Aceitar a morte pra celebrar a vida — com Tiago Pitthan
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Tiago Pitão, advogado e turismólogo, recebeu em 2024 um diagnóstico de câncer de estômago avançado e incurável. Em vez de se render ao desespero, ele decidiu viver o presente com intensidade, realizando sonhos antes postergados e planejando seu próprio velório em vida. Ele critica os eufemismos que cercam a morte, como "descansar" ou "festa", e insiste em usar termos diretos: velório, câncer e morte. Para ele, nomear as coisas facilita o enfrentamento e quebra tabus. Tiago descreve o diagnóstico como um alívio inicial, por finalmente saber o que enfrentar, e após a confirmação de que não há cura, focou em criar memórias com sua mãe, amigos e entes queridos. Ele é ateu e não teme a morte em si, mas sim o processo de morrer, e já comunicou a todos que, quando a qualidade de vida se deteriorar, interromperá os tratamentos e buscará apenas cuidados paliativos. Também organiza a parte burocrática, distribuindo bens em vida para evitar sofrimento à família. Uma amiga sugeriu que suas cinzas sejam transformadas em um cinzeiro para que ele continue "participando" dos encontros mensais com amigos, ideia que ele adorou. Para Tiago, a morte é um "ato consumado", e ele prefere celebrar a vida enquanto pode.
As pessoas evitam as palavras. É o "Auro Canster e Mortes". O isso eu faço questão de usar as três. Eu vou fazer um velório, não acessa. Eu estou com câncer, eu não estou doente. Eu estou com câncer. E eu vou morrer, eu não vou descansar, eu não vou morrer. Eu acho que dá nome para as coisas, então eu vou mais fácil lidar. Realmente a morte é uma das únicas certezas da vida. Mas no dia a dia, a maioria de nós evita ao máximo pensar no fim. A gente vai vivendo como esses momentos estivessem sempre lá no frente. Tanto longe do nosso presente, quanto das pessoas que a gente ama. Desvia quando a assunta parece, muda de conversa, finge que não é com a gente. Mas é quando não dá para ignorar. Quando a vida nos obriga a pensar na morte. Quando a gente descobre que o tempo de alguém que está ao nosso redor ou até o nosso, está chegando ao fim. Oi, eu sou a Dandera Fonseca e você está ouvindo o desenrola, o podcast do Dacema Elehander. Por aqui, toda semana, a gente recebe convidados especiais para refletir sobre tudo que envolve a vida adulta, tentando sempre olhar de uma forma solar. O nosso convidado de hoje é o advogado turismo-logo Tiago Pitão. No início de 2024, Tiago recebeu um diagnóstico de câncer do estômago e está avançado. E sem cura. A partir daí, apesar do avanço da doença das limitações que surgem pelo caminho, ele decidiu viver e fazer tudo que ainda podia. Inclusive realizar o próprio velório em vida, que vai acontecer agora no dia 30 de maio. Tiago, obrigada por estar aqui com a gente. Eu quero agradecer um prazer daqui com o meu vocês. Quem me ajuda a mediar essa conversa é o Tom Almeida, um dos fundadores do movimento infinito, que promovam conversas sinceras sobre o viver e morrer. Então, obrigada por estar de novo aqui com a gente. Obrigado. Muito feliz de estar aqui com você. Eu te agu, obrigado pelo convite. Bom, Tiago, pra começar, eu ia colocar essa pergunta na introdução e depois eu fiquei pensando, "O que sabe que a morte está perto?" Não é exatamente um dinho específico, mas que ela está se aproximando, mudou na sua relação com o tempo, mudou na sua vida, mudou em você. Dada, eu tenho um grande alíbo, René, que ele fala uma coisa que me toca bastante. Então, uma fase que ele diz que "Madianta, a gente fica deprimido pelo passado e ansioso pelo futuro, isso que a gente tem é o presente, e eu estou vivendo muito no presente." "Sabe, eu estou vivendo um dia de cara reis, mas não precisa formar um consequente." "Não, eu estou curtindo mais meus dias. Eu estou evitando deixar preguiço treinar, ser, comigo e champas alguma coisa." antigamente eu falava, "Ah, não, não, a gente combina algo. Hoje eu levanto e vou, eu não sei que vai sair daqui em conto, então eu estou vivendo melhor, estou vivendo mais. Eu estou aproveitando mais as pessoas e compartilhando a vida comigo." Eu estou realizando sonhos, sonhos que a gente vai adiando, vai deixando por depois, vai postergando, eu não tenho mais tempo pra isso, eu estou realizando meus sonhos. Então feliz. "A morte é uma das únicas certezas da vida, e eu costumo brincar que quando a gente fala isso, é pra falar assim, "Não, já que eu vou ser. Vamos falar de outra coisa? Eu não quero falar sobre isso, vamos falar de outra coisa." Então, pra mim, é uma frase meio fuga de encarar a realidade. Como outra questão da certezas pra você? Da morte. "Vamos fazer um preando, aquilo vai explicar a minha resposta. Eu fiz tímateria ontem, e no processo daqui, eu fico muito tempo laçantada, que toa." Eu costumo abrir caixinha de pergunta no ônibus do Instagram, porque o anonimato é maravilhoso, as pessoas se soltam, e um pessoal me perguntou como é a certezas morrendo. A minha resposta foi, e respondo a você, ou você acha que você é mortal? Todos nós estamos. Eu só tenho certeza de que provavelmente, que eu vou mais rápido, que é maioria dos meus conhecidos. Mas a morte, pra mim, é uma coisa tão pequena, perante a vida. Eu nunca pensei muito nela, nunca levei em uma demonstração, que agora é mesmo coisa. A morte, pra mim, é um fraco consumado. Quando acontecer, aconteceu até lá, que eu não vou morrer todos os dias. Eu morreu a vez, só, o resto dos dias eu vou viver. Eu tive uma amiga, ela falava se ela tinha uma frase, ela me, era uma micha de suárias, ela falava se a finitúde é crônica. Porque está todo mundo com isso, não tem disto ao bosseiro todo mundo está. E sobre o que você falou, é que as pessoas devia ter umas palavras. Sabe que até adiantando um pouco, estão rapidamente sobre o meu velório, as pessoas deviam ter umas palavras. "Veloyre, canster e mortes". Por isso eu faço questão de usar as três. Eu vou fazer um velório, não, não, a festa. Eu estou com canster, eu não estou doente, estou com canster, e eu vou morrer, eu não vou descansar, eu não vou morrer. Eu acho que dá nome para as coisas, estou mais fácil de lidar. E são esses enfermismos que impedem da gente falar sobre esse assunto. E vão aumentando ainda mais o tabu, e a gente chega na hora, a gente não sabe exatamente como lidar com isso, nem com a nossa, nem com as pessoas tão a nossa redor. Se sente que antes, assim, você tinha muito mais tensões com o futuro e que você não aproveitava hoje, você tem essa ideia de que você não aproveitava tanto agora como você aproveita hoje, você percebe isso? Não dá mais ou menos. Eu posso ter hagado muita coisa, principalmente os sonhos mais elaborados, talvez viagens, os projetos, eu deixava para depois, porque eu tinha uma certeza depois, que na verdade não é uma certeza, né, a gente nunca tem. Mas eu tinha essa certeza de todo mundo terra. Hoje eu tento realizar as coisas. Então, mais, mais rapidês, mais. Eu sempre vi bem. Eu sempre fui um cara de bem corvida. O sua suma, para mim, é o nosso maior poeta, junto com o Manoio de Balsos, aqui em Notenzo, o sul. O sua suma tem uma frase que eu ando, que ele fala que. o otimista é um tolo, o pessimista é um chato, bom mesmo, é ser um realista esperançoso. Eu concordo que ele totalmente, mas eu me coloco em papel no tolo, que eu sou um otimista, assim, sempre foi a vida inteira, e eu vou continuar sembra. -Jun. -É. Você tocou nessa questão, né, de coisas que você. Por. de sonhos e planos, "Ah, mas eu vou colocar lá pra frente." E talvez. Esses em coisas que você não vai conseguir realizar, como é que é esse sentimento de. eu tô entendendo que você tá trazendo para o presente muita coisa, coisas importantes, dando um valor para hoje. Mas tem algumas coisas importantes e fundamentais, que você que gostaria de fazer e que você agora tá tendo como lidar com o sentimento de frustração ou de arrependimento, qual é esse outro lado dessas consciência do fim? -Olha, eu tive uma construção a minha químia, eu me fiz o desenvolvimento assim, que é assim do mundo pecaído, é neurologica, eu pegue direito, ele ficou bobo, ficou tendo errado na perna. Então hoje eu sou PCD, eu ando de vengala, quando eu pego a regra de estâncias, ou seja, sento muito ancelote, não vou para o copo do mundo, não adianta me convocar, não vou correr uma maratona, quer uma coisa que eu gostaria de fazer. Então isso gera um pouco de frustração, falando sobre futebol, sempre em cadeira agora, eu adoro jogar futebolzinho em fã de semana com os amigos, não posso mais, mas Tom, eu aprendi que a gente se adaptou, hoje eu não posso jogar futebol com os amigos, mas eu jogo uma sinuca que é uma delícia, hoje eu não vou correr uma maratona, eu não estou aprendendo a tocar guitarra, coisa que eu sempre quis, eu nunca parei fazer isso, eu sou eu que vai deixar o futuro. Então eu não tenho grandes frustrações, eu fui adaptando e trocando de sonhos, trocando de objetivos. Te ouvindo, você estava me fazendo, lembrar de várias pessoas, lembrei de uma amiga, minha também, a Frida Galera, que também ela já partiu, e ela tinha uma frase que ela fala, "Sói, são ajustáveis". -Sai, que é isso. -Sai, perfeito. Eu sou o ideal da viajar o mundo, bom mundo, não dá, então eu vou viajar no Brasil. O Brasil não dá, eu vou viajar aqui no Victor Alot, que ela tinha um velheiro. Então ela foi ajustando sonhos e vendas, que de sonhos. -E que de até licença, e vou começar a utilizar essa frase. -Devitavelmente é um baque, quando você recebe a notícia, né? Mas eu queria entender como foi o processo, assim, de sair desse choque, dessa tristeza possível, e aparecer essa vontade de viver tudo que você tem pra viver, sabe, de entender que é isso, que vocês vão aemorrer uma vez, e que tem vida pela frente, ainda que você quer aproveitar ela. -Dundara, é por incrível, pareça. Recebendo de cirucância, foi um alívio pra mim. Eu vou explicar. E eu, ó, sendo pra um processo, eu treinava na época, hoje eu estou de 60 quilos. Eu tinha 89 até o Bruno passaram. Aí eu treinava, eu queria chegar um determinado peso, eu praticava a caiar, que arbeu, o situação, ciclismo, corrida, que sempre foi atleta, e evidente. Então eu não gostei mais de comer, e como é ser feira de peso. Isso começou me incomodar no mundo. Aí eu comecei a médicos, a médica, a médica, ninguém descobriu que eu tinha e eu desesperado um aquilo. Até que meu pai, faleceu no 2024, ele era trínico-posentado. Ele perguntou, "Fíram, você vai fazer uma hidroscopia?" -Não. Ele então faz. Encorei uma médica, meio dele, fiz uma hidroscopia, e descobriu o cárcel. Então pra mim, aquele momento foi assim, "Uf, agora eu sei o inimigo, agora eu sei o que eu vou enfrentar. Vamos embora pra cima." O barque veio depois. Depois que eu descobriu o cárcel, eu programaria o protocolo de químio, 12 químios, noito pânce, a cirurgia, quatro depois, eu ia realizar uma cirurgia retirada do estômago, uma gastreitomia total. E retirar meu estômago, mais quatro químios, eu estava curado, organizo-se adapto, investindo, passando, fazer as funções básicas do estômago. Tudo certo. Quando fui fazer essa cirurgia, o médico ia no trono, o quarto, aí falou,
Tchau. Temos que começar. Se eu já não é certo, se eu cancerem a minha pássico, já estar peritônio, não deixando de eugar, não deixando o grosso, não tem cura. Aí veio baixo. Aí veio baixo, e aí eu falei "bou, como você não tem cura". Não tem cura? Vou morrer. O que que eu vou fazer agora? Aí passo muito de coisa na cabeça. E mesmo a preocupação naquele momento foi assim, minha mãe. E meu pai, eu era viro na época. "Meus pais, porque faz nenhum merece, então os filhos, e eu fui muito preocupada com eles, como lanonci e isso. Daquele momento desse dia que eu ia viver mais eles, não sou eles, meus amigos, viver mais as pessoas estão comigo, crer memórias, o barco foi nesse sentido. Logo eu falei bem, se é o que eu tenho, para estar, agora vou viver, eu estou vivo, eu estou com cá, eu não estou morto, então vou viver e enfrentar do jeito que eu puder enfrentar. E assim eu tenho levado." Eu convive com muita gente que estão vivendo diagnósticos de duas grátis, como a sua. E eu, muito depoimento de pessoas que passam nessa jornada por um sentimento do "porque eu", e muitas vezes se a pessoa tem uma vida saudável, sempre come bem, eu sempre cuida da minha saúde, e tudo mais. Muitas pessoas que estacionam nesse lugar porque eu e fica nisso não consegue sair, tem pessoas que passam por isso, por esse sentimento, depois entende, porque não eu, né? Como foi para você esse sentimento? Você passou por isso, porque eu, no sentido de questionamento, e eu queria já incluir uma pergunta sobre a atualidade nisso. Porra, Deus, porque eu, de uma relação com o seu espiritual, com a sua crença, que eu não sei qual é, isso foi abalado. Então, eu sou a teu, e muita gente acha que isso dificulta para mim, de dar conheça. Na minha concepção facilita, porque eu não tenho preocupações por isso, por isso, eu acho que eu não tenho preocupação depois de morrer. A minha desligou de jutor, simplesmente não vai existir mais, então eu estou muito preocupando isso, por que eu aproveitei o que eu tenho, depois não é nada mais. Eu passei por isso, mais de uma forma de piada, porque eu sempre fui a mibo atleta, tchata magermas, meus amigos berenemais, não treina, todo mundo fora do peso, e eu vou aprender a roupa, ouro, gente? Vocês daí desse jeito e eu percas, eu não tenho uma grita, nada, para cícil, eu estou a pandemia, eu já está caralhado, mas sempre eu não venho a brigadeira, eles não respeitaram a minha opência, então a gente vai espiar, a gente brinco isso, eu falo que eu tenho longo card, que é. sabe por que? Eu não quero pedir a minha, a chamada é de se fogar, na folgeta, tenho câncer, e ela para mim, por favor, é neu, eu vou usar como eu quiser, então eu não passei por esse processo de culpa, de raiva, eu sempre lhe vi a vida de uma forma leve, tantos problemas com as pessoas boas, eu não dou importância demasiada, coisa que não tem tanto por câncer, o que você vai falar do resto, todos os índios, todos os índios, como eu vou tratar, eu vou poder pronto. E Thiago, você comentou do seu pai, né, que, enfim, quando você recebeu diagnóstico, ele ainda estava vivo, e ele faleceu em 2024. Como foi viver esses dois processos de luto ao mesmo tempo, né, ali de entender que o morte provavelmente estava próxima, sua, e viver o luto do seu pai, eu não sei se você já tinha vivido alguma perda parecida antes, e se você lhe dou diferente, depois de ter esse contato com a sua própria finitude também, sabe, como foi esse processo. Andara, eu não vi o meu luto, que eu falei, eu não dou importância para morte, eu estou vivo, não que eu não vou viver, sabe, ju, tem uma música que ele fala, eu não tenho medo da morte, eu tenho medo de morrer, esse processo de morrer, quando tiver talvez acabado, ou sutilizado, aí provavelmente eu vou viver esse luto, eu não estou em unha isso. Até então, no vivenadio, eu lembro de uma leve, o meu pai foi a primeira pessoa muito próxima que partiu, sim, eu perdi meus avós, mas eles eu perdi um momento natural da vida, um 90 e poucos anos, a gente esperava, meu pai faleceu com 60 e poucos anos, ele estava durante 20 poucos anos já calerante, e a gente era muito próximo, muito amigo, meu grande parceiro, me ensinou poucos sobre música, sabe, suporte, a gente já cheia de jogo junto, só obrigado, que ele ia botar porguês, eu só com a menista, então a gente se sentiu aqui, eu senti aqui, eu senti junto, mas obrigado o jogo inteiro, eu sento muita saudade dele, meu grande parceiro, eu não ia não, e eu vivi os últimos dias dele, mas o mundo foi atenolado, porque nas últimas três semanas, ele foi o hospital 10 vezes, aquilo não era vida, chegou um momento que a gente entendeu, que ele precisava, um "hey", pra falar a palavra, o mundo não faz descansar, ele precisava me ver, ele não estava bem, ele não estava querido, e eu espero comigo que seja assim também, quando eu cheia nesse momento, que eu "ô, que eu vá", ele está tudo bem, então eu vi o meu pai dessa forma, e esse foi, tem aquela música do Nelson Hassalves, naquela mesa, que com o vazio aqui em casa, porque meu pai era acaderante, eu não gostava de sair, o mundo dele era essa casa, a casa sem ele não é mesmo, até hoje é esse vazio, e dizem as coisas que a gente olha, "fogo dego" daqui, só que foi, de uma forma leve, no velório dele, o vazio, "poenindo", todos amigos e unidos, contando história dele, eu não sabia que o mundo dele estava, eu ouvi o história, eu não conhecia, foi aí que eu tive a ideia de fazer o meu, porque eu olhava a trocura e pensava, "ô, só falta o delas aqui, só falta o meu pai aqui, fonte a história também toda a resada, eu pensei, eu não vou faltar no meu não, vou estar lá, e esse ojou ideia, eu nunca vou me ouvir, né? Você falou uma coisa sobre seu pai, né, disso, de ter sido interrado 10 vezes, você se sente entendido, ele tem que morrer, no sentido de, se ojá não é mais vida, a gente está lançando um outro, uma temporada do Bodhi, que achou meu, do conversa, assim, sério, que chama para quando eu morrer, que é para as pessoas se planejarem, e, no saldo, se planejarem, para não, não darem trabalho, deixa toda a documentação, a parte burocrática, as conversas abertas, para que as pessoas vivam, ou minuto, e não dour de cabeça para resolver tudo mais. Nos temas é testamento vital, você já conversou com as pessoas mais próximas a você e com o seu médico, sobre limite, olha, eu quero se cuidar desta forma, a partir desse momento, é, por favor, só me de conforto e deixe aqui oparta. Como é que tá essa, essa conversa interna para você o que é limite? Como é que essa conversa das pessoas que são aí os seus guardiões, as pessoas próximas para você? Como é que tem sido essa conversa? Todo mundo sabe que eu não sou fã de espetáculo, eu não gosto de espécie de ninguém gosto, né? Eu sou um animal social, eu gosto de apertas, pessoas, os amigos, eu te pensava com a ver, isso que é a factura do homem, eu não codeça aí dos pitáculos, minha vida foi no hospital, eu vou parar o tratamento, decisão minha, todo mundo já sabe, e vou cuidar só dos cuidados paletivos para eu ter um fim de sangue, sem dor, sem sufrimento. Talvez eu para o tratamento antes, se eu perceber em algum momento que minha qualidade de vida mesmo, eu estou no hospitalizado, não existe mais, vomitando todo dia, passando mal, não conseguindo comer, definhando, eu vou parar o tratamento também, e vou deixar as coisas acontecer, eu vou focar os cuidados paletivos. Eu acho que isso é até mais responsabilidade efetiva, eu não quero que as pessoas fiquem vivendo, eu definiando, morrendo de seu freno, quando há parte burocática, eu não sou um acomodador de bens, eu tenho pouca opança, eu tenho uma casa, eu tenho um carro. A casa é ferro de minha mãe, não tem ano dela, então eu vou ferro de minha mãe, o carro vou deixar com meu subrinho, vou transferir com os ídios para os seus meses, já para evitar a burgracia depois, vou fazer transferir antes, vou deixar a focolologia de ir com a coração de minha irmã, e os bens menores, eu vou distribuindo em vida, que sou Brax, faz o que quiserem, até porque eu não tenho grandes investimentos, grandes imóveis, como é esta assim? Independente do tamanho, mas acho que o quanto deixar organizado mais rápido possível, evita essa dor de cabeça, as pessoas já estão. E eu acho que tem uma simbologia também de que realmente está acontecendo, de que eu vou, e eu acho que é o ato de cuidado, de amor com as pessoas que não é largar coisas para trás para as pessoas terem que sofrer e resolver. Faz parte das pessoas que eu já deixei de te ver também, mas olha que interessante, Tom, as pessoas têm medo de receber, por exemplo, a filha de uma amiga minha, que é uma grande amiga Roberta, que é o âmbro de paixão e a filha dela adora brincar no meu tablet, e eu quero dar o tamanho para ela, já agora Roberta fica com um tema meio atrás, o que aceita significa o passeitando que eu morrer. Então eu passei tanto ao que eu estou dando porque eu não vou usar, que estarei morto, e isso é difícil, e isso vale para todo mundo, mas eu vou lidar com isso, vou conversar, não vou te ver a turcera. Ah, tem uma coisa que surgiu, me achei um massa que assim, eu vou ter um outro valor a depois, sem certeza, não por vontade de propried, mas é porque faz parte do que eu me ouço a teu, que era um importe em uma conta de ser depois. Só eu signe a família, assim, de mais confortável, que são religiosas, realizando um valor. Então eu deixei a davantade, faça o que quiser, e o que foi melhor para vocês, que darem com o lúnico, se mentirem melhor. Mas uma amiga me deu as pessoas tão que eu achei o máximo, que eu tenho um grupo de amigos, a gente faz uma vez por mês, e me mandou teios jogos. Eu queria ser cremado, nem que fosse uma perninha só, só para colocar em kulhe, e eu continuava participando no teio jogos, tinha agro quanto tempo ali eu falo. Era a kulheira, eu adoro a ideia. Boa virada.
-E vai participar de muitos jogos pessoal. -E você está falando várias vezes disso das pessoas, porque eu acho que envolve outro. Envolve, por exemplo, ela elaborar melhor que você vai morrer, uma coisa que envolve outro. E a gente já falou que várias vezes dessa dificuldade real que as pessoas têm de falar sobre o assunto, de encarar as palavras certas sobre o assunto, de falar exatamente sobre isso, você sente que isso dificulta tanto o seu processo quanto das pessoas ao redor. Não sei, por exemplo, se alguma pessoa, se percebeu, assim, que alguma pessoa próxima, se algum amigo, sentia dificuldade de falar com você depois do diagnóstico, por exemplo, sentia dificuldade de conversar com você, ou agir de uma forma diferente, porque não sabia o que dizer, não sabia o que fazer, não sabia o que falar, sabe? Eu percebi uma coisa, a morte sentina individual, as pessoas lido com a sua morte, após o que é acontecendo, a morte por ouvir a nada que é o meu caso, ela é social, ela é coletiva, todo mundo, amerrador que vivem nesse processo comigo, é diferente, é difícil de lidar, tem gente que não consegue falar sobre o assunto comigo, é minha irmã, não consegue falar sobre o morte, ela fala "não, um, deus, verão jeito, eu por confio, eu não entendo, tem gente que vai se ferrada numa boa, então amigos que se reverem e eu gosto disso, mas sim, muita gente que não consegue conversar com o amigo sobre isso, ser emociona, de chora, eu tendo a dificuldade, é que negócio não está boa ainda. Do velório também tem alguém que fala que não vai nos revelar em alguma coisa do tipo, porque eu achei muito bom isso que você falou, porque eu já me peguei várias vezes com outras pessoas em velores rindo, né, e aí parece que está errado você dar uma risada naquele ambiente, mas às vezes a pessoa te lembrava tantas memórias boas, né? Se senti meio banhela de estar ali, reenmorando boas lembranças e feliz suaquilo, que a pessoa morreu, eu gosto muito da forma como os mexicanos de Inogamort, eu tenho até uma catrina tatuada aqui, porque a morte para eles, o velório para eles, principalmente, é uma festa celebrando a vida, aqui a gente vê ela e tem luto pela morte, o lálice celebrou a vida da pessoa, é onde eu me inspiro, essa elebração da vida, morte irrelevante, a vida que importa, e eu tento passar isso para o cronômbio da minha regra, tem uma pessoa, uma que falou "Tiava, eu não vou", falei tudo bem, contigo a convidar, seu nome está ali, a minha decisão é só sua, e várias pessoas só eram "Tiava, mas você viveu, mais um ano", falei "Faço outro", vai ter uma aquelas seis meses, foi o outro, e foi isso que der pra fazer mais dez. Vai sair do, né? É, é exatamente, não tem problema, a festa desce, é essa no que demais. O Thiago, e tem os também os nossos sentimentos, porque tem essa, você tá se celebrando a celebração da vida, você tá se celebrando o amor dos seus amigos, você tá se celebrando a tua vida, está fazendo uma festa, vai ter música, vai ter comida, vai ter celebração, vai ter espaço para a tristeza também, porque faz parte? Vai, em determinado momento da festa, eu vou subir um pau, eu vou agradecer, eu vou conversar com as pessoas, nesse momento, tendo nosso grande tristeza, é emoção. Nesse momento eu vou chorar, eu tenho certeza, vai ser emocionante, muita gente vai chorar, muita gente vai falar comigo, eu chorar. Então vai ter espaço, sim, pra emoção, que faz parte da vida, a gente se emocionar, a gente chorar, agora, tristeza, tristeza não, tristeza não vai ter espaço na festa. A gente tá ali pra celebrar, eu tenho em tive uma vida boa, que me merece, que foi amorada, e eu quero fazer isso junto com as pessoas que compartilham ela comigo. É claro que uma outra pessoa viu conversar comigo, vai abraçar, vai falar que tá triste, que é a minha partida, da minha situação, mas é uma coisa espontuais, festa e si não vai ter espaço para a tristeza, uma cervejaria já fez uma cerveja para a festa, que vai ser bom sujeito, e uma burgueria que vai estar com um carrinho lá na prazeria da edação, que ela fez uma homenagem, mandou ontem para mim. Lendo seu perfil que saiu recentemente na Piauí, eu vi você falando um pouco das limitações ali, que aconteceram por conta da doença, de você comenta que você era uma pessoa que gostava muito da prática de sport. Então eu queria saber assim como que você lidou ao longo do tempo com essas limitações. Eu achei muito interessante uma parte também que você falou da estética, né? Quando o cabelo caiu, mas hoje em dia você aceitou ali que você fala que você aceitou a careca, que você começou a usar o seu bané e você começou a comprar suas pensórias, queria saber como que, para você se enfoile dar com essas limitações, que não são necessariamente talvez limitações mais trocas, né? Que eu acho que você viu muito como trocas ali. As limitações, no momento, elas lhe pegaram um pouco. Eu sempre fui muito ativa, mas eu vou seguir superar elas duas formas, um aprendendo a aceitar ajuda. Hoje eu dou braço para meus amigos para o nasop, que eu aceitei que o preciso já ajuda. E ficou leve. Por último, o momento que eu aceitei ficou leve. Antes me ver mais um pouco. Eu estava com a sonda nas vulga, que até ontem, ontem eu tive um passeio mal, eu me dei, que a sonda caiu. E, boi, estaticamente, é horrorosa, aquela sonda. Mas, correu, raro. Para quem? Estando fazendo bem. Que eu era grande, que eu era forte, eu estava no meu orgêísico. Eu tinha 6% de gordura corporal, todo mundo esculoso. Estava durando o clima momento que eu estava vivendo. Por isso não veio nenhum frágio, que eu era bem gala. E, pera a coisa, eu foco agora de novo, em outro tipo estética. Eu estou com 8 novos chabels, antes de boné, comprei boi, que foi muito legal também, me abengala super-chosa, e eu não dei a forma de me achar bonita. Eu não dei o meu padrão de beleza, pessoal. E quando a gente está bem com a gente mesmo, já que eu estava sendo bonito nos seus shows também, aprendi a aceitar ajuda de amigos, tem alguns meses, a gente foi a campanha em Bodokian. É a campanão, quer dizer, uma casa. Quando que era uma cidade aqui, tinha cada de vários rios, de algo que está ali na próxima bonita, que é outra cidade para a desía que é mais conhecida, e a casa ficava lá por um lume. Eu sabia que você ia ganhar as minhas malas, ganhar as minhas bonitas. Quando eu precisava pegar alguma coisa, eu não tentava não arquezar muito, porque eu sei ter ajuda. Isso facilitou muito pro processo. E a outra forma foi minha adaptidade. Não posso ter a futebol, posso ter uma simul que sou bom mesmo. Não posso correr uma maracona, vou aprender a tocar guitarra. Até antes de morrer, eu vou subir um palco com a banda, vou tocar. Eu fui adaptando, dando as coisas que eu gosto, me deu prazer. Eu acho que a sentação e da pressão são os pontos cháneros. É muito inspirador que eu vi, falando isso, porque eu acho que na vida. A gente perde na vida muito tempo, coisa besta, né? No sentido de. "Ah, agora eu engordei, ou eu. meu cabelo está caindo, ou eu não posso fazer isso." Então a gente gasta o meio-nerginho tempo, muito grande nesse espaço. É uma vez que eu esqueço de olhar pra fora, no sentido de ser altosufcente. E eu acho que você, acho que, pelo que eu estou entendendo, você já tinha isso, mas isso potencializou esse teu poder de adaptação. Bom, então eu tenho tempo. Não tenho tempo, sem tempo irmão. Sem tempo irmão. Eu não vou perder tempo isso, eu vou me adaptar e seguir. Eu acho que tem, com certeza essa questão. Você tem uma data simmólica, que é de atrinta de maio. De atrinta de maio pra seu superelório. Eu queria até aproveitar a tua inspiração e você pra provocar as pessoas. Tras começar a imaginar que todas elas vão ter o seu velório de atrinta de maio. O que você que está nos ouvindo, mudaria na sua vida, se você estivesse o velório marcado de atrinta também? O que você precisa abrir não? O que você tem que. Quais as relações que você tem que rever? Quais os eu tinham, você tem que dizer, "Quais os foda se você tem que dizer?" Então, repensar, trazer pra perto, porque a morte. Ela tem esse tapel. Você traz ela pra perto, ela faz você priorizar a vida. Hoje eu estou saudável, eu estou muito bem. Mas pensando sobre isso, eu estou repensando muito de coisa, trazendo sonhos pra mais pra perto e tudo mais. Então eu queria deixar essa provocação. Se o seu velório de queita ao velho, for de atrinta também. Fala um e todos os ouvintes também. Primeiro bom dia, boa tarde, boa noite, que a gente já nos ouvindo. E spoiler alert, você está ruim, né? Também. Então, esse agora é nosso. Nós estamos num real. A gente começa a morrer com a gente nasce, mas a morte não importa, que o bote é a vida que a gente leva. Então, onde a gente está, pode ter um bote de espalhão, um chanado antormaxado, que ele tem uma frase de "Uô, mano, mas é caminhante. Não há caminhem, o caminho se faz ao andar." "Ei, isso eu estou fazendo, estou andando, estou andando, querendo meu caminho." Tem tantas possibilidades, que aí entra na ficação. Sabe, o meu caminho me levava com uma maratona. Não leva mais. Eu achei um desvio maravilhoso de ter coisas propósitas. Eu acho que a morte importa quando você lontar de venda vida. Então, para você, ela toma essa proporção, porque você está lá no "Eu já devia" e eu estou vivendo. Mas, acho que o grande medo que as pessoas têm de falar sobre a morte ou pensar na sua própria morte, é porque na verdade, o oposto disso a sombra disso é olhar que você não está vivendo. Você está vivendo uma vida para servir as outras pessoas, ou estar realizando seus sonhos. Então, a proporção, a importância da morte está relacionada, a importância que você dá para a vida. - Perfeita, perfeita. - Eu você falou de várias coisas que você fez nesse período, Thiago, fiquei pensando que se você tivesse que lencar três, eu não preciso ser três, pode ser o número de que você quiser, das coisas que você considera mais legais assim que você fez desse período de saúde diagnóstico até agora. Você consegue pensar das coisas que te trouxeram mais felicidade, mais alegria e foram mais interessantes.
Eu vou falar outras três coisas bem práticas assim, mas primeiro de tudo é absurdo o tanto de afet e carinho que eu estou recebendo. Super-or-rate, assim, de recebo um pouco de rate, principalmente por causa de uma opção política minha, aí a gente fala, eu recebi mensagens assim, o anonimato, eu ia para os descovarde, se câncer Deus de unindo por ser esquerda. Eu não estou redidado, eu brinto, mas não vimos os amigos, eu vou falar e gente descobri o problema, disse que mais sobre a pessoa vai sobre mim, aliás não diz nada sobre mim, só sobre a pessoa, mas o acerto é carinho que eu estou recebendo, que é a coisa mais linda que eu já vivi. Isso me dá tanta força, isso faz um bom seguir levar as coisas nessa forma, claro, que é muito legal ver as pessoas se inspirando, falando que eu estou ajudando, que é que elas mudaram a favor de pensar, eu não me pensando a vida, de pensando a morte, então isso é público, isso se enlija mais. Mas em coisas bem práticas, saudades para que edas, sabe voar, ver aquele mundo dano de tendo a noção exata tanto que a gente é pequeno, que é outro mundo, todo que é gigante, uma coisa linda, meu mulher, essa caverna, meu mulher, eu sou meu gulhador, mas eu nunca tinha meu gulhado em caverna, que aqui em Matinoso-Suja não tem bonito, que tem uma caverna chamada "Biz manunhos", você dessa de Rabel, em um buraco no chão, 70 metros, e caí na plataforma, em um lado de águas cristalinas, e meu gulho é embaixo, é linda, de si, uma experiência fantástica, não a do desejo a fiesta ainda, mas eu tenho produção, esse movimento do velório está tão gostoso, produzir, falar com as bandas, ir atrás de tudo, está tão gostoso que entra com umas coisas deliciosas que eu estou fazendo as momentos. E é interessante, dessa onda de afeto, de amor que você falou, e como você está inspirando as pessoas, e só acho que faz muito parte do seu legado, né? - A partir do momento, da sua morte, essa tua história, essa tua fala, essa nossa conversa, você tem ido para vários veículos, de comunicação, e tudo mais, do seu de a tua voz aí, pela pessoa, quando a fronteira aí da sua vida que era antes disso, e então acho que isso vai ficar tudo seu legado, de seguir inspirando outras pessoas saudáveis, pessoas vivendo, diagnósticos, e tudo mais, então acho que é uma pergunta. Como que você entende nesse momento, o frágil, fisicamente, você está no momento muito mais frágil do que poucos meses atrás, e ao mesmo tempo você está numa potência enorme, como é isso? Foi uma coisa orgânica, eu tive a ideia de fazer a velória comigo, meu curio a arte, eu postei, aí ele explodiu de uma pergunta imaginada, e começou a vir esse carinho esse aceto, e aí está a fontes nessa força, essa potência que eu estou em vontade de fazer, e eu assumi isso, quando o legado, você falou a palavra exata, hoje eu quero que seja o meu legado, forma como um cara vida, como eu lebo a vida, como eu lebo a vida sabendo que eu vou morrer breve, sabendo o câncer, seu planista tirando as pessoas, eu quero esperar mais, que bom, quando morrer, eu vou morrer para mim, para quem fica, eu vou ver a memória, eu vou ver a memória efetiva, vou ver a boas lembranças, vou ver um sorriso numa terça ferratarde, então é o problema de força, fisicamente eu estou muito mais frágil, mas mentalmente estou forte, estou disposto, estou ativo, eu quero fazer coisas que vão descer, eu quero redes ações, língua, do tureca, eu queria trazer outra assunta aqui também, Tiago, que eu acho que quem sabe seja ainda mais tabu, porque eu acho que o Unido está bus juntos ali, que é a morte assistida, né, no Brasil a morte assistida é proibida, mas ela já é realidade em alguns países, né, tem até casos de pessoas daqui do Brasil que foram para outros países para o Divi Amorte Assistida, enfim, você fala um pouco, né, sempre sobre esse processo de não ter medo da morte em específico, mas como vai ser o processo da morte, né, como você enxerga essa possibilidade, assim você acha que é importante que as coisas mudem aqui no Brasil, você já parou para pensar sobre esse assunto? Já, eu sou entusiasco para a morte assistida, nós temos que falar sobre a morte, até para deixar de ser um tabu, e isso começar às vezes que o tipo serem a mente na sociedade, permitir que as pessoas partam com dignidade, sabe, sem ficar jogado em uma cama, com frauda, sofrendo, com dor, vomitando, dando trabalho familiares, sem possibilidade de retorno, é absurdo, para mim chega a ser quase criminoso, lógico que vai ter o conhecimento psicosocial, médico, é uma coisa muito séria, mas a partir do momento de se passar por todos os etapas, pessoa talúsica, realmente não tem cura, sofrimento vai ser constante, eu acho muito digno, permitiga pessoas escolha partir, partissei sofrimento, sem dor, impossibilidades de desquididos e desquiridos, então sem eu sou entusiasco a morte assistida e acho que tinha que ser discutido no Brasil. É realmente esse é o assunto importante, invoga, acho que vários países estão abrindo, essa conversa do Brasil está começando até essa conversa, para legalizar, precisamos trazer essa conversa para a mesa, ao mesmo tempo morte assistida não é contra os cuidados paliativos, cuidados paliativos, é sobre trazer conforto durante o processo de adoicimento, conforto físico, emocional, espiritual e tudo mais, mas chega a um limite, e daí nesse limite o que que não é mais vida para você, daí é uma escolha que pode ser viável, impossível. Quando esse limite chega, a morte assistida passa um opção, comporta-nos totalmente. E às vezes, os cuidados paliativos e muitas vezes, muitas vezes a morte assistida não é necessária, da grande maioria das vezes, o próprio processo de desquidados paliativos está fazendo conforto, que é promover a morte natural, ele dá conta disso. Então o pessoal tal muito pequeno de pacientes busca isso, mas acho que tem que ter essa possibilidade a pessoa poder ter essa escolha. Então essa função me lembra muito, a discussão do amor, as pessoas acham assim "ah, aborto liberado, vamos ser abortada, todo dia, não é assim que funciona, tem todo um processo, um cuidado, um rompamento, até se vira a real necessidade daqui, o mesmo lugar vai morrer-se chega". E eu acho, e eu me viro até para o Tom, que é mais especialista no assunto, que eu lembro que dá primeira vez que a gente conversou sobre morte que não desenrola, então, a gente também trouxe o dado de que é isso, né? O Brasil não era um país bom para se morrer, que tem várias pesquisas que mostra e a gente sabe aqui, por conta de toda a desigualdade que existe, que invalfem muita questão financeira, a fim da questão financeira diz muito sobre se você vai conseguir morrer bem, ou se você vai conseguir morrer mal. Então ainda mais no cenário como esse, é ainda mais complexa essa discussão, né? - Muito. A morte não precisa ser nosso primeiro. - E hoje ela é, por causa de muitas vezes da formação médica, muitas vezes formada, no sentido de salvar a vida a qualquer custo, então não tem um custo, e o custo é físico, com as vezes colocar num paciente tratamento invasivos que não vão reverter a situação, então tem um sofrimento muito, vezes físico, sofrimento financeiro, tem várias camadas de sofrimento, e daí os cuidados paletinhos vem para trazer esse cuidado e esse conforto, para que a pessoa atravesse o diagnóstico, e não necessariamente, porque tem os cuidados paletivos e os cuidados de fim de vida, os cuidados paletivos, é todo o processo de adoecimento que ele é cheio de desdapios. - E o fim de vida é o outro processo que tem mais necessidade de conforto. Então a gente precisa, para que a gente morra melhor, é o crescimento abstrúrdio dos cuidados paletinhos demais serviços, e vem crescendo cada vez mais, tem uma política nacional de cuidados paletivos, que está completando dois anos agora, então a gente está crescendo, a gente está ampliando. E a possibilidade da morte assistida, acho que ela caminha a gente. - Família esquéba tentando manter uma sobreviva de alguém que não tem a esposibilidade, as quebram prolongando o sofrimento, para que triste isso. - É muito difícil mesmo, porque você falou várias vezes de isso, de que você sente que hoje você deixa menos os seus sonhos para depois, porque eu depois comece certo e traz mais para agora, mas para além disso assim, depois de diagnóstico, você sente que você recalculou rota num sentido de alguma coisa que você estava botando muita energia, que você sentia que não você não devia estar botando tanta. Então, por exemplo, eu acho que às vezes a gente coloca muita energia no trabalho, por exemplo, esquece dos afetos, esquece das pessoas que a gente ama tão ao nosso her도i, teve alguma coisa assim que você percebeu de "puts eu preciso dar menos importância para essa área e dar mais importância para essa área da vida", sabe? Então, dá-lo, olha só, trabalho, eu trabalho menos, eu do menos importância, de uma área profissional, não que eu trabalho pior, eu preciso dedicar a essa área profissional, mas eu me organizei para trabalhar menos de dia mais, eu não vivo mais para o trabalho, eu estou advogado por eu estou trabalhando, eu não sou advogado, eu sou teado, eu sou algum sujeito, então eu já compro nisso, meus prazos, faço um serviço de inteligente, tenho melhor qual a que eu posso, mas não deixo isso definir minha dívida, trabalho na essa área assim por dois pelo financiar as escurrões, e sou muito mais feliz nisso, o trabalho foi mais leve, e digo mais, produz melhor, que eu produzo mais lerrinhas de uma tranquilidade, sem pressão, então eu sou meu organizei no trabalho para eles ser menos importantes na energia. E para a gente finalizando nosso papo, a gente falou várias vezes aqui sobre essa dificuldade da gente falar sobre morte, sobre duência,
sobre câncer, o que você acha que mudaria na nossa vida, no nosso dia a dia, na nossa sociedade? Se a gente falar-se mais sobre a morte, se fosse mais natural, se fosse um tema menos tabulho. O andar a gente tinha valor de usar mais a vida, a gente é valor de usar mais de encontros, as pequenas coisas que hoje a gente não lhe da com a certeza de fim. Todo mundo sabe ver no rei, pra ninguém pensar nisso. Partido o momento que você coloca, "Opa, eu moro, eu tenho isso que eu vou aproveitar isso daqui, porque moro no ultimais". Mas as outras pessoas não fomem de morte, não pensam na morte, é muito fácil ser cara, jogando sonhos, para muito longe, sendo você acha que sua vida vai ser a tena. Ela pergunta que a pessoa fez com o extra-murrendo, também também está morrendo meu amigo, você que está meio ouvindo está morrendo, mexer exato momento, ver está vida, quando você tem ela, eu tenho uma frase que eu encheria um uso desde início, eu tenho câncer, mas o câncer não me entende. Isso vale para todo o que é doença, para todo o que é problema, você tem aquele problema, você tem aquela doença, você não pode nem deixar que ele defina como você levar sua vida, não tem que lhe dar com ele, o lido, o câncer faz o tratamento, ele leva o sério, quer melhorar, quer manter está desado, ver mais, mas ele não manda na minha rira, ele não define como vai ela. Eu tenho uma camiseta que fala assim, é uma pergunta, você vai estar vivo quando morrer, e pelo jeito você vai estar, você vai estar, tinha a galava tinha encontrar a viginha. Vai, eu me mandei vindo, é meu faltar, vamos ver só, todos os dias eu vou estar muito bem vivo, e vou falar para vocês, eu sei que ele fizes pelo giche, mas estão convidados, meu velório, vai ser uma festa lindíssima, eu tenho certeza, eu tenho certeza, quem sabe, quem sabe. Agora ele tem certeza, muito bom. Como você quer se lembrar? Esses perguntaram em uma forma diferente, perguntaram o que você quer las falarmos, eu quero dizer, aqui está um bom sujeito, ele foi feliz, simples assim, eu quero lembrar de mim como um cara leve, tranquilo, bem corvida, e que foi feliz. Quero expressos lembrar de mim como um cara feliz, é isso. E a minha última pergunta é, de onde você acha que vem tanto o otimismo, como você falou, de que era esse relacionado ao tolo, né? Meu pai é um otimista nato, exagerado, penista, eu puxei muito a ele, e minha mãe é uma rocha, uma fertiliza, ela é nosso foro seguro, eu mudei para cá para cuidar dos dois, meu pai é muito doente, é ruim de uma sooria de nada, tem peda de minha é ela, então acho que veio dos dois, eu tenho muita, muita sorte, eu tenho muita sorte essa vida, sorte de ter a família que eu tenho, sorte de ter encontrados amigos que compartilham a vida comigo, então não conhece o que a gente tira isso, eu tenho muita sorte, eu também tenho que eu acima. Então Thiago, obrigado por esse papo, foi lindo, lindo, inspirador, incrível, eu agradeço demais pela filha, vocês. Muito obrigado por colocar, Linho. Eu queria deixar convite para quem está aqui nos ouvindo, para também vou falar do nosso podcast, o conversa sem seras, que a gente começa agora com essa temporada para quando eu morrer, então a gente lançou agora de a dose de maio, convidando vocês para ir lá e seguir nessa reflexão, e para a ação, então Thiago, espero que você viva muito bem até o dia do teu morte, eu quero que você tenha uma boa morte, e que olha aqui, toda vez que eu vou olhar para isso aqui, também nunca mais olharei para uma polieta do mesmo jeito. Vou lembrar de você aqui, isso também é a chance de vocês, sempre que eu ver o desse, vou lembrar de você. Eu quero ter uma pergunta de uma ideia, e olha, eu vou pedir de séries para vocês para passar na rede social, claro, fica vontade. Gente, meu nome é Thiago Pitão, quem quiser me instar, Instagram, e acompanha essa minha trajetória, vai ser muito bem-vindo de coração, Thiago, você é G.O.P.T.E.E. 2TH-A-NJV. A gente agradece demais, Thiago, muito obrigada, estou um obrigado por quando você se conversa com o vídeo, também foi ótimo, gente, obrigado. Obrigado, tentei convincir, até lá. Adora, tão recardo, um grande dia, por vocês. Bom, espero que você que está aí do outro lado, tenha curtido, aproveitado e se inspirado, com esse papo tanto quanto a gente, segue o desenrola na sua plataforma de áudio, de vídeo, favorita, para não perder os nossos próximos episódios. Sabe o Dessemer Hunter também no nosso Instagram, a gente posta conteúdo novo todos os dias, a sete-meia da manhã. Pense também as nossas newsletters, a gente tem uma News Semanal e uma News Diária. A News Semanal é um texto mais aprofundado de vários temas do momento. A News Diária são pequenas drops da Líper seu dia a dia sem mais solar. E a gente tem uma revista interessa também, a última edição está fresco, todos os links vão estar aqui na descrição desse episódio para você conhecer. É isso até o próximo episódio. Esse foi mais um episódio do desenrola, o podcast do Dessemer Hunter. A edição e produção é de Adriana Sede, Fernando Nascimento e Manuel Stelser. Já as artes ficam por conta de Eduardo Costa, enquanto a produção executiva é de Ricardo Moreno. Jaraman Carmona e Fernando Arell cuidam dos novos negócios e a apresentação e o roteiro são meus, D'Andara Fonseca. Tenho a trabalho para uma marca e que a vê-la aqui no desenrola, é só mandar um e-mail para comerciar a roupa dessa merrânter.com. Até semana que vem.
Podcast Summary
Key Points:
Tiago Pitão, diagnosticado com câncer de estômago avançado e sem cura, decidiu viver intensamente o presente e realizar sonhos adiados, incluindo seu próprio velório em vida.
Ele defende a importância de nomear as coisas sem eufemismos
Tiago descreve o diagnóstico como um alívio por finalmente identificar o "inimigo", e após a notícia de que não há cura, focou em aproveitar ao máximo o tempo com pessoas queridas.
Ele é ateu e não tem medo da morte, mas sim do processo de morrer; planeja interromper tratamentos quando a qualidade de vida se deteriorar, optando por cuidados paliativos.
Tiago organiza questões burocráticas e distribui bens em vida para evitar sobrecarregar a família, e brinca sobre ter suas cinzas transformadas em um cinzeiro para continuar participando de encontros com amigos.
Summary:
Tiago Pitão, advogado e turismólogo, recebeu em 2024 um diagnóstico de câncer de estômago avançado e incurável. Em vez de se render ao desespero, ele decidiu viver o presente com intensidade, realizando sonhos antes postergados e planejando seu próprio velório em vida. Ele critica os eufemismos que cercam a morte, como "descansar" ou "festa", e insiste em usar termos diretos: velório, câncer e morte.
Para ele, nomear as coisas facilita o enfrentamento e quebra tabus. Tiago descreve o diagnóstico como um alívio inicial, por finalmente saber o que enfrentar, e após a confirmação de que não há cura, focou em criar memórias com sua mãe, amigos e entes queridos. Ele é ateu e não teme a morte em si, mas sim o processo de morrer, e já comunicou a todos que, quando a qualidade de vida se deteriorar, interromperá os tratamentos e buscará apenas cuidados paliativos.
Também organiza a parte burocrática, distribuindo bens em vida para evitar sofrimento à família. Uma amiga sugeriu que suas cinzas sejam transformadas em um cinzeiro para que ele continue "participando" dos encontros mensais com amigos, ideia que ele adorou. Para Tiago, a morte é um "ato consumado", e ele prefere celebrar a vida enquanto pode.
FAQs
Tiago encara a morte como algo pequeno perante a vida e foca em viver o presente. Ele diz: 'Eu não vou morrer todos os dias, eu morro uma vez só, o resto dos dias eu vou viver'.
Ele faz questão de usar as palavras 'velório', 'câncer' e 'morte' para dar nome às coisas, pois acredita que isso facilita lidar com o assunto e reduz o tabu.
Ele aprendeu a se adaptar e trocar sonhos, como substituir futebol por sinuca e aprender a tocar guitarra, usando a frase de uma amiga: 'Sonhos são ajustáveis'.
Foi um alívio, pois ele estava desesperado por não saber o que tinha. Após o diagnóstico, disse: 'Agora eu sei o inimigo, agora eu sei o que eu vou enfrentar'. O baque veio depois, ao saber que era incurável.
Ele é ateu e vê isso como algo que facilita, pois não se preocupa com o pós-morte. Não passou por culpa ou raiva, e trata o câncer com leveza e piadas.
Ele não viveu o luto intensamente, pois foca em estar vivo. A ideia de fazer o velório em vida surgiu ao ver amigos contando histórias do pai no velório, pensando: 'Não vou faltar no meu não'.
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