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A fábrica de conservas mais antiga do mundo é portuguesa

17m 53s

A fábrica de conservas mais antiga do mundo é portuguesa

O episódio do podcast "Fadas Contadas" explora a história das conservas, começando pela invenção do método de conservação por Nicolas Appert, um pasteleiro francês que, em resposta a um concurso governamental em 1795, desenvolveu uma técnica de vedação a vácuo em frascos de vidro após fervura. Seu método, embora eficaz, só foi compreendido cientificamente décadas depois com Pasteur. A praticidade evoluiu quando o inglês Peter Durand patenteou o uso de latas de folha-de-flandres por volta de 1810, tornando as conservas mais leves, embora inicialmente abertas com ferramentas como baionetas. Em Portugal, destaca-se a Ramirez, fundada em 1853 por Sebastián Ramirez, um imigrante espanhol, como a fábrica de conservas mais antiga do mundo ainda em funcionamento. A empresa inovou nos anos 1970 ao criar a lata de abertura fácil com argola, solucionando problemas de abertura relatados por um importador inglês. O episódio também aborda técnicas históricas de conservação, como salga e "pão de piloto", e a importância das conservas para exércitos e navegação.

Transcription

3217 Words, 17955 Characters

Portuguese
[Música] Fadas contadas. [Música] Com o casal misterio. Bom dia, bem-vindos a mais um episódio do podcast Fadas Contadas. Hoje, vamos responder uma pergunta do Rijores, queridoso Fernanches. - Que que é um jumizinho? - É um largo jumizinho. É melhor se conhecer, querida. Sim, sim, é verdade. - É verdade. - Sim, sim. É verdade. Podemos demorar a responder as perguntas dos ouvintes e mais, acabamos sempre para responder. Não perca a esperança. E hoje, vamos responder ao Rui. Por um tava ao Rui. Para quando um podcast relacionado com as conservas por dia. É, eu atimo tema, por acaso. Aliás, Portugal é dos países com mais história a nível de conservas, com mais história e mais indústria. E tem aquela que é fábrica de conservas mais antiga do mundo. São as famosos conservas ramires. - Sim. - Deposado. - O nome de Spanulado e do fundador. - Spanulado? - É verdade. E do fundador ser ter sido Spanul, são portuguesas. É nossa. Neste ano em 1853, portanto, fazem mais de 172 anos, se não falha matemática, 172 anos. - E o dia de zécooteza, vedeiras de contas? 172 anos. E em um dojo a ramires, é uma das principais marcas de conservas em Portugal. Além de ser a marca mais antiga do mundo, ainda em atividade, é o que se diz, inventou uma das maiores ajudas das nossas vidas, as latas da vertura fácil. Ah sim. E não me lembro que era o pesadil que era quando as latas tinham de ser abertas com abrilatas, eram fundadores. Ah sim. Depois ia aparecer num zeelétricos, mas que não tinha assim grande cedo, não. Se tem lembros. - Se tem lembros. - É um zeelétrico, que seus quererem, terem em casa dos meus pais, um abrilatas elétricos. Ah, acho que. - Pente que era um zeelétrico? Não, o zeelétrico, não. Depois começaram a vir como chevinha junta, também. Sim, tem que vai lidar. - Que ajudava a abrir, lembrem-se disso. Sim, sim, sim. - É, é um zeelétrico, exatamente. - É um zeelétrico. - É um zeelétrico, não. - Sim. - Sim. - É um zeelétrico, mas não é um zeelétrico. Sim, é um zeelétrico. - É um zeelétrico, não é um zeelétrico. - Sim. - Sim. - Sim. Sim. a conservação dos alimentos era muito rudimentar. Tínhamos a solga? Sim, a via a salga que se usava com o peixe e a carne, havia também a escagem dos alimentos, havia uns piscôteses, que falamos no episódio dos descobrimentes, basicamente, era um pão só para quem não houve, era um pão de farinha de trigo sem fermento, cozido várias vezes. Escava-se quatro ou cinco vezes cozido. Acava um pedra! Muito mais, quanto mais vezes era cozido, mais tempo do grava. E assim, com as várias coisuluras, não estragava. O problema desta técnica do piscô era que era basicamente entregado. Mas, de vez, de vez do. Comfricava-dúrreo e que era quase impossível de comer. De salga. A salga ainda hoje é usada, mas não há uma técnica de conservação infelível. Muitas vezes os alimentos acabam proceder de triurar, dependendo das condições a volta dos alimentos. Por exemplo, os alimentos mais gordurosos podem ficar rancosos. Ainda isso é uma alteração da textura e do sabor. Tudo isto era pouco saudável e pouco eficiente. E como é que isto é uma técnica? Como é que isto mudou o frigorífico só aparece no século 20? O frigorífico elétrico, sim. No século 20 não, já havia de experiência de conservação de alimentos a frio, mas realmente a grande disminação do frigorífico só acontece no início do século 20. O frigorífico aliás também dá uma episódio de giro. Não é episódio de tanto interessante. Pois dá. A linha de estes movintos. Estava aqui a ver cerveja, mas. Estava lá no frigorífico. Focasse temos o ouvinte, nós, que já nos pio há muito tempo no episódio sobre o frigorífico, ao trusábitos, alimentais e associações. É verdade e realmente a maior revolução, mas fica prumidida isso, então há um ótimo episódio. Mas voltando ao que estávamos a dizer, a salga e os piscos serão um pouco saudáveis e pouquí ficarem. É a primeira grande mudança que acontece em 1795, quando o pastelaire francês Nicolas Apé, descobre uma nova forma de conservação ou começasse a estudar numa nova forma de conservação. Não me digas que é um pastelaire que descobre os sardinhas, é uma. O problema começa no final do século 18. França, como tu sabes, estava envolvido a nas guerras revolucionárias, fantasias, foi uma série de conflitos, com várias potências europeias que pouquí interessam aqui para a história. Mas o que interesse é que por causa desses conflitos, o exercito francês estava coináuramos problemas da abastecimento de alimentos. As guerras revolucionárias são antes de a guerra plana poliônica. São as emvas das percezas em Portugal, antes da Serra. Mas logo durante as guerras revolucionárias surju o problema, que era como alimentar tantos e exercitos, ao mesmo tempo, durante tanto tempo. E em vários pontos diferentes do. Porque as guerras duraram dez anos e foram em vários pontos de Europa. De Europa. Desculpe, e as como nós vimos, e no filo do sobrestério da plana polião, mas aliás. E isso causou problemas, logo no início. Por isso, em 1795, o Governo Frances lançou um concurso público. Quem descobri isso, uma forma de preservar os alimentos durante muito tempo, sem compro meter o sabor original, nem os nutrientes, porque aquelas formas de conservação também comprometem os nutrientes dos alimentos, mas quem descobri isso, uma forma de eles preservar, ganhava um prêmio de 12 mil francos. Ai, devia ser uma foto da época, não? E acabou para o resultado. A segunda é a ciclopédia britânica, Nicolás A.P.R, que a lei de pasteleiro tinha uma distilaria, começou a fazer experiências logo em 1795, e seguiu o princípio dos garrafas de vinho, como vinha guardado numa garrafa em vaca. Não se estraga, de facto. Ah, então portanto, guardou os alimentos em frágicos tapados com uma rola? Literalmente, as primeiras conservas da A.P.R eram feitas, em garrafas de vidro, reforçadas com arame, para ajudar a viver a rola, ainda levava uma camada de sera, para ajudar a invitar em melhor. E ele começou a sua investigação em 1795, mas teve 14 anos até chegaram ao resultado 7 fatória. O que eu fazia o vaco? E ele enxiu os frágicos, por exemplo, sopas, frutas, legumes, sumos de fruta, até com leite e outros produtos lácticos. Mas isso está gastando isso, não isto ainda? Pois está, é legal. Mas ele colocava isto nos tais frágicos e fervia, fervia, em bem no maria. Por que? Colocava os frágicos que sempre nem me maria para ferver. Coafrovura. Conseguia matar as bacterias e os microorganismas. Depois deixa a voos frágicos a refecer, mas fechados com a tal rola e evidante de sera. E percebiou que a voos frágicos era o que ele era. O que faz o vaco? Esse vaco é ausenciado, a área impedia novos microorganismos de entrar em e contaminarem a comida. Ah, que não fundam era um cientista? Mas não sabia, e essa é a coisa engraçada. Não sabia o porquê? Eu sabia que isto resultava com o vinho, mas não sabia por que o engraçado em toda esta história é que ele nunca percebeu porque o seu método funcionava, limitou a se tentar aplicar na comida ou que funcionava com o vinho. Especação científica. Só os que há 50 anos mais tarde com o Lui e Paster e a Descoberta da Aquilo que chamamos hoje é a partida deização dos alimentos. E aí, é que se percebeu que de facto a partir de 60 graus centírus. Mas você perceba a teoria dele, não. No fundo, se o vinho não estragava, porque a comida havia de estragar. Isso mesmo que ele pensou, que depois de vários anos de experiência, em que ele testou diferentes tempos de cozidura, dependendo dos alimentos, que o conclusão que a privação do contacto com a restrioria impedia a comida de estragar. Em 1810, recebeu finalmente os teios 12 mil francos de estado francês. Mas eu estava precisamente moro a dar o prêmio, né? É, é, de moro que eu disse. E não, mas ele é que moro a acabar a investigação, né? Tem mais ninguém a descobrir nada, tem tão portanto a�as estúsiosios. E o que é que ele fez com o dinheiro? Ele abriu uma fábrica de conservas em 1812 e chamava-se "Casa de Aper", e funcionou até 1933. Mas ainda, né? Sautoram conservas em frasques de vidro, né? Sim. Não era muito prática na eleva para a saudasa, na aréquia. Claro, claro. Frasques de vidro, os quebros de batalho, mesmo, no caldo. Mas esse problema não durou muito. A melhor é até durou um bocadinho, mas começou a logo a ser mudado, logo a seguir conhecer os primeiros resultados por missores da Aper. Ao mesmo tempo outro francês, que chamava "Philip de Giairrar", resolveu começar a explorar comercialmente a ideia, mas em inglaterra. Ah, foi para o inimigo. Foi para o inimigo. Viajou para Londres e estudou a melhor maneira de reduzir o peso das embalagens. Foi assim que descobriu que o método também funcionava com caixas de folhas de flandres. E só a chapasada? E exatamente isso mesmo. Já eram usadas desde a antiguidade, mas não é latas, como usamos hoje em dia. Essa foi uma descoberta de giairrar. Em vez de conservar os alimentos sem fráscos pesados, podia se conservá-los em caixas feitas de folhas de flandres que depois se abriam cortando as caixas. E juntou-se a outra representar em inglês e já estou apatente. É, então, foi aí que apareceu a invenção das latas, então. Portanto, tratas de giaques na políonicas, os francês se descobriam, mas conservam as inglês e que te comeram as latas. O que tornava as conservas mais leves de transportar, mas ainda assim eram pesadas. Estas primeiras latas, além de dindo a serem um bocadinho pesadas, não eram tão práticas como hoje em dia as primeiras latas, eram abertas pelos soldados, por exemplo, os soldados em inglês, com bionetas. Com as bionetas, aqueles abriam para cortar a lata. E depois de agarre uma, não há distoções nenhum fabricante da época, se está de revista nesta enel de geographic disso. Para abrir as latas, deve cortar-se a parte superior com um sinzelo e um martelo. - Adiado, então, dá-vato de martelo atrás. - Então, dá-vato de picareta atrás. O abrilata só aparece na década de 1850, quando as latas se tornam também mais leves e mais fáceis de abril. Então, já funcionava com o abrilata. Mas eram mais eficazes que os frágicos porque voavam totalmente e não deixavam entrar nenhum ar. Não tinha aquela coisa da rola e do. e da sera. de noite. 211 e estes dois empresários venderam a patenta ou a ter inglês que abriu o primeiro negócio de latas de conserva dois anos depois. E para provar que funcionava melhor do que os sofrascos, deu a provar, levou até a Royal Society de Londres, uma lata de conservas feita dois anos e meio anos para as pessoas provarem. Estava ótima, após. Estava ótima. E com o sabor original, a de Nalde comida, e sem e com o todos os nutrientes. O que era, de facto, incrível. É claro que rapidamente este empresário, que chamava Brian Donkin, esturnou-se. Estou de 15 anos, não. Estou de 15 anos. Não, é Donkin, com. Ah, ok. Este empresário esturnou-se o forno-sutor oficial de comida da Marinha Breitânica, primeiro só para os soldados doentes e depois para todos os soldados ingles. Não, de mim, eu tenho um de rotada na peonha o átulo. Não lasso de ser ironicas, latas de ter incidimentadas em inglês, a terra é a sequência de uma invenção de um francês. Sim. Não sou isso por causa das latas de conservas, que eles derrotaram na peonha o átulo, mas foi exatamente na mesma época, isso é verdade. Ah, pronto. Eu to conectado com esse conservo e sigo Portugal. Há um livro interessante do estúrgador manual-pakete que se utilizou na investigação dos hábitos alimentares em Portugal, não me digas que comprar este livro? Comparias de livro e tem a cara sobre a história das conservas. E chamas de conservas de peixe em Portugal e conta a evolução do negócio desde o início. Não sabe ao certo qual terá sido a primeira fábrica em Portugal. Não há muitas fontes da época, não entende calculas que terá sido a fábrica fundada por Sebastián Ramirez em 1853. A fábrica não é de 53, mas o negócio dele é de 53. Ok, é mais antiga do mundo ainda em funcionamento, né? Sim. Mas esse ramirez não era português, né? Não, ele nasceu em 1828 em Elal Mendro, que é uma pequena província, uma pequena vila na provincia de Elva, né? E ser mesmo ao lado Portugal. É. Mas por que ele vê pra cá? Durante as invasões na pelíon e que as Elal Mendro tornou-se o quartel general das tropas que estavam lhes juntar fronteira, que atuavam na fronteira com o palco. As tropas francesas? As tropas francesas? Existe gerou uma super carga sobre a população que já era pobre e teve de decolher e alimentar os soldados franceses. Porém, claro que ficaram ainda mais pobres, resultado. Depois da rota dos franceses, houve uma enorme vaga em migração dos espaniões de Elal Mendro e das vilas à volta pra Portugal. Ok, então foi então? Estavam numa crise enorme. E foi então que Ramírez veio pra Portugal, nessa altura, a Cira Guerra era. António Horta por Reia investigou a vida dele e acredita que o Espanhol tenha vinda em 1849 para Vila Real de Santantónio. O que sabe ao certo é que, depois há muito poucos registros, portanto, isto é assim um bocadinho só sabem algumas coisas soltas, né? De sabas que ele veio em 1849 para Vila Real de Santantónio, que começa a trabalhar com o mesmo pagado do comercio. Portanto, os primeiros registros existem registros deste 49 que o identificam com Caixeiro. Caixeiro? Não, Caixeiro. Só em 1853 criou uma sociedade com outras duas pessoas. Um deles chamava, se ele veste, a regarcia pego, que o autor acredita que era espanhol e que o autor acredita que fosse seu colega de trabalho. Ok. E o outro era José Maria Gomes, que deveria mora. José Mora Gomes, peço de escolta, então estou ao normal. Estás ao demalo no nome do senhor, meu senhor. José Mora Gomes. Mas temos a etará-altura desses semírus óculos. É verdade, vou por, vou por. Enquanto bem, me acerveis. Mas que o autor, o órtaco, que é acredita que deveria ser o seu patrão, porque tem o primeiro nome na sociedade. Ok. Então, que a sociedade era mora e pego e ramira. É, então, se quer, é o que entrou com o. O mora é ramira e esse pego. Então, entrou com o meu obstantagem também, não para não ser patrão, né? É que traz dados dois empregados a fundar um negócio, eu não tenho acredito. Então, mas essa sociedade foi para fazer esses conservas logo. Fiz? Não sabe ao certo, sabe-se que primeiro a empresa terá começado para um negociar de citos, fazendas imobiliários e ceriais. Mas, pouco depois, a andar uma fábrica para estivar sardinhas, né? Então, considera logo um negócio de desconservas. Esteiva é o acondicionamento nos navios, portanto, não é logo fazer conservas. Então, mas, não sabemos. Já fabricavam conservas, mas não há registros de já terem fabrico de conservas. No entente da partida e empresa começa a crescer, foi sempre a crescer, rendou mais lojas e fábricas, depois a seguir, começa a fazer a salga da sardinha, portanto, há uma forma de conservar sardinhas, mas não um propriamente, como nós conhecemos hoje em dia. É pra ser. Comece a fazer salga de sardinhas e em 1861 até já tinha um metade de um barco, tinha um comprado de um barco de pesca de sardinha com duas redes, portanto, sabe que o barco tinha duas redes para pesca de sardinha. Nesta época, a empresa já era só do ramírez e de garçie apigo, que também era espaniol, nem 1865 o negócio passa a ser só do ramírez. Não, todos os pênios não, o maior é o pênio. Era, não todos os pênios. E o sócio morreu, mas não sabe mais qual que o leço que sim, portanto, ele terá, ficado com a parte dos sócios, depois de eles morreram. Ao longo dos anos seguintes, o negócio continua a crescer, mas mantive também os investimentos imobiliários e as fábricas de cidos. Só em 1880 é que é registro de sedência da Câmara Municipal de Vila de Santantônio, de um treino à sociedade, à ramírez, nesta altura, era só a ramírez. Pra que você já tinha o ídio? Já. Então, de um armazém, pra fabricação de conservas alimentícias, é de se lagem de língua e juta. Vale, está bem, era para tudo. Portanto, ele tinha uma, e a fazer uma fábrica de conservas alimentar, e, essencialmente, era de país que se fazia na altura. E de se lagem? E depois de se lagem de língua e juta. 3 anos depois, comprou uma fábrica de conservas da Tum Francis Rodrigo de Tnóri, portanto, que ele já tem uma fábrica de conservas. Então, só com o seu fabricado conservas em 1883. Os registros que existem não têm nada anterior a isso, mas a empresa é de 1853. No entanto, só há registros de facto da fábrica de conservas, quando ele compra a fábrica do Tnóri, em 1883. Ok, e a lata de brutura fácil? Tras assim, inventada no início da década de já no Seclvinte, no início da década de 70, já por um descendente dele, mas não há a ramírez. Para a ramírez, para a empresa, estamos a falar da abertura com a argola, da tal abertura que nós temos a lata. Mas havia, antes havia a tal chavinha, que eu me lembro e que vinha com todas as latas ainda colada. Mas a argola só parece nos anos 70. E por que? Foi inventada por ramírez por causa do importador inglês dele que ele compravas conservas para vender a ingola terra. Sim. Porque o importador estava cansado das caixas dos clientes que não conseguiu abrir a lata. Ou porque se partia aquele engoto que vinha no início, o peço desculpa e partia no microfone. Partia-se que ele engoto que vinha no início e já não deve abrir a lata, ou porque era difícil abrir a lata com a abrilata, portanto as caixas eram imensas. E o importador começa a ficar farto das caixas. E por isso, tradito, o que se diz é que ele tradito ao dono da ramírez, ou resolveu o problema da abertura ou então eu deixei importar a lata. E eles começam a investigar e então chegam nesta coisa espatacular. Dar a polinha. Que a abrilata, por chante para um lado e por chante para o lado da. Sim, muito mais facilita bastante a nossa vida. Pendi de importador inglês. Bem, nós voltamos para a semana com mais um episódio de podcast Favas Contadas e mais uma história sobre a origem da comida. Até para a semana. Até para a semana. Favas Contadas.

Podcast Summary

Key Points:

  1. A história das conservas começa com a necessidade militar francesa no século XVIII, levando à invenção do método de conservação por Nicolas Appert.
  2. A evolução das embalagens de vidro para latas de folha-de-flandres tornou as conservas mais práticas e duráveis, embora inicialmente difíceis de abrir.
  3. Em Portugal, a fábrica de conservas Ramirez, fundada em 1853, é a mais antiga do mundo ainda em atividade e foi pioneira na invenção da lata de abertura fácil nos anos 1970.

Summary:

O episódio do podcast "Fadas Contadas" explora a história das conservas, começando pela invenção do método de conservação por Nicolas Appert, um pasteleiro francês que, em resposta a um concurso governamental em 1795, desenvolveu uma técnica de vedação a vácuo em frascos de vidro após fervura. Seu método, embora eficaz, só foi compreendido cientificamente décadas depois com Pasteur. A praticidade evoluiu quando o inglês Peter Durand patenteou o uso de latas de folha-de-flandres por volta de 1810, tornando as conservas mais leves, embora inicialmente abertas com ferramentas como baionetas.

Em Portugal, destaca-se a Ramirez, fundada em 1853 por Sebastián Ramirez, um imigrante espanhol, como a fábrica de conservas mais antiga do mundo ainda em funcionamento. A empresa inovou nos anos 1970 ao criar a lata de abertura fácil com argola, solucionando problemas de abertura relatados por um importador inglês. O episódio também aborda técnicas históricas de conservação, como salga e "pão de piloto", e a importância das conservas para exércitos e navegação.

FAQs

A fábrica de conservas mais antiga do mundo ainda em atividade é a Ramires, fundada em Portugal em 1853, com mais de 170 anos de história.

O método foi desenvolvido pelo pasteleiro francês Nicolas Appert, que em 1795 começou a investigar a conservação de alimentos em frascos de vidro hermeticamente fechados e fervidos.

As primeiras latas eram abertas com baionetas pelos soldados ou com um cinzel e martelo, pois o abre-latas só foi inventado na década de 1850.

A lata de abertura fácil com argola foi inventada no início da década de 1970 pela Ramires, devido à pressão de um importador inglês que estava cansado das reclamações dos clientes sobre a dificuldade em abrir as latas.

Antes das latas, as técnicas principais eram a salga (para carne e peixe) e o 'pão de escam' (um pão cozido várias vezes até ficar duro como pedra), mas eram pouco eficientes e saudáveis.

Appert começou a investigar em 1795 devido a um concurso público do governo francês, que oferecia um prémio para quem descobrisse um método de preservar alimentos por longo tempo para abastecer o exército durante as guerras revolucionárias.

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