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A noção de Justiça na História da Filosofia - Idade Contemporânea - parte 02 - Marx.

51m 17s

A noção de Justiça na História da Filosofia - Idade Contemporânea - parte 02 - Marx.

A transcrição apresenta Karl Marx como o pensador fundador da análise crítica da sociedade capitalista. Sua obra central, "O Capital", busca desvendar cientificamente o funcionamento deste sistema. A descoberta fundamental de Marx é que, no capitalismo, todas as coisas – de alimentos a tetos – deixam de ter valor primariamente pelo seu uso e passam a existir como "mercadorias", ou seja, sua circulação social é mediada exclusivamente pela compra e venda com dinheiro. No entanto, o cerne da exploração capitalista não está nessa simples troca, mas em uma mercadoria específica: a força de trabalho do trabalhador assalariado. O capitalista paga ao trabalhador um valor menor do que aquele que o seu trabalho gera, extraindo a "mais-valia". Para otimizar essa exploração, o capitalismo desenvolve a "subsunção real do trabalho ao capital": padroniza e fragmenta as tarefas, retirando o conhecimento específico do trabalhador. Isso transforma o trabalho em algo genérico, criando um "exército industrial de reserva" (massa de desempregados) que pressiona os salários para baixo. Essa lógica, inicialmente industrial, expande-se hoje para todos os setores, dos serviços às profissões intelectuais, padronizando funções e submetendo efetivamente o trabalhador à lógica do capital.

Transcription

6951 Words, 39527 Characters

Portuguese
muito bem as presadas e meus presados. Dice a todas e todos, que regueu representa efetivamente a mudança dentro da filosofia inaugurando o patamar da filosofia contemporânea. Regueu anuncia não desenvolve de lineia sem se aprofundar aquela que será a crítica a sociedade que está surgindo no início do século 19 que é a sociedade capitalista. Regueu ainda está da alguma maneira na transição entre modernidade e contemporaneidade. O primeiro filósofo que vai afundo e desenvolve a reflexão acerca da sociedade contemporânea. Do porquê funciona assim? Quais são seus termos? Quais são seus limites e suas contradições? Esse filósofo é Marx. Calmarques a partir dos meados do século 19 sua obra começa na década de 1840 mas vai se desenvolvendo depois nessas décadas pos 1850. Marx desenvolve uma reflexão que no começo parecia ter até alguma lembrança da reflexão regliana. Mas toma caminhos muito próprios avança por descobertas que inclusive faz de modo muito peculiar e Marx, de alguma maneira, é a estrutura de pensamento filosófico que desvenda o caráter da sociedade capitalista e, portanto, das sociedades contemporâneas. Marx tem uma formação muito peculiar de todos os grandes filósofos da história que contei até aqui o único que tinha a formação de direito é Marx. Os demais tinham outras formações. Marx vem de uma tradição, inclusive jurídica na sua família, entendi o problema do direito de um modo muito próprio de quem teve essa formação jurídica e a preocupação central de Marx desde o começo de sua obra e do seu pensamento, é entender a estrutura da sociedade capitalista. Nas primeiras das suas obras, ele já aponta para o problema do capitalismo e daquilo que o capitalismo gera que são classes sociais e já anunciam que, basicamente, a possibilidade de transformação do capitalismo é a união das classes trabalhadoras de todo o mundo. Na medida em que ele viu em algumas experiências como a da comuna de Paris Marx observou o que era o povo unido, o povo trabalhador unido, os 99% da cidade de Paris, runtos e não havia quem destruir se essa organização como nao dos trabalhadores que não eram mais explorados por patrões. Mas esses patrões franceses chamam exércitos estrangeiros que então invadem Paris e destruem a organização desses trabalhadores. Retomam, portanto, os meios de produção. Vem daí que Marx entendeu que a força dos trabalhadores também não pode ser só a força dos trabalhadores de Paris. Porque depois vem os empregados dos capitalistas de outro país, o exército, os policiais comandados pelo capital de outro lugar e destruem esses trabalhadores. Então era necessário que os trabalhadores de todo mundo se unissem. E vem daí, desse manifesto de todos os comunistas que eles escrevem muito jovem, inclusive ainda, a ideia de que é preciso uma união internacional da classe trabalhadora. Estou quer dizer, enquanto os trabalhadores os Estados Unidos não se levantarem para se somarem aos trabalhadores de todo o resto do mundo, nós não conseguimos fazer uma transformação do capitalismo. É um exemplo desta união dos trabalhadores. Marx desenvolve em suas obras o entendimento do que se pretendeu ser uma ciência a respeito do funcionamento do capitalismo. E entenda, meus chores, é preciso estudar a lógica o funcionamento e estrutura da sociedade capitalista para saber quais são suas peças, suas engrenagens, seus sentidos. Em muitas obras Marx dedicam essa questão, mas a sua obra "Máguina" é a última obra escrito em sua vida, obra essa, a córida dedica, muitos e muitos anos de sua pesquisa exilado na Inglaterra que estava. Era alemão para o seano, teve um exílio francês, mas o exílio de Gadeiro foi o inglês. Muito bem. Esta proposição de leitura de Marx e de pesquisa sobre o funcionamento do capitalismo se dá naquela que é a sua obra mais importante, uma das obras mais centrais de toda a história do pensamento, que é o seu livro "O Capital". É o entendimento científico de como funciona o capital, a sociedade do capital, a sociedade capitalista. Esta obra entre os enormes volumes ou resultado de décadas da pesquisa e do pensamento de Marx, e, nesta obra, Marx, desenvolve a noção do funcionamento e dos fundamentos da sociedade capitalista. A questão central que Marx aqui anuncia, não é nem simplesmente esta que imediatamente aparece para as pessoas, que é a união dos sobraledores de todo mundo. Isto é uma decorrência necessária, mas não é o central. Muita gente considera que o capitalismo é a sociedade das classes, capitalista e trabalhadora salariada. Regueu achava assim, a dialética está montada para regueu, para achar os dois lados. Marx vai muito para além disso. Marx, tecnicamente, não é um continuador de regueu. Ainda que houvesse um ambiente propício ensejado pela filosofia de regueu, Marx vai muito adianta necessitarmos. Primeira questão central, o capitalismo não é a sociedade da classe capitalista. Só, nem é a sociedade que gerou uma classe trabalhadora salariada. O capitalismo tem um átomo. Toda vez que as sociedades vão deixando de ser feudais, esclavistas ou de outros modos de produção, para se tornar em capitalistas. Elas começam a girar entorno de um átomo. Atomo, isso que até hoje é o que estrutura toda a nossa vida. Todas as pessoas que vivem sob o capitalismo giram entorno desse átomo. Esse átomo é a mercadoria. Essa é a descompeta central de Marx em o capital. E, desmarques, na sociedade capitalista, tudo toma forma de mercadoria. Minhas chores, meus chores, estas centenas de pessoas que estão aqui presentes. Os chores observem a roupa que tem, foi comprada. O óculos que usam, eventualmente, comprado, a caneta com a qual a nota, comprada, o celular, comprado, tudo. Detal o modo que Marx descobre que na sociedade capitalista, todas as coisas se tornam mercadoria. E esta mercadoria, todas as coisas tomam forma de mercadoria e a palavra "forma", eu vou insistir muito porque esse é um conceito filosófico muito avançado e muito refinado. "forma" aqui é "forma social". Quando eu digo, as coisas tomam forma de mercadoria. Eu estou dizendo, as coisas tomam forma social de mercadoria. E ainda desdobrem, quando lerem a palavra "forma", desdobrem forma social e desdobrem mais uma vez. O que é uma forma social? É uma forma de relação social. Quando eu digo que as coisas se tornam no mercadoria, que elas tomam forma de mercadoria, elas tomam forma de relação social, mercantil. Isto quer dizer. O livro não chega para a pessoa porque a pessoa tem interesse em ler. O livro chega para a pessoa se ela comprar. A roupa não chega para a pessoa, se a pessoa precisa se cobrir por causa do frio. A roupa chega se ela compra. O teto não é da pessoa, caso a pessoa não tem a teto. O teto é de quem tem dinheiro para comprar. Teto, roupa, livro, comida, óculos, caneta, celular. Qualquer coisa do mundo toma a forma social de mercadoria. O que é a forma social? A forma de relação social. As coisas só saem de um e chegam pro outro, mediante uma relação social, mercantil, comprando e vendendo. Ou seja, o dinheiro faz a intermediação de todas as coisas do mundo. Quem tem compra, quem não tem não compra. E se quem não tem, toma de outro modo, é crime. Está preso. Muito bem, este é o mundo mercantil. As coisas, agora vem a descoberta, valiosa e fundamental de marques. As coisas não estão no mundo. Porque o ser humano precisa delas. Nem são distribuídos com um fome que Aristóteles ensinava. Põe para quem tem fome, quem tem água em excesso e um tem água em quarença, tem que tirar de quem tem muito e dar para quem tem pouco. Esse critério de justiça nunca existiu um capitalismo. Porque alguém tem água, porque comprou e quem tem muito dinheiro compra a sabéspe. Quem tem um pouco de dinheiro compra um galão da água, quem tem um pouco mais compra a sabéspe. Minhas senhoras e minhas senhoras, estou dizendo aqui que todas as coisas do mundo giram como mercadoria e todas as coisas do mundo circulam entre as pessoas na forma de mercadoria. As pessoas operam de acordo com uma forma de relação social que torna as coisas mercadorias. Isso que eu quero dizer, agora são as palavras de marques, nada no capitalismo tem valor de usou. Guardem bem esse primeiro termo. As coisas não têm valor de uso. As coisas não têm importância pelo uso. As coisas têm, agora é o fundamental da descoberta científica de marques. As coisas têm valor de trocar. Quanto vale um óculos? Quantas pessoas pagarem por ele e quanta alguém que está o vendendo, cobrar ele? Ou seja, um óculos vale x dinheiro. O óculos não vale por causa de seu uso. O óculos para quem não enxerga. O óculos vale dinheiro. O óculos tomou forma de mercadoria. Ele não vale porque é útil para um cego, para alguém que não enxerga direito. Ele vale enquanto mercadoria, quem tem dinheiro compra. Alguém que não precise de óculos poderá comprar óculos. Sim, desde que que era pagar. E quem precise do óculos não tem dinheiro não tem óculos. Bem, as coisas tomam forma de mercadoria e, portanto, passam a ter valor. E esse valor é o valor de troca, mercantil. Marx vai dizer, se fosse só isso, o capitalismo não era o modo de produção que ele é. Não haveria condição de fazer o capitalismo explorar. Se todas as pessoas simplesmente comprar sem quem vendeu teve lucro. Alguém quer óculos. Eu vou vender óculos bem caro. Muito bem, então eu tive um lucro extraordinário. Marx isso, o capitalismo é isso. Porque aquele que vendeu óculos de modo bem caro pro outro. Fala com esse dinheiro que eu tirei daquele que pagou muito, pucado do meu óculos. Eu vou lá na lógica comprar um carro. Por esta lógica, a indústria que faz o carro vende o carro bem caro e quem vendeu um óculos bem caro perdeu o lucro que teve. Nóra é comprar um carro bem caro. Que por isso, a vez, o cara que vendeu o carro bem caro teve um lucro extraordinário, vai comprar um avião que alguém vende bem caro também. Ou seja, não é só venda que faz o capitalismo. As pessoas imaginam que o capitalismo é um regime só de circulação mercantil. É um regime de circulação mercantil. Mas não está aí o segredo do capitalismo. Segredo está em outro lugar. Marx descobre o capitalismo é esta máquina de fazer valor e fazer dinheiro. Por que existe uma mercadoria que quando alguém explora ninguém tira dele? Eu explorei na venda do óculos, fui comprar o livro o livrero vendeu o carro, perdi, deu zero a zero. Mas tem uma mercadoria que é esta ninguém tira de quem explorou. Esta efetivamente é a chave da exploração capitalista. Marx descobre esta categoria, esta mercadoria é o trabalho do trabalhador, assalariado. Quem fez o óculos para mim eu pago x, vende por mais que x. O que eu extraio da massa dos trabalhadores é aquilo que Marx chama de mais valor, mais e em valor. Antigas traduções, aqui por exemplo, falavam mais valia, mas isso era uma tradução do espanhol, mais valor. Eu tiro mais valor do trabalho do trabalhador. O capitalismo se estrutura então a partir de uma lógica na qual o capital explora um trabalho do trabalhador que é de tipo assalariado. E Marx diz, como é possível fazer esta exploração do trabalho nos termos capitalistas? Marx considera o capitalismo a sociedade da mercadoria, mas não é por causa do óculos ou por causa da roupa ou por causa da comida. O capitalismo é a sociedade da mercadoria porque a coisa mais importante de um modo de produção virou mercadoria. E eu disse na aula anterior que um modo de produção que organiza uma sociedade é o modo pelo qual as coisas são produzidas. Isto é o fundamental, é por meio de um trabalho escravo, é por meio de um trabalho serviu, ou é por meio de um trabalho capitalista, ou capitalista a assalariado. Isto quer dizer, o trabalhador é explorado por um capitalista ou pelo capital, detal modo que não é o chicote que o compongiu a ser explorado, o trabalhador vender força de trabalho ao capitalista. E como ele vende, outros também venden. E o trabalho se torna a principal mercadoria ser explorada. Por que? Porque este trabalho do trabalhador pode ser feito por outro trabalhador a preço menor. Então, quanto se paga pela mercadoria do trabalho, um preço médio de mercado? Porque este é a forma pela qual eu terei a exploração desse mais valor. Eu não pagarei para os trabalhadores aquilo que eles produziram, pagarei menos. É o trabalho do trabalhador que se torna a mercadoria. E Marx vai dizer, tem duas etapas, inclusive, para eu explorar e fazer a máquina capitalista funcionar. É tirar aqueles que eram os trabalhadores servos dos feudos e colocá-los na cidade. Lá no feudo tinha um servo que pegava a árvore daquele feudo, cortava a madeira e fazia uma mesa para o senhor feudal. O dia que ele vai para a cidade, ele sabe fazer mesa. Ele é um marceneiro. Muito bem, um burguês tem uma indústria de móveis. Ele diz, você sabe fazer mesa? Sei, faça um mesa entalhada, bonita, uso a junção de uma madeira na outra, dá tudo certo. Muito bem, eu te pago X para você fazer a mesa para mim. Este X já é uma exploração de mais valor. Ele venderá a mesa por mais do que o que pagou da mercadoria trabalho do trabalhador. No entanto, esse trabalhador diz um dia, se o senhor não me pagar mais, eu não trabalho mais. Ele só tem esse mais ceneiro, ou alguns como ele. Se ele vai embora, faz falta. Então, num segundo momento, o capitalismo engendra um mecanismo pelo qual a extração de mais o alô do trabalho, seja ainda mais plena e, então, efetivamente, o trabalho se torna em mercadoria. O modelo é esse, é quando chega a indústria. É quando efetivamente o capitalista e a queira, esquiui dão da fábrica, sabem o processo da produção e o trabalhador não sabe. Então, no dia que chegar a máquina, imagina em hoje quem faz a vossa cozinha planejada, uma baranda gourmet, do lado da baranda gourmet. Essa pessoa que fez a cozinha planejada desenhou uma cozinha com tantos armários, estou falando de mais cenaria, com tantos armários em tal lugar. Quem corta a madeira, a madeira já vem toda ela padronizada, a MDF, com tanto de grosura, tem duas outras opções. Quem corta isso, uma pessoa, trabalhador da indústria, que põe a madeira aqui e sai o corte aqui. E se ele for embora, tem outro que faz igual. É diferente do marceneiro pré capitalista, aquele fazio inital e da madeira que ninguém fazia. Hoje, qualquer um faz. Ou seja, se qualquer um faz, eu pago preço de mercado por esse trabalho, porque assim, um forim bora outro, tem no lugar. Para isso, descobre Marx, eu preciso ter sempre um exército de mão de obra de reserva, o que quer dizer isso? No dia em capitalista chegar ao Pleno em Prego, o trabalhador começa a custar mais. É o tempo da Dilma. É o tempo que chama itiano, parece um absurdo, mas há cinco anos, vim itiano pro Brasil, porque não tinha gente que ele impasse casa do povo em Santa Catarina. Era Pleno em Prego. Então, o salário começou a aumentar. Então, é preciso quebrar tudo, deixar o povo pobre, miserável, sem emprego, porque aí qualquer um trabalho, porque então, o exército de mão de obra de reserva sempre, precisa inventar uma crise para dar um exército de mão de obra de reserva, que é o salário rebaixa. Porque eu tenho sempre alguém para colocar em um lugar. E o capitalismo é um sistema pelo qual, em todas as áreas, eu vou encontrando gente para colocar em um lugar, e padronizando, etirando do trabalhador e conhecimento, mas ceneiro, faixa, eneiro, segurança, por isso as proficiões são sempre iguais. Qualquer prédio que se orisenta, o segurança está de cara marrada. Porque todos eles já nasceram que essa cara marrada é uma rada não, é porque faz parte da profissão, quem tem cara marrada. Ponto, quem conseguia marrar, cara, já deu para a profissão, já é suficiente, para ser segurança. Jurista, tem que falar da tavêna, ser pedante, etc., e tal, mais ou menos, tem gente para essa profissão, sempre tem. Em que pezem as opiniões contrárias, etc. O que eu estou dizendo é que essa padronização chega ao qualquer área, antigamente, era na indústria mesmo, a agricultura indústria. Só que hoje chega no serviço. Ah, preciso ter boa lábia do comércio para vender produtos e ser funcionário de uma loja, não. Basta, eu estaria por lá e me perguntarem onde fica chocolate ali. E na hora de vender, quer comprar, não quer comprar, não importa, pega e passe no caixa. E o caixa, preciso estar muito instruído em assuntos de matemática, vou fazer a conta na cabeça, 273 reais, mais a gente 2, mais 17, não, faz assim um leitor e ler, ou seja, qualquer um pode ser caixa. Mas gestrado, a metrica é essa, o julgamento é de cima, se você está baixo o caso está debaixo daquilo que foi o julgado de cima, simplesmente complua, se você se subsunçam. Quem pode ser magistrado, quem decorar as normas da subsunção, qualquer um? Desde que decora essas normas chegou lá. Professor, quem pode ser professor, quem tem alto conhecimento, não, quem pega a postila, explique pro aluno, hoje é aula 23. Qualquer um pode ser professor, isso que seja capaz de expor conteúdo aula 17. Perceba, não tem um intelectual mais, o que tem a gente padronizada, e por que que ele vai ter que dar aula 17, ele não inventa outra coisa, por que cai na prova da OAB? E se ele não der a aula 17, cai na prova da OAB, cai na prova do concurso, do tejótado, para na. Então, tem que dar aula 17, não posso inventar, vou dar aula 43, que não existe, eu tenho que dar 17, que inclusive alguém fez a metrica é a matéria que cai mais, cai no concurso. Então, o professor já tem a técnica de dizer, não vou ensinar a verdade, não vou ensinar o conhecimento mais alto, a melhor técnica para ensinar a luna é, isto cai nos concurso. Atenção, senhores senhors, já nota, cai no concurso. Ou seja, que é isto, uma maquininha de ensinar, de aprender, de produzir, de viver, com isto, eu extraio mais o valor, não tem nem que estou dizendo, porque qualquer um pode estar em qualquer profissão. Qualquer coisa é desse jeito. E depois que eu estabelei-se competências, inclusive, até para a política, qualquer um, pode estar em qualquer cargo. Pode um presente da república aumentar o diminuir o PTU de São Paulo, não. Quem pode diminuir o aumentar o PTU de São Paulo, a guinote módio, essas pessoas, elas podem, porque são vereadoras. Não entanto, Eduardo Cunha pode aumentar e imposto de renda. A guinote módio não pode. Ou seja, qualquer um nesta função mexe com imposto de renda, qualquer um notifunção mexe com IPTU. Que estou dizendo aqui em miniaturas mesuras, que capitalismo estrutura um sistema pelo qual eu extraio o valor do trabalho, fazendo aquilo que Max chama a presta atenção neste conceito, sub-sumção real do trabalho ao capital. Este é um termo central do livro "Capital de Max", sub-sumção real do trabalho ao capital. É uma sub-sumção real, é submeter realmente o trabalhador ao capitalista, o que quer dizer realmente? Em certas fases iniciais do capitalismo, o trabalhador não está submetido realmente ainda ao capitalista, está submetido só, contratualmente, formalmente ao capitalista. Eu dou exemplo. Quando o capitalista surgindo volta o exemplo mais ceneiro, tinha um cara que era muito bom de mais cenaria. Eu prefiro contratá-lo pagando dobro do que ter alguém que não sabe fazer o trabalho de mais cenaria direito. Então ele está submetido ao min, formalmente, porque eu pago para ele extraio mais o valor dele, só que eu dependo dele para fazer o móvel. Nóra que ele fala não quero mais, fico sem ele. Eu preciso desse marceneiro, na prática, ele não está realmente submetido a minho, só contratualmente submetido. Eu estou realmente submetendo o trabalhador, porque qualquer um pode ser submetido a condição de apertar um botão. Gente, o mundo judiciário não é o rei salomão, então o modo "acaiu o salomão morreu o salomão", precisa achar outro justo tão sabe como este. O poder judiciário é composto de gente que sabe o que são, o que é precontrato, o que é a diferença de. Posso se originária e posso ir contratual, qualquer coisa assim. Ou seja, eu sempre encontro pessoas que estudaram e mais ou menos o ensiné padronizado que saibam dizer a respeito de coisas como estas. É a devocacia, qualquer profissão jurídica, que estou dizendo que o capitalismo extrae mais o valor exatamente porque o trabalho se torna subçumido realmente ao capital. A arte resistiu muito a isso, os artistas, históricamente, não quiserem ser submetidos ao capital. Observem o Michelangelo, por exemplo, no dia em que as pessoas souberam copiar o Michelangelo e fizeram as esculturas mais ou menos polidas como ele polia, não que igual. Mas polidas do Edgar polia, brilhando, o Edgar brilhava o marmore. Com uma estrutura mais ou menos igual Michelangelo e então um dia fez uma escultura, olhou bem, falou bom, agora o fisto não vai copiar. O que ele fez pegou o brazo escultura e quebrou? Ou seja, todo mundo vai copiar igual a minha, só que eu sou tão bom que eu fiz e quebrei. Essa é a minha. O que ele está tentando mostrar que ele é um trabalhador da arte, que não vai submeter ao regime geral dos trabalhadores. É um que ele está tentando mostrar que ele é um trabalhador da arte, quebrou o marmore. O que ele está tentando mostrar quebrou o marmore. Então, qualquer um canta, está em M. Thiago, qualquer um canta, brilhima rone. Então, é sem zão. Vejo a artista foi submetido a uma condição que efetivamente dele foi tirada a possibilidade artística. O que ele vai cantar? O que eu, por o que quiser? Quem foi na Chorroscaria? Três bois? Vai ouvir. Para falar de três corações. Tem que Chorroscaria chamar três bois, já dei a ideia. Comste aí que alguém não dia? Outro dia me mostraram um menino que foi registrado de uma doalha e som leandro. Foi muito emocionado. Então também já conste aí que Chorroscaria três bois e me convide para inauguração, que eu dei a ideia do nome da Chorroscaria. Boa Chorroscaria três irmãos tem. É muito comum, inclusive. Qualquer se dá, tem uma borra Chorroscaria três irmãos. Chorroscaria três corações. Três bois. Sei "chifes", pode dizer, de outro modo. Pensando em outras coisas, enfim. Bom, também tem bois sem chifres, mas é raro. Só risada, gostei. Bom, então vejam lá. O que eu estou dizendo é que uma pessoa hoje canta, não é na Chorroscaria três irmãos ou três bois. A música ele quer cantar. Vai cantar o que perfil de público de lá que era ouvir. Não vai cantar Chico Bóique na Chorroscaria três bois. Tem certeza. Qualquer Chorroscaria de São Paulo não canta. Vai, vai Brasil. Cantar Brunibarreto. E outras coisas desse naip. Muito bem, não entanto haverá o jantar do mundo jurídico Paulistano, a noite de Gala, do mundo jurídico Paulistano. Aí não canta Brunibarreto. Aí toca um pianinho, uma boça nova, um pouquinho mais suave, etc. Então, eu já sei que para cada qual tenha pessoa que corresponde. Muito bem, e tem um preço, um valor de mercado o trabalho de quem trabalha. Qualquer trabalho, estou contando até de a etista, que a gente imagina que é só indústria. A indústria, claro, é uma quantidade enorme. O comercio, o serviço, mas até a arte, assim. É preciso de quadro. Minha tia, pinta quadros e flores. Faz uma rosa, faz uma orquidia, etc. Tá bom. Beijo, não. Para quem compra, tá ótimo. Por raríssimas pessoas no Brasil têm qualidade artista para identificar se um quadro é bom. Inclusive, se eu aposer, volta a dizer um Picasso do lado um quadro de, um, um, um, uma, uma flor, qualquer dessas banais. Mortência, vende, orquidência, não vende Picasso. Tem dúvidas sobre isso. Estou falando errado, é isso mesmo. Vai vender o quadro de orquidência. Bom, estou dizendo aqui, minha história, o gente, o vomero Brito, é um caso sucesso no capitalismo. E com isso aqui que estou fazendo elogio, porque vamos dizer que o offendir estética dele é bonita até. Fe, quem compra, hein? Enfim. Pobendo aqui em pinta, é quem admira, é. Então vejam lá. Estou ensinando a todas e todos, que o trabalho é o segredo da exploração capitalista. O trabalho se torna mercadoria, então toda a vida social capitalista, é em termos de vender melhor a força de trabalho. Gente, para isso, eu vou falar, já falei aqui, nesta sala, neste auditório do Tejota de São Paulo, eu já falei em uma ocasião. Por que tem 1300 só que o Dade direito no Brasil e tem 100 de arte, 200 de educação física? Se eu conheço bem criança de 15 anos, ninguém quer fazer agravo, ninguém quer despachar, ninguém quer relatar a cordon, ninguém é os 15 anos que é fazer essas coisas. Pessoa que é pintar, se não quer pintar, quer jogar bólico, é ser o Neymar. 90% dos moleques querem ser o Neymar, tendo 200 só culdades que habilitam as coisas próximas da profissão do Neymar, que é a esporte do cação física. Ninguém quer despachar, ninguém quer agravar, ninguém quer empetrar abescopos e não entanto em 1300 só que o Dade direito. Por que? Porque a lógica do mundo de capitalista e a lógica é tentar vender a minha força de trabalho para quem pagar mais. Se for jurista, pagam me xis, se for personal treino das mitfítimas e pagam milão. Então, entre dançar a zumba e fazer agravo, é melhor fazer agravo, sendo que não é no ímpeto subjetivo, era até melhor dançar a zumba, não sei o que a zumba mais era melhor fazer isso, ou rodar bambolê. Não sei nem sei como é rodar ou dançar, como que falamos, não sei lá, gingar no bambolê. Vejam, só que as pessoas não vão jingar no bambolê, não vão jogar capoeira, não vão brincar de basquete, nada disso, elas vão estudar a diferença de imposto e taxa. E multidões sabem a diferença de imposto e taxa, são as 1300 só que das direitos, e essas coisas interneticos se chamam a nação jurídica. Ou seja, nós deixamos de se a nação futebolística, parte de chuteira, no dizer "Nelso Rodrigo", deixamos de saber qual era a habilidade do garincha, quem foi a demilhida guia, quem foi mengalviu, ninguém sabe quem foi mengalviu, necessário ninguém sabe, não tem um para levantar a mão. Um, dois, pepe, ninguém tem notícias quem foi o pepe, dois, três, cinco, é povo do santo, os riosos do pelé, mengalvi o pelé cotinho o pepe, não é essa escalação? Você é a santista, não é? Não, mas você, você trata de estudar direito porque isso aí nunca é no concurso. Mas vejam lá, as pessoas podiam saber a escalação do santo no tempo do pelé, só que hoje as pessoas sabem a diferença entre abescorpos e abescata, porque, porque dá mais dinheiro, porque a venda da força de trabalho é orientada para o dinheiro. Detal sorte que Marx entam descobre, qual é a regra geral do capitalismo? Todas as relações sociais capitalistas se orientam à única finalidade do capitalismo, agora é descoberta da lei geral do funcionamento do capitalismo, lá no livro capital de Marx, todas as relações sociais, toda a produção, todo o sistema e toda a estrutura do capitalismo, tudo isso está orientado à acumulação, o capitalismo se orienta pela acumulação de capital. Para que alguém faz direito para acumular a capital? Mentira que alguém vem dizer para mim "Ah, porque eu gosto da justiça". Mentira, para que alguém faz medicina, porque gosta de estar vendo, gosta de ver uma barriga ser aberta e observar por lá o fígado? Não, é porque dá dinheiro, dá estatos. Para isso eu dou aula na faculdade direito. Meus alunos quanto tanto esse ano de faculdade já têm orgulho enorme de ser eterno gravado, tem um pleno novembro, meio dia, para mostrar para os outros que eles já são diferentes. Os alunos da outra faculdade minha amiga, que é a faculdade medicina da USP aqui na doutora inaldo, meio dia ele sai de jaleco e vão com melancho, atravessando a esquina de jaleco e explica-o, não sai de jaleco porque vai sujar e etc. Aí respondem os alunos, mas a única graça deu ter estudado que nenhum louco para passar na faculdade medicina, essa ir mostrar para os outros que eu sou médico, que as pessoas param inclusive e respeitam. Istetor escoópico, qualquer coisa assim, de que valerá ser magistrado se não tem um elevador privativo, de que vale ser professor da ULIXON, para não xingar os outros, de que vale ser professor da faculdade direita da USP do IXON, se não usar o elevador privativo dos seus professores. Gente, isso que eu estou dizendo, é toda essa composição de distinção que não falando das contas, é a acumulação. Isto é a acumulação, está orientado à acumulação. Ou seja, as pessoas estudam as piores, que trabalham nos piores serviços, fazem as coisas que mais menos tempo te dão por que isso dá dinheiro. Ou capitalista orienta a acumulação, não sorientem tão a virtude do bem comum, não sorienta a justiça ristotélica, mas está dizendo aqui, ninguém dá algo alguém porque alguém precisa, albede alguém porque tem capital para comprar. Se hoje, senhoras, está aqui o núcleo do capitalismo, não se enganem, o capitalismo não é um sistema pelo qual nós chegaremos a máximificacia, o capitalismo é um regime de acumulação, ser para acumular e precisar matar as 6 milhões de japoneses, vocês não é de Deus, onde se quantos milhares de japoneses na Gazá, o Eroximá, assim, o será. Se para acumular no Brasil e estrair mais o alô de trabalhador, precisar dar um golpe e rebaixar as condições salário, só tinha 3 milhões de trabalhadores desempregados, agora tem 16 milhões, isso acontecerá. Tranquilamente, se precisa chegar 23 milhões de trabalhadores empregados, chegará. E se precisar de um ditador fascista chegará esse ditador. Todos os buracos, eu posso abrir para chegar onde eu quero, que é acumular. Então, minhas chores meus sores, Marx descobre que o capitalismo é um sistema, é um maquinário, no qual as pessoas são constituídas, isso aqui é antecipação do que eu vou falar na próxima aula, que é a última, porque a filosofia contemporânea tem que pensar o que isto representa, porque é assim como sair o disso. Marx anunciou, o capitalismo é um maquinário pelo qual as pessoas são constituídas dentro do maquinário. Não é que a pessoa sofre uma lavagem cerebral um dia e fala, "Vou fazer tudo de pior, só pra ganhar dinheiro." Qualquer ato da vida é este. A vida toda é só orientada à acumulação, para isso existe escola. A escola destra bem, não é para a verdade. A escola não está ensinando dante a ligueira, porque eu quero saber a importância da divina comédia. Eu quero ler vidas secas do graficiliano, porque lá conta a verdadeira história do sofrimento do seitão do Nordeste. Eu preciso ler os seitões de acrisos da aquinha, porque ali é o veradadeiro Brasil. As pessoas estudam literatura com a seguinte pergunta em texto e se não é no colégio de alô. Qual é a lista de livros que cai na fulveste? Só. Quero ter likes no Facebook. Vou fazer uma frase de cícero que vou colocar aqui. Vou copiar Aristóteles. Se alguém resolver, tem 20 que de vez, quando quer me agradar. Prosoirário, só eu copiei uma fase de seu livro e o filosofia direito e colei no Facebook. Gente, a história de colar uma frase no meu livro no Facebook da cinco likes. Experimentem tirar foto, deu um prato de comida no restaurante, dá 200 likes. E não fala em nada, só tira em foto do ravioli. Dá 200 likes. Tire em foto de bikini, 700 likes. Pra que ler um livro se tá uma frase? E pra não ser bikini, tire em foto sem camisa, mas também tem um capacidade patanto. 202 likes. Ou seja, minhas chores, meus chores, o que estou aqui contando pra todos, é que o capitalismo é um regime que se orienta a acumulação e este é o único sentido dele. As pessoas são constituídas como tal. E agora eu vou falar do mais importante elemento para constituir ou capitalismo como tal. Agora é o fundo e o serni do problema do capitalismo. E agora este é o que envolve a gente, o mundo jurídico. Mark descobre o seguinte. A mercadoria, sua é mercadoria e o trabalhador só explorado em termos capitalistas. Vejam, exploração, o modo produção escravista explorava pela força. Mod produção federal explora pela servidão. Mod produção capitalista explora pelo trabalho assalariado. Descoberta de Marx que era jurista. O capitalismo só pode explorar mediante um trabalho assalariado. Se alguém não quiser fazer a madeira cortada na minha mesa do jeito que a minha induça quiser, o mundo embora pega o outro. Muito bem, para que alguém seja explorado por mim, o capitalismo tem um método, tem um vínculo. Essa é descoberta central de Marx que só tem no capitalismo nenhum outro modo exploração tem. Que vim com o ex, o servo era quase chicoteado pelo seu senhor para trabalhar. O escravo era chicoteado, você não está valhado a morrir. O capitalismo tem um milagre, qual é o milagre, como todas as pessoas e todas as coisas são orientadas à acumulação. E a maioria não tem capital, capital é de uma minoria, e a maioria nada tem. Esta maioria voluntariamente vai ao seu explorador pedindo para ser explorada. E o fácil mediante sua livre vontade, aí Marx vai dizer, "Agora nós entendemos que é o lemma da Revolução Francesa, que são os princípios do direito burguesa. Liberdade é para quê?" Para eu livremente chegar ao empregador e dizer, "Eu aceito ganhar milão, para trabalhar para você, sendo que eu sei que você vai ganhar mais do que você vai me pagar." A pessoa é la guerra, liberdade. Agora expliquei um dos três lemmas da filosofia da justiça burguesa. Outro igualdade, chamo-me, não posso dar nome de brasileiros, porque o espaço é público, então tem que pensar em nomes internacionais. Chamo-me, George Sorrows, que aí também não vai processar um pejótico cada salva. Chamo-me, "George Sorrows". A quem diga que a pessoa é trilionária é porque é miserável, então ela vê todos os oportunidades de dinheiro, mas não sei se vão considerar que isso foi uma ofensa figura dele. George Sorrows é trilionário, é bilionário e grau alto, quase trilionário. Muito bem, uma pessoa se chama José da Silva, ou vou dar o desceu exemplo, não vou dar nome de pessoa, uma pessoa mora numa pequena cidade do interior de São Paulo, lá, do lá de lá tem cana, do lá de lá tem cana, do lá tem cana e do lá de cá tem cana. Muito bem, quem é o empregador dessa pessoa, possível empregador, o dono da fazenda? Muito bem, é um fazendão só e uma cidade do meio. Ele chega ao fazendeiro e diz que ela vai trabalhar por cima, liberdade e escolher. Fazendeiro fala, "aquê é o negócio é o seguinte, é o salário mínimo, 900 e tanto reais e só". Comida é porto a conta, se trocar para o fazenda é porto também, só isso. O trabalho deu a ver dizer não, mas ver lá, eu quero as minhas condições, as minhas condições são, água fresca, descanso, a cada duas horas, aula de ergonomia para não ter ler e coisas mais. O patrão vai dizer não, é do meu jeito ponto final. Como é que o direito chama essa relação de patrão empregado, chama de liberdade, por quê? Empregado só trabalha, você quiser. O que chama de mais uma coisa que eu falei que era o princípio burguesa, qual é? Igualdade. Pode ser George Sorrows juridicamente, ele é equiparado ao trabalhador dele. Se um quiser e o or também quiser, são iguais perante a lei. Agora, se eles estão descobrindo que é o princípio filosófico da justiça burguesa. Liberdade é para ser explorado, então não são escravos, compungidos, trabalhar. O que eu quero trabalhar e quero ser explorado, e dois, sou considerado igual ao meu patrão. Por quê? Porque vão me dar uma mesma fazenda com o meu patrão? Não, igual perante a lei. O terceiro, o senhor já sabe, minha propriedade privada, que é a propriedade privada, toda a riqueza gerada pelo trabalhador, será do capitalista. Quem faz o açúcar é o trabalhador? A riqueza do açúcar é do capitalista que nunca pôs o pé na unzina. Muito bem, meus chores. Estou aqui ensinando, então, que Marx está nos dizendo que existe um segredo jurídico no capitalismo. Qual é esse segredo jurídico? Para que as coisas toda sejam mercadorias, é preciso que haja trabalho do trabalhador assalariado. E para que o trabalho do trabalhador assalariado exista e se explora em mediante trabalho, é preciso que haja, agora vem, uma forma de relação social que seja jurídica. Então surge a forma de subjetividade jurídica. É o que eu falo muito nos meus livros, e aqui tratam sobre isso no meu livro de introdução ao estudo do direito. Os que quiserem profundar, é o meu livro de introdução ao estudo do direito. Que que é a forma de subjetividade jurídica? Antes do capitalismo tinha um senhor e um servo, eles não fazem contrato. É um andar a votobedecia. Antes do feudalismo tinha escravismo, tinha senhor escravo, um pegava o chicote, o cotidavo, mais fraco, e o mais fraco que trabalhava. Capitalismo, eu comparo uma pessoa a outro e digo, ambas são agora sujeitos de direito. Então ambos têm um pacote de direitos a vender, a transacionar, e tal modo que as sumem responsabilidades, obrigações na esfera jurídica. Ou seja, o direito surge como forma social para permitir a exploração capitalista. Agora, a marca se descobriu o estrutural do capitalismo, o que é o direito no capitalismo? É o mecanismo, é a forma que permite a exploração. Vejam, o direito nem é, nem parem para dizer isso. E eu direito, de vez em quando justiça, estruturalmente na sociedade capitalista o direito é a forma social que enceja a exploração. Porque as pessoas são exploradas mediante vínculo contratual. Então alguém ganhou milão, milão não paga as contas dele, com os três sírios dele, lá na fazenda do interior. O que vai dizer a sociedade conta isso? A Zai dele, porque o contrato é milão, e o capitalista só tinha que obrigação de pagar milão. E agora que não tem nem CLT, nem milão será mais o valor. Aí os colegas, vostros, juiz, o trabalho é que tem que segurar essa batata quente para saber se acabou, não acabou CLT. Em geral, o juiz trabalho que gosta de me itilo e o varanda gourmet vai dizer que acabou CLT e um povinho lá, um pouco mais engajado, vai dizer que não. O que comam então, não padarei da esquina. Vejam lá, se a hora de senhores, a descoberta central é que o direito é uma forma que estrutura o capitalismo, porque o escravismo não precisa direito nem o feudalismo. Ou capitalismo precisa de direito. As pessoas são sujeitos de direito para se venderem e para comparem o trabalho do outro. Todo o resto faz a constelação da organização social, com que dá de pósso me vender, pós vender a força de trabalho, xizanos. Aí vem o resto da constelação. No Brasil é 16 anos, tem país que proibita a barro infantil, tem país que permite, etc. Estas relações incidentais, cada país tem a sua, no fundamental, uma pessoa tem que ser sujeito de direito para poder ser explorada por outro mediante, pro outro mediante contratou. Descobre Marx, então, o núcleo do capitalismo é a existência da mercadoria que busca se valorizar e esta valorização se dá pela extração de mais valor do trabalho. Sentido da sociedade capitalista, acumulação. Então se sore chamarem esta sociedade, da liberdade contratual, da igualdade perante a lei e da propriedade privada, por justiça para o senhor, isso é acumular. É ter por sentido único, fundamental, estrutural, a acumulação de captais. Aí, se entende que é justiça contemporânea, é o que concorda com a acumulação estrutural dos captais do mundo. Porque todo o que for contra isto é criminoso. Já dizia uma música, não sei de quem é, tudo que a pessoa gosta em moral e legal ou em guarda. É também do Roberto Carlos, eu tenho que trocar de repertório porque eu não quero ser associado a isso. Mas é da parte roqueira dele, que estão também nos pior, da que a de 60, salvo. Que tudo mais apoi em fênio, mas ele não canta mais isso. Está proibido na religião dele. Muito bem, minhas horas meus sores, se chamar propriedade privada, liberdade e contrato, igualdade, por justiça justiça acumulação de captais. Só, só eles estão agora trazidos ao espelho do que somos nós no capitalismo. Justiça para nós é a manutenção desta sociedade. É isso.

Podcast Summary

Key Points:

  1. Marx é apresentado como o primeiro filósofo a desenvolver uma análise profunda da sociedade capitalista, desvendando sua lógica e contradições.
  2. A descoberta central de Marx é que, no capitalismo, todas as coisas assumem a "forma social de mercadoria", mediadas pelo dinheiro e pela relação de compra e venda.
  3. Marx identifica que o segredo da exploração capitalista não está apenas na circulação de mercadorias, mas na mercadoria especial "força de trabalho", da qual é extraída a mais-valia.
  4. O capitalismo evolui para uma "subsunção real do trabalho ao capital", padronizando e fragmentando o trabalho para que qualquer pessoa possa substituir outra, criando um exército de reserva de mão de obra para manter os salários baixos.
  5. Essa lógica de padronização e subsunção se estende a todas as áreas da sociedade, incluindo serviços, educação e até mesmo as profissões intelectuais.

Summary:

A transcrição apresenta Karl Marx como o pensador fundador da análise crítica da sociedade capitalista. Sua obra central, "O Capital", busca desvendar cientificamente o funcionamento deste sistema. A descoberta fundamental de Marx é que, no capitalismo, todas as coisas – de alimentos a tetos – deixam de ter valor primariamente pelo seu uso e passam a existir como "mercadorias", ou seja, sua circulação social é mediada exclusivamente pela compra e venda com dinheiro.

No entanto, o cerne da exploração capitalista não está nessa simples troca, mas em uma mercadoria específica: a força de trabalho do trabalhador assalariado. O capitalista paga ao trabalhador um valor menor do que aquele que o seu trabalho gera, extraindo a "mais-valia". Para otimizar essa exploração, o capitalismo desenvolve a "subsunção real do trabalho ao capital": padroniza e fragmenta as tarefas, retirando o conhecimento específico do trabalhador.

Isso transforma o trabalho em algo genérico, criando um "exército industrial de reserva" (massa de desempregados) que pressiona os salários para baixo. Essa lógica, inicialmente industrial, expande-se hoje para todos os setores, dos serviços às profissões intelectuais, padronizando funções e submetendo efetivamente o trabalhador à lógica do capital.

FAQs

Karl Marx é considerado o primeiro filósofo a desenvolver uma reflexão aprofundada sobre a sociedade contemporânea, desvendando o caráter e as contradições do capitalismo.

A obra mais importante de Marx para entender o capitalismo é 'O Capital', onde ele desenvolve uma análise científica do funcionamento e dos fundamentos da sociedade capitalista.

Marx identifica a mercadoria como o 'átomo' central da sociedade capitalista, onde todas as coisas assumem a forma social de mercadoria, mediadas por relações de compra e venda.

A principal mercadoria explorada no capitalismo é a força de trabalho do trabalhador assalariado, da qual se extrai a mais-valia (ou mais-valor), essencial para a acumulação capitalista.

A 'subsunção real do trabalho ao capital' refere-se à submissão efetiva do trabalhador ao capitalista, onde o trabalho é padronizado e qualquer pessoa pode substituir o trabalhador, aumentando a exploração e extração de mais-valor.

Marx defende a união internacional dos trabalhadores porque observou que a exploração capitalista é global, e apenas uma união mundial pode enfrentar o capital que mobiliza exércitos e polícia além das fronteiras nacionais.

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