele vai determinar, baseado no público alvo, quais são as vacinas disponíveis para quem.
1:51
É, existe todo 11 cadeia que tem que ser feita para que eu consiga disponibilizar para esse grupo essas vacinas, certo?
E existe o calendário da sbin que a sociedade brasileira de imunização, que é baseado quando entra alguma novidade, baseado em ampliação de público.
2:10
Então, por exemplo, eu posso determinar, eu quero da tal vacina para um grupo específico, HPV.
Eu prefiro dar para 9 a 14 anos atingir o máximo possível dessa faixa etária.
Agora, um resgate até os 19 ismim 9 a 45.
2:26
Por quê?
Porque a vacina ela está liberada dos 9 aos 45.
Eu, como programa nacional de imunização, eu posso não conseguir disponibilizar para toda essa população e às vezes isso é muito importante.
Às vezes as pessoas falam, AI, mas sobra a vacina, por que que eu não dou para quem?
2:42
Isso é por causa da COVID, que tinha a história da xepa da vacina pessoal, isso era pandemia.
Quando OPNI, ele disponibiliza a vacina para uma faixa etária, ele tem que ter disponível para se todas as pessoas daquela faixa etária foram fazer, foram fazer naquele dia.
Então, se eu coloco que eu vou dar vacina, dos 9 aos 45, eu tenho que ter disponível para todo mundo.
3:03
Dos 9 aos 45 eu não posso fazer porque sobrou a vacina.
Isso é muito importante, porque muitas pessoas perguntam porque a COVID foi assim, eu faço, e aí sobrou vacina?
As pessoas iam fazer então.
Programa nacional de imunização, focado em grupos específicos nas vacinas disponíveis e sempre ampliando conforme é possível, sempre.
3:22
PNI, funciona muito bem, isbim.
Vai trazendo as novidades de vacinação, mesmo que ainda não estejam no pni, e sempre focando em individualmente saúde individual, não coletiva.
Ou seja, para mim, o que que é melhor?
3:38
Eu faço a vacina de hepatite b ou eu posso fazer AAB, por exemplo, certo?
Então, uma coisa gradual que vão sendo acompanhadas, né?
Mas é muito mais fácil introduzir no calendário da sbin como saúde individual e depois, quando possível, vai para o coletivo.
3:54
Pessoa 1
Você sabe, em gurias que é um consultório privado, por exemplo, a maioria das nossas mulheres têm ginecologista como clínico geral, né?
Perfeito.
Então eu trabalho muito revisão de vacinas, eu uso bastante os calendários da sociedade brasileira de imunização e eu gosto muito que eles têm ali.
4:09
Tem muito profissional de saúde que nos escuta.
Se tu entrar no site, tu pode clicar.
Gestante, adolescente, mulheres, até 50 anos.
Então tem todas as faixas etárias, abre um calendário específico e uma coisa que me chama atenção e eu acho que é bem interessante, as últimas 2 colunas dessa tabela tá escrito assim?
4:26
Disponível no sistema público de saúde ou disponível em clínicas privadas de vacinação.
Então tu já consegue dar uma orientação bem em relação a isso.
Custo envolvendo.
4:35
Pessoa 3
Mas eu acho importante também o seguinte, a gente tem que cumprir todo o pni.
Quando possível, seguir recomendações também da spin, porque isso também envolve questões de condições econômicas.
Tudo isso porque a gente tem que falar isso, né?
Então tem pessoas que deixam de fazer uma vacina do PNI.
4:50
Porque acham que eram que era obrigatório fazer uma vacina que está no calendário da sbiin.
Às vezes ela não tem condição, né?
Então, assim, sbiin focado, individual, o melhor benefício possível.
Mas o pni?
Ele segue a maioria das recomendações, que é o mínimo que todo mundo deveria fazer.
5:08
Entendendo a imunização ativa e passiva no corpo
Perfeito.
5:09
Pessoa 2
Certo, doutor Paulo?
Vamos lá.
Diferença entre imunização ativa e passiva.
5:15
Pessoa 4
Essa é uma pergunta muito interessante e é muito fácil de entender quando a gente traz para nossa prática.
Quando a gente tem uma infecção e vamos colocar um exemplo, uma catapora, né, conhecida como varicela, essa infecção, né, ela provoca uma resposta inflamatória, mobiliza o nosso sistema imunológico, que são as células de defesa, os linfócitos, né?
5:37
Leucócitos, monócitos, macrófagos, né, o nosso exército de defesa e eles produzem várias substâncias, né, que são mais conhecidas como anticorpos, né, para neutralizar a ação desse vírus.
É essa resposta imunológica.
Ela serve para neutralizar esse vírus e também para fazer uma memória.
5:58
É como se a gente escrevesse um livro com as informações contidas, para no futuro.
Se a gente encontrar de novo aquele vírus, a gente já ter as armas prontas para neutralizar ele antes que ele cause qualquer mal para nós.
Então, decorrente dessa infecção natural.
6:15
A gente chama de uma imunização ativa, então a gente produz células de defesa e anticorpos.
Uma vez que a gente já tenha tido, por exemplo, catapora, a gente mesmo entrando em contato de novo com ela, a gente não vai desenvolver a doença porque a gente já está imunizado.
6:31
Mas isso não é para todas as doenças, por exemplo, alguma, muitas doenças, elas mesmo a gente desenvolvendo uma resposta imunológica, essa resposta imunológica não é duradoura, então a gente fica suscetível.
Novas infecções pelo mesmo agente.
Exemplo, nosso dia a dia, a gripe, né, que a gente pega várias gripes, às vezes no mesmo ano, mas em anos subsequentes é com muita frequência.
6:55
Essa é uma das explicações, mas agora a gente fica perguntando, mas será que a gente não não poderia adquirir essa proteção já pronta antes de encontrar Oo patógeno, vírus, bactéria, sim, essa imunização passiva, né?
E a imunização passiva, a gente pode adquirir ela de diferentes maneiras.
7:13
Mas geralmente são os anticorpos prontos que a gente recebe.
Por exemplo, muitas vezes o nenê nasce, né?
É?
E aí pra gente proteger ele, a gente pode administrar um anticorpo pronto, né?
É um anticorpo muito comum que a gente administra em algumas situações.
7:31
É o pale visumap, que ele protege contra o vírus sensencial respiratório, né, que é um vírus que causa bronquiolite nas crianças pequenas tem um impacto muito importante.
Não só em doença, mas também em mortalidade, né?
Então essa proteção vem pronta, né?
7:46
Então é um pacote pronto.
Gostaríamos de a gente ter imunizações passivas para todas as situações, né?
Para muitas.
A gente tem hepatite b, hepatite a, varicela, vírus sensencial respiratório, raiva, tétano.
Então é muito comum às vezes uma pessoa ter um acidente e um ferimento.
8:04
E aí precisar não só da vacina antitetânica, mas da imunoglobulina antitetânica, né?
Que é imunização passiva da raiva.
A mesma coisa a gente se lembra, porque são situações que acontecem com mais frequência, acidentes, né?
As crianças, dos adultos e idosos.
8:20
Então a gente recebe a vacina anti rábica e em algumas situações também junto com AO anticorpo da raiva.
Então é importante a gente lembrar desses conceitos e eu sempre lembro, né?
E a gente falando da mulher, né?
A vacinação da mulher é muito importante por várias questões, não só para saúde dela, né, para segurança, mas também porque ela proporciona esse presente entre vários, né?
8:46
Além da vida para criança, para o bebê, mas ela transfere anticorpos via placenta para o bebê para que ele já ganhe mais este presente ao nascimento para ficar protegido.
E aí a gente tem os anticorpos contra coqueluche, né?
A gente tem os anticorpos contra o vírus sensencial respiratório, que é uma vacina que foi recentemente incorporada no sistema público, no nosso SUS.
9:09
E é um.
A gente tem que comemorar, né?
Porque ela facilita o acesso para todas as gestantes brasileiras, né?
E nesse sentido, a criança já nasce, além do seu sistema imunológico, que ainda é imaturo, tá em desenvolvimento como toda ela, mas ela já ganha essa proteção.
9:27
Por conta da mãe, um presente de vida.
9:29
Como o ginecologista pode checar o calendário vacinal
Perfeito.
Eu sempre digo, né?
Eu brinco com as pacientes, vacinar é um ato de amor que a gente tem.
Elas até, né?
Hoje eu não faço mais obstetrícia, né, guri?
Isso faço só ginecologia.
Mas na época que eu fazia, era toda aquela questão do questionamento da vacina ali e elas me perguntavam, doutora, ama se fosse?
9:44
Meu filho, tu vacinaria?
Então agora que eu estou grávida, eu conto para todo mundo.
Quando o episódio for ao ar, Maria Teresa já vai ter nascido, né?
Fiz todas as vacinas recomendadas, tá?
Perfeito.
E fiz questão de contar para todo mundo, porque eu acho que nós médicos também ensinamos pelo exemplo.
10:00
Bom, seguindo o baile aqui.
Então vale.
O que que significa estar com o calendário vacinal atualizado?
Como é que o ginecologista, sendo o grande clínico da mulher, pode checar isso na prática do dia a dia dos nossos consultórios?
10:12
Pessoa 3
Perfeito.
Então o gineco é o clínico da mulher na maioria das vezes.
Tem muitas mulheres que não tem uma rotina com outro clínico e.
Eu sempre falo para os colegas de néaco, como é que vocês pedem os exames de rotina, pedem exames laboratoriais, encaminham para colonoscopia e esquecem de revisar a questão de vacinação?
10:30
Como é que eu estou promovendo a saúde da minha paciente se eu não previno ela de doenças infectocontagiosas?
As pessoas morrem internam, vão para UTI por doenças infectocontagiosas, previníveis.
Então, algum momento da minha consulta ginecológica tem que abordar a vacinação.
10:48
Eu sou da comissão nacional de vacinas, né?
Da febrasgo.
Eu sei que é difícil abordar todos os tópicos na consulta ginecológica, né, Nádia?
É muita coisa, coisa.
Agora, algum momento eu vou ter que falar de vacina, porque se eu fiz tudo certo, que eu acho como ginecologista, mas a minha paciente parar na UTI por um entubada por uma doença respiratória prevenível, faltou a minha promoção de saúde naquele aspecto.
11:10
Então assim é difícil, porque as vacinas, elas sofrem constante atualização, os calendários vão mudando, as faixas etárias mudam e a gente não é obrigado a decorar tudo.
Claro que o pediatra e o infecto tem isso mais presente, mas eu sempre falo para os colegas, utilizem os sites, as tabelas que nos ajudam, né?
11:28
Tu citou, né, o site da smin tem um tem uma outra coisa super importante.
Uma dica, vacinação em dia.com.br que é dividido ali tu abre.
Tu vê a faixa etária da tua paciente, tu botas, tem alguma imunossupressão e ele te diz tudo o que fazer, que é atualizado também.
11:45
Yasmin que faz, tá?
Então tem sites, eu por exemplo, não tenho nenhum problema, em vez da da minha paciente olhar que que ela tem de comorbidade, dar uma revisada, olha aqui ó, vamos revisar as vacinas, eu tô vendo isso com ela, porque as vacinas vão sendo atualizadas felizmente, né?
12:01
Então é isso, vacinação em dia é eu.
Estou com a minha paciente na minha frente, que foi em busca de saúde, eu confirmar que eu estou prevenindo ela de doenças que são preveníveis.
12:12
Pessoa 1
Perfeito.
Isso é super importante, né?
E eu sempre digo, eu entendo também o que tu falou é perfeito.
As nossas consultas, às vezes tem tanta coisa que é difícil tu ficar ali 30 minutos, por exemplo, revisando as vacinas.
Mas se tu ganhar, eu não gosto da palavra.
Perder é ganhar 5 minutos da tua consulta, revisando ou entregando o calendário ali, dizendo, passa aqui no nosso centro de vacinação, revisa, passa no postinho perto da tua casa.
12:37
Eu tive a experiência agora de vacinar pelo SUS.
Na gestação fui fazer minha DTPA várias das minhas vacinas no sistema único e assim eu fiquei impressionada com o atendimento.
Vou até elogiar o nosso posto modelo aqui em Porto Alegre, onde eu fui.
A pessoal da enfermagem que me atendeu ali revisou todo o meu calendário.
12:53
É, eu fui específica para fazer o que eu sabia que eu precisava, sendo ginecologista, obstetra, fizeram questão de revisar tudo.
12:59
Pessoa 3
As salas de vacinação são importantíssimas tanto para aplicação quanto para revisão.
Mas o que que é nos ajudar muito?
Nad?
A carteira, a carteira digital, né?
Com a COVID a gente tudo tinha é para ser incorporado e tal.
Teve algumas tentativas individuais também da indústria, de montar uma carteira digital, mas produto não é que nem para criança.
13:18
Então, a paciente, ela podia chegar e eu já até ter checado antes ouvia uma inteligência artificial, um computador, né?
Mas falta ainda.
13:26
É seguro tomar várias vacinas no mesmo dia?
Perfeito.
13:27
Pessoa 2
Doutor Paulo, tem um risco da gente tomar várias vacinas no mesmo dia, existe um limite assim de um número de vacinas que sejam recomendados?
13:34
Pessoa 4
Então essa é uma pergunta muito frequente.
E aí eu eu trago com os dados que a gente tem, né?
De estudos, de segurança, né, para tranquilizar os pacientes.
Assim como é, muitos pacientes tomam vários medicamentos diferentes durante o dia e a gente sempre tem que ter um cuidado para conferir se não há uma interação medicamentosa entre esses medicamentos, né?
13:54
É para cortar o efeito.
É esperado ou aumentar ou aumentar eventos adversos que a gente chama são as reações, as vacinas.
A gente também tem esse cuidado e, felizmente, a gente pode tomar várias vacinas no mesmo dia.
O nosso sistema imunológico é robusto da conta, né?
14:11
É, e isso não tira o efeito delas, né?
E também não ameaça a questão da segurança.
Claro que as vacinas, como qualquer medicamento, elas precisam de intervalos específicos, né?
Quando a gente fala de esquemas vacinais.
E a gente fala, tem vacinas que a gente utiliza em dose única, porque os estudos mostram que elas funcionam bem, né?
14:30
E precisa só uma dose, outras precisam de 2 ou 3 doses, dependendo da idade, outras condições.
Então tem os intervalos entre cada dose.
Então a gente respeitando esses intervalos, a gente pode e deve fazer mais de uma vacina na mesma visita à sala de vacinação que o Valentino coloca.
14:48
É muito importante porque às vezes o nosso dia a dia é corrido, né?
A gente tem várias coisas pra fazer e quando a gente vai na sala de vacinação?
A equipe de saúde aproveita e já conversa e propõe fazer várias vacinas para aproveitar aquele momento.
Isso a gente chama de oportunidade vacinal, porque às vezes a gente vai deixando para voltar para fazer as outras vacinas daqui 1 mês.
15:09
Esse um mês se transforma em 2 meses e 6 meses.
E aí, o que que acontece?
É, tem uma pergunta interessante, a gente perde as vacinas?
Se a gente é deixar de fazer no intervalo ou na data recomendada, a gente não perde as vacinas que a gente foi feito.
Só que a gente está demorando para chegar e completar as vacinas e ter aquela proteção que ela nos oferece.
15:29
Então é muito importante a gente seguir o calendário, né?
Os esquemas propostos.
Claro, não pode vir naquele dia, né?
Teve algum compromisso?
Não se desmotiva, se organiza para ir no outro dia ou na outra semana para atualizar as vacinas.
Estar com as vacinas atualizadas é fundamental.
15:45
E vacinação é uma questão que começa antes do nascimento com a gestante e não tem limite de idade.
Então a gente tem pacientes com 100 anos, 105 anos que se beneficiam e muito das vacinas, né?
E a vacinação é uma proteção individual do indivíduo para ele se sentir bem, né?
16:04
Mas também é um ato coletivo, né?
Então, muitas doenças são transmissíveis de indivíduo para indivíduo.
E aí se eu estou vacinado, eu vou proteger aquelas pessoas que tem contato comigo, a minha família, meus amigos, a sociedade, a comunidade que eu estou.
16:20
Então, assim, é um ato de responsabilidade também.
E o pni, que é o programa nacional de imunizações?
Que a gente tem que comemorar, né, porque é um esforço coletivo da nossa sociedade, através do estado, dos governos, né?
Ele proporciona uma série de vacinas diferentes, um dos calendários mais completos do mundo, serve de exemplo, orgulho nosso e que está disponível nas salas de vacinação, muitas vezes atravessando a rua.
16:44
É só levar um documento de identificação.
A gente vai ali que nem o Valentino, comentou.
É mesmo sem uma indicação de um médico.
A equipe ali está capacitada para avaliar as vacinas que a gente fez com registro agora que está digitalizado, e conversar e explicar, educar e proporcionar gratuitamente as vacinas, que em outros países têm um preço.
17:04
E é um preço que às vezes é bem caro.
Então assim, e na rede privada também temos serviços de vacinação.
Que complementam essa proteção coletiva e detalhando aumentando a proteção individual.
Então são sistemas de vacinação complementares, então assim é reafirmando a segurança, a qualidade da vacinação como um todo no nosso país.
17:26
A importância da vacina contra HPV para mulheres adultas
Maravilhoso.
Muito bom, guris.
A gente separou em blocos de perguntas até para pegar idades diferentes das mulheres, tá?
Vou começar com o bloco aí de mulheres entre 20 e 49 anos.
Vou começar então falando sobre a vacinação do HPV.
17:41
A gente tem um episódio específico sobre HPV que vocês podem voltar.
Foi com a Gabriela, que também atende lá no muinhos, maravilhosa.
E a gente falou muito ali sobre HPV e falamos sobre a importância da vacinação, principalmente para o público alvo primário dos 9 aos 14 anos, citando, né?
17:58
Todo o benefício que tem.
Mas falando vale em mulheres, 20 anos mais tá tendo resgate agora até 19 anos, né?
Via sistema único de saúde em algumas situações específicas, a gente sabe que elas podem vacinar via sistema único até 45 anos.
18:15
Mas falando da paciente que não se enquadra nisso pós 20 anos, vale a pena vacinar mulheres adultas?
18:21
Pessoa 3
Deve vacinar mulheres adultas, né?
Então, assim, a gente não tem a menor dúvida do benefício da vacinação contra OHPVE mulheres adultas estava OHPV, extremamente prevalente.
É acima ali, até os 2526 anos, mais de 58% da população em HPV positivo, certo?
18:39
Claro que a gente tem esse pico que depois começa uma queda.
Mas se a gente fala em mulheres até 45 anos, por exemplo, 30% ou mais são positivas para HPV.
É, a gente continua exposto ao HPV ao longo da vida, então, sem dúvida, vale a pena a vacinação para proteção.
18:57
Tem várias outras coisas envolvidas, né?
Por exemplo, vamos dizer que eu peguei um Ah, Valentino, mas eu já me expus ao HPV perfeito, mas a maioria da infecção pelo HPV mesmo, mais grave, o 16, eu vou eliminar ela sozinha.
Eu posso pegar o mesmo HPV em 23 anos, porque, como o Paulo falou no início, o HPV, ele não dá imunidade duradoura, a infecção natural.
19:18
Então, vocês vejam, vale a pena vacina adulta, claro, porque eu me protejo dos subtipos que eu não tenho.
Mas além disso, eu vou ter o único jeito de eu ter uma proteção duradoura para aquele HPV que eu estou, certo?
Então, HPV extremamente prevalente.
19:34
A adulta continua exposta às doenças associadas ao HPV.
Eu tenho um risco de me expor ao HPV.
Enormemente na fase adulta.
E se eu não estou protegido, eu devo me vacinar?
Então não é só o que eu posso, é, eu devo, né?
Tem além disso, tem um ponto específico do Brasil que é o seguinte, tem uma legião de gênero nos nossos consultórios, nos nossos atendimentos, que não foi vacinada na adolescência, né?
19:56
Então, assim, a gente sempre tem que resgatar a questão de vacinação por causa disso.
A paciente está na minha frente, ela pode não ter sido vacinada naquela faixa etária ideal, porque não tinha vacina.
20:07
Pessoa 1
Perfeito.
20:08
Pessoa 2
E Valentino?
As pessoas que fizeram a vacina quadrivalente podem ainda fazer a nona Valente.
20:14
Pessoa 3
Então, como medida de estratégia coletiva, né?
A vacina que a gente tem disponível atualmente no pni, porque deve mudar em breve, é uma vacina muito boa, protege com 70% contra o câncer de colo de útero, certo?
Bom, a nível individual, na rede privada, a gente só tem a contra 9 tipos de HPV.
20:34
O que que a gente ganha?
A gente ganha no 20% a mais de proteção contra o câncer de colo, então vai para 90%.
É um aumento, porque na nona eu englobo mais 5 tipos de alto grau.
Então eu aumento a minha proteção dos cânceres e das lesões de alto grau de todos os sítios que a gente tem, principalmente, né?
20:54
Então o canal anal uva, vagina é as questões de colo, como eu já disse.
Tem um ponto muito importante que eu acho para o gineco, né?
É, aumenta muito a proteção para a lesão de alto grau, porque a vacina que a gente tem contra 4 tipos, ela protege 70% do câncer, o que é maravilhoso.
21:12
Mas só 50% da Nick 3 e Nick 3 nos incomoda muito.
Em consultório, a paciente tem que fazer procedimentos, a paciente depois tem desfecho obstétrico pior.
Quando a gente coloca esses 5 subtipos a mais, a gente amplia a proteção.
Não é que existe uma vacina para quem pode pagar e uma para quem não pode.
21:30
Pessoal, a gente tem a contra 4 tipos no pni, porque era a única vacina disponível no Brasil, certo?
A vacina contra 9 tipos já foi aprovada pela Anvisa faz tempo, mas ela só chegou no Brasil para venda nos últimos 23 anos.
Então, existe sim uma tentativa de mudança que vai acontecer da nona também ir para o pni.
21:51
Mas isso é gradual e ninguém tem que deixar de fazer.
Aqui tem no PNI.
Se é aquela que eu posso fazer, porque eu é, é, eu vou esperar pra fazer a 9.
Não faça o que tem no PNI.
Se alguma hora puder, a gente faz a 9.
22:07
Mas sim, a gente tem benefícios de proteção pra esses outros 5 subtipos.
22:11
Pessoa 1
Vocês sabem que eu gosto.
Eu gosto de analogias, tá?
Mania de professora.
Aí eu brinco com os alunos.
Às vezes eu digo assim, olha, comparando as 2, só pra vocês entenderem, eu não sou patrocinada por essas marcas de carro que eu vou falar, tá?
É brincadeira.
Eu estou te oferecendo uma t cros zero top carro ótimo, né?
22:30
Maravilhoso, tudo certo, quadrivalente que é a nossa vacina do SUS, mas eu posso te oferecer se tu quiser.
Aqui, se tu consegue pagar o último modelo da Volvo, que é aquele que eles fazem aqueles vídeos com coisas que tu nem imagina que o carro faz, então se tu tem condição financeira de pagar, é uma coisa maravilhosa.
22:50
Agora tu vai deixar de usar a tua t cros se eu te der a ela maravilhosa.
Nota 10.
22:55
Pessoa 3
E eu acho, né, de que o pediatra faz isso muito bem, né?
O pediatra sabe dizer, olha, faz essas vacinas, tu pode.
Até porque às vezes tem que escolher o que pode e o que não pode.
O gineco tem dificuldade muito gineco, não indicou a vacina.
Porque ficava atrapalhado.
Como dizer isso, né?
23:11
Então, assim, ninguém deixa de fazer quem pode fazer para benefício individual?
A sbin mesmo fala a nona é superior o.
23:19
Pessoa 1
Contexto importa, né?
O custo?
23:21
Pessoa 4
EE nesse sentido, sempre lembrando as diferenças do calendário do PNIE, da sbin, que é um calendário que a gente utiliza Na Na rede privada.
Não existe um calendário certo e um errado, né?
Existe um calendário que nem o Valentino expôs muito bem.
É gratuito, do PNI que é.
23:37
Tem vários objetivos, mas principalmente a proteção coletiva.
E mas a gente tem é proteções adicionais que ainda não foram incorporadas ao pni.
E a gente tem que lutar e exigir como sociedade para essa incorporação, que oferecem proteções adicionais.
E isso é muito bom, porque a evolução da tecnologia das vacinas, como acontece em qualquer área da saúde, então o mais importante é estar vacinado.
24:00
A vacina da rede pública funciona e funciona muito bem, né?
E tem um impacto gigantesco em termos de proteção.
E existem evoluções pra talvez a gente falar num dia, né?
Valentino da erradicação, né?
Dessa doença como a gente já conseguiu erradicar a poliomielite através da vacina.
24:17
Claro que uma doença que é pega, homens, mulheres, crianças, principalmente.
Mas assim é.
Estudos mostram que a vacinação contra o HPV diminuiu drasticamente, né?
O impacto dessa doença nas populações que tiveram altas coberturas vacinais.
Então, é importante lembrar, faça a vacina aquela que você tem acesso.
24:37
Se é só no pni, é uma ótima vacina.
Se pode complementar na rede privada, vale a pena.
A gente tem que discutir com o paciente, né?
Muitos pacientes tem condições, outros não tem, e a gente tem que respeitar muito isso.
Mas a informação ela não tem custo e tem 11, valor muito grande para o paciente, né?
24:56
E só complementando, né?
O Valentim expôs muito bem a importância do ginecologista na saúde da mulher.
E eu digo assim, o mais importante é a segurança e a informação que o ginecologista, que é o clínico de referência da mulher, traz sobre as vacinas e falando sobre a segurança e a eficácia delas.
25:16
Então quando o médico né?
E ele tem essa responsabilidade, entre outras tantas, fala pra sua paciente que vacinação é importante, que ela deve procurar e ele passa algumas orientações.
Às vezes orientações iniciais, porque o conteúdo é muito complexo, mas ele diga, olha, procure uma sala de vacinação, uma clínica de vacinação, que lá eles vão aprofundar mais, ou às vezes um outro profissional que vai falar sobre isso, né?
25:39
O paciente já sai ali com aquela orientação, com confiança, então é muito importante lembrar a todos.
Claro que é uma ferramenta que tem várias informações, os calendários eles vão aumentando, né?
É, e a gente convida sempre todos os colegas com palestras, com aulas Na Na graduação, isso está voltando muito, com força.
25:57
Mas pra falar de vacinas, né?
26:00
Pessoa 3
A prescrição médica é essencial, né?
A gente sempre bate isso.
Paciente tem que sair com prescrição.
A chance dele fazer se ele recebeu a orientação e sair com prescrição é muito maior do que se ele não fizer isso.
Então, vacinação significa prescrição médica, depois de aconselhamento.
26:18
Por que algumas vacinas exigem reforço e outras não?
Perfeito.
Bom, seguindo então vale.
O Ministério de saúde alterou a recomendação da vacina de HPV em adolescentes saudáveis para uma dose única, né?
Eram 2 doses.
Agora a recomendação dose única.
Por que algumas vacinas são dose única e outras não?
26:34
O que que faz uma recomendação mudar?
Por exemplo, uma vacina que era recomendado em 2 doses, como a do HPV, virá dose única.
26:42
Pessoa 3
Muito brevemente assim, porque isso é o que eu mais tenho falado nos 2 últimos anos no Brasil e no mundo inteiro.
Então, assim, a nível de saúde pública, a nível de saúde coletiva, a mudança pra dose única é pra erradicação do câncer de colo de útero.
26:57
Ponto.
Então o que que acontece?
Começou a se ver que quanto mais jovem eu era, maior era a minha resposta imunológica e, portanto, eu podia diminuir as doses.
Isso foi tão forte que mesmo em bula já mudou pra faixa etária, 9, 14 anos.
Então a gente já sabe isso, essa faixa etária bem precoce, adolescente já não tava fazendo a dose no meio, já era, já eram 2 doses, tá, o que que se viu?
27:22
Estudos em diversos países, tá?
Começaram a mostrar que a dose única contra o HPV na população jovem, ela conseguia induzir uma resposta imunológica robusta e que seria muito interessante para a eliminação do câncer de colo de útero, certo?
27:37
Então, por isso essa estratégia do nosso pni.
Detalhes importantes a gente ainda não tem estudo para homens, a gente ainda não tem estudo para população com mais idade e a gente ainda não tem estudo para as outras doenças que o HPV causa.
27:53
Existe uma tendência que elas sigam o colo do útero?
Pode ser que sim, mas a gente ainda não sabe.
A gente tem que cuidar para não dar informação inventada da nossa cabeça.
Ah, toma uma dose única para proteger contra câncer de cabeça para o pescoço, a gente não sabe ainda isso, tá?
Então, todos nós, como sociedades, apoiamos como estratégia coletiva para erradicação do câncer do Collor, no pni, a dose única contra o HPV, a nível naquelas idades precoces e nunca imunossupresso, tá?
28:22
Porque acima dos 9 anos, mesmo imunossupresso, são 3 doses.
Bom.
A nível de saúde individual, a sbin coloca isso muito bem.
Preferência pela nona quando possível, e não existe para nona nenhuma sociedade, nem a nossa febrasgo, nem a sbin, recomendando ainda a dose única, certo?
28:39
Então, o que que a gente tem?
A gente tem que dos 9 até os 2021 anos, tu poderia fazer 2 doses, porque já tem evidência de uma proteção praticamente idêntica e acima dessa faixa etária, 21 para cima e 3 doses.
Então, não existe ainda.
28:55
Uma recomendação das sociedades é que mais estudam isso de dose única da vacina nona Valente, não quer dizer que ela não funcione para câncer do colo do útero.
Sim, a gente já sabe que vacinando aquela idade precoce, sim, mas isso é muito focado em saúde coletiva.
29:11
Única crítica que a gente sempre traz, né?
Os países que mudaram para dose única, eles ou tinham altíssima cobertura vacinal, como é o caso do Reino Unido.
Então eu vacinei tanto a minha população que OHPV, parou a circulação.
Eu começo a poder diminuir dose Austrália, né?
29:27
Na sequência, ou países que o seguinte eu tenho pouca vacina, eu vou dar para o maior número de pessoas que eu puder.
Então alguns países, né, alguns estudos na Índia, alguns países africanos, o Brasil não é nenhum lado nem o outro.
Então o Brasil, ele fez o seguinte, ele diminuiu dose antes de ter uma alta cobertura vacinal.
29:46
E no Brasil também não falta vacina, né?
Então, assim, tem umas particularidades do Brasil, o que não faz com que a gente não apoia a estratégia, né?
Como saúde coletiva para erradicar o câncer do colo do útero permitiu o resgate até os 19 anos.
Tudo isso é, mas ainda não dá para a gente dizer que é igual para todas as doenças e muito menos para todas as faixas etárias.
30:08
Pessoa 2
Show.
Paulo, vamos falar agora sobre a tríplice bacteriana a celular, né?
A famosa dtpa e a dupla adulto, a DT, qual a recomendação dessa vacina para mulheres adultas saudáveis, não gestantes?
30:25
E se todos nós devemos estar com essa vacina em dia?
Eu me lembro que o meu obstetra me mandou fazer essa vacina antes de gestar.
Eu fiz uma consulta pré.
Concecional e foi a vacina que ele identificou ali, que eu precisava fazer antes de gestar, conta para nós.
30:40
Pessoa 4
Essa pergunta é uma pergunta muito importante e vai servir a resposta talvez tanto para mulheres quanto para homens, né?
Então, é importante, em qualquer faixa etária, que o indivíduo esteja com todas suas vacinas atualizadas.
Os pediatras cuidam muito bem disso.
Os pais também, né?
30:57
É, mas quando a criança ela vai crescendo, parece que a gente vai esquecendo das vacinas EEA.
Gente, tem uma cultura ainda que a gente tá trabalhando para modificar que vacina não é só coisa de criança, né?
Então, com esses espaços aqui é muito importante a gente trazer essa educação, né, esse conhecimento.
31:15
Então a vacina, a vacinação, ela vai continuando em todas as fases da vida por adolescente, né?
Que nem o Valentino expôs muito bem aqui a questão dos 9 anos de fazer a vacina do HPV, né?
Mas assim, tem vacinas que a gente tem que fazer reforços, tem vacinas novas para faixas etárias mais adiantes.
31:32
Então assim, quando uma mulher, né, procura o ginecologista para fazer o seu exame preventivo, ele deve avaliar se ela tá com seu calendário vacinal atualizado.
Então, entre várias vacinas, né?
E a gente vai falar sobre algumas.
Hoje aqui ADTPA vacina contra a difteria, tétano e pertusis, que é a coqueluche, né?
31:54
Ou tosse Comprida, que a gente.
Conhece?
É uma vacina muito importante para as crianças porque AAO tétano a difteria.
A coqueluche é uma doença que tem um impacto maior nas crianças, mas também tem um impacto no adulto.
Em vez da gente fazer 3 vacinas separadas, 3 picadas, né?
32:12
Uma contra a difteria, outra contra o tétano e a coqueluche, a gente consegue reunir elas numa mesma vacina, então facilita muito a adesão, né?
E os pacientes agradecem, trocam 3 picadinhas por uma.
Então, nesse sentido, essa vacina ela protege da difteria, né, que é uma doença que ainda bem que a gente não vê mais hoje em dia, graças a vacinação, principalmente das crianças, né?
32:33
O tétano, que é uma doença super importante, porque o adulto ele sofre traumas, ferimentos, mordeduras, caninas de animais, enfim, né?
E isso é uma via importante de transmissão do tétano.
Então, a gente tem que estar com a vacinação em dia, o esquema primário com 3 doses que a gente faz lá na infância.
32:51
E depois os reforços de 10 em 10 anos, né?
Então é muito importante.
Idoso também pega tétano, o idoso pode se ferir com mais facilidade pelas questões de equilíbrio.
Enfim, a pele às vezes fica mais frágil com a idade, então é uma vacinação que a gente tem que manter em dia.
33:06
E a coqueluche é uma doença que ela afeta muito as crianças e afeta mais os idosos, porque o nosso sistema imunológico ele começa imaturo, começa se desenvolvendo, então ele não está a plena potência.
E no na fase adulta, o nosso sistema imunológico, ele funciona da melhor maneira possível, né?
33:23
E tem a maior capacidade de combater as infecções.
E já na fase mais avançada, né?
Na terceira idade, esse sistema imunológico ele também começa a dar sinais de diminuição da função, que a gente chama de imunossanescência.
Então as doenças da infância começam a voltar nessa terceira idade.
33:42
Então a vacinação é muito importante em todas as idades, mas a mais importante nesses extremos.
E a coqueluche é importante porque a gente viu nos estudos que a grande fonte de transmissão da coqueluche para as crianças é o adulto.
33:58
E no caso da criança recém nascida, é a mãe e as pessoas que ficam ao redor dessa criança.
Então, o adulto, quando faz a vacinação da da coqueluche, ele acaba protegendo não só assim, mas as pessoas ao redor, né?
Então essa é uma vacina que é estratégica na gestante, né?
34:15
EADT é uma versão é dessa mesma vacina sem a proteção da coqueluche.
Então na rede pública, no peni a gente tem ADT para os adultos e tem ADTPA para as gestantes por conta dessa proteção para o recém nascido.
34:31
Mas a vacina DT é 11 vacina ótima e a coqueluche na idade adulta é uma doença que tem baixo impacto, ou seja, a pessoa pode ficar doente, mas ela não leva a ficar uma doença grave na imensa maioria dos casos.
Salvo se esse adulto for um grupo de maior risco.
34:48
Que que é?
Um grupo de maior risco é um paciente que tem doença pulmonar crônica, asma ou uma outra pneumopatia.
Ou se é um adulto que tá com o sistema imunológico comprometido, por exemplo, pessoas usando drogas imunossupressoras que a gente utiliza para tratar doenças autoimunes.
35:05
A gente controla o sistema imunológico para ele não agredir o próprio corpo.
A doença autoimune melhora, o paciente tem uma qualidade de vida boa, mas o sistema imunológico, ele perde aquela capacidade de proteção que ele tinha antes.
Então essa pessoa está em um risco maior de ter várias doenças.
35:21
Por isso que é, vacinas são especialmente indicadas neste grupo quando está imunodeprimido.
Quando não estão indicadas, por exemplo, por um grupo que é tem, é imunocompetente que a gente chama.
Então isso é muito importante falar.
Então essas seriam as 2.
35:37
Diferenças entre essas vacinas?
35:39
Pessoa 1
Perfeito, então pratique.
Não faz essa vacina há muito tempo.
Pulo lá.
Já já sabem revisar no posto de saúde as vacinas, né?
Importantíssimo.
Bom, seguindo então guris.
Pegando o gancho dessa indicação do reforço da DT, por que que algumas vacinas Paulo exigem reforço depois de anos e outras não são base única para vida?
36:03
Pessoa 4
Exato.
Eu costumo falar que cada vacina é uma história única.
Então essa vacina tem uma tecnologia, tem um funcionamento e uma interação com o nosso sistema imunológico.
Então é como é que a gente vai conhecer o funcionamento dela?
Através das pesquisas, né?
36:20
Que nos mostramos sobre a segurança e a eficácia das vacinas.
O primeiro objetivo de uma vacina é proteger o indivíduo.
Quando está protegido, o indivíduo e vacinas protegem de graus diferentes por n fatores, né?
A outra pergunta, e os médicos nunca cansam de fazer perguntas, né?
36:37
Faz parte da nossa, da nossa função é quanto tempo aquela proteção vai durar.
Então aí os estudos também servem de acompanhamento para mostrar se aquela proteção vai ficar duradoura ou se ela vai diminuir com o tempo e a gente vai precisar de um reforço.
36:52
Então, para cada vacina tem estudos que mostram isso.
A do tétano mostra que a gente tem que ter um reforço a cada 10 anos.
A vacina da gripe é uma vacina que, além da gente dessa proteção diminuir, né?
Depois de 6 meses, principalmente, e a gente precisar fazer reforço, a gente tem um vírus da gripe que vai modificando de ano para ano.
37:12
Então a gente precisa de uma vacina atualizada, além de ser um reforço, né?
Mas tem vacinas que proporcionam uma proteção duradoura.
A gente faz uma dose e a gente não precisa fazer mais reforços.
Claro.
O Valentino falou muito bem que o conhecimento das vacinas, ele é dinâmico.
37:29
A gente vai atualizando, então o conhecimento que a gente tem hoje, ele vai evoluindo e às vezes o por exemplo, uma vacina que era dose única, a gente pode entender que em algumas situações a gente precisa fazer algum reforço.
Então é importante os profissionais de saúde se atualizarem e os pacientes perguntarem, olha.
37:46
Eu estou com as minhas vacinas atualizadas, mas daqui a pouco, no ano que vem, pode surgir uma vacina nova ou um conhecimento diferente sobre as vacinas que já utilizou e aí sim ter novas indicações para se proteger.
Então é, as vacinas funcionam muito bem, cada uma dentro das suas especificações.
38:03
Algumas funcionam bem em dose única, outras vão precisar de 3 doses e outras de reforço.
E isso é absolutamente normal e tranquilo dentro da vacinologia.
38:13
A importância da educação e vacinação para homens
Perfeito.
E a importância da pesquisa nesse acompanhamento, né?
Paulo?
Tu que é um pesquisador ali dentro do moinhos, acompanhar e identificar essas necessidades de reforço ou de mudança para dose única.
Uma coisa que para o pessoal que tá nos ouvindo, não são vozes da nossa cabeça, não é alguém que chega lá um Belo dia e fala AI não.
38:31
Eu fiz um post sobre a mudança da vacina da dose única na rede social e recebi alguns comentários.
Sempre vem, né?
Mas isso aí é economia de dinheiro.
Tiraram da cabeça de vocês.
Como é que era 2 doses e agora vai ser uma?
Eu não, pessoal, vamos lá, vamos educar esse povo.
38:47
É então.
38:48
Pessoa 3
Não é?
É o que a gente que sempre fala de vacina, Ah, mas está sempre mudando.
38:52
Pessoa 2
Que bom.
38:52
Pessoa 4
Que está sempre mudando que.
38:54
Pessoa 3
Surgem vacinas novas que mudam, né?
Os grupos por quê?
Porque AA pesquisa está em constante evolução.
É importante só as pessoas saberem é que nenhuma recomendação ela vem Do Nada.
Ela é baseada em evidências científica, em estudos robustos, analisando uma população e é isso que faz mudar.
39:11
Então que bom que está sempre mudando.
39:13
Pessoa 4
E é muito importante que os pacientes perguntem, perguntem sempre, porque essas dúvidas a gente responde.
Tem dados científicos, né?
Muitas perguntas.
A gente não tem respostas ainda que nem o Valentino comentou.
Assim do papel da da diminuição de doses para algumas outras doenças.
39:30
Mas essas perguntas, a imensa maioria delas, estão sendo respondidas através de estudos, de acompanhamento.
Algumas perguntas a gente precisa do tempo e não tem como a gente acelerar o tempo.
Então a gente vai precisar observar, né?
O resultado de intervenções, esquemas diferentes pra ver se a gente consegue otimizar.
39:46
Então, como eu falei, de 33 vacinas concentradas numa só.
Isso é uma evolução.
Se eu consigo reduzir. 3 doses de uma mesma vacina para uma dose, mantendo a proteção à segurança.
Isso é muito bom não só para o indivíduo, mas para o sistema de saúde, que economiza recursos e otimizando isso, ele pode oferecer mais vacinas, ampliar mais faixa etária.
40:09
Então, assim, é uma racionalização.
Todos ganham com essas otimizações sem.
40:15
Pessoa 3
Sem cansar muito desculpa, gurias, mas assim Paulo falou uma coisa essencial que eu perguntei, tá?
Nas residências médicas de ginecologia, por exemplo, não tem nenhuma aula de vacinação específica na maioria delas.
Tá, então o que que eu quero dizer com isso?
40:30
Eu sei que vacinação deveria ser uma coisa de governamental, populacional, que a população buscasse a sua saúde, mas é também uma obrigação médica, né?
E eu acho que isso se perdeu um pouco, é assim.
40:46
Da pessoa saber que ela tem direito a vacinação.
Então a gente tem que perguntar ao profissional de saúde que a gente tá consultando, Valentino tem alguma vacina que eu tenho que fazer nessa faixa etária?
Se o teu profissional não te indica, pergunta Pra Ele, porque eu acho que isso se perdeu um pouco.
Deixou de ser uma obrigação de governo, da população em geral, saber que o meu filho tem que se vacinar ou saber que eu tenho que me vacinar.
41:07
E virou uma coisa individual.
E a gente não pode esquecer que isso é um ato também coletivo de proteção da população.
41:15
Pessoa 2
Concordo plenamente dizendo, é impressionante como o doutor Paulo falou na infância, todo mundo sabe, todo mundo vai, todo mundo faz idade adulta, ninguém sabe mais nada, depois vai só lá na terceira idade, né?
E a gente se perde.
Eu mesma vou dizer para vocês, na minha ignorância, quando eu fui fazer essa consulta pré concepcional e ele falou, Ah, tu tem que refazer AADTPA, eu falei, Ah, nem sabia né?
41:39
Imagina eu, médica, não sabia, aí tu imagina a população geral.
41:44
Pessoa 4
E isso tem um fenômeno muito interessante, que é a percepção de risco.
Então, assim, quando as coisas acontecem, é a gente às vezes não tem contato com essa situação que está acontecendo hoje, graças a comunicação, as mídias, esses canais aqui que levam conhecimento, fica muito mais fácil.
42:01
Mas às vezes é, eu falo com os pacientes.
A gente se preocupa muito com o caso de febre amarela, que morreu.
Lá numa na região centro Oeste, enfim.
Mas a gente esquece de ver as dezenas, centenas de casos de gripe que acabam vindo a óbito.
E a gente tem a vacina disponível na rede pública.
42:18
Então assim, ó a gente.
Tem que se preocupar com tudo, mas existem coisas muito importantes, talvez com um risco maior de acontecer conosco e que a gente tá olhando às vezes para uma Formiga e esquecendo de enxergar um elefante na nossa frente, né?
Então, essa percepção de risco, a gente tem que trabalhar através da educação.
42:37
Perguntar, né?
EE lembrando, embora a gente esteja falando de vacinação da mulher, a mulher é um fator fundamental para que Oo homem o parceiro, né?
Os parceiros, companheiras e companheiros.
É também procure um serviço de saúde, né?
42:52
O homem procura muito pouco o serviço de saúde.
E a questão do HPV é, tem a transmissão entre sexos, né?
Então é importante que ela esteja protegida, vacinada e que ela leve também o seu parceiro para ele também se proteger e evitar tentar quebrar essa cadeia de transmissão.
43:10
E os estudos mostram que isso é muito efetivo, então protege coletivamente.
Muitas vezes a gente tem aquela ideia, Ah, mas eu estou num relacionamento com a mesma pessoa, não vou trocar de relacionamento?
É, mas isso tem n questões que é importante se vacinar hoje.
Os é, o número de relacionamentos aumenta a.
43:28
Até OA idade que as pessoas estabelecem um relacionamento fixo, né?
E muitas vezes se é fixo até terminar.
E aí vem outros relacionamentos e isso é da vida humana, do comportamento.
Agora, a vacinação, ela acompanha o indivíduo em todas essas fases e é uma proteção invisível.
43:43
Ela está no piloto automático.
43:45
Pessoa 3
E o homem também tem as doenças e os cânceres associados ao HPV, então não só de saúde coletiva é perfeito e também para proteger ele.
43:53
A relevância da vacina tríplice viral para mulheres
Fundamental.
43:54
Pessoa 1
Guri, seguindo então falando da tríplice viral, agora tá?
Sarampo, caxumba e rubéola Paulo, adultas saudáveis devem vacinar?
44:03
Pessoa 4
Devem.
E isso é muito importante, né?
É o sarampo, a rubéola, caxumba.
Eram doenças muito comuns antigamente, né?
Era, era.
Muitas vezes é confundidas entre si, porque elas causavam quadros febris, exatemáticos Paulo.
44:19
O que que é exame temático é aquela vermelhidão na pele.
Hoje, se eu fosse poder fazer um comparativo, é a dengue.
É uma doença que causa uma febre importante, causa uma vermelhidão na pele e claro que com alguns sintomas diferentes, intensidades diferentes.
Mas antigamente era muito comum porque a gente não tinha a vacina e era uma causa muito importante de mortalidade infantil, principalmente porque as crianças não conseguiam se defender direito dessa.
44:43
Dessas doenças e altamente transmissíveis, o sarampo é uma das das doenças mais transmissíveis.
A taxa de ataque dela, né?
É muito maior que a todas as doenças que a gente conhece.
Um indivíduo com o sarampo pode transmitir a doença até para 18 indivíduos não vacinados, dependendo das condições, e se transmite pelo ar.
45:02
E é importante porque um indivíduo que não tem o sistema imunológico funcionando bem, essas doenças, elas têm um impacto muito maior.
Né?
Então, nesse sentido, se desenvolveu as vacinas.
São vacinas antigas, mas altamente seguras e eficazes.
45:18
Tanto que a gente eliminou o sarampo, né?
E eu vou falar dele porque talvez dessas 3 doenças seja mais importante.
A gente já eliminou ele em várias regiões do mundo.
Infelizmente, o felizmente o Brasil eliminou depois.
Por diminuição da cobertura vacinal, pessoas ficaram suscetíveis.
45:37
A doença acontecendo em outros países e a gente sempre lembra da saúde dos viajantes.
Quando a gente vai para fora do Brasil aqui pode estar seguro, mas lá fora a doença está circulando.
A gente pega a doença lá e traz de volta para o Brasil.
E aí começa a recircular a doença aqui e naquelas pessoas que não estão vacinadas, porque a percepção de risco da doença não tinha mais.
45:58
Porque se ninguém está doente, eu não vou procurar.
Eu não vou procurar a vacina para me proteger.
Vou procurar fazer outras coisas mais importantes.
Mas a doença não circula na nossa população graças a vacinação e a alta cobertura vacinal, né?
46:13
Então, nesse sentido, o sarampo voltou.
A gente perdeu esse certificado de eliminação, voltamos a vacinar e agora conseguimos de novo o certificado de erradicação e depois tem o certificado de eliminação.
Talvez consigamos algum dia eliminar esse vírus de toda a face da Terra que nem, por exemplo, a.
46:36
A varíola humana, né?
Que foi a primeira doença erradicada do planeta, é da circulação entre humanos, né?
Através da vacinação.
Muitos de nós não recebemos a vacinação da varíola, porque Ela Foi eliminada, parou de circular e hoje esse vírus existe dentro de laboratórios de alta segurança para fins de estudo, né?
46:56
Porque podem aparecer espécies diferentes, enfim, no futuro.
E a gente tem que ter esse conhecimento armazenado.
Mas AA vacina ela existe, mas ela não é mais realizada de rotina porque o vírus não circula mais.
E o sarampo e outras doenças?
A gente tem que trabalhar para conseguir isso aí.
47:11
E é muito importante que a mulher esteja vacinada e atualizada com a tríplice viral, porque são doenças que se são adquiridas durante a gestação, elas têm um impacto não só para a saúde da mãe, mas consequências para o feto e para o bebê, com aborto, malformações.
47:30
E isso aí tem consequências gravíssimas para a saúde do bebê.
Então estar vacinado, né?
É importante para se proteger, impedir a circulação, quebrar essa cadeia de transmissão e.
E as mulheres quando vão gestar?
E aí a gente sempre lembra, né?
Eu tô aqui com ginecologistas, né?
47:47
Às vezes não é tão planejado e programado.
Daqui a pouco a Cegonha chega, né?
Deixa aquele pacotinho ali e aí a gente vai correr para tentar entender e organizar a vida.
Então é sempre importante já deixar tudo organizado para que chegue num ótimo momento, um momento tranquilo, seguro e que as coisas aconteçam bem.
48:04
Pessoa 1
E para quem não lembra, Paulo, tu falou né?
Das mulheres que querem engravidar ajudando os colegas que atendem consultas pré concepcionais, decidi engravidar.
Da não lembro da minha vacina, não achei minha carteirinha de vacinação.
Vale a pena o ginecologista, por exemplo, pedir igg de rubéola para ver se Ela Foi vacinada?
48:21
Pessoa 4
Nade isso é uma situação que quase não acontece no dia a dia, que a gente não tem mais os registros vacinais, né?
Hoje tem as carteirinhas, os cadernos encadernados com maior capricho e zelo.
Isso é muito bacana, faz parte do cuidar, né, do do maternar, né, e do paternar também.
48:39
Os pais não devem se furtar isso também.
Né, enfim, mas a grande maioria dos adultos, eles não tem mais esses registros, né?
Então, um conceito importantíssimo, vacina dada é vacina registrada, né?
É o famoso ver para crer.
48:55
Então, se o profissional de saúde não consegue identificar que foi dado uma vacina através de um registro legível, né, o que que acontece?
Eu, profissional de saúde, não sei se aquele indivíduo está vacinado ou não.
E se ele não tiver vacinado, eu vou estar expondo ele a um risco de pegar uma doença que eu tenho a vacina aqui do meu lado para utilizar nele, né?
49:15
Mas, Paulo, e se eu já tomei a vacina, mas perdi o registro dela, né?
O que que eu faço?
A gente repete a dose, porque vacinas em doses a mais, elas não causam nenhum prejuízo para segurança.
Elas só reforçam a proteção que, caso o indivíduo já tenha, ela dá uma reforçadinha.
49:34
Algumas vacinas, por mais que funcionem 9998 por cento das vezes, às vezes elas podem não ter funcionado naquele indivíduo.
A gente chama de falha primária ou secundária, e aí com uma dose adicional, a gente pode tentar aumentar a essa proteção.
Então não tem o registro da vacina.
49:52
Deve fazer a vacina as imunoglobulinas e GG, né?
Principalmente.
E a gente fala assim daquela.
Principalmente quando a pessoa já teve a doença, né?
Elas podem ser uma ferramenta assim da gente pesquisar, né, se o indivíduo já teve exposição, né, mas na prática é indivíduos jovens, né?
50:11
Eles às vezes podem até ter tido caxumba ou rubéola, mas não tiveram sarampo, né?
É, e aí faltou a proteção para o sarampo no Brasil.
A gente não tem essas vacinas separadas, elas vem juntos, né?
Combinadas, então é o que eu indico.
De uma forma prática, para o indivíduo imunocompetente, a gente não pede esses exames de sangue e a gente já orienta a fazer a vacina, né?
50:33
Que a vacina é extremamente segura, extremamente eficaz, né?
Com uma dose funciona muito bem, com 2 doses funciona melhor ainda, aumenta a proteção.
Então é, não exigiria AA pesquisa dessas sorologias em algumas situações bem específicas, imunodeprimidos, enfim, que a gente não pode usar essa vacina.
50:54
E isso é uma, é uma questão muito importante.
Às vezes os pacientes chegam assim, Ah, mas então eu não vou fazer a vacina hoje?
Vou fazer a vacina no ano que vem.
Mas às vezes no ano que vem acontece alguma situação de saúde e impossibilita que a pessoa receba as vacinas, né?
E isso acontece na gestação, então é importante correr.
51:12
Atrás das vacinas, antes que a doença correndo atrás de nós nos alcance.
51:16
Pessoa 2
Então, vacinar para mais nunca é problema, o problema é vacinar para menos.
51:19
Como as vacinas de hepatite A e B previnem o câncer
Exatamente.
51:20
Pessoa 3
Vacina é oportunidade, né?
Não deixa de fazer.
Tive a oportunidade, faço agora porque a gente pode.
51:25
Pessoa 2
Perder exatamente perfeito.
Hepatites AEB gente, a gente sabe que, segundo a isbi, adultos não vacinados anteriormente e suscetíveis devem ser vacinados por hepatite AEB.
Então eu queria saber como é que acontece a contaminação por essas 2 hepatites e qual o papel do ginecologista na orientação da prevenção dessas 2 doenças, em especial doutor Valente.
51:47
Pessoa 3
Perfeito ginecologista é um papel essencial.
Já vou dizer porque, porque as pessoas esquecem um pouquinho, né?
Então, primeiro, as vacinas com a vacina contra hepatite.
Ela é uma vacina que evita o câncer.
Super importante é para evitar hepatite, mas também para evitar o câncer, que é uma coisa que chama atenção das pessoas, da mesma forma que OHPV.
52:05
Segundo hepatite b eu acho que é um pouquinho mais claro, né?
Então também por causa do HIVA gente ficou sabendo como é que pegava a hepatite b, né?
Então relações sexuais desprotegidas é compartilhamento de droga invetável transfusão hoje em dia, felizmente raríssimo, mas a gente ainda pode ter alguma população com mais idade, que foi através da transfusão, a contaminação vertical, né?
52:31
Então assim são mais conhecidas, eu acho, a transmissão.
E o ginecologista tem um papel essencial, porque relação sexual desprotegida, a gente tem a contaminação, mas olha hepatite a, que é uma doença que sabidamente a gente fala que é água, alimentos contaminados, né?
52:47
No sexo oral, eu também posso me contaminar com hepatite a, por exemplo, né?
Então, assim, o ginecologista tem um papel essencial, porque se eu tenho uma superfície contaminada com vírus de hepatite a, eu posso me contaminar.
E isso já aconteceu.
Teve alguns surtos em populações específicas, que foi por alguma prática sexual OA contaminação por hepatite a.
53:08
Então, um ginecologista, ele tem um papel essencial não só como o clínico na mulher, mas porque eu acho que elas pegam também num ponto que é a questão de relacionamento, que é extremamente importante.
Com a melhora das questões do tratamento contra OHIVA população, diminuiu muito o uso de preservativo.
53:23
Pessoal, a gente tem que saber disso.
A população mais jovem parou de ver morte por HIV ou as doenças ruins, né?
Do que Oh, aquele tratamento e tudo.
E diminuir o uso de camisinha.
Hoje em dia a gente sabe que o uso de camisinha, comparando com a geração que viveu aí os anos 90, é muito inferior, né?
53:40
Então assim, eu tenho outras estratégias também.
Eu uso PrEP, eu uso bom, mas se tu não está protegido para hepatite b, também tem que cuidar a hepatite b, né?
E a hepatite a ela é um pouquinho mais recente, eu acho, essa preocupação.
Certo?
53:55
Então, sem dúvida, o ginecologista tem um papel essencial, a proteção das 2.
Hepatites é super importante e.
54:01
Pessoa 4
E lembrando, né?
Valentino é, às vezes a gente quer o câncer.
É uma doença, é com impacto gigantesco, né, que causa muito medo em todas as pessoas.
EAEAA medicina como um todo.
Ela procura muito pesquisas, tratamentos pro câncer, né?
Mas a gente esquece de lembrar que a gente tem 2 vacinas contra o câncer.
54:20
Então, a vacina contra o HPV e a vacina contra a hepatite BA, hepatite b, é um causador muito comum de doença hepática, ou seja, ela inflama o fígado, causa uma hepatite e essa inflamação leva a uma cirrose, que é uma fibrose tipo, uma cicatrização do fígado que o fígado deixa de funcionar, necessitando em estágios terminais, um transplante.
54:43
E ela também pode causar um quadro de hepatite aguda fulminante, né?
Então aquele amarelão que a gente vê muito mais na hepatite a também pode acontecer na hepatite BE.
É uma doença de mesmo hoje em dia, com poucas opções de tratamento.
Quando a gente fala do HIV, que é uma doença super importante, que.
55:00
Que nos assustou muito, né?
E por que que hoje é uma doença que relativamente não a perceção de risco diminuiu?
Porque hoje a gente tem alto, muitos tratamentos altamente eficazes, seguros, tranquilos de fazer.
Então o paciente convivendo com o vírus, ele leva uma vida muito tranquila, muito bem, faz o seu acompanhamento, diferente de outras situações.
55:21
Que tem doenças que a gente tem poucas opções de tratamento e muitas vezes a gente não consegue controlar e pode evoluir.
No caso da hepatite b crônica, para uma cirrose, mas também para câncer de fígado, né?
Então lembrando, 2 vacinas que a gente tem contra o câncer.
55:36
São vacinas que a gente dá hepatite BA, primeira vacina no nascimento, né?
Então a criança já recebe na própria maternidade, depois vai fazendo as outras doses, depois com nas clínicas de vacina.
E também é importante que a mãe esteja vacinada para hepatite b, porque ela também é uma doença de transmissão que nem o Valentino muito bem, lembrou.
55:56
Vertical pode passar da mãe para o bebê, né?
E aí já causa uma doença grave nos primeiros meses e anos de vida no bebê.
E a hepatite a é importante porque se a gestante não tá protegida para hepatite AE, ela adquire a chance de ter uma hepatite aguda fulminante.
56:13
É muito maior, com repercussão para a mãe e para o bebê.
56:17
Pessoa 3
E a hepatite b é universal, tá?
O pessoal não era antigamente era profissionais de saúde?
Não.
56:22
Pessoa 2
Sim, eu IA mencionar isso.
56:24
Pessoa 3
É, se tu não está vacinado, faço a vacinação.
56:27
Pessoa 2
Perfeito mudou essa recomendação, né, Valentim?
Na minha época da faculdade era era essa aham.
56:32
Pessoa 4
E se as pessoas têm receio de ir contra HIV numa relação sexual?
Eu lembro que é muito mais fácil, muito mais transmissível o vírus da hepatite b do que o próprio vírus HIV.
Doenças ambas importantes, mas assim a transmissão.
Mas Paulo, eu gostaria de ter uma vacina para o HIV.
56:49
Nós estamos pesquisando, nós estamos trabalhando, ainda não temos.
Temos tratamentos altamente eficazes para hepatite bente.
Tem uma vacina altamente segura, altamente eficaz e que inclusive a gente pode medir a proteção dela através de um anticorpo igg, o anti hbs, né?
57:05
Que a gente mede em muitas situações.
57:07
Entenda por que a vacina da gripe é tão importante
Vacina da influenza gripe a gente ouve de muitas pessoas dizendo, Ah, fiz a vacina da gripe e fiquei com muitos sintomas gripais.
Isso aí pode acontecer.
Paulo, é normal.
57:16
Pessoa 4
Isso é normal.
E eu sempre lembro que a vacina contra a gripe, o primeiro objetivo dela é impedir a doença grave, aquela doença que leva a gente para emergência, para UTI e em alguns casos pode levar até óbito.
Então esse é o papel principal da vacina.
Gostaríamos nós que a vacina proteger, se até da gente desenvolver os sintomas leves da doença, como outras vacinas têm o poder, mas ela infelizmente ainda não tem.
57:39
Então, nesse sentido, vacinado, a gente diminui a chance de ter a doença grave.
Mas mesmo assim, a gente pode, ainda tendo contato com o vírus influenza, desenvolver um quadro leve ou moderado com os sintomas que a gente já conhece, tosse, febre, mal estar, mas a chance da gente piorar e ir para emergência é muito menor.
57:58
Então isso é uma pergunta muito frequente.
Tomei a vacina da gripe e fiquei gripada, então a vacina não funcionou não.
Ela está funcionando e você nem se deu conta ainda, né?
E nesse sentido, a gente tem que fazer a vacina.
Lembrando que a vacina, todas elas têm um tempo para funcionar, né?
58:16
Então não é que nenhum um comprimido para dor de cabeça que a gente toma agora em meia hora a dor já tá passando, né?
As vacinas, elas demoram de 15 a 30 dias para treinar o nosso sistema imunológico para ficar protegido dessas doenças, né?
E nesse sentido, se a gente pegar o vírus da gripe antes.
58:33
É a gente, o vírus correu e chegou na frente da vacina, então é importante, logo no início da campanha de vacinação de gripe já procurar fazer a vacina, porque o vírus começa a aumentar a circulação dele nas próximas semanas.
Então prestem bem atenção, campanha de vacinação da gripe vai começar daqui a pouco, né?
58:52
Podem fazer uma fila, não é pra não precisa correr, né?
De forma abalada, mas assim, procurar nas primeiras semanas fazer a vacina é fundamental, porque a gente já.
Aproveita o benefício da proteção durante a sazonalidade da gripe, que é o período que mais circula, né?
59:08
E eu sempre lembro, gripe não é só coisa de inverno, né?
Gripe é coisa de verão também, né?
Então, mas a vacina, ela é indicada para fazer no outono, para proteger no período de maior circulação, e ela tem uma proteção que a gente gostaria que fosse maior, mas ela protege ali entre 4 a 6 meses, né?
59:27
Não é uma proteção tão grande que nem outras vacinas, né?
Dependendo do tipo do vírus que circula, dependendo do indivíduo, da idade e outras características, ela pode proteger de 40 a 60%.
Paulo, mas isso é uma proteção baixa.
Eu gostaria que ela fosse 99% de proteção, ou 100, e eu também gostaria.
59:45
E nós estamos trabalhando através de pesquisas e desenvolvimento de novas tecnologias.
Mas diminuir 4060 por cento o risco de uma doença?
Potencialmente gravíssima, né?
E uma doença tão prevalente, quem é que não deu um espirro, uma tosse, por uma infecção respiratória e muitas vezes influenza, né?
1:00:02
Então eu sempre brinco que tem a influenza e a COVID-19, que são infecções respiratórias, a sabida e anão sabida.
Então a sabida é aquela que a gente vai atrás, fazer um teste rápido.
A COVID nos trouxe isso, né?
E aquela não sabida, e aquela tosse, aquele espirro que a gente não sabe se foi um vírus de resfriado, se foi um vírus influenza, se foi um vírus COVID.
1:00:22
Mas a gente está tendo contato, o vírus está circulando e a gente está passando para as outras pessoas.
Então é importante fazer a vacina.
E se tiver algum sintoma respiratório, né?
Pode ser que a pessoa pegou o vírus, né?
Mas está protegida da dessa chance maior de ir para uma emergência, uma UTI.
1:00:40
Proteção essencial contra Herpes Zoster e Pneumococo
Perfeito.
Fazendo então um bloco de mulheres, 50 anos mais vale.
Eu queria te perguntar sobre a vacina do herpes oster, que é uma vacina muitas vezes esquecida, mas muito importante.
Qual a importância da vacina do herpes oster e qual a recomendação de vacinação?
1:00:56
Pessoa 3
Então, o que que é o oster, né?
Eu tenho contato com o vírus da varicela ou na nossa época todo mundo tinha contato, tinha um vizinho com varicela, mandava a gente ficar perto para pegar logo.
1:01:06
Pessoa 4
Né?
1:01:07
Pessoa 3
Depois, teve a questão da vacinação.
Mas o que que acontece em torno de 50 anos, eu começo a perder essa imunidade que eu adquiri e aí então a gente pode ter a manifestação do vírus da varicela, que nessa faixa etária ele vai se manifestar nessa segunda vez como oster tá importância do oster é aquela dor super importante, aquele evento clássico de pele, tal umas coisas importantes na sequência, então a neurologia pós erpética por até um ano eu posso ficar com dor, muitos trabalhos mostrando piora de desfecho.
1:01:38
Cardíaco, vascular, né?
Então assim, quem tem zoster por 1 ano inteiro tem mais risco de infarto, tem mais risco de AVC, derrame, né?
Então assim é uma é prevenção super importante.
A nossa recomendação é exatamente isso, porque eu vou ter a proteção da varicela No No início, né?
1:01:57
E aí eu vou fazer nesse grupo 50 mais, porque quando a minha imunidade começa a cair, exceto se eu sou Imuno, supresso, Imuno, supresso, eles podem fazer antes disso.
Então, a recomendação hoje em dia é 50 mais para evitar não só o evento agudo da zoster, que é muito ruim, muito chato, todo mundo lembra quando teve zoster, mas também para evitar as complicações que o vírus da herpes oster pode dar, a neurologia poserpete, que é uma delas.
1:02:22
Pessoa 1
Perfeito.
1:02:23
Pessoa 2
E Paulo, agora vamos falar da pneumocócica, tá?
Qual é a importância e qual a recomendação de vacinação?
1:02:29
Pessoa 4
Então, a vacina contra o pneumococo é uma bactéria que causa pneumonia, quadros graves e também infecções sistêmicas, que a gente chama de sepse.
É uma doença muito grave, né?
E que se não tratada rapidamente, ela pode levar ao óbito.
Tanto que essa vacina ela é oferecida para as crianças.
1:02:47
E pros idosos, né, que são as faixas etárias que a doença tem o maior impacto, né?
O adulto também pode fazer essa vacina?
Pode.
O adulto tem pneumonia bacteriana?
Tem.
E principalmente lembrando aqueles grupos de maior risco.
Então, quando eu falo um grupo de maior risco, não quer dizer que os outros não tenham risco, os outros têm um risco bem menor.
1:03:05
E quando a gente oferece a vacina, a gente quer oferecer pra todos, mas principalmente a gente não pode deixar de vacinar aqueles que vão sofrer o maior impacto da doença, então, imunodeprimidos.
É pessoas usando drogas imunossopressoras ou com doenças crônicas, né?
1:03:21
É doenças cardíacas, doenças hepáticas, doenças pulmonares, principalmente.
Essas pessoas têm o maior impacto.
Então a vacina, ela está recomendada?
A gente teve várias vacinas, isso é é muito bacana de de comentar, porque a vacina pneumocócica ela começou com 7 vírus, depois foi para 10, é desculpe, 10 bactérias.
1:03:40
Depois pra é com 7 bactérias, com 10 bactérias, com 13 bactérias, com 15 bactérias e agora com 20 bactérias.
E a gente já tem fora do Brasil, com 21 bactérias e vai ampliando a proteção.
Então o pneumococo não é uma bactéria única, né?
1:03:56
Quando a gente olha de longe, parece ser única.
Mas quando a gente usa 11 microscópio, um telescópio, a gente vê que tem vários subtipos diferentes.
Então a gente precisa, digamos, de vacinas diferentes pra proteger contra cada um desses subtipos.
Então, uma vacina pneumovinte que hoje a gente tem na rede privada, na rede pública a gente tem a pneumodesk.
1:04:17
São vacinas muito boas, né?
Incorporando agora a pneumo 15.
Na rede pública, recentemente também a gente tem 10131520 vacinas diferentes contidas numa mesma aplicação.
Então, é uma vacina altamente imunogênica, ou seja, ela cria anticorpos altamente segura, né?
1:04:37
E altamente eficaz.
Então é muito importante para a gestante, né?
E para um adulto normal não é indicado de rotina, a.
A vacina pneumocócica, salvo se ele for um grupo de maior risco.
1:04:49
A segurança das vacinas durante a gravidez e COVID-19
Bom, a gente tinha um bloco pessoal falando só sobre vacina das gestantes.
A gente tem 2 episódios que a gente aborda vacinação de gestante, decidi engravidar, e agora?
E o segundo episódio, estou grávida aí agora, então só vou reforçar vacina de hepatite b tem que revisar aí na gestante fortemente recomendada, DTDTPA que os guris já falaram aqui.
1:05:10
Influenza, COVID-19 e agora acabou de ser incorporada do SUS.
Vírus inicial respiratório são as 5 vacinas para vocês lembrarem, dando exemplo.
Fiz todas na minha gestação, tá?
Calendário vacinal completo é segura.
Dei exemplo para vocês.
1:05:26
Falando em segurança, eu vou pular para uma pergunta que é a cereja do bolo que todo mundo quer saber, Paulo.
Vacina do COVID-19 ouvimos um trilhão de fake news.
É uma vacina segura?
1:05:36
Pessoa 2
Paulo, agora tu olha para lá porque essa é importante.
1:05:41
Pessoa 4
Essa pergunta é super importante e assim ó com toda a segurança, né?
Através de dados científicos, a vacina contra o COVID-19 é altamente segura e altamente eficaz, principalmente naqueles grupos de maior risco.
Então é importante neste momento.
1:05:57
E aí eu lembro que a epidemia do COVID-19, a pandemia, aliás, ela diminuiu muito o impacto desde o início, lá em 2020.
Como nós conhecemos situações críticas, né?
Milhares de centenas de milhares de vidas que a gente perdeu aqui no Brasil, no mundo, milhões de pessoas, porque a gente não tinha vacinação disponível.
1:06:21
Então, assim.
Graças a vacinação e também as infecções que a gente teve pela própria COVID-19, elas foram proporcionando uma proteção imunológica e que a gente diminuiu muito o impacto e a circulação da COVID-19.
1:06:36
Claro que a vacinação foi fundamental para esse controle da do impacto da doença.
Então assim, mas hoje em dia a COVID-19 continua circulando.
Muito mais do que nós sabemos, porque as pessoas relaxaram, diminuíram a percepção de risco e procuram fazer menos exames, né?
1:06:56
Os os procedimentos de quarentena, isolamento, eles foram mais relaxados a um relaxamento social porque AA doença diminuiu o impacto de uma forma geral.
Mas naqueles indivíduos que hoje a gente vê que vão a óbito pela COVID-19.
1:07:12
Essa doença tem um impacto gigantesco, um impacto mortal.
Então esses indivíduos a gente tem que oferecer e indicar a vacina contra a COVID-19 e quais são esses indivíduos?
Crianças, idosos, gestantes.
Então é importante lembrar a gestante por fenômenos da própria gestação, é o sistema imunológico dela passa a funcionar um pouco menos do que funcionava quando ela não estava gestante.
1:07:36
Então por isso que ela é um grupo de maior risco, né?
E além da saúde dela, ela tem que cuidar da saúde de um bebê que ela está levando ali dentro, né?
Então, e indivíduos imunodeprimidos, com doenças crônicas, esses indivíduos ainda estão num grupo de maior risco, né?
1:07:51
Claro que é um risco bem menor do que era lá no início da pandemia, mas hoje admitir, né?
Que uma pessoa possa vir a óbito ou internar, ficar grave.
É e precisar de uma UTI e mesmo ela se recuperando, ter sequelas dessa infecção, né?
1:08:07
Sequelas da própria infecção, do COVID ou de cuidados por uma doença grave.
A gente sequela do paciente crítico, né?
Que a gente chama.
E tendo uma vacina disponível, gratuita, segura, atravessando a rua, numa sala de vacinação, a gente não pode descansar enquanto todas as pessoas recebam essa informação e procurem estar vacinadas, então.
1:08:29
Eu falo, a vacina contra COVID-19 é uma vacina altamente segura, né?
E altamente eficaz, principalmente para aqueles grupos mais suscetíveis.
1:08:38
A pesquisa em vacinas e a mensagem final de esperança
Perfeito.
1:08:39
Pessoa 1
Eu estou vacinada, vacinei na gestação, COVID-19, tá então exemplo.
Guris pessoal de casa na verdade, né?
A gente vai ter que fazer uma vacinação parte 2, porque ainda ficaram vacinas para a gente discutir.
Quero recomendar que vocês revisem e deem uma olhada, discutam com seus profissionais de saúde em relação a outras vacinas também importantes para a saúde da mulher e da população geral, varicela, meningocócica, febre amarela, dengue, vírus sensencial respiratório.
1:09:09
Vai ter que ter parte 2 Luciana Perez pra gente abordar uma por uma dessas.
1:09:13
Pessoa 2
Doenças já estou acostumada com isso, já está.
1:09:15
Pessoa 1
Acostumado.
Mas queria fazer 2 perguntinhas finais, né?
A mensagem final que vocês vão dar.
Mas antes, Paulo, tu que tá, tu falou muito em pesquisa e o centro de pesquisa do moinhos de vento é um centro muito importante a nível nacional.
Eu queria que tu comentasse um pouquinho.
1:09:30
Tem algum spoiler de algum estudo que está acontecendo ali em relacionado à vacinação?
Tu pode nos trazer alguma informação em relação a isso?
1:09:37
Pessoa 4
Então são ótimas notícias, porque através da pesquisa a gente aumenta o nosso conhecimento, né?
Traz informações que a gente pode transformar em medicamentos.
Que vão vir estar disponibilizados nas salas de vacinas, nas farmácias, nos hospitais, para o nosso dia a dia.
1:09:53
É assim que a ciência avança, né?
EEA pesquisa em vacinas é muito importante.
A gente viu toda a importância que a gente teve da pesquisa em vacinas da COVID-19.
1:10:04
Pessoa 3
E lembrar, né?
A vacinação é AA pessoa IA atrás da informação, IA atrás da vacinação e o médico lembrar de prescrever.
1:10:13
Pessoa 4
Eu também gostaria de agradecer o convite, né?
Passou voando tempo, né?
Quando a gente gosta de falar sobre um assunto e um assunto tão importante, e eu sempre lembro que não importa a gente, se a gente ter a vacina na sala de vacinação, dentro de uma câmera fria, se essa vacina é fundamental ter a vacina, né?
1:10:32
Mas se essa vacina não chega até essa pessoa, então mais importante que a vacina.
É a vacinação, é a pessoa receber a vacina, e isso os profissionais de saúde tem um dever.
E uma missão muito importante é, eu convido a população a fazerem perguntas, a irem atrás, né?
1:10:49
Não só da vacina, mas de tudo aquilo de conhecimento de saúde que pode beneficiar o indivíduo, a sua família, a nossa comunidade, né?
Hoje a informação ela quase não tem, não tem custo, né?
É, a gente pode divulgar a informação quase sem custo, mas ela tem um valor uma.
1:11:07
Importância fundamental é através desses canais aqui que a gente pode levar uma informação para uma pessoa que não estava no radar e daqui a pouco ela para o carro, freia devagarzinho na frente de um posto de saúde e já vai receber suas vacinas ali, então é muito importante.
1:11:23
E eu sempre lembro, né?
AA todas as pessoas que tiveram oportunidade de viajar de avião, né?
Tem aquela famosa frase da Anvisa, né, sobre o sarampo, a importância da vacinação e tem 11 frase EE agradecendo aqui a participação, o convite que eu gostaria de falar para todos, né?
1:11:40
E reforçar, do ponto de vista técnico, profissional, científico, que vacinas salvam vidas.
1:11:47
Pessoa 1
Maravilhoso transmissão de pensamento.
Eu encerrar o episódio com essa frase, então.
Fica para vocês, vai virar card ali no Instagram.
Vacina salvam vidas.
Até a próxima a gente vai falar mais sobre vacina aqui.
1:11:58
Pessoa 2
Tchau, tchau, pessoal.
Muito obrigada.
Até a próxima.
Podcast Summary
Key Points:
O episódio discute a vacinação na mulher adulta, com foco na distinção entre os calendários do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
A imunização ativa ocorre quando o próprio corpo produz anticorpos após contato com o patógeno ou vacina, enquanto a passiva envolve a administração de anticorpos prontos.
O ginecologista, como clínico de referência da mulher, deve revisar o calendário vacinal em cada consulta e prescrever as vacinas necessárias.
A vacina contra o HPV é recomendada para mulheres adultas até 45 anos, mesmo que já tenham tido contato prévio com o vírus, pois a infecção natural não confere imunidade duradoura.
A vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche) é essencial para gestantes e adultos, com reforço a cada 10 anos, protegendo também os recém-nascidos.
A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é fundamental para mulheres em idade fértil, pois essas doenças podem causar complicações graves na gestação.
As vacinas contra hepatite A e B previnem câncer de fígado e são recomendadas para adultos não vacinados, sendo a hepatite B de transmissão universal.
Vacinas como influenza, COVID-19, herpes zoster e pneumocócica são importantes para grupos específicos, como gestantes, idosos e imunossuprimidos.
Summary:
O episódio do podcast aborda a vacinação na mulher adulta, com a participação dos médicos Paulo Gever (infectologista) e Valentino Magno (ginecologista). A discussão começa com a diferença entre os calendários do PNI, focado na proteção coletiva e gratuito, e da SBIm, voltado para a saúde individual e disponível na rede privada. Os especialistas explicam os conceitos de imunização ativa e passiva, destacando que a vacinação é uma ferramenta essencial na prevenção de doenças infectocontagiosas.
O papel do ginecologista é enfatizado como fundamental na revisão do calendário vacinal, já que muitas mulheres não têm outro clínico de referência. São discutidas vacinas específicas, como HPV (recomendada até 45 anos, mesmo para quem já teve contato com o vírus), dTpa (essencial para gestantes e com reforço decenal), tríplice viral (importante para mulheres em idade fértil), hepatites A e B (prevenção de câncer hepático), influenza, COVID-19, herpes zoster e pneumocócica. Os convidados ressaltam a segurança e eficácia das vacinas, desmistificando fake news, e reforçam que a prescrição médica e a educação são fundamentais para aumentar a cobertura vacinal. A mensagem final é clara: "Vacinas salvam vidas".
FAQs
É aproveitar a mesma visita à sala de vacinação para aplicar várias vacinas de uma vez, desde que respeitados os intervalos de cada esquema. Isso evita que o retorno para as doses seguintes seja adiado por meses.
Não. As doses já aplicadas não são perdidas; o atraso apenas retarda a proteção completa. O ideal é se reorganizar e completar o esquema o quanto antes.
Na prática, para pessoas imunocompetentes, costuma-se repetir as doses sem necessidade de sorologia prévia, pois doses extras não trazem prejuízo à segurança. Exames como IgG só são pedidos em situações específicas, como pacientes imunodeprimidos.
O objetivo principal da vacina contra influenza é prevenir a doença grave, que leva a emergência, UTI e óbito. Mesmo que você ainda pegue uma gripe leve, a chance de complicação é muito menor.
As vacinas geralmente levam de 15 a 30 dias para treinar o sistema imunológico e gerar proteção. Por isso, se você pegar o vírus antes desse período, a doença pode "chegar na frente" da vacina.
Sim. A recomendação é a partir dos 50 anos, e a vacina previne não só o quadro agudo, mas também a neuralgia pós-herpética e complicações cardiovasculares associadas ao zóster.
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