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Abordagens, técnicas e instrumentos de pesquisa

42m 36s

Abordagens, técnicas e instrumentos de pesquisa

Neste episódio do Discompli-Cast, a professora Leila Santiago Custre, doutora em Ciência da Comunicação, esclarece diferenças entre metodologia científica (estudo do método) e método científico (objeto desse estudo). Ela explica que as pesquisas se classificam por fins (exploratória, descritiva, explicativa, metodológica, aplicada, intervencionista) e meios (campo, laboratório, documental, bibliográfica, participante, pesquisa-ação, estudo de caso), mas alerta que essas categorias não devem ser aplicadas rigidamente ou antecipadamente, pois a pesquisa se constrói conforme o problema e as necessidades. Sobre a polêmica entre abordagens qualitativa e quantitativa, a professora critica essa separação, argumentando que toda pesquisa envolve ambos os aspectos, baseada em leis dialéticas como a interpenetração dos contrários e a passagem da quantidade à qualidade. Ela defende que a pesquisa deve ser vista como uma unidade integral, onde qualidade e quantidade se inter-relacionam, e que rotular a pesquisa como exclusivamente qualitativa ou quantitativa é inapropriado. A conversa reforça a importância de adaptar métodos, testar e validar, sem receitas prontas, promovendo uma prática crítica e construtiva na ciência.

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5301 Words, 32595 Characters

Portuguese
[Música] Você está ouvindo Discompli-Cast. O podcast do Discompli-Cast do Discompli-Cast. [Música] Olá, descomplicados. Tudo bem com vocês? Eu sou a Joana, a Biblia e a Otacara de Farentona. Olá, descomplicados. Eu sou o Bacida Arculano, o Mago da Normalização. E juntos vamos apresentar o Discompli-Cast de hoje. Isso aí, mastilho. Nesse episódio, nós vamos conversar a respeito das abordagens metodológicas, das técnicas, instrumentos de pesquisa. Vem conosco e cola que é sucesso descomplicado. [Música] Pra falar sobre metodologia científica, temos novamente a dama da ciência da informação aqui conosco. Vamos para a professora Leila Santiago Custre, uma grande e horror para nós, não é mastilho. É verdade, Joana. E é importante lembrarmos que este episódio é uma sequência do episódio número 4. Quando abordamos o conceito de metodologia científica, sua importância e aplicação. Então, antes de ouvir este cast, corre lá na episódio anterior para acompanhar a continuidade deste bate-papo bacana. Com a professora Leila, nossa convidade especial. Ela, que dispensa a apresentação, não é mesmo? A nossa dama da ciência da informação é doutora e ciência da comunicação pela Universidade de São Paulo, Pós-Joutura, pela Universidade de Autônoma de Madrid, professora titular pela Universidade Federal do Paraná, já colaborou com professora visitante em vários programas de pós-graduação e ciência da informação. É professora visitante, senyor, tu, PPSCI, da Universidade Federal de Pernambuco e permanente do programa de pós-graduação em educação da Universidade Federal do Paraná. Professora Leila, dâmora, ciência da informação muito bem tinta ao descompo e cast de hoje. Vamos continuar conversando com a sob-metodologia? Opa, espera um pouco. Interrompemos nossa programação para informar que no dia 30 de dezembro concluímos a quarta edição do descomplica do SSE e entramos em recesso. Por isso, o descompli-queche também terá uma pausa, mas para não deixar tanta saudade e preparamos esse episódio para vocês. Agora sim, podemos seguir. Dá o play-produção! Obrigada pelo convite mais uma vez, devidamente apresentado, manifesto esse imenso prazer, quer conversar com vocês no sentido de tentar descomplicar ou complicar mais. A partir dessas questões que vocês têm levado, que são muito inteligentes e muito estigando. Comprimento a vocês, a pós-gradua-os ir, a toda vocês, por essa oportunidade, por essa crítica que vocês estão fazendo, e por essa vontade de acertar, a vontade de estimular os outros a pensar em também, nesta trajetória tão importante que é a trajetória de uma pesquisa. Nós que agradecemos, temos aqui novamente a professora Leila, em dose doplo, a não descompli-queche, mas não poderíamos estar mais felizes com dois episódios, com certeza virão outros, vamos aguardar por mais temáticas, para também trazer aqui a professora Leila, que traz muitas informações importantes pra gente ter papel de metodologia simples. Para começar, quando a gente desculpe sobre metodologia, vez ou outra, surge uma dúvida em relação à diferença entre metodologia científica e método científica. E, vez em quando aparece um pesquisador que diz que a diferença enquanto outros desentilhão, afinal, professora Leila, pra sítios, existe mesmo alguma diferença entre esses dois termos. Olha, como você disse, alguns pesquisadores consideram a mesma coisa. No entanto, quando eu falo em metodologia, o termo significa o que? Estudo do método. Portanto, o método seria o objeto de estudo da metodologia, ou como disciplina, ou como uma ciência. Ah, a pessoa também que dizem que a metodologia é uma ciência. A metodologia seja uma disciplina, seja uma ciência, um campo de conhecimento, ela é o estudo do método. Portanto, a diferença resume, se não é o fato de que a metodologia estudo do método, o método é o objeto de estudo da metodologia. Se nós entendermos a metodologia da pesquisa, como estudo dois métodos de modo geral, ou mesmo a descrição dos métodos de pesquisa, ou de uma pesquisa específica, como expliquei no primeiro podcast, da mesma forma, o conceito de método, será mais específico, pois o método se concretiza na pesquisa, como nós vimos, nós vamos construindo esse método, se caminha realizando o método, nós fazemos a ciência produzindo constantemente, nenhum processo. A ciência, tanto não é processo, quando é produto, mas enquanto o processo, ela é a ciência em ser realizando. A diversidade de posições observadas nas pesquisas que são realizadas concretamente em qualquer campo do conhecimento, deitera essa necessidade de coexistência entre as tendências, que se interpõe a túa no campo, de modo a permitir uma prática de pesquisa que seja crítica e que seja construtiva. Então metodologia estudo do método, portanto método, objeto da metodologia. Maravilha, agora ficou bem mais claro para a gente poder entender essa relação entre método, metodologia, olha o confesso que antes, também tinha muita dúvida em relação aos desistir, usar a hidratulação principalmente na posta, não é diferente, não fica clara essa separação, não é professor, exatamente, exatamente. Mas você também sentia mais dificuldade em saber, será que eu vou usar método científico, deve usar metodologia científica, já aconteceu comigo? Com certeza ainda estou ainda galgando, não é ter justo de imperedendo nas produções científicas, então estou aprendendo e hoje não poderia ser diferente, com a aula dessa com a explicação dessa, não poderia sair daqui complicada, tem que sair daqui descomplicada, muito bom. Essa é a proposta, muito bem, vamos então para a nossa próxima pergunta, falando sobre as classificações das pesquisas, o calcanhado e aqueles para muitas estudáveis, com a festa que também tem dificuldade de desenbando, como é que nós classificamos maioricamente uma pesquisa simpética, professor, olha, pelo que eu já percorri, manuais, faros autórias, inclusive autórias mais complexas, eles normalmente têm, aí tem uma espécie de uma subdivisão, não é? Tipologia, não era uma tipologia baseada em alguns princípios, o que, o que categoriza uma pesquisa mesmo, a qualidade para a qual ela é realizada, vocês podem tentar só explorar em tema, uma área que é pouco conhecida, que merece ainda a exploração maior, para conhecer algumas variadas, algumas características do fenômeno, então estariam falando uma pesquisa exploradora, se ela vai um pouco além da pesquisa exploradora, já procurando descrever relações em fenômenos, expor características de uma população de escrevendo, essa população, o esse universo, o esse contexto, o esse conjunto de conhecimento, mas sem o compromisso de explicar como esse fenômeno não se relaciona em fiscina, assim, ela é uma pesquisa descritiva, o que eu não uso muito essa dupla categorização, exploradora descritiva, porque evidentemente a pesquisa descritiva, ela vai mais além do que explorar, portanto, é uma questão também de nível de aprofundamento, enquanto há uma pesquisa ainda mais aprofundada, que é uma pesquisa explicativa, visa esclarecer e tornar inteligível uma relação cancel, que é além da pesquisa descritiva, a pesquisa explicativa tem nível um pouco mais aprofundado no fenômeno, não na coisa, ou no objeto, e nas relações que são explicitadas, teria que explicitar como ocorre além de explicitar que ocorre uma relação entre fenômenos, entre coisas entre características, entre variáveis, que quando nós procuramos comprovar mais póssemos, nós temos pelo menos duas variáveis, uma variável antecedente, uma consequente variável independente, uma dependente, uma dependente da outra, quando eu compro algo que existe essa relação, eu já estou comprovando hipótese, e então a explicativa vai além porque ela vai explicar como essa variável X vai interferir na variável wix. que o que vai haver que mudanças vão correr e como nós ocorrem. Então a explicativa viva esplarecer e tornar inteligível essa relação, que é uma relação causal entre fenômenos, pressupõe portanto uma pesquisa descritiva e que, por sua vez, pressupõe uma pesquisa exploratória. Então nesse nível exploratória apenas explora a descritiva descreva uma relação e explicativa vai explicar como ocorre essa relação. E ela pode ser também e quantos fins uma pesquisa metodológica, porque ela vai refirir instrumentos de captação, uma manipulação da realidade, quando vocês produzem um método, apresentam um modelo, por exemplo, como um método para realizar. Então ela vai ser sempre associada a caminhos para atridir com o fim, que é uma pesquisa que seria chamada de metodológica. Então ainda quanto aos fins ela pode ser aplicada, porque ela vai ser aplicada a determinado fenômeno, a determinada ou estudo de uma relação entre fenômenos ou entre realidade, para resolver problemas concretos, problemas que surgem no nosso podidiano, na sociedade e que nós temos que resolver, por tanto, nos aplicamos, aplicamos nossos conhecimentos, toda a pesquisa que tem afinado de praticar uma pesquisa chamada aplicada. E também quanto aos fins, os manualistas, os estudiosos também colocam esse termo intervencionista, quando ela além de estudar, a na exerar a realidade, ela intervei nessa realidade para modificar. É um tipo também de pesquisa aplicada. Quantos meios já podem ser uma pesquisa de compro, porque é uma investigação em campo, em pírica, realizada onde se verifica o fenômeno de uma forma natural, uma pesquisa de laboratório, que também é quanto aos mesmos, que ela pesquisa em laboratório, não obrigatória, em mente no laboratório, mas numa situação provocada pelo pesquisador. Então essa é pesquisa realizada no local circunscrito, onde observamos o fenômeno e as relações que ocorrem. Também pode ser contra os meios pesquisas que chamam de telematizada, que nos tem informações em mês, que não são mesmo convencionais, pesquisa documentária, todo pesquisa documento, toda a pesquisa bibliográfica, também é contra os meios, tem pesquisa que são apenas bibliográficas, que são pesquisas teóricas, então esses tipos de pesquisa, essas tipo de agilégias, essa relação não são certos princípios, você tem como princípio de categorização, declassificação da pesquisa, os fins, os meios, pode ser uma pesquisa participante, uma pesquisação, quando além de participar da pesquisa, o observador, os pesquisadores participam da ação e da transformação, por isso pesquisa a ação, ao mesmo tempo em que pesquisamos, estamos transformando determinada realidade, e também temos um estudo de caso, uma pesquisa com todos os meses, o caso é um caso específico, ou alguns casos que vocês estudam, que vão intensificar estudo fenômeno, em detrimento da extensão, quanto menos casos o menor for um universo, mas temos condição de nos aplicarmos e nos aprofundarmos naquelas relações, então quanto maior, se já sabe, quanto maior extensão, menor intenção, e vice-versa, quanto maior a intenção, menor extensão, não podemos analisar de uma forma, se ação é uma profundada e interpretada de relações a respeito de um fenômeno, de uma forma tão aprofundada, se temos uma quantidade muito grande, é isso mesmo. Eu acho que quanto aos infos também nós poderíamos dizer que uma pesquisa pode ser dedutiva, o indutiva, a dedutiva quando deduz, determinadas legais, mas sempre a dedução trabalha junto com a indução, podemos chamá-las de hipotético, educativa, quando parte de uma hipótese para comprovar essas hipótese, a pesquisa dialética, que esse processo dialeticamente, desertitos e síntese, a pesquisa inaugrática que geral pesquisa muito tempo, e se traduce determinadas relações também, que estuda essas relações em determinadas, e que é basicamente uma pesquisa que é andada na qualquer tipo de pressuposto para ir, ao caso, na forma mais cura, colocando entre parênteses, tudo que se disse anteriormente sobre o assunto. Então tem muitos tipos de infócitos de pesquisas, e nós temos que selecionar entre esses, aquela pesquisa, na qual nós nos enquadramos. Mas é como eu disse, nunca tentem de anteimão estabelecer que a pesquisa deve ser assim, ou assado, que é uma pesquisa exploratória, descrutiva, porque muitas vezes nós não percorremos todas as fases para simplesmente colocarmos um rótulo, rotularmos a pesquisa, não retulemos antecipadamente. Então eu acho que a gente vê que essas caracterizações são muito difíceis de seguir na forma pura. Verdade, professora. Não, muito pessoal, sempre está trabalhando com um tipo de pesquisa assaciado a outro, ou vários outros. E o cuidado da necessidade da pesquisa, da intenção de cada um, da especificidade do trabalho que está sempre desenvolvido. E esse confusão da sua autocorra é muito interessante, né, mas se ele na questão de que a gente não fecha metodologia, mas a medida que for construindo o trabalho, for adaptando também esses métodos que estão sendo entregados, que a gente sabe nem sempre funciona, como queremos, né, mas se ir. É verdade, e só relembrando que a professora já falou, você tem que entender o que você está com a sua problemática ali, para poder delimitar. A gente já viu que é uma gama de classificações que temos quanto a pesquisa. Então, tem que saber o que a gente quer chegar, porque de uma pesquisa, já percebeis de uma pesquisa, a gente vai tirar duas, três, -dependendo do aprofundamento que você tem. -Ei. Maravilha, vamos dando sequência, então, um ponto que é muito observado, professora, nos manuais de metodologia, é a caráterização da pesquisa quanto a baldagem. E nós vemos que muitos autores se reportam essa baldagem, e sobre as perspectivas, né, a quantitativa, a qualitativa e as mistas, que são quantos e qualitativas. O que a senhora pensa a respeito dessa classificação? Pois é, minha filha. Eu prefiro esquecer os manuais para expor esse ponto de vista que é polêmico, e o meu ponto de vista é baseado no aspecto ontológico e no aspecto epistelológico sobre o tema. No ponto de vista ontológico, do ser enquanto ser, porque o que é baseado na unidade, na integridade do ser. Eu estou analisando um objeto de pesquisa, ou relações relativas a esse objeto, então eu estou analisando uma coisa, um ser, um ente, que é uma unidade integral. Essa unidade da coisa, o do objeto, é construída, eu sei, na pesquisa, mas ela é construída por relações, né. Como eu já disse para vocês, relações espacios temporais, tudo está localizado, tudo está determinado por. certas circunstâncias, né? O Ortega e Gacê, o Grande Filósofo, ele já disse, "Eu sou eu e minha circunstância, porque ninguém é sozinho, você é, ou em relação a sua circunstância, a tua subjetividade só se constrói na intersubjetividade, né. Então, no ponto de vista autológico, se não pode entender o ser, sem entender o ser na quantidade, na qualidade, no espaço, já desde a vista dos Aristóteles, já dava as categorias do ser, as categorias tempo, espaço, lugar, qualidade, quantidade, hábito, então todas as ações paixão são predicados do ser, mas não podemos separar a qualidade quantitária. nenhuma pesquisa é quantitativa, é, todas as pesquisas são qualitativas, porque é o mesmo tempo que você está até lidando com dados quantitativos, sim, você está relacionando esses dados entre si, você está relacionando um com dois e com três e com cinco, não são a mesma coisa, mesmo que sejam entusabestratos, que é matemática assim, mas tudo é bestraído, no meu nome é uma bestração, então vejam bem, do ponto de vista epistemológico também, em possibilidade de eu separar como sujeito com encendor, qualidade e quantidade para pensar no objeto, Muito llo. Eu acho que é totalmente ilógico nós falarmos pesquisa, qualitativa, pesquisa. Nós podemos ser pesquisa a partir de dados quantitativos, como as pesquisas que eu faço na 100-2003, na web metria. Mas existe também uma lei que eu acho que é importante que vocês, acho que todos vocês já ouviram falar nas leis da dialéctica que foram formuladas por engol. Ele concebe essas leis que são comuns tanto na história humana quanto da própria natureza e reduz a três leis. A lei da interpenetração dos contrarios. Já ouviram falar naquele livro famoso, serionada do Sartre. Então o ser se apoie ao contrário, mas ele se interpenetra ou não. Não existe, o ser ser sem onada, nem onada, sem on ser. E a lei da passagem da qualidade, da quantidade, da quantidade, da qualidade, que é uma lei muito importante porque você se percebe que toda a quantidade, quando se altera, ela passa a mudar a qualidade do entre. Digamos, você tem água fria, a água férvia quantos graus? Então, quando ela chega, há tantos graus sem tígragos, ela férvia, portanto ela começa a evaporar. Então a água perde aquela qualidade líquida e vai ser evaporada. Ela pode secar completamente. Então vejo bem, toda a quantidade de hidrogênio modificada e h2O, por exemplo, se você tira um átomo de hidrogênio, você não vai ter mais água. Sempre que alterar a quantidade a ponto de ser uma alteração de qualidade, você vai ver que há uma passagem, há um salto qualidade. E também a terceira lei não importa aqui no caso, é a lei da negação da negação. Então, embora relacionadas com a quantidade e qualidade, sem modifica muito ambiente, não pode pensar em nada isolado, a quantidade isolada é qualidade e não ser. Então, ao mudar, as coisas não mudam sempre do mesmo ritmo. O processo de transformação das coisas realistas é por meio de salto. Quando vocês estão relacionando para analisar, quando vocês analisam o fato, vocês estão estabelecendo relações comparativas ou sociativas. Quando vocês estão analisando, por exemplo, relações de domínio, vocês estão interpretando o fato de se partir da análise, portanto, vocês estão lidando tanto com qualidade e com quantidade. Se vocês estão analisando o determinado conjunto de pessoas, um corpos, por exemplo, de uma base de idade, uma bráxia, por exemplo, vocês teiam corpos da bráxia e vocês podem analisar milhares de ativos, né, na bráxia. Mas vocês vão ter que fazer um recorte. Eu recorte quantitativo para que vocês possam intensificar a análise de vocês. Então, por isso que eu acho inapropriado. Eu não digo que está errado, mas aí na propriedo, chamaram a pesquisa de quantitativo ou de qualitativo. E pior ainda, de quanticólica, porque quanticólica seria, ou que seria uma redundância. Toda pesquisa é quantitativo e qualitante. Passa é uma mudança, então, na quantidade passa a ser uma mudança na qualidade, certo? Então, é essa minha explicação para a minha reação. Ah, esses manuais que chamam. E eu mesmo indico livros e manuais que trazem essa momento da turga, mas é a minha posição, né? Respeito, outros outros, eu não estou a descrever. Eu não se espaço para refletir a respeito e nós direitem com o cordal descondar, né, propriedo. Com certeza, com certeza. Ele constrói o conhecimento assim a partir das disposições, né, isso é um concordo, de escoda e assim mais construído, como uma prostra bem disse, não existe uma verdade de soluta, né? Exatamente, exatamente. E uma pesquisa sem reclação, sem análise, que é o que vai imprimir esse caráter e qualitante. Muito bem colocada a fada pro professor Aleila nesse sentido. Isso é só complementada. Voltamos à receita do polo. Não existe alguma receita tão certinha, tem que testar, tem que validar aquilo para poder, sair um bolo com red velvet pelo para ver o outro. Isso mesmo. Isso mesmo. Tem razão. Eu tive que testar umas três vezes para acertar, um viu? Eu nem tentei que eu sou ruim de bolo, nós. O tóxico especial de cada um é macia que eles segredam, que a gente gosta de aplicar nas nossas receitas. É, eu segredo por isso que às vezes não dá certo, porque as pessoas não contam segredo, né? E é por isso que o descomplicado é aqui, é para compartilhar esses sabedes, né, para tornar público, para a gente disseminar. É, é, é. Vamos seguindo, então, falamos até agora sobre os tipos de pesquisa, sobre a diferença de fume método, científico, prodologia científica e sobre essa polêmica. Mas, eu tentamos polamizar aqui um pouco o professor Aleila, falamos sobre abordagem paletrativa, quantitativa, para a gente fechar, vamos falar um pouquinho o professor sobre a classificação da pesquisa, quanto aos procedimentos técnicos, porque a senhora poderia falar esse respeito para a gente. É, também é aquela questão da fórmula. Alquê vamos recorrer como técnica, né? Corresponde também a esse planejamento da pesquisa, né? Então, o que usaremos, né? E por que que usaremos? Então, requer que a gente tenha bastante conhecimento também, prudência e discernimento, né? Porque nós temos que saber de antitastecnicas, né? Porque nós podemos utilizar quais estariam disponíveis, né? Quais seriam acessíveis e sobre as quais nós temos certo domínio também, né? E pertinentes ao objeto investigado, né? Muitas vezes vocês têm dificuldade de se relacionar com determinadas pessoas por certas condições, né? Então, eu quero fazer um estudo sobre um autô que só tem obras não traduzidas. Então, fica difícil se eu não entender bem a língua, se eu não compreender a língua. Então, veja o bem. O que que se quer saber? Definimos a população, o universo, o corpo, o oso, a amostra, me disse para vocês, né? Quem, o que será estudado? Quem poderá responder se for, se for vamos fazer em questionários? O que poderá ser observado? Quem documentos poderiam observar? Que em que instituições e organizações poderem entrar, né? Então, o, muitas vezes, o recorte está aí, vocês vão recortar apenas aquelas instituições onde vocês terão condições de trabalhar, né? De as técnicas que a gente vê são mais utilizadas, depois de ter feito uma grande variada, pesquisa sobre essas técnicas, tanto no ebit, ou da minha testa depois do torário foi lá, como também com a Brabsi, né? Nós temos visto que as técnicas mais utilizadas são o questionário, a entrevista, que é um pouco mais aprofundada do questionário, o incidente crítico que é uma técnica que vocês podem acoplaram o questionário ou uma entrevista, que é uma pergunta crucial, uma pergunta que nos tem acentido, né? A observação, que pode ser direto, indireto, os diários que são instrumentos para nós aproveitarmos bem as observações, os diários, medo que chamam os diários de bordo, alguma, muita gente grava, mas há também quem prefira os diários e tem alguns motivos por isso. A técnica delfos, que é uma técnica de previsão, que é muito similar a técnica de cenários, o foco em grupo, protocolo verbal, é outra técnica bastante utilizada, a biografia institucional, a biografia das instituições, as observações, e a história de vida, que tem sido muito utilizada, principalmente em estudos sobre a memória. Então, eu acho que é muito importante nós analisar nos qual será a técnica, também que dominamos entre todas essas e outras muitas que temos, foco em grupo, por exemplo, uma técnica que dá margem para muitas possibilidades, pode fazer pequenos grupos, grupos maiores, tipos de organização de grupos diferenciados, cada uma dessas técnicas tem uma série de características, pode ficar falando uma semana sobre cada uma delas, mas enfim, são as mais utilizadas, que eu trouxe para vocês, como exemplo do que mais tem aparecido. Olá, professora, eu enxio meu caberno aqui com essas dicas de tp, plasso de pesquinhos, tenho muito conteúdo aqui para colocar em minhas leituras e a profunda, parte da sua fala que foi maravilhosa, não é macelho. É verdade, Giovanna. E a que é do que a gente está pensando? Tem que ter tudo, tem que ter uma relação em todo o contexto de metodologia, de classificação, de técnica, que é um adentro você ter um conhecimento de um exemplo. Nós somos a área de brotecronomia e aqueologia. Temos um conhecimento aí um pouco sobre restaura e queremos fazer uma pesquisa sobre qualidade do papel, se a gente não tem o material necessário para verificar se deixa papel alguma coisa desse sentido. Além do conhecimento, tem a possibilidade de aplicar aquelas técnicas que o conhecimento tem o suporte para isso. Isso mesmo, o genial é esse teu exemplo. É um exemplo prático e que ilustra bem o que foi dito. Isso mesmo. Por fim, nos aproximando dos finais de nosso descomplicado de hoje, uma dica de ouro para quem está lusando nesse momento, o professor Aleila, o que não pode faltar um bom capítulo ou sejam a respeitamento da analogia científica. Muito bem, aqueles elementos que eu comentei. Como você é, se for o universo, qual é o universo, tem que descrever, se for uma parcela do universo, também que parcela será essa. Isso é importantíssimo como contextualização. Deve ser contextualizado esse objeto de pesquisa e delineados todos os passos metodológicos que, no caso do projeto, vamos cumprir ou, no caso, do OTC, ou da de certação, ou da test, redigidos, a descrição que foi redissada. Por isso, eu digo, não adianta a gente rotular muito no projeto porque a gente não sabe se vai passar nesse exploratório. Se vai passar na descritiva, mas, em portanto, delinear os passos todos desde a proposta de estudo relacionando-a. Há os objetivos, então, a cada objetivo se relaciona uma ação ou um processo. Qualquer objetivo que você está incluído entre os objetivos específicos, ele vai ser cumprido no certa forma. Como? Então, o como tem que ser explicado? Como vocês farão, se for um projeto, se for um relatório. Detalhar os procedimentos que fizeram com cuidado e de acordo com aquele planejamento anterior. Descrevendo cada procedimento relacionado em relação ao tema e ao problema dos objetivos. A utilização de cada um desses elementos deve ser precisa e direcionada intençãomente aos objetivos definidos. Escoge-o. É interessante, até na pesquisa, vocês realizarem uma confrontação em objetivo e para cumprir-los. O que é meto do que vocês utilizaram? O que é o instrumento utilizado? O que é o técnico que é o que é o estratégico de analis utilizado? Temo que tem os tipos de analis. Pode fazer managens da conjuntura, managens de dedo-minho, maior, uma fase, uma análise de contexto que para contextualizar os elementos todos que analisaram. Enfim, vocês têm vários tipos de analis de citação, analis do discurso, analis de conteúdo. Então vocês podem escolher o tipo de analis e também definir-o e também descrever-o na metodologia. Esse capítulo é especial. Então cada processo é um processo distinto. Mas da metodologia, esses processos vão estar relacionados desse capítulo que se chama metodologia. Que geralmente, quanto mais exato é esse capítulo? Porque a ciência é uma ciência exata, uma ciência da natureza. Nas ciências sociais, é muito mais complicado para nós especificar os todos os detalhes. Por isso, nós temos que ser bem preciso. Então antigamente, nós temos projetos que nós deviam tendo obrigação a descrever material imétidos. Hoje, dia é diferente, ciências sociais e humanas. Já são mais respeitadas. Se falem parços metodológicos, trajetórias, metodológicas, para nominar esse capítulo destinado a descrissão dos métidos das técnicas, esses instrumentos utilizados e gastomas do utilizar. Então, é isso. Eu sempre digo que é importante ter como capítulo ou como uma parte substancial da introdução. Algumas pessoas preferem colocar essa explicação da metodologia e como foi feito a descrissão metodológica da introdução. Isso é possível, dependendo do tipo de pesquisa, e do rigor também dos dados, porque muitas pesquisas têm procedimentos muito rigorosos, estatísticos e gostam de tratar separadamente da metodologia. As pesquisadores que gostam de separar um capítulo especial metodologia. Mas isso depende muito do delinamento da pesquisa. Não tem mais. Não tem mais rega profunda. Mas já sabe como um norte aqui, essa discussão, não é professora, é para quem está engolho, é como iniciar no que eu tenho que pensar, para construir esse pesquisa metodológico. E essa descrissão me remete muita importância, é Marcelo, ou seja, se você concorda comigo, em relação a o detalhamento da metodologia, ela faz com que a gente perceba como de fato que se chegou a que eles resultavam. E até para os casos em que um pesquisador quer replicar aquela pesquisa, não é? Quer também tentar fazer para ver se eles resultavam sem outro contexto, dar um resultado diferente. Isso mesmo. Em outros contextos, por isso que eu digo, o contexto modifica, às vezes, muito o roteiro previsto. É superinteressante a gente, é para saber a atenção disso. E quanto mais a gente pode compartilhar com outras pessoas, a metodologia que se usa essa descrissão, vai ajudar e, sim, costumcialmente a outras pessoas, a desenvolver suas pesquisas. E, como a gente, em outras situações, por exemplo, eu já lendo até narrative, o que eu digo, muito relevante, que essa pesquisa, eu poderia pegar esse viés aqui, construir outra pesquisa baseada, já pensei em outra coisa. Então, a partir daquela descrissão que eu efeito ali, já me deu um nó aqui para alguma outra pesquisa. Estamos no caminhando agora pro final. Eu sempre passo a vando muito rápido aqui, no nosso texto ompliquext, principalmente quando a gente está batendo um capo bacana e leve como está sendo esse. Mas para finalizar, a gente abre um espaço, para que a senhora possa compartilhar dicas, essas assofas de leitura, alguma conteúdo que vai recomendar para o nosso ouvinte e a mensagem final aqui para os nossos ouvintes, também que nos acompanharam, desses episódios com a senhora até então. Então, eu sugeriria muitas leituras, interessantes, e inclusive, a vinte de ônibia é uma obra, um manual entre os manuais do que eu mais gosto. Eu sempre recomendo os meus alunos e alguns capítulos especiais, principalmente esse ligado, o problema é problemática, o problema é aquele conjunto de questões, que é uma coisa. E isso é importante que vocês sabem qual é a diferença. Aquelas questões também, que tem um livro muito interessante, é artesanato intelectual, de mil's, meus uns sociólogos muito importante, porque vocês, por meio dessa leitura, vocês aprendem o que é esse verdadeiro artesanato, é esse apoio que temos em alguns autores, alguns fundantes para o nosso estudo, outros autores seminais, que não podem deixar de ser referidos, ou pelo menos, de ser enlidos na nossa área, que são seminais, que geram, eram discussões a respeito do nosso campo de produção, e também alguns autores, que naquele momento são importantes para nós. Então, nós temos que ter ser uma espécie de artesanato a partir dessas contribuições, desse diálogo que estabelecemos com esses autores, que nos auxiliaram, e que estão quase discutindo com o nosso. Então, eu acho que essa é uma dica que eu faço, a leitura de outras tezes, de outras certações, e eu sugiro que vocês vão abraçar, e encontrem mais estratégias de busca relacionada com os termos, enfim, sobre as coisas que vocês vão tratar, depois na desceitação e na tese, e busquem outras obras que tratem do assunto, dos artigos, E tem. descobri qual é o problema mesmo que não esteja claro, qual é o problema, qual é o objetivo que responde aquele problema, se está adequado, procurem fazer a crítica, que objetivos específicos decorrem daí, e se também a metodologia está bem descrita a ponto de que vocês entendam como foi feito o trabalho, e principalmente isso pode ajudar muito a partir da dica do marcido, eu acho que vocês podem fazer muitas leituras importantes e leituras que vão ajudar a construir eles como pesquisadores, é isso que eu tinha de ver e a dica, muitos forços muito a crítica, muita perseverança e muita vigilância aos passos que estão dando. Maravilha professora! Então, quero ir agradecer a nossa super convidada pela presidência, a professora doutora do leilha boufe, muito obrigada por compartilhar com os seus conhecimentos, e a todos ouvintes, que saíram hoje com certeza descomplicadíssimos, não é mesmo, né? Vim mais, Marciliola, depois dessa, pegar os livros de metodologia, as dicas da professora de leilha, colocar em prática e estudar. Nós convidamos todos vocês a deixar em novamente suas perguntas algo que não tenha ficado claro nos próximos conquistos, a gente tá com muito material para que não para ser trabalhado, vocês não perdem por esperar. E que ligadinhos aqui no descomplicado, porque como a gente sempre fala, olha, vem muita coisa boa por aí, né? Marciliola! É verdade, Juana, aí soltando aqui o nosso belíssimo jargão, complicar para que cola com nós, com Deus que é sucesso. Cola, quer sucesso descomplicados, até a próxima! Jua, Juana, eu quero pedir aqui a nossa produtor aqui, a nossa fada Sensada Febrânia, a nossa direitora geral, a procurando a Torazira, caso deixa eu meu jargão pessoal para poder descrever essa tarde. Marminha gente, e foi isso, e pode que este conhece, sem saciandão, muito esclarecendo. É tão a Petibá, é esse povo. Então, minha mãe é essa, minha mãe. Que bonito, não!

Podcast Summary

Key Points:

  1. Metodologia é o estudo do método, enquanto o método é o objeto de estudo da metodologia.
  2. As pesquisas podem ser classificadas quanto aos fins (exploratória, descritiva, explicativa, metodológica, aplicada, intervencionista) e quanto aos meios (campo, laboratório, documental, bibliográfica, participante, pesquisa-ação, estudo de caso).
  3. A classificação entre pesquisa qualitativa e quantitativa é considerada inadequada pela convidada, pois toda pesquisa envolve tanto quantidade quanto qualidade, sendo inseparáveis.
  4. A pesquisa deve ser adaptada ao problema e à especificidade do trabalho, sem rotulá-la antecipadamente.
  5. A abordagem metodológica deve considerar aspectos ontológicos e epistemológicos, como a interpenetração entre quantidade e qualidade.

Summary:

Neste episódio do Discompli-Cast, a professora Leila Santiago Custre, doutora em Ciência da Comunicação, esclarece diferenças entre metodologia científica (estudo do método) e método científico (objeto desse estudo). Ela explica que as pesquisas se classificam por fins (exploratória, descritiva, explicativa, metodológica, aplicada, intervencionista) e meios (campo, laboratório, documental, bibliográfica, participante, pesquisa-ação, estudo de caso), mas alerta que essas categorias não devem ser aplicadas rigidamente ou antecipadamente, pois a pesquisa se constrói conforme o problema e as necessidades. Sobre a polêmica entre abordagens qualitativa e quantitativa, a professora critica essa separação, argumentando que toda pesquisa envolve ambos os aspectos, baseada em leis dialéticas como a interpenetração dos contrários e a passagem da quantidade à qualidade.

Ela defende que a pesquisa deve ser vista como uma unidade integral, onde qualidade e quantidade se inter-relacionam, e que rotular a pesquisa como exclusivamente qualitativa ou quantitativa é inapropriado. A conversa reforça a importância de adaptar métodos, testar e validar, sem receitas prontas, promovendo uma prática crítica e construtiva na ciência.

FAQs

Metodologia é o estudo do método, enquanto o método é o objeto de estudo da metodologia. A metodologia analisa os métodos de pesquisa, e o método é o caminho concreto seguido na pesquisa.

Quanto aos fins, podem ser exploratória, descritiva, explicativa, metodológica, aplicada ou intervencionista. Quanto aos meios, podem ser de campo, laboratório, telematizada, documental, bibliográfica, participante, pesquisa-ação ou estudo de caso.

A exploratória busca conhecer um tema pouco explorado; a descritiva descreve características ou relações entre fenômenos; a explicativa vai além, esclarecendo relações causais e como uma variável interfere na outra.

Segundo a professora Leila, não, pois toda pesquisa envolve aspectos quantitativos e qualitativos. Qualidade e quantidade estão interligadas, e separá-las é ilógico do ponto de vista ontológico e epistemológico.

É uma pesquisa que visa refinar instrumentos de captação ou manipulação da realidade, como produzir um método ou modelo. Ela está associada a caminhos para atingir um fim específico.

Evitar rotular previamente é importante porque a pesquisa se constrói ao longo do processo, adaptando métodos e classificações conforme a problemática e o aprofundamento necessário.

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